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	<title>Blog do Favre &#187; fraude</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Obra de Cesar Maia (DEM) é capa do Globo: Auditoria revela indicios de fraude na Cidade da Música</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 16:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
O caro que sai caro
Prefeitura prorroga por mais 120 dias auditoria que investiga Cidade da Música
Luisa Valle e Ana Cláudia Costa &#8211; O Globo e Bom Dia Rio
RIO &#8211; O Prefeitura do Rio prorrogou por mais 120 dias a auditoria que investiga as obras da Cidade da Música. Em decreto publicado na edição desta quarta-feira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"> <img src="http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/jornal/oglobo/foto/capa__i.jpg" align="left" /></p>
<p><em><font size="4"><strong>O caro que sai caro</strong></font></em></p>
<p><font size="5"><strong>Prefeitura prorroga por mais 120 dias auditoria que investiga Cidade da Música</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Luisa Valle e Ana Cláudia Costa &#8211; O Globo e Bom Dia Rio</p>
<p>RIO &#8211; O Prefeitura do Rio prorrogou por mais 120 dias a auditoria que investiga as obras da Cidade da Música. Em decreto publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial, o prefeito Eduardo Paes manteve a execução dos contratos da obra suspensos até a conclusão definitiva da auditoria instaurada. O pedido de prorrogação dos trabalhos foi feito num <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/05/05/auditoria-na-cidade-da-musica-constata-fortes-indicios-de-superfaturamento-ate-fraude-na-cotacao-de-precos-755713960.asp" target="_self">relatório preliminar da auditoria que apontou indícios de irregularidades e fraudes na obra</a>  . No documento, os técnicos reclamaram da dificuldade de conseguir informações.</p>
<p>Além de prorrogar o prazo da auditoria, Eduardo Paes anunciou que vai contratar uma auditoria paralela para checar as contas da Cidade da Música. Durante a inauguração de uma estação de tratamento de chorume no aterro sanitário de Gramacho, Paes disse ainda que vai denunciar as irregularidades ao Ministério Público, conforme pede o relatório.</p>
<p>Antes mesmo de tomar posse, o prefeito já havia anunciado que só retomaria as obras da Cidade da Música, paradas desde o fim do mandato de Cesar Maia, quando a auditoria fosse concluída. De acordo com a primeira avaliação apresentada pelos técnicos é que será preciso mais R$150 milhões e um ano de trabalho para a conclusão da Cidade da Música. O vereador Eider Dantas (DEM), ex-secretário de Obras e um dos responsáveis pelo projeto, afirmou que o prazo necessário para a conclusão da obra seria de três meses e não de um ano.</p>
<p>Dantas negou ainda todas as acusações de fraudes e irregularidades apontadas pelo relatório parcial da auditoria. Ele afirmou ainda que a gestão passada depositou dinheiro em caixa para a conclusão da obra.</p>
<p>- Tudo que foi comprado foi adquirido dentro da lei, com licitações públicas. Além disso, com fiscalização do Tribunal de Contas, da Procuradoria e da Controladoria do município do Rio de Janeiro. Para nós, R$ 86 milhões é mais do que suficiente para terminar as obras da Cidade da Música. Qualquer coisa acima disso, eu vou investigar para saber para onde vai esse dinheiro &#8211; afirmou Eider Dantas.</p>
<p>A Cidade da Música foi inaugurada ainda inacabada, no fim do ano passado pelo então prefeito Cesar Maia, mesmo após a prefeitura ter gasto R$ 439 milhões. O relatório parcial mostra que em apenas uma amostragem de preços com oito de 776 itens especiais, comprados para a Grande Sala de concertos, a prefeitura teria pagado R$ 1,3 milhão a mais, em relação a valores de mercado.</p>
<p>Nesta quarta-feira, o ex-prefeito Cesar Maia voltou a criticar o relatório parcial feito pela auditoria. Em seu boletim eletrônico, Cesar foi irônico ao falar do relatório, que de acordo com a primeira avaliação será preciso mais R$150 milhões e um ano de trabalho para a conclusão da Cidade da Música.</p>
<p>&#8220;Sem precisar de pedido e demonstração das empreiteiras, chegou à conclusão que, para frente, deve-se pagar o dobro da dívida reconhecida anteriormente pela prefeitura. Vale dizer: as empreiteiras não precisaram pedir ou demonstrar nada. É o próprio poder contratante que diz que em vez de 85 milhões de reais, a prefeitura vai pagar 150 milhões de reais. Sem pressão, sem demonstração, sem lenço, nem documento&#8221;, escreveu.</p>
<p>Ele voltou a dizer que as conclusões da auditoria inauguram no Rio o que chamou de &#8220;novo paraíso das empreiteiras&#8221;.</p>
<p>&#8220;Em tantos casos anteriores pelo Brasil e mundo afora se chamava de escândalo quando a pressão de uma empreiteira para receber aditivo não tinha sustentação nos fatos. Mas como se chamará agora esta auditoria que se antecipa às empreiteiras e, unilateralmente, se propõe a pagar a mais -suavemente- por iniciativa de quem contrata, 65 milhões de reais? Deem o nome que quiserem. O mercado ontem a noite chamava a decisão de NPE [Novo Paraíso das Empreiteiras]&#8220;, concluiu.</p>
<p><strong>Leia também:</strong><a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/03/24/cidade-da-musica-vira-possivel-foco-de-mosquito-da-dengue-754977360.asp" target="_self">Cidade da Música vira possível foco de mosquito da dengue</a>  	<a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/12/26/cidade-da-musica-finalmente-inaugurada-587697765.asp" target="_self">Cidade da Música finalmente é inaugurada</a>  	<a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/12/08/aumentam_as_despesas_com_cidade_da_musica-586902085.asp" target="_self">Aumentam as despesas com a Cidade da Música</a></p>
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		<title>&#8220;Havia alimentos em descomposição e salsicha cortada em três para render mais&#8221;, Folha SP</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 15:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Merenda Escolar de Kassab na mira do MP e da Polícia

(&#8230;)
