<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; grãos</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/graos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 17:13:12 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Agricultura se recupera e pode repetir 2008</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/agricultura-se-recupera-e-pode-repetir-2008/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/agricultura-se-recupera-e-pode-repetir-2008/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 May 2009 12:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[campo]]></category>
		<category><![CDATA[Cana]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[laranja]]></category>
		<category><![CDATA[produtores rurais]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/agricultura-se-recupera-e-pode-repetir-2008/</guid>
		<description><![CDATA[ Alta de preços agrícolas deve injetar até R$ 12 bi na renda de produtores
Governo e consultorias revertem estimativa de queda de 7% e dizem que a renda do campo pode ser igual à de 2008


Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
A alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Alta de preços agrícolas deve injetar até R$ 12 bi na renda de produtores</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Governo e consultorias revertem estimativa de queda de 7% e dizem que a renda do campo pode ser igual à de 2008</strong></font></p>
<p><font size="4"></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090510/img/capadodia.jpg" width="267" height="472" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</p>
<p>A alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 bilhões de renda no campo neste ano, segundo os cálculos do Ministério da Agricultura. Consultorias privadas preveem um acréscimo de até R$ 12 bilhões na receita em relação às previsões iniciais, que apontavam queda de 7%. Nos últimos 30 dias, as cotações de soja, algodão e açúcar, por exemplo, subiram 13%, 22%, 18%, respectivamente, nas bolsas internacionais. A recuperação de preços trouxe de volta otimismo ao campo e abriu perspectivas mais favoráveis para o plantio da próxima safra.</p>
<p>Em setembro, com o agravamento da crise financeira, os preços das commodities desabaram e as projeções da receita agrícola para este ano também. O Ministério da Agricultura chegou a projetar no início do ano que a renda das lavouras poderia chegar a R$ 150 bilhões em 2009. Agora, prevê que a receita atinja R$ 156 bilhões, resultado apenas 3% menor do que o obtido em 2008, revela um estudo do Ministério da Agricultura a que o Estado teve acesso e será divulgado amanhã.</p>
<p>&#8220;A tendência é de que a renda agrícola de 2009 não sofra uma queda tão grande quanto se previa inicialmente e possa até se igualar à do ano passado, que foi recorde&#8221;, afirma o coordenador-geral de Planejamento do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. Em 2008, a renda de 20 produtos agrícolas somou R$ 161,1 bilhões.</p>
<p>Segundo Gasques, o que está puxando para cima a receita são os preços. Ele observa que os dados da receita de abril refletem apenas parcialmente esse movimento porque as cotações consideradas são as de março e a escalada das commodities ganhou força em abril.</p>
<p>Consultorias privadas que consideram em seus cálculos os preços deste mês têm projeções mais otimistas. A RC Consultores, por exemplo, refez as contas e prevê que a renda obtida com a venda de grãos, cana, café e laranja atinja R$ 186,9 bilhões em 2009, ante estimativas iniciais que indicavam R$ 174,5 bilhões. A nova projeção é praticamente a mesma receita recorde obtida no ano passado. &#8220;A percepção de renda futura da agricultura mudou&#8221;, diz o diretor da consultoria, Fabio Silveira. Ele acredita que esse resultado possa até ser superado.</p>
<p>&#8220;Estamos contentes, mas preocupados&#8221;, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso, Glauber Silveira. Ele explica que a receita com soja pode ser corroída pela valorização do real ante o dólar, apesar de o preço atual do grão, que passa de US$ 11 por bushel na Bolsa de Chicago, superar a média histórica e o esperado diante do cenário de recessão global. O dólar fechou a semana em R$ 2,068, a menor cotação desde outubro do ano passado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/agricultura-se-recupera-e-pode-repetir-2008/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Melhora no interior</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/melhora-no-interior/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/melhora-no-interior/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 12:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[adubo]]></category>
		<category><![CDATA[AgraFNP]]></category>
		<category><![CDATA[agrário]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agro]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Conab]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[Ming]]></category>
		<category><![CDATA[papelão ondulado]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
		<category><![CDATA[preços]]></category>
		<category><![CDATA[safra 2009]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[trigo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/melhora-no-interior/</guid>
		<description><![CDATA[



Celso Ming, O Estado SP


&#160;
celso.ming@grupoestado.com.br


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


A depender das estimativas oficiais e dos analistas independentes, o tombo da safra 2008/2009 não será tão grande quanto se esperava há apenas um mês. É mais um elemento que parece mostrar que as condições da economia brasileira não estão tão ruins como pareciam há dois meses.
