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	<title>Blog do Favre &#187; Gabriel García Márquez</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>A luz é como a água</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 22:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[A luz é como a água]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<category><![CDATA[Gabriel García Márquez]]></category>
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		<category><![CDATA[Orlando Pedroso]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Gabriel García         Márquez


 &#8220;(&#8230;) mergulharam como tubarões mansos por baixo         dos móveis e das
camas e resgataram do fundo da luz as coisas que durante anos
tinham-se perdido na escuridão.&#8221;
&#160;
No Natal os meninos tornaram a pedir um    [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="4" color="#000000" face="Arial"><em>Por Gabriel García         Márquez</em></font></strong></p>
<p><strong style="background-color: #ffff99"></strong></p>
<p align="center"><img src="http://www.releituras.com/ilustras/orlando_luz1.jpg" width="450" border="0" height="362" /></p>
<p align="center"> <font size="3" face="Arial"><em>&#8220;(&#8230;) mergulharam como tubarões mansos por baixo         dos móveis e das<br />
camas e resgataram do fundo da luz as coisas que durante anos<br />
tinham-se perdido na escuridão.&#8221;</em></font></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left"><font size="2" face="Verdana"><img src="http://www.releituras.com/ilustras/orlando_luz_m1.jpg" width="136" align="left" border="0" height="102" />No Natal os meninos tornaram a pedir um         barco a remos.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— De acordo — disse o pai —, vamos comprá-lo quando voltarmos a Cartagena.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Totó, de nove anos, e Joel, de sete, estavam mais decididos do que seus pais achavam.</font></p>
<p align="justify"><font size="2" face="Verdana">— Não — disseram em coro.         — Precisamos dele agora e aqui.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— Para começar — disse a mãe —, aqui não há outras águas navegáveis         além da que sai do chuveiro.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Tanto ela como o marido tinham razão. Na casa de Cartagena de Índias havia um pátio com         um atracadouro sobre a baía e um refúgio para dois iates grandes. Em Madri, porém,         viviam apertados no quinto andar do número 47 do Paseo de la Castellana. Mas no final nem         ele nem ela puderam dizer não, porque haviam prometido aos dois um barco a remos com         sextante e bússola se ganhassem os louros do terceiro ano primário, e tinham ganhado.         Assim sendo, o pai comprou tudo sem dizer nada à esposa, que era a mais renitente em         pagar dívidas de jogo. Era um belo barco de alumínio com um fio dourado na linha de         flutuação,</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— O barco está na garagem — revelou o pai na hora do almoço.— O problema         é que não tem jeito de trazê-lo pelo elevador ou pela escada, e na garagem não tem         mais lugar.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">No entanto, na tarde do sábado seguinte, os meninos convidaram seus colegas para carregar         o barco pelas escadas, e conseguiram levá-lo até o quarto de empregada.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— Parabéns — disse o pai. — E agora?</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— Agora, nada &#8211; disseram os meninos. — A única coisa que a gente queria era ter         o barco no quarto, e pronto.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Na noite de quarta-feira, como em todas as quartas-feiras, os pais foram ao cinema. Os         meninos, donos e senhores da casa, fecharam portas e janelas, e quebraram a lâmpada acesa         de um lustre da sala. Um jorro de luz dourada e fresca feito água começou a sair da         lâmpada quebrada, e deixaram correr até que o nível chegou a quatro palmos. Então         desligaram a corrente, tiraram o barco, e navegaram com prazer entre as ilhas da casa.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Esta aventura fabulosa foi o resultado de uma leviandade minha quando participava de um         seminário sobre a poesia dos utensílios domésticos. Totó me perguntou como era que a         luz acendia só com a gente apertando um botão, e não tive coragem para pensar no         assunto duas vezes.</font><img src="http://www.releituras.com/ilustras/orlando_luz_m4.jpg" width="130" align="right" border="0" height="124" /></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— A luz é como a água — respondi. — A         gente abre a torneira e sai.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">E assim continuaram navegando nas noites de quarta-feira, aprendendo a mexer com o         sextante e a bússola, até que os pais voltavam do cinema e os encontravam dormindo como         anjos em terra firme. Meses depois, ansiosos por ir mais longe, pediram um equipamento de         pesca submarina. Com tudo: máscaras, pés-de-pato, tanques e carabinas de ar comprimido.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">        </font></p>