&#8220;Os indícios de que as empresas pagavam propina para obter os contratos aumentaram ainda mais depois que uma delas, que também teve o nome preservado, apresentou movimentações bancárias de R$ 22 milhões colocadas sob suspeita pelo Coaf, órgão federal especializado no combate à lavagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>A Merenda Escolar de Kassab na mira do MP e da Polícia</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.pco.org.br/banco_arquivos/conoticias/imagens/12679.jpg" alt="http://www.pco.org.br/banco_arquivos/conoticias/imagens/12679.jpg" align="right" /><img src="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2008/eleicoes/images/260808_02.jpg" alt="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2008/eleicoes/images/260808_02.jpg" /></div>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8220;Os indícios de que as empresas pagavam propina para obter os contratos aumentaram ainda mais depois que uma delas, que também teve o nome preservado, apresentou movimentações bancárias de R$ 22 milhões colocadas sob suspeita pelo Coaf, órgão federal especializado no combate à lavagem de dinheiro.</p>
<p>Ou seja, o dinheiro pode ter sido usado para corromper funcionários públicos e, eventualmente, bancar campanhas políticas, possibilidade que também está sob investigação.</p>
<p>O promotor declarou que uma das empresas sob suspeita está negociando uma forma de &#8220;entregar todo o esquema&#8221;. Com isso, as penas contra ela seriam reduzidas.</p>
<p>Os funcionários que controlavam a merenda, de acordo com o Ministério Público, podem ser responsáveis pela paralisação de 400 processos de fiscalização da qualidade da merenda. Esses processos poderiam ter levado à aplicação de multas contra as empresas.</p>
<p>A Polícia Civil, por sua vez, ainda apura o sumiço de documentos de dentro de um prédio da prefeitura que tratam da alimentação escolar.</p>
<p>O conteúdo dos relatórios, preparados pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar, órgão independente que fiscaliza a merenda), aponta irregularidades em vistorias (realizadas em 2006 e 2007, num total de 135 unidades visitadas). Havia alimentos em decomposição e salsicha que era cortada em três para render mais.&#8221;</p>
<p>(JOSÉ ERNESTO CREDENDIO &#8211; FOLHA SP 17/04/2009)</p>
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		<title>O &#8220;cheiro ruim&#8221; na merenda de Kassab, na mira dos promotores</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 14:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

MP ameaça processar gestão Kassab por terceirização da merenda
Após fim de prazo, promotor exige rescisão imediata dos contratos e promete acionar quem voltar a assiná-los

&#160;
Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
&#160;


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O Ministério Público Estadual (MPE) ameaça processar por improbidade administrativa o gestor público municipal que assinar novos contratos para o fornecimento de merenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" alt="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" /></div>
<div id="c">
<h3>MP ameaça processar gestão Kassab por terceirização da merenda</h3>
<p>Após fim de prazo, promotor exige rescisão imediata dos contratos e promete acionar quem voltar a assiná-los</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>O Ministério Público Estadual (MPE) ameaça processar por improbidade administrativa o gestor público municipal que assinar novos contratos para o fornecimento de merenda para a rede escolar da capital. O promotor Silvio Antonio Marques, da Promotoria de Justiça da Cidadania, disse ontem estar convencido de que a terceirização do serviço é prejudicial aos cofres municipais e à saúde dos alunos. Marques também quer saber do prefeito Gilberto Kassab se os contratos com as empresas investigadas sob suspeita de fraude em licitações, formação de cartel e corrupção serão ou não rescindidos. O prazo de 45 dias estipulado pelo MPE venceu na semana passada.</p>
<p>O pedido para que a Prefeitura reassumisse a preparação da merenda foi feito em fevereiro, após denúncias de que as prestadoras de serviços teriam montado um esquema fraudulento para vencer as licitações. Também foram constatadas diversas irregularidades &#8211; desde comida estragada e armazenada de maneira inadequada até a distribuição de alimentos inferior à prevista no contrato. Num dos casos levados ao conhecimento dos promotores, uma única salsicha era dividida entre três alunos. &#8220;Esse modelo de terceirização é equivocado e causou superfaturamento de preço e pagamento de propina para funcionários públicos&#8221;, afirmou Marques. &#8220;Além disso, as merendeiras da Prefeitura estão ociosas. Algumas delas foram deslocadas para a limpeza, sendo que o Município já tem pessoas contratadas para esse serviço. Isso cria duplicidade de função, o que é ilegal.&#8221;</p>
<p>Das cerca de 2 mil unidades de educação administradas pelo Município, 80% tiveram as merendas terceirizadas nos últimos anos. Os dois principais argumentos usados pela administração Kassab para defender o modelo são a redução de custos &#8211; pois os produtos deixam de ser comprados de forma fracionada &#8211; e a melhor qualidade nutricional das refeições servidas aos alunos, uma vez que a merenda é supervisionada por especialistas. Apesar da ameaça feita ontem pelo MPE, a Secretaria da Educação reiterou, em nota, que &#8220;a merenda terceirizada é uma opção administrativa e será mantida pela Prefeitura&#8221;. A pasta diz ser ser &#8220;absolutamente inviável&#8221; para o Município servir as refeições diretamente às escolas. &#8220;Para que se tenha uma idéia, são servidas diariamente 1,6 milhão de refeições nas unidades educacionais&#8221;, diz o texto.</p>
<p><strong>SAQUES</strong></p>
