16/11/2009 - 18:59h O mítico Robert Capa será tema de três adaptações cinematográficas
Blog Images & Visions
© Foto de Cornell Capa / Magnum. O fotógrafo Robert Capa durante a cobertura da II Guerra Mundial, 1944.
Robert Capa (1913-1954), o mítico fotógrafo da agência Magnum vai ser tema de três adaptações cinematográficas. A Columbia Pictures anunciou que o americano Michele Mann , realizador de Public Enemies, será responsável por um filme que conta a história do famoso fotógrafo, com especial incidência no romance que manteve durante dois anos com a também fotógrafa Gerda Taro. O estúdio adquiriu os direitos do romance “Esperando por Robert Capa”, da espanhola Susana Fortes, e contratou Jez Butterworth para fazer a adaptação ao cinema. Por outro lado, de acordo com o site The Hollywood Reporter a produtora Irish DreamTime, do ator Pierce Brosnan, está desenvolvendo um projeto sobre o fotojornalista húngaro. A produtora tem um contrato de avaliação com a MGM, porém ainda não está definida a participação do estúdio no projeto. A realização deve ser entregue a Paul McGuigan do filme “Push – O Outro Lado do Crime”. Por último o filme “Capa em Israel”, será interpretado e realizado por Yvan Attal, com argumento de Yaron Seelig e produção de Jean-Luc Van Damme. Retratará o envolvimento do fotógrafo na Guerra da Independência de Israel, em 1948. No argumento, Capa apaixona-se por Noa, uma jovem e bela aprendiz de fotografia.
Fonte: Blog A Luz Clara e Images&Visions
14/11/2009 - 18:45h Sobre Ruins of the Gilded Age
Arte Photographica
Depois de ter recebido o Prémio BES Photo, em Abril, Edgar Martins publicou um portfólio sobre a crise no sector imobiliário nos EUA encomendado pela New York Times Magazine. A publicação dessas imagens, na edição impressa e no site do jornal, em Julho, ficou marcada pela polémica, depois de um leitor ter apontado manipulação digital em muitas delas. O Times retirou as imagens do site e, pouco depois, o artista divulgou um texto a explicar a sua abordagem estética ao trabalho. O caso intensificou a velha discussão acerca dos limites da manipulação fotográfica no jornalismo e sobre os desencontros entre um artista conceptual e uma publicação jornalística. O filósofo Peter D. Osborne, professor do London College of Communication, com obra publicada em fotografia e cultura visual, escreveu um ensaio sobre Ruins of The Gilded Age (que pode ser visto na Galeria Graça Brandão, em Lisboa, até 5 de Dezembro).
Eis a versão curta desse texto:
Isto não é uma casa
Algumas reflexões a propósito de Ruins of Gilded Age, de Edgar Martins
1. A palavra grega Oikonomos (economia) deriva parcialmente de Oikos, que significa “casa”. Mesmo no grego contemporâneo, que usa spiti para “casa”, existem termos associados, como oika, katoika, oikiakos, entre outros.
2. As ruínas recordam-nos da materialidade muda do mundo, as coisas que em nada se importam dos nossos projectos fúteis, que em nenhum aspecto reconhecem a ordem que as nossas arquitecturas tentam impor no mundo. Todavia, na sua esmagadora maioria, as ruínas são um dos cenários feitos da história, e a partir deles muitos significados e representações foram edificados. Pense-se na fotografia de ruínas americanas: os edifícios queimados em Atlanta em 1864, os panoramas de Arnold Genthe de São Francisco depois do terramoto na viragem do século XX, os barracões abandonados dos agricultores foreiros nas fotografias do projecto da Farm Secutiry Administration, as mansões desertas e decrépitas das plantações do Mississípi fotografadas por Clarence John Laughlin nos anos 1940, as fotografias de imprensa dos blocos de apartamentos incendiados de Newark e noutros lugares onde os negros norte-americanos se sublevaram na década de 60, cidades-fantasma e motéis destituídos e invadidos pelas ervas daninhas, os projectos de Lewis Baltz sobre desertos de ar provisório, a casa de sonhos de Joel Sternfeld destruída pelo deslizamento de terras, e, claro está, o “Ground Zero” de Nova Iorque. Os desastres norte-americanos tendem a tornar-se icónicos. São necessários para alimentar a epopeia perene que são os Estados Unidos – ou deveríamos antes dizer “foram”? –, uma epopeia de desastres superados, certamente, mas ao mesmo tempo uma epopeia assombrada pelo sentimento da sua própria precariedade, a sua própria brevidade, a sua própria incerteza face ao local a que pertence, se é que pertence. Neste sentido, a loja da Best em Houston projectada por James Wines, construída como se já tivesse sofrido graves tremores de terra, pode ser entendida ora como um desafio face ao fatal destino ora como uma defesa contra ele. A América é uma nação de colonos. A casa, o abrigo, tem uma ressonância muito especial aqui. Qualquer desastre que implique o abrigo, a colónia, torna-se rapidamente uma metáfora de todo um processo histórico.
É este o contexto no qual surge a série de Edgar Martins, Ruins of the Gilded Age, as ruínas da economia caseira.
3. Supor que a elegância, a abstracção, e a cuidada tradução dos valores formais e a manipulação necessária existentes em muito do trabalho de Edgar Martins são de alguma forma qualidades inconvenientes para aplicar aos temas do seu trabalho actual seria um erro. É verdade que a crise social e que a infelicidade humana implícitas em muitas destas imagens são reais o suficiente, e impõem a qualquer fotógrafo um qualquer grau de responsabilidade ética. Porém, Martins nunca foi um fotógrafo humanista nem tampouco um documentalista social. No entanto, é precisamente a ausência da figura humana que, nesta série, acentua uma paisagem profundamente humana, o humano como um princípio que se tivesse ausentado, e que deixa um silêncio visual. É na transmutação de espaços habitados em estruturas quase abstractas que as abstracções mais amplas dos mercados financeiros se revelam, e tornados reais e presentes nas desconstruções que eles mesmos desencadearam. O abandono da figura humana destes espaços é mais do que uma opção estética. Considerando-as nos termos do que Jacques Rancière apelida “a linguagem silenciosa das coisas”(1), estas imagens retratam mais do que uma realidade imediata. Elas representam uma condição que é social e empírica mas também metafísica, e que exige uma estética que jamais se poderá fundamentar somente na observação imediata, e escolhe assim abster-se da melancolia distópica comum em muita da arte de espaços vazios. Citando Rancière mais uma vez: “o real tem de ser ficcionalizado para que possa ser pensado” (2). A palavra ficção tem conotações de um movimento falso empregue para a produção de efeitos reais (uma finta) e, ao mesmo tempo, a de uma coisa feita (as palavras “facto” e “fábrica” partilham a mesma raiz), algo real apesar de manufacturado. Martins tenta, nesta série, fazer evoluir uma “forma de visibilidade”, na qual a grandeza das imagens e das imagens que as acompanham – as de construções num equilíbrio precário, construídas pelo fotógrafo a partir dos detritos deixados no interior de edifícios vazios – fazem com que traga para primeiro plano a “qualidade de factura” do seu trabalho, a sua fictividade, e, nesse sentido, o fabrico das suas intervenções. Mas faz mais do que isso. Como se afirmou acima, estes espaços desabitados ou incompletos começam por aparecer como formas puras, sem qualquer conteúdo, tal como as abstracções económicas que as levaram a este estado. A ficção que é a factura revela a ficção que é o movimento falso, a finta, de Wall Street. Apercebemo-nos deste modo que a economia sobre a qual estas casas e interiores se construíram é tão ilusória quanto os interiores de uma fotografia de Thomas Demand. Ruins of a Gilded Age não produz uma verdade mas antes um processo de uma verdadeira “recomplicação da realidade” (3), baseada na prova da sua própria beleza, na documentação da sua própria estética.
4. Ficámos a saber que aqueles que haviam encomendado este trabalho se sentiram incomodados com a manipulação digital circunscrita que o fotógrafo aplicou sobre algumas das imagens. Bom, é verdade que o trabalho interfere sobre o real, mas um real que já havia sofrido uma interferência substancial. E eu concordaria com o filósofo Peter Osborne quando este diz suspeitar que muito do pânico sobre a perda do real implicada pelas imagens digitais não é mais do que a expressão de uma angústia mais fundamental e deslocada sobre a perda do capitalismo da sua “economia real”.
1. Jacques Rancière, (2006) The Aesthetics of Politics [v. orig. Le Partage du sensible: Esthetique et politique, 2000], London/NY: Continuum; pg. 36.
2. Rancière, op. cit.; pg. 38.
3. Uma frase empregue por Don Delillo para descrever a função do romance.
A versão completa deste ensaio pode ser lida (em inglês) na página de Edgar Martins aqui
Sem título, da série Ruins of the Gilded Age, 2008, Atlanta
© Edgar Martins
11/11/2009 - 18:26h Retrospectiva Michael Kenna em Paris