Terça-feira, tanto o IBGE como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/melhora-no-interior/10655/" rel="attachment wp-att-10655" title="colheita_milho1.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/colheita_milho1.jpg" alt="colheita_milho1.jpg" /></div>
<p></a></h3>
<p style="background-color: #ffff99"><font style="background-color: #ffff99" size="4">Celso Ming, O Estado SP</font></p>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="fonte">celso.ming@grupoestado.com.br</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A depender das estimativas oficiais e dos analistas independentes, o tombo da safra 2008/2009 não será tão grande quanto se esperava há apenas um mês. É mais um elemento que parece mostrar que as condições da economia brasileira não estão tão ruins como pareciam há dois meses.</p>
<p>Terça-feira, tanto o IBGE como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reviram suas expectativas de produção para cima. Passaram de uma queda de 7,3%, estimada em março, para 6,5%, no caso do IBGE, e de 6,1% para 4,5%, nos números da Conab.</p>
<p>Isso parece indicar que a economia do interior deve se recuperar mais rapidamente do que se esperava, o que também deverá reanimar tantas administrações municipais afundadas na redução da arrecadação.</p>
<p>Para o analista de mercado da Agroconsult, Marcos Rubin, o pico das projeções mais pessimistas se deu nos primeiros dois meses do ano porque havia muita incerteza sobre os efeitos da forte estiagem que atingiu as plantações em novembro e dezembro passados, principalmente na Região Sul do País. Calculadas as perdas das safras de verão, o produtor pode ter visto nas culturas de inverno (milho e trigo) uma oportunidade de recuperação.</p>
<p>No caso do milho, que possui importante ciclo de inverno, a soma de preços melhores e de uma redução nos custos incentivou os produtores a aumentar a área de plantio, mas que, ainda assim, é inferior à registrada na safra passada. &#8220;O cenário geral, em comparação ao que se viu no início deste ano, está melhor&#8221;, diz Rubin.</p>
<p>E há outro fator positivo: os custos médios de produção, que, no caso da soja cultivada na região de Mato Grosso, tiveram um aumento de 82% na safra 2008/2009 em relação à anterior, já começam a cair.</p>
<p>O analista da Agroconsult calcula que, para a próxima safra, a redução do custo médio dos fertilizantes para a soja será de 13% e a do custo total de produção, de 8%. O milho, cujo aumento médio nos custos de produção nesta safra foi de 25%, terá queda de 11% na próxima.</p>
<p>Os dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) mostram que a relação de troca do milho (quantidade de sacas de 60 quilos do produto necessária para a compra de uma tonelada de fertilizante) caiu de 51,0 em 2008 para 47,7 no primeiro bimestre deste ano, e a da soja, de 26,3 para 24,6.</p>
<p>O analista Pedro Collussi, da AgraFNP, aponta outros motivos para o otimismo: &#8220;Em março, os produtores, influenciados por um relatório mais otimista de estimativa de produção de milho nos Estados Unidos, resolveram plantar de última hora.&#8221; A estimativa da redução de área cultivada, que era de 18%, passou a 9,5%.</p>
<p>Em relação ao trigo, cujo plantio se inicia agora, poucas mudanças devem ocorrer. Rubin explica que, por se tratar de uma cultura de rotação, sua decisão de plantio é técnica, também por causa da antecipação dos contratos de venda. &#8220;Mesmo com a quebra de produção na Argentina, os preços não mudaram aqui. Pode ser que, no período de colheita, que deve ocorrer no terceiro trimestre, eles estejam mais altos.&#8221;</p>
<p>Apesar da queda desta safra, ela ainda deverá ser a segunda maior da história, perdendo apenas para a 2007/2008, que somou 144,1 milhões de toneladas.</p>
<p><strong>COLABOROU NÍVEA TERUMI</p>
<p>Confira</strong></p>
<p>Melhora &#8211; Ainda é cedo para afirmar que a crise já passou. Mas esta já é uma boa aposta, com base em alguns indícios. Aqui vão três:</p>
<p>As vendas de produtos que não dependem de crédito parecem bem melhores. Os supermercados, por exemplo, faturaram 1,7% a mais nos dois últimos meses. E o consumo físico de energia elétrica cresceu 3,3% no mesmo período.</p>
<p>E, anteontem, a Associação Brasileira de Papelão Ondulado comunicou que as vendas do produto, muito usado em embalagens, cresceram 16,4% em março, quando comparadas com os números de fevereiro.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/melhora-no-interior/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Safra 2009 será a segunda maior da história, prevê IBGE</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/safra-2009-sera-a-segunda-maior-da-historia-preve-ibge/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/safra-2009-sera-a-segunda-maior-da-historia-preve-ibge/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 12:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agrário]]></category>
		<category><![CDATA[agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[colheita]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[safra]]></category>
		<category><![CDATA[safra 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/safra-2009-sera-a-segunda-maior-da-historia-preve-ibge/</guid>
		<description><![CDATA[




IBGE eleva previsão para a safra 2009
SEGUNDA REVISÃO
O IBGE elevou de novo a estimativa para a safra 2009. Segundo o levantamento de março, a produção agrícola do País vai somar 136,4 milhões de toneladas. A projeção é 0,8% superior à de fevereiro, na segunda revisão consecutiva para cima. Apesar da queda prevista de 6,5% ante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/safra-2009-sera-a-segunda-maior-da-historia-preve-ibge/10609/" rel="attachment wp-att-10609" title="colheita_milho.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/colheita_milho.jpg" alt="colheita_milho.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p></a><br />
<strong></strong></p>
<p><strong><font size="6">IBGE eleva previsão para a safra 2009</font></strong></p>
<p><strong>SEGUNDA REVISÃO</strong></p>
<p>O IBGE elevou de novo a estimativa para a safra 2009. Segundo o levantamento de março, a produção agrícola do País vai somar 136,4 milhões de toneladas. A projeção é 0,8% superior à de fevereiro, na segunda revisão consecutiva para cima. Apesar da queda prevista de 6,5% ante o ano passado, a produção esperada será a segunda maior da história do País, e só perde para 2008, de 145,9 milhões toneladas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/safra-2009-sera-a-segunda-maior-da-historia-preve-ibge/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Para OMC, Brasil é exemplo a ser seguido</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/para-omc-brasil-e-exemplo-a-ser-seguido/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/para-omc-brasil-e-exemplo-a-ser-seguido/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 13:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[aço]]></category>
		<category><![CDATA[Aduana]]></category>
		<category><![CDATA[agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Cana]]></category>
		<category><![CDATA[cotas]]></category>
		<category><![CDATA[Doha]]></category>
