09/04/2009 - 18:47h SPTV Primeira edição: o descaso da “gestão” Kassab na educação

Faltam professores na rede pública de ensino em São Paulo

O fiscal do povo foi a algumas escolas municipais de São Paulo e constatou que os alunos ainda não receberam uniforme, material escolar, e faltam professores.

O SPTV comunidade está de volta. O fiscal do povo foi a algumas escolas municipais de São Paulo, para saber se está tudo em ordem. E sempre falta alguma coisa, né? A gente sabe que muitos alunos já estão de uniforme novo, mas o repórter Márcio Canuto viu estudantes que ainda não receberam as roupas deste ano.

Falta também uma coisa muito importante: material escolar. Você já imaginou estudar sem lápis nem papel? Já estamos em abril e o fiscal do povo encontrou um problema mais grave ainda: falta professor na rede pública da capital.

Vamos começar a conhecer o problema aqui na casa do Cristhofer. Um garoto de nove anos que está cursando a 4a série. “Falta professores”, diz ele, acrescentando que está ruim nos estudos e que teve apenas 20 dias de aula até o momento. “Matemática eu só tenho estas três folhas”.

“O pessoal da escola diz que eles não podem fazer nada. O problema não é com eles. É a informação que eles passam para nós”, diz Michael da Silva, irmão do Cristhofer.

“O uniforme eu estou usando o do ano passado e já está velho. Eu cresci, estou ficando maior e o meu uniforme está vindo aqui”, diz o garoto.

Esta reclamação certamente não se limita apenas a casa do Cristhofer. “Eles brigam com a gente porque a gente vem com essa roupa, mas eles não dão uniforme para a gente”, diz Cíntia Silva, da 5ª série.

Esta garotada acaba de sair da escola. “Hoje era para ter seis aulas e a gente não teve porque nunca tem professor de geografia e de história”, diz menina.

“É bonito, é novo, mas só por fora”, diz mulher. “A gente precisa da solução hoje. A solução tem que vir agora porque as crianças já estão estudando”, diz Elisângela Menezes, esteticista.

De um ponto a outro da cidade, o SPTV Comunidade está agora se deslocando da zona sul para a zona leste da capital. Chegamos ao CEU da Vila Formosa, e aqui o que é que está faltando, hein?

“Quando uma professora falta, a gente fica em outras salas e assim está faltando material”, diz Nayara Matos, da 4ª série.

“Está sendo difícil o aprendizado dela na escola porque quando a professora falta os alunos têm que ficar divididos nas salas. A professora não avisa quando vai faltar”, diz Tamara de Oliveira, operadora de telemarketing

“Divide os alunos nas salas, aí quando a gente vai pegar eles na hora da saída, o pessoal não sabe onde que os filhos estão. As mães têm que procurar em sala e sala”, diz uma mãe.

A professora na reunião falou que está faltando canetão para elas passar a lição na lousa, porque não tem”, diz outra.

“Não tem estrutura. Porque não tem uma quadra, não tem uma sala de leitura, não tem uma sala de computação”.

Para falar sobre todos estes problemas no ensino municipal de São Paulo, a gente convidou o secretário da educação para vir aqui no nosso estúdio.

“Vamos dividir o assunto por partes. O caso do uniforme, nós tivemos um atraso no uniforme e no material escolar, como a reportagem mostrou. As mil escolas, nós já entregamos em 357 escolas e o uniforme de verão deve ser entregue até o fim do mês de abril. Nós tivemos problemas com as fichas dos alunos. A ideia era entregar até o fim de março, nós estamos um mês atrasados”, diz Alexandre Shneider, secretário municipal de Educação.

O secretario informou que a partir do próximo ano a entrega deste material será feita por correio. “Este ano o correio começa a entregar o leite e a partir do ano que vem vai entregar em casa o uniforme e o material escolar.”

“O uniforme de inverno vai ser entregue até a metade de maio, quando começa o inverno, a nossa expectativas é ter entregue todos os uniformes das crianças. O uniforme de inverno e o de verão.”

Segundo Shneider, os fornecedores tiveram problemas porque é uma novidade fazer isso. “No caso do material escolar, nós tivemos problemas porque nós tivemos um volume de itens reciclados muito grandes. São Paulo é a primeira cidade que compra material oriundo de materiais reciclados. São 6,5 milhões de garrafas PET que nós estamos tirando deste rio e de outros rios”, diz.

A canetas, réguas, capas de caderno, são feitas com material PET em São Paulo. É a primeira cidade que faz isso. O material vai ser entregue até o fim deste mês.

“As aulas estão sendo dadas e as escolas têm o material. Os alunos não receberam o seu material, alguns já receberam, são 357 escolas, como eu disse. E até o fim do mês, todos vão receber. A Secretaria reconhece esse erro, que não foi provocado por ela. O problema foi nos fornecedores, tanto de uniformes, quanto de material escolas.”

O secretário informou que no próximo ano o uniforme e material escolar serão entregues na primeira semana após o carnaval. “No caso dos professores, eu queria dizer o seguinte para o pessoal do Guarapiranga. A gente tinha falta de um professore de história e um professor de geografia, como a menina colocou. O de história foi contratado ontem e o de geografia está sendo contratado esta semana. Ninguém deixou de assistir aula porque as aulas foram dadas por outros professores”.

No caso do Formosa, o secretário informou que o problema é com os professores substitutos. “Nós temos todos os professores lá no Formosa, são 96, mas não temos professores substitutos ainda. Estamos nomeando mais professores para ter. Como a própria moça disse, quando um professor falta, eles acabam sendo divididos nas classes.”

