12/03/2008 - 08:43h Estadão põe luz na relação DEM-PSDB e Idort, revelada neste blog

Duas semanas atrás, respondendo a reportagem enviesado da revista Época mostrei que a prefeitura de São Paulo, com Serra e logo com Kassab tinha contratos milionários com o Idort, uma ONG de São Paulo. Indiquei também que estes contratos, em valor de R$ 90 milhões por cinco anos (R$ 18 milhões por ano), tinham sido feitos sem licitação para a gestão dos telecentros. A revista Época ignorou a informação aqui revelada e o resto da mídia fez igual.

Como também ignoraram os milionários gastos do governo Alckmin com ONG’s e Fundações, algumas como a Fundação Mario Covas e o Instituto Sérgio Motta, que também foi denunciado aqui pelo vereador José Américo e que até agora todo mundo esconde.

Hoje o jornal O Estado de São Paulo e o Jornal da Tarde rompem o muro de silêncio erigido em torno destes contratos. Reproduzo a seguir a matéria do Estadão. A Folha de São Paulo, que generosamente se fez eco das denuncias da Época contra o PT, até agora nada disse sobre o que aqui informamos faz 15 dias e que hoje seus concorrentes publicam. Por que será? Porque Serra? LF

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Kassab prorroga contrato investigado pelo TCM

Sob suspeita de irregularidades, parceria do Idort com prefeitura para manter Telecentros vai valer por mais 12 meses ao custo de R$ 18 milhões

Ricardo Brandt – O Estado de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo prorrogou por mais um ano o contrato com o Instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort) para gerenciamento e manutenção dos Telecentros – programa que oferece cursos de informática e acesso à internet para população de baixa renda. A parceria é investigada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) por suspeita de irregularidades.

Parecer técnico do órgão feito em um dos contratos e um processo administrativo apontam problemas na contratação com dispensa de licitação, nas prorrogações feitas e até mesmo nos serviços prestados. A prorrogação por mais 12 meses pelo valor de R$ 18 milhões foi assinada em 30 de novembro de 2007, mas a publicação no Diário Oficial só ocorreu no sábado.

O contrato foi assinado pela primeira vez em 2005, na gestão José Serra (PSDB) e depois refeito em 2006 sob o comando do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Até agora, a prefeitura reservou R$ 53,4 milhões para pagamentos ao instituto, segundo levantamento feito pela liderança do PT no Sistema de Execução Orçamentária. Desse montante, R$ 15,7 milhões serão pagos no decorrer de 2008.

A primeira contratação foi feita em 2005 na extinta Secretaria de Comunicação, com dispensa de licitação, por cinco meses e no valor de R$ 6,1 milhões. Em outubro do mesmo ano houve prorrogação por mais 12 meses: valor do aditivo, R$ 15,5 milhões.

O contrato assinado pelo então secretário de Comunicação Sérgio Kobayashi foi apontado como irregular por uma análise preliminar feita por técnicos do TCM. O processo está em fase de instrução no tribunal e prestes a ser levado a plenário.

MEMORANDO

Em março de 2006, um memorando assinado pela então secretária-adjunta de Participações e Parceria, Renata Maria Ramos Soares, alertava internamente para a “questionável legalidade” do objeto e pedia “análise mais apurada” sobre o fato. No documento, que era mantido sob sigilo, ela toma como base os relatórios do próprio TCM.

O memorando 08/2006, datado de 30 de março e encaminhado à procuradora da secretaria Laura Mendes Barros, informa em 9 páginas que o contrato com o Idort foi assinado em março de 2005, quando a ONG Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rits), que havia sido contratada para os serviços durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), interrompeu o termo de parceria com a prefeitura.

O rompimento do contrato, segundo a Secretaria de Participação e Parcerias, ocorreu porque o Ministério Público do Trabalho exigiu que a Rits registrasse as cerca de 450 pessoas que trabalhavam nos Telecentros, sem vínculos empregatícios.

Um novo contrato foi feito às pressas. Em 15 dias, foi escolhido o Idort, instituição de fins não-lucrativos criada há 76 anos, que chegou a ser alvo de s denúncias por suposta ligação com administrações petistas. Reportagem da revista Época de fevereiro também afirma que o Idort manteve relações suspeitas com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que é investigada pela CPI das ONGs por custear uma reforma no apartamento e a compra de um carro de luxo para o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, no valor de R$ 470 mil.

No memorando, a secretária-adjunta chama a atenção para a falta de justificativas para a contratação sem licitação. “A contratação do Idort foi implementada em 15 dias, pelo prazo de 5 meses, no valor de R$ 6.100.000,00, com dispensa de licitação. Saliente-se que não consta dos autos qualquer justificativa razoável para tal.”

A secretária listou três apontamentos feitos pelo TCM: ausência de pesquisa de mercado; irregularidade da contratação, por infração ao artigo 26 da Lei 8.666/93 (que trata sobre os casos em que a dispensa de licitação é justificada); e irregularidade do aditamento, por derivação, uma vez que é decorrente de instrumento viciado.

Em maio de 2006, um segundo contrato foi feito para sanar os problemas. Após um chamamento público no qual cinco entidades apresentaram propostas, o Idort foi novamente escolhido.

A secretaria afirmou que não há irregularidades no contrato com o Idort. O instituto disse não ter sido procurado pelo TCM sobre eventuais problemas.

02/03/2008 - 10:59h Carta do vereador Antonio Donato

Painel do Leitor – Folha de São Paulo

Clóvis Rossi

O colunista Clóvis Rossi publicou meu nome em artigo intitulado “Crimes, pequenos ou grandes” (29/2). Para informação do leitor:

1) Como secretário das Subprefeituras, firmei contrato com a Finatec, de forma legal, para serviços que foram devidamente prestados;

2) Houve um questionamento do contrato pela Corregedoria da Prefeitura, que foi encaminhado ao Ministério Público. Lá estou certo de que terei o direito de defesa que me foi negado pela corregedoria;

3) A contribuição à minha campanha de R$ 4.000 do sócio-proprietário da Pro-Sistemas, Luiz Antônio Melhado, corresponde à compra de quatro convites para uma atividade de campanha e foi feita de forma legal e registrada na Justiça Eleitoral;

4) A responsabilidade pela contratação dos consultores é da Finatec, e não da prefeitura. Qual o crime, pequeno ou grande, que teria sido cometido? Não é justo, ético ou decente que alguém, apenas por meio de ilações, coloque na lama a honra de outra pessoa dando a entender que esta estaria se vendendo.

