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	<title>Blog do Favre &#187; governo federal</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Extradição: ato de soberania</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 18:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Cesare Battisti
Dalmo Dallari
RIO &#8211; A concessão da extradição de um estrangeiro que se encontre no território brasileiro, para atender a um pedido formulado pelo governo de um Estado estrangeiro, é um ato de soberania do Estado brasileiro, que deve ser praticado com absoluta independência e tendo por base jurídica superior às disposições da Constituição brasileira. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://documentoreservado.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/Cesare-Battisti.jpg" alt="http://documentoreservado.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/Cesare-Battisti.jpg" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em>Cesare Battisti</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Dalmo Dallari</span></h2>
<p>RIO &#8211; A concessão da extradição de um estrangeiro que se encontre no território brasileiro, para atender a um pedido formulado pelo governo de um Estado estrangeiro, é um ato de soberania do Estado brasileiro, que deve ser praticado com absoluta independência e tendo por base jurídica superior às disposições da Constituição brasileira. Evidentemente, devem ser levados em conta, na decisão do pedido, os compromissos assumidos pelo Brasil, tanto por meio de adesão a documentos internacionais como pela assinatura de tratados, mas o atendimento de tais compromissos não tem prioridade sobre a obrigação jurídica de respeitar e aplicar a Constituição brasileira. Agradar ou desagradar ao governo solicitante da extradição é um dado secundário no exame das disposições constitucionais, não devendo ter qualquer peso na decisão de conceder ou não a extradição.</p>
<p>Tudo isso deve ser levado em conta na decisão que será tomada pelo presidente da República relativamente ao pedido de extradição do italiano Cesare Battisti, formulado pelo governo da Itália. Na última sessão do Supremo Tribunal Federal, que tratou da questão, foram tomadas duas decisões fundamentais. A primeira reconhecendo a legalidade formal do pedido de extradição, ficando assim afastada a hipótese da existência de alguma ilegalidade que impedisse a apreciação do pedido. A Lei número 6.815, de 1980, que dispõe sobre a situação jurídica do estrangeiro no Brasil, diz no artigo 83 que nenhuma extradição será concedida sem prévio pronunciamento do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade do pedido. Como bem assinalou a eminente ministra Carmen Lúcia, o pedido de extradição começa e termina no Poder Executivo mas passa obrigatoriamente pelo Supremo Tribunal Federal, que, no desempenho de sua função precípua, que é a guarda da Constituição, verifica previamente se estão satisfeitos os requisitos legais. Essa decisão não é terminativa, não resolve se o pedido de extradição será ou não atendido, mas é de extrema importância para salvaguarda da Constituição e dos direitos que ela assegura.</p>
<p>A segunda decisão do Supremo Tribunal Federal foi no sentido de reconhecer que a palavra final sobre o pedido de extradição cabe ao presidente da República. É importante assinalar que o Supremo Tribunal Federal não determinou, nem poderia fazê-lo, que o presidente conceda ou não a extradição. Em termos constitucionais, a decisão sobre essa matéria enquadra-se no âmbito das relações internacionais do Brasil. E a Constituição é bem clara e objetiva quando estabelece, no artigo 84, que “compete privativamente ao presidente da República manter relações com Estados estrangeiros”. Diariamente os jornais brasileiros dão notícia de encontros, negociações e decisões no âmbito internacional, nas mais diversas áreas de atividades, como a economia, o meio ambiente, a proteção da saúde, o respeito aos direitos humanos e muitas outras questões que se colocam no relacionamento entre os Estados. E em todos esses casos o Brasil é representado pelo Poder Executivo, que tem na chefia suprema o presidente da República, a quem compete, privativamente, manter relações com Estados estrangeiros. Assim, pois, já tendo o reconhecimento da inexistência de ilegalidades, por força da decisão do Supremo Tribunal Federal, cabe ao presidente da República fazer a avaliação do conjunto de circunstâncias que cercam o pedido de extradição, levando em conta, sobretudo, as disposições da Constituição brasileira.</p>
<p>No caso em questão, em que o governo italiano pede a extradição de Cesare Batistti, existe um ponto essencial: os crimes de que Battisti foi acusado já foram qualificados anteriormente, pelo governo italiano, como crimes políticos. Com efeito, numa das ações do grupo a que pertencia Battisti foi morto um homem, Torregianni, e seu filho, que se achava no local, foi gravemente ferido, sendo obrigado, desde então, a locomover-se em cadeira de rodas. Um dado fundamental é que, desde então, o governo italiano vem pagando pensão mensal ao jovem Torregianni, por reconhecer que ele foi vítima de crime político. A legislação italiana prevê esse pensionamento somente para vítimas de crime político, excluídas as vítimas de crime comum.</p>
<p>E nos termos expressos do artigo 5º, inciso 52, da Constituição, “não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião”. Como fica evidente, o Presidente da República deverá decidir se concede ou não a extradição de Cesare Battisti, mas sua decisão não poderá ser arbitrária, devendo ser consideradas, obrigatoriamente, as disposições da Constituição brasileira. O fato de existir um tratado de extradição assinado pelos governos do Brasil e da Itália não se sobrepõe à Constituição, não tendo qualquer fundamento jurídico uma eventual pretensão do governo italiano de fazer prevalescer o tratado sobre a Constituição. Ao que tudo indica, deverá ser essa a decisão do presidente da República, que terá perfeito embasamento constitucional. Obviamente, essa decisão irá desagradar ao governo italiano, podendo-se esperar uma enxurrada de ofensas grosseiras ao Brasil e ao seu governo, como já ocorreu anteriormente, quando se anunciou que o pedido de extradição dependia de exame do Supremo Tribunal Federal e de posterior decisão do chefe do Executivo. Mas a decisão de negar a extradição não terá qualquer consequência jurídica negativa para o Brasil, que, pura e simplesmente, terá tomado uma decisão soberana, no quadro normal das nações civilizadas, regidas pelo direito.</p>
<p>Dalmo Dallari é professor e jurista.</p>
<p>23:29 &#8211; 19/11/2009</p>
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		<title>Gestão é isso aí</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 14:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Mundial]]></category>
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		<category><![CDATA[gasto público]]></category>
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		<category><![CDATA[Guido Mantega]]></category>
		<category><![CDATA[Otaviano Canuto]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8216;Brasil é exemplo de recuperação rápida&#8217;
O vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, disse ontem, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria, que o Brasil é um caso exemplar de recuperação rápida, após a crise global. Ele disse concordar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que &#8220;vamos entrar em um ciclo mais forte da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>&#8216;Brasil é exemplo de recuperação rápida&#8217;</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;">O vice-presidente do Banco Mundial, Otaviano Canuto, disse ontem, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria, que o Brasil é um caso exemplar de recuperação rápida, após a crise global. Ele disse concordar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que &#8220;vamos entrar em um ciclo mais forte da economia&#8221;. Canuto também concordou com Mantega em relação ao aumento dos gastos correntes do governo. Ele disse que caberá ao governo examinar o custo benefício e o efeito de cada gasto. Segundo Canuto, o Brasil tem hoje um potencial de crescimento mais rápido, o que é reflexo da boa qualidade de gestão. </span></p>
