06/11/2009 - 18:29h “entre aspas”

Arte Photographica


Man Ray, Rayography Film strip & sphere, 1922
© Man Ray Trust

O ajudante de farmácia pediu para falar com o senhor doutor, gostaria que o senhor doutor lhe dissesse se tinha, sobre a doença, uma opinião formada, Não creio que se lhe possa chamar, em sentido próprio, uma doença, começou por precisar o médico, e depois, simplificando muito, resumiu o que investigara nos livros antes de ter cegado. Algumas camas adiante, o motorista escutava com atenção, e quando o médico terminou o seu relato, disse de lá, Aposto que o que sucedeu foi terem-se entupido os canais que vão dos olhos até aos miolos, Forte besta, resmungou indignado o ajudante de farmácia, Quem sabe, o médico sorriu sem querer, na verdade os olhos não são mais do que umas lentes, umas objectivas, o cérebro é que realmente vê, tal como na película a imagem aparece (…)

Ensaio sobre a cegueira, José Saramago

05/11/2009 - 16:08h Na intimidade com Mario Cravo Neto

Mostra em homenagem ao artista destaca uma obra que vai muito além da linguagem fotográfica como forma de expressão

Click to return
White Mother I (1990) Mario Cravo Neto


Maria Hirszman – O Estado SP

Eternamente Agora, que será aberta hoje no Instituto Tomie Ohtake, é bem mais do que um merecido tributo a Mario Cravo Neto (1947-2009), um dos grandes nomes da fotografia contemporânea brasileira, que morreu precocemente em agosto. Concebida em parceria por Cristian Cravo, fotógrafo e filho do artista, e por Paulo Herkenhoff, a mostra indica – por meio de uma seleção enxuta, mas criteriosa de trabalhos – questões centrais em sua produção. Além de nexos estéticos e temáticos, a exposição se pauta pelo Herkenhoff define como “trama dos afetos”, privilegiando seu universo afetivo e deixando de lado o caráter mais mundano de sua produção.

http://noravr.blog.lemonde.fr/files/2009/08/mario-cravo-neto.1250194276.JPG

Dentre esses liames se destaca com grande força a intensa relação entre Mario Cravo Neto e seu pai, o escultor Mario Cravo Junior, presente a partir de obras, registros fotográficos (seu último trabalho, presente na mostra, era justamente para ilustrar um livro que idealizava realizar sobre a obra do pai) e um impressionante retrato. Familiares (modelos frequentes do artista) e a cena doméstica estão presentes, inclusive pela transposição para o espaço da exposição de um canto, com móveis e objetos da casa em que viveu.

Há também, fechando o ciclo, uma bela imagem de autoria de Cristian. De grandes dimensões e num pouco usual recorte vertical, a foto mostra um menino de costas, em posição de reverência diante de uma magnífica cachoeira. “Um ato de humildade diante de algo muito maior”, diz Cristian explicando por que escolheu essa imagem dentre tantas para a mostra. A exposição evidencia ainda uma forte relação existente entre o fotógrafo e Pierre Verger e não apenas pelo viés do fascínio compartilhado pela Bahia e pelo candomblé.

A maioria das obras selecionadas pertence a um universo fechado, de registro intimista em ateliê, de retratos de pessoas ou objetos, conciliando sólida busca formal com sensível apreensão poética e simbólica do mundo à sua volta. Mais conhecido pela obra fotográfica, Cravo Neto não se atinha a essa linguagem como forma de expressão, pelo menos até meados da década de 70, quando realiza e performances, posteriormente registradas em foto. A exposição traz uma delas, Câmaras Queimadas (1977), nas duas versões. Também é mostrado, em versão fotográfica e com toda sua materialidade física, o ninho feito com fiberglass que tanto fascinava o artista por sua situação ambígua e provocadora, entre a natureza e a artificialidade.

Aliás, a transitoriedade, a relação de choque e harmonia entre imagens distintas, o contraste entre a ação impactante da cor e a densidade da imagem em preto e branco, o jogo entre o real e a representação são elementos quase constantes na poética de Mario Cravo Junior. No tríptico A Flecha em Repouso, é explorada uma associação potente entre as simbologias míticas do candomblé e da iconografia cristã, ora tirando faíscas do choque entre as imagens e ora estabelecendo estranhas harmonias entre os elementos. A imagem central, que retrata a fachada de uma igreja parisiense, parece mergulhar no cinza escuro que lhe é bastante característico. No entanto, ao observar as pernas das imagens esculpidas, vê-se que isso é ilusório. Estamos, na verdade, diante de uma fotografia tão colorida quanto o prato do sacrifício do candomblé à esquerda ou a moça que dorme à direita. Mas foi necessária uma fricção, uma reação quase epidérmica para que os tons do metal brotassem. “Ele parece lidar com a carnalidade da fotografia”, sintetiza Herkenhoff.

Apesar do forte caráter barroco de sua obra, o curador parece interessado em abordar outro aspecto menos explorado da produção do artista: a relação com o minimalismo. Além da importância do movimento em sua formação (Cravo Neto vivia em Nova York no fim dos anos 60 e teve contato com a primeira grande publicação sobre o tema, editada em 1968 por Gregory Battcock), o que leva o curador a fazer essa aproximação é a redução poética e a economia formal fortemente presentes em seu trabalho. Obra essa que ainda tem muito a ser explorada. Cristian Cravo calcula que apenas 1% da obra do pai tenha sido ampliada até o momento e promete para breve a criação de um instituto para preservação e divulgação de sua obra, a instalar-se provavelmente em São Paulo.

02/11/2009 - 17:21h PHotoEspanha Trasatlántica

Arte Photographica

© João Castilho

Não são novidade as ambições extra fronteiras do festival PHotoEspaña que em edições anteriores já se estendeu para França e Portugal. Agora, atravessou o Atlântico para se instalar na América do Sul instituindo um novo fórum. A iniciativa foi apelidada de Trasatlántica e a motivação principal passa por “promover o encontro de profissionais e criar redes de trabalho no âmbito da fotografia e das artes visuais” naquele continente. O fórum arranca no início de Novembro e prolonga-se até Janeiro de 2010 em vários países latino-americanos. Haverá crítica de portfólios, selecção dos melhores trabalhos para futuras exposições, incentivo ao comissariado online, encontro de críticos, teóricos e investigadores de fotografia e envolvimento de instituições de fotografia da América do Sul.
O site do Trasatlántica tem os pormenores. aqui

30/10/2009 - 20:55h Mais où sont les putes d’antan ?

