29/08/2012 - 18:37h Segredo cúmplice 2

Germaine Krull2
Germaine Krull – Les Amies

28/08/2012 - 18:33h Segredo cúmplice

Germaine Krull
Germaine Krull – Les amies

24/08/2012 - 17:54h A jovem trabalhadora rural de Sebastião Salgado, ontem e hoje

© Reprodução Paulo Cezar Farias/Folhapress. Aos cinco anos de idade, Joceli Borges foi retratada por Sebastião Salgado. 1996.

O jornal Folha de São Paulo publicou hoje (24/08) uma fotografia atual da jovem trabalhadora rural sem terra, que há dezesseis anos foi retratada por Sebastião Salgado, se tornando capa do livro Terra. Atualmente a jovem Joceli Borges tem 21 anos de idade e continua uma trabalhadora rural sem terra. A célebre foto foi feita em 1996, num acampamento de Sem-Terra em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná. Na época, Salgado dedicou o livro às milhares de famílias de brasileiros sem terra que sobrevivem em acampamentos improvisados às margens das rodovias.

Fonte Images & Visions

23/08/2012 - 17:00h Os peruanos segundo Chambi


Fotógrafo fixou a vida tanto da elite de seu país como dos despossuídos, dignificando os últimos, segundo Vargas Llosa

23 de agosto de 2012

ANTONIO GONÇALVES FILHO – O Estado de S.Paulo

A sintaxe visual aparentemente simples do peruano Martín Chambi encerra um dos grandes mistérios da fotografia. Quais seriam, afinal, as referências culturais desse homem que só cursou a escola primária, filho de mineiro e primeiro fotógrafo indígena latino-americano? Sejam nas cenas da vida cotidiana, nas paisagens ou nos retratos que integram a exposição Chambi Inédito, a partir de sábado, na Galeria Fass, é possível identificar desde uma fixação no autorretrato como forma de autoconhecimento – à maneira de Rembrandt – até uma luz oblíqua que ilumina apenas fragmentos do corpo, como na pintura de Caravaggio, além de uma composição rigorosamente estudada, que fez com que os críticos o associassem ao pictorialismo.

Teo Allain Chambi, neto do fotógrafo e diretor da fundação que leva o seu nome, confirma a suspeita de que ele talvez tivesse visto algumas reproduções das telas de Rembrandt no estúdio de seu professor de fotografia, Max T. Vargas. “Numa entrevista a um jornal de Lima, em 1927, meu avô disse que sua inspiração era um tal de Rembranat (sic), que tinha visto na casa de seu mestre”, conta Teo, também fotógrafo e um dedicado pesquisador da obra do avô, que deixou mais de 30 mil placas de vidro, segundo seus cálculos.

Na primeira catalogação, feita pelo antropólogo norte-americano Edward Ranney com ajuda dos filhos de Chambi, Victor e Julia, eram 14 mil placas. A pesquisa rendeu uma exposição de 150 fotos no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), em 1979, que viajou pelo interior dos EUA e chegou a Londres, passando pelo Canadá. Ranney, formado em Yale e também fotógrafo, descobriu a arte de Chambi quando o peruano já era um veterano profissional de 73 anos, mas ainda desconhecido fora de seu país. O americano, estudioso das culturas andinas antigas, viu nesse material um valioso guia para analisar os costumes dos descendentes dos incas e uma oportunidade de mostrar ao mundo a qualidade excepcional do trabalho do fotógrafo peruano, transformando em negativos mais de 5 mil placas de vidro de seu estúdio.

As fotos de Ranney, hoje com 70 anos, não disfarçam o legado que recebeu de Chambi em sua formação como fotógrafo. Sobre ele, o curador Peter C. Burnell já escreveu que o americano consegue captar a essência das edificações pré-colombianas, sendo capaz de traduzir o olhar arquitetônico que levou as comunidades indígenas a emular as paisagens andinas em seus monumentos. O autorretrato de Chambi em Machu Picchu (de 1932, ao lado) mostra que seu olhar parece ter herdado dos ancestrais essa capacidade de mimetizar a natureza, pois ele mesmo surge como um totem no exato local escolhido pelos turistas como o belvedere das ruínas do antigo império inca, como observa seu neto Teo. Chambi foi pioneiro em fazer cartões-postais de Machu Picchu, a cidade perdida dos incas, descoberta em 1911 (os exploradores, até essa data, passavam por ela sem dar atenção ao patrimônio da humanidade).