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		<title>Relatório preliminar do apagão mantém meteorologia adversa como causa</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Chico Santos e Rafael Rosas, do Rio &#8211; VALOR
Um relatório inconcluso feito durante o dia de ontem por cerca de 70 técnicos de empresas e órgãos envolvidos com o blecaute ocorrido no sistema elétrico brasileiro na semana passada não esclareceu definitivamente as causas do evento, mantendo duas hipóteses, ambas decorrentes de condições meteorológicas desfavoráveis: as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Chico Santos e Rafael Rosas, do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Um relatório inconcluso feito durante o dia de ontem por cerca de 70 técnicos de empresas e órgãos envolvidos com o blecaute ocorrido no sistema elétrico brasileiro na semana passada não esclareceu definitivamente as causas do evento, mantendo duas hipóteses, ambas decorrentes de condições meteorológicas desfavoráveis: as três linhas que ligam a hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, ao Sudeste do país, foram desligadas simultaneamente na subestação de Itaberá (SP) ou por &#8220;descargas atmosféricas&#8221; (raios) ou pela perda de capacidade de isolamento de uma das linhas provocada por acúmulo de água da chuva nos isoladores.</p>
<p>As informações foram dadas no começo da noite de ontem pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. O ONS é o órgão encarregado de fazer funcionar o Sistema Interligado Nacional (SIN) de abastecimento elétrico e a reunião foi realizada na sua sede (centro do Rio). Chipp disse que o documento, denominado Relatório de Análise de Perturbação, estará concluído na sexta-feira ou, no máximo, na segunda-feira, para ser encaminhado ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e, em seguida, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão fiscalizador do sistema.</p>
<p>Chipp disse que as conclusões a que se chegou até agora resultaram da análise dos registros feitos pelos equipamentos instalados nas principais subestações do SIN. Em linguagem bastante técnica, ele buscou explicar que o apagão, que atingiu 18 Estados e reduziu em mais de 52% a carga elétrica do país no dia 10 deste mês não tinha como ser evitado nas condições em que ocorreu, com intervalo de milésimos de segundo entre o desligamento de uma linha e outra.</p>
<p>Segundo os dados, um curto-circuito, provocado por raio ou por perda de capacidade de isolamento, desligou primeiro a fase B da linha nº 1 (cada linha tem três fases). Apenas 13,5 milésimos de segundo depois, houve outro curto na fase A da segunda linha e 3,2 milésimos de segundo depois, outro curto atingiu a terceira linha. O desligamento da primeira linha, naquelas condições, pode ter causado sobrecarga nas demais, gerando o desligamento em cadeia. Chipp disse que de 2000 a 2009 foram registradas nove ocorrências triplas e dez duplas de curtos-circuitos nas mesmas linhas sem provocar blecautes porque, naqueles casos, houve intervalos de três a cinco segundos entre cada curto.</p>
<p>O diretor do ONS, assessorado por técnicos, disse que, nas condições em que ocorreu, o blecaute não tinha como ser evitado. Segundo ele, o desligamento de uma das linhas, para reduzir a carga por medida de segurança, feito às 13h31 da tarde do mesmo dia foi apoiado nas informações meteorológicas recebidas permanentemente do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), acrescentando que as informações recebidas à noite não justificavam novos desligamentos, embora o tempo continuasse ruim. O blecaute começou às 22h13.</p>
<p>Segundo informações do setor obtidos pelo Valor, à tarde a chuva e o vento chegaram a caracterizar situação de ciclone na área de Foz do Iguaçu, o que não teria ocorrido à noite. Ante a insistência de jornalistas para saber se as informações meteorológicas recebidas pelo ONS poderiam ter subestimado a intensidade das chuvas, ventos e raios, Chipp, irritado, disse que a pergunta deveria ser feita aos órgãos meteorológico. Ele mostrou também irritação quando foi lembrado de que o Inpe soltou um aviso de que as condições de tempo em Itaberá não eram ruins na hora do blecaute. &#8220;Acho que o Inpe deve cuidar das condições climáticas. Do efeito disso quem cuida somos nós. As consequências para o setor elétrico são da responsabilidade do setor elétrico.&#8221;</p>
<p>Chipp concordou que o fato das ocorrências terem acontecido perto da subestação de Itaberá, para onde as três linhas convergem, pode ter facilitado o blecaute, mas disse que seria antieconômico fazer uma outra linha (redundância) por outro caminho, como sugeriram especialistas. &#8220;É antieconômico construir um sistema para suportar esse tipo de contingência. Presido um grupo que congrega as 12 maiores operadoras de sistemas do mundo. Ninguém tem esse nível de redundância.&#8221;</p>
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		<title>Serra se nega a responder aos jornalistas sobre o Rodoanel e critica o governo federal por desemprego</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 22:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
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		<description><![CDATA[O governador Serra reage irritado a questões sobre o acidente do Rodoanel, recusando-se a responder às perguntas dos jornalistas. 
Ao mesmo tempo ataca o desemprego, no mesmo dia em que a criação de empregos bate recorde histórico para o mês de outubro. A taxa de desemprego é ainda elevada? sem dúvida. Ela é de 7,7% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O governador Serra reage irritado a questões sobre o acidente do Rodoanel, recusando-se a responder às perguntas dos jornalistas. </em></p>
<p><em>Ao mesmo tempo ataca o desemprego, no mesmo dia em que a criação de empregos bate recorde histórico para o mês de outubro. A taxa de desemprego é ainda elevada? sem dúvida. Ela é de 7,7% após um ano de crise mundial só comparavel à Grande Depressão de 1929. Mesmo assim ela esta mais baixa que os 8% de 1999, quando Serra era governo com FHC.</em></p>
<p><em>Será que algum jornalista perguntou para ele, </em><em>por exemplo,</em><em> porque não reduziu  o ICMS da indústria têxtil, para incentivar a criação de empregos no Estado? Ou mais prosaicamente, que medidas de incentivo a criação de emprego foi realizada no Estado a imagem das medidas tomadas pelo governo federal? LF </em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://quemtemmedodolula.files.wordpress.com/2009/04/649-jose-serra.jpg" alt="http://quemtemmedodolula.files.wordpress.com/2009/04/649-jose-serra.jpg" /></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Serra critica governo e diz que desemprego de 8% é alto</span></strong></p>
<p>SANDRO VILLAR &#8211; Agencia Estado</p>
<p>PRESIDENTE PRUDENTE &#8211; A taxa de desemprego no Brasil ainda é alta para um País em desenvolvimento, argumentou hoje o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Em discurso com tom de candidato, ele falou das realizações de seu governo e alfinetou o governo Lula. &#8220;O emprego não cresce satisfatoriamente e, quando cresce, falta gente qualificada&#8221;, disse. &#8220;Duzentos mil empregos não são preenchidos por falta de qualificação&#8221;, disse o governador, durante inauguração da Usina Conquista do Pontal, da ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht, em Mirante do Paranapanema.</p>
<p>O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de outubro registrou a criação de 230.956 empregos formais, um resultado recorde para o mês, segundo informou hoje o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. De janeiro a outubro deste ano, segundo dados do ministério, foram criadas 1.163.607 vagas formais.</p>
