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	<title>Blog do Favre &#187; governo Lula</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 00:00:42 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Avaliação positiva de Lula sobe para 78,9%, diz CNT/Sensus</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:12:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[CNT-Sensus]]></category>
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GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília
A avaliação do governo federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu em novembro deste ano, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. A aprovação da população brasileira ao governo do presidente Lula passou de 65,4% em setembro para 70% em novembro. Já a avaliação positiva do presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-16658 aligncenter" title="Lula_positivo" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Lula_positivo.jpg" alt="Lula_positivo" width="500" height="735" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília</span></h2>
<p>A avaliação do governo federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu em novembro deste ano, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. A aprovação da população brasileira ao governo do presidente Lula passou de 65,4% em setembro para 70% em novembro. Já a avaliação positiva do presidente subiu de 76,8% para 78,9%.</p>
<p>Apesar da subida da popularidade de Lula e do governo, os índices são menores do que os registrados pelo petista no início deste ano &#8211;quando o presidente bateu recordes de popularidade. Na ocasião, o índice chegou a 80%.</p>
<p>Este mês, somente 6,2% avaliaram o governo federal negativamente, enquanto 14,6% desaprovaram a maneira de Lula governar o país.</p>
<p>O retorno à avaliação positiva do governo ocorre depois do episódio do apagão que deixou 18 Estados do país sem luz, mas a CNT não questionou a população a respeito do blecaute.</p>
<p>Na avaliação do presidente da CNT, Clésio Andrade, a imagem de Lula e do governo subiram em consequência da imagem positiva que o Brasil conquistou no exterior.</p>
<p>&#8220;Houve melhora da imagem do país. O pesquisador sente nas pessoas que Lula melhorou o país, além de seu forte discurso de otimismo. Essa imagem que o Lula criou de respeito no exterior são positivas para a sua imagem&#8221;, disse Andrade.</p>
<p>Em março deste ano, o governo Lula registrou a primeira queda em sua popularidade desde setembro do ano passado, quando a gestão do petista vinha registrando sucessivos recordes positivos. Em maio, a popularidade do governo voltou a crescer, mas caiu novamente em setembro.</p>
<p>Os eleitores que avaliam o governo como regular somam 22,7% em novembro contra 26,6% em setembro deste ano.</p>
<p>Histórico</p>
<p>Até janeiro deste ano, os índices de popularidade de Lula foram superiores às avaliações de sua popularidade registradas em janeiro de 2003 &#8211;ano em que foi empossado no cargo&#8211;, quando obteve 83,6% de aprovação.</p>
<p>O cenário mudou em março, de acordo com a CNT/Sensus, em consequência da crise econômica internacional. Os patamares positivos de avaliação do governo e do presidente voltaram a subir em maio, mas caíram novamente em setembro e, agora, voltaram a subir.</p>
<p>A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 30 de novembro, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.</p>
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		<title>&#8220;Brasil o que melhor conseguiu combater a fome&#8221; ajudará savana africana em projetos agrícolas</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Savana africana]]></category>

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		<description><![CDATA[

De Roma &#8211; VALOR
A indústria brasileira de equipamentos agrícolas poderá se beneficiar de uma iniciativa de Brasília de ajudar países africanos a cultivarem as Savanas, que são parecidas com o Cerrado brasileiro, acredita a Embrapa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem a iniciativa com líderes africanos, na FAO, em Roma. Lula quer reunir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.davidpatterson.com/Disney/savana.jpg" alt="http://www.davidpatterson.com/Disney/savana.jpg" width="430" height="371" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">De Roma &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A indústria brasileira de equipamentos agrícolas poderá se beneficiar de uma iniciativa de Brasília de ajudar países africanos a cultivarem as Savanas, que são parecidas com o Cerrado brasileiro, acredita a Embrapa.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem a iniciativa com líderes africanos, na FAO, em Roma. Lula quer reunir ministros de Agricultura do continente em Brasília, em abril, para examinar mecanismos de financiamento a serem levados à reunião de cúpula do G-20 em junho, no Canadá.</p>
<p>Atualmente, só 10% das Savanas estão cultivadas. A Embrapa já identificou 35 projetos de cooperação em 16 países e entraria com US$ 12,8 milhões.</p>
<p>Um projeto que começou a tomar corpo neste mês é para ajudar na exploração de 3 milhões de hectares em Moçambique, em cooperação com o Japão, que já ajudou por sua vez na exploração do Cerrado brasileiro.</p>
<p>Os japoneses entrarão com o dinheiro, cerca de US$ 300 milhões em dez anos; o Brasil, com a tecnologia; e os africanos, com a terra. A ideia é produzir soja, milho, arroz e outras commodities.</p>
<p>O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, afastou a ideia de que se estaria estimulando a criação de concorrentes para o agronegócio brasileiro. &#8220;Tenho certeza de que a demanda vai aumentar globalmente muito. E, se não houver soja suficiente, os usuários partem para outro produto.&#8221;</p>
<p>A fome atinge 1,2 bilhão de pessoas. Nesse cenário, o Brasil é visto como um sucesso. A ONG ActionAid diz ter avaliado vários países e concluido que foi o Brasil o que melhor conseguiu combater a fome. (AM)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil reduzirá até 39% de gases-estufa</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 11:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[clima]]></category>
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		<description><![CDATA[ Lula arbitra disputa interna e define meta que o país apresentará na conferência do clima de Copenhague, em dezembro
Proposta varia entre 36,1%  e 38,9% em relação à atual  tendência das emissões, ou  um corte de 15% em relação  aos níveis de CO2 de 2005 
 



Fernando Donasci/Folha Imagem





Carlos Minc e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong></strong></span> <strong>Lula arbitra disputa interna e define meta que o país apresentará na conferência do clima de Copenhague, em dezembro</p>
<p>Proposta varia entre 36,1%  e 38,9% em relação à atual  tendência das emissões, ou  um corte de 15% em relação  aos níveis de CO2 de 2005 </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Fernando Donasci/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/d1411200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><em>Carlos Minc e Dilma Rousseff conversam em evento de apresentação da meta de corte de CO</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--><strong> CLAUDIO ANGELO</strong><br />
<span> EDITOR DE CIÊNCIA </span></p>
<p>O Brasil saiu da retranca.  Após semanas de uma guerra  interna no governo, o país  anunciou ontem que reduzirá  de 36,1% a 38,9% de suas emissões de gás carbônico até 2020,  em relação ao que emitiria se  nada fosse feito. O compromisso será apresentado na conferência do clima de Copenhague, em dezembro.<br />
Trata-se de um desvio de até  1,052 bilhão de toneladas de  CO2 em relação ao cenário tendencial para 2020, que prevê  emissões de 2,7 bilhões de toneladas. Em relação a 2005, o  ano de pico das emissões brasileiras, é um corte de 15%.<br />
&#8220;São ações quantificáveis, reportáveis e passíveis de verificação, que nós estamos assumindo de forma voluntária&#8221;,  disse a jornalistas a ministra  Dilma Rousseff (Casa Civil). O  governo agora vai realizar uma  série de reuniões para definir o  custo das ações e a data em que  elas serão implementadas.<br />
A meta brasileira, chamada  por Dilma e Carlos Minc (Meio  Ambiente) de &#8220;a ação de mitigação mais forte dos países em  desenvolvimento&#8221;, pode destravar as negociações do novo  acordo internacional de combate ao aquecimento global,  que ameaçam naufragar.<br />