<p align="justify"><font size="2" face="Verdana">— Já é ruim ter no quarto de empregada um barco a remos que não         serve para nada.<br />
— disse o pai — Mas pior ainda é querer ter além disso equipamento de         mergulho.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— E se ganharmos a gardênia de ouro do primeiro semestre? — perguntou Joel.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— Não &#8211; disse a mãe, assustada. — Chega. O pai reprovou sua intransigência.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— É que estes meninos não ganham nem um prego por cumprir seu dever — disse         ela —, mas por um capricho são capazes de ganhar até a cadeira do professor.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">        </font></p>
<p align="left"><font size="2" face="Verdana"><img src="http://www.releituras.com/ilustras/orlando_luz_m2.jpg" width="86" align="left" border="0" height="164" />No fim, os pais não disseram que sim ou que não. Mas Totó e         Joel, que tinham sido os últimos nos dois anos anteriores, ganharam em julho as duas         gardênias de ouro e o reconhecimento público do diretor. Naquela mesma tarde, sem que         tivessem tornado a pedir, encontraram no quarto os equipamentos em seu invólucro         original. De maneira que, na quarta-feira seguinte, enquanto os pais viam <em>O Último         Tango em Paris</em>, encheram o apartamento até a altura de duas braças, mergulharam como         tubarões mansos por baixo dos móveis e das camas, e resgataram do fundo da luz as coisas         que durante anos tinham-se perdido na escuridão.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">        </font></p>
<p align="justify"><font size="2" face="Verdana"><br />
Na premiação final os irmãos foram aclamados como exemplo para a escola e ganharam         diplomas de excelência. Desta vez não tiveram que pedir nada, porque os pais perguntaram         o que queriam. E eles foram tão razoáveis que só quiseram uma festa em casa para os         companheiros de classe.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">O pai, a sós com a mulher, estava radiante. — É uma prova de maturidade —         disse.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">— Deus te ouça — respondeu a mãe.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Na quarta-feira seguinte, enquanto os pais viam <em>A Batalha de Argel</em>, as pessoas que         passaram pela Castellana viram uma cascata de luz que caía de um velho edifício         escondido entre as árvores. Saía pelas varandas, derramava-se em torrentes pela fachada,         e formou um leito pela grande avenida numa correnteza dourada que iluminou a cidade até o         Guadarrama.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">        </font></p>
<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Chamados com urgência, os bombeiros forçaram a porta do quinto andar, e         encontraram a casa coberta de luz até o teto. O sofá e as poltronas forradas de pele de         leopardo flutuavam na sala a diferentes alturas, entre as garrafas do bar e o piano de         cauda com seu xale de Manilha que agitava-se com movimentos de asa a meia água como uma         arraia de ouro. Os utensílios domésticos, na plenitude de sua poesia, voavam com suas         próprias asas pelo céu da cozinha. Os instrumentos da banda de guerra, que os meninos         usavam para dançar, flutuavam a esmo entre os peixes coloridos liberados do aquário da         mãe, que eram os únicos que flutuavam vivos e felizes no vasto lago iluminado. No         banheiro<img src="http://www.releituras.com/ilustras/orlando_luz_m8.jpg" width="142" align="right" border="0" height="183" /> flutuavam as escovas de dentes de todos, os preservativos do pai, os potes de         cremes e a dentadura de reserva da mãe, e o televisor da alcova principal flutuava de         lado, ainda ligado no último episódio do filme da meia-noite proibido para menores.