30/10/2009 - 09:56h Combatendo a crise e o aquecimento global

IPI continua menor só para eletrodomésticos “verdes”

Arnaldo Galvão, de Brasília – VALOR

geladeiraLinguaO governo estendeu até 31 de janeiro a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre eletrodomésticos da linha branca, mas limitou o benefício aos itens que consomem menos energia. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que novas medidas tributárias com esse objetivo ambiental serão anunciadas.

Geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos que recebem os selos A e B do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) terão, de 1º de novembro a 31 de janeiro, alíquotas de IPI menores que as vigentes antes de abril. Para os demais itens, volta a carga tributária normal. Uma geladeira Classe A, por exemplo, tinha incidência de alíquota de 15% até abril, início dos benefícios definidos pelo governo. Essa tributação caiu para 5% e será mantida até o fim de janeiro de 2010. Para os refrigeradores Classe B, a alíquota caiu de 15% para 5%, mas será de 10% nos próximos três meses.

Foto Destaque

Mantega disse que o governo, ao prorrogar o benefício tributário para a linha branca, não pensou nas eleições do ano que vem. Alegou que a medida pretende ampliar o emprego e manter o crescimento do varejo e da indústria, além de facilitar o acesso a esses bens de consumo duráveis para a população que tem renda mais baixa. “Não se espantem com novas medidas tributárias com esse caráter”, afirmou, ao comentar o aspecto ambiental da medida.

Para o ministro da Fazenda, os empresários do varejo e da indústria comprometeram-se com mais contratações de trabalhadores, mas o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, explicou que as contratações já foram feitas quando o governo reduziu o IPI. Agora, as indústrias devem apenas mantê-las. Kiçula também revelou surpresa ao saber da medida porque esperava apenas a simples prorrogação do benefício por mais três meses. Ele disse que o consumidor olha primeiro para o preço e depois para o gasto de energia.

Se a indústria já avisou que não vai ampliar o emprego, Luiza Helena Trajano, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), informou que a contratação de trabalhadores temporários no fim do ano, geralmente elevando em 5% o pessoal, deve subir para 10% ou 15% com a manutenção do benefício. “Lutamos muito para que essa redução do imposto aproveitasse o período do 13º salário, quando o poder de compra é maior”, disse.

Falando das redes de varejo, Luiza disse que sua empresa (Magazine Luiza) deve contratar 1,5 mil temporários, o que representa 10% dos total de empregados. Ela também estimou que a Casas Bahia, a maior do país, vai absorver mão de obra de cerca de 5 mil temporários em 2009. No setor, a linha branca responde por aproximadamente 30% das vendas.

O Walmart informou que não vai aumentar os preços da linha branca, mesmo para os produtos que perderem o benefício da redução do IPI. A empresa espera ter um desempenho de vendas em torno de 35% superior na categoria, para o Natal, ante o mesmo período do ano passado.

O diretor de relações institucionais da Whirlpool, Armando Ennes do Valle Jr., acredita que este será o melhor Natal dos últimos anos para a indústria de eletrodomésticos. “Vamos crescer entre 12% e 15% este ano em número de unidades”, disse.

A renúncia fiscal com a nova fase do benefício é de R$ 132,1 milhões. Para Mantega, a redução do IPI acaba em janeiro porque, na sua avaliação, a economia está em recuperação e, daqui a pouco, “andará com as próprias pernas”. Desde o início da redução do IPI para a linha branca deixaram de ser arrecadados R$ 380 milhões.

01/06/2009 - 10:28h Produção de linha branca volta ao nível pré-crise

IPI menor fez fábricas de geladeiras, lavadoras e fogões retomarem desempenho e voltarem a contratar

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Márcia De Chiara – O Estado SP

Grandes fabricantes de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, produtos que foram beneficiados pelo corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), dizem que já retomaram em maio níveis de produção pré-crise. Alguns até voltaram a contratar trabalhadores temporários para atender o crescimento das vendas.

A Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, por exemplo, contratou em maio 300 trabalhadores temporários para as fábricas de de Joinville (SC) e Rio Claro (SP), que produzem refrigeradores, máquinas de lavar e fogões. Além disso, remanejou 140 funcionários da Embraco, unidade do grupo voltada para a produção de compressores, para as fábricas de eletrodomésticos.

“Em maio, retomamos pontualmente os níveis de produção pré-crise”, afirma o diretor de Relações Institucionais da Whirlpool, Armando Annes do Valle Júnior. O executivo conta que, com o corte no IPI na metade de abril, as vendas em maio cresceram 20% na comparação com o mesmo mês do ano passado. “Os maiores índices de crescimento ocorreram nas geladeiras e nas máquinas de lavar, enquanto nos fogões foi um pouco menos”, conta.

