<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; FMI</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/fmi/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 00:00:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>FMI deveria ajudar o Brasil a enfrentar fluxo de capitais</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-deveria-ajudar-o-brasil-a-enfrentar-fluxo-de-capitais/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-deveria-ajudar-o-brasil-a-enfrentar-fluxo-de-capitais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 13:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[capitais]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[finanças]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[IOF]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de capitais]]></category>
		<category><![CDATA[mercado financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[taxa]]></category>
		<category><![CDATA[taxação de capitais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15273</guid>
		<description><![CDATA[ 
Mundo precisa de uma abordagem menos doutrinária sobre capital estrangeiro, e discutir o IOF sobre remessas sinalizaria que o Fundo pode facilitar essa mudança
ARVIND SUBRAMANIAN E JOHN WILLIAMSON DO &#8220;FINANCIAL TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP
A ação brasileira ao impor um tributo sobre certas formas de fluxo de capital estrangeiro, a fim de controlar a alta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_xcRgmIBw_U0/SssrNa2rErI/AAAAAAAACpQ/6elvFEJTvO4/s400/brasil-FMI.gif" alt="http://2.bp.blogspot.com/_xcRgmIBw_U0/SssrNa2rErI/AAAAAAAACpQ/6elvFEJTvO4/s400/brasil-FMI.gif" /><strong> </strong></p>
<p><strong>Mundo precisa de uma abordagem menos doutrinária sobre capital estrangeiro, e discutir o IOF sobre remessas sinalizaria que o Fundo pode facilitar essa mudança</strong></p>
<p><span style="background-color: #ffff99;">ARVIND SUBRAMANIAN E JOHN WILLIAMSON DO &#8220;FINANCIAL TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP</span></p>
<p>A ação brasileira ao impor um tributo sobre certas formas de fluxo de capital estrangeiro, a fim de controlar a alta da moeda do país, tem grande importância, prática e simbólica.<br />
O valor simbólico está no fato de que a decisão sinaliza o fim da era em que os mercados emergentes viviam enamorados dos financiamentos estrangeiros e na expressão de uma disposição de agir para moderar fluxos de capital externo. Em termos práticos, a importância está na ampliação do arsenal de que os países podem dispor para moderar o superaquecimento de suas economias. O caso serve como boa ilustração do tipo de medida que as autoridades econômicas podem usar para deter um superaquecimento incipiente nos preços dos ativos.<br />
A resposta do FMI (Fundo Monetário Internacional) à medida foi cálida ou até ligeiramente negativa. Um importante dirigente da instituição afirmou que &#8220;esse tipo de imposto oferece alguma margem de manobra, mas nem tanto, e por isso os governos não deveriam se sentir tentados a postergar ajustes mais fundamentais. Em segundo lugar, implementar esse tipo de taxa é muito complexo, porque ela precisa ser aplicada a todos os possíveis instrumentos financeiros&#8221;; ele acrescentou que esse tipo de imposto se havia provado &#8220;poroso&#8221; em diversos países.<br />
A resposta é decepcionante não porque esteja errada, mas porque reflete que a abordagem intelectual do FMI quanto à globalização das finanças continua a mesma. Essa abordagem sempre envolveu desaprovação implícita a esse tipo de medida, por meio de apelos aos países para que tomem medidas complementares (melhor governança empresarial, reforço de regulamentações financeiras etc.), a fim de preservar influxos estrangeiros, que o FMI vê como sacrossantos.<br />
Para os países de mercado emergente, o problema vem sendo o de que nem sempre é fácil implementar medidas como essas em curto prazo, de modo que a questão prática premente do que fazer quanto aos influxos excessivos persiste, e não há muita orientação do FMI quanto a respostas.<br />
Taxas sobre os fluxos de capital têm seus problemas, mas isso não é argumento contra elas. Nenhuma pessoa sensata acredita que taxas não devam ser impostas porque podem ser, e serão, sonegadas. Em lugar disso, seria necessário procurar as melhores maneiras de ordenar essas medidas (a base deveria ser o preço ou a quantidade?<br />
Que espécie de influxo deve ser visado preferencialmente, para títulos de dívida ou de capital? Qual é a duração mais efetiva para essas limitações? Quando elas devem ser retiradas?), de modo a que os benefícios sejam maximizados, e os riscos, minimizados.<br />
Em lugar de continuar recebendo medidas como essa com um banho de água fria, o FMI deveria considerar que elas oferecem uma oportunidade intelectual. Deveria continuar a apoiar os países em sua busca de fluxos de capital mais abertos, como objetivo estrutural, de longo prazo. Mas também é preciso que reconheça que surtos de alta no fluxo de capitais podem representar um sério desafio macroeconômico, capaz de requerer resposta cíclica diferenciada.<br />
Para os mercados emergentes, o arsenal de medidas de política econômica contra crises futuras precisa abarcar medidas de restrição em forma contracíclica do crescimento de crédito e do endividamento, especialmente as altas no influxo de capital. O motivo mais importante para que o FMI leve a sério a medida tomada pelo Brasil se refere a ideologia e narrativa.<br />
Se a crise mundial deriva, em parte, de um sistema de crenças que elevava de maneira indevida o status das finanças, o FMI contribuiu, de forma explícita ou implícita, para que fosse santificado o capital estrangeiro. Isso impôs um custo pesado, e subestimado, aos países de mercado emergente: caso tomassem medidas de restrição ao fluxo de capital, corriam o risco de ser vistos como avessos ao livre mercado e imprudentes em suas políticas econômicas.<br />
Ao reconhecer que, em certos casos, limitações sensatas aos fluxos podem ser uma resposta de política econômica pragmática e razoável, o Fundo eliminaria o estigma de aversão ao livre mercado que ações como as empreendidas pelo Brasil correm o risco de sofrer.<br />
De fato, o medo desse estigma fica evidente na recente medida brasileira: as magnitudes são pequenas, e o Brasil vem se esforçando por enfatizar a natureza temporária das limitações e as duas coisas fazem com que o mercado leve a medida menos a sério, o que prejudica sua eficiência.<br />
Caso o estigma não existisse, o imposto sobre o fluxo poderia ter sido definido de forma melhor e aplicado com mais confiança, a fim de garantir sua efetividade. O mundo precisa de uma abordagem menos doutrinária quanto aos influxos de capital estrangeiro. Ajudar o Brasil em sua decisão, em lugar de divulgar uma resposta negativa, sinalizaria que o FMI está desempenhando papel construtivo para facilitar essa mudança.<br />
