10/09/2009 - 14:31h FGTS na capitalização da Petrobras acirra debate

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Cristiane Agostine, de Brasília – VALOR

O debate sobre a eventual compra de ações da Petrobras com cotas individuais dos trabalhadores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é marcado por divergências entre o governo federal, o comando do FGTS, sindicatos e parlamentares. A capitalização da Petrobras, prevista em projeto de lei encaminhado ao Congresso, reacendeu a discussão, mas não há consenso nem mesmo entre representantes dos trabalhadores.

O Congresso decidirá como os minoritários poderão participar da capitalização da Petrobras durante a tramitação do novo marco regulatório do petróleo. Sindicatos e parlamentares pressionarão pela inclusão de emenda que permita a compra de ações com cotas individuais do FGTS, para que os trabalhadores tenham maior rentabilidade no fundo de garantia, mas há divergências entre esses grupos. O contraponto é que investimentos fora das áreas de infraestrutura, saneamento e habitação podem esvaziar o fundo de garantia, e as ações apresentam riscos aos trabalhadores.

O governo federal descartou, na semana passada, o uso do fundo na compra de ações da estatal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o FGTS não deve ser usado para que acionistas minoritários adquiram novas ações no aporte que o governo pretende fazer para capitalizar a Petrobras, visando a exploração do petróleo no pré-sal.

A posição do presidente foi reforçada pelo superintendente nacional do FGTS, Joaquim Oliveira, e pelo secretário-executivo adjunto do Conselho Curador do FGTS, Antonio Góis de Oliveira. Ontem, depois de participar de debate no Senado sobre projetos de lei que visam a maior rentabilidade do fundo, o superintendente disse que é necessário cautela. “Se tirar dinheiro da habitação, como é que vai ficar?”, questionou Joaquim Oliveira. Para o secretário executivo-adjunto do conselho, os investimentos do FGTS são amplos e não se deve aumentá-los.

A compra de ações da estatal com cotas do FGTS divide parlamentares. Autor de projeto de lei que visa a ampliar a remuneração das contas do fundo de garantia, o senador César Borges (PR-BA) tem restrições. “É preciso ter muito cuidado, porque aplicar em ações apresenta alto risco”, disse. O senador Paulo Paim (PT-RS) discorda: “Temos de deixar o trabalhador aplicar onde há maior rentabilidade. O rendimento do fundo é muito baixo.” Para o senador Renato Casagrande (PSB-ES), o governo deve permitir a compra de ações com o fundo de garantia individual, a exemplo do que houve em 2000, quando os trabalhadores puderam adquirir cotas do FMP-Petrobras: “As ações vão se valorizar e os trabalhadores poderão capitalizar isso.”

Sindicalistas, parlamentares e o governo discutem sobre a possibilidade de os trabalhadores que compraram ações da Petrobras com FGTS em 2000 e continuam com papéis da estatal usarem até 30% de seu saldo na capitalização. Eles debatem também a possibilidade de o Fundo de Investimentos do FGTS investir em projetos do pré-sal.

A CUT fará pressão no Congresso para impedir a aprovação de qualquer projeto que permita a aplicação de cotas individuais do fundo de garantia em novas ações da Petrobras. “Quem quiser comprar ações não deve usar o FGTS para isso. Somos contrários”, disse o presidente da central, Artur Henrique da Silva. A Federação Única dos Petroleiros também é contrária. “O FGTS é uma garantia para o trabalhador, não é para ganhar dinheiro”, comentou o coordenador da federação, João Antonio de Moraes. Já a Força Sindical, dirigida pelo deputado Paulo Pereira de Souza (PDT-SP), defende a compra de ações. “O governo não pode discriminar os trabalhadores recusando-lhes o direito de socializar este capital, que pertence ao povo”, afirmou a Força, em nota.

10/05/2009 - 10:44h Acordos mantêm ganho real dos salários

Porcentual cai, mas sindicatos têm conseguido negociar reajustes

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Marcelo Rehder – O Estado SP

Categorias profissionais com data-base para renovação da convenção coletiva de trabalho no primeiro semestre têm conseguido negociar acordos que garantem reposição da inflação e aumento real de salário, apesar da crise. O que mudou foi o porcentual dos ganhos: em vez de se concentrarem na faixa entre 2% e 3% acima da inflação, têm ficado entre 0,5% e 1%.

