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	<title>Blog do Favre &#187; filhos</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>de sonho, medo e felicidade</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 18:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maioridade
Marisa Cauduro/Folha Imagem

O músico Jurandir Bueno, 62, com sua namorada, Sônia Arakaki, 62, bailarina
O velho-novo
Em um de seus poemas, Paulo Leminski fazia uma pergunta reveladora: &#8220;Que podia um velho fazer / nos idos de 1916,/ a não ser pegar pneumonia, / deixar tudo para os filhos / e virar fotografia?&#8221;.
No Brasil do ínicio do século [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong><font color="green">Maior</font>idade</strong></font></p>
<div align="center"><em><font size="1">Marisa Cauduro/Folha Imagem</font></em><br />
<em><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200901.jpg" border="0" /></em><br />
<em>O músico Jurandir Bueno, 62, com sua namorada, Sônia Arakaki, 62, bailarina</em></div>
<p><font size="5"><strong>O velho-novo</strong></font></p>
<p>Em um de seus poemas, Paulo Leminski fazia uma pergunta reveladora: &#8220;Que podia um velho fazer / nos idos de 1916,/ a não ser pegar pneumonia, / deixar tudo para os filhos / e virar fotografia?&#8221;.<br />
No Brasil do ínicio do século passado, os tais velhos eram muito mais moços; a expectativa de vida ao nascer era de 34 anos. Em 2007, último dado disponível no IBGE, havia saltado para 72,6 anos. Longevidade, anticoncepcional, liberação sexual, divórcio e avanços da medicina tornaram obsoleto aquele velho precoce. Mudou tudo, inclusive os termos. Em vez do sexagenário aposentado (alguém recolhido a seu aposento), expressões mais fiéis, como terceira e quarta idades, que indicam uma sequência natural e mais vida pela frente.<br />
Há um velho-novo nas ruas, e a <strong>Folha</strong> foi a campo, em pesquisa nacional inédita, para responder quem ele é, como vive e o que pensa.</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">Sensibilidade</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font>  <strong>Saúde e casa própria são as aspirações mais citadas; violência é o grande medo; maioria se diz feliz, mas acha que os outros não são (nem os jovens)</strong></p>
<p align="center"><font size="1">Rafael Andrade/Folha Imagem</font><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200904.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em>Pescador desde 1955, Fernando Barros, o Maricá, completa 80 anos em abril, mas quer continuar pescando até os cem, &#8220;se Deus permitir&#8221;</em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>MÁRIO MAGALHÃES &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">EM SÃO PAULO E NO RIO</font></p>
<p>Até onde mergulha a memória de Fernando Barros, o mar já engolfou dois companheiros seus, da colônia de  pescadores do posto 6, no cantinho direito da praia de Copacabana.<br />
Por pouco ele não fez companhia a bagres e badejos embaixo d’água. &#8220;Durante um temporal, com muito vento, eu fui parar lá em Niterói&#8221;, recorda. &#8220;A canoa virou duas vezes, desvirou e veio embora.&#8221;<br />
De susto em susto, ele não se assusta mais. Nem no mar, nem na terra. &#8220;Não tenho medo de morrer, de ficar doente, de nada. Se ali é um perigo, eu digo: vou passar é ali.&#8221;<br />
Com uma dupla de colegas, ele embarca antes das 6h em uma canoa movida a motor e volta cinco horas depois. De domingo a domingo. Está nessa lida desde 1959. Sua função é puxar, no braço, as redes e linhas que outrora capturavam 150 kg, 200 kg de pescado e que hoje só emergem com pouco mais de uma dúzia de exemplares.<br />
Numa quinta-feira ensolarada de fevereiro, ele pescou a sorte grande: atracou na areia com seis peixes-enxada, seis tamboris, quatro linguados, três pargos brancos e uma arraia. No mês que vem, Barros, conhecido na praia como Maricá, completa 80 anos.<br />
De cada três brasileiros com 60 anos ou mais, dois (67%) se comportam como Maricá e dizem não temer a própria morte. Em contraste com os jovens, somente 11% identificam sua morte como o maior medo –são 23% entre os que têm de 16 a 25 anos, segundo outra pesquisa, entre jovens, realizada no ano passado.<br />
&#8220;Na hora em que a morte chega não há opção&#8221;, diz a dona-de-casa Maria Dulce dos Santos Silva, 62, moradora do bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. &#8220;Da morte Eu tenho medo é da vida&#8221;, emenda o metalúrgico aposentado Paulo Pecoraro, 64, colega de Maria Dulce em aulas de violão oferecidas pelo governo do Estado.<br />
&#8220;Tenho medo de violência e de ficar doente, na dependência de outras pessoas, a coisa mais triste que existe&#8221;, conta Paulo. Temores associados à violência constituem o maior medo (25%) declarado pelos idosos do país. Seguem os medos com problemas de saúde (18%) e a morte -17%, incluindo a de parentes. Declaram não ter medo 22%.<br />
O comerciante aposentado Szaja Frank, 89, polonês radicado no Brasil desde 1948, foi vítima de assalto em sua loja poucos anos atrás. Seu medo maior &#8220;Ser assaltado.&#8221; Sua mulher, a dona-de-casa brasileira Brana Rubinsky Frank, 81, teme as enfermidades: &#8220;A gente vai dormir bem e tem medo de acordar com dor&#8221;.<br />
Em uma manifestação de longevidade do amor, são quase 60 anos de casamento, Brana passou a despertar de  madrugada para confirmar que o coração do marido batia -como pais costumam fazer com bebês. &#8220;Eu ficava  tocando nele para ver se ele se mexia.&#8221;<br />
Brana diz que a mania já passou, mas Frank revela que nem tanto. &#8220;Hoje eu fico deitado, e ela vem ver se eu estou dormindo.&#8221; Encontrando-os no passeio diário na praça Buenos Aires, em Higienópolis, reduto de classe média para cima, a preocupação soa exagerada. Soldado do exército soviético na guerra (1939-45), Frank ostenta boa forma.<br />
Em outra praça, a &#8220;do Forró&#8221;, no bairro proletário São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo), o segurança aposentado João Raimundo da Silva, 69, constata: &#8220;Quando eu era jovem não tinha nada. Hoje também não tenho nada&#8221;.<br />
O tom de conformidade não lhe roubou os sonhos. Nenhum supera o de &#8220;ter uma casa&#8221;. Ele mora de favor com  uma família, ganha o mínimo, poupa R$ 200 por mês e ignora quanto custa uma casa.<br />
Sonhos associados à moradia são os principais dos brasileiros mais velhos (19%), ao lado de ter saúde ou recuperá-la (18%) e à frente dos anseios ligados à família (12%) -11% não cultivam sonhos. Conforme o Datafolha, a aspiração de possuir uma casa própria é a número um para 10% dos idosos e 10% dos jovens.<br />
Em outro banco da &#8220;praça do Forró&#8221;, o vaqueiro aposentado Jaime Benigno Ribeiro, 69, amaldiçoa o infarto que o apeou da vida mais saudável. Ainda assim, como 2% das pessoas da sua faixa etária, seu sonho supremo é arrumar trabalho. &#8220;O negócio era uma fazenda para eu tirar leite.&#8221;<br />
Sem saúde, com dinheiro escasso e viúvo duas vezes, Ribeiro desencantou-se: &#8220;Não tenho felicidade, não&#8221;. Ele forma a minoria: meros 2% dos velhos se dizem infelizes -20% afirmam-se mais ou menos felizes, e 78%, felizes.<br />
Indagados sobre a felicidade alheia, contudo, sustentam que apenas 32% dos idosos brasileiros são felizes. Isso é, infelizes são os outros.<br />
