29/07/2009 - 11:14h Brasil pode crescer 4,5% em 2010

Valor Econômico

BRASÍLIA – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem estar cada vez mais convicto da possibilidade de a economia brasileira atingir uma taxa real de crescimento de pelo menos 4,5% já em 2010, como pressupõem os números da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A convicção decorre da avaliação de que todos os potenciais impactos da crise financeira mundial sobre o país já ocorreram e que, daqui para frente, portanto, não há perspectiva de nova piora.

” Quero dizer ´de cara´ que estamos muito otimistas. A previsão de que seríamos os primeiros a sair da crise é passado. Nós já saímos dela ” , afirmou o ministro, durante o 7º congresso internacional promovido pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), do qual também participaram governadores e prefeitos. Bernardo reconheceu, por outro lado, que ” ainda há muito a fazer ” para restaurar a capacidade de expansão da atividade econômica. Preocupado com isso, revelou, o presidente Lula já pediu a sua equipe ministerial que faça uma ” reavaliação setor a setor, para ver que está bem e quem ainda precisa de uma maior interlocução com o governo ” , no sentido de superar obstáculos à retomada do crescimento.

Segundo Bernardo, os números do IBGE para o segundo trimestre de 2009 já deverão indicar crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) comparativamente aos primeiros três meses do ano.

Em resposta às preocupações com o aumento de gastos públicos federais num momento de queda real de receitas, Paulo Bernardo disse que o Brasil ” sai da crise com pouca sequela sob o ponto de vista fiscal ” . Para ele, o aumento da dívida líquida do setor público como proporção do PIB em 2009, após seis anos seguidos de redução, ” é um preço pequeno para salvar nossa economia ” .

No fim de 2008, consideradas as três esferas de poder, a dívida pública líquida equivalia a 38,8% do PIB. No fim de maio, essa mesma relação já tinha subido para 42,5%. Ainda que se reduza, o governo não espera que o percentual caia abaixo do verificado no fim de 2008 ainda em 2009. Já a partir de 2010, com a meta de superávit primário subindo para 3,3% do PIB (a de 2009 é de 2,5% do PIB), a perspectiva é de retomada da trajetória de queda da dívida como proporção do produto, disse o ministro.

Paulo Bernardo afirmou que a política fiscal anticíclica, adotada pelo governo brasileiro após o alastramento da crise financeira originada nos Estados Unidos, foi fundamental para que o Brasil fosse o último e o menos antingido entre os países que tiveram desaceleração de atividade econômica em função dessa conjuntura mundial adversa.

O empresário Jorge Guerdau Johanpeter, fundador e presidente do MBC, elogiou o aumento de investimentos públicos, mas considera isso insuficiente. Para ele, para que a economia consiga desenvolver todo seu potencial de crescimento, os investimentos públicos dos três níveis de governo , hoje na casa dos 3% do PIB, deveriam alcançar pelo menos 10% do PIB por ano, concentrando-se em infraestrutrura. Ele lembrou que o setor privado investe o equivalente a 17% do PIB total.

(Mônica Izaguirre | Valor Econômico)

06/05/2009 - 09:45h Brasileira é a quarta mais admirada

petrobras
Petrobrás passou do vigéssimo para o quarto lugar no ranking mundial das empresas mais admiradas. Lula e Sérgio Gabrielli, presidente da estatal brasileira, podem festejar à vontade
http://www.portaldoservidor.pr.gov.br/arquivos/Image/LulaPreSal.jpg

Do Rio – VALOR

A Petrobras galgou de vigésimo para quarto lugar entre as empresas mais admiradas do mundo entre 200 listadas no ranking do Reputation Institute. A pesquisa, realizada em 32 países, foi divulgada à meia-noite de ontem no site da revista “Forbes”. A primeira colocada foi a italiana Ferrero, da área de alimentação, seguida pela sueca Ikea e a americana Johnson & Johnson.

Este é o quarto ano consecutivo que o levantamento é realizado. Todas as empresas são avaliadas dentro de seu próprio país entre pessoas de todas as classes. Com base nas respostas é calculada uma média de pontos relativos a produtos e serviços, inovação, ambiente de trabalho, governança, cidadania, liderança, desempenho financeiro, entre outros itens.

A brasileira Sadia ficou em quarto lugar, logo após a Petrobras, no ranking mundial apesar dos problemas que vem enfrentando e as dificuldades financeiras criadas por arriscados contratos de derivativos. Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, a professora Ana Luisa Almeida, diretora do Reputation Institute do Brasil, mesmo o público tendo conhecimento dos problemas da Sadia a confiabilidade de seus produtos permanece, o que pesou na avaliação.