© Foto de Michael Kenna. Central elétrica de Ratcliffe, étude 31. Nottinghamshire, Inglaterra, 1987.
A Biblioteca Nacional da França em Paris estará exibindo ate o dia 24 de janeiro de 2010, uma mostra retrospectiva do fotógrafo britânico Michael Kenna. De origem irlandesa, nascido em 1953, na cidade de Lancashire na Inglaterra, Michael é hoje um dos fotógrafos de paisagens mais respeitados do mundo. É celebre pelas suas fotografias em preto e branco, sempre oníricas e poéticas. Exposição “Michael Kenna – Rétrospective”. Bibliothèque nationale de France, site Richelieu, Galerie de photographie. 58, rue de Richelieu 75002 Paris. Mêtro : Bourse, Pyramides. Ate 24 de janeiro de 2010.Fonte Images & Visions.

Docking Poles, Venice, Italy, 1980

Teotihuacan, Study 1, Mexico, 2006

09/11/2009 - 17:32h Images & Visions, o mundo pela foto
O blog Images & Visions, animado pelo fotógrafo Fernando Rabelo é uma jóia rara. Tudo o que concerne a arte fotográfica passa por lá. Aqui e no mundo. Vale a pena dar uma olhada, ao menos, uma vez por dia, um deleite.
O mundo celebra os 20 anos da queda do Muro de Berlim

© Foto de Peter Leibing. O soldado Hans Conrad Schumann decidiu abandonar o lado oriental de Berlim pulando a cerca de arame farpado que separava as duas Alemanhas, dois dias depois do início da construção do muro, 1961.
O mundo celebra hoje a queda do Muro de Berlim. Há exatos 20 anos que o símbolo da divisão da Alemanha e da Guerra Fria caiu quando na noite de 09 de Novembro de 1989 uma multidão de pessoas da parte leste da cidade avançou rumo aos postos fronteiriços que separavam os habitantes da zona leste de Berlim ao ocidente. A fotografia acima é uma das mais marcantes do século XX. Na imagem de autoria de Peter Leibing, vemos a fuga do soldado Hans Conrad Schumann, de 19 anos, que foi o primeiro a atravessar a fronteira para o lado ocidental de Berlim, em agosto de 1961, dois dias depois do início da construção do muro, quando a fronteira seria fechada definitivamente. Com ele, 2000 soldados seguiram o mesmo caminho. Veja Aqui um emocionante ensaio fotográfico sobre o muro de Berlim feito pelo fotógrafo Jürgen Müller-Schneck, que retratou vários momentos do Muro e seus efeitos sobre a vida da cidade.
Fotos da dupla francesa Pierre et Gilles são exibidas pela primeira vez no Brasil