De volta da pescaria, Maricá relaciona sua felicidade à saúde. &#8220;Comigo é o contrário: se ficar parado uma semana, sinto o corpo todo dolorido.&#8221; Descarta pendurar os anzóis: &#8220;Se Deus permitir, sigo até os cem anos pescando. É tempo brabo, é temporal, é mar brabo, e a gente vai embora&#8221;.</p>
<p>o sonho da casa própria é bem maior entre elas <strong>12%</strong></p>
<p>entre os homens, não passa de <strong>7%</strong></p>
<p>quando a pergunta é sobre bens materiais, a situação se inverte: <strong>12%</strong> eles x <strong>5%</strong> elas</p>
<p><strong>28%</strong>  é o índice dos que sonham com saúde na faixa acima dos 75</p>
<p><strong>34%</strong> das mulheres têm medo da morte, contra <strong>30%</strong> dos homens</p>
<p><strong>67%</strong> dos separados se dizem felizes, abaixo da média geral, de <strong>78%</strong></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">Intimidade</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>sexygenários</strong></font></p>
<p><strong>47% fazem sexo regularmente e, destes, 91% dizem nunca ter usado remédio para disfunção erétil</strong></p>
<p><strong>PAULO SAMPAIO</strong><br />
<font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL</font></p>
<p>Do bolso do microempresário Nélson Oliveira, 66, não sai um tostão para comprar Viagra. E ele garante que, desde que se casou, há 48 anos, transa diariamente com a mulher. Ao lado, Néia, 65, só confirma. &#8220;É sim, é sim.&#8221;<br />
Quando o assunto é desempenho sexual, com frequência se apela a uma testemunha –ainda mais quando quem  fala é alguém do sexo masculino e de terceira idade.<br />
Feitas as contas, Oliveira teve com a mulher 17.540 relações nesses quase 50 anos, pontual como um relógio cuco e sem ajuda química.<br />
Esse índice de &#8220;abstenção zero&#8221; pode gerar polêmica, mas, a julgar pelo Datafolha, a vida sexual após os 60 é mais movimentada do que prega a maledicência popular, que costuma enxergar na terceira idade o fim do erotismo.<br />
Quase metade dos idosos ouvidos na pesquisa declara ter relações sexuais –um quarto deles, uma vez ou mais por semana. Mesmo na faixa dos maiores de 75, 24% se revelaram sexualmente ativos.<br />
Os mais afoitos podem dizer que, com o advento das drogas para disfunção erétil, agora é fácil. Só que 88% dos homens entrevistados dizem nunca ter usado remédio, embora até admitam alguma mudança no desempenho.<br />
Exemplo: o músico Jurandir Bueno, 62, retratado na capa deste caderno com a namorada, a bailarina Sônia Arakaki, 62, jura que nunca tomou nada e que vai transar até o fim da vida; confia no próprio corpo, diz. Só faz uma ressalva: &#8220;O processo é demorado&#8221;. &#8220;Gosto de conhecer bem a pessoa, preciso estar envolvido. Não sou uma máquina!&#8221;<br />
Jurandir &#8220;pesquisou&#8221; a bailarina durante quatro meses, até irem para a cama. &#8220;Eu também não estava com  pressa. Com a idade, as coisas ficam mais tranquilas&#8221;, conta Sônia, que foi casada durante 20 anos e tem três filhos.</p>
<p><strong>Reféns do machismo</strong><br />
Em qualquer faixa etária, é previsível uma dose de exagero ou, digamos, de inverdades sobre o desempenho  sexual, afirma o geriatra Wilson Jacob Filho, colunista da <strong>Folha</strong>. Ainda mais quando mexe com alguns tabus da masculinidade. &#8220;O que se espera deles é que se mantenham viris, e os que não são suficientemente esclarecidos associam a dificuldade sexual à incompetência, e não a doenças como diabetes, hipertensão, depressão ou problemas na próstata.&#8221;<br />
Jacob dá um exemplo de como a imagem é fundamental. &#8220;Quando o HC tinha o Laboratório da Impotência, atendia dez pessoas. Mudaram o nome para Laboratório da Disfunção Erétil, e o número de pacientes foi para uns 10 mil&#8221;, conta, rindo.<br />
Na pesquisa Datafolha, a diferença de visão do sexo entre homens e mulheres revela um dado paradoxal: 74% dos homens afirmam ter vida sexual ativa, enquanto 76% das mulheres dizem exatamente o contrário. Considerando que o índice de casados de terceira idade é 47%, com quem eles transam?<br />
Existem várias possibilidades, dizem os especialistas: sozinho (masturbação), com companhias eventuais ou usando outras formas de atingir o orgasmo, sem penetração peniana.<br />
E as esposas &#8220;Muitas mulheres consideram sua missão sexual cumprida depois da procriação e acabam  consentindo tacitamente que o marido se mantenha ativo&#8221;, diz Dorli Kamkhagi, da USP.<br />
Embora faça questão de sexo, a cabeleireira Sônia Maria Gonçalves, 63, casada três vezes, três filhos, conta que, com a menopausa, dispensou temporariamente os &#8220;serviços&#8221; do segundo marido.<br />
&#8220;Acabou a euforia. Ele foi o homem que mais me ensinou coisas, mas mesmo assim eu não queria saber de sexo. Até disse: ‘Pode procurar outra, que comigo não rola’.&#8221;<br />
Há seis meses, Sônia descobriu um câncer de mama e retirou o seio direito, mas diz que isso não atrapalhou em nada o relacionamento entre ela e o atual marido, que tem 54 anos. &#8220;No começo fiquei constrangida, mas ele disse que isso era bobagem e pediu para ver o curativo.&#8221;<br />
A palavra-chave é compreensão, define o empresário Wanderlei Marques, 62, casado há 32 anos. &#8220;Quando você é recém-casado, toda hora é hora. É aquela loucura. Mas, como a gente faz muitas vezes, a qualidade fica pra depois.&#8221;<br />
Ele conta que, em todos esses anos, o período sexual mais difícil foi quando nasceu o primeiro filho. &#8220;A mãe, ali, é só da criança. Se você estiver com vontade, vai continuar.&#8221;<br />
Wanderlei não se incomoda em dizer que usa remédio. &#8220;Não adianta dizer que a disposição sexual não cai com a idade. Por sorte, a medicina está a nosso favor.&#8221;<br />
E manda seu último recado: &#8220;Não existe Viagra pra mulher. Então, se você toma o comprimido, mas ela está fria, não adianta nada&#8221;.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/es1503200909.gif" /></div>
<p><strong>Leia a integra da pesquisa no caderno especial da Folha de São Paulo </strong></p>
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		<title>Kassab reduz cota de leite no ensino infantil</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 12:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Estudantes de um a seis anos, que recebiam 1,2 kg de leite em pó por mês no programa Leve Leite, terão direito a 1 kg
Prefeitura diz que já pagava pela distribuição de 1kg por aluno, conforme a legislação, mas a Nestlé só possuía latas de 400g
FÁBIO TAKAHASHI &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A gestão do prefeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://colunas.epoca.globo.com/files/657/2008/10/kassab_blog.gif" alt="http://colunas.epoca.globo.com/files/657/2008/10/kassab_blog.gif" /></div>
<p><strong>Estudantes de um a seis anos, que recebiam 1,2 kg de leite em pó por mês no programa Leve Leite, terão direito a 1 kg</strong></p>
<p><strong>Prefeitura diz que já pagava pela distribuição de 1kg por aluno, conforme a legislação, mas a Nestlé só possuía latas de 400g</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">FÁBIO TAKAHASHI &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A gestão do prefeito de SP, Gilberto Kassab (DEM), diminuiu de 1,2 kg para 1 kg a quantidade de leite mensal distribuída para as famílias com filho no ensino infantil, atendidas pelo programa Leve Leite.<br />
