24/03/2009 - 16:54h Bônus milionário pago a presidente de empresa vira escândalo na França

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da France Presse, em Paris – Folha Online

O escândalo da remuneração dos patrões ganhou mais um capítulo nesta terça-feira na França, com a revelação do bônus de 3,2 milhões de euros concedido ao presidente da empresa do setor automobilístico Valéo, que escapou da falência graças à intervenção das autoridades públicas.

O governo francês, que possui 8% da Valéo, em que injetou recentemente 19 milhões de euros através de seu Fundo estratégico de investimento (FSI), qualificou o caso de “chocante’ e garantiu que se oporá ao pagamento do bônus.

De Washington, o primeiro-ministro francês, François Fillon, afirmou que o Estado se “opõe” ao pagamento do bônus, considerando que “as pessoas que não mostram responsabilidade ameaçam todo nosso sistema econômico e social”.

O dirigente do grupo, Thierry Morin, foi demitido sexta-feira por “divergências estratégicas” com o conselho de administração, e recebeu uma indenização de 3,2 milhões de euros.

A empresa manteve o pagamento do bônus, apesar de Morin ter cumprido apenas três das cinco metas às quais a indenização eram condicionada. Ele deixou uma empresa à beira da falência, com perdas de 207 milhões de euros em 2008 e 5.000 supressões de postos em andamento.

De acordo com a CGT, o principal sindicato francês, o bônus suscitou a “ira” e um “forte sentimento de injustiça” entre os funcionários da empresa.

A Valéo, principal fornecedora francês de peças para automóveis, recebeu a ajuda do governo francês, preocupado em preservar um setor considerado estratégico para a economia mas muito abalado pela crise.

“O Estado acompanhou este empresa, e acho chocante que este tipo de remuneração seja instalada no contexto atual”, declarou o porta-voz do governo, Luc Chatel, também secretário de Estado à Indústria.

Este novo escândalo vem à tona alguns dias depois da concessão de dezenas de milhares de stock-options a dirigentes do banco Société Générale, que obteve do Estado um empréstimo de 1,7 bilhão de euros. Diante da polêmica deflagrada pela regalia, os dirigentes acabaram desistindo destas ações a tarifas preferenciais.

Escândalos semelhantes foram registrados nos Estados Unidos, com os bônus milionários recebidos pelos executivos da seguradora AIG, e na Grã-Bretanha, onde uma polpuda aposentadoria foi prometida ao ex-patrão do Royal Bank of Scotland.

O economista Alain Minc, conselheiro de grandes patrões e políticos franceses, lançou segunda-feira uma advertência a seus “amigos da classe dirigente”.

“Os senhores se deram conta de que o país está com os nervos a flor da pele, que os franceses têm o sentimento –talvez errôneo– de sofrer as consequências de uma crise provocada por nós?”, perguntou, pedindo aos executivos que moderem suas remunerações.

Em 29 de janeiro e em 19 de março, milhões de franceses foram às ruas para protestar contra a política do governo diante da crise.

O presidente Nicolas Sarkozy, que deve fazer um discurso no fim da tarde de hoje para explicar sua política, pressionou os dirigentes das empresas para que tomem medidas concretas para limitar seus salários até o dia 31 deste mês.

Ver também A ira dos franceses contra Sarkozy

23/02/2009 - 13:37h França: Popularidade do presidente e do primeiro ministro em baixa

18/12/2008 - 18:45h Miles de estudiantes franceses se manifiestan contra la reforma educativa de Sarkozy

80.000 jóvenes se han caminado por las calles de París, Lyon, Nantes, Orelans y Rennes

La Policía ha disuelto algunas protestas con gas lacrimógeno

Los alumnos franceses toman las calles

ELPAÍS.com/AGENCIAS – Madrid-París

Decenas de miles de estudiantes del primer año del bachillerato (seconde del Liceo) han salido hoy a las calles en diferentes ciudades para manifestarse en contra de una reforma que el Gobierno del presidente Nicolás Sarkozy quiere hacer a la educación secundaria. La Policía ha disuelto con gas lacrimógeno algunos incidentes registrados en Lyon y París. Esta misma semana, el ministro de Educación, Xavier Darcos, pospuso un año la reforma ante las muestras de rechazo.