Na concorrente Mabe, que detém as marcas GE e Dako e chegou a dar férias coletivas para enxugar a produção, o movimento foi semelhante. Patricio Mendizábal, presidente da companhia, conta que a produção de lavadoras cresceu 25%, nos refrigeradores o acréscimo foi de 15% e nos fogões, 10%. “Nos refrigeradores estamos trabalhando no nível de produção pré-crise”, diz o executivo. Apesar do crescimento, a empresa não admitiu novos trabalhadores.

Também a Esmaltec Eletrodomésticos, com sede em Fortaleza (CE), já produz hoje no nível pré-crise, informa a superintendente, Annette de Castro. Ela conta que a produção de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar cresceu entre 7% e 10%, após o corte do IPI.

Já no caso da Atlas, que fabrica só fogões dos produtos beneficiados pela redução do IPI, a produção ainda não está no nível anterior à crise. Segundo o presidente da companhia, Cláudio Petrycoski, como produto tem valor unitário menor em relação às máquinas de lavar e aos refrigeradores, o impacto nas vendas e na produção foi menor. Mesmo assim, houve um acréscimo da ordem de 7% na produção. A empresa, que chegou a demitir 5% dos funcionários por causa da retração nas vendas, está próxima de repor os quadros com a contratação de novos trabalhadores, afirma o presidente.

Para Lourival Kiçula, presidente da Eletros, associação que reúne os fabricantes do setor, após o corte do IPI, de abril para maio, houve um acréscimo de 20% a 25% nas quantidades vendidas da indústria para o varejo. Ele acredita que, se o benefício, que está previsto para expirar em julho, for mantido, há possibilidade de repetir neste ano o volume de vendas de 2008.

Além dos eletrodomésticos da linha branca beneficiados pelo corte do IPI (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e tanquinhos), Kiçula observa que a redução do imposto teve impacto positivo na venda de outros itens que não foram beneficiados pela queda do imposto. Isso significa que, o consumidor que vai à loja disposto a comprar uma geladeira, por exemplo, acabou levando para casa um liquidificador também. É que ele usou o dinheiro que economizou na compra do eletrodoméstico da linha branca para adquirir outro bem.

21/04/2009 - 09:09h Venda no varejo cresce até 25% com IPI menor

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Repasse do corte no imposto sobre geladeiras, fogões, tanquinhos e máquinas de lavar para o consumidor amplia o volume de negócios

Márcia De Chiara e Fabio Graner – O Estado SP

geladeiralingua.gifAs vendas de geladeiras, máquinas de lavar, tanquinhos e fogões cresceram até 25% no primeiro fim de semana de vigência de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido nas grandes redes de varejo. Na sexta-feira, o governo zerou o IPI sobre fogões e tanquinhos, cortou de 15% para 5% o imposto sobre refrigeradores e, de 20% para 10%, o IPI sobre as lavadoras com capacidade de até 10 quilos.

Veja as medidas do governo brasileiro contra a crise

Ontem, o governo ampliou os benefícios fiscais e incluiu na lista de corte de IPI as máquinas de lavar com capacidade para até 20 quilos. Segundo o assessor especial do ministro da Fazenda, Marcelo Fiche, houve um erro técnico no decreto editado na sexta-feira, já que a maioria das máquinas de lavar se concentra na faixa de 11 a 12 quilos. As máquinas com capacidade acima de 20 quilos são isentas do IPI por serem classificadas como bens de capital.

“Vamos rever as projeções de vendas para o Dia das Mães de um crescimento em torno de 15% para algo entre 20% a 25%, com inclusão das máquinas de lavar de maior porte no corte do IPI”, afirma o supervisor geral das Lojas Cem, José Domingos Alves. Ele observa que metade dos lares brasileiros não tem esse eletrodoméstico, ao contrário do que ocorre com fogões e refrigeradores. No fim de semana, as vendas a rede cresceram 10% ante o sábado e o domingo anteriores em razão do corte no IPI.

http://555-pizza.com/imagens/fogao.gifNa rede de hipermercados Extra, as vendas refrigeradores, máquinas de lavar e tanquinhos aumentaram 20% no fim de semana e, no caso dos fogões, o acréscimo foi de 25%. “Estamos conversando as indústria para ampliar o volume de pedidos ainda nesta semana”, diz o diretor executivo do Grupo Pão de Açúcar, Jorge Herzog.

Movimento semelhante ao do Extra foi registrado nos concorrentes. O Wal-Mart, por exemplo, teve crescimento de 20% nas vendas dos eletrodomésticos com IPI reduzido neste fim de semana, em relação ao sábado e domingo anteriores. No Magazine Luiza, o acréscimo nas vendas chegou a 25% no mesmo período.