ANTONIO DONATO , vereador pelo PT (São Paulo,SP)

01/03/2008 - 13:55h Instituto Idort, hoje denunciado pela revista Época como fachada para o PT, tem contratos milionários com a Prefeitura de São Paulo na gestão DEM-PSDB

Decididamente não se faz mais jornalismo como antigamente. A revista Época, nas bancas hoje, nos traz uma nova revelação: uma entidade, o Idort (Instituto de Organização Racional do Trabalho) seria uma “nova porta” para os desígnios maléficos dos petistas. A Época foi buscar o Idort em Jacareí (interior de São Paulo).

Na precisava ir tão longe. Podia parar na capital do Estado, na cidade administrada pelo DEM-PSDB.

A chegada destes partidos ao comando da prefeitura foi um ótimo negócio para o Idort. O instituto foi contratado pelo Prefeito Serra em 2005 e depois também pelo Prefeito Kassab, para a gestão dos telecentros. Os contratos, sem licitação, atingem a fabulosa quantia de R$ 90 milhões por cinco anos, R$ 18 milhões por ano.

Novamente cabe a este blog trazer uma informação a público, ignorada pela mídia.

A semana passada a Época tinha ignorado os contratos de Kassab com a FINATEC e neste blog o vereador Antonio Donato revelou a verdade, depois reconhecida por todos os jornais, incluída a revista Época.

A matéria da Época desta semana, novamente ignora os contratos da Prefeitura de Serra e Kassab com o Idort, para insinuar irregularidade do PT. Ou seja, convenientemente, deixa portas fechadas à curiosidade dos leitores e abre portas generosas a campanhas contra administrações petistas. LF

01/03/2008 - 10:43h Por trás da desinformação, a mão do gato

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A mão de Andrea Matarazzo na foto mostra a exposição a Gilberto Kassab. Kassab e Alckmin juntos contra o PT.
E a mídia?

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Na coluna CONFIDENCIAL da revista ISTOÉ da semana retrasada (edição 1999) apareceu uma notícia sobre suposta investigação do promotor Silvio Marques do MP do Estado de São Paulo. A “informação” publicada visava, por quem a “plantou” na revista, atacar com insinuações a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Da mesma maneira em que, no mesmo fim de semana, a Época, o JN e a Folha também informavam com fotos de Marta Suplicy sobre supostas irregularidades em relação a FINATEC.

Também com a ISTOÉ aconteceu o que aconteceu com as outras mídias. A informação era em parte truncada, boa parte errada e com falta de equilíbrio. (sobre a FINATEC ver aqui no blog Sem lícitação, governo Alckmin pagou R$417 milhões para fundações só entre 2001 e 2004 (resposta a Clóvis Rossi) - O Globo: Kassab mudou de tom -Kassab usa Folha para atacar PTFinatec diz que negociou mais um contrato em SPOmbudsman disse que Folha usa dois pesosA manigância de Kassab – Matarazzo ficou exposta -Kassab agora culpa seu próprio secretário por contratar a FINATECInsinuação da mídia contra o PT silencia contrato de Kassab com Fundação de BrasíliaTucanos em “guerra suja”, agora querem atingir Marta).

Mesmo tratando de questões diferentes, aparece um denominador comum. No caso da FINATEC, a Folha em particular, nada dizia no domingo dia 24/2/2008, sobre o contrato da fundação com a prefeitura dirigida por Gilberto Kassab, do qual a Folha tinha conhecimento. Na nota da ISTOÉ atribuía-se à administração anterior contratos de emergência na questão do lixo, sendo que os contratos de emergência eram da administração Serra-Kassab.

A seguir reproduzo a nota da ISTOÉ da semana anterior, a resposta do Diretor técnico da LIMPURB (2002-2004) e a nota sobre o mesmo tema da ISTOÉ que saiu hoje. O leitor julgará. LF

CONFIDENCIAL ISTOÉ – edição 1999
Por HUGO STUDART

Marta e o lixo
Há um esqueleto no armário da ministra do Turismo Marta Suplicy, provável candidata do PT à Prefeitura paulistana. O promotor Silvio Marques investiga o empresário Fernando Simões, do Grupo Simões, pelos contratos com a Prefeitura para a coleta de lixo. Houve um contrato emergencial, sem licitação, na gestão de Marta. Seria por 12 meses; receberia R$ 16 milhões. O promotor viu fortes indícios do que chama de “emergência fraudulenta”. Simões prorrogou o contrato nove vezes e ganhou 16 vezes o valor original.


CARTA DE DIRETOR DA LIMPURB –
27/02/2008

IstoÉ errou, ao publicar nota, na última edição, apontando haver “um esqueleto no armário da ministra do Turismo Marta Suplicy”. A revista fez referência a um contrato emergencial, sem licitação, que teria sido firmado na gestão dela na Prefeitura de São Paulo. Esclareço que a empresa Julio Simões, do Grupo Julio Simões, foi contratada em 14 de abril de 2002 junto com mais oito empresas, mediante licitação pública na modalidade de CONCORRÊNCIA PÚBLICA nº. 012/SSO/01 (Processo Administrativo nº. 2001-0.147.308-3), para a realização, dentre outros serviços, o de coleta de lixo, cujo prazo de validade expirou para a coleta de lixo em 14 de outubro de 2004 (com a assinatura dos contratos de Concessão) e para os outros serviços de limpeza em 12 de abril de 2005. Foi na administração Serra/Kassab que foram firmados, pelo menos cinco contratações por emergência com a empresa Julio Simões, do Grupo Julio Simões, e que começaram em 13 de abril de 2005 e foram sucessivamente realizados até o final de 2006. Como se vê, o esqueleto é de outro armário.
Fabio Pierdomenico – Diretor Técnico do Departamento Municipal de Limpeza Urbana de São Paulo – LIMPURB de novembro de 2002 a dezembro de 2004


CONFIDENCIAL – ISTOÉ edição 2000

O empresário Fernando Simões, investigado pelo MP paulista por causa do contrato de coleta de lixo que ganhou da ex-prefeita Marta Suplicy, é mesmo articulado. O promotor Silvio Marques descobriu que ele também ganhou oito contratos sem licitação dos sucessores José Serra e Gilberto Kassab.