Agnès Giard

Filles de joie, pierreuses, lorettes, filles à soldats, marmites, filles publiques, hétaïres, radeuses, catins, péripatéticiennes, horizontales, grues, boucanières, paillasses, morues, gotons, pouffiasses, amazones, professionnelles, filles soumises, tapins, fleurs de macadam, belles de nuit, asphalteuses, marchandes d’amour, turfeuses, ménesses ou gagneuses… La plupart des noms qui désignaient les prostituées ne sont plus en usage de nos jours. On dit “pute”, et voilà tout. Il n’y en a pourtant pas moins qu’avant, peut-être même plus, mais il est devenu si mal vu de s’en “payer” une qu’on préfère passer ça sous silence. Aujourd’hui à Paris, une exposition rend hommage à ces femmes que le tout-Paris fréquentait gaiement jusque dans les années 40, dans des maisons closes de luxe classées par les guides touristiques au rang de “must-see”.

Expo-fev-06

Le “Chabanais”, le “One Two Two”, le “Sphinx” et tant d’autres: les maisons closes furent les hauts lieux du Paris de la Belle Époque et des Années folles. Univers de luxe et de volupté, de kitsch et de mondanités, ces maisons reflétaient un art de vivre et d’aimer nourri de tous les désirs et de toutes les excentricités.” La galerie Au Bonheur du Jour (située juste en face de l’illustre N°12 de la rue Chabanais, dont la loi Marthe Richard ferma les portes en 1946) vous invite à “redécouvrir ces mondes disparus, sur le mode d’une promenade coquine et nostalgique dans ces lieux mythiques, dont les somptueux décors faisaient voyager les filles et leurs clients de l’Inde au Japon, de la Chine à Venise. Elle permettra aux collectionneurs et amoureux des maisons d’illusion de découvrir et d’acquérir une collection unique de photographies signées Brassai, André Zucca, Atget, Gaston Paris, Doisneau, etc.

L’exposition dévoile l’intérieur du célèbre bordel du 30 de la rue Lepic (maison spécialisée dans les fessées), du 9 rue de Navarin (très connu pour ses fantaisies sado-masochistes) mais aussi de bordels masculins. Les photos de Tableaux vivants (reconstitutions de scènes érotiques par des prostituées) jouxtent celles de lingeries du fameux catalogue DIANA-SLIP, 1932, destiné aux maisons luxueuses. Des peintures réalisées pour orner les alcôves côtoient des objets inattendus: la canne-cravache du One Two Two portant le nom de la fouetteuse «Flora», une poignée de porte de bordel 1900 en bronze, un heurtoir de maison close pour hommes, une dague de défense, une ceinture de chasteté et une curieuse “visionneuse enfermant des «mirages», ainsi que des cravaches, badines et plaques décoratives en bois sculpté”.

Toutes ces photos, dessins, peintures et curiosités, illustrent la vie quotidienne dans ces maisons, scènes vénéneuses des amours tarifés, mais aussi théâtre d’une vie sociale brillante où le champagne coulait à flots, entre le frou-frou des élégantes et le va-et-vient des messieurs et le ballet des tenancières”. Créatrice de la galerie Au Bonheur du Jour, Nicole Canet fait elle-même figure d’œuvre d’art au milieu de ses collections érotiques. Cette ancienne danseuse de cabaret, reconvertie dans les curiosa, amasse depuis près de 30 ans les témoignages les plus extravagants de la vie sexuelle de nos arrière-grands-parents… Elle adore dévoiler ses trésors. Sa galerie est d’ailleurs aménagée en boudoir. On y entre comme dans un appartement de cocotte, saisi par le parfum qui imbibe les tentures et les toiles, les lourds catalogues reliés et les jolis meubles à bibelots, avec l’impression de faire un bond spatio-temporel en arrière. Ça fait rêver.

Bien malgré elles, les prostituées ont toujours fait rêver. En 2002, Régine Desforge rappelle que leur présence continue de hanter certains quartiers: il y a dans le Marais, “une rue au joli nom bien trompeur, la rue du Petit-Musc, qui en porta un autre avant que la morale bourgeoise ne s’en offusquât. C’était, au XIVe siècle, une petite artère où les prostituées exerçaient leur métier; d’où son nom d’alors, la Pute-y-muse…”. Le nom est joli, mais qu’on ne s’y trompe pas. Il cache une réalité souvent atroce. Les femmes qui se livrent à la prostitution sont –dans leur immense majorité– des esclaves sexuelles privées de tous les droits et contraintes de subir le martyre. “A Rome, rappelle Régine Desforge, les filles publiques portaient une mitre et une toge ouverte sur le devant. Leurs vêtements étaient jaunes, couleur de la honte et de la folie.” Dans l’occident chrétien, la prostituée reste un objet de répulsion.

Même le XIXe siècle, qui donne aux prostituées un statut de quasi-stars (les demi-mondaines deviennent des héroïnes d’opéras et de livres), les maintient cependant au rang de serpillères spermatiques. C’est “le siècle qui a le plus défendu la vertu, la féminité accomplie, et le plus institué la prostitution, avec les maisons closes, explique Bruno Remaury, anthropologue et auteur du Beau sexe faible. La féminité est toujours vue comme ambivalente: à la fois sublime, accomplie, parfaite; et malsaine, inquiétante, maléfique. Tout homme riche peut entretenir une femme destinée à son plaisir. Il a donc réellement à sa disposition les deux faces de la féminité: l’épouse vertueuse et la courtisane.” A la première échoit la mission de procréer de beaux enfants sains. A la seconde… celle de purger l’homme. “Le XIXe a de l’hérédité une vision primaire: on considère qu’un bandit aura des enfants bandits. Ainsi, la prostitution a du bon, au sens où, comme un évier, elle fait s’écouler les descendances bâtardes et dégénérées.

Voilà donc à quoi servaient les prostituées des bordels. Marthe Richard savait de quel enfer il s’agissait quand elle réclama la fermeture des maisons closes. Ancienne prostituée, avant de devenir conseillère de Paris à la Libération, elle déposa en 1945 un projet de loi prévoyant leur suppression. La loi fut adoptée le 9 avril 1946. Depuis, les femmes/les hommes qui s’adonnent à la prostitution n’ont plus que le trottoir pour lieu de travail. Ou leur clavier d’ordinateur. Avant, enfermées dans des maisons capitonnées, ils/elles faisaient rêver. Maintenant, jeté(e)s par la loi Marthe Richard dans la rue ou sur internet, ce sont des travailleuses du sexe. Leurs conditions de vie sont toujours aussi précaires. Sous prétexte d’améliorer leur sort, la loi n’a fait que les rendre invisibles. Les voilà maintenant vouées à la semi-clandestinité, à l’ombre, à la honte, au déni et au silence. On appelle ça le progrès.

Exposition Maisons Closes, du 28 octobre au 31 janvier 2010.
“Bordels de femmes. Bordels d’hommes. 1860-1946.”

