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	<title>Blog do Favre &#187; FRANÇA</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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			<item>
		<title>Exuberância feminina no interior da França</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 19:05:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu prato: Marie-Pierre é a mulher que faz a diferença na expansão dos domínios Troisgros.
Por Nicholas Lander, Financial Times &#8211; VALOR


Divulgação

A contribuição especial de Marie-Pierre para o império Troisgros emergiu pela primeira vez na abertura do Le Central



Nos últimos 79 anos, o nome Troisgros e a cidade de Roanne (a 100 km de Lyon, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Meu prato: Marie-Pierre é a mulher que faz a diferença na expansão dos domínios Troisgros.</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por Nicholas Lander, Financial Times &#8211; VALOR</span></h2>
<p><span style="background-color: #ffff99;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Divulgação<br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002386/imagens/foto17con-cendtral-d10.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
A contribuição especial de Marie-Pierre para o império Troisgros emergiu pela primeira vez na abertura do Le Central</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p align="justify">
<p align="justify">Nos últimos 79 anos, o nome Troisgros e a cidade de Roanne (a 100 km de Lyon, no leste da França) são sinônimos da melhor cozinha francesa. Em 1930, Jean-Baptiste Troisgros abriu o restaurante da família do lado aposto da estação ferroviária. Seus filhos, Jean e Piere, o administraram depois dele e agora o filho de Pierre, Michel, está no comando.</p>
<p align="justify">O local original, a Maison Troigros, é hoje um restaurante com salas que há muito recebe a classificação máxima de três estrelas do celebrado guia Michelin. A família também é dona do Le Central, o café-delicatessen que fica ao lado, e do La Colline du Colombier, um &#8220;auberge&#8221; de campo que fica a 30 minutos de automóvel de Roanne.</p>
<p align="justify">Mas nos últimos 25 anos a força comercial que vem conduzindo o sucesso dos Troisgros é uma mulher que nunca quis de fato se estabelecer em Roanne. Marie-Pierre Lambert nasceu em Valença no vale do Rhône. Ela se matriculou no hotel-escola de Grenoble em 1973 porque queria uma profissão que lhe permitisse conhecer o mundo. Michel Troisgros era um colega de classe e ela descreve o primeiro encontro dos dois como um &#8220;coup de foudre&#8221;, ou amor à primeira vista.</p>
<p align="justify">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002386/imagens/foto17con-lesdcadoles-d10.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
La Colline du Colombier: restaurante de campo e hotel com abrigos de ferramentas transformados em cabanas-iglus</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p align="justify">
<p align="justify">Assim que se formaram, ela fez com ele uma viagem ao redor do mundo, enquanto ele estabelecia sua carreira. Mas não foi fácil. &#8220;Michel cozinhou em Bruxelas, no [hotel cinco estrelas] Connaught de Londres e em Nova York. Naqueles dias os hoteleiros relutavam em contratar casais&#8221;, explica ela. &#8220;Hoje é muito diferente. Fico feliz em dizer isso.&#8221;</p>
<p align="justify">No começo de 1983, eles retornaram a Roanne para uma estadia de seis meses, com planos de se mudarem para a Austrália e lá abrir seu próprio restaurante. Mas em agosto daquele ano, o tio de Michel, Jean, morreu. Marie-Pierre e Michel decidiram ficar. Naquela altura já casados, Marie-Pierre assumiu seu papel na Maison Troisgros junto com a família do marido.</p>
<p align="justify">Marie-Pierre diz que sua falecida sogra era supergentil, mas que a função dela era puramente de &#8220;maîtresse&#8221; do restaurante, alguém que recebia os clientes, certificava-se de que tudo estava correndo tranquilamente no salão e então se despedia dos comensais.</p>
<p align="justify">Marie-Pierre teve dificuldade para encontrar seu próprio nicho, mas agora admite que provavelmente a adaptação foi mais difícil para Michel, que estava trabalhando com duas madames Troisgros.</p>
<p align="justify">A contribuição especial de Marie-Pierre para o império Troisgros emergiu pela primeira vez na abertura do Le Central em 1996, a poucas portas de &#8220;la grande maison&#8221;, como ela se refere ao restaurante principal.</p>
<p align="justify">O Le Central é descrito pela família como &#8220;café/mercearia&#8221;. Suas prateleiras estão cheias de vinagres, pasta e molhos, enquanto suas paredes são cobertas de fotografias em branco e preto de seus fornecedores de ingredientes e vinhos. Para o jantar, tivemos suflê de queijo, risoto com cogumelo marrom, pernas de rã com gengibre e alho, e uma maravilhosa torta Tatin.</p>
<p align="justify">Marie-Pierre parece estar ainda mais em seu elemento no La Colline du Colombier, um restaurante de campo e hotel criado em uma ex-fazenda perto de Iguerande.</p>
<p align="justify">O La Colline du Colombier recebeu seu nome por causa do pombal que havia no local, que hoje abriga um cozinha circular e um banheiro maravilhoso logo acima dela. Ele é a coroação da busca por um local empreendida por Marie-Pierre durante oito anos, com um conjunto de construções que permitisse à família fazer algo original e instigante no exuberante interior da França.</p>
<p align="justify">No começo, tudo que a família viu foram construções deterioradas. &#8220;Queríamos algo que expressasse o estilo Troisgros, queríamos algo bem mais tranquilo, em harmonia com o século XXI.&#8221;</p>
<p align="justify">Com o arquiteto Patrick Bouchain, eles também conseguiram encontrar uma solução bem incomum para o problema de que as casas existentes na fazenda não ofereciam quartos suficientes para tornar a conversão viável.</p>
<p align="justify">Inspirando-se nas cabanas locais, ou &#8220;cadoles&#8221;, usadas pelos produtores de vinho como abrigo de ferramentas. Eles construíram três dormitórios no estilo cadole, que são os quartos mais confortáveis e talvez mais românticos. Eles se parecem com iglus cortados ao meio, em estilo pastoral, com um espaço de estar ultramoderno construídos diante de estacas de aço para permitir uma visão ininterrupta do cenário rural.</p>
<p align="justify">O belo celeiro que acomodava o gado é hoje o restaurante Le Grand Couvert. Seu cardápio de outono a € 35 oferece pratos com presuntos variados, bruschetta de escargot com ervilhas; um mousse de fígado de frango com camarão de água doce; salmão com molho de pimenta vermelha; e um delicioso pot-au-feu.</p>
<p align="justify">Marie-Pierre fala com grande paixão do Le Colombier e do tempo que já está com os Troisgros &#8211; ela diz, modesta, que se vê como &#8220;braço direito&#8221; de Michel -, mas seu sorriso aumenta quando ela fala de César, o filho mais velho do casal.</p>
<p align="justify">César está seguindo os passos da família e atualmente trabalha como chef do restaurante French Laundry, no Napa Valley, na Califórnia. Mas somente o tempo dirá se ele vai sucumbir ao charme de Roanne &#8211; como fez sua mãe. <strong> </strong></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong>(tradução Mario Zamarian)</strong></p>
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		<title>Le sexe au cinéma ? No pasara !</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 22:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<description><![CDATA[Cela ne s&#8217;était pas produit depuis treize ans: la “commission de censure” du CNC a procédé début octobre à la classification X d&#8217;une œuvre cinématographique parlant de sexe. Le coupable: Histoires de Sexe(s). Un film “pour adulte” abusivement rangé dans la catégorie porno.

