05/10/2009 - 14:24h Roubos crescem em bairros vizinhos da cracolândia

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Insegurança pública: “Gestão” Kassab desmonta GCM e moradores temem os assaltos

Cracolândia para “inglês ver”

Cracolândia: Trabalho de longo prazo e persistente ou pirotecnia?

Em Santa Cecília, alta foi de 342% se comparados trimestres de julho a setembro de 2008 e 2009; em Higienópolis foi de 25%

Para moradores, ações desenvolvidas pela polícia na cracolândia levaram usuários de drogas a migrar para áreas próximas

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AFONSO BENITES DA REPORTAGEM LOCAL E TAI NALON – COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Três homens armados entram em uma casa lotérica do bairro Santa Cecília, na região central de São Paulo. Após alguns minutos tentando convencer as funcionárias, protegidas por um vidro à prova de balas, a darem o dinheiro do caixa, eles mudam de tática. Usam um cliente como refém e apontam a arma para sua cabeça.
A cena aconteceu em 30 de setembro, na rua das Palmeiras. Foi um dos 31 roubos registrados nos últimos três meses no bairro, segundo a polícia.
Vizinhos da cracolândia, os bairros de Santa Cecília e Higienópolis tiveram um aumento em dois índices de criminalidade (furtos de veículos e roubos) e queda em um (furto), entre os meses de julho e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008.
No trimestre, foram 342% mais roubos que no mesmo período de 2008 em Santa Cecília (de 7 para 31) e 25% mais em Higienópolis (de 8 para 10).
Os dados são do Infocrim, sistema usado pelas polícias para mapear crimes.
As mudanças nesses índices de violência coincidem com o período da ação Centro Legal, com a qual a polícia e a prefeitura tentam reduzir os índices de violência na região conhecida como cracolândia, na Luz.
Nesse trabalho, iniciado em julho, 65 pessoas foram presas e ao menos cem foram atendidas por órgãos assistenciais.
Até agora, apenas o índice de roubos apresentou uma redução significativa na cracolândia -caiu 35% (de 142 para 92).
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, do início da operação até 29 de setembro, foram realizadas 16.007 abordagens a usuários de drogas -1.070 foram encaminhados para unidades de saúde e 94 precisaram de internação.

Novo endereço
Em uma reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) da região, na última quarta, era consenso entre os moradores que a criminalidade e o aumento do número de mendigos em Santa Cecília e Higienópolis foram fruto da ação na cracolândia.
“Está muito claro que a cracolândia saiu de um lugar e se mudou para outro”, afirmou um morador que não quis se identificar.
Segundo Fuad Sallum, presidente do Conseg, com a migração, os pontos mais perigosos do centro passaram a ser o largo do Arouche, a rua das Palmeiras, a praça Marechal Deodoro, a avenida Angélica e o entorno da faculdade Mackenzie e do shopping Higienópolis.
Na reunião, o capitão Mário Sérgio Delfini disse que a PM tem notado um aumento de moradores de rua nos bairros vizinhos da cracolândia, mas não de usuários de drogas.
Para o comandante da Polícia Militar na região central, coronel Marcos Roberto Chaves, a migração dos moradores de rua e viciados já era esperada. No entanto, segundo ele, ainda não é possível atribuir o aumento da criminalidade às mudanças.
“Estamos avaliando se há alguma relação com a migração. Se tiver, vamos atuar”, disse.


Comerciantes reclamam da falta de segurança

Ao menos oito estabelecimentos comerciais da rua Barão de Tatuí, famosa pelos bares, restaurantes e lanchonetes na Santa Cecília, foram assaltados em setembro. Com isso, comerciantes já pensam em se mudar.
Um deles é o francês Jean Raquin, que tem há quatro anos a casa de vinhos Le Tire-Bouchon. “Investi e estou me arrependendo. Não temos segurança.”
Vizinho de Raquin, o comerciante Mário Melilli, que mora há 52 anos na rua, diz que nos últimos dois meses tem aumentado significativamente o número de mendigos na região. “Nunca vi tanto como agora.”
Dono de um bar na rua das Palmeiras, Antônio Pires diz que também invadiram a região viciados em drogas que vieram da cracolândia.
Priscila Andréia, vendedora no shopping Higienópolis, mudou de turno por medo de sair do trabalho à noite. Ela foi assaltada há um mês perto da estação Marechal Deodoro do metrô, quando um homem levou seu celular.

30/09/2009 - 10:35h Insegurança pública: “Gestão” Kassab desmonta GCM e moradores temem os assaltos

Luisa Alcalde – JT e O Estado SP

luisa.alcalde@grupoestado.com.br

Moradores temem os assaltos

Moradores e comerciantes da Vila Nova Iorque, na zona leste, estão irritados com a Prefeitura. Há uma semana a base comunitária da Guarda-Civil Metropolitana (GCM), que existia há nove anos na Praça Eulália de Carvalho, está sendo desmontada. A comunidade diz não ter recebido nenhuma explicação para o fechamento e nem o que a Prefeitura pretende fazer com a estrutura.

Segundo a dona de uma banca de jornais e revistas instalada ao lado da antiga base da GCM, Maria Conceição da Fonseca, de 72 anos, foi a comunidade que colocou os vidros e mobiliou a base, nove anos atrás. “Ninguém sequer nos ouviu. Simplesmente tiraram os guardas daí”. Ela acrescenta que antes da base, o comércio era sempre assaltado.

“Minha lotérica chegou a ser assaltada duas vezes em um mesmo dia”, conta Júlia Mourão Pozzani, 57. “Me renderam com silenciador, metralhadora”, lembra.

Reginaldo Teixeira, 47 anos, dono de um depósito de material de construção diz que os problemas já começaram. “Um vendedor de gás foi rendido na semana passada em frente ao meu comércio com arma na cabeça”.

Os moradores também reclamam do vandalismo e pichações no entorno da base.

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Prefeitura fecha 23 bases da GCM

Sindicato diz que em 4 anos 56% das bases comunitárias foram desativadas na capital

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) fechou 56% das bases comunitárias na capital em quatro anos. Segundo o Sindicato dos Guardas Municipais da Cidade de São Paulo (Sindguardas), das 41 existentes quatro anos atrás, 18 funcionam hoje.

Oito foram fechadas nos últimos meses. E mais duas, há uma semana, uma na Praça São João Vecenzotto, no Jardim Aricanduva, e outra na Praça Eulália de Carvalho, na Vila Nova Iorque, ambas na zona leste. Moradores e comerciantes criticam os fechamentos das bases

Segundo a Prefeitura, serão desativadas as bases onde os índices de violência urbana foram reduzidos. A secretaria afirma que as desativadas serão substituídas por bases móveis por serem mais versáteis e por permitirem a localização dos GCMs onde os problemas exigirem. E algumas das bases fechadas serão assumidas pela Polícia Militar. Caso da base da Chácara Klabin, na zona sul.

O efetivo das bases extintas deve ficar na mesma região, nas bases móveis ou trabalhando. “Essa gestão está, pouco a pouco, desmontando a GCM. Primeiro foi o canil, depois as armas e agora as bases”, diz Carlos Augusto Souza e Silva, presidente da entidade.

“A Prefeitura quer que a gente cuide apenas de prédio, estátua e entulho”, critica um GCM, que trabalhava em uma das bases fechadas, que não quis se identificar. Segundo ele, a ausência do efetivo da base comunitária extinta já reflete no aumento da criminalidade e do vandalismo no entorno dos bairros onde elas ficavam.

Esse mesmo relato é contado por comerciantes e frequentadores da Praça São João Vecenzotto, no Jardim Aricanduva.

A base da GCM que foi fechada funcionava no local há oito anos. “Domingo roubaram uma adega próxima daqui e uma senhora na calçada perto da drogaria. No sábado, a praça já estava cheia de noias (usuários de drogas)”, afirma Reginaldo Aguiar, de 32 anos, caixa de uma lanchonete que fica na esquina da praça com a Avenida Rio das Pedras.

O dono do bazar Estrela da Manhã, Adriano Uechi, de 35 anos, faz coro. “Ficou muito ruim sem a GCM. Agora tememos assaltos, que eram frequentes”, afirma o comerciante. Aposentados que jogavam tranca ontem na praça disseram ter ouvido boatos de que a antiga base comunitária da GCM será transformada em uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Se for isso mesmo, não será ruim”, disse José Davantel Filho, de 73 anos.

Como a população acolheu as primeiras bases comunitárias da GCM

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23/09/2009 - 11:51h Só 50% da GCM portará arma

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A outra metade usará spray de pimenta e cassetetes

Felipe Oda e Maíra Teixeira – O Estado SP

A Guarda Civil Metropolitana não poderá mais andar armada. Em decreto publicado ontem no Diário Oficial da Cidade, apenas 50% do efetivo dos GCMs que trabalham na proteção de instalações públicas ou em locais de uso público poderão portar armas de fogo. A outra metade deverá utilizar armas não letais, como spray de pimenta e cassetetes. O anúncio foi feito um dia após o secretário da Segurança Urbana, Edsom Ortega Marques, entregar 7 mil sprays de pimenta para o comando da GCM.

O baixo risco, “sobretudo em determinados dias e horários”, nos locais e atividades protegidos pela GCM foi utilizado como justificativa para a proibição. A decisão tem como objetivo “a mitigação de riscos à população causados pela utilização de armas de fogo em locais públicos”.

Carlos Augusto Sousa Silva, presidente do sindicato da categoria (Sindguardas), classifica a decisão como “equivocada”. “A GCM tem uma taxa de letalidade mais baixa que a PM. Seguindo a lógica do secretário, a PM deveria ser desarmada, não a GCM.” Para Silva, o assassinato da jovem em Heliópolis, no dia 31 de agosto, e do rapaz no ônibus, no último dia 15, pesaram na decisão.

Em nota, a pasta afirma que há situações em que 100% do efetivo poderá usar armas de fogo, porém não especifica quando e onde o uso será liberado.

GREVE CANCELADA

Ao contrário do que prometeram, os guardas-civis metropolitanos não retomarão a greve. A decisão foi tomada após a Secretaria de Gestão marcar reunião para hoje, às 10h, quando o secretário Rodrigo Garcia ouvirá os representantes do Sindguardas. A decisão foi tomada ontem à noite, em assembleia.