A redução de 200g (17%) representa cerca de seis copos a menos no mês (com a quantidade anterior de leite em pó, era possível preparar 46 copos, número que caiu para 38). Serão afetadas as famílias cujos filhos têm entre um e seis anos (420 mil crianças).<br />
A Secretaria Municipal de Educação afirma que já pagava pela distribuição de 1kg por aluno, conforme a legislação do programa, mas a Nestlé (fornecedora do produto) só possuía latas de 400g. Assim, desde 2007 eram dadas três latas por criança, totalizando 1,2kg. Neste ano, a empresa passou a usar embalagem de 1kg.<br />
&#8220;Já era pouco, mal dava para uma semana, porque tenho outro filho na rede estadual que não ganha leite. Agora, vou precisar comprar mais leite ainda para completar o mês&#8221;, afirmou a empregada doméstica Angélica Quirino, 32, que tem um filho em uma creche em São Mateus (zona leste).<br />
&#8220;A medida não tem a ver com economia da prefeitura, é apenas ajuste da embalagem&#8221;, disse o secretário da Educação, Alexandre Schneider.<br />
A Folha apurou que diretores de creches estão sendo pressionados por pais devido à diminuição. Alguns chegam a suspeitar de desvio do produto.<br />
A Nestlé, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que apenas segue o edital da prefeitura, encerrado no final do ano passado, que prevê latas de 1kg.<br />
Disse também que usava latas de 400g (modelo do mercado) até então porque cumpria contratos emergenciais, que não faziam tal exigência.<br />
A distribuição do leite Ninho para alunos da rede municipal foi tema da campanha de Kassab no ano passado. O produto era citado como &#8220;do rótulo amarelinho&#8221; e &#8220;de qualidade&#8221;.<br />
Não sofrerão mudança na quantidade recebida de leite as crianças de zero a um ano (seguirão com 1,2kg) e de seis a 14 (seguirão com 2kg).<br />
O Leve Leite, instituído na cidade na gestão Paulo Maluf (1993-1996), prevê distribuição de leite em pó para crianças que frequentam 90% das aulas.</p>
<p>Distribuição<br />
A partir de maio, o leite deixará de ser entregue às famílias nas escolas e passará a ser enviado pelo Correio.<br />
A oposição ao prefeito na Câmara vê na medida uma forma de aumentar o lucro da Nestlé, que precisará entregar todo o leite em apenas um lugar e terá um pequeno desconto (R$ 6 milhões ao ano, em um contrato de R$ 169 milhões). Diretores de escolas veem também dificuldade em encontrar parte das famílias, que vivem em locais sem endereço oficial.<br />
O governo afirma que pretende tirar dos profissionais da educação a responsabilidade pela distribuição, deixando-os concentrados no ensino.<br />
Outra medida polêmica envolvendo prefeitura e Nestlé foi revelada pela Folha em setembro de 2007. Na ocasião, a gestão Kassab reduziu a pedido da empresa a quantidade nutricional da sopa que pretendia distribuir em um programa para reunir pais e alunos aos sábados nas escolas e creches.<br />
Um dos motivos para atender ao pedido, disse a prefeitura, foi aumentar a quantidade de empresas na licitação. E que a sopa não integrava um &#8220;programa de alimentação&#8221;.</p>
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		<title>Seja feliz, menina!, por Miriam Leitão</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 16:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Miriam Leitão &#8211; Blog do Globo
Anoitece no dia da Mulher e este silêncio do blog não é falta do que dizer. É tristeza. O caso da menina de Recife foi devastador. Não, ninguém ignora quantas meninas são vitimas da violência em suas próprias casas. Os algozes são os pais, padrastos, pessoas que deveriam estar ensinando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.96fmarapiraca.com.br/v2/noticias/2357_img_chamada.jpg" alt="http://www.96fmarapiraca.com.br/v2/noticias/2357_img_chamada.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Miriam Leitão &#8211; Blog do Globo</strong></p>
<p>Anoitece no dia da Mulher e este silêncio do blog não é falta do que dizer. É tristeza. O caso da menina de Recife foi devastador. Não, ninguém ignora quantas meninas são vitimas da violência em suas próprias casas. Os algozes são os pais, padrastos, pessoas que deveriam estar ensinando e protegendo. Os números são muitos, os casos que aparecem na imprensa são frequentes. Mas a menina de Pernambuco doeu mais.</p>
<p>Talvez  por ter apenas nove anos, por estar sendo estuprada desde os seis, ou porque a chantagem do padrasto era que mataria a mãe. Ou talvez porque ela é bem pequena, menor do que deveria ser para a sua idade. A menina passou anos vendo a irmã também abusada. Só a mãe das duas nada via. O que acontece que cega as mães?</p>
<p>A menina de Recife lembra o quanto a luta da mulher será longa. Recentemente a Sharia, um código tribal brutalmente contra a mulher,  foi restabelecida em todo o Paquistão. Acaba qualquer chance de que não aconteçam casos como a da escritora do livro Desonrada, Mukhtar Mai, que foi condenada a ser estuprada publicamente porque seu irmão de 12 anos teria olhado para uma mulher de casta &#8220;superior&#8221;. O suplicio de Mukhtar, com estupro público e múltiplo, só não foi mais intenso que sua força de superação. A história dessa paquistanesa choca e emociona, mas a notícia de que a Sharia, que tinha começado a ser suprimida no Paquistão, volta a ser usada em todo o país é um choque. Penso em Mukhtar naquela pequena aldeia onde ela decidiu morar e resistir com uma escola para meninas e meninos.</p>
<p>Normalmente eu gosto de escrever nos dias oito de março, de quanto avançamos, mostrando estatísticas de conquistas, e de quanto falta avançar, mostrando as diferenças salariais, o pequeno percentual de mulheres no poder em qualquer país, as discriminações, mas aí&#8230; veio a menina de Recife.</p>
<p>Ela simplesmente me enfraquece. Que números de avanços levantar para compensar essa violência?</p>
<p>Eu penso nela diariamente desde o dia da notícia. Não pela polêmica da Igreja Católica, porque a Igreja não me espanta. Que ela excomungue o médico, as enfermeiras, a mãe pela decisão de interrupção da gravidez  e que nada diga sobre o estuprador, não me surpreende. É apenas bizarro! Medieval.</p>
<p>Eu penso na menina de Recife e nos debates que tenho participado nos últimos anos, sempre em março. Nesses debates sempre discordo das mulheres bem sucedidas que dizem que a luta está ganha, que o feminismo é um movimento ultrapassado, ou outros equívocos assim. Eu, feminista, confesso, minha luta e meu espanto diante da incapacidade de ver o óbvio: que cinco mil anos de opressão não se acabam em poucas décadas, que há muito a fazer, a construir, a vigiar, para que haja algum dia respeito igual. Falta tanto para o dia em que  poderemos dizer que o feministro está superado!</p>
<p>Mas hoje, na verdade, eu penso apenas  no futuro dela: a menina curará suas feridas? Conseguirá entender e processar a violência de que foi vítima? Vai estudar, ter carreira, filhos? Vai conseguir amar um dia? Escapará das teias da reprodução da pobreza? Vai simplesmente reaprender a brincar, como deve fazer uma menina de nove anos?.</p>