Histoires de Sexe(s) est une comédie légère traitant de sexualité, inspirée du Déclin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cela ne s&#8217;était pas produit depuis treize ans: la “commission de censure” du CNC a procédé début octobre à la classification X d&#8217;une œuvre cinématographique parlant de sexe. Le coupable: <em><a href="http://www.histoiresdesexes-lefilm.com/">Histoires de Sexe(s)</a>.</em> Un film “pour adulte” abusivement rangé dans la catégorie porno.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a6668a58970b-pi"><img class="aligncenter" title="Histoires-de-sexe-1" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a6668a58970b-800wi" border="0" alt="Histoires-de-sexe-1" /></a></p>
<p><em><a href="http://blog-ovidie.frenchlover.tv/histoires-de-sexes-le-premier-film-classe-x-depuis-1996.html">Histoires de Sexe(s)</a></em> est une comédie légère traitant de sexualité, inspirée du <em>Déclin de l’empire américain</em>. C’est l’histoire de quatre amies qui se retrouvent à diner pour parler de leurs dernières frasques et de leurs problèmes amoureux. Parallèlement, quatre hommes se donnent rendez-vous pour parler eux aussi de sexe et donner de l’histoire une version parfois différente. <a href="http://www.histoiresdesexes-lefilm.com/videos.php/">Certaines scènes</a> sont hilarantes. D’autres –résolument pédagogiques – abordent le thème de l’orgasme, du sextoy ou de l’éjaculation féminine, avec la volonté affichée de faire passer un “message”… Entre docu-fiction et cours de sexologie, ce petit film ne méritait certainement pas d’être classé X. La commission du CNC n’a pas été du même avis. Le 6 octobre, elle a fait tomber le couperet: interdiction en salles. “<em>Histoires de Sexes avait pour ambition de s&#8217;affranchir des règles de l&#8217;industrie pour adulte</em>, protestent les deux réalisateurs (Ovidie et Jack Tyler). <em>Nous aspirions à sortir du ghetto, le CNC nous y a renvoyé aussi sec.</em>”</p>
<p>“<em>Il est généralement reproché aux pornographes de n&#8217;écrire aucun scénario, de ne pas travailler la mise en scène, d&#8217;être trop éloignés d&#8217;une sexualité réaliste, de dégrader la femme. Ce film relevait pourtant ce défi: présenter une sexualité non caricaturale, et mettre en scène la complexité de la relation de couple.  Habituellement, les scenarii ne servent qu&#8217;à introduire les scènes de sexe qui sont la raison d&#8217;exister des films pornographiques. Dans </em>Histoires de sexe(s)<em>, les courts passages explicites ne sont que des illustrations des propos tenus par les protagonistes. 95% de dialogues, pour 5% de sexe, et non l&#8217;inverse. Très clairement, il ne s&#8217;agit en rien d&#8217;un film masturbatoire. Avec ce film, nous attendions l&#8217;émergence d&#8217;un genre nouveau: celui du film traitant ouvertement de la sexualité, affranchi des codes de la pornographie et de son quota d&#8217;éjaculations faciales. Notre souhait n&#8217;était pas d&#8217;être exhibé à un public mineur, puisque nous réclamions une interdiction aux moins de 18 ans.</em>”</p>
<p>Pourquoi la commission du CNC a-t-elle classé ce film X? Parce qu’il est impensable, pour les puritains qui y siègent en majorité, qu’un film puisse parler de sexe. On peut parler de mort, de meurtre en série, de fin du monde, mais pas de sexe. Le classement X est une forme perverse de censure. Il s’accompagne d’un système de taxe qui dissuade les producteurs d’avancer de l’argent: un film X est difficilement rentable. Il est donc condamné d’office à n’être qu’un film à petit budget, tourné dans des conditions proches de l’amateurisme. Pas de vrais acteurs dans un X, et pour cause. Pas de vrai scénario. Pas de vrai dialogue. Et comme ce cinéma est totalement stigmatisé, aucun réalisateur “normal” ne veut s’y essayer. A l’origine, le classement X, institué sous Giscard d’Estaing en 1975, était synonyme de liberté: il s’agissait d’autoriser les images représentant la sexualité. Mais très vite, le classement X s’est accompagné de mesures fiscales si pénalisantes qu’il a finit par tuer dans l’œuf un genre cinématographique naissant. Faute de moyens, le X est devenu une industrie de la copulation filmée à la chaine, une ennuyeuse et rébarbative accumulation de gros plans génitaux et d’actes sexuels standardisés à outrance.</p>
<p>Les films précurseurs du genre annonçaient pourtant des lendemains glorieux au X: <em>Le Dernier tango à Paris, L’empire des sens, Maîtresse, Max mon amour, Les Valseuses, La maman et la putain, Portier de nuit</em>… Le X aurait pu devenir un cinéma aussi important que le péplum, le polar, le film d’arts martiaux ou la comédie musicale. Hélas. On l’a assassiné, en lui coupant les vivres et en le condamnant à la médiocrité. Les salles qui projetaient du X ont fini par disparaitre, incapables (à cause des surtaxes énormes) de faire face à la concurrence de la TV, des lecteurs DVD et de l’internet. Avec ces salles sont mortes les ambitions de ceux qui voulaient faire de l’art avec le sexe… A quoi bon ? A quoi bon faire du cinéma à 3 millions d’euros (budget minimum), si les gens vont aller voir gratuitement sur internet des gonzo dont le budget se monte à 3000 euros (maximum)? <em>“Le classement X est devenu obsolète très progressivement,</em> explique Christophe Bier, <a href="http://www.amazon.fr/Censure-moi-Histoire-classement-France-Christophe/dp/2844051367">grand spécialiste et militant anti-classement X</a>. <em>Il a eu la peau du porno. Les producteurs de porno, les exploitants, les distributeurs ont périclité, ou bien se sont vite reconvertis dans la vidéo puis le DVD. Les salles ont fermé les unes après les autres… jusqu&#8217;à l&#8217;extinction totale des “films pornos” en 1996, remplacés par les “vidéos pornos</em>”.</p>
<p>Résultat: le X est devenu “<em>de la merde</em>”, dixit Ovidie. Au lieu de montrer la sexualité comme d’un espace de liberté et de bonheur, le X a fini par ne plus montrer que des performances irréalistes et caricaturales. “<em>La censure économique nous empêche de sortir du ghetto, </em>soutient Ovidie. <em>Si nous avions d&#8217;autres moyens de distributions que les sexshops et les sites internet, si nous pouvions retourner en salle, alors nous serions obligés de faire des films qui tiennent la route.</em>” Mais non. Le CNC veille au grain. Depuis 1975, comme si les mœurs n’avaient pas évolué, il continue de classer X tout ce qui dépasse son seuil de tolérance: un orgasme ça va. Deux orgasmes, bonjour les dégâts. Bien qu’il soit totalement obsolète, le classement X continue de sévir. “<em>Le X n&#8217;est pas aboli car il reste une menace visant à décourager ceux qui voudraient montrer du sexe dans les salles avec un visa d&#8217;exploitation,</em> explique Christophe Bier. <em>L&#8217;interdiction totale existe donc toujours comme arme de destruction massive. Tyler et Ovidie viennent d&#8217;en faire le test.</em>”</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340128756750ad970c-pi"><img class="aligncenter" title="Histoires-de-sexe-2" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340128756750ad970c-800wi" border="0" alt="Histoires-de-sexe-2" /></a></p>
<p>Si le classement X était supprimé, on peut imaginer que le cinéma se mettrait enfin à parler de sexualité comme d’un sujet aussi passionnant (émouvant, perturbant) que la violence ou l’amour. Les réalisateurs pourraient enfin lui accorder la place qu’elle mérite… “<em>En tout cas, ces réalisateurs ne seraient plus dans un ghetto avec des taxes</em>, ajoute Christophe Bier. <em>Ils bénéficieraient des mêmes droits que leurs confrères &#8220;classiques&#8221; et pourraient obtenir un fonds de soutien automatique ou d&#8217;autres mécanismes régissant l&#8217;exploitation cinématographique</em>.” Bien sûr, la qualité d’un film ne dépend pas que de son budget. Mais si la sanction économique était levée, il est sûr et certain que des réalisateurs “normaux” feraient du X, avec l’aide d’acteurs “normaux” et cela changerait certainement la donne. Il suffit de voir ce qu’il se passe en Suède, où le gouvernement finance des films X pour lutter contre la misogynie et contre la discrimination sexuelle. <a href="http://www.dirtydiaries.se/">Dirty Diaries</a> nous montre le chemin. Oui, il est possible de faire du vrai cinéma avec du sexe.<br />