<p>Serra se entusiasmou e até parafraseou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao falar das Faculdades de Tecnologia (Fatecs). &#8220;Nunca antes neste Estado se investiu tanto em educação&#8221;, afirmou, acrescentando que, até agora, foram instaladas 49 unidades. O governador não respondeu às perguntas dos jornalistas sobre o acidente envolvendo o Rodoanel, na sexta-feira.</p>
<p>A Odebrecht controla 60% da Usina Conquista do Pontal, que custou mais de R$ 400 milhões. Para a obra, foram contratados 1,3 mil funcionários e, numa área de 80 mil hectares, a usina vai processar em torno de 2,7 milhões de toneladas de cana por safra. O parceiro da Odebrecht na usina é o grupo japonês Sojitz Corporation.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lula manda liberar R$ 1 bi para banda larga, diz coordenador</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[
Segundo membro do governo, verba para melhorias virá do Fundo de Universalização das Telecomunicações
Gerusa Marques, da Agência Estado
BRASÍLIA &#8211; O coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, confirmou nesta segunda-feira, 16, a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já determinou a liberação de recursos do Fundo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_H-PvETeZ_GE/SuDSgSNsc7I/AAAAAAAACck/1cuo11hJ4wY/s400/internet+banda+larga.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_H-PvETeZ_GE/SuDSgSNsc7I/AAAAAAAACck/1cuo11hJ4wY/s400/internet+banda+larga.jpg" /></p>
<p><strong>Segundo membro do governo, verba para melhorias virá do Fundo de Universalização das Telecomunicações</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Gerusa Marques, da Agência Estado</span></h2>
<p>BRASÍLIA &#8211; O coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, confirmou nesta segunda-feira, 16, a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já determinou a liberação de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para serem usados na expansão da banda larga no Brasil. Na semana passada, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, já havia dito que Lula concordava com a utilização dos recursos no projeto. Segundo Alvarez, a liberação será do fluxo anual dos recursos recolhidos ao Fust, que somam em torno de R$ 1 bilhão.</p>
<p>O Fundo é formado pela contribuição de 1% da receita operacional bruta das empresas de telecomunicações. Desde 2001, o Fust já recolheu R$ 8 bilhões, mas os recursos não foram aplicados em nenhum projeto.</p>
<p>Alvarez disse que o governo também está aberto a discutir a desoneração da carga tributária &#8211; outra reivindicação das empresas. Mas lembrou que essa discussão depende em grande parte dos governos estaduais, responsáveis pela arrecadação de dois terços do ICMS que incide sobre os serviços. &#8220;Não nos furtamos a discutir, em qualquer dimensão, políticas tributárias&#8221;, disse o coordenador.</p>
<p>Alvarez relatou que o presidente Lula foi incisivo em conversas com líderes dos partidos aliados na Câmara para que deem prioridade ao projeto de lei que libera o uso do Fust por todas as empresas do setor de telefonia e não só pelas operadoras de telefonia fixa, como prevê a legislação. &#8220;É uma decisão já tomada pelo presidente e já acertada com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento)&#8221;, afirmou o coordenador.</p>
<p>A utilização do Fust é uma das reivindicações das empresas de telefonia para participar do projeto de expansão da banda larga. Elas reivindicam também o uso de recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). Uma eventual redução da cobrança do Fistel, segundo Alvarez, tem que ser revertida para baixar preço, aumentar a qualidade e ampliar a cobertura dos serviços. &#8220;Nesse sentido, sempre estaremos dispostos a discutir. Não pode é haver desoneração pura e simples&#8221;, afirmou.</p>
<p>Alvarez disse que o grupo técnico do governo não definiu qual seria um preço justo para a banda larga, dizendo que essa definição depende da capacidade de conexão e da qualidade. &#8220;Hoje, uma banda de 256 kbps por R$ 50 está muito cara&#8221;, afirmou.</p>
<p>Ele defendeu a volta do subsídio cruzado nos os preços de banda larga para financiar os serviços destinados às camadas de baixa renda. &#8220;Por que, em um serviço como esse, de interesse público, todos têm que pagar a mesma coisa? Se, na água e na luz, pode ter tarifa diferenciada, por que não nas telecomunicações?&#8221;, questionou Alvarez.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/imagens/l310/bandalarga1.JPG" alt="http://www.estadao.com.br/imagens/l310/bandalarga1.JPG" /></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">94% dos brasileiros não têm banda larga</span><br />
</strong><br />
<strong>Adianta falar em inclusão digital sem conexão veloz?<br />
Governos de todo o mundo já discutem como universalizar o acesso rápido, mas o Brasil ainda engatinha nesta questão</strong></p>
<p>domingo, 15 de novembro de 2009</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">por Tatiana de Mello Dias &#8211; Caderno Link &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Existe um Brasil que não consegue assistir a vídeos no YouTube. Que não tem perfil no Facebook, não acompanha a dinâmica do Twitter nem sonha em entrar no Google Wave. Entra no MSN, mas precisa de nove horas para fazer o download do programa – isso quando a conexão não cai. É o Brasil desconectado – ou 94,2% do nosso País.</p>
<p>O Banco Mundial já avisou: cada vez que as conexões rápidas aumentam em 10%, o PIB de um país cresce 1,3%. Estamos longe disso: hoje a internet banda larga no País chega a 5,8% da população.</p>
<p>O governo federal se prepara para lançar ainda neste mês o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende levar internet rápida a quase 80% dos municípios brasileiros. O plano prevê a expansão do acesso com planos, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, de até R$ 9,90. A meta é expandir o acesso domiciliar – mas, segundo o coordenador dos projetos de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, “seria ingenuidade pensar em atingir o universo da população com conexões individuais”. Para ele, é preciso investir também em acessos coletivos.</p>
<p>O plano está sendo discutido por um grupo de trabalho interministerial. O governo ainda não revelou se a rede de banda larga será administrada por uma empresa estatal, por exemplo, mas parte dessas dúvidas devem ser sanadas hoje. A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência realiza hoje, em Brasília, um seminário internacional sobre o assunto com a participação dos ministros Hélio Costa e Paulo Bernardo (Planejamento), Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel, e outros especialistas internacionais. O Plano Nacional está na pauta. Segundo o coordenador do evento, Gabriel Laender, a definição do texto “já foi praticamente concluída”. “Estamos num momento de revisão e articulação final”, disse.</p>
<p>Não se sabe ainda qual é o conteúdo, mas as metas são ambiciosas. Augusto Gadelha, secretário de Política da Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, diz que em cinco anos a banda larga atingirá um “porcentual significativo de domicílios e todas as escolas urbanas e órgãos públicos do País”. “Poderemos estar entre os dez países com maior penetração de banda larga do mundo”.</p>
<p><strong><br />
Internet cada vez mais veloz</strong></p>
<p>Uma pesquisa conjunta das universidades de Oxford, na Inglaterra, e Oviedo, na Espanha, mostrou que, neste ano, a velocidade média da banda larga aumentou 45% em comparação com o ano anterior. A Coreia do Sul, líder do ranking, tem 97% de suas residências conectadas – o que leva a uma mudança no perfil de consumo, com a mídia física sendo substituída por músicas, filmes e livros digitais. É o Japão, no entanto, o dono da web mais veloz, com conexão média de 60 Mbps.</p>