29/02/2008 - 14:47h Sem lícitação, governo Alckmin pagou R$417 milhões para fundações só entre 2001 e 2004 (resposta a Clóvis Rossi)

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Kassab e Alckmin contrataram fundações, mas Clóvis Rossi, da Folha, só vê PT

por José Américo*

Clovis Rossi, membro do conselho editorial da Folha de São Paulo, decidiu dar lições de moral em sua coluna publicada hoje (29/02/2008) sob o título “Crimes, pequenos ou grandes”.

Ele pretendeu enquadrar o vereador Antonio Donato, do PT, entre aqueles que praticam “pequenos crimes” pelo fato do vereador ter aceitado uma contribuição de 4 mil reais para a sua campanha eleitoral em 2004, de uma pequena empresa, que trabalhou para a FINATEC, fundação da Universidade de Brasília, em São Paulo. A empresa contribuiu com a campanha do vereador, mas estava legalmente habilitada a fazê-lo e a doação consta em sua prestação de contas na Justiça Eleitoral. Porém, como se trata de atingir o PT, não importa se a lei foi respeitada ou não. Para o jornalista, acabou prevalecendo a “alta moralidade” da suspeita, que parece ter substituído a da ética jornalística.

É a mesma “moral” que permitiu à Folha de São Paulo omitir em várias de suas matérias a informação de que a FINATEC mantinha contrato com diversos parceiros; o objetivo era sustentar a tese de que esta fundação só tinha contratos com governos do PT. Hoje (29/02/08), o jornal O Estado de São Paulo, com um certo atraso, pois o blog Leituras Favre já tinha publicado estas informações no final de semana passada, informa sobre a diversidade da atuação desta instituição. Na Folha, nem uma palavra. Silêncio total.

Para Clóvis Rossi, o que embasa a suspeita contra o PT é que “uma prefeitura como a de São Paulo, ou tem capacidade interna para criar modelos de gestão, ou é melhor fechar as portas (vale para todos os prefeitos).” Ou seja, para ele, independentemente de quem estiver à frente da prefeitura, se esta tiver que recorrer a uma fundação para criar modelos de gestão (no caso para estruturar o inovador sistema de subprefeituras, com descentralização administrativa), o melhor seria “fechar as portas”. Ignora-se assim a situação de fragilidade do serviço público, após anos de desmanche das administrações públicas, particularmente em São Paulo nas gestões anteriores à administração petista. Mas o mais curioso é que Clóvis Rossi parece ignorar o intenso processo de terceirização desenvolvido pelas gestões DEM-PSDB tanto no Governo do Estado como na Prefeitura de São Paulo. Será que ceder a terceiros a administração de hospitais públicos, como faz o governo estadual, e a prefeitura de São Paulo não exigiria uma medida drástica, do tipo “fechar as portas”, na visão peculiar do jornalista?

Mas, já que Clóvis Rossi decidiu meter a colher neste assunto, vamos estimular a sua perspicácia de guardião da moral e convidá-lo a fornecer aos seus leitores alguma explicação para o pouco interesse jornalístico demonstrado até agora em relação às fundações que trabalharam ou trabalham para outros governos que não os do PT. Como Clóvis Rossi trata de pequenos e grandes crimes, vamos falar de alguns que certamente se enquadram na categoria dos grandes.

Entre 2001 e 2004, o governador Geraldo Alckmin e o PSDB no governo estadual pagaram pouco mais de R$ 417 milhões de reais, sem licitação, para fundações (os gastos foram R$ 600 milhões no período, mas sem licitação “só” R$ 417.404.390, fonte SIGEO).

Dentre estas fundações e contratos encontramos o Instituto Sérgio Motta, a Fundação Mário Covas, a FUNDAP e a Fundação Pró-sangue/Hemocentro (aquela privatizada depois de vários escândalos). As vinculações entre estas fundações e o PSDB saltam à vista.

Dos R$ 417 milhões pagos, R$ 135 milhões foram para “serviço de elaboração de proposta estratégica para programa de governo”, “serviço de pesquisa para programa de governo” e “serviço de estudo para programa de governo”.Há de se convir que, após 10 anos no poder (hoje já são quase 16 anos), o fato de o governo estadual sob o controle tucano não contar com instrumentos próprios para estudos e pesquisas sobre “programa de governo”, seria um bom motivo para “fechar as portas”. Além do reconhecimento do fato de o PSDB não ter programa de governo, e da máquina administrativa do Estado não ter sido preparada para assumir esse trabalho, que precisou ser feito por fundações, muitas delas, ligadas ao PSDB –, tudo isso deixa claro que Clóvis Rossi têm uma indignação muito seletiva.

A administração Kassab contratou a mesma FINATEC contratada pela gestão anterior. O objeto do contrato (no valor de R$ 1,17 milhões) foi a “implementação de uma sistemática de produção e disseminação de informações na Coordenadoria do Observatório de Políticas Sociais” (talvez Clóvis Rossi nem sabia, pois a informação foi publicada pelo Estadão). Além da gestão Kassab, mais de 180 órgãos públicos e empresas privadas são ou já foram parceiros da mesma FINATEC. Se essa fundação pagou um valor excessivo para mobiliar o apartamento do reitor da UNB, isso não transforma em espúrios todos os contratos firmados com estas instituições. Só a análise de cada um deles, a natureza de seu objeto, a materialidade de sua realização e a legalidade dos mesmos, pode determinar a existência ou não de irregularidade ou de ilícito.

Não me parece que a “lógica” de Clóvis Rossi dê conta disto, nem a maneira por demais seletiva da própria cobertura da Folha.