Antes de voltar sua atenção para sítios arqueológicos, Chambi vivia de seus retratos da burguesia local de Cusco. É possível identificar dois olhares distintos nas fotos das cerimônias sociais da classe dominante e nas festas populares dos indígenas, com os quais, naturalmente, Chambi se identificava. Uma de suas imagens icônicas é a das damas da sociedade cusquenhas que emergem entre arbustos como botões de rosa (veja foto acima, de 1931). Nela, as senhoritas são retratadas numa composição teatral, francamente artificial e um tanto ‘camp’. Basta comparar essa imagem com Reunião de Carnaval em Cusco (1930) – luz natural sobre rostos de populares embriagados – para atestar que a simpatia de Chambi estava, obviamente, com os despossuídos.

“Ele foi, de fato, o primeiro a retratar o próprio povo indígena, escravizado até os anos 1920, o que o fez se integrar ao movimento indigenista e colocar as imagens de índios na vitrine de seu estúdio em Cusco”, conta o neto Teo Chambi, revelando que pretende organizar uma exposição em Buenos Aires para aproximar sua visão antropológica de Pierre Verger. O fotógrafo francês, que adotou o Brasil, conheceu Chambi em seu estúdio da Calle Marqués, 69, endereço também frequentado pela elite de Cusco, que contratava o fotógrafo para documentar batizados e festas de casamento. “Nunca fizeram uma exposição comparativa e acho que também valeria a pena mencionar August Sander, embora considere que cada um tem seu mundo, a despeito das muitas afinidades.”

Presente em coleções institucionais importantes como as do MoMA de Nova York e particulares, como as dos fotógrafos Mario Testigo e Sebastião Salgado, as imagens de Martín Chambi, além do lado documental e antropológico, destacam-se pelo alto nível técnico. O escritor peruano Mario Vargas Llosa lembra a esse respeito que o mundo de Chambi “é sempre belo”. O prêmio Nobel de Literatura acrescenta: “É um mundo no qual as formas de desamparo, discriminação e vassalagem foram humanizadas e dignificadas pela limpeza da visão e elegância do tratamento”.

Essa visão, diz o neto do fotógrafo, tem a ver com o senso de honra de um descendente dos incas que, católico, fez do registro da imagem uma profissão de fé. “Isso explica sua fixação nos templos e o fato de ter entre suas primeiras fotos as das procissões de Cusco.”

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CHAMBI INÉDITO
Galeria Fass. R. Rodésia, 26, tel. 3037-7349. 2ª a 6ª, 10 h/ 19 h; sáb., 11 h/ 15 h. Até 20/10. Entrada franca. Abertura sábado, 11 h, para convidados.


Mestre andino

Exposição traz 25 fotos inéditas do peruano Martín Chambi, pioneiro que registrou a vida dos índios
23 de agosto de 2012

ANTONIO GONÇALVES FILHO – O Estado de S.Paulo

Ao ser consagrado como o fotógrafo peruano que registrou as melhores imagens de Machu Picchu e a vida dos índios descendentes das culturas andinas pré-colombianas, Martín Chambi (1891-1973) foi associado aos grandes nomes da fotografia de sua época – liderando a lista de afinidades o alemão August Sander (1876-1964), cujos retratos de pessoas socialmente deslocadas revelam um olhar terno sobre os discriminados. Chambi, aliás, tinha um histórico bem parecido com o de Sander. O peruano descobriu a fotografia aos 14 anos, quando trabalhava numa mina de ouro de Carabaya, explorada pelos ingleses. O alemão, filho de carpinteiro, também viu uma câmera pela primeira vez nas mãos de um fotógrafo que trabalhava para a companhia de mineração da qual era empregado em Herdorf, sua cidade natal.

