30/10/2009 - 09:56h Combatendo a crise e o aquecimento global

IPI continua menor só para eletrodomésticos “verdes”

Arnaldo Galvão, de Brasília – VALOR

geladeiraLinguaO governo estendeu até 31 de janeiro a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre eletrodomésticos da linha branca, mas limitou o benefício aos itens que consomem menos energia. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que novas medidas tributárias com esse objetivo ambiental serão anunciadas.

Geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos que recebem os selos A e B do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) terão, de 1º de novembro a 31 de janeiro, alíquotas de IPI menores que as vigentes antes de abril. Para os demais itens, volta a carga tributária normal. Uma geladeira Classe A, por exemplo, tinha incidência de alíquota de 15% até abril, início dos benefícios definidos pelo governo. Essa tributação caiu para 5% e será mantida até o fim de janeiro de 2010. Para os refrigeradores Classe B, a alíquota caiu de 15% para 5%, mas será de 10% nos próximos três meses.

Foto Destaque

Mantega disse que o governo, ao prorrogar o benefício tributário para a linha branca, não pensou nas eleições do ano que vem. Alegou que a medida pretende ampliar o emprego e manter o crescimento do varejo e da indústria, além de facilitar o acesso a esses bens de consumo duráveis para a população que tem renda mais baixa. “Não se espantem com novas medidas tributárias com esse caráter”, afirmou, ao comentar o aspecto ambiental da medida.

Para o ministro da Fazenda, os empresários do varejo e da indústria comprometeram-se com mais contratações de trabalhadores, mas o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, explicou que as contratações já foram feitas quando o governo reduziu o IPI. Agora, as indústrias devem apenas mantê-las. Kiçula também revelou surpresa ao saber da medida porque esperava apenas a simples prorrogação do benefício por mais três meses. Ele disse que o consumidor olha primeiro para o preço e depois para o gasto de energia.

Se a indústria já avisou que não vai ampliar o emprego, Luiza Helena Trajano, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), informou que a contratação de trabalhadores temporários no fim do ano, geralmente elevando em 5% o pessoal, deve subir para 10% ou 15% com a manutenção do benefício. “Lutamos muito para que essa redução do imposto aproveitasse o período do 13º salário, quando o poder de compra é maior”, disse.

Falando das redes de varejo, Luiza disse que sua empresa (Magazine Luiza) deve contratar 1,5 mil temporários, o que representa 10% dos total de empregados. Ela também estimou que a Casas Bahia, a maior do país, vai absorver mão de obra de cerca de 5 mil temporários em 2009. No setor, a linha branca responde por aproximadamente 30% das vendas.

O Walmart informou que não vai aumentar os preços da linha branca, mesmo para os produtos que perderem o benefício da redução do IPI. A empresa espera ter um desempenho de vendas em torno de 35% superior na categoria, para o Natal, ante o mesmo período do ano passado.

O diretor de relações institucionais da Whirlpool, Armando Ennes do Valle Jr., acredita que este será o melhor Natal dos últimos anos para a indústria de eletrodomésticos. “Vamos crescer entre 12% e 15% este ano em número de unidades”, disse.

A renúncia fiscal com a nova fase do benefício é de R$ 132,1 milhões. Para Mantega, a redução do IPI acaba em janeiro porque, na sua avaliação, a economia está em recuperação e, daqui a pouco, “andará com as próprias pernas”. Desde o início da redução do IPI para a linha branca deixaram de ser arrecadados R$ 380 milhões.

14/07/2009 - 10:41h Crédito e bens duráveis puxam recuperação da economia

geladeiralingua.gifDe dezembro de 2008 a maio, a produção de produtos de consumo, de carros a máquinas de lavar, cresceu 92%

Márcia De Chiara – O Estado SP

O movimento de recuperação da economia, puxado pela dobradinha crédito/bens de consumo duráveis, já está nítido nos resultados da produção industrial. Entre dezembro de 2008 e maio deste ano, a produção industrial de bens de consumo duráveis, que inclui de automóveis a geladeiras e máquinas de lavar, por exemplo, aumentou 92%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Os bens de consumo duráveis puxaram a produção da indústria e vão continuar sendo o motor da recuperação da economia no segundo semestre”, afirma o diretor da RC Consultores, Fabio Silveira. Ele aponta que no mesmo período a produção de bens de consumo semiduráveis e de não-duráveis, isto é, roupas e alimentos, basicamente, aumentou apenas 1,2%. Já a produção de bens intermediários cresceu 18% e os bens de capital tiveram queda de 1,4%.

Silveira aponta uma série de fatores para o excelente desempenho da produção dos bens de consumo duráveis: a renda dos trabalhadores recua, porém lentamente; os benefícios fiscais, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); a maior oferta de crédito, sobretudo dos bancos públicos; juros menores e prazos mais longos de financiamento.

“Está se desenhando um segundo semestre muito favorável para o crédito voltado para o consumidor”, afirma Adalberto Savioli, presidente da Acrefi, entidade que representa as financeiras. Ele calcula que o volume de empréstimos destinado a pessoas físicas termine 2009 com alta de 15% ante 2008. “O pior momento para o crédito já passou”, diz ele.

Pesquisa da Serasa Experian de Expectativa Empresarial revela que 73% das instituições financeiras acreditam que a oferta de crédito vai crescer no terceiro trimestre deste ano, em relação ao segundo trimestre. E somente 5% delas apostam na queda dos volumes.

