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	<title>Blog do Favre &#187; greve</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 11:23:38 +0000</lastBuildDate>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: No dia da greve dos garis a cidade continuou tão suja como já estava, constata jornal</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 14:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Sindicato afirma ter parado 20% da categoria contra a demissão de 1.800 pessoas, mas empresas dizem que adesão foi baixíssima
Cidade continuou tão suja como já estava nos últimos 15 dias, quando começaram a ser sentidos os efeitos do corte de 20% nos gastos



Danilo Verpa/Folha Imagem





Lixo na rua 25 de Março, no centro de SP; paralisação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sindicato afirma ter parado 20% da categoria contra a demissão de 1.800 pessoas, mas empresas dizem que adesão foi baixíssima</p>
<p>Cidade continuou tão suja como já estava nos últimos 15 dias, quando começaram a ser sentidos os efeitos do corte de 20% nos gastos</strong></p>
<table border="0" width="370">
<tbody>
<tr>
<td><span>Danilo Verpa/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c2209200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><em>Lixo na rua 25 de Março, no centro de SP; paralisação de garis na cidade mobilizou 20% da categoria, mas foi suspensa à tarde</em></span><br />
<span style="background-color: #ffff99;"><br />
</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong> EVANDRO SPINELLI</strong> &#8211; <strong>FOLHA SP</strong></span></h2>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--> <span> DA REPORTAGEM LOCAL </span></p>
<p><strong>PABLO SOLANO</strong><br />
<span>COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</span></p>
<p>A greve dos garis fracassou  ontem São Paulo. O sindicato  afirma ter parado 20% da categoria contra a demissão de  1.800 pessoas, mas a cidade não  ficou mais suja por isso.<br />
Continuou tão suja como já  estava nos últimos 15 dias,  quando começaram a ser sentidos os efeitos do corte de 20%  nos gastos da gestão Gilberto  Kassab (DEM) com o setor.<br />
No fim da tarde, o sindicato  anunciou que a paralisação foi  suspensa e que novas reuniões  de conciliação foram marcadas.  Segundo as empresas, a adesão  ao movimento foi baixíssima.<br />
Responsável pela fiscalização do serviço, a Secretaria das  Subprefeituras informou, em  nota, que &#8220;não foram detectadas alterações da rotina de trabalho&#8221;. Atualmente as subprefeituras contam com 83 fiscais.</p>
<p><strong>Nas ruas</strong><br />
&#8220;Geralmente o varredor não  tem passado por aqui. E quando passa, não varre nada&#8221;, afirma o zelador Reginaldo Victor  da Silva, 31, que trabalha na rua  Avanhandava, no centro. Diante de tanta sujeira, o jornaleiro  Júnior Oliveira, 35, diz que a  solução tem sido limpar ele  próprio em frente à sua banca.<br />
A Folha visitou várias regiões da cidade e, de modo geral, escutou dos moradores a  mesma coisa: nas últimas duas  semanas a cidade está bem  mais suja.<br />
Na rua Conselheiro Furtado  (Liberdade), por exemplo, os  varredores devem passar por lá  três vezes ao dia, mas o comerciante Manoel de Lucena, 56,  conta que eles não cumprem  mais essa regularidade.<br />
Plásticos e papéis eram encontrados ontem por volta de  meio-dia em quase toda a extensão das sarjetas da rua.<br />
O acúmulo de lixo também é motivo de reclamação na rua Treze de Maio, na Bela Vista (região central), onde os varredores deveriam passar três vezes ao dia. Na avenida Jacu-Pêssego (zona leste), comerciantes disseram que há um mês não é feita a varrição.<br />
O corte na varrição foi feito,  segundo Kassab, devido à crise  financeira que reduziu a previsão de receita da prefeitura de  R$ 29 bilhões para R$ 25 bilhões. O prefeito diz que só poderá gastar R$ 903 milhões  com limpeza -mesmo valor de  2008- e que os cortes foram  necessários para adequar os  pagamentos a este valor.<br />
&#8220;Todas as ruas da cidade estão passando pelo readequação  de freqüência de varrição. É  bom ressaltar que não haverá  prejuízos na quilometragem  varrida ou tonelagem de lixo  recolhido&#8221;, diz a secretaria.</p>
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		<title>Sombras sobre a USP</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 14:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Marcelo Coelho faz uma artigo &#8220;imparcial&#8221; sobre o conflito na USP e a presencia da PM no campus. tenho grande concordância com o que ele escreve, porem&#8230;
Tem um porem sim. A pouca representatividade dos &#8220;atores&#8221; do conflito não me parece ser obstaculo ao dialogo e a negociação. Em outras latitudes, essa &#8220;contradição estrutural&#8221; também existe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Marcelo Coelho faz uma artigo &#8220;imparcial&#8221; sobre o conflito na USP e a presencia da PM no campus. tenho grande concordância com o que ele escreve, porem&#8230;</em></p>
