15/08/2008 - 16:19h A mostra “Sutil Violento” é apresentada em Buenos Aires

© Foto de Julio Bittencourt. Numa Janela do Edifício Prestes Maia. 911.

 

O Centro Cultural Recoleta apresenta em Buenos Aires a mostra Sutil Violento”, que explora em fotografias uma das características marcantes da América Latina: a violência em suas mais diversas manifestações. Com curadoria do fotógrafo Iatã Cannabrava, a mostra estreou em São Paulo e fez parte do Fórum Latino-Americano de Fotografia. A seleção, que foi apresentada no Uruguai, continua sua itinerância visitando Buenos Aires e depois segue para o Chile. Até 31 de agosto. Centro Cultural Recoleta/Fundación Luz Austral. Junín 1930 - Buenos Aires – Argentina. Informações 54 11 4803 1040 eaf@eaf.com.ar

Fonte Images&Visions

04/08/2008 - 19:25h Isto não é o Sitio de Sergio Leo

A arte do Duchamp não é penico

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por Sergio Leo - roubado do Sitio de Sergio Leo

Ah, finado Duchamp, quanta tonteria se fala em seu nome! Talvez por isso ele dizia não ser artista, mas jogador de xadrez (na imprensa francesa, seu obituário saiu na seção de enxadrismo; para os esnobes do Velho Mundo, Duchamp era coisa de novo-rico americano). Leio no Estadão, em artigo do Daniel Piza, que Duchamp não caiu no jogo da arte conceitual, que botava a mão na massa… Menas, querido Daniel, menas.

Duchamp, é, sem dúvida, o pai da arte conceitual, como bem aponta o Geraldo Tomás na Folha deste domingo. O artigo, como boa parte dos escritos do Tomas é de uma panaquice sem fundo; o Geraldo se descabela e exagera quando fala do Duchamp como único pai do pessoal do Fluxus, gente como o John Cage, o cara que fez por merecer não um, mas quatro minutos e meio de silêncio após a morte.

Ora, a turma Dada já estava botando a tuba do avesso quando o Duchamp lustrava o penico para a exposição dos recusados.

Mas acabo caindo no erro do Geraldo Tomas, recitando como aluno arrogante coisas que os estudantes de Artes Plásticas aprendem no primeiro ano de faculdade. O Geraldo errou no tom, mas acertou na substância: é meio ridículo acreditar que a obra do Duchamp será acessível com uma retrospectiva da “obra” dele, como a que está em exibição, nesse momento, em Sampa. Isso porque, a menos que tenham treinado direito os monitores (e os comentários do público perplexo, transcritos pela Folha, me indicam que não), a “obra” de Duchamp que lhe garantiu lugar na história das artes plásticas pouco tem a ver com exposições museológicas, de objetos criados pelo artista. (Duchamp até reproduziu obras dele mesmo, em fotos e objetos depois arrumados em maletas que distribuía aos amigos; mas isso era, em si, uma outra obra).

mona_lisa_lhooq.jpg Ironia e humor são elementos inseparáveis do trabalho de Duchamp. Ao apresentar um urinol _ e fazer com que um amigo, no corpo de jurados, garantisse sua inclusão no Salão alternativo montado em Paris_, ele punha em xeque o conceito de arte e os limites da rebeldia, dos artistas que se insurgiam contra a arte sancionada pela academia, pelo status quo. (Depois, o Andy Warhol poria a arte em cheque, lucrando muito com o pop; mas isso é tema doutro post). A Mona Lisa com bigodes tem um título (”L.H.O.O.Q.”)que, lido em francês, soa como “ela tem fogo no rabo”, piadinha tão incompreensível quanto reveladora da mania de Duchamp de jogar com os títulos das obras (Ao lado, uma interpretação de um grafiteiro inglês que pegou o espírito da coisa).

Duchamp começa mais careta, porém, aplicando à pintura conceitos de Cèzanne e dos cubistas, misturados a idéias do futurismo (influência que ele renegava), com um elemento adicional: o non-sense evocativo dos surrealistas. “Nu descendo a escada” choca os contemporâneos, não pela imagem, uma representação dinâmica quase monocromática e movimento, mas pelo título. Nus reclinavam-se, assumiam poses mitológicas, até assemelhavam-se a figuras banais; mas não movimentavam-se pelo mundo, como gente, descendo escadas, nem se encaixavam no conceito de arte contestatória dos rebeldes de então.
Os irmãos de Duchamp o recriminam pela tela, recusam a obra no Salão dos Independentes, e ele briga com eles e os amigos, vai a Nova York, onde é recebido como um sopro de modernidade européia pelos apreciadores de arte ávidos de novidade. É nos EUA emergentes do pós-guerra que Duchamp emerge também como figura lendária. The right man in the right place.
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Duchamp _ e aí está o erro do Daniel Piza _ reprovava os cubistas pela sua subserviência a uma arte “retiniana”, “ótica”, voltada aos sentidos. Ele é pai e avô dos conceitualistas porque, mais que enfant terrible como os Dadas e seu gosto pelo irracionalismo e pela contestação, ele tem uma pretensão teórica; e é o primeiro a condenar sériamente a estética como padrão de julgamento da arte. O artista não é mais um artesão iluminado, mas uma espécie de medium, um intermediário que vai traduzir em Arte o espírito, desafios e ameaças de sua época.
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Até hoje escandaliza, e intriga. Duchamp e seus netinhos me fazem lembrar Platão, que excluiria os artistas de sua República ideal porque eles enganavam o povo, com imagens que não passavam de ilusões montadas sobre outra ilusão _ aquilo que pensamos ser realidade e que, para Platão, não passa de fantasmas da verdadeira realidade, a Idéia. Diferentemente de Platão, porém, os idealistas da Arte contemporânea valorizam (claro) e repensam o papel do artista, que não seria mais reproduzir o visível (há máquinas para fazer isso), mas vasculhar esse mundo das idéias, para trazer novas idéias ao mundo.

Nu descendo a escada
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O mais importante não seriam os objetos, os resultados dessa pesquisa, mas o próprio processo executado pelo artista nessa busca de novas significações para aquilo que nós experimentamos sem ter consciência exata do que estamos experimentando. Um dos bispos dessa nova religião, Joseph Kosuth, vai dizer que os quadros cubistas são meros cadáveres, resquícios da verdadeira arte dos cubistas. A arte não é o quadro, mas o processo pelo qual eles revolucionaram a forma de representar o mundo visível.

Instalação de Joseph Kosuth
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É um caminho onde a arte vai encontrar a filosofia e brigar para tomar o lugar dela, com regras próprias. O conservador Tom Wolfe, com um estilo que falta a muitos críticos inconformados com a arte contemporânea, vai zombar disso num livro, A Palavra Pintada, em que prevê exposições onde as tabuletas explicativas chamarão mais atenção que os objetos de arte. O que ele não aceita é que a experiência pura, dessa arte que exige explicações, às vezes possa abrir a cabeça das pessoas dispostas a compreender novidades.

Sobre esse mundo aberto pelo Duchamp, de uma arte não representativa e conceitual, quem tem um comentário bacana e mais inteligente que a do Wolfe é o iconoclasta Michel Onfray, ao falar da necessidade de “fabricação do gosto” no mundo contemporâneo:
“Aceite, no princípio de sua iniciação (à Arte) perder-se, não compreender tudo, misturar, enganar-se, aproximar-se, de não obter, de cara, resultados excelentes”. Ninguém se arrisca a criticar um grande intelectual sem dedicar algum tempo a entender o que ele fala, argumenta o Onfray.

Com a arte que debocha de si mesma, essa dedicação a entender é mais difícil. Mas necessária, como mostra a fertilidade do trabalho esquisito do Duchamp. É curioso como certos achados da criticada arte contemporânea vão sendo apropriados, com o passar do tempo, pela publicidade, pelo cinema, pela arquitetura e pelo design e incorporados na vida daqueles que achavam uma empulhação as obras que inspiraram essas apropriações.
(e pensar que eu ia escrever sobre a Marina Abramovic e um artigo sobre os limites da vanguarda chocante. Fica para o próximo domingo).