Além do impulso do crédito, Silveira, da RC Consultores, ressalta a importância de se eleger um setor líder, nesse caso os bens de consumo duráveis, na retomada do ritmo de atividade. “Os bens de consumo duráveis têm uma cadeia de produção longa e contribuem positivamente para impulsionar outros setores”, argumenta.

MULTIPLICADOR

O efeito multiplicador dos bens de consumo duráveis combinado com a maior oferta de crédito já tem impacto em outros setores. Após dois meses consecutivos de queda, as consultas para vendas à vista registradas pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) cresceram 3% em junho na comparação com 2008. Nas vendas a prazo, o ritmo de queda nas consultas na comparação anual é menor a cada mês.

Se continuar nesse ritmo, Marcel Solimeo, economista da entidade, acredita que será possível fechar o ano zerando as perdas do comércio varejista, de cerca de 8%, acumuladas no primeiro semestre.

Os efeitos do consumo de bens e do crédito farto também atingem os fabricantes de papelão ondulado, setor que funciona como termômetro da produção industrial e das vendas na ponta. Em maio, por exemplo, a média diária de expedição de papelão ondulado atingiu 7.464 toneladas e superou pela primeira vez no ano a média diária alcançada no ano inteiro de 2008, que foi de 7,431 toneladas.

“Alguns setores que são importantes para nós no consumo de embalagens estão retomando o nível de produção e de compras de papelão”, a firma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Papelão Ondulado (ABPO), Paulo Sérgio Peres. Ele evita fazer previsões para o ano, mas acredita que o segundo semestre será melhor que o primeiro.

De toda forma, o setor acumula queda de 7% de janeiro a maio nos volumes ante 2008. “Mesmo que haja melhora, os números serão negativos ante 2009 no resultado mensal.” Em outubro do ano passado, o setor vendeu 208 mil toneladas de papelão ondulado e bateu o recorde histórico.

Os efeitos positivos no ritmo de atividade também foram sentidos pelos supermercados. De janeiro a maio, as vendas do setor cresceram 5%, em relação a igual período de 2009, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados. “Dependendo do resultados de junho, vamos rever para cima a perspectiva de encerrar 2009 com crescimento de 2,5% nas vendas”, diz o presidente da entidade, Sussumu Honda. Em 2008, o setor cresceu 9%.

Apesar do impulso dado à economia pelo aumento da oferta de crédito e pelos incentivos à compra de bens de consumo duráveis, há duas travas no desempenho da atividade: uma é o fraco ritmo das exportações, especialmente de manufaturados, e a outra é a perda de ímpeto para o investimento.

01/06/2009 - 10:28h Produção de linha branca volta ao nível pré-crise

IPI menor fez fábricas de geladeiras, lavadoras e fogões retomarem desempenho e voltarem a contratar

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Márcia De Chiara – O Estado SP

Grandes fabricantes de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, produtos que foram beneficiados pelo corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), dizem que já retomaram em maio níveis de produção pré-crise. Alguns até voltaram a contratar trabalhadores temporários para atender o crescimento das vendas.

A Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, por exemplo, contratou em maio 300 trabalhadores temporários para as fábricas de de Joinville (SC) e Rio Claro (SP), que produzem refrigeradores, máquinas de lavar e fogões. Além disso, remanejou 140 funcionários da Embraco, unidade do grupo voltada para a produção de compressores, para as fábricas de eletrodomésticos.

“Em maio, retomamos pontualmente os níveis de produção pré-crise”, afirma o diretor de Relações Institucionais da Whirlpool, Armando Annes do Valle Júnior. O executivo conta que, com o corte no IPI na metade de abril, as vendas em maio cresceram 20% na comparação com o mesmo mês do ano passado. “Os maiores índices de crescimento ocorreram nas geladeiras e nas máquinas de lavar, enquanto nos fogões foi um pouco menos”, conta.

Na concorrente Mabe, que detém as marcas GE e Dako e chegou a dar férias coletivas para enxugar a produção, o movimento foi semelhante. Patricio Mendizábal, presidente da companhia, conta que a produção de lavadoras cresceu 25%, nos refrigeradores o acréscimo foi de 15% e nos fogões, 10%. “Nos refrigeradores estamos trabalhando no nível de produção pré-crise”, diz o executivo. Apesar do crescimento, a empresa não admitiu novos trabalhadores.

Também a Esmaltec Eletrodomésticos, com sede em Fortaleza (CE), já produz hoje no nível pré-crise, informa a superintendente, Annette de Castro. Ela conta que a produção de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar cresceu entre 7% e 10%, após o corte do IPI.

Já no caso da Atlas, que fabrica só fogões dos produtos beneficiados pela redução do IPI, a produção ainda não está no nível anterior à crise. Segundo o presidente da companhia, Cláudio Petrycoski, como produto tem valor unitário menor em relação às máquinas de lavar e aos refrigeradores, o impacto nas vendas e na produção foi menor. Mesmo assim, houve um acréscimo da ordem de 7% na produção. A empresa, que chegou a demitir 5% dos funcionários por causa da retração nas vendas, está próxima de repor os quadros com a contratação de novos trabalhadores, afirma o presidente.

Para Lourival Kiçula, presidente da Eletros, associação que reúne os fabricantes do setor, após o corte do IPI, de abril para maio, houve um acréscimo de 20% a 25% nas quantidades vendidas da indústria para o varejo. Ele acredita que, se o benefício, que está previsto para expirar em julho, for mantido, há possibilidade de repetir neste ano o volume de vendas de 2008.

