21/07/2008 - 22:02h Edward Weston

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Nudes - Foto de Edward Weston

Edward Weston was born in 1886 in Highland Park, Illinois. When he was sixteen years old his father gave him a Kodak Bulls-Eye #2 camera and he began to photograph at his aunt’s farm and in Chicago parks. In 1903 Weston first had his photographs exhibited at the Chicago Art Institute. Soon after the San Francisco earthquake and fire on April 19, 1906, Weston came to California to work as a surveyor for San Pedro, Los Angeles and Salt Lake Railroad. For a short while Weston returned to Chicago and attended the Illinois College of Photography, but came back to California to live in 1908 where he became a founding member of the Camera Pictorialists of Los Angeles. He married Flora Chandler in 1909 and they soon gave birth to two sons: Edward Chandler Weston, in 1910 and Theodore Brett Weston in 1911. Weston had his own portrait studio in Tropico, California and also began to have articles published in magazines such as American Photography, Photo Era and Photo-Miniature where his article entitled “Weston’s Methods” on unconventional portraiture appeared in September, 1917. Weston’s third son, Laurence Neil Weston, was born in 1916 and his fourth, Cole Weston, in 1919. Soon after Weston met Tina Modotti which marked the starting point of their long relationship, photographic collaborations in Mexico and later much publicized love affair. Modotti’s husband, a political radical in Mexico, died in 1922. That same year Weston traveled to Ohio to visit his sister and there took photographs of the Armco Steel Plant. From Ohio he went to New York and met Alfred Stieglitz, Paul Strand, Charles Sheeler and Georgia O’Keefe. At this time Weston renounced Pictorialism and began a period of transition, self-analysis and self-discipline while making voyages to Mexico, often with Modotti and one of his sons. Some of the photographs that he and Modotti made in Mexico were published in Anita Brenner’s book Idols Behind Altars. Weston began photographing shells, vegetables and nudes in 1927. Weston kept very detailed journals or “Day Books” of his daily activities, thoughts, ideas and conversations. His first publication of these writings “From My Day Book” appeared in 1928 - others were published after his death. Two years later he had his first New York exhibit at Alma Reed’s Delphic Studios Gallery and later exhibited at Harvard Society of Contemporary Arts with Walker Evans, Eugene Atget, Sheeler, Stieglitz, Modotti and others. Weston was a Charter member of the “Group f/64″ that was started in 1932 and included Ansel Adams, Imogen Cunningham, Consuelo Kanaga and others. They chose this optical term because they habitually set their lenses to that aperture to secure maximum image sharpness of both foreground and distance. Weston went even further toward photographic purity in 1934 when he resolved to make only unretouched portraits. Even though several large exhibitions followed, he was still of modest means and in 1935 initiated the “Edward Weston Print of the Month Club” offering photographs at $10 each. In 1937 he was the first photographer to be awarded a Guggenheim fellowship taking his assistant Charis Wilson along on his travels whom he married the next year. In 1940 the book California and the West was published with text by Charis and photographs by Edward. The same year he participated in the U.S. Camera Yosemite Photographic Forum with Ansel Adams and Dorthea Lange. In 1941 he was commissioned by Limited Editions Club to illustrate a new edition of Walt Whitman’s Leaves of Grass. Weston started experiencing symptoms of Parkinson’s disease in 1946 and in 1948 made his last photographs at Point Lobos. In 1952 his Fiftieth Anniversary Portfolio was published with his images printed by Brett. In 1955 Weston selected several of what he called “Project Prints” and began having Brett, Cole and Dody Warren print them under his supervision. Lou Stoumen released his film The Naked Eye in 1956 of which he used several of Weston’s print as well as footage of Weston himself. Edward Weston died at home on January 1, 1958.

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Frida Kahlo por Edward Weston

Edward Weston (Highland Park, Illinois, 24 de março de 1886Widcat Hill, 1 de janeiro de 1958) foi um dos fotógrafos estadunidenses mais importantes do século XX.

Aos 16 anos ganhou sua primeira máquina fotográfica e fez suas primeiras fotos, demonstrando um grande talento em sua infante prática no campo da fotografia artística. Com 20 anos já havia publicado seus trabalhos.

Em 1922, Weston fotografou seu filho Neil nu. Apesar de não ser exatamente um trabalho do estúdio, a imagem foi aceita como uma clássica escultura em fotografia.

Viajou ao México em 1923, acompanhado de sua companheira Tina Modotti, quando esta ficou viúva, e de um dos seus quatro filhos, Chandler, e lá permaneceram por três anos. Com a ajuda de Modotti, realizou um trabalho fotográfico de mais de 200 obras para o livro Ídolos por trás dos altares, de Anita Brenner.

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Retrato de Tina Modotti, por Edward Weston (1923).

Em 1926 voltou para a Califórnia. Esse período de 1296 a 1930 significou para Weston um dos mais significantes de sua carreira, realizando seus trabalhos mais representativos.

Visitou o Deserto de Mojave em 1928, onde se deparou pela primeira vez com a paisagem. O deserto o impressionou, e como resultado, abriu portas para novos caminhos criativos.

A partir de 1929, iniciou sua célebre série de arte abstrata. Realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque no ano de 1930. Dois anos depois, publicou seu primeiro livros de fotografias, The Art of Edward Weston (A arte de Edward Weston).

Em 1935 se estabeleceu em Santa Mônica, onde encontrou lugares de grande inspiração, como nas dunas da Baía de Oceano. Nos últimos anos de sua vida, sua obra se fez mais sutil e diversa, porém, sem a força dos trabalhos anteriores. Em 1946 se divorciou de sua segunda esposa, Charis, e lhe apareceram os primeiros sintomas da síndrome de Parkinson.

Em 1947 teve seu primeiro contato com a fotografia em cores, mas não sem certas reticências. (wikipedia)

O fotógrafo Edward Weston (1886-1958) é considerado um pioneiro e um dos representantes mais sólidos da “fotografia direta” americana. Gostava de fazer experiências, de procurar motivos abstratos, angulos de observação e condições de iluminação. Fotografou fragmentos de rostos e nus e começou a usar técnicas de foco variável. Para Weston, as coisas do dia-a-dia transformavam-se em esculturas orgânicas, cujas formas eram ao mesmo tempo expressão e justificativa da vida que abrigavam, uma qualidade quase tátil.(Blog Um postal para um amigo).

21/07/2008 - 12:58h Olimpíadas com arte

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Conhecido como 798, este é o bairro de Pequim que reúne o maior número de artistas, estúdios e galerias e parece praticamente imune à rígida censura do país

Cláudia Trevisan - O Estado de São Paulo


A meteórica ascensão econômica da China se replica no mundo das artes plásticas, no qual a produção contemporânea do país bate sucessivos recordes de preços no mercado internacional. O bairro que reúne o maior número de estúdios e galerias de Pequim se transforma em um dos principais pontos turísticos da cidade, depois da Grande Muralha e da Cidade Proibida.

Conhecido como 798, o distrito artístico da capital chinesa é um enorme território livre de criação - ou pelo menos mais livre que seu entorno, submetido à estrita censura chinesa. O local era um parque industrial construído nos anos 50 com ajuda de arquitetos da ex-Alemanha Oriental, que conceberam os edifícios no melhor estilo Bauhaus, simples e funcionais.

Várias fábricas identificadas por números se dedicaram durante anos à produção de equipamentos eletrônicos para as Forças Armadas. Desativadas nos anos 90, muitas delas começaram a ser ocupadas por artistas no fim da década, o que transformou a região em uma versão chinesa do SoHo nova-iorquino.

A que tinha o número 798 foi recriada como um dos primeiros locais de exposição e acabou emprestando seu nome a todo o distrito. Em suas paredes, ainda estão os slogans da Revolução Cultural (1966-1976), que pediam longa vida ao comandante Mao Tsé-tung (1893-1976), escritos em ideogramas vermelhos.

As galerias seguiram os artistas e atrás deles foram restaurantes, bares, livrarias e lojas. No ano passado, o distrito 798 recebeu 1,5 milhão de visitantes, número três vezes maior do que em 2005. Livre das amarras ideológicas do passado, a arte contemporânea chinesa floresceu a partir de meados dos anos 80, pelas mãos de artistas que nasceram ou cresceram durante a Revolução Cultural, o movimento que levou ao extremo a idéia de que a criação deveria estar submetida aos interesses da construção do socialismo.