© Foto de Pierre et Gilles. A obra “Saint Sebastien de la Guerre”, criada pelos artistas especialmente para a mostra, tendo como motivo o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro.
O Oi Futuro no Rio, apresenta pela primeira vez no Brasil, a partir de hoje, dia 09/11 (para convidados), e amanhã para o público, a exposição “Pierre et Gilles: A Apoteose do Sublime”. A mostra faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil. Serão expostas 26 fotografias dos artistas franceses Pierre et Gilles, de tiragem única e de grandes dimensões. As imagens, de grande poder formal e sensualidade, foram produzidas nas décadas de 80, 90 e já nestes anos 2000. Entre as obras estão: Legend (1995), que teve como modelo a popstar Madonna, além de uma série de auto-retratos dos artistas, dentre eles Les Pistolets (1987). O destaque da exposição é a obra intitulada “Saint Sebastien de la Guerre”, criada pelos artistas especialmente para a mostra, tendo como motivo o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. A curadoria é de Marcus de Lontra. Os artistas se afirmaram como uns dos principais nomes da arte européia atual ao se basearem na publicidade, em símbolos de sensualidade e outros elementos estéticos, tanto para construir uma decoração inspirada no barroco e rica cromaticamente, quanto para criar uma obra que amplia o inquietante repertório de ações artísticas contemporâneas, ao explorar os campos da sensualidade, da loucura e do desejo. Exposição Pierre et Gilles: A Apoteose do Sublime. OI Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo – Rio de Janeiro. De 10 de novembro de 2009 a 17 de janeiro de 2010. Terça a Domingo das 11h às 20h. Informações (21) 3131 3060.
Veja mais fotos da dupla Pierre et Gilles Aqui
08/11/2009 - 19:26h Weegee, o fotógrafo que retratava o lado sombrio do gênero humano
Images & Visions
05/11/2009 - 16:08h Na intimidade com Mario Cravo Neto
Mostra em homenagem ao artista destaca uma obra que vai muito além da linguagem fotográfica como forma de expressão
Maria Hirszman – O Estado SP
Eternamente Agora, que será aberta hoje no Instituto Tomie Ohtake, é bem mais do que um merecido tributo a Mario Cravo Neto (1947-2009), um dos grandes nomes da fotografia contemporânea brasileira, que morreu precocemente em agosto. Concebida em parceria por Cristian Cravo, fotógrafo e filho do artista, e por Paulo Herkenhoff, a mostra indica – por meio de uma seleção enxuta, mas criteriosa de trabalhos – questões centrais em sua produção. Além de nexos estéticos e temáticos, a exposição se pauta pelo Herkenhoff define como “trama dos afetos”, privilegiando seu universo afetivo e deixando de lado o caráter mais mundano de sua produção.
Dentre esses liames se destaca com grande força a intensa relação entre Mario Cravo Neto e seu pai, o escultor Mario Cravo Junior, presente a partir de obras, registros fotográficos (seu último trabalho, presente na mostra, era justamente para ilustrar um livro que idealizava realizar sobre a obra do pai) e um impressionante retrato. Familiares (modelos frequentes do artista) e a cena doméstica estão presentes, inclusive pela transposição para o espaço da exposição de um canto, com móveis e objetos da casa em que viveu.
Há também, fechando o ciclo, uma bela imagem de autoria de Cristian. De grandes dimensões e num pouco usual recorte vertical, a foto mostra um menino de costas, em posição de reverência diante de uma magnífica cachoeira. “Um ato de humildade diante de algo muito maior”, diz Cristian explicando por que escolheu essa imagem dentre tantas para a mostra. A exposição evidencia ainda uma forte relação existente entre o fotógrafo e Pierre Verger e não apenas pelo viés do fascínio compartilhado pela Bahia e pelo candomblé.
A maioria das obras selecionadas pertence a um universo fechado, de registro intimista em ateliê, de retratos de pessoas ou objetos, conciliando sólida busca formal com sensível apreensão poética e simbólica do mundo à sua volta. Mais conhecido pela obra fotográfica, Cravo Neto não se atinha a essa linguagem como forma de expressão, pelo menos até meados da década de 70, quando realiza e performances, posteriormente registradas em foto. A exposição traz uma delas, Câmaras Queimadas (1977), nas duas versões. Também é mostrado, em versão fotográfica e com toda sua materialidade física, o ninho feito com fiberglass que tanto fascinava o artista por sua situação ambígua e provocadora, entre a natureza e a artificialidade.
Aliás, a transitoriedade, a relação de choque e harmonia entre imagens distintas, o contraste entre a ação impactante da cor e a densidade da imagem em preto e branco, o jogo entre o real e a representação são elementos quase constantes na poética de Mario Cravo Junior. No tríptico A Flecha em Repouso, é explorada uma associação potente entre as simbologias míticas do candomblé e da iconografia cristã, ora tirando faíscas do choque entre as imagens e ora estabelecendo estranhas harmonias entre os elementos. A imagem central, que retrata a fachada de uma igreja parisiense, parece mergulhar no cinza escuro que lhe é bastante característico. No entanto, ao observar as pernas das imagens esculpidas, vê-se que isso é ilusório. Estamos, na verdade, diante de uma fotografia tão colorida quanto o prato do sacrifício do candomblé à esquerda ou a moça que dorme à direita. Mas foi necessária uma fricção, uma reação quase epidérmica para que os tons do metal brotassem. “Ele parece lidar com a carnalidade da fotografia”, sintetiza Herkenhoff.
Apesar do forte caráter barroco de sua obra, o curador parece interessado em abordar outro aspecto menos explorado da produção do artista: a relação com o minimalismo. Além da importância do movimento em sua formação (Cravo Neto vivia em Nova York no fim dos anos 60 e teve contato com a primeira grande publicação sobre o tema, editada em 1968 por Gregory Battcock), o que leva o curador a fazer essa aproximação é a redução poética e a economia formal fortemente presentes em seu trabalho. Obra essa que ainda tem muito a ser explorada. Cristian Cravo calcula que apenas 1% da obra do pai tenha sido ampliada até o momento e promete para breve a criação de um instituto para preservação e divulgação de sua obra, a instalar-se provavelmente em São Paulo.
27/10/2009 - 20:03h Mural Bolivariano
Blog Civilización & Barbarie
Pensar la contemporaneidad: íconos
Y no digo ni símbolos ni ídolos, sino “íconos”. Según la última edición del Diccionario de la Real Academia Española un ícono es:
1-Representación religiosa de pincel o relieve, usada en las iglesias cristianas orientales.
2. m. Tabla pintada con técnica bizantina.
3. m. Signo que mantiene una relación de semejanza con el objeto representado
4. m. Inform. Representación gráfica esquemática utilizada para identificar funciones o programas

Suite Bolivariana, López, 2009
Todas estas definiciones se pueden aplicar a la magnífica obra del fotógrafo Marcos López que se inaugurará el martes 27 en el marco de BsAsPhoto.
Se trata de su Suite Bolivariana, una fotografía de 5 metros de ancho por 2 metros de alto. Esta puesta original de López trasciende la fotografía en su plano bidimensional, animándose a trabajar en la tridimensión del espacio.
Fue concebida y desarrollada en conjunto por el artista y el Estudio Edo Artis.
A mí lo que más me impresionaron, fueron las bananas-choclos a pie de foto. El ícono más atrevido de esta constelación que trasciende el pop latino y el surrealismo criollo, otras dos marcas del artista que parece ahora acercarse a la pintura a través de estas obras inmensas, una parodia de los murales de Rivera contando la historia mexicana, pero este mural está en una galería y narra otra cosa con humor, ironía y locura.
En esta “suite” cuentan tanto quiénes están cómo quiénes no. No hay olvido, hay intención.
Así se hizo:
La Feria BsAs Photo puede desde el miércoles 28 de octubre hasta el 1 de noviembre en el Palais de Glace.
Publicado por Cristina Civale
26/10/2009 - 16:02h Blog Images&Visions, do fotógrafo Fernando Rabelo, estará comemorando dois anos de existência