Sergio Leo

04/08/2008 - 18:07h Atletas britânicos posam nus para campanha publicitária

Saltador Phillips Idowu, ciclista Rebecca Romero e nadador Gregor Tait foram fotografados durante atividades

Reuters - Agencia Estado

LONDRES - Três dos melhores atletas britânicos posaram nus para uma campanha publicitária do Powerade, uma bebida para esportistas. O saltador Phillips Idowu, a ciclista Rebecca Romero e o nadador Gregor Tait foram clicados pelo fotógrafo Nadav Kander durante suas atividades, sem nenhuma peça de roupa.

Phillips Idowu. Foto: Reuters

 

Idowu afirmou que a sessão de fotos foi “sem dúvida umas das mais incomuns de que já participei, mas também uma das que mais gostei”.

Rebecca Romero. Foto: Reuters

 

“Todo mundo está acostumado a ver atletas competindo ou ganhando, mas queríamos mostrar a preparação real de um atleta, seus músculos e seu poder”, afirmou Cathryn Sleight, diretora de marketing da Coca-Cola para o Reino Unido, que lançou a campanha da bebida.

Gregor Tait. Foto: Reuters

28/07/2008 - 19:15h Zimbel - Marilyn

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george zimbel

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O fotógrafo George Zimbel (78 anos) é o autor da foto de Marilyn Monroe com o vestido levantado pelo vento de uma tubulação. Atualmente ele exibe suas obras em todo o mundo. George Zimbel expôs recentemente em Barcelona sobre a fotografia documental nos EUA e no Canadá. De origem norte-americana, ele mora em Montreal desde 1971. Ele fotografou muitas personalidades como Harry Truman, John e Jacqueline Kennedy e muitos outros. Ainda está muito ativo na profissão. Ele continua produzindo fotos em seu estúdio em Montreal. Ele trabalha somente em película usando uma Leica M4. Leia mais: http://georgezimbel.com/

Fonte Images & Visions

21/07/2008 - 22:02h Edward Weston

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Nudes - Foto de Edward Weston

Edward Weston was born in 1886 in Highland Park, Illinois. When he was sixteen years old his father gave him a Kodak Bulls-Eye #2 camera and he began to photograph at his aunt’s farm and in Chicago parks. In 1903 Weston first had his photographs exhibited at the Chicago Art Institute. Soon after the San Francisco earthquake and fire on April 19, 1906, Weston came to California to work as a surveyor for San Pedro, Los Angeles and Salt Lake Railroad. For a short while Weston returned to Chicago and attended the Illinois College of Photography, but came back to California to live in 1908 where he became a founding member of the Camera Pictorialists of Los Angeles. He married Flora Chandler in 1909 and they soon gave birth to two sons: Edward Chandler Weston, in 1910 and Theodore Brett Weston in 1911. Weston had his own portrait studio in Tropico, California and also began to have articles published in magazines such as American Photography, Photo Era and Photo-Miniature where his article entitled “Weston’s Methods” on unconventional portraiture appeared in September, 1917. Weston’s third son, Laurence Neil Weston, was born in 1916 and his fourth, Cole Weston, in 1919. Soon after Weston met Tina Modotti which marked the starting point of their long relationship, photographic collaborations in Mexico and later much publicized love affair. Modotti’s husband, a political radical in Mexico, died in 1922. That same year Weston traveled to Ohio to visit his sister and there took photographs of the Armco Steel Plant. From Ohio he went to New York and met Alfred Stieglitz, Paul Strand, Charles Sheeler and Georgia O’Keefe. At this time Weston renounced Pictorialism and began a period of transition, self-analysis and self-discipline while making voyages to Mexico, often with Modotti and one of his sons. Some of the photographs that he and Modotti made in Mexico were published in Anita Brenner’s book Idols Behind Altars. Weston began photographing shells, vegetables and nudes in 1927. Weston kept very detailed journals or “Day Books” of his daily activities, thoughts, ideas and conversations. His first publication of these writings “From My Day Book” appeared in 1928 - others were published after his death. Two years later he had his first New York exhibit at Alma Reed’s Delphic Studios Gallery and later exhibited at Harvard Society of Contemporary Arts with Walker Evans, Eugene Atget, Sheeler, Stieglitz, Modotti and others. Weston was a Charter member of the “Group f/64″ that was started in 1932 and included Ansel Adams, Imogen Cunningham, Consuelo Kanaga and others. They chose this optical term because they habitually set their lenses to that aperture to secure maximum image sharpness of both foreground and distance. Weston went even further toward photographic purity in 1934 when he resolved to make only unretouched portraits. Even though several large exhibitions followed, he was still of modest means and in 1935 initiated the “Edward Weston Print of the Month Club” offering photographs at $10 each. In 1937 he was the first photographer to be awarded a Guggenheim fellowship taking his assistant Charis Wilson along on his travels whom he married the next year. In 1940 the book California and the West was published with text by Charis and photographs by Edward. The same year he participated in the U.S. Camera Yosemite Photographic Forum with Ansel Adams and Dorthea Lange. In 1941 he was commissioned by Limited Editions Club to illustrate a new edition of Walt Whitman’s Leaves of Grass. Weston started experiencing symptoms of Parkinson’s disease in 1946 and in 1948 made his last photographs at Point Lobos. In 1952 his Fiftieth Anniversary Portfolio was published with his images printed by Brett. In 1955 Weston selected several of what he called “Project Prints” and began having Brett, Cole and Dody Warren print them under his supervision. Lou Stoumen released his film The Naked Eye in 1956 of which he used several of Weston’s print as well as footage of Weston himself. Edward Weston died at home on January 1, 1958.

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Frida Kahlo por Edward Weston

Edward Weston (Highland Park, Illinois, 24 de março de 1886Widcat Hill, 1 de janeiro de 1958) foi um dos fotógrafos estadunidenses mais importantes do século XX.

Aos 16 anos ganhou sua primeira máquina fotográfica e fez suas primeiras fotos, demonstrando um grande talento em sua infante prática no campo da fotografia artística. Com 20 anos já havia publicado seus trabalhos.

Em 1922, Weston fotografou seu filho Neil nu. Apesar de não ser exatamente um trabalho do estúdio, a imagem foi aceita como uma clássica escultura em fotografia.

Viajou ao México em 1923, acompanhado de sua companheira Tina Modotti, quando esta ficou viúva, e de um dos seus quatro filhos, Chandler, e lá permaneceram por três anos. Com a ajuda de Modotti, realizou um trabalho fotográfico de mais de 200 obras para o livro Ídolos por trás dos altares, de Anita Brenner.

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Retrato de Tina Modotti, por Edward Weston (1923).

Em 1926 voltou para a Califórnia. Esse período de 1296 a 1930 significou para Weston um dos mais significantes de sua carreira, realizando seus trabalhos mais representativos.

Visitou o Deserto de Mojave em 1928, onde se deparou pela primeira vez com a paisagem. O deserto o impressionou, e como resultado, abriu portas para novos caminhos criativos.

A partir de 1929, iniciou sua célebre série de arte abstrata. Realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque no ano de 1930. Dois anos depois, publicou seu primeiro livros de fotografias, The Art of Edward Weston (A arte de Edward Weston).

Em 1935 se estabeleceu em Santa Mônica, onde encontrou lugares de grande inspiração, como nas dunas da Baía de Oceano. Nos últimos anos de sua vida, sua obra se fez mais sutil e diversa, porém, sem a força dos trabalhos anteriores. Em 1946 se divorciou de sua segunda esposa, Charis, e lhe apareceram os primeiros sintomas da síndrome de Parkinson.

Em 1947 teve seu primeiro contato com a fotografia em cores, mas não sem certas reticências. (wikipedia)

O fotógrafo Edward Weston (1886-1958) é considerado um pioneiro e um dos representantes mais sólidos da “fotografia direta” americana. Gostava de fazer experiências, de procurar motivos abstratos, angulos de observação e condições de iluminação. Fotografou fragmentos de rostos e nus e começou a usar técnicas de foco variável. Para Weston, as coisas do dia-a-dia transformavam-se em esculturas orgânicas, cujas formas eram ao mesmo tempo expressão e justificativa da vida que abrigavam, uma qualidade quase tátil.(Blog Um postal para um amigo).