A arte contemporânea chinesa começou a ganhar o mundo na década atual, com exibições na Europa e nos Estados Unidos e colecionadores dispostos a pagar preços cada vez mais altos por seus trabalhos.

O caso mais emblemático da ascensão meteórica dos chineses no mercado internacional é a obra Execução, de Yue Minjun, de 46 anos. Inspirado no massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989, o quadro foi pintado em 1995 e vendido em seguida por US$ 5 mil ao marchand de Hong Kong Manfred Schoeni. No ano seguinte, o investidor Trevor Simon desembolsou US$ 32 mil pela pintura, com a condição de não exibi-la em público durante dez anos em razão de seu tema ‘’sensível”. Em outubro de 2007, Execução foi arrematada por US$ 5,9 milhões em um leilão da Sotheby’’s de Londres, tornando-se a mais cara obra contemporânea chinesa vendida até então.

O recorde logo foi quebrado por Zeng Fenzhi, de 44 anos, e seu quadro Série Máscaras,1996, nº 6, vendido em maio de 2008 por US$ 9,7 milhões, o mais alto preço já pago por uma obra de arte contemporânea asiática.

A cifra foi o triplo da estimativa inicial de US$ 3,2 milhões feita pela Christie’’s, responsável pelo leilão. O quadro mostra oito jovens de braços dados, com máscaras sorridentes e os lenços vermelhos no pescoço, típicos da Revolução Cultural.

Os artistas chineses que nasceram na década de 60 tentam captar o turbilhão de mudanças no qual o país mergulhou nos últimos 30 anos e refleti-lo de diferentes maneiras em suas criações. Muitos deles sofreram influência decisiva do massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989, que enterrou as aspirações por mudanças democráticas e mais liberdade alimentadas desde o início daquela década.

O resultado foi o movimento ”Realismo Cínico”, do qual fazem parte Yue Minjun e Fang Lijun, outro artista que usa figuras carecas em suas pinturas. A escola é marcada pela ironia, o desencanto e o fim do idealismo dos primeiros anos do processo de reforma e abertura da China, iniciado por Deng Xiaoping em 1978.

A memória do passado socialista está presente nos quadros de Zhang Xiaogang, que realiza séries inspiradas na estética de fotografias de família do início do século passado, mas com a maioria dos personagens vestidos com o guarda-roupa que imperou durante o maoísmo.

”Os retratos familiares mudos de Zhang Xiaogang parecem ter capturado a verdadeira essência do drama histórico, ou mesmo trauma, da construção de uma sociedade contemporânea próspera a partir das brasas de uma revolução”, diz o catálogo da Sotheby’’s sobre sua obra.

O impacto das transformações econômicas na vida de milhares de chineses é refletido nas criações de Liu Xiaodong, pintor figurativista, autor de uma longa série sobre a construção da gigantesca hidrelétrica de Três Gargantas, que inundou um trecho de 600 km de extensão e 1,1 km de largura e forçou a realocação de pelo menos 1,4 milhão de pessoas. Xiaodong estabeleceu um novo nível de preço para a arte contemporânea chinesa em 2006, quando sua obra Pessoas Recentemente Deslocadas foi vendida por US$ 2,7 milhões.

ESTRELAS CHINESAS

AI WEIWEI
Ano de nascimento: 1959

Misto de artista e agitador cultural, Ai Weiwei já realizou trabalhos de design, arquitetura, escultura, instalações, performances e foi consultor da dupla Jacques Herzog e Pierre de Meuron, arquitetos responsáveis pelo desenho do Estádio Olímpico de Pequim, batizado de Ninho de Pássaros. Ai Weiwei é diretor do China Art Archives and Warehouse, galeria voltada para a arte conceitual e experimental

ZENG FENZHI
Ano de nascimento: 1964

Bateu o recorde de preço de arte contemporânea asiática depois que seu quadro Série Máscaras, 1996, nº 6 foi arrematado por US$ 9,7 milhões em maio deste ano. A série ”máscaras” é seu mais célebre trabalho e mostra personagens dos anos 90 usando máscaras com olhos bem abertos e expressões ensaiadas e artificiais

YUE MINJUN
Ano de nascimento: 1962

Sua marca registrada são auto-retratos sorridentes (foto acima)que aparecem em todos os seus trabalhos, sejam pinturas ou esculturas. Inspirado pelo massacre de estudantes na Praça Tinanmen, em 1989, seu quadro Execução foi vendido por US$ 5,9 milhões em outubro de 2007, o mais alto preço pago por uma obra contemporânea chinesa até então. Yue integra o movimento Realismo Cínico, que surgiu depois do massacre na Praça Tiananmen, em 1989

ZHANG XIAOGANG
Ano de nascimento: 1958

Inspirados no estilo de fotos de família do início do século passado, seus quadros mostram figuras tristes e silenciosas, que evocam com suas roupas ‘’socialistas” a memória do período maoísta que a China começou a abandonar em 1978 em favor do crescimento econômico. Zhang é um dos artistas chineses preferidos pelas galerias internacionais

FANG LIJUN
Ano de nascimento: 1963

Um dos líderes do movimento Realismo Cínico, que surgiu com o sentimento de desencanto provocado pelo massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989. Seus personagens costumam ser homens carecas, com expressões ambíguas, apresentados sobre paisagens infinitas

LIU XIAODONG
Ano de nascimento: 1963

Pintor figurativista que se destacou com uma série sobre o custo humano e ambiental da hidrelétrica de Três Gargantas, que forçou a realocação de pelo menos 1,4 milhão de pessoas. Seu quadro Pessoas Recentemente Deslocadas foi vendido por US$ 2,7 milhões em 2006 e estabeleceu um novo patamar de preço para a arte contemporânea chinesa

Melhor da produção contemporânea, fora das quadras

Durante os jogos olímpicos, estão programadas exposições, performances, instalações e arte digital

Cláudia Trevisan, Pequim


Os estrangeiros que forem a Pequim para os Jogos Olímpicos terão a chance de ver a mais completa mostra de arte contemporânea chinesa já realizada em todo o mundo. Apenas no distrito 798, 27 galerias vão realizar 103 exibições no período próximo ao das competições, que começam dia 8 e terminam dia 24 de agosto.

A mostra mais representativa foi organizada pela Ullens Center for Contemporary Art (Ucca), começou no sábado e segue até 12 de outubro. Fundada no mês de novembro de 2007, a galeria reúne a coleção de arte contemporânea chinesa que o casal belga Guy e Myriam Ullens começou a construir em meados dos anos 80 e é o maior centro de exposições do 798, com uma área de 8 m². A exibição da Ucca reúne 92 trabalhos de 60 artistas e inclui performances, instalações e arte digital.

O interesse do casal surgiu quando ninguém fora da China prestava atenção à produção artística do país. Ao longo de duas décadas, eles reuniram cerca de 1.700 obras, que representam os trabalhos de diferentes gerações de artistas, em vários momentos de suas carreiras.

Desde março, a Ucca é dirigida pelo francês Jérôme Sans, co-fundador e ex-diretor do museu de arte contemporânea Palais de Tokyo, em Paris. “As exibições têm o melhor da arte contemporânea chinesa e os visitantes podem ver os artistas de milhões de dólares, mas também os talentos emergentes”, observa Robert Bernell, dono da livraria e editora Timezone8, especializada em livros de arte e criador do site www.chinese-art.com.

O 798 é o mais badalado endereço da arte contemporânea de Pequim, mas está longe de ser o único. A pioneira nessa área foi a galeria Red Gate, fundada em 1991 pelo australiano Brian Wallace em uma antiga torre de observação que integrava a Muralha de Pequim - quase toda destruída depois da Revolução Comunista de 1949. No ano passado, a Red Gate emprestou seu prestígio ao distrito 798 e abriu uma filial no local.

Na medida em que os aluguéis começaram a subir no antigo distrito industrial, alguns artistas se mudaram para uma área a cinco quilômetros de distância, chamada Caochangdi. O primeiro endereço do local foi a China Art Archives and Warehouse, dedicada à arte experimental e conceitual.

A galeria é dirigida por Ai Wewei, um dos mais importantes artistas chineses, com talento para design, arquitetura, performances, instalações e escultura. Filho do poeta Ai Qing, enviado para o campo durante a Revolução Cultural, Ai trabalhou como consultor dos arquitetos Jacques Herzog e Pierre de Meuron na concepção do Ninho de Pássaros, o Estádio Olímpico de Pequim que sediará as principais competições dos Jogos de agosto.

