08/11/2009 - 19:26h Weegee, o fotógrafo que retratava o lado sombrio do gênero humano

Images & Visions

Arthur Fellig (na foto) que usava o pseudônimo Weegee, foi um dos precursores do fotojornalismo.

Arthur Fellig (1899-1968) que usava o pseudônimo Weegee, foi um dos precursores do fotojornalismo, retratando até à exaustão uma parte da vida que a sociedade queria ignorar: o crime. O fotógrafo da inquietação noturna, com a sua câmara mágica (sempre regulada para o mesmo tipo de abertura, F/16, e usando o flash) quase antecipava, por alguma espécie de premonição, a cena de um crime. Os jornais da manhã, lidos na azáfama dos cafés e dos transportes, estampavam as suas fotografias, vendidas ainda a tempo das edições matutinas. Weegee foi verdadeiramente um free-lancer da fotografia, viajando até ao fundo da noite de Nova Iorque com a sua máquina fotográfica e a inseparável máquina de escrever! Conseguia também interceptar as comunicações policiais, com um rádio pirata no carro, e muitas vezes, chegava à cena do crime antes da polícia! Este fotógrafo conhecia bem o gênero humano, o lado sombrio. A outra face da civilização. Veja mais fotos Aqui

08/11/2009 - 18:26h Anselmo Duarte

ANSELMO DUARTE - O PAGADOR DE PROMESSAS - THE PLAYER OF PROMISES por Lumi Zúnica - Fotojornalismo

ANSELMO DUARTE – O PAGADOR DE PROMESSAS

O cineasta e ator Anselmo Duarte, de 89 anos, morreu hoje, por volta da 1h30, no Hospital das Clínicas, em São Paulo. A causa da morte foi um acidente vascular cerebral hemorrágico, segundo a assessoria de imprensa do hospital, onde ele estava internado em estado grave desde 27 de outubro.
Anselmo Duarte foi o único brasileiro a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1962
com o filme ” O Pagador de Promessas”. A foto foi tirada na sua residência em 21 de janeiro de 2008. Foto Lumi Zúnica. Fonte Lumi Zúnica

28/10/2009 - 17:40h João Pina no El País retrata o quotidiano das favelas do Rio

Arte Photographica

Dois alegados traficantes de droga detidos durante uma operação da polícia no bairro de Acari, Rio de Janeiro, Brasil
© João Pina

O fotógrafo do colectivo [KameraPhoto] João Pina assina no El País uma grande reportagem sobre o quotidiano das favelas do Rio de Janeiro. As imagens são acompanhadas de um texto de Bernardo Gutiérrez e podem ser vistas aqui. É deprimente reparar que não existe hoje em Portugal jornal ou revista com orçamento para pagar com regularidade trabalhos de fundo com esta qualidade.

Adenda: a prestigiada The New Yorker foi primeira publicação a divulgar um conjunto de imagens deste trabalho de João Pina que tem fotografado as favelas do Rio desde há dois anos e meio. A galeria é acompanhada com um depoimento de Jon Lee Anderson que assina o texto Gangland na edição de 5 de Outubro.

24/10/2009 - 17:50h Prêmio Esso de jornalismo 2009

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Foto de Marcelo Carnaval. O Presidente Lula na imagem intitulada “Crise, que Crise”, publicada no jornal O Globo.


As comissões de seleção do Prêmio Esso de Jornalismo 2009, após sucessivas reuniões realizadas nos dias 19, 20, 21 e 22 de outubro, no Rio, concluíram as tarefas de indicação dos trabalhos que concorrerão à premiação em 11 categorias. Os vencedores deste ano serão conhecidos no dia 8 de dezembro, durante cerimônia de premiação a ser realizada no Hotel Copacabana Palace, no Rio. Ao todo, 25 jornalistas, alguns dos quais integrantes de equipes dos maiores jornais brasileiros, examinaram durante cerca de 30 dias um total de 1.091 reportagens, fotografias e criações gráficas, para concluir pela indicação de 35 trabalhos finalistas. A foto vencedora do Prêmio Esso de Fotografia 2009 será escolhida via Internet por uma Comissão Especial de 50 jurados que votarão em um dos cinco trabalhos selecionados e adiante indicados. Os finalistas são: Moacyr Lopes Junior, com a foto “A Dor da Perda”, publicada no jornal Folha de São Paulo. Arnaldo Carvalho, com a foto “Fome”, do conjunto “Exilados na Fome” publicado no Jornal do Commercio (Recife). Marcelo Carnaval, com a foto “Crise, que Crise”, publicada no jornal O Globo. Daniel Mobilia, com a foto “Fala que eu não te escuto”, publicada no jornal Diario de São Paulo e Daniel Marenco, com o conjunto de fotos “No Corredor do Inferno”, publicado no jornal Zero Hora.