O Brasil, quinto maior emissor de carbono, vinha sendo cobrado por países ricos e pela  ONU para pôr um número na  mesa. Ao fazê-lo, deve constranger os ricos a elevarem  suas metas de corte de emissões -hoje elas são insuficientes para impedir um aquecimento perigoso da Terra.<br />
Minc havia proposto um corte de 40% em 2020 em relação ao cenário tendencial (o chamado &#8220;business as usual&#8221;). Alguns setores do governo, no entanto, vinham resistindo a adotar metas de redução além do desmate na Amazônia. Uma das principais resistências foi de Dilma, que via no corte de emissões um entrave ao crescimento econômico.<br />
Outro foco vinha do Itamaraty, que temia adotar um objetivo ambicioso que o país não  pudesse cumprir. &#8220;A questão é  que não existe &#8220;meta voluntária&#8221;. A partir do momento em  que se apresenta a meta à convenção [do clima da ONU], ela  se torna vinculante&#8221;, disse a ex-ministra Marina Silva (PV).<br />
Ontem, numa reunião em  São Paulo, o presidente Luiz  Inácio Lula da Silva arbitrou a  disputa interna e resolveu que  a meta brasileira iria variar entre 36,1% e 38,9%, número  mais próximo da proposta de  Minc. &#8220;É um intervalo de confiança&#8221;, explicou Dilma, dizendo que o país poderia fazer menos ou mais dependendo de ter  menos ou mais recursos e menos ou mais engajamento dos  Estados e da população.</p>
<p><strong>Outros setores</strong><br />
Além do desmatamento na  Amazônia, compõem a proposta a redução de 40% no desmatamento no cerrado, que deve  abater 100 milhões de toneladas de gás carbônico das emissões nacionais; uma série de  ações no setor agropecuário  (recuperação de pastagens,  plantio direto, fixação biológica  de nitrogênio e integração lavoura-pecuária); ações de eficiência energética, aumento no  uso de biocombustíveis, expansão das hidrelétricas e fontes  alternativas de energia; e o chamado &#8220;carvão verde&#8221; para a siderurgia, com a substituição de  lenha de mata nativa por lenha  de florestas plantadas.<br />
Os cenários montados pelo  governo para a redução comportam tanto um crescimento  econômico de 4% quanto o de  5% ao ano, como Dilma quis.<br />
O governo ainda não sabe  quanto custará cumprir as metas; só no setor agropecuário,  serão cerca de R$ 40 bilhões  por ano. &#8220;O Brasil vai usar plenamente sua capacidade de financiamento para implementar suas ações&#8221;, afirmou Dilma.  Segundo ela, apesar de o país  esperar receber verba do mundo desenvolvido, grande parte  do dinheiro da mitigação virá  de fontes domésticas, especialmente o BNDES.<br />
Escolhida por Lula para chefiar a delegação brasileira em  Copenhague, Dilma apresentará as metas na próxima segunda-feira, numa reunião de ministros em Copenhague.<br />
Hoje, Lula e Dilma exibem a  proposta ao presidente francês,  Nicolas Sarkozy, que chamou  Lula a Paris para debater clima.</p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Proposta brasileira vai ajudar acordo global, afirmam ONGs</strong></span></p>
<p><span>DA REPORTAGEM LOCAL </span></p>
<p>Segundo a ONG ambientalista WWF, a proposta brasileira  de redução de emissões é &#8220;um  gesto político importante&#8221;.  &#8220;Vai na direção correta e pode  trazer um novo ânimo para Copenhague&#8221;, avalia Carlos Rittl,  coordenador do programa de  mudanças climáticas da entidade. Rittl, no entanto, diz que  é preciso saber como a meta será alcançada, listando os esforços de cada setor da economia  num plano de ação. Para ele, o  fato de o governo voltar atrás  na decisão de só anunciar seus  compromissos na Dinamarca é  também importante.<br />
&#8220;Havia uma demanda grande, o mundo estava pedindo  uma demonstração de liderança&#8221;, diz o ambientalista.<br />
Segundo o Greenpeace, a  adoção de uma meta para o  Brasil quebrou um tabu. &#8220;Há  dois anos, se você dissesse a palavra meta, o pessoal [do governo] queria tirar seu passaporte  e te deportar&#8221;, disse o coordenador de mudança climática da  ONG, João Talocchi. &#8220;É uma  mudança que pode ajudar nas  negociações em Copenhague.&#8221;<br />
O ambientalista, porém, diz  que o Greenpeace vai cobrar  agora que a meta seja incluída  no novo acordo. &#8220;Esses números precisam estar no documento que vai ser assinado lá&#8221;,  afirma Talocchi.</p>
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		<title>&#8220;Nunca antes na história deste país&#8230;&#8221; diz The Economist</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
O Brasil decola


Revista vê agora risco da arrogância


Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP
&#8220;O Brasil decola &#8211; agora, o risco para a grande história de sucesso da América Latina é a arrogância&#8221;. Esse é o título da reportagem especial publicada ontem pela revista The Economist, que traz na capa uma foto do Cristo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://photos-g.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs009.snc3/11655_175054494059_6013004059_2726817_3858954_n.jpg" alt="http://photos-g.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs009.snc3/11655_175054494059_6013004059_2726817_3858954_n.jpg" width="173" height="240" /><strong><span style="font-size: xx-large;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">O Brasil decola</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></strong></p>
<p><strong>Revista vê agora risco da arrogância</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>&#8220;O Brasil decola &#8211; agora, o risco para a grande história de sucesso da América Latina é a arrogância&#8221;. Esse é o título da reportagem especial publicada ontem pela revista The Economist, que traz na capa uma foto do Cristo Redentor impulsionado por um foguete.</p>
<p>Na edição especial com oito reportagens sobre negócios e finanças no País e mais um editorial, a Economist afirma que o Brasil &#8220;entrou em cena no palco mundial&#8221; e vai se tornar a quinta maior economia do mundo até 2014. E, depois de ser subestimado por anos, o País hoje supera os outros Brics em vários quesitos.</p>
<p>&#8220;O País está passando por seu melhor momento desde que um grupo de navegadores portugueses chegou às costas brasileiras, em 1500&#8243;, diz outro artigo sobre o Brasil, na revista. &#8220;O Brasil já havia sido democrático antes, havia tido crescimento econômico e baixa inflação, mas nunca essas três coisas ao mesmo tempo.&#8221;</p>
<p>Mas a publicação inglesa alerta para as armadilhas à frente. &#8220;Da mesma maneira que seria um erro subestimar o Brasil, também é um erro ignorar suas fraquezas&#8221;, adverte. &#8220;Muito dinheiro do contribuinte está sendo gasto nas coisas erradas&#8221; e há pouco investimento público e privado.</p>
<p>Para a Economist, Lula está certo ao dizer que seu país merece respeito e &#8220;ele também merece muito da bajulação que recebe&#8221;. &#8220;Mas Lula também tem sido um presidente de muita sorte, colhendo os frutos de um boom de commodities e trabalhando a partir da plataforma sólida construída por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso&#8221;.</p>
<p>A revista volta a chamar Lula de &#8220;sortudo&#8221; em outro artigo. Para manter o bom desempenho do Brasil em um mundo com condições mais difíceis, o sucessor de Lula vai ter de lidar com alguns dos problemas que o presidente achou que podia ignorar, adverte a revista.</p>
<p>A reportagem lembra que, em 2003, quando economistas da Goldman Sachs cunharam o termo Brics, muita gente torceu o nariz para a inclusão do Brasil no time de economias vencedoras. &#8220;Brasil? Um país com taxas de crescimento tão minúsculas quanto seus biquínis, vítima de qualquer crise financeira que estiver à espreita, um lugar com instabilidade política crônica, onde a capacidade infinita de desperdiçar seu óbvio potencial é tão lendária quanto seu talento para futebol e carnavais&#8221;, diz. &#8220;Agora, esse ceticismo parece equivocado.&#8221;</p>
<p>Em artigo (opinião), a Economist diz que o Brasil costumava ser uma promessa, mas agora começa a se tornar realidade. O País não passou incólume pela recessão, mas está entre os últimos a entrar e os primeiros a sair. A revista ainda diz que o Brasil deve crescer 5% em 2010, mas a taxa deve se acelerar à medida que os campos de petróleo comecem a produzir e os países asiáticos continuem consumindo alimentos e minerais do Brasil. &#8220;E algum momento antes de 2014, o Brasil vai se tornar a quinta maior economia do mundo.&#8221;</p>
