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	<title>Blog do Favre &#187; galerias</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>A casa da luz vermelha</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 21:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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© Foto de Kazuo Okubo. Série Paisagem Obtusa – O colecionador de paisagens.


O fotógrafo brasiliense Kazuo Okubo inaugura no dia 03 de novembro, a Galeria A Casa da Luz Vermelha, a primeira especializada em fotografia de arte na Capital Federal. O espaço, com 130 m2, tem caráter nacional, pois seu acervo será comercializado via Internet [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><img class="alignnone size-large wp-image-15440" title="Okubo" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Okubo-1024x680.jpg" alt="Okubo" width="555" height="368" /><br />
© Foto de Kazuo Okubo. Série Paisagem Obtusa – O colecionador de paisagens.</em></span></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>O fotógrafo brasiliense Kazuo Okubo inaugura no dia 03 de novembro, a Galeria A Casa da Luz Vermelha, a primeira especializada em fotografia de arte na Capital Federal. O espaço, com 130 m2, tem caráter nacional, pois seu acervo será comercializado via Internet em todo o país. A galeria está localizada num lugar privilegiado, no setor de clubes esportivos Sul, no Clube da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), onde também funciona o estúdio de Okubo. Em São Paulo, a galeria será representada com exclusividade pela arquiteta Rosely Nakagawa, maior especialista no Brasil em fotos de arte,consultora técnica e curadora do acervo permanente da Casa da Luz Vermelha.O acervo permanente da galeria contará com grandes nomes da fotografia brasileira, entre eles, Anderson Schneider, André Dusek, Bento Viana, Camilo Righini, Carlos Moreira, Cristiano Mascaro, Dorival Moreira, João Paulo Barbosa, Kazuo Okubo, Olivier Boëls, Patrick Grosner, Ricardo Labastier, Thomaz Farkas,Tiago Santana e Walter Firmo. No dia da inauguração, a galeria vai inaugurar a exposição &#8220;O Colecionador de Paisagens&#8221;, com 29 fotos do próprio Kazuo Okubo, com curadoria de Ralph Gehre. A mostra traz 29 fotos em tamanhos diferentes de até 1m X 1,50m. As fotos, com tiragem limitada até 10 cópias e impressas em papel de fibra de algodão, são o resultado de um exaustivo exercício de fotografia realizado em quatro capitais européias &#8211; Amsterdã, Praga, Paris e Roma. O Colecionador de Paisagens. Exposição fotográfica de Kazuo Okubo. De: 04 de novembro a 12 de dezembro de 2009. Local: A Casa da Luz Vermelha. Visitação: Segunda a sexta-feira das 10h às 20h. Sábado das 10h às 18h. Endereço: SCES Trecho 02 Conjunto 31 – ASBAC. Telefone: 3878 9100.</p>
<p>Fonte <a href="http://imagesvisions.blogspot.com/">Images &amp; Visions</a></p>
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		<title>&#8221;Pintamos como um único artista&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 19:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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 ENCONTROS com o ESTADÃO: Às vésperas de inaugurar mostra na Faap, a dupla os gemeos conta como funciona a arte de juntar dois talentos em um só
Sona Racy &#8211; O Estado SP

Eles já foram idênticos. Hoje, Gustavo e Otávio Pandolfo estão com visual diferente e não são mais chamados de grafieteiros. Otávio, de cabeça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-1.jpg" alt="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-1.jpg" /></p>
<p><strong> ENCONTROS com o ESTADÃO</strong>: Às vésperas de inaugurar mostra na Faap, a dupla os gemeos conta como funciona a arte de juntar dois talentos em um só</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Sona Racy &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-2.jpg" alt="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-2.jpg" /></p>
<p>Eles já foram idênticos. Hoje, Gustavo e Otávio Pandolfo estão com visual diferente e não são mais chamados de grafieteiros. Otávio, de cabeça raspada, e Gustavo, com barba e cabelo compridos, formam a consagrada dupla de artistas plásticos osgemeos. Foi exatamente desta forma, com as duas palavras juntas em minúsculo, que eles se autobatizaram desde pequenos, quando já pintavam as paredes e muros da casa onde moravam no bairro do Cambuci, em São Paulo.</p>
<p>Embora muita coisa tenha mudado de lá para cá, o processo de criação da dupla é o mesmo. &#8220;Criamos juntos e executamos juntos, como se fôssemos a mesma pessoa. Nada de um questionar o que o outro faz&#8221;, conta Gustavo. Conflito é coisa impénsável para a dupla: &#8220;Eu sou a terapia dele e ele, a minha&#8221;, brinca Otávio. No caminho inverso da maior parte dos artistas, a primeira galeria a representá-los era de fora do Brasil &#8211; a Deitch Projects, de Nova York. Dentro do País, os dois mantêm exclusividade com a Fortes Vilaça.</p>
<p>Vai longe o tempo dos meninos que sonhavam em ser bombeiros e que precisavam sair à noite para pintar os muros da cidade. Hoje eles são convidados para expor em museus do mundo todo &#8211; ano passado fizeram um painel gigante na Tate Modern, de Londres. No momento, estão totalmente envolvidos com a exposição Vertigem, que abre sábado na Faap. Nela há um painel com mosaicos de 38 metros feito especialmente para a mostra &#8211; além de esculturas inéditas. E foi no meio desta montagem de 60 obras, que envolveu ajuda de mais de 10 profissionais, que a dupla conversou com a coluna.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-6.jpg" alt="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-6.jpg" /></p>
<p><strong><br />
Como foi para vocês a transição da rua, de uma arte urbana, para dentro das galerias?</strong> Gustavo: Foi muito natural. Não percebemos o que estava acontecendo. É claro que já existia uma vontade ocupar um espaço fechado, de criar um ambiente tridimensional. Porque na rua não podíamos fazer isso. Porque lá está tudo pronto. Já no ambiente fechado podemos colocar uma escultura, mexer com som, luz. Além de lidarmos com todos os sentidos. E o mais bacana de tudo isso foi que aconteceu sem pretensão. Não tínhamos a noção dessa grandeza.<br />
<strong><br />
Então vocês já tinham vontade de fazer esculturas?</strong> Gustavo: Sim. A gente não trabalhava nessa direção ainda, mas já queríamos fazer. Construir. Quando fomos para galerias, isso se tornou possível. É incrível. As pessoas mexem na obra, entram no teu universo. Isso é o mais legal. Transformar. Para nós, fazer uma mostra não é simplesmente colocar uma tela em um espaço expositivo. Não conseguimos fazer isso. Mexemos no espaço inteiro.</p>
