04/07/2009 - 18:48h A la Madonna!

Fotos de Madonna feitas em 1979 estão em exposição numa galeria em Londres – Blog Images & Visions

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© Foto de Martin Schreiber. Madonna aos 20 anos, despiu-se, por 30 dólares para uma sessão fotográfica em 1979.

A exposição intitulada “Madonna Nudes”, que já passou por cidades como Praga na República Checa e Amsterdã, na Holanda, chega a Londres pouco antes de uma série de concerto de Madonna no Reino Unido, no quadro da tournée mundial “Sticky and Sweet”. A artista norte-americana Madonna tinha 20 anos quando posou nua em frente da objetiva do fotógrafo Martin Schreiber. Foi em 1979, uma sessão artística, em preto e branco, que rendeu à cantora 30 dólares. Dinheiro usado para financiar as aulas de dança, daquela que é, provavelmente, a Rainha da Pop, dançarina exímia e cantora mundialmente reconhecida. Quando a jovem Madonna saltou para o estrelato, nos anos 80, com o polêmico “Like a Virgin”, o fotógrafo nova-iorquino vendeu as fotos à Playboy. A revista, fundada por Hugg Hefner, publicou a sessão, em 1985.

01/04/2009 - 20:13h Prêt-à-porter

Rudi Mentaer

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Vlad Gansovsky

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Fonte El arte que me hace sentir

22/08/2008 - 17:31h Centenário de Cartier-Bresson é celebrado nesta sexta

O fotógrafo Henri Cartier-Bresson, um dos grandes mestres da fotografia, completaria cem anos nesta sexta-feira se estivesse vivo.

da Folha Online

Charles Platiau/Reutercartier_bresson.jpg

 

 

 

Fotógrafo Henri Cartier-Bresson nasceu em 22 de agosto de 1908 e morreu no dia 2 de agosto de 2004

 

 

 

 

“Shangaï 1949″ HENRI CARTIER-BRESSON

© Henri Cartier-Bresson / Courtesy Agathe Gaillard


Bresson nasceu em 22 de agosto de 1908 em Chanteloup, no departamento de Seine-et-Marne, apesar de ter sido concebido em Palermo, na Sicília, segundo biografia da Fundação Henri Cartier Bresson.Desde muito cedo, o francês se interessou por artes, em especial pintura e certos aspectos do surrealismo. Ele estudou a arte com André Lhote.

Em 1931, Bresson tirou suas primeiras fotografias durante o período de um ano que viveu na Etiópia. Depois, retornou à Europa e expôs em Madri, Espanha, e em Nova York, nos Estados Unidos.

Bresson viaja ao México em 1933 em uma missão etnográfica. Depois ele viaja para os Estados Unidos e ingressa também no cinema.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Bresson foi preso pelos nazistas e participou da Resistência Francesa. Depois da guerra, o fotógrafo passou cerca de um ano nos Estados Unidos e, após este período, fundou com Robert Capa, David Seymour, William Vandivert e George Rodger a agência Magnum em 1947.

Em seguida, ele fotografou eventos como a morte de Gandhi, a China nos útimos meses do Kuomitang, o início da República Popular da China e a luta pela independência na Indonésia.

Bresson voltou à Europa em 1952, já reconhecido. Mas, não ficou por muito tempo sem viajar. Ele foi à Índia, China, Japão e União Soviética nos anos seguintes. Depois de 1974, ele se concentrou em desenhar e expor seus trabalhos.

Em 2000, estabeleceu a fundação que leva seu nome. O fotógrafo morreu em 2 de agosto de 2004, em Montjustin, em Provença, na França.

22/08/2008 - 17:15h Henri Cartier-Bresson e Paulinho da Viola

Pescado no Blog Bebopping around

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A razão porque mando um sorriso
E não corro
É que andei levando a vida
Quase morto
Quero fechar a ferida
Quero estancar o sangue
E sepultar bem longe
O que restou da camisa
Colorida que cobria minha dor
Meu amor eu não esqueço
Não se esqueça por favor
Que eu voltarei depressa
Tão logo a noite acabe
Tão logo esse tempo passe
Para beijar você

(Paulinho da Viola)

16/07/2008 - 19:05h Le piètre hommage à la photo de mode des Rencontres d’Arles

Kristen Mc Menamy, Vogue France, Beauduc, 1990 (Peter Lindbergh).