<strong><span style="color: #0000bf;">QUESTIONS A UN MEMBRE DE LA COMMISSION DU CNC</span></strong></p>
<p><span style="color: #0000bf;">Philippe Rouyer – co-auteur du livre </span><em><span style="color: #0000bf;"><a href="http://www.amazon.fr/Cin%C3%A9ma-X-Collectif/dp/2842711718">Le cinéma X</a></span></em><span style="color: #0000bf;"> (éd; la Musardine)- siège à la Commission de classification en tant que représentant du Syndicat Français de la Critique de Cinéma (SFCC). Il faisait partie de la commission qui a classé </span><em><span style="color: #0000bf;"><a href="http://www.histoiresdesexes-lefilm.com/">Histoires de Sexe(s)</a></span></em><span style="color: #0000bf;">. Il faut rappeler que la Commission de classification n&#8217;est que consultative. C&#8217;est le Ministre qui donne le visa, même si à plus de 99%, il suit les avis de la Commission. Le vrai responsable du classement X d&#8217;</span><em><span style="color: #0000bf;">Histoires de Sexe(s)</span></em><span style="color: #0000bf;"> est donc Frédéric Mitterand.</span></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">1/ Depuis la création du classement X, combien de films &#8220;de cul&#8221; ont été classés X ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Ça tourne autour d&#8217;un millier de longs métrages. D&#8217;après Christophe Bier, l&#8217;auteur du livre <a href="http://www.amazon.fr/Censure-moi-Histoire-classement-France-Christophe/dp/2844051367">Censure-moi</a> (L&#8217;Esprit frappeur), le dernier film classé X date de 1996. Il s’intitulait “Elle ruisselle sous la caresse”.</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">2/ Suivant quelle procédure le film d&#8217;Ovidie et jack Tyler a-t-il été classé X ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Suivant la procédure habituelle. A savoir, un passage en sous-commission qui a juste pour mission de servir de filtre. Tous les films qui sortent (même les Disney) sont vus intégralement en sous-commission. Si la sous-commission estime que c&#8217;est du tout public, le film sort avec son visa. Si ne serait-ce qu&#8217;un membre de la sous-commission estime qu&#8217;il pourrait y avoir une restriction, le film est envoyé en Commission plénière qui est alors libre de ce qu&#8217;elle préconise. Et dans ce cas, la seule décision qui compte est celle de la plénière. Concernant le film d&#8217;Ovidie et Jack Tyler, l&#8217;ensemble des membres de la sous-commission a opté pour une interdiction aux moins de 18 ans en le renvoyant en plénière. Après débat et vote, la plénière elle, a voté le X.</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">3/ Il y a combien de personnes en commission ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Chaque sous-commission se compose de 4 à 7 membres. La plénière en compte 28. </span></em></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">4/ Pourquoi <em>Histoires de Sexe(s) </em>a-t-il été classé X ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Je suis tenu au devoir de réserve sur les débats. La seule chose que je peux vous dire c&#8217;est ce que j&#8217;ai dit moi au cours de ce débat: à savoir que je demandais une interdiction aux moins de 18 ans, mais surtout pas un classement X car c&#8217;était clairement une œuvre et non une pellicule à vocation masturbatoire. J&#8217;ai développé en parlant du scénario, de la mise en scène et de la durée (très brève) des scènes de sexe. J&#8217;ai ajouté qu&#8217;il n&#8217;y avait dedans aucune violence et  aucune image dégradée de la femme, et que je préférais qu&#8217;un jeune de 18 ans voit cela plutôt qu&#8217;une production crade trouvée en DVD ou sur le net. Mais le résultat du vote qui a suivi prouve que moi et ceux qui avaient un avis similaire n&#8217;avons pas convaincu suffisamment de monde</span></em><br />
<strong><br />
<span style="color: #0000bf;">5/ Il me semble que les commissions de classement de films, dans les pays anglo-saxons, s&#8217;en tiennent à des critères très précis pour juger: il parait que le classement d&#8217;un film correspond à des normes quasi-mathématiques (nombre de minutes pendant lesquelles on voit un acte sexuel, cataloguage des actes sexuels sur une échelle, nombre de gros plans anatomiques, etc). Pouvez-vous m&#8217;éclairer sur ce point ? </span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">Effectivement c&#8217;est le cas dans des pays comme le Royaume Uni. Je trouve ça atroce. Ça a conduit par exemple dans ces pays à interdire aux moins de 15 ans &#8220;Ridicule&#8221; de Patrice Leconte parce qu&#8217;on y voit un homme qui urine sur un autre ou &#8220;Amélie Poulain&#8221; car il y a une série d&#8217;orgasmes dans une scène. 2 films qui sont chez nous &#8216;tous publics&#8221;. En France, nous n&#8217;avons pas de critères. Nous débattons en tenant compte du contexte de l&#8217;œuvre. Des morts dans un western ou un film de guerre n&#8217;ont pas le même charge émotionnelle que dans un drame au Quartier Latin. Il faut aussi tenir compte de la mise en scène. Comment c&#8217;est filmé.</span></em><br />
<strong><br />
<span style="color: #0000bf;">6/ Si la classification X était supprimée sur les &#8220;films pour adulte&#8221;, qu&#8217;est-ce que cela changerait?</span></strong><br />
<strong><span style="color: #0000bf;">Certains réalisateurs disent que si la classification X était supprimée ils auraient plus de moyens pour faire du bon cinéma. Ils pensent que l&#8217;état leur donnerait des subsides ou quoi? </span></strong><em><br />
<span style="color: #0000bf;">Non, ils n&#8217;auraient pas d&#8217;avance sur recettes. Mais un certain nombre d&#8217;aides automatiques pourraient jouer. De même, il serait de nouveau possible d&#8217;acheter des films étrangers (surtaxés par le classement X) et donc d&#8217;en vendre en retour. Et puis l&#8217;exploitation en salles pourrait apporter de nouveaux revenus. Ou pas, bien sûr.</span></em></p>
<p><strong><span style="color: #0000bf;">7/ D’autres réalisateurs (HPG par exemple) disent que même s&#8217;ils avaient plus de moyens, ils continueraient à faire des films nuls, parce que le milieu du X est un milieu de “nuls”</span><span style="color: #0000bf;">. Après tout, il y a des réalisateurs de cinéma &#8220;normal&#8221; (David Lynch avec <em>Eraserhead</em>, Tsukamoto avec <em>Tetsuo</em>, mais je n&#8217;ai pas les chiffres précis de leur budget…) qui ont fait des chefs d&#8217;œuvre à très petit budget non? Qu&#8217;en pensez-vous?</span></strong><em><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></em><span style="color: #0000bf;"><em><span style="text-decoration: underline;">I</span></em><em><span style="text-decoration: underline;">l</span> y a eu des chefs-d&#8217;œuvre du X, ou du moins d&#8217;excellents films X, à petit budget. Mais le budget de Eraserhead ou de Tetsuo leur sera toujours supérieur. Ils s&#8217;inscrivent dans une autre économie.</em></span><em><br />
</em><br />
<strong><span style="color: #0000bf;">8/ Le classement X a-t-il encore une raison d&#8217;être de nos jours ?</span></strong><br />
<em><span style="color: #0000bf;">A mon avis non. L&#8217;interdiction au mineurs est suffisante pour protéger la jeunesse et respecter le Code Pénal.</span></em></p>
<p><em><span style="color: #0000bf;"><strong>Fonte Les 400 culs, de Agnès Giard</strong></span></em></p>
<p><em><span style="color: #0000bf;"><strong><br />
</strong></span></em></p>
<h2 style="text-align: center;"><a href="http://www.histoiresdesexes-lefilm.com/accueil.php">LE FILM (BANDE ANNONCE)</a></h2>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Bicicletas são alvo de vândalos em Paris</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Por STEVEN ERLANGER e MAÏA DE LA BAUME 

PARIS &#8211; Assim como, anos atrás, as torres cruciformes brancas criadas por Le Corbusier instigaram visões de uma Paris da era industrial do futuro, o sistema de aluguel de bicicletas parisiense, conhecido como Vélib&#8217;, inspirou um novo etos urbano para a era das mudanças climáticas.