Outras brasileiras também estão entre as 200 mais bem avaliadas: a Votorantim (20ª), a Vale (28ª), Gerdau (63ª), Usiminas (84ª), Pão de Açúcar (113ª), Banco do Brasil (124ª), CSN (180ª) e Embraer (197ª).

Mas, segundo Ana Luisa, a pesquisa mostra que marcas fortes podem não ser tão bem avaliadas. Entre os exemplos estão a Coca Cola e a Microsoft que receberam a 79ª e 32ª posição respectivamente. “Grandes multinacionais já não tem identidade nacional muito forte, em especial nos Estados Unidos, diferentemente de países emergentes como o Brasil, onde há um uma relação de grande afetividade como, por exemplo, com a estatal Petrobras. (HM)

12/12/2008 - 08:57h Classe média vai pagar menos imposto de renda

Pacote traz renúncia fiscal de R$ 8,4 bi

Medidas incluem cortes no IR da pessoa física, no IPI de carros e no IOF sobre compras a prazo e cheque especial

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081212/img/capadodia.jpg

 

Lu Aiko Otta, BRASÍLIA – O Estado SP

 


Para garantir que a economia continuará crescendo no ano que vem, o governo lançou ontem um pacote destinado a estimular o consumo. Conforme antecipado pelo Estado, o conjunto anunciado ontem é composto por cortes no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre compras a prazo e o cheque especial. No total, elas reduzirão a arrecadação federal de 2009 em R$ 8,4 bilhões.

“O objetivo é estimular o crescimento da economia brasileira”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “São medidas que vão aumentar o volume de crédito, reduzir o custo financeiro e desonerar produtos de consumo.”

Novas medidas estão a caminho. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu cerca de 30 empresários no Palácio do Planalto e ficou acertada a criação de uma comissão especial para analisar, até o fim do ano, a adoção de novas providências a partir de problemas apresentados na reunião.

O empresário Jorge Gerdau elogiou a disposição do governo de dialogar. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, saiu com a sensação que a taxa de juros Selic deverá cair em breve.

Apesar da estimativa de perda de arrecadação, o Orçamento de 2009 não foi revisto ainda porque outras medidas estão em estudo, segundo explicou Mantega. Além de mais cortes nos tributos, o governo poderá elevar o volume de investimentos. A idéia é esperar o fim das discussões para analisar os números. Além disso, o ministro espera efeitos positivos do pacote de ontem. Ao estimular a economia, a perda de R$ 8,4 bilhões pode ser parcialmente compensada – mas os técnicos não sabem em quanto.

ALÍVIO NO IRPF

A principal bondade anunciada ontem é a nova tabela do IRPF, que entra em vigor no dia 1º de janeiro de 2009 e vai reduzir a carga tributária para todos os contribuintes. Atualmente, existem duas alíquotas: 15% e 27,5%. Foram criadas mais duas: 7,5% e 22,5%. A renda que seria tributada a 15% passará a pagar 7,5%. O Ministério da Fazenda divulgou uma simulação para uma pessoa que ganha R$ 4 mil. Pela tabela sem modificação, ela recolheria R$ 526,65 por mês de IR. Com a tabela nova, pagará R$ 437,15.

O ganho mensal máximo que um contribuinte terá com a nova tabela do IRPF será de R$ 89,50. Já o governo deixará de recolher R$ 4,9 bilhões em 2009 com a mudança. “São R$ 4,9 bilhões injetados na economia como consumo”, disse Mantega. “Vai ter sobra de recursos para aquisição de bens e serviços.” O consumo também será estimulado com a redução do IOF de 3% ao ano para 1,5%. Com isso, será barateado o custo do cheque especial, das compras a crédito de automóveis e outros bens duráveis, como eletrodomésticos, e os empréstimos pessoais.

O corte no IOF vai ajudar a reduzir o juro cobrado na ponta em aproximadamente 4 pontos porcentuais, segundo estimou Mantega. Ele assegurou que, já hoje, as instituições financeiras oficiais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, vão repassar a redução. Com a medida, a queda na arrecadação será da ordem de R$ 2,5 bilhões em 2009. A alíquota do IPI para os carros também será reduzida. A do carro popular cai de 7% para zero até 31 de março de 2009.

04/12/2008 - 09:45h Governo quer atuar para reduzir demissões

Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR

Os efeitos da crise econômico-financeira sobre o emprego entraram na pauta do governo, que estuda medidas para minimizar o impacto da desaceleração sobre o mercado de trabalho. Ontem, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reconheceu que a crise internacional vai gerar desemprego no Brasil, ressalvando, contudo, que o país não entrará em recessão.