(mais…)

02/07/2008 - 15:33h Templo da arte

Vue non datée de la façade du l'Opéra-Garnier à Paris.

Ópera – Garnier de Paris. Foto D.R.

06/06/2008 - 17:16h Uma rosa vermelha

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09/05/2008 - 09:34h A foto proibida

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Nenhum jornal publicou a foto do ex-governador Quercia com o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab. Os três juntos participaram do que pode se denominar comício eleitoral em inauguração de obra pública. O comício teve distribuição de camisetas e discursos eleitorais. Trata-se de ato moral e legalmente repreensível usar inauguração de obra pública para promoção eleitoral. A melhor prova sobre o exclusivo senso eleitoral da participação no ato do ex-governador Quercia é a ausência de convite as outras autoridades que tiveram alguma participação na realização da obra inaugurada, limitando o convite aos participantes da aliança eleitoral de Kassab-Serra.

Só por isso já justificaria a mídia publicar a dita foto. Isso também explica, em parte, porque a foto foi sonegada ao leitor. Pior ainda, os mesmos veículos de comunicação e seus articulistas não cansaram de questionar a presença do presidente Lula em atos públicos ou inaugurações de obras do PAC, sendo que Lula não é candidato a nada, fora concluir com êxito seu segundo mandato. Sendo que o DEM, partido do candidato e atual prefeito, Gilberto Kassab, entrou com representação judicial questionando o direito do presidente a participar destes atos.

Mas tem um outro motivo que explica o veto imposto pelos jornais a foto dos três políticos no palanque do comício: ela permitiria ao leitor de eliminar qualquer dúvida, graças a força da imagem, sobre a participação do governador Serra no acordo que selou o apoio de Quercia a Kassab e ilustraría a “reabilitação” nas fileiras demo-tucanas da imagem do ex-governador Quercia, apresentado nessas mesmas fileiras, até pouco tempo atrás, como a personificação do “mal”.

Eu não vejo mal nenhum na participação do ex-governador Quercia e o PMDB na ação político – partidária – eleitoral. Lamento que não fechasse com o PT uma aliança em sintonia com a participação do PMDB na base de apoio do governo Lula e tenha preferido um pacto de apoio a candidatura de José Serra a presidente em 2010, que passa pelo apoio ao candidato de Serra a prefeitura de São Paulo em 2008 e a participação do PMDB no governo estadual e promessas na prefeitura. Como lamentei em 2004 que, pelos mesmos motivos invocados hoje, o ex-governador Quercia tenha rompido o acordo eleitoral selado entre o PMDB e o PT na cidade de São Paulo.

Já José Serra procura escapar da responsabilidade de ter realizado este acordo nas costas do PSDB e suas instâncias, procurando evitar que sua imagem seja associada a Quercia, incarnação do “mal” para alguns tucanos e setores da mídia (os mesmos que hoje sonegam a foto e esta associação).

O candidato do “bem” prefere a foto com o padre Marcelo, com maior apelo eleitoral, a posar de “padrinho” do casamento político de Quercia com Kassab.

Justamente os jornais que publicaram fotos escolheram a que o representante do “bem” prefere. Os jornais gostam do “bem”.

Os leitores deveriam exigir o bem da transparência e a ética jornalística. Faria um grande bem ao Brasil. LF

08/05/2008 - 18:39h Folha online: De rabo preso, adivinhem com quem?

A Folha Online traz na manchete:

Serra e Kassab inauguram juntos obra
em SP com show do padre Marcelo Rossi

Inauguração do complexo viário Jurubatuba, na zona sul de São Paulo, nesta quinta, teve tom de campanha eleitoral.

A foto e a legenda que ilustra a chamada e o artigo comporta Kassab, Serra e o Padre Marcelo. Confira:

Robson Ventura/Folha Imagem
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Em clima de campanha, Kassab inaugura ponte ao lado de Serra e padre Marcelo

 

Mas a notícia é outra.

Em campanha eleitoral Quercia, junto a José Serra e Kassab participaram de inauguração.

No artigo a presença de Quercia é indicada, o jornalista fez seu trabalho, mas evitando a foto e o nome de Quercia na manchete a Folha faz o serviço que Serra espera dela.

Manipulação?

Onde fica o rabo da folha?

Amanhã o jornal publicará a foto de Quercia, Kassab e Serra? Ou como fazia Stalin, o ex-governador Orestes Quercia será “apagado” da foto?