21/07/2008 - 17:00h Ai Weiwei, um chinês para as massas

Eu não tinha visitado o sitio do Sergio Leo no domingo e faço mea culpa. Basta um dia sem passear meus olhos no que esse Jornalista escreve (com J maiúscula mesmo) e fico “anonadado” (misto de atordoado, admirado e boquiaberto). Desta vez minha admiração esta embasada pela inveja. Vejam só, furando todos os jornais que hoje correram atrás do Leo para mostrar a arte em Beijing e os artistas de vanguarda da China, Sergio Leo nos mostra o Ai Weiwei como ninguém. Esse Sergio Leo deve ser chinês, ou a reencarnação do jovem guarda vermelho após o descobrimento da música clássica, proibida na revolução cultural. Em todo caso, se vocês não tiverem tempo de ir ao campo, encontrarão aqui a aula magna do valoroso jornalista. Sergio leo é jornalista do VALOR. LF

Feita com janelas e pórticos de construções milenares chinesas, das dinastias Ming e Qing, “Template”, uma obra do artista Ai Weiwei desabou quando era exibida na Documenta de Kassel, no ano passado. O artista, quando viu o resultado, mandou que deixassem daquele jeito, tinha ficado até melhor, segundo ele.

O Gilberto Scofield, repórter brilhante hoje correspondente dO Globo na China, tem olho aguçado para temas mal cobertos pela grande midia; hoje ele faz uma matéria interessante sobre um personagem mais ainda, esse Ai Weiwei, que tem até um blogue! Pena que em chinês (o blogue do artista, não a matéria do Scofield). Foi pelo blogue que Ai Weiwei convocou voluntários para outra obra dele, em que levou 1.001 chineses para a Documenta, para simplesmente permabularem pela Bienal mais famosa da Alemanha. Tem um site da oficina dele, a Fake (Falso), para quem fala inglês, AQUI.

Não achei link para a matéria do Globo, mas o Scofield fala dele no blogue do Globo também, AQUI. Na comparação mais freqüente com o Ai Weiwei, ligam o nome dele ao do Andy Warhol, que, aliás, o próprio Ai Weiwei diz ter sido uma tremenda descoberta, quando ele chegou a Nova York, no exílio. A ArtReview de maio trouxe o artista como matéria de capa e também diz que ele seria o Warhol chinês, mirando o fluxo contemporâneo com um misto de espanto e desdém. Mas a comparação é ruim.

Enquanto Warhol celebrava o emergente mundo do consumo de massa e, com aquele ar aparvalhado, metia a contemporaneidade no mundo da arte, como uma seringa com drogas, Weiwei trabalha com algo que se dissolvia nos EUA dos anos 60 e 70, e, na China, sobra: história densa, muita história.

Mais para a iconoclastia de Duchamp que para o conformismo travestido de rebeldia do Warhol. Não é à toa que o primeiro trabalho de enorme repercussão de Ai Weiwei, feito em 1995, foi “Deixando cair um vaso da dinastia Hang”, performance registrada em três fotos, uma em que segura com cuidado um vaso de uns vinte séculos de existência, outra em que ele larga o vaso, que aparece a centímetros do solo, e outra com o vaso espatifado, o artista de olhar impassível mirando a câmera.

Não fez mais dano à milenar história e ao patrimônio chinês do que fizeram os ingleses quando dobraram o Império do Meio na Guerra do Ópio, nem do que os atuais burocratas chineses, em seus projetos de modernização da China. Os 1.001 portais das dinastias Ming e Qing que viraram ruína em Kassel, lembre-se, vieram de construções demolidas, na acelerada corrida chinesa para a modernidade. Em outro vaso Hang ele inscreveu o logotipo da Coca-Cola, mais ou menos como quem põe uma loja da Starbucks em plena Praça da Paz Celestial.

Ele usa, com freqüência, madeira de templos e outras construções chinesas demolidas, e os monta de acordo com técnicas tradicionais de marchetaria e carpintaria chinesa, sem pregos ou nada que não encaixes da madeira. Tem uma série famosa de fotos, em que aparece fazendo um gesto obsceno para construções como a Praça Tianamen, ou a Casa Branca. Tem trabalhos chocantes, como a série de vasos do período neolítico pintados com tinta epoxi. Algumas obras dele podem ser vistas AQUI. Weiwei é um monstro criador na arte chinesa, patrocina, com a excelente China Art Archives & Warehouse (CAAW), artistas locais e projetos sobre a arte do país.
A obra dele junta reflexões sobre o tradicional fazer artístico na China, o papel político do artista (no mais amplo sentido, como habitante da polis, da cidade), o valor do objeto artístico e do trabalho criador.

Ele é filho de um poeta que foi exilado pela Revolução Cultural, e posto para limpar latrinas, para aprender que intelectual em revolução tem mais é que botar a mão naquilo. Ninguém chegou a tentar traçar um paralelo entre a experiência do pequeno Weiwei, vendo o pai com a mão na bosta e a epifania que deve ter tido ao ver, em Nova York (para onde foi depois da “reabilitação” da família, nos novos tempos que se seguiram), o Urinol de Duchamp. Dou de graça essa sugestão para uma tese de mestrado. Mas a experiência de exilado marcou o cara.

Na matéria da ArtReview (a capa diz “Ai Weiwei, a verdade nua sobre o maior artista chinês”), o artista fala sobre a experiência de ostracismo, na China, com o pai condenado: “Você tem a sensação de pertencer a uma familia de criminosos, ser o inimigo de todo mundo. Mas, de repente, você percebe que não é tão ruim ser o inimigo _ não o inimigo, de fato, mas estar do lado de fora, fora da multidão, da massa”. Sentir-se fora da massa, na China, deve ser mesmo uma bruta duma experiência.

posted by Sergio Leo

21/07/2008 - 12:58h Olimpíadas com arte

Veja também aqui no blog
Conhecido como 798, este é o bairro de Pequim que reúne o maior número de artistas, estúdios e galerias e parece praticamente imune à rígida censura do país

Cláudia Trevisan - O Estado de São Paulo


A meteórica ascensão econômica da China se replica no mundo das artes plásticas, no qual a produção contemporânea do país bate sucessivos recordes de preços no mercado internacional. O bairro que reúne o maior número de estúdios e galerias de Pequim se transforma em um dos principais pontos turísticos da cidade, depois da Grande Muralha e da Cidade Proibida.

Conhecido como 798, o distrito artístico da capital chinesa é um enorme território livre de criação - ou pelo menos mais livre que seu entorno, submetido à estrita censura chinesa. O local era um parque industrial construído nos anos 50 com ajuda de arquitetos da ex-Alemanha Oriental, que conceberam os edifícios no melhor estilo Bauhaus, simples e funcionais.

Várias fábricas identificadas por números se dedicaram durante anos à produção de equipamentos eletrônicos para as Forças Armadas. Desativadas nos anos 90, muitas delas começaram a ser ocupadas por artistas no fim da década, o que transformou a região em uma versão chinesa do SoHo nova-iorquino.

A que tinha o número 798 foi recriada como um dos primeiros locais de exposição e acabou emprestando seu nome a todo o distrito. Em suas paredes, ainda estão os slogans da Revolução Cultural (1966-1976), que pediam longa vida ao comandante Mao Tsé-tung (1893-1976), escritos em ideogramas vermelhos.

As galerias seguiram os artistas e atrás deles foram restaurantes, bares, livrarias e lojas. No ano passado, o distrito 798 recebeu 1,5 milhão de visitantes, número três vezes maior do que em 2005. Livre das amarras ideológicas do passado, a arte contemporânea chinesa floresceu a partir de meados dos anos 80, pelas mãos de artistas que nasceram ou cresceram durante a Revolução Cultural, o movimento que levou ao extremo a idéia de que a criação deveria estar submetida aos interesses da construção do socialismo.

A arte contemporânea chinesa começou a ganhar o mundo na década atual, com exibições na Europa e nos Estados Unidos e colecionadores dispostos a pagar preços cada vez mais altos por seus trabalhos.

