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	<title>Blog do Favre &#187; Folha</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;FHC diz que governo Lula estimula bloco de poder burocrático-corporativo; embora exagerada, sua crítica faz sentido&#8221;. É o que afirma a Folha de São Paulo em editorial</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 11:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Editoriais &#8211; Folha SP
editoriais@uol.com.br 
Capitalismo tutelado 
FHC diz que governo Lula estimula bloco de poder burocrático-corporativo; embora exagerada, sua crítica faz sentido
O EX-PRESIDENTE Fernando Henrique Cardoso provocou um debate relevante acerca  do novo &#8220;bloco de poder&#8221; que estaria sendo alimentado sob o patrocínio do governo Lula, com  traços autoritários e consequências nefastas para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://quemtemmedodolula.files.wordpress.com/2009/06/serra_fhc.jpg" alt="http://quemtemmedodolula.files.wordpress.com/2009/06/serra_fhc.jpg" width="522" height="370" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong><span style="color: #000080; font-size: x-small;">Editoriais &#8211; Folha SP</span></strong></span></p>
<p><strong><a href="mailto:editoriais@uol.com.br">editoriais@uol.com.br</a> </strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Capitalismo tutelado </strong></span></p>
<p><strong>FHC diz que governo Lula estimula bloco de poder burocrático-corporativo; embora exagerada, sua crítica faz sentido</strong></p>
<p>O EX-PRESIDENTE Fernando Henrique Cardoso provocou um debate relevante acerca  do novo &#8220;bloco de poder&#8221; que estaria sendo alimentado sob o patrocínio do governo Lula, com  traços autoritários e consequências nefastas para o país. Em longo artigo publicado no domingo  pelos jornais &#8220;O Estado de S.  Paulo&#8221; e &#8220;O Globo&#8221;, o tucano começa por chamar a atenção para  as &#8220;transgressões cotidianas, o  discricionarismo das decisões, o  atropelo, se não da lei, dos bons  costumes&#8221; por parte do seu sucessor ou do governo petista.<br />
FHC faz um inventário de atitudes e exemplos condenáveis de  Lula e nelas detecta um DNA que  &#8220;pode levar o país, devagarzinho,  sem que se perceba, a amoldar-se a um estilo de política e a uma  forma de relacionamento entre  Estado, economia e sociedade  que pouco têm a ver com nosso  ideais democráticos&#8221;.<br />
O cerne da crítica de Fernando  Henrique se volta para o que  chama de &#8220;poder burocrático-corporativo&#8221; estimulado por este  governo: aliança entre Estado,  sindicatos, movimentos sociais,  fundos de pensão e grandes empresas, &#8220;cada vez mais fundidos  nos altos-fornos do Tesouro&#8221;.<br />
&#8220;Com ajudinha do BNDES, então&#8221;, ironiza o tucano, &#8220;tudo fica  perfeito&#8221;. Diante de partidos  desmoralizados e da satisfação  popular com a economia, que favorecem a liderança autoritária e  personalista, estariam lançadas  as bases do que FHC chama de  &#8220;subperonismo&#8221; -alusão a Juan  Domingo Perón (1893-1974), o  caudilho que governou a Argentina em três ocasiões.<br />
O ex-presidente carrega nas  tintas, como seria de esperar de  um líder oposicionista, e peca  por exagero ao descrever a configuração do atual governo. Sua  análise, contudo, ilumina os piores aspectos do lulismo.<br />
Vale ressaltar que a participação do BNDES nas privatizações  e a ingerência política nos fundos de pensão estatais tiveram  início no governo FHC. Mas a  verdade é que o problema mudou de escala.<br />
Este é um governo que vem estimulando de modo sistemático,  como se fosse uma diretriz, a  aliança entre algumas das maiores empresas privadas e grupos  de interesse aninhados no Estado e no partido. O assédio recente do Planalto sobre os investimentos e rumos da Vale é um  exemplo disso. A viabilização da  compra da Brasil Telecom pela  Oi/Telemar, que demandou mudanças legais e dinheiro do Banco do Brasil e do BNDES, é outro.<br />
A participação do Estado na  economia brasileira ainda é excessiva. Na relação divulgada recentemente das cem maiores  empresas do país, dois terços são  de capital nacional ou misto -e,  entre essas, metade são estatais  ou tem o governo como acionista  de peso, via BNDES. Um governo  menos tentacular e corporativo e  mais orientado para as necessidades reais da população é o que  se deveria buscar. Não é para isso  que aponta o lulismo.</p>
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		<title>Chalita acusa governo estadual de ter descontinuado seus projetos na área de educação</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 12:16:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ciro Gomes sobre Chalita: &#8220;Conheço o ramo. Ele pode desestabilizar esse conservadorismo de 16 anos&#8221;


PSB filia Gabriel Chalita em ato anti-Serra


Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR
Numa reunião que contou com a presença de petistas, a filiação do vereador paulistano Gabriel Chalita, ex-PSDB, ao PSB, transformou-se ontem em um ato contra o governador de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_dxpRy-FHPyE/SsKNHwubWII/AAAAAAAAAYw/pQkZT6zmZGk/s1600/chalita34.jpg" border="0" alt="[chalita34.jpg]" /><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
Ciro Gomes sobre Chalita: &#8220;Conheço o ramo. Ele pode desestabilizar esse conservadorismo de 16 anos&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>PSB filia Gabriel Chalita em ato anti-Serra</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Numa reunião que contou com a presença de petistas, a filiação do vereador paulistano Gabriel Chalita, ex-PSDB, ao PSB, transformou-se ontem em um ato contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). As críticas foram puxadas pelo seu mais novo integrante e tiveram como principal alvo a gestão da educação no Estado, que entre 2002 e 2006 teve à frente o próprio Chalita. O pré-candidato a presidente da legenda, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), reforçou os ataques, com discurso de candidato a presidente em 2010.</p>