“Quero dizer o seguinte: em 2005, nós tínhamos 41 mil professores na rede. Hoje são 51 mil. Nós perdemos 1.200 professores por ano. Quer dizer, nós contratamos 15 mil professores, um aumento de mais de 40 % no número de professores que existiam.”

“E nós vamos trabalhar para ter substitutos em todas as escolas. Isso vai demorar um pouco, mas nós vamos ter professores substitutos em todas as escolas ainda este ano, para quando um professor faltar, as crianças não terem que ficar sem aula.”

03/10/2008 - 23:11h Ibope: Coser (PT) mantém folga na liderança em Vitória

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O Globo

Atual prefeito de Vitória e candidato à reeleição, João Coser (PT) manteve larga vantagem nas intenções de voto segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira pela TV Gazeta, afiliada da TV Globo no Espírito Santo. Pelos novos números, o petista tem 71% da preferência do eleitorado, dois pontos percentuais a mais que no último levantamento. Luciano Rezende (PPS) manteve os 20% da pesquisa anterior.

Bernardo Teteco (PRTB), que tinha 2%, agora aparece com apenas 1%. Os candidatos Avelar (PCO) e Carlão (PSOL) tiveram menos de 1% das intenções. Os votos brancos ou nulos somam 2%, enquanto 6% não sabem ou não opinaram. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Numa simulação de segundo turno, Coser venceria Rezende por 73% contra 21%, segundo a pesquisa Ibope. Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.Os votos brancos ou nulos somam 3%, enquanto 4% não sabem.

A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro, e o Ibope ouviu 504 eleitores em Vitória. A pesquisa foi contratada pela TV Gazeta, e está registrada sob o número 072/ 2008 na 1ª Zona Eleitoral da capital capixaba.

30/09/2008 - 19:55h Cancelado o debate na Globo, dizem que o periquito do papagaio agiu a pedido de um Grã tucano

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da Folha Online

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo lamentaram a decisão da TV Globo de cancelar o debate antes do primeiro turno da eleição municipal. A petista Marta Suplicy admitiu a possibilidade de algum dos seus adversários ter manobrado para impedir a realização do debate.

“Talvez [tenha acontecido uma manobra]“, respondeu ela ao ser questionada. “Porque da nossa parte houve compromisso e eu lamento muito que não haja debate.”

Marta não citou nomes, mas fez várias críticas ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição.” No Nordeste, brasileiro colocou o PFL, os ‘demos’, na extinção. De repente a cidade de São Paulo está com alguém que nunca foi eleito e um partido que nunca foi eleito em São Paulo, com possibilidade de votação boa. São Paulo é a maior cidade do país, como vai ter a bandeira do retrocesso do PFL?”

Em público, Kassab disse lamentar o cancelamento do debate. “Lamento muito porque os debates são muito importantes. Eu compareci a todos e infelizmente não vai ter este. É uma oportunidade a menos do eleitor paulistano definir o seu voto”, afirmou Kassab.

Nos bastidores, de acordo com o blog Campanha no Ar, a equipe de Kassab comemorava o cancelamento do debate da Globo.

Em nota divulgada à imprensa, Alckmin disse que “perde São Paulo ganha a dissimulação” com o cancelamento do debate. “Perde o eleitor, que poderia comparar as propostas para o governo de sua cidade, e ganha a articulação de bastidor que inviabilizou o encontro. Perde a população, que poderia conhecer melhor o passado e os compromissos de cada candidato e ganha a estratégia obscura”, diz a nota.

O “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete, informou que Alckmin (PSDB) recebeu como má notícia o cancelamento do debate.

Acordo

Em nota, a TV Globo informa que tentou fechar um acordo com os candidatos Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN) para que eles não participassem do debate de São Paulo. “Este acordo tem sido tentado desde maio. Para que aqueles com menos densidade eleitoral abrissem mão do debate, a TV Globo ofereceu cobertura muito maior do que aquela a que fariam jus inicialmente se apenas critérios jornalísticos fossem levados em conta. Esta cobertura já foi ao ar”, diz a nota.

O objetivo era fazer o debate somente com os cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto –Marta Suplicy (PT), Gilberto Kassab (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Soninha Francine (PPS) e Paulo Maluf (PP).

Em nota à imprensa, Valente disse que a lei eleitoral determina que todos os candidatos com representação na Câmara dos Deputados sejam convidados para os debates televisivos. Afirmou também que os candidatos não aceitaram as formas de compensação oferecidas pela emissora –entrevistas em jornais locais — por considerarem uma medida antidemocrática.

O candidato alegou ainda que a ampla exposição e a troca de idéia entre os concorrentes são fundamentais para a construção da democracia. “É no debate eleitoral –muito mais do que no próprio horário gratuito — que o real confronto de idéias, essencial para a escolha do eleitoral, se faz presente”, disse.

De acordo com o blog Campanha no Ar, Ciro rechaça a idéia de que tenha causado o cancelamento do debate. Lembrando que outros dois candidatos se recusaram a assinar o acordo, Moura afirma que “a Globo é grande, mas não está acima da lei”.

04/09/2008 - 11:33h ‘Kassab não tem confiabilidade e faz um governo medíocre’

“O que o Cidade Limpa trouxe? Um visual mais limpo? Sim. A pessoa conseguiu escola melhor para sua criança? Não.
Conseguiu ser atendida melhor na saúde? Não. Melhor transporte? Não. O Cidade Limpa não mudou nada estrutural. A cidade de São Paulo não comporta governo medíocre.”

