<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; FHC</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/fhc/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 00:00:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Segundo pesquisa, 76% preferem governo Lula ao de FHC</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/segundo-pesquisa-76-preferem-governo-lula-ao-de-fhc/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/segundo-pesquisa-76-preferem-governo-lula-ao-de-fhc/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 17:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[CNT-Sensus]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16677</guid>
		<description><![CDATA[Sondagem da CNT também revelou a recuperação do otimismo da população em relação ao ano que vem
LEONARDO GOY - Agencia Estado
BRASÍLIA - A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto Sensus pediu aos entrevistados uma comparação entre o atual governo e o anterior. Para 76%, o governo Luiz Inácio Lula da Silva é melhor que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sondagem da CNT também revelou a recuperação do otimismo da população em relação ao ano que vem</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">LEONARDO GOY - Agencia Estado</span></h2>
<p>BRASÍLIA - A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto Sensus pediu aos entrevistados uma comparação entre o atual governo e o anterior. Para 76%, o governo Luiz Inácio Lula da Silva é melhor que o governo Fernando Henrique Cardoso. A sondagem também revelou a recuperação do otimismo da população. Segundo os dados apresentados nesta segunda-feira, em novembro 73,4% dos entrevistados disseram acreditar que 2010 será melhor do que 2009. No fim de 2008, o porcentual dos que acreditavam que o ano seguinte seria melhor era de 65,4%.</p>
<p><strong>Veja também</strong></p>
<p><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" /><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pesquisa-da-cnt-mostra-alta-do-indice-de-aprovacao-de-lula,470699,0.htm"><strong>Pesquisa da CNT mostra alta do índice de aprovação de Lula</strong></a></p>
<p><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" /><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pesquisa-mostra-dilma-rousseff-com-chances-de-crescimento,470726,0.htm" target="_self"><strong>Serra lidera, mas perde pontos para adversários</strong></a></p>
<p><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" /><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mesmo-com-apagao-popularidade-do-presidente-lula-cresce,470717,0.htm"><strong>Mesmo com apagão, popularidade do presidente Lula cresce</strong></a></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,cntsensus-aponta-queda-na-diferenca-entre-serra-e-dilma,470726,0.htm"><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" /><strong>CNT/Sensus aponta queda na diferença entre Serra e Dilma</strong></a></p>
<p><span lang="EN-US"> </span></p>
<p><span lang="EN-US"> </span></p>
<p style="text-align: left;">Com relação a itens mais específicos, 62,9% das pessoas entrevistadas afirmaram que a situação do emprego vai melhorar nos próximos 6 meses e outros 61,6% avaliam que sua renda vai aumentar neste mesmo período. Com relação ao que será feito com o 13º salário, 25,6% responderam que irão pagar dívidas, contra 11,2% que vão comprar produtos para casa e a para a família, 7,4% que vão fazer poupança e 3,5% que pretendem viajar.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><object id="infografico" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="555" height="358" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="middle" /><param name="Movie" value="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" /><param name="Src" value="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" /><param name="WMode" value="Window" /><param name="Play" value="0" /><param name="Loop" value="0" /><param name="Quality" value="High" /><param name="Menu" value="0" /><param name="AllowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="Scale" value="ShowAll" /><param name="DeviceFont" value="0" /><param name="EmbedMovie" value="0" /><param name="BGColor" value="FFFFFF" /><param name="SeamlessTabbing" value="1" /><param name="Profile" value="0" /><param name="ProfilePort" value="0" /><param name="AllowNetworking" value="all" /><param name="AllowFullScreen" value="false" /><param name="name" value="infografico" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="src" value="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="wmode" value="Window" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><embed id="infografico" type="application/x-shockwave-flash" width="555" height="358" src="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" name="infografico" allowfullscreen="false" allownetworking="all" profileport="0" profile="0" seamlesstabbing="1" bgcolor="#FFFFFF" embedmovie="0" devicefont="0" scale="ShowAll" allowscriptaccess="sameDomain" menu="0" quality="high" loop="0" play="0" wmode="Window" movie="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" align="middle"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/segundo-pesquisa-76-preferem-governo-lula-ao-de-fhc/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ardua tarefa</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/ardua-tarefa/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/ardua-tarefa/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[oposição]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16666</guid>
		<description><![CDATA[Pesquisa após pesquisa, começa a se desenhar um quadro favorável ao candidato do governo nas eleições de 2010.
O que em verdade as pesquisas traduzem é de fato uma avaliação geral sobre os diferentes atores da política no país e sua relação com as questões centrais do dia-a-dia da população.
Enquanto a política do governo federal mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisa após pesquisa, começa a se desenhar um quadro favorável ao candidato do governo nas eleições de 2010.</p>
<p>O que em verdade as pesquisas traduzem é de fato uma avaliação geral sobre os diferentes atores da política no país e sua relação com as questões centrais do dia-a-dia da população.</p>
<p>Enquanto a política do governo federal mostra resultados extremadamente positivos em matéria de enfrentamento a crise, preservação do emprego e do crescimento das empresas; resultados reforçados pelo impacto dos programas sociais e do reconhecimento das organizações e da mídia mundial; a oposição mostra uma ausência total de programa, de propostas e  uma divisão interna, agravada pelos resultados medíocres das suas duas principais administrações, estadual e municipal de São Paulo.</p>
<p>Após um ano de paralisia no plano municipal, marcado pelo crescimento da sujeira, irregularidades em diversas licitações, aumento dos seus próprios salários e da carga tributária da cidade, trânsito caótico e transporte público sem investimento, a administração demo-tucana sob a batuta de Kassab enfrenta um descontentamento crescente de sua própria base eleitoral na classe média. O quanto este desgaste influencia as intenções de voto em seu padrinho e mentor, José Serra, não está claro ainda.</p>
<p>Como não está claro o efeito nas pesquisas das obras eleitoreiras apresadas de Serra, que atrapalham a vida dos eleitores, dos pedágios multiplicados e aumentados e do desabamento recente no Rodoanel.</p>
<p>Os intensos investimentos em publicidade e propaganda tanto de Serra, como de Kassab, não parecem surtir o efeito desejado, mesmo quando as empresas estaduais fazem propaganda em outros Estados para tentar alavancar a candidatura do governador paulista.</p>