A categoria reivindica reajuste de 60% para 140% sobre o Regime Especial do Trabalho Policial, elevação do piso salarial para R$ 1,3 mil e melhores condições de trabalho. Os guardas-civis fizeram paralisação de uma semana e encerraram o movimento no dia 2 deste mês, quando o Tribunal Regional do Trabalho determinou o retorno ao trabalho.

Comentário postado no site do Estadão

não sou da capital

Qua, 23/09/09 09:11 vagnerresgate.com.br, vagnerresgate.com.br@estadao.com.br

Não sou da capital, porem no meu ramo profissional atuo constantemente com a violencia urbana das cidades do interior paulista onde vejo GMs atuando de forma altamente capacitadas que dominam determinadas situações com grande profissionalismo. Desarmar homens que de uma forma indireta auxiliam com a segurança publica lidando com o pior dos homens e’ condena-los de certa forma a morte. Sigam o exemplo de cidades vizinhas como limeira que de forma exaustivacapacitam seus profissionais da GM com exaustantes treinamentos tornando-os aptos para segurança. Não se deve julgar uma corporação ou unidade por um fato negativo isolado, o erro no meu ponto de vista esta no despreparo de quem seleciona estes candidatos, e’ facil criticar quando se esta dentro de casa debaixo de um ar condicionado, aqueles que todo dia arriscam a vida para garantir a sua tranquilidade. Não defendo bandido de farda, mas acho injusto sentenciar bons homens a morte lhes tirando a sua unica defesa, a arma.

21/09/2009 - 18:58h Garis em greve, GCM podem parar amanhã e Kassab promete…

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Contra demissões, garis fazem greve em São Paulo

Cerca de 20% dos trabalhadores das 5 empresas que realizam a limpeza pública devem interromper as atividades

Solange Spigliatti, Central de Notícias – Agencia Estado

SÃO PAULO – Parte dos mais de 8 mil garis de São Paulo entraram em greve às 6 horas desta segunda-feira, 21, por tempo indeterminado. Segundo estimativa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Limpeza Urbana (Siemaco), Moacyr Pereira, cerca de 20% dos trabalhadores das cinco empresas que realizam a limpeza pública devem interromper as atividades nesta segunda.

A paralisação acontece em protesto contra as 568 demissões nos últimos dias. Segundo Pereira, devem ser dispensados até o fim do ano 3.300 funcionários. A paralisação seguirá a lei de greve e, por se tratar de serviço essencial, 80% dos funcionários vão trabalhar normalmente, disse o presidente do Siemaco.

Os cortes de 20% na verba de varrição de ruas e 10% do orçamento para a coleta de lixo, anunciados em agosto pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), contribuíram para a decisão da suspensão dos trabalhos, informa Pereira.

De acordo com o sindicato, ficou acertado que a Prefeitura tentará, até sexta-feira, elevar o valor do orçamento para a varrição em 2010, a fim de readequar o contrato e evitar novas demissões. Ainda não há reunião agendada, segundo Pereira.


Guardas civis de SP podem retomar greve amanhã

FABIANA MARCHEZI – Agencia Estado

SÃO PAULO – Após 20 dias, os guardas civis de São Paulo devem retomar a greve amanhã. A categoria suspendeu a paralisação no dia 2, depois de uma reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando o desembargador Nelson Nazar determinou o retorno dos grevistas ao trabalho e manteve um canal de negociação entre a Prefeitura e os trabalhadores, que pedem reajuste salarial.

Conforme o acordo, os trabalhadores aguardariam uma resposta do prefeito Gilberto Kassab à pauta de reivindicações ontem. Porém, segundo o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas), o prefeito não acenou com a abertura de qualquer canal de negociação e ainda transferiu 150 trabalhadores que participaram do movimento grevista.

Os pedidos da categoria são de reajuste de 60% para 140% sobre o Regime Especial do Trabalho Policial, elevação do piso salarial para R$ 1,3 mil e melhores condições de trabalho.


Prefeitura está disposta a dialogar com garis, afirma Kassab

Em relação ao lixo espalhado, Kassab afirma que as equipes estão trabalhando e o recolhimento está normal

SÃO PAULO – A Prefeitura de São Paulo está disposta a continuar dialogando com os dirigentes dos varredores de ruas para colocar fim à greve iniciada na manhã desta segunda-feira, 21, em São Paulo, segundo afirmou o prefeito Gilberto Kassab nesta manhã em entrevista à rádio CBN. Desde às 6 horas desta segunda, 20% dos garis da cidade entraram em greve contra a demissão de parte da categoria.

De acordo com Kassab, a Prefeitura também entende que poderá ser necessário, durante as negociações, aumentar os valores dos contratos com as cinco empresas que realizam a varrição pública. “Entendemos que pode surgir a necessidade, em função dessa negociação, de agregar um pouco mais de valor a este contrato”, afirma Kassab. “Nosso esforço é o de não reduzir o valor em limpeza urbana mas também o de não aumentar”, conclui, afirmando que “não houve corte” no setor.

Em relação ao lixo espalhado pela cidade, Kassab afirma que as equipes estão trabalhando e o recolhimento está normal.

Arrecadação

Segundo o prefeito, no ano passado, a expectativa de arrecadação era de R$ 29 bilhões. Com a crise, as receitas começaram a diminuir e a Câmara Municipal reduziu, ao discutir o orçamento, esta expectativa para R$ 27,5 bilhões, podendo chegar no final do ano com um valor de R$ 24 bilhões.

“Mesmo com a queda da arrecadação, não tivemos cortes em serviços essenciais, como a saúde, educação e também a limpeza urbana, onde foram gastos no ano passado cerca de R$ 900 milhões”, afirma Kassab. “Nosso esforço é que gastemos o mesmo este ano”.

Perguntado se as empresas recebem menos do que deveriam e estariam demitindo os funcionários, o prefeito disse que os contratos já previam um reajuste. “Existe um ajuste de valores em função da queda da nossa arrecadação”, explica. Estava previsto para este ano “gastos de R$ 1,150 bilhão. No ano que vem, será de R$ 1,4 bilhão, o gasto com saúde não chegará a ser o triplo usado com limpeza urbana”, prevê.

Kassab acredita que o não recolhimento do lixo pelas empresas não seja um modo de pressão. “Se existe algum lugar com lixo é porque as empresas não estão trabalhando adequadamente”, conclui. “A função da Prefeitura é de fiscalizar os serviços de limpeza dessas empresas.”

Sobre matéria publicada no Estado, neste final de semana, afirmando que até agora nenhum dinheiro foi transferido da Prefeitura para o governo em função às obras do metrô, o prefeito afirmou que “a matéria é correta, mas não faz análise desse compromisso. Temos convênios de transferências de recursos de cerca de R$ 2 bilhões em oito anos, que serão feitos à medida que os projetos são concluídos”, explica. “Até agora, foram repassados cerca de R$ 300 milhões”, conclui.

Transporte

Em relação aos investimentos em corredores de ônibus, a prefeitura, segundo Kassab, já definiu R$ 2 bilhões “maior investimento em corredor”. “No orçamento a ser encaminhado para a Câmara no ano que vem teremos uma verba que está fora desses R$ 2 bilhões para o monotrilho da zona sul”, prevê.

Já o Corredor da Celso Garcia, que foi trado durante a campanha eleitoral, Kassab diz que está entre as prioridades de sua administração, junto com o Expresso Tiradentes e o corredor da zona sul.

Os dois primeiros projetos, a Prefeitura vai avançar no Expresso Tiradentes e o Corredor da Zona sul e deixando para o final da gestão os investimentos para o corredor da Celso Garcia. “Vamos encaminhar no final da semana ou começo da semana que vem, o projeto orçamentário da Prefeitura onde já vai estar a verba para o corredor da zona sul”.

Para Kassab, o grande número de veículos e a ausência de investimentos no transporte público nas últimas décadas são os responsáveis por uma nota preocupante ao trânsito, ao ser questionado sobre pesquisa da última sexta-feira do Ibope em relação ao trânsito da cidade. “É muito complexo dar uma nota. A administração não tem recurso para resolver o problema e fazer com que o trânsito suma da cidade. Há um esforço muito grande para melhorar o transporte público, com a integração com o governo do estado”.

Levantamento da Prefeitura, segundo a CBN, mostra que a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida sofreu mais com contingenciamento. Segundo Kassab, “os investimentos em acessibilidade não são feitos apenas nesta secretaria. Ela define políticos públicas e as outras investem nesta questão. É uma análise um pouco equivocada”, conclui.

16/09/2009 - 09:05h Canil da GCM perde animais e efetivo

Guardas afirmam que alimentação foi cortada e que bichos deixaram de atender instituição

http://2.bp.blogspot.com/_qN4rzUNRqGM/Sn7bTwXW6AI/AAAAAAAACCk/v3KGieDfBDs/s400/blog+do+canil.bmp

LUÍSA ALCALDE, Jornal da Tarde

luisa.alcalde@grupoestado.com.br

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) esvaziou o seu canil. Em 2008, o local, na Vila Guilherme, zona norte da capital, abrigava 25 cães. Hoje, são apenas 8 animais. Formado há 10 anos, o local vem sendo esvaziado aos poucos, nos últimos cinco anos. GCMs afirmam que a alimentação foi cortada e que os bichos deixaram de atender instituição de crianças com deficiência.

Até 2004, 42 cachorros das raças pastor alemão, pastor belga e labrador viviam ali. O efetivo de guardas que trabalham diretamente com os bichos ou como adestradores também diminuiu nesse período, passando de 80 para 20 homens atualmente. GCMs ouvidos pela reportagem, mas que pediram anonimato por medo de represálias do comando, dizem que a intenção da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela corporação, com o esvaziamento gradual é fechar de vez o canil.