O Ponto Frio, vice-líder do varejo de eletrodomésticos, não revela o desempenho do fim de semana. Mas, segundo o diretor executivo da rede, Marcos Vignal, as vendas cresceram por causa do IPI menor. “Por isso, vamos rever as projeções para o Dia das Mães.”

Cerca de 600 mil pessoas vão às compras na 25 de Março

Ontem, cerca de 600 mil pessoas circularam pelas lojas da rua 25 de Março, maior reduto de comércio popular do Brasil, no centro de São Paulo. “O movimento foi semelhante ao do Dia das Crianças”, afirma o presidente da Federação das Entidades do Turismo de Compras e Negócios do Estado de São Paulo, Miguel Giorgi Junior.

Segundo o empresário,o motivo de tanto movimento em pleno feriadão é o turismo de compras, tanto de famílias a passeio quanto de revendedores. Na sua empresa, a Gaivota Tecidos, especializada em tecidos para decoração e armarinhos, por exemplo, as vendas de ontem ficaram 60% acima das registradas num dia normal.

Todas as lojas da 25 de Março funcionaram normalmente ontem. Segundo Giorgi Junior, só 30% dos lojistas vão abrir as portas hoje.

20/04/2009 - 11:55h Queda do IPI dá desconto de até R$ 300

Primeiro fim de semana de desconto de imposto animou consumidores nas principais lojas da capital

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CAROLINA DALL’OLIO, Agencia Estado

carolina.dallolio@grupoestado.com.br

Com a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos eletrodomésticos, o consumidor já consegue economizar até R$ 300 na compra. Na rede Extra, por exemplo, o preço de uma lava-roupas GE de 10,2kg passou de R$1.299 para R$ 999 após o corte do tributo (veja ao lado).

O governo anunciou na semana passada a diminuição da alíquota do IPI para os eletrodomésticos da linha branca. No caso das geladeiras, o imposto caiu de 15% para 5% sobre o valor do produto; para os fogões, de 5% para zero; nas máquinas de lavar, de 20% para 10%; e para os tanquinhos baixou de 10% para zero.

Assim, mesmo os eletrodomésticos que já haviam sido comprados pelas lojas com IPI mais alto tiveram queda de preço – em quatro redes varejistas visitadas pelo JT (Casas Bahia, Extra, Magazine Luiza e Wal-Mart), novos valores já estampavam as etiquetas. Tudo para trazer o consumidor de volta à seção de eletrodomésticos.

Parece ter funcionado. Ontem, em pleno domingo, esses departamentos estavam cheios de consumidores que, como a farmacêutica Camila Rogonha Enciso, de 27 anos, só esperavam uma queda de preços para resolver comprar. Camila havia lido nos jornais que o governo estudava reduzir o imposto dos eletrodomésticos. Por isso, decidiu adiar a troca da geladeira de sua casa até que as promoções viessem. “Agora que está mais barato já posso comprar.”

A aposentada Vera Maura Cabral, de 74 anos, e sua filha, a consultora Viviane Cabral, de 34 anos, também aproveitaram o anúncio do corte do IPI para ir às compras. “É o mesmo produto de antes com um preço bem menor”, observa Viviane. Ela pesquisa preços de fogão há mais de dois meses e agora, com o corte do IPI, diz ter encontrado o modelo que queria por um preço quase três vezes menor. “Vou sair com mais dinheiro no bolso e o mesmo fogão na caixa.”

AS OFERTAS DEPOIS DO CORTE DO TRIBUTO

EXTRA

Lava-roupa GE 10,2kg
De: R$ 1.299
Por: R$ 999
Desconto: R$ 300

WAL-MART
Tanquinho Sedna
De: R$ 178
Por: R$ 158
Desconto: R$ 20

Refrigerador Electrolux
modelo 402l
De: R$ 2.198
Por: R$ 1.968
Desconto: R$ 230

CASAS BAHIA

Lavadora tanquinho Colormaq
De: R$ 374
Por: R$ 279
Desconto: R$ 95

MAGAZINE LUIZA

Lava-roupa Consul 6kg
De: R$ 799
Por: R$ 699
Desconto: R$ 100

Refrigerador Electrolux duplex 251l
De: R$ 1.099
Por: R$ 999
Desconto: R$ 100

15/04/2009 - 12:07h Governo Lula vai desonerar geladeiras, freezer, fogões, maquinas de lavar e tanquinhos. Preços podem cair 10%

IPI de “linha branca” deve ser zerado por três meses

VALOR

geladeiralingua.gifO governo deve reduzir a zero, nos próximos dias, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de geladeiras, freezers, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. A publicação de um decreto pode ocorrer nesta semana e o benefício valerá por três meses.

A sugestão técnica da Receita Federal ao ministro da Fazenda deixa a opção também de reduzir pela metade a carga do IPI desses produtos, mas a equipe de Guido Mantega tem dúvidas sobre o incentivo que isso traria ao consumo e, consequentemente, à indústria, ao comércio e ao emprego. Também pesa o fato de a cadeia automotiva ter, desde dezembro, reduções expressivas de IPI.