* José Américo é jornalista, vereador e presidente do PT de São Paulo

27/02/2008 - 09:12h O Globo: Kassab mudou de tom

Prefeitura de São Paulo vai cancelar contrato com fundação ligada à UnB

O GLOBO

SÃO PAULO. Acusado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) de ter errado ao contratar a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), o secretário municipal de Assistência Social, Floriano Pesaro, disse ontem que vai rescindir o contrato com a fundação. A secretaria contratou a Finatec em dezembro passado, sem licitação, para a implantação de um sistema de monitoramento dos convênios na área social.

Segundo Pesaro, a Finatec não tem mais condição de prestar o serviço. A fundação, ligada à Universidade de Brasília (UnB), pagou móveis de luxo para o apartamento do reitor, Timothy Mulholland. Em São Paulo, é investigada pela prefeitura por suspeita de superfaturamento durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), de 2001 a 2004. Ao lado de Pesaro, Kassab mudou de tom: — Houve um equívoco não só da secretaria mas da própria administração.

26/02/2008 - 11:41h Kassab usa Folha para atacar PT

Por José Américo*

americo.jpgDepois de ocultar a informação sobre o contrato que a FINATEC, fundação vinculada à Universidade de Brasília, mantinha com a Prefeitura de São Paulo, na gestão do prefeito, Gilberto Kassab, a Folha de São Paulo prossegue hoje ( dia 26/03) em seus ataques contra a gestão da ex-prefeita e hoje ministra do Turismo, Marta Suplicy, beneficiando a candidatura demo-tucana como apontamos em artigos anteriores.

Na sua edição de domingo, a Folha de São Paulo não só ignorou os contratos e parcerias da FINATEC com a prefeitura de Kassab, como também com várias outras entidades, empresas, instituições e governos em todo o Brasil. O objetivo da matéria era explorar uma linha de associação entre a FINATEC e prefeituras do PT. Uma informação diferente podia atrapalhar esta tese. Mas o jornal sabia do contrato com a Secretaria da Assistência Social da gestão Kassab desde sábado às 13 horas, pelo menos. Sua primeira edição, que vai para as bancas em São Paulo às 18 horas não comportava nenhuma matéria sobre o tema. Já a segunda edição, alterada no próprio sábado à tarde, trazia os ataques ao PT com foto de Marta.

Hoje, o jornal O Estado de São Paulo informa que um segundo contrato da FINATEC com a prefeitura na gestão Kassab estava para ser assinado em 2008 apesar de o Ministério Público de Brasília ter alertado a Prefeitura sobre as suas averiguações.

Uma simples consulta ao portal da FINATEC na internet permite-nos constatar as parcerias e contratos que esta Fundação mantém ou já manteve com centenas de entidades, empresas públicas e privadas, governos e organismos de todos os poderes.

Dos inúmeros parceiros da FINATEC (veja longa lista embaixo) podemos destacar o Ministério Público do Estado de São Paulo, o Superior Tribunal de Justiça, o Superior Tribunal Militar, o Serviço de Limpeza Urbana de Brasília, a Secretária Estadual de Agricultura de Rio Grande do Sul, a Secretária de Educação do Distrito Federal, o Instituto Ayrton Senna, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC e a Secretaria de Fazenda do Estado de Goiás, entre outros.

Hoje, fazendo eco à operação montada por setores do PSDB para atingir Marta, e beneficiar a candidatura de Kassab, como já denunciei em meu artigo de domingo passado ( 24/02), a Folha traz matéria acusando a gestão de Marta Suplicy pela edição de um livro elaborado e pago pela própria FINATEC com o objetivo de divulgar o seu trabalho. A Folha, de novo tendenciosa, destaca o nome de Marta em sua manchete.

Resumindo: depois de sonegar informação sobre contrato da FINATEC com Kassab, e atacar o PT, a Folha continua em uma linha anti-jornalística que,em vez de informar, acaba fazendo o jogo da campanha demo-tucana montada contra a Ministra Marta Suplicy.

José Américo é vereador e presidente do PT de São Paulo.

Segue a lista das parcerias da FINATEC no Brasil, segundo o portal internet da própria FINATEC

“Com a FINATEC, órgãos públicos, micro, pequenas e grandes empresas de todo o Brasil podem ter acesso ao que existe de mais especializado em tecnologias e metodologias.

A FINATEC tem atuado em parceria com mais de 180 empresas nacionais e instituições públicas e privadas.

Parceiros Nacionais

Pública Federal

Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL
Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL
Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
Agência Nacional do Cinema – ANCINE
Agência Nacional do Petróleo – ANP
Banco Central do Brasil – BC
Banco do Brasil – BB
Caixa Econômica Federal – CEF
Caixa Estadual S/A
Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A – ELETRONORTE
Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – CEFET/GO
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET/MG
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – CODEVASF
Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM
Companhia Vale do Rido Doce – CVRD
Conselho Federal de Justiça – CJF
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq
Delegacia Federal de Agricultura – DFA
Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM
Eletrobrás Termonuclear S.A – ELETRONUCLEAR
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT
Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA
Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes – GEIPOT
Empresa Brasileira de Turismo – EMBRATUR
Escola Nacional de Administração Pública -ENAP
Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP
Fundação Coordenação de Pessoal de Nível Superior – CAPES
Fundação Nacional de Saúde – FUNASA
Fundação Nacional do Índio – FUNAI
Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ
Fundação Universidade de Brasília – FUB
Fundação Universidade do Amazonas – FUA
Fundação Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS
Fundação Universidade Federal do Amapá – UFRR
Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação – FNDE
Fundo Nacional de Saúde – FNS
Furnas Centrais Elétricas S/A – FURNAS
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN
Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento – MAPA
Ministério da Educação – MEC
Ministério da Justiça – MJ
Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS
Ministério da Saúde – MS
Ministério das Cidades – MCidades
Ministério das Comunicações – MC
Ministério das Relações Exteriores – MRE
Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT
Ministério do Esporte – ME
Ministério do Meio Ambiente – MMA
Ministério de Minas e Energia – MME
Ministério do Planejamento e Orçamento – MPO
Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
Ministério Público da União – MPU
Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS
Presidência da República
Procuradoria Geral da República – PGR
Secretaria da Receita Federal – SRF
Secretaria de Administração do Ministério Público Federal – SA
Secretaria do Conselho da Justiça Federal – SG
Secretaria Nacional Antidrogas – SENAD
Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO
Serviço Nacional De Aprendizagem Industrial – SENAI
Senado Federal – SEN FED Diretoria Geral
Subsecretaria de Assuntos Administrativos do Ministério da Saúde – SAA/MS
Superior Tribunal de Justiça – STJ
Superior Tribunal Militar – STM
Tribunal de Contas da União – TCU
Tribunal Regional Federal – TRF
Tribunal Superior do Trabalho – TST
Universidade de Brasília – UnB
Universidade Federal da Bahia – UFBA
Universidade Federal de Goiás – UFG
Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Universidade Federal do Pará – UFPA
Universidade Federal do Rio Grade do Sul – UFRGS