<p>&#8220;Durante minha gestão, não tivemos uma greve no magistério. A evasão foi a mais baixa da história. E o currículo foi incrementado com a participação dos professores. Aí está uma diferença básica. Eu respeito os professores. Não coloco neles a culpa pelos eventuais fracassos. Culpados são os maus gestores por destruírem políticas públicas, por não terem a humildade de dar continuidade ao que dá certo. Pelo personalismo hediondo tão mesquinho daqueles que pouco entendem de ética&#8221;, disse Chalita em longo discurso.</p>
<p>Depois, afirmou que um dos motivos por que deixou o partido foi a falta de espaço para debater a educação. &#8220;A minha lamentação no PSDB é que eu faço um projeto nacional, e no meu partido essas teses não eram nem discutidas. Queria, por exemplo, convencer que a escola em tempo integral é um bom caminho e eu não tinha esse espaço&#8221;</p>
<p>Criticou ainda que os métodos do governador paulista na política. &#8220;Basta fazer qualquer movimento de saída partidária que vem uma quantidade de blogs te destruindo com coisas que a gente não sabe de onde vem. Tem gente que diz que é o Serra quem faz. Na política, a gente deveria parar de usar o subsolo. Serra não é um político que admiro.&#8221;</p>
<p>Filiado por quase 20 anos ao PSDB, foi o vereador mais votado em São Paulo em 2008, com 102 mil votos. Entretanto, por pertencer ao grupo político do ex-governador e atual secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, não encontrou espaço no partido para postular o Senado. Aceitou, então, a ida ao PSB sob essa condição. Foi recebido com fogos e escola de samba em um amplo e lotado auditório no Sindicato dos Eletricitários, no bairro da Liberdade, centro da capital paulista.</p>
<p>A assessoria da Secretaria da Educação disse ontem que as críticas de Chalita são infundadas, na medida em que não houve descontinuidade de projetos da gestão anterior e que há políticas de valorização e incentivo ao professor sendo tocadas pelo atual secretário, o ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza.</p>
<p>Antes do discurso de Chalita, Ciro fez um discurso com nuances de candidato a presidente, que passou pela política e economia nacional e internacional. Sobre Chalita, disse que o novo correligionário é o símbolo do que o país precisa na política: &#8220;Um jovem que resolveu botar a mão na massa&#8221; e que &#8220;sem dúvida tem grande futuro na política de São Paulo e do Brasil&#8221;. &#8220;Conheço o ramo. Ele pode desestabilizar esse conservadorismo de 16 anos, que é razoavelmente bem avaliado mas pelo qual ninguém morre de amores&#8221;, disse Ciro, que chegou a mencionar Chalita como possível candidato do PSB ao governo do Estado.</p>
<p>Mas foi nos ataques a Serra, seu provável adversário em 2010, que Ciro, foi mais incisivo. &#8220;Ou o senhor José Serra é a volta da turma do presidente Fernando Henrique ou não é. Ele foi ou não foi ministro do FHC em dois mandatos, que tiveram o definhamento consistente da massa salarial em relação ao PIB, do crédito, o desfinanciamento dos investimentos em serviços públicos&#8221;, disse, afirmando em seguida que o país corre risco com a candidatura Serra. Em relação a si, disse: &#8220;Batam no mensageiro mas por favor prestem atenção na mensagem&#8221;.</p>
<p>Ciro reafirmou sua intenção de se candidatar a presidente, embora o partido pretenda definir isso no início do ano. Há a possibilidade de que ele transfira seu domicílio eleitoral para São Paulo, deixando em aberto a possibilidade de disputar o governo paulista. Uma reunião que ocorreria ontem e foi adiada para a manhã de hoje entre dirigentes do PSB deve debater essa transferência. Enquanto a decisão final não ocorre, Ciro se coloca como candidato e o PSB se movimenta para filiar o maior número possível de pré-candidatos com visibilidade a cargos proporcionais . Isso ocorre principalmente em São Paulo, onde pretende montar palanque para enfrentar o PSDB.</p>
<p>Anteontem, a reitora da USP, Suely Vilela, foi umas das que assinaram a ficha de filiação. Primeira mulher a assumir a reitoria da universidade, assumiu o cargo em novembro de 2005, durante a gestão Alckmin. Foi no governo Serra, porém, que enfrentou crises que desgastaram sua relação com o atual governador, como a ocupação da reitoria e greve de professores. Em conversa ontem com o Valor, disse que até deixar o cargo, em novembro, irá contribuir com plataformas educacionais para o partido. A decisão sobre uma possível candidatura ocorrerá depois. Afirmou se filiar ao PSB por acreditar nos ideais de &#8220;justiça, igualdade e participação&#8221; da sigla e que &#8220;a universidade é apartidária&#8221;. Sobre sua relação com o governador, disse que &#8220;Relação entre universidade e governo é sempre cordial&#8221;.</p>
<p><strong><br />
<span style="font-size: x-large;">&#8220;É o maior fato político e eleitoral&#8221;, diz petista</span></strong></p>
<p>&#8220;É o maior fato político e eleitoral do semestre. Muda a realidade em São Paulo e contribui para alterar a realidade nacional. Com Chalita entre nós, podemos apresentar a São Paulo algo para darmos um salto a frente.&#8221; As palavras foram ditas ontem pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, na cerimônia de filiação do ex-tucano Gabriel Chalita ao PSB, um dos principais partidos da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>Vaccarezza era mais um dos petistas presentes e entusiasmados com a adesão do ex-secretário da Educação do então governador Geraldo Alckmin (PSDB) à base aliada federal. Ao seu lado na mesa estava o presidente do PT paulista, Edinho Silva, que postou no twitter, ao deixar o ato: &#8220;Saindo do ato de filiação do Chalita ao PSB, muito representativo e com muita força política. O projeto do governo Luiz Inácio Lula da Silva ganha mais força social.&#8221; Outros dois vereadores petistas compareceram: José Américo e João Antonio.</p>
<p>Antes do ato, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) comemorava, também pelo twitter: &#8220;Daqui a pouco o vereador de SP Gabriel Chalita deixa o PSDB e se filia ao PSB passando a apoiar o governo Lula e seu projeto de nação.&#8221;</p>