Fernando Rabelo, editor do blog
Na próxima quarta-feira, dia 28 de outubro de 2009, o blog Images&Visions, do fotógrafo Fernando Rabelo, estará comemorando dois anos de existência. Nesse período recebeu mais de 300 mil visitas provenientes de várias partes do Brasil e do mundo. Foram 1760 postagens celebrando a fotografia. Tudo começou no final do ano de 2007 quando nasceu o blog. Nessa época havia certa dificuldade de encontrar informações sobre fotografia na web e na mídia tradicional. Foram muitas emoções e noites mal dormidas, com aquela preocupação de atualizá-lo todos os dias, tentando sempre trazer a informação em primeira mão, já que manter um blog diário requer muita pesquisa, dedicação e persistência.
Hoje os blogs se tornaram parceiros importantes na divulgação de eventos fotográficos que ocorrem no Brasil. Recentemente aconteceu uma experiência inédita quando nove blogs foram escolhidos para participar da cobertura colaborativa do 5º Paraty em Foco 2009 (Festival Internacional de Fotografia Fnac) durante os três meses que se antecederam ao festival. Participaram os blogs: Images & Visions, Olha, vê, PicturaPixel, Lost.Art, Camera 16, Clicio Photo News, Cia de Foto, Fotograficaminhamente e Garapa. Em 74 dias foram 180 postagens e mais de 600 comentários.
O Coordenador Geral do Paraty em Foco, Iatã Canabrava, que apostou nos blogs como mídia divulgadora do evento, fez a seguinte afirmação durante o “1º Encontro da Blogosfera Fotográfica”, que ocorreu durante o festival, quando pela primeira vez vários blogs voltados para a fotografia tiveram uma oportunidade de reunir-se frente a frente: “Será que ainda dependemos da grande imprensa para divulgar nossos eventos? Decidimos fazer o teste. Percebemos que depois das entrevistas com fotógrafos que ministrariam workshops em Paraty, divulgadas no blog colaborativo, as vagas eram preenchidas em quatro ou cinco horas. Vejo os blogs como um verdadeiro instrumento de comunicação. O evento foi aglutinador e a idéia é continuar. Uma das possibilidades é que os blogs brasileiros se unam novamente no Fórum Latino Americano de Fotografia, fazendo que a blogosfera fotográfica cresça e se torne internacional”, afirmou Iatã.
Nesse segundo aniversário, o Images&Visions continua firme o seu caminho, agradecendo a todos os leitores e colaboradores, que tornaram possível essa proposta de celebrar a fotografia em todas as suas vertentes.
Fernando Rabelo
http://imagesvisions.blogspot.com/
21/10/2009 - 18:45h Arte e o medo da pedofilia
L’art rattrapé par la peur de la pédophilie


LE MONDE
L’amateur d’art qui entre dans la Tate Modern de Londres peut voir, jusqu’au 17 janvier, l’exposition “Pop Life”, dans laquelle figure un grand portrait photographique de l’actrice américaine Brooke Shields. Il est signé Richard Prince, un artiste bien coté, lui aussi américain. Ce dernier montre une femme sexy de 40 ans, portant un bikini, adossée à une moto rutilante, et qui sourit au visiteur.
Cette oeuvre de 2005 ne devait pas figurer dans l’exposition. Elle est venue remplacer, au dernier moment, une autre oeuvre : toujours un portrait de Brooke Shields, signé du même Richard Prince. Mais le modèle était âgé de 10 ans. Cet épisode traduit le climat actuel autour de la pédophilie, appliqué au monde de l’art.
Si le modèle est le même, si la similitude des poses saute aux yeux entre les deux photos, il existe une nuance de taille : la première version met en scène une Brooke Shields fillette et nue, la peau huilée, le corps émergeant d’une baignoire et de sa vapeur.
Quelques heures avant l’inauguration du 30 septembre, des policiers spécialisés dans la chasse aux publications obscènes (Metropolitan Police Service Obscene Publication Unit) sont venus constater ce qu’ils estiment être un délit, et ont déconseillé l’ouverture de l’exposition en l’état.
L’alternative était de l’interdire aux moins de 18 ans. “Ce qui ne résout rien, au contraire, cela en fait un aimant pour pédophiles”, avait réagi la responsable d’une association de protection de l’enfance, Michele Elliott, dans le Daily Telegraph. Les responsables de la Tate ont donc censuré l’oeuvre de Prince. Ils ont même interdit à la vente le catalogue, qui contient l’image ; une perte estimée par la Tate à 320 000 livres (348 000 €).
La photo de Brooke Shields à 10 ans figurait pourtant dans une salle fermée, interdite au moins de 18 ans, accessible après moult avertissements. Le paradoxe est qu’elle contient des oeuvres pour le coup strictement pornographiques, notamment une photo signée Jeff Koons qui le montre faisant l’amour avec la Cicciolina, ancienne star italienne du porno. Cette section interdite au moins de 18 ans vise à témoigner, comme toute l’exposition, de l’état de “l’art dans un monde de consommation” (”Art in a material world”).
Richard Prince a intitulé son oeuvre sur Brooke Shields à 10 ans Spiritual America. Mais il n’est pas l’auteur de la photo originelle. Ce dernier s’appelle Garry Gross. Alors connu à New York comme photographe publicitaire, Gross a réalisé en 1975 le portrait de Brooke Shields à la demande de la mère de la fillette. Cette dernière était mannequin chez Ford et sera, trois ans plus tard, la vedette du film sulfureux La Petite, de Louis Malle.
Dans les années 1980, Gross a gagné trois procès aux Etats-Unis contre Brooke Shields qui voulait lui interdire de commercialiser sa photo. Lors du troisième procès, rappelle Gross, 71 ans, le juge avait dit que l’image n’était “pas sexuellement suggestive, provocatrice ou pornographique”, qualifiant même la pose d’”innocente”.
Richard Prince a obtenu auprès de Gross, en 1992, le droit de tirer dix oeuvres de sa photo. Il a agrandi le format, opté pour des couleurs plus chaudes, et a donné un nouveau titre, Spiritual America IV. Cette oeuvre, avant d’être censurée à Londres, a été exposée dans le monde entier, sans faire de vagues. Un exemplaire s’est vendu 151 000 dollars chez Christie’s, en 1999. A la Foire de Bâle, il y a quatre ans, elle était mise en vente 1 million de dollars. Quant à la version de départ, celle de Gross, elle a été montrée à la Bibliothèque nationale de France, à Paris, en mars.
Descente de police
Mais le climat a changé. Depuis le 12 octobre, une loi britannique oblige tous ceux qui s’occupent d’enfants “de manière fréquente” ou “intensive” à s’inscrire auprès de l’Independent Safeguard Authority, qui vérifiera qu’ils ne sont pas suspectés de pédophilie ou de violence ; 11,3 millions de personnes sont concernées, de l’enseignant à l’infirmière. Il faut désormais ajouter les responsables de musées.
En France, l’affaire Roman Polanski, arrêté à Zurich trois jours avant l’ouverture de l’exposition de Londres, et celle de Frédéric Mitterrand, et sa “mauvaise vie” en Thaïlande, ont échauffé les esprits. Et l’on attend la date de l’audience du procès des trois responsables de l’exposition “Présumés innocents”, présentée à Bordeaux en 2000, accusés de “diffusion d’image de mineur à caractère pornographique”.
Ce nouveau climat pèse sur la Foire internationale d’art contemporain de Paris (FIAC), qui ouvre au public le 22 octobre. L’an dernier, une descente de police avait provoqué la saisie de photos présumées zoophiles du russe Oleg Kulik. Cette année, Martin Bethenod, directeur de la FIAC, a un temps envisagé d’interdire l’accès du Grand Palais aux mineurs. Il a finalement choisi de poster, aux frais de la FIAC, un garde devant chaque stand litigieux, qui sera chargé de vérifier l’âge des amateurs désireux d’entrer.
Harry Bellet (envoyé spécial à Londres) et Michel Guerrin