06/05/2008 - 20:00h A felicidade sob a ocupação


Blog A Francesa de Mário Camera

Do lado de fora da Biblioteque Historique de la Ville de Paris (BHVP) caem gotas frias de uma primavera que não se esforça para chegar. Do lado de dentro, penduradas na parede, três jovens francesas sorriem para uma lente que já não existe mais. Bem vestidas e bem penteadas por trás de modernos óculos de 1943. O sol bate em seus rostos. Elas estão felizes e a França, ocupada pelos nazistas.
A mais polêmica exposição dos últimos tempos em Paris traz dezenas de fotos da capital feitas por André Zucca durante o período da ocupação (1940-1944). O que se vê é alegria, elegância e uma vida que parece ter sido inventada para uma bizarra colagem dentro de uma Europa sangrando por causa da Segunda Guerra Mundial.
Antes da ocupação, Zucca trabalhava para várias publicações, entre elas a Paris Match. Quando a França capitulou, ele foi “convocado” pelos nazistas para ser fotógrafo da Signal, publicação bimestral que circulava pelos países dominados pelo Terceiro Reich. A colaboração com o regime nazista é uma das acusações dos detratores da exposição. O que não se vê nas fotos de Zucca é a outra. Filas para comprar comida, execuções de resistentes, abrigos antiaéreos lotados não estão pendurados nas paredes da BHVL.

 

André Zucca/Divulgação Marie de Paris

A exposição “Des Parisiens sous l’occupation” está dividida por bairros e nenhuma das fotografias foi publicada na Signal. Entre as salas, aparecem cartazes de filmes franceses exibidos durante a ocupação. Não é difícil encontrar oficiais nazistas, com seus uniformes cinza, passeando durante o que parece ser um ensolarado domingo de primavera.
É estranho percorrer as ruas de Paris nas fotografias de Zucca. Os clichês contrastam ruas vazias e aglomerações estivais em torno do Sena. Enquanto uma velha judia caminha por uma quase deserta Rue de Rivoli portando uma estrela de David costurada na roupa, dezenas de pessoas se espremem em uma piscina montada na beira do rio.
Diante do bombardeio de críticas causado pela felicidade, o prefeito da capital, Bertrand Delanoe, decidiu entrar no jogo e cedeu, em parte.

 

André Zucca/Divulgação Marie de Paris

Os cartazes que promoviam a exposição foram retirados das ruas, o nome da mostra foi trocado e o visitante recebe um aviso antes de entrar na sala. Um texto traduzido em cinco idiomas explicando que o que se vê emoldurado é apenas uma parte da sociedade aproveitando os anos de ocupação. As medidas só fizeram crescer a curiosidade pela mostra. A pequena BHVP estava lotada na última terça-feira.
Des Parisisiens sous l’occupation toca em um assunto sensível para os franceses. A colaboração com o regime nazista é um órfão inoportuno que passa de braço em braço, acompanhado de uma expressão clássica por aqui: “c’est pas ma faute”.

Quase no final da exposição, talvez adivinhando algo no meu olhar, um velho meio surdo, que tinha “16,17” anos durante a ocupação, me pergunta se eu entendo uma das fotos. Digo que estou tentando entender tudo aquilo e pergunto se existia aquela felicidade emoldurada. Ele não entende direito, não sei se por causa do meu francês ou por sua surdez. Mas diz: eu estou feliz. Acho que os estudantes deveriam ver isto. Eu concordo com ele.

Serviço:
“Des Parisiens sous l’occupation”
Bibliothèque historique de la Ville de Paris
22, rue Malher (4e)
Até 1 de julho.

25/04/2008 - 20:48h Helmut Newton e a modelo Carla Bruni

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08/04/2008 - 04:25h Descoberta uma versão reduzida do Sistema Solar

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foto de Saturno realizada pela espaço-nave Cassini

Planetas encontrados são semelhantes a Júpiter e Saturno

O Globo

BELFAST. Astrônomos já identificaram mais de 300 planetas fora do nosso Sistema Solar. São dezenas os sistemas planetários revelados. Mas agora, pela primeira vez, os cientistas encontraram um sistema planetário similar ao nosso. Ele fica a 5 mil anos-luz (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros) da Terra. Martin Dominik, da Universidade de St. Andrews, na Escócia, autor da descoberta, disse que o novo sistema tem dois planetas parecidos com Júpiter e Saturno.