“A mulher, quando é dura, é arrogante.
Quando é bem arrumada, só pensa em ir ao cabeleireiro.
Quando é gentil e generosa, é boba. Ser mulher não é simples. Na política, menos ainda. Por isso há tão poucas.”

“Pode estar envolvido (em escândalos). Em relação ao Paulo, ele simboliza a Força Sindical e tenho, pela primeira vez na História — nem Lula teve —, o apoio de todas as centrais sindicais. Tenho muito orgulho do apoio da Força Sindical.

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Em primeiro nas pesquisas, Marta Suplicy concentra seus ataques no prefeito, que começa a crescer e tem o apoio do governador

SÃO PAULO. Marta Suplicy parece ter aprendido a lidar com o tabuleiro eleitoral. A um mês da eleição, mexe cada peça conforme o avanço inimigo. Embora o tucano Geraldo Alckmin apareça estagnado em segundo lugar nas pesquisas, é o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que a incomoda, porque sobe na preferência do eleitor, e Marta concentra ataques contra ele. “Ele está abusado. Não tem confiabilidade”. Diz que Kassab não planejou a cidade para o boom econômico propiciado pelo governo Lula e que “São Paulo, a locomotiva do Brasil, está parando”.
Contra Alckmin, críticas genéricas, como as de que tucanos pouco fizeram. Maluf atiça o forte temperamento dela, quando perguntada sobre o uso da frase “relaxa e goza” na campanha do ex-prefeito. “É um fim melancólico”, responde. Marta diz estar mais madura, mas não a ponto de controlar os impulsos.
“Sua pergunta é ridícula”, reage quando indagada sobre a acusação de que não pagou parcelas da dívida pública municipal.
Refeita, faz projeções para a eleição presidencial e diz que a vitória seria muito importante para o PT. Na seara dos inimigos, vai além: “Gente, todo mundo sabe que, se ganhar o Alckmin, Serra não será candidato a presidente”. E distribui panfletos sobre seu livro, no qual descreve a experiência como prefeita e fala da derrota para Serra em 2004. Psicanalista, diz às gargalhadas que não é de perder o eixo, mas que a derrota a abalou e que superou o trauma. “Adoro fazer terapia.”

Flávio Freire, Soraya Aggege, Ricardo Galhardo, Germano Oliveira, Silvia Fonseca e Ascânio Seleme – O GLOBO

SÃO PAULO

O GLOBO: A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ao falar do metrô de SP, disse que, com ou sem Marta, a ampliação do metrô sairá. Ela foi inábil?
MARTA SUPLICY: Ela foi corretíssima.

Ela faz parte de um governo que é republicano.

Mas atrapalha sua candidatura?
MARTA: De jeito nenhum, a afinidade é comigo. O que tem que ser visto é que quando o presidente Lula vem aqui e diz que tem lado, e o lado dele é a Marta, está falando mais do que um companheirismo de 30 anos. Ele fala de um projeto único.

Kassab disse que a senhora foi omissa na educação e na saúde.
MARTA: É uma inverdade. Me choca a coragem dele de dizer inverdades.
Ele diz que os CEUs dele são mais baratos.
Deixe a cidade com contratos para os 24 CEUs prontos, licitados e com preço. Os 13 que ele construiu variam de 2% a 50% a mais do que o preço licitado. É só olhar os preços.
Que confiabilidade tem uma pessoa que fala uma coisa dessa? Usam uma terminologia da “ilha da fantasia” em relação ao que é a realidade de uma prefeitura. Eles (os adversários) não investiram. Pior: não se deram conta do momento que o Brasil estava vivendo: não tem falta de televisão, de geladeira nem de carro. Eles não acreditaram no boom econômico do governo Lula e não prepararam a cidade.
São Paulo não se preparou nestes quatro anos, não teve visão e a mediocridade dominou estes quatro anos. A atual administração não planejou São Paulo para essa nova realidade da economia. São Paulo é a locomotiva do Brasil e está parando por falta de planejamento.

Kassab escolheu a senhora como adversária de modo a se incluir no segundo turno, excluindo Alckmin? A senhora engoliu a isca?
MARTA: Ele não pode fazer diferente, né? Está todo atrapalhado com o lado dele. Se escolhesse o Alckmin ficaria constrangedor para ele.

Gostaria de tê-lo como adversário no segundo turno?
MARTA: Tanto faz, adversário não se escolhe.

Mas a senhora está polarizando com ele, mordendo a isca…
MARTA: Não é morder a isca. Quando a pessoa acusa você e fala inverdades, você rebate. E ele está muito abusado em termos de inverdades.

Disse que a senhora gosta de pôr placas sem fazer obras.
MARTA: O que vou responder para ele? O que ele fez na cidade que não tenha sido iniciado por mim? O que o Cidade Limpa trouxe para o cotidiano das pessoas? Um visual mais limpo? Sim. A pessoa conseguiu escola melhor para sua criança? Não. Conseguiu ser atendida melhor na saúde? Não. Melhor transporte? Não. O Cidade Limpa é bom? É. Mas não mudou nada estrutural. A cidade de São Paulo não comporta governo medíocre, que não tenha mudança.

Alckmin e Kassab usam o governador José Serra como cabo eleitoral.
A senhora acha que pode enfrentar um terceiro turno contra Serra?
MARTA: Eles estão muito atrapalhados.

Não sei como vão resolver.

Falando que Kassab é medíocre, como poderá conquistá-lo num segundo turno?
MARTA: Não estou falando dele pessoalmente, mas do governo dele.