Nova mostra da Tate Modern em Londres reflete sobre os artistas que se integraram na cultura de massas e no comércio
“A melhor arte é o bom negócio” disse Andy Warhol. A nova exposição da Tate Modern de Londres, que fica em cartaz de 1º de outubro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, parte dessa premissa para reunir artistas que, a partir dos anos 80, não tiveram medo de unir comércio e mídia de massa para construir suas próprias “marcas”. A mostra Pop Life: Art in a Material World inclui Takashi Murakami, Keith Haring, Damien Hirst, Jeff Koons, Andy Warhol entre outros.
A lição mais radical de Andy Warhol reflete-se no trabalho de artistas subseqüentes que, ao invés de simplesmente representar ou comentar a cultura de massas, infiltraram-se na máquina de auto-promoção e no mercado. Energizando o poder da cultura das celebridades, expandindo seu espectro além do mundo das artes e entrando no mundo do comércio, esses artistas exploram canais que atraem público dentro e fora das galerias. A intersecção entre comércio e cultura é tradicionalmente vista como uma traição dos valores associados à arte moderna. Pop Life: Art in a Material World defende a idéia de que avançar este limite é fazer parte do mundo atual, aceitando suas condições.
No início da exposição há um foco no trabalho do final da carreira de Andy Warhol, examinando suas iniciativas como apresentador de TV, paparazzo e editor de revista. Estão ali trabalhos da controversa série Retrospectives onde ele reprisou seus retratos de ícones Pop dos anos 60, de uma maneira cínica.
Keith Haring tem reconstruída sua loja em N.York, a Pop Shop e ali na própria sala do Tate se podem comprar produtos de Haring. Inaugurada em 1986 na Lafayette Street, em Manhattan, a Pop Shop vendia produtos com as icônicas estampas de grafitti de Keith Haring, como camisetas, brinquedos e canecas.
Já a escultura Made In Heaven de Jeff Koons, apresentada primeiramente na Bienal de Veneza de 1990, imortalizou o casamento de Koons com a estrela pornô italiana Cicciolina. Takashi Murakami mostra um trabalho completamente inédito, uma instalação com vídeo e participação da atriz americana Kristen Dunst.
Uma sala dedicada aos novos artistas britânicos também faz parte da mostra Pop Life da Tate. Entre os artistas incluídos na exibição estão Tracey Emin e Sarah Lucas, que recriaram para a mostra sua loja de arte efêmera que, no começo dos anos 90, vendeu até mesmo cinza de cigarro. Na Tate Modern vai acontecer também uma reprise da performance Unfair, de Damien Hirst, mostrada pela primeira vez na feira de arte de Colônia, em 1992. Na performance gêmeos idênticos sentam-se no meio de duas pinturas do artista. O museu Tate Modern está pedindo que gêmeos participem da performance.
Antes mesmo da sua abertura a mostra Pop Life: Art in a Material World já está causando comoção. A Scotland Yard e a polícia de Londres pediram que fosse retirada uma obra da mostra. A obra em questão é de Richard Prince e contém um retrato de Brooke Shields, de Gary Gross, aos 10 anos, nua e toda maquiada.
Veja abaixo fotos de obras que estão em exposição na mostra Pop Life: Art in a Material World e, mais abaixo, uma matéria da agência espanhola EFE:
18/10/2009 - 18:56h Polaroid de regresso
Arte Photographica
Como Lázaro de Betânia, a Polaroid morreu mas vai voltar à vida. E bem pode dizer-se que o seu santo milagreiro foi o The Impossible Project, o grupo liderado por Florian Kaps (fundador do polanoid.net) que, depois do encerramento da fábrica de cartuchos Polaroid em Enschede, na Holanda, nunca deixou morrer a esperança de ver outra vez no mercado a “velha” fotografia analógica instantânea. E conseguiu, o lobby a favor da ressurreição da Polaroid resultou: em Junho o Summit Global Group anunciou a compra dos direitos de exploração da marca até 2014 e, depois de meses de especulação, o consórcio anunciou há dois dias que vai voltar a colocar no mercado a “maioria” dos formatos de filmes e novas máquinas, projecto que inclui também modelos digitais. Os produtos devem ficar disponíveis em meados de 2010. O The Impossible Project ficará responsável pelo fabrico das películas. Porque afinal “impossível” é só uma palavra.
>The Impossible Project
>Comunicado do Summit Global Group
>Posts relacionados
>>Saudades da Plaroid
15/10/2009 - 15:33h Arte X mudança climática
Civilización & Barbarie
Hoy es el Blog action day, el día en que los bloggers de todo el mundo que lo decidan, nos unimos para hablar sobre un tema en común.
Este año la consigna es alertar sobre los efectos del cambio climático.
Hace dos semanas Spencer Tunick, conocido fotógrafo que desnuda masas en espacios públicos, sumó su grano de arena al asunto al realizar una intervención con más de 700 personas en unos viñedos en la zona francesa de la Borgoña a pedido de Greenpeace.
El objetivo de las personas que posaron y del célebre fotógrafo fue llamar la atención de la opinión pública y de los dirigentes políticos ante este fenómeno de cara a la cumbre mundial del Clima que se celebrará en diciembre en Copenhague.
“Si no actuamos aquí y ahora, el hombre y el conjunto de su patrimonio cultural están condenados”, alertó el director general de Greenpeace en Francia, Pascal Husting.
El artista estadounidense, por su parte, alertó que además de los viñedos franceses, el cambio climático amenaza la agricultura y la naturaleza de todo el mundo.
Greenpeace instó a los líderes mundiales a que alcancen un acuerdo “ambicioso” en la cumbre de Copenhague, donde espera que los países industrializados se comprometan a reducir las emisiones de gases contaminantes en, al menos un 40 por ciento, de aquí al año 2020.
Otros años y otros artistas, llamaron la atención sobre este fenómeno en distintas muestras. Así sucedió en 2008 en Barcelona con la muestra El ambiente siempre está en el medio y con la muestra on line New climates.
Y aquí leé lo que los combloggers de Civilización&Barbarie proponen para la discusión sobre el cambio climático. Publicado por Cristina Civale
13/10/2009 - 19:53h Willy RONIS (1910-2009)
A revista francesa “Photo” publicou em sua edição de outubro um especial sobre Willy Ronis, um dos fotógrafos mais expressivos do século 20, da mesma geração de Bresson, Lartigue e Doisneau. Ronis faleceu no mês passado, aos 99 anos. Nascido em 1910, o trabalho de Willy Ronis precisou de muito tempo para ser reconhecido, o que só aconteceu na década de 80. Filho de um fotógrafo judeu de origem russa, Willy Ronis nasceu em Paris. O seu pai lhe presenteou a primeira câmera aos 16 anos. Em pouco tempo tornou-se fotógrafo para ajudar no sustento da família. Retratou Paris em todos os seus aspectos, registrando o cotidiano das ruas no pós-guerra. Em 1946, fez parte da primeira equipe da agência Rapho. Hoje é considerado um dos mais importantes representantes da fotografia humanista. Fonte Images&Visions
Par Christophe | Photo

Willy Ronis, photographe français, est un représentant de « la photographie humaniste ». Il a dépeint la France en noir et blanc, Paris, les petits métiers, les bords de Marne, les enfants, les amoureux… Il affectionnait les sujets sociaux, la vie quotidienne des gens ordinaires, les luttes ouvrières. Il était membre de l’agence Rapho, aux côtés de Robert Doisneau, Edouard Boubat, Janine Niépce, Sabine Weiss…
(Ci-dessus : Autoportrait, 1995.)
WILLY RONIS EN 10 IMAGES

Le petit Parisien Paris, 1952. © Willy Ronis/Rapho.