<p>Acontece que nesta fase da disputa política os efeitos do marketing pesam bem menos que em período eleitoral, prevalecendo, na minha opinião, a apreciação geral que a população faz de sua própria situação e de suas perspectivas imediatas. Isto favorece sem dúvida o campo do governo Lula e é nitidamente desfavoravel a oposição demo-tucana.</p>
<p>Como todos os indicadores anunciam um 2010 bem melhor em matéria de emprego, renda e a economia em geral, a oposição dificilmente encontrará um terreno mais propício para se apresentar como alternativa a candidatura governamental.</p>
<p>Por isso ela aposta cada vez mais na idéia do que poderíamos definir como &#8220;estelionato eleitoral&#8221;. Utilizar a notoriedade de seu candidato para apresentá-lo como continuador da política de Lula, ocultando sua oposição aos programas sociais do governo, a sua política econômica, a sua defesa do Estado. Ou seja, tentar apresentar Serra como &#8220;garante&#8221; do Bolsa-família (já não mais bolsa-esmola); defensor do Estado no pré-sal e adversário de privatizações em geral (já não mais venda da Cesp e nem uma palavra sobre a Petrosal).</p>
<p>Um setor da mídia, FHC e uma parte dos eleitores demo-tucanos consideram errada essa estratégia. Isto ficou claro na intervenção pública de FHC sobre o &#8220;autoritarismo populista&#8221;, na posição assumida por Merval Pereira da Globo ou nos editoriais do Estadão. Eles defendem um posicionamento oposicionista claro, identificado com o programa neoliberal próprio dos tucanos, o que hoje implica ir contra a corrente da maioria do eleitorado.</p>
<p>Aécio Neves rejeita abertamente essa postura o que deixou pouco espaço para José Serra utilizar seu trololó de suposto candidato de esquerda. Ou seja ficou mudo.</p>
<p>Cada vez mais sua candidatura depende de combinar o &#8220;estelionato eleitoral&#8221;, com um apóio aberto e direto de Aécio aceitando ser vice na chapa de Serra. Poderiam assim combinar uma campanha misturando o &#8220;posLula&#8221; de Aécio, com um &#8220;posFHC&#8221; do próprio Serra. Esperando que o povo engula um candidato de direita embrulhado de progressista. Descontando o apóio da mídia para construir a biografia de um e desconstruir a de Dilma, a candidata de Lula.</p>
<p>Árdua tarefa tem Serra pela frente.</p>
<p>LF</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/ardua-tarefa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O erro de Serra e Aécio é evitar a &#8220;contaminação&#8221;do governo FHC, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário, diz Merval Pereira</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/o-erro-de-serra-e-aecio-e-evitar-a-contaminacaodo-gogerno-fhc-em-vez-de-assumir-suas-virtudes-e-defender-o-programa-partidario-diz-merval-pereira/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/o-erro-de-serra-e-aecio-e-evitar-a-contaminacaodo-gogerno-fhc-em-vez-de-assumir-suas-virtudes-e-defender-o-programa-partidario-diz-merval-pereira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aecio]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16423</guid>
		<description><![CDATA[
Passo em falso
Merval Pereira &#8211; O Globo
A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span style="font-size: x-large;">Passo em falso</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Merval Pereira &#8211; O Globo</span></h2>
<p>A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser o escolhido do PSDB, é mais uma prova exemplar de como nosso sistema partidário é caótico, gerando governos eleitos sem uma mínima base parlamentar que lhes dê sustentação política efetiva.</p>
<p>Ciro foi de diversos partidos, inclusive da Arena no tempo da ditadura, mas teve sucesso político no PSDB, pelo qual chegou a ser ministro da Fazenda na transição do governo Itamar Franco para o primeiro governo de Fernando Henrique.</p>
<p>Esse período serviu também para que se tornasse adversário ferrenho tanto do ex-presidente quanto de José Serra, a quem, pela gana que tem, deve atribuir uma atuação decisiva para que não tenha continuado ministro da Fazenda.</p>
<p>A atuação de Aécio na tentativa de distender o ambiente político no pós-Lula tem sentido, mas ficou evidente que é uma tarefa quase impossível costurar alianças políticas com adversários figadais nesse período que antecede a eleição.</p>
<p>Ele já tentara uma aliança em Minas com o então prefeito petista de Belo Horizonte Fernando Pimentel para emplacar um candidato comum, Márcio Lacerda (PSB), e esbarrou na negativa do PT nacional.</p>
<p>Ao vetar a aliança na sua instância mais alta, depois que ela fora aprovada pelos diretórios regional e estadual, o PT mostrou que sua visão política é pragmática até certo ponto.</p>
<p>Aceita fazer acordos “até com o diabo”, mas não quer fortalecer uma eventual candidatura tucana à Presidência da República.</p>
<p>Aécio teve que se contentar com um apoio “informal” ao seu secretário, que acabou sendo eleito. Mas não ficou nada da aliança com o PT no estado.</p>
<p>Tanto que Pimentel é um dos coordenadores da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência e deve ser o candidato petista ao governo de Minas, com a tarefa de derrotar o governador Aécio, que pretende lançar seu super-secretário Antonio Anastasia.</p>
<p>Para aumentar as diferenças, a candidata oficial pretende ressaltar na campanha suas origens mineiras, embora tenha feito toda sua vida política e profissional no Rio Grande do Sul. Para não perder o controle político de Minas, caso não venha a ser candidato a presidente, Aécio terá que derrotar o petismo, que é forte no estado.</p>
<p>Mas, voltando à relação Ciro/ Aécio: é difícil acreditar que o PSB aceitaria sair da base petista para apoiar Aécio à Presidência, mesmo que Ciro assim o quisesse. Mais difícil ainda é aceitar que Ciro, desistindo do Planalto por Aécio, não se candidatará ao governo de SP, como quer Lula. E, candidatandose, não fará campanha agressiva contra Serra, que, nesse caso, seria candidato à reeleição.</p>
<p>Não é nem o caso de analisar as chances de vitória de Ciro em São Paulo, que são quase nulas em qualquer caso. Simplesmente os ataques de Ciro a Serra inviabilizariam o seu apoio a nível nacional a Aécio.</p>
<p>Portanto, essa estratégia do governador mineiro não serve para nada, a não ser para criar um ambiente de constrangimento dentro do seu partido.</p>
<p>A ideia central da candidatura de Aécio é a de que ele é mais agregador do que Serra, e que sua candidatura seria “mais ampla”, para usar as palavras do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que, de tão inábeis, podem ser tentativa pouco sutil de sinalizar a Serra que abra caminho para Aécio.</p>
<p>Mas, como vender essa imagem se ele não consegue conciliar em seu próprio partido? A busca de apoios em partidos que fazem parte da coligação governista, mas que são claramente peixes fora d’água, como PP e PTB, faz parte de um movimento correto para demonstrar sua suposta maior capacidade de agregar apoios.</p>
<p>Mas fazer provocação pública a seu concorrente e ao presidente de honra do PSDB, FH, em troca de nada, não parece uma estratégia adequada num momento capital como a definição da candidatura oposicionista.</p>
<p>É claro que deve haver alguma razão recôndita para que Aécio, um político experiente, tenha dado esse passo aparentemente em falso, quando encaminhava bem sua justa tentativa de ser escolhido pelo partido.</p>
<p>Talvez ele e seus assessores considerem que assim possa ser visto como um candidato desligado da história do PSDB, e que, por isso, não será apanhado na armadilha que o PT está armando, de comparar os governos de FH e de Lula.</p>
<p>Estaria incorrendo num erro que pode ser fatal, o mesmo em que incorreram Serra e Alckmin, os dois tucanos batidos por Lula: evitar a “contaminação” do governo FH, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário.</p>