No 2° turno, procuraria Kassab?
MARTA: Não vou antecipar quem será meu adversário. Deixa acontecer, vamos ver como vão estar, se vão estar se falando ou se estapeando até o segundo turno… Porque a situação hoje é péssima.

A senhora prevê uma antecipação de 2010?
MARTA: Não. Está uma campanha bem disputada aqui, com muita confusão do lado de lá. Tentam tapar o sol com a peneira, mas a confusão existe. Eles estão atrapalhados. O eleitor está mais atrapalhado ainda e não é problema do PT.

A senhora se credenciará para 2010 se vencer agora?
MARTA: Não estou pensando nisso…
Por que é importante ganhar aqui? Porque vamos dar força para a eleição de 2010. Aí que é a importância dessa eleição. Todo mundo sabe que, se ganhar o Alckmin, o Serra não é candidato a presidente.

A senhora diz que se ganhar o Alckmin, o Serra não será candidato?
MARTA: Provavelmente.

Quem seria o candidato? Aécio (Neves, governador de Minas)?
MARTA: É melhor deixar para a frente a discussão. Nem devia ter mencionado isso, não faz parte da nossa preocupação.

A senhora fala que se arrependeu de ter taxado a classe média e acena com a redução de impostos. Deixará de fazer algum serviço por isso?
O GLOBO: Não, não. Fizemos o erro, sim, porque a vontade de reconstruir a cidade e a falta de dinheiro eram tamanhas, que não pesei que poderia pesar para uma parcela significativa da classe média. E pesou. Acho que aprendi. Estamos propondo a redução de impostos (para os autônomos), porque a cidade tem condições.
Vai dar mais ou menos R$ 30 milhões, o que não é algo relevante, mas para as pessoas que vão pagar pode ser. Outra coisa: vamos voltar a ter um milhão de casas isentas de IPTU, porque o governo do PSDB não atualizou o teto, então as casas isentas passaram para 800 mil casas.

Paulo Maluf usou o “relaxa e goza” contra a senhora. Ele pode estar sendo usado por alguém?
MARTA: Não sei. De qualquer maneira, é um fim melancólico (de Maluf).

Atrapalha muito essa exposição?
MARTA: Não, porque acho que é uma frase já bastante conhecida da população. Foram pedidas desculpas.
Não vai afetar. Foi ruim para ele.
Pegou mal. Para ele, para mim não.

Algumas pessoas a consideram como de temperamento forte. Outras interpretam como arrogância. E vêem essas frases… A senhora vê sua personalidade como adversária? MARTA: Tem ônus e bônus. É o que me fez enfrentar a situação de São Paulo. Precisa ter personalidade forte, capaz de dizer coisas que têm que ser ditas. Como mulher, é imprescindível.
Agora, a mulher, quando é dura, é arrogante. Quando é bem arrumada, só pensa em ir ao cabeleireiro.
Quando é gentil, é boba. Ser mulher não é simples. Na política, menos ainda.
Por isso há tão poucas.

A senhora tenta mudar?
MARTA: Não. A maturidade vai levando você a ser mais sábia, mas não necessariamente a mudar o jeito de ser. O jeito de ser me permitiu estar na política. Você vai aprendendo que prefeito não reage a cidadão. Você vai aprendendo. Mas não muda a personalidade. Faz você mostrar que tem capacidade de aprendizagem.

Na derrota, perdeu o eixo?
MARTA: Imagina (gargalhadas). Que é isso! Não poder lembrar uma situação sem ficar muito triste é uma coisa.
Perder o eixo é outra. Não sou o tipo de pessoa de perder o eixo.

Se eleita, prevê algum problema com o governador Serra?
MARTA: Não vejo por quê. Ele vai ter interesse, principalmente se almeja ser candidato em 2010. O que pudermos fazer de produtivo para São Paulo, ele terá bônus também em 2010.

Os adversários a acusam de multiplicar a folha de pagamentos, sucatear a CET. Como vê as críticas?
MARTA: Fizemos concursos porque a cidade estava abandonada. Tivemos de fazer contratações. Da CET é piada o que estão falando. Kassab agride cada vez que percebe que seus pés são de barro. Ele pode acusar o que quiser, mas deixamos a CET numa condição boa. É fácil acusar.

O fato de a senhora ter se separado e casado de novo teve algum impacto na eleição de 2004?
MARTA: Talvez. No meu livro (“Minha vida de prefeita”, Editora Agir), falo sobre isso. Tem preconceito. São Paulo é paradigmática, pois tem um setor muito conservador, mas um muito avançado. Parte da diversidade e da riqueza, são forças contínuas na cidade. Acho interessante.

Descarta o apoio do Maluf?
MARTA: Dos eleitores dele, não. Eu gostaria de tê-los.

Aliança com ele, não?
MARTA: Não. Nós estamos do outro lado do rio.

Mas ele a apoiou em 2004.
MARTA: Não vivi isso. Não vivi. Foi partidário. Soube por um filho, que ligou quando viu uma camioneta na Avenida Brasil: “Mãe, olha! Tem uma camioneta do Maluf com você”. Liguei para o partido e soube que tinha um apoio partidário. Temos perfil diferente.
Visão de mundo diferente.
Não acrescenta para mim o apoio dele formal. Somos como água e vinho.

Mas também está do outro lado do rio o (deputado) Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical. E sentou na mesa da senhora.
É conveniência eleitoral?
MARTA: Não estou do outro lado do rio com o Paulo. O Paulo simboliza a Força Sindical e estamos juntos.

Ele foi envolvido em escândalos…
MARTA: Pode estar envolvido, mas estou falando em relação ao Maluf, não falei desse aspecto.