Dominik acredita que existam mais sistemas semelhantes ao nosso. É só uma questão de tempo antes que sejam identificados.
Esses sistemas seriam lugares adequados para a busca de vida extraterrestre.

— Encontramos um sistema com dois planetas com as mesmas funções de Júpiter e Saturno.

Eles têm massa, raio de órbita e período de órbita similares — disse o cientista, que apresentou a descoberta no encontro da Sociedade Real de Astronomia do Reino Unido, em Belfast, na Irlanda do Norte.

Cientistas procuram astro similar à Terra Segundo o cientista, parece que eles se formaram da mesma forma que os planetas do Sistema Solar. Isso pode significar que o Sistema Solar não é o único no Universo e poderia haver outros com planetas como a Terra. O novo sistema planetário orbita ao redor da estrela OGLE-2006-BLG-109L.

— É uma espécie de versão reduzida do Sistema Solar. A estrela na qual os planetas orbitam têm metade da massa do Sol. Eles ficam a uma distância de sua estrela que é a metade da existente entre Júpiter e Saturno e o Sol — acrescentou Dominik.

Ele explicou que os planetas foram descobertos com o uso de uma técnica chamada microlente gravitacional. O objetivo dos astrônomos é descobrir planetas como Marte ou habitáveis como a Terra. Eles acham que isso poderá ser alcançado a curto prazo porque houve grandes avanços tecnológicos.

— Nos próximos anos vamos ter eventos muito emocionantes — afirmou.

Por enquanto, Dominik não sabe se há alguma chance de descobrir um planeta com as mesmas características da Terra no OGLE-2006-BLG-109L.

O sistema é muito distante para ser estudado com as atuais técnicas de investigação.

30/03/2008 - 14:57h Graciela

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Auto-retrato com peixe, Pachuca, 1996
(Graciela Iturbide)

A fotógrafa mexicana Graciela Iturbide foi distinguida com o Hasselblad Foundation International Award in Photography, no valor de 500 mil coroas suecas (51 mil euros).
O júri deste ano justificou a atribuição do prémio assim:

Graciela Iturbide is considered one of the most important and influential Latin American photographers of the past four decades. Her photography is of the highest visual strength and beauty. Graciela Iturbide has developed a photographic style based on her strong interest in culture, ritual and everyday life in her native Mexico and other countries. Iturbide has extended the concept of documentary photography, to explore the relationships between man and nature, the individual and the cultural, the real and the psychological. She continues to inspire a younger generation of photographers in Latin America and beyond.

Graciela Iturbide começou por fazer fotografia documental e, pouco a pouco, foi introduzindo detalhes surrealistas aos seus trabalhos. Passou depois para paisagens geométricas e abstractas. Os seus últimos projectos são “uma síntese poética” destas duas tendências, refere o comunicado de imprensa divulgado pela Hasselblad Foundation. “Iturbide criou uma iconografia forte e pessoal com os seus auto-retratos, representações de plantas e pássaros. Poesia visual e magia andam juntas em todo o seu corpo de trabalho fornecendo uma forte ligação entre as suas preocupações pessoais e uma realidade mais ampla. Iturbide usa símbolos especificamente relacionados com a geografia da América Latina para falar de temas sociais universais, como a morte e a vida. Cria fotografia em forma de cerimónia pessoal e de uma maneira muito convidativa”, diz o mesmo texto.
O prémio e a medalha de ouro serão entregues em Gotemburgo, na Suécia, no dia 25 de Novembro, dia em que inaugura uma nova exposição do trabalho de Graciela Iturbide no Hasselblad Center, na mesma cidade.

Para ver um vídeo sobre a atribuição do prémio a Iturbide clique aqui.

Álbuns seleccionados:
#Los Que Viven en la Arena (Those Who Live in the Sand), 1981;
#Sueños de Papel (Dreams of Paper), 1985;
#Juchitán de las Mujeres (The Women of Juchitán), 1989;
#En el Nombre del Padre (In the Name of the Father), 1993;
#Images of the Spirit, 1996;
#La Forma y la Memoria (Form and Memory) 1996;
#Graciela Iturbide, 2002;
#Pájaros (Birds), 2002;
#India México, 2002;
#Naturata, 2004;
#Eyes to Fly With, 2006;
#Roma (Rome), 2007;
#Juchitán, 2007.