Eles dizem que estão sendo obrigados a levar os animais para casa porque a Prefeitura cortou a alimentação. Dos oito cachorros atuais só vão sobrar quatro. Para alimentá-los, por mês, são gastos 15 sacos com 15 quilos cada de ração. O atendimento médico é feito por técnicos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

A pasta nega. A assessoria de imprensa da secretaria afirmou que alguns cães estavam abrigados indevidamente no local e por esse motivo foram doados ou devolvidos aos proprietários. “O canil continuará funcionando e será focado na sua finalidade que é desenvolver atividades de proteção ao patrimônio, inclusive para justificar o seu custo de manutenção e efetivo a ele dedicado”, explicou a secretaria em nota.

A pasta afirma ainda que o canil da GCM possui quatro cães treinados para as funções primordiais da corporação, entre elas a proteção de parques municipais como Ibirapuera, do Carmo e da Independência.

Os cães da GCM fazem cerca de 18 demonstrações por mês de adestramento em escolas públicas e em hospitais. Também realizam há quatro a função de cães terapeutas na Associação para Deficientes da Áudio Visão (ADefAV), a primeira instituição do município a atender crianças com deficiência visual e múltipla.

Até esse trabalho acabou. Segundo a educadora física da entidade, Silvia Costa Andreossi, os cães eram levados pelos GCMs à sede da ADefAV, no Ipiranga, zona sul, duas ou três vezes por semana. Ali, os animais participavam de circuitos de atividade física, buscando bolinhas lançadas pelas crianças ou passando por bambolês segurados por elas.

“Sem a GCM não temos a quem recorrer. Essa atividade é de vital importância para o tratamento e recuperação delas”, afirma Silvia. Segundo ela, ontem os responsáveis pelo canil da GCM garantiram que o serviço será normalizado em outubro. A instituição atende 86 crianças e é mantida por meio de parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

16/09/2009 - 08:33h Obrigado, GCM

Portal do Guarda Civil – Elogia Blog do Favre

Prezado,
Deixamos aqui nosso elogio pelo grande trabalho de comunicação que seu blog oferece aos internautas brasileiros e pelo constante apoio às Guardas Civis, em especial de São Paulo.
Cordialmente,

Portal do Guarda Civil

28/08/2009 - 10:48h Editorial do JT denuncia a ação “desastrada” de Kassab com a GCM

Clique na imagem do editorial do  JT para ampliar

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28/08/2009 - 10:21h Justiça considera legal greve da GCM

Mas Kassab disse que não negocia e que vai punir grevistas

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DANIEL GONZALES, Jornal da Tarde

daniel.gonzales@grupoestado.com.br

Em greve desde terça-feira, os guardas-civis metropolitanos da capital obtiveram ontem decisão favorável na Justiça. Em julgamento sobre a legalidade da paralisação, o Tribunal de Justiça determinou que o movimento pode continuar. Porém, determinou que metade do efetivo volte às ruas hoje.

Até ontem, 30% dos guardas mantinham as operações básicas da GCM, como a segurança do patrimônio público. O Sindguarda, sindicato dos GCMs, afirma ter 100% da corporação na greve e se comprometeu ontem a cumprir a determinação.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana minimizou a decisão. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, “não houve julgamento e o juiz apenas proferiu uma sentença que obriga metade da Guarda a trabalhar”.

Desde o início do movimento grevista, há duas semanas, quando encaminhou à Câmara projeto de lei para conceder bonificação a policiais militares, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) não dialogou com os guardas. A proposta foi aprovada anteontem pelos vereadores por unanimidade. “Não existe diálogo, enquanto houver greve”, afirmou o prefeito ontem, após participar de evento no Palácio dos Bandeirantes.

Os agentes pedem melhores condições de trabalho, plano de carreira, reajuste de 17% no salário-base e aumento de 140% em gratificações. E dizem que não suspendem a greve enquanto não houver negociação.

“A manifestação da GCM é um equívoco. São demandas inadequadas para o momento”, disse o prefeito, que deixou claro também que os grevistas serão punidos. “Os funcionários da GCM têm obrigação de cumprir suas responsabilidades. Vamos exigir que cumpram e aplicar as sanções previstas em lei.”

Ao contrário, os agentes prometem engrossar o coro dos grevistas e fazer um panelaço na frente da Prefeitura hoje, a partir das 7 horas. “Faremos um panelaço e levaremos filhos, esposas, parentes e amigos, que apoiam o movimento”, prometeu Eudes Wesley Melo, secretário do Sindguarda. Na terça-feira, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) promove audiência de conciliação.

As atividades da GCM no fim de semana, com a greve, ficarão comprometidas, mas nenhuma secretaria montou esquema especial para suprir a falta de patrulhamento. As Secretarias do Verde e da Educação informaram que a vigilância particular vai suprir a segurança em parques e CEUs.

28/08/2009 - 09:43h GCM da capital tem o 4º pior salário

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Léo Arcoverde do Agora

A GCM (Guarda Civil Metropolitana) da capital é a que paga o quarto pior salário base inicial dentre as 29 cidades da Grande SP que têm corporação que atua na área da segurança pública. A região metropolitana tem, ao todo, 38 cidades.

Segundo levantamento feito pelo Agora nas prefeituras, os R$ 534 pagos por mês de salário base aos guardas-civis da terceira classe da capital superam apenas os de Ribeirão Pires, no ABC, que pagam R$ 505, de Pirapora do Bom Jesus (R$ 500) e de São Caetano do Sul, que tem salário base de R$ 216, embora nenhum guarda da cidade receba –somando os benefícios– menos que R$ 1.250.

Os salários de algumas guardas da Grande SP servem de argumento para a paralisação da GCM da capital, que continua hoje. A corporação está em greve por melhores salários desde terça-feira.

Em Mauá, cidade do ABC com pouco mais de 400 mil habitantes, o salário base inicial dos guardas-civis é de R$ 1.632,09 –mais que o triplo do pago na capital. Com os benefícios, os policiais de Mauá chegam a receber R$ 2.500 –cerca de R$ 1.200 a mais que o salário bruto dos guardas da terceira classe paulistanos.

A Secretaria da Segurança informou que só o secretário Edsom Ortega pode comentar a questão dos salários. Ontem, ele estava em Brasília.

Greve
A Justiça de São Paulo recomendou ontem ao Sindguardas (sindicato dos guardas-civis de SP) que mantenha um efetivo de 50% em atividade durante a paralisação. A 12ª Vara da Fazenda Pública, não atendeu a uma solicitação da prefeitura para que 80% dos GCMs trabalhassem durante a greve. A prefeitura pediu ainda a cassação da greve –o que foi negado.

27/08/2009 - 09:55h Kassab muda cúpula da Guarda Civil Metropolitana

Gestão nega que motivo seja a greve, que continua hoje

DO “AGORA” – FOLHA SP

Sem admitir que a decisão tenha sido motivada pela greve iniciada à 0h de terça, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), mexeu na cúpula da Guarda Civil Metropolitana.
Foram 12 mudanças de cargo. Entre elas está a ida do inspetor Rubens Trapiá, tido como disciplinador, da chefia da zona sul para a Inspetoria do Centro, responsável pela fiscalização do comércio na região da rua 25 de Março. Outra mudança é a substituição de Hamilton Ananias por Dalmo Luiz Coelho Álamo no cargo de superintendente da GCM.
Para Eudes Wesley Melo, secretário-geral do sindicato dos guardas-civis, as mudanças aconteceram por causa da greve. A Secretaria da Segurança Urbana nega e diz que apenas houve um remanejamento.
Ontem, a Câmara aprovou em votação definitiva o projeto de lei que cria uma gratificação para policiais que trabalhem em convênios com a prefeitura. O texto prevê concessão de adicional de 75% a 100% do salário para policiais civis e militares que participem dos convênios -atualmente, existe apenas um, entre a prefeitura e a PM, para fiscalização e controle do trânsito. O sindicato dos guardas-civis queria incluir a GCM entre os beneficiários da gratificação, o que motivou a greve.
Acordo entre lideranças na Câmara incluiu promessa de votar um pacote de valorização da GCM antes do fim de novembro, mas a categoria decidiu pela continuidade da greve.
Os guardas-civis pedem reajuste de 80% sobre o Regime Especial do Trabalho Policial. Com isso, o salário inicial subiria de R$ 855 para R$ 1.300.
Ontem, pelo segundo dia, guardas-civis ocuparam a frente da prefeitura e houve um princípio de tumulto entre a categoria e a Polícia Militar.
Para amenizar os problemas causados pela greve, o comando da CGM remanejou parte do efetivo em atividade (30%) para reforçar as regiões mais vulneráveis, incluindo a ronda escolar e a fiscalização no centro. O sindicato afirma que esses guardas não trabalharão hoje.

27/08/2009 - 09:45h GCM tem pior salário entre 10 cidades

Elvis Pereira, Jornal da Tarde

elvis.pereira@grupoestado.com.br

A GCM da capital é a que paga o menor salário inicial aos guardas-civis em comparação com oito cidades vizinhas e Campinas. O levantamento foi feito ontem pelo JT nas prefeituras. Ao ingressar na corporação, o guarda da capital recebe R$ 534,71 por mês, mais gratificação de R$ 320,82.

A baixa remuneração é o principal motivo da paralisação deflagrada pela categoria na terça-feira. Os guardas reivindicam o aumento da gratificação de 60% para 140%. Se a proposta fosse aceita, eles passariam a ganhar R$ 1.281,70. Ainda assim, teriam um dos piores salários entre os municípios consultados pela reportagem (veja ao lado).

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) considerou ontem a paralisação ilegítima. “Volto a fazer um apelo para que eles saiam da greve. Essa não é a forma adequada para fazer negociações.” Kassab disse esperar que a Justiça declare a ilegalidade do movimento. Questionado se considera o salários justos, disse que “a Guarda vem sendo valorizada”.

O SindiGuardas diz que 70% dos agentes aderiu à greve. Com apitos e faixas, cerca de 250 GCMs fizeram protesto em frente à Prefeitura. Eles prometem novo protesto a partir das 7 horas de hoje.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que remanejou guardas para reforçar áreas mais vulneráveis, como ronda escolar e fiscalização no centro.

26/08/2009 - 08:59h Secretário de Kassab critica movimento dos guardas no Twitter

Jornal da Tarde

A greve da Guarda Civil Metropolitana acirrou os ânimos ontem no portal de microblog Twitter, frequentado por vários vereadores, secretários e autoridades municipais.