<p>Essa aproximação contraria o histórico da relação do PT com o vereador paulistano. Enquanto esteve no PSDB, Chalita era um dos alvos preferidos dos petistas paulistas.</p>
<p>Em 23 de setembro de 2008, o líder da bancada do PT, Roberto Felício, protocolou nos Ministérios Público Estadual e Federal pedido de investigação sobre possível irregularidade na evolução do patrimônio de Chalita. Em março de 2006, a bancada petista protocolou um pedido de &#8220;CPI do Chalita&#8221;. Queria verificar a cessão de uma fazenda de 87 hectares para a rede de Comunicação Canção Nova, onde o então secretário de Educação de Alckmin tem um programa.</p>
<p>Em outubro de 2005, a Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia, liderada pelo PT, aprovou a convocação de Chalita para prestar esclarecimentos sobre a existência de 200 vans e micro-ônibus destinados ao transporte escolar que estariam paradas no pátio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. (CJ)</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-size: x-large;"><strong><em>Comentário LF</em></strong></span></p>
<p><em>Não sei se Vaccarezza exagera quando afirma que a filiação de Chalita &#8220;É o maior fato político e eleitoral do semestre&#8221;, é possível que seja exagerado mesmo. </em></p>
<p><em>A <strong>Folha</strong>, ao que parece, está convencida que a afirmação do líder do PT é um exagero. Por isso dedica ao fato um espaço reduzido.</em></p>
<p><em>A cobertura da <strong>Folha</strong> se resume hoje a ecoar crítica de Alckmin a Chalita, no <strong>Painel</strong>, e a uma foto legendada delatando Ciro por fumo em lugar proibido.</em></p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-14007" title="Ciro_fuma" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Ciro_fuma-690x1024.jpg" alt="Ciro_fuma" width="555" height="822" /></p>
<p><strong><span style="color: #000080; font-size: x-large;">Painel</span></strong></p>
<p><strong>RENATA LO PRETE &#8211; <a href="mailto:painel@uol.com.br">painel@uol.com.br</a></strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Alckmin sobre Chalita </strong></span></p>
<p>No dia em que seu ex-pupilo Gabriel Chalita se filiou ao PSB e subiu o tom dos ataques a José Serra, Geraldo Alckmin resolveu romper o silêncio sobre o assunto. &#8220;Ele deveria ter continuado no PSDB. Respeito sua decisão, mas não concordo com suas críticas&#8221;, afirma o ex-governador, atual secretário do Desenvolvimento e líder isolado nas pesquisas sobre a sucessão no Palácio dos Bandeirantes.<br />
&#8220;Primeiro, porque o Serra sempre foi nosso aliado e sabe que pode contar comigo&#8221;, diz Alckmin. &#8220;Segundo, porque o povo aprova e quer a continuidade do governo do PSDB em São Paulo. Assim como, mostram as pesquisas, quer uma nova Presidência tucana.&#8221;</p>
<p><strong>Claque.</strong><br />
Os petistas Cândido  Vacarezza, Edinho Silva, José  Américo e João Antonio prestigiaram a filiação de Chalita.  Depois, os dois últimos levaram o neoaliado almoçar.</p>
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		<title>Petrobras defende o marco regulatorio proposto pelo governo</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 16:49:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pressa e desinformação: carta a Folha de S.Paulo
Com relação às notas  Pressa 1 e Pressa 2, publicadas na coluna Painel da Folha de S.Paulo em 15/9, a Petrobras esclarece que não tem qualquer intenção de mudar as regras do modelo regulatório proposto pelo Governo Federal. Também não está apoiando iniciativa de apresentação de emendas à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=8233" title="Permalink">Pressa e desinformação: carta a Folha de S.Paulo</a></h2>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/wp-content/uploads/2009/07/jornais27.jpg" class="alignleft size-full wp-image-3463" align="left" height="143" width="189" />Com relação às notas <span class="aptureLink " id="apture_prvw2"><span style="background-position: right -751px" class="aptureLinkIcon"> </span><a href="http://apture.s3.amazonaws.com/00000123c0ad4c943f9d0836007f000000000001.painel2.JPG" class="aptureLink snap_noshots">Pressa 1 e Pressa 2,</a></span> publicadas na coluna Painel da Folha de S.Paulo em 15/9, a Petrobras esclarece que <strong>não tem qualquer intenção de mudar as regras do modelo regulatório proposto pelo Governo Federal</strong>. Também <strong>não está apoiando iniciativa de apresentação de emendas à proposta</strong>. Portanto, não é verdadeira a informação de que a Companhia fez um ”alerta” ao relator do projeto que estabelece o regime de partilha. A Petrobras reitera que <strong>cumprirá todas as normas</strong> do modelo aprovado pelo Congresso Nacional.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><em>Blog da Petrobras </em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Apoio rápido no gatilho</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/apoio-rapido-no-gatilho/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 16:21:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Folha não precisa maiores esclarecimentos para manifestar rapidamente seu apoio a licitação de Kassab sobre mobília urbana. Dá como moeda corrente a afirmação da Emurb que a manutenção dos abrigos implicará em nenhum retorno aos cofres municipais pela concessão da publicidade. Não precisa saber se isto é verdade ou não, nem qual é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A <strong>Folha</strong> não precisa maiores esclarecimentos para manifestar rapidamente seu apoio a licitação de Kassab sobre mobília urbana. Dá como moeda corrente a afirmação da Emurb que a manutenção dos abrigos implicará em nenhum retorno aos cofres municipais pela concessão da publicidade. Não precisa saber se isto é verdade ou não, nem qual é a prática em outros países sobre o mesmo assunto. </em></p>
<p><em>O negócio é bom para a empresa que ganhar, mas para a prefeitura? Os abrigos já existem, pelo menos na área que mais publicidade ira receber, o centro expandido. A licitação prevê um novo modelo de abrigo a ser construído pela empresa ganhadora? aparentemente não. Ela ira vender o espaço publicitário e abocanhar lucro sem nenhum investimento prévio, utilizando os abrigos já existentes e construídos pela prefeitura? Ou a prefeitura utilizará o critério da outorga que é usado para as estradas em São Paulo? </em></p>