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">No final do corredor, flutuando entre duas águas, Totó estava sentado na popa do bote,         agarrado aos remos e com a máscara no rosto, buscando o farol do porto até o momento em         que houve ar nos tanques de oxigênio, e Joel flutuava na proa buscando ainda a estrela         polar com o sextante, e flutuavam pela casa inteira seus 37 companheiros de classe,         eternizados no instante de fazer xixi no vaso de gerânios, de cantar o hino da escola com         a letra mudada por versos de deboche contra o diretor, de beber às escondidas um copo de <em>brandy</em>         da garrafa do pai. Pois haviam aberto tantas luzes ao mesmo tempo que a casa tinha         transbordado, e o quarto ano elementar inteiro da escola de São João Hospitalário tinha         se afogado no quinto andar do número 47 do Paseo de la Castellana. Em Madri de Espanha,         uma cidade remota de verões ardentes e ventos gelados, sem mar nem rio, e cujos         aborígines de terra firme nunca foram mestres na ciência de navegar na luz.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">        </font><font size="1" face="Verdana"><em><br />
</em>Dezembro de 1978.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">        </font></p>
<p align="justify"><font size="2" face="Verdana"><strong><br />
Gabriel García Márquez</strong> <em>nasceu em 1928 na pequena cidade de Aracataca, na         Colômbia. Cresceu ao lado de seu avô materno, um coronel da guerra civil no princípio         do século. Estudou num colégio jesuíta e posteriormente iniciou o curso de Direito,         logo abandonado em virtude de seu trabalho como jornalista. Em 1954 foi para Roma, como         correspondente do jornal onde escrevia, e desde então tem vivido em cidades como Paris,         New York, Barcelona e México, em um exílio mais ou menos compulsório. Apesar de seu         talento como ficcionista e premiado escritor, continua exercendo a profissão de         jornalista.</em></font></p>
<p><font size="2" face="Verdana"><em>No dia 21 de outubro de 1982 foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, quinze anos         depois de ter escrito &#8220;Cem Anos de Solidão&#8221;, seu maior sucesso, traduzido em 35         idiomas e com venda calculada em mais de 30 milhões de exemplares.</em></font></p>
<p><font size="2" face="Verdana"><em>Em nossos dias circula pela Internet um texto cuja autoria foi atribuída a García         Márquez, um tipo de &#8220;carta de despedida&#8221;, pois estaria o autor prestes a         falecer em virtude de um câncer linfático. Segundo a &#8220;Crônica do falso adeus&#8221;         de Orlando Maretti, &#8220;Gabriel García Márquez, ou Gabo, para os amigos, &#8230; não         apenas negou, pela imprensa, que estivesse em estado terminal como também espinafrou a         pieguice do texto e seu autor, identificando-o como um subliterato latino-americano. Em         recente entrevista ao jornal espanhol El País, o escritor colombiano lamenta a         repercussão do texto.&#8221;</em></font></p>
<p><font size="2" face="Verdana"><em>Orlando Maretti acrescenta: &#8220;&#8230;a primeira pista para duvidar da autoria é a         insistência na citação vocativa de Deus. Pelo que se sabe, García Márquez é um         escritor de esquerda, simpatizante do marxismo, amigo de Fidel Castro, militante de causas         sociais. Enfim, um humanista engajado, mas nem de longe seu perfil lembra um         religioso.&#8221;</em></font></p>
<p><font size="2" face="Verdana"><em>        </em></font><font size="2" face="Verdana"><em>BIBLIOGRAFIA:</em></font></p>
<p><font size="2" face="Verdana"><em>        </em></font><font size="2" face="Verdana"><em>· Folhas mortas<br />
· Ninguém escreve ao coronel<br />
· Cem anos de solidão<br />
· Doze contos peregrinos<br />
· O general em seu labirinto<br />
· O amor nos tempos do cólera<br />
· A aventura de Miguel Littin clandestino no Chile<br />
· Cheiro de Goiaba: Conversas com Plinio Apuleyo Mendoza<br />
· Como Contar um Conto<br />
· Crônica de uma Morte Anunciada<br />
· Do Amor e Outros Demônios<br />
· O Enterro do Diabo: A Revoada<br />
· Entre Amigos<br />
· Os Funerais da Mamãe Grande<br />
· A Má Hora (o Veneno da Madrugada)<br />
· A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada<br />
· Olhos de Cão Azul<br />
· O Outono do Patriarca<br />
· Relato de um Náufrago<br />
· Textos do Caribe &#8211; Volume 1 e 2<br />
· Oficina de Roteiro de Gabriel García Márquez: Me Alugo Para Sonhar<br />
· Notícias de um seqüestro<br />
. Viver para contá-las (memórias)</em></font></p>
<p><font size="2" face="Verdana"><em>        </em></font><font size="2" face="Verdana"><em><br />
Texto extraído do livro &#8220;Doze contos peregrinos&#8221;, Editora Record – Rio de         Janeiro, 1999, pág. 215, tradução de Eric Nepomuceno.</em></font></p>
<div align="center"><center></p>
<table style="border-top: 1px solid #c0c0c0; border-bottom: 1px solid #c0c0c0" width="90%" bgcolor="#ffffff" border="0" cellpadding="5" cellspacing="5">