Além dos eletrodomésticos da linha branca beneficiados pelo corte do IPI (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e tanquinhos), Kiçula observa que a redução do imposto teve impacto positivo na venda de outros itens que não foram beneficiados pela queda do imposto. Isso significa que, o consumidor que vai à loja disposto a comprar uma geladeira, por exemplo, acabou levando para casa um liquidificador também. É que ele usou o dinheiro que economizou na compra do eletrodoméstico da linha branca para adquirir outro bem.

23/04/2009 - 11:39h Governo Lula: geladeiras a R$ 500 e preservação do meio-ambiente

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Com subsídio, geladeiras a R$ 500

Acordo com a indústria prevê fabricação de um modelo popular, para substituir geladeiras com mais de 10 anos

Lisandra Paraguassú e Márcia de Chiara – O Estado SP

http://www.cleber_sm.oi.com.br/gif_animado/Empurrando_Geladeira.gifApresentada como medida ambiental, o governo vai abrir o cofre para subsidiar a compra de geladeiras e turbinar a produção de produtos da chamada linha branca. Um acordo com a indústria de eletrodomésticos deverá resultar na fabricação de um modelo popular de refrigerador para substituir os aparelhos com mais de dez anos de uso, considerados poluentes e com alto consumo de energia. O novo modelo custará em torno de R$ 500. Hoje, um modelo básico sai por volta de R$ 800, já levando em conta o corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciado na semana passada.

A nova medida faz parte do programa de troca de geladeiras, que o governo pretende instituir nos próximos três meses.

“Já acertamos com os fabricantes, que farão uma redução nos seus custos porque se trata de uma venda intensiva. Vão fabricar um modelo especial, de excelente qualidade, mas de custo baixo. Quando se centraliza a produção num modelo, o custo cai”, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ao sair de um encontro, ontem, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O programa de troca de geladeiras, criado no fim do ano passado, estava paralisado por conta da decisão de reduzir o IPI de eletrodomésticos de toda linha branca por três meses. A redução do IPI foi um estímulo para a retomada do crescimento da indústria.

O ministro disse ontem que o presidente Lula quer retomar a troca de geladeiras. A dúvida ainda é quando será iniciado. “Ou se faz agora, dentro de 15 dias, ou esperaremos período final do desconto do IPI para geladeiras de um modo geral”, disse o ministro. A decisão deverá ser tomada em dez dias.

O governo deve investir R$ 100 milhões ao ano em transporte das geladeiras antigas e em linhas de financiamento para permitir que a população compre os novos eletrodomésticos também com juros baixos. A ideia é ter linhas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

O governo estuda, ainda, reduzir o IPI e outros impostos desse modelo popular de geladeira, mas conta com o aumento do volume de vendas para beneficiar a indústria. “Já acertamos com os fabricantes, que farão uma redução nos seus custos porque se trata de uma venda intensiva”, disse o ministro.

O presidente da Associação Nacional de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, disse que o setor fica feliz porque o governo está preocupado com o programa de substituição de refrigeradores antigos pelos novos, com maior eficiência energética. “Mas não me lembro de ter discutido o valor do produto”, disse. Ele acrescenta que será possível fabricar um refrigerador por R$ 500 se o governo fizer uma renúncia fiscal maior.

A intenção do governo é fazer a troca de pelo menos 1 milhão de geladeiras antigas nos primeiros 12 meses, outros 2 milhões no segundo ano e 10 milhões ao longo de 10 anos. “Se conseguirmos recolher mais de 1 milhão no primeiro ano, recolheremos. Está em jogo a capacidade da indústria, da logística de recolher as geladeiras antigas”, disse o ministro.

21/04/2009 - 09:09h Venda no varejo cresce até 25% com IPI menor

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Repasse do corte no imposto sobre geladeiras, fogões, tanquinhos e máquinas de lavar para o consumidor amplia o volume de negócios

Márcia De Chiara e Fabio Graner – O Estado SP

geladeiralingua.gifAs vendas de geladeiras, máquinas de lavar, tanquinhos e fogões cresceram até 25% no primeiro fim de semana de vigência de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido nas grandes redes de varejo. Na sexta-feira, o governo zerou o IPI sobre fogões e tanquinhos, cortou de 15% para 5% o imposto sobre refrigeradores e, de 20% para 10%, o IPI sobre as lavadoras com capacidade de até 10 quilos.

Veja as medidas do governo brasileiro contra a crise

Ontem, o governo ampliou os benefícios fiscais e incluiu na lista de corte de IPI as máquinas de lavar com capacidade para até 20 quilos. Segundo o assessor especial do ministro da Fazenda, Marcelo Fiche, houve um erro técnico no decreto editado na sexta-feira, já que a maioria das máquinas de lavar se concentra na faixa de 11 a 12 quilos. As máquinas com capacidade acima de 20 quilos são isentas do IPI por serem classificadas como bens de capital.

“Vamos rever as projeções de vendas para o Dia das Mães de um crescimento em torno de 15% para algo entre 20% a 25%, com inclusão das máquinas de lavar de maior porte no corte do IPI”, afirma o supervisor geral das Lojas Cem, José Domingos Alves. Ele observa que metade dos lares brasileiros não tem esse eletrodoméstico, ao contrário do que ocorre com fogões e refrigeradores. No fim de semana, as vendas a rede cresceram 10% ante o sábado e o domingo anteriores em razão do corte no IPI.

http://555-pizza.com/imagens/fogao.gifNa rede de hipermercados Extra, as vendas refrigeradores, máquinas de lavar e tanquinhos aumentaram 20% no fim de semana e, no caso dos fogões, o acréscimo foi de 25%. “Estamos conversando as indústria para ampliar o volume de pedidos ainda nesta semana”, diz o diretor executivo do Grupo Pão de Açúcar, Jorge Herzog.