Los organizadores afirman que unos 80.000 jóvenes marcharon por las principales arterias de París, Lyon, Nantes, Orelans y Rennes. Algunas de las manifestaciones resultaron en enfrentamientos entre los jóvenes y la policía. En Lyon (al oeste de Francia) los jóvenes lanzaron piedras a las fuerzas de seguridad y un automóvil fue volteado. También una escuela fue evacuada por el denso humo proveniente de contenedores incendiados. La Policía ha usado gas lacrimógeno para dispersar a los manifestantes. Se han detenido a 40 personas.

En la capital francesa también ha sido necesario el uso del gas pimienta en una manifestación junto a los jardines de Luxemburgo que reunió a unas 13.600 personas, de acuerdo a los organizadores. Autoridades educativas de París han señalado que unas 40 escuelas, de un total de 105, han respaldado la protesta. Fuentes del sindicato UNL han señalado que fueron 60 escuelas las que han participado.

El Gobierno se aferra a la reforma

“Hemos decidido tomarnos más tiempo con las escuelas porque ha habido un gran error en la percepción [de la reforma]“, ha señalado el primer ministro Francois Fillon a la radio Europe 1. “Vamos a reabrir las consultas, así que estamos listos para aceptar cambios en la reforma”, ha señalado.

Fillon ha sido muy claro al señalar que el Gobierno no va a enterrar la reforma. Ésa, sin embargo, es la exigencia principal de los manifestantes. “No vamos a retomar la negociación hasta que el Gobierno retire el recorte de empleos”, ha señalado Alix Nicolet, presidente de uno de los sindicatos. La administración Sarkozy planea recortar unas 12.500 plazas de maestros en el año escolar de 2009.

30/06/2008 - 22:00h Sarkozy e seu primeiro-ministro continuam caindo nas pesquisas

Sondage: Nicolas Sarkozy et François Fillon au plus bas

Par La rédaction du Post , le 30/06/2008
Leur politique étrangère aussi est critiquée, de mauvais augure avant la présidence française de l’Europe.

François Fillon et Nicolas Sarkozy.

François Fillon et Nicolas Sarkozy.© Antoine Gyori/AGP/Corbis/Antoine Gyori

Le président Nicolas Sarkozy et le Premier ministre, François Fillon, atteignent leur plus bas niveau de popularité depuis l’élection présidentielle en mai 2007, selon un sondage LH2 pour nouvelobs’ diffusé ce lundi.

Le chef de l’Etat perd deux points en un mois à 34% d’opinion positive. Le Premier ministre perd lui un point à 45%.

A l’inverse, 59% des sondés ont une opinion négative du président de la République, dont 31% une opinion “très négative”, et 48% ont une opinion négative du chef du gouvernement (dont 19% “très négative”).

Près d’un Français sur deux (47%) estime que Nicolas Sarkozy a détérioré l’image de la France dans le monde. Un chiffre qui prend tout son sens à quelques heures du début de la présidence française de l’Union Européenne. 45% seulement des Français interrogés déclarent porter un jugement positif sur la politique étrangère de Nicolas Sarkozy.

La politique étrangère, c’était encore le dernier bastion de Nicolas Sarkozy dans les sondages. Là encore le chef de l’Etat est attendu au tournant et devra répondre aux attentes des Français. Et ce n’est pas gagné, selon le même sondage, 28% des Français ne lui font “pas du tout” confiance pour prendre la tête de l’UE.

(Source: nouvelobs’)

23/05/2008 - 11:09h Greve geral é novo golpe para Sarkozy

Paralisação convocada por maiores centrais sindicais protesta contra plano de aumentar tempo de contribuição para aposentadoria

Apesar de adesão parcial, organizadores dizem que 700 mil foram às ruas; atos têm o apoio de 60% da população, afirma enquete


Manifestantes protestam em Paris contra projeto do governo de aumentar o tempo de contribuição para a aposentadoria na França

CÍNTIA CARDOSO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

Centenas de milhares de franceses pararam de trabalhar e saíram às ruas ontem contra o projeto do governo de Nicolas Sarkozy de aumentar de 40 para 41 anos o tempo de contribuição para a aposentadoria. As cinco principais centrais sindicais do país convocaram greve geral e protestos disseminados.

A CGT, principal entidade sindical, estimou em 700 mil os manifestantes que saíram às ruas para protestar. Só em Paris, dizem terem sido 70 mil -já a polícia fala em 28 mil.