<strong><br />
ARVIND SUBRAMANIAN e JOHN WILLIAMSON são pesquisadores sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional.</strong></p>
<p><em>Tradução de PAULO MIGLIACCI</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-deveria-ajudar-o-brasil-a-enfrentar-fluxo-de-capitais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FMI apoia taxação de estrangeiro no país</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-apoia-taxacao-de-estrangeiro-no-pais/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-apoia-taxacao-de-estrangeiro-no-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 11:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[capitais]]></category>
		<category><![CDATA[controle de capitais]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[IOF]]></category>
		<category><![CDATA[real]]></category>
		<category><![CDATA[taxa]]></category>
		<category><![CDATA[taxação de capitais]]></category>
		<category><![CDATA[tributação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15204</guid>
		<description><![CDATA[Diretor diz que é preciso usar instrumentos de proteção contra excesso de entrada de recursos e ataca política cambial da China
FMI recomenda ainda que o Brasil comece a retirar os estímulos fiscais dados no auge da crise global, a fim de evitar o superaquecimento


DENYSE GODOY &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Em um primeiro momento relutante ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Diretor diz que é preciso usar instrumentos de proteção contra excesso de entrada de recursos e ataca política cambial da China</strong></p>
<p><strong>FMI recomenda ainda que o Brasil comece a retirar os estímulos fiscais dados no auge da crise global, a fim de evitar o superaquecimento</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DENYSE GODOY &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Em um primeiro momento relutante ao avaliar a decisão do governo brasileiro de taxar os investimentos estrangeiros em renda fixa e na Bolsa de Valores, ontem o FMI (Fundo Monetário Internacional) deu o seu respaldo à medida.<br />
&#8220;Estamos diante de um problema pragmático, não de um problema ideológico. Vivemos em um mundo que não é o ideal. Então, quando os outros não agem de acordo com as regras, tampouco eu posso me comportar de maneira ortodoxa. Tenho que usar instrumentos heterodoxos, defender-me de alguma forma. E é assim&#8221;, disse, em São Paulo, Nicolás Eyzaguirre, diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do Fundo.<br />
Quando fala em nações que não obedecem às normas, ele se refere à China, que tem política de controle da taxa cambial que impede a flutuação do yuan.<br />
Eyzaguirre emprega a primeira pessoa para colocar qual é, na sua visão, a maneira mais apropriada de agir neste momento porque ele próprio já teve que enfrentar o &#8220;monstro dos fluxos excessivos de capital&#8221; quando era ministro da Fazenda do Chile, de 2000 a 2006. &#8220;Então, a minha preocupação de amigo é que o Brasil se assegure de lançar mão de ferramentas as mais eficientes possíveis, que abarquem toda forma de entrada de recursos no país&#8221;, afirmou, explicando que até operações de comércio exterior muitas vezes podem ser utilizadas para disfarçar ingressos. Os chamados investimentos diretos -aqueles feitos em estruturas produtivas- não devem estar sujeitos a tal controle, ressalvou o economista.<br />
Por conta dos desequilíbrios que este início de pós-crise apresenta, o Brasil precisa administrar a situação vantajosa em que se encontra, diz Eyzaguirre. Como os outros emergentes que fizeram de uma política anticíclica a sua principal estratégia para combater os efeitos da crise, o país tem que começar a retirar os estímulos fiscais concedidos. Aí se encaixam os descontos de IPI para automóveis, eletrodomésticos e material de construção.<br />
Se isso não for feito, alerta o Fundo, o esforço do governo vai se somar aos esperados aumentos do consumo e dos investimentos dos empresários locais, levando a um superaquecimento da atividade.<br />
Retirar os incentivos, portanto, também ajudaria indiretamente a impedir valorizações excessivas do real porque adiaria o momento de o BC voltar a elevar a taxa básica de juros.<br />
Enquanto isso, as nações mais industrializadas enfrentarão retomada &#8220;lenta e penosa&#8221; e não devem pensar em suspender logo os pacotes de socorro à economia que criaram, disse Eyzaguirre. A América Central, que depende do turismo dos americanos e das remessas feitas a partir dos EUA por seus cidadãos que lá residem, sofrerá por consequência.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-apoia-taxacao-de-estrangeiro-no-pais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dívida de países ricos infla com a crise</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/divida-de-paises-ricos-infla-com-a-crise/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/divida-de-paises-ricos-infla-com-a-crise/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 11:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[BCE]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida pública]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[OCDE]]></category>
		<category><![CDATA[países ricos]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15076</guid>
		<description><![CDATA[
Dívida pública média dos países da OCDE vai atingir 100% do PIB
(A relação Dívida/PIB é aproximadamente de 40% no Brasil. LF)




Andrei Netto, CORRESPONDENTE, PARIS &#8211; O Estado SP


// 

A explosão do déficit fiscal dos 30 países mais industrializados, membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), vai impulsionar a dívida pública média [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Dívida pública média dos países da OCDE vai atingir 100% do PIB</strong></p>
<p><strong><em>(A relação Dívida/PIB é aproximadamente de 40% no Brasil. LF)</em><br />
</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Andrei Netto, CORRESPONDENTE, PARIS &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
// ]]&gt;</script></div>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091020/img/4.43.imagem_dividaricosocde.jpg" alt="" width="555" height="379" /></div>
<p>A explosão do déficit fiscal dos 30 países mais industrializados, membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), vai impulsionar a dívida pública média a 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. O cálculo atualizado foi feito a pedido do Estado e confirma previsões negativas sobre o estado das finanças públicas das nações desenvolvidas. Segundo a revista The Economist, só nos sete países mais ricos, o G-7, a conta já supera os US$ 35 trilhões.</p>
