27/08/2012 - 18:52h Les malheures de la vertu

Claude_Bornet1
Peintre ou Dessinateur :
Bornet, Claude, peintre et graveur du XVIIIe siècle
Cette notice fait partie d’une série :
La Nlle Justine ou les malheurs de la vertu, [Colnet du Ravel] 1797 [1799]
(pièce ou n° 36 / 41)
Datation : entre 1797 et 1799
Source textuelle :
Sade, Donatien Alphonse François, marquis de (1740-1814)

Sujet de l’image ou genre :
Fiction, 18e siècle
Objet indexé dans l’image : La scène est observée par effraction

Nature de l’image : Gravure sur cuivre
Lieu de conservation :
Paris, Bibliothèque nationale de France, Réserve, Enfer 2511

26/02/2010 - 19:10h Aristóteles e Phyllis

Aristóteles e Phyllis


Antilógicas de Marcelo A. Moreno

La leyenda que recrea Baldung en este famoso grabado es medieval: cuenta que Aristóteles, cuando era maestro en Macedonia de Alejandro (que luego conquistaría el título de Magno), fue humillado por una joven a quien deseaba ardientemente y que, a su vez, pretendía tener amores con el príncipe. Phyllis entonces le puso como condición para mostrarse benigna con Aristóteles, que se dejara montar por ella y así se mostró ante Alejandro. A pesar de la humillación, la leyenda dice que Aristóteles aprovechó para darle una lección a Alejandro y prevenirlo, inútilmente claro, con las pasiones.

Baldung, con fina gracia, inmortalizó la escena.

Hans Baldung fue uno de los grandes maestros del Renacimiento alemán. Nació en 1484 y en 1502 se traslada a Nuremberg, trabajando en el taller de Durero, en el que permaneció unos cinco años. En 1509 se establece en Estrasburgo de manera definitiva, poniéndose en contacto con los círculos intelectuales cercanos a Lutero.

Entre 1512 y 1517 residió en Friburgo para trabajar en su obra maestra, el retablo de la catedral. A pesar de realizar una buena producción religiosa, su temática favorita será la macabra, siguiendo a Grunewald. Así, “Las Edades y la Muerte” es una de sus obras emblemáticas.Murió en 1545 en Estrasburgo.

Publicado por Marcelo A. Moreno

22/08/2009 - 17:23h Cores de Matisse chegam à Luz

O pintor que iluminou a cena moderna ganha mostra na Pinacoteca que sintetiza seu percurso

Antonio Gonçalves Filho – O Estado SP

O poder transcendental da pintura do francês Henri Matisse (1869-1954), que atravessou o século 20 como principal rival de Picasso, é inquestionável. Tanto que Émilie Ovaere, curadora adjunta do museu que leva seu nome na França, ao organizar a exposição Matisse Hoje na Pinacoteca do Estado, aberta a partir de 5 de setembro, reuniu, além de 80 obras suas, trabalhos de pintores contemporâneos franceses que ainda fazem uso de suas técnicas e invenções. Como eles, Matisse buscava, acima de tudo, a expressão. Injustamente, diziam dele que tudo o que procurava não ia além de uma satisfação puramente visual. Acusavam-no, enfim, de ser decorativo. Ele, parafraseando Delacroix, respondia que os artistas não são compreendidos, apenas aceitos. E defendia o decorativo como uma qualidade essencial de uma obra de arte. Concordam com ele seus cinco discípulos contemporâneos que dialogam com Matisse na exposição.

Assim, a mostra da Pinacoteca traz pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e papéis recortados “comentados” visualmente pelos artistas Cécile Bart, Christophe Cuzin, Frédérique Lucien, Pierre Mabille e Phillipe Richard, cinco representantes da arte contemporânea francesa que não fazem feio ao lado do deus da cor, um homem que atravessou duas guerras mundiais sem permitir, como disse o crítico italiano Giulio Carlo Argan (1909-1992), que a dor do mundo entrasse em sua pintura. A arte, defendia Argan, “conserva e restitui aos homens a alegria de viver que a tragédia destrói”. Por isso, Matisse é, conforme a visão do crítico, um dos pilares da ponte artística que uniu a França ao resto do mundo (oriental, inclusive).