Fonte Images&Visions

04/10/2009 - 17:25h War Photographer

Images&Visions

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Cartaz do documentário “War Photographer”, sobre o trabalho do fotojornalista James Nachtwey.


Em 2001 foi lançado o documentário “War Photographer”, sobre o trabalho do fotógrafo James Nachtwey. O diretor Christian Frei utilizou micro-câmeras especiais acopladas à câmera fotográfica dele, proporcionando ao público a oportunidade de acompanhar o fotojornalista em ação. O documentário foi filmado em dois anos durante os conflitos de Kosovo, Palestina e Indonésia. Norte-americano nascido em Syracuse e criado em Massachusetts, formou-se na Dartmouth College, onde estudou História da Arte e Ciências Políticas (1966-70). James Nachtwey começou a trabalhar em 1976, como fotógrafo de jornais no Novo México e em 1980, mudou-se para Nova Iorque para dar início a uma carreira como fotógrafo free-lance para revistas. No seu primeiro trabalho como fotógrafo internacional fez a cobertura do movimento civil na Irlanda do Norte em 1981 durante a greve de fome do IRA (Exército Republicano Irlandês). Desde então, James Nachtwey tem se dedicado a documentar guerras, conflitos e situações sociais precárias. James Nachtwey é considerado por muitos o mais corajoso fotojornalista da atualidade e também o mais ocupado dos fotógrafos profissionais do mundo. Em 2003, atuava como correspondente da revista Time em Bagdá e foi ferido por uma granada quando acompanhava uma patrulha dos Estados Unidos. Ficou internado inconsciente por alguns dias. Além disso, é tido como um homem tímido, empenhado na profissão e que gosta de mergulhar em pensamentos filosóficos, vem usando a fotografia ao longo de sua experiência como uma arma pacífica para documentar desigualdade e conflitos sociais. Leia mais sobre James Nachtwey Aqui
Assista aqui ao trailer do filme

24/08/2009 - 16:22h Futuro parece sombrio para o fotojornalismo

DINHEIRO & NEGÓCIOS

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Por DAVID JOLLY

PARIS — Quando os fotojornalistas e seus admiradores se reunirem no sul da França, no final deste mês, na mostra Visa pour l’Image, comemoração anual de seu ofício, muitos profissionais poderão estar se perguntando quanto tempo ainda conseguirão aguentar.
Jornais e revistas têm cortado os orçamentos de fotografia ou fechado suas portas, e as redes de TV reduziram a cobertura noticiosa em favor de material menos caro. Imagens e vídeos amadores tirados com celulares são publicados em sites da web minutos depois dos fatos. Os fotógrafos que tentam ganhar a vida retratando as notícias dizem que há uma crise.
O último sinal de problemas foi o da empresa dona da agência de fotos Gamma, que pediu concordata em 28 de julho após sofrer prejuízo de US$ 4,2 milhões no primeiro semestre, quando suas vendas caíram quase 33%.
A Gamma foi fundada em 1966, pelos fotógrafos Raymond Depardon e Gilles Caron. Juntamente com as agências Sygma, Sipa e a mais antiga Magnum, ela ajudou a fazer de Paris a capital mundial do fotojornalismo.
Um tribunal de Paris deu à dona da Gamma, a agência Eyedea Presse, seis meses para se reorganizar. “Aguentamos até onde pudemos, mas este modelo empresarial não é mais viável”, disse Stéphane Ledoux, executivo-chefe da empresa.
Olivia Riant, porta-voz da Eyedea Pesse, disse que haverá cortes de empregos. “O problema é que a fotografia jornalística está acabada”, ela disse. “Vamos parar de cobrir fatos diários para cobrir temas com maior profundidade.”
A Gamma foi adquirida em 1999 pela Hachette Filipacchi Médias, uma unidade da Lagardère, que a combinou com outras operações para fornecer fotos para suas revistas. Mas o negócio não prosperou, e ela foi vendida em 2007 para o fundo de investimentos Green Recovery. As concorrentes da Gamma não se saíram muito melhor: a Sygma foi adquirida pela Corbis em 1999, e a Sipa, pela Sud Communication em 2001.
O fotojornalismo viveu uma era dourada desde antes da Segunda Guerra Mundial até a década de 70. Revistas como “Time”, “Life” e “Paris Match” —e virtualmente todos os grandes jornais do mundo— tinham orçamentos para empregar legiões de fotógrafos.
Mas, hoje, em uma época de menor receita publicitária e demissões, editores de fotografia de diversas publicações têm de pensar bem antes de mandar um fotógrafo em campo ao custo de US$ 250 por dia, mais despesas.
As grandes agências de notícias —Associated Press, Agence France Presse e Reuters, junto com locomotivas regionais como Kyodo, no Japão, e Xinhua, na China— dominam a fotografia jornalística. Mas o negócio de comercializar e vender fotos digitalizadas é comandado por duas empresas globais: a Getty Images, fundada em 1995, e a Corbis, fundada em 1989 pelo presidente da Microsoft, Bill Gates.
As empresas de fotos de arquivo ganharam destaque ao comprar centenas de arquivos de imagens e disponibilizá-los para venda on-line. Enquanto continuam patrocinando o fotojornalismo, as companhias são na verdade serviços de gerenciamento de direitos autorais de propriedade digital.
Na Getty, 70% das receitas vêm da venda de imagens de arquivo. “Fotojornalismo significa que os fotógrafos podem contar a história em imagens, e havia lugares onde eles podiam publicar essas fotos”, disse o principal executivo da Getty, Jonathan Klein. “No mundo da imprensa, a maioria desses lugares desapareceu desde então.”
Mas, ele acrescenta, há motivos para otimismo, porque “graças à web hoje há bilhões de páginas para os fotógrafos mostrarem seu trabalho”.
Jean-François Leroy, organizador do festival de fotojornalismo Visa pour l’Image, que começa neste sábado, na França, apontou como outro problema a menor ênfase a temas sérios na mídia. “Os fotógrafos estão produzindo coisas ótimas, mas hoje a mídia só parece se interessar por celebridades”, disse.