Le nu provençal Marie-Anne à Gordes, été 1949. © Willy Ronis/Rapho.

Rose Zehner Grève chez Citroën-Javel, Paris 1938. © Willy Ronis/Rapho.

14 Juillet Paris 1936. © Willy Ronis/Rapho.

Les amoureux de la Bastille Paris 1957. © Willy Ronis/Rapho.

Venise, Quai Fondamente Nuove, Venise, juillet 1959. © Willy Ronis/Rapho.

Paris, 1951. Autoportrait à la lumière- éclair réalisé avec un Rolleiflex. © Willy Ronis/Rapho.

La péniche aux enfants. Pont d’Arcole,janvier 1959. © Willy Ronis/Rapho.

Place Vendôme Vers midi, un jour de pluie, 1947. © Willy Ronis/Rapho.

Les gamins de Belleville L’escalier de la rue Vilin, à l’angle de la rue Piat, à Belleville, septembre 1959. © Willy Ronis/Rapho.
WILLY RONIS EN 10 DATES
1910 : Naissance le 14 août, à Paris.
1926 : Premier appareil. Photos de vacances et première série de Paris.
1936 : Son père décède. Il décide d’être photographe reporter indépendant et quitte l’atelier. Premières parutions dans Regards. Reportage sur le Front Populaire.
1938 : Reportages sur les conflits sociaux chez Citroën.
1945-1949 : Grands reportages pour Point de vue, L’Écran français et Regards.
1950 : Travaille comme illustrateur pour Le Monde illustré. Il entre à l’agence Rapho.
1979 : Participe à la Mission photographique pour la direction du Patrimoine, à la demande du ministère de la Culture et de la Communication. Reçoit le Grand Prix national des Arts et des Lettres pour la photographie.
1981 : Reçoit le Prix Nadar pour Sur le fil du hasard publié l’année précédente par Contrejour.
1996 : Grande rétrospective, avec plus de 240 photographies de Paris, au Pavillon des Arts.
2005 : « Willy Ronis à Paris », exposition à l’Hôtel de Ville de Paris en hommage au photographe à l’occasion de son 95e anniversaire.
Il meurt dans la nuit du 11 au 12 septembre 2009, à l’âge de 99 ans.
WILLY RONIS EN 10 LIVRES

« Belleville Ménilmontant »
Préface et légendes Pierre Mac Orlan.
Editions Arthaud, 1954.
Réédition : Editions Hoëbeke, 1999 (30,50 €)

« Sur le fil du hasard »
Ed. Contrejour, 1980. (Prix Nadar 1981)
Réédition : Editions Contrejour, 1991 (60 €)

« Mon Paris »
Préface Henri Raczymow.
Editions Denoël, 1985.

Photo Poche no 46
Introduction Bertrand Eveno. Editions
Centre National de la Photographie, 1991.

« Autoportrait »
Texte de Willy Ronis. Ed. Fata Morgana, 1996.

« Provence »
Texte Edmonde Charles- Roux. Editions Hoëbeke, 1998.
Réédition : Editions Hoëbeke, 2008 (19,50 €)

« Derrière l’objectif. Photos et propos »
Texte de Willy Ronis. Ed. Hoëbeke, 2001.

« Willy Ronis. Instants dérobés »
Texte Jean-Claude Gautrand. Editions
Taschen, 2005.


« Ce jour-là »
Texte de Willy Ronis.
Ed. Mercure de France, collection « Traits et Portraits », 2006.
ou Editions Folio, 2008 (6,50 €)

« Nues »
Préface Philippe Sollers.
Ed. Terre Bleue
12/10/2009 - 16:25h Roberto Schmitt-Prym no leilão “DESIGN, FOTOGRAFIA, ARTE CONTEMPORÂNEA, STREET ART”
123. ROBERTO SCHMITT-PRYM
Sem título, da série Cenas vertiginosas, 2009.
C-print. Ed 1/5. Assinado no verso. 60 x 60 cm.
08/10/2009 - 16:53h Morre Irving Penn, aos 92 anos

O fotógrafo norte- americano Irving Penn, um dos maiores nomes da história da fotografia, morreu nesta quarta-feira, dia 07/10, em Nova York, aos 92 anos.
O fotógrafo norte- americano Irving Penn, um dos maiores nomes da história da fotografia, morreu nesta quarta-feira, dia 07 de outubro em Nova York, aos 92 anos. A causa da morte não foi revelada. Penn é autor de retratos definitivos de algumas das maiores personalidades do século 20, como Pablo Picasso e Miles Davis. Além dos retratos de grandes nomes da arte, Penn também fez importantes trabalhos na área de moda (publicou em revistas como a Vogue e a Harper’s Bazaar) e experimentos em naturezas mortas. Seu período mais produtivo foi nas décadas de 1940 e 1950. Nessa época, revolucionou a fotografia de moda ao colocar as modelos diante de simples fundos cinza. Sua morte foi anunciada por seu assistente, Roger Krueger. Fonte: AFP – Images&Visions

Giselle Bündchen e Kate Mosse
06/10/2009 - 20:25h O importante, é a rosa

Foto Martin Kovalik
Gilbert Bécaud – L important, c’est la rose
L’important, c’est la rose
por Gilbert Bécaud
Toi qui marches dans le vent
Seul dans la trop grande ville
Avec le cafard tranquille du passant
Toi qu’elle a laissé tomber
Pour courir vers d’autres lunes
Pour courir d’autres fortunes
L’important…
L’important c’est la rose
L’important c’est la rose
L’important c’est la rose
Crois-moi
Toi qui cherches quelque argent
Pour te boucler la semaine
Dans la ville tu promènes ton ballant
Cascadeur, soleil couchant
Tu passes devant les banques
Si tu n’es que saltimbanque
L’important…
L’important c’est la rose
L’important c’est la rose
L’important c’est la rose
Crois-moi
Toi, petit, que tes parents
Ont laissé seul sur la terre
Petit oiseau sans lumière, sans printemps
Dans ta veste de drap blanc
Il fait froid comme en Bohème
T’as le cœur comme en carême
Et pourtant…
L’important c’est la rose
L’important c’est la rose
L’important c’est la rose
Crois-moi
Toi pour qui, donnant-donnant
J’ai chanté ces quelques lignes
Comme pour te faire un signe en passant
Dis à ton tour maintenant
Que la vie n’a d’importance
Que par une fleur qui danse
Sur le temps…
L’important c’est la rose
L’important c’est la rose
L’important c’est la rose
Crois-moi
06/10/2009 - 17:00h Burtynsky: Oil