O caso mais emblemático da ascensão meteórica dos chineses no mercado internacional é a obra Execução, de Yue Minjun, de 46 anos. Inspirado no massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989, o quadro foi pintado em 1995 e vendido em seguida por US$ 5 mil ao marchand de Hong Kong Manfred Schoeni. No ano seguinte, o investidor Trevor Simon desembolsou US$ 32 mil pela pintura, com a condição de não exibi-la em público durante dez anos em razão de seu tema ‘’sensível”. Em outubro de 2007, Execução foi arrematada por US$ 5,9 milhões em um leilão da Sotheby’’s de Londres, tornando-se a mais cara obra contemporânea chinesa vendida até então.

O recorde logo foi quebrado por Zeng Fenzhi, de 44 anos, e seu quadro Série Máscaras,1996, nº 6, vendido em maio de 2008 por US$ 9,7 milhões, o mais alto preço já pago por uma obra de arte contemporânea asiática.

A cifra foi o triplo da estimativa inicial de US$ 3,2 milhões feita pela Christie’’s, responsável pelo leilão. O quadro mostra oito jovens de braços dados, com máscaras sorridentes e os lenços vermelhos no pescoço, típicos da Revolução Cultural.

Os artistas chineses que nasceram na década de 60 tentam captar o turbilhão de mudanças no qual o país mergulhou nos últimos 30 anos e refleti-lo de diferentes maneiras em suas criações. Muitos deles sofreram influência decisiva do massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989, que enterrou as aspirações por mudanças democráticas e mais liberdade alimentadas desde o início daquela década.

O resultado foi o movimento ”Realismo Cínico”, do qual fazem parte Yue Minjun e Fang Lijun, outro artista que usa figuras carecas em suas pinturas. A escola é marcada pela ironia, o desencanto e o fim do idealismo dos primeiros anos do processo de reforma e abertura da China, iniciado por Deng Xiaoping em 1978.

A memória do passado socialista está presente nos quadros de Zhang Xiaogang, que realiza séries inspiradas na estética de fotografias de família do início do século passado, mas com a maioria dos personagens vestidos com o guarda-roupa que imperou durante o maoísmo.

”Os retratos familiares mudos de Zhang Xiaogang parecem ter capturado a verdadeira essência do drama histórico, ou mesmo trauma, da construção de uma sociedade contemporânea próspera a partir das brasas de uma revolução”, diz o catálogo da Sotheby’’s sobre sua obra.

O impacto das transformações econômicas na vida de milhares de chineses é refletido nas criações de Liu Xiaodong, pintor figurativista, autor de uma longa série sobre a construção da gigantesca hidrelétrica de Três Gargantas, que inundou um trecho de 600 km de extensão e 1,1 km de largura e forçou a realocação de pelo menos 1,4 milhão de pessoas. Xiaodong estabeleceu um novo nível de preço para a arte contemporânea chinesa em 2006, quando sua obra Pessoas Recentemente Deslocadas foi vendida por US$ 2,7 milhões.

ESTRELAS CHINESAS

AI WEIWEI
Ano de nascimento: 1959

Misto de artista e agitador cultural, Ai Weiwei já realizou trabalhos de design, arquitetura, escultura, instalações, performances e foi consultor da dupla Jacques Herzog e Pierre de Meuron, arquitetos responsáveis pelo desenho do Estádio Olímpico de Pequim, batizado de Ninho de Pássaros. Ai Weiwei é diretor do China Art Archives and Warehouse, galeria voltada para a arte conceitual e experimental

ZENG FENZHI
Ano de nascimento: 1964

Bateu o recorde de preço de arte contemporânea asiática depois que seu quadro Série Máscaras, 1996, nº 6 foi arrematado por US$ 9,7 milhões em maio deste ano. A série ”máscaras” é seu mais célebre trabalho e mostra personagens dos anos 90 usando máscaras com olhos bem abertos e expressões ensaiadas e artificiais

YUE MINJUN
Ano de nascimento: 1962

Sua marca registrada são auto-retratos sorridentes (foto acima)que aparecem em todos os seus trabalhos, sejam pinturas ou esculturas. Inspirado pelo massacre de estudantes na Praça Tinanmen, em 1989, seu quadro Execução foi vendido por US$ 5,9 milhões em outubro de 2007, o mais alto preço pago por uma obra contemporânea chinesa até então. Yue integra o movimento Realismo Cínico, que surgiu depois do massacre na Praça Tiananmen, em 1989

ZHANG XIAOGANG
Ano de nascimento: 1958

Inspirados no estilo de fotos de família do início do século passado, seus quadros mostram figuras tristes e silenciosas, que evocam com suas roupas ‘’socialistas” a memória do período maoísta que a China começou a abandonar em 1978 em favor do crescimento econômico. Zhang é um dos artistas chineses preferidos pelas galerias internacionais

FANG LIJUN
Ano de nascimento: 1963

Um dos líderes do movimento Realismo Cínico, que surgiu com o sentimento de desencanto provocado pelo massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989. Seus personagens costumam ser homens carecas, com expressões ambíguas, apresentados sobre paisagens infinitas

LIU XIAODONG
Ano de nascimento: 1963

Pintor figurativista que se destacou com uma série sobre o custo humano e ambiental da hidrelétrica de Três Gargantas, que forçou a realocação de pelo menos 1,4 milhão de pessoas. Seu quadro Pessoas Recentemente Deslocadas foi vendido por US$ 2,7 milhões em 2006 e estabeleceu um novo patamar de preço para a arte contemporânea chinesa

Melhor da produção contemporânea, fora das quadras

Durante os jogos olímpicos, estão programadas exposições, performances, instalações e arte digital

Cláudia Trevisan, Pequim


Os estrangeiros que forem a Pequim para os Jogos Olímpicos terão a chance de ver a mais completa mostra de arte contemporânea chinesa já realizada em todo o mundo. Apenas no distrito 798, 27 galerias vão realizar 103 exibições no período próximo ao das competições, que começam dia 8 e terminam dia 24 de agosto.

A mostra mais representativa foi organizada pela Ullens Center for Contemporary Art (Ucca), começou no sábado e segue até 12 de outubro. Fundada no mês de novembro de 2007, a galeria reúne a coleção de arte contemporânea chinesa que o casal belga Guy e Myriam Ullens começou a construir em meados dos anos 80 e é o maior centro de exposições do 798, com uma área de 8 m². A exibição da Ucca reúne 92 trabalhos de 60 artistas e inclui performances, instalações e arte digital.

O interesse do casal surgiu quando ninguém fora da China prestava atenção à produção artística do país. Ao longo de duas décadas, eles reuniram cerca de 1.700 obras, que representam os trabalhos de diferentes gerações de artistas, em vários momentos de suas carreiras.

Desde março, a Ucca é dirigida pelo francês Jérôme Sans, co-fundador e ex-diretor do museu de arte contemporânea Palais de Tokyo, em Paris. “As exibições têm o melhor da arte contemporânea chinesa e os visitantes podem ver os artistas de milhões de dólares, mas também os talentos emergentes”, observa Robert Bernell, dono da livraria e editora Timezone8, especializada em livros de arte e criador do site www.chinese-art.com.

O 798 é o mais badalado endereço da arte contemporânea de Pequim, mas está longe de ser o único. A pioneira nessa área foi a galeria Red Gate, fundada em 1991 pelo australiano Brian Wallace em uma antiga torre de observação que integrava a Muralha de Pequim - quase toda destruída depois da Revolução Comunista de 1949. No ano passado, a Red Gate emprestou seu prestígio ao distrito 798 e abriu uma filial no local.

Na medida em que os aluguéis começaram a subir no antigo distrito industrial, alguns artistas se mudaram para uma área a cinco quilômetros de distância, chamada Caochangdi. O primeiro endereço do local foi a China Art Archives and Warehouse, dedicada à arte experimental e conceitual.

A galeria é dirigida por Ai Wewei, um dos mais importantes artistas chineses, com talento para design, arquitetura, performances, instalações e escultura. Filho do poeta Ai Qing, enviado para o campo durante a Revolução Cultural, Ai trabalhou como consultor dos arquitetos Jacques Herzog e Pierre de Meuron na concepção do Ninho de Pássaros, o Estádio Olímpico de Pequim que sediará as principais competições dos Jogos de agosto.