O secretário municipal de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, um dos mais ativos no portal, bateu pesado. Pela manhã, postou que “guarda-civil não pode fazer greve, em hipótese alguma” e que as “condições de trabalho não são ruins”.

Depois, em resposta a um internauta, escreveu que a greve “seria justa se eles (os guardas) fizessem um trabalho compatível com o que a população espera”. Já o vereador Antonio Donato (PT) apoiou a paralisação em seu Twitter. “Não é possível aprovar bônus para a PM e aumentos estratosféricos para os secretários e subprefeitos sem valorização salarial da GCM”, escreveu. Daniel Gonzales

26/08/2009 - 08:46h Intransigência de Kassab agrava greve da GCM

Almeida Rocha/Folha Imagem
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Guardas fizeram protesto ontem na porta da prefeitura

Categoria promete acampar hoje na porta da prefeitura

Léo Arcoverde do Agora

Insatisfeitos com a postura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) diante da greve, os guardas-civis decidiram acampar a partir das 7h de hoje em frente à prefeitura. Segundo o Sindguardas (sindicato da categoria), serão oferecidas barracas para os grevistas. A estimativa é que, no mínimo, 1.700 GCMs participem do ato.

“Vamos ficar de vigília por 24 horas. Não arredaremos o pé de lá enquanto algo de concreto sobre o reajuste não for apresentado pela prefeitura”, diz o diretor do sindicato, Ronaldo Gonçalves.

Durante todo o dia de ontem, manifestantes fizeram um protesto no local, pedindo uma audiência com o secretário de Gestão, Rodrigo Garcia. “Já que o secretário da Segurança Urbana [Edsom Ortega] já mostrou que não tem competência para negociar um aumento, vamos falar com quem resolve”, disse o presidente do sindicato, Carlos Augusto Souza.

Segundo ele, a principal reivindicação da categoria é que a prefeitura aumente a Retp (regime especial do trabalho policial) de 60% para 140% do salário. “Com isso, o salário inicial de um guarda-civil de terceira classe vai subir de R$ 855 para R$ 1.281. Não é um bom salário, porém, já é um avanço”, disse.

“Quando eu me aposentar, meu salário vai ser de R$ 534. Como vou sustentar a minha família assim?”, questionou um dos grevistas, que pediu para não ser identificado temendo represálias.

Sobre a adesão à paralisação, Silva rebateu a declaração do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que afirmou que os grevistas nem sequer correspondem a 10% do efetivo da GCM. “Cerca de 70% da categoria está parada. Se a adesão é tão pouca, para que chamar a PM para assumir nosso lugar?”, questionou. Silva também afirmou que a greve é legal. “Diferentemente dos PMs, que não podem parar, somos servidores municipais, civis e sindicalizados.”

 

 

 

Greve da GCM para ronda escolar e fiscalização

Léo Arcoverde e Flávia Martins y Miguel do Agora

O primeiro dia da greve da GCM (Guarda Civil Metropolitana) foi marcado ontem pela ausência absoluta de guardas-civis em escolas da rede municipal, parques e praças da capital, além da diminuição de cerca de dois terços do efetivo que fiscaliza a ação de camelôs na região da rua 25 de Março (região central).

Na Escola Municipal de Educação Infantil Arnaldo Arruda Pereira, na praça da República (região central), os dois guardas-civis que fazem a segurança diária não apareceram em nenhum dos dois turnos de aula. As mães dos alunos, que aguardavam a saída dos filhos, reclamaram da falta de policiamento. “É uma vergonha. Aqui é perigoso, cheio de drogas e de pessoas mal-intencionadas. Agora não podemos contar com ninguém”, disse Maria Bezerra Faria, 51 anos, mãe de um aluno.

No parque da Luz, também na região central, segundo um vigilante, nenhum guarda-civil foi trabalhar ontem. Já na região da rua 25 de Março, de acordo com um inspetor da GCM, o efetivo ficou abaixo do normal. Com isso, camelôs tomaram conta das calçadas dos dois lados da via, seguros de que não perderiam a mercadoria em uma apreensão.

Protesto
Entre as 6h e as 17h de ontem, centenas de guardas-civis ocuparam a frente da prefeitura. O Sindguardas (sindicato da categoria) estima que 1.200 manifestantes passaram pelo local ao longo do dia. Já a PM diz que em nenhum momento a aglomeração ultrapassou a marca de 400 pessoas. A prefeitura não aceitou conversar com a categoria, que reivindica aumento de salário e melhores condições de trabalho. A greve não tem data para acabar.

A faixa da direita da esquina do viaduto do Chá com a rua Líbero Badaró teve de ser interditada para que a população, impedida de usar a calçada, pudesse passar. De acordo com a SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal), cinco linhas de ônibus que passam pelo local tiveram o itinerário alterado por conta da manifestação.

25/08/2009 - 14:13h “Gestão” Kassab: GCM confirma primeira greve desde a sua criação

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Cristiane Bomfim – O Estado SP

A Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (GCM) está em greve. Desde a zero hora de hoje, apenas 30% do efetivo de 6.520 guardas permanece nos postos de trabalho para cumprir a lei de paralisação. A categoria reivindica reajuste salarial desde a aprovação na Câmara de um projeto do prefeito Gilberto Kassab (DEM) que prevê gratificação de até R$ 1.800 a policiais militares que participam de atividades conveniadas com o Município. .

A decisão de cruzar os braços, tomada em assembleia na última quarta-feira, foi ratificada na noite de ontem em encontro da categoria que reuniu cerca de 700 guardas. “A gratificação dos policiais militares foi a gota d’água. Há mais de dez anos a guarda não tem aumento real”, afirmou o presidente do Sindicato dos Guardas Civis (Sindguardas), Carlos Augusto de Sousa e Silva. O salário base é de R$ 855. A GCM quer elevar para R$ 1.281,60. Esta é a primeira vez que a guarda entra em greve, desde a criação, em 1986.

Sousa e Silva disse que durante reunião, ontem, com o secretário de Segurança Urbana, Edson Ortega, ele afirmou não ter planos de aumento salarial até o fim do ano. “O secretário disse até que não é ele quem decide se pode ter aumento ou não.” Segundo a secretaria, no encontro foram apresentadas “as medidas que o governo já tomou e o andamento de outras para modernizar a GCM e valorizar seus integrantes”. A Prefeitura ressaltou que a greve não é “um instrumento que favorece o ambiente para entendimentos”.

Segundo o presidente do Sindguardas, às 19h30 o comandante da GCM, Joel Malta de Sá, teria ligado para pedir o cancelamento da greve em troca de uma reunião com o secretário de Modernização, Gestão e Desburocratização, Rodrigo Garcia. “Prefiro ser taxado de radical do que de vendido”, teria respondido Sousa e Silva.

21/08/2009 - 08:42h Prefeito descarta aumento para guardas-civis

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DO “AGORA” – FOLHA SP

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou ontem que “não está em discussão a questão de um aumento [para os guardas-civis metropolitanos]“. Sobre a possibilidade de a categoria cruzar os braços a partir de segunda-feira, ele disse que a legislação não permite que integrantes da Guarda Civil Metropolitana façam greve.
“Continuaremos dialogando, mas iremos aplicar, evidentemente, as sanções previstas em lei em caso de ilegalidade”, disse. Segundo ele, a prefeitura estuda uma forma de oferecer gratificações aos guardas-civis em caso de prestação de novos serviços. “Teremos um procedimento semelhante ao que temos hoje com a PM.”
A operação padrão da GCM, que pede aumento de salário e melhores condições de trabalho, tem permitido que camelôs clandestinos trabalhem sem o risco de ter a mercadoria apreendida. Na rua 25 de Março (região central) e no largo 13 de Maio, em Santo Amaro (zona sul), os guardas fizeram vistas grossas ontem para os ambulantes ilegais.
A categoria, que reúne 6.500 pessoas, pede um reajuste de 80% sobre o Regime Especial do Trabalho Policial. Com isso, o salário inicial subiria de R$ 855 para R$ 1.300.
A reportagem procurou, ontem à tarde, a Secretaria Municipal da Segurança Urbana, mas não obteve resposta.

20/08/2009 - 10:12h GCM faz protesto e anuncia greve para segunda-feira

Sindicato cobra que reajuste seja incorporado a projeto que prevê gratificação à PM; votação acaba suspensa

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Diego Zanchetta e Felipe Grandin – O Estado SP

Em queda de braço com a gestão Gilberto Kassab (DEM), por causa do projeto que cria gratificações da Prefeitura para policiais militares , o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo (SindGuardas) anunciou ontem que vai articular junto à categoria uma paralisação de toda a GCM, a partir de segunda-feira. A decisão foi tomada após um dia de manifestações na frente da Câmara Municipal, com a participação de mais de 300 pessoas.

Os protestos foram motivados pelo projeto de lei do Executivo que prevê gratificações de até R$ 1.800 para PMs que participam de operações em convênio com o Município. Os guardas civis afirmam que não são valorizados e querem aumento de salário e um plano de cargos e salários embutido diretamente no projeto para a Polícia Militar.

“Essa proposta é uma afronta, uma humilhação para a categoria”, afirmou o presidente do Sindguardas, Carlos Augusto Silva. “A gratificação dos policiais militares vai ser maior do que o salário de um GCM”, disse. Ele afirmou que o piso dos guardas civis é de R$ 855, enquanto na média das cidades da Região Metropolitana de São Paulo chega a R$ 1.700. “É uma incoerência do Executivo dar um reajuste de 0,01% para os servidores municipais, alegando que não tem verba, e depois propor bônus muito maiores para quem nem é da Prefeitura.”

Além de levar um carro de som, apitos e narizes de palhaço, os GCMs ocuparam a galeria do plenário e chegaram a trocar insultos com o vereador Abou Anni (PV). O parlamentar havia prometido incluir uma emenda ao projeto do Executivo criando um plano de cargos e salários para os GCMs, mas a proposta de gratificação dos PMs foi retirada da pauta sem a proposta. Houve um bate-boca entre o vereador, que estava no plenário, e os guardas presentes nas galerias da Câmara.