Os moradores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-15848" title="newyorktimes_folha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/newyorktimes_folha.gif" alt="newyorktimes_folha" width="200" height="18" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por STEVEN ERLANGER e MAÏA DE LA BAUME </span></h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://monepinay.files.wordpress.com/2008/11/velib1.jpg" alt="http://monepinay.files.wordpress.com/2008/11/velib1.jpg" width="494" height="371" /></p>
<p>PARIS &#8211; Assim como, anos atrás, as torres cruciformes brancas criadas por Le Corbusier instigaram visões de uma Paris da era industrial do futuro, o sistema de aluguel de bicicletas parisiense, conhecido como Vélib&#8217;, inspirou um novo etos urbano para a era das mudanças climáticas.<br />
Os moradores de Paris podem alugar uma bicicleta em centenas de postos públicos. É uma alternativa barata, saudável e de baixa emissão de carbono aos carros e ônibus. Mas essa utopia francesa mais recente se choca com uma realidade prosaica: muitas das bicicletas, especialmente desenhadas para o projeto por US$ 1.050 cada, andam aparecendo nos mercados negros do Leste Europeu e norte da África. Outras são levadas para passeios urbanos não pagos e então largadas nas ruas, com suas rodas torcidas e sem seus pneus, que são roubados.<br />
Cerca de 80% das 20, 6 mil bicicletas iniciais do projeto foram roubadas ou danificadas, obrigando os organizadores do programa a contratar centenas de pessoas para consertá-las. Além do prejuízo para o orçamento do projeto, subsidiado pela prefeitura, é a psique parisiense que sofreu um golpe.<br />
&#8220;O símbolo de uma cidade ecológica e bem resolvida virou nova fonte de criminalidade&#8221;, lamentou o &#8220;Le Monde&#8221; em editorial. &#8220;O Vélib&#8217; visava civilizar os transportes urbanos. Mas acabou provocando um aumento da incivilidade.&#8221;<br />
As bicicletas pesadas do Vélib&#8217;, com sua cor bronze arenosa, são vistas como acessório típico dos &#8220;bobos&#8221;, ou &#8220;burgueses boêmios&#8221; -a classe média descolada-, e suscitam ressentimentos e cobiça.<br />
O sociólogo Bruno Marzloff, especializado em transportes, disse que &#8220;é preciso relacionar isso a outras incivilidades, especialmente a queima de carros&#8221; &#8211; referência às gangues de jovens imigrantes que atearam fogo a veículos durante tumultos em 2005.<br />
&#8220;Há um elemento de negligência&#8221;, disse Marzloff, &#8220;que significa &#8216;não temos o direito à mobilidade como outras pessoas. Chegar até Paris é uma dificuldade, não temos carros e, quando temos, é longe demais e custa muito caro&#8217;&#8221;.<br />
Algumas bicicletas do programa Vélib&#8217; já foram encontradas com os pneus furados, jogadas no rio Sena, sendo usadas nas ruas de Bucareste ou dentro de contêineres de navios, a caminho do norte da África. Outras são simplesmente roubadas e repintadas.<br />
Usado principalmente para deslocamentos no centro urbano de Paris, o programa Vélib&#8217; é um sucesso segundo muitos parâmetros. Mas a construção sólida das bicicletas, fabricadas na Hungria, e seus pontos de estacionamento eletrônicos significam que elas são caras, e nem todo o mundo compartilha o espírito de respeito pela propriedade pública comum promovido pelo prefeito socialista de Paris, Bertrand Delanoë.<br />
&#8220;Erramos em nossas estimativas de danos e roubos&#8221;, disse Albert Asséraf, diretor de marketing da JCDecaux, principal organizadora e financiadora do projeto. &#8220;Mas não temos referências em nenhum outro lugar do mundo de iniciativas desse tipo.&#8221;<br />
&#8220;Fizemos a bicicleta mais forte, lançamos campanhas publicitárias contra o vandalismo e tentamos informar as pessoas na internet&#8221;, disse. &#8220;Mas a verdadeira solução está no respeito individual.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://montrealavelo.files.wordpress.com/2009/02/velib_casse.jpg" alt="http://montrealavelo.files.wordpress.com/2009/02/velib_casse.jpg" /></p>
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		<title>Resistência francesa</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 17:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Criados há meio século por René Goscinny e Albert Uderzo, os quadrinhos de Asterix e Obelix ganham exposição no Museu Cluny e se consolidam como um símbolo do vigor da França

Andrei Netto, CORRESPONDENTE, PARIS &#8211; O Estado SP
Pense por um instante no símbolo da França. Você deve ter tido em mente cidades como Paris, monumentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091108/img/arteelazer.jpg" alt="" width="267" height="472" /></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Criados há meio século por René Goscinny e Albert Uderzo, os quadrinhos de Asterix e Obelix ganham exposição no Museu Cluny e se consolidam como um símbolo do vigor da França</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://lesmargotiennes.l.e.pic.centerblog.net/olmxtl9q.jpg" alt="http://lesmargotiennes.l.e.pic.centerblog.net/olmxtl9q.jpg" width="494" height="371" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Andrei Netto, CORRESPONDENTE, PARIS &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Pense por um instante no símbolo da França. Você deve ter tido em mente cidades como Paris, monumentos como a torre Eiffel, palácios como o Louvre, intelectuais como Rousseau, Descartes, Durkheim, escritores, pintores, heróis nacionais como De Gaulle e Vercingentorix. Pois acrescente outro gaulês em sua seleção: Asterix. Sim, Asterix, o gaulês das ficções em HQ, tornou-se um patrimônio nacional. A prova é que, ao completar 50 anos de idade, o anti-herói baixinho e bigodudo que teme a queda dos céus sobre sua cabeça é centro de atenções da mídia e da opinião pública, merecedor de exibições recordistas de audiência na TV, de um novo livro e de uma exposição inédita no Museu Nacional da Idade Média, no sítio histórico de Cluny, no coração do país.</p>
<p>A febre em torno de Asterix e Obelix, que se irradia também pela Europa, é, na realidade, uma homenagem aos personagens criados por René Goscinny e Albert Uderzo há meio século. Em outubro de 1959, vinha a público a revista Pilote, que trouxe a primeira história da dupla, dois anos antes de Asterix, o Gaulês, livro que inaugurou a série.</p>
<p>Desde então, as aventuras dos dois gauleses ao lado de mais de 400 antagonistas já renderam desenhos animados, filmes, discos, jogos de videogame e um parque temático, além de 34 livros, traduzidos em 107 línguas &#8211; inclusive o latim. O último é L&#8221;Aniversaire d&#8221;Astérix et Obélix &#8211; Le Livre d&#8221;Or, que chega às livrarias brasileiras na próxima quarta-feira (O Aniversário de Asterix e Obelix &#8211; O Livro de Ouro; Record; tradução de Cláudio Varga; 56 páginas; R$ 25,90). Compêndio de histórias curtas, lançado originalmente em 15 países, com tiragem recorde de 3 milhões de exemplares, dos quais 1,1 milhão só na França, o álbum é fruto de um tributo planejado por Uderzo, 82 anos. &#8220;Queria fazer com que todos os personagens que apareceram nos livros pudessem ter voz no aniversário&#8221;, afirmou, em uma das raras entrevistas que concedeu nos últimos anos.</p>
<p>Além de livros de sucesso, Asterix e Obelix rendem também filas de uma hora de espera, que denunciam o local onde está sendo realizada a mostra Asterix no Museu Cluny. A exposição, confluência inesperada de ficção e realidade, é uma reverência a Asterix, um pavilhão da cultura nacional que invadiu um patrimônio da humanidade.</p>
<p>Protagonista de histórias em quadrinhos, o gaulês ganhou espaço digno da importância que conquistou no imaginário dos franceses: está entre as paredes de pedras milenares do recém-restaurado frigidarium de Cluny, um monumento da história galo-romana situado no marco zero da cidade de Lutétia, como Paris era chamada pelos césares. Nada mais apropriado, já que seus autores sempre buscaram inspiração em relíquias históricas para alimentar suas narrativas. A mostra reúne 30 pranchas originais desenhadas por Uderzo, scripts de Goscinny, além de objetos &#8211; como uma Keystone Royal, a máquina usada pelo escritor &#8211; que ajudam a esclarecer o processo de criação de dois mestres das histórias em quadrinhos.</p>
<p>A homenagem vem acompanhada de outra exposição, esta realizada nas grades que cercam o sítio de Cluny, nas quais desenhos de Uderzo são comparados a obras-primas da pintura ocidental. Assim, postas lado a lado, estão poses de Asterix, Obelix &amp; companhia, e reproduções de telas como Olympia, de Manet, A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix, A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, e de esculturas como O Pensador, de Rodin, de forma a escancarar a influência da arte erudita na obra do desenhista &#8211; ainda que perdure a dúvida sobre a natureza da inspiração, que pode ser tanto compreendida como uma reverência à arte ou uma paródia escrachada dos dois humoristas.</p>
<p>O certo é que a efervescência pública em torno dos 50 anos do personagem e a reflexão intelectual feita em torno da obra de Goscinny e Uderzo abriu os olhos da imprensa, do meio acadêmico e até do político para um fenômeno: na avaliação dos franceses, Asterix é muito mais do que uma HQ que deu certo e vendeu milhões de cópias; é também fruto e origem de fragmentos da história da França _ uma constatação que reforça os laços entre os personagens fictícios e seu público fiel.</p>
<p>&#8220;Decidimos reunir Asterix e o Museu de Cluny porque são dois monumentos nacionais&#8221;, disse ao Estado Emmanuelle Héran, curadora e encarregada da política científica da Reunião de Museus Nacionais (RMN), o órgão que controla os maiores acervos de arte da França. A decisão, afirma, foi tomada pelo reconhecimento de que Asterix se confunde em parte com a história do país.</p>