17/07/2008 - 23:09h Prix Pictet: o prémio de fotografia focado na sustentabilidade

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Edward Burtynksky, Nickel Tailings #36, da série Tailings, Sudbury, Ontario
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© Edward Burtynksky)

O banco suíço Pictet & Cie e o diário Financial Times lançaram um prémio de fotografia que dará ao vencedor uma soma considerável: cem mil francos suíços (cerca de 60 mil euros), talvez a maior recompensa do mundo no campo da fotografia.
O Prix Pictet apresenta-se como o “o primeiro prémio de fotografia mundial centrado no tema da sustentabilidade”, onde a temática ligada à água será protagonista. No último fim-de-semana foi revelada uma shortlist de 18 fotógrafos, entre mais de 200 candidatos. A selecção foi feita por um painel global de 49 pessoas, entre as quais Jorge Molder, fotógrafo e director do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

Os nomes escolhidos para a fase final foram estes:
Benoit Aquin, Edward Burtynksky, Jesus Abad Colorado, Thomas Joshua Cooper, Sebastian Copeland, Christian Cravo, Lynn Davis, Reza Deghati, Susan Derges, Malcolm Hutcheson, Chris Jordan, Carl De Keyzer, David Maisel, Mary Mattingly, Robert Polidori, Roman Signer, Jules Spinatsch, Munem Wasif.

Deste grupo sairá um grande vencedor e um segundo premiado com uma bolsa de 40 mil francos suíços (cerca de 25 mil euros) para o aprofundamento de um trabalho relacionado com o tema água. O anúncio será feito no dia 30 de Outubro, no Palais de Tokyo, em Paris, onde as obras dos finalistas estarão em exposição até 8 de Novembro. O prémio Nobel da Paz e antigo secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan foi escolhido como presidente honorário da primeira edição do Prix Pictet.

O júri de selecção é composto por:

>>Francis Hodgson - presidente, responsável da secção de fotografia da leiloeira Sotheby’s
>>Peter Aspden - jornalista de arte do Financial Times
>>Régis Durand - consultor, crítico de arte, e antigo director do centro de arte Jeu de Paume
>>Leo Johnson - co-fundador da Sustainable Finance
>>Abbas Kiarostami - realizador e fotógrafo
>>Richard Misrach - fotógrafo
>>Loa Haagen Pictet - consultor de arte e curador do Pictet & Cie

(…) we didn’t want to favour journalism over art, and we didn’t really mind whether the authors thought of themselves as documentary photographers, autobiographers, landscape artists or anything else. We wanted powerful messages with the ring of truth.

Francis Hodgson, Financial Times (o texto completo está aqui)

Para ver o trabalho de cada um dos artistas clique aqui.

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Christin Cravo,
da série Waters of Hope, Haiti, Sodo, 2001
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© Christian Cravo)

03/07/2008 - 20:40h A exposição “Magnum 60 Anos” é exibida em Curitiba

© Foto de Marc Riboud.

Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Brasília, chegou a Curitiba, na Galeria da Caixa, a exposição “Magnum 60 Anos”, que é uma amostragem das seis décadas de existência da mítica agência Magnum, cujas lentes dos fotógrafos registraram os grandes fatos que marcaram a segunda metade do Século 20 no mundo. Composta por imagens do arquivo da agência, “Magnum 60 Anos” apresenta 50 fotografias coloridas e em preto-e-branco. A curadoria é de João Kulcsár. Uma verdadeira geração de ouro do fotojornalismo, composta por Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David “Chim” Seymour e George Rodger, foi a responsável pela fundação da Magnum, em 1947. Organizada como uma cooperativa, a agência permitia aos seus membros liberdade e independência, direito aos negativos, direito à assinatura e direito à edição do próprio ensaio fotográfico. A agência mantém até hoje um arquivo com mais de um milhão de imagens em preto-e-branco e cor. A Magnum já publicou mais de 100 livros de fotografia e realizou mais de 120 exposições no mundo. Magnum 60 Anos. Galeria da Caixa. End.: R. Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II. Até 20 de julho. Fonte: Portal Photos.

Images&Visions

01/07/2008 - 18:07h “Muchas de las imágenes que nos rodean son mentira”

Martin Parr em Fortaleza, Brasil
(© Luiz Marinho)
Depois de ter vencido o prémio carreira no PHotoEspaña, Martin Parr deu uma pequena entrevista ao El País onde volta a questionar a verdade em muitas das imagens que nos rodeiam.
Martin Parr

Martin Parr- foto de  CRISTÓBAL MANUEL

ISABEL LAFONT - Madrid - El País

La obra del fotógrafo Martin Parr lleva décadas retando a quien pretenda interpretarla con un solo código. Ha hecho de las múltiples lecturas su especialidad. Una maestría que ha generado imágenes al mismo tiempo divertidas y dramáticas; poéticas y vulgares.

Parr (Epsom, Surrey, 1952) se hizo célebre en los ochenta con su proyecto The last resort, una sátira visual del ocio de la clase trabajadora con la localidad turística de New Brighton como escenario. Desde entonces, el fotógrafo, que se autodefine como “comprometido y político”, no ha dejado de usar la ironía para lanzar una carga de profundidad contra la cultura del consumo de masas. Prolífico y versátil, miembro de la agencia Magnum desde 1994, ha obtenido el Premio PHotoEspaña Baume & Mercier 2008.

Pregunta. ¿Quiere provocar la sonrisa o el rechazo con sus imágenes?

Respuesta. Yo quiero que mi trabajo sea serio pero también accesible. Que sea entretenido e inteligente al mismo tiempo.

P. ¿Cómo compatibiliza su trabajo artístico con el más comercial?

R. Soy un fotógrafo muy promiscuo. Hago publicidad, moda, trabajos periodísticos, proyectos culturales… Puedo estar en la Tate o en periódicos baratos. Lo grande de la fotografía es que es el medio más democrático y accesible del mundo y quiero explotar todas sus posibilidades. Alta y baja cultura.

P. ¿Cómo lleva su fama de ser una especie de héroe de la clase trabajadora?

R. He fotografiado a todas las clases sociales. La gente presume que sólo he fotografiado a las clases trabajadoras. Ahora estoy con un proyecto llamado Lujo que versa acerca de la idea de cómo la gente exhibe el dinero que gana. He ido a desfiles de moda, ferias de arte, carreras de caballos… Situaciones en las que todos están muy felices de hacer ostentación del dinero que poseen.

P. ¿Qué quiere poner en evidencia tras lo obvio?

R. Trato de poner el dedo en la vulnerabilidad del mundo. Cuanto más avanzamos, más vulnerable es el mundo. Estamos jugando un juego peligroso con el crecimiento económico, las cuestiones ecológicas, ahora mismo los precios del petróleo se han disparado y ello está golpeando las economías. Es excitante y deprimente. Hay algunas cosas que han mejorado. Es más agradable ir al dentista ahora que hace 30 años, pero en términos generales nos encaminamos hacia situaciones más peligrosas.

P. Pero en sus fotos no aparecen estos dramas…

R. No trato de sermonear. Uso la dramatización que hay en la propaganda que nos rodea. Estamos rodeados de cosas que nos mienten. Si compras comida en un supermercado, la foto del envase no tiene nada que ver con lo que hay dentro. Es una mentira básica a la que estamos acostumbrados. En los folletos de viajes todo parece bonito, pero la realidad es muy diferente. La mayor parte de las fotografías que nos rodean son una forma de mentira. Y creo que es importante que los fotógrafos luchemos contra eso y sirvamos como de antídoto. Yo entiendo las reglas del juego de la propaganda y las subvierto, las rompo a propósito. Los prejuicios, los clichés, los uso como punto de partida. La mayoría de la gente no se da cuenta de que está rodeada de propaganda.

P. ¿Y el humor en su trabajo?

R. Es un mecanismo para hacerlo más accesible. El mundo es muy divertido. Una de las pocas cosas en las que los británicos somos buenos -y ya no hay muchas cosas en las que seamos buenos- es el sentido del humor y la ironía. Yo lo uso de manera muy consciente. No quiero tener un público elitista. Yo quiero llegar a un público amplio.