Sob os efeitos da crise, as negociações ficaram mais difíceis. Muitas empresas começam a negociar oferecendo reajuste abaixo da inflação, enquanto sindicalistas reivindicam aumentos de dois dígitos. Um exemplo é o dos 25 mil sapateiros de Franca, no interior paulista, que pediam 16,75%.

Com data-base em 1º de fevereiro, os trabalhadores só fecharam acordo em 30 de abril. Eles aceitaram 7% (ganho real de 0,5%), a ser aplicado em duas etapas: 6,5% retroativos a fevereiro, e 0,5% a partir de julho. “Reivindicamos o que era necessário e fechamos o acordo com aquilo que foi possível”, diz Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato dos calçadistas.

Em setores menos afetados pela crise, as negociações têm favorecido ganhos salariais. Na indústria de alimentação do setor de doces e conservas, os salários foram corrigidos em 7,5% – aumento de 1,18% além da inflação acumulada desde o reajuste do ano passado. O acordo beneficiou 25 mil trabalhadores no Estado de São Paulo, com data-base em 1º de março.

“Esse resultado serve para nortear outras negociações salariais em outros segmentos que teremos este ano”, diz Neusa Barbosa, diretora da Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do Estado de São Paulo.

No segmento de bebidas, o aumento real foi de 0,7%, o que, somado à inflação de 6,2%, medida pela variação do INPC de 12 meses, corresponde a um reajuste de 7%. Também com data-base em 1º de março, a categoria reúne 12 mil trabalhadores no Estado.

“Os resultados das negociações estão muito parecidos com os do ano passado, quando quase 90% das categorias conseguiram reajustes iguais ou superiores à inflação”, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Ganz Lúcio avalia que isso se deve em grande medida à inflação em níveis considerados baixos para o padrão brasileiro. “Com inflação de 4,5% a 5% ao ano, dar mais 1% ou 2% nos salários não faz tanta diferença.” Além disso, segundo ele, a maioria das empresas fez o ajuste de custos por meio de demissões.

O professor de Relações do Trabalho e consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Pastore, vê nesses acordos mais um indicador de que a crise não é generalizada. Segundo ele, os resultados das negociações este ano serão diferenciados não apenas por setores, mas também pelas regiões. “A crise passou longe do Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, diz Pastore. “São regiões preservadas, com um ou outro ponto de crise, onde as obras públicas têm papel importante.”

Na capital paulista, foi preciso uma greve de advertência de 24 horas para que as construtoras fizessem uma proposta que rompeu o impasse nas negociações. Os trabalhadores queriam 5,5% além da inflação, mas aceitaram 1,2% de aumento real para salários de até R$ 2,5 mil, o que beneficia 90% da categoria.

“As construtoras exploraram uma frase infeliz do presidente Lula, de que não era hora de pedir aumento, e sim de ajudar as empresas a manter o emprego”, diz Antonio Ramalho, presidente do sindicato, que representa 300 mil operários.

Os trabalhadores da indústria farmacêutica no Estado começaram pedindo 7% de aumento real. Fecharam acordo com 0,08%, mais abono de R$ 500, a ser pago em agosto.

15/01/2009 - 09:33h Centrais sindicais exigem contrapartidas para negociação

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PAULO DE ARAUJO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Ao propor a flexibilização do trabalho sem garantir manutenção de empregos, os empresários vão provocar um estremecimento nas relações com os trabalhadores, avalia o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique. Para ele, a crise fez levantar no país uma série de “propostas oportunistas”.
“Esse tipo de colocação [de que mesmo a flexibilização não garantirá os postos de trabalho] vai acabar acirrando a resistência de nossos sindicatos ao processo de demissões e colocar a manutenção de empregos no centro do debate”, afirma.
A CUT defende a limitação das horas extras e a desoneração da folha de pagamentos, mas se opõe à Bolsa-Qualificação -suspensão do trabalho com a realização de um curso pelo trabalhador- e à redução de jornada com redução de salários. A central também é contra um acordo genérico, que possibilite a flexibilização em todos os setores da economia.
Segundo Artur Henrique, a generalização dos acordos traria “para a crise empresas que não foram afetadas”. “Não podemos aceitar que a única proposta é que o trabalhador pague a conta dessa crise.”
Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, as centrais não podem permitir a flexibilização sem uma contrapartida firme por parte dos empresários. “Aí seria ceder demais. Os empresários precisam nos apresentar garantias.”
De acordo com Juruna, a redução da jornada com redução de salário seria aceitável desde que houvesse estabilidade pelo dobro do período. “Assim, se a redução ocorresse por três meses, o trabalhador teria seis meses de estabilidade”, afirma.
Como alternativa às dispensas, a Força e a CGTB negociam férias e licença remuneradas, banco de horas e suspensão do contrato de trabalho. No caso da flexibilização da jornada, a condição é que a redução máxima seja de 25% com diminuição de 15% nos salários.
Para o presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, ainda há espaço para garantir empregos. “Ocorre que as empresas querem a flexibilização de qualquer jeito. Não é só pela crise.”