<p>Até os anos 1950 e 1960, aprendia-se nas escolas da França que Vercingentorix, filho de Celtillos, o líder gaulês, povo celta, na luta contra o invasor romano Júlio César, na Guerra das Gálias, entre 58 e 51 a.C., era o herói fundador da nação francesa. Esse mito, criado no século 19 por autores como Amédée Thierry e por Henri Martin, adotado por Napoleão III e instrumentalizado a partir de então pelo Estado Republicano, é um dos elementos do patriotismo francês. Ele ajuda a explicar, por exemplo, o desejo de revanche após a derrota para a Alemanha unificada na Guerra Franco-Prussiana (1870) &#8211; e também a beligerância entre os dois países líderes da Europa Continental, que se confrontariam nas guerras mundiais.</p>
<p>Asterix, por sua vez, é a paródia de Vercingentorix, mas ainda com matizes nacionalistas. &#8220;Desde sua primeira página, Asterix traz referências à ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial&#8221;, explica Emmanuelle Héran, lembrando da Resistence Française. &#8220;Em uma época na qual não se falava no colaboracionismo francês, Asterix reforçava a ideia de um povo que luta, que resiste, que é idealista e decente&#8221;. E esse povo é branco, loiro, tem olhos azuis, é forte e peleador. Asterix reforça o estereótipo que a França tinha &#8211; ou tem? &#8211; de si mesma: a de um país cujo arquétipo é puro, sem miscigenações. &#8220;Nos anos 50 e 60, aprendia-se que os franceses eram os descendentes diretos dos gauleses&#8221;, lembra a curadora. &#8220;Essa visão não era completa e não favorecia a inclusão das ondas de imigrantes que já transformavam os franceses em um povo mestiço.&#8221;</p>
<p>Reprimendas históricas à parte, o fato é que Asterix conta com a empatia dos franceses e com a simpatia dos estrangeiros. Em todo o mundo, as histórias de Goscinny e Uderzo são sucesso. Dentre os cerca de 400 milhões de exemplares já vendidos, 125 milhões foram parar nas mãos de fãs alemães &#8211; os alvos iniciais da ironia dos dois humoristas. As razões do sucesso são diversas, e passam pelo detalhismo de Uderzo, pelas manias perfeccionistas de Goscinny e por um enredo clássico, como a luta entre Davi e Golias, marcado por valores universais (como a oposição entre cosmopolitas, os romanos, e autóctones, os gauleses). Não bastasse, suas histórias fazem alusões à vida corrente, grande parte delas tipicamente francesas: Asterix e sua turma mantêm vivas suas tradições, brigam entre si permanentemente, mas se unem e lutam por seus ideais, reagem aos estrangeiros que ousam desafiá-los, prezam a solidariedade. E, claro, amam um banquete regado a vinho no fim da história.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://mob261.photobucket.com/albums/ii47/mariaaugusta77/asterix-obelix.gif?t=1242225310" alt="" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Charme é antídoto contra Era Brucewillix</strong></span></p>
<p>Para um de seus criadores, o espírito anárquico de Asterix tornou-se universal</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Jotabê Medeiros &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>É um operário ordinário, esse Asterix. Não é particularmente esperto (Obelix é bem obtuso, por sinal) e não aspira a nada além de tranquilidade e de um bom jantar. Não tem ambições de acumulação de capital, nem de conquistar territórios, nem de grandes butins e nem sequer de sequestrar uma Helena sinuosa.</p>
<p>Criado por René Goscinny e Albert Uderzo em 1959, o personagem Asterix dispensa apresentações: contra sua própria personalidade, é definido como um inquebrável guerreiro gaulês que, num mundo totalmente dominado pelos romanos, no ano 50 a.C., resiste bravamente numa pequena e anárquica aldeia encravada no calcanhar do imperialismo. Foi publicado em 105 línguas e dialetos nos últimos 50 anos.</p>
<p>Em 2005, quando foi publicada, após grande hiato, uma &#8220;nova&#8221; história do personagem, a França mostrou como era fanática por ele: imprimiu uma edição de colecionador, 3.178.000 álbuns numerados, únicos. No resto do mundo, foram colocados à venda 8 milhões de gibis em 27 países. Para se ter uma ideia da popularidade desse baixinho, já são cerca de 400 milhões de exemplares vendidos em 50 anos.</p>
<p>Asterix, segundo a descrição padrão dos gibis de Uderzo e Goscinny, é o &#8220;pequeno guerreiro de espírito sagaz e inteligência viva&#8221; que aceita sem vacilar as missões perigosas que lhe são confiadas. Obelix é o amigo inseparável de Asterix, um entregador de menires que adora javalis e boas brigas. Anda acompanhado do cachorro Ideiafix.</p>
<p>Há dois anos, por ocasião do aniversário de um dos criadores dos personagens, Albert Uderzo, 34 autores de quadrinhos de culturas diferentes receberam a proposta de desenharem histórias curtas que simbolizassem sua visão daqueles heróis &#8211; François Boucq, Loustal, Zep e Milo Manara, entre outros. O resultado foi publicado pelas edições Albert René com o título Asterix e Ses Amis (Asterix e Seus Amigos).</p>
<p>François Boucq criou um interessante conto em Cours D&#8221;Anatomix (algo como Cursix de Anatomiovix), no qual promove o encontro entre Leonardo da Vinci e Asterix, no qual o mestre italiano mostra como se desenha com rigor e ele e o personagem acabam tomando uma taça de vinho num boteco. Nem Da Vinci buscava a perfeição nem Asterix buscava ser levado a sério. Já o genial italiano Milo Manara mostra como uma de suas pin-ups se vinga dos gauleses por eles estarem sempre colocando a nocaute seus namorados italianos.</p>
<p>Qual é a razão da popularidade desse anão raquítico e mal-humorado que combate os romanos com a ajuda de um carregador desinteligente e desajeitado? &#8220;É como tentar explicar o segredo da poção mágica&#8221;, brinca Albert Uderzo. Muitas tentativas de explicação vêm aparecendo desde a criação da dupla num modesto apartamento na periferia de Paris pelos então estudantes Uderzo e Goscinny. A primeira, mais política, é que Asterix reafirma o orgulho nacionalista dos franceses mundo afora, como poucos ícones o fazem. Encarna o espírito da resistência cultural. Mas a explicação mais simples é que Asterix tem um senso de humor debochado, ranzinza e calcado em ideias até obsoletas de tão românticas.</p>
<p>Há alguns dias, o Jornal des Plages propôs a Albert Uderzo a seguinte questão: &#8220;Finalmente, 50 anos depois, quem é Asterix ?&#8221; A resposta: &#8220;É você, sou eu e é o mundo todo. Nós acreditamos em um instante que ele era o pequeno francês, mas ultrapassou largamente os limites da França. Porque, se você observa os alemães, verá que Asterix é alemão. Esse é o fenômeno, que Asterix tenha se tornado universal mesmo que isso não tenha sido previsto para ele&#8221;, ponderou o autor.</p>
<p>Autêntico herói desajustado e anarquista, Asterix desarma espíritos seja em bancos de espera de ferroviárias ou nos grandes gabinetes decisórios. Uderzo confirmou recentemente uma lenda que corria sobre o herói, que o ligava ao famoso general Charles de Gaulle. &#8220;Fomos convidados, eu e René, para uma estreia no Olympia de Paris. François Missoffe, um ministro do general De Gaulle, descia as escadas para se juntar no foyer aos colegas. Ele viu René, o abordou e disse a ele: &#8220;Escute, aconteceu algo extraordinário no último encontro do Conselho de Ministros. De Gaulle começou a nos chamar um por um pelo nome dos personagens da sua vila gaulesa. E todo mundo se reconhecia! Abraracourcix ? Presente ! Assurancetourix ? Presente&#8230;&#8221;"</p>
<p>Asterix e Obelix celebram uma era de opulência do trivial e de despreocupação com a autoridade constituída. São guerreiros da desobediência civil. Afinal, gauleses bárbaros que são, vivem num paraíso original, numa revolucionária (porque &#8220;primitiva&#8221;) existência comunitária. Brigam muito, mas tudo sempre termina em banquete, javalis e vinho em quantidade dinossáurica &#8211; o banquete de aldeões é centrado num prato ritual, o javali assado.</p>
<p>Comer é o objetivo final de toda a pequena odisseia particular desses heróis, embora sua saga consista em resistir ao inimigo expansionista &#8211; daí Asterix ser uma metáfora da resistência da produção artesanal europeia contra a invasão massiva americana. É no seu charme de desajustados que consiste sua força. Para combater a pancadaria da era &#8220;brucewillix&#8221; e &#8220;osamabinladix&#8221;, só mesmo uma dose cavalar daquela velha poção na qual Obelix caiu, mesmo que forjada em laboratórios da Light &amp; Magic.</p>
<p><strong><br />
Novidadix</strong></p>
<p>O 34.º álbum de Asterix chega às livrarias brasileiras nesta quarta-feira, lançamento da Editora Record. É O Aniversário de Asterix e Obelix &#8211; O Livro de Ouro, primeira aventura dos heróis em quatro anos. A obra parte de um texto inédito de René Goscinny, coautor de Asterix, morto em 1977, e resgata cenas de volumes antigos, como O Escudo de Averno e Uma Volta pela Gália com Asterix, além de fazer citações de obras de Delacroix, Munch e Rodin, inserindo a dupla gaulesa no contexto dos trabalhos. O Aniversário de Asterix e Obelix foi lançado originalmente em 15 países. Até hoje, os álbuns de aventuras da dupla de gauleses já venderam no Brasil cerca de 3 milhões de exemplares. No dia 15, Albert Uderzo recebeu um doutorado de honra da Universidade Paris-8 à Bobigny (Seine-Saint-Denis). No dia 22, estreou no Théâtre des Champs-Elysées um musical, Le Tour de Gaule Musical d&#8221;Astérix, dirigido por Frédéric Chaslin.</p>
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		<title>Romanée-Conti amplia área de produção</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 20:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paladar
por                   Olívia                  Fraga                , O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><a style="color: #9d0404 ! important;" href="http://blog.estadao.com.br/blog/paladar?title=romanee_conti_amplia_area_de_producao&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">Paladar</a><br style="line-height: 10px;" /></h1>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">por                   Olívia                  Fraga                , O Estado SP</span></h2>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por Jacques Trefois, especial para <strong>o Estado</strong></span></h2>