<p>Eu podia dizer que ela desperta em mim uma fúria feminista. E é verdade, mas é uma verdade incompleta. Ela desperta em mim o o sonho de protegê-la de algum modo. De embalá-la docemente e contar uma história cheia de aventuras e graça. De cantar para ela uma cantiga de roda, de brincar de pique esconde em volta da casa.  De ir com ela ao cinema e comer pipoca sentada no degrau de uma escadaria. Que tal um sorvete para resfrescar o calorão?</p>
<p>Não sei o que é. Mas por alguma razão eu penso insistemente na menina de Recife neste dia da mulher. Penso com o coração. Eu apenas sonho que suas feridas se cicatrizem um dia.</p>
<p>O discurso feminista, com estatísticas e fatos eloquentes, eu o farei outro dia. Hoje eu apenas quero sonhar que a menina de Recife um dia, apesar de tudo, após tanta violência, será feliz.</p>
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		<title>O mundo precisa de mulheres livres</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 15:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Desafios atuais são grandes e complexos demais para serem resolvidos sem a participação delas

Hillary Clinton* &#8211; O Estado SP
Há 11 anos, em viagem à China, encontrei ativistas que me relataram seus esforços para melhorar a situação da mulher no país. Elas me apresentaram os desafios enfrentados pelas mulheres: discriminação no emprego, assistência médica inadequada, violência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong><br />
Desafios atuais são grandes e complexos demais para serem resolvidos sem a participação delas</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://s.tf1.fr/mmdia/i/06/0/hillary-clinton-a-la-convention-democrate-de-denver-26-aout-2008-2629060.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://s.tf1.fr/mmdia/i/06/0/hillary-clinton-a-la-convention-democrate-de-denver-26-aout-2008-2629060.jpg" width="499" height="281" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="4">Hillary Clinton* &#8211; O Estado SP</font></strong></p>
<p>Há 11 anos, em viagem à China, encontrei ativistas que me relataram seus esforços para melhorar a situação da mulher no país. Elas me apresentaram os desafios enfrentados pelas mulheres: discriminação no emprego, assistência médica inadequada, violência doméstica, leis antiquadas.</p>
<p>Reencontrei algumas delas há poucas semanas, durante minha primeira viagem à Ásia como secretária de Estado. Desta vez, ouvi sobre progressos obtidos na década passada. No entanto, mesmo após alguns avanços importantes, essas mulheres chinesas não deixaram dúvidas de que ainda existem obstáculos e injustiças, como ocorre em muitas partes do mundo.</p>
<p>Tenho ouvido histórias como as delas em todos os continentes. Em 8 de março, ao comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, temos a chance de avaliar tanto os avanços conquistados quanto os desafios remanescentes &#8211; e de pensar sobre o papel vital que as mulheres devem desempenhar na solução dos desafios globais do século 21.</p>
<p>Os problemas que enfrentamos hoje são demasiadamente grandes e complexos para serem resolvidos sem a plena participação das mulheres. Fortalecer os direitos das mulheres não é somente obrigação moral, é também uma necessidade, no momento em que enfrentamos uma crise econômica global, disseminação do terrorismo e das armas nucleares, conflitos regionais e mudanças climáticas, com seus respectivos perigos para a saúde e a segurança mundiais. Esses desafios exigem tudo o que temos. Não os resolveremos com meias medidas. Mas com frequência metade do mundo é deixada de fora dessas e muitas outras questões.</p>
<p>Atualmente, mais mulheres chefiam governos, empresas e ONGs do que nas gerações anteriores. Mas essa boa notícia tem outro lado. As mulheres ainda constituem a maioria dos pobres, desnutridos e não escolarizados do mundo. Ainda estão sujeitas a estupro como tática de guerra e ainda são exploradas em âmbito mundial por traficantes, em atividades criminosas que rendem bilhões.</p>
<p>Crimes em nome da honra, mutilação genital, além de outras práticas violentas e degradantes cujo alvo são mulheres, continuam a ser toleradas em muitos lugares. Há poucos meses, uma jovem do Afeganistão estava a caminho da escola quando um grupo de homens jogou-lhe ácido no rosto, causando-lhe danos permanentes à visão, só porque se opunham à sua busca por instrução. A tentativa de aterrorizar a moça e sua família fracassou. &#8220;Meus pais disseram para eu continuar na escola, ainda que possa ser morta&#8221;, disse ela.</p>
<p>A coragem e a determinação dessa jovem servem de inspiração para que todos nós &#8211; mulheres e homens &#8211; continuemos a trabalhar com o maior empenho possível para garantir que meninas e mulheres consigam seus merecidos direitos.</p>
<p>Especialmente em meio a esta crise financeira, devemos lembrar o que um conjunto crescente de pesquisas nos diz: o apoio a mulheres é um investimento de alto retorno, que resulta em economias mais fortes, sociedades civis mais vigorosas, comunidades mais saudáveis e mais paz e estabilidade. Investir nas mulheres é um modo de apoiar futuras gerações, pois elas gastam a maior parte de sua renda em alimentos, remédios e escolas para os filhos.</p>
<p>Mesmo em países desenvolvidos, o pleno poder econômico das mulheres está longe de ser alcançado. Mulheres de muitas nações continuam a ganhar menos que os homens para fazer o mesmo trabalho &#8211; uma lacuna contra a qual o presidente Barack Obama deu um passo adiante nos Estados Unidos este ano, ao assinar a Lei Lilly Ledbetter de Pagamento Justo, que fortalece a capacidade das mulheres de contestar salários desiguais.</p>
<p>É necessário dar às mulheres a oportunidade de trabalhar com salários justos, ter acesso a crédito e abrir negócios. Elas merecem igualdade na esfera política, acesso igual à urna eleitoral, liberdade para apresentar reivindicações ao governo e candidatar-se a cargos públicos. Elas têm direito à assistência médica para si e suas famílias e o direito de enviar os filhos e filhas à escola. Elas desempenham um papel vital no estabelecimento da paz e da estabilidade no mundo inteiro. Em regiões arrasadas pela guerra, são frequentemente mulheres que dão um jeito de superar diferenças e descobrir interesses comuns.</p>
<p>Ao viajar pelo mundo em minha nova função, não me esquecerei das mulheres que já encontrei &#8211; mulheres que lutaram contra adversidades extraordinárias para mudar leis de modo a poder possuir bens, ter direitos no casamento, frequentar escola, apoiar a família e até atuar como pacificadoras.</p>
<p>Serei uma defensora veemente, trabalhando com meus pares de outras nações, assim como com ONGs, empresas e indivíduos, para continuar a promover o avanço dessas questões. Reconhecer o pleno potencial e o comprometimento das mulheres não é apenas questão de justiça. Trata-se de fortalecer a prosperidade, o progresso e a paz global para as próximas gerações.</p>
<p><strong>* Hillary Clinton é secretária de Estado dos Estados Unidos </strong></p>
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		<title>Cientistas tentam decifrar o complexo caminho das lágrimas</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 21:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Por BENEDICT CAREY
Elas são consideradas um alívio, um tônico psicológico e, para muitos, a visão de algo mais profundo: a linguagem gestual do coração, a transpiração emocional vinda do poço de uma humanidade comum.