<p>O desequilíbrio orçamentário é o efeito mais retardado da crise, e ameaça a estabilidade de todas as grandes potências: Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e, em menor escala, Canadá. O hiperendividamento &#8211; um problema que o Brasil conheceu de perto nos anos 70, 80 e 90 &#8211; é consequência direta do aumento brutal do déficit público médio nos últimos dois anos. Em 2007, a cifra atingia 1,5% do PIB dos 30 países; em 2009, chega a 8%. &#8220;O déficit explodiu no mundo com a crise, que reduziu a arrecadação e exigiu mais gastos públicos, em especial pela adoção dos pacotes de estímulo à economia&#8221;, disse Jean-Luc Schneider, diretor adjunto do Departamento de Economia da OCDE.</p>
<p>A relação média entre a dívida pública e o PIB é mais grave no Japão, onde estaria na casa dos 200%, nos Estados Unidos, em cerca de 100%, e na União Europeia, próximo a 90%. E a perspectiva não é de redução, mas de crescimento de 30% entre 2007 e 2017. Nesses dez anos, a dívida crescerá de 63% para 103% nos EUA, passará de 47% a 125% no Reino Unido e de 70% a 99% na França. Levantamento do banco Barclays Capital nas contas públicas da zona do euro indica situação de calamidade em países como a Grécia &#8211; onde a dívida irá de 95% em 2007 para 149% em 2015. Na Irlanda, saltará de 25% a 144%.</p>
<p>Apesar dos números, a preocupação de organismos como a OCDE é reforçar a confiança na capacidade de pagamento de cada país. &#8220;É preciso ressaltar que ninguém ainda está à beira da crise de confiança&#8221;, diz Schneider, citando a credibilidade do Japão, mesmo com o buraco em suas contas. &#8220;Enquanto o mercado acreditar que estes governos são capazes de cortar seus déficits, eles estarão solventes.&#8221;</p>
<p>O mais grave, porém, não é a conjuntura econômica adversa que impulsionou o déficit e a relação dívida/PIB, mas a trajetória do endividamento nesses mesmos países, que já aumentava antes da crise financeira e dos planos de relançamento.</p>
<p>Nos últimos 20 anos, houve aumento constante da dívida pública, pela falta de rigor nas políticas orçamentárias e a importância dada ao crédito para fomentar o crescimento de economias como a americana. Em 1987, a dívida pública média na zona da OCDE era de 59%, e chegava a 75% em 2007.</p>
<p>Esse panorama fez o diretor do Departamento de Assuntos Orçamentários do Fundo Monetário Internacional (FMI), Carlo Cottarelli, definir a situação como &#8220;sem precedentes em tempos de paz&#8221;. O esforço para reequilibrar as finanças públicas, calcula Cottarelli, exigirá que países com déficit orçamentário na casa de 3,5% revertam o desempenho, com excedentes de 4,5%. Mesmo com esse esforço, eles levarão 20 anos para reduzir a dívida a cerca de 60% do PIB.</p>
<p>Como o Brasil, a Europa conhece exemplos da dificuldade em controlar o endividamento público. Em seu último relatório mensal, o Banco Central Europeu (BCE) lembra que a Holanda precisou de 13 anos para reduzir sua relação dívida/PIB de 78,5% para 46% &#8211; investindo todos os anos 2,7% de sua riqueza -, enquanto a Finlândia levou 14 anos para diminuir 24% do total devido. O exemplo mais bem-sucedido na Europa é o da Irlanda, que reduziu a dívida em 69% em 12 anos. Mas precisou crescer 7% ao ano, o que lhe valeu o apelido de &#8220;tigre celta&#8221;.</p>
<p><strong>CENÁRIO SOMBRIO</strong></p>
<p>US$ 35 trilhões<br />
é a previsão da revista &#8220;The Economist&#8221; de quanto estaria hoje o<br />
déficit fiscal nos sete países mais ricos do mundo</p>
<p>200% é a estimativa<br />
da relação média entre a dívida pública e o PIB no Japão, onde a situação é mais grave. Nos EUA, essa relação estaria em 100% e na UE, estaria próxima de 90%</p>
<p>30% é quanto<br />
se estima seja o aumento dessa relação entre 2007 e 2017.<br />
Nesses 10 anos, a dívida crescerá de 63% para 103% nos Estados UNidos; passará de 47% a 125% no Reino Unido; e de 70% a 99% na França</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/divida-de-paises-ricos-infla-com-a-crise/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Segundo Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, &#8221;Brasil deve manter medidas de estímulo&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/segundo-joseph-stiglitz-premio-nobel-de-economia-brasil-deve-manter-medidas-de-estimulo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/segundo-joseph-stiglitz-premio-nobel-de-economia-brasil-deve-manter-medidas-de-estimulo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 14:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Stiglitz]]></category>
		<category><![CDATA[política anticíclica]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14375</guid>
		<description><![CDATA[
Entrevista &#8211; Joseph Stiglitz: professor da Universidade Columbia e Prêmio Nobel de Economia; ao contrário do que pede o FMI, Brasil ainda não deveria acabar com seus pacotes de ajuda, diz analista
Patrícia Campos Mello, ISTAMBUL
O risco de a economia mundial ter uma recaída e voltar a mergulhar numa recessão é &#8220;muito grande&#8221;, e por isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.dhi.uem.br/fotos%20home%20e%20eventos/joseph%20stiglitz.jpg" alt="http://www.dhi.uem.br/fotos%20home%20e%20eventos/joseph%20stiglitz.jpg" /></p>
<p><strong>Entrevista &#8211; Joseph Stiglitz: professor da Universidade Columbia e Prêmio Nobel de Economia; ao contrário do que pede o FMI, Brasil ainda não deveria acabar com seus pacotes de ajuda, diz analista</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Patrícia Campos Mello, ISTAMBUL</span></h2>
<p>O risco de a economia mundial ter uma recaída e voltar a mergulhar numa recessão é &#8220;muito grande&#8221;, e por isso o Brasil ainda não deveria acabar com seus pacotes de estímulo. Essa é a opinião de Joseph Stiglitz, professor da Universidade Columbia e vencedor do Prêmio Nobel de Economia.</p>
<p>Muitos analistas acham que a economia brasileira corre risco de superaquecer e projetam grande alta de juros em 2010. O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz que o Brasil é um dos países que deveriam rever seus estímulos econômicos, porque sua economia já está se recuperando e há risco de atrair excesso de dólares.</p>
<p>Mas, para Stiglitz, crítico contumaz do Fundo, o conselho do FMI pode ser precipitado. Stiglitz diz também que ainda não há uma alternativa confiável para a acumulação de reservas nos emergentes como forma de proteção contra crises, divergindo de outra recomendação do Fundo. Abaixo, trechos da entrevista que Stiglitz concedeu ao Estado.</p>
<p><strong>O FMI diz que o Brasil é um dos países que deveria rever seus estímulos econômicos, porque sua economia já está se recuperando e há risco de atrair um excesso de dólares. O senhor acha que está na hora de o Brasil acabar com estímulos fiscais ou monetários?</strong></p>