P. ¿Cómo mantiene la distancia para no juzgar el sujeto que fotografía?

R. Yo quiero que los juicios los haga el espectador, pero al mismo tiempo mi trabajo es muy subjetivo. Siempre tengo presente que estoy creando una forma de ficción, aunque esté basada en la realidad. Es una línea delgada la que hay entre las opiniones, prejuicios y sesgos de uno, entre intentar ser objetivo y ser subjetivo. Hay un poco de todo en mi trabajo. Todas estas cosas intervienen. Es difícil establecer diferencias. Es como el mundo: no es ni bueno ni malo, sino algo intermedio. Intento buscar esa ambigüedad entre lo objetivo y lo subjetivo, lo bueno y lo malo, el ying y el yang.

30/06/2008 - 22:57h Man Ray e boas noites

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29/06/2008 - 22:14h Convenção do PT: Marta é candidata a prefeitura com apoio de 6 partidos

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23/06/2008 - 22:39h Leibovitz II

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Isabel II
(© Annie Leibovitz. De Annie Leibovitz: A Photographer’s Life, 1990–2005)

(Público, P2, 20.6.2008)

A imagem da rainha de Inglaterra, captada numa sessão conduzida por Annie Leibovitz, que foi utilizada num documentário sobre Isabel II para a BBC, editada de forma a parecer que a rainha tinha abandonado abruptamente o estúdio, vai ser exposta pela primeira vez numa galeria. A National Portrait Gallery de Londres mostra a foto que foi usada numa apresentação à imprensa do documentário e que, depois de desmentida a suposta zanga da rainha, custou o emprego a Peter Fincham, da BBC One, responsável pela continuação do engodo.
Um ano depois da polémica, a fotógrafa norte-americana diz que o assunto a diverte e comenta que os autores do programa “se enganaram redondamente” quando montaram as imagens. Na verdade, a foto é do momento em que Isabel II chegava à sessão, um pouco agastada por ter de envergar toda a vestimenta real.

Demi Moore

Mas a exposição Annie Leibovitz: A Photographer’s Life, 1990 - 2005 mostra muito mais: passa em revista as imagens mais carismáticas da sua carreira, tanto profissional quanto pessoal. Como a capa da Vanity Fair com uma Demi Moore muito grávida, a eleição de Hillary Clinton para o Senado ou Sarajevo no início da década de 1990. Ou ainda a vida de Leibovitz com Susan Sontag até à morte da escritora e imagens icónicas, como a capa de Born in the USA de Bruce Springsteen ou a foto de John Lennon a beijar Yoko Ono cinco horas antes de ser assassinado. Cerca de 150 retratos estarão em exposição entre 16 de Outubro e 1 de Fevereiro de 2009.

O resumo das sessões de retrato com a rainha estão aqui embaixo

19/06/2008 - 14:12h Aos 25 anos da sua morte, um Ciclo Buñuel e também um livro sobre seu filme Los Olvidados

El ciclo Buñuel

La Expo Zaragoza 2008 inicia su Ciclo Buñuel (desde hoy y hasta el día 21) en el que se analizará y profundizará en la obra y vida del universal cineasta desde diversos ángulos. Emma Cohen, Àlex Rigola y otros directores imaginan cómo montar la única obra de teatro del cineasta, su Hamlet, al que la Expo de Zaragoza dedica un amplio ciclo estos días.

El ciclo Buñuel que se desarrollará hasta el 22 de junio dentro de lo que se ha venido a denominar Balcón de las Artes Escénicas (y en tres franjas horarias distintas). Las miradas sobre Hamlet de estos cuatro directores se harán cada día a las cinco de la tarde (el 19 Emma Cohen, el 20 Àlex Rigola, el 21 Alberto Castrillo y el 22 Mercedes Lezcano). Hoy también se presentará el proyecto teatral que el director Joan Ollé estrenara el 19 de agosto con El Ángel Exterminador. También por las tardes (a las 19,15) habrá debates, coordinados por Gaizka Urresti, estudioso de la obra de Buñuel y cineasta. En el primero de estos debates intervendrá Joan Ollé, director de escena que prepara para la Expo la versión teatral de El Ángel Exterminador (se estrena el 19 de agosto) y otros profesionales como Jean Claude Carriére, guionista de 6 películas de Buñuel; la actriz Silvia Pinal, que trabajó con Buñuel en Viridiana y su hijo Juan Luis.

También estos cuatro días (a las 21.00) se realizan proyecciones en torno a la figura y el universo de Buñuel y donde se presentarán cortos del propio Buñuel, su hijo, Mercedes Gaspar, Luis Eduardo Aute, Emilio Casanova, Clemente Calvo, Yago de Mateo, Javier Estella, Daniel Cubillo. Además, el día 22 se presentará el espectáculo multidisciplinar Ahora sí que muero, bailado y coreografiado por Ingrid Magrinyá y con el actor Pedro Rebollo.

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De izquierda a derecha, Salvador Dalí, José Moreno Villa, Luis Buñuel, Federico García Lorca y José Antonio Rubio Sacristán, en Madrid, en 1926.

Buñuel vestido de harapos

GREGORIO BELINCHÓN - EL PAÍS

Carmen Peña y Víctor M. Lahuerta reúnen cientos de documentos y fotos, además del guión original de Los olvidados en edición facsímil

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“Ayer se estrenó en México la película Los olvidados. Ya se consumó la ignominia. Buñuel [sic] se salió con la suya, con su injusta actitud para con México, para con el cine mexicano, para con la sociedad y para con los pobres olvidados”. Así arrancaba en Ovaciones una crítica titulada Sadismo cinematográfico. No fue la única. Un artículo en el diario Novedades: “El argumentista trabaja con el dinero del público que ha de ir a ver lo que él escribió. El pintor puede echar a perder una tela o su propio prestigio sin gastar un centavo de nadie. Toda la gente del cine trabaja con el precio de la entrada de miles de personas que irán mañana seguro a ver la obra. Por eso los experimentos en el cine son criminales”. En noviembre de 1950 el estreno de Los olvidados, la primera película propia de la etapa mexicana de Luis Buñuel, tras dos encargos alimenticios y taquilleros, Gran casino y El gran calavera, no sentó nada bien en la prensa oficial e incluso a las autoridades. El tiempo, sin embargo, puso a cada uno en su sitio. En el siguiente Festival de Cannes, Los olvidados obtuvo la Palma al mejor director y el Premio de la Crítica Internacional. Se llevó 11 arieles -los goyas charros- de 18 posibles. Medio siglo más tarde, en 2002, la Unesco incluyó el negativo original del filme en su Programa Internacional Memoria del Mundo. Y hoy Los olvidados, con su desgarradora visión de los problemas de la infancia, del hacinamiento de los campesinos en los suburbios más pobres de las grandes metrópolis, barrios denominados en los tiempos de Buñuel ciudades perdidas, con su huida de un tipo de melodrama que sí marcó el neorrealismo italiano, se ha reivindicado como uno de los títulos más incisivos, acertados y, al mismo tiempo, artísticos del cineasta.

Y por estas razones y otras más apasionadas cinematográficamente, Carmen Peña Ardid, profesora de la Universidad de Zaragoza, y el diseñador gráfico Víctor M. Lahuerta Guillén estuvieron dos años investigando y preparando el libro Los olvidados, editado por el Instituto de Estudios Turolenses. Un volumen que rezuma datos, fotografías y amor fílmico. Más de setecientas páginas que reúnen el guión original de Buñuel, editado ahora en facsímil para poder ver sus anotaciones, la foto fija, y diversos estudios que sirven para que el lector se sumerja en la época y el lugar del estreno, y para recorrer la vida de la película: tras su éxito en Cannes y su proyección por Europa, Los olvidados no se vio en España hasta 1964 (y no llegó a Madrid ¡hasta 1967!). “No queríamos hacer un libro bonito”, asegura Carmen Peña Ardid, “ni caer, por su temática, en lo meramente estético”. Sin embargo, el libro deslumbra: por su profusión gráfica, por su cuidado diseño, porque en 700 páginas la historia de Los olvidados deviene en ejemplo de una época y, por qué no, de thriller.