		<category><![CDATA[dumping]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[exportadores]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[importações]]></category>
		<category><![CDATA[impostos]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Juros]]></category>
		<category><![CDATA[Madeira]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Nafta]]></category>
		<category><![CDATA[OMC]]></category>
		<category><![CDATA[preços]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[taxas]]></category>
		<category><![CDATA[Têxteis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/para-omc-brasil-e-exemplo-a-ser-seguido/</guid>
		<description><![CDATA[Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR
O Brasil indicou ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que uma proposta de aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para produtos lácteos, de couro, têxteis e de madeira, se for aprovada e implementada terá &#8220;abrangência muito limitada e para resolver situações muito específicas&#8221;. A proposta está em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Assis Moreira, de Genebra &#8211; VALOR</p>
<p><img src="http://www.ofir4news.com.br/wp-content/uploads/2009/02/6jpg8.jpg" alt="http://www.ofir4news.com.br/wp-content/uploads/2009/02/6jpg8.jpg" align="left" />O Brasil indicou ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que uma proposta de aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para produtos lácteos, de couro, têxteis e de madeira, se for aprovada e implementada terá &#8220;abrangência muito limitada e para resolver situações muito específicas&#8221;. A proposta está em discussão no bloco desde novembro e vários parceiros comerciais pediram esclarecimentos sobre sua aplicação, durante o exame da política comercial brasileira, encerrada ontem com a entrega de 316 páginas de respostas de Brasília.</p>
<p>Segundo o mediador do exame, o embaixador húngaro Istvan Major, o sentimento geral dos parceiros foi de que o Brasil, apesar da desaceleração econômica, &#8220;tem muito boas chances de resistir muito melhor na crise do que os outros&#8221;. Para ele, &#8220;o Brasil é um modelo a ser seguido&#8221;.</p>
<p>Uma &#8220;apreciação generalizada&#8221; foi manifestada sobre a decisão do país de &#8220;resistir a pressões protecionistas&#8221; ao não expandir a abrangência de licenças de importação não-automáticas. Mas várias delegações questionaram demandas atuais de licença. O Brasil respondeu que está tomando medidas para minimizar o impacto das licenças e que não tem intenção de impor novas exigências sobre uma lista maior de produtos.</p>
<p>Países pobres se manifestaram em peso elogiando o Brasil, mas também cobraram a promessa de acesso livre de cotas e tarifas para seus produtos no mercado brasileiro, feita no âmbito da Rodada Doha, que está longe de terminar.</p>
<p>O relatório dos economistas da OMC, que inclui o brasileiro Alberto Bueno, apontou o aumento da presença do Estado nos financiamentos e a suspeita de que as taxas de juros cobradas pelos bancos oficiais embutem subsídios que atropelariam as regras internacionais. Mas a reação foi bem tímida, no rastro da crise atual. Segundo o mediador, poucos países indagaram sobre os programas de financiamento à exportação que teriam &#8220;algumas distorções no comércio&#8221;.</p>
<p>Em relação ao exame realizado em 2004, a conclusão foi de que a política comercial hoje é mais aberta, que a burocracia persiste, mas diminuiu, e a modernização está em curso nas aduanas. Sobre a pouca transparência em regulações técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias, o mediador disse que &#8220;são problemas não só do Brasil, mas de outros países também&#8221;.</p>
<p>O exame do Brasil provocou 800 questões, muitas delas refletindo preocupações bem específicas. A China recusa há meses prorrogar um acordo com o Brasil pelo qual restringe voluntariamente exportações de têxteis e vestuário para o país. O resultado é que aumentarão as medidas antidumping contra os chineses. Assim, sem surpresas Pequim indagou sobre uma suposta cláusula de &#8220;interesse nacional&#8221; que a Câmara de Comércio Exterior usaria para decisão final nos casos de dumping. O Brasil respondeu que as sobretaxas só visam combater o dumping que causa prejuízos à indústria nacional.</p>
<p>Os Estados Unidos, o Canadá e o México, sócios no Nafta, apareceram com um extenso comentário sobre a importância de países produtores de aço &#8220;não influírem nas exportações&#8221;, nem limitarem as importações. O Brasil retrucou que só monitora o preço do aço importado. E que está preocupado com a implementação do &#8220;Buy America&#8221; aplicado aos siderúrgicos.</p>
<p>Entre as inúmeras perguntas da União Europeia, uma foi sobre o que o Brasil está fazendo para assegurar produção sustentável de biocombustível, incluindo respeito a padrões trabalhistas e implicação na mudança do uso da terra. A resposta foi de que a ocorrência de &#8220;práticas de trabalho ilegal em plantações de açúcar são residuais&#8221;, que a expansão da cana de açúcar é em áreas degradadas e que o governo tem um plano agroecológico que dirá onde o cultivo de cana será proibido, autorizado ou encorajado.</p>
<p>A UE quis saber em detalhes também o estado e as condições de negociações de acordos do Mercosul com a Índia, a África do Sul e outros países. E perguntou se o bloco pretende incluir cláusulas sociais e trabalhistas nos acordos. A resposta foi &#8220;não&#8221;.</p>
<p>Cingapura, um paraíso fiscal, quis saber porque o Brasil cobra 25% na repatriação de ganhos para países com baixos impostos, comparado a 15% para outros países. O Brasil explicou que carrega mais na taxa no fluxo de capital com os paraísos fiscais para prevenir evasão fiscal.</p>
<p>O Canadá, um dos grandes exportadores agrícolas, perguntou sobre o impacto da crise atual sobre os produtores agrícolas brasileiros. A delegação brasileira respondeu que a liquidez está melhorando, mas a produção de grãos cairá 6,4% e há preocupações sobre a demanda e preços externos.</p>
<p>A Nova Zelândia, um dos maiores exportadores de lácteos, quis saber a racionalidade de o Mercosul, hoje exportador desses produtos, aplicar taxa bem maior na importação, de 18,8%. O Brasil respondeu que enquanto persistirem os subsídios para lácteos no comércio internacional, a taxa não diminuirá.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/para-omc-brasil-e-exemplo-a-ser-seguido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mudanças climáticas e biocombustíveis</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mudancas-climaticas-e-biocombustiveis/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mudancas-climaticas-e-biocombustiveis/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 13:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
		<category><![CDATA[bio]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[Cana]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Etanol]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[hidrelétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mudancas-climaticas-e-biocombustiveis/</guid>
		<description><![CDATA[
Alysson Paulinelli e Antonio Licio &#8211; O Estado SP
