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	<title>Blog do Favre &#187; Folha de SP</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Folha: uma triste semana para a imparcialidade jornalística</title>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2008 17:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingo 11 de maio a edição da Folha desmanchava-se em elogios da ponte estaiada que Marta Suplicy, com tenacidade, começou a construir como parte da operação urbana financiadas pelos Cepac&#8217;s e concebida para desafogar o trânsito nas marginais em direção ao sul, abrindo caminho para, no outro lado, permitir a junção com a Imigrantes, desafogando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/folha-uma-triste-semana-para-a-imparcialidade-jornalistica/5275/" rel="attachment wp-att-5275" title="capa_ponte_folha.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/capa_ponte_folha.jpg" alt="capa_ponte_folha.jpg" align="left" height="311" width="188" /></a>Domingo 11 de maio a edição da <strong>Folha</strong> desmanchava-se em elogios da ponte estaiada que Marta Suplicy, com tenacidade, começou a construir como parte da operação urbana financiadas pelos Cepac&#8217;s e concebida para desafogar o trânsito nas marginais em direção ao sul, abrindo caminho para, no outro lado, permitir a junção com a Imigrantes, desafogando Av. Bandeirantes. Projeto que incluía a construção de 8.500 moradias populares, erradicando as favelas do entorno da Av. Roberto Marinho. O entusiasmo foi tanto que a <strong>Folha</strong> deixou de informar que licitada ao custo de R$147 milhões na gestão anterior, ela acabou custando o dobro na gestão Serra-Kassab. Foi passado sob silêncio os ataques proferidos por Serra e Kassab contra o projeto, hoje saudado pela <strong>Folha </strong>e os tucanos como novo cartão postal de São Paulo. Nada foi dito sobre a obra paralisada inicialmente pelos demo-tucanos e a multa que o município teve que pagar pela suspensão injustificada.  Nem uma palavra, em fim, sobre o fato da atual Ministra e ex-prefeita não ser convidada a inauguração do que ela ajudou a fazer pelo bem da cidade e <em>Last but not least</em>, nenhuma foto de Serra e Kassab em companhia do ex-prefeito Paulo Maluf, ele sim convidado a festa.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/ponte-da-marta-recordar-e-viver/">Coube a este blog mostrar incluso, que esta reportagem ditirâmbica contrastava violentamente com editorial da própria <strong>Folha</strong> de três anos atrás, atacando o projeto, sua necessidade e seu financiamento</a>.</p>
<p>Dois dias depois, na terça-feira passada, Gilberto Kassab ganhou destaque na <strong>Folha de São Paulo</strong> atacando Marta Suplicy. A jornalista da <strong>Folha</strong> detectou no ataque de Kassab, um jogo eleitoreiro para isolar Alckmin e polarizar com a provável candidata do PT. Deixou, porém, de questionar Kassab sobre o conteúdo desses ataques, que ganharam amplo destaque na edição do jornal.</p>
<p><strong>&#8220;Que prioridade é essa que deixava existir na cidade de São Paulo salas de lata, escolas de lata? Que prioridade é essa que dava aumento ao professor em forma de gratificação, e não transferia para o aposentado?&#8221;</strong>, perguntou Kassab, referindo-se a antecessores. <strong>&#8220;É muito importante que todos relembrem como estava a CET no início da nossa gestão.&#8221;</strong> acrescentou o prefeito. (folha 13/5/2008).</p>
<p>A <strong>Folha</strong> não questionou as afirmações de Kassab e nem fez um quadro para informar os dados sobre os quais o prefeito falara.</p>
<p>Coincidentemente, no mesmo dia, a <strong>Folha,</strong> em outra matéria sobre a CET, forneceria um dado: o número de &#8220;marronzinhos&#8221; da CET diminuiu durante a gestão Kassab, enquanto o número de carros cresceu em 1 milhão. (ver aqui no blog <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/a-maior-obra-demo-tucana-266-km-de-congestionamento-sexta-feira/">A maior obra demo-tucana: 266 Km de congestionamento sexta-feira</a>). Ou seja o questionamento aos propósitos de Kassab não exigiam muita pesquisa, estavam na própria <strong>Folha</strong>.</p>
<p>No dia 13 de maio, dia em que as páginas da <strong>Folha</strong> reproduziam generosamente os ataques de Kassab, a ex-Secretária de Educação da administração Marta Suplicy, Cida Perez, enviou uma <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/cida-perez-desnuda-kassab/">carta</a> respondendo cada um dos pontos levantados por Kassab. Até hoje a <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/cida-perez-desnuda-kassab/">carta</a> não foi publicada.</p>
<p>Nela, Cida Perez, destacava que as escolas de latas tinham sido construídas na gestão Pitta com a participação do próprio Kassab como Secretário de Planejamento. Que essas escolas começaram a ser removidas e eliminadas na gestão Marta Suplicy. A <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/cida-perez-desnuda-kassab/">carta</a>, não publicada até hoje, mostrava também as inverdades proferidas em relação aos salários dos professores e aposentados. Nem a <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/cida-perez-desnuda-kassab/">carta</a> foi publicada, nem esses dados foram informados aos leitores da <strong>Folha</strong>.</p>
<p>Na sua edição de hoje, precisamente na questão da educação, as palavras de Kassab &#8220;<strong>que prioridade é essa?</strong>&#8220;, encontram uma resposta nos resultados do Idesp reproduzidos com claridade na manchete do jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong>:</p>
<p><strong>De 0 a 10, ensino médio de SP tira 1,4</strong></p>
<p><strong>Só 2 colégios públicos do Estado têm índice 5 no Idesp, indicador que considera nota e adequação do aluno à série</strong></p>
<p>A <strong>Folha</strong>, cumprindo com a tendência já constatada no passado pelo ombudsman da época, Mário Magalhães, e confirmada neste sucinto balanço da semana, prefiriou a manchete:</p>
<p><strong>Escolas de SP terão meta de desempenho individual</strong></p>