Chambi ganha, a partir de sábado, sua terceira exposição em São Paulo (as outras duas foram na Pinacoteca do Estado, em 2003 e 2006). Desta vez é uma mostra com 25 imagens (24 delas inéditas) selecionadas pelo neto do fotógrafo, Teo Allain Chambi, especialmente para a Galeria Fass.

São fotografias desestabilizadoras, como as de Sander, não tanto pelos tipos incomuns – que tornaram o alemão alvo fácil dos nazistas -, mas principalmente pela coragem de lançar um olhar antropológico sobre o Peru que seus contemporâneos não tinham. Tanto é verdade que a fama de Chambi se deu graças à curiosidade que despertava nos estrangeiros seu estúdio em Cusco. Enquanto os colegas preferiam ostentar na vitrine a alta burguesia peruana, Chambi escancarava a miséria das deserdadas populações indígenas andinas. Mestre da fotografia documental, Chambi é também uma referência do uso da luz natural em composições de rara beleza e sofisticada construção.

22/08/2012 - 17:31h Sonho e realidade

ManRaySurrealism

20/08/2012 - 18:02h O bebedor

Rudo Prekop, The Drinker, 1988-90
Rudo Prekop – The Drinker

19/08/2012 - 19:47h Envolving

Robert Asman, Evolving, 1990
Robert Asman – Envolving (1990)

14/08/2012 - 19:51h Sem título


Piotr Stanisławski – Sans titre, 1958

14/08/2012 - 18:03h Poesia do corpo

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Kimberly Ann – Poetry of the body

12/08/2012 - 21:00h Nadja


Isamu Noguchi with Undine (Nadja), 1925

08/08/2012 - 21:06h As costas de Alicia

George Holz; Back of Alicia, Camp Holz, Phoenicia, 1998
George Holz

03/08/2012 - 18:13h Frida e Diego

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Frida Kahlo e Diego Rivera

02/08/2012 - 18:02h Flor Garduño

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Flor_Garduño

Sally Mann and Flor Garduno

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Flor Garduño

01/08/2012 - 18:58h Memoria

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Roman Vishniac


“Je n’ai pas pu sauver mon peuple, j’ai seulement sauvé son souvenir.

Pourquoi ai-je fait cela?

Un appareil photo caché pour rappeler comment vivait un peuple qui ne souhaitait pas être fixé sur la pellicule peut vous paraître étrange.

Etait-ce de la folie que de franchir sans cesse des frontières en risquant chaque jour ma vie?

Quelle que soit la question, ma réponse reste la même : il fallait le faire.

Je sentais que le monde allait être happé par l’ombre démente du nazisme et qu’il en résulterait l’anéantissement d’un peuple dont aucun porte-parole ne rappellerait le tourment.

Je savais qu’il était de mon devoir de faire en sorte que ce monde disparu ne disparaisse pas complètement”.


Roman Vishniac

31/07/2012 - 19:36h Dita… bendita

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Dita von Teese

29/07/2012 - 20:58h “Olhares Sobrepostos”

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© Foto de Chico Mascarenhas. Manifestação pró-Vietnam. Paris, 1971.

O Centro Cultural Justiça Federal no Rio, inaugura nesta sexta, dia 20 de julho de 2012, às 19h, a exposição “Olhares Sobrepostos”, com fotografias Zeca Guimarães, Zeca Linhares, Pedro Oswaldo Cruz, Pedro Pinheiro Guimarães, Chico Mascarenhas e Domingos Mascarenhas ao longo de quatro décadas. A trajetória profissional desses seis fotógrafos seguiu por caminhos distintos, mas entrelaçados desde os primeiros passos, e tendo em comum a mesma matriz e o fato de terem dialogado entre si durante essas quatro décadas, como uma espécie de “coletivo fotográfico”. Filiados à escola de documentação francesa, os seis são cultores de um olhar purista e inquieto no exercício da fotografia. A curadoria é de Milton Guran.