<p><em>Como essas, têm inúmeras peguntas que o editorial da <strong>Folha</strong> não faz, dedicado a apoiar o retorno da publicidade nesses abrigos.</em></p>
<p><em>Indiscutivelmente dobrar o número de relógios permitirá um extraordinário ganho de pontualidade dos cidadãos, permitindo que deixemos os nossos relógios de pulso, em casa; mas é uma contrapartida suficiente para quem ira explorar publicitariamente? ou a prefeitura deveria receber uma parte da receita publicitária?</em></p>
<p><em>Porem, em 15 de setembro 2007 a <strong>Folha</strong> informava do projeto de Kassab em estes termos:<br />
</em><strong>&#8220;Funcionará assim: a empresa instala os abrigos de ônibus ou os relógios nos pontos predefinidos e vende anúncios nesses locais. Para poder explorar essa publicidade, terá de pagar um valor à prefeitura. Ganhará a licitação a empresa que oferecer o maior valor para &#8220;comprar&#8221; o direito de explorar o serviço.<br />
O governo estima que possa arrecadar até R$ 150 milhões por ano com a concessão do serviço. Antes da Lei Cidade Limpa, por conta da poluição visual, a receita seria de, no máximo, R$ 40 milhões, disseram técnicos da prefeitura.<br />
Kassab afirmou que o dinheiro será usado para começar a enterrar fios e cabos.</strong></p>
<p><strong>Contratos<br />
Hoje, os abrigos de ônibus e os relógios têm propaganda. Os contratos são anteriores à Lei Cidade Limpa.<br />
São 1.250 abrigos de ônibus, cujo contrato vence em 30 de setembro, e 350 relógios com hora e temperatura e contrato até 31 de dezembro.<br />
A prefeitura arrecada cerca de R$ 140 mil por mês com os dois contratos, ou R$ 1,68 milhão por ano, pouco mais de 1% do que o governo pretende receber com a nova licitação.<br />
Será permitida propaganda em pelo menos 8.000 abrigos de ônibus, que devem ser instalados pela própria empresa que vencer a licitação. Hoje, a prefeitura recebe R$ 0,60 para cada abrigo com publicidade, um pagamento simbólico, equivalente a R$ 750 por mês.&#8221; </strong><em>(FSP 15/09/2007).</em></p>
<p><em>Agora resulta que &#8220;</em><strong>a prefeitura não  receberá quase nada -a vantagem é que deixará de gastar</strong><em>&#8221; (editorial FSP, hoje ver mais embaixo).</em></p>
<p><em>A <strong>Folha</strong> é rápida no apoio e silenciosa nas interrogações. LF</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/DSC_4845_1190305609.JPG" alt="http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/DSC_4845_1190305609.JPG" width="227" height="195" /><img src="http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/DSC_4883_1190305818.JPG" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/upload/DSC_4883_1190305818.JPG" width="300" height="196" /></div>
<p><strong><font size="+2" color="#000080">Editoriais</font></strong></p>
<p><strong><a href="mailto:editoriais@uol.com.br">editoriais@uol.com.br</a> </strong></p>
<p><font size="5"><strong>Abrigos e relógios </strong></font></p>
<p>O PREFEITO de São Paulo,  Gilberto Kassab (DEM),  decidiu permitir a publicidade em abrigos de pontos de  ônibus, além de triplicar o número de relógios de rua, onde as  propagandas já são permitidas. A  possibilidade de anúncios nos  pontos já estava prevista quando  a Lei Cidade Limpa entrou em  vigor, há dois anos e meio. Agora,  parte do chamado mobiliário urbano começa a ganhar peças publicitárias, que deverão custear  sua renovação e manutenção.<br />
Desde que bem conduzido, o  projeto oferece vantagens à cidade. Não retrocede no ganho contra a poluição visual, promove  uma fonte de recursos para o  erário e se compromete com a  conservação de um item importante para a boa qualidade do  transporte público municipal,  que é o oferecimento de abrigos  de ônibus bem conservados.<br />
No caso dos relógios de rua, cuja licitação para exploração será  aberta hoje com uma consulta  pública, a ideia é passar dos  atuais 320 em toda a cidade para  cerca de 850 equipamentos em  até dois anos. Outros 150 ficarão  em reserva técnica para novas  avenidas ou ampliação da cobertura, a critério da prefeitura. Os  relógios passarão a ter câmeras  de vídeo conectadas com a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana e a Companhia de  Engenharia de Tráfego.<br />
A licitação para os abrigos de  ônibus deve ser aberta até o próximo mês. A depredação inutiliza 15% dessas instalações todo  ano. A estimativa dos técnicos da  Emurb (Empresa Municipal de  Urbanização), que gerencia o  projeto, é que a prefeitura não  receberá quase nada -a vantagem é que deixará de gastar. Os  contratos devem render R$ 2,4  bilhões, pagos em sua maioria  com abrigos e relógios.<br />
É de esperar que o projeto resulte em melhorias palpáveis para os cidadãos com a instalação  de equipamentos de qualidade.</p>
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		<title>Manchete da Folha está errada</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 22:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blog da Petrobras

Na matéria “Devedora da União recebe R$ 203 mi da Petrobras” (27/7, pág. A4), a Folha de São Paulo constrói uma tese, a partir de sua manchete, de que a Petrobras fez contratos com empresas devedoras da União. Na verdade, a Petrobras só tem relação comercial atualmente com a Protemp SG Prestação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=4074" title="Permalink">Blog da Petrobras<br />
</a></h2>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/wp-content/uploads/2009/07/folha-27-7.JPG" target="_blank"><img src="http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/wp-content/uploads/2009/07/folha-27-7.JPG" class="alignleft size-full wp-image-4075" title="folha 27 7" alt="folha 27 7" width="188" align="left" height="321" /></a>Na matéria “Devedora da União recebe R$ 203 mi da Petrobras” (27/7, pág. A4), a Folha de São Paulo constrói uma tese, a partir de sua manchete, de que a Petrobras fez contratos com empresas devedoras da União. Na verdade, a Petrobras só tem relação comercial atualmente com a Protemp SG Prestação de Serviços, cujo último contrato foi assinado em outubro de 2008, mediante apresentação de todos os documentos exigidos pela legislação vigente.</p>