“Hemos dedicado, obviamente, muchísimo tiempo a la búsqueda, a la datación de los artículos periodísticos que aparecen. En el éxito de este volumen tiene mucho que ver el Archivo Buñuel, actualmente depositado en la Filmoteca Nacional”. Peña desgrana sus fuentes en esta investigación policial: la misma familia Buñuel, archivos desperdigados por todo el mundo… “Nos sorprendió, como investigadores, el cuidado con que Buñuel recopilaba las reseñas referidas a su trabajo. Conservaba críticas de distintos lugares del planeta, su correspondencia [muy útil para comprobar, por ejemplo, el apoyo que recibió en Cannes de un miembro del jurado, y rendido admirador suyo, el escritor Octavio Paz], incluso fotos”. En el volumen, incluso, aparece la transcripción de una entrevista radiofónica que dio a Cadena de Radio del Aire. “¡Y la había guardado él! Otro de nuestros descubrimientos -que nos obligó a que el libro creciera según avanzábamos en la investigación- fue la trascendencia de este filme en la política y la sociedad de los años cincuenta”.

Más documentos. Luis Buñuel, durante seis meses y hasta días antes del inicio del rodaje el 6 de febrero de 1950, visitó disfrazado con harapos los arrabales de Ciudad de México: rumbo de Nonoalco, Tlalpan, Tacubaya, plaza de Romita, la calle de Atrampa…, y fotografió mercados, avenidas y gente que le sirvieran a él y al coguionista Luis Alcoriza como inspiración. El libro compara esas tomas con fotogramas del filme para revelarnos que el cineasta rodó en muchos escenarios naturales. “El capítulo dedicado a la foto fija también sirve para vindicar la labor profesional de Luis Márquez, un retratista excepcional al que no dejaron prosperar en su carrera”.

La trama de Los olvidados, como producto, arranca quejumbrosa. Tras un estreno timorato en México, sólo el éxito de Cannes obliga al grueso de los intelectuales mexicanos y al público de aquel país a replantearse el filme. Su reestreno, apoyado por amigos y creadores de todo el mundo, se convierte en lo que ahora se denomina taquillazo. “Nos tomamos como un reto apasionado todo el trabajo. Y nos crecimos en los momentos más difíciles”. Como, por ejemplo, encontrar el comentario del cineasta Vsevolod Pudovkin, que saludaba con alborozo “el reflejo sincero de la vida de los pueblos”. Peña Ardid comenta: “Nos dijeron que había salido en Pravda, y resultó que en realidad se publicó en Gaceta Literaria”. Al final, la crítica se pudo reproducir con su respectiva traducción. Como también el de André Bazin, una carta de Julio Cortázar… Incluso, el artículo de Ínsula que sirvió para apoyar en España a Buñuel. “Víctor y yo pensamos: ¿qué pasaría si sacamos en el libro todo el desarrollo de la recepción del filme?”, dice Carmen Peña. De ahí la exhaustividad de documentos del después, muy poco habitual en este tipo de libros.

Como remate a esta labor, la profesora señala dos hechos que le han confirmado su pasión por Buñuel: “A pesar de su estatura moral y artística, era un antidivo”. El productor de Los olvidados, Óscar Dancigers, le pidió rodar un final alternativo, optimista, completamente opuesto a la filosofía del filme. “Y Buñuel lo hizo. Sin quejas. Pero nunca se supo más de él hasta que en 1996 ese metraje apareció en la Universidad Nacional Autónoma de México. Hemos sido incapaces de responder a una cuestión: ¿cuándo descartaron esa conclusión y Dancigers decidió estrenar el final original?”. El segundo hecho: la confirmación que detrás de Los olvidados, en el equipo técnico, estaban bastantes exiliados republicanos. Escondido en una obra eminentemente mexicana, residía el talento humanista de los expulsados por Franco. Y, por suerte, detrás de esos críos sedientos de amor materno, de esos delincuentes adolescentes devenidos en hermosas figuras del mal, hay un libro a la altura, que ha recibido el Premio Muñoz Suay de la Academia del Cine por su calidad. -

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Los olvidados. Guión y documentos. Carmen Peña Ardid y Víctor M. Lahuerta Guillén. Instituto de Estudios Turolenses. 720 páginas. 25 euros

13/06/2008 - 18:04h Apaleados

Apaleados: una serie sobre la violencia callejera

Civilización & Barbarie

 Cristina Civale


El artista finlandés Harri Pälviranta (Tampere, 1971) expone en el marco de la megamuestra madrileña Photoespaña, su ensayo Battered (Apaleados), un documental fotográfico, social y contemporáneo cuyas imágenes entroncan visualmente con la fotografía de escenarios de crímenes y las fotos policiales.

Pälviranta se concentra fundamentalmente en las huellas físicas que las agresiones y las peleas de los fines de semana, producto del abuso de alcohol y drogas, dejan en el cuerpo.

Photoespaña se viene celebrando desde 1998 cada junio. Este año el tema propuesto para las más de 600 exposiciones fotográficas que pueblan la capital española es el “lugar”. Según Alberto Anaut, presidente de Photoespaña, “Lugar es un concepto que tiene muchas connotaciones. He querido poner una atención particular sobre el espacio, más allá de la dimensión geográfica. Más que un tema, entiendo el lugar como una gran área de confluencias. Nos interesa discutir la imagen del lugar, pero también el lugar de la imagen”.

Esta noche Photoespaña celebra su noche off, donde se abren al público las galerías periféricas y cuando, además, en el barrio de Chueca se celebra una fiesta nocturna y sin fin con proyecciones de las obras más celebradas del festival.
La fiesta se puede seguir desde este site.

Aquí una secuencia de la serie Apaleados:

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13/06/2008 - 17:09h Man Ray e Boris Vian

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Man Ray, Solarized Nude with Flowers in Her Hair, c. 1933

Colin olhava para Alise. Por estranho acaso ela trazia um swet-shirt branco e saia amarela. Calçava sapatos brancos e amarelos, e patins de hóquei. Usava meias de seda cor de fuligem e soquetes brancos, enrolados acima de sapatos que mal cobriam os pés e tinham fitilhas de algodão branco a dar três voltas ao tornozelo. Além disso exibia ainda um lenço de seda vede-vivo e cabelos louros extraordinariamente fartos, que lhe emolduravam o rosto com espessa e encaracolada massa. Olhava através de olhos azuis, muito abertos, e o seu volume era limitado por uma pele fresca e dourada. Possuía braços e barrigas das pernas roliços, cintura fina, o busto tão bem modelado que parecia uma fotografia.

12/06/2008 - 16:31h As fotos, ora as fotos

UM CASO (MENOR) DE PUNGUISMO JORNALÍSTICO

Atualizado em 11 de junho de 2008 às 20:05 | Publicado em 11 de junho de 2008 às 19:52 Blog de Azenha

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Quebrei meu jejum de jornais brasileiros lendo a Folha de S. Paulo desta quarta-feira. Não tenho como opinar sobre o conjunto da obra. O Eduardo Guimarães faz isso melhor do que eu. E o Carlos Eduardo Lins da Silva, presumo, melhor ainda.

Eu encafifei com a foto que o jornal escolheu para anunciar o apoio de Dilma Rousseff à candidatura de Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo.

Na cena, Dilma aparece tapando o nariz com a mão direita. E Marta faz careta.

Fiquei pensando na relevância jornalística da imagem.

Não acrescenta absolutamente nada à notícia. Nem é plasticamente atraente. Na verdade, é uma imagem ruim, feia, “congestionada” por um microfone.

A legenda é neutra como um pedaço de isopor: “Marta Suplicy e Dilma Rousseff (à dir.), durante evento em SP”.

Presumo que precisavam tapar um buraco e escolheram a pior imagem possível para dar uma “sacaneada”.

É uma pequena ilustração de pé de página, que não terá qualquer efeito na vida política de Dilma ou de Marta. Mas serve de exemplo da desonestidade jornalística que diz muito mais sobre o próprio jornal do que sobre os fotografados.

