25/05/2009 - 13:42h Não faltam investidores para a Copa de 2014

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O valor da cota de patrocínio chega a US$ 80 milhões e há disputa

Marili Ribeiro – O Estado SP

Os patrocinadores da Copa do Mundo de Futebol de 2014 só poderão dar início às suas ações de marketing após o término da Copa de 2010, na África do Sul. Mesmo assim, não faltam candidatos a desembolsar os altos custos da cotas para garantir presença. “Fomos rápidos, pois não queríamos dar chances a nenhum concorrente do nosso segmento se mexer”, afirma Fernando Chacon, diretor executivo de marketing do Itaú-Unibanco, primeira empresa a assinar contrato de patrocinador oficial da Copa de 2014. Ele conta que as negociações começaram em novembro do ano passado. “Conseguimos blindar o acesso do concorrente e garantir nossa presença nessa vitrine inigualável.”

O banco é, até o momento, o único patrocinador oficial do mundial no Brasil – o primeiro em quase 60 anos. Há seis cotas de patrocínio a serem comercializadas, como informa a assessoria do evento, que é organizado pela Federação Internacional de Futebol, a Fifa. Três delas já estão bem encaminhadas.

No mercado do marketing esportivo, comenta-se que pelo menos duas operadoras de telefonia estão no páreo: a Vivo e a Oi. Procuradas, as duas fogem do assunto. Mas o executivo de uma delas admite, extraoficialmente, que os entendimentos estão avançados e só falta os acionistas liberarem as assinaturas dos contratos.

Os valores dos contratos para o Brasil são salgados. As cotas oscilam entre US$ 40 milhões e US$ 80 milhões, dependendo da extensão da participação. Há patrocinadores master, locais e ainda os “global partners”, que são os parceiros de todos os eventos esportivos da Fifa, inclusive a Copa do Brasil. Entre eles estão , por exemplo, grandes marcas, como Adidas, Coca-Cola e Visa.

A presença da global partner Visa, por exemplo, vai restringir a abrangência das ações do Itaú como o banco oficial da Copa de 2014, como reconhece o próprio Chacon. ” Vamos cuidar das operações necessárias à realização do evento no Brasil, como câmbio”, explica ele. “O único impedimento que teremos diz respeito ao uso de cartões de crédito e débito, por causa do patrocinador Visa”. Mesmo com a restrição na extensão do patrocínio, o investimento, cujo valor ele não revela, é, na opinião dele, compensador.

Para o diretor do Itaú, o retorno de imagem que um mundial no Brasil pode trazer é imensurável, dadas às proporções que o evento assume no “país de chuteiras”.

Não é uma visão isolada. O diretor de Marketing da AmBev, Carlos Lisboa, não esconde a euforia pelo fato de a recém-comprada cervejaria americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, ser uma das patrocinadoras da Copa de 2010, o que, por extensão, deverá estender o direito de permanecer também como patrocinadora da Copa de 2014 no Brasil.

“As negociações já estão bem engatilhadas. Tanto que já mandamos uma equipe para a África do Sul para ver quais as ações de ativação de marca que eles estão fazendo lá e avaliar como poderemos replicá-las por aqui”, conta Lisboa.

O fato de os jogos ocorrerem em diferentes cidades ao mesmo tempo – as 12 escolhidas serão anunciadas no fim do mês -, é outro elemento que pode impulsionar as vendas. “Com a mobilização que o futebol promove, a Copa do Mundo no Brasil será como um segundo verão para nós.”

Os números do evento são grandiosos e, por si só, impulsionam os grandes conglomerados a entrar na disputa por uma cota de patrocínio. Na Copa da Alemanha, os jogos foram vistos por 2,6 bilhões de pessoas em 214 países. Só com direitos de transmissão de imagem, a Fifa faturou 2,1 bilhões.

26/04/2008 - 17:07h Brazil keen to boost air and rail transportation for hosting 2014 World Cup

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RIO DE JANEIRO, Brazil: Brazil plans to expand air traffic and build a bullet train between its two biggest cities in preparation for the 2014 World Cup.

Tourism Minister Marta Suplicy said on Friday the ministry had already begun planning for the Cup, the second to be held in Brazil. The country has won a record five World Cups but hosted just one, in 1950.