O mundo parece finalmente reconhecer o fenômeno do aquecimento global, embora ainda discuta as proporções de suas origens, entre antrópicas e naturais, e suas reais dimensões. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima em 28 bilhões de toneladas as emissões de gases de efeito estufa &#8211; GEE [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" alt="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/biocombustivel2.jpg" width="270" height="233" /><img src="http://www.blixter-team.net/images/polution.JPG" alt="http://www.blixter-team.net/images/polution.JPG" width="232" height="232" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Alysson Paulinelli e Antonio Licio &#8211; O Estado SP</p>
<p>O mundo parece finalmente reconhecer o fenômeno do aquecimento global, embora ainda discuta as proporções de suas origens, entre antrópicas e naturais, e suas reais dimensões. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima em 28 bilhões de toneladas as emissões de gases de efeito estufa &#8211; GEE &#8211; em 2006, enquanto o Departamento de Energia dos EUA (DoE) mensura de 11 bilhões a 12 bilhões. A primeira diz que o Brasil emite 303 milhões de toneladas, o DoE estima em 294 milhões e nosso Ministério do Meio Ambiente fala em 1,02 bilhão, diferença supostamente atribuída às queimadas de matas. Provavelmente as primeiras não consideram os GEE derivados de queimadas porque esses vegetais já sequestraram CO2 quando em crescimento, e a queimada simplesmente zera a contabilidade das emissões.</p>
<p>Se as origens e dimensões do fenômeno mostram-se tão controvertidas, maior ainda é a confusão sobre como atacar o problema que poderá, nas hipóteses mais pessimistas, aquecer a Terra em até 3°C, com consequências imprevisíveis. Ninguém aponta perspectivas concretas de solução, nem mesmo o respeitado Al Gore. Somente agora os EUA concordam em fazer algo, não se sabe exatamente o quê. A União Europeia anunciou uma política de 3 vezes &#8220;20%?s&#8221;: 20% de aumento de eficiência da matriz energética, 20% de redução de emissões de CO2 e 20% de participação de energia limpa até 2020. Será isso possível?</p>
<p>A matriz energética mundial tem a seguinte distribuição, em termos de energia primária: 34% de petróleo, 26% de carvão mineral, 21% de gás natural, somando 81% de combustíveis fósseis, ou &#8220;sujos&#8221;. Os demais 19% &#8220;limpos&#8221; originam-se em nuclear (6,2%), hidrelétrica (2,2%), 10,1% de combustíveis renováveis (lenha e biocombustíveis) e somente 0,6% de &#8220;outras limpas&#8221; (eólica, solar, geotérmica, etc.). Na geração de eletricidade, 41% advêm do carvão; 20% do gás natural; 15% de hidráulica; 15% de nuclear; 6% do petróleo; e 2% de outras fontes, segundo a mesma AIE.</p>
<p>A simples observação desses dados revela a enorme rigidez para se alterar esta matriz, de &#8220;suja&#8221; para &#8220;limpa&#8221;. Mais: nos grandes países emergentes &#8211; Índia e China &#8211; e nos EUA só restarão fontes sujíssimas de carvão mineral no futuro. As fontes hidráulicas já estão comprometidas em 70% de seu potencial, o restante é inviável econômica e ambientalmente. Em suma, a perspectiva concreta de geração elétrica virá, infelizmente, de usinas nucleares e a carvão mineral, cujas fontes ainda serão abundantes por mais de uma centena de anos, e do gás natural, menos sujo, mas fóssil e finito.</p>
<p>Por sua vez, o petróleo, principal fonte de energia para transportes, nos oferece o seguinte dilema: ou se extingue na metade deste século &#8211; e nesse caso sua contribuição para o aquecimento global é um falso problema &#8211; ou continuará &#8220;sujando&#8221; a matriz. Em qualquer situação há que se viabilizar substitutos.</p>
<p>Despontam aqui os biocombustíveis, curiosamente pouco estudados, tratados mesmo por alguns como inviáveis como solução de larga escala, tal como foi no início do Pro-álcool há 34 anos. Achamos que falta conhecimento agrícola-econômico sobre o assunto, pois a partir do preço do petróleo de US$ 40 a US$ 50 o barril, os biocombustíveis, álcool de cana e biodiesel de dendê são absolutamente viáveis mesmo sem programas ambientais de governo de utilização compulsória.</p>
<p>O mundo consome hoje 1,2 trilhão de litros de gasolina e 1,3 trilhão de litros de diesel anualmente (DoE, 2005), que requereriam, respectivamente, ao redor de 180 milhões e 220 milhões de hectares de cana-de-açúcar e dendê, únicas plantas atualmente com tecnologias capazes de produzir álcool e biodiesel em volumes significativos e competitivamente. Existiriam essas áreas disponíveis no mundo?</p>
<p>No caso da cana, grosso modo, somente com substituição de atuais áreas de pastagens ou de grãos, considerando seu especial requerimento de clima: tropical, sem excessos nem déficits hídricos. No Brasil há mais de 100 milhões de hectares neste clima, inclusive áreas impróprias, como Pantanal, e montanhosas. Parte desses pastos poderá ser empurrada para regiões mais secas. Internacionalmente, a exceção fica por conta de regiões da África Meridional onde ainda há terras ociosas com clima adequado (savanas), mas de difícil mobilização empresarial.</p>
<p>Não se considerou aqui o uso do etanol de milho nem a biomassa de capim para queima e geração termoelétrica, dado o alto custo de oportunidade em desviar áreas alimentícias, nem as perspectivas de etanol de celulose, incógnita bioquímica e econômica, que uma vez equacionada resolverá também o problema alimentar mundial: folhas, galhos e capins poderão ser comidos pelo homem.</p>
<p>No caso do dendê, as perspectivas são bem mais promissoras, pois o clima exigido é o equatorial superúmido (latitudes 10° norte e sul) onde a produção mecanizada de grãos é inviável e sobram áreas com baixo ou nenhum aproveitamento agrícola (somente na Amazônia brasileira há 73 milhões de hectares desmatados, 17 dos quais degradados). Enquadram-se aí toda a Amazônia (450 milhões de hectares), a África úmida (350 milhões de hectares) e partes da Ásia (Indonésia, Filipinas, Bornéu e Papua-Nova Guiné, com 300 milhões hectares), onde certamente os atuais subaproveitamentos agrícolas darão lugar a florestas energéticas. Milhões de empregos poderão ser gerados em áreas pobres.</p>
<p>Dessas regiões virão os necessários combustíveis líquidos do futuro, além de ser a única perspectiva concreta para ajudar a &#8220;limpar&#8221; a atual matriz energética mundial, alterando ainda profundamente a geografia econômica e a geopolítica mundial.<br />
<strong><br />
*Alysson Paulinelli, engenheiro agrônomo, foi ministro da Agricultura e Antonio Licio, economista, foi diretor do Ministério da Agricultura. Ambos participaram da concepção e implantação do Proálcool entre 1975-79</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/mudancas-climaticas-e-biocombustiveis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Commodities agrícolas seguirão acima da média histórica, projeta USDA</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/commodities-agricolas-seguirao-acima-da-media-historica-projeta-usda/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/commodities-agricolas-seguirao-acima-da-media-historica-projeta-usda/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 13:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Commodities agrícolas]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[importações]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[preços]]></category>