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		<item>
		<title>Brasil decola: Na próxima década poderá virar a 5° economia do mundo, superando França e Inglaterra. O risco é a soberba.</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-decola-na-proxima-decada-podera-virar-a-5-economia-do-mundo-superando-franca-e-inglaterra-o-risco-e-a-soberba/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-decola-na-proxima-decada-podera-virar-a-5-economia-do-mundo-superando-franca-e-inglaterra-o-risco-e-a-soberba/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
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		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[The Economist]]></category>

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		<description><![CDATA[Brazil takes off
Nov 12th 2009
From The Economist print edition
Now the risk for Latin America’s big success story is hubris
Rex Features
WHEN, back in 2003, economists at Goldman Sachs bracketed Brazil with Russia, India and China as the economies that would come to dominate the world, there was much sniping about the B in the BRIC acronym. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Brazil takes off</h1>
<p>Nov 12th 2009</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">From <em>The Economist</em> print edition</span></h2>
<h2>Now the risk for Latin America’s big success story is hubris</h2>
<div style="width: 300px;">Rex Features<img src="http://media.economist.com/images/20091114/4609LD1.jpg" alt=" " width="300" height="224" /></div>
<p>WHEN, back in 2003, economists at Goldman Sachs bracketed Brazil with Russia, India and China as the economies that would come to dominate the world, there was much sniping about the B in the BRIC acronym. Brazil? A country with a growth rate as skimpy as its swimsuits, prey to any financial crisis that was around, a place of chronic political instability, whose infinite capacity to squander its obvious potential was as legendary as its talent for football and carnivals, did not seem to belong with those emerging titans.</p>
<p>Now that scepticism looks misplaced. China may be leading the world economy out of recession but Brazil is also on a roll. It did not avoid the downturn, but was among the last in and the first out. Its economy is growing again at an annualised rate of 5%. It should pick up more speed over the next few years as big new deep-sea oilfields come on stream, and as Asian countries still hunger for food and minerals from Brazil’s vast and bountiful land. Forecasts vary, but sometime in the decade after 2014—rather sooner than Goldman Sachs envisaged—Brazil is likely to become the world’s fifth-largest economy, overtaking Britain and France. By 2025 São Paulo will be its fifth-wealthiest city, according to PwC, a consultancy.</p>
<p>And, in some ways, Brazil outclasses the other BRICs. Unlike China, it is a democracy. Unlike India, it has no insurgents, no ethnic and religious conflicts nor hostile neighbours. Unlike Russia, it exports more than oil and arms, and treats foreign investors with respect. Under the presidency of Luiz Inácio Lula da Silva, a former trade-union leader born in poverty, its government has moved to reduce the searing inequalities that have long disfigured it. Indeed, when it comes to smart social policy and boosting consumption at home, the developing world has much more to learn from Brazil than from China. In short, Brazil suddenly seems to have made an entrance onto the world stage. Its arrival was symbolically marked last month by the award of the 2016 Olympics to Rio de Janeiro; two years earlier, Brazil will host football’s World Cup.</p>
<h2>At last, economic sense</h2>
<p>In fact, Brazil’s emergence has been steady, not sudden. The first steps were taken in the 1990s when, having exhausted all other options, it settled on a sensible set of economic policies. Inflation was tamed, and spendthrift local and federal governments were required by law to rein in their debts. The Central Bank was granted autonomy, charged with keeping inflation low and ensuring that banks eschew the adventurism that has damaged Britain and America. The economy was thrown open to foreign trade and investment, and many state industries were privatised.</p>
<p>All this helped spawn a troupe of new and ambitious Brazilian multinationals (see our <a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14829485">special report</a>). Some are formerly state-owned companies that are flourishing as a result of being allowed to operate at arm’s length from the government. That goes for the national oil company, Petrobras, for Vale, a mining giant, and Embraer, an aircraft-maker. Others are private firms, like Gerdau, a steelmaker, or JBS, soon to be the world’s biggest meat producer. Below them stands a new cohort of nimble entrepreneurs, battle-hardened by that bad old past. Foreign investment is pouring in, attracted by a market boosted by falling poverty and a swelling lower-middle class. The country has established some strong political institutions. A free and vigorous press uncovers corruption—though there is plenty of it, and it mostly goes unpunished.</p>
<p>Just as it would be a mistake to underestimate the new Brazil, so it would be to gloss over its weaknesses. Some of these are depressingly familiar. Government spending is growing faster than the economy as a whole, but both private and public sectors still invest too little, planting a question-mark over those rosy growth forecasts. Too much public money is going on the wrong things. The federal government’s payroll has increased by 13% since September 2008. Social-security and pension spending rose by 7% over the same period although the population is relatively young. Despite recent improvements, education and infrastructure still lag behind China’s or South Korea’s (as a big power cut this week reminded Brazilians). In some parts of Brazil, violent crime is still rampant.</p>
<h2>National champions and national handicaps</h2>
<p>There are new problems on the horizon, just beyond those oil platforms offshore. The real has gained almost 50% against the dollar since early December. That boosts Brazilians’ living standards by making imports cheaper. But it makes life hard for exporters. The government last month imposed a tax on short-term capital inflows. But that is unlikely to stop the currency’s appreciation, especially once the oil starts pumping.</p>
<p>Lula’s instinctive response to this dilemma is industrial policy. The government will require oil-industry supplies—from pipes to ships—to be produced locally. It is bossing Vale into building a big new steelworks. It is true that public policy helped to create Brazil’s industrial base. But privatisation and openness whipped this into shape. Meanwhile, the government is doing nothing to dismantle many of the obstacles to doing business—notably the baroque rules on everything from paying taxes to employing people. Dilma Rousseff, Lula’s candidate in next October’s presidential election, insists that no reform of the archaic labour law is needed (see <a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845301">article</a>).</p>
<p>And perhaps that is the biggest danger facing Brazil: hubris. Lula is right to say that his country deserves respect, just as he deserves much of the adulation he enjoys. But he has also been a lucky president, reaping the rewards of the commodity boom and operating from the solid platform for growth erected by his predecessor, Fernando Henrique Cardoso. Maintaining Brazil’s improved performance in a world suffering harder times means that Lula’s successor will have to tackle some of the problems that he has felt able to ignore. So the outcome of the election may determine the speed with which Brazil advances in the post-Lula era. Nevertheless, the country’s course seems to be set. Its take-off is all the more admirable because it has been achieved through reform and democratic consensus-building. If only China could say the same.</p>
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		<title>Conceição, a crise e o Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 19:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Valor: Como é sua avaliação do governo Lula?