<p>É difícil para qualquer país ter certeza sobre uma estratégia de saída porque é difícil ter qualquer certeza sobre a economia global. Portanto, é apropriado pensar em estratégias de saída para os pacotes de estímulo, mas não implementar nada ainda.</p>
<p><strong>Há risco de recessão em dábliu (duplo mergulho &#8211; depois de breve recuperação, a economia voltaria a mergulhar na recessão)?</strong></p>
<p>Sim, o risco de uma recessão &#8220;duplo mergulho&#8221; é muito grande. É mais arriscado tirar os estímulos agora, que pode ser prematuro, do que mantê-los até que se tenha mais certeza sobre a recuperação do mundo. O Brasil é menos dependente de exportação que outros países e muitos ficaram surpresos quando o País foi afetado pela crise. Agora o País está em recuperação. Mas não há argumento para se retirarem os estímulos o Brasil neste momento.</p>
<p><strong>O FMI quer atuar como &#8220;banco central mundial&#8221; e recomenda a emergentes como o Brasil que aumentem seus déficits em conta-corrente e reduzam a acumulação de reservas. Seria a maneira de os emergentes colaborarem com o ajuste dos desequilíbrios globais, já que as reservas estão na origem desses desequilíbrios. O que o sr. acha disso?</strong></p>
<p>É preciso reconhecer que os países que estão acumulando reservas não estão consumindo. E há um grande problema na economia mundial hoje, que é recuperar a demanda agregada, já que os EUA estão deixando de ser o consumidor de última instância. Mas a questão é: qual é a melhor forma de reativar a demanda mundial? Não está claro se a melhor maneira de fazer isso é aumentando o consumo, em vez de elevando o investimento. Essa foi a estratégia que deixou os EUA em apuros, então tenho dúvidas de que seja a estratégia certa.</p>
<p><strong>Grande parte dos emergentes foram menos afetados que os países ricos pela recessão, e eles argumentam que um dos motivos foi precisamente o alto nível de reservas.</strong></p>
<p>Exatamente. Se nós tivessemos mecanismos alternativos de proteção ou se criássemos uma economia global mais estável, poderíamos pensar em reduzir reservas. Mas o movimento de desregulamentação dos anos 80 criou um mundo mais instável, que tornou necessária uma maior acumulação de reservas. As reservas são o sintoma, não a causa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/segundo-joseph-stiglitz-premio-nobel-de-economia-brasil-deve-manter-medidas-de-estimulo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Valorização excessiva do real precisa ser evitada</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/valorizacao-excessiva-do-real-precisa-ser-evitada/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/valorizacao-excessiva-do-real-precisa-ser-evitada/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 13:04:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[capitais]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[IIF]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[moedas]]></category>
		<category><![CDATA[real]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14305</guid>
		<description><![CDATA[VALOR, de Istambul
As autoridades brasileiras precisarão administrar com cuidado os fluxos de capital estrangeiro que voltaram a entrar no país com a recuperação dos mercados internacionais para evitar uma valorização excessiva do real e outros efeitos indesejáveis, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI). &#8220;O Brasil vai atiçar o apetite dos mercados de capitais por causa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">VALOR, de Istambul</span></h2>
<p>As autoridades brasileiras precisarão administrar com cuidado os fluxos de capital estrangeiro que voltaram a entrar no país com a recuperação dos mercados internacionais para evitar uma valorização excessiva do real e outros efeitos indesejáveis, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI). &#8220;O Brasil vai atiçar o apetite dos mercados de capitais por causa da solidez da sua economia&#8221;, disse ontem o diretor do departamento do Fundo que monitora a América Latina, Nicolas Eyzaguirre. &#8220;O problema do Brasil é como administrar a abundância.&#8221;</p>
<p><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002357/imagens/arte05fin-fluxo-c10.gif" border="0" alt="Foto Destaque" />Projeções divulgadas no fim de semana pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF), associação que representa os maiores bancos do mundo, indicam que os fluxos de capital externo privado para países emergentes aumentarão bastante no próximo ano, embora ainda estejam longe de alcançar os níveis observados antes da crise.</p>
<p>Segundo o IIF, o Brasil deverá receber US$ 64 bilhões em investimentos no ano que vem, dos quais US$ 30 bilhões para ações e outros títulos no mercado de capitais. O fluxo para países emergentes deverá atingir US$ 672 bilhões, quase o dobro do total previsto para este ano.</p>
<p>O FMI recomendou que o Brasil comece a desativar as medidas de estímulo fiscal que pôs em prática no auge da crise se a recuperação da economia mundial ganhar consistência nos próximos meses. &#8220;Se a demanda privada voltar, o país poderia começar a pensar em ser um pouco menos ativo em termos de política fiscal&#8221;, disse Eyzaguirre.</p>
<p>Grandes bancos internacionais que sofreram enormes prejuízos com a crise devem continuar mantendo distância dos mercados emergentes. As projeções do IIF indicam que o volume de empréstimos de bancos estrangeiros para os países emergentes no próximo ano será equivalente a um décimo do volume observado em 2007, quando a crise começou.(RB)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/valorizacao-excessiva-do-real-precisa-ser-evitada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8221;Autoproteção é a melhor opção&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/autoprotecao-e-a-melhor-opcao/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/autoprotecao-e-a-melhor-opcao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:42:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14303</guid>
		<description><![CDATA[Henrique Meirelles, presidente do BC, defende acúmulo de reservas
Patrícia Campos Mello, ENVIADA ESPECIAL O ESTADO SP, ISTAMBUL 
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu ontem a acumulação de reservas nos países emergentes, estratégia criticada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). &#8220;Ficou demonstrado que a autoproteção é a melhor opção&#8221;, disse Meirelles ontem, em palestra na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Henrique Meirelles, presidente do BC, defende acúmulo de reservas</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Patrícia Campos Mello, ENVIADA ESPECIAL O ESTADO SP, ISTAMBUL </span></h2>