Não acha que está sujando as mãos?
MARTA: Paulo simboliza a Força Sindical e tenho, pela 1ª vez — nem Lula teve —, o apoio de todas as centrais.
Tenho orgulho do apoio da Força.

25/08/2008 - 14:00h O bom diagnóstico

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Pode parecer paradoxal mas os colunistas pro-Kassab dos jornais parecem estar mais nervosos. Seja no jornal Valor, seja na Folha de São Paulo ou no O Globo, atacam com veemência a campanha Alckmin. O eixo da crítica é desqualificar Alckmin como candidato tucano (teria deixado de sé-lo, em benefício de Kassab) ou questionam Alckmin por criticar a administração demo-tucana de Kassab, em detrimento dos ataques ao PT.

Depois da edição feita pela Folha dos resultados da pesquisa (imediatamente usada pela campanha Kassab na TV), alguns proclamam nas suas páginas que o essencial agora é a disputa entre Alckmin e Kassab, para depois ver quem disputará com Marta. Afirma-se, sem um pingo de argumento, que “Alckmin caiu e Kassab subiu”, para tentar induzir a idéia que existem vasos comunicantes exclusivos entre ambos, quando o Datafolha mostrou que Marta foi a principal beneficiária da queda de Alckmin e não Kassab. Paradoxalmente, a torcida em favor de Kassab é bom para o PT e para sua candidata, mesmo que a intenção desses torcedores não seja essa.

A artilharia dos Kassabistas está focada na desestabilização do marketing da campanha Alckmin e evitar que ela continue batendo na tecla da saúde, contra o prefeito. Procuram “vender” uma administração bem avaliada, para permitir que Kassab progrida e consiga derrubar Alckmin. A manobra visa a transformar Alckmin em candidatura residual, para transformá-la em linha auxiliar da campanha de Kassab à prefeitura e a mais longo prazo, preservar a candidatura tucano-paulista ao planalto. Em complemento da “boa administração”, procuram apresentar Kassab quase mais tucano que o representante do PSDB.

Estamos assistindo a tentativa de “cristianização” da candidatura Alckmin e de “tucanização” do Kassab.

Só que tem um porém…

Vejam o que aconteceu em Recife e em Belo Horizonte. Em Recife com Costa e em Belo Horizonte com Lacerda, ambos candidatos da continuidade e de prefeituras e governos bem avaliados. Ambos permaneciam embaixo nas pesquisas e pularam para o primeiro lugar com o começo da propaganda eleitoral gratuita. Não sendo candidatos conhecidos, bastou a TV mostrar que eram os representantes de seus respectivos governos para alavancar uma subida espetacular.

Aqui isto por enquanto não aconteceu, apesar da vontade dos que “editaram” a pesquisa Datafolha para vender semelhanças. Aqui em São Paulo, ao que tudo indica, a queda de Alckmin em favor de Marta foi anterior ao começo do programa eleitoral, como já tinha captado a pesquisa Ibope (Ver Datafolha confirma Marta em primeiro lugar e Alckmin segundo).

Após o programa eleitoral, mesmo dispondo de maior tempo na TV, de uma propaganda bem focada, do apoio da publicidade estadual e das máquinas respectivas, o candidato Kassab oscilou positivamente de apenas 3 pontos. Eles foram suficientes para seus apoiadores na mídia saírem a campo com força total e poderão, se atingirem seu objetivo, precipitar uma crise na campanha Alckmin. Isto é bom para Marta e o PT.

É aquela história da qual o méga-especulador Soros já tinha falado “da profecia que se auto-realiza”. A força de falar da catástrofe, as falas provocam o pânico, o qual acaba provocando a catástrofe. Só que mesmo falando que Brasil viraria uma Argentina em crise (a “catástrofe” a qual Soros se referia na época), o prognostico não se materializou, entre outras coisas porque Lula não entrou em pânico e o governo federal fez o que devia ser feito.

Para a campanha de Marta esta movimentação tem importância. Nos dois últimos meses a ação de desestabilização lançada contra Alckmin contribuiu a fincar com mais força ainda a candidata na preferência do eleitorado. A pressão atual pode permitir um enfraquecimento de Alckmin, uma boa subida de Kassab, acirrando a disputa entre eles. E persistindo Kassab na linha agressiva contra o PT, aumentando ainda mais sua rejeição, o que ajudará a reforçar as condições da vitória eleitoral no segundo turno. Não cabe a nós escolher o adversário e sim apresentar nosso diagnóstico da realidade e as propostas para enfrentar os desafios de São Paulo. Para isto é fundamental que Alckmin não consiga “roubar” da candidatura Marta seu caráter de oposição a administração Kassab, perigo presente na inteligente exploração que ele começou a fazer na questão da saúde. LF

15/08/2008 - 19:10h Marta lidera com 41% no primeiro e derrota Alckmin no segundo turno

Resultados das quatro últimas pesquisas (as 3 colunas iniciais são do mês de julho e a última é o IBOPE de hoje para a TV GLOBO ):

  Datafolha Ibope Globo
Datafolha Globo
Ibope Globo
Marta 38% 34% 36% 41%
Alckmin 31% 31% 32% 26%
Kassab 13% 10% 11% 8%
Maluf 8% 9% 8% 9%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47%
Alckmin 50% 47% 51% 42%
         
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 15 agosto

A pesquisa Ibope de 15 de agosto, foi realizada entre terça-feira e ontem com 805 moradores da cidade de São Paulo. A foi registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo sob o número 01700108-SPPE. A margém de erro é de 3%

29/07/2008 - 13:57h TV Globo põe luz sobre o apagão demo-tucano em São Paulo

23/07/2008 - 18:25h A sujeira da lista

Blog Toda mídia de Nelson de Sá

A sujeira da lista

Folha e “Estado” abrem com a lista supostamente “suja”, entre aspas só na primeira _que destaca no enunciado a crítica dos candidatos à associação de magistrados que elaborou e postou a relação em seu site. Em São Paulo, a ação atinge Marta Suplicy e Paulo Maluf, em benefício de Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab.