As lágrimas lubrificam o amor e as canções de amor, os casamentos e os funerais, os rituais públicos e a dor privada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/cientistas-tentam-decifrar-o-complexo-caminho-das-lagrimas/9673/" rel="attachment wp-att-9673" title="lagrima_descendocruz.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/lagrima_descendocruz.jpg" alt="lagrima_descendocruz.jpg" /></a></div>
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<p style="background-color: #ffff99">Por BENEDICT CAREY</p>
<p>Elas são consideradas um alívio, um tônico psicológico e, para muitos, a visão de algo mais profundo: a linguagem gestual do coração, a transpiração emocional vinda do poço de uma humanidade comum.<br />
As lágrimas lubrificam o amor e as canções de amor, os casamentos e os funerais, os rituais públicos e a dor privada, e talvez nenhum estudo científico possa algum dia capturar todos os seus muitos significados.<br />
&#8220;Choro quando estou feliz, choro quando estou triste e talvez chore quando estou compartilhando algo que é de grande significado para mim&#8221;, disse Nancy Reiley, 62, que trabalha em um albergue feminino na Flórida. &#8220;E por alguma razão às vezes eu choro quando estou numa situação de falar em público. Não tem nada a ver com me sentir triste ou vulnerável. Não há motivo que eu possa imaginar pelo qual isso aconteça, mas acontece.&#8221;<br />
Agora, alguns pesquisadores dizem que a sabedoria popular sobre o choro -que o associa a uma saudável catarse- é incompleta e enganadora. Um &#8220;bom choro&#8221; habitualmente permite que a pessoa recupere parte do equilíbrio mental após uma perda. Mas nem sempre, e não para todos, argumenta um artigo na atual edição da revista &#8220;Current Directions in Psychological Science&#8221;. Depositar tamanha expectativa sobre um ataque de pranto possivelmente predisporá algumas pessoas a uma confusão emocional posterior.<br />
Esse apelo por uma visão mais nuançada do choro deriva em parte de uma crítica a estudos prévios. Ao longo dos anos, os psicólogos confirmaram muitas observações corriqueiras a respeito do choro. Ele é contagioso. As mulheres o liberam mais facilmente que os homens, por razões muito provavelmente bioquímicas e também culturais. E a experiência física reflete a psicológica: a frequência cardíaca e a respiração disparam durante a tempestade e se amenizam quando o céu se abre.<br />
Questionadas sobre episódios de choro, a maioria das pessoas, previsivelmente, insiste que chorar é permitido para absorver um golpe, para se sentir melhor ou mesmo para pensar mais claramente sobre algo ou alguém que se perdeu.<br />
Pelo menos é assim que as pessoas lembram -e aí está o problema, segundo Jonathan Rottenberg, psicólogo da Universidade do Sul da Flórida e coautor do estudo. &#8220;Muitos dados apoiando o saber convencional se baseiam na rememoração e se contaminam da crença das pessoas sobre o que o choro deveria fazer&#8221;, disse.<br />
Em um estudo publicado na edição de dezembro da revista &#8220;The Journal of Social and Clinical Psychology&#8221;, Rottenberg e dois colegas, Lauren Bylsma (Universidade do Sul da Flórida) e Ad Vingerhoets (Universidade de Tilburg, Holanda), pediram a 5.096 pessoas de 35 países que detalhassem as circunstâncias do seu choro mais recente. Cerca de 70% disseram que as reações dos demais à crise foram positivas e reconfortantes. Mas cerca de 16% citaram reações ruins, que obviamente em geral lhes fizeram se sentir piores.<br />
Como a função social mais óbvia do choro é atrair apoio e empatia, o impacto emocional das lágrimas depende parcialmente de quem está ao redor e do que essas pessoas fazem. O estudo descobriu que chorar com uma só outra pessoa presente tem mais chance de produzir um efeito catártico do que fazê-lo diante de um grupo. &#8220;Quase todas as emoções são, em algum nível, dirigidas para os outros, então a resposta deles será muito importante&#8221;, disse o psicólogo James Gross, da Universidade Stanford, na Califórnia.<br />
A experiência de chorar também varia de pessoa para pessoa, e algumas são mais propensas à catarse. Em estudos de laboratório, psicólogos induziam ao choro mostrando aos participantes clipes com cenas de filmes muito tristes. Cerca 40% das mulheres choravam; pouquíssimos homens o faziam. Esse tipo de estudo, embora não passe de uma simulação, sugere que as pessoas com sintomas de depressão e ansiedade não se comovem tanto nem se recuperam tão rápido quanto a maioria. Nas pesquisas, elas se mostram menos propensas a relatar benefícios psicológicos do choro.<br />
Em seu livro &#8220;Seeing Through Tears: Crying and Attachment&#8221; (&#8221;Vendo através das lágrimas: choro e ligação&#8221;), a terapeuta e professora Judith Kay Nelson argumenta que a experiência de chorar está arraigada na primeira infância e na relação da pessoa com seu cuidador, em geral mãe ou pai. Filhos de pais atentos, que apaziguavam o choro quando necessário, tendiam quando adultos a encontrarem mais consolo no choro.<br />
&#8220;Chorar, para uma criança, é uma forma de chamar o cuidador, manter a proximidade e usar o cuidador para regular o humor ou a agitação negativa&#8221;, disse Nelson.<br />
Quem cresce inseguro sobre se e quando esse consolo virá pode, quando adulto, ficar preso àquilo que ela chama de choro de protesto -o berro impotente da criança para que alguém conserte o problema ou desfaça a perda.<br />
&#8220;Você não pode elaborar a dor se está preso ao choro de protesto, que diz respeito apenas a consertar, consertar a perda&#8221;, afirmou Nelson. &#8220;E na terapia -assim como nas relações íntimas- o choro de protesto é muito difícil de consolar, porque você não consegue fazer nada direito, não consegue desfazer a perda. Por outro lado, o choro triste, que é um apelo por um conforto de alguém que se ama, é um caminho para a proximidade e a cura.&#8221;</p>
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		<title>Antídoto ao amor pode prevenir paixão cega</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 17:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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John Tierney &#8211; The New York Times &#8211; FOLHA SP
Ensaio
Numa edição recente da revista “Nature”, o neurocientista Larry Young propõe uma grande teoria unificada do amor. Depois de analisar a química cerebral da formação de vínculos entre casais de mamíferos, Young prevê que em breve um pretendente inescrupuloso poderá colocar uma poção de amor farmacêutica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.icronos.org/films/photos/Bacio.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.icronos.org/films/photos/Bacio.jpg" width="555" height="445" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">John Tierney &#8211; The New York Times &#8211; FOLHA SP</p>