<tr>
<td width="100%">
<p align="center"><strong><font size="3" color="#000000" face="Verdana">Ilustração:         Orlando Pedroso</font></strong></p>
<p><font size="2" face="Verdana"><em><strong>Orlando Pedroso</strong></em>, paulistano,         nasceu em 14 de fevereiro de 1959. </font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Em 1978, publica pela primeira vez, já na época da         abertura política, no jornal esquerdista &#8220;Em Tempo&#8221;. Morou na Europa por três         anos e meio. De volta, em 85, passa a colaborar com o jornal Folha de São Paulo e com as         melhores e piores publicações da cidade, entre elas, Playboy, Capricho, Carícia,         Istoé, Exame, Claudia, Marie Claire, Elle, Quatro Rodas, Atrevida, Veja, Você s/a, além         de ilustrações e capas para editoras como Moderna, Ática, Senac, Scippione, Nova         Cultural, Ediouro e Salamandra.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Em sua empresa, a <strong>CO2 Gráficos</strong>,         desenvolve projetos gráficos para empresas e peças de teatro. É co-autor do &#8220;Livro         dos Segundos Socorros&#8221; dos <a href="http://www.doutoresdaalegria.org.br/" target="_blank" class="biografias">Doutores da Alegria</a>, além de ser responsável pela         criação de suas peças de comunicação.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Em 97 expôs nos espaços Unibanco de Cinema de São         Paulo e Rio os desenhos de &#8220;Como o Diabo Gosta&#8221; e em 2001, no espaço Ophicina,         em São Paulo, &#8220;Olha o Passarinho!&#8221;.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Em 2002, organizou o livro &#8220;Dez na área, um na         banheira e ninguém no gol&#8221;, lançado pela Via Lettera.</font></p>
<p><font size="2" face="Verdana">Prêmio HQMix de melhor ilustrador de 2001.</font></p>
<p align="left"><font size="1" face="Verdana"><strong>E-MAIL:</strong><a href="mailto:orla@uol.com.br" class="linktext6"> orla@uol.com.br</a></font></p>
</td>
</tr>
</table>
<p></center></div>
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		<title>Carlos Fuentes y &quot;el banquete de la civilización&quot;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Sep 2007 20:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[El escritor mexicano dijo que América latina debe preguntarse si quiere estar allí o &#8220;en el furgón de cola&#8221;

Carlos Fuentes, entre el rector de la UNAM, Juan Ramón de la Fuente y
Gabriel García Márquez, al donar sus primeras obras literarias
Foto: EFE / Marcos Delgado
MÉXICO, 26 Set 2007 (AFP) &#8211; América Latina debe preguntarse si quiere [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: bold">El escritor mexicano dijo que América latina debe preguntarse si quiere estar allí o &#8220;en el furgón de cola&#8221;</span></p>
<p><a href="javascript:void(0)" onclick="javascript:VentanaAbrir('/Varios/GaleriaImagenes/GaleriaImagenes.asp?nota_id=947689&#038;imagen_id=723134&#038;categoria_id=812&#038;publicacion_id=17236', 'galeriaImagenes', 700, 550, 'no')"><img src="http://adncultura.lanacion.com.ar/anexos/imagen/07/723134.JPG" class="focal" style="margin: 4px 0pt" width="275" /></a><br />
<span class="nota-epigrafe" style="font-size: 78%">Carlos Fuentes, entre el rector de la UNAM, Juan Ramón de la Fuente y<br />
Gabriel García Márquez, al donar sus primeras obras literarias</span><span class="nota-epigrafe" style="font-size: 78%"><br />
Foto: EFE / Marcos Delgado</span></p>
<p>MÉXICO, 26 Set 2007 (AFP) &#8211; América Latina debe preguntarse si quiere estar &#8220;en el furgón de la cola o si vamos a llegar a tiempo al banquete de la civilización&#8221;, dijo el miércoles el escritor mexicano Carlos Fuentes en un acto en el que donó las primeras ediciones de sus libros en compañía de su colega colombiano Gabriel García Márquez.</p>
<p>Al donar sus libros a la Universidad Nacional Autónoma (UNAM) de México, Fuentes destacó que &#8220;frente al multilateralismo de Estados Unidos, Europa, Rusia, Japón, China, tenemos que preguntarnos si vamos a estar América Latina y México en el furgón de la cola o si vamos a llegar a tiempo al banquete de la civilización&#8221;.</p>
<p>El autor de &#8220;La región más transparente&#8221; (1969) dijo que al terminar la Guerra Fría el mundo pasó de la confrontación de dos bloques, &#8220;a un unilateralismo fracasado y nos dirigimos con dificultad, pero con seguridad a un multilateralismo en el que los países de la región sabrán aportar la experiencia que tienen en la negociación y la diplomacia&#8221;.</p>
<p>Fuentes donó también traducciones de su obra a 20 idiomas y su colección de revistas a la biblioteca de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).</p>
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