<p>Dar notícia sobre a mística Domaine Romanée-Conti, a produtora de vinhos mais famosa do mundo, é sempre fascinante. Ela acaba de fazer um contrato “en fermage” com os Príncipes de Merode, um importante produtor da região de Corton. Essa região é famosa pelo vinho branco Corton Charlemagne.</p>
<p>Trata-se de uma locação das vinhas por prazo longo, geralmente dezoito anos. Cerca de 30% da produção anual fica com o dono das vinhas.<br />
A Romanée-Conti vai trabalhar as vinhas e vinificar os grand crus<br />
-1,19 hectare de Corton-Bressandes, com vinhas de 50 anos<br />
-0,57 hectare de Corton Clos-du-Roi: 35 anos<br />
-0,50 hectare de Corton-Renardes, com vinhas de 53 anos</p>
<p>Porque mencionar a idade das vinhas? A explicação é fácil. Quando perguntei a um grande amigo meu, antigo e fantástico vinificador, como se faz um grande vinho, ele simplesmente respondeu: ”Plantando vinhas velhas”. É que elas sofrem mais com as intempéries, produzem menos uvas, mas de sabor mais concentrado, das quais se extrai um suco com mais matéria, mais açúcar.</p>
<p>As vendas da produção combinada devem começar em 2012. Não duvido que Aubert de Villaine e Henri-Frederic Roch vinificarão vinhos maravilhosos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/romaneeOK.JPG" alt="" width="298" height="448" /><br />
<em><span style="font-size: x-small;">[O vinhedo murado de Romanée-Conti]</span></em></p>
<p>Sem dúvida a Domaine de Romanée-Conti é a mais importante da Borgonha (quiçá do mundo), e detém hoje 6 grandes regiões produtoras. Vale recapitular:<br />
-a menor (e melhor) área: 1,81 hectare de Romanée-Conti, (Monópole), com vinhas de 49 anos<br />
-6,06 hectares de La Tache (Monopole), de vinhas de 44 anos<br />
-3,51 hectares de Richebourg, com vinhas de 44 anos<br />
-4,67 hectares de Echezeaux, com vinhas de aproximadamente 36 anos<br />
-3,52 hectares de Grands Echezeaux; vinhas de 35 anos<br />
-5,28 hectares de Romanée Saint-Vivant; vinhas 35 anos</p>
<p>São todos “grand cru” produzindo vinhos tintos.<br />
Dependendo da safra, e usando suas vinhas mais novas de até 10-12 anos, ela também produz um Vosne Romanée 1er cru.<br />
E ainda há os brancos&#8230;<br />
-0,67 hectare de Montrachet. Vinhedo de 52 anos produzindo vinho branco<br />
-0,17 hectare de Batart-Montrachet. São as vinhas mais antigas, com média de 75 anos, produzindo vinho branco nunca comercializado. Esse vinho fica na Domaine, e às vezes uma garrafa é aberta para ser degustada e bebida por visitantes.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/vinhoOK.JPG" alt="" width="418" height="313" /><br />
<em><span style="font-size: x-small;">[Aubert de Villaine, em São Paulo, 2006]</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-small;"><br />
</span></em></p>
<p>Tive a oportunidade e a honra quando a visitei, de poder experimentar um par de vezes o Batard Montrachet. É um vinho realmente sublime, completo em todos os sentidos, perfumado, elegante, profundo e longo. Pareceu-me até mais complexo que seu irmão mais importante, o Montrachet. Será que por que são vinhas ainda mais velhas?</p>
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		<title>O tempo das cerejas</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 22:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[canção]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Trenet]]></category>
		<category><![CDATA[Comuna de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Lumière]]></category>
		<category><![CDATA[Le temps des cerises]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[Noir Désir]]></category>
		<category><![CDATA[O tempo das cerejas]]></category>
		<category><![CDATA[Porco Rosso]]></category>

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Jean Lumière &#8211; Le temps des cerises

Le temps des cerises &#8211; desenho Porco Rosso
Esta canção de Jean-Baptiste Clément e Antoine Renard, anterior a Comuna de Paris (1866-1868), não é uma canção revolucionaria, mas uma canção de amor. Mas, após o massacre da Comuna, a canção virou o símbolo das esperanças que a Comuna levantou no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/alq9e64gyXs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/alq9e64gyXs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Jean Lumière &#8211; Le temps des cerises</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OYpeAnSxI5s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/OYpeAnSxI5s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Le temps des cerises &#8211; desenho Porco Rosso</p>
<p>Esta canção de Jean-Baptiste Clément e Antoine Renard, anterior a <strong>Comuna de Paris</strong> (1866-1868), não é uma canção revolucionaria, mas uma canção de amor. Mas, após o massacre da <strong>Comuna</strong>, a canção virou o símbolo das esperanças que a <strong>Comuna</strong> levantou no povo de Paris. Até hoje a canção é uma das mais conhecidas na França.</p>
<p>Quand nous en serons au temps des cerises<br />
Et gai rossignol et merle moqueur<br />
Seront tous en fête<br />
Les belles auront la folie en tête<br />
Et les amoureux du soleil au cœur.<br />
Quand nous en serons au temps des cerises<br />
Sifflera bien mieux le merle moqueur.</p>
<p>Mais il est bien court le temps des cerises<br />
Où l&#8217;on s&#8217;en va deux cueillir en rêvant<br />
Des pendants d&#8217;oreilles<br />
Cerises d&#8217;amour aux robes pareilles<br />
Tombant sous la feuille en gouttes de sang.<br />
Mais il est bien court le temps des cerises<br />
Pendants de corail qu&#8217;on cueille en rêvant.</p>
<p>Quand vous en serez au temps des cerises<br />
Si vous avez peur des chagrins d&#8217;amour<br />
Evitez les belles<br />
Moi qui ne crains pas les peines cruelles<br />
Je ne vivrai pas sans souffrir un jour.<br />
Quand vous en serez au temps des cerises<br />
Vous aurez aussi des chagrins d&#8217;amour.</p>
<p>J&#8217;aimerai toujours le temps des cerises<br />
C&#8217;est de ce temps là que je garde au cœur<br />
Une plaie ouverte<br />
Et dame Fortune en m&#8217;étant offerte<br />
Ne saura jamais calmer ma douleur.<br />
J&#8217;aimerai toujours le temps des cerises<br />
Et le souvenir que je garde au coeur</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_DKgJNRAVpM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/_DKgJNRAVpM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Versão moderna do grupo Noir Désir me fotos da Comuna</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0Svqr5R1Szg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/0Svqr5R1Szg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
versão de Charles Trenet</p>
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		<title>O complexo de Sarkozy</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 19:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[complexo de Sarkozy]]></category>
		<category><![CDATA[FRANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

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		<description><![CDATA[Para os que não acreditaram no que escrevi no post anterior
Filme sobre complexo de altura de Sarkozy faz sucesso na internet
da Ansa, em Paris &#8211; Folha Online
Um dos vídeos mais comentados atualmente na França deixa evidente o complexo que o presidente Nicolas Sarkozy tem com sua altura, especulada em 1,65 m. Na gravação, feita pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para os que não acreditaram no que escrevi no post anterior</em></p>
<p><strong>Filme sobre complexo de altura de Sarkozy faz sucesso na internet</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">da Ansa, em Paris &#8211; Folha Online</p>
<p>Um dos vídeos mais comentados atualmente na França deixa evidente o complexo que o presidente Nicolas Sarkozy tem com sua altura, especulada em 1,65 m. Na gravação, feita pelo canal francês RTBF na Bélgica, uma mulher diz que a assessoria do francês seleciona apenas pessoas de baixa estatura para permanecerem ao lado dele em ocasiões públicas.</p>
<p>A mulher foi uma das escolhidas para ficar atrás do presidente durante a visita que Sarkozy fez na quinta-feira passada (3) à fábrica de autopeças Faurecia, na Normandia. Conforme a RTBF, antes do presidente chegar, as funcionárias foram selecionadas conforme as alturas para permanecerem perto dele.</p>
<p>No vídeo, o repórter Jean-Philippe Schaller fala com uma das mulheres que ficou sabendo que ela tinha sido escolhida por causa do quesito. &#8220;Sim, ninguém pode ser mais alto que o presidente. É assim que funciona&#8221;, responde a mulher.</p>
<p>O jornalista também diz que, na reportagem, tentou demonstrar o esforço que os assessores de Sarkozy fazem para melhorar a imagem do presidente na Normandia, já que, em fevereiro passado, o mandatário recebeu comentários hostis em um ato público na região.</p>
<p>O possível complexo de altura de Sarkozy é muito especulado pela imprensa internacional, principalmente porque sua mulher, a ex-modelo Carla Bruni, tem quase 1,80 m.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="500" height="405"><param name="width" value="500" /><param name="height" value="405" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UyHg7ngBRwA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/UyHg7ngBRwA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></p>
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		<title>A Europa volta a rugir</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/a-europa-volta-a-rugir/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 14:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[
Carter Dougherty* &#8211; O Estado SP
A economia europeia apresentou no segundo trimestre uma recuperação mais forte do que a esperada, sustentando esperanças de que a recessão mundial esteja próxima do fim.