04/12/2008 - 11:50h Paulinho é absolvido por 10 x 4 na Comissão de Ética

Cristiane Agostine, de Brasília – VALOR

Poucas horas depois de comandar uma manifestação de sindicalistas em frente ao Congresso, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, foi absolvido pela Comissão de Ética na Câmara da acusação de quebra de decoro parlamentar. Investigado por suspeita de desvio de recursos do BNDES, o parlamentar recebeu apoio de deputados do PT, PSDB, DEM, PP, PMDB, PSB e PV, além do governo federal.

Na Comissão de Ética, 10 dos 14 deputados rejeitaram o parecer do relator, Paulo Piau (PMDB-MG), que pedia a cassação do mandato do parlamentar. Além do apoio da base governista, em especial do PT, Paulinho teve voto de um deputado do PSDB, Rômulo Gouveia (PB), e um do DEM, José Carlos Araújo (BA). Os parlamentares, entretanto, negaram corporativismo. “Votei de acordo com a minha consciência. Não há nada provado contra ele”, afirmou Marcelo Ortiz (PV-SP). Sem muita convicção do motivo de ter rejeitado a cassação de Paulinho, o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) também alegou que não há fatos concretos que incriminem o parlamentar, mas defendeu uma “punição parcial”, mais branda que a perda do mandato.

O relator do caso reclamou da decisão de seus colegas e disse que “há um conjunto de provas” contra Paulinho, e que seus pares “não analisaram tecnicamente a questão”. O advogado de Paulinho, Leônidas Ribeiro, argumentou que “não há provas” de que o deputado recebeu recursos de forma ilícita.

Paulinho comemorou o resultado e disse que foi vítima de “armação política”, porque “defende os direitos dos trabalhadores”. Presidente da Força Sindical, o deputado afirmou que teve “apoio de todas as centrais sindicais” e que a “imprensa floreia demais as denúncias”.

A rejeição da cassação do mandato do deputado gerou indignação em parlamentares. Representando o P-SOL, partido que entrou com uma representação contra Paulinho, o deputado Chico Alencar (RJ) criticou a comissão e classificou-a como um “cemitério de iniciativas”.

Alvo de dois inquéritos de desvio de dinheiro público, no Supremo Tribunal Federal, Paulinho não participou da reunião da Comissão de Ética. Junto a sindicalistas de seis centrais sindicais, reunidos na 5 Marcha Nacional dos Trabalhadores, em Brasília, o deputado foi à Câmara e ao Senado, para reunir-se com lideranças de governo e os presidentes das duas Casas. Paulinho recebeu telefonemas de parlamentares, líderes partidários e do ministro Luiz Dulci, para tratar, entre outras questões, da marcha dos trabalhadores.

Antes da reunião do conselho, pela manhã, cerca de 30 mil sindicalistas, segundo a organização, reuniram-se em frente ao Congresso para pressionar o Legislativo e o Executivo a aprovarem medidas que minimizem o efeito da crise financeira sobre os trabalhadores. Algumas faixas estampavam apoio a Paulinho. Entre as bandeiras da manifestação estão a correção da tabela do Imposto de Renda, e redução da jornada de trabalho, sem redução de salários.

21/09/2008 - 12:21h Companheiro Eleno Bezerra, presente!

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O Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de SP, Eleno José Bezerra, 52 anos,  morreu ontem em um acidente de carro.

Horas antes tinha participado do comício na zona norte, com Lula e Marta.