 

 

Autarquia Federal

Conselho Federal de Contabilidade – CFC
Conselho Federal de Economia – CFE
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA
Conselho Federal de Nutricionistas – CFN
Conselho Federal de Psicologia – CFP
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do DF – CREA/DF
Companhia Vale do Rio Doce
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA

 

 

Pública Estadual

Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba – AGEVISA
Agência Goiana de Administração e Negócios Públicos – AGANP
Banco Regional de Brasília S.A – BRB
Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A – BANRISUL
Centro de Processamento de Dados do Estado do Rio de Janeiro – CPD/RJ
Centro de Recursos Ambientais – CRA
Centro Técnico Aeroespacial – CTA
Companhia Brasileira de Distribuição – CBD
Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR
Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – CODEMIG
Companhia Energética de Goiás – CELG
Companhia de Saneamento do Distrito Federal – CAESB
Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – CTEEP
Companhia Urbanizadora da Nova Capital – NOVACAP
Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal – CBM-DF
Departamento de Trânsito do Distrito Federal – DETRAN/DF
Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul – DETRAN /RS
Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal – DER-DF
Departamento Metropolitano de Transportes Urbanos – DMTU

Diretoria do Pessoal Civil da Marinha – DPCVM
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal – EMATER/DF
Fundação de Gestão Fazendária
Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal – FAP/DF
Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Fazendário do Estado da Paraíba – FADEF
Governo do Estado do Acre
Governo do Estado do Piauí
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP
Jardim Botânico de Brasília – JBB
Ministério Público do Estado de São Paulo – MPSP
Secretaria da Agricultura e Abastecimento – Rio Grande do Sul
Secretaria Coordenadora de Planejamento, Gestão e Finanças – PGF
Secretaria de Estado da Fazenda do Estado do Espírito Santo – SEFA – ES
Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal – SEDF
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente – SEDUMA
Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina – SC
Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal – SESDF
Secretaria de Estado dos Direitos Humanos – SEDH
Secretaria de Fazenda do Estado da Bahia – SFE-BA
Secretaria de Fazenda do Estado de Goiás – SFE-GO
Secretaria de Segurança Pública – SSP-DF
Serviço de Limpeza Urbana do DF – SLU/DF
Tribunal de Contas de Pernambuco – TCE-PE
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB

 

Pública Municipal

Centro de Formação de Recursos Humanos – CEFORH
Governo do Estado do Amapá/AP
Instituto Municipal de Administração Pública – IMAP
Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos – IMPARH
Município de Treviso do Estado de Santa Catarina
Prefeitura de Lauro Muller do Estado de Santa Catarina
Prefeitura de Orleans do Estado de Santa Catarina
Prefeitura Municipal de Araraquara – PMA
Prefeitura Municipal de Braço do Norte do Estado de Santa Catarina
Prefeitura Municipal de Campina Grande – PMCG
Prefeitura Municipal de Cocal do Sul do Estado de Santa Catarina
Prefeitura Municipal de Fortaleza
Prefeitura Municipal de Goiânia
Prefeitura Municipal de João Pessoa
Prefeitura Municipal de Mambaí
Prefeitura Municipal de Maringá
Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu
Prefeitura Municipal de Recife
Prefeitura Municipal de São Paulo
Prefeitura Municipal de Uberlândia
Prefeitura Municipal de Vitória
Prefeitura Municipal de Urussanga do Estado de Santa Catarina
Prefeitura Siderópolis do Estado de Santa Catarina
Serviço Municipal de Água e Esgotos

Privada

Asa Alimentos Ltda
Associação Brasileira de Antropologia – ABA
Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior – ABEAS
Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa de Serviço Social – ABEPSS
Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH
Associação Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM
Bellman Nutrição Animal Ltda
Bematech Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos S/A
Bioagri Laboratórios Ltda
Bosch Telecom Ltda
Caixa de Assistência dos Empregados do Banco do Estado do RS – CABERGS
Câmara Brasileira da Industria da Construção – CBIC
Centro de Tecnologia de Software de Brasília – TECSOFT
Centro Internacional de tecnologia de Software – CITS
Cernet – Tecnologia e Sistemas Importação e Exportação Ltda
Cimento Tocantins S/A
CIS Eletrônica Industria e Comércio Ltda
Condomínio do Conjunto Comercial Brasília Shopping and Towers
Condomínio do Edifício Comfort Taguatinga Flat
Condomínio do Edifício New Garden
Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil – CACB
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
Consórcio Civil Eclusa de Lajeado – CCEL
Consórcio Construtor CMT – CCCMT
Consórcio Estreito de Energia – CESTE
Construtora Beter S/A
Damovo do Brasil S/A
Dimensão Comércio e Importação de produtos de Segurança Ltda
DuPont do Brasil S/A (Pioneer S/A)
DNA Tech – Exame Molecular S/C Ltda
EIT Empresa Industrial Técnica S/A
Electrolux do Brasil S/A
Emplavi Realizações Imobiliárias Ltda
Engepar – Engenharia e Participações Ltda
Engevix Engenharia S/A
Expansion Transmissão Itumbiara Marimbondo S.A
Expansion Transmissão de Energia Elétrica S/A – ETEE
Fundação Banrisul de Seguridade Social
Fundação de Estudos e Pesquisas em Administração – FEPAD
Fundação Djalma Batista
Fundação Ford – The Ford Foundation
Fundação Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho
Fundação O Boticário de Proteção à Natureza
Fundação para o Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico em Saúde – FIOTEC
Fundação Universitária de Brasília – FUBRA
Furukawa Industrial SA Produtos Elétricos
Galvão Engenharia – S/A
GEAP Fundação de Seguridade Social
Hgeo – Tecnologia em Geofísica e Geologia Ltda – ME
IBM Brasil Indústria, Máquinas e Serviços Ltda
Instituto Ayrton Senna – IAS
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC
Instituto Brasileiro de Negociações Tecnológicas
Instituto Brasiliense de Educação – IBED
Instituto de Desenvolvimento Tecnológico do Centro Oeste – ITCO
Instituto de Desenvolvimento Regional – IDR
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM
Instituto Mauá de Tecnologia – IMT
Instituto Serzedello Correa – ISC
Investco S/A
Itebra – Construções e Instalações Técnicas Ltda
Larrosa & Santos Consultores Associados Ltda
Mecajun – Mecatrônica Júnior de Brasília S/C
Metron L. Industria Eletrônica Ltda
Motorola Industrial Ltda
Novadata Sistemas e Computadores S.A
OMS Consultores Ltda
Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS
Parâmetro Soluções Gerenciais Ltda
Parks S.A. Comunicações Digitais
Perto S/A Periféricos para Automação
Positivo Informática Ltda
Previnorte – Fundação de Previdência Complementar
Red Madeiras Tropicais Ltda
Resende & Heuser Ltda
Rio Paracatu Mineração S.A
Sagem Orga do Brasil S/A
Sandvik Mining and Construction do Brasil S/A
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE
Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Distrito Federal – SEBRAE/DF
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR AR/MT
Sociedade Brasileira de Psicologia – SBP
Solectron Brasil Ltda
Telemática Sistemas Inteligente Ltda
Themag Engenharia e Gerenciamento S/C Ltda
Ultrafértil S/A
União Química Farmacêutica Nacional S/A
Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP
Westaflex Tubos Flexíveis Ltda
W Faber – Castell S.A
Yara Brasil Fertilizantes S/A
Zeneca Brasil Ltda