<p><strong>Vocês podem dar um exemplo?</strong> Otávio: Nunca deixamos uma parede em branco. G: Fizemos um trabalho no CCBB do Rio, onde não havia mosaicos &#8211; no estilo em que estamos realizando nessa mostra da Faap. Eram só telas, mas pintamos a parede de rosa. Nunca conseguimos deixar algo só branco.</p>
<p><strong>E como começaram a se envolver com a cultura do grafiti?</strong> G: Começamos nos inserindo na cultura hip-hop. Íamos para o Largo São Bento dançar break, por exemplo. Passávamos o tempo na rua. Porque o Cambuci é um bairro assim, em que as pessoas ficam na porta de casa batendo papo, as crianças jogando bola na rua.</p>
<p><strong>Como era o relacionamento na rua, difícil?</strong> O: O relacionamento a era bom. O difícil foi, durante uma fase, a bandeira do grafite. Mostrar que essa manifestação é uma coisa legal para a cidade, que deveria ser feita de dia e não somente à noite.<br />
<strong><br />
Mas vocês ainda saem à rua para grafitar, ou os trabalhos de rua são na maioria das vezes encomenda?</strong> O: Saímos para pintar na rua, às vezes, mas só por diversão.</p>
<p><strong>O sucesso de vocês começou antes da Street Art entrar na moda. Vocês tiveram um padrinho que ajudou no começo da carreira?</strong> O: Acho que não. Foi fruto da nossa insistência em querer pintar sempre. Não pensávamos em viver de arte e ganhar dinheiro com isso, no começo.</p>
<p><strong>Já trabalharam em outras coisas?</strong> G: Sim. Em funilaria, banco, em fábrica de picles, locadora. Trabalhávamos para ajudar em casa porque nossos pais eram separados e tínhamos que ajudar a nossa mãe.</p>
<p><strong>E como é pintar a quatro mãos?</strong> O: Quando pintamos é como se fossemos uma pessoa. É tudo junto. Sempre foi e será assim.<br />
<strong><br />
Mas vocês não brigam?</strong> O: Nunca. A gente não tem conflitos pintando. Um complementa o outro.<br />
<strong><br />
Vocês fazem terapia?</strong> O: Eu sou a terapia dele e ele, a minha.<br />
<strong><br />
Mesmo com sucesso e sendo reconhecidos vocês conseguem manter a autonomia do trabalho que fazem?</strong> G: Temos a total liberdade. Foi algo que conquistamos devagar. Hoje, se alguém quiser nosso trabalho é isso aí (aponta para as obras) que tem para comprar. Não foi fácil conquistar essa autonomia, especialmente no Brasil.</p>
<p><strong>E vocês vendem tudo que produzem?</strong> Em quantos museus já têm obras? G:Não vendemos tudo. Fazemos acervo próprio. Mas em NY nossa galeria vende muito. O último que fizemos foi umtrabalho um grande para o Museu Nacional de Tokyo.</p>
<p><strong>Qual é o melhor mercado para arte?</strong> G: O americano. Mas o do Brasil é bom também. Aqui tem muita gente que acompanha o nosso trabalho desde sempre e há muitos colecionadores.</p>
<p><strong>E a crítica? Incomoda? </strong>G: Nós é que somos nossos críticos de arte. Não ligamos para o que escrevem da gente, mas para o que cada um de nós fala sobre o trabalho.</p>
<p><strong>E a pichação?</strong> O: Não falamos de pichação porque é outro mundo. Não discriminamos porque faz parte da cidade, mas não falamos disso porque não tem nada a ver com o que fazemos.</p>
<p><strong>E o que vocês discriminam?</strong> G: Sinceramente? Nada. O: Quem destrói a Amazônia, ou que está aí poluindo os rios.</p>
<p><strong>E o spray de grafite não é nocivo para a camada de ozônio?</strong> O: Não tem mais CFC no spray que usamos. É especial para grafite.</p>
<p><strong>Como nascem as criações?</strong> G: Não nascem, já existem. Só colocamos para fora. É como se fosse um filme que está na cabeça, ao qual foi dado um &#8220;pause&#8221;. As pinturas já existem lá dentro e estão em movimento. O: Nascem outras coisas, o trabalho, o relacionamento.</p>
<p><strong>Quais são os projetos futuros?</strong> G: Temos um trabalho com o Plasticiens Volants, grupo francês que mescla teatro e arte cênica, num esquema ligado ao Ano da França no Brasil, para o fim do ano. Depois, vamos participar da Art Basel Miami. Além disso, temos exposições programadas em outras cidades como Milão, e também em Portugal.</p>
<p><em>DORIS BICUDO e MARILIA NEUSTEIN</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-28.jpg"><img title="os-gemeos-28" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-28.jpg" alt="" width="425" height="319" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-29.jpg"><img title="os-gemeos-29" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-29.jpg" alt="" width="425" height="910" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-30.jpg"><img title="os-gemeos-30" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-30.jpg" alt="" width="425" height="519" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-31.jpg"><img title="os-gemeos-31" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-31.jpg" alt="" width="425" height="319" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-32.jpg"><img title="os-gemeos-32" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-32.jpg" alt="" width="425" height="722" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-33.jpg"><img title="os-gemeos-33" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-33.jpg" alt="" width="425" height="567" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-34.jpg"><img title="os-gemeos-34" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-34.jpg" alt="" width="425" height="319" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-35.jpg"><img title="os-gemeos-35" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-35.jpg" alt="" width="425" height="567" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-36.jpg"><img title="os-gemeos-36" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-36.jpg" alt="" width="425" height="319" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-37.jpg"><img title="os-gemeos-37" src="http://theworldsbestever.com/blog/wp-content/uploads/2008/07/os-gemeos-37.jpg" alt="" width="425" height="567" /></a></p>
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		<title>Belo Horizonte expõe a fotografia francesa desde sua origem</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 19:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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© Foto de Brassaï. Lovers in a small cafe near the Place d´Italie, 1932.