<p>A investigação sobre a chamada máfia das merendas segue em três frentes &#8211; cível, criminal e administrativa. &#8220;Estamos convictos de que as empresas praticaram crimes&#8221;, afirma o promotor Arthur Pinto de Lemos Júnior, do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec) do MPE. Análises preliminares revelaram que, em três anos, uma das empresas investigadas movimentou de maneira atípica R$ 22 milhões. Os saques, segundo informações repassadas pelos bancos ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e transmitidas ao Gedec, eram feitos sempre na boca do caixa. Um mecânico, por exemplo, sem vínculo empregatício com a empresa, sacou R$ 100 mil em dinheiro. O MPE suspeita que os valores possam ter sido usados no pagamento de propina a servidores. As fornecedoras de merenda que estão na mira do MPE atuam em 17 Estados e 36 cidades do Estado.</p>
<p>O Gedec apura ainda o uso de empresas de fachada no esquema. &#8220;Aparentemente as fornecedoras que mantêm contratos com a Prefeitura não apresentam irregularidades contábeis ou fiscais, mas temos vários indícios de que elas usavam outras empresas para esconder as movimentações suspeitas&#8221;, diz Lemos Júnior.</p>
<p>Na esfera administrativa, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) &#8211; braço do Ministério da Justiça especializado na defesa da concorrência &#8211; espera celebrar em breve um acordo de leniência (espécie de delação premiada destinada a pessoas jurídicas) com alguma das seis empresas investigadas. Por lei, apenas uma delas pode aderir. &#8220;Já fomos procurados e imagino que os envolvidos estejam concorrendo entre si para ver quem consegue fechar o acordo de leniência primeiro&#8221;, comentou Ana Paula Martinez, diretora da SDE. A empresa que colaborar com a investigação pode receber imunidade administrativa e criminal ou a redução das penalidades.</p>
<p><strong>Irregularidades já constatadas</strong></p>
<p><strong>Armazenamento</strong></p>
<p>Freezer estava cheio de legumes com validade vencida<br />
Portas da geladeira não fechavam e iogurte era armazenada com carnes, peixes e salsichas</p>
<p>Salsichas e almôndegas eram guardadas fora do congelador</p>
<p><strong>Quantidade</strong></p>
<p>Um prato de comida pesava 540 gramas, dos quais 450 eram do próprio prato e apenas 90 eram efetivamente alimento</p>
<p>Empresa fornecia apenas 56 kg de frango para uma mesma quantidade de alunos, em vez dos 80 kg enviados pela antiga fornecedora</p>
<p>Uma salsicha era dividida entre três crianças</p>
<p><strong>Carne</strong></p>
<p>Excesso de gordura e textura heterogênea nos pedaços</p>
<p>O alimento não era oferecido em pedaços, mas desfiado e misturado com legumes</p>
<p>No tipo patinho, foi constatado mau cheiro, mesmo na peça congelada</p>
<p><strong>Frutas</strong></p>
<p>Em pouca quantidade e de baixa qualidade</p>
<p>Quantidade de mamão por criança era inferior ao estipulado em contrato</p></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Cheiro de podre na merenda escolar de Kassab</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/cheiro-de-podre-na-merenda-escolar-de-kassab/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 14:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Mesmo sem legalizar contrato, Prefeitura pagava pelo serviço
111 escolas passaram a ser atendidas por acusados de cartel sem que fosse feita uma nova licitação

&#160;
Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
&#160;


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Durante as investigações sobre as irregularidades na merenda escolar em São Paulo, os promotores se depararam com uma surpresa: 111 escolas passaram a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2008/eleicoes/images/260808_02.jpg" alt="http://www.dcomercio.com.br/especiais/2008/eleicoes/images/260808_02.jpg" /></div>
</h3>
<p><strong><font size="6">Mesmo sem legalizar contrato, Prefeitura pagava pelo serviço</font></strong></p>
<p>111 escolas passaram a ser atendidas por acusados de cartel sem que fosse feita uma nova licitação</p></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
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</span></p>
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<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Durante as investigações sobre as irregularidades na merenda escolar em São Paulo, os promotores se depararam com uma surpresa: 111 escolas passaram a ser atendidas pelas empresas suspeitas de corrupção e formação de cartel sem nova licitação ou aditivo contratual. Mesmo assim, a Prefeitura pagava pelo serviço prestado.</p>
<p>&#8220;Isso é um absurdo e nós vamos tomar medidas drásticas&#8221;, advertiu o promotor Silvio Antônio Marques. De acordo com outro promotor, Arthur Lemos Pinto Junior, do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec), a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) foi desrespeitada. Sobre o fato, os promotores ouviram três ex-funcionárias da Secretaria da Educação &#8211; Joana D?arc Pereira Mura, Rosmari da Silva e Mônica Horta. Elas são suspeitas de terem incluído as escolas indevidamente entre aquelas que seriam atendidas pelas empresas suspeitas de fraude.</p>
<p>&#8220;As três disseram que incluíram as empresas por ordem do secretário de Educação&#8221;, contou o promotor Marques. O titular da pasta, Alexandre Schneider, já foi ouvido no caso, mas deve ser chamado novamente para depor a fim de esclarecer os pagamentos. O Estado solicitou ontem à Assessoria de Imprensa da pasta o posicionamento de Schneider sobre as declarações das três ex-funcionárias, mas a nota oficial não abordou o assunto.</p>
<p>Além das 111 escolas, os promotores querem explicações sobre 400 processos administrativos abertos contra as seis prestadoras de serviço durante a vigência do contrato da merenda. Os processos, que tratavam sobre falhas na prestação do serviço, teriam ficado parados por mais de um ano, sem nenhuma solução. Segundo o promotor Marques, as funcionárias dizem ter encaminhado as demandas para o departamento jurídico, mas não souberam explicar porque deixaram de concluí-los.</p>
<p>Em 6 de fevereiro, após as primeiras denúncias de irregularidades no contrato da merenda, a Prefeitura determinou o afastamento temporário de Rosmari e Joana D?arc, sob a alegação de que ambas eram investigadas por ligações com a Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc). A entidade disse à época que só mantém vínculo com servidores por meio de cooperação técnica, sem remuneração.</p>