Galerie au Bonheur du jour : 11 rue Chabanais – 75002 Paris. Tél. : 01 42 96 58 64.
Du mardi au samedi 14H30-19H30

Un livre Maisons closes 1860-1946 : 328 pages, 400 illustrations, couverture reliée, 17 rubriques et 5 sous-rubriques, avec les textes, et leur traduction en anglais. 1500 exemplaires dont 50 hors commerce dédicacés. Editions Nicole Canet.

Fonte Les 400 culs

Agnès Giard: Journaliste spécialisée dans les contre-cultures, le Japon et l’art déviant, correspondante pendant neuf ans de la revue japonaise S & M Sniper, je suis l’auteur du livre d’art Fetish Mode (éd. Wailea, Tokyo, 2003), (éd. Cherche-Midi, Paris 2004), L’Imaginaire érotique au Japon (éd. Albin Michel, Paris 2006), le Dictionnaire de l’Amour et du Plaisir au Japon (éd. Glénat, 2008), et Les Objets du désir au Japon (éd. Glénat, 2009).

Mon site personnel est : AgnesGiard.com


30/10/2009 - 19:58h A casa da luz vermelha

Okubo
© Foto de Kazuo Okubo. Série Paisagem Obtusa – O colecionador de paisagens.


O fotógrafo brasiliense Kazuo Okubo inaugura no dia 03 de novembro, a Galeria A Casa da Luz Vermelha, a primeira especializada em fotografia de arte na Capital Federal. O espaço, com 130 m2, tem caráter nacional, pois seu acervo será comercializado via Internet em todo o país. A galeria está localizada num lugar privilegiado, no setor de clubes esportivos Sul, no Clube da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), onde também funciona o estúdio de Okubo. Em São Paulo, a galeria será representada com exclusividade pela arquiteta Rosely Nakagawa, maior especialista no Brasil em fotos de arte,consultora técnica e curadora do acervo permanente da Casa da Luz Vermelha.O acervo permanente da galeria contará com grandes nomes da fotografia brasileira, entre eles, Anderson Schneider, André Dusek, Bento Viana, Camilo Righini, Carlos Moreira, Cristiano Mascaro, Dorival Moreira, João Paulo Barbosa, Kazuo Okubo, Olivier Boëls, Patrick Grosner, Ricardo Labastier, Thomaz Farkas,Tiago Santana e Walter Firmo. No dia da inauguração, a galeria vai inaugurar a exposição “O Colecionador de Paisagens”, com 29 fotos do próprio Kazuo Okubo, com curadoria de Ralph Gehre. A mostra traz 29 fotos em tamanhos diferentes de até 1m X 1,50m. As fotos, com tiragem limitada até 10 cópias e impressas em papel de fibra de algodão, são o resultado de um exaustivo exercício de fotografia realizado em quatro capitais européias – Amsterdã, Praga, Paris e Roma. O Colecionador de Paisagens. Exposição fotográfica de Kazuo Okubo. De: 04 de novembro a 12 de dezembro de 2009. Local: A Casa da Luz Vermelha. Visitação: Segunda a sexta-feira das 10h às 20h. Sábado das 10h às 18h. Endereço: SCES Trecho 02 Conjunto 31 – ASBAC. Telefone: 3878 9100.

Fonte Images & Visions

28/10/2009 - 17:40h João Pina no El País retrata o quotidiano das favelas do Rio

Arte Photographica

Dois alegados traficantes de droga detidos durante uma operação da polícia no bairro de Acari, Rio de Janeiro, Brasil
© João Pina

O fotógrafo do colectivo [KameraPhoto] João Pina assina no El País uma grande reportagem sobre o quotidiano das favelas do Rio de Janeiro. As imagens são acompanhadas de um texto de Bernardo Gutiérrez e podem ser vistas aqui. É deprimente reparar que não existe hoje em Portugal jornal ou revista com orçamento para pagar com regularidade trabalhos de fundo com esta qualidade.

Adenda: a prestigiada The New Yorker foi primeira publicação a divulgar um conjunto de imagens deste trabalho de João Pina que tem fotografado as favelas do Rio desde há dois anos e meio. A galeria é acompanhada com um depoimento de Jon Lee Anderson que assina o texto Gangland na edição de 5 de Outubro.

27/10/2009 - 20:03h Mural Bolivariano

Blog Civilización & Barbarie

Pensar la contemporaneidad: íconos

Y no digo ni símbolos ni ídolos, sino “íconos”. Según la última edición del Diccionario de la Real Academia Española un ícono es:
1-Representación religiosa de pincel o relieve, usada en las iglesias cristianas orientales.
2. m. Tabla pintada con técnica bizantina.
3. m. Signo que mantiene una relación de semejanza con el objeto representado
4. m. Inform. Representación gráfica esquemática utilizada para identificar funciones o programas

Mural Bolivariano_Marcos López
Suite Bolivariana, López, 2009


Todas estas definiciones se pueden aplicar a la magnífica obra del fotógrafo Marcos López que se inaugurará el martes 27 en el marco de BsAsPhoto.

Se trata de su Suite Bolivariana, una fotografía de 5 metros de ancho por 2 metros de alto. Esta puesta original de López trasciende la fotografía en su plano bidimensional, animándose a trabajar en la tridimensión del espacio.

Fue concebida y desarrollada en conjunto por el artista y el Estudio Edo Artis.

A mí lo que más me impresionaron, fueron las bananas-choclos a pie de foto. El ícono más atrevido de esta constelación que trasciende el pop latino y el surrealismo criollo, otras dos marcas del artista que parece ahora acercarse a la pintura a través de estas obras inmensas, una parodia de los murales de Rivera contando la historia mexicana, pero este mural está en una galería y narra otra cosa con humor, ironía y locura.

En esta “suite” cuentan tanto quiénes están cómo quiénes no. No hay olvido, hay intención.

Así se hizo:

La Feria BsAs Photo puede desde el miércoles 28 de octubre hasta el 1 de noviembre en el Palais de Glace.

Publicado por Cristina Civale

26/10/2009 - 16:02h Blog Images&Visions, do fotógrafo Fernando Rabelo, estará comemorando dois anos de existência

Fernando Rabelo, editor do blog Images&Visions
Fernando Rabelo, editor do blog

Na próxima quarta-feira, dia 28 de outubro de 2009, o blog Images&Visions, do fotógrafo Fernando Rabelo, estará comemorando dois anos de existência. Nesse período recebeu mais de 300 mil visitas provenientes de várias partes do Brasil e do mundo. Foram 1760 postagens celebrando a fotografia. Tudo começou no final do ano de 2007 quando nasceu o blog. Nessa época havia certa dificuldade de encontrar informações sobre fotografia na web e na mídia tradicional. Foram muitas emoções e noites mal dormidas, com aquela preocupação de atualizá-lo todos os dias, tentando sempre trazer a informação em primeira mão, já que manter um blog diário requer muita pesquisa, dedicação e persistência.