O companheiro Eleno assumia também a prêsidencia da Confederação dos Metalurgicos e era um dos principais dirigentes da Força Sindical.

Eleno se engajou de corpo e alma na campanha de Marta. Esteve com ela no Sindicato das Costureiras, na porta da fábrica MWM e em inumeras atividades de campanha.

Uma relação de amizade e companheirismo existia entre Marta e Eleno.

O choque foi imenso e a dor também. Eleno era pernambucano, casado pela segunda vez e tinha dos filhos. Um deles estava junto com ele no acidente, mas saiu com poucos ferimentos.

A perda é grande para os trabalhadores metalúrgicos, para a Força Sindical e para a família.

Para nós também.

Luis Favre

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Nota da Força Sindical

É com imenso pesar que as Diretorias da CNTM – Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, entidades filiadas à Força Sindical, comunicam o falecimento do companheiro Eleno Bezerra, presidente da CNTM e do Sindicato, na tarde deste sábado (20 de setembro).

O velório será realizado no Palácio do Trabalhador, rua Galvão Bueno, 782, Bairro Liberdade, em São Paulo.

Lamentamos o ocorrido e oferecemos aos familiares nossas condolências, bem como nossos mais estimados préstimos.

Biografia

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, e da CNTM (Confederação nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), Eleno José Bezerra nasceu em 17 de julho de 1956 em Caetés, agreste de Pernambuco, na época município de Garanhuns. É casado pela segunda vez e tem um casal de filhos. Filho de trabalhadores rurais, concluiu o curso primário em Caetés. Junto com três irmãos trabalhou com os pais nas lavouras de feijão e milho e com pecuária. Aos 18 anos veio para São Paulo em busca de capacitação profissional e para continuar os estudos.

Primeiro emprego: Metalúrgica Deca, em 1975, de onde foi demitido em 1979 por participar de greve da categoria. Iniciou sua militância sindical e política em 1978, quando ainda estava na empresa. Já trabalhando na Metalúrgica Rio, nos anos seguintes, participa, como ativista do Sindicato, das lutas políticas pela redemocratização do Brasil, dos movimentos por melhores condições de vida, e começa a se destacar por sua capacidade de liderança nas lutas dos metalúrgicos.

Combativo na defesa de suas idéias, aberto ao diálogo e considerado um bom negociador, é eleito pela primeira vez para a Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo em 1987, na chapa de Luiz Antonio de Medeiros. Aliado a Paulinho, ajuda a formular e a implementar a política conhecida como Sindicalismo de Resultados e mudanças provocadas pela globalização, que dá grandes vitórias e projeção nacional ao Sindicato. Participou de várias greves pelos direitos trabalhistas, inclusive na ação dos 147% para os aposentados.

Destacou-se como um dos representantes mais ativos do Sindicato, motivo pelo qual é um dos sindicalistas mais procurados para participar de debates sobre temas como Previdência Social, redução da jornada de trabalho, legislação trabalhista, PLR (Participação nos Lucros ou Resultados), mudanças no sindicalismo, geração de empregos, entre outros temas. Em fevereiro de 1996, assumiu a Secretaria-Geral do Sindicato. Conhecendo a fundo a estrutura social, e com sua experiência de lutas nas fábricas, Eleno dá continuidade à política formulada por Paulinho, presidente da Força Sindical, de luta e negociação, firmeza de princípios e diálogo responsável com os empresários e com o governo, no caminho permanente que possibilite a conquista de melhores condições de vida, trabalho, dignidade e bem-estar dos trabalhadores e suas famílias.

Em 1998, foi coordenador da campanha eleitoral que elegeu o diretor do Sindicato Cícero de Freitas a deputado estadual, e Luiz Antonio de Medeiros, então presidente da Força Sindical, a deputado federal. Em 2000, foi um dos coordenadores da vitoriosa campanha eleitoral dos vereadores Raul Cortez e Toninho Campanha. Em 2002, participou da campanha que reelegeu Medeiros a deputado federal e também foi um dos coordenadores da Campanha Salarial que resultou em um dos melhores acordos salariais em relação a outras categorias.