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O Palácio das Artes em Belo Horizonte apresenta do dia 7 de agosto a 7 de setembro, a exposição de fotografias 100 X França, na Galeria Genesco Murta. Com curadoria de Sophie Schmit (historiadora de arte, jornalista e curadora independente), a mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/belo-horizonte-expoe-a-fotografia-francesa-desde-sua-origem/12605/" rel="attachment wp-att-12605" title="brassai_cafe2.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/brassai_cafe2.jpg" alt="brassai_cafe2.jpg" /></a><em><br />
© Foto de Brassaï. Lovers in a small cafe near the Place d´Italie, 1932.</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>O Palácio das Artes em Belo Horizonte apresenta do dia 7 de agosto a 7 de setembro, a exposição de fotografias 100 X França, na Galeria Genesco Murta. Com curadoria de Sophie Schmit (historiadora de arte, jornalista e curadora independente), a mostra leva aos visitantes um pouco da história da fotografia francesa, desde sua origem (1839) até os dias atuais. A exposição também faz uma homenagem a uma das primeiras repórteres fotográficas, a francesa Janine Niépce (1921-2007). As 100 imagens escolhidas integram o acervo de três das mais ricas coleções públicas de fotografias existentes no mundo: da Biblioteca Nacional da França, do Museu d’Orsay e do Centro Pompidou, em Paris. Cada uma das imagens é apresentada com um texto que conta a respectiva história da fotografia e do seu autor, da França, dos franceses e de Paris. Participam também o Ministério da Cultura, a Escola Nacional de Belas Artes de Paris, a Fundação Jacques Henri Lartigue, o Estate Brassaï, colecionadores particulares, fotógrafos, artistas ou os seus detentores de direitos autorais. A exposição 100 X França coloca lado a lado obras de gênios como Nicéphore Niépce, Louis-Adolphe Humbert de Molard, Gustave Le Gray, Charles Nègre, Eugène Cuvelier, os irmãos Bisson, Félix Nadar e Eugène Atget. Dos fotógrafos menos conhecidos, há produções de Édouard Baldus, Charles Marville, Auguste Collard e também cópias de amadores anônimos ou célebres como Jacques Henri Lartigue ou o conde Robert de Montesquiou. Exposição 100 X França. Período: 7 de agosto a 7 de setembro de 2009. Horário: segunda: 18h às 21h / terça a sábado: 9h30 às 21h / domingo: 16h às 21h. Local: Galeria Genesco Murta – Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro. Entrada gratuita. Informações: (31)3236-7400. Fonte <a href="http://imagesvisions.blogspot.com/">Images &amp; Visions</a></p>
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		<title>De flores e corpos</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 23:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Mito de la revolución homosexual de los años setenta y ochenta en los Estados Unidos, Robert Mapplethorpe fue un fotógrafo de estudio que buscaba la belleza que emana o que se puede descubrir en los cuerpos animados e inanimados.

Patti Smith
Controlaba con extrema precisión las composiciones, las proporciones, los equilibrios, los enfoques, el blanco y negro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/men_1.jpg" alt="men_1.jpg" width="340" height="352" /></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/men_2.jpg" alt="men_2.jpg" width="255" height="325" /></div>
<p>Mito de la revolución homosexual de los años setenta y ochenta en los Estados Unidos, <a href="http://www.mapplethorpe.org/" target="_blank">Robert Mapplethorpe</a> fue un fotógrafo de estudio que buscaba la belleza que emana o que se puede descubrir en los cuerpos animados e inanimados.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/female_1.jpg" alt="female_1.jpg" width="300" height="301" /></div>
<div align="center"><em>Patti Smith</em></div>
<p>Controlaba con extrema precisión las composiciones, las proporciones, los equilibrios, los enfoques, el blanco y negro, las sombras y la luz así como las posturas de los cuerpos, las actitudes, las texturas de las pieles y todo aquello que debía entrar en la fotografía pero también todo lo que debía quedar fuera de ella.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/SelfPortrait_1985-u.jpg" alt="SelfPortrait_1985-u.jpg" width="296" height="300" /></div>
<div align="center"><em>Autorretrato 1</em></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/selfport_3.jpg" alt="selfport_3.jpg" width="300" height="303" /></div>
<div align="center"><em>Autorretrato 2<br />
</em></div>
<p>A 20 años de su muerte, la institución española Es Baluard la rinde homenaje con una retrospectiva formada por obras realizadas entre 1975 y 1989. En ellas se representan los principales temas trabajados por el artista: autorretratos, desnudos masculinos y femeninos, retratos de personajes célebres (Andy Warhol, Louise Bourgeois, Patti Smith, Grace Jones, etc.), fotografías de flores, de estatuas y escenas de sexo.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/flowers_9.jpg" alt="flowers_9.jpg" width="300" height="302" /></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://weblogs.clarin.com/itinerarte/archives/flowers_10.jpg" alt="flowers_10.jpg" width="300" height="302" /></div>
<p>Su obra y su vida eran un mismo manifiesto y esta fusión y la serena y perturbadora belleza que emanan sus fotografías lo convierten en uno de los precursores de la fotografía artística contemporánea.</p>
<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="500" height="405"><param name="width" value="500" /><param name="height" value="405" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NiF3QtuzL_8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/NiF3QtuzL_8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;border=1"></embed></object></div>
<p>Todas las fotografías reproducidas pertenecen a la Robert Mapplethorpe Foundation ©. O texto é de Cristina Civale, do blog Civilización &amp; Barbarie</p>