<p><strong>Objetivo é que as instituições paulistas atinjam até 2030 um padrão semelhante ao encontrado hoje nos países desenvolvidos</strong></p>
<p>Relegando para uma obscura referência no corpo do artigo o resultado do Idesp, que constitui, a bem da verdade, a nota que a gestão tucana ganhou no quesito educação ao cabo de 13 anos de gestão: 1. (ver aqui no blog <big><big><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/folha-de-sp-uma-vergonha/" title="Folha de SP: uma vergonha!" el="bookmark"><font size="4">Folha de SP: uma vergonha!</font>)</a></big></big></p>
<p>Por último, chama atenção também, o silêncio dos articulistas da <strong>Folha</strong> no trato do conjunto destes fatos. Nem respostas indignadas a Kassab, nem ironias sobre a educação tucana, nem grandes proclamações éticas ou filosóficas. Nem o niilismo tradicional.<br />
Nada.<br />
Silêncio nas fileiras.</p>
<p><strong> Luis Favre</strong></p>
<p>PS &#8211; A cobertura da campanha eleitoral pelo jornal <strong>Folha de São Paulo</strong> se anuncia mal. Muita parcialidade a serviço de um lado e isto não corresponde ao compromisso com o leitor, nem a ética jornalística e configura-se numa ruptura com a história da própria <strong>Folha de São Paulo</strong>.</p>
<p>Os demo-tucanos podem ganhar algo com isto, mas perde a democracia e o direito a uma informação equilibrada. Perde também a <strong>Folha de São Paulo</strong>.</p>
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		<title>Ponte da Marta: recordar é viver</title>
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		<pubDate>Sun, 11 May 2008 18:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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José Serra e Gilberto Kassab batizaram a ponte estaiada com o nome do dono e falecido fundador da Folha de São Paulo, Octavio Frias. Uma bela e justa homenagem a um jornalista respeitado. Como lembrou sua filha  &#8220;Uma ponte é sempre a promessa de um encontro, de uma  reunião, de uma convergência.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/ponte-da-marta-recordar-e-viver/5159/" rel="attachment wp-att-5159" title="ponteinaugurada3.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/ponte-da-marta-recordar-e-viver/5159/" rel="attachment wp-att-5159" title="ponteinaugurada3.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/ponteinaugurada3.jpg" alt="ponteinaugurada3.jpg" /></a></div>
<p>José Serra e Gilberto Kassab batizaram a ponte estaiada com o nome do dono e falecido fundador da <strong>Folha de São Paulo</strong>, Octavio Frias. Uma bela e justa homenagem a um jornalista respeitado. Como lembrou sua filha  <strong>&#8220;Uma ponte é sempre a promessa de um encontro, de uma  reunião, de uma convergência.  Nesse sentido, o batismo dessa  obra é uma homenagem apropriada para quem conheceu  Octavio Frias de Oliveira. Meu  pai era um homem de diálogo,  que gostava de aproximar as  pessoas umas das outras, que  gostava de promover a reunião  de pontos de vista diferentes.  Ele próprio foi a ponte do que  muitas pessoas eram para o  que viriam a ser&#8221;.</strong></p>
<p>Na festa da inauguração, onde foi convidado o ex-prefeito Paulo Maluf e não foi convidada a Ministra de Turismo Marta Suplicy, os discursos destacaram a importância da ponte para aliviar o trânsito, a sua beleza arquitetônica e a elegeram em coro o novo cartão postal da cidade.</p>
<p>Para José Serra <strong>&#8220;ela é um novo marco&#8221;</strong> para São Paulo. A <strong>Folha</strong> deu ampla cobertura ao evento destacando que <strong>&#8220;é a única no mundo em que duas plataformas estaiadas se sobrepõem&#8221;</strong>.</p>
<p>Ela é capa da <strong>Folha</strong> de hoje com uma linda foto legendada</p>
<p align="center"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1105200821.htm"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/abre11052008.jpg" alt="Carros antigos desfilam na inauguração da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira; maior obra da gestão do prefeito Gilberto Kassab" border="0" height="290" width="400" /></a><em><br />
</em></p>
<p class="headlineLegend" align="center"><em>Carros antigos desfilam na inauguração da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira; maior obra da gestão do prefeito Gilberto Kassab</em></p>
<p>Em um dos artigos sobre a ponte, a <strong>Folha</strong> explica:</p>
<p><strong>&#8220;é a maior obra do governo do democrata Gilberto Kassab.</strong></p>
<p><strong>Ela foi concebida para desafogar o tráfego na marginal, fazer a ligação com a rodovia dos Imigrantes e se tornar um cartão-postal da cidade, com custo final de R$ 260 milhões. O arquiteto responsável é João Valente Filho.</strong></p>
<p><strong>A ponte pode se tornar um dos cartões-postais da cidade de São Paulo não só por suas luzes mutantes, mas por quatro aspectos de engenharia que a fazem única.</strong></p>
<p><strong>Segundo o engenheiro responsável pela obra, Catão Francisco Ribeiro, o ângulo de 60º, que faz com que a travessia ocorra em curva, é o maior entre as estaiadas do mundo, que costumam ter de 10º a 15º. Outro aspecto inédito é o formato do mastro, o &#8220;x&#8221; central que sustenta os estais.</strong></p>
<p><strong>A obra faz parte do complexo viário Real Parque e, segundo a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), vai reduzir em até 45 minutos o tempo de viagem do motorista que usa a marginal para chegar a bairros da zona sul da cidade.&#8221; </strong></p>
<p>Com tamanho entusiasmo, a <strong>Folha</strong> acabou esquecendo que a obra foi projetada como parte da operação urbana Água Espraiada pela administração Marta Suplicy (que estranhamente é citada quando a <strong>Folha</strong> fala do valor pago por Kassab pela obra). A <strong>Folha</strong> também esqueceu que em relação ao conjunto do projeto, que além da ponte incluía a construção de 8.500 moradias populares para as favelas do entorno, assim como a junção com a Imigrantes, desafogando a Av Bandeirante, só a ponte foi concluída após 4 anos da atual gestão. E a justiça teve que intervir para que os moradores da favela Real Parque não fossem despejados sem qualquer moradia, pela administração Kassab.</p>