<p><strong>ENTENDA O CASO</strong></p>
<p>Em 4 de fevereiro, o Ministério Público Estadual (MPE) revela apuração de suposto esquema de cartel (conluio entre empresas para prejudicar concorrentes) envolvendo ao menos dez fornecedores de merenda escolar em 14 cidades para fraudar licitações</p>
<p>No dia 9, o MPE dá 45 dias para a Prefeitura suspender, cancelar ou rescindir todos os contratos com as empresas sob investigação, no valor total de R$ 258 milhões ao ano</p>
<p>No dia 10, o prefeito Gilberto Kassab dá 45 dias para a Secretaria da Educação preparar nova licitação para o serviço</p>
<p>Ontem, o MPE voltou a cobrar o prefeito e ameaçou processar por improbidade administrativa o gestor público que assinar novo contrato</p></div>
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		<title>Merenda indigesta: &#8220;Gestão&#8221; Kassab contrata sem licitação empresa na mira do Ministério Público</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 15:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jornal da Tarde (JT)



Com atraso, nova licitação tem início esta semana
A Secretaria Municipal de Educação promete divulgar nesta quarta-feira, com quase 15 dias de atraso, a minuta do edital para contratação de fornecedores de merenda escolar para rede municipal de ensino. A nova concorrência havia sido prometida pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 10 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><strong>Jornal da Tarde (JT)<br />
</strong></div>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/merenda_jt.jpg" title="merenda_jt.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/merenda_jt.jpg" title="merenda_jt.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/merenda_jt.jpg" alt="merenda_jt.jpg" width="555" height="1414" /></a></div>
<p><strong>Com atraso, nova licitação tem início esta semana</strong></p>
<p>A Secretaria Municipal de Educação promete divulgar nesta quarta-feira, com quase 15 dias de atraso, a minuta do edital para contratação de fornecedores de merenda escolar para rede municipal de ensino. A nova concorrência havia sido prometida pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 10 de fevereiro, após o Ministério Público Estadual (MPE) revelar investigação sobre suposto esquema de formação de cartel para fraudar licitações da merenda. O prazo dado por Kassab foi de 45 dias &#8211; que venceu dia 27 de março.</p>
<p>Segundo a secretaria, a consulta pública deverá ficar até o dia 22 deste mês recebendo críticas e sugestões. O edital definitivo, contudo, só deve ser publicado na primeira semana de maio, mês em que a administração estimava já contratar os novos fornecedores. Até lá, as atuais empresas continuarão prestando o serviço de merenda. O contrato delas com a Prefeitura se encerra em julho.</p>
<p>A secretaria informou que o atraso deve-se à transição e reformulação do Departamento de Merenda Escolar, que no início deste ano passou da pasta da Gestão para a Educação. O MPE, contudo, é contra a terceirização da merenda escolar e exige que a Prefeitura reassuma o serviço na cidade.</p>
<p>O secretário de Educação, Alexandre Schneider, defende que a a terceirização “é o modelo mais adequado para conseguirmos distribuir 1,8 milhão de refeições diárias” nas escolas.</p>
<p>Além do suposto esquema que cooptava servidores para direcionar licitações, o MPE sustenta que a terceirização da merenda fez a Prefeitura pagar 3,6 vezes mais pela alimentação das crianças em relação ao que ela gastava quando fazia a comida. Ainda há relatórios da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e do Conselho de Alimentação Escolar (CAE) que constataram problemas com a qualidade da merenda.</p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: saúde em risco sem exames médicos</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Fim de contrato, exames em risco
Fabio Leite e Bárbara Souza &#8211; JT
Após 3 anos de contrato, em que controlou o sistema de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde da capital, em 16 de março a Amplus deixou de operar serviços como raio X e ultrassom em 58 unidades sem ter instalado todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.jt.com.br/editorias/2009/03/23/img/jt_grande.jpg" width="500" border="0" height="878" /></div>
<p><font size="5"><strong>Fim de contrato, exames em risco</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Fabio Leite e Bárbara Souza &#8211; JT</p>
<p>Após 3 anos de contrato, em que controlou o sistema de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde da capital, em 16 de março a Amplus deixou de operar serviços como raio X e ultrassom em 58 unidades sem ter instalado todos os equipamentos exigidos no contrato de R$ 108 milhões feito com a Prefeitura. A empresa é acusada de fraudes trabalhistas e sonegação de ao menos R$ 1,2 milhão, na qual a Secretaria Municipal da Saúde é considerada corresponsável. Há dois anos a pasta sabia das irregularidades, mas o contrato da Amplus , julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Município em julho de 2008, vigorou até o fim. A secretaria, que havia prometido nova licitação, atrasou a definição de quem substituiria a Amplus &#8211; 8 Organizações Sociais -, pondo em risco o atendimento de 250 mil pacientes por mês. A mudança de modelo foi feita de forma planejada, diz a assessoria da pasta.</p>
<p><strong>Saúde levou 8 meses para atender ordem do TCM</strong></p>
<p>O Tribunal de Contas do Município (TCM) determinou, em julho de 2008, que a Prefeitura deveria suspender contrato de R$ 108 milhões da Secretaria Municipal de Saúde com a empresa Amplus para realização de exames de diagnóstico por imagem. À época, o próprio secretário Januário Montone garantiu que abriria nova licitação ainda no ano passado. Mas a administração, que entrou com recurso no TCM, levou oito meses para definir novos operadores dos serviços &#8211; 8 Organizações Sociais (OS), e o fez a apenas 15 dias do fim do acordo com a Amplus.</p>