A grande melhoria em relação ao primeiro trimestre sublinhou o quanto a Europa e a própria economia mundial se recuperaram desde a queda livre do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/367611/merkel+sarkozy_epa.jpg" alt="http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/367611/merkel+sarkozy_epa.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Carter Dougherty* &#8211; O Estado SP</p>
<p>A economia europeia apresentou no segundo trimestre uma recuperação mais forte do que a esperada, sustentando esperanças de que a recessão mundial esteja próxima do fim.</p>
<p>A grande melhoria em relação ao primeiro trimestre sublinhou o quanto a Europa e a própria economia mundial se recuperaram desde a queda livre do fim de 2008. O bom resultado foi puxado por França e Alemanha, economias que apresentaram pequeno crescimento no segundo trimestre.</p>
<p>Apesar de muito dependente dos gastos governamentais, a Ásia apresentou recentemente grandes melhorias. Alguns dos principais analistas esperam para este ano um crescimento de até 9% na China, e de mais de 10% no ano que vem. Enquanto isso, a brutal contração no início do ano nos Estados Unidos amainou, e há sinais indicando pequeno crescimento para o segundo semestre.</p>
<p>A economia da União Europeia, formada por 27 países, encolheu 0,3% no trimestre encerrado em 30 de junho, chegando a uma taxa anual de aproximadamente 1,2%. Os 16 países que usam o euro como moeda tiveram declínio de 0,1% no segundo trimestre, equivalente a uma taxa anual de 0,4%.</p>
<p>Apesar de negativos, os dados europeus transmitiram uma impressão muito melhor do que os do primeiro trimestre deste ano, quando se registrou, tanto na União Europeia quanto na zona do euro, uma contração de 2,5% em relação aos três últimos meses de 2008.</p>
<p>O significativo abrandamento da recessão colocou a Europa em um nível semelhante ao dos Estados Unidos, onde a economia se contraiu num ritmo anual de 1% no segundo trimestre. Economistas disseram que a Europa recebeu alguma ajuda dos programas governamentais, como as bonificações pagas na troca de carros antigos por veículos novos, além da maior demanda por exportações observada na China.</p>
<p>Mas, acima de tudo, o desempenho representou uma virada para o choque financeiro que foi sentido nas economias do mundo todo após o colapso do Lehman Brothers, em setembro, e o subsequente caos nos mercados financeiros.</p>
<p>A Europa ainda enfrenta a possibilidade de ver sua recuperação desacelerar ou mesmo estagnar no início de 2010 por causa das iniciativas insuficientes para a restauração do sistema bancário e do rápido aumento do desemprego. Ainda assim, as perspectivas mais animadoras, em especial na Alemanha e na França, parecem ter dado à região um impulso rumo a uma recuperação mais precoce do que a esperada.</p>
<p>Por causa da sua receita bastante diversa para combater a recessão, a Europa deve apresentar em 2010 um crescimento menos veloz do que o americano, segundo economistas.</p>
<p>No ano que vem, a maior parte de um programa de gastos no valor de US$ 800 bilhões nos EUA começará a surtir efeito, o que fará as medidas europeias parecerem quase insignificantes, apesar de suas dimensões corresponderem ao medo dos governos europeus de se verem atolados em dívidas. Uma isenção fiscal total de aproximadamente US$ 100 bilhões deu aos EUA, nos últimos meses, um impulso rumo à recuperação.</p>
<p>&#8220;A verdadeira diferença nas recuperações será sentida no ano que vem&#8221;, disse Thomas Mayer, economista-chefe do Deutsche Bank para a Europa. &#8220;Isso acontecerá quando os EUA se restabelecerem mais rápido do que a Europa.&#8221; Os números animadores são sustentados pelo desempenho sólido de França e Alemanha. Mesmo assim, a economia alemã, a maior da região, ainda deve registrar contração anual de 6%, dizem os economistas.</p>
<p>Dentro da zona do euro, França e Alemanha estão ajudando a equilibrar os desempenhos sofríveis da Itália, eterna retardatária, e da Espanha, onde o colapso do mercado imobiliário causou aguda recessão.</p>
<p>Os países do Leste Europeu, em especial a Hungria e os países bálticos, continuam sofrendo grandes dificuldades. A antes poderosa economia britânica ainda enfrenta rápida alta no desemprego, apesar da possibilidade de o país também apresentar um modesto crescimento no terceiro trimestre.</p>
<p>Os novos números da economia alemã surpreendem após quatro trimestres consecutivos de contração na produção, sugerindo que a recessão do país &#8211; a pior desde a Segunda Guerra &#8211; tenha chegado ao fim.</p>
<p>A surpresa do crescimento alemão &#8211; a maioria dos economistas esperava número igual a zero ou até negativo &#8211; reflete o ganho dos exportadores com o crescimento na Ásia e com o que parece ser o fim do declínio nos EUA. A produção industrial também recebeu o incentivo de programas que conferem um bônus de 2.500 aos compradores que decidirem trocar seus carros velhos por modelos novos e menos poluentes.</p>
<p>&#8220;O estímulo está funcionando um pouco, mas existe também uma recuperação associada ao comércio global&#8221;, disse Erik Nielsen, economista-chefe do Goldman Sachs de Londres para a Europa.</p>
<p>Mas outros fatores estão influenciando as perspectivas para a Europa, criando incertezas em relação à situação econômica em 2010. Na semana passada, a notícia de que as exportações alemãs tinham dado em junho um salto de 7% em relação ao mês anterior antecipou que deve haver um crescimento no Produto Interno Bruto.</p>
<p>Mas isso mascarou um colapso generalizado nas encomendas do exterior; as exportações alemãs apresentaram em junho queda de 22% em relação a igual período de 2008.</p>
<p>E ainda é esperada para este ano uma grande alta no desemprego, conforme programas governamentais que mantinham as pessoas em folhas de pagamento particulares começarem a expirar.</p>
<p>O desemprego na zona do euro já está em 9,4%, o nível mais alto em 10 anos, e o crescimento anêmico dos próximos trimestres não será suficiente para frear ou compensar este aumento. Isso, por sua vez, poderia derrubar a confiança do consumidor e até provocar turbulências políticas na Europa, segundo os economistas.</p>
<p>O sistema financeiro é outro problema no horizonte, apesar de a sua recuperação ser mais rápida do que a esperada. O Fundo Monetário Internacional (FMI) criticou a Europa por não ter agido com suficiente agilidade para recapitalizar os bancos e limpar de ativos podres dos balanços. Mas a previsão do Banco Central Europeu (BCE) para as perdas é menor do que a do FMI e, além disso, publicou dados sugerindo que há maior fluidez nos fluxos de crédito.</p>
<p>&#8220;Não precisamos nos preocupar com o aperto no crédito tanto quanto pensamos que seria necessário no início do ano&#8221;, disse Julian Callow, economista-chefe do Barclays Capital.</p>
<p><strong>*Carter Dougherty é jornalista </strong></p>
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		<title>Desemprego e fim dos pacotes de estímulo ameaçam retomada</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 11:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[
Gerrit Wiesmann, Financial Times, de Frankfurt &#8211; VALOR
A zona do euro poderá voltar a crescer neste trimestre, mas com que rapidez e sustentabilidade?