<p>Esqueceram também de lembrar que orçada em R$147 milhões ela acabou custando o dobro e por ficar parada durante quase três anos, a prefeitura teve que pagar multa.</p>
<p>Em grande parte custeada pela venda do CEPAC, criado pela administração Marta Suplicy para arrecadar dinheiro sem utilizar o orçamento da cidade, a ponte é hoje sem dúvida um orgulho para todos.</p>
<p>Vale a pena ler os artigos a seguir, disponíveis na Folha online e apreciar as fotos da belezura entregue à cidade.</p>
<p>Aproveitem também para reler o editorial da <strong>Folha de São Paulo do 13 de maio de 2005</strong>, exatamente três anos antes da Ponte ser inaugurada. Ele figura no final desta nota.</p>
<p>Marta Suplicy mostrou-se visionária e determinada para vencer mais este desafio. Hoje estão extasiados e são unânimes em aplaudir. Quando leiam o editorial em questão verão que é só uma forma do &#8220;esqueçam o que eu escrevi&#8221;.</p>
<p>Luis Favre</p>
<p align="center"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3199/2472113949_14ccbefe4c_m.jpg" alt="L'image “http://farm4.static.flickr.com/3199/2472113949_14ccbefe4c_m.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." height="318" width="479" /><br />
<font size="1"> Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira</font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>da Folha de S.Paulo</strong></p>
<p>Pontes são uma seara vasta e dinâmica para o mundo dos recordes, em que a ponte Octavio Frias de Oliveira, inaugurada neste sábado (10), também passa a figurar. Ela é a única do mundo em que duas plataformas estaiadas se sobrepõem, fazendo com que os cabos se entrelacem, e conta com o maior ângulo entre estaiadas, de 60º.</p>
<p>Por conta disso, a equipe responsável pela obra tem apresentado o projeto em alguns dos maiores congressos internacionais sobre pontes.</p>
<p style="background-color: #ffff99"> da Folha de S.Paulo</p>
<p>A ponte Octavio Frias de Oliveira pode se tornar um dos cartões-postais da cidade de São Paulo não só por suas luzes mutantes, mas por quatro aspectos de engenharia que a fazem única. Segundo o engenheiro responsável pela obra, Catão Francisco Ribeiro, o ângulo de 60º, que faz com que a travessia ocorra em curva, é o maior entre as estaiadas do mundo, que costumam ter de 10º a 15º.</p>
<p>Outro aspecto inédito é o formato do mastro, o &#8216;x&#8217; central que sustenta os estais &#8211;estai é um termo náutico que denomina o cabo que segura a vela de um barco. Nascido de uma necessidade de engenharia, a forma foi aproveitada pelo arquiteto João Valente para marcar o visual da ponte.</p>
<p>A sobreposição de duas plataformas estaiadas também nunca havia sido feita. &#8220;Essa [ponte] foi complicadíssima do ponto de vista geométrico, porque os cabos não poderiam cruzar uns com os outros&#8221;, diz um dos maiores especialistas brasileiros no assunto, Augusto Carlos de Vasconcelos, da Divisão de Estrutura do Instituto de Engenharia e autor de &#8220;Pontes brasileiras: Viadutos e Passarelas Notáveis&#8221; (ed. Pini).</p>
<p>De acordo com Ribeiro, a execução foi como um bordado. As pontes sobrepostas tinham de ser construídas simultaneamente, para que uma contrabalanceasse a outra.</p>
<p>Por conta disso, o processo de construção também foi único: não era possível usar o rio nem as marginais para fazer o escoramento. Assim, a evolução das duas pontes ocorreu ao mesmo tempo.</p>
<p>Segundo Vasconcelos, as pontes estaiadas são uma evolução das pontes pênseis (ou suspensas), e a possibilidade de serem construídas parte por parte permite que a obra seja mais rápida e econômica.</p>
<p>&#8220;É muito mais difícil de ser calculada, mas, por outro lado, muito mais fácil de ser concluída&#8221;,<br />
afirmou ele.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/serra-kassab-e-maluf-inauguram-ponte-da-marta-ela-nao-foi-convidada/5116/" rel="attachment wp-att-5116" title="ponte_estaiada_iluminada21.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/serra-kassab-e-maluf-inauguram-ponte-da-marta-ela-nao-foi-convidada/5116/" rel="attachment wp-att-5116" title="ponte_estaiada_iluminada21.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/ponte_estaiada_iluminada21.jpg" alt="ponte_estaiada_iluminada21.jpg" height="316" width="234" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4">São Paulo, sexta-feira, 13 de maio de 2005 EDITORIAL FOLHA DE SÃO PAULO<br />
</font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4">PROJETO EXTRAVAGANTE</font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4">É acertada a decisão do prefeito José Serra (PSDB) de retomar as obras que ligam as avenidas Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e a marginal Pinheiros, deixando de lado a construção de duas pontes sobre o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, previstas no projeto original aprovado pela administração da ex-prefeita Marta Suplicy. A justificativa apresentada por José Serra é que a construção dessas pontes estaiadas (suspensas por cabos de aço) encareceria desnecessariamente a obra.<br />
A cautela e a mudança do projeto original são procedentes. Com as pontes endossadas por Marta, toda a empreitada custaria nada menos que R$ 147 milhões. Sem elas, o custo total -que inclui outras alterações na malha viária, além da construção das alças- cai para R$ 85 milhões.<br />
É duvidoso, ademais, que a venda em leilões dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos que dão direito de construir além dos limites estabelecidos em certas áreas da cidade, possa gerar recursos suficientes para arcar com as despesas previstas inicialmente no projeto. No ano passado, os leilões desses papéis, realizados para angariar fundos para a construção das pontes, não conseguiram amealhar mais do que R$ 35 milhões, soma muito aquém da estimada para a conclusão das obras.<br />