O governo francês argumenta que a combinação do déficit das contas públicas e o aumento da esperança de vida da população torna imprescindível a mudança no sistema previdenciário. O regime único de aposentadoria tem um rombo de 4,6 bilhões.

Uma sondagem divulgada pelo jornal “Libération” mostra que 60% dos entrevistados apóiam a greve de ontem e 36% são contra. Os franceses, no entanto, estão divididos quanto à necessidade de reformas.

Para 49%, inevitavelmente a França será obrigada a adotar um regime de aposentadoria inspirado do modelo americano. Ou seja, onde cada empregado é responsável pelo pagamento de sua própria aposentadoria.

Paradoxalmente, apenas 22% concordam com um período mais longo de contribuição. O engenheiro de sistemas Samuel Marchand é um dos partidários da mudança. “Eu comecei a contribuir aos 25 anos. Acho justo ter que contribuir mais tempo, mas me preocupo com a questão do desemprego na faixa dos 50 anos. Não adianta nada eu ter disposição para trabalhar e perder o emprego quando ficar mais velho”, afirmou.
Essa , aliás, parece ser uma das principais preocupações de Xavier Bertrand, ministro do Trabalho. O governo determinou que, até o fim de 2009, as empresas assinem acordos de compromisso para aumentar a participação de empregados entre 55 e 64 anos.

O gesto, entretanto, não foi suficiente para acalmar os ânimos. As centrais argumentam que é injusto elevar os anos de contribuição com base em cálculos da expectativa de vida porque um operário vive, em média, menos tempo do que um executivo.

Uma das centrais, a CFDT, apóia o princípio de prolongamento da contribuição, mas afirma que é inútil passar de 40 anos para 41 anos com uma taxa de emprego de apenas 38% entre os trabalhadores entre 55 e 64 anos. Já as centrais CGT e FO discordam das propostas do governo. Esse cisma sindicalista parece ter sido sentido na taxa de adesão à greve. A média nacional entre os funcionários públicos foi de 8%, chegando a 25% em alguns setores, como o ferroviário.

Os representantes sindicais, porém, minimizaram esses dados. Em comunicado, as centrais afirmaram que o mais importante foi a mobilização nas ruas. Além da manifestação na praça da Bastilha, em Paris, também foram realizados protestos em outras 80 cidades. (leia mais na Folha SP)

saiba mais

Apoio cai entre população e partidários

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

As greves na França ocorrem em um momento em que o presidente Nicolas Sarkozy enfrenta dificuldades para melhorar sua popularidade. Pouco mais de um ano após subir ao poder, sondagem divulgada pelo instituto Ipsos revela que só 40% dos entrevistados aprovam o governo, contra 58% de julgamentos desfavoráveis.
Esses percentuais são próximos aos verificados em abril. No governo havia a expectativa que, após a entrevista televisiva em 24 de abril, houvesse uma recuperação dos índices.
No centro do descontentamento, está o poder aquisitivo em queda ou estagnado. Sarkozy, na campanha, fez da promessa de recuperação da economia o pilar do seu discurso. Mas o balanço dos últimos 12 meses mostra uma economia morosa sob um cenário internacional adverso de alta do petróleo. As reformas propostas pelo presidente, potencialmente impopulares, tornam-se ainda mais indigestas com uma economia lenta.
A personalidade de Sarkozy também afeta a opinião publica. Os franceses parecem ter enjoado da superexposição de sua vida pessoal, das amizades com milionários e da aparição freqüente em revistas de celebridades.
Os baixos índices resvalam no premiê, François Fillon, que vê o sua aprovação, hoje em 50%, seguir uma trajetória de queda.
Não bastassem os dissabores da opinião pública, Sarkozy passa por uma crise dentro do próprio partido. Projeto de lei de regulamentação de organismos geneticamente modificados foi derrotado no Parlamento com o apoio do UMP, e grandes nomes de sua bancada, como o ex-premiê Jean-Pierre Raffarin, criticam abertamente o presidente por tentar passar reformas sem consultar o partido.
Com esse clima, Sarkozy antevê dificuldades para passar projetos mais difíceis -como a abolição da jornada de 35 horas. (CC)

29/04/2008 - 16:57h Sarkozy: o mais impopular presidente da França desde De Gaulle

Par Julien Martin | Rue89

En chute libre dans les sondages, Nicolas Sarkozy est devenu lundi le président le plus impopulaire de la Ve République.