<p>O mesmo erro Serra está cometendo novamente, na tentativa de se mostrar uma alternativa confiável para eleitores de esquerda que eventualmente possam estar insatisfeitos com a escolha de Dilma.</p>
<p>Até o momento, mesmo admitindose que exorbita de seu poder para tentar colocar em pé a candidatura de Dilma, é o presidente Lula quem está fazendo tudo certo, apesar de ser o PSDB que tem em José Serra o candidato preferido do eleitorado até o momento.</p>
<p>A indefinição do PSDB, e sua divisão cada vez mais clara, contrastam com a unidade governista, mesmo que a candidata oficial seja ruim de voto e não tenha traquejo político.</p>
<p>O que alimenta o apoio de um amplo leque de partidos à sua candidatura é a crença na capacidade de Lula transformar em votos para sua candidata sua grande popularidade.</p>
<p>O PT, com sua gana de poder e seu programa esquerdista reafirmado, deveria ser um empecilho a esse apoio por parte de partidos que confiam em Lula, mas não no PT.</p>
<p>Mas o PSDB teria que lhes dar alguma segurança. Até o momento, não tem nem candidato nem proposta alternativa.</p>
<p>A propósito de informação de que o PSDB gastou R$ 160 milhões na campanha presidencial de 2006, dada na coluna de sábado, “Plutocracia”, recebi o seguinte esclarecimento do vicepresidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira: “A campanha do PSDB de 2006 custou cerca de R$ 83 milhões, e este número está na página do TSE. A confusão que leva ao erro pode ser a solicitação do TSE, que pediu ao PSDB para registrar, como doação do partido ao candidato, a parcela desses recursos que, segundo o TSE, deveriam estar explicitados como despesas específicas do candidato e não da campanha.</p>
<p>Assim, se trata de dupla contagem, pois o PSDB só arrecadou e só fez dispêndio na conta do Comitê financeiro”.<br />
<strong><br />
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/o-erro-de-serra-e-aecio-e-evitar-a-contaminacaodo-gogerno-fhc-em-vez-de-assumir-suas-virtudes-e-defender-o-programa-partidario-diz-merval-pereira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>São Bartolomeu, a longa noite tucana</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/sao-bartolomeu-a-longa-noite-tucana/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/sao-bartolomeu-a-longa-noite-tucana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 08:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[apagão]]></category>
		<category><![CDATA[blecaute]]></category>
		<category><![CDATA[electricidade]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[linhas de transmissão]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16109</guid>
		<description><![CDATA[Gilson Caroni Filho &#8211; Carta Maior
Ao querer transformar a queda de energia, causada por uma falha tripla nas linhas de transmissão de Furnas, no “apagão do governo Lula”, a oposição, com apoio da grande imprensa corporativa, mostra a estreita margem de ação que restou ao antigo bloco de poder do governo tucano. Reacender o Clube [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="imginterna alignleft" src="http://200.169.228.51/arquivosCartaMaior/FOTO/9/foto_col_8594.jpg" alt="" /><span style="background-color: #ffff99;">Gilson Caroni Filho &#8211; Carta Maior</span></h2>
<p>Ao querer transformar a queda de energia, causada por uma falha tripla nas linhas de transmissão de Furnas, no “apagão do governo Lula”, a oposição, com apoio da grande imprensa corporativa, mostra a estreita margem de ação que restou ao antigo bloco de poder do governo tucano. Reacender o Clube da Lanterna, fundado por Carlos Lacerda, em 1953, para combater o governo Vargas só amplia o blecaute em que vive a direita após duas derrotas em eleições presidenciais. De antemão é uma aposta perdida. Uma comemoração tão grotesca quanto fugidia.</p>
<p>Quando lideranças do PSDB, DEM e PPS se unem no Congresso para dizer que o episódio serviu para demonstrar o fracasso da política energética do governo petista, o discurso político cede lugar à farsa burlesca, ao lançamento inoportuno de afirmações que, por grotescas, surtem efeito contrário ao pretendido por seus autores. Rememoram um passado recente, estabelecendo padrões de comparação que lhes são extremamente desfavoráveis. Mais uma vez, a direita, ignorando a posição em que se encontra, mira no horizonte e atira no próprio pé. Um embuste que ignora a massa crítica acumulada por diversos debates sobre crise energética no governo anterior. Em todos há um denominador comum: a responsabilidade pela ineficiência de energia elétrica se devia a erros de gestão da então administração federal.</p>
<p>Em 2001, o BNDES publicou “O Cenário Macroeconômico e a Oferta de Energia Elétrica no Brasil&#8221;. O documento, um alentado estudo dos economistas Joana Gostkorzewicz e Fábio Giambiagi, alertava que as dificuldades para a oferta de energia elétrica eram conseqüência direta da política de transição de um modelo gerenciado até então pelo Estado para a iniciativa privada. O açodamento entreguista deixava explícitas as “insuficiências do novo marco regulatório, bem como a ausência de articulação entre os vários órgãos governamentais, responsáveis pelo setor de energia.&#8221;</p>
<p>Concluindo a análise, o estudo reconhecia que &#8220;nos últimos anos, os recursos das empresas estatais, ainda amplamente dominantes na geração e transmissão, foram prioritariamente destinados para o saneamento financeiro das empresas e, portanto, para a preparação das privatizações. Tendo as empresas estatais deixado de investir pelas razões apontadas acima e o setor privado não encontrado ambiente seguro para substituir as estatais, devido às debilidades dos novos marcos, pavimentou-se o caminho para o desastre.&#8221;</p>
<p>O estudo, feito por órgão do Governo Federal, era categórico no diagnóstico: “O setor elétrico brasileiro possui um desenho próprio que o torna inadequado à operação por empresas privadas&#8221;. Se em 2001, os reservatórios estavam quase secos e a inexistência de linhas de transmissão impedia o manejo de geração, a causa determinante para o racionamento de energia foi a implementação de uma política privatista que aprofundou a queda da produção, reduziu a arrecadação tributária e alimentou o processo inflacionário, mantendo a fragilidade do Brasil em relação à economia internacional.</p>
<p>Quando Lula destaca os investimentos feitos pelo governo nos últimos sete anos, dizendo que “nesse período, foram construídas 30% das linhas de transmissão feitas em 123 anos no país&#8221;, não fala apenas de números relativos a um setor. O passo é maior. O que é anunciado é a retomada de decisões fundamentais para o desenvolvimento, deixadas em segundo plano, nos oito anos de gestão neoliberal. O que norteia a ação governamental é a criação de mecanismos que possibilitem ao Estado retomar seu papel de indutor do desenvolvimento nacional.</p>
<p>Comparar o blecaute de 10 de novembro de 2009 ao longo tempo das trevas que vigorou no país entre junho de 2001 e fevereiro de 2002 é um apagão histórico bem típico de uma elite que não soube atualizar as linhas de transmissão do seu ideário. Um autêntica confissão pública de fé no modelo monetarista-liberal que impossibilitou o crescimento econômico, aumentou as desigualdades e enfraqueceu as instituições políticas. A noite de São Bartolomeu deseja revisitar os huguenotes que ousaram sobreviver.</p>
<p>Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/sao-bartolomeu-a-longa-noite-tucana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;intimidação, em clara manifestação gratuita de poder&#8221;, diz o texto do juiz</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/intimidacao-em-clara-manifestacao-gratuita-de-poder-diz-o-texto-do-juiz/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/intimidacao-em-clara-manifestacao-gratuita-de-poder-diz-o-texto-do-juiz/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 22:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[governo SP]]></category>