<p>Os novos contratos, que valem por três anos, chegam a quase R$ 90 milhões, segundo o Diário Oficial. O valor supera o que foi pago à Amplus até o momento &#8211; R$ 84 milhões, de acordo com o Sistema de Execução Orçamentária da Prefeitura, mas a empresa diz ter recebido R$ 66 milhões.</p>
<p>Uma das OSs é a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), que assume o serviço em 22 unidades da cidade por R$ 23,9 milhões por 3 anos. Ela, porém, já foi punida pela própria secretaria com afastamento das atividades há pouco mais de três anos, acusada de prestar serviço deficitário e “quarteirizar” de forma irregular a mão de obra, mesmas acusações que pesam sobre a Amplus (leia ao lado).</p>
<p>As organizações foram contratadas com dispensa de licitação, com base em lei municipal. Apesar de o contrato das OSs prever valor superior ao pago à Amplus, o gerente-geral da Fidi, Francisco Eno, diz que a “responsabilidade de reaparelhar hospitais é da secretaria”. No contrato que terminou, a empresa era responsável por instalar equipamentos e sistemas de digitalização de radiodiagnósticos.</p>
<p>É o impasse sobre os aparelhos que ameaça realização de exames, estimados em 250 mil por mês. A Amplus iniciou a remoção de parte dos 71 equipamentos que diz ter instalado, incluindo os de mamografia, raio X e ultrassonografia.</p>
<p>O diretor comercial da empresa, José Florêncio Ribeiro, porém, diz estar sendo impedido de retirá-los de alguns hospitais. “A transição está tumultuada. Não houve planejamento; as OSs pediram para prorrogar (o contrato), mas o secretário vetou.” A Saúde informou que o “processo se encerra na sexta-feira, quando a Amplus poderá retirar os equipamentos”.</p>
<p>Entre problemas apontados pelo TCM, que levaram à condenação do contrato da Amplus, estão não cumprimento de prazos e não especificação dos aparelhos a serem comprados. As “falhas graves” haviam sido constatadas um ano antes em auditoria da Prefeitura. A Amplus diz que não cumpriu as exigências porque a secretaria não cedeu espaço, como o caso de um aparelho de ressonância magnética de R$ 700 mil, no Hospital do Campo Limpo, que ficou sem uso por 3 anos.</p>
<p><font size="5"><strong>Doméstica teve exame cancelado e não pode trabalhar</strong></font></p>
<p>Os reflexos da mudança na prestação do serviço de diagnóstico por imagens já batem à porta de algumas unidades e deixam pacientes esperando por horas. Ou pior: sem exame. É o caso da doméstica Marilene Barbosa dos Santos, de 43 anos. A ressonância magnética que ela faria nos dois joelhos na segunda-feira passada foi cancelada, sem previsão de nova data.</p>
<p>Ela depende do exame para agendar cirurgia e voltar a trabalhar. “O INSS suspendeu meu afastamento. Além de doente, estou desempregada.” Segundo a Amplus, que realizava o serviço, os contratos com dois laboratórios parceiros que faziam esse tipo de exame foram cancelados após o encerramento do próprio contrato da firma com a Prefeitura.</p>
<p>Na sexta-feira, no Hospital do Campo Limpo, na zona sul, quem tinha exame marcado reclamava da demora para ser atendido ou receber resultados. A dona de casa Iraci Santos Souza reclamou de ter andado à toa. Foi buscar o raio X do filho, mas voltou de mãos abanando. “Já faz duas semanas que ele fez o exame e não está pronto. É um absurdo.”</p>
<p>Na fila de espera para ultrassom, a funcionária pública Enedi Ferreira, de 42 anos, disse que esperou 4 horas. A Amplus informou que o problema ocorreu porque houve um bloqueio no sistema informatizado de agendamento ao fim do contrato.</p>
<p><strong>NOVAS CONTAS*</strong></p>
<p>Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem: R$ 23,9 milhões. Áreas sul, sudeste, centro oeste e leste</p>
<p>Santa Casa de Misericórdia de SP: R$ 4,2 milhões. Área norte</p>
<p>DEMAIS REGIÕES</p>
<p>Casa de Saúde Santa Marcelina: R$ 867,3 mil</p>
<p>Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim: R$ 360,8 mil</p>
<p>Associação Paulista para o Des. da Medicina: R$ 1,59 milhão</p>
<p>Serviço da Construção Civil do Estado de São Paulo: R$ 1,6 milhão</p>
<p>Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libanês: R$ 209,1 mil</p>
<p>Associação Congregação de Santa Catarina: R$ 650,1 mil<br />
<strong><br />
* Valores de 3 anos de contrato </strong></p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: outra licitação da merenda está sob suspeita</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 19:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Funcionário representou empresa adversária em pregão da prefeitura; vínculo indica que competição pode ter sido afetada
Ceazza mantém até hoje contrato que supera R$ 73 mi; contratos de merenda terceirizada também são investigados
ALENCAR IZIDORO &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A empresa que fornece frutas, legumes, hortaliças e ovos usados na merenda escolar da rede municipal de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" alt="http://www.abima.com.br/arquivos/e_abima/263_3NASON6MUCOMNVFN0XBUXJKGLO1KXP.JPG" /></div>
<p><strong>Funcionário representou empresa adversária em pregão da prefeitura; vínculo indica que competição pode ter sido afetada</strong></p>
<p><strong>Ceazza mantém até hoje contrato que supera R$ 73 mi; contratos de merenda terceirizada também são investigados</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>ALENCAR IZIDORO &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A empresa que fornece frutas, legumes, hortaliças e ovos usados na merenda escolar da rede municipal de São Paulo obteve seu contrato -que já passa de R$ 73 milhões- em uma concorrência suspeita.<br />
Um funcionário dela representou formalmente uma empresa adversária no pregão da gestão Gilberto Kassab (DEM) para adquirir os alimentos in natura. Ele apresentou e negociou as propostas da concorrente -que perdeu e permitiu ao verdadeiro patrão do funcionário ganhar a disputa.<br />
A situação, documentada em atas no &#8220;Diário Oficial&#8221;, é indício de que, na prática, não houve competição entre as empresas, dizem especialistas.<br />