Além de cara, a construção dessas pontes suspensas está longe de ser uma prioridade para aquela área da cidade. A ligação da avenida Roberto Marinho com a marginal Pinheiros pode continuar a ser feita, sem maiores transtornos, através de duas outras pontes já existentes a apenas 800 metros do local. Essa circunstância, aliás, torna ainda mais extravagante -e suspeito- o projeto deixado pela gestão petista, para o qual, até aqui, não foram apresentadas justificativas convincentes.</font></p>
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		<title>Despedida</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 11:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Folha condicionou minha permanência ao fim da circulação das críticas diárias na internet; não concordei; diante do impasse, deixo o posto 

NO ANO QUE passou, quando as noites de domingo se insinuavam, e tantas famílias saíam para o último passeio do fim de semana, a minha sabia que ficaríamos em casa -ou pelo menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong><em>A Folha condicionou minha permanência ao fim da circulação das críticas diárias na internet; não concordei; diante do impasse, deixo o posto </em></strong></font></p>
<hr noshade="noshade" size="2" /><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/04/despedida/4426/" rel="attachment wp-att-4426" title="mario_magalhaes.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/04/mario_magalhaes.jpg" alt="mario_magalhaes.jpg" align="left" /></a></p>
<p>NO ANO QUE passou, quando as noites de domingo se insinuavam, e tantas famílias saíam para o último passeio do fim de semana, a minha sabia que ficaríamos em casa -ou pelo menos não iríamos todos. Era hora de eu começar a longa e solitária jornada madrugada adentro para terminar de esquadrinhar jornais e revistas.De manhã, com as olheiras a denunciar o sono roubado, leria as edições do dia e escreveria a mais encorpada crítica semanal, a da segunda-feira. Hoje à noite, se alguém me chamar, terá companhia.Esta é a 51ª e derradeira coluna dominical que escrevo como ombudsman da Folha. Assumi em 5 de abril de 2007, e o meu mandato se encerrou anteontem. Embora o estatuto autorize a renovação por mais dois períodos, não houve acordo com a direção do jornal para a continuidade.</p>
<p>A Folha condicionou minha permanência ao fim da circulação na internet das críticas diárias do ombudsman. A reivindicação me foi apresentada há meses. Não concordei. Diante do impasse, deixo o posto. Oitavo jornalista a ocupar a função, torno-me o segundo a não prosseguir por mais um ano. Todos foram convidados a ficar. Sou o primeiro a ter como exigência, para renovar, o retrocesso na transparência do seu trabalho.</p>
<p>A crítica da quinta foi a última que circulou na Folha Online, com acesso a não-assinantes da Folha e do UOL.</p>
<p>A partir de agora, os comentários produzidos pelo ombudsman durante a semana só poderão ser conhecidos por audiência restrita, de funcionários do jornal e da empresa, que os recebe por correio eletrônico. Os leitores perdem o direito. Era assim nos primórdios do cargo, criado em 1989. A internet engatinhava.</p>
<p>Como se constata no site www.folha.com.br/ombudsman, desde 2000 as críticas vão ao ar. Por oito anos, os leitores puderam monitorar a atividade cotidiana de quem tem a atribuição de representá-los.<br />
Não poderão mais.</p>
<p><strong>Regras</strong><br />
O comando da Folha esgrimiu um argumento para a decisão: no ambiente de concorrência exacerbada do mercado jornalístico, idéias e sugestões do ombudsman são implementadas por outros diários.<br />
De fato, isso ocorre.</p>
<p>E continuará a ocorrer.</p>
<p>Quase 20 anos atrás, as críticas ainda denominadas internas eram distribuídas em papel à Redação.</p>
<p>Acabavam nas bancadas de outros jornais. Um deles veiculou publicidade alardeando elogio do ombudsman.</p>
<p>Com a difusão por e-mail, será ainda mais difícil conter a distribuição irregular das anotações do ouvidor. Eventuais interessados, se bem articulados, terão como lê-las. Que segredo sobrevive a centenas de destinatários?</p>
<p>Já os leitores ditos comuns, os que fazem a fortuna de toda empreitada jornalística de sucesso, serão barrados. A medida não resolve o problema a cuja solução se propõe, mas prejudica quem é alheio a ele.<br />
A não-renovação do mandato é legítima, respeita a Constituição do jornal. Sua direção tem a prerrogativa de convidar ou não o ombudsman a permanecer. E de estabelecer as normas. Não há quebra de contrato, e sim respeito.</p>
<p>No meu caso, haveria mudança de regra no meio da gestão, composta de um a três mandatos. Regras, como a Folha recomenda, devem ser estabelecidas antes do jogo.</p>
<p><strong>Autópsia</strong><br />
Não é praxe dos jornais impressos do mundo inteiro compartilhar na rede o que muitos deles chamam de memorando interno do ouvidor.</p>
<p>Assim como, na conferência da Organização dos Ombudsmans de Notícias, com participantes de 13 países, não encontrei quem digitasse todo santo dia, como fazemos aqui, uma crítica ou memorando.<br />
A Folha deu um passo ousado na imprensa brasileira ao nomear um ombudsman. Radicalizou e tornou públicas as críticas antes limitadas à Redação. Mais do que as colunas dominicais, essa espécie de parecer se destina a uma autópsia das edições. Em minúcias, identifica suas fraquezas, sem desprezar as virtudes. Expõe as vísceras do jornal.</p>
<p>O desafio do ombudsman é ser a melhor síntese possível dos interesses dos leitores. A eles interessa que o jornal seja bom. Nas críticas, o ombudsman busca contribuir para que o jornal do dia seguinte seja melhor que o da véspera.</p>
<p>Essa confluência faz do ombudsman um benefício potencial ao leitor e ao jornal.</p>
<p>Mesmo com as críticas vetadas aos leitores, a Folha não perderá a primazia em transparência no jornalismo nacional. As colunas de domingo persistirão, e a publicação de um artigo como este expressa tolerância com o pensamento divergente. Quantos jornais o imprimiriam, se o objeto de análise fossem eles?<br />
<strong><br />
Regressão</strong><br />