Fonte Images & Visions de Fernando Rabelo

12/07/2012 - 19:46h Casanova

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Federico Fellini à Paris en 1975 choisissant les acteurs pour son film “Casanova”
Foto de Michelangelo Durazzo ANA, Paris, (fonte Le Clown Lyrique)

12/07/2012 - 18:05h Centauro

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Robert Doisneau, Le Combat du Centaure, 1971

10/07/2012 - 18:22h LE CORPS DÉCOUVERT

Derniers Jours

Du 27 mars 2012 au 15 juillet 2012

L’IMA présente, du 27 mars au 15 juillet 2012, une grande exposition d’art moderne et contemporain sur le thème de la représentation du corps et du nu dans les arts visuels arabes. La représentation du corps dans les arts visuels arabes constitue une matière jusqu’ici ignorée, une sorte de terra incognita pour le moins inexplorée. On aurait ainsi pu s’attendre à ce que ces représentations n’existent pratiquement pas dans la peinture arabe ; or, à travers le corps, c’est tout un pan méconnu d’une riche iconographie qui vient à se découvrir.
C’est à cette quête et à cette découverte tout à la fois, que sera convié le public d’une exposition pleine de surprises, Le Corps Découvert. Cette exposition a pour ambition de rassembler, sur deux étages, une large sélection d’oeuvres et de médiums permettant d’aborder cette question de manière synchronique et diachronique à la fois.
De la même manière qu’il s’est pris naguère d’un intérêt soudain pour les artistes chinois ou les artistes indiens, le monde de l’art s’est récemment tourné vers les créateurs arabes. L’Institut du monde arabe, organisateur depuis vingt-cinq ans qu’il existe, de plus d’une centaine d’expositions d’artistes arabes ne peut, bien sûr, que se féliciter d’un engouement auquel il ne se sent certes pas étranger.
Avec Le Corps Découvert, l’IMA entend présenter à son public, une exposition qui, à travers ce thème ample, complexe et fondamental à la fois, embrasse tout un siècle de peinture arabe ou, plus exactement, de pratique des arts plastiques. Car lorsque l’on parle ici de peinture, on entend le mot dans l’acception européenne ou occidentale du mot, bien évidemment, c’est-à-dire, selon celle qui est désormais reçue sur la scène internationale, à présent mondialisée.

Artistes pressentis

Sundus Abdul Hadi, Tamara Abdul Hadi, Adel Abidin, Inji Afflatoun, Aram Alban, Shadia Alem, Abdel Hadi Al- Gazzar, Sama Alshaibi, Mohand Amara, Ghada Amer, Mamdouh Ammar, Angelo, Antranik Anouchian, Asaad Arabi, Muhamad Arabi, Muhamad Muri Aref, George Awde, Armenak Azrouni, Dia Azzawi, Ismaïl Bahri, Baya, Farid Belkahia, Mahi Fouad Bellamine, Binebine, Zoulikha Bouabdallah, Meriem Bouderbala, Halida Boughriet, Nabil Boutros, Katia Boyadjian, Huguette Caland, Chaouki Choukini, Georges Daoud Corm Murad Daguestani, Kamel Dridi, Nermine El Ansari, Ibrahim El Dessouki, Zena El Khalil, Mohammad El Rawas, Adel El Siwi, Salah Enani, Touhami Ennadre, Tarik Essalhi, Rania Ezzat, Moustafa Farroukh, Sakher Farzat, César Gémayel, Gibran Khalil Gibran, Azza Hachimi, Farid Haddad, Mehdi Halim Hadi, Naman Hadi, Ahmed Hajeri, Taheya Halim, Youssef Hoyek, Hayv Kahraman, Amal Kenawy, Mahmoud Khaled, Majida Khattari, Mehdi-Georges Lahlou, Hussein Madi, Maroulla, Fatima Mazmouz, Sami Mohamed, Mahmoud Moukhtar, Laila Muraywid, Youssef Nabil, Malik Nejmi, Marwan Obeid, Omar Onsi, Mohamad Racim, Adli Rizkallah, Georges Hanna Sabbagh, Muhamad Sabri, Mahmoud Saïd, Khalil Saleeby, Mourad Salem, Mona Saudi, Ihab Shaker, Shawki Youssef , Habib Srour, Salah Taher, Mona Trad Dabaji, Van Léo, Ramsès Younan, Khalil Zgueïb, Lamia Ziadé, Hani Zurob.