Edward Burtynsky, Alberta Oil Sands #6, Fort McMurray, Alberta, 2007
© Edward Burtynsky, cortesia Nicholas Metivier Gallery, Canadá
Ao longo das últimas duas décadas, o fotógrafo canadiano Edward Burtynsky tem-nos mostrado alguns exemplos das enormes transformações que os mais de dois séculos de industrialização provocaram e continuam a provocar neste globo em que vivemos. Em 2003, depois de muitos anos a fotografar com os pés assentes na terra, Burtynsky, que trabalhou na indústria pesada e em minas de ouro no Canadá antes de se dedicar tempo inteiro à fotografia, começou a alugar helicópteros para captar perspectivas que fugissem aos limites físicos da sua posição e lhe dessem novas linguagens visuais para moldar o seu trabalho. Quando tiradas do ar, as imagens de Burtynsky ganham vastidão e horizontes mais longínquos, mas nunca a uma escala em que se deixa de ter a mínima percepção do que se está a ver – o fotógrafo esteve longe, mas não demasiado longe. Apenas longe o suficiente para nos dar um dos aspectos que mais lhe parece interessar – o contexto. O contexto terrivelmente belo dos golpes que não temos parado de dar à natureza.
Em Oil, a nova exposição que pode ser vista em três galerias, duas americanas e uma canadiana (Nicholas Metivier Gallery, Hasted Hunt Kraeutler, Adamson Gallery), Edward Burtynsky reúne um conjunto de imagens captadas durante a última década relativas ao tema do petróleo, onde aparecem refinarias, parques industriais de carros, auto-estradas e poços. São também mostradas novas imagens de transportes, dos campos de Alberta e dos campos abandonados do Azerbeijão. A exposição é itinerante e, para já, na Europa poderá ser vista a partir de Dezembro na Torch Gallery de Amesterdão. A editora Steidl acaba de publicar o livro Burtynsky: Oil com ensaios de Paul Roth, Michael Mitchell, e William E. Rees.
“(…) When the world takes on a surreal, dream-like apperence I stop, and I am compelled to make pictures in those moments. Using the helicopter as a tool, a lofty tripod, I found the strange, dizzying perspective on the landscape provided the new element I was after. The rare bird`s-eye vantage point provides for a view that incorporates the grand scale of what human intervention on our planet quite literally looks like with my desire to transcend that reality and create a work of art.”

04/10/2009 - 17:25h War Photographer
Images&Visions

Cartaz do documentário “War Photographer”, sobre o trabalho do fotojornalista James Nachtwey.
Em 2001 foi lançado o documentário “War Photographer”, sobre o trabalho do fotógrafo James Nachtwey. O diretor Christian Frei utilizou micro-câmeras especiais acopladas à câmera fotográfica dele, proporcionando ao público a oportunidade de acompanhar o fotojornalista em ação. O documentário foi filmado em dois anos durante os conflitos de Kosovo, Palestina e Indonésia. Norte-americano nascido em Syracuse e criado em Massachusetts, formou-se na Dartmouth College, onde estudou História da Arte e Ciências Políticas (1966-70). James Nachtwey começou a trabalhar em 1976, como fotógrafo de jornais no Novo México e em 1980, mudou-se para Nova Iorque para dar início a uma carreira como fotógrafo free-lance para revistas. No seu primeiro trabalho como fotógrafo internacional fez a cobertura do movimento civil na Irlanda do Norte em 1981 durante a greve de fome do IRA (Exército Republicano Irlandês). Desde então, James Nachtwey tem se dedicado a documentar guerras, conflitos e situações sociais precárias. James Nachtwey é considerado por muitos o mais corajoso fotojornalista da atualidade e também o mais ocupado dos fotógrafos profissionais do mundo. Em 2003, atuava como correspondente da revista Time em Bagdá e foi ferido por uma granada quando acompanhava uma patrulha dos Estados Unidos. Ficou internado inconsciente por alguns dias. Além disso, é tido como um homem tímido, empenhado na profissão e que gosta de mergulhar em pensamentos filosóficos, vem usando a fotografia ao longo de sua experiência como uma arma pacífica para documentar desigualdade e conflitos sociais. Leia mais sobre James Nachtwey Aqui
Assista aqui ao trailer do filme
01/10/2009 - 17:20h Walker Evans no MASP
Images&Visions