A despeito desse cenário, a restrição imposta configura regressão na transparência. O projeto editorial da Folha diagnostica &#8220;um jornalismo cada vez mais crítico e mais criticado&#8221;. Reconhece que &#8220;o leitor fiscaliza a pauta de compromissos&#8221; do jornal.</p>
<p>O ombudsman deve ser um instrumento dos leitores. Se 80% dos pronunciamentos semanais ficam inacessíveis (as críticas de segunda a quinta; não escrevo às sextas), reduz-se a fiscalização dos leitores sobre aquele cuja atribuição é batalhar em nome deles.</p>
<p>Essa peleja não implica, em um exemplo, advogar o alinhamento do jornal com partidários ou opositores das pesquisas com células-tronco embrionárias, mas incentivar o equilíbrio no noticiário e nos espaços de controvérsia.</p>
<p>O ombudsman incapaz de zelar pela manutenção da transparência do seu ofício carece de autoridade para combater pela transparência do jornal. Como cobrar o que se topou diminuir?<br />
A tendência mundial é de expansão da transparência das organizações jornalísticas. A novidade da Folha aparece na contramão.<br />
<strong><br />
Agradecimentos</strong><br />
A crítica diária é valiosa como instrumento de diálogo entre os leitores e o ombudsman. O que ele pensa disso e daquilo? Por vezes, a resposta se encontra nos apontamentos do dia. Na semana passada, foi possível conferir se eu perguntei à Folha quem lhe forneceu o dossiê do momento. A resposta significaria romper o compromisso de sigilo com a fonte. Um ministro disse que eu perguntei. Não é verdade.<br />
Se fosse responder aos leitores sem a chance de lhes remeter à crítica on-line, não sei se daria conta do atendimento. Em 1991, primeiro ano do qual sobreviveu estatística, houve 3.748 contatos com o ombudsman. Em 2007, o recorde de 13.374.</p>
<p>Em janeiro, fevereiro e março de 2008, registraram-se marcas inéditas. O salto de 24% na comparação com idêntico trimestre do ano anterior projeta resultado anual superior a 16.500, sem considerar o impacto de eventos como eleição e Olimpíada.</p>
<p>O vigor do Departamento de Ombudsman é manifestação da mudança de comportamento de cidadãos e consumidores de notícias: a fé nos relatos jornalísticos dá lugar ao ceticismo; troca-se a submissão a versões pela leitura crítica; a passividade, por cobrança. Essa é a principal característica do jornalismo do século 21. Merece ser saudada pela sociedade e pelos jornalistas.</p>
<p>Na chegada, eu pensava ter muito a dizer. Ao partir, sei que tenho muito a ouvir.</p>
<p>Gostaria de ter falado de outros assuntos, dos anúncios de prostituição aos interesses cruzados do jornal. Fica para outra vez.</p>
<p>Pelo ano em que fui feliz, agradeço à confiança que a direção da Folha depositou em mim. Tive liberdade para escrever o que quis. Uma executiva me disse que o jornal precisava de um &#8220;ombudsman crítico&#8221;. Tentei desempenhar escrupulosamente a missão.</p>
<p>Sou muito grato à minha supersecretária, Rosângela Pimentel, e ao meu assistente, o futuro jornalista Carlos Murga. Na Secretaria de Redação, devo a Suzana Singer e Alba Bruna Campanerut.<br />
Na editoria de Arte, a Fábio Marra e Julia Monteiro. Ao colocar a coluna no papel e me salvar de vexames maiores, Vanessa Alves coordenou um time talentoso e generoso.</p>
<p>Minha gratidão maior é para quem me deu lições inestimáveis -hoje à noite, em casa ou na rua, não esquecerei o brinde aos leitores da Folha.</p>
<p>Mário Magalhães é o ombudsman da Folha desde 5 de abril de 2007. O ombudsman tem mandato de um ano, renovável por mais dois. Não pode ser demitido durante o exercício da função e tem estabilidade por seis meses após deixá-la. Suas atribuições são criticar o jornal sob a perspectiva dos leitores, recebendo e verificando suas reclamações, e comentar, aos domingos, o noticiário dos meios de comunicação.</p>
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		<title>A Folha iluminada</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 15:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Folha de SP]]></category>
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		<description><![CDATA[Deve ser o espírito de Natal ou como disse GUILHERME WISNIK, na própria Folha, &#8220;É a Nova Jerusalém, descrita como uma cidade quadrada, com doze portas, e cuja praça é &#8220;de ouro puro, como vidro transparente&#8221;. Uma cidade que, no dizer do evangelista, não necessitava mais de Sol nem de Lua, &#8220;porque a glória de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a name="6359442688997883743"></a>Deve ser o espírito de Natal ou como disse GUILHERME WISNIK, na própria Folha,<span style="font-weight: bold"> &#8220;É a Nova Jerusalém, descrita como uma cidade quadrada, com doze portas, e cuja praça é &#8220;de ouro puro, como vidro transparente&#8221;. Uma cidade que, no dizer do evangelista, não necessitava mais de Sol nem de Lua, &#8220;porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro (Jesus) é a sua lâmpada&#8221;.</span></p>
<p>Wisnik não fala da cidade de São Paulo, mas a ela poderia se aplicar essas palavras se levarmos a serio um artigo publicado hoje no caderno Cotidiano.</p>
<p>Em todo caso foi assim e com o mesmo entusiasmo que me precipitei na leitura desse artigo, no caderno <span style="font-weight: bold">Cotidiano</span> de hoje, que leva como título (e programa):</p>
<p><span style="font-size: 180%"><strong>No primeiro Natal após  a Lei Cidade Limpa, São  Paulo fica mais iluminada</strong></span></p>
<p>Minha nossa, exclamei, olha que presentão. As rezas de milhares de famílias paulistanas finalmente foram ouvidas. Mas não, rapidamente percebi que o press-release de Kassab reproduzido pela <span style="font-weight: bold">Folha</span> não correspondia com o milagre por mim esperado e desejado.<br />
<span id="more-2821"></span><br />