A mensagem trazida por dados divulgados ontem parece ser: o crescimento puxado por exportações parece estar voltando, mas será contido, por algum tempo, pelo desemprego em alta, pelos bancos ainda reticentes em emprestar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.groupedesbellesfeuilles.eu/files/crise.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.groupedesbellesfeuilles.eu/files/crise.jpg" width="492" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gerrit Wiesmann, Financial Times, de Frankfurt &#8211; VALOR</p>
<p>A zona do euro poderá voltar a crescer neste trimestre, mas com que rapidez e sustentabilidade?</p>
<p>A mensagem trazida por dados divulgados ontem parece ser: o crescimento puxado por exportações parece estar voltando, mas será contido, por algum tempo, pelo desemprego em alta, pelos bancos ainda reticentes em emprestar e pelo fim dos pacotes de estímulo fiscal, enquanto governos buscam conter déficits orçamentários.</p>
<p>O crescimento na Alemanha e na França &#8211; que, reunidas, são responsáveis por quase 48% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro &#8211; por pouco não levaram a região como um todo para o território positivo. A recuperação deixou os economistas mais confiantes do que nunca em que a forte recessão na zona do euro esteja chegando ao fim quase exatamente dois anos depois de o aperto de crédito ter deflagrado a crise financeira mundial.</p>
<p>Mas, apesar da quase eufórica reação às inesperadas boas notícias, a maioria dos economistas mantém uma perspectiva cautelosa. O consenso é de que o crescimento na eurozona poderá se aproximar de taxas média históricas no fim do ano que vem.</p>
<p>Aurelia Maccario, economista do Unicredit em Milão, disse que o forte desempenho da zona do euro sugere um retorno a taxas de crescimento positivas no terceiro trimestre, com &#8220;provavelmente uma leve aceleração no fim do ano&#8221;. O crescimento poderá atingir uma taxa anualizada de 1% no segundo semestre de 2009 devido ao efeito combinado do ressurgimento da demanda mundial e de crescimento dos gastos públicos e privados, como resultado de diversos esquemas de estímulo.</p>
<p>Economistas disseram que as medidas de curto prazo provavelmente desempenharam um grande papel na evidente guinada rumo ao crescimento.</p>
<p>&#8220;Com base no que sabemos hoje, revisamos para cima nossas previsões para o terceiro trimestre &#8211; de situação praticamente inalterada para 0,5% positivo&#8221;, disse Erik Nielsen do Goldman Sachs em Londres. Para ele, outros fatores, além do estímulo, poderão começar a mostrar seu efeito.</p>
<p>A melhoria nas expectativas levou diversos bancos a revisarem para melhor suas previsões anuais para o PIB na zona do euro, embora a região tem um longo caminho a percorrer até retornar a níveis anteriores à crise.</p>
<p>O alemão Commerzbank disse que o PIB da zona do euro deverá encolher &#8220;apenas&#8221; 3,5% neste ano, em comparação com uma previsão anterior de queda de 3,8%. O Unicredit agora prevê que a economia encolherá 4%, em vez dos 4,6% projetados anteriormente.</p>
<p>Segundo a Eurostat, birô estatístico da União Europeia (UE), a taxa à qual a economia da zona do euro encolheu baixou para 0,1% no segundo trimestre, de calamitosos &#8211; 2,5% no primeiro.</p>
<p>Nielsen falou de &#8220;grande interrogações&#8221; pairando sobre o sistema bancário europeu.</p>
<p>Temores de que os bancos europeus sejam forçados a depreciar ativos relacionados com inadimplência devida à crise econômica e, em consequência, reduzir novas concessões de empréstimos têm preocupado políticos e o Banco Central Europeu (BCE) nas últimas semanas.</p>
<p>Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE, implorou aos banco, na semana passada, que repassem as &#8220;medidas extraordinárias&#8221; que o BCE tomou para incrementar sua liquidez.</p>
<p>Outra razão para tratar os dados divulgados ontem com alguma cautela é o desemprego, para o qual a expectativa generalizada é de um salto de crescimento &#8211; que deprimiria o consumo &#8211; enquanto as companhias continuam a apertar os cintos.</p>
<p>Trichet advertiu na semana passada que &#8220;mesmo quando a economia reaquecer, o desemprego poderá continuar crescendo&#8221;. Ele ressaltou esse risco como &#8220;um dos pontos importantes que nos impõem sermos prudentes e cautelosos&#8221; durante algum tempo.</p>
<p>O perigo de que as verbas de estímulo &#8211; que parecem estar dando sustentação aos gastos públicos e privados &#8211; acabem antes que a zona do euro tenha superado os prenúncios de apertos de crédito e no mercado de trabalho é a razão pela qual os economistas continuam preocupados com o crescimento.</p>
<p>&#8220;O problema, para a zona do euro&#8221;, disse Nielsen, &#8220;é que os fatores positivos são, no momento, em larga medida de curto prazo, ao passo que os fatores negativos poderão se constituir em problemas de mais longo prazo&#8221;.</p>
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		<title>Alemanha e França voltam a crescer e puxam economia da zona do euro</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 11:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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Bloomberg &#8211; VALOR
Alemanha e França surpreenderam, voltando a crescer no trimestre passado. O resultado dos dois quase fez com que a economia da zona do euro não sofresse contração e sugere que a recessão da região, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, pode estar chegando ao fim.
O Produto Interno Bruto da zona do euro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://europeorient.files.wordpress.com/2009/06/merkel_sarkozy.jpg" alt="http://europeorient.files.wordpress.com/2009/06/merkel_sarkozy.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Bloomberg &#8211; VALOR</p>
<p>Alemanha e França surpreenderam, voltando a crescer no trimestre passado. O resultado dos dois quase fez com que a economia da zona do euro não sofresse contração e sugere que a recessão da região, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, pode estar chegando ao fim.</p>
<p>O Produto Interno Bruto da zona do euro encolheu 0,1% em relação ao primeiro trimestre, período em que contraiu 2,5% &#8211; o qual foi o maior declínio desde que os dados relativos ao bloco começaram a ser compilados, em 1995, informou o departamento de estatística da União Europeia (UE). Economistas haviam estimado que o PIB teria encolhido 0,5% nos três meses até junho, segundo mostra a mediana de 32 projeções colhidas em pesquisa da agência Bloomberg.</p>
<p>Na Alemanha, a maior economia da Europa, o PIB cresceu 0,3% (dado sazonalmente corrigido) em relação ao primeiro trimestre, quando caiu 3,5%. A economia da França também cresceu 0,3% no trimestre passado.</p>
<p>A Itália e a Holanda foram os países que puxaram a economia da zona do euro para baixo. A economia italiana contraiu 0,5%, e a holandesa teve queda de 0,9% no segundo trimestre.</p>
<p>O PIB da zona do euro recuou por cinco trimestres consecutivos, a mais longa contração desde o início da série histórica, que começou há 14 anos.</p>
<p>A demanda pelas exportações da zona do euro está melhorando no mesmo momento em que os pacotes de resgate dos governos e os juros baixos sustentam os gastos do consumidor interno. Os dados divulgados sugerem que o Banco Central Europeu (BCE) não precisará aumentar as medidas de incentivo, mas o crescente desemprego em toda região deverá ainda conter o consumo.</p>
<p>&#8220;Existe uma chance mais do que razoável de que a atividade econômica da zona do euro tenha agora chegado ao ponto mais baixo e que voltará a crescer no terceiro trimestre, com muitas das outras economias seguindo o exemplo da Alemanha e da França e saindo da recessão&#8221;, disse Martin van Vliet, economista-sênior do ING Bank de Amsterdã. &#8220;Tememos, porém, que a recuperação seja relativamente lenta e demorada.&#8221;</p>
<p>A melhora econômica da Alemanha acontece quando a premiê conservadora Angela Merkel está em campanha pela reeleição na votação marcada para 27 de setembro. &#8220;Merkel está numa boa posição para explorar a volta precoce ao crescimento econômico, mas eu me surpreenderei se ela fizer isso com muita ênfase&#8221;, disse Laurent Bilke, economista-sênior da Nomura de Londres. &#8220;Ainda se justifica uma certa cautela enquanto o mercado de trabalho continuar a se enfraquecer.&#8221;</p>
<p>A economia do Reino Unido, que pertence à UE, mas não à zona do euro, contraiu 0,8% no segundo trimestre, mais do que o dobro do previsto por economistas.</p>
<p>Em relação ao segundo trimestre de 2008, a economia da zona do euro encolheu 4,6 entre abril e junho, depois de uma contração de 4,9% nos três primeiros meses do ano, segundo o relatório.</p>
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