A mostra, diz a curadora Emilie, faz um percurso retrospectivo da pintura “incorruptível” de Matisse – e não só dela. Ele vem acompanhado de obras contemporâneas que exploram os temas básicos de sua arte: a cor, a linha, o arabesco e o espaço, que, segundo o pintor, não tinham autonomia para desprezar as relações entre esses elementos constituintes da boa pintura. E há inúmeros exemplos dela na exposição, desde uma paisagem feita no final do século 19 em Belle-île-en-Mer, uma ilha na costa atlântica da Bretanha, até os papéis recortados da fase terminal, época em que Matisse se concentra nos vitrais e ornamentos litúrgicos da Capela de Vence e sua caligrafia abre falência por conta de um derrame cerebral que o levou à morte em 1954.

Felizmente, essa “indesejada das gentes” não marca presença na mostra – alegre, colorida, sensual -, que tem pinturas icônicas como Torso Grego e Vaso de Flores (1919) e Natureza Morta com Magnólia (1941), esculturas de bronze (Nu au Canapé), gravuras , livros ilustrados e as collages com papéis recortados dos anos 1940. Por essa época, Matisse, submetido a uma colostomia e preso a uma cadeira de rodas, passou a usar a tesoura no lugar do pincel. Com a ajuda de assistentes, ele criou collages de grandes dimensões que chamou de ‘gouaches découpés’. Painéis serigrafados (da série Océanie) e pranchas do livro Jazz, publicado em 1947, completam a exposição, que traz ainda fotografias do ateliê do artista feitas por Cartier-Bresson e Man Ray.

Essas imagens registram mais que a figura do pintor. Documentam seu modo de produção. A curadora Emilie chama a atenção para a relação afetiva que Matisse mantinha com os objetos, intensa como a de Morandi com suas garrafas. “Ele gostava de se ver rodeado por flores e mulheres”, observa, lembrando que as fotos de Cartier-Bresson flagram o pintor integrado à arquitetura do ambiente do ateliê como se fizesse parte da decoração. E, mesmo idoso, transpira sensualidade, saudoso de suas odaliscas. A esse respeito, a curadora é tão cautelosa como a biógrafa inglesa do pintor, Hilary Spurling, que jura ter Matisse feito amor “apenas na tela” com sua modelo Lydia – ela começou como enfermeira da mulher do artista e virou sua assistente. “Os ingleses são um pouco moralistas, não é mesmo?”, observa a curadora francesa, elogiando o primeiro volume da biografia, mas acirrando a histórica rivalidade com os súditos da rainha. Em tempo: a biógrafa inglesa esqueceu que madame Matisse exigiu a demissão de Lydia. A razão parece óbvia.

De qualquer modo, mulheres não faltam na mostra. A fixação de Matisse pelo corpo feminino, por cores vibrantes, tecidos, roupas e acessórios – justificada pela biografia do pintor, nascido em um povoado têxtil (Le Cateau-Cambrésis)- é sintetizada no óleo Odalisque à la Cullote Rouge (1921). De cores vivas, ele traz uma odalisca em pose sensual e distante da paleta sombria do começo de carreira, que seguia os mestres do Louvre. É possível, percorrendo a mostra, organizada de forma cronológica, acompanhar a evolução dessa pintura, da influência de Cézanne e dos orientais até os sintéticos papéis recortados, passando pelas obras fauvistas e as de caráter decorativo, que dão espaço, em 1914, a uma expressão mais sofisticada – e que será analisada num colóquio (promovido pela Pinacoteca) e num livro (Matisse: Imaginação, Erotismo, Visão Decorativa) que a editora Cosac Naify lança durante a mostra (aberta até 1º de novembro).

http://s1.e-monsite.com/2008/10/18/11/71938747odalisque-jpg.jpg
Odalisque à la Cullote Rouge