Conceição: Muito boa. Esta é a minha avaliação e de 70% da população. Na verdade, só a classe média dita ilustrada e a grande imprensa são contra. Contra também não sei o quê. Caiu a inflação. Portanto, mantiveram a política econômica dura que diziam que não iam manter, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: large;"><strong>Valor</strong>: Como é sua avaliação do governo Lula?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: large;"><strong>Conceição:</strong> Muito boa. Esta é a minha avaliação e de 70% da população. Na verdade, só a classe média dita ilustrada e a grande imprensa são contra. Contra também não sei o quê. Caiu a inflação. Portanto, mantiveram a política econômica dura que diziam que não iam manter, mas mantiveram. Contra meu ponto de vista. Perdi a parada, mas fico contente que tenha perdido, porque naquela altura ia ser complicado. Como estava tudo fora do lugar, era muito ousado fazer uma política alternativa no início do primeiro mandato. Do ponto de vista da política macro, eles começaram a fazer coisas no segundo mandato. Mas não creio que vão terminar. Fizeram o correto na infraestrutura, contemplando obras nas regiões Norte e Nordeste, como a ferrovia Transnordestina, a Norte-Sul, a transposição do rio São Francisco e portos. O PAC é uma seleção de projetos muito pesada e muito boa, de que não convém desviar. Também acertaram na política social, com o Bolsa Família. O governo Lula está tocando três coisas importantes: crescimento, distribuição de renda e incorporação social. E ainda por cima fez uma política externa independente. Por que acha que ganhamos a Olimpíada? [a escolha do Rio de Janeiro para sede dos jogos, em 2016]. Porque passamos a ter prestígio de fato lá fora.</span></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px; color: #2e5368; font-size: 14px; font-weight: bold;">
<h2><span style="font-style: italic; color: #2e5368;"><span style="background-color: #ffff99;">Valor Economico /<span style="font-style: italic; color: #2e5368;">06 de novembro de 2009</span></span></span></h2>
<h2><span style="font-style: italic; color: #2e5368;"> </span></h2>
<p style="margin: 0px 0px 10px; color: #2e5368; font-size: 14px; font-weight: bold;"><span style="font-style: italic; color: #2e5368;"><br />
</span></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px; color: #2e5368; font-weight: bold;"><img class="alignleft" src="http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/destaque/imagens/maria_da_conc_tavares_4.jpg" alt="http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/destaque/imagens/maria_da_conc_tavares_4.jpg" /></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px; color: #2e5368; font-size: 14px; font-weight: bold;"><span style="font-style: italic; color: #2e5368;"></p>
<p></span><span style="color: #cc0000;">Maria da Conceição Tavares, pessimista com os Estados Unidos e o mundo, tem crítica menos dura para o Brasil, &#8220;que vai bem na crise&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #cc0000;"> </span></p>
<p><strong><span style="color: #cc0000;">É ela mesmo, 55 anos depois</span></strong></p>
<p><span style="color: #cc0000;"> </span></p>
<h2><span style="color: #cc0000;"><span style="background-color: #ffff99;">Por Vera Saavedra Durão, do Rio &#8211; VALOR</span></span></h2>
<p><span style="color: #cc0000;"><br />
Fiel ao seu estilo questionador e arrebatado, a economista Maria da Conceição Tavares continua contestando as apostas dos mercados financeiros. &#8220;A crise não acabou&#8221;, alerta a decana dos economistas brasileiros e representante da tradição crítica do pensamento econômico latino-americano, no melhor estilo de Celso Furtado. &#8220;Com a subida das bolsas, fica todo mundo no oba-oba e parece que passou. O mau sintoma é justamente a bolsa ter refluído, os bancos terem voltado a ganhar dinheiro. Isso é simplesmente aparência.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #cc0000;">Conceição, como é sempre chamada, fala com ceticismo sobre as perspectivas da economia americana. &#8220;O Estado está tendo de sustentar como um Hércules todo um sistema falido, mas não consegue fazer as coisas mudarem de rumo, não tem se mostrado ativo. Está fraco e isso é ruim.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #cc0000;">A seu ver, o governo Obama não está tendo apoio suficiente para fazer as mudanças necessárias. &#8220;Não dá para fazer reforma da saúde porque os laboratórios e os seguros de saúde não querem. Não dá para fazer reforma financeira porque os bancos não querem. Como é uma sociedade de lobby pesado, fica difícil reformar.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #cc0000;">Os Estados Unidos não têm, aparentemente, uma &#8220;saída boa&#8221;, diz. Para ela, todas as indicações de estagnação mais longa estão presentes na economia americana, o que coloca a liderança do país sobre a economia mundial em xeque. &#8220;Eles não têm mais liderança nenhuma. Têm peso político, diplomático e militar. Mas isso não é liderança. É império. Não têm como resolver seus problemas [financeiros e militares], nem conseguem avançar. São um império congelado.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #cc0000;">Conceição se diz pela primeira vez otimista com o Brasil de Lula. &#8220;Ele é um gênio político.&#8221; Mas adverte que o problema básico da economia brasileira, no momento, é o câmbio. &#8220;O Brasil não pode continuar engolindo dólares.&#8221;<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="color: #cc0000;">Conceição tem 55 anos de Brasil. Chegou em fevereiro de 1954, casada com o engenheiro português Pedro Soares. A filha Laura nasceria meses depois. Naturalizou-se em 1957. Seu segundo marido, Antonio Carlos Macedo, professor de ciências biológicas da UFRJ, é o pai de Bruno, 44 anos. É amistoso seu relacionamento com os ex-maridos.</span></p>
<p align="justify"><span style="color: #cc0000;">Portuguesa de Anadia, nascida em 24 de abril de 1930, formada em matemática em Lisboa, Conceição conta que optou pela economia influenciada por três clássicos do pensamento econômico brasileiro: Celso Furtado (1920-2004), Caio Prado Jr. (1907-1990) e Ignácio Rangel (1908-1994) &#8211; que a despertou para as questões relacionadas ao capital financeiro. &#8220;Eles marcaram profundamente minhas ideias.&#8221;</span></p>
<p align="justify"><span style="color: #cc0000;">Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Conceição foi aluna de Octávio Gouvêa de Bulhões (1906-1990) e Roberto Campos (1917-2001). Escreveu centenas de artigos e vários livros, dos quais o clássico dos clássicos é &#8220;Auge e Declínio do Processo de Substituição de Importações no Brasil &#8211; Da Substituição de Importações ao Capitalismo Financeiro&#8221;, de 1972. O texto original foi escrito no fim dos anos 1960, quando chefiava o escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no Brasil. Na época da ditadura militar, autoexilou-se no Chile, depois de escapar da prisão graças à intervenção de Mario Henrique Simonsen, seu ex-aluno, ministro do governo Geisel.</span></p>
<p><span style="color: #cc0000;">Teve rápida passagem pelo MDB, então partido de oposição à ditadura militar. Em 1994, foi eleita deputada federal pelo PT do Rio de Janeiro, ao qual continua filiada. Aposentou-se como catedrática do Instituto de Economia da UFRJ, onde é professora emérita, e da Universidade de Campinas (Unicamp). Mas permanece ativa, dando cursos de economia internacional no Instituto Rio Branco e aulas na pós-graduação da UFRJ.</span></p>
<p><span style="color: #cc0000;">No momento, Conceição trabalha num ensaio sobre a América do Sul para um livro que José Luís Fiori, também professor na UFRJ, ex-aluno, a quem conhece desde o exílio, pretende lançar em 2010 sobre questões econômicas, financeiras e sociais da região, temas aos quais sempre esteve ligada.</span></p>
<p><span style="color: #cc0000;"> </span><span style="color: #cc0000;">Mesmo com problemas de bronquite por causa do cigarro &#8211; quando deputada, operou um nódulo benigno no pulmão &#8211; Conceição ainda consome dois maços por dia. Não tem intenção de parar. Diz que morrerá se deixar de fumar. &#8220;Para minha idade, estou ótima&#8221;, avalia a economista de palavra sempre apaixonada, que pretende comemorar seus 80 anos, em 2010, com os dois filhos, dois netos e os muitos amigos e admiradores.</span></p>