<p><strong>Ensaio</strong></p>
<p>Numa edição recente da revista “Nature”, o neurocientista Larry Young propõe uma grande teoria unificada do amor. Depois de analisar a química cerebral da formação de vínculos entre casais de mamíferos, Young prevê que em breve um pretendente inescrupuloso poderá colocar uma poção de amor farmacêutica no drinque da pessoa cortejada.</p>
<p>Mas também pode ser que surja um antídoto ao amor —uma vacina que impeça você de ficar cego de paixão e agir como idiota.</p>
<p>É o que os humanos procuram desde que Ulisses mandou os tripulantes de seu navio amarrarem-no ao mastro quando o barco passou pelas sereias da mitologia grega. Estava claro que o amor era uma doença perigosa.</p>
<p>Larry Young fez pesquisas com ratos-calunga na Universidade Emory, em Atlanta. Esses bichinhos semelhantes a camundongos fazem parte de uma pequena minoria dos mamíferos —menos de 5%— que compartilham a propensão humana pela monogamia. Quando o cérebro de uma rata-calunga recebe uma infusão artificial de oxitocina (hormônio que produz algumas das mesmas recompensas neurais que a nicotina e a cocaína), ela rapidamente forma vínculos com o primeiro macho que estiver por perto. Um hormônio relacionado, a vasopressina, quando injetado em ratos-calunga machos (ou quando ativado naturalmente pela atividade sexual), cria desejos de formação de vínculos e ninhos.</p>
<p>Depois de Young ter descoberto que os ratos-calunga machos com reação geneticamente limitada à vasopressina tinham menos probabilidade de encontrar parceiras, pesquisadores suecos relataram que homens dotados de tendência genética semelhante têm menos tendência a se casar. Young especula que o amor humano pode ser desencadeado por uma “cadeia de eventos bioquímicos” que evoluiu de vínculos entre mãe e filho, formação essa estimulada nos mamíferos pela liberação de oxitocina durante o trabalho de parto e a amamentação.</p>
<p>Young observou que as preliminares e as relações sexuais estimulam as mesmas regiões do corpo das mulheres que as envolvidas no dar à luz e na amamentação. Essa hipótese hormonal ajudaria a explicar algumas diferenças entre os humanos e os mamíferos menos monógamos: o desejo feminino de fazer sexo mesmo quando fora de seu período fértil e o fascínio erótico masculino com os seios. Sexo mais frequente e mais atenção aos seios, disse Young, ajudariam a construir vínculos de longo prazo.</p>
<p>Pesquisadores obtiveram resultados semelhantes borrifando oxitocina nas narinas de pessoas, que parece intensificar sentimentos de confiança e empatia. Young disse que pode haver drogas que aumentem o desejo das pessoas de se apaixonarem.</p>
<p>Mas uma vacina que possa impedir as pessoas de ficarem cegas de paixão parece mais simples. “Um bloqueador de oxitocina faz com que as ratas-calunga passem a agir como 95% dos mamíferos: não formam vínculos. Elas acasalam e, se outro macho aparece, a fila anda. Se o amor tem base bioquímica semelhante, então, teoricamente, devemos ser capazes de suprimi-lo de modo semelhante”, disse Young.</p>
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		<title>Casamento é &#8216;missão quase impossível&#8217;, afirma psiquiatra</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 17:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Maria Vianna &#8211; O GLOBO
  			
RIO &#8211; Antes de mais nada, esqueça a idéia de &#8220;felizes para sempre&#8221;. Esta é a sugestão do psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, médico-supervisor do Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital da Clínicas de São Paulo, autor do livro &#8220;Casamento, missão quase impossível&#8221;, lançado este mês pela editora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://bodymagnetix.co.nz/UserFiles/Image/16_%20sleeping%20couple.JPG" alt="http://bodymagnetix.co.nz/UserFiles/Image/16_%20sleeping%20couple.JPG" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Maria Vianna &#8211; O GLOBO</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/12/19/19_MHG_mul_alianca.jpg" rel="lightbox" title="Arquivo O Globo" class="img imgLoader">  			<img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/12/19/19_MHB_mul_alianca.jpg" galleryimg="no" title="Arquivo O Globo" alt="Arquivo O Globo" align="left" border="0" /></a></p>
<p>RIO &#8211; Antes de mais nada, esqueça a idéia de &#8220;felizes para sempre&#8221;. Esta é a sugestão do psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, médico-supervisor do Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital da Clínicas de São Paulo, autor do livro &#8220;Casamento, missão quase impossível&#8221;, lançado este mês pela editora Claridade. Para o médico, manter a individualidade é a base para uma união feliz. Em entrevista ao site do Globo, ele aponta os principais problemas que levam ao fim de um relacionamento e mostra os caminhos para quem quer ser mais feliz no amor.</p>
<p><strong>Por que dizer que o casamento é uma missão &#8216;quase&#8217; impossível? Não seria uma afirmação meio radical?</strong></p>
<p>Sim, de fato é. A expressão &#8216;quase&#8217; foi colocada apenas para mostrar que, em alguns casos e com muito esforço de ambos os cônjuges, é possível manter uma relação matrimonial estável, saudável e verdadeira. O crescente número de divórcios e a observação de que tantos casamentos se mantêm apenas na aparência, mantidos por motivos financeiros, de dependência emocional e de pressão social mostram claramente o quanto é difícil a convivência e a manutenção de um vínculo verdadeiro e duradouro.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><em><font size="4"><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs">  A sexualidade permite e propicia a intimidade necessária à manutenção da união  </span><span class="fch">&#8220;</span></font></em></p></blockquote>
<hr /></div>
<p><strong>Quais os principais motivos que fazem um casamento fracassar?</strong></p>
<p>O principal motivo, na minha maneira de ver, é a imposição de que o coletivo deva prevalecer sobre o individual em uma relação estável. Em tempos modernos, em que se luta tanto pela individualidade, surgem enormes conflitos de interesse que, se não trabalhados exaustivamente através do diálogo franco e aberto em busca do consenso, levam fatalmente à situação de concessões, de submissão de um ou de outro que, por sua vez, levam ao desgaste pessoal devido às frustrações geradas. As frustrações, como se sabe, geram sentimentos antagônicos de depressão e raiva, acumulando-se ao longo do tempo e exigindo reparações por parte daquele que submete o outro e que, por fim, esgotam a expectativa de uma vida feliz e harmoniosa a lá &#8220;Família Margarina&#8221;.</p>
<p><strong>Por que as pessoas ainda se casam? Há motivos certos e motivos errados que levam a um casamento ou isto é uma questão individual?</strong></p>