O contrato da prefeitura com a Ceazza Distribuidora de Frutas, Verduras e Legumes, firmado no final de 2006, tem validade até maio deste ano. Ela foi a vencedora da licitação com um preço 0,1% inferior ao da JJ Comercial e 0,7% inferior ao da Pontual Comercial Agrícola.<br />
No pregão, a Pontual foi representada por Ezequiel Aparecido Rodrigues de Oliveira, que é empregado formal do grupo Ceazza há oito anos.<br />
Especialistas em licitação ouvidos pela reportagem avaliam que essa condição sinaliza um vínculo que pode ter frustrado a disputa. Mas eles se dividem quanto à comprovação.<br />
Professor da Fatec, Paulo Boselli diz que ela é suficiente para caracterizar uma &#8220;irregularidade por fraude à competição&#8221;. O fato de um funcionário ter acesso prévio à proposta e à estratégia da concorrente também é contestado. &#8220;Afinal, será que ele estava defendendo os interesses da empresa A ou B?&#8221;<br />
O advogado Carlos Ari Sundfeld avalia que a situação &#8220;é um indício&#8221; de &#8220;acordo&#8221; que merece investigação, mas que ela &#8220;não é suficiente, por si só, para caracterizar a irregularidade&#8221;.<br />
Segundo Sundfeld, são frequentes os acertos entre empresas antes de licitações para fazer &#8220;jogo de cena&#8221; e aparentar &#8220;uma disputa que não existe&#8221;.<br />
O objetivo, diz, além da divisão de mercado, é garantir que a concorrência não seja dada como &#8220;fracassada&#8221;. Ou seja, dar legitimidade para que ela seja mantida pelo poder público.<br />
A lei de licitações considera crime (sujeito a até quatro anos de detenção) &#8220;frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório&#8221;.<br />
O contrato obtido pela Ceazza faz parte do modelo de autogestão da merenda escolar, pelo qual a prefeitura adquire os alimentos e seus servidores preparam a refeição dos alunos.<br />
A administração Kassab também adota outro modelo, em mais de dois terços das escolas, pelo qual todos os serviços são terceirizados -a empresa compra os produtos, prepara a merenda e a entrega.<br />
Esse contrato terceirizado já é investigado pela Promotoria por suspeita de conluio entre as concorrentes no pregão de maio de 2007, além da má qualidade de serviços e produtos.<br />
O Ministério Público Estadual inclusive já recomendou que a prefeitura substitua esse modelo pelo de autogestão.<br />
Uma das empresas investigadas é a SP Alimentação, a quem a Ceazza é ligada. Eloizo Gomes Afonso é sócio de ambas. Com uma, fornece a comida escolar terceirizada. Com outra, vende os alimentos para a autogestão.</p>
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		<title>A morte do segredo bancário suíço</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 13:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gilles Lapouge* O Estado SP
A Suíça tremula. Zurique se alarma. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia se dizer que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://ouvertures.info/wp-content/uploads/2009/02/image002-300x204.jpg" alt="http://ouvertures.info/wp-content/uploads/2009/02/image002-300x204.jpg" width="285" height="194" /><img src="http://www.tsr.ch/xobix_media/images/tsr/2009/swisstxt20090126_10247120_1.jpg" alt="http://www.tsr.ch/xobix_media/images/tsr/2009/swisstxt20090126_10247120_1.jpg" width="240" height="195" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gilles Lapouge* O Estado SP</p>
<p>A Suíça tremula. Zurique se alarma. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia se dizer que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.</p>
<p>O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira. A UBS &#8211; União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça &#8211; viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.</p>
<p>Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais. O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que &#8220;o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal&#8221;.</p>
<p>Mas como resistir? A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.</p>
<p>Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente. Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que &#8220;neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas&#8221;.</p>
<p>Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica. Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões.</p>
<p>E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, &#8220;fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários&#8221;.</p>
<p>Ziegler acrescenta ainda que &#8220;se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros &#8216;offshore&#8217; do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente&#8221;. Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.</p>
<p>&#8220;O manejo do dinheiro na Suíça&#8221;, diz Ziegler, &#8220;se reveste de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos atos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e se realizam em silêncio e recolhimento&#8221;.</p>
<p>Mas agora surge um outro perigo, depois desse duro golpe dos americanos. Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais. &#8220;Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional&#8221;, vociferou a chanceler Angela Merkel.</p>
<p>No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.</p>
<p>Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas. Hoje, estamos em crise. &#8220;Viva a crise!&#8221;</p>
<p>Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses &#8220;remansos de paz para o dinheiro corrompido&#8221;. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país. Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone. Sob que pretexto? Fraude fiscal.</p>
<p><strong>* Correspondente em Paris </strong></p>
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		<title>Base de Kassab veta abertura de CPI da Merenda</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 12:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Foram aprovadas comissões para apurar crime ambiental e sonegação
Eduardo Reina &#8211; O Estado SP