<p>O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu ontem a acumulação de reservas nos países emergentes, estratégia criticada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). &#8220;Ficou demonstrado que a autoproteção é a melhor opção&#8221;, disse Meirelles ontem, em palestra na reunião. &#8220;Eu apoio a discussão de que seria mais eficiente se o FMI acumulasse as reservas para os países. Mas a questão é: quem é que vai tomar a decisão na hora em que um país precisar das reservas?&#8221;</p>
<p>O FMI aconselha os países emergentes a evitar acumulação excessiva de reservas, uma das causas para os desequilíbrios econômicos globais. Em vez disso, países como o Brasil deveriam usar linhas flexíveis do Fundo como &#8220;seguro&#8221; contra fugas de capital em crises internacionais. O Fundo funcionaria como um &#8220;acumulador de reservas&#8221; de última instância.</p>
<p>Meirelles afirmou que o alto nível de reservas &#8211; US$ 205 bilhões no início da crise &#8211; ajudou o Brasil a se recuperar mais rápido da recessão global. &#8220;As reservas internacionais do Brasil puderam compensar os bancos que restringiram as linhas de crédito para o país&#8221; durante a crise, disse o presidente do BC. &#8220;Nós conseguimos substituir o setor privado porque tínhamos reservas suficientes e isso levou a uma recuperação rápida do mercado de crédito.&#8221;</p>
<p>Ele lembrou que o País já voltou a acumular reservas &#8211; que estavam em US$ 205 bilhões no início da crise e agora já estão em US$ 225 bilhões e &#8220;subindo todo dia&#8221;, segundo Meirelles.</p>
<p>O presidente do BC afirmou também que o sistema bancário no Brasil estava muito capitalizado e segue regras conservadoras, o que ajudou na recuperação. A capitalização dos bancos está em 17%, bem acima dos 8% recomendados pelo acordo de Basileia II, disse ele.</p>
<p>Perguntado sobre o que vai acontecer com o Brasil quando os EUA equilibrarem suas contas externas e reduzirem significativamente suas importações, Meirelles disse que o País está preparado. &#8220;Antes de a crise começar, nossa economia já estava sendo puxada pelo consumo doméstico&#8221;, afirmou o presidente do Banco Central.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/autoprotecao-e-a-melhor-opcao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FMI alerta para enxurrada de capital externo no Brasil</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-alerta-para-enxurrada-de-capital-externo-no-brasil/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-alerta-para-enxurrada-de-capital-externo-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[capitais]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[especulação]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[mantega]]></category>
		<category><![CDATA[moedas]]></category>
		<category><![CDATA[real]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14298</guid>
		<description><![CDATA[Para Fundo, governo precisa rever políticas de estímulos que adotou na crise
Mantega diz que boa parte de dólares que ingressa no Brasil é para investimento produtivo e que BC vai acumular mais reservas
FERNANDO CANZIAN &#8211; FOLHA SP 
ENVIDO ESPECIAL A ISTAMBUL
A rápida recuperação da economia brasileira pode levar uma quantidade exagerada de capitais estrangeiros para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Para Fundo, governo precisa rever políticas de estímulos que adotou na crise</strong></p>
<p><strong>Mantega diz que boa parte de dólares que ingressa no Brasil é para investimento produtivo e que BC vai acumular mais reservas</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">FERNANDO CANZIAN &#8211; FOLHA SP </span></h2>
<p>ENVIDO ESPECIAL A ISTAMBUL</p>
<p>A rápida recuperação da economia brasileira pode levar uma quantidade exagerada de capitais estrangeiros para o país e valorizar ainda mais o real. Isso pode afetar as exportações e aumentar rapidamente o deficit em conta corrente por conta de mais importações.<br />
O alerta é do FMI, que recomendou ao governo brasileiro que comece a retirar os estímulos econômicos que adotou nos primeiros meses da crise.<br />
&#8220;O Brasil já está aumentando o apetite de investidores, dada a solidez de sua economia. E precisa rever os estímulos fiscais para evitar um ingresso de dólares acima do necessário&#8221;, disse Nicolás Eyzaguirre, chefe do Departamento para o Hemisfério Ocidental do Fundo.<br />
Em 2009, o Brasil será um dos únicos países emergentes que terá aumento no ingresso de dólares em relação a 2008.<br />
Segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais, na sigla em inglês), que reúne os maiores bancos do mundo, o país deve receber neste ano 21% mais dólares, em um total de US$ 42,7 bilhões, ante US$ 34,7 bilhões em 2008.<br />
Nos emergentes, os ingressos serão de US$ 349 bilhões em 2009, recuo de 46,3% sobre 2008. A principal razão para a forte entrada de dólares no Brasil é o fluxo de investimentos especulativos. De US$ 8,9 bilhões em 2008, eles passarão a US$ 29 bilhões neste ano.<br />
Em muitos casos, bancos e investidores nos países ricos vêm aproveitando a enxurrada de dólares que os BCs vêm despejando no mercado a fim de recuperar suas economias para transferir parte desse dinheiro para nações emergentes.<br />
O Brasil, que ainda tem uma taxa de juros muito elevada diante dos padrões internacionais (8,75%), é um dos alvos preferidos desses investidores, que também vêm aplicando fortemente na Bovespa, o que ajuda a explicar sua forte alta.<br />
Para Eyzaguirre, enquanto vários países ainda lutam para escapar da crise, o Brasil terá de se preocupar agora em &#8220;gerenciar a abundância&#8221; de dólares.<br />
Um fluxo maior de dólares em qualquer país com câmbio livre tende a valorizar a moeda local. É o que ocorre no Brasil, onde o dólar, que chegou a superar os R$ 2,50 durante a crise, fechou na sexta a R$ 1,778.<br />
O dólar barato encarece as exportações e barateia as importações, afetando os saldos comercial e em conta corrente (resultado das transações com o mundo). É o ocorre no Brasil.<br />
Além do FMI, o IIF alertou para a necessidade de países emergentes não se descuidarem com o ingresso excessivo de dólares. &#8220;A perspectiva de maior crescimento e juros maiores nesses países deve atrair fluxos significativos de capital especulativo, trazendo desafios para seus governos.&#8221;<br />
Questionado sobre o assunto, o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que muito do ingresso de dólares no Brasil é para investimento produtivo. E que o BC continuará com sua política de acumular reservas (hoje acima de US$ 224 bilhões) para tentar enxugar o excesso de dólares no mercado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/fmi-alerta-para-enxurrada-de-capital-externo-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Antecessores não viram &#8216;riqueza social&#8217; do petróleo, diz Dilma</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/antecessores-nao-viram-riqueza-social-do-petroleo-diz-dilma/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/antecessores-nao-viram-riqueza-social-do-petroleo-diz-dilma/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 14:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[3º Congresso Nacional de Aquicultura e Pesca]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[mercado interno]]></category>