“The order for us in tourism is just one: Plan,” she said at a news conference. “The 2014 World Cup is a great opportunity for the country to raise its visibility before the world.”

Efficient preparation also could boost Brazil’s status as a world-class sports venue, she said. Rio de Janeiro successfully staged the Pan American Games last year and aspires to host the 2016 Olympic Games.

A plan for expanding regional air traffic will be submitted to the Defense Ministry, Suplicy said. And the chief of staff of President Luiz Inacio Lula da Silva is working on plans to build a bullet train between Rio de Janeiro and Sao Paulo.

In 2006, 26 billion people in 240 countries watched the World Cup in Germany, Suplicy said, citing figures from FIFA, soccer’s governing body. The numbers are expected to grow for the 2010 Cup in South Africa.

To prepare for the Cup, Germany invested 10 billion euros (US$15.8 billion) and created 40,000 permanent jobs and drew 24.5 million visitors from 2003 to 2006, she said.

“We’re here to listen to the experiences of specialists, learn how each country prepared, what worked (and) what could have been better,” Suplicy said.

Ricardo Teixeira, president of the Brazilian Soccer Confederation, said Brazil was way ahead of other nations that hosted the World Cup.

“We’re already planning for seven years a lot that wasn’t planned in other countries at this time,” he said. “This is the right way.”

25/04/2008 - 19:37h Turismo dá largada para a Copa de 2014

Presidente da CBF diz que iniciativa de planejamento do Ministério do Turismo coloca o Brasil à frente de outras experiências em países que já sediaram o evento

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Rio de Janeiro (25/04) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao lado do secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do diretor da Empresa Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape-FGV), Bianor Cavalcante, e do presidente do Fornatur, Bismarck Maia – abriu, nesta manhã (25), no Rio de Janeiro, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014. “Para nós, do turismo, a ordem é uma só: planejar. A Copa é a grande oportunidade para o país ampliar a visibilidade que tem perante o mundo e temos que aproveitá-la”, disse a ministra.

Segundo Marta Suplicy, o Ministério do Turismo alinhava, junto a outros ministérios, questões necessárias para desenvolver o setor. “No governo somos um time e nossa função é apontar e encaminhar o que pode fazer diferença para o turismo”, explicou a ministra em coletiva logo após a abertura do seminário.

Da coletiva, participaram também Eduardo Paes e Ricardo Teixeira. Entre os temas em destaque, foram tratadas questões de infra-estrutura, como o projeto do Trem Bala Rio-São Paulo, que vem sendo planejado pela Casa Civil. Também a questão da Aviação Regional, cuja contribuição do Ministério em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) já resulta em um estudo, que será entregue ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. “É um estudo que aponta onde são necessários investimentos para incremento da Aviação Regional”.

Ricardo Teixeira destacou na coletiva que não se deve falar em custo, quando se pensa em Copa do Mundo, mas sim em investimento. “Tudo que está sendo feito numa Copa ficará para o país”. O presidente da CBF alertou que hoje é difícil mensurar valores porque as cidades-sede, “10 ou 12”, ainda não foram escolhidas. “A ministra do Turismo está certa quando fala que o momento agora é de planejar. Posso garantir, como membro do Comitê-Executivo da Fifa, que acompanhou as Copas desde 1990, que estamos avançados em relação ao que aconteceu em outras Copas. Ou seja, nós já estamos planejando há sete anos muita coisa que não foi planejada em outros países nessa época. O caminho é esse”.

Marta Suplicy observou que o Ministério do Turismo vai utilizar as informações do Estudo de Competitividade feito em 65 destinos, nos quais todas as capitais estão incluídas. “Isso significa que todas as cidades candidatas à Copa de 2014 também já foram avaliadas. Agora, vamos aprofundar os dados que temos, do ponto de vista quantitativo e qualitativo, para saber, por exemplo, a capacidade hoteleira de determinada cidade e a prestação de serviços turísticos ao visitantes. Por enquanto, não temos como mensurar valores. Nosso estudo vai possibilitar isso”, afirmou Marta Suplicy.

O secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lembrou que hoje, por meio do Ministério do Turismo, existe possibilidade de acesso a crédito do Prodetur Nacional (financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID) para investimentos infra-estrutura, qualificação e promoção turística. Estão disponíveis pelo Programa US$ 1 bilhão. O acesso aos recursos é negociado por estados e municípios, com apoio técnico do MTur, e necessita de aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento.

A segurança foi mais um tema abordado na coletiva. Eduardo Paes acredita que o modelo bem-sucedido adotado durante os jogos Pan-americanos 2007, no Rio de Janeiro, pode ser ponto de partida para o planejamento nas cidades que pleiteiam ser sedes da Copa de 2014. Ricardo Teixeira lembrou que durante a Copa da Alemanha, França e Estados Unidos o patrulhamento dos estádios foi feito por exércitos e forças nacionais desses países.

Serviço: Realizado pelo Ministério do Turismo, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014 é o primeiro passo para orientar o turismo brasileiro a se organizar para a realização da Copa de 2014 no Brasil. Na abertura, a ministra do Turismo e o diretor da Ebape-FGV assinaram convênio no valor de R$ 865,8 mil (R$ 786,8 mil parte do Ministério e o restante da FGV) para a realização de estudo sobre as 18 cidades candidatas a sede e subsedes dos jogos da Copa de 2014. Com esse estudo, a previsão é que daqui a 12 meses o turismo saiba quais as reais necessidades de investimentos para a Copa de 2014.
Leia a íntegra do discurso da ministra Marta Suplicy no evento
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25/04/2008 - 19:01h A vitrine da Copa 2014

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MARTA SUPLICY – O GLOBO

O turismo da “seleção canarinho” está diante de uma chance única de propaganda do país: a Copa de 2014. Dados da Fifa sobre a Copa de 2006 registram 26 bilhões de espectadores na audiência acumulada de 214 países. Esses números, que certamente serão maiores na África do Sul, em 2010, não deixam dúvidas sobre a importância da vitrine que é a Copa. Temos de ser Pelé, inigualáveis.

Planejamento e organização são essenciais à captação de recursos públicos e privados. Temos que diagnosticar como estamos em todos os setores e o que precisaremos estruturar até o início do campeonato. Já começamos esse trabalho. No final deste ano a Fundação Getúlio Vargas irá às cidades que serão definidas como sede de jogos para aprofundar o detalhamento das intervenções necessárias, levando em conta as exigências do evento, sempre com o olhar voltado às necessidades do turismo.

Para receber os visitantes com padrão de excelência temos que oferecer serviços impecáveis na sinalização turística, nos receptivos dos aeroportos e apoio em outros meios de transporte. Teremos, igualmente, necessidade de qualificar o atendimento dos bares, restaurantes e outros estabelecimentos.

É preciso ultrapassar os limites das quatro linhas do gramado e estimular o turista torcedor a conhecer um roteiro integrado e inteligente, que lhe revele a nossa riqueza e diversidade.

Ainda não há como quantificar os recursos necessários. Mas precisamos levar em conta que qualquer esforço trará retorno. A Copa de 2006 exigiu da Alemanha 10 bilhões de euros. Em compensação, atraiu 3,5 milhões de turistas entre 2003 e 2006 e 21 milhões de visitantes durante a realização dos jogos. A indústria do turismo cresceu mais de 19%, com geração de 40 mil empregos.

A África do Sul se prepara para a Copa de 2010: reservou 2 bilhões de dólares para investimentos em transporte público e infra-estrutura.

O país espera arrecadar 1,6 bilhão de dólares com os 400 mil visitantes esperados, pretende vender 3 milhões de ingressos e criar 130 mil empregos.

Os investimentos são altos e exigem sintonia entre as esferas governamentais e não-governamentais.

O Ministério do Turismo está reunindo um time de especialistas nacionais e estrangeiros que irão expor suas vivências na organização de grandes eventos esportivos.

Estamos concentrados para que o setor chegue em 2014 com toda possibilidade de sagrar-se campeão na projeção ao mundo da imagem de um Brasil que tem inúmeras belezas, cada dia mais sendo descobertas e reveladas.