Em 2003, Eleno assumiu a Presidência do Sindicato com o afastamento de Paulinho, que passou a se dedicar mais exclusivamente à atividade política e à Força Sindical. Promoveu a Campanha Salarial Emergencial, deu início aos Ciclos de Debates voltados aos trabalhadores da categoria, Cursos de Formação Delegados Sindicais e o 10º Congresso dos Metalúrgicos, entre outras ações, visando uma maior aproximação com a base e o fortalecimento do Sindicato.

Em 2004, foi coordenador da Campanha Salarial que garantiu a reposição integral da inflação aos salários e um aumento real de 4% para os trabalhadores, bem como da eleição do diretor do Sindicato, Cláudio Prado, a vereador de São Paulo. Em dezembro do mesmo ano, nas eleições sindicais, foi eleito presidente do Sindicato, com 96,2% dos votos.

Em 2005, coordenou novamente a campanha salarial que levou à conquista de mais aumento real de salário para a categoria. Nos dois anos de mandato como presidente do Sindicato, as duas campanhas salariais que conduziu conquistou um aumento real global (acima da inflação) de 7%.

Por sua militância e ações políticas, em 27 de outubro de 2005, Eleno foi eleito, por unanimidade, presidente da CNTM, confederação filiada à Força Sindical que reúne 150 sindicatos e federações de metalúrgicos, que representam 1,2 milhão de trabalhadores no País. À frente da entidade, vinha promovendo diversas ações, entre elas, seminários, encontros, cursos de formação de dirigentes visando a unificação da categoria metalúrgica em âmbito nacional e o fortalecimento das entidades.

16/07/2008 - 23:05h Todas as Centrais Sindicais apoiam Marta em São Paulo

União sindical por Marta

Candidata recebe apoio da CUT, da Força e de outras quatro centrais sindicais

Foto destaque

Pela primeira vez na história política de São Paulo as duas maiores centrais sindicais do País se uniram para apoiar o mesmo candidato à Prefeitura de São Paulo. Num ato solene realizado no auditório do Hotel Jaraguá, no Centro, CUT e Força Sindical anunciaram publicamente o apoio à candidatura de Marta Suplicy.

Além das duas principais centrais, a candidata também recebeu o apoio da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

“Esse é um momento histórico. Nem na eleição de Lula – um presidente operário – essas que são as principais representantes do sindicalismo do País estiveram unidas em São Paulo. Isso nos deixa orgulhosos e, cada vez mais, confiantes na vitória” afirmou o vice de Marta, deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB).

No encontro, os sindicalistas divulgaram um documento declarando união pela vitória de Marta. “Da mesma forma que Lula redesenhou a face do Brasil, São Paulo será outra com Marta. Ela resgatará os CEUs, que foram transformados pelo atual prefeito em purgatórios; voltará a investir no transporte coletivo, melhorando o trânsito, retirando os trabalhadores dos engarrafamentos monstros do PSDB-DEMO”, diz o documento.

Marta ficou feliz e agradeceu o apoio do movimento sindical. Num pronunciamento bastante aplaudido pelos sindicalistas, ela contou que já fez muita campanha em porta de fábrica e que agora será bem melhor, pois será a primeira vez que terá ao seu lado todas as centrais. “Esse é meu compromisso: o do diálogo permanente, que esta cidade perdeu”, disse.

Fonte http://www.marta13.can.br/

16/07/2008 - 09:26h CUT e Força confirmam hoje apoio a Marta

 

Clarissa Oliveira – O Estado de São Paulo

Além de contar com a militância petista na eleição paulistana, a ex-ministra  (PT) terá a seu lado as duas principais centrais sindicais do País. Marta, que pela primeira vez reuniu a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) na capital, tem encontro hoje com as duas entidades, para definir a estratégia de campanha.

Somente a Força Sindical, que era aliada ao tucanato em São Paulo, diz ser capaz de agregar à candidatura petista o apoio de 90% de seus cerca de 130 sindicatos na cidade – algo em torno de 1,6 milhão de trabalhadores. Os demais 10% manterão o apoio ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Alinhada ao PT, a CUT diz contar com 500 mil trabalhadores na capital.

Os dirigentes da CUT e da Força avaliam que a união de forças ajudará a derrubar rejeição de Marta. “Nós é que fazíamos essa rejeição, falando mal dela por aí”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força. “Ela ganha muito com o apoio conjunto”, conclui o presidente da CUT-SP, Edilson de Paula.