		<category><![CDATA[John Neschling]]></category>
		<category><![CDATA[OSESP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16104</guid>
		<description><![CDATA[Maestro John Neschling ganha processo trabalhista contra a Osesp
11 de novembro de 2009
Bom dia Luiz. te envio uma nota que vai te interessar. Abraços Fernando Rabelo

O maestro John Neschling ganhou a ação trabalhista movida contra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Ele exigia os direitos trabalhistas pelos doze anos em que trabalhou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Maestro John Neschling ganha processo trabalhista contra a Osesp</span></strong></p>
<p>11 de novembro de 2009</p>
<p><em>Bom dia Luiz. te envio uma nota que vai te interessar. Abraços Fernando Rabelo</em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/terraco/john-neschlling-2008.jpg" alt="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/terraco/john-neschlling-2008.jpg" /></p>
<p>O maestro John Neschling ganhou a ação trabalhista movida contra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Ele exigia os direitos trabalhistas pelos doze anos em que trabalhou como diretor artístico e regente titular do grupo, além de indenização por danos morais pela forma como foi demitido (por uma notificação por e-mail, em janeiro).<br />
Conforme a sentença do juiz Ronald Luís de Oliveira, a Osesp deverá pagar 4,3 milhões de reais ao maestro. A demissão foi considerada sem justa causa e seguida de atitudes que provocaram &#8220;intimidação, em clara manifestação gratuita de poder&#8221;, diz o texto do juiz.</p>
<p>&#8220;Certamente, não era o meu desejo que a minha relação com a Osesp acabasse desta maneira. Mas eu sempre confiei na Justiça e me sinto recompensado&#8221;, disse Neschling, após saber da decisão. A vitória foi em primeira instância.</p>
<p>A Fundação Osesp, por meio de comunicado, informou que recorrerá às instâncias cabíveis. &#8220;A Fundação reafirma que a contratação do maestro John Neschling foi efetuada de forma regular, com seu conhecimento e aprovação, e de acordo com legislação específica que rege a contratação de serviços artísticos&#8221;, diz a nota.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/intimidacao-em-clara-manifestacao-gratuita-de-poder-diz-o-texto-do-juiz/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um pouco de luz para clarear o debate</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/um-pouco-de-luz-para-clarear-o-debate/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/um-pouco-de-luz-para-clarear-o-debate/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 11:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[apagão]]></category>
		<category><![CDATA[blecaute]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Favre]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[luz]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16042</guid>
		<description><![CDATA[O incidente que provocou corte de luz em 18 Estados durante 4 horas, exigirá uma sindicância interna que estabeleça, com relativa certeza, as causas que provocaram o blecaute.
É natural que os jornais e noticiários abordem o assunto até exaustão, pois a vida de milhões de pessoas foi afetada e procurar informar sobre as causas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O incidente que provocou corte de luz em 18 Estados durante 4 horas, exigirá uma sindicância interna que estabeleça, com relativa certeza, as causas que provocaram o blecaute.</p>
<p>É natural que os jornais e noticiários abordem o assunto até exaustão, pois a vida de milhões de pessoas foi afetada e procurar informar sobre as causas do mesmo é um dever da mídia.</p>
<p>Natural, também, é a oposição tentar tirar proveito político &#8211; eleitoral, do blecaute. Em parte, para tentar apagar a lembrança de seus próprios desatinos em matéria energética, mas também para tentar atingir o governo com a acusação de incompetência. Teve até declaração de Serra sobre falta de investimento como causa do blecaute, justamente ele, que quer privatizar no Estado o setor, pois dizia que o Estado não tinha dinheiro para investir.</p>
<p>Convém evitar polêmicas fúteis sobre o que, por enquanto, não teve explicação baseada na apuração rigorosa dos fatos. Vale lembrar a todos que o acidente da TAM também foi objeto de muito palpite infeliz, de muita politicagem e de muita exploração política e da mídia, quando o erro humano acabou emergindo claramente das investigações.</p>
<p>Em relação as questões mais de fundo sobre a política energética do governo e as acusações da oposição, basta levar a discussão para o terreno inconteste dos fatos.</p>
<p>Vinicius Torres Freire, articulista do caderno <strong>Dinheiro</strong> da <em>Folha</em>, é insuspeito de simpatias pelo governo, constata hoje em sua coluna:</p>
<p><strong>&#8220;O apagão de FHC, na verdade um longo racionamento mesmo em período de baixo crescimento econômico, foi uma combinação extraordinária de descaso grosseiro, ideologia mercadista e azar climático. Hoje não falta energia no país, até um pouco por sorte -a crise deu tempo de recompor &#8220;reservas&#8221; de energia (como a de gás e de água nas hidrelétricas), choveu muito etc. E houve muito mais investimento, especial em transmissão de energia -a rede cresceu cerca de 29% nos anos Lula, expansão 60% maior que a dos anos FHC. Há mais gás, canos de gás, grandes hidrelétricas em construção. No atacado da eletricidade, ao menos, Lula tem desempenho muito melhor que o de FHC.&#8221;</strong></p>
<p>Por sua vez, contrariando afirmações daqui e acolá, sobre a consistência de nosso sistema de transmissão e geração de energia, os que verdadeiramente entendem do assunto são convergentes em considerar que Brasil dispõe de um sistema que não é frágil, é bastante seguro, o que explica até o rápido restabelecimento da normalidade. (Ver<a title="Blecaute: Especialistas consideram que sistema é seguro" rel="bookmark" href="../2009/11/blecaute-especialistas-consideram-que-sistema-e-seguro/"> Blecaute: Especialistas consideram que sistema é seguro</a>).</p>
<p>Não é por acaso que a Bolsa de Valores não registrou qualquer movimentação nas ações das empresas do setor e que analistas citados pelo <em>Estadão</em> consideram o problema isolado e sem relação com questões estruturais. (Ver<a title="Mercado de ações considera que apagão é problema isolado" rel="bookmark" href="../2009/11/mercado-de-acoes-considera-que-apagao-e-problema-isolado/"> Mercado de ações considera que apagão é problema isolado</a>).</p>
<p>O blecaute não é o produto de insuficiência de energia, de falta de investimento na modernização do sistema, nem na sua fragilidade, mesmo se cada um desses aspectos exige aprimoramento permanente. Mas o debate da questão energética e dos desafios que esta problemática impõe aos principais países do globo deveria ser motivo de uma reflexão nacional.</p>
<p>Luis Favre</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/um-pouco-de-luz-para-clarear-o-debate/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Explicações para o apagão e o tucano ridículo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/explicacoes-para-o-apagao-e-o-tucano-ridiculo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/explicacoes-para-o-apagao-e-o-tucano-ridiculo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 14:06:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[apagão]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Virgílio]]></category>