22/04/2008 - 08:31h Hora de fazer planos para a Copa de 2014

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*Josep Chias – O Estado de São Paulo

O seminário a ser realizado pelo Ministério do Turismo nesta sexta-feira, que discutirá o cenário, as propostas, as estratégias e o planejamento do setor turístico para a Copa do Mundo de futebol de 2014 é, no mínimo, oportuno. Convivo com a realidade turística do País há quase 20 anos e acredito que o Brasil não deixará nada a desejar em termos de organização e de qualidade dos produtos e serviços oferecidos na ocasião.

Quando me refiro ao produto turístico brasileiro, gosto de dizer o seguinte: o copo não está meio vazio e, sim, meio cheio. Isto é, muita coisa já está sendo feita. Presenciei, nos anos em que participei da elaboração e da implementação de projetos como o Plano Cores do Brasil, para promoção do mercado nacional, e o Plano Aquarela, para o mercado internacional, entre tantos outros belos desafios, progressos importantes: melhora na infra-estrutura dos aeroportos, criação e melhora da hotelaria de qualidade, significativa evolução do receptivo e do mercado e, o mais importante, o despertar do Brasil como um novo e potente destino turístico para o mundo.

Diante desses fatores, e por confiar na capacidade brasileira de organização para gerenciar e administrar eventos de grande porte – como o carnaval e o réveillon do Rio -, tenho convicção do sucesso da Copa no ‘país do futebol’.

O salto do turismo nacional em termos qualitativos e quantitativos fez do Brasil uma referência importante para países da América Latina, que têm se inspirado na estratégia brasileira para se posicionar. Além disso, as cidades-sede terão tempo hábil e capacidade para melhorar a infra-estrutura e acelerar o crescimento, inclusive para a construção das bases da sustentabilidade no turismo.

O que não se pode esquecer é que, na Copa do Mundo, estima-se audiência de mais de 5 bilhões de pessoas ao redor do globo. O evento, organizado pela Fifa, é, disparado, o maior do mundo em cobertura da mídia, e essa superexposição do Brasil é fator-chave para a construção de uma imagem mundial forte. O conteúdo do que e de como vai ser comunicada essa imagem é um dos principais desafios da Copa.

Além disso, desembarcarão no País torcedores de várias nacionalidades – a necessidade de tornar o período o mais memorável possível torna-se uma prioridade. O primeiro passo no planejamento será o treinamento de pessoal qualificado para atender qualquer estrangeiro, inclusive no seu idioma de origem. Será necessária, ainda, uma capacidade logística para movimentar esses profissionais rapidamente de uma cidade para outra, conforme a Copa avança e as seleções mudam de sede. Esses serão os multiplicadores da boa imagem do Brasil como destino a ser visitado posteriormente, pois a grande maioria dos turistas não está habituada e não conhece tudo o que temos a oferecer.

Destaco, por fim, a importância das atrações complementares que serão propostas aos visitantes. Cada seleção terá um intervalo de três dias entre as partidas – para este momento, a grande jogada será revelar as belezas naturais, a cultura e os costumes do Brasil. Teremos de estar aptos a oferecer culinária de qualidade a todos os torcedores, inclusive pratos típicos do país de origem. Sabemos, por exemplo, que os chineses podem apreciar um bom churrasco no primeiro dia, mas não passarão sem seu prato tradicional a partir do segundo dia.

Pesquisas feitas em parceria com o Ministério do Turismo mostram que turistas internacionais dão valor à população brasileira pela sua cordialidade e pela sua abertura. Diante disso, o País deve estar preparado para atender bem à grande demanda que desembarcará por aqui.

A conclusão e os desafios são claros: o Brasil vai mudar de patamar, posicionando-se entre os líderes no turismo internacional, turismo que se converterá em um dos motores do futuro.

* Josep Chias – Presidente da Chias Marketing e autor do livro Turismo, O Negócio da Felicidade

12/11/2007 - 17:29h Ministra do Turismo inaugura estande do Brasil na WTM

Ministra do Turismo inaugura estande do Brasil na WTM

Londres (12/11) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, e a presidente da Embratur, Jeanine Pires, abriram hoje, em Londres, a participação brasileira no World Travel Market 2007 (WTM), um dos principais eventos mundiais da área de turismo. A recente decisão da Fifa de realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil é um dos assuntos que mais tem chamado a atenção da mídia inglesa.“Especialistas dizem que a Copa do Mundo tem potencial de atrair mais turistas do que uma Olimpíada”, afirmou a ministra, em entrevista à imprensa inglesa. Durante as entrevistas, o Brasil esteve representado também pelo ex-jogador Carlos Alberto Torres, capitão da seleção brasileira na Copa de 1970.