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		<title>Kassab gastou mais em publicidade que em obra antienchente</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 10:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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São Paulo (SP) Resgate a populares ilhados na Avenida do Estado, os bombeiros utilizaram a Rua Almirante Pestana para executar o resgate. Estas pessoas estavam ilhadas e se refugiaram sobre um muro e mesmo assim a água estava acima da linha da cintura. O Casal se chama Carlos Alberto Martins e Lilian Cancian e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_enchente_folha.jpg" title="kassab_enchente_folha.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_enchente_folha.jpg" title="kassab_enchente_folha.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_enchente_folha.jpg" alt="kassab_enchente_folha.jpg" width="555" height="789" /></a></div>
<p><font size="4"><strong><br />
</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://sites.estadao.com.br/banco/img/livre/2009/03/20090317230903chuva2g.jpg" space="0" vspace="0" border="0" /></div>
<p><font size="2"><em>São Paulo (SP) Resgate a populares ilhados na Avenida do Estado, os bombeiros utilizaram a Rua Almirante Pestana para executar o resgate. Estas pessoas estavam ilhadas e se refugiaram sobre um muro e mesmo assim a água estava acima da linha da cintura. O Casal se chama Carlos Alberto Martins e Lilian Cancian e o filho Cristian Martins.17/03/2009. Foto: Léo Barrilari/FotoRepórter/AE &#8211; fonte O Estado SP.</em></font></p>
<p><font size="4"><strong>Até 15 de março, a prefeitura pagou R$ 19,3 milhões em propaganda e R$ 17 milhões em prevenção a enchentes</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Já foram empenhados R$ 120,1 milhões para obras de combate a inundações neste ano; 35,5% do previsto no Orçamento</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">EVANDRO SPINELLI &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A prefeitura gastou mais neste ano com publicidade do que com prevenção a enchentes.</p>
<p>Só para propaganda da gestão Kassab estão previstos R$ 32,2 milhões para o ano. Já foram gastos e pagos, entre janeiro e 15 de março, R$ 19,3 milhões, 59,96% do total. Os dados da execução orçamentária estão disponíveis no site da Secretaria de Planejamento.<br />
Os números não consideram as despesas com impressão do &#8220;Diário Oficial&#8221; e a verba de propaganda da Câmara.</p>
<p>Já em prevenção a cheias foram gastos R$ 17 milhões, 5,02% do total para o ano. O valor se refere ao que foi pago. A administração já empenhou R$ 120,1 milhões para obras anti-inundações. O empenho é feito na contratação do serviço.</p>
<p>O Orçamento prevê R$ 338,5 milhões para obras de combate às enchentes neste ano. Até agora, a prefeitura empenhou 35,51% desse total. De publicidade, já foram empenhados 93,67% do total previsto. A prefeitura diz que a comparação entre as duas áreas é indevida.</p>
<p>Como precaução para uma possível queda de receita por causa da crise global, a gestão Gilberto Kassab (DEM) congelou R$ 5,5 milhões do Orçamento para 2009, 20% do total, até o final deste mês, quando a situação será reavaliada.</p>
<p>As obras contra enchentes não foram poupadas do congelamento. As que já estavam em andamento não pararam, mas a velocidade foi reduzida. As que ainda não tinham começado foram adiadas para depois de março e não está descartado que sejam canceladas. Já a verba de publicidade não sofreu alterações significativas.</p>
<p>Para o líder do PT na Câmara, João Antonio, Kassab prefere investir em propaganda a combater enchentes. &#8220;A publicidade foi o elemento principal na eleição do Kassab. A não ser o Cidade Limpa, tudo o que o Kassab fez foi factóide.&#8221;</p>
<p>João Antonio aponta que a prefeitura também peca pela falta de manutenção de bueiros e galerias. &#8220;Estamos vendo que pontos que nunca alagaram agora estão alagando. Não dá para culpar o aquecimento.&#8221;</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">outro lado</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Prefeitura nega priorizar propaganda e diz que obras antienchentes são mais lentas </strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo  afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que parte  dos gastos com publicidade  deste ano foi usada justamente  na prevenção de enchentes.<br />
De acordo com a prefeitura,  as campanhas publicitárias  destinadas a alertar os moradores sobre as formas de prevenir  enchentes consumiram R$ 5,5  milhões em 2009.<br />
Também foram gastos R$ 4,7  milhões em campanhas de prevenção à dengue, R$ 2,7 milhões para informar sobre o envio das notificações de IPTU e  R$ 3,4 milhões para divulgar a  Nota Fiscal Eletrônica.<br />
Para a prefeitura, a comparação entre gastos com publicidade e com obras antienchente é  indevida porque são áreas com  características diferentes.<br />
O governo alega que, enquanto as despesas com publicidade são planejadas anualmente de acordo com as possibilidades orçamentárias, os investimentos em combate a enchentes são cumulativos e que foram gastos R$ 334 milhões de 2005 a 2008 nesta área.<br />
Além disso, informou a prefeitura, parte dos gastos com  publicidade podem ser referentes a pagamentos de serviços  prestados no ano passado com  vencimentos neste ano. Como  as obras de combate às enchentes são mais lentas, por isso haveria essa distorção. O governo  nega que dê prioridade aos gastos com propaganda.<br />
A prefeitura confirma que já  pagou R$ 19,3 milhões neste  ano referentes a despesas com  publicidade. Outros R$ 3 milhões foram gastos pela Câmara Municipal, ou 21,12% do total previsto para o órgão.</p>