<p style="text-align: justify">A Protemp SG Prestação de Serviços Limitada reiterou hoje, por meio de carta encaminhada à Petrobras, que não tem débito de nenhuma natureza, seja fiscal, previdenciário, com fornecedores ou empregados. Durante a vigência dos contratos anteriores com as empresas Protemp SG Mão de Obra Temporária Ltda. e Protemp Sertviços Empresariais Ltda. também não existiam débitos junto ao INSS e FGTS e as certidões negativas foram apresentadas. Portanto, a Petrobras não celebra contratos com empresas devedoras da União.</p>
<p style="text-align: justify">Para ler a matéria da Folha <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u600697.shtml" target="_blank">clique aqui</a></p>
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		<title>&#8220;La commedia no è finita&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 12:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos&#8221;, escreve na Folha Janio de Freitas (&#8220;Um país divertido&#8221;). O Ombudsman do jornal, coincidentemente, parece considerar que a cobertura feita pela Folha contribui para transformar o Congresso em &#8220;baudeville&#8221;* e servir assim ao espetáculo da mesma classe dominante. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Espetáculos de degradação como o do Senado se afiguram para a classe dominante brasileira como espetáculos&#8221;</strong>, escreve na Folha Janio de Freitas (<em>&#8220;Um país divertido&#8221;</em>). O Ombudsman do jornal, coincidentemente, parece considerar que a cobertura feita pela <strong>Folha </strong>contribui para transformar o Congresso em &#8220;baudeville&#8221;* e servir assim ao espetáculo da mesma classe dominante. É que Janio de Freitas não trata do papel da imprensa nessa &#8220;comédia&#8221; e Carlos Eduardo Lins da Silva, o ombudsman, sim. LF</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg" class="image" title="Cartaz de um espe(c)táculo de vaudeville (1899)."></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7c/OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg/250px-OBrien_and_Havel_-_Joseph_Hart_Vaudeville.jpg" class="thumbimage" width="250" height="349" /></div>
<p></a></p>
<div align="center"><em>* Baudeville é uma forma do teatro originado na França, a partir de parodias ou temas leves tratados geralmente como comedia e divertimento.</em></div>
<div align="center"></div>
<p>CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA<br />
ombudsman@uol.com.br</p>
<p>Como diminuir a lixação</p>
<p>O Legislativo produz mais do que crimes e fofocas, as duas únicas criações que parecem mobilizar a reportagem</p>
<p>NA QUINTA-FEIRA , o jornal noticiou que o Senado havia aprovado em última instância projeto de lei que altera regras para a adoção de crianças. A mais recente menção da Folha ao assunto havia ocorrido em 21 de agosto de 2008. É como se dez meses atrás tivesse anunciado que Roberto Carlos faria um show no Maracanã e só voltasse ao tema na segunda para descrever o espetáculo.<br />
Ou tivesse dito na quinta que o Cruzeiro perdera a final da Libertadores sem ter tratado do campeonato nos 300 dias anteriores.<br />
Poucos discordarão de que a Lei Nacional de Adoção é um assunto relevante. Como a lei da gorjeta, a reforma eleitoral, a regulamentação dos mototáxis, as mudanças no processo de divórcio, só para citar algumas leis a respeito das quais o Congresso tomou decisões vitais recentemente e que foram apresentadas ao leitor como fatos consumados.<br />
As atividades de trabalho do Legislativo (nos seus três níveis) são cobertas pobremente pela Folha. E não é por falta de gente nem de papel. Boa quantidade de árvores caiu para produzir a montanha de páginas usadas para os mil e um escândalos da Câmara e do Senado só neste ano.<br />
É claro que denunciar malfeitorias com dinheiro público é uma das principais funções do jornalismo.<br />
Mas o Legislativo produz mais do que crimes e fofocas, suas duas únicas criações que parecem mobilizar a reportagem deste jornal.<br />
Mesmo nessas áreas, seu desempenho é fraco. As malversações em geral só aparecem quando algum político interessado em prejudicar adversários as joga no colo de um repórter. Durante anos o Senado teve mais de uma centena de diretores, cujos nomes e funções constavam de catálogos públicos. Mas só agora se tratou deles, por exemplo.<br />
E a cobertura insiste em focar pessoas, não instituições. É mais fácil responsabilizar indivíduos do que explicar processos. Mas tal simplificação é perniciosa para a cidadania e para a sociedade.<br />
O jornal precisa produzir e editar mais material do tipo que gerou o livro recomendado ao final desta coluna e menos do que tem sido o padrão do seu jornalismo político: textos previsíveis, redundantes, cifrados, superficiais, aborrecidos, moralistas e frequentemente a serviço conscientemente ou não de políticos ou individualmente ou em grupos.<br />
Em entrevista que vai ao ar amanhã e está indicada abaixo, o jornalista Gay Talese diz que uma providência imediata para melhorar a qualidade do seu jornal, o &#8220;New York Times&#8221;, seria tirar de Washington a maioria dos jornalistas que compõem a sucursal na capital do país.<br />
Talvez nem seja preciso tanto aqui.<br />
Se os que estão em Brasília se dedicarem a informar o leitor sobre a tramitação de projetos de lei de importância, ajudando-o a engajar-se no debate público, o jornal será mais efetivo. Talvez então congressistas suspeitos deixem de se lixar para ele.</p>
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		<title>Cansei</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 15:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PAINEL DO LEITOR 
O &#8220;Painel do Leitor&#8221; recebe colaborações por e-mail (leitor@uol.com.br), fax (0/xx/11/3223-1644) e correio (al.Barão de Limeira, 425, 4º andar, São Paulo-SP, CEP 01202-900). As mensagens devem ser concisas e conter nome completo, endereço e telefone. A Folha se reserva o direito de publicar trechos.