Movimento semelhante ao do Extra foi registrado nos concorrentes. O Wal-Mart, por exemplo, teve crescimento de 20% nas vendas dos eletrodomésticos com IPI reduzido neste fim de semana, em relação ao sábado e domingo anteriores. No Magazine Luiza, o acréscimo nas vendas chegou a 25% no mesmo período.

O Ponto Frio, vice-líder do varejo de eletrodomésticos, não revela o desempenho do fim de semana. Mas, segundo o diretor executivo da rede, Marcos Vignal, as vendas cresceram por causa do IPI menor. “Por isso, vamos rever as projeções para o Dia das Mães.”

Cerca de 600 mil pessoas vão às compras na 25 de Março

Ontem, cerca de 600 mil pessoas circularam pelas lojas da rua 25 de Março, maior reduto de comércio popular do Brasil, no centro de São Paulo. “O movimento foi semelhante ao do Dia das Crianças”, afirma o presidente da Federação das Entidades do Turismo de Compras e Negócios do Estado de São Paulo, Miguel Giorgi Junior.

Segundo o empresário,o motivo de tanto movimento em pleno feriadão é o turismo de compras, tanto de famílias a passeio quanto de revendedores. Na sua empresa, a Gaivota Tecidos, especializada em tecidos para decoração e armarinhos, por exemplo, as vendas de ontem ficaram 60% acima das registradas num dia normal.

Todas as lojas da 25 de Março funcionaram normalmente ontem. Segundo Giorgi Junior, só 30% dos lojistas vão abrir as portas hoje.

20/04/2009 - 11:55h Queda do IPI dá desconto de até R$ 300

Primeiro fim de semana de desconto de imposto animou consumidores nas principais lojas da capital

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CAROLINA DALL’OLIO, Agencia Estado

carolina.dallolio@grupoestado.com.br

Com a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos eletrodomésticos, o consumidor já consegue economizar até R$ 300 na compra. Na rede Extra, por exemplo, o preço de uma lava-roupas GE de 10,2kg passou de R$1.299 para R$ 999 após o corte do tributo (veja ao lado).

O governo anunciou na semana passada a diminuição da alíquota do IPI para os eletrodomésticos da linha branca. No caso das geladeiras, o imposto caiu de 15% para 5% sobre o valor do produto; para os fogões, de 5% para zero; nas máquinas de lavar, de 20% para 10%; e para os tanquinhos baixou de 10% para zero.

Assim, mesmo os eletrodomésticos que já haviam sido comprados pelas lojas com IPI mais alto tiveram queda de preço – em quatro redes varejistas visitadas pelo JT (Casas Bahia, Extra, Magazine Luiza e Wal-Mart), novos valores já estampavam as etiquetas. Tudo para trazer o consumidor de volta à seção de eletrodomésticos.

Parece ter funcionado. Ontem, em pleno domingo, esses departamentos estavam cheios de consumidores que, como a farmacêutica Camila Rogonha Enciso, de 27 anos, só esperavam uma queda de preços para resolver comprar. Camila havia lido nos jornais que o governo estudava reduzir o imposto dos eletrodomésticos. Por isso, decidiu adiar a troca da geladeira de sua casa até que as promoções viessem. “Agora que está mais barato já posso comprar.”

A aposentada Vera Maura Cabral, de 74 anos, e sua filha, a consultora Viviane Cabral, de 34 anos, também aproveitaram o anúncio do corte do IPI para ir às compras. “É o mesmo produto de antes com um preço bem menor”, observa Viviane. Ela pesquisa preços de fogão há mais de dois meses e agora, com o corte do IPI, diz ter encontrado o modelo que queria por um preço quase três vezes menor. “Vou sair com mais dinheiro no bolso e o mesmo fogão na caixa.”

AS OFERTAS DEPOIS DO CORTE DO TRIBUTO

EXTRA

Lava-roupa GE 10,2kg
De: R$ 1.299
Por: R$ 999
Desconto: R$ 300

WAL-MART
Tanquinho Sedna
De: R$ 178
Por: R$ 158
Desconto: R$ 20

Refrigerador Electrolux
modelo 402l
De: R$ 2.198
Por: R$ 1.968
Desconto: R$ 230

CASAS BAHIA

Lavadora tanquinho Colormaq
De: R$ 374
Por: R$ 279
Desconto: R$ 95

MAGAZINE LUIZA

Lava-roupa Consul 6kg
De: R$ 799
Por: R$ 699
Desconto: R$ 100

Refrigerador Electrolux duplex 251l
De: R$ 1.099
Por: R$ 999
Desconto: R$ 100

15/04/2009 - 12:07h Governo Lula vai desonerar geladeiras, freezer, fogões, maquinas de lavar e tanquinhos. Preços podem cair 10%

IPI de “linha branca” deve ser zerado por três meses

VALOR

geladeiralingua.gifO governo deve reduzir a zero, nos próximos dias, as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de geladeiras, freezers, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. A publicação de um decreto pode ocorrer nesta semana e o benefício valerá por três meses.

A sugestão técnica da Receita Federal ao ministro da Fazenda deixa a opção também de reduzir pela metade a carga do IPI desses produtos, mas a equipe de Guido Mantega tem dúvidas sobre o incentivo que isso traria ao consumo e, consequentemente, à indústria, ao comércio e ao emprego. Também pesa o fato de a cadeia automotiva ter, desde dezembro, reduções expressivas de IPI.