17/07/2008 - 23:09h Prix Pictet: o prémio de fotografia focado na sustentabilidade

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Edward Burtynksky, Nickel Tailings #36, da série Tailings, Sudbury, Ontario
(
© Edward Burtynksky)

O banco suíço Pictet & Cie e o diário Financial Times lançaram um prémio de fotografia que dará ao vencedor uma soma considerável: cem mil francos suíços (cerca de 60 mil euros), talvez a maior recompensa do mundo no campo da fotografia.
O Prix Pictet apresenta-se como o “o primeiro prémio de fotografia mundial centrado no tema da sustentabilidade”, onde a temática ligada à água será protagonista. No último fim-de-semana foi revelada uma shortlist de 18 fotógrafos, entre mais de 200 candidatos. A selecção foi feita por um painel global de 49 pessoas, entre as quais Jorge Molder, fotógrafo e director do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

Os nomes escolhidos para a fase final foram estes:
Benoit Aquin, Edward Burtynksky, Jesus Abad Colorado, Thomas Joshua Cooper, Sebastian Copeland, Christian Cravo, Lynn Davis, Reza Deghati, Susan Derges, Malcolm Hutcheson, Chris Jordan, Carl De Keyzer, David Maisel, Mary Mattingly, Robert Polidori, Roman Signer, Jules Spinatsch, Munem Wasif.

Deste grupo sairá um grande vencedor e um segundo premiado com uma bolsa de 40 mil francos suíços (cerca de 25 mil euros) para o aprofundamento de um trabalho relacionado com o tema água. O anúncio será feito no dia 30 de Outubro, no Palais de Tokyo, em Paris, onde as obras dos finalistas estarão em exposição até 8 de Novembro. O prémio Nobel da Paz e antigo secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan foi escolhido como presidente honorário da primeira edição do Prix Pictet.

O júri de selecção é composto por:

>>Francis Hodgson - presidente, responsável da secção de fotografia da leiloeira Sotheby’s
>>Peter Aspden - jornalista de arte do Financial Times
>>Régis Durand - consultor, crítico de arte, e antigo director do centro de arte Jeu de Paume
>>Leo Johnson - co-fundador da Sustainable Finance
>>Abbas Kiarostami - realizador e fotógrafo
>>Richard Misrach - fotógrafo
>>Loa Haagen Pictet - consultor de arte e curador do Pictet & Cie

(…) we didn’t want to favour journalism over art, and we didn’t really mind whether the authors thought of themselves as documentary photographers, autobiographers, landscape artists or anything else. We wanted powerful messages with the ring of truth.

Francis Hodgson, Financial Times (o texto completo está aqui)

Para ver o trabalho de cada um dos artistas clique aqui.

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Christin Cravo,
da série Waters of Hope, Haiti, Sodo, 2001
(
© Christian Cravo)

16/07/2008 - 19:05h Le piètre hommage à la photo de mode des Rencontres d’Arles

Kristen Mc Menamy, Vogue France, Beauduc, 1990 (Peter Lindbergh).

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03/07/2008 - 20:40h A exposição “Magnum 60 Anos” é exibida em Curitiba

© Foto de Marc Riboud.

Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Brasília, chegou a Curitiba, na Galeria da Caixa, a exposição “Magnum 60 Anos”, que é uma amostragem das seis décadas de existência da mítica agência Magnum, cujas lentes dos fotógrafos registraram os grandes fatos que marcaram a segunda metade do Século 20 no mundo. Composta por imagens do arquivo da agência, “Magnum 60 Anos” apresenta 50 fotografias coloridas e em preto-e-branco. A curadoria é de João Kulcsár. Uma verdadeira geração de ouro do fotojornalismo, composta por Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David “Chim” Seymour e George Rodger, foi a responsável pela fundação da Magnum, em 1947. Organizada como uma cooperativa, a agência permitia aos seus membros liberdade e independência, direito aos negativos, direito à assinatura e direito à edição do próprio ensaio fotográfico. A agência mantém até hoje um arquivo com mais de um milhão de imagens em preto-e-branco e cor. A Magnum já publicou mais de 100 livros de fotografia e realizou mais de 120 exposições no mundo. Magnum 60 Anos. Galeria da Caixa. End.: R. Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II. Até 20 de julho. Fonte: Portal Photos.

Images&Visions

02/07/2008 - 15:33h Templo da arte

Vue non datée de la façade du l'Opéra-Garnier à Paris.

Ópera - Garnier de Paris. Foto D.R.

01/07/2008 - 18:07h “Muchas de las imágenes que nos rodean son mentira”

Martin Parr em Fortaleza, Brasil
(© Luiz Marinho)
Depois de ter vencido o prémio carreira no PHotoEspaña, Martin Parr deu uma pequena entrevista ao El País onde volta a questionar a verdade em muitas das imagens que nos rodeiam.
Martin Parr

Martin Parr- foto de  CRISTÓBAL MANUEL

ISABEL LAFONT - Madrid - El País

La obra del fotógrafo Martin Parr lleva décadas retando a quien pretenda interpretarla con un solo código. Ha hecho de las múltiples lecturas su especialidad. Una maestría que ha generado imágenes al mismo tiempo divertidas y dramáticas; poéticas y vulgares.

Parr (Epsom, Surrey, 1952) se hizo célebre en los ochenta con su proyecto The last resort, una sátira visual del ocio de la clase trabajadora con la localidad turística de New Brighton como escenario. Desde entonces, el fotógrafo, que se autodefine como “comprometido y político”, no ha dejado de usar la ironía para lanzar una carga de profundidad contra la cultura del consumo de masas. Prolífico y versátil, miembro de la agencia Magnum desde 1994, ha obtenido el Premio PHotoEspaña Baume & Mercier 2008.

Pregunta. ¿Quiere provocar la sonrisa o el rechazo con sus imágenes?

Respuesta. Yo quiero que mi trabajo sea serio pero también accesible. Que sea entretenido e inteligente al mismo tiempo.

P. ¿Cómo compatibiliza su trabajo artístico con el más comercial?

R. Soy un fotógrafo muy promiscuo. Hago publicidad, moda, trabajos periodísticos, proyectos culturales… Puedo estar en la Tate o en periódicos baratos. Lo grande de la fotografía es que es el medio más democrático y accesible del mundo y quiero explotar todas sus posibilidades. Alta y baja cultura.

P. ¿Cómo lleva su fama de ser una especie de héroe de la clase trabajadora?

R. He fotografiado a todas las clases sociales. La gente presume que sólo he fotografiado a las clases trabajadoras. Ahora estoy con un proyecto llamado Lujo que versa acerca de la idea de cómo la gente exhibe el dinero que gana. He ido a desfiles de moda, ferias de arte, carreras de caballos… Situaciones en las que todos están muy felices de hacer ostentación del dinero que poseen.

P. ¿Qué quiere poner en evidencia tras lo obvio?

R. Trato de poner el dedo en la vulnerabilidad del mundo. Cuanto más avanzamos, más vulnerable es el mundo. Estamos jugando un juego peligroso con el crecimiento económico, las cuestiones ecológicas, ahora mismo los precios del petróleo se han disparado y ello está golpeando las economías. Es excitante y deprimente. Hay algunas cosas que han mejorado. Es más agradable ir al dentista ahora que hace 30 años, pero en términos generales nos encaminamos hacia situaciones más peligrosas.

P. Pero en sus fotos no aparecen estos dramas…

R. No trato de sermonear. Uso la dramatización que hay en la propaganda que nos rodea. Estamos rodeados de cosas que nos mienten. Si compras comida en un supermercado, la foto del envase no tiene nada que ver con lo que hay dentro. Es una mentira básica a la que estamos acostumbrados. En los folletos de viajes todo parece bonito, pero la realidad es muy diferente. La mayor parte de las fotografías que nos rodean son una forma de mentira. Y creo que es importante que los fotógrafos luchemos contra eso y sirvamos como de antídoto. Yo entiendo las reglas del juego de la propaganda y las subvierto, las rompo a propósito. Los prejuicios, los clichés, los uso como punto de partida. La mayoría de la gente no se da cuenta de que está rodeada de propaganda.

P. ¿Y el humor en su trabajo?

R. Es un mecanismo para hacerlo más accesible. El mundo es muy divertido. Una de las pocas cosas en las que los británicos somos buenos -y ya no hay muchas cosas en las que seamos buenos- es el sentido del humor y la ironía. Yo lo uso de manera muy consciente. No quiero tener un público elitista. Yo quiero llegar a un público amplio.