Ruy Baron/Valor

Ministra Dilma Rousseff, para os deputados: desaceleração deve persistir até o fim do primeiro trimestre de 2009

 

Durante audiência conjunta para seis comissões temáticas da Câmara, Dilma admitiu que o atual cenário “poderá causar inflexão nos empregos”, mas disse que o governo vai “utilizar todos os instrumentos possíveis para evitar que essa inflexão seja maior ainda”. Após a audiência, ao ser informada de que a Vale demitira 1,3 mil funcionários no mundo e colocara outros 5,5 mil em férias coletivas escalonadas, a ministra acrescentou que “empresas que dependem de exportações terão um ajuste mais difícil”.

Em outro evento, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou que o governo vai tomar medidas para garantir a manutenção do nível de empregos no próximo ano e que esta é uma das preocupações centrais do Palácio do Planalto. Segundo ele, a equipe econômica está monitorando praticamente todos os setores empresariais para levantar o que deve ser feito para evitar queda na produção -e, consequentemente, efeitos negativos sobre o emprego.

Dilma lembrou que o ponto de convergência entre a lógica das empresas, do governo e do cidadão é o emprego. E criticou a atuação de governos passados que, durante crises internacionais, apelavam para o corte de investimentos e empregos. Segundo ela, é muito complicado adotar uma estratégia de governabilidade que comprometa o futuro do país. “A panacéia dos novos tempos não é corte de pessoal ou de investimento. É a seleção de gastos que não devem ser feitos”, afirmou a ministra.

Mais de uma vez, Dilma bateu na tecla que o executivo fará cortes no custeio da máquina. Citou o exemplo do empresário Jorge Gerdau que, segundo ela, afirma sempre conseguir aumentar sua rentabilidade ao checar o custeio de sua empresa. “Não faremos cortes nos investimentos. O apagão de 2001 é o sintoma mais visível dessa estratégia adotada no passado: as crises vinham e o país parava de investir naquilo que era necessário.”

A chefe da Casa Civil, que chegou a ser chamada por um deputado de “senhora presidenta” – ela é o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua sucessão -, disse que “tudo o que o governo gostaria de saber é o que acontecerá em 2009 e 2010″. Mesmo assim, não fez prognósticos muito otimistas. “A desaceleração da nossa economia teve início em outubro e deverá persistir até o fim do primeiro trimestre de 2009 – seja por conta da crise internacional, seja por questões sazonais”, disse ela.

Chamada para mostrar aos deputados os impactos da crise no PAC, Dilma lembrou que o principal programa do governo colocou os investimentos na ordem do dia. Dilma reforçou que o programa terá um volume maior de recursos, passando dos atuais R$ 504 bilhões até 2010, boa parte privado, para algo próximo dos R$ 636 bilhões, também até 2010 e, após esse ano, outros R$ 474,8 bilhões, um aumento de 151%.

O PAC, repetiu a ministra, é uma das três partes do tripé no qual se apóiam as políticas anti-cíclicas do governo federal – os outros são o pré-sal e os programas sociais, especialmente o Bolsa Família.

Paulo Bernardo afirmou que o país não está vivendo um problema de desemprego, mas há a preocupação com a desaceleração da economia e suas consequências. “Demissão em massa até agora não aconteceu. Como os sinais de possível desaceleração podem indicar possibilidade de redução [do emprego], temos que nos preocupar com isso. Por isso, o presidente está dizendo que não vamos parar obras, nem investimentos e nem interromper programas. Estamos monitorando junto com todos os setores empresariais o que precisa ser feito para que continue rodando a roda da economia”, disse.

O ministro adiantou que as conversas são amplas, passando “das montadoras ao setor de produção de adubos, das cooperativas agropecuárias aos setores importadores e exportadores”.

29/08/2008 - 10:03h Desde 2003 houve redução de 40% na taxa da pobreza e ate 2011 investimentos iguais a cinco vezes o PAC

Musculatura para 2010

De olho na sucessão presidencial, Lula prega otimismo para uma platéia de políticos, sindicalistas e empresários: “Estamos caminhando em terra fértil, semeando um novo tempo de investimento”

 

Daniel Pereira Correio Braziliense

 

cardo Stuckert/PR
Lula: esforço para manter o “círculo virtuoso de crescimento com inclusão social e redução das desigualdades”

Um dia depois de enviar ao Congresso uma proposta de Orçamento da União que prevê crescimento menor em 2009, de 4,5%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a aposta no desempenho da economia como trunfo eleitoral neste ano e em 2010. Foi durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, idealizada a fim de cavar espaço na mídia para a divulgação do “momento histórico vivido pelo país”. Na platéia estavam ministros, parlamentares, empresários e sindicalistas. Ouviram que, entre 2008 e 2011, serão investidos, com dinheiro público e privado, R$ 2,36 trilhões no Brasil.