		<category><![CDATA[Renda]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Vietnã]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/commodities-agricolas-seguirao-acima-da-media-historica-projeta-usda/</guid>
		<description><![CDATA[
Javier Blas, Financial Times, de Washington &#8211; VALOR
As cotações das commodities alimentícias deverão permanecerão acima de níveis históricos em 2009, afetando os países pobres pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
A previsão da conferência anual do USDA em Washington aponta para preços mais baixos do que no primeiro semestre do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" alt="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Javier Blas, Financial Times, de Washington &#8211; VALOR</strong></p>
<p>As cotações das commodities alimentícias deverão permanecerão acima de níveis históricos em 2009, afetando os países pobres pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).</p>
<p>A previsão da conferência anual do USDA em Washington aponta para preços mais baixos do que no primeiro semestre do ano passado, quando commodities como milho, trigo, soja e arroz atingiram máximas históricas. Joseph Glauber, economista-chefe do USDA, disse que o impacto da crise econômica sobre o consumo de alimentos deprimiu temporariamente os preços das commoditie agrícolas, mas advertiu que os preços deverão permanecer bem acima da média nos oito anos desde 2000.</p>
<p>Glauber disse que as perspectivas são &#8220;de um retorno de preços mais altos&#8221;, pois algumas das pressões que motivaram os aumentos no ano passado e um crescimento relativamente forte em mercados emergentes &#8220;voltarão a desempenhar um papel importante&#8221; neste ano ou no início de 2010. &#8220;Este será novamente um ano difícil [para países pobres]&#8220;, disse ele.</p>
<p>O USDA prevê que os preços do trigo na porteira, nos EUA, ficarão abaixo do nível recorde em 2008, mas acima da média do biênio 2006-2007, quando as cotações começaram a subir e chegaram a desencadear uma crise alimentícia mundial.</p>
<p>A perspectiva de preços mais altos era uma particular preocupação para países em desenvolvimento exatamente no momento em que a crise econômica impactou suas perspectivas, foi dito à conferência. Os comerciantes de alimentos advertiram que alguns países africanos estão defrontando-se com dificuldades para garantir suas importações de commodities alimentícias em meio a um crédito apertado.</p>
<p>Christopher Delgado, um consultor para políticas agrícolas no Banco Mundial, advertiu a conferência que, apesar de uma queda nos preços dos alimentos, os preços do milho estão pelo menos 40% acima da média do período 2003-2006, e os preços do arroz estão 100% mais altos. &#8220;A crise de alimentos não foi embora&#8221;, disse ele. &#8220;Na realidade, ela está voltando&#8221;.</p>
<p>O número de pessoas famintas no mundo, no ano passado, saltou para quase 1 bilhão, devido ao impacto da crise mundial de alimentos, quando foram registrados preços recordes para commodities agrícolas e manifestações de protesto nas ruas contra a falta de alimentos em vários países &#8211; do Haiti a Bangladesh. O impacto de longo prazo da crise de alimentos deverá induzir os países a adotarem políticas alimentícias mais protecionistas.</p>
<p>Uma preocupação central continua a ser com as proibições a exportações que alguns grandes vendedores de commodities agrícolas impuseram nos últimos 18 meses. O Vietnã, segundo maior exportador de arroz do mundo, anunciou na na semana passada uma proibição de quatro meses à vendas de arroz no exterior. Na Argentina, cresceram as especulações de que o governo poderá criar um &#8220;diretoria de comércio&#8221; para grãos e sementes oleaginosas, visando assumir maior controle sobre um setor da economia crucial na geração de receitas e permitir ao governo estabelecer pisos para os preços.</p>
<p>Wayne Jones, diretor de mercados agrícolas e alimentícios na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCED), disse que os países em desenvolvimento estão migrando &#8220;de importação para terceirização&#8221; da produção em terras agrícolas, e de &#8220;intervenções privadas para públicas nos mercados&#8221;. &#8220;Para países de baixa renda e importadores de alimentos, essa [transição rumo a preços mais altos de produtos agrícolas] é assustador&#8221;, disse ele.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/commodities-agricolas-seguirao-acima-da-media-historica-projeta-usda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>China: menor apetite chinês vai tirar US$ 1,5 bi da exportação brasileira</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/china-menor-apetite-chines-vai-tirar-us-15-bi-da-exportacao-brasileira/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/china-menor-apetite-chines-vai-tirar-us-15-bi-da-exportacao-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 16:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[aço]]></category>
		<category><![CDATA[agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[BID]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[desaceleração]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Mineradoras]]></category>
		<category><![CDATA[Pequim]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[siderúrgica]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/china-menor-apetite-chines-vai-tirar-us-15-bi-da-exportacao-brasileira/</guid>
		<description><![CDATA[
Menor apetite chinês vai tirar US$ 1,5 bi da exportação brasileira
Raquel Landim, de São Paulo &#8211; VALOR
Um dos países mais beneficiados pelo voraz apetite chinês por commodities, o Brasil vai sofrer com a desaceleração do gigante asiático. O país deve perder pelo menos US$ 1,5 bilhão em vendas de apenas três produtos &#8211; soja, minério [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://inovacao.scielo.br/img/revistas/inov/v2n4/a08img04.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://inovacao.scielo.br/img/revistas/inov/v2n4/a08img04.jpg" width="200" height="289" /><img src="http://a.abcnews.com/images/Technology/ap_china_pollution_071218_ms.jpg" alt="http://a.abcnews.com/images/Technology/ap_china_pollution_071218_ms.jpg" width="323" height="242" /></div>
<p><strong>Menor apetite chinês vai tirar US$ 1,5 bi da exportação brasileira</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Raquel Landim, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Um dos países mais beneficiados pelo voraz apetite chinês por commodities, o Brasil vai sofrer com a desaceleração do gigante asiático. O país deve perder pelo menos US$ 1,5 bilhão em vendas de apenas três produtos &#8211; soja, minério de ferro e petróleo &#8211; para os chineses este ano. Especialistas em comércio exterior acreditam que a China está trocando os banquetes de commodities por uma dieta mais equilibrada. Por isso, além desta perda, investimentos futuros com alvo no mercado chinês devem ser bem estudados, dizem os analistas.</p>