<p><em>Tem um porem sim. A pouca representatividade dos &#8220;atores&#8221; do conflito não me parece ser obstaculo ao dialogo e a negociação. Em outras latitudes, essa &#8220;contradição estrutural&#8221; também existe e nem por isso a intervenção policial é utilizada, as vezes até a lei proíbe a entrada da força pública nos recintos universitários. Mais ainda, Marcelo não dá valor a afirmação que o espaço universitário é de ideias e não de barbárie, porque lá também tem conflito. Repito, em outras latitudes esses conflitos existem e a polícia não é chamada a intervir, por considerar que o espaço universitário &#8220;comporta&#8221; ate certo ponto a possibilidade de &#8220;contestação&#8221; &#8220;superior&#8221; à do resto da sociedade. Onde também prevalecem disputas &#8220;ideólogicas&#8221; e filosóficas que não se resolvem a cacetadas.</em></p>
<p><em>tenho a impressão que Marcelo Coelho neste artigo, com o qual concordo bastante amplamente, deixa fora da sua analise a decisão política e suas motivações, por isso o nome do governador José Serra nem aparece. Qual é o denominador comum na maneira em que o conflito na USP é tratado e o da Polícia civil? Como reage o governador Serra a qualquer movimento ou reivindicação dos sindicatos ou das categorias dos servidores? </em></p>
<p><em>Penso que estamos perante uma política, uma orientação tipica da direita que criminaliza todos conflito social e que compara toda reivindicação, manifestação e greve a baderna e desordem. Não é o produto da desumanização e sim da orientação, não é um incidente e sim uma sistemática política. O artigo de Marcelo Coelho permite de esclarecer melhor os termos do debate. É uma ótima leitura LF</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg" alt="http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg" width="555" height="369" /></div>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">MARCELO COELHO &#8211; FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<table width="472" height="102">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Se as &#8220;minorias radicais&#8221; conduzem o processo, onde estão as maiorias moderadas?</em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>UM GRUPO de provocadores ameaça a ordem e o Estado de Direito. Impossível negociar com extremistas desse tipo, dado o irrealismo de suas reivindicações. Para preservar a paz da comunidade e o império da Lei, a saída é a intervenção de uma força militar.<br />
Esse raciocínio pode ser aplicado,  sem grande irrealismo, à crise vivida  na Universidade de São Paulo. De fato, há minorias radicais. Tudo indica  que é impossível negociar com elas.  De fato, a ordem deve ser preservada. Tudo indica que o patrimônio  público precisava ser defendido de  invasões e quebra-quebras.<br />
Só que a fraseologia não difere  muito da que justificou o golpe militar de 1964.<br />
Aquela época tinha seus extremistas, dispostos, por exemplo, a fazer a  reforma agrária &#8220;na lei ou na marra&#8221;.  Eram, certamente, minoritários na  população. Havia uma ordem a ser  preservada, e uma legalidade para a  qual os movimentos de massa não  conferiam grande importância. Só  uma intervenção militar daria conta  da &#8220;baderna&#8221;.<br />
É triste ver pessoas de belo currículo democrático, notoriamente  perseguidas pelo regime militar,  apoiando a ocupação da USP pela  PM. Sem dúvida, a polícia age agora  com autorização judicial e o golpe de  1964 foi, afinal, um golpe.<br />
Do ponto de vista político, entretanto, as situações se assemelham. Como em 1964, muitos &#8220;democratas&#8221; agora acham que é preciso reprimir pela força as &#8220;minorias radicais&#8221;, contando com o aparato militar para defender a ordem, contra a &#8220;baderna&#8221;.<br />
Este artigo -prometo- será imparcial. Não vejo valor em alguns argumentos do lado contrário. É muita abstração condenar a presença da PM porque a universidade é um local &#8220;de pensamento, não de violência&#8221;, &#8220;de ideias, não de barbárie&#8221;.<br />
A USP é isso, mas não é um jardim  peripatético: é também um lugar de  trabalho, onde pessoas ganham salário, reclamam, fazem greves, piquetes e invasões.<br />
Piquetes e invasões não são atos isentos de violência, e palavras de ordem não costumam ser obras-primas de reflexão e de pesquisa. De resto, há uma diferença óbvia entre intervenções armadas que se dedicam a sufocar o pensamento e a liberdade de cátedra, e as que se encarregam de reprimir militantes sindicais.<br />
Convocar a PM foi um erro. Só  serviu para acirrar, e não pacificar,  os ânimos na USP. A retirada da PM  é o primeiro passo para a superação  da crise.<br />