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		<title>Na mira</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 20:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Suíça radicada no Brasil, Mira Schendel (1919-1988), artista que &#8220;reinventou a arte a partir da língua&#8221;, ganha retrospectiva no MoMA, individuais em Londres e SP e vira tema de três novos livros

Obra sem título da série &#8220;Objetos Gráficos&#8221; (1967), de Mira Schendel, que está na mostra do MoMA
&#160;
  SILAS MARTÍ &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Suíça radicada no Brasil, Mira Schendel (1919-1988), artista que &#8220;reinventou a arte a partir da língua&#8221;, ganha retrospectiva no MoMA, individuais em Londres e SP e vira tema de três novos livros</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/na-mira/10065/" rel="attachment wp-att-10065" title="mira_objetosgraficos.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mira_objetosgraficos.jpg" alt="mira_objetosgraficos.jpg" /></a><em><br />
Obra sem título da série &#8220;Objetos Gráficos&#8221; (1967), de Mira Schendel, que está na mostra do MoMA</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">  SILAS MARTÍ &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Uma frase solta, inconclusa, resume o retorno. Num dos quadros que abrem sua megarretrospectiva no Museu de Arte Moderna de Nova York, Mira Schendel escreveu discreta: &#8220;Agora que estou de volta&#8221;.<br />
Era uma alusão ao retorno de Aquiles da batalha que travou. Mas, exposta na primeira sala da mostra que o MoMA abre no dia 5 de abril, serve de prelúdio à volta de uma artista que morreu sem atingir o reconhecimento internacional que está prestes a ganhar. Embora tenha participado de nove edições da Bienal de São Paulo, sendo eleita até parte da &#8220;santíssima trindade&#8221; da arte brasileira, Schendel nunca foi tão valorizada pelo mercado.<br />
Além de &#8220;Tangled Alphabets&#8221;, mostra que reúne 200 obras para refazer os passos da artista e do argentino León Ferrari, em Nova York, a galeria Millan abre, na próxima quarta, em São Paulo, individual com 20 de suas monotipias, as gravuras que fazia em papel japonês. Em maio, a galeria Stephen Friedman, de Londres, também abre espaço para uma individual da artista.<br />
No embalo das exposições, o mercado editorial se prepara para lançar farto material sobre o legado da artista que passou a vida tentando &#8220;imortalizar o fugidio&#8221; e &#8220;congelar o instante&#8221;, como dizia em seus diários.<br />
Nascida na Suíça, em 1919, Schendel se mudou para o Brasil quando já tinha 30 anos, formada em Zurique e numa escola preparatória da Itália.<br />
<strong><br />
Orgias de letras</strong><br />
Nômade, falava mal quase todas as línguas que usava para se expressar, as mesmas que apareciam em seus desenhos-poemas -chegou a fazer cerca de 5.000 deles para amigos e conhecidos, passando ao largo do mercado, que a valorizou só depois da morte, em 1988.<br />
Se em vida suas monotipias eram distribuídas ao acaso, vendidas às vezes por US$ 100, ela hoje é uma das artistas mais disputadas da cena brasileira, com trabalhos arrematados por mais de US$ 1 milhão.<br />
&#8220;Só nos últimos anos conseguimos pôr a obra da Mira nas melhores coleções do mundo&#8221;, diz André Millan, 48, galerista que cuida do espólio da artista.<br />
Depois da explosão conceitual e das formas geométricas dos concretos paulistas e cariocas, Schendel foi uma das primeiras no país a injetar forte carga subjetiva em suas obras, deixando ver suas obsessões na folha transparente de papel.<br />
&#8220;Ela reinventa a arte, com base na língua&#8221;, resume Luis Pérez-Oramas, 48, curador da mostra no MoMA, em entrevista à Folha. &#8220;É a língua não como instrumento, mas como encarnação material da voz.&#8221;<br />
Suas &#8220;pequenas orgias de letras flutuando no espaço&#8221;, como descreve Pérez-Oramas, tentam refletir o turbilhão de ideias que estudou à exaustão.<br />
&#8220;A vida imediata é só minha, incomunicável, sem significado ou propósito; o mundo dos símbolos é antivida, vazio de emoção e de sofrimento&#8221;, escreveu Schendel. &#8220;Se pudesse juntar os dois, teria a riqueza da experiência com a permanência relativa do símbolo.&#8221;<br />
Tentando mostrar esses dois lados, Schendel recorria às folhas transparentes, criando uma espécie de porta de entrada para os próprios pensamentos, já que a palavra tinha de mostrar &#8220;o maior número de faces para ser ela mesma&#8221;.<br />
Talvez por essa obsessão, as obras também vão perdendo o peso da tinta e ganhando a leveza dos vazios, de palavras e letras soltas. Depois das naturezas-mortas dos anos 50, ela partiu para as monotipias, obras em acrílico e instalações.<br />
No MoMA, Pérez-Oramas separa as pinturas mais tradicionais das instalações que vêm depois, como &#8220;Trenzinho&#8221;, uma série de folhas penduradas em sucessão, as &#8220;Droguinhas&#8221;, retalhos trançados de papel japonês, e &#8220;Ondas Paradas de Probabilidade&#8221;, rede de fios translúcidos juntos de uma citação da Bíblia.<br />
Quanto mais abstrata a obra, mais presente parece estar a artista. &#8220;Há uma clara consciência da arte como corpo&#8221;, diz Pérez-Oramas. &#8220;É um encontro de corpos, uma forma de romper com a hierarquia, talvez uma metáfora para a voz impossível de Deus.&#8221;</p>
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		<title>Kassab vai manter lago poluído</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 12:54:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gabriela Gasparin do Agora
Sob descontentamento dos frequentadores do parque da Aclimação, a prefeitura voltará a encher o lago da área verde amanhã sem a retirada do lodo e lixo acumulados no fundo do ex-lago. O material, além de malcheiroso, transmite doenças à população.