Nicolas Sarkozy vendredi à Monaco (Eric Gaillard/Reuters)

“Je m’imaginais bien que je ne passerais pas cinq ans à commenter des sondages excellents.” Nicolas Sarkozy avait vu juste. Mais sa prévision, confessée jeudi au cours de son interview télévisée, était encore en dessous de la réalité. Ce sont des sondages toujours plus bas qu’il a à affronter depuis plusieurs mois. Les plus bas de l’histoire du baromètre politique!

La dernière étude en date est même la plus catastrophique pour un président de la Ve République depuis la systématisation des sondages d’opinion. D’après le sondage BVA-Orange-L’Express publié ce lundi, 64% des personnes interrogées disent avoir une opinion négative du chef de l’Etat, contre 55% au mois de mars. Jusque-là, le record d’impopularité, depuis la création du baromètre BVA en 1981, était détenu par François Mitterrand en mars 1992. Quelques jours plus tard, le président socialiste congédiait sa très contestée chef du gouvernement, Edith Cresson.

La cote de popularité de Nicolas Sarkozy (DR)

A cette époque, l’impopularité du Premier ministre entraînait la chute dans les sondages du Président. Le premier faisait office de fusible, et le second remontait. Aujourd’hui, le schéma s’est inversé du fait de l’omniprésidence de Nicolas Sarkozy. François Fillon a longtemps résisté à la dégringolade du chef de l’Etat, avant de plonger à son tour au mois d’avril, avec 46% de mauvaises opinions, soit dix point de plus qu’au mois de mars.

Pour remonter dans l’estime des Français, le Premier ministre a opté pour le mea culpa. “J’assume ma part d’erreur”, s’est-il exclamé dans une interview accordée ce week-end au JDD. Pas sûr toutefois que la stratégie soit payante. Le Président a usé de la technique jeudi, reconnaissant sa “part de responsabilité” dans le mécontentement grandissant, ce qui n’a convaincu que 36% des Français, selon un autre sondage réalisé le lendemain.

Et la côte de Nicolas Sarkozy ne semble pas prête de repartir à la hausse. Son effondrement trouve sa source dans les principaux soutiens qui l’ont porté à l’Elysée: les sympathisants UMP (75% de bonnes opinions en avril, au lieu de 86% en mars), ainsi que les retraités (55% de mauvaises opinions en avril, alors qu’elles étaient de 45% le mois précédent). L’inquiétude liée aux tensions sociales -notamment le mouvement lycéen, soutenu par 65% des Français- semble donc avoir gagné toutes les couches de la population.

Les cotes de popularité des présidents de la Ve République (DR)

L’Etat de grâce n’aura été que de courte durée pour Nicolas Sarkozy. Les courbes de mauvaises et de bonnes opinions se sont croisées dès le mois de janvier, soit à peine huit mois après son élection. Visite de Kadhafi, rapport Attali, bouleversements conjugaux… Le Président de la “rupture” a décroché. François Mitterrand avait lui “tenu” deux ans après sa première élection, en 1981, puis un peu plus de trois ans après sa réélection en 1988. Quant à Jacques Chirac, il n’aura bénéficié de la bienveillance post-électorale qu’après sa réélection en 2002 -mais pendant deux ans-, le début de son premier mandat ayant été plombé d’entrée par l’opposition à la réforme des retraites initiée par Alain Juppé.

Une solution existe néanmoins à la chute de popularité du Président: la cohabitation. Mise à part l’élection ou la réélection, la seule et unique solution qui a fonctionné depuis 1981 est en effet l’installation d’un Premier ministre issu de l’opposition. Chirac sous Mitterrand en 1986, Balladur sous Mitterrand en 1993 et Jospin sous Chirac en 1997. Trois cohabitations durant la Ve République. Trois remontées dans l’opinion.

Nicolas Sarkozy s’en inspira-t-il? Le cas de figure n’apparaît que très peu probable, particulièrement avec l’instauration du quinquennat. Bien que les tensions entre les deux têtes de l’exécutif se fassent de plus en plus nombreuses, chacun loue publiquement les qualités de l’autre et souligne la complémentarité. Le Président n’entend pas même changer de Premier ministre dans l’immédiat, ni dissoudre l’Assemblée nationale. Au risque de devenir le chef de l’état de disgrâce.

