20/01/2009 - 11:51h Papel e Celulose: Saldo comercial cresce 21% e chega a US$ 4,1 bi

André Vieira, de São Paulo – VALOR

http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/img/eucaliptos.jpgA produção brasileira de celulose fechou 2008 com um crescimento de 7,7% sobre o ano anterior, segundo estimativas divulgadas ontem pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), entidade que reúne as principais companhias do setor.

As empresas produziram 12,85 milhões de toneladas de celulose no ano passado. Deste total, o setor industrial exportou 7 milhões de toneladas da matéria-prima para a fabricação de papel – o que equivaleu a US$ 3,91 bilhões em vendas externas, uma alta de 23,5% sobre 2007.

A Europa continua sendo o principal destino das exportações brasileiras de celulose, representando 2,02 milhões de toneladas, uma alta de 25%, seguido pela América do Norte, que comprou 791 milhões de toneladas (alta de 27%). A Ásia foi a região onde houve a maior taxa de crescimento das exportações, com 63%, atingindo 690 mil toneladas de celulose.

A produção de papel se expandiu apenas 1,9% ao longo do ano passado, atingindo 9,18 milhões de toneladas por ano. Houve um crescimento de 17% nas importações de papel, de 1,32 milhões de toneladas, das quais mais de 1 milhão se destinaram para a produção de papéis para imprimir e escrever.

No saldo comercial, a indústria de papel e celulose com base no país foi responsável por um superávit de US$ 4,126 bilhões – um crescimento de 21,2% sobre o resultado líquido anterior. As exportações do setor somaram US$ 5,83 bilhões e as importações, US$ 1,71 bilhão.

Os papéis corresponderam a 83% do total das compras externas, principalmente em razão da valorização do real frente ao dólar nos primeiros nove meses do ano passado.

O levantamento da Bracelpa também mostra um ligeiro crescimento no consumo brasileiro de aparas de papel. Em 2008, a entidade estima que o consumo alcançou 3,7 milhões de toneladas, um aumento de 1,6%, abaixo das taxas de crescimento da produção (1,9%) e das vendas internas (2,2%) de papéis.

Apesar dos efeitos da crise depois de setembro não terem abalado as projeções para 2008, a produção de celulose do ano passado colocou o Brasil na quarta posição entre os maiores fabricantes, superando a Suécia e Finlândia, tradicionais produtores.

Especialistas indicam as condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento do eucalipto no Brasil como um dos principais fatores para construção de novas fábricas de celulose. Mas no curto prazo, a indústria está pressionada pela queda nos preços da celulose que fez as empresas paralisarem temporariamente parte da produção. Nas primeiras semanas deste mês, as compras voltaram a ser intensas, mas os preços continuam quase 40% mais baixos. Na semana passada, a Suzano confirmou a demissão de 180 pessoas, somando a outras dispensas já anunciadas pela VCP e Aracruz.

20/11/2008 - 15:05h Desigualdade de renda cai 7% em 15 anos no Brasil

Em China, Índia e Rússia, houve alta de até 40%, diz Ipea

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Ainda um longo caminho a percorrer

Gustavo Paul – O Globo

BRASÍLIA. Para consolidar o crescimento econômico, o Brasil precisa superar desafios sociais, como melhorar a qualidade do ensino e aumentar sua competitividade. A boa notícia é que o país está no meio do caminho e avança em alguns indicadores sociais e econômicos.

Essas são as conclusões de pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), comparando o Brasil com outros dez países, divulgada ontem.

Os dados mostram, por exemplo, que nesse grupo de países — que inclui China, Índia, Rússia, Finlândia, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul, México e Argentina —, só Brasil e outros três reduziram desigualdades de renda entre os trabalhadores de 1990 a 2005. No caso brasileiro, houve uma queda de 7%, enquanto na África do Sul a redução foi de 11%, no México, 3%, e na Alemanha, 14%. Nos demais houve aumento.

Segundo o coordenador da pesquisa, Milko Matijascic, diretor do Ipea para o Centro Internacional de Pobreza da Organização das Nações Unidas (ONU), esse fenômeno será importante para suportar as conseqüências da crise internacional.

Entre os principais competidores do Brasil, houve forte aumento. China registrou alta de 36%, Índia, 20%, e Rússia, 40%.

— No caso desses países, o aumento da desigualdade representa um grave risco para o equilíbrio social em momentos de turbulência econômica.