Hoje os blogs se tornaram parceiros importantes na divulgação de eventos fotográficos que ocorrem no Brasil. Recentemente aconteceu uma experiência inédita quando nove blogs foram escolhidos para participar da cobertura colaborativa do 5º Paraty em Foco 2009 (Festival Internacional de Fotografia Fnac) durante os três meses que se antecederam ao festival. Participaram os blogs: Images & Visions, Olha, vê, PicturaPixel, Lost.Art, Camera 16, Clicio Photo News, Cia de Foto, Fotograficaminhamente e Garapa. Em 74 dias foram 180 postagens e mais de 600 comentários.

O Coordenador Geral do Paraty em Foco, Iatã Canabrava, que apostou nos blogs como mídia divulgadora do evento, fez a seguinte afirmação durante o “1º Encontro da Blogosfera Fotográfica”, que ocorreu durante o festival, quando pela primeira vez vários blogs voltados para a fotografia tiveram uma oportunidade de reunir-se frente a frente: “Será que ainda dependemos da grande imprensa para divulgar nossos eventos? Decidimos fazer o teste. Percebemos que depois das entrevistas com fotógrafos que ministrariam workshops em Paraty, divulgadas no blog colaborativo, as vagas eram preenchidas em quatro ou cinco horas. Vejo os blogs como um verdadeiro instrumento de comunicação. O evento foi aglutinador e a idéia é continuar. Uma das possibilidades é que os blogs brasileiros se unam novamente no Fórum Latino Americano de Fotografia, fazendo que a blogosfera fotográfica cresça e se torne internacional”, afirmou Iatã.

Nesse segundo aniversário, o Images&Visions continua firme o seu caminho,  agradecendo a todos os leitores e colaboradores, que tornaram possível essa proposta de celebrar a fotografia em todas as suas vertentes.
Fernando Rabelo
http://imagesvisions.blogspot.com/

25/10/2009 - 19:06h Amor+muerte=?

Civilización & Barbarie

El punto de partida es el último ensayo publicado por Georges Bataille antes de morir.

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Rachel Weisz en una foto de James White

Se trata de Lágrimas de Eros (1961) y a partir de esta obra, el Museo Thyssen de Madrid presenta una exposición que toma el nombre del libro de Bataille y que bucea en las relaciones a veces fieles, a veces traicioneras entre Eros y Tánatos, o lo que es lo mismo: entre entre amor y muerte, el deseo y el fin de la vida.

El deseo sexual desde una mirada tanto masculina como femenina, el voyeurismo y el exhibicionismo, el fetichismo, lo homosexual y lo heterosexual, lo religioso y lo prohibido se despliegan a lo largo de la muestra que analiza la resistencia de los mitos grecorromanos ligados a Eros y la simbología ligada a algunas bíblicas en la creación artística, desde el Renacimiento hasta la contemporaneidad.

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Venus de Amaury-Duvel, 1862

Lágrimas de Eros se organiza temáticamente y resalta la irrupción en la obra de artistas de épocas y tendencias distintas a través de motivos comunes, esos que hablan, a cómo de lugar, de la vida y de la muete: enfrentadas, juntas, aliadas o superpuestas.

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grimas de Man Ray

Obras de Rodin y Gustave Courbet, se contraponen con imágenes más actuales de artistas como Man Ray o Andy Warhol en un intento de “diálogo” entre los grandes maestros del pasado y artistas del siglo XX. Y en un intento de aunar modernidad y erotismo, el Thyseen venderá una caja con tres preservativos con la imagen de Adán y Eva procedente del cuadro Eva y la serpiente de Jan Gossaert al precio de 3,5 euros, según indicaron a Europa Press fuentes del Thyssen.

La muestra se abre con la musa erótica por excelencia, Venus recién nacida, diosa de la belleza, que esconde la más horrible trasgresión, segun cuenta Hesíodo, la diosa surgió del semen de Urano, castrado por su hijo Cronos.

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San Sebastián de Bronzino

La siguiente sala, titulada ‘Eva y la serpiente’, está protagonizada por las serpientes que cubren los cuerpos de Nastassja Kinski y Rachel Weisz, fotografiadas por Richard Avedon y James White, respectivamente.

La segunda parte de la muestra, que se desarrolla en la sede de Caja Madrid, explora los peligros mortales de Eros, en donde es la muerte misma la que se ve erotizada.

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Un imagen del video de Taylor Wood

En esa sección es donde se incluye un vídeo de David Beckham durmiendo, realizado por Sam Taylor-Wood.
El vídeo se enmarca dentro de la sección dedicada al mito de ‘Endimión’, un joven cazador que dormía una noche en el monte Latmos, cuando la diosa de la Selene miró hacia la tierra y se enamoró de él. Ella le pidió a Zeus que sumiera a Endimión en un sueño eterno, para poder contemplarle eternamente.

Paseá por la exposición en este especial propuesto por El País.

Publicado por Cristina Civale

24/10/2009 - 17:50h Prêmio Esso de jornalismo 2009

marcelo carnaval Crise,_que_crise
Foto de Marcelo Carnaval. O Presidente Lula na imagem intitulada “Crise, que Crise”, publicada no jornal O Globo.


As comissões de seleção do Prêmio Esso de Jornalismo 2009, após sucessivas reuniões realizadas nos dias 19, 20, 21 e 22 de outubro, no Rio, concluíram as tarefas de indicação dos trabalhos que concorrerão à premiação em 11 categorias. Os vencedores deste ano serão conhecidos no dia 8 de dezembro, durante cerimônia de premiação a ser realizada no Hotel Copacabana Palace, no Rio. Ao todo, 25 jornalistas, alguns dos quais integrantes de equipes dos maiores jornais brasileiros, examinaram durante cerca de 30 dias um total de 1.091 reportagens, fotografias e criações gráficas, para concluir pela indicação de 35 trabalhos finalistas. A foto vencedora do Prêmio Esso de Fotografia 2009 será escolhida via Internet por uma Comissão Especial de 50 jurados que votarão em um dos cinco trabalhos selecionados e adiante indicados. Os finalistas são: Moacyr Lopes Junior, com a foto “A Dor da Perda”, publicada no jornal Folha de São Paulo. Arnaldo Carvalho, com a foto “Fome”, do conjunto “Exilados na Fome” publicado no Jornal do Commercio (Recife). Marcelo Carnaval, com a foto “Crise, que Crise”, publicada no jornal O Globo. Daniel Mobilia, com a foto “Fala que eu não te escuto”, publicada no jornal Diario de São Paulo e Daniel Marenco, com o conjunto de fotos “No Corredor do Inferno”, publicado no jornal Zero Hora.

Fonte Images&Visions

21/10/2009 - 18:45h Arte e o medo da pedofilia

L’art rattrapé par la peur de la pédophilie

En 1975, le photographe publicitaire Garry Gross a réalisé plusieurs portraits de Brooke Shields nue à la demande de la mère de la fillette. Cette dernière est âgée de 10 ans, trois ans avant d'être la vedette du film de Louis Malle, "La Petite" (photo). | D.R.