O estande do Brasil no WTM tem 713m2 e destaca, em grandes painéis, algumas das principais atrações turísticas do País, como Rio de Janeiro (RJ), Ouro Preto (MG), São Paulo (SP) e Porto de Galinhas (PE). Participam do estande 68 parceiros, incluindo representantes de destinos turísticos (estados e municípios), empresas aéreas, hotéis e operadores de turismo, entre outros setores.

“A Inglaterra é o 11º país emissor de turistas para o Brasil, com cerca de 170 mil visitantes em 2006”, revela Jeanine Pires, da Embratur. “Mas estamos seguros de que há muito potencial para crescermos neste mercado, e o WTM é uma excelente oportunidade para promover o Brasil.”

A meta do Brasil é fechar o ano com um total de 5,5 milhões de visitantes estrangeiros, o que representa um crescimento de quase 10% sobre 2006. Em relacão à entrada de divisas, a previsão é de um total de US$ 5,1 bilhões, com um incremento de 18,6% sobre o ano anterior.

30/10/2007 - 19:36h "Une Coupe du monde au Brésil, c’est comme aller en pèlerinage à La Mecque, à Saint-Jacques-de-Compostelle ou à Jérusalem"

La Fédération internationale de football (FIFA) a officiellement confié l’organisation de la Coupe du monde de football 2014 au Brésil, lors d’une réunion de son comité exécutif, mardi 30 octobre, à Zurich, en Suisse. En vertu de principe de rotation (qui va désormais être abandonné), c’était au tour de l’Amérique du Sud d’organiser l’événement, et la confédération sud-américaine (Conmebol) n’avait pas présenté d’autre candidat. Le Brésil était donc sûr d’être désigné depuis que sa candidature avait reçu l’aval de la délégation technique de la FIFA, mi-octobre.

 

Quintuple champion du monde, le Brésil n’a accueilli l’événement qu’une seule fois, en 1950, et sera le premier pays d’Amérique du Sud à accueillir le Mondial depuis l’Argentine en 1978. Seul pays à s’être qualifié pour toutes les Coupes du monde (18) et seul pays à avoir emporté cinq fois le trophée, il succèdera à l’Afrique du Sud, qui doit organiser l’épreuve en 2010.

“COMME UN PÈLERINAGE À LA MECQUE”

“Une Coupe du monde au Brésil, c’est comme aller en pèlerinage à La Mecque, à Saint-Jacques-de-Compostelle ou à Jérusalem. Pour un footballeur, la Coupe du monde au Brésil, voilà ce qui la représente le mieux. C’est formidable”, s’est réjoui Michel Platini, membre du comité exécutif de la FIFA et également président de l’UEFA.

Le président de la Confédération brésilienne Ricardo Teixeira a indiqué, lors de la présentation du dossier mardi, qu’il s’agissait d’une “grande joie et une conquête historique pour le pays et le peuple brésilien.” M. Teixeira a aussi insisté sur “l’impact tant au niveau social qu’économique”, puisque “la Coupe du monde laissera un héritage permanent”, notamment avec des améliorations annoncées dans le domaine du transport, de la santé, des égouts et de l’épuration des eaux, ainsi que dans la sécurité.

Le dossier de candidature prévoit notamment la rénovation du mythique stade du Maracana, où avait eu lieu la finale du Mondial en 1950 et la construction de stades dans le nord du pays, région moins développée que le sud. Les recettes de billetterie ont été budgétées à 390 millions de dollars, pour 3 millions de billets. Mais il faudra certainement des tarifs différenciés pour les étrangers et les Brésiliens, très nombreux à vivre dans la pauvreté, alors qu’ils sont le principal moteur de la passion du football qui anime le pays.