No Rio, o “Globo”, que fez campanha pela lista, apenas registrou. Sua manchete, com registro nos jornais paulistas, foi para a prisão do “deputado de milícia”, que é “do partido do prefeito” do Rio, aliás, o DEM.

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13/07/2008 - 11:00h Algemas ministeriais

JANIO DE FREITAS

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A demagogia e a farsa continuaram soltas, mas a autoridade do ministro da Justiça foi algemada



SOB A EXCITADA divergência entre os partidários do juiz Fausto De Sanctis e os do ministro Gilmar Mendes, em torno do prende-e-solta de Daniel Dantas, está esquecido um motivo fundamental: certo ou errado nos conceitos e decisões, cada um dos dois exerceu o poder que lhe é conferido pela Constituição. Poder sujeito, no caso do juiz, à recusa ou confirmação liminar de um ministro do Supremo Tribunal Federal; e, no caso do ministro, ao julgamento definitivo por outros ministros do STF. É o sistema de sucessivos recursos e apreciações que muitos propõem encurtar, com a opinião de que amplia a lerdeza judicial. Mas que, sem por si só assegurar um Judiciário democrático, amplia as possibilidades de decisões isentamente democráticas.
Não estão menos esquecidos, aí por parte do governo, certos conceitos essenciais. Diz o ministro da Justiça que uso de algemas, em todos os presos pela Polícia Federal, é uma “ação igualitária do governo que não distingue entre pobres e ricos”. É raro ouvir de Tarso Genro alguma coisa que não esteja infiltrada de demagogia, e sua defesa das algemas generalizadas não fugiria à regra. Que igualdade real advém de algemas, além da farsa demagógica das aparências?
Em uma política de segurança democrática e responsável, os instrumentos de ação policial são usados segundo a própria natureza da ação. Fuzis e algemas para prender uma senhora sem possibilidade e intenção de resistência alguma não é igualitarismo, é abuso de autoridade e ostentação de poder (armado). O que um ministro da Justiça não poderia, jamais, pôr-se a justificar, mesmo que só por seu apego à demagogia.
Pode ser que as 7.000 páginas do inquérito só contenham afirmações exatas e comprovações irrefutáveis, mas o ministro Tarso Genro não poderia fazer a aprovação pública de uma ação policial, e do respectivo inquérito, cujo conhecimento lhe foi negado. A ele e à hierarquia superior da PF e do ministério, até o momento em que o delegado Protógenes Queiroz decidiu fazer as prisões. A demagogia e a farsa continuaram soltas, mas a autoridade do ministro foi algemada.
Por essas e por infinidade de outras, o que é transposto, para o conhecimento público, do aspecto policial do caso está infestado de “a PF suspeita que”, a “PF acredita que”, “há indícios de que”, em lugar de fatos definidos e comprovações. Sem falar em vazamento do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, para um especulador no Brasil. Ou na mulher de Daniel Dantas como laranja dele, a própria mulher, com quem ele vive, para esconder-lhe a presença em negócios? E agora, a novidade de outro inquérito: o recolhimento de computadores e papéis em residências e na empresa MMX, acusada de minerar e desviar ouro no Amapá, onde afirma não minerar ouro.
Neste país de tão escassa agitação intelectual, o juiz De Sanctis e o ministro Mendes provocam um debate sério e útil, pelo nível, pelas causas em questão e pelas extensões que permite.

Camaradagem
A direção da Central Globo de Jornalismo protestou (”Painel do Leitor” de 11.7.08) contra uma frase de meu artigo “A confusão escandalosa” (10.7.08). Esta: “O privilégio dado à TV Globo, sempre levada ao lugar e à hora certa por avisos de operações “sigilosas” da PF, explica-se pela reciprocidade que a emissora dá, em audiência e no intenso uso acrítico do material colhido”. Diz o protesto que “a TV Globo não tem nem aceita privilégios”, [...] “ela encontra o lugar e a hora certa porque tem uma equipe de profissionais competentes e bem preparados”.
E, além deles, bola de cristal. Ou a Globo mantinha equipes habitando as calçadas em frente às casas de Celso Pitta e muitos outros, à espera da eventualidade de que, em alguma imprecisa madrugada, a PF aparecesse naquelas casas e a Globo, sozinha, registrasse tudo. Se a direção executiva da Central Globo de Jornalismo não aceita o privilégio de receber informações jornalísticas exclusivas, tenha a camaradagem de mandá-las para cá (assegura-se o bom uso). Porque essas informações, origem primordial do jornalismo de notícias e reportagens próprias, em nada desmerecem e nem dependem de quem as receba: são ato privilegiante decidido e praticado por quem as proporciona. Como poderia saber a direção executiva da eficiente Central Globo de Jornalismo, ao menos para não me atribuir desmerecimento que, no caso, não fiz à exclusividade da TV Globo. Fiz até ressalva a seu favor.