<p><span style="color: #000099;"><strong>A seguir, os principais trechos da entrevista que Maria da Conceição Tavares concedeu ao Valor.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Quais lições podemos tirar da crise ?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Maria da Conceição Tavares: A crise ainda não passou e não deu as lições . Nos Estados Unidos já tem um pessoal dizendo que o gasto fiscal é muito, que isso acaba dando inflação e tem que parar. Se parar o gasto fiscal, como é a única componente ativa que vem sendo acionada pelo governo Obama, as coisas não vão melhorar. Todos os sintomas estão ainda muito embaralhados. E aí sobe a Bolsa de Valores, porque houve uma pequena bolha e o pessoal já começa a dar vivas . O desemprego também não terminou, e há muita capacidade ociosa. Então, todas as indicações que apontam para uma estagnação mais longa estão lá presentes. Não houve nenhuma mudança estrutural até agora para reverter a crise.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Como fica, então, o papel do Estado neste momento?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: O Estado americano está fraco. Não está ativo. E está botando o dinheiro todo em cima dos bancos e também em cima do seguro social, do desemprego que subiu muito. Todo o sistema falido, ele sustentando, feito um Hércules, e não está fazendo essa coisa tomar rumo. É um estado fraco, desse ponto de vista. E isso é ruim, porque denota que o governo americano não tem realmente força. Não tem apoio, nem na sociedade, que é dilapidada pelo neoliberalismo, nem no &#8220;establishment&#8221;. Então, não dá para fazer a reforma da saúde porque os laboratórios e os seguros-saúde não querem. Não dá para fazer reforma financeira porque os bancos não querem. Como é uma sociedade de lobby pesado, não tem como reformar. E não tem mecanismos de demanda efetiva do lado do setor privado para aumentar o emprego. O que não é bom.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Isso significa que a liderança dos Estados Unidos sobre a economia mundial está em xeque?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Está. Não tem mais liderança nenhuma. Eles têm peso político, diplomático e militar. Mas isso não é liderança. É império. Eles têm um poder imperial sustentado num poder militar e financeiro. A iniciativa diplomática e militar só visa manter com mão de ferro o que já conquistaram. Mas não têm como resolver os problemas, nem avançar . Os Estados Unidos não podem tomar iniciativa militar em mais lugar nenhum. Primeiro, quem vai pagar e, depois, quem vai dar o apoio? É o império congelado.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Essa fraqueza americana pode arrastar o mundo para onde?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: É uma fraqueza sistêmica. O sistema era todo estruturado por eles. Como estão débeis, o sistema fica com um peso morto muito grande. Só tem possibilidade de sair quem tem dimensão para sair, como os BRICs. O que vão fazer o México, a Argentina, o Chile? São todos atrelados à economia mundial. Quem está puxando o comércio é a Ásia. A Alemanha não está puxando mais nada. Se a Europa e os Estados Unidos puxam para baixo, só sobra a Ásia.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: E a China, especificamente?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Os chineses estão tentando substituir os americanos nos investimentos em matérias-primas que eles precisam. Estao investindo em toda parte. Em petróleo, em infraestrutura na África. Aqui na América Latina estão vindo para tudo. Siderurgia, portos. Estão fazendo um movimento de expansão não pelo comércio apenas, mas principalmente via investimento direto. Isso é que é novidade. Sobretudo na África. Coitados dos africanos. Saem de um imperialismo e entram em outro.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: A China teria a liderança?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: O mundo caminha para uma multipolaridade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Então, nesse mundo a China pode vir a ser uma liderança ?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Aí entra outra questão. Como se resolve o nó do entrelaçamento entre China e Estados Unidos? É uma simbiose. A China tem resolvido não ser agressiva com os Estados Unidos. Do ponto de vista diplomático e militar, tem estado &#8220;low profile&#8221;. Não está dizendo que os Estados Unidos são um &#8220;tigre de papel&#8221;, como na época do Mao. É consenso em Pequim que não é para enfrentar os Estados Unidos. Mas eles têm que resolver esse impasse. O que fazem? Compram ativos dos Estados Unidos? Foi o que o Japão fez e se deu mal. E é claro que eles viram o Japão fazer isso e não vão fazer. Então, estão vindo pela periferia. Que é o correto. O Japão saiu da periferia para investir nos Estados Unidos, disparado. Os chineses não estão fazendo isso. Eles têm participação daqueles fundos soberanos em várias coisas. No Citi, por exemplo. Fazem essas aplicações para sustentar os dólares que têm, para ter alguma aplicação.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: China e Estados Unidos vão se pôr de acordo para garantir uma saída da crise?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Difícil. Não vejo nenhuma semelhança de estrutura política e ideológica. São muito dessemelhantes. Se não vão se pôr de acordo, como vai ser? A China abre mão crescentemente do mercado americano e aumenta o mercado no resto do mundo. Ela pode fazer isso. Os Estados Unidos vão fazer o quê? Estão no mundo inteiro, mas são uma potência comercial declinante.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Vão se voltar para o mercado interno?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: É o que deveriam fazer, como prometeu Obama, mas aí têm que resolver primeiro a situação da regulação do sistema bancário, das empresas e do desemprego.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Qual o papel dos BRICs na recuperação da economia global?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Vão ter papel importante, porque têm peso específico. Não podem estabelecer uma política comum, porque são estruturas diferentes. Somos uma economia mista, a China é estatal, a Rússia era tudo privado, quebrou tudo, e está em processo de reconstrução pelo Estado. O Brasil não é potência militar, mas tem tomado muitas iniciativas na política externa e vai bem na crise.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Ben Bernanke, presidente do Fed, anunciou que pode aumentar os juros.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Coisa sem pé nem cabeça. A dívida externa e a dívida pública deles, gigantescas, vão ficar caríssimas. Eles estão querendo fazer isso porque estão com medo da inflação. Inflação de demanda não é, porque não tem demanda efetiva. Inflação de custos de matéria-prima também não é, pois não está tendo nenhuma explosão de matéria-prima. Acho que o Bernanke está com medo é de que rejeitem a dívida pública. Ninguém está querendo comprar aqueles papéis [títulos do Tesouro]. Uma forma de atrair investidores seria subir os juros. Mas tudo isso são perfumarias. Não vai para lugar nenhum. A raiz do problema seria a reforma do sistema bancário.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: O que mais, além dessa reforma, o governo americano teria que fazer?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Reforçar o papel do Estado e fazer um ajuste global que teria que ser negociado com a China. Os dois países teriam que acertar um acordo na área comercial. Mas não há negociação entre os dois. Os Estados Unidos não têm aparentemente uma saída boa. O Obama está falando no vazio. É por isso que os conservadores prenunciam um golpe.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Existe esse risco?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: O primeiro risco que existe é que o matem. Esse é um risco clássico nos Estados Unidos. E existe o risco de ele não se reeleger. Fico com muita pena. Ele seguramente não é o cara. Parecia, mas não é.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Como as dificuldades vividas pelo Estado americano podem impactar o mundo?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Vai depender do resto do mundo. Vamos tentar esquecer um pouco os Estados Unidos. Temos que buscar construir outras lideranças. O ideal é que houvesse um acordo mínimo entre todos os grandes, para aliviar a crise e resolver o problema global. Bastava o G-20, bastavam os 20 se porem de acordo. Mas não há acordo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: E o dólar?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Não dá ainda para tirar o dólar [de seu papel de moeda de reserva internacional]. O dólar está fraco. Os países, em geral, se pudessem, saiam do dólar. Está ruim acumular reservas em dólar. O problema é com os que já estão acumulados, como os BRICs, sobretudo a China.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: O que a China vai fazer com US$ 2 trilhões de reservas?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Está empacada. E os títulos americanos que ela detém servem de lastro às reservas. Ela não tem como vendê-los no mercado. Está com um mico na mão. É um patrimônio morto. Não tem o que fazer com as reservas. É como se tivesse no cofre, de um lado, o patrimônio futuro, de fábricas, de realizações etc. e, do outro, um montão de estrume que não pode jogar fora.