Marta comandou ontem mais um seminário temático, dessa vez sobre saúde. Com a desistência do ministro José Gomes Temporão de participar, ela acabou debatendo propostas com o presidente do Hospital Albert Einstein, Cláudio Lottenberg, ex-secretário de Saúde do hoje governador José Serra (PSDB). “Sou amigo pessoal da prefeita Marta”, justificou o palestrante. No discurso, Marta disse que manterá medidas da gestão atual, como as organizações sociais na gestão de hospitais e a rede de Assistência Médica Ambulatorial (AMA).

28/06/2008 - 20:01h Esquentando os motores: união, força e juventude

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01/05/2008 - 19:11h Marta Suplicy nas festas sindicais do 1° de Maio

A Ministra de Turismo, Marta Suplicy, se fez presente nos comicios de comemoração da festa do trabalhador. Pela primeira vez convidada, Marta participou da festa da Força Sindical, onde recebeu vaias e aplausos. Na tarde também esteve na festa da CUT. Em ambos eventos Marta Suplicy destacou o compromisso do presidente Lula com sua origem e a identificação do seu governo com o combate a desigualdade social.

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10/03/2008 - 08:41h UMA CONQUISTA SINDICAL

Entidade firma acordos coletivos que atendem a reivindicações de trabalhadores homossexuais

“Uniões estáveis homossexuais não podem ser ignoradas, não se tratando de fato isolado ou de frouxidão dos costumes como querem os moralistas, mas de opção pessoal que o Estado deve respeitar ”, sentença da Justiça Federal do RS em 2006

Cássia Almeida – O Globo

O movimento sindical se curvou às mudanças da família e começa a incluir políticas para o trabalhador homossexual no rol de reivindicações.
Programas de combate à discriminação e inclusão de parceiros nos planos de saúde e de previdência entram nas negociações dos dissídios. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), conseguiu fixar essa obrigação para os patrões em setembro. Afastamento para cuidar do parceiro doente e inclusão do companheiro no plano foram garantidos em três convenções coletivas, atingindo 15 mil pessoas: — É o único sindicato do Brasil que conseguiu incluir essa cláusula. Em 2006, também houve acordo nesse sentido, mas com apenas duas entidades — explicou Solange Aparecida Caetano, presidente do Sindicato.

A Federação dos Químicos de São Paulo, ligada à Força Sindical, tentará incluir tratamento igualitário aos homossexuais na convenção da indústria farmacêutica em abril. A entidade fez uma primeira tentativa no fim de 2007, mas não conseguiu. Segundo Sérgio Luiz Leite, secretário-geral da Federação dos Químicos e primeiro secretário Nacional da Força Sindical, a idéia é permitir a inclusão de quem apresentar declaração pública registrada ou reconhecimento do INSS.

— O sindicato patronal alegou que não teria noção do alcance econômico da medida — explica.

O tema está na pauta da CUT há quatro anos, numa determinação para três mil sindicatos filiados, conta Elaine Leoni, da comissão GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) da CUT estadual.

— No estado, a maioria dos sindicatos já incluiu as cláusulas de igualdade — disse Elaine, lembrando que pode haver resistência em atividades onde a presença masculina é maior, como a dos metalúrgicos.

A Força Sindical não faz recomendação oficial para que os sindicatos incluam a questão na pauta, mas caminha para isso, diz Leite. Chefe foi advertido por discriminação

Recentemente, o Ministério Público do Trabalho interveio numa discriminação.

Funcionária de uma indústria da Zona Franca de Manaus teve seu relacionamento com uma colega exposto e foi transferida. Um termo de ajustamento de conduta fez a empresa rever a decisão, implantar programa de combate à homofobia e punir o superior que tomou a medida com advertência por escrito.

— Tivemos essa denúncia, o que não é comum. A denúncia acaba aumentando a exposição do trabalhador — disse a procuradora do trabalho, Valdirene Silva de Assis.

No site www.pgt.mpt.gov.br, é possível fazer denúncias de discriminação.

14/12/2007 - 22:53h Marta Suplicy discute Viaja Mais Trabalhador com centrais sindicais

Marta Suplicy discute Viaja Mais Trabalhador com centrais sindicais A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reuniu-se na tarde desta sexta-feira, em São Paulo, com sindicalistas de cinco centrais brasileiras: CUT, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST. O objetivo do encontro foi discutir propostas para fomentar viagens de trabalhadores brasileiros pelo país, e também o intercâmbio de viagens dos Estados Unidos para o Brasil, e vice-versa.