16/03/2008 - 17:29h “Rééquilibrage” contre “carton rouge”

Par La rédaction du Post

A droite et à gauche, on n’a pas la même analyse des résultats du 2e tour.

François Fillon et Ségolène Royal
François Fillon et Ségolène Royal
REUTERS/© Jean-Marc Loos / Reuters / PIERRE ALAIN/epa/Corbis/PIERRE ALAIN

François Hollande, PS
“Le constat, c’est que la gauche est majoritaire en voix et elle sera majoritaire en nombre de villes”, dit François Hollande, sur TF1.

“La conclusion, pour le président: il avait lui-même dit qu’il entendrait le message des Francais. La conclusion du président doit être de corriger la politique qu’il a conduite”, dit-il encore.

“Le premier remaniement qu’il devrait faire, c’est le remaniement de lui même.”

François Fillon, UMP:
Le Premier ministre François Fillon a affirmé dimanche sur France 2 qu’il était “malvenu de tirer de ce scrutin des leçons nationales”, après le second tour des municipales et des cantonales, en appelant à ne pas “instrumentaliser” le vote des Français.

“Nous n’esquiverons pas les difficultés. Nous respecterons nos engagements”, ajoute-t-il, après avoir reconnu que “même s’il est diffus et éparpillé, il se dégage un message”, citant notamment le “fort taux d’abstention”.

Xavier Bertrand, UMP
“Ce n’est pas le match retour de la présidentielle. (…) Ce sont toujours des élections locales”, répond Xavier Bertrand, le ministre.

“Nous payons le prix des divisions” (de la droite), dit-il encore, citant le cas de Reims. “C’est un rééquilibrage par rapport à 2001″, minimise-t-il.

“Les Français veulent plus de réformes”, croit encore Xavier Bertrand.

François Bayrou, MoDem
Le président du MoDem a affirmé dimanche que les bons résultats de la gauche montraient qu’il y avait en France “une instabilité politique”, un “mouvement de balancier”, qui nécessitait de “construire un centre fort”. Parce que, entre la présidentielle et aujourd’hui, le PS n’a “rien changé”.

Hervé Morin, du Nouveau Centre, rallié à Sarkozy: “Le centre ne peut pas être nulle part.” “Il faut un centre qui participe à l’effort de changement du pays.”

09/03/2008 - 23:17h França: não foi um tsunami, mas a onda rosa é bem forte

Le résultat des municipales en un coup d’œil

Pierre Haski (Rue89)

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défaite de la droite et de Sarkozy au premier tour de municipales

Vous vous réveillez lundi matin sans avoir écouté les infos, et vous voulez avoir une vision rapide et synthétique du premier tour des élections municipales? Rue89 a pensé à vous.

Un premier tour marqué par une vague rose bien réelle, sensible dans la plupart des grandes villes à commencer par Paris et Lyon, un désaveu du gouvernement qui s’accompagne toutefois d’une bonne résistance individuelle de certaines personnalités de droite, comme Alain Juppé à Bordeaux (la seule grande ville qui reste solidement ancrée à droite ce dimanche soir), et de certains membres du gouvernement, comme Laurent Wauquiez et Luc Chatel qui font de belles prises à la gauche.

S’y ajoute un MoDem placé de manière ambiguë en position d’arbitre dans plusieurs villes, et qui devra se prononcer plus clairement dans les prochains jours, et enfin une extrême gauche vigoureuse dans plusieurs villes. Etat des lieux.

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09/03/2008 - 18:01h Sarkozy é reprovado no primeiro teste

sarko_agricola.jpgReali junior, correspondente do jornal O Estado de São Paulo e fino conhecedor da política francesa resumiu a situação as vésperas do primeiro turno das eleições municipais na França: Sarkozy, entre o desastre e a derrota.