© Foto de Walker Evans. Nova York, 1931.
O Museu de Arte de São Paulo apresenta ao público “Walker Evans”, exposição que cobre os 50 anos de carreira de um dos maiores nomes da fotografia mundial. Composta pela principal coleção do grande retratista da América do Século XX, em sua maioria em preto e branco. Mais de 120 imagens detalham a perspectiva de Walker Evans sobre a sociedade americana dos anos 20 ao início da década de 70. Séries sobre a Grande Depressão, o cotidiano de Nova York e imagens de Havana sob o comando do ditador Machado, são alguns dos destaques na mostra em cartaz de 1º de outubro a 10 de janeiro, no 2º andar. O norte-americano Walker Evans, que originalmente queria ser escritor, descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 20. Em imagens da modernidade das cidades registradas com uma câmera Leica, em 1928, Evans fotografou os arranha-céus de Nova York, demonstrando ousadia com ângulos inéditos para a época. A exposição traz também imagens de maio de 1933, quando Evans esteve em Havana, na época sob comando do ditador Geraldo Machado, e registra uma série de fotografias para ilustrar o livro “O Crime de Cuba”, de Carleton Beals. A foto Família cubana indigente, que exibe uma mãe sem-teto com três filhos vestidos e roupas esfarrapadas é típica de seu trabalho nesse momento. Dois anos depois o fotógrafo entra na Farm Security Administration, organismo federal criado pelo governo Roosevelt para divulgar a política do New Deal. Em 1936, em plena Grande Depressão, o escritor James Agee foi enviado pela revista Fortune ao Alabama para relatar a vida de agricultores do algodão e Agee convidou Walker Evans para acompanhá-lo. O resultado não foi aceito pela revista, mas foi publicado em livro com sucesso em 1941 sob o título “Let us Now Praise Famous Men”. Este trabalho é considerado expoente máximo da fotografia documental, como poética do cotidiano; foi tema da primeira exposição de fotografia realizada pelo Museum of Modern Art de Nova York – MOMA – e é um dos destaques da mostra do MASP. Num acompanhamento cronológico de sua carreira, a mostra chega ao período em que Evans trabalhou como fotógrafo e redator na revista Times, além de todo o projeto desenvolvido na revista americana Fortune, entre os anos de 1945 a 1966. Numa seção final de seu trabalho, da década de 50 ao ano de 1975, data de sua morte, Evans usa fotos coloridas para transmitir sua percepção da realidade, inovadora ao ponto de revolucionar história da fotografia mundial. Sua obra estava à época longe do que se considerava fotografia de arte, marcada pelo caminho equivocado do sentimento e da beleza evidentes. Com Evans, pela primeira vez a fotografia podia ter a mesma aparência de qualquer outra fotografia e mostrar qualquer coisa, de sapatos velhos a um passageiro no metrô. Sua arte dependia apenas da clareza, da inteligência e da originalidade de sua percepção como fotógrafo. Exposição “Walker Evans”. MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Av. Paulista, 1578. Fone: (11) 3251 5644. Vernissage: 30 de setembro, 19h. Exposição: 01 outubro a 10 de janeiro de 2010. Horários: De terças-feiras a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h. Ingressos: Inteira: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos. Classificação etária: Livre.
Fonte: Eduardo Cosomano – Comunique Assessoria de Comunicação
Veja mais fotos de Walker Evans Aqui
26/09/2009 - 19:00h “Fotógrafo tem que escrever e pensar os projetos”. O fotógrafo, Fernando Rabelo entrevista o fotógrafo Pedro Martinelli
© Foto de Fernando Rabelo. O fotógrafo Pedro Martinelli no 5 º Paraty em Foco.
Imagem&Visions
Está acontecendo neste momento no 5º Paraty em Foco o workshop “Projeto pessoal: processo de criação e produção”, do fotógrafo Pedro Martinelli. Com 15 integrantes, o worshop visa alinhar todas as etapas da construção de um projeto pessoal na fotografia. Martinelli começou as atividades fazendo algumas colocações sobre o ato de fotografar hoje, as mudanças do mercado editorial, as novas relações impostas a partir do digital e o posicionamento dos fotógrafos nesse novo mercado e novo paradigma. Algumas colocações dele:
“Hoje, com a banalização da fotografia, qualquer um fotografa. O que é bom por um lado, mas isso afetou profundamente a profissão do fotógrafo, que está se tornando cada vez mais difícil A saída que vejo é que os fotógrafos precisam propor projetos. “
“O fotógrafo precisa se adiantar hoje e começar a fazer suas pautas, colocar no papel suas idéias. A escrita entrou na concepção do projeto. Fotógrafo hoje precisa colocar no papel suas idéias e listar seus sonhos.”
“Fotógrafo tem que escrever e pensar os projetos”.
“Eu não era do tempo do fotógrafo que escrevia, mas hoje isso se faz necessário”.
“Minha grande galeria era a banca de revista”, hoje, o mercado editorial está cada vez menos aquecido.”
“A câmera fotográfica tem que ser uma extensão do corpo. Vejo hoje muita gente olhando para a câmera e não olhando para o mundo”. “No futuro, as câmera vão estar customizadas. Você vai chegar na loja e poderá “montar” a sua.
24/09/2009 - 18:38h Amantes da fotografia se encontram no 5º Paraty em Foco
![[claudia+jaguaribe.jpg]](http://4.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SrmYX5upCvI/AAAAAAAAIZ8/tVU5USXpoVg/s1600/claudia%2Bjaguaribe.jpg)
© Foto de Claudia Jaguaribe. O workshop da fotógrafa é um dos destaques do 5º Paraty em Foco.
De hoje até domingo acontece a 5º edição do Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia Fnac. A programação deste ano apresenta um panorama das revoluções e renovações pelas quais passa a fotografia contemporânea. A cidade de Paraty é palco de relevantes discussões e apresentações, além de receber uma enorme gama de jovens e consagrados talentos da cena fotográfica brasileira e mundial. O evento inclui workshops, entrevistas, projeções e exposições de artistas que representam de forma significativa as tendências da arte no momento. Além disso, ações sociais, leilões, encontro de blogueiros e noites de festa contribuem para ampliar o público apreciador da fotografia e aproximar ainda mais os participantes do Festival. Outro destaque da programação são as noites de projeção, destacando sempre algum tópico especial da fotografia, como a noite da fotografia Pernambucana. O Images&Visions é um dos blogs convidados para participar do 1º Encontro da Blogosfera Fotográfica que vai ocorrer durante o evento. Leia mais Aqui
20/09/2009 - 19:00h Olhar indiscreto

© Foto de Joe Shere. Sophia Loren e Jayne Mansfield no restaurante Romanoff’s”, em Beverly Hills, EUA. 1958.
A foto acima foi feita durante uma viagem da atriz Sophia Loren à Hollywood em 1958. Era uma noite de celebração no badalado restaurante “Romanoff ’s”. Sophia sentou-se ao lado da atriz americana Jayne Mansfield. O fotógrafo norte-americano Joe Shere estava numa mesa ao lado, de onde retratou as atrizes. Enquanto Jayne Mansfield sorria para a foto, Sophia Loren foi imortalizada olhando para o decote dela. A foto fez Joe Shere se tornar conhecido nos EUA. Fonte Images&Visions
16/09/2009 - 20:23h Mulheres sem rosto
16/09/2009 - 18:46h “Bressonianas”
Paralelamente à exposição de Henri Cartier-Bresson, outra mostra estará sendo exibida à partir de 17 de setembro no SESC Pinheiros, em São Paulo. Sob a curadoria de Eder Chiodetto, a exposição “Bressonianas” é composta pela seleção de 42 imagens de sete fotógrafos brasileiros que têm em suas obras a influência de Bresson, entre eles: Cristiano Mascaro, Flavio Damm, Carlos Moreira, Orlando Azevedo, Juan Esteves, Marcelo Buainain e Tuca Vieira. “A paixão pelo prosaico e pela fugacidade da vida são marcas profundas da obra bressoniana. Sua investigação não buscava a obtenção de fotografias grandiosas, mas sim, a descoberta da beleza e da delicadeza dos pequenos gestos cotidianos, reveladores da face humana”, define o curador da mostra Eder Chiodetto, que partiu desta premissa para conceber Bressonianas, que ocupará o espaço expositivo do 3º andar. Bressonianas. SESC Pinheiros, de 17/09 a 20/12. Terça a sexta, das 10h30 às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. Uma extensão desta mostra paralela estará exposta na galeria externa do SESC Santana. Fonte Images&Visions
15/09/2009 - 20:46h Spencer Tunick, o fotógrafo das multidões nuas
Obvius

Desde 1992 que Spencer Tunick documenta a nudez de multidões. As suas instalações consistem de dezenas ou mesmo centenas de figurantes voluntários que posam em locais públicos; sendo as fotografias um documentário do evento em si.

A massa de indivíduos sem suas roupas, agrupado num qualquer cenário,da-lhe um significado completamente completamente diferente. Segundo o autor, esse grupo de pessoas torna-se uma abstracção que desafia e reconfigura a nossa visão da nudez e da própria privacidade.



