O lago esvaziou na segunda-feira após o vertedouro (equipamento que controla o nível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/63/B4/8A/63B48AEE716942169FA2A6C90FB4B304.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Gabriela Gasparin do Agora</p>
<p>Sob descontentamento dos frequentadores do parque da Aclimação, a prefeitura voltará a encher o lago da área verde amanhã sem a retirada do lodo e lixo acumulados no fundo do ex-lago. O material, além de malcheiroso, transmite doenças à população.</p>
<p>O lago esvaziou na segunda-feira após o vertedouro (equipamento que controla o nível de água do lago) ter a base rompida durante um temporal. Animais morreram.</p>
<p>O Prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse que o motivo da tragédia não foi falta de manutenção, mas a pressão que a água da chuva provocou no equipamento.</p>
<p>O reparo da base do vertedouro deve ser finalizado hoje pela empresa contratada emergencialmente por cerca de R$ 160 mil. Será feito o encaixe de um tubo de concreto na base rompida e o lago voltará a ser enchido.</p>
<p>Kassab disse anteontem que não haverá a necessidade de retirar o lodo antes de encher. Segundo o prefeito, o material será removido com o lago já cheio, quando será colocado um novo vertedouro e as galerias da região serão revistas. A previsão do prefeito é que essa etapa esteja concluída em até 10 meses por causa da licitação. Kassab disse que a obra já estava prevista antes da tragédia e estava orçada em R$ 20 milhões.</p>
<p>Descontentamento<br />
A ideia de colocar água sobre o lamaçal que restou do que era um lago, entretanto, não agradou nem um pouco os frequentadores do parque.</p>
<p>Indignada, a população quer que o material seja retirado antes de encher o lago de novo. Além de peixes mortos que provocarão mal cheiro, há pneus, bacias, entulho, pedaços de madeiras e garrafas no lodo.</p>
<p>A Assuapa (Associação dos Usuários e Amigos do Parque Aclimação) fará um movimento amanhã exigindo a retirada do lodo antes de o lago encher. &#8220;Aconteceu uma tragédia, a prefeitura não tem que ficar fazendo licitação para a retirada do lodo&#8221;, disse o diretor da entidade, Roberto Casseb. A associação pretende montar um conselho para a recuperação do lago.</p>
<p>Ontem pela manhã, a sujeira do lago seco prendia a atenção visitantes do parque, que paravam para assistir à cena. &#8220;Eu queria saber como que essa sujeira entrou aqui. Podia aproveitar que o lago secou para tirar a lama&#8221;, disse a atendente Solange Guimarães, 28 anos, que visitava o parque na tarde de ontem.</p>
<p>O lodo do parque pode transmitir doenças, como hepatite e leptospirose, às pessoas, segundo o infectologista Paulo Olzon. O zootecnista da Unesp (Universidade do Estadual Paulista) disse que, apesar de não fazer mal aos peixes, é correto retirar o lodo do fundo do local onde havia o lago.</p>
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		<title>4 anos mais tarde&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 12:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem formulei aqui algumas perguntas sobre os problemas de manutenção do lago do Parque da Aclimação. O lago seco do engenheiro Kassab
&#8220;Em 2005, o então prefeito José Serra soltou um decreto autorizando as empresas privadas a “assumirem” a manutenção dos lagos dos parques municipais. Os quatro parques visados pelo decreto eram: Ibirapuera, Aclimação, Carmo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ontem formulei aqui algumas perguntas sobre os problemas de manutenção do lago do Parque da Aclimação. </em><strong><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/o-lago-seco-do-engenheiro-kassab/" title="O lago seco do engenheiro Kassab" rel="bookmark">O lago seco do engenheiro Kassab</a></strong></p>
<p><strong><em>&#8220;Em 2005, o então prefeito José Serra soltou um decreto autorizando as empresas privadas a “assumirem” a manutenção dos lagos dos parques municipais. Os quatro parques visados pelo decreto eram: Ibirapuera, Aclimação, Carmo e Cidade de Toronto. As empresas deveriam, segundo o decreto de Serra, cuidar de poluição da água, erosão ribeirinha, vegetação local, assoreamento dos lagos, fauna aquática, avaliação de qualidade da água e campanhas que estimulem a participação da população na conservação dos lagos. Em troca fariam a publicidade nos locais.</em></strong></p>
<p><strong><em>Que fim recebeu o decreto? Quais empresas assumiram “cuidar” do lago?</em></strong></p>
<p><strong><em>Segundo a Folha de São Paulo da época “Um relatório com a atual condição desses lagos e as medidas de manutenção e recuperação necessárias em cada um deles deve ser publicado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) em 120 dias.” (Folha SP 10/8/2005).</em></strong></p>
<p><strong><em>O relatório foi feito? Quais foram suas conclusões?&#8221;</em></strong></p>
<p><em>Segundo o jornal <strong>O Estado SP </strong>a prefeitura produziu um relatório em 2006 identificando os problemas. Aparentemente a lista é a mesma que figurava no decreto de Serra em 2005. Segundo o <strong>Estado SP</strong> nenhuma empresa assumiu cuidar do lago e o jornal não consegue saber se a prefeitura cuidou do que seu próprio diagnostico considerava problemas à resolver. </em></p>
<p><em>Como para evitar que estes e outros elementos provantes do desfuncionamento da administração demo-tucana veiam a luz do dia, Kassab quer encher o lago rapidamente sem proceder a remoção do lodo contaminado, nem a limpeza da sujeira acumulada e isto contrariando opinião de técnicos ouvidos pela imprensa. </em></p>
<p><em>Kassab está preocupado com o cheiro de podre que emana do lago seco. Para esconder o cheiro, quer pressa para pôr água encima. </em></p>
<p><em>O acidente deveria servir para passar a limpo o tratamento dado pela prefeitura durante estes 4 anos, questão de pelo menos alguma coisa ficar limpa depois do ocorrido, já que aparentemente o lago continuará com o lodo contaminado e o fundo sujo.</em> <strong>LF </strong></p>
<p><strong><font size="5">Prefeitura identificou problemas na área em 2006</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Vitor Sorano &#8211; O Estado SP</p>
<p>Um relatório da Prefeitura de São Paulo divulgado em 2006 apontava a necessidade de cinco &#8220;intervenções&#8221; no Lago da Aclimação &#8211; que se esvaziou na segunda-feira. Dentre elas estava a promoção de &#8220;mecanismos de manutenção do volume de água&#8221;. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente não informou quando e como esses serviços foram realizados nem quanto foi gasto.</p>