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: O que pode vir daí ?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Prevejo uma coisa arrastada, prolongada, com crises que vêm uma atrás da outra, uma bolha disso, uma bolha daquilo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Qual a próxima bolha?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: A bolsa. Já temos uma aí montada, é a bolsa, que voltou a subir. O pessoal está investindo pesado. Mas isso mostra que o sistema está frágil, ao contrário do que julgam, não é um bom sinal. É um mau sinal. Aqui, no Brasil, por exemplo, na Bovespa, o grosso do dinheiro que está vindo de fora pra cá é pra bolsa. Não é para investimento direto no sentido autêntico da palavra. Direto, vieram US$ 11 bilhões e para a bolsa vieram US$ 17 bilhões, este ano.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Qual seria a consequência dessa bolha?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Volta de novo a afundar. Aí vem nova bolha. Se o mercado de commodities estiver melhor, vão fazer bolha de commodities. Podem fazer outra vez bolha em cima do petróleo. Acho que vamos de bolha em bolha.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Então, a crise não acabou&#8230;.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: É uma falsa euforia. Provavelmente o governo americano vai ter que parar de ajudar o setor privado, pois o déficit fiscal já está em 17% do PIB. Como já socorreram no limite, já gastaram trilhões de dólares, na próxima crise não vão poder socorrer. Foi o que aconteceu no decorrer da crise de 1929. Em 1931 e 1932, nada mudou. Só ocorreu mudança no sistema financeiro depois, quando teve outra crise bancária, em 1933. Na primeira crise ninguém se deu conta, pois despejaram toneladas de dólares em cima dos bancos. Como agora.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: A história pode se repetir?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: A crise atual começou em 2007 com os empréstimos &#8220;subprime&#8221;. Em 2008 foi o auge. E agora, neste segundo semestre, está com ares de que se vai respirar. Em 2010 pode haver uma recuperação, mas em 2011 ninguém sabe o que pode acontecer.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Como o Brasil ficaria com uma reforma bancária nos Estados Unidos?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: O Brasil tem um sistema financeiro público e privado. E os bancos privados não entraram em crise. Já tinham entrado em crise com o Fernando Henrique. Aí limparam e não deixaram de manter o controle. Não temos um sistema financeiro que opera &#8220;à la livre&#8221;. Não existe isso. Temos regulação. Nosso problema básico é o câmbio. Tem que dar um jeito. A coisa cambial vai mudar no próximo governo. Não teremos mais esse presidente no Banco Central, e nem Dilma, nem Serra estão a favor dessa política cambial.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Obama disse que o cara é o Lula&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: É. O Lula, um gênio político, mistura de Vargas e JK, uma liderança do povo brasileiro que tem uma sorte danada, ademais de ser muito competente. Tem que ter competência e sorte. As coisas têm que estar a favor.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Como é sua avaliação do governo Lula?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Muito boa. Esta é a minha avaliação e de 70% da população. Na verdade, só a classe média dita ilustrada e a grande imprensa são contra. Contra também não sei o quê. Caiu a inflação. Portanto, mantiveram a política econômica dura que diziam que não iam manter, mas mantiveram. Contra meu ponto de vista. Perdi a parada, mas fico contente que tenha perdido, porque naquela altura ia ser complicado. Como estava tudo fora do lugar, era muito ousado fazer uma política alternativa no início do primeiro mandato. Do ponto de vista da política macro, eles começaram a fazer coisas no segundo mandato. Mas não creio que vão terminar. Fizeram o correto na infraestrutura, contemplando obras nas regiões Norte e Nordeste, como a ferrovia Transnordestina, a Norte-Sul, a transposição do rio São Francisco e portos. O PAC é uma seleção de projetos muito pesada e muito boa, de que não convém desviar. Também acertaram na política social, com o Bolsa Família. O governo Lula está tocando três coisas importantes: crescimento, distribuição de renda e incorporação social. E ainda por cima fez uma política externa independente. Por que acha que ganhamos a Olimpíada? [a escolha do Rio de Janeiro para sede dos jogos, em 2016]. Porque passamos a ter prestígio de fato lá fora.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: Como vê a questão ambiental no mundo e no Brasil, às vésperas da reunião de Copenhague?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Para variar, os Estados Unidos não assinam meta nenhuma. O país de Obama, digo, o Departamento de Estado, não assina nada. O problema ambiental está complicado e complexo. No Brasil, independente do desmatamento da Amazônia, a floresta vai sofrer com o aquecimento global. Mas a coisa da Amazônia, no nosso caso, é importante e é difícil. Mas não somos decisivos para o aquecimento global. Decisivos são os Estados Unidos e a China.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Valor: A exploração do petróleo das camadas do pré-sal pode impactar as boas intenções ambientais do Brasil?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Conceição: Começamos com a ideia do verde, o álcool combustível, mas, agora que veio o pré-sal, ninguém fala mais nisso. Agora, tudo vai depender do próximo governo.</span></p>
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		<title>&#8220;faz só alguns anos, o México simbolizava o sucesso da América Latina, e o Brasil, seu fracasso. Hoje é o oposto&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 13:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Foreign Policy]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mexico]]></category>
		<category><![CDATA[Moisés Naím]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;MÉXICO, NO; BRASIL, SÍ&#8221; 
Moisés Naím, editor-chefe da &#8220;Foreign Policy&#8221;, publicou  ontem no &#8220;El País&#8221; a coluna &#8220;México, não; Brasil, sim&#8221;.  Abre dizendo que, &#8220;faz só alguns anos, o México simbolizava o sucesso da América Latina, e o Brasil, seu fracasso.  Hoje é o oposto&#8221;. Saúda até a taxa sobre aplicação externa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;MÉXICO, NO; BRASIL, SÍ&#8221; </strong><br />
Moisés Naím, editor-chefe da &#8220;Foreign Policy&#8221;, publicou  ontem no &#8220;El País&#8221; a coluna &#8220;México, não; Brasil, sim&#8221;.  Abre dizendo que, &#8220;faz só alguns anos, o México simbolizava o sucesso da América Latina, e o Brasil, seu fracasso.  Hoje é o oposto&#8221;. Saúda até a taxa sobre aplicação externa, citando o editorial do &#8220;conservador <strong><a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Mexico/Brasil/elpepiint/20091025elpepiint_10/Tes">&#8220;Financial Times&#8217;&#8221;</a></strong>.  Na frase em destaque, &#8220;Nos últimos anos, 20 milhões de  brasileiros saíram da pobreza&#8221;.<br />
Encerra lamentando como os &#8220;cartéis de empresas privadas, sindicatos, meios de comunicação&#8221; impedem o progresso mexicano. E dizendo, &#8220;Oxalá a competição com o Brasil estimule&#8221; competição por lá.</p>
<p><em>Fonte Toda Mídia, coluna de Nelson de Sá, na Folha SP</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">MOISÉS NAÍM &#8211; EL PAÍS</span></h2>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">México, no; Brasil, sí</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-large;">En los últimos años, 20 millones de brasileños han salido de la pobreza extrema</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: x-large;"><br />
</span></em></p>
<p>Hace apenas unos años México simbolizaba el éxito de América Latina, y Brasil, su fracaso. Hoy sucede lo contrario.</p>
<p>Las reformas políticas y económicas de México en los años noventa fueron ejemplares. De repente, el país se liberó de un hiper-nacionalismo que le impedía relacionarse sanamente con el mundo, sobre todo con su problemático vecino del norte. También se sacudió, sin violencia, un sistema político dominado durante siete décadas por un mismo partido. La firma del Tratado de Libre Comercio con EE UU y Canadá, su entrada a la OCDE -el club de países ricos-, su rápida recuperación del crash financiero de 1994, su posterior estabilidad económica, su potencial petrolero, su atractivo turístico, su gran tamaño (es la 11ª economía más grande del mundo) y su privilegiada situación geográfica hicieron de México la promesa de América Latina. En los foros mundiales, y en los titulares de prensa, el protagonista -y la esperanza- era México, no el otro gigante continental: Brasil. El sarcasmo mil veces repetido era que Brasil es el país del futuro&#8230; y lo seguiría siendo. Para siempre.</p>