<p>Há vários enfoques teóricos que procuram explicar este fenômeno, desde o biológico (a tendência natural à perpetuação da espécie) até o meramente social que ainda exige a qualificação de casado ou mesmo descasado, com observações pejorativas em relação às &#8217;solteironas&#8217; ou &#8217;solteirões&#8217;, além da intensa propaganda subliminar ou mesmo explícita de uma suposta estabilidade só encontrada na família. O fator psicológico que fica entre o biológico e o social é um determinante importante, pois as pessoas acreditam que sozinhas estão incompletas e procuram em um outro a &#8220;outra metade da laranja&#8221;, na esperança de se sentirem completas e satisfeitas.</p>
<p><strong>Como explicar casais que se juntam, brigam sem parar e não conseguem se separar?</strong>A explicação mais plausível para este fato é a dependência, seja ela financeira ou emocional. Há, ainda, mesmo com toda a evolução ocorrida nos últimos tempos, particularmente com a ascensão da mulher no mercado de trabalho, uma enorme dependência econômica e emocional que torna principalmente a mulher uma refém do marido provedor e estabilizador.</p>
<p><strong>Sexo é fundamental para um casamento feliz?</strong></p>
<p>Sim, pois ainda numa visão romântica, a sexualidade permite e propicia a intimidade necessária à manutenção da união. Por outro lado, o &#8220;sexo por sexo&#8221; tem se tornado tão banalizado que perde em muito pelo quesito respeito, em minha opinião, o fundamental para uma união feliz.</p>
<div class="opn ftr">
<blockquote><p><font size="4"><em><span class="abr">&#8220;</span>  			<span class="frs">A falta de comprometimento consigo mesmo e com a própria vida acaba por levar as pessoas a realizarem atos impensados e desastrosos </span><span class="fch">&#8220;</span></em></font></p></blockquote>
<hr /></div>
<p><strong>Há características comuns em pessoas que são mais felizes em relacionamentos e que conseguem manter relações saudáveis?</strong></p>
<p>Acredito que há dois lados nesta questão. Um deles, a maneira mais antiga, é o daquelas relações que parecem estáveis e felizes porque um dos cônjuges abdicou de sua individualidade e, inconscientemente, se deixa submeter pelo outro, &#8220;curtindo&#8221; sua solidão a dois em nome de pressões culturais . A outra forma, como já falei, é a mais trabalhosa, pois exige um constante diálogo através das longas e cansativas &#8220;discussões da relação&#8221;, a DR, como já se fala jocosamente, em que ambos procuram encontrar pontos de vista em comum sobre as várias adversidades que a vida apresenta.</p>
<p><strong>Como saber se é a hora certa de se casar ou de se separar?</strong></p>
<p>Não creio que haja uma hora certa para casa ou para se separar. Na verdade, penso que ambos devam estar bastante conscientes do ato que estão por realizar e saibam avaliar com clareza o que este ato significa na vida de cada um e, no caso de uma família, nas implicações para os filhos. Penso que a falta de comprometimento consigo mesmo e com a própria vida acaba por levar as pessoas a realizarem atos impensados e desastrosos, com repercussões traumáticas, muitas vezes para o resto da vida.</p>
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		<title>Tal pai, tal filho? depende de você</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 12:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se precisar das dicas é que você já perdeu o pé, mas dá para consertar. Reproduzir estereótipos é repetir besteiras. Ninguém deveria calcar imagens e cargar, além da conta , o peso de sua própria infância. Quebrar a rigidez de papeis e manter a essência do lugar distinto do pai e da mãe, pode virar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Se precisar das dicas é que você já perdeu o pé, mas dá para consertar. Reproduzir estereótipos é repetir besteiras. Ninguém deveria calcar imagens e cargar</em><em>, além da conta</em><em> , o peso de sua própria infância. Quebrar a rigidez de papeis e manter a essência do lugar distinto do pai e da mãe, pode virar um instrumento de superação. Gostei das &#8220;dicas&#8221; publicadas no Correio Braziliense. LF</em></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/tal-pai-tal-filho-depende-de-voce/6634/" rel="attachment wp-att-6634" title="bebe.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/tal-pai-tal-filho-depende-de-voce/6634/" rel="attachment wp-att-6634" title="bebe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/bebe.jpg" alt="bebe.jpg" /></a></div>
<p><font class="texto"><strong>PASSOS PARA SE TORNAR UM ENCANTADOR</strong>  </font></p>
<p>Você se considera um bom pai? Acha que tem uma relação próxima e saudável com seu filho? Então responda rápido: qual a cor preferida dele? Qual é o super-herói com quem ele mais se identifica? Quem são seus melhores amigos? Qual é o seu maior sonho? E seu maior medo? E seu filme predileto? Se depois dessas perguntas você sentiu que é hora de se envolver mais com a família e, quem sabe, entrar para o ilustre hall de pais encantadores, veja abaixo um pequeno guia elaborado com a ajuda dos pais entrevistados e com o respaldo dos psicanalistas Wadson Damascena e Roberto Menezes, com idéias que podem mudar a história do relacionamento entre pai e filho:</p>
<p>1 Assuma tarefas diárias da babá ou da mãe, como preparar o café da manhã, dar o banho, levar para a escola, colocar para dormir ou ajudar na lição de casa. “O pai tem que criar junto. Falta de tempo é a pior desculpa que alguém pode arrumar para justificar a distância com o filho. Tempo a gente sempre arruma quando há um real interesse”, opina Wadson.</p>
<p>2 Muitos subestimam a capacidade e a inteligência das crianças e dos jovens. Crianças são boas de papo e têm pensamentos e histórias fascinantes para dividir. “Criar o hábito de conversar é uma excelente forma de aproximação”, afirma Wadson.</p>
<p>3 Na hora do almoço não há nada mais desagradável do que um pai que pede silêncio aos familiares que querem conversar para poder assistir ao telejornal ou ao programa de esportes. As refeições são boas oportunidades de socialização, aproximação e divertimento.</p>
<p>4 Crie um hobby em comum com seu filho. Descubra algo que ambos gostem e ponha em prática esse gosto, pelo menos uma vez por semana. Pode ser andar de bicicleta, praticar algum esporte, ir ao cinema, exposição ou aprender a desenhar, por exemplo.</p>
<p>5 Saia da rotina. Surpreenda a família com um passeio, uma viagem ou um programa diferente.</p>
<p>6 Conte histórias sobre sua infância. As crianças adoram imaginar os pais quando jovens. Deixe-o contar suas histórias também.</p>
<p>7 Preste atenção no que ele fala. Valorize-o. Se um dia ele contar que aprendeu sobre os animais mamíferos na escola, por exemplo, leve-o ao jardim zoológico.</p>