O que indica a boca-de-urna deste domingo é uma derrota da direita, porem aparentemente não um desastre. O próximo domingo acontece o segundo turno nas cidades que não elegeram uma chapa majoritária já no primeiro, ele poderá mostrar a amplidão desta derrota e se acabará sendo um desastre ou uma derrota municipal. O Partido Socialista sai vencedor deste primeiro round, com 47% contra 40% a UMP, o partido de Sarkozy e várias cidades passaram das mãos da direita para a esquerda. É o caso de Tourcoing, antes governada pela direita. Em outras cidades os socialistas podem ganhar no segundo turno. As contas definitivas ficam para a próxima semana, mas a derrota da direita é o fato maior deste primeiro teste eleitoral de Sarkozy. LF

09/03/2008 - 08:27h Sarkozy, entre o desastre e a derrota

Eleição municipal reflete situação delicada da direita francesa, cuja maior esperança é a popularidade de Fillon

Reali Júnior – O Estado de São Paulo

François Fillon, Primeiro-Ministro é a esperança perante o desabamento da popularidade de Sarkozy

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Dez meses após a nítida vitória de Nicolas Sarkozy, a direita francesa encontra-se numa situação delicada. No dia das eleições municipais, ela é levada a optar entre a derrota ou o desastre, segundo revelam de forma quase unânime os institutos de pesquisas de opinião.

Trata-se de uma derrota prevista, porém de conseqüências ainda desconhecidas, por ser uma eleição municipal com aspectos nacionais. A relação de forças atual favorece os socialistas, com 44% das intenções de votos, enquanto os conservadores têm 41%.

O próprio Sarkozy, para reduzir os efeitos de uma derrota, decidiu antecipar algumas das decisões previamente anunciadas, como desmentir que prepara um rigoroso plano econômico. Ele afirma também que acelerará seu programa de reformas para o país e promete levá-lo até o fim, seja qual for o resultado da votação municipal.

Esse é o primeiro teste eleitoral de Sarkozy, cuja popularidade está fortemente abalada não apenas por ele não ter cumprido suas principais promessas eleitorais, mas também por seu comportamento político e privado – com um casamento com a cantora Carla Bruni apenas três meses após divorciar-se de Cécilia. Esses episódios prejudicaram a imagem de Sarkozy e contribuíram para a inversão de posição em relação a seu premiê, François Fillon, que tem 55% de popularidade, enquanto o presidente não ultrapassa os 38%.

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08/03/2008 - 13:17h Amanhã começa o grande teste de Sarkozy: o primeiro turno das eleições municipais na França

Eleições municipais podem indicar derrota da direita francesa

Deborah Berlinck – O Globo

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PARIS. O primeiro grande teste do presidente Nicolas Sarkozy desde que chegou ao poder na França, há nove meses, tem data marcada: amanhã, primeiro turno das eleições municipais.

Teoricamente, estas eleições deveriam ter caráter local.

Mas, diante da queda vertiginosa de popularidade do presidente, o escrutínio poderá ter fim mais dramático: selar o divórcio dos franceses com o homem que se elegeu triunfalmente com a promessa de “mudar a França”.

As eleições são a crônica de uma derrota anunciada da direita francesa. Todas as pesquisas apontam para isso. Resta a questão: qual será o tamanho da derrota? Há apenas nove meses Sarkozy tinha tudo nas mãos.

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27/02/2008 - 19:28h Porque Sarkozy deixo de ser popular

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Sarkozy e seu Primeiro Ministro, Fillon: a lógica do presidêncialismo francês foi invertida

O artigo a seguir aborda uma ponto essencial sobre a função presidencial na França. Deixando de lado às questões de índole privada, divorcio-Carla Bruni-casamento, com grande repercussão na mídia, a analise do editorialista do Le Monde vai a temas centrais. No sistema institucional francês, um presidencialismo temperado de parlamentarismo, o Primeiro-Ministro governa e o presidente arbitra e decide. Reinando com seus poderes, mas preservado do desgaste do governo e seu dia-a-dia. Sarkozy tentou inverter está lógica e hoje é ele que serve de anteparo ao seu Primeiro-Ministro. É o presidente que se desgasta e concentra contra ele a frustração da população perante os impasses econômicos e das promessas volatilizadas.

par Jérôme Jaffré – Le Monde

La vertigineuse baisse de popularité de Nicolas Sarkozy est d’autant plus préoccupante pour lui qu’elle touche non seulement ceux qui n’ont pas voté pour lui mais aussi une part croissante de l’électorat de droite et qu’elle s’accompagne d’une hausse concomitante de son premier ministre, François Fillon. C’est donc bien le président lui-même qui est en cause.

On a justement avancé comme cause de ce phénomène l’affichage excessif de la vie privée ou les relations trop visibles avec des amis milliardaires. Mais sa chute s’explique aussi par un grave désaccord avec l’opinion publique sur la conception même de la fonction présidentielle.

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