Os leitores da <span style="font-weight: bold">Folha de São Paulo</span> provavelmente não sabem (e o artigo em questão nada diz a respeito) mas uma parte da cidade carece de iluminação. Para responder a este gravíssimo problema, que além de deixar nas trevas uma parte dos nossos cidadãos, agrava os já terríveis problemas de violência e insegurança na periferia de São Paulo, a administração Marta Suplicy desenvolveu o programa Reluz, que modernizando a iluminação da cidade levava ao mesmo tempo a luz para todos.</p>
<p>Pois bem, o programa está parado e os atuais ocupantes da prefeitura, após retoma-lo um curto período, pararam de vez faz quase dois anos.</p>
<p>O motivo? Como Kassab-Serra deixaram de pagar os 13% da dívida em relação ao dinheiro que o Itaú pagou pela folha de pagamento dos servidores municipais, a Receita Federal considera a prefeitura inadimplente e impossibilitada de receber repasses como os do programa Reluz.</p>
<p>Pois bem, a manchete e o conteúdo do artigo da <span style="font-weight: bold">Folha </span>nem evoca esta situação e olimpicamente ignora a triste situação do Natal de milhares de famílias que aguardam uma luz no final do túnel do tempo em que parou o progresso social na cidade de São Paulo.</p>
<p>Ou &#8220;mais iluminada&#8221; refere-se as lâmpadas que, segundo o artigo, iluminam 1.200 arvores para as festas. O presente de Natal, além de mesquinho, dá as costas as necessidades mais prementes dos mais desprovidos.</p>
<p>Uma questão de escolha , de Kassab e da <span style="font-weight: bold">Folha.<br />
</span><br />
Parodiando o artigo de Guilherme Wisnik, que nada tem a ver com o artigo aqui criticado, que  disse:  <span style="font-weight: bold">&#8220;&#8230;a vagina como uma Novíssima Jerusalém. Imagino que Freud gostaria da associação, particularmente sugestiva no dia de Natal. Em vez de representar uma dimensão inacessível do mundo (sobrenatural, platônica), essa luz nada mais é do que o próprio mundo no qual entramos.&#8221;</span></p>
<p>Podemos concluir que o mundo iluminado no qual entramos, graças a <span style="font-weight: bold">Folha de São Paulo</span>, e aquele do conto de fadas e do faz de conta, mas que denominamos prosaicamente o conto do vigário.</p>
<p>Será que o ombudsman da Folha está de férias?</p>
<p>Meu desejo de Natal  é que o ombudsman ilumine o rumo da Folha que de tendência pro-serrista está virando a Pravda do tucano.</p>
<p>Postarei uma músicas para ilustrar este artigo.</p>
<p>Luis Favre</p>
<p>Reproduzo a seguir os dois artigo aqui citados</p>
<p><span style="font-size: 180%"><strong>No primeiro Natal após  a Lei Cidade Limpa, São  Paulo fica mais iluminada  </strong></span></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table width="390">
<tr>
<td><span>João Wainer/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c2412200701.jpg" border="0" /></td>
<td valign="bottom"><span style="font-size: 78%"><em>Decoração natalina na rua Normandia, em Moema (zona sul)</em></span></td>
</tr>
</table>
<p><!--/FOTO--><!--Fotografia/Auto/Final-->   <span>DA REPORTAGEM LOCAL<br />
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA </span> Elas já são chamadas de &#8220;as luzinhas do Kassab&#8221;. Depois da Lei Cidade Limpa, o prefeito de São Paulo decorou árvores, viadutos e prédios com milhões de microlâmpadas que impregnaram as ruas e avenidas de espírito natalino. Será que agradou?<br />
&#8220;Não se vê nessa iluminação &#8220;natalina&#8221; nada que tenha ligação com o Brasil ou com nossas raízes, mas o senso comum pede isso. Você vai à avenida Paulista, e as pessoas estão lá, tirando foto das luzes e decorações, da neve, do Papai Noel. E é preciso recorrer a esse recurso até para que se observem as árvores da cidade, coisa que ninguém está habituado a fazer&#8221;, diz o estilista Jum Nakao.<br />
A parceria entre Prefeitura de São Paulo e iniciativa privada rendeu 4,8 milhões de microlâmpadas instaladas em 1.200 árvores, prédios e viadutos. Para a socialite Maricy Trussardi, conhecida por seu fervor católico, &#8220;Natal é luz&#8221;. &#8220;Gosto de ver a cidade iluminada. Minha casa foi a primeira da rua onde moro a ter luzinhas decorativas no Natal. Hoje, são quatro. Você vai perguntar: &#8220;Por que isso?&#8221; Porque você pode enxergar melhor as pessoas espiritualmente.&#8221;<br />
Encher a cidade de luzinhas no Natal para deixar claro o espírito da ocasião é muito óbvio para o arquiteto João Armentano. Faltam idéias, diz ele. &#8220;A gente precisa de ações novas, de mais criatividade. Eu gostaria que nossos governantes e os responsáveis pela decoração pública de Natal fizessem uma seleção prévia das idéias. Nem sempre o mais caro é o mais criativo&#8221;, reflete o arquiteto.<br />
Armentano se refere, especificamente, aos arcos de luzes instalados nas calçadas da  rua Oscar Freire.<br />
O cenógrafo Juarez Fagundes, outro consultado pela reportagem, acha que faltou pensar em todos os cidadão da cidade. &#8220;Como é que o negro olha para um Papai Noel branco e de olhos azuis? Para mim, o Papai Noel é muito mais humano. Temos que incluir a diversidade de raças, incluir o cadeirante, o cego.&#8221;<br />
Mas, em certo aspecto, tanto ele como Armentano acham que a luzerna na cidade está de acordo com a Lei da Cidade Limpa. &#8220;Não podemos tentar mudar a essência do lugar&#8221;, diz Fagundes, elogiando as lâmpadas em espiral colocadas nos postes das avenidas Brasil, Nove de Julho e 23 de Maio.<br />
E, como nem tudo é luz na decoração do Natal, Fagundes chama a atenção para a árvore montada no parque Ibirapuera. &#8220;Mesmo de dia, apagada, tem um aspecto muito melhor. No outros anos, era praticamente um andaime gigante.&#8221;</p>
<p><strong><span style="color: #000080; font-size: 78%">GUILHERME WISNIK  </span></strong></p>
<p><span style="font-size: 180%"><strong>Iluminação genital  </strong></span></p>
<table width="250">
<tr>
<td>
<hr noshade="noshade" size="2" /> <strong><em>Idéia de uma luz que vem do alto se mantém ligada à dimensão da transcendência ainda nos dias de hoje  </em></strong><br />
<hr noshade="noshade" size="2" /></td>
</tr>
</table>