O problema é saber por que se  chegou a esse ponto -em que pessoas respeitáveis acabam achando  que &#8220;só a PM resolve essa baderna&#8221;.  Quando acontece isso, um sistema  de representação e de poder se revela disfuncional. A política deixa de  funcionar e a força prevalece.<br />
Se &#8220;minorias radicais&#8221; conduzem o processo, cabe perguntar onde estão as maiorias moderadas. Deveriam estar presentes nas assembleias (e piquetes) que decidem mobilizações em nome de todos.<br />
Nada mais alienado do que condenar o fato de uma assembleia &#8220;de gatos pingados&#8221; ter decidido uma greve quando não se participa dela.<br />
Estivesse presente nas assembleias, a &#8220;maioria ordeira&#8221; da USP  negaria legitimidade aos movimentos de reivindicação. Em última análise, prefere delegar a defesa da ordem à PM.<br />
Diante de dezenas de ativistas  enraivecidos, quatro policiais (que  não são &#8220;a repressão&#8221;, mas têm nome, estado civil e endereço) foram  cercados e humilhados moralmente. Quando chegou o reforço, professores, funcionários e estudantes  (que têm nome, estado civil e endereço) foram atacados com gás e balas  de borracha.<br />
Tudo se desumaniza, porque está  em jogo uma contradição estrutural.  Temos uma máquina burocrática  -a da reitoria e seus órgãos ossificados de decisão- contra uma máquina sindical -que segue a lógica da  mobilização de massas.<br />
Acontece que as massas são imaginárias (reduzem-se a uma minoria)  e que a estrutura de poder na USP,  supostamente defensora da lei e da  ordem, é tudo menos democrática.  Quando ninguém representa ninguém, ou representa mal, não há negociação humana possível, e a violência prevalece.<br />
O mesmo dilema levou a crises  violentas no sistema político brasileiro, tempos atrás. Minorias &#8220;extremistas&#8221; se iludem com a omissão da  maioria &#8220;ordeira&#8221;, que não se dá ao  trabalho de mobilizar-se pela &#8220;ordem&#8221; e pela &#8220;moderação&#8221;. Afinal,  tem as tropas a seu dispor.</p>
<p><strong><a href="mailto:coelhofsp@uol.com.br">coelhofsp@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>PM na USP é atentado, diz Antonio Candido</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Professor emérito da universidade, crítico literário disse durante ato que pessoas têm o direito de discutir sem pressão do poder público
Reitores e funcionários das universidades estaduais podem retomar negociações na segunda; professores farão passeata amanhã
Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

 Antonio Candido e Marilena Chaui, em ato de repúdio à repressão na USP em que havia 450 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Professor emérito da universidade, crítico literário disse durante ato que pessoas têm o direito de discutir sem pressão do poder público</strong></p>
<p><strong>Reitores e funcionários das universidades estaduais podem retomar negociações na segunda; professores farão passeata amanhã</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem<br />
</em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/pm-na-usp-e-atentado-diz-antonio-candido/11905/" rel="attachment wp-att-11905" title="candido_chaui.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/candido_chaui.jpg" alt="candido_chaui.jpg" /></a><br />
</font><em><font size="1"> Antonio Candido e Marilena Chaui, em ato de repúdio à repressão na USP em que havia 450 pessoas</font><br />
</em></p>
<p style="background-color: #ffff99">TALITA BEDINELLI &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>&#8220;Estou aqui por uma simples razão: para fazer um protesto veemente contra a intervenção da força policial no campus universitário. [Isso] é um atentado aos direitos mais sagrados que as pessoas têm de discutir, debater e agir sem nenhuma pressão do poder público.&#8221;<br />
Foi assim que Antonio Candido, 90, um dos mais importantes críticos literários do país e professor emérito da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP começou seu discurso ontem, em um ato de repúdio à repressão na universidade.<br />
O debate contou ainda com a presença da filósofa Marilena Chaui, professora da mesma faculdade, e com Maria Victoria Benevides, da Educação.<br />
Cerca de 450 pessoas (na maioria estudantes) acompanharam os discursos no auditório da Faculdade de Geografia, no campus Butantã (zona oeste de São Paulo) e aplaudiram as falas de pé. O mesmo prédio foi, na terça retrasada, alvo de bombas de efeito moral jogadas pela PM em um confronto com alunos e funcionários, que responderam com pedras. O saldo foi de dez feridos.<br />
Do lado de fora do auditório, 500 pessoas acompanhavam o debate em um telão. O ato foi organizado pela Adusp (Associação dos Docentes da USP).<br />
Desde o dia 1º, a PM ocupa a universidade para cumprir um mandado de reintegração de posse de prédios fechados por piquetes de funcionários, que estão em greve desde 5 de maio.<br />