		<category><![CDATA[pesca]]></category>
		<category><![CDATA[pescadores]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=14109</guid>
		<description><![CDATA[
Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
A chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff aproveitou o pretexto da abertura do 3º Congresso Nacional de Aquicultura e Pesca para fazer um discurso, seguido de entrevista, em que tratou dos temas da economia, da política e até da política externa. Afirmou que o Brasil saiu mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/06/18/1700JC6635.jpg/image_media_horizontal" alt="http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/06/18/1700JC6635.jpg/image_media_horizontal" width="550" height="413" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff aproveitou o pretexto da abertura do 3º Congresso Nacional de Aquicultura e Pesca para fazer um discurso, seguido de entrevista, em que tratou dos temas da economia, da política e até da política externa. Afirmou que o Brasil saiu mais forte da crise internacional porque apostou no poder de compra das camadas mais carentes da população. &#8220;O presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] tinha razão ao afirmar que a população mais pobre deste país não seria amedrontada pela crise internacional&#8221;, declarou a pré-candidata do PT à Presidência da República. Dilma previu um futuro melhor. &#8220;Em breve, voltaremos a crescer nos mesmos patamares que crescíamos antes de setembro de 2008&#8243;.</p>
<p>Dilma incorporou ao seu discurso o apelo dos programas sociais do governo. Segundo ela, a manutenção dos programas sociais do governo federal deu um impulso extraordinário para ajudar o Brasil a vencer a crise. Diante de representantes da indústria pesqueira &#8211; incluindo cooperativas de pescadores de todo o país &#8211; a ministra acusou os antecessores de Lula de serem incapazes de olhar para o setor com o respeito que ele merece. &#8220;Além de ser uma fonte de alimentação para a população, é um ramo da economia que gera emprego e renda&#8221;, disse.</p>
<p>Num discurso de campanha, ela atacou os adversários e comparou este descaso à falta de atenção que os governos anteriores têm em relação ao petróleo. &#8220;São os mesmos que não souberam perceber que o petróleo é, além de uma riqueza natural, uma riqueza social e humana&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Mesmo sem estar diante do público adequado para este tipo de discurso, Dilma fez questão de ressaltar que o governo rompeu com o receituário do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ela, a cartilha apresentada pelo fundo aos países que enfrentavam turbulências financeiras era sempre a mesma: corte de investimentos e custeio. &#8220;Nós mantivemos a política de reajuste do salário mínimo, aumentamos os investimentos em infraestrutura com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), capitalizamos o BNDES e abaixamos as nossas taxas de juros no auge da crise financeira&#8221;, enumerou.</p>
<p>Ela apresentou aos participantes do encontro um balanço social e econômico do governo, afirmando que foram criados, ao longo dos sete anos e meio de governo Lula, 11 milhões de empregos. Citando dados do PNAD, ela afirmou que 20 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema e 26 milhões de brasileiros ingressaram na classe média. &#8220;Podemos dizer, sim, que a economia do Brasil vive um novo momento&#8221;, exaltou.</p>
<p>Dilma citou a descoberta das reservas de pré-sal a 7 mil metros de profundidade &#8211; &#8220;para vocês terem ideia, isto representa dez vezes a altura do Corcovado&#8221;, como mais um marco deste novo momento do país. &#8220;O Brasil hoje é muito mais respeitado nos debates internacionais&#8221;. Para ela, o desenvolvimento do país beneficiará os pescadores, pois terá impacto direto na demanda de pescado. &#8220;Estaremos colhendo, nos mares, lagos e rios, tudo o que plantamos nestes últimos anos&#8221;.</p>
<p>Em entrevista, Dilma defendeu a atuação do governo brasileiro na crise política em Honduras. Em um primeiro momento, disse que não tinha opinião sobre o caso, mas endossou o discurso de Lula contra o governo interino de Roberto Michelletti. &#8220;Não apenas o Brasil, mas a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA) e os Estados Unidos condenaram o governo golpista que está em Tegucigalpa (capital hondurenha)&#8221;, declarou.</p>
<p>Dilma não quis comentar um artigo da constituição hondurenha no qual se prevê que governos que propõem prorrogação de mandato podem ser destituídos. &#8220;Derrubar um presidente legitimamente eleito é golpe. Golpe não é relativo. Não vou discutir nem relativizar, pois não cabe ao governo brasileiro fazer isso&#8221;, completou a ministra.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/antecessores-nao-viram-riqueza-social-do-petroleo-diz-dilma/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Uma nação em marcha&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/uma-nacao-em-marcha/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/uma-nacao-em-marcha/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 18:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Bric]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Jornais]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[marolinha]]></category>
		<category><![CDATA[Toda Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/uma-nacao-em-marcha/</guid>
		<description><![CDATA[Toda Mídia
NELSON DE SÁ &#8211; nelson.sa@grupofolha.com.br

   
Folha SP
 O francês &#8220;Le Monde&#8221; publicou, com eco nos portais brasileiros, que Lula estava certo ao &#8220;prever com ironia&#8221; que no Brasil o tsunami da crise não passaria de marolinha, &#8220;vaguelette&#8221;.
O espanhol &#8220;El País&#8221; cravou o título &#8220;Brasil derrota a crise&#8221; e observou que &#8220;nem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+2" color="#000080">Toda Mídia</font></strong></p>
<p><strong>NELSON DE SÁ &#8211; <a href="mailto:nelson.sa@grupofolha.com.br">nelson.sa@grupofolha.com.br</a></strong><br />
<font style="background-color: #ffff99" size="4"><br />
</font>   <font size="5"><strong></strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="5"><strong><font style="background-color: #ffff99" size="4">Folha SP</font></strong></font></p>