<p>A importância de 2009, no entanto, não está nos dados de web ultravelozes, mas na iniciativa de diversos países para que uma conexão 1 Mbps seja garantida, colocando a web no mesmo patamar de serviços básicos como água e eletricidade. Começou com o primeiro ministro inglês Gordon Brown, que anunciou um projeto para a expansão da banda larga para todos os ingleses. Depois, Finlândia e Itália foram mais longe e colocaram a banda larga como um “direito fundamental”. E tudo indica que é apenas o começo. (Rafael Cabral)</p>
<p><strong>O MUNDO E A INTERNET RÁPIDA</strong></p>
<p>• Melhor custo-benefício, o Japão tem 64% de suas casas com banda larga, com velocidade média de 60 Mbps, custando US$ 0,27 por 1 Mbps.</p>
<p>• 97% do povo coreana tem acesso à banda larga (média de 46 Mbps). O país é o líder de um ranking de conexões das universidades de Oxford e Oviedo.</p>
<p>• Melhor país da Europa em conexão, a Suécia tem penetração de 69%, custo médio de US$ 0,63 por cada 1 Mbps e velocidade média de 18 Mbps na conexão.</p>
<p>• Devido ao tamanho do território e ao controle sobre a população, a Suíça conseguiu conectar 90% de seus cidadãos com banda larga e é o segundo melhor país da Europa no ranking.</p>
<p>• A Finlândia, que aprovou uma lei que diz que uma conexão de 1 Mbps é “direito fundamental” de qualquer cidadão, tem 80% de penetração e média de 22 Mbps.</p>
<p>• Apesar de também ter um projeto para a universalização da banda larga, a situação da Itália não é tão boa: 50% de casas conectadas, com média de 4 Mbps.</p>
<p>• Nos EUA, a média de velocidade é de 4,8 Mbps e a média de preço por 1 Mbps é de US$ 3,33. Cerca de 80% das residências têm acesso à banda larga.</p>
<p>• A velocidade média de conexão por banda larga na França é de 17,6 Mbps. Paga-se US$ 1,64 por cada 1 Mbps e cerca de 70% das casas são atendidas pelo serviço de internet rápida.</p>
<p><strong><span style="font-size: x-large;">Falta de cobertura e preço impedem popularização</span></strong><br />
Principais acessos estão nos grandes centros, regiões Norte e Nordeste têm apenas 11% da banda larga do País e analistas dizem que não há concorrência<br />
domingo, 15 de novembro de 2009 17:48</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">por Tatiana de Mello Dias &#8211; Caderno Link &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Sua internet vive falhando? A velocidade fica aquém do prometido? Se você se enquadra entre os consumidores insatisfeitos com a banda larga, veja pelo lado bom: você faz parte dos 6% da população que tem internet rápida em casa. Os outros 94% penam com baixas conexões.</p>
<p>Hoje a maioria dos acessos à internet no País acontece via lan houses ou centros comunitários, que cumprem um papel importante na inclusão digital. Mas quando é que todos terão o direito de ter uma internet de qualidade em casa?</p>
<p>A exclusão atual acontece por vários motivos. O primeiro deles é evidente: os planos de banda larga no Brasil são caros. No Brasil, um plano de 1Mbps custa no mínimo US$ 25. Nos EUA, cada mega sai por US$ 3 e, no Japão, US$ 0,27. O segundo motivo: o serviço não chega a muitos lugares. Conexões de banda larga ainda são restritas aos grandes centros, e há apagões de conexão em várias partes do País. No Amapá, apenas 1% da população tem acesso à rede – e, dessas, 64% o faz via conexão de até 64 Kbps.</p>
<p>O modelador pernambucano Paulo Pinheiro, de 30 anos, criou a maior comunidade do Orkut sobre internet discada (“Minha internet é discada”). Já com banda larga, ele sabe bem o drama de quem não tem velocidade. “Eu percebo que quem depende só da internet discada não consegue acompanhar a quantidade de informação necessária”, diz.</p>
<p>Nas comunidades do Orkut, cada upgrade é comemorado. “Galera, vou ter que dar adeus a todos vocês. Vou para 3 Mbps, vai ser um incrível salto”, escreveu um membro. Outro comemora: “Fui! Adiós, Muchachos!”. As velocidades, por lá, variam: 30 Kbps, 50 Kbps. Um deles lamenta:</p>
<p>“Demorei nove horas para baixar o MSN 8.0”.</p>
<p>Pinheiro concorda que o principal motivo que impede as pessoas de ter conexões banda larga em casa ainda é o preço. “Aqui no Nordeste uma boa conexão custa a partir de R$ 100 mensais”, diz. Deve ser por isso, talvez, que apenas 1,19% da população da região tenha acesso à banda larga em casa, segundo relatório da Cisco e do International Data Corporation (IDC) – veja gráfico ao lado.</p>
<p>Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), boa parte dos serviços de banda larga ainda é “ inacessível para boa parte dos brasileiros”.</p>
<p>O assunto é tema de um relatório que será divulgado ainda neste mês. “O valor mais baixo encontrado para 1 Mbps foi R$ 49,90, mensalidade cobrada pela Brasil Telecom em Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC). Em Manaus, o Vivax, da Net, custa R$ 249,90”, diz o estudo.</p>
<p>Um dos fatores que faz que este serviço seja insatisfatório, segundo o Idec, é a concentração do mercado. O problema é sentido na pele em Recife: “Eu vejo que aqui há um problema de concorrência. É praticamente monopólio por tecnologia. Se você quer rádio, só há uma opção”, diz Pinheiro.</p>
<p>O que o modelista percebeu é o mesmo que aponta o Idec. Segundo o instituto, Oi-Brasil Telecom, Telefônica e Net têm 87,2% do mercado de banda larga brasileiro e em muitos lugares, elas são a única opção dos usuários.</p>
<p>“Há tanta concentração de mercado que é difícil transpor a barreira. Não falta planejamento, não falta desejo, falta concorrência e pressão competitiva”, diz Luis Cuza, presidente-executivo da TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas). “Se o Brasil está na direção de se tornar um país desenvolvido, precisa ter metas de primeiro mundo”, completa.</p>
<p>Segundo o estudo do Idec, no interior e em alguns municípios da grande São Paulo, só há Speedy; nos outros Estados, a única opção é o Velox ou o BR-Turbo da Oi-Brt; e a Net, por sua vez, concentra suas atividades, segundo o Idec, “nos bairros de classe média alta de cidades que têm alta concentração de renda”. Segundo o Idec, 89% da classe A no Brasil tem acesso à internet. Na classe C, apenas 38%.</p>
<p>Em 2009, no Brasil, o número de conexões banda larga aumentou em 16%. Mas 41% de todas elas estão concentradas apenas no Estado de São Paulo. As regiões Norte e Nordeste, juntas, têm apenas 11% de todas as conexões banda larga no Brasil.</p>
<p>“São regiões que não apresentam atratividade econômica para as empresas de telecomunicações”, disse ao Link Augusto Gadelha, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia.</p>
<p>“Em regiões menos desenvolvidas, notadamente na zona rural, em especial no Norte e Nordeste, é necessário um maior investimento”, reconhece o secretário. COLABOROU FILIPE SERRANO</p>
<p><strong>ENTREVISTA</strong></p>
<p><strong>Diogo Moyses Rodrigues: Consultor técnico do Idec &#8211; ‘Se o custo não baixar, não dá para universalizar a banda larga’</strong></p>
<p>Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), sem uma maior concorrência na oferta de banda larga, o serviço não irá se popularizar. O instituto defende a desagregação de rede, que deve ser proposta no Plano Nacional de Banda Larga, para que provedores menores possam vender o serviço de banda larga, e critica o preço cobrado atualmente.<br />
<strong><br />
A isenção do ICMS, como ocorreu em São Paulo, ajuda a expandir a oferta de banda larga?</strong><br />
Existe um problema grave, especialmente em São Paulo onde a rede da Telefônica já é bastante expandida, que é o custo final para o consumidor. De nada adianta disponibilizar infraestrutura, fazer que os cabos passem na frente da casa do cidadão, se ele não tem condições econômicas de assinar o serviço. Se não baixar o custo, dificilmente vamos universalizar a banda larga.</p>
<p><strong>Trinta reais por uma conexão de 1 Mbps não é acessível?</strong><br />