<p>8 Brinque com ele. Brincar é o que as crianças fazem melhor. Na companhia dos pais, acham esse prazer ainda mais divertido.</p>
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		<title>Cresce convívio familiar de filhos e pais homossexuais</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 12:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Grupo se reúne mensalmente em SP, sob orientação de psicóloga da PUC, para tratar da criação das crianças
Gustavo Miranda &#8211; O Estado de São Paulo
Henrique, de 3 anos, é negro, nasceu em Salvador (BA) e foi adotado em 2007, quando passou a ter pai e endereço fixo em São Paulo. Felipe e Pedro são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"> Grupo se reúne mensalmente em SP, sob orientação de psicóloga da PUC, para tratar da criação das crianças</font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Gustavo Miranda &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/paulo%286%29.jpg" alt="A imagem “http://www.estadao.com.br/fotos/paulo(6).jpg” contém erros e não pode ser exibida." align="left" />Henrique, de 3 anos, é negro, nasceu em Salvador (BA) e foi adotado em 2007, quando passou a ter pai e endereço fixo em São Paulo. Felipe e Pedro são brancos, têm 13 e 11 anos, nasceram em São Paulo, onde moram com a mãe &#8211; e visitam o pai periodicamente. Os três são filhos de pais gays &#8211; um solteiro e outro separado &#8211; e ilustram uma nova configuração familiar que tem se mostrado mais comum na sociedade brasileira.</p>
<p>Henrique é filho do diretor da São Paulo Fashion Week (SPFW), Paulo Borges. Sua história ilustra bem a pluralidade de algumas famílias. &#8220;Desde o início, queria um menino, negro e não recém-nascido. Um amigo que trabalha no Judiciário falou que seria fácil, porque estava fora do perfil&#8221;, conta. O interesse mais comum em adoção é por meninas, brancas e recém-nascidas.</p>
<p>O processo para que Paulo tivesse a guarda de Henrique foi rápido. &#8220;Ele tinha 1 ano e 10 meses. Eu o conheci no dia 1º de agosto do ano passado, no dia 6 de setembro vieram a guarda e o registro como meu filho.&#8221;</p>
<p>Milton é executivo, tem 39 anos e pede para não ter o sobrenome revelado. Ele não teme discriminação por ser homossexual, mas diz que seus filhos Felipe e Pedro não estão preparados para receber a carga de preconceito contra os gays. Os meninos moram com a mãe e há um ano ouviram do pai a revelação. &#8220;Anos depois da separação, eles perguntaram sobre um amigo meu. Aproveitei o momento e contei tudo. Continuei amigo da mãe dos meninos e isso foi importante para que quase nada mudasse no nosso relacionamento&#8221;, diz. &#8220;É um alívio ver que minha família dá certo.&#8221;</p>
<p>Uma vez por mês um grupo de pais homossexuais, entre 28 e 50 anos, discute a criação de filhos e o desafio da revelação às crianças. Eles são orientados pela psicóloga Vera Moris, doutoranda da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). &#8220;No começo, se achavam isolados. Agora, sabem que não estão sós&#8221;, diz Vera.</p>
<p>Os freqüentadores das reuniões são homens que inicialmente se achavam heterossexuais e só depois descobriram-se gays. &#8220;Agora, o que eles mais discutem é o quanto a sexualidade deles pode atingir os filhos. Tudo o que menos querem é que eles sofram por isso. Com proteção no ambiente familiar, isso não vai afetá-los&#8221;, diz.</p>
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		<title>Nem Freud explica</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 12:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Correio Braziliense
“Não consigo pensar em nenhuma necessidade da infância tão intensa quanto a da proteção de um pai.” A frase, dita pelo fundador da psicanálise, Sigmund Freud, não condiz com os tempos modernos, em que a figura paterna era aquela que provia a independência, a segurança física e financeira, e que introduzia a ordem, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.amamentar.net/Portals/0/maespais/papel%20pai/Um%20homem%20tamb%C3%A9m%20engravida%20-%20M%C3%83ESPAIS.jpg" alt="http://www.amamentar.net/Portals/0/maespais/papel%20pai/Um%20homem%20tamb%C3%A9m%20engravida%20-%20M%C3%83ESPAIS.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Correio Braziliense</strong></p>
<p>“Não consigo pensar em nenhuma necessidade da infância tão intensa quanto a da proteção de um pai.” A frase, dita pelo fundador da psicanálise, Sigmund Freud, não condiz com os tempos modernos, em que a figura paterna era aquela que provia a independência, a segurança física e financeira, e que introduzia a ordem, a moral e a educação à criança, e a materna era a responsável pelo zelo, carinho, amor, mimos e cuidados. “Hoje, mães assumem o papel de pais, e vice-versa. A divisão de tarefas por sexos não é mais tão evidente. O importante é que essas funções não deixem de ser cumpridas, não importa se pelo pai, mãe ou responsável”, afirma o psicanalista e professor da Universidade Católica de Brasília, Roberto Menezes.</p>
<p>Pela psicanálise freudiana, em um primeiro momento da vida do bebê, o pai é tido por ele como rival, alguém com quem é obrigado a dividir o amor e a atenção da mãe — é o complexo de Édipo. “O pai é quem naturalmente delimita a relação de intimidade entre o filho e a mãe, por isso essa hostilidade infantil explicada por Freud”, ensina o psicanalista Lúcio Castelo Branco, professor da Universidade de Brasília (UnB). “Essa visão do pai como rival nem sempre é expressada de maneira agressiva. Ela costuma ser mais discreta, como a preferência pelo colo da mãe ou a vontade recorrente do filho querer dormir na cama dos pais”, explica Roberto Menezes.</p>
<p>Entre 5 e 6 anos, essa fase tende a ser superada. “Para a criança, essa superação funciona como algo do tipo: se não pode vencer o inimigo, junte-se a ele. É aí que ela percebe no pai um ser fantástico, capaz de diverti-la, ensiná-la e introduzi-la num mundo diferente do que vivencia dentro de casa. É a fase em que o pai vira herói, modelo e exemplo de vida”, ensina Roberto.</p>
<p>Para alguns filhos, essa visão do pai fantástico não acaba nunca. Para outros, a ilusão passa. Os motivos variam. Uns se desencantam por enxergarem a realidade, outros simplesmente por perderem a visão idealista infantil. Mas diferentemente dos tempos de Freud, a figura paterna, hoje, assume novas nuances e contornos. Os pais participam muito mais ativamente da criação e dos cuidados do bebê e da criança e, muitas vezes, são muito mais melosos e maleáveis que as mães. “Apesar da dificuldade feminina em ceder esse espaço ao pai, ele, assim como a mãe lutou por um lugar maior na sociedade, luta agora por maior participação e influência na vida em família”, constata o psicanalista Roberto Menezes.</p>
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