D.R. – En 1975, le photographe publicitaire Garry Gross a réalisé plusieurs portraits de Brooke Shields nue à la demande de la mère de la fillette. Cette dernière est âgée de 10 ans, trois ans avant d’être la vedette du film de Louis Malle, “La Petite” (photo).


LE MONDE

L’amateur d’art qui entre dans la Tate Modern de Londres peut voir, jusqu’au 17 janvier, l’exposition “Pop Life”, dans laquelle figure un grand portrait photographique de l’actrice américaine Brooke Shields. Il est signé Richard Prince, un artiste bien coté, lui aussi américain. Ce dernier montre une femme sexy de 40 ans, portant un bikini, adossée à une moto rutilante, et qui sourit au visiteur.

Cette oeuvre de 2005 ne devait pas figurer dans l’exposition. Elle est venue remplacer, au dernier moment, une autre oeuvre : toujours un portrait de Brooke Shields, signé du même Richard Prince. Mais le modèle était âgé de 10 ans. Cet épisode traduit le climat actuel autour de la pédophilie, appliqué au monde de l’art.

Si le modèle est le même, si la similitude des poses saute aux yeux entre les deux photos, il existe une nuance de taille : la première version met en scène une Brooke Shields fillette et nue, la peau huilée, le corps émergeant d’une baignoire et de sa vapeur.

Quelques heures avant l’inauguration du 30 septembre, des policiers spécialisés dans la chasse aux publications obscènes (Metropolitan Police Service Obscene Publication Unit) sont venus constater ce qu’ils estiment être un délit, et ont déconseillé l’ouverture de l’exposition en l’état.

L’alternative était de l’interdire aux moins de 18 ans. “Ce qui ne résout rien, au contraire, cela en fait un aimant pour pédophiles”, avait réagi la responsable d’une association de protection de l’enfance, Michele Elliott, dans le Daily Telegraph. Les responsables de la Tate ont donc censuré l’oeuvre de Prince. Ils ont même interdit à la vente le catalogue, qui contient l’image ; une perte estimée par la Tate à 320 000 livres (348 000 €).

La photo de Brooke Shields à 10 ans figurait pourtant dans une salle fermée, interdite au moins de 18 ans, accessible après moult avertissements. Le paradoxe est qu’elle contient des oeuvres pour le coup strictement pornographiques, notamment une photo signée Jeff Koons qui le montre faisant l’amour avec la Cicciolina, ancienne star italienne du porno. Cette section interdite au moins de 18 ans vise à témoigner, comme toute l’exposition, de l’état de “l’art dans un monde de consommation” (”Art in a material world”).

Richard Prince a intitulé son oeuvre sur Brooke Shields à 10 ans Spiritual America. Mais il n’est pas l’auteur de la photo originelle. Ce dernier s’appelle Garry Gross. Alors connu à New York comme photographe publicitaire, Gross a réalisé en 1975 le portrait de Brooke Shields à la demande de la mère de la fillette. Cette dernière était mannequin chez Ford et sera, trois ans plus tard, la vedette du film sulfureux La Petite, de Louis Malle.

Dans les années 1980, Gross a gagné trois procès aux Etats-Unis contre Brooke Shields qui voulait lui interdire de commercialiser sa photo. Lors du troisième procès, rappelle Gross, 71 ans, le juge avait dit que l’image n’était “pas sexuellement suggestive, provocatrice ou pornographique”, qualifiant même la pose d’”innocente”.

Richard Prince a obtenu auprès de Gross, en 1992, le droit de tirer dix oeuvres de sa photo. Il a agrandi le format, opté pour des couleurs plus chaudes, et a donné un nouveau titre, Spiritual America IV. Cette oeuvre, avant d’être censurée à Londres, a été exposée dans le monde entier, sans faire de vagues. Un exemplaire s’est vendu 151 000 dollars chez Christie’s, en 1999. A la Foire de Bâle, il y a quatre ans, elle était mise en vente 1 million de dollars. Quant à la version de départ, celle de Gross, elle a été montrée à la Bibliothèque nationale de France, à Paris, en mars.

Descente de police

Mais le climat a changé. Depuis le 12 octobre, une loi britannique oblige tous ceux qui s’occupent d’enfants “de manière fréquente” ou “intensive” à s’inscrire auprès de l’Independent Safeguard Authority, qui vérifiera qu’ils ne sont pas suspectés de pédophilie ou de violence ; 11,3 millions de personnes sont concernées, de l’enseignant à l’infirmière. Il faut désormais ajouter les responsables de musées.

En France, l’affaire Roman Polanski, arrêté à Zurich trois jours avant l’ouverture de l’exposition de Londres, et celle de Frédéric Mitterrand, et sa “mauvaise vie” en Thaïlande, ont échauffé les esprits. Et l’on attend la date de l’audience du procès des trois responsables de l’exposition “Présumés innocents”, présentée à Bordeaux en 2000, accusés de “diffusion d’image de mineur à caractère pornographique”.

Ce nouveau climat pèse sur la Foire internationale d’art contemporain de Paris (FIAC), qui ouvre au public le 22 octobre. L’an dernier, une descente de police avait provoqué la saisie de photos présumées zoophiles du russe Oleg Kulik. Cette année, Martin Bethenod, directeur de la FIAC, a un temps envisagé d’interdire l’accès du Grand Palais aux mineurs. Il a finalement choisi de poster, aux frais de la FIAC, un garde devant chaque stand litigieux, qui sera chargé de vérifier l’âge des amateurs désireux d’entrer.
Harry Bellet (envoyé spécial à Londres) et Michel Guerrin

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Nova mostra da Tate Modern em Londres reflete sobre os artistas que se integraram na cultura de massas e no comércio

“A melhor arte é o bom negócio” disse Andy Warhol. A nova exposição da Tate Modern de Londres, que fica em cartaz de 1º de outubro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, parte dessa premissa para reunir artistas que, a partir dos anos 80, não tiveram medo de unir comércio e mídia de massa para construir suas próprias “marcas”. A mostra Pop Life: Art in a Material World inclui Takashi Murakami, Keith Haring, Damien Hirst, Jeff Koons, Andy Warhol entre outros.

A lição mais radical de Andy Warhol reflete-se no trabalho de artistas subseqüentes que, ao invés de simplesmente representar ou comentar a cultura de massas, infiltraram-se na máquina de auto-promoção e no mercado. Energizando o poder da cultura das celebridades, expandindo seu espectro além do mundo das artes e entrando no mundo do comércio, esses artistas exploram canais que atraem público dentro e fora das galerias. A intersecção entre comércio e cultura é tradicionalmente vista como uma traição dos valores associados à arte moderna. Pop Life: Art in a Material World defende a idéia de que avançar este limite é fazer parte do mundo atual, aceitando suas condições.