Não tenho a menor dúvida que não. É um serviço bastante caro para a relevância que tem. Se ele fosse supérfluo, tudo bem. Mas a banda larga é cada vez mais um serviço essencial para o trabalho, para o lazer, para a educação, para a liberdade de expressão, para o acesso à cultura. Para ser essencial, deve ter um custo regulado pelo Estado e isso infelizmente não acontece. A mesma lógica da energia elétrica e da água potável deve ser estendida para a banda larga.<br />
<strong><br />
Com os problemas no Speedy, aumentou a pressão para que seja considerada um serviço público?</strong><br />
Não. Não tivemos nenhuma indicação concreta de que a Anatel vá tornar ou vá propor que a banda larga seja serviço público. Na nossa perspectiva, isso depende exclusivamente de um decreto presidencial.</p>
<p><strong><br />
Esse ponto deveria estar no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)?</strong><br />
O PNBL é uma resposta tardia, embora positiva, a uma constatação de que o modelo de privatização não dá conta de universalizar serviços. O plano pretende construir um grande tronco, um backbone, para permitir que prestadores menores de banda larga utilizem esta rede para vender ao consumidor final. Sem a desagregação da rede, o modelo vigente não dará conta de universalizar a banda larga. FILIPE SERRANO</p>
<p><strong><br />
Entrevista</strong></p>
<p><strong>Cezar Alvarez: Coordenador dos programas de inclusão digital no governo federal</strong></p>
<p>Dimensão do País dificulta inclusão</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quais são as principais dificuldades em inclusão digital no Brasil?</strong><br />
É difícil promover inclusão digital quando se trabalha com uma população de mais de 190 milhões de habitantes em um país com desigualdade de renda e proporções continentais, em que a infraestrutura de telecomunicações ainda está bastante concentrada.<br />
<strong><br />
Como levar conexão de qualidade aos grotões?</strong></p>
<p>Não é possível falar de solução única. Grande parte das soluções passa por incentivos regulatórios, mas também é preciso discutir o papel do Estado nesse processo para além da questão regulatória – seja por meio de seu poder de compra, de investimentos diretos ou de financiamento de soluções.</p>
<p><strong>Há inclusão sem banda larga?</strong><br />
Não. Trabalhamos com o conceito de que a inclusão digital representa a possibilidade de o cidadão de dispor de meios e capacitação para acessar, utilizar, produzir e distribuir informações e conhecimento. E participar da sociedade do conhecimento tem como condição essencial estar conectado em rede e, mais ainda, ser capaz de produzir e acessar conteúdos por meio dela.</p>
<p>Os programas de inclusão digital eram direcionados a projetos de acesso coletivo, como banda larga em escolas e telecentros. Por que nesse momento está se falando em planos populares ?<br />
Uma medida não exclui as demais. Precisamos ampliar o número de cidadãos que têm acesso domiciliar, mas também seria ingenuidade acreditar que vamos conseguir atingir o universo da população com conexões individuais. Além do mais, a banda larga nas escolas e nos telecentros tem outro papel que é a qualificação das pessoas e a apropriação da tecnologia enquanto fonte de lazer e cidadania. Não podemos deixar de falar nas lan houses também, que representam cerca de 50% dos acessos à internet. É preciso discutir a qualificação desse importante instrumento de inclusão digital.</p>
<p><strong><br />
Dá para pensar, no futuro, em acesso à banda larga como já temos hoje com gás e telefone?</strong><br />
Na medida em que acreditamos na inclusão digital como um direito do cidadão, não é possível pensar diferente. É claro que o desafio é enorme e ainda há muito para percorrer. Em serviços essenciais como energia elétrica, mesmo com o êxito do Programa Luz para Todos, ainda há excluídos. Mas um bom exemplo de meio de comunicação já bastante disseminado é a televisão, e a TV digital terá um importante papel na democratização do acesso à informação. T.M.D.</p>
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		<title>Excesso de exigências atrasa licenciamento e eleva custo de obras</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Ambiente: Para empreendedores, concessão de licenças prévias devia ficar centralizada em poucos órgãos



Ruy Baron / Valor

Roberto Messias Franco, presidente do Ibama: estudos de má qualidade acabam prejudicando liberação de projetos



Danilo Fariello, de Brasília &#8211; VALOR
Depois de ter a data inicial de previsão vencida em 20 dias, a licença prévia para a construção da hidrelétrica de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ambiente: Para empreendedores, concessão de licenças prévias devia ficar centralizada em poucos órgãos</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Ruy Baron / Valor<br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002385/imagens/foto_16bra-roberto-a3.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
Roberto Messias Franco, presidente do Ibama: estudos de má qualidade acabam prejudicando liberação de projetos</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p style="text-align: center;">
<h2 style="text-align: left;"><span style="background-color: #ffff99;">Danilo Fariello, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Depois de ter a data inicial de previsão vencida em 20 dias, a licença prévia para a construção da hidrelétrica de Belo Monte (capacidade de 11,3 mil MW e orçamento previsto de R$ 16 bilhões) deverá sair hoje. Assim como ocorreu nas usinas do rio Madeira, em 2007, uma série de condicionalidades deverá ser imposta para os empreendedores da obra no Pará, o que representa a ponta de um iceberg em relação aos problemas que envolvem o licenciamento ambiental de grandes obras.</p>
<p>O anúncio do licenciamento para hoje foi feito na semana passada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O episódio replicou o ocorrido em julho de 2007, quando depois de semanas de expectativa, foi necessária uma reunião similar para liberar as licenças para as usinas de Santo Antonio e Jirau, em Rondônia.</p>
<p>O Valor ouviu representantes do governo, órgãos licenciadores federais, empreendedores e técnicos que fazem os Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA-Rima). São dois os consensos entre todos. O primeiro é de que as leis ambientais brasileiras, afora alguns ajustes, são suficientemente boas para permitir o desenvolvimento econômico com danos ambientais compatíveis. O segundo, porém, é de que os processos para o licenciamento das obras dificultam a sua eficiência, podendo atrasar e encarecer obras no setor elétrico e outros críticos da infraestrutura.</p>
<p>Além de Belo Monte, permanecem sem licença prévia, e podem ficar fora do leilão de energia nova que ocorre até o fim do ano, sete hidrelétricas que terão capacidade de gerar 905 MW. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, se a licença não sair, o leilão venderá energia apenas das térmicas, que poluem mais e têm energia mais cara. Até hoje, um mês após esta ameaça, as licenças não saíram.</p>
<p>As excessivas condicionalidades impostas no licenciamento prévio dos empreendimentos ou no decorrer das obras são sugeridas pelos especialistas, em geral acadêmicos, no EIA-Rima. Cabe aos licenciadores acatar as sugestões e sugerir novas exigências, se acreditarem que as medidas são insuficientes para reduzir os impactos.</p>
<p>Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) têm olhado com lupa falhas ou elementos questionáveis no EIA. Preocupados com a região, muitos conseguem, na Justiça, interromper obras.</p>
<p>O problema principal dos questionamentos do MPF é que, com frequência, eles apontam a pessoa física que liberou a obra como responsável nos processos. Isso amedronta os envolvidos no caso, que muitas vezes podem negar a licença por temer condenação ou passar a outro colega ou instância a responsabilidade. Há quem diga, ainda, que, algumas vezes, licenciadores prorrogam decisões por militância ou ideologia, ou seja, por querer evitar o aproveitamento de recursos naturais locais por grandes grupos empresariais.</p>