O valor eqüivale a cerca de cinco vezes os recursos prometidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, segundo o presidente, seria mais do que suficiente para manter o “círculo virtuoso de crescimento com inclusão social e redução das desigualdades”, espécie de mantra ou slogan da gestão atual. “O crescimento que está acontecendo no Brasil não é, como diria um bom economista, um vôo de galinha. É, na verdade, o de uma águia que descobriu que pode voar muito mais alto do que estava acostumada a voar”, disse Lula.

“Hoje, podemos dizer que o Brasil logrou atravessar o deserto da estagnação econômica que, durante 25 anos, exauriu nossas melhores energias e frustrou os sonhos de toda uma geração. Agora, estamos caminhando em terra fértil. Semeando um novo tempo de investimento e trabalho e colhendo uma nova era de esperanças e de oportunidade”, acrescentou. O discurso otimista foi precedido da apresentação de uma centena de dados sobre o país. Primeiro a falar, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, discorreu sobre os investimentos.

Ressaltou, por exemplo, que os recursos para construção residencial eram de R$ 80,6 bilhões em 2004. Para 2008 e 2010, estão previstos, respectivamente, R$ 119,2 bilhões e R$ 146,7 bilhões. “Em um ano de crise internacional, as decisões de investimento no Brasil nem tremeram”, disse Coutinho, arrancando um dos raros aplausos em quase três horas de solenidade. Depois dele, também falaram o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que repetiu números sobre a empresa, e o economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas.

Combinação
Coube a Néri colocar pitadas sociais no bolo econômico. Ele disse que houve redução de 40% na taxa da pobreza desde 2003. E acrescentou que a queda na desigualdade, registrada nos últimos sete anos, seria resultado de uma combinação de fatores, como recordes na concessão de crédito e na formalização do emprego, além da recuperação da renda do trabalhador. “O recorde de carteira de trabalho assinada é uma aposta muito clara no futuro”, afirmou Néri.

O presidente decidiu realizar uma grande reunião para vender otimismo depois de chegar à conclusão de que o governo divulga mal suas realizações. Para a cerimônia de ontem, convidou empresários como Jorge Gerdau, Eike Batista e Roger Agnelli (da Vale), a “nata do PIB”, como se disse no Planalto. Para dar ares institucionais à empreitada, também convidou os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), além de líderes de partidos governistas e da oposição. Caciques do DEM e do PSDB não foram ao Planalto.

“Os números apresentados não são do governo, mas do país. Quem assumir o Brasil encontrará essa realidade”, declarou o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. A ausência dos oposicionistas não foi o único motivo de lamentação. Nos bastidores, auxiliares de Lula mostravam desapontamento com o discurso do presidente. Lido no teleprompter, o texto teria ficado sem a cara e o jeito da estrela da cerimônia. “Faltou um pouquinho mais de Lula”, declarou um assessor.


O número

Entre 2008 e 2011, serão investidos, com dinheiro público e privado, R$ 2,36 trilhões no país

31/03/2008 - 14:13h Gerdau quer comprar usina na França

O grupo Gerdau é “oficialmente” candidato à compra da usina metalúrgica de Gandrange, que pertence a Arcelor Mittal, o maior grupo siderúrgico do mundo. A notícia foi dada neste domingo pela Agência France Press, que cita como fonte Alain Sthal, responsável pelas negociações para tentar salvar o emprego de 595 trabalhadores.

Com um quadro de 1.108 funcionários, a usina de Gandrange corre o risco de ser parcialmente fechada, pois a Arcelor Mittal pretende transferir parte da produção a outros países. O caso tomou tamanha amplitude que o próprio presidente Nicolas Sarkozy visitou o lugar em fevereiro para garantir que o Estado está “pronto para investir na usina, com ou sem a Mittal”. A ministra da economia, Cristine Lagarde, se pronunciou hoje, garantindo que o “objetivo principal é salvar os empregos”.

A usina de Gandrange fica no nordeste da França e tem capacidade para produzir 1,04 milhão de toneladas de aço por ano. Ainda não existe informação sobre o valor que seria pago, mas segundo a France Press, o grupo brasileiro é, por enquanto, o único interessado na compra. A assessoria de imprensa da Gerdau, sediada em Porto Alegre, não tem nenhuma informação a respeito da transação. Fonte Mário Camera, Blog À francesa.