<p>Conforme a estimativa do Conselho Brasil-China, as exportações para o país asiático de soja, minério de ferro e petróleo vão cair 12%, de US$ 12,7 bilhões em 2008 para US$ 11,2 bilhões em 2009. Essas commodities representam 77% da pauta de exportação do Brasil para a China. As projeções apontam queda de 19,4% nas vendas de soja para a China em 2009, 46,4% no petróleo, e alta de 13,7% no minério de ferro. O conselho parte da premissa que as exportações serão prejudicadas apenas pela queda de preços, porque os volumes de soja e petróleo vão se manter constantes, enquanto o do minério pode subir 10% graças ao pacote de estímulo fiscal chinês . A hipótese é considerada otimista por outros analistas, para quem a queda das exportações para a China pode ser ainda mais significativa.</p>
<p>&#8220;A corrente comercial entre os dois países inevitavelmente vai cair. Vamos enfrentar uma redução substancial em valor com a queda dos preços das commodities, mas o volume dificilmente será afetado&#8221;, disse Rodrigo Tavares Maciel, secretário-executivo do conselho. Maurício Moreira Mesquita, economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), discorda e avalia que a tendência é de queda para as exportações brasileiras para a China, não apenas em preço, mas também em volume. &#8220;Se a desaceleração da economia chinesa se aprofundar, o impacto para a América Latina vai ser severo&#8221;, ponderou.</p>
<p>Em seis anos, os chineses quintuplicaram a compra desses produtos no Brasil. As exportações brasileiras de soja para a China saltaram de US$ 1,3 bilhão em 2003 para US$ 5,3 bilhões em 2008. No minério de ferro, as vendas saíram de US$ 765 milhões para US$ 4,9 bilhões no período. O petróleo &#8211; que sequer aparecia entre os principais produtos de exportação para a China em 2003 &#8211; rendeu US$ 1,7 bilhão ao país em 2008.</p>
<p>Dois fatores aplacaram a sofreguidão dos chineses por commodities brasileiras: a desaceleração do crescimento da economia do país &#8211; provocada pela crise global e pela fraqueza das exportações &#8211; e a consolidação da sua indústria pesada. O ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China desacelerou de 13% em 2007 para 9% em 2008 e deve ficar em 8% em 2009 nas expectativas otimistas. A indústria pesada chinesa está contaminada pelo excesso de produção, o que vai exigir a consolidação em empresas maiores e mais competitivas e limitar a construção de novas plantas. A preocupação do país com a poluição também deve desestimular investimentos.</p>
<p>&#8220;A posição de exportadores de commodities como o Brasil é mais forte que uma década atrás, mas planos de expansão baseados no ritmo de crescimento dos últimos anos têm que ser revistos&#8221;, disse ao Valor Arthur Kroeber, diretor-executivo da Dragonomics, consultoria especializada em economia chinesa, sediada em Pequim. Kroeber avalia que a &#8220;chave&#8221; é que a demanda da China por commodities brasileiras vai seguir forte, mas a taxa de crescimento será bem menor, derrubando preços.</p>
<p>É o contrário do ciclo que levou as commodities às alturas. Entre 2003 e 2007, o crescimento da China saltou de 8% para 12% e a capacidade da indústria intensiva em recursos naturais aumentou muito. Como resultado, os preços de commodities como soja e petróleo saltaram 115% e 213%, respectivamente, entre 2003 e 2007, mas parte desses ganhos já foi devolvida. Desde 2008, as cotações da soja e do petróleo caíram 20,5% e 58,2%. No minério de ferro, que subiu mais de 70% só no ano passado, as siderúrgicas chinesas e a mineradora brasileira Vale estão travando uma queda-de-braço para definir o preço de 2009. A expectativa é de pelo menos 30% de queda.</p>
<p>O minério de ferro é bom exemplo das mudanças que estão ocorrendo na China e vão atingir o Brasil. Em 2000, a China produzia 100 milhões de toneladas de aço. Graças ao forte crescimento da economia local, chegou a um ritmo anualizado de 570 milhões de toneladas no início de 2008, quatro vezes mais do que em 2000. Preocupado com a inflação, o governo chinês introduziu medidas para desacelerar a economia. Em conjunto com a crise global, as medidas derrubaram a produção de aço para 420 milhões de toneladas no fim de 2008. Os analistas estimam que a China vai seguir produzindo entre 420 milhões e 450 milhões de toneladas de aço por ano, volume acima do de 2000, mas praticamente estável na comparação com o fim de 2008.</p>
<p>A demanda chinesa por soja &#8211; outro importante item da pauta de exportação do Brasil pela China &#8211; deve ser menos afetada. Para Trevor Houser, pesquisador do Instituto Peterson para Economia Internacional, o consumo de commodities agrícolas não sofre como as metálicas, já que a dieta alimentar da população varia muito menos que os ciclos de investimento. A soja é um produto importante na alimentação chinesa e sua substituição por outros alimentos é complicada. Os preços do grão, porém, devem permanecer baixos por conta da crise financeira, que reduziu a liquidez dos mercados.</p>
<p>O pacote de estímulo fiscal da China e a recuperação do mercado imobiliário local podem ajudar a sustentar o consumo de aço, cimento e cobre em 2009, evitando uma queda mais brusca da demanda pelo minério de ferro brasileiro. Mas o tamanho do impacto depende da eficácia do pacote, o que divide os analistas. O governo chinês anunciou US$ 586 bilhões em gastos para estimular a economia. Boa parte do investimento será destinado à infraestrutura, à recuperação das áreas afetadas pelo terremoto de Sichuan e à construção de casas populares.</p>
<p>&#8220;O declínio da demanda chinesa não será tão forte quanto alguns especulam, mas não é razoável esperar que os preços permaneçam no mesmo patamar dos últimos anos, porque os fundos de investimento inflaram as commodities&#8221;, disse Li Gang Liu, economista-chefe do BBVA do departamento de pesquisa econômica da China e ex-funcionário do Banco Central de Hong Kong. Para Houser, o Brasil deve se preocupar mais com o colapso dos preços nos últimos seis meses do que com uma eventual queda de demanda, que levaria à redução do volume exportado. &#8220;Os preços devem continuar fracos até que o apetite chinês se recupere, o que ainda pode demorar um ano.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/china-menor-apetite-chines-vai-tirar-us-15-bi-da-exportacao-brasileira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alheias à crise, commodities sobem em janeiro</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/alheias-a-crise-commodities-sobem-em-janeiro/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/alheias-a-crise-commodities-sobem-em-janeiro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 11:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[algodão]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsas]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[demanda]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[preços]]></category>
		<category><![CDATA[safra]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[Têxteis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/alheias-a-crise-commodities-sobem-em-janeiro/</guid>
		<description><![CDATA[
Fernando Lopes e Mônica Scaramuzzo, de São Paulo &#8211; VALOR
Com forte influência dos chamados fundamentos, todas as oito principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no mercado internacional encerraram o mês de janeiro com preços médios superiores aos de dezembro de 2009.