<p>No caso de Belo Monte, a disputa começou antes mesmo da licença prévia. Na semana passada, o MPF no Pará questionou o fato de o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) ter feito apenas quatro audiências públicas em Altamira, no Pará. Alegando que deveriam ocorrer mais audiências, para abranger todos os povos afetados, o MPF conseguiu decisão favorável na terça-feira. No dia seguinte, o Ibama conseguiu derrubar a decisão no Tribunal Regional Federal, em Brasília.</p>
<p>O projeto final de Belo Monte foi concebido sem reservatório significativo, a pedido das comunidades locais que queriam evitar a construção de uma barragem maior, que traria mais impactos. A usina será construída no modelo que se chama &#8220;fio d&#8217;água&#8221;, o que impede que se explore o máximo de sua capacidade. O modelo é considerado uma &#8220;aberração energética&#8221; por alguns especialistas, por se tratar de construção cara e enorme, que jamais operará no limite do potencial. Apesar do potencial de mais de 11 mil MW, a geração prevista será de 4,6 mil MW médios. Nos períodos de estiagem, ela poderá não funcionar, o que exigirá o uso das termelétricas.</p>
<p>Para o governo, o problema do atraso recente para a liberação das licenças é dos empreendedores. Segundo Roberto Messias Franco, presidente do Ibama, muitos empresários têm pago grandes somas por estudos de má qualidade, que acabam prejudicando a liberação dos projetos. &#8220;Os investimentos estão aquecidos, mas ainda são poucos os cursos para formar estudiosos do ramo e é necessário tempo para formar essa mão de obra.&#8221;</p>
<p>Do outro lado, porém, muitos empresários afirmam que os pedidos de estudo feitos pelos licenciadores muitas vezes estão além do limite do conhecimento científico. Um exemplo seria a necessidade de previsão de sedimentação do solo no período de dez anos em certas hidrelétricas. Já outras previsões para as quais há conhecimento, como o impacto socioambiental, não seriam pedidos.</p>
<p>Para Nirvia Ravena, cientista política da Universidade Federal do Pará, que acompanhou os estudos de Belo Monte, há diversas discussões no Judiciário sobre a falta de clareza dos termos de referência, em que os licenciadores listam pedidos. &#8220;Isso faz com que os empreendedores muitas vezes invistam em &#8216;caixas-pretas&#8217;, porque questões relevantes não são previstas.&#8221; Em Tucuruí, por exemplo, diversos passivos socioambientais surgiram para a Eletronorte depois que foi feito o EIA-Rima, diz.</p>
<p>Outro debate acalorado é a descentralização das instâncias licenciadoras. Com frequência, órgãos estaduais e o Ibama podem fazer as mesmas exigências. Para Antonio Luiz Abreu Jorge, diretor de meio ambiente da Energia Sustentável, consórcio que controla Jirau, as licenças deveriam ser unificadas nas três essenciais: a prévia, a de instalação e a de operação. Ele lembra que, até agora, precisou de mais de 20 licenças e a usina começará a operar em 2012.</p>
<p>Uma solução para esse problema apontada pelos próprios acadêmicos e empreendedores seria adotar o modelo, difundido internacionalmente, de especialistas certificados por uma entidade independente. No entanto, segundo Izabella Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Brasil precisa avançar em outros processos antes. O tema do licenciamento é discutido no âmbito do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que, além do MMA e Ibama, envolve outras instâncias do governo, de entidades não-governamentais, empresas e da sociedade em geral. Ele teria poder para mudar os processos.</p>
<p>À luz do projeto federal de integração do sistema elétrico pela América Latina, um presidente de entidade de classe do setor, que não quis se identificar, comenta o entrave: &#8220;Está muito mais fácil conseguir licença para investir em hidrelétricas nos países vizinhos do que no Brasil&#8221;.</p>
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		<title>Desmatamento na Amazônia cai 45% e é o menor em 21 anos, diz Inpe</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 19:51:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[floresta amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
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		<description><![CDATA[
BBC &#8211; Agência Estado
Área derrubada foi de 7 mil Km², menor índice desde o início do monitoramento.
- O governo anunciou nesta quinta-feira que o desmatamento na Amazônia Legal no último ano foi o mais baixo desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a monitorar a região amazônica, em 1988.
Entre agosto de 2008 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.fmc.am.gov.br/port/Fotos_am/Imagens/Floresta%20Amazonica.jpg" alt="http://www.fmc.am.gov.br/port/Fotos_am/Imagens/Floresta%20Amazonica.jpg" width="494" height="371" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">BBC &#8211; Agência Estado</span></h2>
<p>Área derrubada foi de 7 mil Km², menor índice desde o início do monitoramento.</p>
<p>- O governo anunciou nesta quinta-feira que o desmatamento na Amazônia Legal no último ano foi o mais baixo desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a monitorar a região amazônica, em 1988.</p>
<p>Entre agosto de 2008 e agosto de 2009 foram desmatados 7 mil quilômetros quadrados, de acordo com os dados do projeto de monitoramento por satélite do Inpe (Prodes). Esta também foi a primeira vez em 21 anos que a área derrubada ficou abaixo dos 9 mil quilômetros quadrados.</p>
<p>O resultado mais próximo disso foi registrado entre 2006 e 2007, com 11.633 km2 derrubados.</p>
<p>O número também representa uma redução de 45% em relação ao período de agosto de 2007 a agosto de 2008, quando, segundo o projeto de monitoramento do Inpe, foram desmatados 12,9 mil quilômetros quadrados.</p>
<p>&#8220;Ainda é muito, mas a queda foi muito grande. É um dado excelente, um resultado histórico&#8221;, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou do anúncio ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>A menos de um mês da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Copenhague, com ou sem metas de redução de emissões, o resultado vai ser um trunfo importante para o governo brasileiro nas negociações por um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.</p>
<p><strong>Arco Verde</strong></p>
<p>Nos últimos anos, a tendência histórica vem sendo de queda na área desmatada.</p>
<p>No entanto, o governo federal ainda está distante das metas assumidas em seu Plano Nacional de Combate às Mudanças Climáticas, que prevê a queda do desmatamento a 80%.</p>
<p>Isso significa que o desmatamento máximo admitido em 2020 deve ficar por volta de 4 mil quilômetros quadrados, menos de metade dos números anunciados com estardalhaço nesta quinta-feira.</p>
<p>O anúncio foi feito durante o evento de divulgação do balanço do Mutirão Arco Verde, o programa do governo federal de combate a atividades clandestinas que levam ao desmatamento.</p>
<p>O programa visa a promover o desenvolvimento sustentável nos 43 municípios amazônicos responsáveis por mais de 50% das derrubadas na região.</p>
<p>O projeto envolve 14 órgãos do governo, sob a tutela da Casa Civil, além das prefeituras da região e de organizações não-governamentais.</p>
<p>O governo incluiu também um programa de regularização fundiária no Mutirão Arco Verde, como parte da tentativa de unificação das políticas de assentamento agrário, regularização ambiental e desenvolvimento sustentável.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://eduardoalmeida.files.wordpress.com/2009/03/amazonia.jpg" alt="http://eduardoalmeida.files.wordpress.com/2009/03/amazonia.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;">Amazônia registra menor área desmatada em 21 anos</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">REUTERS &#8211; AGÊNCIA ESTADO</span></h2>
<p>BRASÍLIA &#8211; A Amazônia registrou o menor desmatamento em 21 anos, uma queda de cerca de 45 por cento em um ano, mostraram dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciados nesta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.</p>