Casa de Frida Kahlo, Cidade do México, 2007
(Graciela Iturbide)

26/03/2008 - 21:46h Olhos e olhares de Flavia da Rin

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Entrevista Flavia da Rin

1. Elija una obra que lo/la represente, descríbala haciendo referencia a su formato y materialidad, su relación con el tiempo y el espacio, su estilo y su temática; detalle su proceso de producción

S/ título (autorretrato 2004). Obra bidimensional de aproximadamente 50 x 60 cm. Fotografía montada sobre fibromadera, aerosol, acrílico, lapiceras, lápices, purpurina, etc. Hacía meses que había hecho la foto (un autorretrato tipo barroco) y todavía no me convencía. Por esa época había comenzado a intervenir una serie anterior de fotos con aerosoles y marcadores escribiendo y dibujando pero sin saber bien (como siempre) para qué o hacia dónde iba eso. Con el tiempo esa intervención naif-vandálica comenzó a tener resultados que me parecieron interesantes por ser diferentes a mis obras anteriores. Inclusive esa intención de “auto-gaste” me gustaba. Entonces usé esa “técnica” recientemente adquirida con el retrato que mencionaba. El puñal se convirtió en un secador de pelo (objeto que se repite en muchas obras), el peinado cambió por dos rodetes rubios a lo Sailor Moon, la calavera que asomaba en sombras en el fondo del original ahora aparecía acompañada de cosméticos, la penumbra barroca incorporó un arco iris fluo, nube y estrellitas y sobre la falda aparece un comic y una referencia a la canción de Nancy Sinatra citada en kill Bill Vol 1: These boots are made for walking, otras inscripciones aparecen también a los costados de la figura. Elegí esta obra porque creo que representa un modo de trabajar, donde a veces me muevo en forma circular revisitando un mismo punto una y otra vez pero desde diferentes lugares y en cierto modo pone en juego a partir de donde se va construyendo.

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2. En líneas generales, ¿cuál sería la forma en que sugeriría leer su obra?

Me interesa cómo se construye la subjetividad, y la construcción sujeto como artista (por eso la constante referencia de la historia del arte a la vida afectiva, la música, TV, lo que leo, lo que escucho en la calle, las palabras de mis maestros, de mis amigos, muestras que visito, msn, etc.). No pido al espectador ningún tipo de actitud o competencia especial para leerla, prefiero variedad de los abordajes y acercamientos. A lo sumo puedo pedirle cintura.


3. En relación a su obra y su posición en el campo artístico nacional e internacional, ¿en qué tradición se reconoce? ¿Cuáles serían sus referentes contemporáneos? ¿Qué artistas le interesan de las generaciones anteriores y posteriores?

Me reconozco entre aquellos que reconocen las tradiciones e que incluyen la historia del arte en la obra y la toman como propia. Apropiación y cita. Consumo de todo y mis preferencias van cambiando. En cuanto a referentes internacionales contemporáneos que miro en los últimos meses: Janet Cardiff, Tracey Emin, Marcel Dzama, Henry Darger (no es contemporáneo pero ahora lo están redescubriendo), Raymond Pettibon, Mike Kelley, Wayne White, Wolfgang Tillmans. De cada uno me interesan aspectos específicos como si de cada uno intentara aprender una asignatura distinta. Por ejemplo, el montaje de Tillmans y los dibujos de Kiki Smith. De los nacionales y de generaciones anteriores me interesan Diana Aisenberg, Guillermo Kuitca, Roberto Jacoby, Marina de Caro, Daniel Joglar, Feliciano Centurión, Fernanda Laguna. De mi generación: Matías Duville, Oligatega Numeric, Eduardo Navarro, Carlos Huffmann, Nahuel Vecino, Nicolás Domínguez Nacif, Catalina León, entre otros.

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4. Pensando en los últimos diez o quince años elija obras o muestras a su criterio fuertemente significativas de otros artistas de Argentina y explique por qué.

Estas muestras y obras fueron significativas para mí por diversas razones artísticas o extra artísticas sin que esto les quite valor de forma alguna: – El gato visita, Juana de Arco 2000, primera muestra del grupo Oligatega Numeric (videos, dibujos y laser). – Combo Diana Aisenberg, Centro Cultural Borges 2003 (pinturas, vajilla y amoblamiento). – Proyecto Venus – Belleza y Felicidad – ramona


5. ¿Cuáles son los agrupamientos o tendencias que percibe en el arte argentino de los últimos diez o quince años a partir de elementos comunes?