Leia mais cartas na Folha Online
www.folha.com.br/paineldoleitor
Terceiro mandato
&#8220;Está ficando cansativo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">PAINEL DO LEITOR </font></strong></p>
<p>O &#8220;<strong>Painel do Leitor</strong>&#8221; recebe colaborações por e-mail (<a href="mailto:leitor@uol.com.br">leitor@uol.com.br</a>), fax (0/xx/11/3223-1644) e correio (al.Barão de Limeira, 425, 4º andar, São Paulo-SP, CEP 01202-900). As mensagens devem ser concisas e conter nome completo, endereço e telefone. A <strong>Folha</strong> se reserva o direito de publicar trechos.</p>
<p>Leia mais cartas na <strong>Folha Online</strong><br />
<a href="http://www.folha.com.br/paineldoleitor/">www.folha.com.br/paineldoleitor</a></p>
<p><strong>Terceiro mandato</strong><br />
&#8220;Está ficando cansativo ler diariamente a Folha e a opinião de  seus colunistas. Só se fala no bendito terceiro mandato de Lula. Estou  começando a crer que a Folha está  torcendo pelo terceiro mandato do  presidente, ou porque gosta mesmo  dele e não assume, ou porque quer  que ele cometa esse equívoco para  depois o criticar até a morte. Ele já  cansou de falar que não quer outro  mandato, mas a mídia fica batendo  na mesma tecla. Seria bom o jornal  dar um tempo e ignorar declarações e notícias sobre o assunto.<br />
Nós, leitores, agradecemos.&#8221;<br />
<font size="-1"><strong>GUILHERME FREITAS</strong> (São Paulo, SP)</font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Me engana, que eu gosto</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/me-engana-que-eu-gosto-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 14:56:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma verdadeira ação de enganação é desenvolvida pela &#8220;gestão&#8221; Kassab, utilizando a falta de rigor de alguns jornais, sobre as receitas e o orçamento da Prefeitura.
Durante a campanha eleitoral Kassab teve que fazer &#8220;entrar&#8221; na sua proposta de orçamento todas as promessas que o marketing  eleitoral lhe ditara. 
Esse primeiro orçamento era uma ficção. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma verdadeira ação de enganação é desenvolvida pela &#8220;gestão&#8221; Kassab, utilizando a falta de rigor de alguns jornais, sobre as receitas e o orçamento da Prefeitura.</em></p>
<p><em>Durante a campanha eleitoral Kassab teve que fazer &#8220;entrar&#8221; na sua proposta de orçamento todas as promessas que o marketing  eleitoral lhe ditara. </em></p>
<p><em>Esse primeiro orçamento era uma ficção.  Por isso, pretextando a crise, os seus vereadores recortaram de R$ 2 bi as recitas previstas, deixando mesmo assim a previsão orçamentária bem acima da realidade. Isto permitia assegurar para Kassab um índice de remanejamento bem superior aos 15% que sua maioria folgada na Câmara votou. </em></p>
<p><em>A explicação é simples. Como Kassab pode utilizar como bem quiser 15% do orçamento previsto, uma previsão maior permite um remanejamento discricional de maior volume de dinheiro sem ter que discutir o assunto com ninguém.</em></p>
<p><em>Acontece que o MP está atento a qualquer manipulação deste tipo o que obriga Kassab a &#8220;justificar&#8221; que à arrecadação não correspondeu com as expectativas. Para isto &#8220;serve&#8221; a crise.</em></p>
<p><em>A </em><strong>Folha </strong><em>de hoje, por exemplo, trás uma matéria explicando que a crise levou a Prefeitura a reduzir em R$3 bilhões as previsões de receitas, devendo por isto cortar investimentos.</em></p>
<p><em>O artigo nada diz sobre o dinheiro aplicado no banco Itaú e outros, de montante equivalente ao que ano após ano Kassab deixava com o banco (em dezembro o superávit da prefeitura era quase R$2 bi, hoje já é de mais ou menos R$4 bilhões). </em></p>
<p><em>Mas o artigo reproduz, </em><strong>en passant</strong><em>, declaração do Secretário de Finanças do município, que confessa: <strong>&#8220;Conseguimos arrecadar 1% a mais que o ano passado.&#8221;</strong> </em></p>
<p><em>Curiosamente o jornalista nem pergunta se assim sendo, não teriam sido às previsões &#8220;exageradas&#8221; ou infladas, para facilitar assim o descumprimento das promessas eleitorais e continuar remanejando verbas à vontade? Tampouco pergunta porque o dinheiro fica no banco e as obras e investimentos estão parados?<br />
</em></p>
<p><em>A questão não é evocada e vemos assim dar cobertura a uma justificativa incoerente. Se a arrecadação este ano foi superior à de 2008, porque os gastos estão contingenciados, as obras paradas e os investimentos adiados (salvo com publicidade) e em 2008 não foi assim?</em></p>