 

 

Associação

ABTCP Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel
Associação Goiana de Ensino (Centro Universitário de Goiás – Uni-Anhangüera)
Centro de Gestão de Estudos Estratégicos – CGEE
Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO
Instituto de Registro de Títulos e Documentos e das Pessoas Jurídicas do DF – IRTDPJDF
Instituto Rede Brasileira Agroflorestal – REBRAF
Sociedade Brasileira de Planejamento Energético – SBPE
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

26/02/2008 - 08:19h Finatec diz que negociou mais um contrato em SP

Clarissa Oliveira – O ESTADO DE SÃO PAULO

A Prefeitura de São Paulo chegou a estudar a possibilidade de firmar novo contrato com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que possivelmente seria validado este ano. A informação foi repassada pela própria fundação ao Ministério Público do Distrito Federal, em meio às investigações sobre desvios de finalidade na atuação da entidade. O contrato estaria relacionado ao Programa Ação Família, que fica sob o guarda-chuva da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.

De acordo com o promotor Ricardo Antônio de Souza, o Ministério Público chegou a encaminhar um ofício à Prefeitura de São Paulo sobre o assunto. “A Finatec afirmou, em um documento, que tinha uma prospecção, estava negociando um contrato com a Prefeitura de São Paulo para 2008”, disse o promotor. A administração municipal nega a existência do contrato. O secretário de Assistência, Floriano Pesaro, não retornou pedidos de entrevista. A expectativa é de que se pronuncie hoje sobre o caso.

A pasta comandada por ele fechou outro contrato com a Finatec. Anteontem, o prefeito Gilberto Kassab pediu abertura de processo na Corregedoria do Município para analisar o acordo. Dados do sistema interno de execução orçamentária apontam que o total empenhado para o contrato alcançou R$ 1,17 milhão. Foram dois empenhos: R$ 215 mil e R$ 955 mil. Este último aparece no sistema com data de 30 de janeiro, uma semana antes de vir à tona a notícia de que a Finatec pagou reforma de R$ 470 mil no apartamento do reitor da Universidade de Brasília.

26/02/2008 - 08:15h Ombudsman disse que Folha usa dois pesos

Dois pesos

Ombudsman – Mário Magalhães

Li os textos de hoje, pareceram boas reportagens, “Empresário ligado à Finatec diz ter sido indicado pelo PT” e “Kassab culpa secretário por contratação”.

Na mesma pág. A6 saiu um quadro afirmando que “o PT contratava a Finatec para desenvolver programas de modernização gerencial”.

É isso mesmo? O partido contratava? Não as administrações sob seu comando?

E em São Paulo, há pouco, foi o DEM que contratou? Ou o PSDB?

É preciso padronizar, para não comprometer com desequilíbrio editorial uma cobertura importante.

25/02/2008 - 09:50h A manigância de Kassab – Matarazzo ficou exposta

Manigância: Arte do prestidigitador; malabarismo; manobra (…) intriga; enredo, artimanha: “fazem… uma manigância que nem você nem o mais astuto é capaz de desmaranhar” (José Cardoso Pires De profundis, Valsa lenta p. 62). Dicionário Aurélio.

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O prefeito Gilberto Kassab (DEM) decidiu suspender o pagamento do contrato feito em 2007 entre sua administração e a FINATEC, ligada a Universidade de Brasília. Kassab repreendeu publicamente seu Secretário de Assistência Social por ter feito o contrato. Por sua vez, Floriano Pesaro, o secretário que assinou o contrato com a FINATEC, disse que o mesmo tinha o aval da procuradoria do município, que também está sob comando do prefeito.

Nenhum jornalista perguntou à Kassab se o trabalho pelo qual a FINATEC fora contratada pela prefeitura estava sob suspeita, ou se tinha alguma coisa estranha nele. A prefeitura do DEM-PSDB contratou a FINATEC sem licitação, o que não é ilegal. Este fato, permanentemente destacado para insinuar negócio escuso quando se trata de administração ligada oa PT, neste caso não motivou nenhum destaque.