Si tuviese que puntear aquellas cosas que veo fácilmente identificables en los ultimos 15 años : frenzi de “nuevas tecnologías” / “multimedia-experimental” durante los 90, explosión de la fotografía, el abandono de la pintura y la vuelta a la pintura. Multiplicación de “colectivos”, grupos e “iniciativas de artistas”, propagación de clínicas de obra, encuentros, debates, coloquios organizados por y para artistas, rebrote de la oposición arte social-político vs. arte x el arte (encarnado en el debate Rosa light rosa Luxemburgo en el MALBA), auge de galerías y artistas emergentes con su posterior deflación, resistencia de los artistas a definirse por un medio , aparición del Net Art y proyectos en red, etcétera. Fonte Bola de Nieve

08/03/2008 - 18:23h Cadeia dos tempos modernos

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Cadeia de montagem em uma fábrica da China. Foto Edward Burtynsky

04/03/2008 - 23:03h Lo que se ve: Adriana Lestido, disparos desde el corazón

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El próximo martes a las 7 de la tarde se inaugura en el Centro Cultural Recoleta de Buenos Aires una retrospectiva de la fotógrafa argentina Adriana Lestido, Lo que se ve, la primera fotógrafa de nuestro país en ganar la prestigosa beca Guggenheim y más allá de los laureles una de las miradas más poderosas y sensibles en la histoira de la fotografía argentina, quizá la primera que se atrevió a bucear en las tramas del género conjugado en femenino.

Lestido estuvo dos años trabajando en esta muestra monumental.

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De la serie Amores difíciles

Trabajó como reportera para la agencia DyN y para los diarios La Voz y Página 12.

La exposición es una retrospectiva que abarcará la producción de Lestido a lo largo de casi treinta años -1979 y 2007-.

Ciento sesenta fotografías propondrán un recorrido cronológico, enlazando los diferentes ensayos que la autora realizó a lo largo de su carrera con imágenes únicas. Estas últimas, con pequeños textos, llevarán el hilo conductor de la muestra.

“Amores difíciles” (historias de madres e hijas), “Mujeres presas con hijos”,” Madres adolescentes” y “Hospital Infanto – Juvenil” son sus ensayos fotográficos.

Su obra personal fue publicada y comentada en numerosos libros y revistas especializadas. Ha sido convocada como curadora en varias oportunidades y como jurado por la Fundación Nuevo Periodismo dirigida por Gabriel García Márquez (Cartagena, Colombia).

En el marco de la exposición, los domingo 30 de marzo y 20 de abril, Adriana Lestido brindará una visita guiada por la sala.

El miércoles 9 de abril, a las 18.30, en el CeDIP la artista dará una charla abierta junto a Juan Travnik y Gabriel Díaz, curadores de la muestra.

Este texto nos regala Adriana sobre su muestra:

“¿Cuál es el fundamento del “ver”?
Quizás esta pregunta disparó la necesidad de hacer esta retrospectiva.
Ya pasaron muchos años de mirar y plasmar la mirada en imágenes. En 1979 la fotografía me tomó como medio y aquí estoy. Comunicando algo a través de imágenes. Sé que tiene sentido porque es necesario para mí. Pero quizás llegó el momento de dar una vuelta. Hacia atrás y hacia delante. Volver a comprender para poder vaciarme una vez más.
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De la serie Mujeres presas con hijos

¿Qué vi?
Quizás la trama. El espejo. Aquello que permite ser en el otro. Y que otro sea en la mirada.
El objetivo de esta retrospectiva es profundizar en el sentido de mi mirada. Enlazar los distintos ensayos que realicé a lo largo de mi camino como fotógrafa -Hospital Infanto-Juvenil, Madres Adolescentes, Mujeres Presas, Madres e Hijas, El Amor, Villa Gesell 2005/2007) – y combinarlos con imágenes únicas y textos.Llegar a expresar el hilo conductor que une toda mi obra. El sentido de mi vida, quizás. La raíz”

La muestra podrá ser visitada de martes a viernes de 14 a 21. Sábados, domingos y feriados de 10 a 21 .

Fotografías Adriana Lestido ©