<p> O francês <strong><a href="http://www.lemonde.fr/archives/article/2009/09/16/trois-grands-pays-emergents-le-bresil-la-chine-et-l-inde-ont-retrouve-la-croissance_1241180_0.html">&#8220;Le Monde&#8221;</a></strong> publicou, com eco nos <strong><a href="http://economia.uol.com.br/ultnot/bbc/2009/09/17/ult2283u2037.jhtm">portais</a></strong> brasileiros, que Lula estava certo ao &#8220;prever com ironia&#8221; que no Brasil o tsunami da crise não passaria de marolinha, &#8220;vaguelette&#8221;.<br />
O espanhol <strong><a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Brasil/derrota/crisis/elpepuint/20090918elpepuint_1/Tes">&#8220;El País&#8221;</a></strong> cravou o título &#8220;Brasil derrota a crise&#8221; e observou que &#8220;nem o proverbial otimismo de Lula foi capaz de prever recuperação tão rápida&#8221;.<br />
E o site <strong><a href="http://www.marketwatch.com/story/brazils-feeling-its-protein-2009-09-16">MarketWatch</a></strong>, do &#8220;Wall Street Journal&#8221;, postou uma longa análise sobre o avanço da JBS, da Petrobras, da Embraer, também da Bolsa e do PIB, citou até a Copa de 2014, para alertar que &#8220;os brasileiros estão chegando e eles estão comprando&#8221;. No título, &#8220;uma nação em marcha&#8221;.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">E VEM INVESTIMENTO</font></strong><br />
Ontem no <strong><a href="http://online.wsj.com/article/SB125319709396619709.html">&#8220;WSJ&#8221;</a></strong>, &#8220;Investimento externo global deve crescer em 2010&#8243;, segundo a Unctad, órgão de comércio e desenvolvimento da ONU. &#8220;Países em desenvolvimento estarão entre os mais beneficiados. Brasil, Rússia, Índia e China vão atrair parcela cada vez maior.<br />
Segundo o <strong><a href="http://www.valoronline.com.br/?online/brasil/5/5821836/brasil-sobe-4-posicoes-em-ranking-de-ide">Valor Online</a></strong>, já no levantamento de 2008, também divulgado ontem pela Unctad, &#8220;Brasil sobe quatro posições&#8221;, passando Alemanha e Japão.</p>
<p><strong>BOLSA TAMBÉM QUER</strong><br />
No mesmo <strong><a href="http://online.wsj.com/article/SB125314963713118307.html">&#8220;WSJ&#8221;</a></strong>, ontem, a breve reportagem &#8220;Bolsa do Brasil busca abrir as portas da região&#8221;, em acordos com congêneres nos países andinos Colômbia inclusive, mas não a Venezuela. Diz um diretor que o projeto é criar &#8220;um sistema de comércio com a Bovespa no centro&#8221;.</p>
<p><strong>&#8220;THE PARTY&#8217;S BACK&#8221;</strong><br />
A <strong><a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601013&amp;sid=aOlGZmwOoJSE">Bloomberg</a></strong> deu no fim do dia que um banco de investimento avalia, como a Unctad, que o Brasil &#8220;verá mais entradas&#8221; de investimento. Comenta diretor: &#8220;Investidores têm memória curta, todos pensam que a festa voltou&#8221;. Ontem, a Bovespa caiu, em <strong><a href="http://www.reuters.com/article/usDollarRpt/idUSN1722394420090917">&#8220;realização de lucros&#8221;</a></strong>.</p>
<hr noshade="noshade" size="1" />
<p><strong><font size="+1" color="#000080">&#8220;BÉLGICA, SAIA DA FRENTE&#8221;</font></strong><br />
Em editorial e reportagem, a <strong><a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14455617">&#8220;Economist&#8221;</a></strong> elogia fartamente a atual gestão do <strong><a href="http://www.economist.com/businessfinance/displaystory.cfm?story_id=14456879">FMI</a></strong>, que &#8220;Voltou dos mortos&#8221;, mas &#8220;ainda não está pronto para o futuro&#8221;.<br />
Saúda as contribuições financeiras de &#8220;potências em alta como China, Índia e Brasil&#8221;, mas sublinha, sob o enunciado &#8220;Move over, Belgium&#8221;, que persiste o desequilíbrio. &#8220;Países ricos, sobretudo da Europa, têm poder desproporcional&#8221; em relação aos mesmos emergentes. &#8220;A Bélgica tem mais votos que o Brasil&#8221;, alerta, cobrando a mudança no encontro do G20, nos EUA.(&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/uma-nacao-em-marcha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Spread&#8221; no Brasil só perde para Zimbábue, diz estudo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/spread-no-brasil-so-perde-para-zimbabue-diz-estudo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/spread-no-brasil-so-perde-para-zimbabue-diz-estudo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 19:38:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[inadimplência]]></category>
		<category><![CDATA[ranking]]></category>
		<category><![CDATA[spread]]></category>
		<category><![CDATA[spread bancario]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/spread-no-brasil-so-perde-para-zimbabue-diz-estudo/</guid>
		<description><![CDATA[

Diferença entre os juros captados e os cobrados pelos bancos é maior que a de 127 países
Para analista, tendência é que, com a estabilização da economia, &#8220;spread&#8221; fique menor no curto prazo, mas superior à média global
ÁLVARO FAGUNDES &#8211; FOLHA SP
  Diferença entre os juros captados e os cobrados pelos bancos é maior que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<p><strong>Diferença entre os juros captados e os cobrados pelos bancos é maior que a de 127 países</p>
<p>Para analista, tendência é que, com a estabilização da economia, &#8220;spread&#8221; fique menor no curto prazo, mas superior à média global</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>ÁLVARO FAGUNDES &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p>  <strong>Diferença entre os juros captados e os cobrados pelos bancos é maior que a de 127 países</p>
<p>Para analista, tendência é que, com a estabilização da economia, &#8220;spread&#8221; fique menor no curto prazo, mas superior à média global</strong></p>
<p><strong> ÁLVARO FAGUNDES &#8211; FOLHA SP</strong><br />
<font size="-1">  DA REDAÇÃO </font></p>
<p>O &#8220;spread&#8221; (a diferença entre o que as instituições pagam para captar recursos e o que cobram dos clientes) aplicado pelos bancos no Brasil é o segundo maior do mundo, ficando apenas atrás do Zimbábue, apesar de a taxa de inadimplência no país não estar nem entre as dez maiores do planeta.<br />
Segundo levantamento do  Fórum Econômico Mundial  com base em dados do ano passado, o &#8220;spread&#8221; dos bancos  brasileiros ficou em 35,6 pontos percentuais, maior do que a  média das instituições financeiras de 127 países.<br />
Somente o Zimbábue, cuja  economia vive situação caótica  e onde a inflação chegou na casa dos 231 milhões por cento  em julho do ano passado, a diferença entre os juros captados e  os cobrados foi maior: 457,5  pontos percentuais.<br />
O cenário do estudo atual é similar ao do levantamento anterior -que analisava a situação em 2007-, mas, na ocasião, o &#8220;spread&#8221; brasileiro era um pouco menor: 33,1 pontos percentuais. &#8220;Spreads&#8221; altos significam custos maiores para empresas e consumidores pegarem empréstimos.<br />