		<category><![CDATA[Candido Vaccarezza]]></category>
		<category><![CDATA[Cesp]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Itaipu]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15992</guid>
		<description><![CDATA[Blog de Nassif

Por Henrique
Para Paraguai problema foi na CESP:
Descartan que sabotaje al sistema eléctrico nacional haya provocado el apagón
La Nacion, Py
La Administración Nacional de Electricidad (ANDE), descarta que el apagón generalizado producido anoche en nuestro país y el Brasil haya sido consecuencia de un sabotaje al sistema eléctrico. “Hasta el momento las informaciones recabadas desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a title="Explicações para o apagão" rel="bookmark" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/11/explicacoes-para-o-apagao/">Blog de Nassif<br />
</a></h2>
<h2>Por Henrique</h2>
<p><strong>Para Paraguai problema foi na CESP:</strong></p>
<h3>Descartan que sabotaje al sistema eléctrico nacional haya provocado el apagón</h3>
<p>La Nacion, Py</p>
<p>La Administración Nacional de Electricidad (ANDE), descarta que el apagón generalizado producido anoche en nuestro país y el Brasil haya sido consecuencia de un sabotaje al sistema eléctrico. “Hasta el momento las informaciones recabadas desde el Centro Nacional de Operaciones de la Ande y del sector de Operaciones de la Itaipú Binacional, a las 21:13 hs. de ayer se registró la desconexión total de las unidades generadoras de Itaipú de 50 y 60 Hz, en principio como consecuencia de una falla en una línea de 440.000 Voltios perteneciente a la empresa brasileña CESP, que atiende la región de la ciudad de Sao Paulo”, según la ANDE.</p>
<p>Esta desconexión provocó en primer lugar un colapso eléctrico en el Brasil en la región sur – sudeste y centro oeste con un corte de carga en el Brasil del orden de 17.000 MW.</p>
<p>La generación total perdida en Itaipú fue de 10.900 MW, posteriormente y como consecuencia de lo detallado se produce un apagón general en el Paraguay, afectando a todo el país, a raíz de la desconexión de las unidades generadoras de Itaipú y de las líneas de interconexión con la central Yacyretá ocurrido 2 minutos más tarde.</p>
<p>La carga total interrumpida en el Paraguay fue de 1.401 MW. La recomposición total del sistema eléctrico – pese a la gravedad del hecho – en el territorio paraguayo demoro solo entre 15 y 20 minutos.</p>
<p>Cabe resaltar que se descarta totalmente toda posibilidad de sabotaje en el sistema, visto que el origen del colapso eléctrico que afecto a ambos países tuvo su origen en una perturbación en el sistema eléctrico brasileño.</p>
<h2>Por Marco Aurélio</h2>
<p>Notícia mais recente segundo a Folha on-line</p>
<p>O secretário executivo do Ministro de Energia, Márcio Zimmermann, afirmou nesta quarta-feira que a origem do apagão aconteceu em três linhas de transmissão nos Estados do Paraná e de São Paulo. Entre as linhas, duas ligam o município de Ivaiporã (PR) a Itaberá (SP) e a outra fica entre Itaberá (SP) a Tijuco Preto (SP).</p>
<p>Segundo o secretário, as três linhas foram desligadas por conta de “condições meteorológicas diversas”. Todo o sistema já voltou e o apagão durou cerca de quatro horas, segundo os cálculos do ministério.</p>
<h2>Por paulo frança</h2>
<p>A BBC Brasil está publicando uma entrevista com engenheiro de Itaipu pelo lado do Paraguai, na qual ele afirma que o problema começou realmente em São Paulo, num curto-circuito. Abaixo, o trecho inicial:</p>
<p>Marcia Carmo</p>
<p>De Buenos Aires para a BBC Brasil</p>
<p>O Rio de Janeiro também foi afetado pelo apagão</p>
<p>O chefe da divisão de operações do sistema elétrico do Paraguai, na Administradora Nacional de Eletricidade (Ande, equivalente à Eletrobrás), engenheiro Luis Alberto Villordo, disse à BBC Brasil que um “curto circuito” no estado de São Paulo teria desencadeado a falta de energia no Brasil e no país vizinho.</p>
<p>“Houve um curto circuito numa linha de transmissão que atende a região de São Paulo. Esta falha não foi contida e foi se alastrando, contaminando outras linhas de transmissão de energia até chegar à hidrelétrica de Itaipu”, disse Villordo, por telefone, falando de Assunção.</p>
<p>Segundo ele, um temporal teria provocado o curto circuito arrastando o problema até Itaipu, de onde parte a energia para vários Estados brasileiros e para o Paraguai.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cnlp-CZMM8g/So6pWeR_EQI/AAAAAAAAAXY/H--l5IMQgYE/s400/AARTHUR+VIRGK%C3%8DLIO+iii.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_Cnlp-CZMM8g/So6pWeR_EQI/AAAAAAAAAXY/H--l5IMQgYE/s400/AARTHUR+VIRGK%C3%8DLIO+iii.jpg" /><br />
<strong> <span style="font-size: xx-large;">&#8221;Eles criticaram FHC, mas não resolveram&#8221;, diz líder do PSDB</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Em Brasília, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), não tardou ontem para devolver as críticas que seu partido recebeu do PT na época da crise energética que atingiu o governo Fernando Henrique Cardoso (veja a memória dos grandes apagões e as declarações a respeito do ministro Edison Lobão, na página C3). &#8220;No passado, eles não aceitaram as explicações do governo de que havia uma causa climática para o problema. E a verdade é que, depois de todo esse tempo, eles não resolveram o que eles próprios diziam ser o problema&#8221;, afirmou ontem o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, que jantava com alguns amigos em um restaurante em Brasília quando foi avisado num telefonema sobre a falta de energia em pelo menos 12 Estados, além de parte do Distrito Federal e do Paraguai.</p>
<p>Ao afirmar que os blecautes são comuns em seu Estado, ele disse não aceitar as explicações iniciais do governo. &#8220;Se eu descer em Nova York no inverno vestindo uma camisa polo, vou ficar resfriado&#8221;, ironizou. Virgílio disse que não seria &#8220;leviano&#8221; de utilizar o termo &#8220;apagão&#8221;, como ficou conhecida a crise energética sob o governo tucano. Mas não economizou nas críticas ao governo petista. &#8220;O fato é que as mesmas pessoas que tanto nos criticaram agora estão sentadas em Brasília, protegidas pelo fato de não estarem sujeitas ao sistema de fornecimento de Itaipu&#8221;, continuou.</p>
<p><strong>RÉPLICA</strong></p>
<p>O líder do PT, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), encarregou-se de devolver os ataques. Disse que não há comparação entre a crise que atingiu o governo FHC e o problema ocorrido na noite de ontem na rede. &#8220;Esta foi uma questão climática. O apagão deles foi um problema de falta de planejamento, um problema sistemático que prejudicou o Brasil por um ano&#8221;, reagiu o petista. &#8220;A oposição, mais uma vez, demonstra que não tem discurso&#8221;, completou Vaccarezza. Segundo o líder petista, o governo federal tomou imediatamente todas as providências para contornar a questão, assim que foi avisado sobre o problema na rede energética.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/explicacoes-para-o-apagao-e-o-tucano-ridiculo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Crise prematura na campanha de Dilma</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/crise-prematura-na-campanha-de-dilma/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/crise-prematura-na-campanha-de-dilma/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aecio]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Temer]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Quercia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15922</guid>
		<description><![CDATA[Raymundo Costa &#8211; VALOR
A candidatura da ministra Dilma Rousseff passa por um momento de definições e por uma crise prematura na aliança com o PMDB. Tão prematura quanto uma campanha eleitoral antecipada em meses.