<p>No más. Ahora, Brasil es la esperanza y México, la desazón. La percepción es que mientras Brasil despega, México está empantanado. El año pasado la economía brasileña creció un 5%, mientras que la mexicana lo hizo un 1%. Brasil es, junto con China e India, uno de los países que menos ha sufrido por la crisis económica mundial. México, en cambio, es uno de los más afectados. En Brasil, el empleo ya ha alcanzado los niveles que existían antes de la crisis. Las cifras financieras también son sorprendentes: este año, los bancos brasileños prestaron el 60% de los créditos otorgados en toda América Latina. La Bolsa ha aumentado un 144%. Brasil antes mendigaba dinero del FMI; hoy, le presta. El magnetismo financiero de Brasil es tal que el Gobierno, buscando frenar el enorme flujo de capitales que está entrando al país, acaba de poner un impuesto a las inversiones extranjeras (&#8221;Una sabia medida&#8221;, editorializó el conservador Financial Times).</p>
<p>Los mexicanos ven estas noticias con nostalgia por los tiempos en que este tipo de noticias se referían a ellos. También ven con envidia cómo Brasil se está convirtiendo en una potencia petrolera mundial, mientras que una combinación suicida de restricciones legales, políticos irresponsables y sindicatos corruptos impiden que México desarrolle su enorme potencial.</p>
<p>Lo más importante es que el progreso de Brasil no es sólo económico. En los últimos años, 20 millones de brasileños han salido de la pobreza extrema y la distribución de los ingresos ha mejorado, aunque continúa situándose entre las peores del mundo. En México también ha habido progreso social y una importante expansión de la clase media. Pero este progreso se ha visto limitado por una economía que crece poco y, más recientemente, por una avalancha de plagas: la narcoviolencia, el virus H1N1 y la caída de exportaciones, remesas, inversiones, turismo y petróleo.</p>
<p>Brasil también ha desplazado a México en influencia internacional: se ha convertido en país indispensable en las negociaciones sobre el medio ambiente, el comercio, las reformas del sistema financiero y hasta la no-proliferación nuclear. Es ilustrativo que, en la crisis de Honduras, Brasil esté teniendo más protagonismo que el vecino México.</p>
<p>Todo lo anterior no quiere decir que Brasil haya superado sus inmensos problemas. Padece tragedias sociales tan graves o peores que las de México. Los criminales brasileños no tienen nada que envidiar a los mexicanos. Además, en las diferencias entre México y Brasil, la suerte, la geografía y la geopolítica también han desempeñado papeles importantes. No es culpa del Gobierno mexicano que el virus H1N1 haya atacado al país y devastado el turismo. O que China sea un extraordinario cliente de las materias primas de Brasil y un terrible competidor de los productos fabricados en México.</p>
<p>Pero la realidad es que, por ahora, Brasil está dejando atrás a México. Las explicaciones son muchas. Pero una, y que para mí es la más importante, es que el progreso de México ha sido secuestrado por sus carteles. Y no me refiero a los carteles de la droga. Me refiero a empresas privadas, sindicatos, agrupaciones políticas, universidades, medios de comunicación y gremios profesionales que limitan la competencia dentro de sus respectivos sectores. México está lleno de carteles, muchos de los cuales gozan de privilegios y vetos que impiden los cambios sin los cuales el país seguirá perdiendo oportunidades. Ojalá que la competencia con Brasil estimule la competencia dentro de México.</p>
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		<title>A &#8220;Economist&#8221; se rende a Lula</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 13:44:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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VINICIUS TORRES FREIRE &#8211; FOLHA SP


EIU elogia o &#8220;grande feito&#8221; na  crise, a política antipobreza  &#8220;eficaz&#8221;, o mercado interno  grande e até bancos estatais 
O BRASIL vai crescer apenas  3,8% em 2010, segundo a  &#8220;Economist Intelligence  Unit&#8221; (EIU) em seu relatório bimestral &#8220;Perspectiva Global&#8221;. A EIU é a  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-15104 alignright" title="Lula_Madri" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Lula_Madri-300x220.jpg" alt="Lula_Madri" width="300" height="220" /><br />
<span style="font-size: x-large;"><strong><span style="color: #000080;">VINICIUS TORRES FREIRE &#8211; FOLHA SP</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong><span style="color: #000080;"><br />
</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong><em>EIU elogia o &#8220;grande feito&#8221; na  crise, a política antipobreza  &#8220;eficaz&#8221;, o mercado interno  grande e até bancos estatais </em></strong></span></p>
<p>O BRASIL vai crescer apenas  3,8% em 2010, segundo a  &#8220;Economist Intelligence  Unit&#8221; (EIU) em seu relatório bimestral &#8220;Perspectiva Global&#8221;. A EIU é a  unidade de pesquisa econômica do  grupo que edita a revista &#8220;The Economist&#8221;. Em março, a estimativa era  de 1%. Economistas dos maiores  bancos e consultorias brasileiros estimam alta do PIB de uns 5% em  2010. Mas a EIU se rende aos &#8220;feitos&#8221; do país na crise e muito mais. A EIU diz que a recuperação brasileira se deveu em parte às exportações para os mercados asiáticos e à  ressurreição da demanda chinesa  por matérias-primas. A China, por  sua vez, recuperou-se devido aos  gastos em infraestrutura do pacote  fiscal anticrise de 8% do PIB e do  crescimento de 34% do crédito (até  setembro). O risco para a economia  chinesa seria o de investimentos  malfeitos devido ao excesso de dinheiro à disposição e o de criação de  excesso de capacidade produtiva,  diz a EIU e quase todo mundo. Em março, a EIU previa que a China cresceria 6% neste ano e 7% em  2010 (agora, prevê respectivamente  8,2% e 8,6%. A China cresceu 11% ao  ano de 2004 a 2007). A EIU diz que o Brasil foi um dos  mais resistentes da América do Sul  devido à baixa abertura comercial e  a seu grande mercado interno (a  EIU ainda vai elogiar a Cepal?). &#8220;A  economia se recupera do choque externo auxiliada pela força do sistema  financeiro doméstico (e sua dependência de bancos estatais), inflação  baixa e programas antipobreza eficazes&#8221;, recuperação rápida que é um  &#8220;grande feito&#8221;. Isto é, a EIU-Economist se rende a Lula, digamos apenas um pouco ironicamente. &#8220;O governo adotou algumas medidas de estímulo à economia, mas a deterioração das finanças públicas continua limitada. A eleição presidencial de outubro de 2010 provavelmente não deve ocasionar instabilidade financeira, pois os dois maiores partidos são comprometidos com o rigor fiscal&#8221;. O Banco Central deve começar a  elevar os juros a partir de meados de  2010, com a Selic chegando a 12% no  final de 2011, &#8220;mas essa taxa ainda  será baixa&#8221;, dada a história recente&#8221;. A EIU acredita que a taxa &#8220;básica&#8221;  de juros nos EUA começa a subir no  terceiro trimestre de 2010. Não passaria de 1% no final do ano, e o Fed ficaria imóvel durante 2011. Qual a  base do prognóstico? A EIU revisou  sua projeção para o crescimento do  PIB americano em 2010 para 2,4%.  Estimava 1,7% em setembro deste  ano. Em março, 0,7%. A média do  crescimento dos EUA de 2004 a  2007 foi de 2,8%. Dada a volta do crescimento em 2010, os americanos não precisariam mais de taxas de juros tão baixas. Mas os Estados Unidos levariam novo tombo em 2011, segundo a EIU. O PIB cresceria apenas 1,1%, pois o efeito dos gastos do governo na atividade produtiva estaria se desvanecendo. Portanto, o Fed deixaria os juros ainda muito baixos. Na verdade, segundo a projeção de inflação da EIU para 2011, a taxa seria negativa, em termos reais. Assim, os juros estariam mais baixos do que agora. Portanto, a previsão da EIU não faz lá grande diferença. De resto, nem Deus sabe ainda o que vai fazer em 2011, muito menos os economistas da EIU ou quaisquer outros, aliás.  <strong><a href="mailto:vinit@uol.com.br">vinit@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>&#8220;Banda larga nas escolas&#8221;, programa do governo Lula, é implementado pela Prefeitura de Curitiba em parceria com a Oi</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[INTERNET GRÁTIS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS

Beto Richa (PSDB) e Luiz Eduardo Falco, da Oi
Uma parceria firmada na manhã desta sexta-feira (16) entre a Prefeitura de Curitiba e a operadora de telefonia Oi vai garantir acesso gratuito à internet em banda larga em todas as escolas da rede municipal de ensino.