A FINATEC, fundação ligada à uma universidade prestigiosa, tem contratos com inúmeros governos e prefeituras, de quase todos os partidos. Os meios de comunicação destacaram alguns governos ligados ao PT, insinuando irregularidade na execução desses trabalhos. Nenhuma prova foi avançada e, pasme, ninguém perguntou ao prefeito Kassab qual foi o trabalho realizado pela FINATEC na sua administração, se tem algo de “estranho” (foi palavra usada por Kassab no JN da TV Globo para insinuar irregularidade… dos outros). Nadinha.

Poderia se supor que a suspensão dos pagamentos à FINATEC, anunciada ontem pelo prefeito, indicasse alguma suspeita de irregularidade na execução desse contrato. Caso contrário, como justificar uma arbitraria ruptura de contrato? A mídia não se interessou tampouco por esta questão .

Acontece que, segundo denúncia do presidente do PT da cidade de São Paulo, vereador José Américo, motivações eleitorais estariam por trás da denúncia publicada com grande estardalhaço pela revista Época e que deveria permitir uma grande repercussão na TV Globo. Segundo José Américo (ver neste blog Tucanos em “guerra suja”, agora querem atingir Marta;Insinuação da mídia contra o PT silencia contrato de Kassab com Fundação de Brasília; Kassab agora culpa seu próprio secretário por contratar a FINATEC) Andrea Matarazzo maniganceo esta operação par tentar ajudar Kassab a subir alguns pontos nas pesquisas visando inibir a candidatura de Geraldo Alckmin. Mesmo sendo ambos, Matarazzo e Alckmin, do mesmo PSDB, estão em trincheiras opostas na guerra intestina entre os tucanos pela candidatura à prefeitura de São Paulo.

Depois da Época, coube ao jornal Folha de São Paulo de domingo sonegar a informação sobre a existência de contrato entre a administração demo-tucana e a FINATEC, assim como entre outros governos, que não são do PT, e a fundação, para direcionar contra o PT as insinuações. Pior, como reconhece a própria matéria de domingo, a Folha nem sequer conseguiu falar com os promotores de Brasília e baseou sua “ampla” cobertura exclusivamente nas acusações da Época. Mesmo tendo conhecimento do contrato com Kassab, publicou um quadro com os valores dos contratos com governos petistas e nenhuma referência ao mesmo.

A peça montada pelos tucanos, como disse o vereador Antonio Donato, procurou se amparar em parecer de organismo da prefeitura do próprio Kassab que nem sequer o ouviu, assim como não ouviu nenhum dos funcionários que efetivamente acompanharam os trabalhos realizados na implantação das subprefeituras. Se a mídia tivesse real interesse em apuração poderia, ao menos, ter perguntado porque eles não foram ouvidos?

Corresponde destacar que diferentemente da Folha, o jornal O Estado de São Paulo aguardou para dispor de mais elementos e produziu hoje um artigo mais equilibrado sobre esta questão, mesmo que várias das interrogações aqui expostas tenham ficado também ausentes do referido artigo.

O Estadão conclui seu artigo com as palavras de Antonio Donato: “Secretário de Subprefeituras de Marta na época em que foi assinado o contrato para fazer a descentralização do governo, o vereador Antonio Donato (PT) disse que o trabalho da Finatec foi bem feito e a prefeitura não tinha motivos para desconfiar de uma fundação ligada a uma instituição de prestígio como a UnB.

Segundo Donato, o relatório da atual gestão sobre o acordo tem motivação política. “A Finatec não presta serviços só para gestões do PT. Presta para o Brasil todo”, disse o vereador. “Tanto é que a gestão do atual prefeito firmou o contrato com base nos mesmos critérios que me levaram a optar por essa entidade.”

Como não concordar, perante estes fatos, com o comentário de um leitor deste blog quando disse:
“Comentado por J. Matheus em 24 Fev 2008 às 6:51 pm:

O problema é esse: ficam querendo dar uma de Udenistas e não olham para seu umbigo. A Finatec, ou qualquer ONG de Universidade (USP inclusive) pode ser contratada sem licitação. O problema não está aí, mas nos serviços prestados, se foram, em que condições, etc.. Mas essa mídia golpista não está nem aí para isso, pois apenas quer dar a impressão que o PT é o unico a fazer isso. Triste ilusão, o PT pode até ter contratado essa Ong (como o Kassab) mas seu governo federal levou o Brasil ao crescimento com distribuição de renda, pela primeira vez na história do país. E a Marta criou os Ceus, o bolsa família, etc. É isso que vale… E por isso as pesquisas de avaliação do governo federal, do Presidente Lula e da Marta dão tamanha aprovação.
O resto são os cães que ladram… mas a caravana e o Brasil passam, melhores. Bem melhores…”

LF

24/02/2008 - 14:30h Kassab agora culpa seu próprio secretário por contratar a FINATEC

Gilberto Kassab (DEM) confirma o que declarou ontem o vereador Antonio Donato (PT): DEM-PSDB na prefeitura de São Paulo contrataram, sem licitação, a FINATEC, fundação de Brasília.

Segundo o presidente do PT do município, José Américo, a Folha sabía que Kassab tinha contrato com a FINATEC e sonegou esta informação no artigo publicado hoje, assim como no quadro que o acompanha e que mostra só prefeituras do PT.

Agora Kassab joga a responsabilidade sobre seu próprio secretário, não Andrea Matarazzo, mas o secretário de Assistência Social, Floriano Pesaro.

Leia também neste blog: Tucanos em “guerra suja”, agora querem atingir Marta e Insinuação da mídia contra o PT silencia contrato de Kassab com Fundação de Brasília.

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Kassab pede análise do contrato da Finatec

TOMAS OKUDA – Agencia Estado

SÃO PAULO – O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pediu hoje à corregedoria do município que instaure processo na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), para examinar contrato realizado com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à Universidade de Brasília (UnB), que está sob intervenção por práticas irregulares.Em comunicado ao corregedor, Kassab informa que é inadmissível que um órgão municipal contrate uma fundação que já é considerada inidônea pelo próprio Executivo municipal. “O secretário de Assistência e Desenvolvimento Social errou ao contratar essa entidade. As notícias mais recentes da imprensa só vêm a comprovar a inidoneidade detectada por esta administração já desde os seus primeiros dias”, diz o prefeito por meio de nota à imprensa. Leia mais na Agencia Estado.