Entre as definições, a menos surpreendente é a de que os ministros candidatos às eleições de 2010, inclusive Dilma, apenas deixarão seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-RAYMUNDO_COSTA.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A candidatura da ministra Dilma Rousseff passa por um momento de definições e por uma crise prematura na aliança com o PMDB. Tão prematura quanto uma campanha eleitoral antecipada em meses.</p>
<p>Entre as definições, a menos surpreendente é a de que os ministros candidatos às eleições de 2010, inclusive Dilma, apenas deixarão seus cargos no mês de abril, no último dia previsto na Constituição.</p>
<p>Até lá, a ministra se mantém grudada em Lula; a tiracolo, para cima e para baixo, inaugurando, falando. O treinamento com João Santana começa a surtir efeitos, segundo petistas.</p>
<p>Está descartada a hipótese de que Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência, assuma o cargo de Dilma. O mais provável é que a ministra seja substituída por Miriam Belchior.</p>
<p>O PT deve assumir politicamente a candidatura de Dilma no Congresso Nacional do partido marcado para fevereiro de 2010.</p>
<p>Para a mesma data está prevista a posse do novo presidente petista a ser eleito no dia 22, o ex-senador sergipano José Eduardo Dutra. Uma eternidade. Não é à toa que Dutra andou falando, no final de semana, que a aliança com o PMDB ainda corre riscos. Sua posse deve ser antecipada, entre outras coisas, para tratar do princípio de incêndio na relação com o PMDB.</p>
<p>Pegou mal no PT o anúncio de que o deputado Michel Temer e o ex-governador Orestes Quércia estabeleceram uma trégua em São Paulo: Quércia apoiaria Serra, apesar de o presidente nacional do PMDB ter fechado um pré-compromisso, em Brasília, com a candidatura da ministra Dilma. O PT, que até agora engoliu acordos mais de interesse da candidatura presidencial que do partido, sentiu o cheiro de queimado no ar.</p>
<p>Os petistas acham que já fizeram de tudo em favor da aliança: namoraram, pegaram na mão, disseram que vão casar e o PMDB escolheu até o noivo, Michel Temer.</p>
<p>A revelação de que Temer e Quércia, enquanto isso, andam de conversa é o pretexto de que precisa o PT para falar grosso. O discurso é que foi aberta a porta para a traição nos Estados. &#8220;Fazer acordo com o PT e com o Quércia para apoiar o Serra é a senha para liberar para todo mundo fazer o mesmo nos Estados&#8221;, é o que se diz, em resumo, no PT.</p>
<p>O PMDB pediu alto para concretizar a aliança. Preço que talvez o PT não esteja preparado para pagar, pois significa ficar sem candidato majoritário em alguns dos maiores colégios eleitorais do país.</p>
<p>Além de tudo o que já levou (ministérios, vice e apoio aos candidatos bem posicionados na disputa aos governos estaduais), o PMDB agora quer também prioridade nos Estados que o partido considera &#8220;problemáticos&#8221; para assegurar o apoio a Dilma na convenção de junho.</p>
<p>É isso o que agora o PT diz aceitar &#8220;de jeito nenhum&#8221;.</p>
<p>O PSDB, por seu turno, parece caminhar para um entendimento, se não pisar nas cascas de banana previsíveis: José Serra candidato a presidente e Aécio Neves, ao Senado. Legalmente, nada impede que em junho, data as convenções partidárias, Aécio junte-se a Serra na chapa dos sonhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A conjuntura eleitoral será determinante para a decisão do governador de Minas Gerais.</p>
<p>Principal ativista da chapa café com leite, FHC acredita que Aécio precisa de tempo para assimilar a ideia de ser vice de Serra, proposta atualmente descartada pelo governador. A chapa, atualmente, é o ponto de convergência dos tucanos. A versão segundo a qual a decisão em janeiro pode levar José Serra a desistir é turbinada no Palácio do Planalto.</p>
<p>Faz parte do jogo eleitoral. Os tucanos há muito não pautavam a agenda política como na semana passada. Lula, que no início do mandato escalava o deputado José Genoino para responder falas de FHC , desta vez saiu em pessoa para responder o artigo &#8220;Para onde vamos?&#8221; que Fernando Henrique publicou nos jornais &#8220;O Globo&#8221; e &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;.</p>
<p>Além de FHC, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga também marcou presença para pontuar diferenças na política econômica, em entrevista ao Valor. Os tucanos juram que foi enchente e não mão de gente que botou o jaboti na árvore. O que o PSDB não tem como negar é que a intervenção de FHC tirou Serra do foco.</p>
<p><strong>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: raymundo.costa@valor.com.br</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/crise-prematura-na-campanha-de-dilma/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um pen drive imperdível</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/um-pen-drive-imperdivel/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/um-pen-drive-imperdivel/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 14:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[IFHC]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Carlos Mendonça de Barros]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15673</guid>
		<description><![CDATA[Maria Cristina Fernandes &#8211; VALOR
A plateia era formada por alguns dos luminares do governo Fernando Henrique Cardoso &#8211; André Lara Resende, Andrea Calabi, Henri Philippe Reichstul e Rubens Barbosa. Todos, inclusive o ex-presidente que dá nome ao instituto onde o evento se realizava, aguardavam um dos palestrantes, Luiz Carlos Mendonça de Barros, preso no trânsito, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_CRISTINA_FERNANDE.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Maria Cristina Fernandes &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A plateia era formada por alguns dos luminares do governo Fernando Henrique Cardoso &#8211; André Lara Resende, Andrea Calabi, Henri Philippe Reichstul e Rubens Barbosa. Todos, inclusive o ex-presidente que dá nome ao instituto onde o evento se realizava, aguardavam um dos palestrantes, Luiz Carlos Mendonça de Barros, preso no trânsito, como descobriria Gilda Portugal ao celular, no meio da audiência &#8211; &#8220;Ele vem com certeza e traz um pen drive imperdível&#8221;.</p>