No caso da linha branca, as alíquotas do IPI são de 20% para máquinas de lavar, 15% para geladeiras e freezers, 10% para tanquinhos e 5% para fogões.

Junto com a desoneração temporária da linha branca, Mantega deve ampliar a lista dos materiais de construção beneficiados com IPI menor. A reivindicação já tinha sido levada na semana passada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria do Material de Construção (Abramat), Melvyn Fox.

A vantagem vale, atualmente, para cerca de 20 grupos de produtos, como revestimentos, tintas e cimento, mas os empresários do setor pedem a inclusão de telhas onduladas, vidros, arames, conexões, pregos, cerâmicas, pisos laminados, placas de gesso, tomadas e resistências de duchas para chuveiros, entre outros produtos.

Desonerações tributárias desfalcam o Tesouro e exigem medidas compensatórias. Recentemente, o governo anunciou o aumento da carga tributária sobre os cigarros para recuperar parte da arrecadação perdida com a redução do peso de impostos e contribuições nos segmentos de veículos, habitação e investimentos na Região Norte.

O governo estuda, num primeiro momento, aumentar a carga tributária das bebidas quentes. São destilados como, por exemplo, cachaças, uísques, vodcas, licores etc. Segundo técnicos da Receita, o atual regime será simplificado porque há espaço para maior tributação e a ordem superior é “arrecadar mais onde isso é possível”.

Numa segunda etapa, a Receita Federal vai aumentar, novamente, a carga tributária sobre as bebidas frias, principalmente cervejas e refrigerantes. Essa mudança não será imediata porque ainda está sendo preparada a escolha de um instituto que vai realizar a pesquisa dos preços no varejo. O governo também avalia que, politicamente, não é o momento para essa elevação. As indústrias de cervejas e refrigerantes ainda estão digerindo a expressiva mudança da Lei 11.727, de 23 de junho de 2008, que passou a considerar, como base da tributação, quantidade produzida e preços cobrados no varejo. Antes disso, valia apenas a quantidade.

Outro setor que teve, recentemente, a carga tributária elevada é o de cigarros, mas já está sendo preparada mais uma rodada. A Receita Federal propôs mudar o regime do IPI para um modelo híbrido que considerasse alíquota específica e tributação sobre o valor do produto. Como foi grande a resistência das maiores indústrias, o governo decidiu aumentar em 23,5% as seis faixas do IPI. A menor era de R$ 0,764 por maço de 20 cigarros e a maior era de R$ 1,397.

Esse aumento de 23,5% do IPI dos cigarros, segundo os cálculos da Receita, trará mais R$ 560 milhões para a arrecadação em 2009 e R$ 750 milhões adicionais em 2010. O governo sabe que isso é pouco e já deu seu recado ao setor privado. Quer uma proposta de mudança do atual modelo do IPI para elevar a tributação, sob pena de aplicar outro aumento de 23,5% no atual regime.

Além dos 23,5% no IPI, o governo também elevou em 70% a alíquota efetiva – de 6% para 9,8% sobre o maço – das contribuições PIS e Cofins na cadeia produtiva do cigarro, cobrada diretamente nas indústrias. A medida deve trazer mais R$ 415 milhões em 2009 e outros R$ 790 milhões e 2010. (AG)

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Preço final do produto pode cair até 10%

Marta Watanabe, de São Paulo – VALOR

Um benefício de IPI zero sobre produtos da linha branca deve possibilitar uma redução entre 2% e 10% nos preços ao consumidor final, dependendo do eletrodoméstico. O comprador conseguirá sentir mais o efeito do IPI zero nos produtos que atualmente têm alíquota mais alta, como o refrigerador, tributado a 15% e a lavadora de roupas, com imposto a 20%.

A redução no preço ao consumidor da geladeira deve ficar, em média, entre 5% e 7,5%, e para máquina de lavar, em 8% a 10%. O cálculo é de Patricio Mendizábal, presidente da Mabe, multinacional mexicana que produz as marcas GE, Dako e Mabe no Brasil. Ele explica que o efeito para o consumidor final não é no mesmo percentual das alíquotas reduzidas porque sobre o preço da indústria são cobrados outros tributos, como ICMS e PIS/Cofins. “Além disso, há a margem de lucro do varejista”, explica.

Com isso, o fogão, atualmente tributado a 4% de IPI, terá queda na venda do varejo próxima a 2% e o tanquinho, que hoje paga 10% do imposto, poderá ter redução entre 4% e 5%. “A medida deve aumentar a demanda mas, caso seja adotada, é importante que seja anunciada logo, antes que os varejistas brequem suas encomendas e o efeito para a indústria seja negativo.”

16/02/2009 - 09:31h Para 60%, economia melhora no 2º semestre

VALOR – Folha News, de São Paulo

Cerca de 60% dos consumidores entrevistados pela pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e instituto Ipsos acreditam que a situação econômica do país vai melhorar no segundo semestre. O índice de confiança caiu para 142 pontos em janeiro deste ano, contra 145 em dezembro de 2008, mas continua acima dos 138 pontos de janeiro de 2008. Em janeiro de 2007, considerado um ano bom, estava em 129 pontos.

A região Nordeste passou a ser a menos otimista com 128 pontos, provavelmente, em função da perda do poder aquisitivo do salário mínimo de janeiro, de R$ 415, -mas que deverá se recuperar a partir de fevereiro ou março com o reajuste para R$ 465. A região Sudeste, no momento, é a mais otimista, com 148 pontos, seguida por Norte/Centro-Oeste, com 146 pontos, e Sul, com 143 pontos.