<p>NAS PÁGINAS do Apocalipse, são João tem a visão de uma ordem divina que sobrevém ao Juízo Final. É a Nova Jerusalém, descrita como uma cidade quadrada, com doze portas, e cuja praça é &#8220;de ouro puro, como vidro transparente&#8221;. Uma cidade que, no dizer do evangelista, não necessitava mais de Sol nem de Lua, &#8220;porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro (Jesus) é a sua lâmpada&#8221;.<br />
Considera-se que o primeiro emprego mais extensivo do vidro, na história da construção, data do século 12, com os vitrais das catedrais góticas. Em grande parte, dada à vontade de que estas pudessem equiparar-se simbolicamente à imagem diáfana da Nova Jerusalém descrita por são João Batista, na qual o ouro coincide com o cristal, e o brilho reluzente é sinônimo de transparência (significativamente, quase todas as catedrais trazem representações do Apocalipse em suas portas).<br />
Avanço técnico surpreendente numa época ainda conservadora, em que o horizonte humano se estreitava com a possibilidade iminente do final dos tempos. Daí que a idéia de uma luz que vem do alto se mantenha, ainda hoje, ligada à dimensão da transcendência, mesmo em um tempo em que a desmaterializada fachada de vidro se tornou o símbolo do &#8220;esclarecimento&#8221;, isto é, das &#8220;luzes&#8221; da razão.<br />
Certa vez um aluno, numa aula minha, querendo referir-se à luz zenital de uma construção (que entra pela cobertura, através de clarabóias), confundiu-se e falou em &#8220;iluminação genital&#8221;. Ato falho que é um verdadeiro achado, já que a abertura vaginal é a primeira luz que &#8220;vemos&#8221; na vida. E, convenhamos, ela está no zênite do percurso do bebê em sua travessia pelo canal de parto, ao final do qual considera-se que a criança foi literalmente dada à luz.<br />
Ao nascer, chegamos ao céu. Que é, por sua vez, a terra. Assim, as &#8220;partes baixas&#8221; sobem para o zênite, e eu diria que esse aluno teve, naquele momento, uma súbita iluminação: a vagina como uma Novíssima Jerusalém. Imagino que Freud gostaria da associação, particularmente sugestiva no dia de Natal. Em vez de representar uma dimensão inacessível do mundo (sobrenatural, platônica), essa luz nada mais é do que o próprio mundo no qual entramos.<br />
Por outro lado, esse encontro com a luz é, agora, uma experiência ao mesmo tempo sublime e traumática. Pensemos, por exemplo, na dificuldade do Menino Jesus em romper aquele umbral virginal. Terá visto uma luz mais mortiça e bruxuleante do que nós? Mesmo sendo ele a &#8220;lâmpada&#8221; dos homens, não foi dispensado de ver, um dia, essa luz no fim do túnel como uma espécie de &#8220;Juízo Inicial&#8221;: o momento em que o feto se individua, passando a ter uma bagagem própria e totalmente intransferível.<br />
É freqüente a associação entre o espaço da igreja e o ventre materno, o conforto uterino. Pois o interior em penumbra da igreja, todo envolto em mistério, é sempre vedado à vista desde o exterior, ficando protegido por um anteparo situado em frente à porta, como um hímen. Reservadas, elas são como virgens guardando-se para aquilo que virá depois do Apocalipse.</p>
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		<title>O de sempre na coluna do ombudsman da Folha</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 20:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de SP]]></category>
		<category><![CDATA[Mensalão tucano]]></category>
		<category><![CDATA[ombudsman]]></category>
		<category><![CDATA[tucanoduto PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sem (muitas) notícias

da Folha Online
Como andam as investigações policiais, jornalísticas e do Ministério Público sobre o valerioduto mineiro, falcatrua que deve gerar denúncia da Procuradoria da República nos próximos dias?
A Folha publica declarações do governador José Serra sobre seus companheiros de PSDB Aécio Neves e Eduardo Azeredo. E uma nota sobre pedido de documentos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ombudsman/images/ombudsman-290x40.gif" alt="Ombudsman Folha" border="0" height="40" width="290" /></a></p>
<h1>Sem (muitas) notícias<!--/TITULO--></h1>
<p><!--TEXTO--></p>
<p>da <strong>Folha Online</strong></p>
<p>Como andam as investigações policiais, jornalísticas e do Ministério Público sobre o valerioduto mineiro, falcatrua que deve gerar denúncia da Procuradoria da República nos próximos dias?</p>
<p>A <strong>Folha</strong> publica declarações do governador José Serra sobre seus companheiros de PSDB Aécio Neves e Eduardo Azeredo. E uma nota sobre pedido de documentos do MP de MG ao STF.</p>
<p>O valerioduto original aparece em &#8220;Caso Walfrido ameaça ação pela CPMF&#8221; (pág. A6), mas não é o centro da reportagem.</p>
<p>A propósito, chamar o valerioduto mineiro (ou valerioduto tucano) de &#8220;Caso Walfrido&#8221; configura desequilíbrio editorial.</p>
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		<title>Batalha paulistana</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Aug 2007 13:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[OPINIÃO
FERNANDO DE BARROS E SILVA

SÃO PAULO &#8211; À primeira vista, tudo parece azul para Geraldo Alckmin. Lidera todos os cenários na  corrida eleitoral para a prefeitura  paulistana em 2008, venceria tanto  Marta Suplicy como Gilberto Kassab em eventual segundo turno e,  além disso, tem entre os possíveis  candidatos a menor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: 1px; color: #000080">OPINIÃO</span></strong></p>
<p><strong>FERNANDO DE BARROS E SILVA</strong><br />
<strong><br />
SÃO PAULO</strong> &#8211; À primeira vista, tudo parece azul para Geraldo Alckmin. Lidera todos os cenários na  corrida eleitoral para a prefeitura  paulistana em 2008, venceria tanto  Marta Suplicy como Gilberto Kassab em eventual segundo turno e,  além disso, tem entre os possíveis  candidatos a menor taxa de rejeição. O tucano, mostra o Datafolha,  larga nas nuvens, embalado pelo recall da campanha presidencial.</p>
<p>A pesquisa, porém, traz outras  novidades -pelo menos duas que  complicam e relativizam o favoritismo inicial de Alckmin.</p>