<p>Entre agosto de 2008 e julho deste ano, foram destruídos 7.008 quilômetros quadrados de floresta, uma queda de cerca de 45 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. O período de agosto de um ano a julho do ano seguinte é o ano-calendário para a medição da destruição da floresta.</p>
<p>&#8220;Estamos fazendo o dever de casa&#8221;, comemorou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também presente ao anúncio.</p>
<p>O desmatamento registrado no período 2008-2009 é o menor desde que o Inpe começou a divulgar números da devastação da Amazônia em 1988. Também é a primeira vez, desde o início da medição, que a área desmatada fica abaixo dos 10 mil quilômetros quadrados.</p>
<p>(Reportagem de Ana Paula Paiva e Natuza Nery)</p>
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		<title>Meta de Serra equivale à que Lula examina</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[MARCELO LEITE COLUNISTA DA FOLHA
Caso o objetivo do governador tucano José Serra tenha sido diferenciar-se de Lula em sua política para a mudança do clima, já pode dizer que está para o presidente como Arnold Schwarzenegger para George W. Bush. Repete-se aqui fenômeno já observado nos EUA, onde alguns governadores se adiantaram ao governo central [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://4.bp.blogspot.com/_d-4qNUTW_MA/Sda3f5fwKRI/AAAAAAAAAAM/L6k1pPk1Tg0/s320/efeito_estufa.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_d-4qNUTW_MA/Sda3f5fwKRI/AAAAAAAAAAM/L6k1pPk1Tg0/s320/efeito_estufa.jpg" /><span style="background-color: #ffff99;">MARCELO LEITE COLUNISTA DA FOLHA</span></h2>
<p>Caso o objetivo do governador tucano José Serra tenha sido diferenciar-se de Lula em sua política para a mudança do clima, já pode dizer que está para o presidente como Arnold Schwarzenegger para George W. Bush. Repete-se aqui fenômeno já observado nos EUA, onde alguns governadores se adiantaram ao governo central nessa matéria.<br />
A questão é saber se os eleitores potenciais de Serra, numa disputa com a quase candidata petista Dilma Rousseff, perceberão a diferença. E, também, se a diferença aparente sobreviverá até o fim desta semana.<br />
Quem só tiver ouvido falar de percentuais de cortes nas emissões de gases do efeito estufa poderá sair com a impressão de que Serra ficou aquém de Lula. O primeiro fala em reduzir 20% desses gases até 2020. O segundo ainda não falou com clareza, mas pode anunciar corte em torno de 40% na sexta-feira.<br />
As contas partem de premissas e referências diversas. O governo paulista esclarece que os 20% se aplicam sobre o nível de emissões em 2005. Se tudo der certo, o Estado chegaria ao final da próxima década lançando 24 milhões de toneladas a menos de CO2 na atmosfera.<br />
A meta que o governo federal está para anunciar, por seu lado, representa só um desvio de trajetória. Projeta-se quanto o país estará produzindo de gases-estufa em 2020 e aplica-se um percentual de redução sobre esse montante. A conta não resulta necessariamente numa diminuição absoluta em relação ao que se emite hoje.<br />
É mais ou menos como planejar um regime. Se entrar em 2010 pesando 95 kg e tiver engordado 4 kg por ano nos últimos tempos, esse ritmo me levará a 135 kg em 2020.<br />
Fixando a meta de não engordar 40% disso, em dez anos estarei pesando 81 kg -ou 14 kg a menos que na partida. No entanto, caso adote meta abaixo disso, digamos 20%, meu peso final será 108 kg, ou 13 kg a mais do que hoje.<br />
Serra optou pela silhueta vista no retrovisor. Quer São Paulo com menos peso que em 2005. Não importa quanto tenha engordado de lá para cá. Nesse sentido, parece uma meta mais corajosa que a de Lula.<br />
Além disso, os 20% já prometidos por Lula estão quase garantidos. Basta prosseguir na rota de redução das taxas nacionais de desmatamento, que responde por mais da metade das emissões brasileiras.<br />
Como o desmate se concentra na Amazônia, São Paulo não conta com essa fruta ao alcance da mão. O esforço precisará envolver vários setores -agropecuária, energia, transportes, indústria. Cada um dará sua contribuição; alguns poderão até emitir mais, desde que outros compensem a diferença.<br />
A coisa muda um pouco de figura se Lula adotar os 40% sexta. Neste caso, precisará da mobilização de outros setores.<br />
Não se sabe ao certo quanto o país emitiu em anos recentes. Serra usa o valor de 2 bilhões de toneladas de CO2 emitidas nacionalmente no ano 2005. O dado consta de um estudo realizado na USP de Piracicaba pelo pesquisador Carlos Cerri.<br />
Projeções de um grupo de especialistas conhecido como Rede Clima indicam que o Brasil possa chegar a 2020 emitindo 2,7 bilhões de toneladas de CO2. Adotada a meta superior, de 40%, isso cairia para 1,62 bilhão em uma década. Menos, portanto, que as emissões de 2005 (2 bilhões de toneladas), mas um valor quase idêntico ao que se alcançaria se aplicada a regra de Serra (menos 20%, o mesmo 1,6 bilhão). Empate.<br />
Atente agora para as escalas de grandeza. Serra fala em 24 milhões de toneladas de redução em 2020. Lula, se anunciar 40%, estará prometendo mais de 1 bilhão de toneladas de corte. Ou seja, 45 vezes mais.<br />
Essa é a grande diferença entre as propostas de Serra e Lula (ou melhor, por ora, ainda de Carlos Minc, seu ministro do Meio Ambiente): o peso do desmatamento e de governar um país inteiro.<br />
Embora seja a coisa certa a fazer, não será fácil continuar represando o desflorestamento. O governo federal leva a culpa, sempre, mas quem desmata são madeireiros, grileiros e fazendeiros partidários do atraso. Sob as vistas grossas de governadores da Amazônia.<br />
Esse problema Serra não tem. Sai à frente de Lula, no que já se chamou de &#8220;efeito Marina Silva&#8221;, fixando a meta em lei, e não num plano ainda indeterminado, como o do governo federal. Serra governa um Estado, contudo, em que a própria comunidade empresarial já demanda a mudança de rumo. E só precisará exigir ações dos produtores a partir da conclusão do inventário estadual. Em 2011, quando já não será governador -talvez.<br />
Quem quer que vença o pleito presidencial terá um problema bem maior que o paulista pela frente. Não só pelo tamanho e a diversidade do Brasil, mas porque nenhum acordo significativo de reduções sairá de Copenhague, mês que vem.<br />
O novo tratado para enfrentar a mudança do clima ficará para dezembro de 2010. O novo presidente terá então de sentar-se com Estados Unidos e China à mesa de negociação. Situação bem menos confortável que a de um palanque.</p>
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		<title>Metas de redução do País e de SP são iguais</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Proporcionalmente, em relação a 2005, propostas são equivalentes
Afra Balazina e Herton Escobar &#8211; O Estado SP

As metas de redução de emissão de gases do efeito estufa do Estado de São Paulo e do governo federal são proporcionalmente equivalentes. O compromisso paulista, oficializado anteontem pelo governador José Serra (PSDB), é de reduzir as emissões do Estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Proporcionalmente, em relação a 2005, propostas são equivalentes</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Afra Balazina e Herton Escobar &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091111/img/7.1.imagem_usina_tasso.jpg" alt="" /></p>
<p>As metas de redução de emissão de gases do efeito estufa do Estado de São Paulo e do governo federal são proporcionalmente equivalentes. O compromisso paulista, oficializado anteontem pelo governador José Serra (PSDB), é de reduzir as emissões do Estado em 20% até 2020, comparado ao ano de 2005. Já o governo federal estuda apresentar uma meta de redução de 40% da taxa de crescimento das emissões nacionais até 2020, comparado ao que elas aumentariam se nada fosse feito para controlá-las. Em relação a 2005, isso representaria uma redução absoluta de 19%.</p>