Le catalogue Cette exposition est accompagnée d’une publication riche de textes et d’illustrations, de sorte à élargir l’approche iconographique par d’autres angles essentiels à la compréhension du sujet : la question de la représentation du corps dans les arts visuels arabes.

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Georges Mehdi Lahlou

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Adel Abidin

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George Awde

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Youssef Nabil

03/07/2012 - 20:01h Climax

Roberto Schmitt-Prym

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Entrar no mundo da fotografia é percorrer caminhos que apontam para o lugar de contaminação, apropriação, atravessamento, releitura, identidade e memória. Esse lugar híbrido por excelência e rico em possibilidades representa uma das linguagens mais utilizadas na arte contemporânea. Entre o segundo único que captura a imagem e a possível repetição infinita desta, entre um e outro, está o fotógrafo-artista. São de suas escolhas subjetivas, seus enquadramentos e seus recortes que vamos fruir o que nos é dado a ver. O corte atinge de modo certeiro o tempo e o espaço e pereniza um instante. Philippe Dubois afirma que o tempo não é contínuo, uma vez que esse instante é arrancado da realidade e congelado do tempo cronológico.

Entrar na obra de Roberto Schmitt-Prym é pisar em terreno minado, onde todo o cuidado é pouco. A exposição propõe um percurso poético, em que cenas vertiginosas são um convite e, ao mesmo tempo, uma provocação ao imaginário do espectador. A liberdade e o domínio do artista, ao se colocar atrás da câmara, são despojados de preconceitos, e o resultado do seu fazer são imagens que referenciam um repertório de cenas sensuais, íntimas e eróticas que evocam o prazer, o clímax.

Dois conceitos estruturam as imagens na escolha da narrativa visual: o voyeurismo, quando cenas de pessoas sem o seu conhecimento são captadas, e o exibicionismo, no momento em que o filme é realizado com a aquiescência de suas intérpretes.

O processo criativo potencializa dois meios: o filme e a fotografia. Essa combinação engendra novas visualidades, uma vez que a fotografia vai extrair do filme cenas em movimento. O processo estético envolve a obtenção do produto final por meio do High Dynamic Range (HDR), técnica fotográfica em que são tiradas três fotografias: normal, subexposta e superexposta. O resultado dessa técnica apresenta um contraste muito alto e a distorção das cores.

A escolha das fotografias para a mostra foi feita a partir de um banco de imagens que constitui uma pesquisa de mais de cinco anos. As cenas eleitas são aquelas com equilíbrio entre o fato real e o provocado, ou seja, a perfeita sintonia entre figura e fundo. No fato real, representam a figura feminina em cenas eróticas e sensuais envolvidas em seu próprio prazer. No fato provocado, a luz corrobora a invenção do espaço e é usada como ferramenta construtiva, criando um fundo de intensos contrastes e cores. O efeito visual encanta e a tendência do olhar é percorrer o contorno dos corpos de modo ininterrupto, atravessando as transparências. A luz transborda a imagem criando cores fortes e cenários exóticos para as figuras. A névoa e o disforme também são resultados dessa tripla operação (HDR). O poder espacializante da luz atinge toda a superfície fazendo emergir o erotismo das figuras em contraponto, que cria certo mistério e instiga para o imaginativo, despertando o desejo de ver a cena por inteiro. É um convite velado para o observador mergulhar no abismo, na vertigem.

Desde 1990, data de sua primeira exposição individual de fotografia, no MARGS, Roberto Schmitt-Prym percorre uma jornada no campo dessa técnica. Contudo, é a primeira vez que se dedica a esse tema. O insight para essa pesquisa, que ora vemos o resultado parcial, ocorreu a partir da observação de uma imagem registrada por Edward Weston, em que ele fotografa o momento de um orgasmo de sua mulher, a fotógrafa e ativista italiana Tina Modotti.