A base governista na Câmara Municipal enterrou ontem as possibilidades de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria as fraudes na compra de merenda escolar para a rede paulistana de ensino. No Colégio de Líderes, ficou acertado pelos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://doisdedosdeprosa.files.wordpress.com/2007/04/kassab.jpg" alt="http://doisdedosdeprosa.files.wordpress.com/2007/04/kassab.jpg" width="279" align="right" height="236" /><strong>Foram aprovadas comissões para apurar crime ambiental e sonegação</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Eduardo Reina &#8211; O Estado SP</p>
<p>A base governista na Câmara Municipal enterrou ontem as possibilidades de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria as fraudes na compra de merenda escolar para a rede paulistana de ensino. No Colégio de Líderes, ficou acertado pelos partidos que não sai a CPI da Merenda ou nenhuma outra que possa trazer algum inconveniente ao prefeito Gilberto Kassab (DEM). Foram aprovadas três comissões: IPTU, Poluição do Córrego Jurubatuba e da Pedofilia.</p>
<p>Ficou determinado que também não prosperaria o requerimento de criação de comissão para apurar irregularidades no fornecimento de alvarás para templos religiosos e locais com frequência maior que cem pessoas e tampouco uma CPI para investigar corrupção nas subprefeituras. Momentos depois, em plenário, a base governista acatou a decisão e aprovou criação da CPI do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que deverá investigar possível sonegação por parte de grandes instituições financeiras, proposta pelo vereador Aurélio Miguel (PR). Foi uma ação bastante rápida, com a oposição tentando obstruir a sessão e sem os votos necessários para brecar a máquina governista. São precisos 28 votos para aprovar ou não as propostas. Kassab conseguiu 37, ante 15 votos contrários.</p>
<p>Outra CPI que passou foi a da Poluição do Córrego Jurubatuba, que analisará as causas e tentará identificar as empresas que poluem a bacia do Jurubatuba. O autor desse pedido foi Antonio Goulart (PMDB), da base de sustentação de Kassab. Uma terceira CPI, que teve o pedido de preferência aceito, foi a da Pedofilia, proposta por Marcelo Aguiar (PSC). Hoje, entra em votação o pedido de instalação dessa comissão.</p>
<p>&#8220;Foi um coro muito bem orquestrado. O governo manobrou para não deixar prosperar as CPIs que cutucavam a administração Kassab. Ficou claro que não querem investigar nada&#8221;, reclamou João Antonio, líder do PT. O petista disse que não vai desistir e pretende apresentar hoje requerimento alegando motivo relevante que justifica a instalação da comissão. &#8220;Vamos insistir até o fim e sensibilizar os parlamentares de que investigar a máfia da merenda é necessário.&#8221; A Casa permite até cinco CPIs simultâneas.</p>
<p>Já o líder do governo, Jose Police Neto (PSDB), disse que não houve manobra, mas otimização do trabalho da Câmara. Para Police Neto, nos dois últimos anos os problemas de merenda já foram investigados na Casa em uma CPI e em uma subcomissão. O tucano defendeu a CPI do Jurubatuba. &#8220;O Município está prestes a perder R$ 1 bilhão da terceira fase do Projeto Tietê, se não detectar de onde vem o esgoto despejado no rio. Por isso é importante investigar a poluição na cidade, principalmente na bacia do Jurubatuba, onde há maior volume de esgoto&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>FRASES</strong></p>
<p><strong>João Antonio<br />
Líder do PT na Câmara</strong></p>
<p>&#8220;O governo manobrou para não deixar prosperar as CPIs que cutucavam a administração Kassab. Ficou claro que não querem investigar&#8221;</p>
<p><strong>José Police Neto<br />
Líder do governo</strong></p>
<p>&#8220;O Município está prestes a perder R$ 1 bilhão da terceira fase do Projeto Tietê, se não detectar de onde vem o esgoto despejado no rio&#8221;</p>
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		<title>Merenda de Kassab: secretário de Saúde nega relação com empresas fornecedoras da prefeitura</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 12:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[contratos]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8221;Minha atuação é incisiva na transparência&#8221;
Januário Montone: secretário municipal de Saúde; ele volta a negar relação com empresas investigadas por suspeita de fraudar licitação para fornecimento de merenda
O Estado SP
&#160;
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 O secretário municipal de Saúde e ex-secretário de Gestão, Januário Montone, voltou a negar ontem qualquer relação com as empresas investigadas pelo Ministério Público Estadual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.jornaldagente.inf.br/fotos_materias/DESTAQUE_secretario-JG-309.jpg" alt="http://www.jornaldagente.inf.br/fotos_materias/DESTAQUE_secretario-JG-309.jpg" align="right" /><font size="5"><strong>&#8221;Minha atuação é incisiva na transparência&#8221;</strong></font></p>
<p><strong>Januário Montone: secretário municipal de Saúde; ele volta a negar relação com empresas investigadas por suspeita de fraudar licitação para fornecimento de merenda</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99" class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false">O Estado SP</span></p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto">&nbsp;</p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></p>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
</div>
<div id="corpoNoticia"> O secretário municipal de Saúde e ex-secretário de Gestão, Januário Montone, voltou a negar ontem qualquer relação com as empresas investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suspeita de fraudar licitação para o fornecimento de merenda escolar. O nome dele e de outros quatro funcionários públicos surgiram durante a apuração. Abaixo, a íntegra da entrevista concedida por e-mail ao Estado:<strong>A que o sr. atribui o surgimento de seu nome na investigação?</strong>Desconheço qualquer envolvimento do meu nome em investigação do MP e fiquei absolutamente indignado e abalado com a afirmação do seu jornal, que fere o que mais prezo e meu maior bem, minha reputação. Na Secretaria de Gestão, como aqui na Secretaria de Saúde, minha atuação é incisiva na transparência, na modernização dos procedimentos, no melhor uso dos recursos públicos. Tenho, ao longo da minha vida profissional, contrariado interesses poderosos, como no caso do leite e da própria merenda aqui na Prefeitura.</p>