No caso da linha branca, as alíquotas do IPI são de 20% para máquinas de lavar, 15% para geladeiras e freezers, 10% para tanquinhos e 5% para fogões.

Junto com a desoneração temporária da linha branca, Mantega deve ampliar a lista dos materiais de construção beneficiados com IPI menor. A reivindicação já tinha sido levada na semana passada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria do Material de Construção (Abramat), Melvyn Fox.

A vantagem vale, atualmente, para cerca de 20 grupos de produtos, como revestimentos, tintas e cimento, mas os empresários do setor pedem a inclusão de telhas onduladas, vidros, arames, conexões, pregos, cerâmicas, pisos laminados, placas de gesso, tomadas e resistências de duchas para chuveiros, entre outros produtos.

Desonerações tributárias desfalcam o Tesouro e exigem medidas compensatórias. Recentemente, o governo anunciou o aumento da carga tributária sobre os cigarros para recuperar parte da arrecadação perdida com a redução do peso de impostos e contribuições nos segmentos de veículos, habitação e investimentos na Região Norte.

O governo estuda, num primeiro momento, aumentar a carga tributária das bebidas quentes. São destilados como, por exemplo, cachaças, uísques, vodcas, licores etc. Segundo técnicos da Receita, o atual regime será simplificado porque há espaço para maior tributação e a ordem superior é “arrecadar mais onde isso é possível”.

Numa segunda etapa, a Receita Federal vai aumentar, novamente, a carga tributária sobre as bebidas frias, principalmente cervejas e refrigerantes. Essa mudança não será imediata porque ainda está sendo preparada a escolha de um instituto que vai realizar a pesquisa dos preços no varejo. O governo também avalia que, politicamente, não é o momento para essa elevação. As indústrias de cervejas e refrigerantes ainda estão digerindo a expressiva mudança da Lei 11.727, de 23 de junho de 2008, que passou a considerar, como base da tributação, quantidade produzida e preços cobrados no varejo. Antes disso, valia apenas a quantidade.

Outro setor que teve, recentemente, a carga tributária elevada é o de cigarros, mas já está sendo preparada mais uma rodada. A Receita Federal propôs mudar o regime do IPI para um modelo híbrido que considerasse alíquota específica e tributação sobre o valor do produto. Como foi grande a resistência das maiores indústrias, o governo decidiu aumentar em 23,5% as seis faixas do IPI. A menor era de R$ 0,764 por maço de 20 cigarros e a maior era de R$ 1,397.

Esse aumento de 23,5% do IPI dos cigarros, segundo os cálculos da Receita, trará mais R$ 560 milhões para a arrecadação em 2009 e R$ 750 milhões adicionais em 2010. O governo sabe que isso é pouco e já deu seu recado ao setor privado. Quer uma proposta de mudança do atual modelo do IPI para elevar a tributação, sob pena de aplicar outro aumento de 23,5% no atual regime.

Além dos 23,5% no IPI, o governo também elevou em 70% a alíquota efetiva – de 6% para 9,8% sobre o maço – das contribuições PIS e Cofins na cadeia produtiva do cigarro, cobrada diretamente nas indústrias. A medida deve trazer mais R$ 415 milhões em 2009 e outros R$ 790 milhões e 2010. (AG)

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Preço final do produto pode cair até 10%

Marta Watanabe, de São Paulo – VALOR

Um benefício de IPI zero sobre produtos da linha branca deve possibilitar uma redução entre 2% e 10% nos preços ao consumidor final, dependendo do eletrodoméstico. O comprador conseguirá sentir mais o efeito do IPI zero nos produtos que atualmente têm alíquota mais alta, como o refrigerador, tributado a 15% e a lavadora de roupas, com imposto a 20%.

A redução no preço ao consumidor da geladeira deve ficar, em média, entre 5% e 7,5%, e para máquina de lavar, em 8% a 10%. O cálculo é de Patricio Mendizábal, presidente da Mabe, multinacional mexicana que produz as marcas GE, Dako e Mabe no Brasil. Ele explica que o efeito para o consumidor final não é no mesmo percentual das alíquotas reduzidas porque sobre o preço da indústria são cobrados outros tributos, como ICMS e PIS/Cofins. “Além disso, há a margem de lucro do varejista”, explica.

Com isso, o fogão, atualmente tributado a 4% de IPI, terá queda na venda do varejo próxima a 2% e o tanquinho, que hoje paga 10% do imposto, poderá ter redução entre 4% e 5%. “A medida deve aumentar a demanda mas, caso seja adotada, é importante que seja anunciada logo, antes que os varejistas brequem suas encomendas e o efeito para a indústria seja negativo.”