20/05/2008 - 10:14h Globo News dá amplo espaço ao plano de transporte para a Copa 2014

11/05/2008 - 00:23h Ponte da Marta será cenário dos jornais da TV Globo

da Folha Online

A TV Globo informou que vai estrear nesta segunda-feira (12) o estúdio de vidro no qual serão apresentados os telejornais produzidos em São Paulo. A estréia, inicialmente prevista para 1º de abril, teve que ser adiada, para ajustes de iluminação, já que os vidros refletiam muito a luz do estúdio.

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Chico Pinheiro e Carla Vilhena fazem teste no novo estúdio de vidro da Globo em SP

O primeiro a utilizar a nova instalação será o “Bom Dia São Paulo”. Depois será a vez das duas edições do “SPTV” serem ancoradas do novo estúdio.

A apresentação da previsão do tempo, que antes era feita em estúdio separado, do qual a moça do tempo conversava com o apresentador através de um telão, agora será feita no mesmo estúdio onde os telejornais são apresentados. Isso proporcionará maior interação entre ela e a bancada, diz a Globo.

Ponte ao fundo

O novo espaço tem visão de 180 graus da cidade, que funcionará como cenário na apresentação dos telejornais, informou a emissora. O estúdio dá visão para a marginal Pinheiros. Dele, é possível ver, atrás dos apresentadores, a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, que é aberta ao tráfego hoje (10).

“O novo estúdio inaugurará também uma nova linguagem na tevê, com a idéia de inserir o jornalismo no dia-a-dia de São Paulo”, disse a Globo, em nota, na qual diz ainda que pretende destacar o telejornalismo comunitário.

O novo estúdio tem minigruas e câmeras em alta definição. O sistema de iluminação é automatizado, para controlar a intensidade do calor no ambiente.

A Globo informou que a comunicação entre o estúdio novo e a sala de controle de produção será feita através de fibra ótica, por conta da distância de 800 metros que separa as duas estações de trabalho.

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30/04/2008 - 23:22h Um marco legal para a mídia

O advogado Pedro Serrano defende regras para evitar abusos de poder da grande mídia.

Verônica Couto – Revista ARede

L'image “http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9722-b.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.A Lei de Imprensa ficou caduca, e 22 de seus artigos foram suspensos, em fevereiro, por liminar do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF). A remoção do “entulho autoritário” foi comemorada por jornalistas e ativistas dos direitos humanos. Mas há quem pergunte se é bom para a sociedade viver sem uma lei que regule a atividade da imprensa, ou da mídia, em geral. Para o advogado constitucionalista Pedro Serrano, o vácuo regulatório é ruim para o cidadão. Deve-se aproveitar o momento, diz ele, para debater um novo marco legal, que aumente a responsabilidade social da mídia. Em vez de uma Lei de Imprensa, o advogado propõe uma Lei de Garantia de Direito da Informação. De um lado, impedindo a censura prévia, por quaisquer meios; de outro, protegendo o cidadão de abusos praticados em quaisquer veículos — jornal, rádio, TV, internet.

Sem isso, destaca Pedro Serrano, não há, por exemplo, garantia de direito de resposta; e as indenizações por crimes de calúnia e difamação, em ações baseadas apenas nos Códigos Civil ou Penal, têm valores ínfimos, em comparação ao porte das empresas. Ele é a favor de multas pesadas, sem limites prévios, e de um papel de regulador ético da atividade para o Judiciário. E, de modo a assegurar um espírito realmente republicano à comunicação no Brasil, defende o fim da renovação automática das concessões de radiodifusão, prevista no próprio texto constitucional. “É mecanismo imperial e absurdo”, diz.

A decisão de Ayres Britto vale até o julgamento, pelo STF, do mérito da ação impetrada pelo PDT, que acusa a Lei de Imprensa de inconstitucionalidade — uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental. E há, também, na Câmara dos Deputados, desde 1992, um projeto de substitutivo da Lei de Imprensa (PL 3.232). Entre outras coisas, prevê multa indenizatória com base em critérios como tiragem, mas sem definição de teto.

(mais…)

03/04/2008 - 03:43h Blogueiros se unem contra censura a jornalista do ‘Globo’ na China

O Globo Online

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RIO – O blogueiro Jorge Antonio Barros lançou um movimento de solidariedade ao correspondente do jornal O GLOBO na China, Gilberto Scofield Jr., cujos blogs No Oriente e Pequim 2008 , sobre as Olimpíadas deste ano, foram bloqueados pelo governo chinês. Mesmo com o veto, Scofield continua publicando informações sobre os recentes confrontos no país asiático por causa da crise no Tibete.

O movimento já tem a adesão de outros blogueiros, como Mauro Ventura , Renato Pacca , Antônio Carlos Miguel , Ronald Villardo e a dupla Lidia Marôpo/Renata Ramalho .
Assine O Globo e receba todo o conteúdo do jornal na sua casa.


Eu também sou solidário do movimento contra a censura na China. LF

01/04/2008 - 05:25h China: governo bloqueia blog do Globo Online

Página de correspondente do GLOBO não pode mais ser acessada em Pequim

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O Globo

PEQUIM. O governo da China está sofisticando seus filtros para a censura de sites na internet a apenas quatro meses para a abertura das Olimpíadas, passando a incluir agora blogs e sites de notícias sobre o país em outras línguas que não o inglês.

Desde domingo, o blog “No Oriente”, hospedado no portal de notícias do Globo Online e produzido pelo jornalista Gilberto Scofield Jr., não é mais acessível de dentro de Pequim.
Quem clica no blog, vê a mensagem “A página não pode ser exibida”, típica de sites censurados.

Todos os outros blogs do Globo Online estão visíveis.