No início da exposição há um foco no trabalho do final da carreira de Andy Warhol, examinando suas iniciativas como apresentador de TV, paparazzo e editor de revista. Estão ali trabalhos da controversa série Retrospectives onde ele reprisou seus retratos de ícones Pop dos anos 60, de uma maneira cínica.
Keith Haring tem reconstruída sua loja em N.York, a Pop Shop e ali na própria sala do Tate se podem comprar produtos de Haring. Inaugurada em 1986 na Lafayette Street, em Manhattan, a Pop Shop vendia produtos com as icônicas estampas de grafitti de Keith Haring, como camisetas, brinquedos e canecas.

Já a escultura Made In Heaven de Jeff Koons, apresentada primeiramente na Bienal de Veneza de 1990, imortalizou o casamento de Koons com a estrela pornô italiana Cicciolina. Takashi Murakami mostra um trabalho completamente inédito, uma instalação com vídeo e participação da atriz americana Kristen Dunst.

Uma sala dedicada aos novos artistas britânicos também faz parte da mostra Pop Life da Tate. Entre os artistas incluídos na exibição estão Tracey Emin e Sarah Lucas, que recriaram para a mostra sua loja de arte efêmera que, no começo dos anos 90, vendeu até mesmo cinza de cigarro. Na Tate Modern vai acontecer também uma reprise da performance Unfair, de Damien Hirst, mostrada pela primeira vez na feira de arte de Colônia, em 1992. Na performance gêmeos idênticos sentam-se no meio de duas pinturas do artista. O museu Tate Modern está pedindo que gêmeos participem da performance.

Antes mesmo da sua abertura a mostra Pop Life: Art in a Material World já está causando comoção. A Scotland Yard e a polícia de Londres pediram que fosse retirada uma obra da mostra. A obra em questão é de Richard Prince e contém um retrato de Brooke Shields, de Gary Gross, aos 10 anos, nua e toda maquiada.

Veja abaixo fotos de obras que estão em exposição na mostra Pop Life: Art in a Material World e, mais abaixo, uma matéria da agência espanhola EFE:

21/10/2009 - 17:34h MASP exibe fotos inéditas do escultor Rodin

Images&Visions

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Foto de autor desconhecido feita no ateliê do escultor Auguste Rodin durante seu processo criativo.


Uma mostra com fotografias inéditas de um dos principais artistas franceses, o escultor Auguste Rodin, chega ao MASP dia 28 de outubro após bater o recorde de visitação da Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte. A exposição “Rodin: do ateliê ao museu – Fotografias e Esculturas”, reúne 193 fotografias e 22 esculturas, algumas delas debutando fora da terra natal de Rodin (1840-1917). Com curadoria de Hélène Pinet, responsável pelo setor de Fotografia do Museu Rodin, e Dominique Viéville, diretor da instituição, a mostra faz parte das ações comemorativas do MASP ao Ano da França no Brasil. A mostra traz imagens registradas por diferentes fotógrafos (alguns profissionais hoje esquecidos, outros jovens que se iniciavam na profissão, alguns amadores e outros, ainda, ligados à edição) contratados pelo próprio artista, entre 1880 e 1910. As cenas trazem ao público o processo criativo de Rodin em seu ateliê, em Paris, e revelam sua fascinação pela fotografia, arte que nascera apenas um ano antes dele. As fotos também foram utilizadas para divulgação na imprensa, o que parece remeter a um desejo do artista de direcionar o olhar dos espectadores sobre sua obra, numa tentativa de destacar o que considerava mais importante a ser apreciado. Segundo a curadora Hélène Pinet, as fotografias estão organizadas de forma cronológica, com o objetivo de valorizar o trabalho dos diferentes fotógrafos que produziram para Rodin. “É a diversidade dos pontos de vista destes fotógrafos que a exposição busca ressaltar, além da versatilidade com a qual o escultor utilizou este suporte a partir de 1880, momento em que começou a adquirir reconhecimento”, explica. Em diálogo com as fotografias, 22 esculturas, duas delas de proporções monumentais, formam o acervo. Exposição “Rodin: do ateliê ao museu – Fotografias e Esculturas”. De 28 de outubro a 13 de dezembro. MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Av. Paulista, 1578. De terças-feiras a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h. Fone: (11) 3251-5644.

19/10/2009 - 19:00h “entre aspas”

Arte Photographica


© Time Inc.

Devo dizer-te que pressenti o que estava para acontecer; ou melhor, percebi que estava para acontecer qualquer coisa, que não ia exactamente favorecer os intentos da Eve e, por isso, não fiquei tão espantado como a minha filha. A Lorraine irrompeu em lágrimas, a Doris disse ‘Saia desta casa’, e o Ira e eu levantámos a Eve do chão, levámo-la para o patamar e depois pela escada abaixo, e conduzimo-la à estação de Penn. O Ira ia sentado à frente, ao meu lado, e ela ia sentada atrás como se esquecida de tudo o que se tinha passado. Durante o trajecto para a estação conservou sempre o mesmo sorriso, o que fazia para as câmaras, e por baixo daquele sorriso não existia absolutamente nada, nem a sua personalidade, nem a sua história, nem sequer a sua infelicidade. Ela era apenas o que tinha estampado no rosto. Não estava sequer sozinha. Não havia ninguém para estar sozinha. Fossem quais fossem as origens vergonhosas de que tinha passado a vida a fugir, o resultado tinha sido este: alguém de quem a própria vida tinha fugido.

Casei com um Comunista, Philip Roth

18/10/2009 - 18:56h Polaroid de regresso

Arte Photographica


Florian Kaps, The Impossible Project

Como Lázaro de Betânia, a Polaroid morreu mas vai voltar à vida. E bem pode dizer-se que o seu santo milagreiro foi o The Impossible Project, o grupo liderado por Florian Kaps (fundador do polanoid.net) que, depois do encerramento da fábrica de cartuchos Polaroid em Enschede, na Holanda, nunca deixou morrer a esperança de ver outra vez no mercado a “velha” fotografia analógica instantânea. E conseguiu, o lobby a favor da ressurreição da Polaroid resultou: em Junho o Summit Global Group anunciou a compra dos direitos de exploração da marca até 2014 e, depois de meses de especulação, o consórcio anunciou há dois dias que vai voltar a colocar no mercado a “maioria” dos formatos de filmes e novas máquinas, projecto que inclui também modelos digitais. Os produtos devem ficar disponíveis em meados de 2010. O The Impossible Project ficará responsável pelo fabrico das películas. Porque afinal “impossível” é só uma palavra.