&#8220;Parceria é com a gente mesmo. Ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>INTERNET GRÁTIS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://mail.mailig.ig.com.br/mail/?ui=2&amp;ik=059ef31cd9&amp;view=att&amp;th=1245ec69f5f1ac5d&amp;attid=0.1&amp;disp=inline&amp;zw" alt="http://mail.mailig.ig.com.br/mail/?ui=2&amp;ik=059ef31cd9&amp;view=att&amp;th=1245ec69f5f1ac5d&amp;attid=0.1&amp;disp=inline&amp;zw" width="344" height="229" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Beto Richa (PSDB) e Luiz Eduardo Falco, da Oi</em></span></p>
<p>Uma parceria firmada na manhã desta sexta-feira (16) entre a Prefeitura de Curitiba e a operadora de telefonia Oi vai garantir acesso gratuito à internet em banda larga em todas as escolas da rede municipal de ensino.</p>
<p>&#8220;Parceria é com a gente mesmo. Ainda mais quando o foco é a educação; é oportunizar aos jovens o acesso gratuito à internet. Essa é a verdadeira democracia da informação&#8221;, disse o prefeito Beto Richa.</p>
<p>&#8220;À medida que mais pessoas estão conectadas à internet mais a gente diminui a diferença social em nosso país&#8221;, afirmou Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, maior empresa brasileira de telecomunicações.</p>
<p>O convênio prevê a doação de modems e a adesão ao programa Banda Larga nas Escolas, do governo federal. Cerca de 110 mil estudantes de 165 escolas da rede municipal de ensino serão beneficiados. O serviço já está ativado em 148 escolas da Prefeitura de Curitiba e será estendido às demais até o fim de 2010. A velocidade de conexão da banda larga é de 1 Mbps, mas a meta é aumentar para 2 Mbps a partir de 2011, onde houver disponibilidade. A duração do convênio é até 2025.</p>
<p>&#8220;O próximo passo será levar a rede Wi-Fi (sem fio) para todas as salas de aula das nossas escolas&#8221;, anunciou Richa. Esse projeto, que figura como meta no Contrato de Gestão com a Secretaria Municipal da Educação, prevê a instalação de roteadores que permitirão levar essa tecnologia a todas as salas de aula da rede pública municipal de ensino.</p>
<p>&#8220;O projeto-piloto foi testado. A ideia é usar os televisores já instalados nas salas de aula como monitores. A previsão é implantar o projeto no primeiro semestre de 2010&#8243;, disse Jorge Eduardo Wekerlin, superintendente executivo da Secretaria Municipal de Educação.</p>
<p>O programa Banda Larga nas Escolas prevê levar banda larga para todas as escolas públicas urbanas de ensino fundamental e médio do país até o fim de 2010,  o que representa um universo de 57 mil escolas, com cerca de 37,1 milhões de alunos beneficiados. Somente a Oi vai conectar um total de aproximadamente 46,8 mil escolas. &#8220;Estamos montando uma empresa nacional de telecomunicações. Queremos chegar em todos os lugares&#8221;, disse Falco.</p>
<p>No ano passado, a Oi passou a fazer parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, o que reflete o alto grau de comprometimento da companhia com a responsabilidade social e a adoção de práticas gerenciais sustentáveis.</p>
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		<title>Políticas que avancem governo Lula desafiam programa de candidata</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[PT Nacional]]></category>
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Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
O grupo de trabalho criado pelo PT para elaborar o programa de governo da candidata à Presidência Dilma Rousseff estabeleceu ontem quatro grandes diretrizes de trabalho: um Plano Nacional de Desenvolvimento, englobando questões como economia, meio ambiente, educação, ciência e tecnologia e política externa; uma abordagem de continuidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2006/09/21/21_MVG_pais_marcoaurelio210.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2006/09/21/21_MVG_pais_marcoaurelio210.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O grupo de trabalho criado pelo PT para elaborar o programa de governo da candidata à Presidência Dilma Rousseff estabeleceu ontem quatro grandes diretrizes de trabalho: um Plano Nacional de Desenvolvimento, englobando questões como economia, meio ambiente, educação, ciência e tecnologia e política externa; uma abordagem de continuidade dos programas sociais do governo Lula; uma análise sobre a política institucional brasileira, incluindo uma proposta para tornar o estado mais ágil e a sociedade mais democrática e participativa; e um último ponto, mais amplo, tratando de questões diversas, como violência, juventude e cultura.</p>
<p>A ideia é apresentar este planejamento para a chefe da Casa Civil já na semana que vem. Segundo o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais e coordenador do grupo de Trabalho, Marco Aurélio Garcia, o grande desafio é montar um plano de ação que mostre o que será feito além das realizações obtidas ao longo destes últimos oito anos. &#8220;De qualquer maneira, estamos diante de uma herança positiva que será deixada pelo governo Lula&#8221;, afirmou ele, que exerceu a mesma função nas campanhas de 1994, 1998 e 2006. Em 2002, ele ajudou na elaboração do programa, mas não foi o coordenador dos trabalhos.</p>
<p>Dentro do que Marco Aurélio chamou de Plano Nacional de Desenvolvimento, encontram-se temas econômicos, ambientais, educacionais e científicos, como antecipou o Valor.</p>
<p>Durante reunião com a bancada de deputados federais do PT, no início do ano, Dilma disse ser fundamental aproveitar o que ela chamou de &#8220;era do conhecimento&#8221;, com pesados investimentos nas áreas de educação e pesquisas científicas e tecnológicas. Estes dois pontos foram incluídos no Fundo Social, formado com recursos do pré-sal, e relatado na Câmara pelo deputado Antonio Palocci (PT-SP), um dos mais atuantes nesta fase de pré-campanha de Dilma.</p>
<p>Outro tema forte do programa será a política social. Marco Aurélio ressaltou que o grande legado da gestão Lula foi incluir pessoas que estavam à margem do sistema social com políticas consistentes de crescimento econômico. Embora haja a intenção de dar um tratamento qualificado para este assunto, Marco Aurélio lembrou que ele está diretamente relacionado ao plano de desenvolvimento nacional.</p>
<p>No eixo batizado de políticas institucionais, Marco Aurélio afirmou que a intenção é discutir o sistema político nacional, a força das instituições brasileiras e formas para amplificar a participação da sociedade no debate das políticas públicas. O petista apontou uma das principais críticas feitas à atual gestão e que, segundo ele, soa vaga no debate público: o tamanho do Estado brasileiro. &#8220;Eu vejo as pessoas falarem muito que o Estado está inchado. Mas não se qualifica esta discussão, as pessoas ficam presas apenas aos números.&#8221;</p>
<p>Segundo o assessor especial, a ideia é trabalhar em cima de uma reforma administrativa que &#8220;torne o Estado mais eficiente e profissional&#8221;. Ele disse que ainda há carências na máquina pública e cita, como exemplo, uma recente reunião que teve com assessores para debater comércio exterior: &#8220;O Brasil ainda perde grandes oportunidades na área de comércio exterior por carência de profissionais qualificados.&#8221;</p>
<p>Por fim, o plano de governo vai debater algumas questões mais genéricas, como políticas para a juventude, ações de combate à violência, estímulos à produção cultural. Marco Aurélio acrescentou ainda que, apesar de amplo, o programa de governo deve trazer grandes eixos, mas não detalhar ações, o que acontecerá em um momento posterior com a elaboração das devidas políticas públicas. &#8220;A reunião de ontem serviu para definir os temas e a metodologia para agrupá-los. Será um bom subsídio tanto para os discursos como para apresentar nos debates com os partidos aliados&#8221;, completou Marco Aurélio.</p>
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