<p>Primeira: Marta Suplicy, desafiando tantos apressados, está no  páreo, fortíssima. Mais do que isso,  desponta como única alternativa  competitiva do PT, uma vez que  Mercadante parece não ter se recuperado do trauma dos aloprados.</p>
<p>Sim, a rejeição a Marta é alta, só  inferior à do campeão Maluf. Mas  não difere quase nada daquela que o  mesmo Datafolha registrava na  campanha municipal de 2004.  Contra as evidências, não é possível  dizer, portanto, que o &#8220;relaxa e goza&#8221; tenha inviabilizado ou mesmo  enfraquecido a eventual candidatura em São Paulo da atual ministra.</p>
<p>Segunda novidade: Gilberto Kassab entrou na briga pela sua sucessão, ou, pelo menos, ficou forte demais para que possa simplesmente abrir mão dela em favor de Alckmin. Ambos disputam o mesmo eleitor. Quando Alckmin é retirado da pesquisa, Kassab pula de 10% para 20%; quando o prefeito sai de cena, o tucano vai de 30% para 37%.</p>
<p>Mas quem, nessas condições, vai  desistir? Alckmin, o líder, é tucano,  mas só oficialmente será apoiado  por José Serra. O candidato da predileção do governador é Kassab, o  ex-vice, guardião fiel do seu legado,  aquele que irá defendê-lo, inclusive,  se preciso, do próprio Alckmin.</p>
<p>A tese de que Alckmin e Marta se  guardariam para 2010 perde gás  após a pesquisa. A idéia de que Kassab seria figurante também ficou  para trás. A batalha ainda está muito distante, mas o Datafolha trouxe  um recado claro: estão todos sendo  convocados para a guerra.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/">Folha de São Paulo</a> (para assinantes)</p>
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		<title>Resposta de Clóvis Rossi a Luis Favre e réplica</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 15:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[Clovis Rossi]]></category>
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		<category><![CDATA[Folha de SP]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>

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		<description><![CDATA[Resposta do jornalista Clóvis  Rossi - &#8220;O companheiro de Marta  Suplicy tenta confundir o público. Reconhecer um erro de informação é uma coisa. Opinião  é outra completamente diferente. Eu dei a minha. Mantenho-a.&#8221;
Está foi a resposta  de  Clóvis  Rossi  a minha  carta  (ver embaixo).
A resposta é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Resposta do jornalista Clóvis  Rossi -</strong> <span style="font-weight: bold">&#8220;O companheiro de Marta  Suplicy tenta confundir o público. Reconhecer um erro de informação é uma coisa. Opinião  é outra completamente diferente. Eu dei a minha. Mantenho-a.&#8221;</span></p>
<p>Está foi a resposta  de  Clóvis  Rossi  a minha  carta  (ver embaixo).</p>
<p>A resposta é uma tentativa burda de fugir do ponto.</p>
<p>A opinião de Clóvis é formulada a partir do que?</p>
<p>Não de uma informação, ou de uma opinião da Marta. Não!</p>
<p>Clóvis se apega a uma frase infeliz que a própria Marta publicamente renegou para tentar colar Marta Suplicy a Maluf e ambos ao pai de um dos facínoras do Rio que agrediu uma pessoa brutalmente.</p>
<p>No exemplo que formulei na minha correspondência procurei mostrar que se um jornal, no caso a Folha, pode errar e acusar, o que é gravíssimo, uma figura pública de superfaturamento e reconhecendo depois o erro,  devemos aceitar suas desculpas; por que uma frase espontânea imediatamente corrigida, com desculpas públicas, não recebe o mesmo tratamento?</p>
<p>Por que a autocrítica vale para Folha e não para Marta?</p>
<p>Clóvis Rossi se esconde por trás do direito de ter opinião. Mas as opiniões de Clóvis Rossi também estão sujeitas à decência, à mesura e equilibro que se aguarda de um jornalista ou de qualquer pessoa que procura debater idéias e não veicular preconceitos, insultos e inacreditáveis exageros. Ou é &#8220;guerra suja&#8221; e vale tudo?</p>
<p>Luis Favre</p>
<h2 class="date-header">Quarta-feira, 27 de Junho de 2007</h2>
<p><a title="3975037159569097530" name="3975037159569097530"></a></p>
<h3 class="post-title">                          <a href="http://leituras-favre.blogspot.com/2007/06/carta-enviada-folha-de-so-paulo-em.html">Carta enviada a Folha de São Paulo em resposta a Clovis Rossi</a></h3>
<p class="MsoNormal">Um dos grandes fatos da história da Folha aconteceu durante a administração Marta Suplicy em São Paulo.</p>
<p>O jornal publicou em sua primeira página que Marta tinha superfaturado a compra de palmeiras para a revitalização da Av. Faria Lima e, dois dias depois, no mesmo espaço e com igual destaque, reconheceu e se desculpou por ter errado.</p>
<p>O erro, grave, que atingiu eticamente a figura da então prefeita da cidade, havia escapado dos diferentes controles que o jornal possui. Tanto o autor, como seu editor, assim como o responsável do jornal, não tinham visto nada.</p>
<p>Mas a Folha teve a coragem e a honestidade de pedir desculpas pela falha, saindo engrandecida deste triste episódio.</p>
<p>Clovis Rossi era, na época, e ainda é hoje, membro do Conselho Editorial da Folha. Ele sabe, portanto, que esse tipo de erro pode destruir a reputação de um jornal, mas sabe também que ao reconhecê-lo a publicação ganha enorme credibilidade. Ele sabe, igualmente, que, na vida de um jornal, falhas desse tipo são inevitáveis.</p>
<p>Ninguém, em seu juízo perfeito, admitiria que a Folha, por esse erro, pudesse ser comparada ao Ministro de Hitler, Göering, para quem uma mentira repetida varias vezes se transformava em verdade; ainda mais depois de a Folha ter reconhecido o erro publicamente. Ninguém igualmente aceitaria que se acusasse a Folha de nefasta e estupradora da verdade.</p>
<p>Clovis Rossi tem um passado respeitado como jornalista, e este passado evidentemente admite erros; porem não me consta que ele seja de cometer canalhices. Seu artigo de hoje contra a Ministra Marta é um insulto à sua própria historia.</p>
<p>Será que ele, assim como a Folha no episódio das palmeiras da Faria Lima ou como Marta em sua frase infeliz, saberá pedir desculpas?</p>
<p>Luis Favre</p>
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