Tal &#8220;alinhamento positivo&#8221;, exposto por cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" alt="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Fernando Lopes e Mônica Scaramuzzo, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Com forte influência dos chamados fundamentos, todas as oito principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no mercado internacional encerraram o mês de janeiro com preços médios superiores aos de dezembro de 2009.</p>
<p>Tal &#8220;alinhamento positivo&#8221;, exposto por cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) transacionados nas bolsas de Chicago (soja, milho e trigo) e Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão), não era visto desde junho de 2008, em plena inflação global dos alimentos.</p>
<p>Ainda que o nervosismo nos mercados mundiais tenha sido muitas vezes exacerbado pelas notícias de desaceleração econômica tanto em países desenvolvidos quanto em emergentes em janeiro, provocando movimentações financeiras que ajudaram a influenciar as commodities, o resultado não foi negativo para as cotações como muitos analistas temiam no fim de dezembro, em meio a um cenário de muitas incertezas.</p>
<p>Tragadas pelo aprofundamento da crise americana a partir de setembro, as cotações internacionais dos produtos agrícolas registraram queda ab-rupta até o fim do ano passado. Especialistas já alertavam que as relações de oferta e demanda não justificavam tamanha desvalorização, apesar da tendência de desaceleração. Com os fundamentos em geral &#8220;altistas&#8221; do mês passado, houve espaço para correções.</p>
<p>Vinícius Ito, analista da Newedge, corretora baseada em Nova York, lembra que um forte movimento de desova de posições por parte de investidores até o fim de 2008 colaborou sobremaneira para as fortes quedas observadas. Em janeiro, diz, muitos deles renovaram as apostas, fortalecidas pelos fundamentos.</p>
<p>No caso dos grãos negociados em Chicago, pesaram as quedas de produção na América do Sul por causa da seca, principalmente na Argentina, e o aquecimento da demanda de países consumidores importantes como a China, que decidiu recompor seus estoques com os preços mais em conta do que nos três primeiros trimestres do ano passado.</p>
<p>Nesse cenário, as cotações da soja foram as que mais subiram. Segundo o Valor Data, a média de janeiro atingiu US$ 9,9745 por bushel, 14,29% acima que a média de dezembro. A valorização do trigo, por sua vez, chegou a 9,49% na mesma comparação, e o bushel foi negociado, em média, por US$ 6,0168. O preço médio do milho subiu 7,11%, para US$ 4,0179 por bushel.</p>
<p>Ito acredita que, se depender apenas dos fundamentos, as cotações dos grãos poderão se estabilizar em torno desses patamares. Pelo critério dos preços médios, soja e milho estavam em baixa em Chicago desde julho de 2008; o trigo, desde agosto.</p>
<p>Não foram muito diferentes as equações que definiram as cotações das chamadas &#8220;soft commodities&#8221; em Nova York em janeiro. Os fundamentos prevaleceram também para esses produtos. &#8220;Se fizermos uma análise do mercado, nada efetivamente mudou muito. O mercado de crédito continua limitado, ainda sem fluir como deveria. A volatilidade também se manteve em janeiro e o dólar ficou mais firme, o que ajuda a pressionar as cotações&#8221;, explicou Rodrigo Costa, da Newedge.</p>
<p>No entanto, os preços das commodities fecharam firmes em janeiro, respaldados pelos fundamentos já conhecidos de cada commodity. Nenhum fator novo modificou o rumo do açúcar, café, suco, algodão e cacau. Para o açúcar, os preços refletem o primeiro déficit global depois de três anos de superávit mundial. A média de janeiro atingiu 12,62 centavos de dólar por libra-peso, 6,41% acima que a média de dezembro.</p>
<p>No café, a menor colheita no Brasil em 2009, resultado da bianualidade da safra (produtividade baixa a cada dois anos) também tem dado sustentação aos preços. O grão acumulou valorização de 7,22% em janeiro, com preços médios de US$ 1,1871 por libra-peso. A queda da produtividade dos países da América Central também tem ajudado a dar suporte às cotações.</p>
<p>As previsões de geadas sobre os pomares da Flórida, segundo maior produtor mundial de suco de laranja, embora não tenham ainda provocado danos às regiões produtoras dos EUA, deram sustentação ao produto no mês passado. Os riscos de estragos não se concretizaram, mas foram suficientes para elevar os preços do suco, que em janeiro acumularam alta de 2,61%, com preços médios de 76,88 centavos de dólar por libra-peso.</p>
<p>O algodão também subiu, apesar da baixa demanda global por têxteis. Segundo Fernando Martins, da Newedge, a menor área plantada para a pluma nos EUA sustentou as cotações. No mês o produto acumula alta de 8,68%, com preço médio de 49,57 centavos de dólar. O cacau subiu 6,06% no mês, negociado a US$ 2.591,20 a tonelada, por conta dos problemas na produção na Costa do Marfim e Gana e atraso da chegada da amêndoa até os portos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/alheias-a-crise-commodities-sobem-em-janeiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Exportação de agronegócio é recorde</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/exportacao-de-agronegocio-e-recorde/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/exportacao-de-agronegocio-e-recorde/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 14:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[óleo]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/exportacao-de-agronegocio-e-recorde/</guid>
		<description><![CDATA[
As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram recorde de US$ 71,9 bilhões em 2008, alta de 23% em relação a 2007, informou o Ministério da Agricultura. O superávit da balança comercial do setor também obteve recorde, de US$ 60 bilhões, e a participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras foi de 36,3%. O complexo soja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.portosdoparana.pr.gov.br/arquivos/Image/fotos_materias/2008/05.2008/26_05_2008_soja/085aa.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.portosdoparana.pr.gov.br/arquivos/Image/fotos_materias/2008/05.2008/26_05_2008_soja/085aa.jpg" width="554" height="354" /></div>
<p>As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram recorde de US$ 71,9 bilhões em 2008, alta de 23% em relação a 2007, informou o Ministério da Agricultura. O superávit da balança comercial do setor também obteve recorde, de US$ 60 bilhões, e a participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras foi de 36,3%. O complexo soja (óleo, farelo e grão) registrou crescimento de 58% e o setor de carnes teve alta de 29%.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/exportacao-de-agronegocio-e-recorde/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Safra menor no Brasil é mais um problema para economia mundial</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/safra-menor-no-brasil-e-mais-um-problema-para-economia-mundial/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/safra-menor-no-brasil-e-mais-um-problema-para-economia-mundial/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 11:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[algodão]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[multinacionais]]></category>
		<category><![CDATA[preços]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[safra]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/safra-menor-no-brasil-e-mais-um-problema-para-economia-mundial/</guid>
		<description><![CDATA[
Lauren Etter, The Wall Street Journal &#8211; VALOR
Num momento em que o mundo precisa de mais comida, os efeitos da crise global do crédito sobre o Brasil aumentam o risco de falta de alimentos.