Ao mesmo tempo, a inadimplência no Brasil, que é uma das explicações usadas pelos bancos para justificar os juros altos, era a 16ª mais alta do mundo (em uma lista menos abrangente, com 34 países), de acordo com dados do FMI referentes ao quarto trimestre de 2008 -quando a crise global estava em um dos seus momentos mais agudos. Os números do Fundo mostram ainda que a taxa de inadimplência no país vem caindo nos últimos anos.<br />
O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirmou,  por exemplo, no fim de julho,  que o principal fator para o  &#8220;spread&#8221; bancário é exatamente o nível de inadimplência, que  atingiu seu recorde histórico.<br />
Para Luis Miguel Santacreu,  analista da Austin Rating, é  principalmente por meio dos  juros altos (que se traduzem no  segundo maior &#8220;spread&#8221; do planeta) que os bancos brasileiros  estão entre os mais rentáveis  do mundo, apesar de a relação  entre crédito e PIB estar abaixo  da média global.<br />
Sobre o calote, ele disse que  os bancos colocam nos empréstimos uma &#8220;estimativa que não  se concretiza na vida real&#8221;.<br />
O analista afirmou que a tendência no curto prazo é que,  com a estabilização da economia brasileira, os bancos &#8220;devolvam uma parte da gordura&#8221;  obtida com o aumento dos juros durante a crise, mas que o  &#8220;spread&#8221; deve permanecer entre os mais altos do mundo.<br />
Para que essa queda continue  a ocorrer no médio prazo, Santacreu afirma que são necessárias mudanças como aumento  da competição entre as instituições. &#8220;Nós não vimos uma  corrida forte dos bancos para  brigar pelos clientes.&#8221; Ele diz  ainda que é preciso tempo para  avaliar se é &#8220;&#8221;perene&#8221; o movimento de queda dos &#8220;spreads&#8221;  pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, incentivado pelo governo Lula.<br />
Ele cita ainda, entre outras  medidas, a necessidade da reforma tributária e da maior formalização das empresas.</p>
<p><strong>Menores &#8220;spreads&#8221;</strong><br />
No topo do tabela, entre os  dez com menor &#8220;spread&#8221;, aparecem países desenvolvidos  (como Alemanha e Japão) mas  também economias emergentes: os dois primeiros são Hungria e Lituânia.<br />
Em 2007, porém, havia um  predomínio maior das nações  ricas, o que mostra também o  efeito da crise nas instituições  financeiras desses países, que  ficaram menos dispostas ao risco. A Suíça, que tinha o menor  &#8220;spread&#8221; em 2007, aparecia na  27ª colocação no estudo sobre  os juros no ano passado.</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="5">Editorial O Estado SP </font></strong></p>
<p><font size="5"> </font></p>
<div id="c">
<h3><font size="5">Inadimplência e spread</font></h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) argumenta em sua campanha contra os elevadíssimos spreads bancários &#8211; diferença entre o que os bancos cobram dos clientes nos empréstimos e o que pagam aos aplicadores -, que o grau de inadimplência, no País, é apenas ligeiramente superior ao de outros países. Portanto, não há por que os spreads serem tão mais elevados no Brasil.</p>
<p>Tanto a crítica da Fiesp como a resposta dos bancos foram reproduzidas em reportagem de Leandro Modé, publicada terça-feira pelo Estado. A Fiesp valeu-se das informações compiladas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), relativas ao último trimestre de 2008 ou a 2007 (no caso da França e da Alemanha). Segundo o FMI, a inadimplência, no Brasil, é de 2,9%, contra 2,7%, na França e na Alemanha; 2,5%, na Argentina, na China, no México e na Rússia; 2,3%, nos Estados Unidos e na Índia; e 1,5%, no Japão. Ou seja, a maior diferença entre os níveis de inadimplência é entre o Brasil e o Japão e não chega a duas vezes.</p>
<p>Já o spread médio, no Brasil, de 26,6 pontos porcentuais, é três vezes superior ao da Argentina (8,4%), e quatro vezes superior ao da Rússia (6,5%), Alemanha (6,2%) e França (6%). Com spreads ainda menores surgem o México (5,7%), a Índia (3,8%), a China (3,1%), os EUA (2%) e o Japão (1,3%). Além disso, o spread médio no Brasil é seis vezes superior ao de 42 países analisados pelo FMI, calcula o diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.</p>
<p>A Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) põe em dúvida as conclusões do levantamento. &#8220;Não acho correto colocar os dados dessa forma&#8221;, afirmou o economista-chefe da entidade, Rubens Sardenberg. &#8220;Precisamos ter certeza de estarmos comparando as mesmas coisas.&#8221; Citando a consultoria Economática, a Febraban explica que a rentabilidade média dos cinco maiores bancos brasileiros equivaleu à média da rentabilidade dos bancos latino-americanos. &#8220;Não dá para imaginar que os bancos desses países sejam tão mais eficientes do que os nossos&#8221;, disse Sardenberg.</p>
<p>O Banco Central relaciona vários fatores para explicar os juros e spreads altos, tais como o custo administrativo dos bancos (que pesa 13,6% no spread total), os impostos (18,5%), os recolhimentos compulsórios (3,6%), além do lucro das instituições (26,9%). A inadimplência é o fator de maior peso (37,4%). E é evidente que o resultado final são os juros estratosféricos, cuja queda não acompanhou a da taxa Selic &#8211; reduzida de 13,75% ao ano, em setembro de 2008, para 8,75% ao ano.</p>
<p>&#8220;A inadimplência e a insolvência no Brasil estão dentro do padrão mundial e não justificam o juro e o spread que temos aqui&#8221;, afirma Alberto Borges Matias, professor da USP. Segundo Roriz Coelho, &#8220;entre setembro e março, o Brasil pagou em spread R$ 8,5 bilhões a mais do que deveria&#8221;.</p>
<p>Mas os bancos tem-se mostrado resistentes às pressões pela redução do spread &#8211; problema incluído há uma década entre as preocupações declaradas do Banco Central. Matias atribui o elevado spread ao baixo volume de crédito. &#8220;Como emprestam pouco, os bancos brasileiros têm de ganhar no preço&#8221;, diz ele. Há excesso de liquidez nos bancos, medida pelo saldo das operações compromissadas de curto prazo com o Banco Central, de R$ 444 bilhões, em meados de julho, segundo o jornal Valor. No Brasil, a relação entre o crédito e o PIB é da ordem de 45%, enquanto nos EUA supera os 180% e na Grã-Bretanha, os 200%. No exterior, emprestando muito a juros baixos, os bancos conseguem oferecer aos acionistas uma boa rentabilidade em relação ao patrimônio.</p>
<p>Nos últimos meses, o governo federal decidiu derrubar os spreads mediante uma política de oferta maciça de crédito do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal, instituições que controla. Apoiado por ampla campanha publicitária, o presidente do BB, Aldemir Bendine, acaba de prometer novas quedas de juros. Não há dúvida de que os juros (e spreads) têm muito a cair, mas esta política não pode ameaçar a solidez dos bancos públicos.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/09/spread-no-brasil-so-perde-para-zimbabue-diz-estudo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