<p><strong>Quando esteve à frente da Secretaria de Gestão, tomou conhecimento da saída de algum funcionário graduado para empresas do setor de merendas?</strong></p>
<p>Conforme noticiado na época e inclusive debatido em CPI no Legislativo paulista, a então diretora do Departamento de Merenda deixou a Prefeitura, pouco tempo depois do encerramento do processo de licitação. Manifestei de maneira clara e inequívoca o meu repúdio à sua atitude, a quebra de confiança que gerou e determinei uma revisão em todo o processo. Se houve fraude por formação de cartel, a Prefeitura é a maior interessada em que seja apurado e os responsáveis punidos. Pessoalmente sempre colaborei com os processos de investigação das autoridades e, sempre que possível, me antecipei a eles, como no caso da chamada Operação Parasitas, em que iniciamos uma investigação a partir das notícias de que essa quadrilha estava fraudando processos de licitação na área da saúde.</p>
<p><strong>Por que o relatório da Fipe foi rejeitado pela pasta?</strong></p>
<p>O relatório preliminar não foi aceito por motivos técnicos. Não atendia os objetivos contratados, além de erros metodológicos apurados. Como em qualquer serviço ou produto contratado, o poder público não pode aceitar algo diferente do que foi efetivamente contratado. Foi um debate entre as áreas técnicas, mas que foi encerrado com a Fipe apresentando relatório que efetivamente atendia os objetivos do contrato (processo que acompanhei mais de longe, porque desde setembro de 2007 estou na Secretaria de Saúde).</p>
<p><strong>A terceirização das merendas é positiva para o Município?</strong></p>
<p>Particularmente, não tenho dúvidas de que o modelo de terceirização que implantamos é positivo, pois corrigiu os principais erros e distorções do processo inicial, principalmente quanto à fragilidade do poder de fiscalização. Esta também foi a posição da Câmara no relatório final DAE, uma Comissão que estudou ao questão da merenda e que, inclusive, foi presidida por um vereador do PT.</p></div>
<div id="corpoNoticia"></div>
<div id="corpoNoticia"></div>
<div id="corpoNoticia"><font size="5"><strong>Ex-chefe da merenda migrou para empresa </strong></font></div>
<div id="corpoNoticia"></div>
<div id="corpoNoticia"><strong>Diretor na gestão Serra/Kassab requisitou licitação, acompanhou edital e foi trabalhar para a companhia vencedora</strong></div>
<div id="corpoNoticia"><strong>Promotoria investiga proximidade de servidores com a iniciativa privada; secretário afirma ver &#8220;indícios de conluio&#8221;  </strong></div>
<div id="corpoNoticia"><strong> <font size="-1">ALENCAR IZIDORO<br />
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO</font></strong><font size="-1"><br />
DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP<br />
</font></p>
<p>Como diretor da merenda escolar da Prefeitura de São Paulo, Sergio Ramos Jr. requisitou  formalmente a abertura de licitação para os serviços terceirizados, acompanhou contratos  e também a elaboração do edital para selecionar os fornecedores da comida aos alunos.<br />
Em fevereiro de 2007, após  ocupar esse posto de confiança  por dois anos nas gestões José  Serra (PSDB) e Gilberto Kassab  (DEM), ele mudou de lado. Foi  contratado para trabalhar na  SP Alimentação, empresa que  se tornaria logo em seguida a  vencedora do principal lote do  pregão da merenda -que é alvo  de suspeita de cartel pelo Ministério Público Estadual.<br />
A trajetória de Ramos Jr. é  um exemplo da proximidade  entre iniciativa privada e servidores que atuam no segmento  -e que é um dos focos de investigação da Promotoria devido a  eventual tráfico de influência.<br />
O inquérito dos promotores  apura a existência de conluio  entre empresas no pregão feito  pela prefeitura em maio de  2007, além da suposta corrupção de agentes públicos e da má  qualidade da alimentação.<br />
Ontem, a gestão Kassab afirmou que pelo menos cinco funcionários que na época do pregão atuavam na secretaria que  contratava a comida escolar -a  da Gestão- prestavam serviços  para a Aberc (associação que  reúne as principais empresas  da merenda terceirizada).<br />
A investigação interna foi  aberta em outubro, após ofício  do Ministério Público Estadual  ao gabinete de Kassab informando sobre o inquérito.<br />
Secretário de Negócios Jurídicos, Claudio Lembo disse que  há &#8220;indícios de conluio&#8221; entre  os funcionários, cujos nomes  são mantidos em sigilo, e as  empresas. &#8220;Eles tinham acesso  a informações privilegiadas.&#8221;  Dos cinco funcionários, todos  com cargos de confiança na Secretaria da Gestão, três deixaram a prefeitura após a licitação, finalizada em 2007. Dois  continuam na prefeitura, mas  na Secretaria da Educação.<br />
Segundo Lembo, ex-governador de São Paulo, ainda não é  possível punir esses funcionários porque a sindicância, que  está sendo conduzida por quatro procuradores, ainda não foi  concluída -isso deverá ocorrer  ainda no primeiro semestre.<br />
A <strong>Folha</strong> identificou nos últimos dois anos, além de Sergio Ramos Jr. (que assina despacho em 17 de julho de 2006 pedindo a concorrência para expansão da comida escolar terceirizada), outros três servidores da capital, um de Limeira e outro de Cotia que trabalhavam com a merenda no setor público, em cargos estratégicos, e se aproximaram das prestadoras desses serviços.<br />
Três ocupavam postos de  confiança do ex-secretário da  Gestão Januário Montone  -hoje titular da Saúde.<br />
Embora não haja impedimento legal, a migração de servidores a empresas da mesma  área é alvo de questionamentos  pois mostra que a aproximação  entre as partes se iniciou quando o servidor ainda tinha poder  para tomar decisões favoráveis  à empresa.</div>
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