<p>Os cálculos foram feitos pela reportagem do Estado, com base em um estudo coordenado pelo pesquisador Carlos Cerri, da Universidade de São Paulo, que estimou em 2 bilhões de toneladas as emissões brasileiras de gases do efeito estufa em 2005. Já as emissões de 2020 são projetadas pelo Ministério do Meio Ambiente em 2,7 bilhões de toneladas. &#8220;Esse é o dado mais recente que temos&#8221;, disse Tasso Azevedo, consultor do ministério para assuntos climáticos. No caso de uma redução de 40%, essa emissão cairia para 1,62 bilhão de toneladas, o que representaria uma redução absoluta de 19% em relação aos valores de 2005 &#8211; semelhante à meta paulista de 20%.</p>
<p>Do ponto de vista prático, porém, especialistas avaliam que a meta de São Paulo será mais difícil de ser cumprida do que a federal, uma vez que não poderá se basear em redução de desmatamento e dependerá de corte de emissões em setores estratégicos como indústria, energia e transporte. No caso da proposta nacional, metade da redução (20%) viria da diminuição do desmatamento na Amazônia.</p>
<p>&#8220;A meta de São Paulo parece mais ambiciosa, no sentido de que precisará de medidas muito mais arrojadas para ser cumprida&#8221;, avaliou Cerri. Para ele, a proposta brasileira de 40% &#8220;é muito cômoda&#8221;. &#8220;A margem de manobra para o País é maior.&#8221;</p>
<p>Tanto a meta paulista quanto a brasileira serão apresentadas na Conferência do Clima de Copenhague, em dezembro. O governador José Serra pretende participar do evento, assim como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e a senadora Marina Silva (PV) &#8211; todos prováveis candidatos à Presidência em 2010.</p>
<p>Ontem, em passagem pelo Rio, Dilma alfinetou a proposta de Serra. &#8220;É interessante notar que vocês acham 24 milhões de toneladas de redução de CO2 muito significativo quando se trata de São Paulo, mas não consideram que a redução de 20% relativa ao desmatamento é significativa&#8221;, disse a ministra.</p>
<p>Já o secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, cobrou mais &#8220;ousadia&#8221; do governo federal. Para ele, o Brasil deveria adotar uma meta de &#8220;redução real&#8221;, e não em relação ao crescimento projetado. Graziano critica o fato de o País negociar &#8220;com uma visão de diplomacia tradicional&#8221;, em que só se cobra ações dos desenvolvidos.</p>
<p>Na avaliação do pesquisador Luiz Pinguelli Rosa, secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Serra e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão agindo sob pressão da opinião pública. &#8220;Os dois estavam meio reticentes (sobre assumir metas) e foram influenciados.&#8221; A meta brasileira deve ser definida em reunião prevista para sábado, em Brasília.</p>
<p><strong>COLABOROU ALFREDO JUNQUEIRA</strong></p>
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		<title>Fundo social do pré-sal é ampliado</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Relatório aprovado em comissão da Câmara garante repasse; Palocci afirma que volume de dinheiro é &#8216;considerável&#8217;




Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
O deputado Antônio Palocci (PT-SP) resolveu aumentar o volume de recursos que serão repassados para o Fundo Social do pré-sal. De acordo com o relatório, aprovado ontem na comissão especial da Câmara, todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Relatório aprovado em comissão da Câmara garante repasse; Palocci afirma que volume de dinheiro é &#8216;considerável&#8217;</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://newscomex.files.wordpress.com/2008/06/plataforma_petro16.jpg" alt="http://newscomex.files.wordpress.com/2008/06/plataforma_petro16.jpg" width="445" height="372" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://robertocordeiro.files.wordpress.com/2009/08/palocci-fabio-rodrigues-pozzebom.jpg" alt="http://robertocordeiro.files.wordpress.com/2009/08/palocci-fabio-rodrigues-pozzebom.jpg" width="246" height="324" />O deputado Antônio Palocci (PT-SP) resolveu aumentar o volume de recursos que serão repassados para o Fundo Social do pré-sal. De acordo com o relatório, aprovado ontem na comissão especial da Câmara, todo o dinheiro que o governo receber por meio da cobrança de royalties e participação especial dos campos no pré-sal que já foram licitados será depositado no fundo. Segundo o ex-ministro da Fazenda, o volume de dinheiro é &#8220;considerável&#8221;.</p>
<p>De acordo com cálculos feitos por um economista a pedido do Estado, a transferência poderia atingir R$ 160 bilhões.</p>
<p>Cerca de 28% da área do pré-sal já foi licitada seguindo as regras vigentes, pela qual a União concede a empresas o direito de explorar petróleo e gás na costa brasileira. Somente os Campos de Tupi, Iara e Parque das Baleias, que fazem parte desse bloco já licitado, podem ter um total de 14 bilhões de barris. Se esse montante fosse completamente retirado hoje, a União receberia R$ 160 bilhões em royalties &#8211; uma compensação financeira devida pelas empresas pela exploração &#8211; e participação especial, uma espécie de &#8220;royalty extra&#8221; cobrado nos campos mais rentáveis.</p>
<p>A mudança aprovada ontem vai retirar recursos que seriam repassados para Marinha, Ministério de Ciência e Tecnologia e para um fundo especial administrado pela Fazenda. Apesar de reconhecer o potencial de &#8220;polêmica&#8221;, Palocci defendeu sua decisão. &#8220;Os ministérios já têm royalties e participação especial de tudo o que aconteceu (no modelo de concessão) e terão tudo o que acontecerá (no modelo de partilha).Portanto, é recurso de sobra para esses ministérios realizarem o que for necessário.&#8221;</p>
<p>Palocci também alterou um detalhe na regra de investimento do fundo. No texto aprovado, o ex-ministro resolveu autorizar o governo federal a usar &#8220;na etapa inicial&#8221; de formação do fundo parte dos recursos que serão depositados e não apenas o ganho que será obtido com a aplicação do dinheiro. Na primeira versão do relatório, o ex-ministro havia limitado em cinco anos o espaço de tempo para que isso pudesse ser feito.</p>
<p>Outra comissão, que trata da criação da nova estatal que vai gerenciar os contratos do modelo de partilha, aprovou o parecer do deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG). A votação do projeto sobre a capitalização da Petrobrás, entretanto, foi adiada para terça-feira, quando o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pretende dar início às votações dos pareceres no plenário da Casa.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que o governo conseguiu aprovar sem grandes problemas os relatórios dos Fundo Social e da Petro-Sal, a disputa travada entre o Palácio do Planalto e os Estados produtores de petróleo pode comprometer a votação do parecer do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, que trata do principal projeto do pacote enviado pelo governo ao Congresso no início de setembro, o que define o novo modelo de exploração.</p>
<p>Alves disse ontem que o aumento concedido no volume dinheiro a ser dividido entre todos os Estados e municípios é &#8220;imexível (sic)&#8221;, parafraseando a expressão eternizada por Antônio Rogério Magri, que foi ministro do governo Collor.</p>
<p>Rio e Espírito Santo querem que a União ceda parte do dinheiro que receberá com royalties para garantir que os Estados produtores não tenham sua fatia reduzida de 22% para 18%, como previsto no relatório de Alves. O relator admitiu que a votação parecer, prevista para hoje, pode ser adiada.</p>
<p><strong>BNDES</strong></p>
<p>Em Londres, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse acreditar que a instituição poderá administrar no exterior os recursos provenientes do pré-sal. Segundo ele, o País receberá um fluxo relevante de capital, sendo que uma parte não poderá ser internalizada para evitar flutuações indevidas no câmbio. A administração de recursos do pré-sal seria uma das funções do BNDES a partir de sua nova base em Londres, inaugurada ontem.</p>
<p><em>COLABOROU DANIELA MILANESE</em></p>
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