Após o tumulto, que paralisou o plenário por quase meia hora, o projeto das gratificações teve a segunda votação suspensa. “O prefeito já está ficando sensibilizado e deve mandar um projeto que prevê o plano de cargos para a GCM”, afirmou Gilberto Natalini (PSDB). A gratificação aos PMs deve ganhar um projeto substitutivo até o início da próxima semana. No entanto, a assembleia para decidir o início da greve já está marcada para a manhã da segunda-feira, no SindGuardas.

14/07/2009 - 13:18h O resultado de Kassab com a GCM é lamentável, constata editorial do AGORA

EDITORIAL AGORA

http://psolpinheiros.files.wordpress.com/2009/04/kassab.jpgSituação precária

As bases da GCM (Guarda Civil Metropolitana) deveriam servir de segurança para as regiões onde atuam, mas mal têm condições de dar um mínimo de segurança a quem trabalha nelas.

O Vigilante Agora mostrou ontem a situação em 15 bases nas regiões leste e sul e no centro da cidade. O resultado é lamentável. A prefeitura não fornece nem papel higiênico, e os GCMs têm que se virar para fazer vaquinhas e levar produtos de limpeza. E ainda têm que fazer a faxina.

Móveis e eletrodomésticos vêm de doações das comunidades. Alguns prédios estão detonados, com infiltrações e rachaduras. Mas o mais grave é que apenas 6 dessas 15 unidades têm vidros à prova de balas.

A lista de problemas ainda conta com a falta de carros nas bases. Se alguém precisa da GCM ou há ocorrências, os guardas têm que ligar para a central. Se o lance é telefonar, a base, ainda mais nessas condições precárias, perde um pouco do sentido.

A prefeitura e o Comando Geral da GCM afirmaram que está sendo feito um estudo sobre as bases. Qualquer que seja a conclusão, é preciso consertar a situação o quanto antes. Sem oferecer aos guardas condições mínimas de trabalho, como cobrar deles que deem segurança para a população?

13/07/2009 - 16:02h Nas bases da GCM, falta até papel higiênico

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Aline Mazzo e Guilherme Russo do Agora

As bases comunitárias da Guarda Civil Metropolitana, que deveriam ser uma segurança para bairros mais afastados e regiões populosas da capital, não oferecem condições mínimas de trabalho.

A situação é bem parecida nas 15 bases visitadas pelo Vigilante Agora, sendo 13 fixas e duas móveis. As instalações, mantidas pelo governo Gilberto Kassab (DEM), não garantem a integridade física dos guardas e têm problemas de infraestrutura, como rachadura e infiltração. Também não há espaços para alimentação e higiene e faltam equipamentos, como rádio e telefone.

Um dos piores lugares é a unidade São João Viccenzoto, em Aricanduva (zona leste de SP). A base fica embaixo de uma caixa-d’água. O prédio tem infiltrações e rachaduras, o piso está desgastado, assim como as paredes. Os móveis estão em péssimo estado.

Homens e mulheres dividem o mesmo banheiro minúsculo. Os vidros não são blindados nem escurecidos, e o mato ao lado da base dificulta a visão.

Móveis e eletrodomésticos são, em geral, doados pela comunidade ou comprados com a vaquinha feita pelos guardas. As cozinhas estão cheias de geladeiras, fogões e micro-ondas velhos e enferrujados.

Papel higiênico e material de limpeza não são dados pela prefeitura, dizem os guardas. “Além de fazer a faxina, também temos de trazer os produtos”, disse uma GCM, que pediu para não ser identificada. Na base do largo Sagrado Coração de Jesus, na Santa Cecília (centro), o botijão de gás é doado por uma paróquia. “Vivemos de sobras. Até folha de sulfite temos de pedir nas escolas onde fazemos ronda.”

As bases também não têm carro para chamados. Se alguém pede ajuda ou há ocorrência, os GCMs precisam avisar o comando, que enviará o veículo. “Me sinto uma garota de informações aqui. Não posso dar assistência porque não tenho como sair daqui”, disse uma guarda da zona leste.

Só seis unidades têm vidros à prova de balas, sendo que duas delas têm marcas de tiros, o que praticamente inutiliza a proteção.

 Leia também Kassab gasta com segurança privada o equivalente do investido na Guarda Metropolitana

06/07/2009 - 12:20h Kassab gasta com segurança privada o equivalente do investido na Guarda Metropolitana

O pretexto de Kassab, diz seu secretário, é “diminuir a sensação de insegurança”. O problema é que não é a sensação que deve diminuir e sim a insegurança, ou seja evitar e coibir a criminalidade, preservar o espaço público e os bens da cidade e dos cidadãos. Para isso, em vez da maquiagem que engana a sensação, se requer o investimento na Guarda, na sua formação e na sua atuação ampliada. O que deveria ser prioridade da ação pública é delegada à segurança privada. Acontece que os vigias acabam chamando a Guarda quando a coisa esquenta, só que os efetivos da Guarda são reduzidos. Hoje a Guarda tem a mesma quantidade de efetivos que no último ano da administração da Marta. LF

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Governo aumenta gastos com vigias

Em 2008, a Prefeitura gastou R$ 120 milhões com segurança, praticamente mesmo valor investido na GCM

Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli – O Estado SP

A contratação de vigilantes para aumentar a sensação de segurança não virou exclusividade de condomínios de alto padrão de São Paulo. A Prefeitura também vem incrementando ano a ano o investimento em vigias desarmados, que operam em parques, escolas, unidades de saúde e prédios públicos. Só em 2008, o governo municipal gastou no mínimo R$ 120 milhões com empresas de segurança privada e patrimonial para ajudar em rondas e vigilância. É praticamente o mesmo valor destinado à Guarda Civil Metropolitana (GCM), que foi criada em 1986 pelo então prefeito Jânio Quadros para fazer justamente esse trabalho e cujo orçamento anual nos últimos anos não passou de R$ 170 milhões.

Há dois anos, esse gasto da Prefeitura com segurança particular foi de R$ 6,5 milhões, o que significa um aumento de 19 vezes. A Secretaria de Educação foi a que mais gastou no ano passado, R$ 60 milhões, seguida pela São Paulo Transportes, com R$ 28,8 milhões, pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, com R$ 21 milhões, pela Companhia de Engenharia de Tráfego, com R$ 13,2 milhões, pela Secretaria da Saúde, com R$ 2,3 milhões, pela São Paulo Turismo, com R$ 861 mil, e pela Secretaria de Cultura, com R$ 829 mil. Os dados estão no site De Olho nas Contas, da própria Prefeitura. Subprefeituras como a da Vila Guilherme, Cidade Ademar e Mooca também contrataram vigias desarmados para a segurança de prédios públicos.

Segundo o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas-SP), o procedimento supostamente onera a municipalidade duas vezes, já que os vigias contratados pela Prefeitura acabariam, no fim das contas, ligando para a GCM quando alguma ocorrência acontece na cidade. “O mais correto seria usar essa verba para investir na própria GCM e aumentar o efetivo de guardas”, diz o presidente da entidade, Carlos Augusto Sousa Silva.

NOVO FOCO

O secretário de Segurança Urbana, Edsom Ortega, afirma que a contratação de segurança privada faz parte da estratégia da Prefeitura de diminuir a sensação de insegurança. Segundo ele, a prática é financeiramente proveitosa para a municipalidade, uma vez que o salário mensal do guarda civil custa R$ 2,5 mil por mês, e o vigia é supostamente contratado por cerca de R$ 800 mensais. “Temos 6,7 mil guardas civis, e outros 2 mil serão contratados até 2012″, diz. “Com isso, estamos fazendo uma revisão do foco da GCM, para saber onde a guarda vai poder contribuir no combate à criminalidade e vulnerabilidade. Tem lugar que é melhor colocar vigia e tem lugar que é melhor realmente ter um guarda civil.”

Para justificar a contratação de vigilantes terceirizados, o secretário Ortega cita ainda como exemplo os parques municipais. “Tem parque na periferia que quase não vai ninguém nos dias de semana, então não preciso ter guardas lá, com viatura e tudo mais”, diz. “Já no Ibirapuera, temos vigias e guardas. Com isso, podemos colocar mais guardas em escolas públicas, nas mais vulneráveis, ou para retirar ambulantes. Tudo depende do contexto e da situação.”

Empresas ”irmãs” ganham contratos na Prefeitura de SP

Vanguarda e Nacional, firmas de segurança, mantêm estreita relação comercial, o que pode ferir legislação

Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli – O Estado SP

Duas empresas “irmãs”, ambas do ramo de vigilância e segurança patrimonial, concorreram juntas e venceram diversas licitações abertas nos últimos anos pela Prefeitura de São Paulo. As proprietárias da Vanguarda Segurança e Vigilância Ltda – Dilma Gonçalves Pacheco e Oliveira e Odiva Oliveira Sene – são irmãs de Maria Helena Gonçalves Pacheco e Oliveira, uma das sócias da Empresa Nacional de Segurança Ltda. O fato de donos de grupos distintos, que disputam um mesmo contrato, serem parentes não é ilegal. Mas outros quatro indícios reunidos pelo Estado sugerem que, além do aspecto familiar, as duas empresas manteriam também estreita relação comercial – o que configura fraude e fere a Lei de Defesa da Concorrência (nº 8.884/94).

A principal evidência da ligação entre elas surgiu no último dia 24, quando a reportagem telefonou para a Vanguarda e pediu para falar com o dono da empresa, sem mencionar o nome. Sem hesitar, a telefonista transferiu a chamada para a secretária de José Adir Loiola, sócio da Empresa Nacional, ao lado de Maria Helena e de Carlos Eduardo Brunello. Naquele instante, porém, Loiola concedia uma entrevista por celular a outro repórter do Estado, como presidente da Nacional.

O breve diálogo entre ele e a secretária foi gravado. Apesar do “flagrante”, Loiola negou qualquer vínculo comercial com a Vanguarda. “Ah, mas eu posso ter um ramal, tudo bem. Eu não gerencio, eu não opero a Vanguarda. Você não vai encontrar a minha gestão na Vanguarda. Deve ter havido algum equívoco. Sou sócio da Nacional e as irmãs da minha sócia são, sim, donas da Vanguarda. Mas não há nenhum impedimento nisso, já consultei advogados.”

