22/08/2009 - 16:25h Gyrotonic, uma onda que faz bem e veio para ficar

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Uma máquina para fazer alongamento

Silvia Herrera, Jornal da Tarde

maniadecorrer.jt@grupoestado.com.br

Um profundo alongamento da coluna vertebral, como se estivesse espreguiçando profundamente e despertando, vértebra por vértebra. É uma das funções do gyrotonic. O método foi desenvolvido pelo iogue romeno Julius Horvath, radicado em Nova York nos anos 1970, e chegou ao Brasil 14 anos depois, pela bailarina carioca Rita Renha. Hoje há professores em várias capitais brasileiras, principalmente Rio, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo.

“Aqui em São Paulo são três professoras”, conta Roberta Quinn, que foi aluna de Horvath em Nova York, onde morou por alguns anos. “Tenho algumas alunas que são professoras de pilates que se surpreendem com a aula, costumam dizer: ‘Nossa achava que era alongada’.”

Roberta, que também é corredora amadora, recomenda o gyrotonic como prevenção de lesões e para alongar depois de provas longas. “Tentei colocar uma aula de gyrotonic na corrida da Nike, mas não deixaram, seria para muita gente.” A aula é individual e dura uma hora. O primeiro desafio é descobrir o que é o assoalho pélvico e como trabalhá-lo. Depois, concentrar-se na respiração, nos movimentos de expirar e inspirar desenrolando a coluna lentamente.

“Imagine fazer movimentos dentro de um pote de mel”, diz Roberta. O exercício não é nada grudento, mas tem a resistência, como se fosse a do mel. E é feito sobre uma máquina de madeira, com elásticos presos a pesos. “O aparelho é feito por encomenda, o meu veio de Nova York, mas já existe uma empresa em Salvador que o fabrica.” Os movimentos são amplos, com rotação de 360 graus e mesclam natação, tai chi chuan, dança, ioga e pilates. “É possível fazer 150 exercícios diferentes com a máquina”, explica.