<p>O Relatório Preliminar do Estado dos Lagos dos Parques Municipais de São Paulo &#8211; no qual constam as intervenções necessárias &#8211; foi elaborado pela atual gestão para subsidiar convênios com entidades públicas e privadas. O objetivo do prefeito Kassab (DEM) era passar a responsabilidade por cuidar dos lagos de parques públicos a terceiros. Nenhuma parceria, porém, foi fechada para o caso da Aclimação.</p>
<p>Além da manutenção do volume de água, o relatório ainda cita a necessidade de recomposição da flora à beira do lago. &#8220;Em áreas ao redor ocorre ausência da vegetação, provocando erosão&#8221;, diz o documento. Também são previstos o diagnóstico da profundidade do lago e das características do lodo ao fundo.</p>
<p>As obras de melhoria no lago são feitas há cerca de um ano, segundo a Prefeitura. A primeira e a segunda etapas &#8211; que incluem a despoluição do Córrego Pedra Azul e a retomada da circulação de água &#8211; já foram concluídas. A terceira etapa, que entrará em fase de licitação, prevê a retirada do lodo e a construção de um novo vertedouro. Após a licitação, a obra deve ser concluída até o fim do ano. Dessa forma, a capacidade vai aumentar de 70 milhões para 110 milhões de litros.</p>
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		<title>Lodo contaminado de lago vaza para as ruas da Aclimação</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 12:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
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Lama e peixes mortos vieram de bueiros; prefeito admite que sujeira pode até fazer mal
Marcela Spinosa e Mônica Cardoso &#8211; O Estado SP
Pelo menos três ruas vizinhas do Parque da Aclimação, na região central de São Paulo, amanheceram ontem com lama e peixes mortos. A sujeira subiu pelos bueiros, por onde passa a galeria de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/63/B4/8A/63B48AEE716942169FA2A6C90FB4B304.jpg" /></div>
<p><strong>Lama e peixes mortos vieram de bueiros; prefeito admite que sujeira pode até fazer mal</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Marcela Spinosa e Mônica Cardoso &#8211; O Estado SP</p>
<p>Pelo menos três ruas vizinhas do Parque da Aclimação, na região central de São Paulo, amanheceram ontem com lama e peixes mortos. A sujeira subiu pelos bueiros, por onde passa a galeria de água pluvial. A tubulação sai do vertedouro, que rompeu segunda-feira e sugou, em menos de uma hora, a água do lago. Sem a &#8220;tampa&#8221;, a sujeira escoou pela estrutura, com a chuva de anteontem. Segundo a Prefeitura, o refluxo da água pelo bueiro pode ter sido causado pela própria galeria, que não suportaria o volume de água.</p>
<p>Os moradores receiam pegar algum tipo de doença se entrarem em contato com o lodo, uma vez que o lago recebeu esgoto até 2007, quando foram fechadas 42 ligações clandestinas. O prefeito Gilberto Kassab admitiu que o material está contaminado. Para o professor de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo, Paulo Ozon, é preciso evitar o contato. &#8220;As pessoas que entraram em contato com o lodo podem desenvolver leptospirose e salmonelose (doenças causadas por bactérias). Elas devem procurar o médico e fazer uso de antibióticos.&#8221;</p>
<p>Os sintomas da leptospirose incluem febre alta, dor de cabeça forte, calafrio, dor muscular, vômito, olhos e pele amarelada, dor abdominal, diarreia e erupções na pele. Os sintomas mais comuns da salmonelose são diarreia, febre, cãibras estomacais, náusea, vômitos e dores de cabeça.</p>
<p>Apesar de estarem acostumados com enchentes, os moradores das Ruas Oscar Guanabarino, Maracaí e Albina Barbosa nunca imaginaram que veriam as vias com lodo. &#8220;Jorrava pelo bueiro. Parecia um poço de petróleo de tão escura que a água estava&#8221;, afirmou a aposentada Neide Moraes Fera, de 63 anos. Ela disse que a chuva durou cerca de 20 minutos, mas foi suficiente para deixar marcas de quase 1 metro de altura nas paredes. E pelo menos 17 rachaduras abriram no asfalto da Albina Barbosa, por onde passa a tubulação.</p>
<p><strong>OBRA</strong></p>
<p>Para evitar que o lodo do lago da Aclimação caia no vertedouro, a empresa Épura, responsável pelo conserto da estrutura, cercou ontem com pedaços de madeira o buraco por onde a água do lago escoa. A reconstrução da parte danificada deve começar hoje. No interior da estrutura será colocado um tubo de concreto, que pesa 2.300 quilos.</p>
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		<title>A arte na crise</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 19:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
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		<description><![CDATA[Análise/Artes plásticas
Crise exige mudança no mercado
É mais uma vez hora de os artistas terem outros empregos convencionais; 
o segredo é fazer deles uma fonte de energia
  
HOLLAND COTTER DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8217;  - FOLHA SP
N  o ano passado, a revista norte-americana  &#8220;Artforum&#8221; possuía a  espessura de uma lista telefônica, com edições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">Análise/Artes plásticas</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Crise exige mudança no mercado</strong></font></p>
<p><strong>É mais uma vez hora de os artistas terem outros empregos convencionais; </strong></p>
<p><strong>o segredo é fazer deles uma fonte de energia</strong></p>
<p><strong>  </strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>HOLLAND COTTER</strong><font size="-1"> DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8217;  </font>- FOLHA SP</p>
<p>N  o ano passado, a revista norte-americana  &#8220;Artforum&#8221; possuía a  espessura de uma lista telefônica, com edições de cerca de 500  páginas, a maioria das quais  com anúncios de galerias. A  edição atual tem pouco mais de  200 páginas. Muitos anúncios  desapareceram.<br />
Com sua reputação duradoura de transações pouco claras e  valores inchados, o mercado de  arte contemporânea é um organismo vulnerável, tradicionalmente atingido dura e precocemente por qualquer mal-estar  econômico. É o que está acontecendo agora. As vendas desaparecem no ar. Carreiras estão  minguando. Aluguéis em Chelsea estão sem pagar. O boom  que havia deixou de existir.<br />
A diminuição não foi quantitativa, de maneira alguma.  Nunca antes houve tanto produto. Nunca antes o mundo  americano das artes funcionou  com tanta eficiência como indústria de marketing no modelo corporativo, dotada de todos  os serviços necessários.<br />