24/02/2008 - 12:28h Insinuação da mídia contra o PT silencia contrato de Kassab com Fundação de Brasília

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A mão de Andrea Matarazzo

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por José Américo*

O JN da TV Globo teve ontem uma curiosa reportagem com base em artigo da revista Época sobre a FINATEC de Brasília. A abertura da matéria era algo como prefeituras do PT são investigadas por contratos irregulares com fundação. No meio da reportagem apareceu, como por acaso, o prefeito Kassab dizendo que em 2005 havia suspendido os contratos da administração anterior com a FINATEC por considera-los estranhos, uma fundação muito estranha. Em seguida o vereador Antonio Donato (PT), que foi secretário das subprefeituras na administração anterior, revelou que se a FINATEC fosse estranha por que a administração Kassab fez em 2007 um contrato com essa fundação?

Conclusão: a FINATEC teve contratos assinados com prefeituras do PT, do DEM-PSDB e de outros partidos (mas só se falou do PT). O prefeito Kassab foi ouvido pelo Jornal Nacional e manifestou sua estranheza. Mas o JN nada perguntou sobre o contrato do próprio Kassab com a FINATEC, revelado pelo vereador do PT. Provavelmente o JN nem sabia da existência desse contrato antes da revelação do vereador Donato pois, a reportagem foi inspirada no artigo da revista Época que ignorou também este fato.

Segundo me disse um amigo que frequenta altas rodas da Prefeitura, Kassab e Serra estão irritados com a atuação de Andrea Matarazzo neste episódio, por não os ter avisado que a FINATEC tinha sido contratada pela administração Kassab em 2007. Ele deve ter pensado que, sonegando este “detalhe” aos jornalistas da Época, a questão passaria despercebida.

A Folha de São Paulo hoje repercute a matéria, novamente pondo o PT na manchete e sem mencionar que a FINATEC tem contratos com outras prefeituras que não são do PT, em particular, a Prefeitura de Kassab – Matarazzo. No tratamento da Folha, a reportagem da revista Época e as amplas afirmações do secretário de Kassab e do próprio prefeito constituem “um lado”, o do jornal, que ilustra a página com foto de Marta Suplicy. O “outro lado”, Antonio Donato do PT foi ouvido também, assim como outras prefeituras que assinaram contratos com a FINATEC. A única administração que não aparece e não é questionada sobre contratos assinados por ela com a FINATEC é a Prefeitura de São Paulo sob administração demo-tucana. Mas a Folha sabe desde o dia anterior que esse contrato da FINATEC com a administração Kassab existe. Ouviu no JN ou leu na nota do vereador Antonio Donato que afirma:

“A Finatec foi contratada de forma legal e transparente. Desenhou as estruturas das subprefeituras que passaram a incorporar funções de outras secretarias. Na Prefeitura, há documentos que comprovam a prestação dos serviços.

Seria de estranhar que a gestão Kassab contratasse a mesma Finatec, como ocorreu em 2007, se fosse constatada alguma irregularidade em contratos anteriores.

Além disso, nunca fui ouvido pela Corregedoria da Prefeitura, nem ninguém da minha equipe, para esclarecimentos sobre qualquer apuração em curso.

A Corregedoria foi criada pela atual administração como um órgão sem autonomia, subordinada à Secretaria de Governo, cujo titular é homem de confiança do PSDB.

A aproximação da eleição deste ano é, no meu entender, o único motivo que pode justificar qualquer inclusão do contrato da Finatec na gestão anterior com as denúncias envolvendo a fundação em outras situações.

São Paulo, 23 de fevereiro de 2008.

Antonio Donato.”

Ninguém é bobo e a Folha menos que ninguém. Por isso vou reiterar a conclusão do meu artigo, agora acrescentado de mais este “episódio” da campanha contra o PT em São Paulo, reproduzido ontem neste blog:

“utilizando suas estreitas relações com alguns meios de comunicação, a dupla Serra-Andrea Matarazzo tenta montar novamente uma campanha de calúnias contra Marta Suplicy, retomando os dossiês e a campanha que foi realizada no começo de 2005.

A serie de decisões judiciais dando ganho de causa a Marta Suplicy, ante a campanha de acusações sem fundamento dos tucanos, está entre os motivos desta nova tentativa. Mas a razão principal é tentar melhorar os resultados de Kassab nas próximas pesquisas em detrimento do nome da Marta, que por enquanto nem é candidata . A idéia por traz desta movimentação, ressuscitando ataques, insinuações, acusações, processos etc., é tentar se contrapor ao argumento dos alckmistas de que só o ex-governador pode impedir uma vitória do PT no pleito municipal. O objetivo é criar condições para que Kassab possa estar no mesmo patamar de Alckmin.

Os primeiros elementos da retomada da ofensiva Serra-Matarazzo-Kassab contra Marta aparecem claramente na recusa de quase toda a mídia (salvo a Folha que deu 3 linhas no Painel) a noticiar a decisão do STF de declarar inobjetáveis juridicamente as decisões do TCM e da Câmara de vereadores de São Paulo em relação as contas de Marta na prefeitura. O STF considerou que Marta Suplicy, nos seus quatro anos a frente da Prefeitura, cumpriu com a Lei de Responsabilidade Fiscal e não deixou dívidas sem que houvesse valor correspondente em caixa para a quitação das mesmas. Ou seja, uma condenação clara da campanha de calúnias e ataques de Serra e do PSDB, com amplo respaldo na mídia em 2005. Nem uma palavra sobre esta decisão do STF no Estadão, no Globo, na TV, no JT, e 3 linhas na Folha de São Paulo.

A conspiração do silêncio sobre esta decisão do STF foi seguida pela publicação, esta sim em todos os jornais, da existência de um velho inquérito sobre o sistema de comunicação 156 que passou do âmbito do MP Estadual ao STF, por conta do fato de que tanto Serra como Marta só podem ser julgados nessa instância, por se tratar de governador e ministra, respectivamente. Nos próximo dias veremos seguramente pipocar esta ofensiva que tem por objetivo, volto a repetir, tentar ganhar alguns pontos para Kassab na disputa com Alckmin.”

* José Américo, jornalista, é vereador e presidente do PT do município de São Paulo