Para os próximos seis meses, na média de todas as regiões, 46% dos entrevistados acham que a economia estará mais forte, contra apenas 13% que acham que estará pior. Além disso, olhando para os próximos seis meses o consumidor demonstra otimismo com a situação financeira pessoal: 59% acham que vai ficar melhor; e apenas 8% acham que vai ficar pior.

A pesquisa Ipsos/ACSP mostra também que 40% dos entrevistados continuam à vontade para comprar eletrodomésticos, como geladeiras, fogões, televisores e móveis, contra 36% menos favoráveis. Mas o consumidor continua menos disposto a comprar bens de maior valor, como carros e imóveis: 45% menos e 31% mais favorável.

19/09/2008 - 11:27h Pnad: Aumenta o acesso a bens de consumo

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Aumenta o acesso a bens de consumo

Itens como computador, telefone, televisão e geladeira estão mais presentes nos domicílios de baixa renda

Jacqueline Farid, O Estado SP

O número de domicílios com acesso a computador e internet deu um novo salto em 2007, ano em que os brasileiros, especialmente os de renda mais baixa, também aumentaram o suprimento doméstico de bens de consumo duráveis. Segundo a Pnad, no ano passado, 20,4% dos domicílios do País, ou 11,4 milhões, tinham acesso à internet – crescimento de 23% em relação ao ano anterior.

Em um número ainda maior de domicílios – 15 milhões, ou 27% do total – havia computador – aumento de 24% em comparação a 2006. Embora ainda seja pequena a parcela da população conectada à rede da informatização, levando-se em conta os últimos sete anos, os indicadores relativos aos serviços de informação na Pnad dispararam.

O porcentual de domicílios com acesso à internet passou de 8,6% em 2001 para 17,1% em 2006 e 20,4% em 2007, acompanhando um aumento forte no acesso ao computador: 12,6% em 2001; 22,4% em 2006, e 27% em 2007.

Os brasileiros também ampliaram ainda mais o acesso à telefonia no ano passado, continuando a expansão na aquisição de aparelhos celulares. O número de domicílios com telefone móvel foi 2,8 milhões a mais do que no ano anterior, quando 27,7% tinham apenas celular.

O porcentual de domicílios que tinham apenas telefone móvel alcançou 17,8 milhões, ou 31,6% do total das residências pesquisadas. No que diz respeito aos domicílios com algum aparelho de telefone, de qualquer tipo, houve acréscimo de 2,7 milhões de 2006 para 2007. Assim, os domicílios com telefone passaram de 74,5% do total para 77%, mas o principal avanço deveu-se, realmente, à ampliação da telefonia móvel.

A Pnad mostra também que a quantidade de domicílios com apenas telefone fixo convencional caiu 11,8% de 2006 para 2007, mas houve acréscimo nos domicílios com os dois tipos de telefone (3,7%).

ACESSO

A posse de bens duráveis, como fogão, televisão e geladeira, aumentou mais para os domicílios de baixa renda entre 2004 e 2007. O porcentual de residências com fogão no País aumentou de 97,5% para 98,1% no período, ou 0,6 ponto porcentual mas, para os domicílios com renda até três salários, a fatia passou de 95,6% para 97,0%, com acréscimo de 1,4 ponto.

No caso do acesso a geladeira, enquanto para todas as rendas o porcentual chegou a 90,8% dos domicílios em 2007 – avanço de 3,4 ponto em comparação a 2004 -, no caso dos domicílios com renda até três salários o porcentual com esse bem de consumo passou de 77,5% para 84,4%, alta de 7,2 ponto.

Situação similar ocorreu com os televisores: de 90,3% para 94,5% (4,2 ponto), no caso do total das rendas e de 83,2% para 90,9%, ou 7,7 ponto. O gerente da coordenação de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, comentou que o aumento do trabalho com carteira assinada e a alta no rendimento levaram a população de renda mais baixa a ter acesso a crédito farto, o que vem impulsionando a economia desde o ano passado. Desse modo, houve maior aquisição de bens de consumo duráveis.

Os dados da Pnad corroboram o aumento, já constatado nas pesquisas que acompanham o movimento do comércio, da demanda por esses bens. Esse segmento liderou um forte crescimento nas vendas varejistas, principalmente de móveis e eletrodomésticos, em 2007, que aumentaram 15,4% em relação ao ano anterior.

A pesquisa mostra que, no que diz respeito aos domicílios com renda acima de 10 salários mínimos, há uma quase universalização no acesso ao fogão (98,0%), televisão (99,7%) e geladeira (99,5%).

Ainda de acordo com os dados da Pnad, o consumo domiciliar aumentou significativamente nos últimos 15 anos. Em 1992, a pesquisa apontava que em 94,8% dos domicílios havia fogão; em 2007, já eram 98,2%. Houve aumento expressivo também nos domicílios com geladeira, de 71,5% em 1992 para 91,4% em 2007. No mesmo período, houve altas ainda na posse de máquina de lavar roupa (24,1% para 40,0%); rádio (84,9% para 88,4%) e televisão (74% para 94,8%). Por outro lado, caiu o porcentual de domicílios com filtro de água (57% em 1992 e 51,4% em 2007).