P. ¿Cómo mantiene la distancia para no juzgar el sujeto que fotografía?

R. Yo quiero que los juicios los haga el espectador, pero al mismo tiempo mi trabajo es muy subjetivo. Siempre tengo presente que estoy creando una forma de ficción, aunque esté basada en la realidad. Es una línea delgada la que hay entre las opiniones, prejuicios y sesgos de uno, entre intentar ser objetivo y ser subjetivo. Hay un poco de todo en mi trabajo. Todas estas cosas intervienen. Es difícil establecer diferencias. Es como el mundo: no es ni bueno ni malo, sino algo intermedio. Intento buscar esa ambigüedad entre lo objetivo y lo subjetivo, lo bueno y lo malo, el ying y el yang.

30/06/2008 - 22:57h Man Ray e boas noites

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21/06/2008 - 16:11h “Educação é um problema crucial”

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Discurso de Marta Suplicy no seminário do PT sobre educação (versão completa)

Minhas amigas, meus amigos,

Inicialmente, gostaria de agradecer a presença do ministro Fernando Haddad e dos nossos dois debatedores: Daniel Cara e César Calegari.

Agradeço também a presença de todos vocês, parlamentares, professores, lideranças comunitárias, militantes petistas.

Vamos começar, hoje, o debate do Partido dos Trabalhadores em torno do segundo tema do seminário São Paulo, Novos Caminhos: Educação.

Um tema fundamental, no sentido pleno e preciso da palavra. “Fundamental”, no sentido do que está no início, na base, como alicerce do processo de construção do indivíduo – e do projeto de transformação da sociedade.

Educação, um problema crucial da nossa vida presente e da perspectiva de um futuro nacional mais justo e desenvolvido para o Brasil.

Problema que exige soluções urgentes. mas soluções que, por sua vez, exigem de nós consciência de sua alta complexidade. felizmente, o governo do presidente Lula colocou a educação no centro dos debates e das atenções nacionais. E isto não apenas em termos meramente retóricos ou quantitativos, como tantas vezes se fez.

O ensino começa a sentir o sabor da mudança. temos, hoje, à nossa disposição, o mais completo diagnóstico já feito sobre educação, na história recente do país. e a implantação, através do pde, de um conjunto de instrumentos para intervir, de forma simultaneamente eficaz e inovadora, no campo educacional brasileiro.

Isso sem falar no fundeb que tem um significado extraordinário na capacidade de investimento da cidade de são paulo em educação infantil.

Diagnóstico que também nos faz ver com clareza, tanto em âmbito geral quanto no detalhe, a dimensão do desafio que temos pela frente. e ele é imenso.

Em São Paulo - todos sabemos - a educação pública não vai bem.

Seguidas avaliações promovidas pelo Ministério da Educação colocam a qualidade do ensino paulista numa posição apenas mediana. o que significa que a riqueza e o desenvolvimento do estado não chegaram à escola. não entraram na sala de aula. E assim se desenha um quadro especialmente grave, quando nos lembramos de que não existe caminho mais poderoso para a inclusão social do que a educação.

o ministério da educação tem feito várias tentativas para melhorar este quadro. mas nem sempre as administrações locais se empenham na parceria. Não podemos, porém, esperar que as soluções venham todas da esfera federal. podem contar, que nós faremos a nossa parte.

Quando assumi a prefeitura de São Paulo, encontrei uma situação de calamidade pública, reflexo de administrações desastrosas para o municipio e da recessão economica que o pais enfrentava na era FHC. escolas abandonadas, sem professores, sem material didático.

E as famigeradas escolas de lata que herdamos do governo Pitta – do qual o senhor Kassab foi peça fundamental, como secretário de planejamento. escolas de lata que o então governador Geraldo Alckmin, inexplicável e injustificadamente, reproduziu em várias regiões do estado. ainda são 76 escolas de lata em todo o estado, sendo 39 aqui na capital.

Assumindo a prefeitura, iniciei, sem falsa modéstia, uma verdadeira revolução na rede municipal de ensino.

Nossa primeira atitude foi identificar os problemas que afastavam as crianças da escola.

O sujeito da educação é a criança. era preciso resolver os problemas de acesso e permanência. e suas causas eram dramáticas e ligadas à pobreza. Muitas crianças não iam à escola porque não tinham transporte, nem roupa. Não podiam estudar porque não tinham cadernos, lápis, réguas, livros. Não podiam raciocinar direito porque tinham fome. E não se sentiam atraídas pela escola, porque a maioria dos prédios era, muitas vezes, mais precária e insegura do que suas próprias casas.

Os professores estavam absolutamente desmotivados, sem apoio e sem estímulo. Era uma situação triste, desesperadora. só não estava pior por causa do esforço heróico de professores, pais e funcionários.

Com o tempo, encontramos soluções para cada um desses problemas. soluções que, depois,foram adotadas por centenas e centenas de municípios, Brasil afora. criamos o programa de distribuição de uniformes e material escolar para mais de um milhão de crianças.

O maior e melhor programa de merenda escolar da américa latina, com mais de 70 pratos diferentes e 1,4 milhão de refeições diárias. Começamos a substituir a herança Pitta - Kassab das escolas de lata por escolas novas, de alvenaria.

Reformamos e construímos dezenas de escolas. Foram ao todo 191 escolas em apenas quatro anos, mais do que fizeram juntas as duas gestões anteriores.

Criamos o programa Vai e Volta, que garantiu transporte escolar gratuito para mais de 120 mil crianças.

Na atual gestão, houve um enorme retrocesso e temos novamente crianças fora da escola por falta de transporte. Nesta última semana, estive nas zonas norte, sul e leste e em todas ouvi reclamações acaloradas sobre a diminuição da oferta de transporte escolar. ontem, na vila cosmopolita, na zona leste, ouvi o relato de mães que têm que andar mais de 6 quilômetros para levar seus filhos à escola.

Com os centros educacionais unificados estabelecemos um novo paradigma para a educação pública brasileira. os CEU’s mudaram não só o conceito de educação pública. na verdade, mudaram a vida de seus alunos, de seus pais e das comunidades situadas no seu entorno.

Numa cidade como São Paulo, cheia de regiões de pobreza, é obrigação do governo, na educação, ir muito além da matemática e do português – ele tem que dar oportunidade para que as crianças, que vivem na exclusão, tenham acesso pleno ao desenvolvimento. O CEU abre essa janela de acesso à cultura e à descoberta de novos mundos, mundos muito diferentes do que a criança convive.

É indispensável lembrar que os CEU’s foram construídos nas regiões com menor índice de desenvolvimento humano da cidade. Regiões historicamente ignoradas pelos poderes públicos. Regiões que, pela primeira vez na vida, receberam um equipamento de ponta, que poderia estar em qualquer bairro rico de qualquer cidade do mundo, mas que estava ali, como um gesto claro de justiça, na periferia esquecida de São Paulo.

O impacto do CEU, além de dar oportunidade para as crianças e famílias, agrega valor social ao bairro, pois as ruas que ficam próximas são asfaltadas, são mais iluminadas, ganham serviços como o correio, saneamento, coleta de lixo, segurança, etc. Este é um aporte e um impacto do CEU que hoje está sendo estudado por educadores da Espanha e da Itália.

O CEU está ali, oferecendo educação, inclusão digital, piscinas aquecidas, lazer, dança, música, teatro. aumentando a auto-estima de toda uma região. Um exemplo disso foi o depoimento que ouvimos de um senhor que contou o seguinte: “antes, quando me perguntavam onde eu morava, eu dizia que morava do lado daquele buraco cheio de mato. Hoje, quando me perguntam onde eu moro, eu digo que moro ao lado do CEU Rosa da China” (Vila Prudente).

É por isso que me orgulho tanto dos CEU’s.

Com eles, e os outros programas citados, conquistamos o sonho de Anísio Teixeira e Paulo Freire e levamos esperança para o povo excluido de São Paulo. Há um “antes” e um “depois”.

Agora, estamos diante de um grande desafio, que é ampliar o conceito CEU para todas as crianças que moram na cidade de São Paulo e ao mesmo tempo dar um gigantesco salto na qualidade. não é pouco o que nos propomos a fazer: vai exigir coragem, ousadia e determinação.