Todos os anos, escolas de arte em todo o país produzem milhares de formandos preparados para o sucesso, gente a  quem caberá fornecer produtos desejáveis para as galerias e  casas de leilões. Eles contam  com o respaldo de hostes de especialistas em relações públicas (também conhecidos como  críticos, curadores, editores,  publishers e teóricos de carreira), que fornecem informações  atualizadas e pontuais sobre o  que significa &#8220;desejável&#8221;.<br />
Muitos desses especialistas  fazem parte, direta ou indiretamente, da folha de pagamentos  dessa indústria, que é controlada por outro conjunto de profissionais: os marchands, corretores, assessores, financistas,  advogados e (figuras cruciais  nesta era de feiras de arte) planejadores de eventos, que representam a divisão de marketing e vendas da indústria.<br />
São essas as pessoas que vasculham as escolas de arte, identificam talentos novos, orientam carreiras e, por meio de algum cálculo inescrutável, determinam o que vai vender -e por qual valor.<br />
Não que esses departamentos sejam separados de qualquer maneira: as divisórias éticas não fazem o estilo dessa indústria. Apesar da profissionalização da década passada, o mundo da arte ainda gosta de enxergar-se como um grande e único barco do amor. Noite após noite, críticos e colecionadores consomem jantares pagos por marchands que estão promovendo artistas, ou museus que estão promovendo exposições, com todos juntos à mesa, bajulando uns aos outros, trocando ideias e farpas, pesando as vibrações.<br />
E onde está a arte em tudo isso? Proliferando, mas enfraquecida. A &#8220;qualidade&#8221;, definida primariamente como habilidade formal, está em voga outra vez, como parte integral de um revival conservador -alguns diriam regressivo- da pintura e do desenho. E ela nos vem dando uma enxurrada de desenhos bem feitos, esculturas engenhosas, fotografias meticulosas e espetáculos cuidadosamente encenados, cada um baseado nos mesmos elementos fundamentais: uma ideia única, embutida no trabalho e exposta na declaração de um artista, e um visual ou estilo feito para captar a atenção tanto quanto o refrão numa canção de rock.<br />
As ideias não variam muito.  Durante algum tempo, ouvimos muito sobre o radicalismo  da beleza; mais recentemente,  sobre a política subversiva da  ambiguidade estetizada. Seja o  que for, é tudo alimento para o  mercado. A tendência chegou a  um nadir na véspera da eleição  presidencial, quando, com fanfarra triunfalista, o New Museum, em Nova York, expôs  uma pintura de Michelle Obama feita por Elizabeth Peyton e  a acrescentou à retrospectiva  da artista. O intuito promocional da exposição era evidente. E  a grande declaração política?  Que o establishment das artes  votara no partido Democrata.</p>
<p><strong>Expectativas</strong><br />
Os estudantes que ingressaram na escola de arte alguns anos atrás provavelmente terão que sair dela com expectativas drasticamente modificadas. Eles terão que se considerar com sorte se tiverem as facilidades profissionais hoje vistas como algo garantido e certo: a exposição solo numa fase precoce da carreira, as vendas iniciais, a possibilidade de poder viver de sua arte.<br />
Hoje nos EUA é mais uma  vez hora de artistas terem outros empregos convencionais  para sobreviver, e tudo bem. Os  artistas sempre tiveram esses  empregos (Van Gogh foi pregador; Pollock, assistente de garçom) e os terão novamente. O  segredo é fazer deles uma fonte  de energia, e não algo que cansa  e exaure.<br />
Ao mesmo tempo, os artistas  também poderão tomar conta  da fábrica e tornar deles a indústria da arte. Coletiva e individualmente, poderão customizar os equipamentos, alterar os  modos de distribuição, ajustar  ritmos de produção de modo a  permitir crescimento orgânico  e mudanças de rumo e objetivo.  Poderão fantasiar e se concentrar. Poderão fazer nada por algum tempo, ou fazer alguma  coisa e fazê-la errada, poderão  fracassar em paz e recomeçar.</p>
<p><strong>Escolas</strong><br />
As escolas de arte também  poderão mudar. A meta atual  dos programas de ensino prático parece ser estreitar o talento  até aguçá-lo para que possa penetrar agressivamente na arena competitiva. Mas, com os  mercados incertos, possivelmente inexistentes, por que  não afrouxar esse modo?<br />
Por que não fazer do treinamento em ateliês uma experiência interdisciplinar, que se  entrecruze com sociologia, antropologia, psicologia, filosofia,  poesia e teologia? Por que não  embutir em seu programa de  estudos um semestre de estudos e trabalho que tire os estudantes totalmente do mundo  das artes e os insira em lugares  como hospitais, escolas e prisões, às vezes em ambientes extremos -ou seja, na vida real?<br />
Mudanças como essas exigiriam novas maneiras de pensar  e escrever sobre a arte, de modo  que os críticos teriam que voltar à escola, faltar a algumas  festas e mergulhar nos livros e  na internet. A discussão sobre a  &#8220;crise na crítica&#8221; percorre o  mundo da arte periodicamente,  sugerindo uma nostalgia pelos  criadores de gosto à moda antiga, como policiais do trânsito.<br />
Mas, se existe uma crise, não é uma crise de poder; é uma crise de conhecimento. Para dizê-lo em palavras simples, não sabemos o suficiente sobre o passado ou sobre quaisquer outras culturas exceto a nossa.<br />
O século 21 quase certamente verá mudanças modificadoras de consciência no acesso digital ao conhecimento e na  moldagem da cultura visual. O  que os artistas farão com isso?<br />
Será que a indústria da arte  vai continuar a agarrar-se ao  status analógico tradicional da  arte, insistir que o objeto material, comprável é a única forma  de arte verdadeiramente legítima, que é o que fez realmente o  revival da pintura? Ou os artistas -e os professores e críticos- vão nadar para uma terra  que ainda é difícil de localizar  nos mapas e fazer dela seu lar e  seu local de trabalho?</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><font size="-1">  Tradução de Clara Allain  </font><strong>TRECHO</strong></p>
<p><em>Apesar da profissionalização da década passada, o  mundo da arte ainda gosta de enxergar-se como um  grande e único barco do amor. Noite  após noite, críticos  e colecionadores  consomem jantares pagos por marchands que estão  promovendo artistas, ou museus que  estão promovendo  exposições, com todos juntos à mesa,  bajulando uns aos  outros, trocando  ideias e farpas, pesando as vibrações.  E onde está a arte  em tudo isso?</em></p>
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