>The Impossible Project
>Comunicado do Summit Global Group

>Posts relacionados
>>Saudades da Plaroid

17/10/2009 - 15:54h 165 anos de fotografia iraniana

Blog Images&Visions

Medhi_Monem
© Foto de Medhi Monem. Imagem que compõe a exposição “165 anos de fotografia iraniana”.


Durante a 2 ª edição do Photoquai, o Musée du Quai Branly em Paris apresenta a exposição “165 anos de fotografia iraniana”, que oferece um vasto panorama da fotografia iraniana desde o final do século XIX. A exposição começa com a história da fotografia no Irã no final do século XIX e continua com imagens de guerra durante o século XX, e a segunda parte apresenta cerca de trinta produções contemporâneas de grandes fotógrafos iranianos, alguns trabalhando atualmente no Irã e no exterior. Quase 30 anos após a revolução islâmica e 20 anos após o fim da guerra Irã-Iraque, a fotografia iraniana emergiu como com força total, refletindo a identidade da história do Irã, e de sua maneira de perceber o mundo. Até 29 de novembro de 2009. Assista a um vídeo Aqui.

Saiba mais sobre a exposição Aqui

15/10/2009 - 15:33h Arte X mudança climática

Civilización & Barbarie

Hoy es el Blog action day, el día en que los bloggers de todo el mundo que lo decidan, nos unimos para hablar sobre un tema en común.

Este año la consigna es alertar sobre los efectos del cambio climático.

Hace dos semanas Spencer Tunick, conocido fotógrafo que desnuda masas en espacios públicos, sumó su grano de arena al asunto al realizar una intervención con más de 700 personas en unos viñedos en la zona francesa de la Borgoña a pedido de Greenpeace.

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El objetivo de las personas que posaron y del célebre fotógrafo fue llamar la atención de la opinión pública y de los dirigentes políticos ante este fenómeno de cara a la cumbre mundial del Clima que se celebrará en diciembre en Copenhague.

“Si no actuamos aquí y ahora, el hombre y el conjunto de su patrimonio cultural están condenados”, alertó el director general de Greenpeace en Francia, Pascal Husting.

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El artista estadounidense, por su parte, alertó que además de los viñedos franceses, el cambio climático amenaza la agricultura y la naturaleza de todo el mundo.

Greenpeace instó a los líderes mundiales a que alcancen un acuerdo “ambicioso” en la cumbre de Copenhague, donde espera que los países industrializados se comprometan a reducir las emisiones de gases contaminantes en, al menos un 40 por ciento, de aquí al año 2020.

Otros años y otros artistas, llamaron la atención sobre este fenómeno en distintas muestras. Así sucedió en 2008 en Barcelona con la muestra El ambiente siempre está en el medio y con la muestra on line New climates.

Y aquí leé lo que los combloggers de Civilización&Barbarie proponen para la discusión sobre el cambio climático. Publicado por Cristina Civale

14/10/2009 - 18:24h “entre aspas”

Blog Arte Photographica


Scarlett Johansson & Dita von Teese, editorial para a revista Flaunt

- Sendo como é, a Eve aceita todas as extravagâncias do tipo, alinha em todas as suas loucuras, chega mesmo a ser apanhada por elas. Às vezes, quando a Eve desatava a chorar sem mais nem menos e o Ira lhe perguntava porquê, ela dizia-lhe: ‘As coisas que ele me obrigou a fazer… o que eu tive de fazer…’ Depois de ela ter escrito aquele livro, e o casamento dela com o Ira sair escarrapachado em todos os jornais, o Ira recebeu uma carta de uma mulher de Cincinnati. Dizia que, caso ele estivesse interessado em escrever também um livrinho, talvez lhe interessasse vir conversar com ela ao Ohio. Tinha trabalhado num clube nocturno nos anos 30 como cantora e tinha sido uma das namoradas de Jumbo. Dizia que o Ira era capaz de gostar de ver umas fotografias que o Jumbo tinha tirado. Talvez ela e o Ira pudessem colaborar numas memórias conjuntas – ele providenciava as palavras, e ela, por uma quantia a combinar, seleccionava as fotografias. Na altura o Ira estava tão obcecado pela vingança que respondeu à mulher e mandou-lhe um cheque de cem dólares. Ela garantia ter duas dúzias de fotos e ele mandou-lhe os cem dólares que ela pedia só para lhe mostrar uma delas.
- E chegou a recebê-la?
- Ela falava verdade. Mandou-lhe de facto uma na volta do correio. Mas como eu não ia deixar que o meu irmão distorcesse ainda mais a ideia que as pessoas tinham do significado da sua vida, tirei-lha da mão e destruí-a. Uma estupidez. Um assomo sentimental, presumido, idiota e nada inteligente. Pôr a fotografia a circular teria sido coisa pouca em comparação com o que depois aconteceu.

Casei com um Comunista, Philip Roth

13/10/2009 - 19:53h Willy RONIS (1910-2009)

A revista francesa “Photo” publicou em sua edição de outubro um especial sobre Willy Ronis, um dos fotógrafos mais expressivos do século 20, da mesma geração de Bresson, Lartigue e Doisneau. Ronis faleceu no mês passado, aos 99 anos. Nascido em 1910, o trabalho de Willy Ronis precisou de muito tempo para ser reconhecido, o que só aconteceu na década de 80. Filho de um fotógrafo judeu de origem russa, Willy Ronis nasceu em Paris. O seu pai lhe presenteou a primeira câmera aos 16 anos. Em pouco tempo tornou-se fotógrafo para ajudar no sustento da família. Retratou Paris em todos os seus aspectos, registrando o cotidiano das ruas no pós-guerra. Em 1946, fez parte da primeira equipe da agência Rapho. Hoje é considerado um dos mais importantes representantes da fotografia humanista. Fonte Images&Visions

http://medias.photo.fr/medias-factory/m/cms/article/photo/6/7/5/5/576/logo.jpg

Par Christophe | Photo

Willy Ronis, photographe français, est un représentant de « la photographie humaniste ». Il a dépeint la France en noir et blanc, Paris, les petits métiers, les bords de Marne, les enfants, les amoureux… Il affectionnait les sujets sociaux, la vie quotidienne des gens ordinaires, les luttes ouvrières. Il était membre de l’agence Rapho, aux côtés de Robert Doisneau, Edouard Boubat, Janine Niépce, Sabine Weiss…

(Ci-dessus : Autoportrait, 1995.)

WILLY RONIS EN 10 IMAGES



Le petit Parisien Paris, 1952.
© Willy Ronis/Rapho.

Le nu provençal Marie-Anne à Gordes, été 1949. © Willy Ronis/Rapho.



Rose Zehner Grève chez Citroën-Javel, Paris 1938. © Willy Ronis/Rapho.



14 Juillet Paris 1936. © Willy Ronis/Rapho.



Les amoureux de la Bastille Paris 1957. © Willy Ronis/Rapho.