Temos que ter um ensino que, de fato, ensine; uma criança que saiba ler e interpretar um texto; uma educação que forme pessoas que vivam e façam a sua própria história. e onde o profissional da educação, mais que professora, seja uma agente da transformação.

A partir das conquistas em relação às condições para freqüentar a escola e aprender, o grande desafio, agora, é melhorar a qualidade do ensino. e isso só poderá ser conquistado com um grande investimento no processo de formação, acompanhamento e avaliação da escola.

Isso não é pouca coisa, estamos propondo algo tão ousado quanto foi a implantação dos CEU’s.

É para estimular esse debate que passamos a mostrar, agora, algumas sugestões. voltando a lembrar que, como no debate da semana passada, essas propostas não são um pacote pronto, fechado. queremos que sejam debatidas e aperfeiçoadas aqui, agora, e ao longo das próximas semanas.

(Esta parte foi acompanhada de exibição do powerpoint)

A primeira tarefa é retomar o modelo CEU, que foi aprovado pela população, para a cidade inteira. e temos que resgatar a idéia dele se tornar o centro irradiador de cultura e de métodos inovadores. Nossa sugestão é ter mais 20 CEU’s, cada um deles atendendo cerca de 20 mil cidadãos, entre alunos e membros da comunidade - para implantar o que chamamos de Rede-CEU.

Onde não for possível construir, como em bairros centrais como o Bexiga, o conceito CEU pode ser alcançado através de parcerias com entidades que desenvolvam seus trabalhos utilizando os equipamentos públicos do bairro, incluindo visitas a museus, parques, teatros, etc.

Com isso, daremos mais um passo para a transformação de São Paulo em cidade-educadora.

Os novos CEU’s, bem como os já existentes, devem recuperar características fundamentais do projeto original, que ultimamente foram deixadas de lado. É prioridade fazer com que os CEU’s voltem a ter uma forte interface com as áreas de cultura e esportes – seja na formação musical, grupos de teatro, ou assistindo peças, shows e filmes de qualidade. Seja na natação, no skate, basquete, futebol e em outras modalidades esportivas. Seja para as famílias, como as avós e mães que faziam hidroginástica, ioga e participavam de atividades sociais, como o baile da saudade.

Anteontem, em visita ao CEU da Vila Atlântica, quando perguntei que peça estava passando e que atividades estavam ocorrendo no CEU, uma mãe falou: “olha, a primeira vez que eu fui ao teatro foi quando inaugurou o CEU - e a última vez, foi quando você saiu da prefeitura. nunca mais teve nada lá. ele só abre em datas comemorativas”.

provavelmente o show que ela se refere foi “palavra cantada”, eu me lembro da primeira apresentação nesse CEU; mas o CEU pode oferecer mais: que eles também se tornem centros de qualificação profissional. Nós temos jovens no final do curso fundamental que gostariam de uma preparação para o mundo do trabalho.

Hoje, os CEU’ s oferecem um espaço, que está ocioso, para aprendizagem de fotografia, iluminação, cenografia, comunicação.

A proposta é a estruturação desses cursos e ampliação para outras áreas. a articulação da educação básica com a capacitação profissional, servirá de estímulo ao aprendizado e a permanência do jovem na escola.

Bem, gente, é com os professores que nós vamos. Os professores são o centro da nossa proposta para a qualidade.

Primeiro, o professor precisa ter tempo para se dedicar ao aluno. Não podemos exigir que alguém que cumpre uma jornada semanal de 40 horas, em inúmeras salas de aula, sacrifique seus momentos de descanso para formação ou atividades extras. Por isso, queremos distribuir a jornada do professor em 25 horas dentro da sala de aula e 15 horas em outras atividades. A meta é criar condições para que o professor permaneça em uma escola. a nossa preocupação é com o desgaste do professor que precisa se dividir entre várias escolas. Temos que criar uma relação de proximidade e compromisso com a escola, que se reflita no plano de carreira. sem isso, uma perna que sustenta a qualidade estará quebrada.

Segundo,propomos a criação de uma escola de aperfeiçoamento dos profissionais da educação, conjugados com núcleos locais, que são as escolas. a escola é o território onde os processos de inovação devem se concretizar. Ela tem que participar da solução dos problemas, tornando visíveis as boas práticas escolares, sem esconder os problemas e sim investir nas soluções. O investimento em formação inicial e continuada é indispensável para melhorar a nossa qualidade de ensino.

Além da formação continuada, temos de oferecer curso superior a todos os professores, como fazíamos. E tão importante quanto, é a criação de um núcleo de acompanhamento e avaliação. uma avaliação que sirva, de fato, para monitorar o processo de ensino-aprendizagem, identificando problemas e auxiliando nas soluções.

Vamos agora tratar de um assunto que pra mim é fundamental: autonomia para a escola.

A escola tem que escolher seu caminho. o ensino tem falhado na sua busca pela qualidade, em parte, porque não acredita na capacidade das escolas e dos professores para enfrentar esse desafio.

Os governos acham que podem dirigir os conteúdos e a atuação dos professores. Temos que ter núcleos comuns de exigência, mas cada escola deve buscar o percurso formativo dos professores, avaliar seus resultados e propor soluções em conjunto com os alunos e com as famílias. Não há como construir uma escola de qualidade sem integrar a comunidade. Foi a conclusão do Unicef, e é também a nossa.

A família tem que participar do processo de aprendizagem. temos que buscar, pelo menos, a alfabetização dos pais. Essa é uma tarefa para o MOVA dentro das escolas. queremos também laboratórios de informática e salas de leitura abertos nos finais de semana. Pois, não achamos que basta aprender a ler e escrever, oportunidades devem ser criadas para que toda a comunidade tenha acesso a cultura.

companheiros e compaheiras,
A escola tem que conhecer a realidade dos seus alunos. Esta semana estive em Taboão da Serra onde conheci uma experiência muito rica. Lá, pude ouvir vários relatos sobre o efeito positivo no aprendizado, quando o professor visita a realidade da criança. Escutei o depoimento de uma professora sobre uma aluna, que todos os dias chegava à escola muito bem cuidada e com o uniforme em ordem, e que a professora sequer fazia idéia das dificuldades que esta menina passava. ao visitar a casa desta aluna, a professora pôde constatar que a família dela vivia num barraco em uma área invadida e sem as mínimas condições de infra-estrutura; passando fome, inclusive. A partir dessa visita, a coordenação do projeto fez todo um trabalho de amparo à família, integrando-a a vários programas sociais.

E qual será a nossa proposta para o ensino fundamental e educação infantil?

‘E tornar realidade o ensino fundamental de nove anos. Com a sua implantação, obrigatoriamente, iremos rever a atual divisão dos ciclos de quatro anos. Haverá a oferta de um espaço multicultural de apoio à recuperação do aprendizado, também implicando na ampliação da jornada do aluno. Com esse mesmo fim serão criados centros regionais com profissionais de várias áreas para auxiliar na identificação e resolução dos problemas de aprendizagem de qualquer estudante.

Em relação à educação infantil, sabemos que aí está um dos mais graves problemas que temos. Há um tremendo déficit de vagas nas creches. A atual administração municipal está tentando viabilizar uma parceria pública privada para a construção de 250 creches. torçamos para que dê certo. prometem criar 40 mil vagas. mas, como o déficit é de quase 96 mil vagas, ainda haverá muito a fazer. Por isso, defendemos um conjunto de ações, incluindo: integração cei/emei numa única escola, para atender à primeira infância; oferta de período integral para as crianças que necessitem; e ampliação do funcionamento de emeis para seis horas.

Iniciativa nova será a criação do programa pró-criança, funcionando nos mesmos moldes do prouni, com creches particulares.

Criação de parques infantis destinados às crianças, cujas mães necessitam, eventualmente, de um local onde deixar seus filhos por um período curto.

E, finalmente, a criação do programa cuidar e educar, destinado às mães, contemplando temas como higiene do lar, alimentação e saúde.

Vamos agora para um tema abandonado na atual gestão: educação de jovens e adultos.

Tão importante quanto criar mais vagas de educação infantil será combater o analfabetismo na nossa cidade. O diagnóstico que estamos realizando indica a possibilidade de reduzir pela metade a atual taxa de analfabetismo, que afeta mais de 4% da nossa população. Para isso, propomos integrar as ações de alfabetização à educação de jovens e adultos e ampliar a oferta de vagas.