30/10/2007 - 14:06h Brasil, sede do Mundial em 2014

Uruguay 1930

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A idea de organizar uma Copa do Mundo naceu no mesmo dia em que se fundou a FIFA, em 21 de maio de 1904, mas só foi realizada em 1930. O primeiro mundial foi no Uruguai.

30/10/2007 - 11:16h Fifa confirma hoje Brasil como sede da Copa e CBF exalta governo Lula

O Estado de São Paulo
Na apresentação, a entidade brasileira vai celebrar ações de combate à fome e investimentos previstos no PAC

Jamil Chade e Leonêncio Nossa

Zurique – A Fifa vai oficializar hoje a escolha do Brasil como país-sede da Copa de 2014. Marcada para as 9h30 no horário de Brasília, a apresentação do Comitê Organizador, preparada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vai misturar futebol e política. Um vídeo preparado pelos brasileiros vai mostrar pontos positivos do País, como as belezas naturais e a infra-estrutura turística. Serão exaltados também feitos do governo Lula, como as ações de combate à pobreza e os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O anúncio oficial da escolha do Brasil será feito pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, às 12 horas, e será acompanhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Blatter e o restante da cúpula da Fifa dizem apostar num bom trabalho do Brasil, que foi o único país a se candidatar para sediar o Mundial de 2014. Os dirigentes do futebol muncial alertam, porém, que a realização da Copa de 2014 não pode – e não deve – servir para uso político.

Em jantar anteontem com governadores, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valke, advertiu claramente que o torneio não pode ser associada a projetos políticos. O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, disse que a Fifa quer um torneio apolítico. “O recado é claro: a Copa do Mundo não pode estar a serviço de ninguém”, disse. O governador do Amazonas, Eduardo Braga, ressaltou que o torneio deverá ser um projeto “suprapartidário”.

Por causa da rivalidade entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, que Braga acabou sendo escolhido para falar em nome dos 12 governadores que estão em Zurique para garantir jogos da Copa em seus Estados. Braga afirmou que foi o escolhido por representar a Amazônia, região que desperta fascínio no exterior. “Vou usar galho de arruda, vela de um metro e tomar banho de sal grosso”, brincou, referindo-se ao desejo de outros governadores de ocupar a tribuna na solenidade.

A delegação brasileira que prepara a candidatura realizou ontem seu ensaio geral. O Estado teve acesso ao vídeo que será utilizado para convencer os membros da Fifa. Ao som de samba e imagens do País, o filme garante que o PAC vai trazer mais de US$ 60 bilhões em investimentos até 2010 e insiste no crescimento econômico do Brasil. Com a Copa, a estimativa é de que os investimentos sejam ainda maiores.

BRILHO

O material ainda mostra os programas sociais do governo e como a pobreza está sendo atacada no País. O evento não passa de uma formalidade e, entre a apresentação do Brasil e a decisão a Fifa, reserva apenas 30 minutos de deliberações. “O Brasil quer um papel central no mundo”, destaca o documentário mostrado pelo Comitê Organizador da Copa. “Esse é o Brasil que brilha fora dos campos.”

Outro foco da apresentação será o cuidado com a proteção ao meio ambiente. O Comitê Organizador da Copa, montado pela CBF, vai vender a idéia de luta para se neutralizar a emissão de gás carbônico. A Amazônia é mostrada como santuário e os problemas de queimada e desmatamento nem sequer são citados. “A Amazônia tem um apelo forte internacionalmente”, afirmou Eduardo Braga.

No total, o Brasil terá meia hora para mostrar a candidatura. Segundo a CBF, as reformas e construções de estádios custarão US$ 1,2 bilhão. Os hotéis exigirão investimentos de US$ 500 milhões. Os responsáveis pela apresentação serão o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o escritor Paulo Coelho, que insistirá que os brasileiros são “pessoas trabalhadoras”.

Beneficiado politicamente na festa de anúncio do país-sede da Copa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só falará após Joseph Blatter oficializar o evento no Brasil. Lula e Blatter participam de uma coletiva de imprensa na sede da Fifa.

O atacante Romário, que ganhou o título de embaixador do Mundial de 2014, afirmou ontem, ao chegar a Zurique, que o Brasil precisa resolver problemas como a falta de segurança. E disse esperar que nenhum político use o evento para tirar proveito pessoal.