Este foi o primeiro encontro com as centrais sindicais brasileiras, e acontece já como resultado de uma conversa, nos EUA, da ministra com Stanley Gacek, representante da AFL-CIO (Federação Americana do Trabalho e Congresso das Organizações Industriais). Maior central sindical americana, a AFL-CIO também tem interesse em promover viagens de lazer entre trabalhadores.

A idéia é incentivar o turismo de lazer durante a baixa ocupação, estratégia que se soma à do Viaja Mais Melhor Idade, programa voltado às viagens para pessoas com 60 anos ou mais.

(mais…)

14/12/2007 - 22:49h Marta Suplicy discute Viaja Mais Trabalhador com centrais sindicais

Marta Suplicy discute Viaja Mais Trabalhador com centrais sindicais A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reuniu-se na tarde desta sexta-feira, em São Paulo, com sindicalistas de cinco centrais brasileiras: CUT, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST. O objetivo do encontro foi discutir propostas para fomentar viagens de trabalhadores brasileiros pelo país, e também o intercâmbio de viagens dos Estados Unidos para o Brasil, e vice-versa.

Este foi o primeiro encontro com as centrais sindicais brasileiras, e acontece já como resultado de uma conversa, nos EUA, da ministra com Stanley Gacek, representante da AFL-CIO (Federação Americana do Trabalho e Congresso das Organizações Industriais). Maior central sindical americana, a AFL-CIO também tem interesse em promover viagens de lazer entre trabalhadores.

A idéia é incentivar o turismo de lazer durante a baixa ocupação, estratégia que se soma à do Viaja Mais Melhor Idade, programa voltado às viagens para pessoas com 60 anos ou mais.

Lançado este ano, o Viaja Mais Melhor Idade obteve bons resultados em sua primeira fase: a meta era vender 7 mil pacotes, e o mercado comercializou 9 mil. “Agora que temos uma economia estabilizada, com aumento da massa salarial, está na hora de o governo, entidades de trabalhadores e empresários pensarem em suprir essa falta no Brasil, ou seja, criar a cultura de lazer para os nossos trabalhadores”, explicou a ministra aos sindicalistas.

Uma primeira sugestão desse encontro entre a ministra e as centrais sindicais brasileiras foi a utilização da infra-estrutura das colônias de férias dos sindicatos filiados, quando ociosas, na baixa ocupação. A mesma proposta de se pensar na estrutura já existente também será dirigida à central norte-americana.

Os representantes das centrais brasileiras explicaram à ministra que existem acomodações para trabalhadores de diversos segmentos econômicos – do mais simples ao mais confortável.

Em fevereiro de 2008 acontecerá a próxima reunião, quando as centrais deverão apresentar o levantamento dos leitos existentes nas colônias de férias de trabalhadores, além de propostas para incrementar o programa.

“É importante essa primeira ação de conversas com as centrais sindicais para fazermos o planejamento conjunto, ou seja, a preparação de uma proposta que venha resultar em ofertas de viagens atraentes para trabalhadores brasileiros e americanos”, explicou Marta.

“Consideramos também muito importante essa preocupação em se criar a cultura de lazer entre os trabalhadores brasileiros”, afirmou Denise Motta Dau, secretária nacional de organização da CUT. “A proposta de unir o esforço das centrais brasileiras com a norte-americana é bastante interessante e deve baratear custos”, acrescentou Marcos José Bulgarele, diretor do Sindicato dos Aposentados, ligado à Força Sindical.

Para João Pedro Apolinário, tesoureiro do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo), o encontro com a ministra foi proveitoso: “a gente já vislumbra a oportunidade de fazer um planejamento de viagens para o exterior, beneficiando o relacionamento de trabalhadores e permitindo o conhecimento de diferentes realidades”.

VIAJA MAIS MELHOR IDADE – Depois do encontro com os sindicalistas, a ministra Marta Suplicy participou no Novotel Center Norte, também em São Paulo, de um encontro com grupos da terceira idade, organizado pelo Ministério do Turismo e Braztoa, para aproximar o público final das ações no planejamento da próxima fase do programa, a partir de março de 2008.