No dia seguinte, o oposto ocorreu. A reportagem telefonou para a Empresa Nacional perguntando por Maria Helena. A secretária repassou o telefone da Vanguarda, “onde ela fica”, segundo as palavras da atendente.

As empresas também mantinham proximidade física. De acordo com a ficha cadastral delas na Junta Comercial de São Paulo, ambas instalaram suas matrizes em prédios vizinhos, no centro de São Caetano do Sul. A Vanguarda funcionou no número 129 da Rua Santo Antônio até 22 de janeiro do ano passado. A Empresa Nacional continua no local. Questionado sobre quais empresas ocupavam os imóveis, um vizinho afirmou se tratar de “uma coisa só”. “Funciona tudo junto, quem entra num prédio entra no outro. Imagino até que tenha alguma ligação lá por dentro”, disse.

Além disso, chama atenção o endereço declarado por Maria Helena no cadastro da Empresa Nacional – ela diz morar na Rua Conselheiro Carrão, 192, 5º andar. Entretanto, o prédio localizado na Bela Vista, região central da capital, é atualmente a nova sede da Vanguarda.

INVESTIGAÇÃO

A Secretaria de Direito Econômico (SDE), braço do Ministério da Justiça responsável pela defesa da concorrência, investiga desde o ano passado a atuação do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp), do qual Loiola é presidente. O procedimento foi instaurado depois de uma denúncia do próprio sindicato contra sete empresas que estariam praticando “preços predatórios”. A análise dos técnicos federais revelou que a Sesvesp tentava impor “conduta comercial uniforme” ao setor. Para a SDE, “há fortes indícios de que as práticas do Sesvesp possuem efeitos anticoncorrenciais significativos, os quais não encontram justificativa econômica plausível e, portanto, são passíveis de punição”.

A Empresa Nacional e a Vanguarda fazem parte de um rol de 12 grupos que detêm os maiores contratos de vigilância e segurança patrimonial com a Prefeitura. Só neste ano, conforme o site De Olho nas Contas, do Executivo municipal, a Empresa Nacional recebeu R$ 15,8 milhões por serviços prestados às secretarias da Saúde, Cultura, Educação, Esportes, Infraestrutura Urbana e Trabalho, além das subprefeituras da Capela do Socorro, Santo Amaro e São Mateus. À Vanguarda, cujos clientes são as secretarias da Saúde, Educação e Esportes e as subprefeituras do Campo Limpo e da Casa Verde/Cachoeirinha, foram pagos R$ 6,3 milhões.

CONCORRÊNCIA

O Estado levantou quase uma dezena de pregões, nos últimos três anos, em que as duas empresas concorreram juntas por contratos de órgãos públicos. Também já houve casos em que apenas elas disputavam os pregões – como na contratação de segurança patrimonial desarmada na Ceasa de São José do Rio Preto, em 2006.

Na ocasião, as propostas tinham valores muito próximos – a diferença entre o preço da Vanguarda (R$ 125.160) e o da Empresa Nacional (R$ 125.880) foi de apenas R$ 720. Embora tenha ofertado o menor lance do pregão (R$ 119.900), a Vanguarda acabou sendo desclassificada, pois seu preço ainda permanecia acima do praticado no mercado (o valor de referência era de R$ 103.161,60).

19/05/2009 - 09:15h O retorno da máfia: fiscal de Kassab flagrado no achaque

Fiscal vendia ponto na Lapa por até R$ 3 mil

Mensalidade para quem preferia alugar o ponto era de R$ 600; acusado foi afastado ontem

Um fiscal da Prefeitura foi flagrado vendendo e alugando pontos ilegais para ambulantes na Lapa, na zona oeste. O valor da propina cobrada para quem pretendia adquirir um espaço na calçada era de R$ 3 mil. Para quem queria apenas alugar o ponto, o agente da Subprefeitura da Lapa cobrava R$ 600 mensais. Ainda não se sabe se outros servidores faziam parte do esquema. Ele já era investigado por irregularidades.

O flagrante foi feito pela reportagem da Rádio Bandeirantes. A subprefeita da Lapa, Soninha Francine, afirmou que o fiscal foi afastado das funções ontem e vai responder a sindicância administrativa. “Ele será chamado a depor porque na gravação dá a entender que não fazia isso sozinho e terá de confirmar ou desmentir essas informações”, disse.

Ela admitiu que já havia recebido indícios de que ocorriam irregularidades nessa área e também que a fiscalização do comércio irregular na Lapa “não é eficiente como deveria ser”. “Vou afastá-lo do serviço nas ruas, mas isso é pouco. O que ele fez é crime.”

Disse, ainda, que há três semanas estão sendo realizadas no bairro operações especiais com instituições de fora da região, como agentes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar.

Segundo ela, a subprefeitura já vinha mudando as rotinas dos fiscais antes da denúncia – eles eram designados para trabalhar em ruas que não faziam parte do seu roteiro. “Se havia algum esquema com ambulante, esse ciclo era quebrado”, afirmou Soninha.

Ela se disse frustrada com esse tipo de atitude dos fiscais. “É difícil botar a casa em ordem exatamente porque no corpo dos agentes vistores há alguns que trabalham contra a legalidade e a moralidade.”

25 de Março

Os 74 ambulantes regulares da Rua 25 de Março, retirados pela Prefeitura para a realização de obras na via, vão voltar a trabalhar no local antes do prazo de 100 dias estipulado pela administração municipal. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, em audiência pública na Câmara Municipal.

A nova data para o retorno deve ser divulgada em até três dias. Deficientes físicos são a maioria desses camelôs com autorizações. Matarazzo se comprometeu também a analisar os Termos de Permissão de Uso (TPUs) cassados de ambulantes que não receberam boletos para o pagamento da taxa de licença.

Como o valor é cobrado pelas subprefeituras e não pela Secretaria de Negócios Jurídicos, os camelôs em débito com o município não tiveram o direito de parcelar a dívida e perderam seus TPUs.

Matarazzo foi questionado também por não ter convocado as Comissões Permanentes de Ambulantes (CPAs) para discutir e acompanhar o recadastramento de ambulantes, responsável pela cassação de metade dos camelôs regulares. Ele prometeu convocar as comissões.

OUTRAS MÁFIAS

Onze pessoas, entre elas três ex-funcionários públicos de carreira e três ex-funcionários de confiança, foram acusadas no ano passado de envolvimento em um esquema de cobrança de propinas de camelôs ilegais da região do Brás, conhecido como a “máfia dos fiscais 2”

O esquema veio à tona em julho do ano passado. Na época, os 11 acusados chegaram a ser presos. O Ministério Público os acusa de arrecadar até R$ 1 milhão por mês com o recolhimento de propinas durante 15 meses

A repercussão do caso foi responsável pelo pedido de exoneração do subprefeito Eduardo Odloak, em dezembro

Na denúncia acatada pela Justiça, o MP afirma que 7 mil ambulantes da região, que atuavam durante o dia, eram extorquidos entre R$ 10 a R$ 20 por dia para poder trabalhar. Também pagavam propina 500 vendedores de alimentos da região

O esquema era semelhante ao da “máfia dos fiscais” de 1998, que levou à prisão servidores e vereadores

11/02/2009 - 12:05h O aumento dos assassinatos nos roubos

O JT dedica seu editorial ao aumento dos latrocínios no Estado de São Paulo. Apesar do esforço que o jornal faz para diminuir o fato e defender a politica de segurança do governo estadual, os dados são claros: os roubos seguidos de morte aumentaram na capital 64% em relação a 2007. O editorial destaca que os números absolutos dos latrocínios são pequenos, mas oculta quais são os números absolutos dos sequestros quando reivindica que diminuíram em 40%. É aquela história, o que é ruim para os tucanos a gente esconde e o que é bom, mostra.

O que é grave na questão do aumento dos roubos seguidos de morte é que são eles, junto com outras modalidades de crimes, os que requerem presença e ação da polícia para coibir e reprimir, assim como do trabalho de inteligência e prevenção para desmantelar as quadrilhas.

Os homicídios, na maioria dos casos, são produto de brigas familiares, incidentes entre vizinhos ou produto de altercações em bares. A diminuição dos homicídios é uma boa notícia e nesses dados é que se expressa com maior força o resultado do emprego e dos projetos sociais, na redução desse índices que pouco devem a ação estritamente policial. Não se trata de desmerecer os esforços nesse sentido das autoridades, pois a redução dos homicídios é também fruto da ação pelo desarmamento, da luta contra o tráfico de drogas, do combate ao alcoolismo e indiretamente da luta contra a criminalidade em geral.

Mas o que deve provocar um alerta de toda a sociedade e do poder público é esse aumento dos assassinatos ligados ao roubo, ou seja a ação organizada de profissionais do crime. Mais ainda que, como já foi denunciado pelos jornais, os BO nas delegacias teriam sofrido algumas formas de maquiagem visando a obter boas notas… nas estatísticas. O aumento de 64% no latrocínio, em apenas um ano, exige uma reação dos governos estadual e municipal que não seja limitada a uma melhor leitura estatística dos BO e sim ao policiamento, a inteligência policial e a repressão.

Desse ponto de vista é de lamentar que muitas das bases comunitárias na capital tenham sido desmanteladas, que a Guarda Civil Metropolitana esteja sucateada (leiam embaixo, após o editorial do JT, o artigo de hoje do jornal AGORA sobre a GCM) e dedicada a combater ambulantes e que a segurança das escolas seja “terceirizada”. LF

Editorial do JT

O aumento dos latrocínios

O crescimento do número de latrocínios (roubos seguidos de morte) na capital é sem dúvida preocupante, mas ele deve ser considerado dentro do contexto mais amplo dos vários tipos de crime, a maior parte dos quais vem diminuindo de forma sensível e consistente nos últimos anos.

O aumento no ano passado – como mostrou reportagem de Josmar Jozino, publicada pelo Jornal da Tarde – foi de 64% em relação a 2007, um salto de 42 para 69 ocorrências. Foram 15 latrocínios no primeiro trimestre de 2008, 14 no segundo, 22 no terceiro e 18 no quarto. No ano anterior, registraram-se 8 casos no primeiro trimestre, 8 no segundo, 11 no terceiro e 15 no quarto. O primeiro sinal de alarma com relação a esse tipo de crime foi dado em novembro do ano passado, quando a Secretaria da Segurança Pública apresentou dados mostrando que ele havia aumentado 88% nos nove primeiros meses de 2008 em relação a igual período de 2007.