O crescimento por si só não se traduz em desenvolvimento, se não for distribuído para toda a população — disse.

Brasil é o último em interpretação de textos O levantamento, que será entregue aos principais ministérios para contribuir para a formulação de políticas públicas, mostra que o Brasil só supera África do Sul e Argentina em crescimento econômico de 1975 a 2005. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita cresceu 35,6% em 30 anos, perdendo para a China (896%), Índia (174,3%), Finlândia (88,5%) e EUA (88,2%) e México (49%).

O estudo aponta ainda problemas na infra-estrutura social brasileira. Ao mesmo tempo em que apresenta doenças típicas de países ricos, como males cardíacos, o Brasil tem doenças também de nações africanas, como as parasitárias. Em dez dos 11 países, as doenças cardiovasculares e os diversos tipos de câncer são as principais causas de morte, incluindo o Brasil. Por outro lado, o país destaca-se como primeiro colocado em mortes violentas. A Alemanha é a última.

O Brasil também aparece em pior colocação, quando a análise é feita em torno da capacidade dos estudantes interpretarem textos e fazerem cálculos matemáticos

10/09/2007 - 17:41h Lula culpa ‘cassino’ global por crise nos mercados

O Globo Online, Agências internacionais

RIO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em Helsinque, na Finlândia, que o Brasil tem solidez econômica e não vai ser afetado pela crise dos mercados mundiais.

- A crise foi causada por alguns fundos de investimentos que quiseram comprar títulos de risco como se estivessem em um cassino, tiveram prejuízos e nós não aceitaremos os prejuízos de um jogo do qual não participamos – disse o presidente Lula.

O presidente voltou a afirmar que a crise “é um problema da política doméstica americana”, e que a balança comercial brasileira não depende de um ou dois países. Segundo ele, o crescimento do país está ancorado no mercado interno.

Quem criou a lei de financiamento foi o governo americano, portanto quem vendeu as facilidades, assuma as dificuldades


A crise que vem gerando instabilidade e prejuízos na bolsas de todo o mundo foi desencadeada pelo aumento da inadimplência nos financiamentos de alto risco do mercado imobiliário dos Estados Unidos, o chamado ’subprime’.

- Quem criou a lei de financiamento foi o governo americano, portanto quem vendeu as facilidades, assuma as dificuldades.

Viagem

O presidente quer aproveitar a viagem iniciada domingo aos países nórdicos ( Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca) para divulgar os biocombustíveis brasileiros e convencer os empresários do norte europeu investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) . É a primeira visita oficial de um chefe de Estado brasileiro a esses países.

Todos nós precisamos aprimorar o nosso conhecimento tecnológico em combustíveis e o Brasil, graças a Deus, tem a tecnologia do etanol e a tecnologia do biocombustível


Em seu programa semanal de rádio ‘Café com o Presidente’, veiculado nesta segunda-feira, Lula disse que há interesse em aperfeiçoar os negócios com esses países e atrair para o Brasil mais investimentos. Segundo ele, atualmente o intercâmbio comercial com a Finlândia, Noruega e Dinamarca gira em torno de US$ 1 bilhão por ano e com a Suécia chega a US$ 1,5 bilhão.

- O Brasil tem um mercado extraordinário, o mercado interno brasileiro está crescendo, a massa salarial está crescendo, a economia está estabilizada, as pessoas estão percebendo que no Brasil a casa está arrumada. Se houve tempo em que o Brasil não estava tão arrumado e eles fizeram investimento, agora há muito mais motivos para que eles façam investimento no Brasil – disse Lula.

No caso dos biocombustívels, o presidente explicou que a idéia é apresentar fontes de energia menos poluentes aos países do norte europeu.

- O mundo, na medida em que tenha que cumprir o Protocolo de Quioto, na medida em que todos nós temos responsabilidade de despoluir o planeta, ou seja, evitar que haja muitas emissões de CO2, todos nós precisamos então aprimorar o nosso conhecimento tecnológico em combustíveis e o Brasil, graças a Deus, tem a tecnologia do etanol e tem a tecnologia do biocombustível. E nós queremos então discutir com esses países a possibilidade de parcerias com o Brasil”, destacou. Clique aqui para ler a íntegra do Café com Presidente.

Os temas energia e combustívieis renováveis vão dominar a agenda da visita do presidente.

O presidente já firmou com a Finlândia um memorando de entendimentos sobre trocas na área climática para o desenvolvimento em conjunto de fontes de energias limpas..