<p><em>A bem da verdade, podem aguardar. Ao final de 2009 a prefeitura terá arrecadado pelo menos o equivalente de 2008. Mesmo assim será muito menos que as expectativas orçamentárias infladas por Kassab. </em></p>
<p><em>Se o MP exigir explicações, a resposta já está pronta e pavimentada por inúmeras matérias dos jornais, todas no mesmo sentido: a culpa é da &#8220;crise&#8221;.</em></p>
<p><em>Será que o MP engole essa?</em></p>
<p><strong>LF</strong></p>
<p><strong><em>A seguir o artigo da Folha de hoje, percebam que o &#8220;outro lado&#8221;, -no caso a oposição a Kassab- nunca é ouvida neste tema.</em></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://inconfidencial.com.br/in/media/blogs/hojemiro/kassab.jpg" alt="http://inconfidencial.com.br/in/media/blogs/hojemiro/kassab.jpg" /></div>
<p><strong><font size="5">Queda de receita faz Kassab cortar mais o Orçamento</font></strong></p>
<p>Obras viárias sofrerão maior impacto, diz secretário</p>
<p style="background-color: #ffff99">CATIA SEABRA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Após ver frustrada em mais de R$ 550 milhões a estimativa de arrecadação do primeiro trimestre, a Prefeitura de São Paulo reduziu em R$ 3 bilhões a previsão de receita do ano.<br />
Segundo números já apresentados ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), a projeção de receita para 2009 deverá cair dos R$ 27,5 bilhões originalmente programados no Orçamento para R$ 24,5 bilhões.<br />
Recém-calculados, os números dos três primeiros meses inspiraram tal reavaliação. Segundo o secretário municipal de Finanças, Walter Aluisio Morais Rodrigues, a prefeitura arrecadou pouco mais de R$ 6,6 bilhões no primeiro trimestre, 7,7% a menos do que os cerca de 7,2 bilhões previstos.<br />
&#8220;Conseguimos arrecadar 1% a mais do que no ano passado. Mesmo assim, foram R$ 560 milhões a menos do que previsto. Uma frustração muito grande. Mantido esse ritmo, a prefeitura estará muito bem se chegar a R$ 24,5 bilhões [em 2009]&#8220;, disse Walter Aluisio, avisando que o congelamento de gastos (contingenciamento) só será revisto caso a economia passe por uma recuperação.<br />
No fim do ano passado, num acordo entre Kassab e Câmara, os vereadores chegaram a reduzir em R$ 2 bilhões, já por causa da crise, o total de despesas previstas para São Paulo: de R$ 29,4 bilhões propostos inicialmente pelo Executivo para R$ 27,5 bilhões. Assim como o titular das Finanças, o secretário municipal de Planejamento, Manuelito Magalhães, também admite uma perda bem maior, mesmo com a aprovação de um Orçamento mais magro.<br />
&#8220;Temos uma defasagem entre o que estava projetado e o que está acontecendo. Tanto que fizemos um contingenciamento. A projeção é de R$ 27,5 bilhões no Orçamento. Agora, se der R$ 25 bilhões, estamos felizes da vida&#8221;, afirmou ele.<br />
Para garantir fôlego a obras, a prefeitura reduziu a quase um terço a projeção de superávit primário (a &#8220;economia&#8221; que faz para abater sua dívida). Segundo proposta enviada na sexta-feira à Câmara, a previsão passou de R$ 1,1 bilhão para R$ 406,5 milhões.</p>
<p>Obras<br />
Antes reservada ao pagamento da dívida, essa diferença será destinada a obras. Ainda assim, o secretário de Infraestrutura, Marcelo Branco, admite que boa parte dos investimentos será contida. Segundo ele, a orientação é pela preservação das obras na área de educação e saúde. &#8220;As de infraestrutura [no setor viário] deverão sofrer maior impacto da crise&#8221;, disse Branco, para quem o momento requer o aumento de parceiras público-privadas.<br />
Em curso desde o início do ano, a renegociação de contratos da Prefeitura não surtirá tanto efeito, afirmou o secretário de Finanças, porque já foram assinados na atual gestão.<br />
Com a crise, o estoque da dívida também engordará em R$ 1,4 bilhão. A saúde financeira da prefeitura é hoje alvo de atenção do governador José Serra (PSDB). Avalista de Kassab, seu vice na eleição de 2004, Serra terá, segundo seus aliados, seu desempenho eleitoral atrelado à avaliação do prefeito.</p>
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		<item>
		<title>Mas, porque a Folha Online derrapou? A pressa em colocar no ar informações inexistentes?</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Esta semana, na cobertura da Operação Castelo de Areia, a versão on-line da Folha deu uma derrapada feia, em decorrência de vícios estruturais dessa plataforma: a pressa em colocar no ar informações e a frouxidão dos controles.