Defendemos também uma participação mais efetiva do município em outro programa federal, o pró-jovem, que representa uma grande oportunidade para que milhares de jovens acelerem a sua escolaridade e, ao mesmo tempo, tenham acesso a um curso de qualificação profissional.

Sei que tudo isso parece um sonho para os pais, alunos e professores, mas nós estamos decididos a realizar esse sonho.

E a partir desta determinação, será feito o plano municipal de educação, com a participação de todos os setores da sociedade civil. é algo que está previsto em lei. mas é justamente o plano municipal de educação que – tecido no diálogo e construído consensualmente – vai permitir firmar um compromisso coletivo em busca da qualidade do ensino. para que nossas escolas cumpram sua função social, que é educar, sim, mas educar fazendo, de cada criança, uma cidadã.

Porque São Paulo quer, São Paulo pode e São Paulo precisa ser a cidade do conhecimento.

muito obrigada a todos.

Marta Suplicy

16/06/2008 - 15:01h Livro mistura fotografias de Pierre Verger com pinturas de Carybé

Images&Visions

FERNANDO RABELO-EDITOR

© Verger e Carybé. Mistura da fotografia de Pierre Verger e da pintura de Carybé.

A Fundação Pierre Verger acaba de publicar um livro sobre os trabalhos do fotógrafo Pierre Verger e do pintor Carybé, enfatizando seus olhares convergentes sobre a Bahia e sua gente. No entanto, poucos sabem que eles foram além dos limites das artes brasileiras e criaram uma amizade de 50 anos - parceria que resultou em preciosa contribuição para a preservação e divulgação da memória cultural afro-baiana. A amizade dos dois nasceu numa pensão barata no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, em 1946. Carybé e Nancy eram recém-casados e hospedavam-se num dos poucos aposentos da pensão. No prédio ao lado, Pierre Verger, também recém-chegado à cidade, dividia apartamento com o arquiteto e fotógrafo Marcel Gautherot. Um nascido na França e o outro na Argentina, Verger e Carybé tinham temperamentos diferentes, eles se completavam diante de um mesmo interesse: a cultura africana na Bahia. A comunhão de idéias e visão do mundo estão presentes no livro, no qual as fotos de Pierre Verger parecem ilustradas com as cores de Carybé quando retratam ou desenham os mesmos temas. Carybé & Verger - Gente da Bahia. Solisluna Design e Editora, 168 pág., R$ 90,00

13/06/2008 - 18:04h Apaleados

Apaleados: una serie sobre la violencia callejera

Civilización & Barbarie

 Cristina Civale


El artista finlandés Harri Pälviranta (Tampere, 1971) expone en el marco de la megamuestra madrileña Photoespaña, su ensayo Battered (Apaleados), un documental fotográfico, social y contemporáneo cuyas imágenes entroncan visualmente con la fotografía de escenarios de crímenes y las fotos policiales.

Pälviranta se concentra fundamentalmente en las huellas físicas que las agresiones y las peleas de los fines de semana, producto del abuso de alcohol y drogas, dejan en el cuerpo.

Photoespaña se viene celebrando desde 1998 cada junio. Este año el tema propuesto para las más de 600 exposiciones fotográficas que pueblan la capital española es el “lugar”. Según Alberto Anaut, presidente de Photoespaña, “Lugar es un concepto que tiene muchas connotaciones. He querido poner una atención particular sobre el espacio, más allá de la dimensión geográfica. Más que un tema, entiendo el lugar como una gran área de confluencias. Nos interesa discutir la imagen del lugar, pero también el lugar de la imagen”.

Esta noche Photoespaña celebra su noche off, donde se abren al público las galerías periféricas y cuando, además, en el barrio de Chueca se celebra una fiesta nocturna y sin fin con proyecciones de las obras más celebradas del festival.
La fiesta se puede seguir desde este site.

Aquí una secuencia de la serie Apaleados:

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13/06/2008 - 17:09h Man Ray e Boris Vian

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Man Ray, Solarized Nude with Flowers in Her Hair, c. 1933

Colin olhava para Alise. Por estranho acaso ela trazia um swet-shirt branco e saia amarela. Calçava sapatos brancos e amarelos, e patins de hóquei. Usava meias de seda cor de fuligem e soquetes brancos, enrolados acima de sapatos que mal cobriam os pés e tinham fitilhas de algodão branco a dar três voltas ao tornozelo. Além disso exibia ainda um lenço de seda vede-vivo e cabelos louros extraordinariamente fartos, que lhe emolduravam o rosto com espessa e encaracolada massa. Olhava através de olhos azuis, muito abertos, e o seu volume era limitado por uma pele fresca e dourada. Possuía braços e barrigas das pernas roliços, cintura fina, o busto tão bem modelado que parecia uma fotografia.

10/06/2008 - 22:58h ‘A arte é uma inutilidade indispensável”

“Missão: como construir catedrais”, obra de Cildo Meireles
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Ganhador do Prêmio Velázquez, o brasileiro Cildo Meireles disse que a crise econômica logo vai atingir o mercado artístico

EFE - O Estado de São Paulo

A arte é sempre “uma espécie de inutilidade indispensável”, decorrente daqueles que estão próximos da loucura e que têm força e coragem para transformar seu entorno, afirmou o artista brasileiro Cildo Meireles que, em Madri, receberia ontem à noite o Prêmio Velázquez de artes plásticas.

Em entrevista coletiva, Meireles disse receber com “imensa honra” o prêmio que, também importante, se abre agora para outros países, em que não se fala espanhol.

Artista multidisciplinar, ele é considerado referência na arte conceitual e postula um compromisso político ao criticar a natureza européia da arte moderna ocidental, buscando dar-lhe uma nova identidade.

Meireles, que usa fotografia, instalação e pintura em seus trabalhos, admitiu que, embora considerado um artista conceitual, sua singularidade é sempre fronteiriça com o compromisso político, do qual não se pode fugir.

“Não se pode mais fazer planos. O maior deles é seguir vivo e trabalhando. É importante saber que não importa o que se está fazendo, pois, de alguma forma, já se está entrando na História”, declarou.

Seu parecer sobre a relação entre a crise econômica mundial e a arte é que, “se não se nota, logo acontecerá”. “A crise nos envolve, mas é secundária: há coisas mais importantes, como a própria sobrevivência do planeta.”

Sobre o Brasil, Meireles comentou que educação, saúde e salários são prioritários antes da arte que, em seu país, responde à máxima “Cada um por si e Deus contra todos”.

“A arte é a arma para combater o poder?”, perguntaram. “Não, isso é para trabalhos como o filme Encouraçado Potemkin. A forma de se opor ao poder seria algo muito mínimo, mas permanente. Não se pode ter a ilusão de uma revolução por meio da arte”, respondeu.

O prêmio, que pela última vez estará dotado em 90.450 (a partir do próximo ano, passará a 125 mil), inclui ainda a organização de uma exposição no museu Reina Sofía, que Meireles já negocia com seu diretor.

Ainda que não tenha um compromisso firmado com a instituição espanhola, como a mostra a ser exibida, a partir de outubro, na Tate Modern de Londres, Cildo Meireles espera que a exposição no Reina Sofía ocorra o mais cedo possível. Sobre o compromisso com a Tate, ele disse, como já ironizou um amigo, que “será uma a menos, não uma a mais”.

Sobre sua tentativa, há anos, de ser escritor, Meireles se desculpou por seu “deslize”. “Uma das razões que me levou às artes plásticas é poder me expressar por outro meio que não o da palavra”, afirmou. “As palavras são implacáveis.”

09/06/2008 - 22:50h Horst P. Horst, suas fotos de moda sempre

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In the history of twentieth-century fashion and portrait photography, Horst’s contribution figures as one of the most artistically significant and long lasting, spanning as it did the sixty years between 1931 and 1991. During this period, his name became legendary as a one-word photographic byline, and his photographs came to be seen as synonymous with the creation of images of elegance, style and rarefied glamour.

Born on 14 August 1906, Horst Paul Albert Bohrmann was the second son of a prosperous middle class Protestant shop owner, Max Bohrmann and his wife, Klara Schoenbrodt.

The first pictures that carried a Horst credit line appeared in the December 1931 issue of French Vogue. It was a full-page advertisement showing a model in black velvet holding a Klytia scent bottle in one hand with the other hand raised elegantly above it… Horst’s real breakthrough as a published fashion and portrait photographer was in the pages of British Vogue… starting with the 30 March 1932 issue showing three fashion studies and a full-page portrait of the daughter of Sir James Dunn, the art patron and supporter of Surrealism.