16/06/2008 - 19:55h Governo estuda financiar geladeiras para famílias de baixa renda

geladeiralingua.gifANA CAROLINA OLIVEIRA
colaboração para a Folha Online, em Brasília

O governo federal pretende realizar um programa para subsidiar a compra de geladeiras novas que poderia beneficiar até 35 milhões de pessoas de baixa renda, disse nesta segunda-feira o ministro Paulo Bernardo (Planejamento).

Ele abriu a possibilidade durante o lançamento do programa Nova Geladeira, criado através de uma parceria entre o grupo Neoenergia e o Banco do Brasil. Através do programa, moradores de baixa renda dos Estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco vão poder comprar geladeiras por apenas R$ 244.

Segundo Bernardo, o programa do governo federal vai ser por adesão. “O nosso programa vai ser por adesão. Nós vamos discutir ainda usar financiamento bancário para o governo também aderir a esse programa. Esse programa é um bom exemplo, não sei exatamente a característica final do nosso, mas o que tiver de bom, nós vamos aproveitar”, disse.

Porém, ainda não há previsão de quando essas famílias serão atendidas pelo governo federal.

Para o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Ruy de Góis, essa é apenas uma previsão.

“O potencial máximo, a médio prazo, é de 35 milhões de pessoas atendidas. Mas não podemos pensar nesse número em um prazo de 3 e 5 anos, até porque nem a indústria estaria habilitada para um programa tão rápido assim. Hoje a produção brasileira de geladeiras é abaixo de quatro milhões por ano. Isso teria que ser calculado de uma forma que não houvesse desequilíbrio na indústria”, explicou.

Góis também garantiu que o programa não foi pensado agora por esse ser um ano de eleições. “Esse programa não foi pensando em calendário eleitoral, esse projeto vem sendo pensado há alguns anos e não há nenhuma relação.”

O governo ainda estuda a forma de tornar viável esse programa, mas uma das possibilidades para isso é a redução de impostos para as indústrias que produzem geladeiras. “Uma possibilidade que a gente está aventando seria mexer também com uma parcela de redução de impostos para geladeiras. Vários Estados já isentam essas geladeiras de ICMS e estamos em conversas também para ver se é possível haver uma redução parcial do IPI.”

Ruy também afirmou que, se o governo acampar esse programa, entre 11 e 15 milhões de geladeiras serão retiradas das casas brasileiras, o que representa menor emissão de CFC no ar.

“O CFC é um dos gases de efeito estufa mais potentes que se tem de uso industrial. Uma tonelada retirada de circulação do CFC equivale a 10.400 toneladas de dióxido de carbono, da mesma forma que se protege a camada de ozônio também se evita a emissão de um poderosíssimo gás de efeito estufa.”

Nova Geladeira

O programa Nova Geladeira prevê que serão doadas nesse primeiro momento 24 mil unidades para famílias de baixa renda de Salvador, no bairro da Liberdade, Recife, na comunidade de Brasília Teimosa e em municipios do Rio Grande do Norte.

As geladeiras vão ter capacidade de 252 litros, são de uma porta e com congelador embutido. O consumo da geladeira vai ser de 15,8 kwh. Elas foram escolhidas por meio de licitação e a empresa ganhadora foi a BSH Continental.

As Neoenergia também vai pagar 60% do valor da geladeira e os consumidores vão pagar os outros 40%, por meio de financiamento bancário. O valor para o consumidor vai ser de R$ 244,00, que ele pode parcelar em 24 parcelas de R$ 13,24. Cada geladeira deve sair em torno de R$ 600 no total.

14/04/2008 - 06:37h Foco

Se você é figura pública da oposição e enfrenta regularmente entrevistas com a mídia, talvez não precise se preocupar com este tipo de conselho. Em geral a mídia vai perguntar o que você quer divulgar. Se isto não acontece é porque o jornalista é um lulista enrustido e você poderá sempre contar com a edição que será feita por um profissional mais “neutro”.

Já, se você for do PT, vale a pena conhecer as dicas dos “especialistas” sobre como responder as perguntas do repórter, que invariavelmente não corresponderão às que você gostaria de abordar.

geladeiralingua.gifPor exemplo, o jornalista questiona: uma Bolsa-geladeira em ano eleitoral não é crime? Você poderia dizer que no Brasil tem eleições cada dois anos e os mandatos duram quatro. Se for parar de agir em ano eleitoral o governo estaria paralisado durante a metade do seu mandato. O jornalista estará satisfeito por você ter respondido diretamente a pergunta, mas você não terá oportunidade de falar da importância que renovar o parque de geladeiras tem para o meio-ambiente e para economizar energia. Você não poderá explicar o incentivo que isto proporciona à indústria de bens de consumo e por tanto ao emprego. Fora as vantagens de contar com modelos que preservem melhor os alimentos, com crédito a juros mais baixos, para as famílias pobres.

Se você aplicar os conselhos de especialista em comunicação (ver vídeo em inglês), você poderá responder a pergunta e falar do que interessa. Será que funciona com a mídia no Brasil?

12/04/2008 - 12:46h Falta o Bolsa Equilíbrio

Redação CartaCapital

bolsa_familia.jpgNão fosse o diário Valor Econômico, uma constatação e uma crítica do Banco Mundial passariam despercebidas de parte da opinião pública. A constatação: o Bolsa Família é um programa social exemplar e deve servir de modelo para futuras experiências internacionais. A crítica: a mídia brasileira faz uma cobertura excessivamente negativa do programa e tem dificuldade em reconhecer seus avanços ou de discutir maneiras de aperfeiçoá-lo. (ver neste blog Banco Mundial mostra o preconceito da imprensa brasileira).