Schmitt-Prym deu mostras de sua liberdade e fantasia, mas, sobretudo, de sua segurança e sua erudição inequívocas na realização deste trabalho. Ao mostrar Cenas Vertiginosas, ele transmuta a imagem com carga erótica de mero estatuto de produto de consumo para dar a ela outro significado na cultura visual. Se a banalização do sexo e do prazer for vista com os olhos da sensualidade, estes poderão ser reconduzidos a outra escala como objeto de reflexão sobre a sociedade em que vivemos.

Ana Zavadil – Curadora

Schmitt-Prym 3

Schmitt-Prym 4

Schmitt-Prym 2

o pornógrafo alusivo

ronald augusto

cli-
vagens voraginosas
o olho-verga do fotógrafo

ver de vergasta contra vergonhas
involucradas consigo mesmas
(maestrinas masturbatórias)
mais saradas do que saradinhas (como
consta na carta de caminha)

pornografemas ronronar e gozo
e logo o malogro do gozo
senos tronchados (octavio
paz dixit)
contra-plongè
o ômega da boca
num delinear de felatio

racimos de velos
arabesco em velossístole de
medusa ruiva mas
o inopinado pente que revem
é mais embaixo

dor cheia de dedos ardil
priápicoapetitoso
tamborilar linguodental

carnação em pasta polpa de nata
(o pescoço de alabastro de leda
enquanto zeus doloso
pescoço grosso de cisne-signo a empala)
bestialógico de musas pálidas
capitosas

04/05/2012 - 17:00h Brie

http://artblart.files.wordpress.com/2012/05/par19082-web.jpg
“Brie, France” (1968), Henri Cartier-Bresson

12/04/2012 - 18:59h A dor da partida

http://4.bp.blogspot.com/-VFDpsOhvd9g/TWORqXpNGvI/AAAAAAAALwk/_PZcLk_8WNE/s1600/familia+1964+reduzida.jpg
© Foto de Kaoru Higuchi. Eu no colo do meu pai, o abraçava, não querendo que ele partisse. Rio de Janeiro, 1964

Esse é um dos momentos mais tristes que eu vivi em toda a minha vida. Essa cena aconteceu no Aeroporto Santos Dumont, em 1964, durante a partida do meu pai para um longo exílio de 15 anos. O fotógrafo Kaoru Higuchi do Jornal do Brasil estava lá cobrindo o acontecimento e fez essa fotografia que resume bem a tristeza que se abatia sobre todos nós. Eu no colo do meu pai, o abraçava, não querendo que ele partisse. Recentemente pedi ao meu pai, o jornalista José Maria Rabêlo, que escrevesse algumas linhas sobre a sua partida no aeroporto: “Até hoje guardo comigo bem viva a lembrança daquele momento desolador. A saída do Brasil foi verdadeiramente dramática, pois, além da tristeza pela derrota política sofrida, eu partiria sozinho, deixando a minha mulher Thereza e nossos sete filhos menores, entre eles o Ricardo, o caçula, de apenas um ano de idade. Somente oito meses depois iríamos nos reunir de novo no Chile, onde conseguira asilo político. Sofremos e aprendemos muito”; assim ele definiu esse momento tão marcante em nossas vidas.

Fonte Fernando Rabelo – Imagens & Visions

09/04/2012 - 17:40h Surrealistas


Surrealist Group, 1930
Na fila traseira, de esquerda a direita: Man Ray, Hans Arp, Yves Tanguy, Andre Breton. Na frente a partir da esquerda: Tristan Tzara, Salvador Dali, Paul Eluard, Max Ernst, Rene Crevel

03/04/2012 - 18:00h Fotomontagem

Man-ray-untitled-photomontage
Man Ray – Sem título

02/04/2012 - 18:00h Os fotógrafos e suas fotos

Behind PhotographsLe Clown Lyrique

Steve McCurry holds his 1984 photo of a young woman from Peshawar, Pakistan. I looked for this girl for 17 years and finally found her in 2002. Her name is Sharbat Gula.”