Provavelmente o blog foi bloqueado por seu conteúdo sobre os recentes conflitos no Tibete, com análises de especialistas e relatos de tibetanos que acusam a China de não admitir a invasão, promover uma repressão sistemática na região e não tentar dialogar com a sociedade local, não apenas em Lhasa, capital do Tibete, mas em outras províncias densamente habitadas por tibetanos, como Qingnhai, Gansu e Sichuan.

Alguns sites de notícias em inglês que sempre foram bloqueados no país — como o da rede inglesa BBC, há pelo menos três anos fora do ar — passaram a ser abertos à visitação dentro da China, mas as notícias sobre o país continuam bloqueadas. O mesmo ocorre agora com o site de vídeos YouTube, que deixou de ser totalmente bloqueado e passa a censurar apenas os vídeos de conflitos no Tibete ou sobre o Dalai Lama.

Este mês, o correspondente em Xangai da revista americana “The Atlantic Magazine”, James Fallows, um apaixonado por informática, diz que o gigantesco aparato de controle da internet chinesa pode agora também censurar lugares específicos em Pequim de modo a garantir, em locais freqüentados por estrangeiros, um acesso menos bloqueado da rede.

“O que os visitantes estrangeiros para as Olimpíadas vão perceber não é uma abordagem mais relaxada da internet, mas seu refinamento”, diz a revista americana. Segundo Fallows, o bloqueio agora segue um padrão de uso de IP (o endereço do micro na rede), podendo liberar acessos de determinados cibercafés, quartos de hotel ou centros de convenção pela capital chinesa. 

14/10/2007 - 19:52h Ganhei meu dia

Primeiro, porque voltando do cinema encontrei um post de Sylvia que disse:

Sylvia
A voracidade de seu blog me surpreendeu.
A quantidade, a diversidade e a qualidade das informações deram um nó na minha cabeça, acostumada a olhar o mundo pelo buraco de uma fechadura.

Não sei se conheço a leitora Sylvia, mas que é um baita encorajamento, isso é.

Segundo, porque quebrando uma reticência para com tudo o que é muito badalado na mídia, assisti ao “Tropa de Elite“, o filme que não foi escolhido para representar o Brasil no Oscar do estrangeiro em Hollywood.

A Globo gostou do filme, eu não. Os estereótipos, de qualquer espécie, me resultam indigestos e essa estória de bandidos e mocinhos made in favela do Rio -mesmo bem filmada- é primária.

PM corrupta, pacifistas idiotas úteis (logicamente maconheiros) e BOPE puro -na purificação redentora do extermínio do mal- parece série B ou novela da Globo (com mais violência e menos sexo, ponto para a… novela).

A moral da estória (se moral há, tenho dúvidas) é que só a violência é pura quando empregada para fazer o bem (eliminar o tráfico). Os policiais corruptos são eliminados pela violência da escolha da elite. O BOPE é brutal na seleção, brutal nas marchas que acompanham o treinamento, brutal no trato de todas e todos os que não representam a missão purificadora. A tortura é o instrumento redentor, permitindo a progressão da “salvação” no interior da favela. A escória é eliminada. O “herói” se robotiza na função exterminadora, preparando um mundo limpo para seu filho.

Simbolicamente os responsáveis do “sistema”, que fazem a força do tráfico, são os consumidores da classe média, que ao mesmo tempo com suas ONGs sociais e suas marchas pacifistas preservam o poder dos marginais.

Ganhei meu dia, porque assistir ao filme me permitiu entender porque a Globo gostou.

E entender, me faz sentir que o dia valeu a pena. Porque gosto da frase do filósofo Spinoza: “Nem rir, nem chorar, mas compreender”.

Luis Favre

10/09/2007 - 15:33h Toda Mídia de Nelson de Sá

SÓ NO BRASIL

boingboing.net
No Boing Boing , logo da campanha do Idec

Foi parar no iCommons.org e até no blog Boing Boing, dos maiores no mundo, a campanha iniciada aqui pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) contra a adoção de “restrições tecnológicas” ou DRM, como é mais citado, para a reprodução das imagens abertas de TV digital no Brasil. É o que querem as emissoras, apoiadas em Hélio Costa, que até o Boing Boing trata de descrever como um “todo-poderoso ex-âncora da maior rede do país (Globo)”.
O DRM, sublinhou o blog, não passou nos EUA nem na Europa, pelo esforço da Electronic Frontier Foundation.

“NÃO FAZ DIFERENÇA”
Mais Hélio Costa. O site Tele.Síntese deu que, em campanha na América do Sul pelo padrão japonês de TV digital, adotado após pressão das redes, ele minimizou a opção pelo padrão europeu no Uruguai. O país seria “uma pequena cidade no interior de SP”.
A campanha nipo-brasileira já teria convencido a Colômbia. Argentina e Chile ameaçam seguir o Uruguai.

A GUERRA DAS TELES
O “Corriere della Sera”, com eco na Thompson Financial, ouviu do presidente da Pirelli sua “confiança” na aprovação, aqui, pela Anatel, da compra da Telecom Italia pela espanhola Telefônica.
Já o site Caros Amigos ouviu de acadêmica mexicana que a Telmex, também ex-estatal e concorrente da Telefônica, “é produto do capitalismo disfuncional do México”.

“WORKING CLASS”

wsj.com
 

O blog de moda do “Wall Street Journal” falou da fila no estande das Havaianas, na semana de Paris, e do avanço das sandálias “que um dia foram de trabalhadores” nos EUA também, como no Soho, em Nova York.

Leia a integra da coluna Toda Mídia de Nelson de Sá na Folha de São Paulo (para assinantes)