<p>Papearam sobre a repercussão do polêmico artigo de Fernando Henrique de domingo (&#8221;O Estado de S. Paulo&#8221; e &#8220;O Globo&#8221;) e a ausência de um dos convidados, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, justificada, como relatou o coordenador do instituto, Sérgio Fausto, pela premência de uma reunião sobre a Olimpíada de 2016.</p>
<p>O ex-presidente não alimentaria animosidades &#8211; &#8220;Eu o conheci como secretário do Zeca do PT (MS). Quando esteve comigo no Planalto disse que se o tivesse conhecido antes o teria chamado para o lugar do (Pedro) Malan. É aberto ao diálogo&#8221;.</p>
<p>Mendonça de Barros chega, sem gravata como o dono da casa, e é aplaudido pelo auditório cheio que o aguardava há 20 minutos. Não demora e o pen drive começa a rodar. &#8220;Economia Brasileira: como chegamos aqui/ FHC + Lula: uma combinação que deu certo&#8221;.</p>
<p>Antes de começar a falar, faz a Fernando Henrique a ressalva de que tinha gostado muito do artigo de domingo, em que o ex-presidente criticara os inebriados pelo Brasil de Lula.</p>
<p>A exposição trazia os números daquilo que o artigo chamara ironicamente de &#8220;o maior espetáculo da terra&#8221;. A tela exibia as curvas desencontradas dos oito anos do PSDB versus os sete do PT para balança comercial, salário mínimo, câmbio, juros, dívida externa, massa real de salários e faturamento do comércio.</p>
<p>Diz que a situação atual do Brasil é muito difícil para sua geração &#8211; &#8220;e a do Fernando Henrique&#8221; &#8211; entender. É o país que, no último relatório da Goldman Sachs, é citado como o detentor da moeda mais valorizada do mundo. Nesse momento chega Joseph Safra, com o crachá &#8220;visitante&#8221; na lapela, e senta-se entre Fernando Henrique e Rubens Barbosa.</p>
<p>Mendonça de Barros cita as conversas que tem tido com investidores estrangeiros e empresários brasileiros para dizer que seu otimismo com o país é compartilhado. &#8220;Um empresário que está vendendo três mil carros por dia, (e dirige-se a Safra, sentado bem à sua frente ) cliente de vocês lá, me disse &#8211; &#8216;Lula é o máximo&#8217;&#8221;.</p>
<p>Antes de passar a palavra ao palestrante seguinte, Fábio Giambiagi, Fernando Henrique dirige-se a Mendonça de Barros &#8211; &#8220;Entusiasmado você é. Cego, não&#8221;.</p>
<p>A exposição de duas únicas telas resume a fala de Giambiagi: O Brasil de 2050 terá uma população acima de 60 anos três vezes maior que a atual. Ele retoma o tema abordado ao final da exposição de Mendonça de Barros sobre as dificuldades de se empreenderem as reformas necessárias &#8211; &#8220;Se a oposição for vitoriosa terá que conviver com um PT mais forte e Lula à sombra e não conseguirá fazer mudanças sem um entendimento político&#8221;.</p>
<p>Vai buscar na ditadura de 1976, quando voltou ao Brasil adolescente, o exemplo de um país que tinha &#8220;uma capacidade de diálogo hoje perdida&#8221;. Cita uma batida de carro que presenciara, resolvida amigavelmente &#8211; &#8220;Foi um choque pra mim, vindo de uma Argentina onde a inflexibilidade era cultivada como virtude&#8221;.</p>
<p>Fernando Henrique inicia seus comentários contestando as previsões futuras de crescimento econômico apresentadas por Mendonça de Barros &#8211; &#8220;Quem previu 2002?&#8221;, questiona, numa referência à deterioração dos indicadores daquele ano. Recorre à prevalência da política e cita Maquiavel sobre a dificuldade das reformas &#8211; quem é afetado se rebela e quem será beneficiado ainda não o sabe.</p>
<p>Reconhece que a transferência de voto é possível &#8211; &#8220;Já está ocorrendo, Dilma tinha zero agora tem 15%&#8221; &#8211; mas não é automática &#8211; &#8220;Tanto que Serra tinha o apoio de três, o meu o de Montoro e o de Covas quando se candidatou pela primeira vez a prefeito e perdeu&#8221;.</p>
<p>Diz que a população não é dividida em partidos ou blocos de oposição e governo &#8211; &#8220;Cabe à liderança política mostrar que os 65% (de Lula) podem ser próximos dos 40% (de Serra)&#8221;.</p>
<p>Trata o Bolsa Família como &#8220;imexível&#8221; e diz que sua importância para remediar os miseráveis é superior à da valorização do salário mínimo, ressaltada por Mendonça de Barros.</p>
<p>Vê nos gargalos na infraestrutura, em que inclui o pré-sal, o reflexo da &#8220;confusão reinante neste governo entre público e privado&#8221;. Conclui os trabalhos da mesa num clima ameno, que só volta a esquentar nos debates.</p>
<p>Raul Vellozo questiona como se justifica o otimismo com o futuro do Brasil face à &#8220;incapacidade de a União se planejar para gastar bem&#8221;.</p>
<p>Mendonça de Barros acabara de classificar os artifícios contábeis para se produzir o superávit de &#8220;5ª categoria&#8221; &#8211; &#8220;Os nossos eram mais sofisticados&#8221;. Ao ouvir Vellozo, chuta a lata &#8211; &#8220;São um bando de ignorantes que não sabem o que estão fazendo. Há uma série de problemas novos que não conseguem resolver porque estão no software pirata que usam&#8221;. Foi o único momento do seminário em que André Lara Resende soltou uma risada.</p>
<p>No café, ao final do seminário, Mendonça de Barros é questionado se as razões da indecisão de Serra sobre a candidatura presidencial estavam relacionadas ao seu pen drive. &#8220;Não tenho a menor dúvida&#8221;.<br />
<strong><br />
Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail mcristina.fernandes@valor.com.br</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/um-pen-drive-imperdivel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Autoritarismo popular pelo voto direto</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/autoritarismo-popular-pelo-voto-direto/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/autoritarismo-popular-pelo-voto-direto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 12:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[autoritarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Estado]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15618</guid>
		<description><![CDATA[Maria Inês Nassif &#8211; VALOR