Os pesquisadores do Banco Mundial analisaram os resultados do Bolsa Família, compararam com o Bolsa Escola, criado no governo Fernando Henrique Cardoso, e cotejaram a cobertura do tema em seis jornais do País. Como se trata de estrangeiros, ninguém poderá acusá-los de “lulistas” ou de serem “chapas-brancas”.

Eis o que concluíram: a imprensa não só dedicou mais espaço ao programa como o fez de maneira mais crítica com a chegada de Lula ao poder. O número de artigos sobre o Bolsa Família foi quase o dobro dos que trataram do Bolsa Escola de FHC.

Nos tempos de Fernando Henrique, apenas 10% das reportagens traziam relatos sobre fraudes ou problemas de controle do programa social. Em geral, a cobertura era positiva às medidas de transferência de renda. O porcentual de espaço dedicado à cobertura de fraudes atingiu 50% sob Lula em 2004. Subiu tambén o tom crítico. Com o passar do tempo, essa porcentagem diminui até chegar a cerca de 20%.

Segundo os técnicos do Banco Mundial, a imprensa nem sempre diferencia entre problemas causados por fraudes e irregularidades burocráticas e os de desconhecimento de regras ou erros em formulário. Concluem que isso dá aos leitores uma impressão equivocada sobre a natureza dos “desafios” do Bolsa Família. Nem toda irregularidade é fraude, anotam os pesquisadores, que classificaram o programa como bem-sucedido.

Ao que parece, os técnicos produziram uma bela peça de crítica à mídia sem mesmo gastar tempo com a análise subjetiva de algumas avaliações produzidas nas páginas dos jornais. Nessa seara, há a imbatível e arguta análise de um dos luminares da imprensa carioca, que apontou desvios no programa pelo fato de os beneficiários usarem parte do dinheiro para comprar eletrodomésticos.

Com direito à chamada de primeira página no jornal por ele profundamente influenciado, o texto do jornalista, que segundo uma revista semanal está “um degrau acima dos pensadores brasileiros”, permite uma única interpretação: o sujeito só pode receber o Bolsa se comer farinha em cuia e mastigar rapadura. Preservar alimentos em uma geladeira ou cozinhá-los é um despropósito, fraude que deveria ser punida com o corte do repasse e o retorno às trevas da indigência por toda a eternidade.

Pouco espanta que a classe média leitora e espectadora não consiga perceber, sem detrimento da vigilância necessária à boa aplicação dos recursos públicos, os ganhos gerais que a redução da miséria traz ao Brasil.

Não faz muitos dias, em carta publicada na Folha de S.Paulo, um leitor sugeriu que os beneficiários de programas sociais fossem impedidos de votar. Nem percebe o indignado leitor que o cabresto que ele imagina nos outros está, na verdade, bem abaixo do seu nariz.

11/04/2008 - 05:16h Governo vai incentivar a troca de 10 milhões de geladeiras

Alberto Komatsu e Andrea Vialli – O Estado de São Paulo

geladeiralingua.gifO governo planeja iniciar, um mês antes das eleições municipais de outubro, um programa para trocar 10 milhões de geladeiras de famílias de baixa renda, que poderão usar seu aparelho usado como parte do pagamento, parcelado sem juros. Os refrigeradores terão isenção de impostos federais e a Caixa Econômica Federal vai financiar os postos de troca, que serão redes de varejo de produtos eletroeletrônicos.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, diz se tratar de um programa com viés social, mas com ganhos energéticos, porque as geladeiras velhas representam 27% do consumo de eletricidade das famílias mais pobres. “Podemos fazer até depois. Não queremos fazer nenhuma ligação com as eleições. Se chegarmos à conclusão de que isso pode ter alguma alegação de eleição, adiaremos por um mês ou dois.”

O custo que o governo terá com esse programa, o número máximo de parcelas para os consumidores e as redes de varejo que trocarão as geladeiras ainda estão sendo definidas. De acordo com o ministro, os aparelhos velhos serão vendidos para as metalúrgicas, que deverão reaproveitar o aço.

“Essa é uma idéia do presidente Lula, que está muito interessado e está insistindo inclusive”, afirma Lobão. Segundo o ministro, a troca de geladeiras velhas por novas também está contando com a colaboração do Ministério da Ação Social, que vai definir a faixa de renda das famílias que serão beneficiadas com o programa, já apelidado de “bolsa-geladeira”.

A maior complexidade é a chamada logística reversa, ou seja, como será o recolhimento das geladeiras antigas pelas redes de varejo, e sua destinação correta. “Até o fim do ano os papéis deverão estar bem definidos”, diz Armando Valle, diretor de Relações Institucionais da Whirlpool, multinacional dona das marcas Consul e Brastemp. Segundo ele, o programa não tem perfil assistencialista e traz ganhos efetivos em economia de energia – as geladeiras que saem da fábrica hoje são 40% mais econômicas que as fabricadas há cinco anos. “É um programa de eficiência energética. A indústria já faz isso no mundo todo, com resultados positivos comprovados.”

Em paralelo à iniciativa do governo, há programas de troca de geladeiras ocorrendo em Estados. A distribuidora AES Eletropaulo, que atende 24 municípios em São Paulo, já fez a troca de 5,7 mil geladeiras de famílias carentes e deve entregar mais 10 mil até o fim do ano. “Geladeiras mais antigas, ou com problemas de vedação, podem significar um consumo extra de 90 kWh por mês”, diz José Cavaretti, diretor de Regularização da AES.