09/06/2008 - 22:50h Horst P. Horst, suas fotos de moda sempre

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In the history of twentieth-century fashion and portrait photography, Horst’s contribution figures as one of the most artistically significant and long lasting, spanning as it did the sixty years between 1931 and 1991. During this period, his name became legendary as a one-word photographic byline, and his photographs came to be seen as synonymous with the creation of images of elegance, style and rarefied glamour.

Born on 14 August 1906, Horst Paul Albert Bohrmann was the second son of a prosperous middle class Protestant shop owner, Max Bohrmann and his wife, Klara Schoenbrodt.

The first pictures that carried a Horst credit line appeared in the December 1931 issue of French Vogue. It was a full-page advertisement showing a model in black velvet holding a Klytia scent bottle in one hand with the other hand raised elegantly above it… Horst’s real breakthrough as a published fashion and portrait photographer was in the pages of British Vogue… starting with the 30 March 1932 issue showing three fashion studies and a full-page portrait of the daughter of Sir James Dunn, the art patron and supporter of Surrealism.

War was declared between America and Germany on 7 December 1941. Horst was called up for service, though he was not officially enrolled until July 1943. The late 1930s and early 1940s were his most productive years, during which he excelled at working with 10-x-8 inch colour transparencies both for covers and for portrait and fashion sittings…

As a typical example of wartime escapism, the Rita Hayworth film Cover Girl (1944) provided Horst with the opportunity to produce one of his most sumptuous film-star covers in a montage of seven different portraits of the cover girl Susann Shaw set against a silk design. His picture of Loretta Young became an almost immediate classic when it was featured in a special edition of Vogue which included masterpieces of photography selected by (classic photographer Edward) Steichen to show off the first hundred years of the medium.

Horst P. Horst
Coco Chanel, 1937
gelatin silver print
11 x 11″
illustrated Horst 60 Years of Photography, Variant

Pictures taken in Europe in the 1950s, away from studio interference from the new Vogue editor, had a startling plein-air quality. They ranged from Ian Fleming shot at Kitzbeuhel to an extended essay on the German conductor Herbert von Karajan in his modern sports car at his Austrian retreat… Horst’s first important trip to Austria occurred in 1952, to work on a major advertising campaign with the new model Suzy Parker, who would become a major star in the 1960s before attempting a film career. In America that same year, he took his first lifestyle house and interior photographs; the sitter was Consuelo Vanderbilt, Duchess of Marlboro and now MMe. Jacques Balsan. This series, encouraged by Diana Vreeland during her time at Vogue, was to continue into the 1980s in both Vogue and House and Garden and was to be collected in the book Horst: Interiors by Barbara Plumb (1983).

The 1960s started well for American Vogue with the appointment of the larger than life ‘Empress of Fashion’, Diana Vreeland, as Editor-in-Chief. Vreeland served from 1961 until 1971, when a change of approach was deemed necessary. Horst was assigned some of the leading players of the time and produced a number of archetypal images of this energetic decade.

The 1970s remains the decade that good, timeless style overlooked, and work for Horst was necessarily sparse… However, Horst’s rediscovery by a new group of 1980’s style-seeking enthusiasts resulted in increasing commissions…

Horst was commissioned to take nine photographs which appeared in February 1980. This was the most popular issue of Life in that year, selling 1.5 million copies. It led to a book contract and continued work with (editor James) Watters, whose encyclopaedic knowledge of early Hollywood stars made him the ideal interviewer as the two men travelled round America to produce their best-selling book Return Engagement: Faces to Remember - Then and Now (1984).

Horst’ career can be said to have reached Old Master status when the world’s most famous pop goddess, Madonna, created her celebrated hymn to classic fashion photography with her single Vogue in 1990. In the video directed by David Fincher, she posed as a recreation of Horst’s most iconic fashion image, a model seen from behind, wearing a partially tied, back-laced corset made by Detolle.

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In his approach to portraiture, Horst set out to create a parallel aspirational universe in which his subjects became mysterious and alluring. Bruce Weber, one of many photographers influenced by Horst, artfully described his feelings about Horst’s work in a 1992 television documentary: ‘The elegance of his photographs … took you to another place, very beautifully … the untouchable quallity of the people is really interesting as it gives you something of a distance … it’s like seeing somebody from another world … and you wonder who that person is and you really want to know that person and really want to fall inlove with that person’.

– excerpted from Terrence Pepper’s essay “Always in Vogue” from the book Horst Portraits, 60 Years of Style. National Portrait Gallery, London, 2001

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Horst P. Horst
for Hanes “Round the Clock”
1987
Courtesy of Staley-Wise Gallery.
New York

09/06/2008 - 20:48h Prêmio ao arte brasileiro

Cildo Meireles, artista conceptual y autodefinido como comprometido políticamente, recibirá el Premio Velázquez de Artes Plásticas 2008

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El artista conceptual brasileño Cildo Meireles, que recibirá el Premio Velázquez de las Artes Plásticas 2008 Foto: EFE

MADRID, (EFE).- El Rey de España Juan Carlos I entregará hoy al artista brasileño Cildo Meireles (Río de Janeiro, 1948) el Premio Velázquez de Artes Plásticas 2008, concedido por un trabajo que critica la esencia europea propia del arte moderno occidental para reelaborarlo y darle una nueva identidad.

El arte es siempre “una especie de inutilidad indispensable” que mana de quienes están cerca de la locura y tienen la fuerza y el coraje de transformar el entorno, afirmó hoy en rueda de prensa el brasileño.

http://www.bndes.gov.br/cultura/espaco/images/infancia/cildo_meireles.jpg

La ceremonia de entrega del galardón, que pretende convertirse en el Cervantes de las artes plásticas, se celebrará en el Museo del Prado, en Madrid, estará presidida por los Reyes Juan Carlos y Sofía, y contará con la asistencia, entre otras autoridades, del ministro de Cultura, César Antonio Molina.

El jurado del premio estimó que la obra de Meireles postula un compromiso político que ha sabido armonizar con las necesidades poéticas de toda creación y recoge críticamente la esencia europea propia del arte moderno occidental, transformándola de tal modo que le da identidad propia e incita a cuestionar las mismas bases del arte occidental.

Meireles, que utiliza la fotografía, la instalación o la pintura en sus trabajos, admitió que si bien está considerado como un artista conceptual, su singularidad es siempre fronteriza del compromiso político, del que no puede huir.

Meireles, dibujante y escultor, es pionero en el arte de la instalación desde los años 60, al que incorporó distintos medios como el cine, y participó en convocatorias tan importantes como la Bienal de Sao Paulo o la Documenta de Kassel.

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Su veredicto sobre la crisis económica mundial y el arte es que, “si no se nota, se notará. La crisis nos envuelve a todos, pero es secundaria, hay cosas más importantes: la propia supervivencia del planeta”. En cuanto a Brasil, Meireles sostuvo que tiene prioridades como la educación, la salud y los sueldos antes que el arte, que en su país responde a la máxima “cada uno para sí y Dios contra todos”.

El premio Velázquez, dotado con 90.450 euros (142.000 dólares), reconoce el conjunto de la obra de un creador español o de la comunidad iberoamericana de naciones. Desde que se concedió por primera vez en 2002, los galardonados fueron Ramón Gaya, Antoni Tapies, Pablo Palazuelo, Juan Soriano, Antonio López y Gordillo.

08/06/2008 - 19:54h Esta é demais!

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O “ato falho” do Jornal do Brasil (JB) é significativo, como diria Freud. O desejo de uma parte da mídia é tão forte que acaba forçando a mão. Ou a força de procurar ocultar o escândalo tucano de Rio Grande do Sul, o responsável do JB não sabia nem a cor política da governadora Yeda Crusius. Errar é humano e o escândalo de corrupção é tucano.

Reproduzo a seguir duas fotos com o único intuito de refrescar a memória dos veículos de comunicação. As fotos são da governadora Yeda Crusius durante a campanha eleitoral, na primeira ela está só e na segunda acompanhada por Alckmin, Serra e Aécio. Na próxima, ela estará seguramente sozinha de novo, vista a pouca manifestação de solidariedade dos homens da foto para com a governadora tucana.

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