12/08/2009 - 17:31h New York Times aponta crise no fotojornalismo

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© Keystone / Eyedea. Fotojornalista na inundação de Londres, 1927.

O jornal norte-americano The New York Times (NYT) publicou reportagem nesta terça-feira (11/08) em que alerta para a crise vicenciada pelo Fotojornalismo. O texto baseia-se em dados como a concorrência dos fotógrafos profissionais com amadores na internet, além da recessão e cortes de despesas nos orçamentos de revistas e jornais. O caso da tradicional agência Gamma -que entrou em concordata no último dia 28 -também é utilizado como aviso à sobrevivência do setor. A citada Gamma, localizada em Paris, acumulou dídida de US$ 4,2 milhões no primeiro semestre deste ano. Fundada em 1966, foi uma das agências independentes que transformou a França na capital do Fotojornalismo mundial. Após a concordata, a Justiça de Paris concedeu seis meses para a Eyedea Press -proprietária da agência- se reestruturar. No texto, a porta-voz da empresa justifica a crise no setor e faz um alerta: “O modelo de negócio não está funcionando hoje. Portanto, sem mudanças, não funcionará amanhã. O problema é que o Fotojornalismo acabou. Vamos parar de cobrir assuntos diários e partir para temas mais profundos”, disse Olívia Riant.

Fonte: Images&Visions e Portal Imprensa

09/03/2009 - 18:51h Fotojornalismo e publicidade

© Foto de Oliviero Toscani. Kissing-nun. Imagem de um padre beijando um freira em um anúncio da empresa italiana Benetton.1992.

 

 

Exposição em Paris reúne oitenta fotos polêmicas no fotojornalismo e na publicidade

 

Blog Images&Visions

A fotografia no fotojornalismo como na publicidade, não é unívoca. Ao contrário, ela pode ser fonte de diversas interpretações, dependendo do olho e do julgamento de quem vê e, por isso, pode gerar polêmicas e suscitar problemas jurídicos e éticos. Sobretudo quando se trata de fotojornalismo. É o que mostra a exposição “Controvérsias – Uma História Ética e Jurídica da Fotografia”, que reúne oitenta imagens polêmicas na Bibliothèque Nationale de France em Paris. O trabalho é fruto de muitos meses de pesquisa de um historiador da arte e de um advogado, Daniel Girardin e Christian Pirker, que resolveram contar a história de uma série de fotos polêmicas no fotojornalismo e na publicidade. Um dos exemplos é a fotografia de uma freira beijando um padre, de autoria de Oliviero Toscani, usada em um anúncio da empresa italiana Benetton. A exposição Controvérsias fica em cartaz até o dia 24/05. Veja mais fotos Aqui