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Nick Ut : June 8, 1972 ; Trang bang village : Kim Phuc 9 year old girl: South Vietnam drop napalm in her village.” – Nick and Kim still keep in touch

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Ron Galella : “Oct 4, 1971. NYC ” Windblown Jackie” This was my lucky day!  I followed Jackie leaving her 5th Ave Apt on 85th St.  She turned the corner going up Madison Ave. Instead of running up to her, i hopped a taxi to catch up to her at 91st and the cab driver blew his horn,  Jackie turned for the third, lucky shot-exclusive, off guard, spontaneous, unrehearsed-the only game-hide to capture the natural qualities.  Da Vinci had his Mona Lisa, I got it in my Mona Lisa smile.”

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Harry BensonBrian Epstein — Beatles’ manager — had just told them they were number one in America, and I was coming with them to New York, 1964.”

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Karen Kuehn: “From the 1993 Cats Story shot for National Geographic. The director Thomas Kennedy asked me to shoot an entire story about ‘cats.’ He did not want it to be typical! So problem solving this assignment was good fun. The Russian Blue Cat and Ballerina legs was inspired by George Balanchine — he used the idea of cats landing always on their toes to teach his dancers.”

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Elliot Erwitt: “The picture I am holding was snapped in 1974 just across the street from my apartment in New York’s Central Park. It has been 38 years since that event and sadly I have lost track of the participants.”

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Jeff Widener holds his photo of Tank Man in Tienanmen Square from 1989.

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Lyle Owerko: “ No one knew such a beautiful warm day would serve as the backdrop to one of the most painful and confusing events to the heart of mankind. This picture is one small part of such a huge event that ties the threads of thousands of stories and millions of people together. Written words will never convey the whole scope of the event, nor even summarize the sounds, the smells or even the voices that are frozen in my memory bank from that day. I did the best job I could in photographing 9/11 so that future generations would have an idea of the scope of what happened, to have the evidence of how innocence can so easily be snatched away in a razor’s edged moment of time. My hope is that in time the wounds and pain will heal and that wisdom and peace will prevail among the darkness of this event, so that humanity can move forward into a time of grace and understanding.”

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Mark Seliger: “ Originally an inside opener for Rolling Stone cover story of Nirvana in conjunction with the release of In Utero, my first Polaroid (with Negative) was by far the most emotional and revealing of his spirit. Two months later Kurt died from a self-inflicted gunshot wound to his head. This photograph became the memorial RS cover.”

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Neil Leifer holds his photo, Ali vs. Liston, which he took on May 25, 1965 in Lewiston, Maine.

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Bill Eppridge stands with his photo of Robert F. Kennedy after his assassination on June 5, 1968.

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Mary Ellen Mark: “ I am holding my photograph of Ram Prakash Singh and his beloved elephant Shyama — taken in 1990. Ram Prakash Singh was the ringmaster of The Great Golden Circus. The photograph was done in Ahmedabad India. This was part of my Indian Circus Project.”

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Brent Stirton: “ This is Virunga, the first National Park in Africa, in the Democratic Republic of Congo. The Silverback Mountain Gorilla, along with 6 females, had been killed by a group trying to intimidate conservation rangers into being less proactive in their efforts against poaching & illegal charcoal making. There are only about 40 of these Silverbacks in the world, so the Rangers were devastated at the assassination. This procession went on for about 5 kms, moving the 600 pound body over hills & through the forest. Over 120 of these rangers have died in the last 10 years doing this job; most make less than $10 a month. They’re heroes, there’s just no other word that seems appropriate to describe these incredible African men.”

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Brian Smith: “The magic of photography happens when you don’t see what’s coming next.”

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Douglas Kirkland: “This is from my Evening with Marilyn.”

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

John Loengard

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Ormond Gigli

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Joyce Tenneson

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Al Wertheimer

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Roxanne Lowit

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Arthur Elgort

Behind Photographs - Tim Mantoani - Official Website

Cameras did not make these photographs, the photographers did. Without the dedication of photographers, like these passionate men and women, history would not have been recorded through their eyes and these moments they hold would not exist for our observation. Some of these photographers not only documented their generation but, their photographs have defined it.” – Tim Mantoani