Das 8h41 às 10h30 de quinta-feira, a terceira chamada da página inicial da Folha Online tinha um título errado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><em>&#8220;Esta semana, na cobertura da Operação Castelo de Areia, a versão on-line da Folha deu uma derrapada feia, em decorrência de vícios estruturais dessa plataforma: a pressa em colocar no ar informações e a frouxidão dos controles.<br />
Das 8h41 às 10h30 de quinta-feira, a terceira chamada da página inicial da Folha Online tinha um título errado (&#8221;PT pode ser investigado por doações da Camargo&#8221;), sem nenhuma base nas informações disponíveis. O erro, que não apareceu no jornal impresso, foi corrigido e o título mudado.<br />
O rigor e o cuidado imprescindíveis no jornal impresso devem ser obrigatórios no eletrônico. As sociedades democráticas podem até sobreviver sem jornalismo de papel, mas sem jornalismo independente serão castelos de areia.&#8221;</em></font></p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/images/ombudsma.gif" hspace="10" /></p>
<p><font size="5"><strong>Castelos de papel, tela e areia </strong></font></p>
<table width="417" height="111">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <strong><em><font size="4">Mais do que nunca, é preciso cuidar para que  a qualidade sempre exigida no jornalismo impresso se mantenha no jornalismo eletrônico </font> </em></strong><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>OS TEMPOS são terríveis para os jornais  impressos nos EUA e  na Europa. A crise econômica acelerou o desgaste do  modelo econômico dessa indústria nos países centrais  do capitalismo e os efeitos  são visíveis.<br />
Na sexta-feira, circulou a  última edição em papel do  centenário e excelente  &#8220;Christian Science Monitor&#8221;. Na quinta, o &#8220;New York  Times&#8221; anunciou corte de  5% por nove meses no salário de quase todo o seu pessoal, mais um gesto extremo  para tentar melhorar suas  contas, e o &#8220;Washington  Post&#8221; deu partida a processo  de demissões voluntárias.<br />
Na terça, quatro cidades  do Estado de Michigan, inclusive Ann Arbor, sede da  Universidade de Michigan,  souberam que este ano ficarão sem nenhum jornal impresso porque o único em  cada uma delas (todos pertencentes a uma rede) vai  deixar de circular.<br />
Semanas atrás, dois tradicionais títulos, o &#8220;Rocky  Mountain News&#8221; e o &#8220;Seattle Post Intelligencer&#8221; haviam deixado de rodar e passado a operar só na internet.<br />
A Federação Europeia de Jornalistas, em atitude clara de desespero, pediu aos líderes dos partidos no Parlamento Europeu que os governos salvem os jornais impressos, &#8220;pedra angular da democracia europeia&#8221;, segundo dizem no documento.<br />
A administração Sarkozy,  na França, já seguiu nessa  direção com um pacote de  600 milhões de euros de socorro aos diários. Nos EUA,  o senador Benjamin Cardin,  democrata do Maryland, argumenta com seus pares que  os jornais merecem tanto  auxílio quanto os bancos.<br />
Esse apelo ao Estado é um  atentado contra o princípio  essencial da independência,  condição indispensável para  o exercício do bom jornalismo. A sobreviver como  apêndice de governos, é melhor perecer.<br />
Apesar de todos esses indícios, e dos prenúncios  sombrios para os jornais no  mais recente relatório do  &#8220;State of the News Media&#8221;  (<strong><a href="http://www.stateofthenewsmedia.org/2009/index.htm">http://www.stateofthenewsmedia.org/2009/index.htm</a></strong>), o jogo ainda  não está jogado nem lá nem  muito menos aqui no Brasil.<br />
Mas a tendência da migração do jornalismo do papel  para a tela é irredutível,  mesmo que as versões impressas se mantenham. Por  isso, mais do que nunca, é  preciso cuidar para que a  qualidade sempre exigida no  produto impresso se mantenha no eletrônico.<br />
Esta semana, na cobertura da Operação Castelo de  Areia, a versão on-line da  Folha deu uma derrapada  feia, em decorrência de vícios estruturais dessa plataforma: a pressa em colocar  no ar informações e a frouxidão dos controles.<br />
Das 8h41 às 10h30 de  quinta-feira, a terceira chamada da página inicial da  Folha Online tinha um título errado (&#8221;PT pode ser investigado por doações da  Camargo&#8221;), sem nenhuma  base nas informações disponíveis. O erro, que não apareceu no jornal impresso, foi  corrigido e o título mudado.<br />
O rigor e o cuidado imprescindíveis no jornal impresso devem ser obrigatórios no eletrônico. As sociedades democráticas podem  até sobreviver sem jornalismo de papel, mas sem jornalismo independente serão  castelos de areia.</p>
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		<title>Folha avalia que errou, mas reitera críticas</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 14:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Benevides]]></category>
		<category><![CDATA[Comparato]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
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		<description><![CDATA[Folha de São Paulo
DA REDAÇÃO
O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:
&#8220;O uso da expressão &#8220;ditabranda&#8221; em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.
Do ponto de vista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Folha de São Paulo</strong></p>
<p>DA REDAÇÃO</p>
<p>O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:</p>
<p>&#8220;O uso da expressão &#8220;ditabranda&#8221; em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.</p>
<p>Do ponto de vista histórico, porém, é um fato que a ditadura militar brasileira, com toda a sua truculência, foi menos repressiva que as congêneres argentina, uruguaia e chilena -ou que a ditadura cubana, de esquerda.</p>
<p>A nota publicada juntamente com as mensagens dos professores Comparato e Benevides na edição de 20 de fevereiro reagiu com rispidez a uma imprecação ríspida: que os responsáveis pelo editorial fossem forçados, &#8220;de joelhos&#8221;, a uma autocrítica em praça pública.</p>
<p>Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam.&#8221;</p>
<p>Otavio Frias Filho</p>
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