É preciso observar em primeiro lugar, como diz o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva, que em números absolutos o aumento é pequeno, acrescentando que para se ter uma ideia mais precisa sobre a tendência de crescimento em caso como esse é preciso uma perspectiva de cinco anos. Outro especialista na questão, o presidente do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, também chama a atenção para o fato de o número absoluto ser pequeno. Para ele, embora o aumento dos casos de latrocínio seja motivo de preocupação, é preciso levar em conta a redução dos índices de criminalidade nos últimos anos, com destaque para os homicídios, que caíram 70% entre 1999 e 2008.

Progressos foram obtidos também no caso dos sequestros com uso de cativeiro e pedido de resgate à família da vítima, um dos crimes que mais colaboraram para semear o medo e a insegurança na população da capital. Entre os crimes violentos, a queda mais significativa foi a dos sequestros, superando até mesmo a dos homicídios, porque ocorreu em espaço de tempo bem menor. Entre 2007 e 2008, a redução foi de 40%. No ano passado, em apenas um de cada quatro sequestros houve pagamento de resgate. Segundo estatísticas da Polícia, houve ainda avanço significativo na repressão a desmanches de carros roubados e na luta contra o contrabando e a falsificação.

Tudo indica, portanto, que pelo menos até agora o aumento dos latrocínios é um fato isolado. E, como diz Denis Mizne, um mapeamento das áreas de maior incidência, para promover melhor distribuição dos efetivos policiais, assim como um reforço de outras medidas já adotadas para prevenir com êxito os homicídios, podem produzir bons resultados. Já se sabe, por exemplo, como apurou o Jornal da Tarde, que é a zona sul que lidera os casos de latrocínio.

Falta de combustível deixa guardas a pé em São Paulo

Adriana Ferraz do Agora

Carros da Guarda Civil Metropolitana e de setores administrativos da Prefeitura de São Paulo estão parados por falta de combustível. Há uma semana, as bombas do posto de abastecimento da Mooca, que atende a frota da área central, estão sem gasolina. Desde sábado, também falta diesel e, segundo funcionários, o álcool acaba hoje.

Com o racionamento, muitos guardas-civis têm de fazer o patrulhamento a pé. A fiscalização dos camelôs do centro também não tem sido feita. Hoje, com a volta às aulas na rede municipal, a ronda escolar pode ser prejudicada.

O governo Gilberto Kassab (DEM) diz que houve um problema na gestão das cotas de combustível, mas não detalhou qual é a falha.

Ontem, na região central, não havia carros na praça do Patriarca, no viaduto do Chá nem na praça da Sé. O único veículo visto pela reportagem na área estava em frente à prefeitura. O guarda que trabalhava no local afirmou que estava sem retaguarda e que o tanque só estava cheio porque o carro fica parado.

A prefeitura não disse exatamente quantos carros são afetados. O Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo calcula que sejam 120 veículos e 300 guardas atingidos -a grande maioria no centro.

O restante atua na Mooca e na Vila Prudente, onde o posto de abastecimento reduziu a cota para economizar. São liberados 20 litros diários por carro. Antes, eram 30.

“Não temos falta de gasolina desde 1999, quando o prefeito era o [Celso] Pitta. O problema afeta diretamente a população, que fica sem atendimento completo, e também os guardas, que ficam sem segurança nas ruas”, disse o presidente do sindicato, Carlos Augusto Souza.

A diretoria da entidade diz ter avisado a gestão Kassab no final do ano passado, quando a cota foi alterada. “Eles não fizeram nada. No setor de fiscalização do comércio irregular [na Sé], contei mais de 40 carros sem uso”, diz uma guarda-civil que não quis se identificar por temer represálias. Os veículos só podem rodar até atingirem 1/4 do tanque; aí seguem para a Mooca, para o reabastecimento.

O Agora esteve ontem no setor de fiscalização e flagrou o pátio lotado, às 16h. Até os ônibus de transporte de guardas estavam parados, além de uma base móvel da GCM.

Cerca de três horas depois, parte dos carros seguiu, em comboio, para o posto da Barra Funda (zona oeste de SP), que emprestou 4.000 litros para amenizar o problema.

No final da tarde, um aviso passado pelo rádio avisava que o patrulhamento de hoje poderia enfrentar novas dificuldades. A notícia era de que o álcool acabaria até o meio-dia no posto da Mooca, deixando a frota flex -que representa 30% do total- também sem função.

04/02/2009 - 12:17h Guardas-civis doam sangue para protestar contra Kassab

Frase

“A prefeitura está contratando segurança privada para as escolas e parques desde 2007. Por que não gastar esse dinheiro para melhorar as condições de nosso trabalho?”
CARLOS AUGUSTO SOUSA SILVA, presidente do Sindguardas 

Eduardo Knapp/Folha Imagem

Como parte do protesto contra a administração de Kassab, guarda-civil doa sangue no HC

Segundo eles, os agentes da corporação perderam sua atribuição de policiamento

Cerca de 360 dos 6.800 guardas doaram sangue e fizeram manifestação na Câmara; legislação não prevê falta a quem faz doação

DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP

Centenas de guardas-civis doaram sangue na manhã de ontem no Hospital das Clínicas e em outros pontos de coleta de São Paulo. Com o dia garantido, já que a legislação não prevê falta a quem toma a iniciativa, eles seguiram para a Câmara Municipal, onde protestaram contra a administração do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

O bordão do protesto inusitado era “já que estão tirando nosso sangue, vamos doar a última gota”. Segundo os manifestantes, 360 dos 6.800 funcionários da corporação compareceram aos hospitais.

A ação solidária, como definiram os guardas, foi seguida de uma concentração em frente à Câmara, no centro. Lá, eles receberam o apoio do vereador estreante Netinho de Paula (PC do B), pagodeiro que ficou em terceiro lugar no ranking dos mais votados em outubro. Em seguida, os manifestantes foram até o gabinete do prefeito.

Os representantes da categoria afirmam que a gestão Kassab retirou atribuições da GCM (Guarda Civil Metropolitana) ao vetar parte de um projeto aprovado no final de 2008 pelos vereadores. Segundo o Sindguardas, a categoria perdeu sua atribuição de policiamento preventivo e passou a ser apenas “fiscal de camelô”.

“A prefeitura está contratando segurança privada para as escolas e parques desde 2007. Por que não gasta esse dinheiro para melhorar as condições de nosso trabalho?”, questionou o presidente da entidade, Carlos Augusto Sousa Silva.

O projeto que alterou as funções da guarda é o mesmo que recriou a Secretaria de Segurança Urbana, enviado por Kassab no final do ano passado à Câmara. Por pressão da categoria, os vereadores alteraram seu texto, mantendo as funções de policiamento preventivo para a GCM. Mas, na hora de sancionar a lei, o prefeito vetou o item. Os manifestantes querem que os vereadores derrubem o veto. O assunto deve entrar em pauta nos próximos dias.

03/11/2008 - 09:45h Veja o feito prodigioso

“O ‘ex-secretário de Pitta’, que assumiu a vice-prefeitura de São Paulo sob olhares generalizados de desconfiança, encerrou sua primeira gestão como prefeito com 60% de aprovação e sem um único registro de escândalo de corrupção -no que, justiça seja feita, em muito contribuiu o secretário Andrea Matarazzo, que administrou com rigor de xerife aquilo que já foi um antro de gatunagem, desídia e fisiologismo: a área das subprefeituras paulistanas. Trata-se de um feito, convenhamos, prodigioso” (Veja n° 44 5/11/2008 “O Salvador do DEM”).

Promotores investigam ação de máfia em outras quatro subprefeituras

Globo Online

SÃO PAULO – Depois da descoberta de um esquema de extorsão a camelôs na Subprefeitura da Mooca, o Ministério Público Estadual vai investigar a atuação de fiscais em outras quatro subprefeituras da capital. O promotor José Carlos Blat recebeu denúncias de práticas semelhantes de agentes nas regiões da Lapa, de Pinheiros, da Sé e da Vila Prudente. Há também suspeitas de venda de alvarás para prostíbulos.

- São denúncias preliminares que ainda precisam ser checadas – afirmou Blat. O promotor conta ter recebido uma enxurrada de ligações com denúncias de funcionamento de esquemas semelhantes depois das prisões da última sexta-feira. A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que defende a apuração de todas as denúncias e que eventuais irregularidades devem ser punidas. Na última sexta-feira, 11 pessoas foram presas temporariamente sob suspeita de envolvimento em uma nova máfia de fiscais. Entre os presos, estão cinco funcionários (dois com cargo de confiança) da Subprefeitura da Mooca, um advogado e cinco camelôs. Outros dois ambulantes estão foragidos. Georges Marcelo Eivazian, assessor da Subprefeitura da Mooca, e seu irmão, Felipe Eivazian, chefe da fiscalização, foram demitidos por causa das suspeitas de extorsão. Marcelo seria o líder da quadrilha que arrecadava propinas na Mooca. Os outros funcionários envolvidos são concursados e só poderão perder os cargos depois de passarem por um processo interno. A suspeita é que a quadrilha instalada na subprefeitura movimentava até R$ 1 milhão por mês. O grupo exigia dinheiro para permitir que camelôs sem documentações e vendedores de comidas em traillers trabalhassem de forma irregular. O inquérito sobre o caso deve ser concluído nesta terça pela Polícia Civil. O delegado Luiz Storni pedirá a prisão preventiva de pelo menos oito dos envolvidos. Cerca de 150 camelôs realizaram, nesta segunda-feira, uma passeata pelas ruas do Brás, na região central. Os ambulantes foram impedidos de montar barracas no Largo da Concórdia. Durante o protesto, os camelôs provocaram GCMs e fiscais mostrando dinheiro, mas não houve confronto. Os ambulantes pediram o afastamento do Subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, que alegou desconhecer o esquema de pagamento de propinas. À tarde, os camelôs foram recebidos na Câmara Municipal por uma comissão de vereadores e deram entrada num pedido de CPI para investigar a máfia de fiscais em todas as subprefeituras da cidade.