Venise, Quai Fondamente Nuove, Venise, juillet 1959.
© Willy Ronis/Rapho.




Paris, 1951. Autoportrait à la lumière- éclair réalisé avec un Rolleiflex.
© Willy Ronis/Rapho.



La péniche aux enfants. Pont d’Arcole,janvier 1959. © Willy Ronis/Rapho.



Place Vendôme Vers midi, un jour de pluie, 1947. © Willy Ronis/Rapho.





Les gamins de Belleville L’escalier de la rue Vilin, à l’angle de la rue Piat, à Belleville, septembre 1959.
© Willy Ronis/Rapho.


WILLY RONIS EN 10 DATES

1910 : Naissance le 14 août, à Paris.

1926 : Premier appareil. Photos de vacances et première série de Paris.

1936 : Son père décède. Il décide d’être photographe reporter indépendant et quitte l’atelier. Premières parutions dans Regards. Reportage sur le Front Populaire.

1938 : Reportages sur les conflits sociaux chez Citroën.

1945-1949 : Grands reportages pour Point de vue, L’Écran français et Regards.

1950 : Travaille comme illustrateur pour Le Monde illustré. Il entre à l’agence Rapho.

1979 : Participe à la Mission photographique pour la direction du Patrimoine, à la demande du ministère de la Culture et de la Communication. Reçoit le Grand Prix national des Arts et des Lettres pour la photographie.

1981 : Reçoit le Prix Nadar pour Sur le fil du hasard publié l’année précédente par Contrejour.

1996 : Grande rétrospective, avec plus de 240 photographies de Paris, au Pavillon des Arts.

2005 : « Willy Ronis à Paris », exposition à l’Hôtel de Ville de Paris en hommage au photographe à l’occasion de son 95e anniversaire.

Il meurt dans la nuit du 11 au 12 septembre 2009, à l’âge de 99 ans.


WILLY RONIS EN 10 LIVRES


« Belleville Ménilmontant »
Préface et légendes Pierre Mac Orlan.
Editions Arthaud, 1954.
Réédition : Editions Hoëbeke, 1999 (30,50 €)



« Sur le fil du hasard »

Ed. Contrejour, 1980. (Prix Nadar 1981)
Réédition : Editions Contrejour, 1991 (60 €)


« Mon Paris »
Préface Henri Raczymow.
Editions Denoël, 1985.


Photo Poche no 46
Introduction Bertrand Eveno. Editions
Centre National de la Photographie, 1991.



« Autoportrait »

Texte de Willy Ronis. Ed. Fata Morgana, 1996.


« Provence »
Texte Edmonde Charles- Roux. Editions Hoëbeke, 1998.
Réédition : Editions Hoëbeke, 2008 (19,50 €)


« Derrière l’objectif. Photos et propos »
Texte de Willy Ronis. Ed. Hoëbeke, 2001.


« Willy Ronis. Instants dérobés »
Texte Jean-Claude Gautrand. Editions
Taschen, 2005.


« Ce jour-là »
Texte de Willy Ronis.
Ed. Mercure de France, collection « Traits et Portraits », 2006.
ou Editions Folio, 2008 (6,50 €)


http://www.pileface.com/sollers/IMG/jpg/cov_nues.jpg

« Nues »
Préface Philippe Sollers.
Ed. Terre Bleue

12/10/2009 - 16:25h Roberto Schmitt-Prym no leilão “DESIGN, FOTOGRAFIA, ARTE CONTEMPORÂNEA, STREET ART”

No sábado, dia 24 de outubro, a tradicional casa de leilões Bolsa de Arte do Rio de Janeiro promove em São Paulo o leilão “DESIGN, FOTOGRAFIA, ARTE CONTEMPORÂNEA, STREET ART” www.bolsadearte.com

Entre os lotes, uma fotografia de Roberto Schmitt-Prym


123. ROBERTO SCHMITT-PRYM
Sem título, da série Cenas vertiginosas, 2009.
C-print. Ed 1/5. Assinado no verso. 60 x 60 cm.

10/10/2009 - 10:42h Desigualdade cai, mas continua alta

http://www.eupodiatamatando.com/wp-content/uploads/2007/11/paraisopolis_foto_de_tuca_vieira_livro_as_cidades_do_brasil.jpg

Foto Tuca Vieira – Paraisópolis – cidade de São Paulo

O Estado SP

Em 2008, grupos dos mais ricos ganhavam 18 vezes a renda dos pobres, ante 20,2 em 2006

Em três anos, de 2006 a 2008, diminuiu muito rapidamente a distância entre os dois extremos de rendimentos da sociedade brasileira, o que reduziu a desigualdade social no País, apontou o estudo do IBGE. A melhoria na renda contrasta com dados referentes a bens e serviços: apenas 61% dos domicílios brasileiros tinham simultaneamente, em 2008, água encanada, coleta de esgoto, de lixo e iluminação elétrica.

Em 2006, a razão entre a renda familiar per capita dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres era 20,2, ou seja, o grupo mais rico ganhava 20,2 vezes a renda do mais pobre. No ano seguinte, essa relação caiu a 18,7, e em 2008, foi a 18. O nível ainda é alto – em países desenvolvidos, fica em torno de 4 a 6 -, mas já mostra redução na desigualdade entre os brasileiros, segundo Ana Lucia Saboia, coordenadora-geral do estudo.

O IBGE também apurou que caiu a proporção de pessoas com rendimento familiar per capita abaixo de 60% do mediano. Como foi estimado em R$ 415, os 60% eram R$ 249 em 2008 – essa medida serve para mensurar a pobreza dos grupos sociais. Em 2006, 37,3% ganhavam menos que essa fronteira; em 2007, 36,1%; em 2008, 33,8%. Também caiu o diferencial entre o rendimento familiar mensal per capita das famílias dos 10% mais ricos em relação aos 40% mais pobres. Em 2001, era 22,1 e em 2008, 16,8. Os números foram comemorados pelo diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri. Ele lembrou que a queda começou em 2001 e se acentuou a partir de 2004, porque se associou ao crescimento econômico. “Não era mais como em 2001, quando o bolo caiu e a parte dos pobres caiu menos.”

Os problemas de distribuição de renda, porém, continuam. Enquanto o rendimento familiar médio ficou em R$ 720, metade das famílias vivia com menos de R$ 415 – salário mínimo vigente em setembro de 2008.

SERVIÇOS

Apesar de 40% das residências brasileiras não terem ao menos um serviço público essencial (água encanada, coleta de esgoto, de lixo e iluminação elétrica), o dado representa um avanço em relação a 1998. Naquele ano, o porcentual de unidades com os quatro benefícios ao mesmo tempo era de 56,8%, ante 43,2% desprovidos de pelo menos um deles. A região com maior acesso era o Sudeste (82,6% dos lares) e a com menor era o Norte (14,9%).