Muitos produtores brasileiros tinham a esperança de que a alta no mercado de grãos os ajudaria a pagar as dívidas e se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.atribunamt.com.br/wp-content/images/imagens_do_dia/10-05-08/10-05-08-%2841%29.jpg" alt="http://www.atribunamt.com.br/wp-content/images/imagens_do_dia/10-05-08/10-05-08-(41).jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Lauren Etter, The Wall Street Journal &#8211; VALOR</strong></p>
<p><strong>Num momento em que o mundo precisa de mais comida, os efeitos da crise global do crédito sobre o Brasil aumentam o risco de falta de alimentos.</strong></p>
<p>Muitos produtores brasileiros tinham a esperança de que a alta no mercado de grãos os ajudaria a pagar as dívidas e se tornarem mais competitivos em relação aos produtores americanos, que há muito são os líderes mundiais em produtividade agrícola. Agora, porém, com falta de capital, os brasileiros estão reduzindo o tamanho das plantações e até deixando de pagar dívidas. A acentuada a queda nos preços de diversos produtos no mercado mundial e o aumento no custo dos suprimentos agrícolas, combinados com o aperto no crédito, estão reduzindo o ritmo de um dos fornecedores de alimentos que mais cresce no mundo.</p>
<p>O desaquecimento do cinturão agrícola brasileiro pode afetar toda a economia do país, a maior da América Latina e que vinha, ao lado de Rússia, China e Índia, puxando o crescimento do mundo emergente.</p>
<p>Nos últimos anos, com o aumento da demanda global por grãos, os produtores brasileiros cultivaram a terra a um ritmo febril para plantar soja; estradas foram abertas no interior do país para transportar a produção. O aumento no preço dos grãos em todo o primeiro semestre de 2008 acelerou essa expansão.</p>
<p>Agora, os produtores estão tendo dificuldade de conseguir empréstimos para cobrir o alto custo dos fertilizantes, pesticidas e sementes. Para esses empréstimos, eles sempre dependeram muito de um punhado de cerealistas multinacionais, como Archer-Daniels-Midland Co., Bunge Ltd. e Cargill Inc.</p>
<p>Ao contrário dos Estados Unidos, onde os fazendeiros dependem de empréstimos do governo e de bancos privados, no Brasil até 40% do financiamento vêm de empresas agrícolas. Essa porcentagem pode cair para até 25% este ano, segundo o ex-ministro da Agricultura Marcus Vinicius Pratini de Moraes, hoje conselheiro independente do JBS SA.</p>
<p>Agora que a volatilidade no mercado de commodities e a crise financeira global aumentaram os riscos e os custos de fazer negócios no Brasil, as grandes empresas cerealistas estão freando o os empréstimos.</p>
<p>&#8220;Cada empresa está tentando garantir o máximo possível de capital (para suportar) os efeitos de longo prazo da crise do crédito&#8221;, diz Stefano Rettore, gerente-geral da CHS Brasil. &#8220;Isso está deixando menos capital disponível para financiar a agricultura brasileira.&#8221;</p>
<p>Esse aperto deve contribuir para uma queda de 2% na produção brasileira de soja para a safra de 2008-2009, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.</p>
<p>Na última quarta-feira, a fabricante americana de equipamentos agrícolas Deere &amp; Co. divulgou sua previsão de que as vendas desses equipamentos na América do Sul cairão em até 20% no ano que vem, em parte devido à &#8220;difícil situação do crédito no Brasil&#8221;, diz Susan Karlix, diretora de comunicações, em uma teleconferência com os investidores.</p>
<p>A Bunge, um dos maiores processadores mundiais de soja, cortou em 70% os pagamentos adiantados em dinheiro aos produtores agrícolas brasileiros desde o final do ano passado, segundo informes da empresa. A Bunge, tal como outras cerealistas, concede empréstimos e pagamentos adiantados em dinheiro aos produtores, em troca de entregas futuras de cereais.</p>
<p>&#8220;Basicamente, estamos sendo mais seletivos&#8221;, disse Stewart Lindsay, porta-voz da Bunge, &#8220;a fim de gerir melhor nosso capital de giro em um nível global, e sermos prudentes em termos de risco, em um ambiente de preços que já demonstrou ser volátil&#8221;.</p>
<p>As americanas ADM e Cargill informam que aumentaram o volume total de crédito disponível para os produtores brasileiros. Mesmo assim, os fazendeiros dizem que os empréstimos não bastam para cobrir seus custos cada vez maiores.</p>
<p>Na última década, o financiamento privado para os fazendeiros incentivou o rápido crescimento da agricultura e da infra-estrutura na região Centro-Oeste, ajudando o país a tornar-se um dos maiores produtores agrícolas mundiais. Hoje o Brasil é o maior produtor de soja depois dos EUA, respondendo por uma quarta parte da produção mundial desse grão.</p>
<p>Ao longo dos anos, os fazendeiros brasileiros acumularam vultosas dívidas depois de uma série de colheitas fracas e de taxas de câmbio desfavoráveis, no início da década. Essas dívidas estão fazendo com que muitos encontrem dificuldade para tomar novos empréstimos.</p>
<p>O custo total da produção das três principais lavouras de Mato Grosso &#8211; soja, milho e algodão &#8211; deve aumentar 42% este ano em relação ao ano passado diz Michael Cordonnier, presidente da consultoria americana Soybean &amp; Corn Advisor.</p>
<p>Agora, além de economizar com fertilizantes e insumos &#8211; o que aumenta o risco de redução da safra -, muitos produtores estão deixando de pagar dívidas e equipamentos importantes para garantir produtividade estão sendo retomados pelos bancos. Mais de cem máquinas como tratores e colheitadeiras confiscadas nos últimos dias no Mato Grosso, o campeão nacional da produção de soja, diz Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso.</p>
<p><strong>(Colaborou Tony Danby)</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/safra-menor-no-brasil-e-mais-um-problema-para-economia-mundial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