Máfia dos Fiscais: Andrea Matarazzo nega ter dado aval para nomeação do demo preso

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Marcelo Eiviazian (DEM), assessor politico do subprefeito do Brás, preso na operação Rapa que investiga a Máfia dos Fiscais na gestão Kassab

9 dos 11 acusados têm prisão preventiva decretada


Suspeitos de extorsão a camelôs do Brás, na zona leste de São Paulo, estão detidos desde sexta-feira, quando ocorreu a Operação O Rapa

Bruno Tavares – O Estado de São Paulo

A Justiça decretou ontem a prisão preventiva de 9 de 11 acusados de extorquir dinheiro de ambulantes do Brás, na zona leste de São Paulo. Eles foram detidos na semana passada, na Operação O Rapa. Embora tivesse indícios da participação dos outros dois indiciados no esquema de arrecadação de propina, a polícia disse não ver necessidade de mantê-los presos. A partir de agora, o principal foco da investigação conduzida pela Unidade de Inteligência Policial (UIP) será o destino de mais de R$ 1 milhão amealhado por mês pelas duas quadrilhas que agiam dentro da Subprefeitura da Mooca.

Foi decretada a prisão preventiva dos irmãos Marcelo e Felipe Eivazian – respectivamente o assessor político e o chefe da Unidade de Fiscalização -, dos fiscais Edson Mosquera, apontado como líder de uma das supostas quadrilhas, Ronaldo Correa dos Santos e Nilson Alves de Abreu, do advogado Leandro Giannasi Severino Ferreira, do ambulante João Jorge da Cunha e dos camelôs Juvemar dos Santos e Ademir Batista, que estão foragidos.

Ontem, o promotor José Carlos Blat se reuniu com o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, e com o corregedor-geral do município, Benedito Nicotero Filho, para definir a atuação da força-tarefa que vai apurar suspeitas de corrupção em outras subprefeituras. As denúncias, segundo Blat, recaem sobre Vila Prudente, Lapa, Pinheiros e Sé. “É difícil coibir esse tipo de ação (de corrupção) dentro da Prefeitura, por isso montamos essa força-tarefa com o Ministério Público e a Polícia Civil”, disse Matarazzo. O secretário negou ter sido o responsável pela indicação de Marcelo, apontado como um dos líderes da máfia dos fiscais, para a chefia de gabinete da Subprefeitura da Vila Prudente. “Não conheço, nunca vi e não sabia que cara tinha”, afirmou. Escutas telefônicas feitas pela Operação O Rapa sugerem que a indicação de Eivazian para o cargo teve o aval de Matarazzo.

Também ontem, o subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, anunciou os nomes dos dois substitutos dos irmãos Eivazian. Para a assessoria política, Odloak convidou Sandra Regina Russo, que trabalha na Associação de Lojistas do Brás. O novo chefe da Unidade de Fiscalização será o coronel da reserva da PM Airton Nobre de Mello, atual chefe do Centro de Coordenação de Operações (CCO) da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. “Optamos por ele por ser preparado para lidar com situações de confronto e gerenciamento de riscos”, argumentou Odloak. O chefe de gabinete substituto será o também coronel da reserva da PM Rubens Casado, ex-comandante do policiamento da capital e ex-comandante-geral da Guarda Civil Metropolitana. O subprefeito disse estudar ampla reformulação nos quadros de agentes de fiscalização e afirmou que as ações contra o comércio irregular continuarão.

16/09/2008 - 13:07h Menino maravilha no país da realidade

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Robert Vieira de Lima é um menino de 8 anos com um sorriso de quem curte a vida. Os franceses usam uma expressão “viver a vida a pleno dente”, ou seja com um sorriso grande, cheio. Assim parece ser Robert, que descobri ontem no SPTV 2° edição e hoje nos principais jornais de São Paulo.

Robert é o menino que ajudou a mãe a dar a luz a sua irmãzinha, no cômodo da casa humilde onde mora, em Cidade Tiradentes, na zona leste.

“Tô me sentindo um herói” declara orgulhoso, enquanto conta que aprendeu nos filmes como retirar a criança com cuidado, após a cabeça sair completamente.

Mas, se Robert pode sentir orgulho, tendo ajudado a mãe em momento tão delicado e difícil, ele também pode sentir orgulho de ter contribuído, talvez sem saber, para sua cidade.

O episódio vivido por Robert, e nisso ele também vai sentir orgulho, desnudou a montanha de propaganda enganosa jogada na TV sobre a saúde demo-tucana.

O pai de Robert tentou acionar o SAMU, as contrações tinham começado as 3 horas da manhã e duas horas depois começaram os sangramentos. Nenhuma resposta do SAMU (Ver aqui SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”).

Desesperado ele decidiu ir a pé à AMA (carro-chefe da propaganda, provavelmente uma das antigas UBS, renomeadas para vender ilusão). Segundo Luciano, pai do menino Robert, na AMA tinha ambulâncias paradas, mas não tinha motoristas e no atendimento disseram para resolver no 192. Ao cabo de 40 minutos, acompanhado de elementos da GCM, Luciano conseguiu voltar para casa e encontrar mãe, bebê e Robert na melhor situação, vista as circunstâncias.

Segundo Tramontina, do SPTV, a Secretária Municipal de Saúde indagada pela reportagem informou que o horário de atendimento da AMA é 7 horas da manhã e por isso não tinha motorista, mas que ela conta com esse serviço. Nenhuma explicação sobre o SAMU. O jornal AGORA esteve na AMA e foi informado pelos funcionarios que a unidade não oferece esse serviço. Do SAMU, nada.

Evidentemente, emergências, disfuncionamentos, existem nos sistemas mais desenvolvidos. Acontece que no país das maravilhas da propaganda kassabista, a situação do SAMU e a falta de médicos na periferia, inexistem. Como inexiste dinheiro do SAMU aplicado no banco, enquanto as ambulâncias aguardam conserto.

Segundo editorial do jornal O Estado de São Paulo:

“O Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) da cidade de São Paulo deveria ter recebido investimentos de R$ 168,2 milhões desde 2005, mas, desse total, apenas R$ 16,7 milhões foram efetivamente utilizados. Há pouco mais de um ano, o Estado noticiou que pelo menos R$ 35 milhões das verbas destinadas pelo Ministério da Saúde para financiamento dos serviços de socorro urgente a doentes e vítimas de acidentes estavam aplicados no mercado financeiro, enquanto o atendimento de urgência de doentes e acidentados demorava três vezes mais do que o recomendado pelos organismos internacionais. Faltavam motoristas, médicos, enfermeiros e ambulâncias em bom estado de conservação, embora sobrasse dinheiro. A frota de ambulâncias era de 137 veículos, que atendiam, em média, a 800 casos por dia. O tempo de espera variava entre 30 e 40 minutos.” (OESP 14/08/2008).

A família de Robert foi vítima destes fatos, que eles seguramente não leram no jornal, mas que conhecem e conheceram novamente pela experiência que viveram. No caso, nem o editorial do Estadão, nem a família de Robert, vivem no mundo da fantasia onde Kassab e seu boneco tentam enganar a “patuleia”, mas só a “Manhatan paulista” finge que acredita.

Luis Favre

10/09/2008 - 09:36h 1 em cada 4 carros da guarda civil está parado

São pelo menos 140 veículos que deixam de ser usados na ronda escolar e no combate ao comércio ilegal no centro de SP

Prefeitura diz que é normal ter parte dos veículos parados à espera de manutenção e diz que a intenção é terceirizar a frota

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LUIS KAWAGUTI – FOLHA DE SÃO PAULO

Pelo menos um em cada quatro carros da frota da GCM (Guarda Civil Metropolitana) está parado em pátios em vários pontos da capital paulista. No total, segundo a própria gestão Gilberto Kassab (DEM), são 140 veículos, de uma frota total de 555, que deixam de ser usados para ajudar no patrulhamento de escolas, de prédios públicos e no combate ao comércio irregular.

A prefeitura admite que 120 desses 140 veículos, a maioria modelos Siena e Corsa, estão parados à espera de manutenção. Outros 20 carros, ainda segundo a prefeitura, ficam sem uso na Inspetoria da Sé para substituir veículos que possam ter algum tipo de avaria durante operações na região central.

A Folha esteve em pelo menos quatro locais usados pela GCM para guardar os veículos e constatou 85 deles parados. Na Inspetoria da Sé, a reportagem encontrou 23 carros -muitos empoeirados e com a aparência de estarem parados havia um bom tempo. São esses os veículos que a prefeitura chama de reserva técnica.

Em junho deste ano, a prefeitura assinou contrato para alugar 196 veículos ao custo de R$ 486.500,00 por mês. Na época da assinatura do contrato, a prefeitura informou que os novos veículos iriam reforçar a atual frota da GCM.

Edsom Ortega, coordenador de segurança urbana do município, nega que a GCM tenha carros abandonados ou parados por muito tempo. Segundo ele, é “normal” uma administração pública ter até 30% de sua frota à espera de conserto. Porém, ele diz que esse índice deve ser menor, por isso a intenção é terceirizar toda a frota justamente para evitar problemas como esses.

Assessores de Ortega, que acompanharam a Folha em uma visita aos pátios da GCM, disseram que “varia muito” o tempo que cada veículo fica parado à espera de conserto.

Gasto excessivo

Silvana Zioni, professora de planejamento urbano da Universidade Mackenzie, afirma que ter mais de 10% dos veículos parados pode representar um gasto excessivo.

Já o professor de logística da Universidade Metodista, Fulvio Cristofoli, diz que as empresas de aluguel de veículos aceitam, por exemplo, que apenas 5% de sua frota fique parada à espera de manutenção.

O sindicato dos guardas-civis diz que o número de veículos parados é maior: 159. Segundo Carlos Augusto Sousa, vice-presidente do sindicato da categoria, depois que a prefeitura decidiu começar a terceirizar a frota da GCM, muitos veículos próprios, mesmo em boas condições de uso, simplesmente deixaram de ajudar no patrulhamento -até mesmo por falta de pessoal.