War was declared between America and Germany on 7 December 1941. Horst was called up for service, though he was not officially enrolled until July 1943. The late 1930s and early 1940s were his most productive years, during which he excelled at working with 10-x-8 inch colour transparencies both for covers and for portrait and fashion sittings…

As a typical example of wartime escapism, the Rita Hayworth film Cover Girl (1944) provided Horst with the opportunity to produce one of his most sumptuous film-star covers in a montage of seven different portraits of the cover girl Susann Shaw set against a silk design. His picture of Loretta Young became an almost immediate classic when it was featured in a special edition of Vogue which included masterpieces of photography selected by (classic photographer Edward) Steichen to show off the first hundred years of the medium.

Horst P. Horst
Coco Chanel, 1937
gelatin silver print
11 x 11″
illustrated Horst 60 Years of Photography, Variant

Pictures taken in Europe in the 1950s, away from studio interference from the new Vogue editor, had a startling plein-air quality. They ranged from Ian Fleming shot at Kitzbeuhel to an extended essay on the German conductor Herbert von Karajan in his modern sports car at his Austrian retreat… Horst’s first important trip to Austria occurred in 1952, to work on a major advertising campaign with the new model Suzy Parker, who would become a major star in the 1960s before attempting a film career. In America that same year, he took his first lifestyle house and interior photographs; the sitter was Consuelo Vanderbilt, Duchess of Marlboro and now MMe. Jacques Balsan. This series, encouraged by Diana Vreeland during her time at Vogue, was to continue into the 1980s in both Vogue and House and Garden and was to be collected in the book Horst: Interiors by Barbara Plumb (1983).

The 1960s started well for American Vogue with the appointment of the larger than life ‘Empress of Fashion’, Diana Vreeland, as Editor-in-Chief. Vreeland served from 1961 until 1971, when a change of approach was deemed necessary. Horst was assigned some of the leading players of the time and produced a number of archetypal images of this energetic decade.

The 1970s remains the decade that good, timeless style overlooked, and work for Horst was necessarily sparse… However, Horst’s rediscovery by a new group of 1980’s style-seeking enthusiasts resulted in increasing commissions…

Horst was commissioned to take nine photographs which appeared in February 1980. This was the most popular issue of Life in that year, selling 1.5 million copies. It led to a book contract and continued work with (editor James) Watters, whose encyclopaedic knowledge of early Hollywood stars made him the ideal interviewer as the two men travelled round America to produce their best-selling book Return Engagement: Faces to Remember - Then and Now (1984).

Horst’ career can be said to have reached Old Master status when the world’s most famous pop goddess, Madonna, created her celebrated hymn to classic fashion photography with her single Vogue in 1990. In the video directed by David Fincher, she posed as a recreation of Horst’s most iconic fashion image, a model seen from behind, wearing a partially tied, back-laced corset made by Detolle.

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In his approach to portraiture, Horst set out to create a parallel aspirational universe in which his subjects became mysterious and alluring. Bruce Weber, one of many photographers influenced by Horst, artfully described his feelings about Horst’s work in a 1992 television documentary: ‘The elegance of his photographs … took you to another place, very beautifully … the untouchable quallity of the people is really interesting as it gives you something of a distance … it’s like seeing somebody from another world … and you wonder who that person is and you really want to know that person and really want to fall inlove with that person’.

– excerpted from Terrence Pepper’s essay “Always in Vogue” from the book Horst Portraits, 60 Years of Style. National Portrait Gallery, London, 2001

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Horst P. Horst
for Hanes “Round the Clock”
1987
Courtesy of Staley-Wise Gallery.
New York

31/05/2008 - 20:41h Richard Kern aime les fleurs

Il était le maitre de l’underground new-yorkais. Il s’est reconverti dans le porno soft. Que reste-t-il de Richard Kern? Son oeuvre sort en DVD.

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Ex-toxico nihiliste, maintenant photographe mondialement connu, Richard Kern a fait du cinéma comme on fait un doigt d’honneur. Dans les années 80, certaines projections sont attaquées par des gens de droite et des féministes. A l’époque, il filme ses copains qui jouent aux tueurs schizophrènes avec des flingues convertis en sextoys, hurlent des insanités et se roulent dans des bains de sang avec une rage aphrodisiaque… Quel contraste. Voilà Richard Kern de retour avec des vidéos de nymphettes qui lèchent gentiment leurs seins. Le pire, c’est que ça a du charme.

Son œuvre commence dans l’illumination… «Un après-midi de 1971, j’ai raté mes cours pour aller faire de l’auto-stop sur l’interstate 95. Une vieille bagnole s’est arrêtée, pleine de New-Yorkaises glam, revenant de Floride. Elles m’ont parlé de rock-stars avec qui elles avaient baisé. Elles avaient des pantalons moulants en vinyle, des shorts lacérés et des chaussures à plate-forme qui contenaient à peine leur extrème vitalité. Elles avaient à peine 18-19 ans et moi je suis resté avec la machoire décrochée.»

Richard Kern décide d’aller à NY. Avec son père – éditeur d’un magazine de province – il photographiait déjà les courses de voiture et les fêtes locales. A partir de 1979, il photographie tout ce qui se passe entre ses deux premiers appartements de NY. Le premier est un 6 pièces au 529 E.13th Street entre les Avenues A et B. Dans son immeuble, il y a trois dealers de drogue, deux galeries et quelques artistes désargentés comme lui. Richard Kern s’achète une caméra super 8 pour 5 dollars et se met à filmer ses amis lors de «performances» maison.

Ses films sont projetés sur les murs pendant de grandes «acid parties» dégénérées, sur des musiques style Cop shoot cop ou Sonic Youth : ça crache. On y retrouve la pin-up du Hate Punk (Lung Leg), l’icône du No Wave (Lydia Lunch) et les acteurs d’un cinéma auto-proclamé de la transgression… Dans Submit to Me (1985), les voilà qui se mettent en scène dans des parodies violentes de suicide ou de SM. Dans Fingered, Lydia Lunch se fait prendre par derrière sur un capot de voiture, un revolver entre les mains, hurlante. Dans You killed me first (1985), une sauvageonne troue de balles ses parents avec un plaisir non-dissimulé. Dans Thrust in me (1984), un Nosferatu punk - Nick Zedd - s’essuie les fesses avec des images du Christ puis pratique une fellation post-mortem sur le cadavre de sa petite copine qui flotte dans la baignoire. Etc.

«Mes courts-métrages montraient des filles en train de se faire piercer ou couper, des combats, des meurtres, des viols etc…». Le plus célèbre – Fingered – est même décrit par John Waters comme “l’ultime film pour détraqués”. Mais Richard Kern en a marre d’être détraqué. En 1987, il déménage du Lower east side et de ses trafics d’héroïne. Il part à San Francisco et y erre pendant un an, en compagnie de jeunes criminels, entre cures de désintox et rechutes. En 1988, il revient vidé à New York, s’installe sur le Troisième rue, entre les avenues C et D et tente avec ses nouveaux films de refaire surface.The evil cameraman reflète bien ce hiatus : commencé en 1987, le film met Kern en scène dans des scènes à la violence palpable, où il dirige de jeunes femmes dans des scénarios hardcore. Puis le panneau «deux ans plus tard» apparaît, et voilà Kern en compagnie de rieuses lolitas qui se lutinent en toute liberté, sans tenir compte de sa présence. Kern se contente désormais de photographier des voisines de palier pour des «magazines de cul» comme il dit lui-même. Il tourne encore quelques courts-métrage de transition : X=Y (1990), Nazi (1991), Catholic (1991), Horoscope (1991), et The Bitches (1992) illustrent la métamorphose de son œuvre en glorification de “dirty debutantes” du porno. Il publie chez Taschen NY Girls, qui résume ses quinze ans d’existence «transgressive». Puis passe définitivement à la photo de charme dans Model Release. Faut-il s’en plaindre?