Ao final de sete anos de governo e à véspera de uma eleição em que a sua simples presença de um lado da disputa pode definir a sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dando um nó na cabeça da oposição. Não só pela sua popularidade, mas pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-MARIA_INES_NASSIF.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Maria Inês Nassif &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Ao final de sete anos de governo e à véspera de uma eleição em que a sua simples presença de um lado da disputa pode definir a sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dando um nó na cabeça da oposição. Não só pela sua popularidade, mas pela forma como conseguiu usar essa popularidade para mudar completamente uma agenda política e econômica à qual, no primeiro mandato, parecia amarrado.</p>
<p>À direita e à esquerda, essa mudança de agenda está sendo colocada como autocrática. Todavia, como definir historicamente uma mudança de agenda política e econômica num regime democrático sem a suposição de que existe apoio popular a ela? O apoio é a um presidente ou a um outro projeto de poder? Como desvincular o presidente Lula do seu partido político, o PT, quando a história política de ambos é a mesma (e isso é um fato mesmo se constatando que, depois de quase dois mandatos como presidente num regime presidencialista, Lula tornou-se maior que o PT)? Se projetos políticos não se sucederem no poder, em alternância, o que se pode querer de uma democracia? É personalismo ou projeto político diferenciado uma inversão completa de agenda em relação aos governos anteriores?</p>
<p>A definição &#8211; ou acusação &#8211; imputada a Lula pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo recente publicada em dois jornais paulistas (&#8221;Folha de S. Paulo&#8221; e &#8220;Estado de S. Paulo&#8221;), e reiterada em entrevista ao colunista Vinicius Torres Freire, ontem, na &#8220;Folha&#8221;, de exercer uma &#8220;Presidência imperial&#8221;, ou ser o artífice de um estado de &#8220;apatia com autoritarismo popular&#8221;, não parece plausível. Não dá para &#8220;acusar&#8221; alguém de ser popular. FHC também o foi no seu primeiro mandato e venceu as eleições para a reeleição no primeiro turno, em 1998. Não dá para &#8220;acusar&#8221; alguém por estar no poder, se essa pessoa foi eleita. FHC também foi, duas vezes. E, como Lula, também tentou, embora não com tanto empenho, fazer o seu sucessor.</p>
<p>Como Lula, Fernando Henrique Cardoso foi vitorioso como principal articulador de uma nova agenda política e econômica &#8211; no seu caso, o discurso vitorioso foi o de rompimento com a agenda nacional-populista de Vargas que ainda estava entranhada na sociedade. Como Lula, FHC teve que fazer valer o seu projeto num regime presidencialista com forte dispersão partidária. Ninguém o acusou de autoritário por isso. E não existe nenhuma objetividade numa acusação de autoritarismo se a pessoa que está sendo acusada se submeteu às urnas e mantém-se estritamente no jogo político institucional (ainda anteontem, Michael Bloomberg se elegeu, pela terceira vez, prefeito de Nova York).</p>
<p>A grande arte do Brasil democrático foi a de conseguir criar, mesmo após longo período de ditadura militar, uma cultura democrática. Foi arte, não foi sorte. Um único presidente, Fernando Collor, tinha um perfil que tendia ao autoritarismo mas, salvo a edição do Plano Collor numa conjuntura de hiperinflação no primeiro dia de seu governo &#8211; que enxugou drasticamente a liquidez com o confisco de poupança -, o autoritarismo não conseguiu passar de um discurso forte com cores nazistas. Collor mais ladrou do que mordeu: aceitou sem reações um processo de impeachment que acabou se tornando um símbolo da democracia brasileira. O presidente Itamar Franco, eleito como seu vice, governou por dois anos, tinha tradições democráticas e não as negou no poder.</p>
<p>Antes deles, o primeiro presidente civil depois do golpe de 1964 e último a se eleger pela via indireta, José Sarney, teve muitos defeitos, mas seu governo foi fundamental para a consolidação da democracia. Foi nesse período que funcionou a Assembleia Nacional Constituinte. Não consta que Sarney, mesmo com o pecado original de ter antes vivido à sombra do regime autoritário, tenha cometido atentados contra a então tenra democracia. Como vice do presidente eleito pelo Colégio Eleitoral, Tancredo Neves, Sarney ascendeu ao poder pela morte de um dos grandes articuladores da transição para a democracia. Estava comprometido com as forças democráticas, já majoritárias na sociedade, e não conseguiria sobreviver no poder sem o apoio delas.</p>
<p>Os governos do presidente Fernando Henrique Cardoso tiveram grande conteúdo democrático. FHC vinha da oposição institucional ao regime militar, o MDB, ingressou no PMDB e ascendeu pelo PSDB, partido surgido de um racha do PMDB. FHC, assim como Lula, esteve presente nos grandes movimentos pela democracia no pré-85. No governo, foi um hábil, e democrata, articulador de forças econômicas que emergiam num Brasil que se abria para o capitalismo financeiro internacional. Não houve autoritarismo nessa mudança de agenda: ele articulou forças que se moviam no cenário democrático a partir de mandato ao qual foi investido pelo voto popular. FHC foi bastante popular no final do primeiro governo, quando o Plano Real produziu um ganho de distribuição de renda incomum num país de renda concentrada como o Brasil. Perdeu esse legado no segundo mandato, quando a renda voltou a se concentrar.</p>
<p>O presidente Lula não foi nem mais, nem menos democrático que os outros civis. Foi igualmente democrata. Com mandato popular, articulou forças que se moviam no território da democracia para mudar a agenda política e econômica. A interpretação de que é a figura central de um &#8220;autoritarismo popular&#8221; não leva em conta a origem do mandato de Lula &#8211; o voto, como os dois mandatos de FHC -, mas o fato de que o atual presidente articula outras esferas da sociedade que foram incorporadas ao projeto de poder tucano apenas durante o Plano Real, e dele foram apartadas por sucessivas crises e um modelo de acumulação que se tornou excludente, passado o efeito desconcentrador do êxito anti-inflacionário.</p>
<p>A designação de &#8220;autoritarismo&#8221; não leva em conta o voto; a &#8220;acusação&#8221; de popular não faz justiça a quem vota.<br />
<strong><br />
Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail maria.inesnassif@valor.com.br</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/autoritarismo-popular-pelo-voto-direto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