Le «méchant voyeur» s’est transformé en époux heureux et en papa comblé. Il fait des photos de nu pour gagner sa vie, avec des modèles à son image : très démagogiquement excitantes. Un doigt dans la bouche (ou un gode vert fluo), elles se caressent et font minette en regardant la caméra gentiment… C’est presque mièvre. Pour donner du rythme il y a quand même la musique - géniale - de Thurston Moore (Sonic Youth). Rien que pour cette musique, contrastant avec ces images de jeunes filles en fleur qui font les cochonnes, ça vaut le coup. Un régal qui nous console presque d’entendre Richard Kern rejeter toute sa période de créativité : “Ca correspond à une période très noire de ma vie, où je ne m’aimais pas. Maintenant, je suis passé à autre chose. A quoi bon gacher ma vie en restant dépressif et agressif ?».
L’oeuvre intégrale est éditée en 4 DVD par Le Chat qui fume.
Promo pack : 30,97 euros (Hardcore extended + Extra action)
Hardcore Extended (2 DVD) : 19,99 euros
Extra Action (1 DVD) : 14,99 euros

Source Blog de Libération, les 400 culs

31/05/2008 - 12:54h Irmãos contam histórias do fotojornalismo

Crítica/”Caçadores de Luz”

http://publifolha.folha.com.br/catalogo/images/cover-136210-600.jpg


EDER CHIODETTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Ética, estética, originalidade, informação relevante e, de preferência, exclusiva são os atributos de uma boa imagem jornalística.
Cultura, noções de arte, intuição, persistência, um pouco de sorte e muito, muito suor são os pré-requisitos básicos para alcançar tal resultado, como demonstram os irmãos Marques no livro “Caçadores de Luz: Histórias de Fotojornalismo”, lançado pela Publifolha.
São mais de 60 anos dedicados ao fotojornalismo, somando o tempo das carreiras de Sérgio, Lula e Alan. Todos atuam em Brasília, fotografando e editando diariamente imagens dos bastidores da política, acompanhando todos os presidentes da República desde 1984, quando Sérgio chegou ao jornal “O Globo”. Lula atua na Folha há 21 anos e Alan há 11, depois de fotografar por cinco anos no “Jornal de Brasília”.
No livro, os irmãos narram em tom quase épico as agruras do dia-a-dia da profissão de repórter-fotográfico. Como a maior parte das pautas em Brasília se limita a políticos dando declarações, os Marques demonstram quão necessário é ter a habilidade de um caçador para conseguir uma imagem diferenciada e que simbolize de forma inteligente os freqüentes escândalos que envolvem os políticos.
O capítulo “A Luta pela Imagem” destaca histórias nas quais a busca obsessiva pela imagem exclusiva quase transformou o fotógrafo numa notícia fúnebre, como na cobertura realizada por Sérgio na guerra de Angola, em 1989, ou quando Lula teve um revólver apontado para a sua cabeça na comemoração dos 500 anos do Brasil, em 2000.
Alan, o mais literário dos irmãos, conta em pormenores inimagináveis a dificuldade da cobertura da queda do vôo 1907 da Gol, em 2006.
Nos outros dois capítulos, “Histórias de Presidentes” e “Celebridades do Mundo”, os Marques dosam narrativas saborosas sobre as ante-salas de Brasília, as esperas intermináveis por uma declaração, a frustração com as fotografias protocolares, o eterno embate com assessores, seguranças e policiais para furar o cerco e ter acesso a lugares onde nem sempre são bem-vindos, com histórias que demonstram a personalidade dos presidentes Sarney, Itamar, Collor e FHC e a forma como eles se portavam em relação às imagens.
Quanto ao governo atual, Lula Marques faz uma pesada crítica à forma como o presidente Lula e sua assessoria tratam a imprensa em geral e os fotógrafos em particular: “Existe ordem para manter a imprensa longe. Os seguranças se sentiram no direito de voltar a ter atitudes com as quais só nos deparamos em países com regime de governo ditatorial”, escreve.
A boa idéia do projeto e as narrativas em ritmo de seqüência de fotogramas, porém, foram bastante prejudicadas por um projeto gráfico burocrático, pela edição decepcionante de minguadas fotos de cada história e pela má impressão. Idéia certeira em forma equivocada.


CAÇADORES DE LUZ: HISTÓRIAS DE FOTOJORNALISMO
Autores: Alan Marques, Lula Marques e Sérgio Marques
Editora: Publifolha
Quanto: R$ 37 (240 págs.)
Avaliação: regular

30/05/2008 - 15:49h O fotógrafo Marcio Scavone faz livro e exposição sobre o bairro da Liberdade

© Foto de Marcio Scavone.


O Museu da Casa Brasileira em São Paulo, abriu a exposição “Viagem à Liberdade: em busca da alma japonesa de um bairro” e lança o livro homônimo com imagens do cotidiano do bairro paulistano em ensaio fotográfico de Marcio Scavone. Com a mostra, o MCB se integra às comemorações oficiais do Centenário da Imigração Japonesa. Com curadoria de Roseli Nakagawa, a exposição nos remete a uma antropologia urbana pelo olhar poético e delicado sobre os espaços tradicionais do bairro da Liberdade, através da presença marcante de seus habitantes. Uma mirada imaterial em busca do espírito japonês, encontrado no já “envelhecido” bairro, revelando memórias, afetos e lembranças de um passado substituído pelo novo território, o da própria Liberdade. O ensaio de Marcio Scavone assinala a passagem do tempo em quarteirões, vielas, corredores, galerias, balcões de bar cheirando saquê e cerveja, templos silenciosos, e lojinhas de estranhos objetos eletrônicos. As fotografias presentes na exposição e no livro trazem o passado e o presente de um bairro significativo na construção da identidade paulistana.

Fonte Images&Visions 

28/05/2008 - 23:31h Tentações diabólicas

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Helmut Newton, fotografo apelidado de Marquês de Sade da câmera 35 mm


MARQUÊS DE SADE


Aos Libertinos

(texto do Marquês de Sade)

Voluptuosos de todas as idades e de todos os sexos é a vós apenas que ofereço esta obra: nutri-vos de seus princípios, eles beneficiam vossas paixões, e essas paixões, com as quais os frios e insípidos moralistas vos assustam, são apenas os meios que a natureza emprega para que o homem alcance as intenções que ela tem sobre ele; atentai apenas a essas paixões deliciosas; seu órgão é o único que vos deve conduzir à felicidade.

Mulheres lúbricas, que a voluptuosa Saint-Ange seja vosso modelo; desprezai, a exemplo dela, tudo o que contraria as leis divinas do prazer que a acorrentaram durante toda a vida.

Donzelas cerceadas durante um tempo demasiado longo nos laços absurdos e perigosos de uma virtude fantástica e de uma religião repugnante, imitai a ardente Eugênia; destruí, pisai, com a mesma rapidez que ela, em todos os preceitos ridículos inculcados por pais imbecis.

E vós, amáveis debochados, vós que, desde a juventude, não tendes outros freios senão vossos desejos nem outras leis senão vossos caprichos, que o cínico Dolmancé vos sirva de exemplo; ide tão longe quanto ele se, como ele, quereis percorrer todos os caminhos floridos que a lubricidade vos prepara; deixai-vos convencer ao seu ensino de que apenas ampliando a esfera de seus gostos e de suas fantasias, apenas sacrificando tudo à voluptuosidade é que o infeliz indivíduo conhecido como homem, e lançado a contragosto nesse triste universo, pode conseguir semear algumas rosas nos espinhos da vida.

Marquês de Sade. A Filosofia na Alcova. Tradução de Mary Amazonas Leite de Barros. São Paulo: Circulo do Livro, s/data.

Fonte Reflexões

21/05/2008 - 16:55h Algumas das fotos publicadas neste blog


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20/05/2008 - 09:13h Laços mais profundos entre Japão e Brasil

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Mostra no Tomie Ohtake destrincha relações diversas entre as duas culturas

Camila Molina - O Estado de São Paulo

‘Já foi o tempo que a cultura do Japão era diferente, hoje o Brasil é nipônico’, defende Paulo Herkenhoff, curador da exposição Laços do Olhar, que será inaugurada hoje para convidados e amanhã para o público no Instituto Tomie Ohtake. No ano em que se comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil, não faltam exposições que exploram a relação entre os dois países, mas Laços do Olhar tem o fôlego de adentrar em campos ricos e variados do entrelaçamento das duas culturas. ‘Existe uma tendência na historiografia de depositar os laços entre o Japão e o Brasil apenas nos pintores japoneses. Acredito que gerações mais novas queiram trocar essa idéia’, diz Herkenhoff, que propõe com essa ampla exposição provar que as duas culturas se entrelaçam em produções artísticas de diversos gêneros, épocas (do século 19 à contemporaneidade) e os criadores de maneira muito mais profunda do que se imagina.

O japonismo do século 19, ‘resposta da Europa à abertura d