A reitora Suely Vilela foi criticada no debate por ter pedido a presença da polícia. Desde os confrontos no campus, professores pedem a saída dela e eleições diretas para o cargo. A Reitoria não quis se manifestar.<br />
&#8220;Não basta propormos como palavra de ordem &#8220;Diretas Já&#8217;&#8221;, afirmou Chaui. &#8220;Não é só a escolha de um reitor que vai fazer a diferença. Temos que pensar a maneira pela qual vamos desestruturar essa estrutura vertical e centralizada que a USP se tornou&#8221;, disse.<br />
Após o ato, alunos e funcionários fizeram um protesto em frente à reitoria e depois seguiram para um piquete no &#8220;bandejão&#8221; da Faculdade de Química, único dos quatro restaurantes universitários aberto.<br />
Os manifestantes liberaram as catracas, deixando os usuários entrarem de graça. O restaurante contabilizou um prejuízo de 1.300 refeições.</p>
<p><strong>Negociações</strong><br />
As negociações entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis -que representa alunos, professores e funcionários da USP, Unesp e Unicamp- podem ser retomadas na segunda-feira.<br />
O Fórum das Seis afirmou que só irá se a PM sair do campus. A reitoria da USP diz que a polícia só sairá quando os piquetes terminarem. Os servidores dizem que o piquete é um direito de greve.<br />
Amanhã, professores, alunos e servidores das três universidades fazem uma passeata, às 12h, pedindo democracia na universidade. O ato sairá da avenida Paulista e seguirá até a Faculdade de Direito, no largo São Francisco.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>USP: para o professor Dalmo Dallari, é um radicalismo fora de moda</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 16:06:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
LAURA CAPRIGLIONE &#8211; FOLHA SP
  DA REPORTAGEM LOCAL 
Professor emérito da Faculdade de Direito da USP, Dalmo  de Abreu Dallari, 77, é nome  sempre associado às causas de  esquerda na universidade.
Em 1981, foi candidato a reitor em nome da Associação dos  Docentes da USP, da Associação dos Servidores e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg" alt="http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg" width="555" height="369" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>LAURA CAPRIGLIONE</strong> &#8211; FOLHA SP</p>
<p><font size="-1">  DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>Professor emérito da Faculdade de Direito da USP, Dalmo  de Abreu Dallari, 77, é nome  sempre associado às causas de  esquerda na universidade.<br />
Em 1981, foi candidato a reitor em nome da Associação dos  Docentes da USP, da Associação dos Servidores e do Diretório Central dos Estudantes. Ganhou no voto direto, perdeu  quando a eleição passou pelas  instâncias formais da universidade. Hoje, está divorciado das  entidades que o apoiaram.<br />
Critica a &#8220;violência&#8221; dos protestos de agora, apoia a entrada  da PM no campus e a reitora.</p>
<p><center><br />
</center><em><strong>FOLHA &#8211; O que deu errado na terça?<br />
DALMO DALLARI </strong></em>- Há um conjunto de erros. Em primeiro lugar,  a maneira como estão sendo  postas as reivindicações. Há  um excesso de temas -tem a  reivindicação salarial, a questão do ensino a distância, a  readmissão de um funcionário  demitido. São coisas completamente diferentes e cuja decisão  depende de órgãos diferentes.<br />
É preciso reduzir essa pauta a  um temário coerente. Além  disso, não posso admitir a prática de violência física contra a  universidade, um patrimônio  público. Fiquei indignado  quando vi as fotografias de funcionários e alunos arrebentando a universidade. Essas pessoas não gostam da USP.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Elas dizem que é a reitora  que não gosta.<br />
DALLARI </strong></em>- Essas pessoas têm  um radicalismo fora de moda.<br />
Querem impor a adesão ao movimento por intermédio dos piquetes. É natural que quem reivindica procure obter adesão.  Mas isso deve ser feito pelo  convencimento. E não cerceando os direitos dos professores,  funcionários e alunos que querem atividades normais. Não  posso reivindicar o meu direito  agredindo o dos outros.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; É chamando a polícia que  se resolve isso?<br />
DALLARI </strong></em>- É claro que a presença da polícia no campus não é  desejável. Mas isso é muito diferente da polícia que invadiu o  campus na ditadura militar. A  polícia naquela época impedia  o exercício do direito de expressão, de reunião, de reivindicação. Era uma polícia arbitrária e violenta por natureza.  Mas agora o que aconteceu é  que a PM compareceu para fazer cumprir uma determinação  judicial, visando à proteção do  patrimônio público. E acho que  a reitora agiu corretamente  quando solicitou essa proteção.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Mas a polícia acabou jogando bomba em estudante contra  a greve. Está certo isso?<br />
DALLARI </strong></em>- A história está cheia  de exemplos em que a polícia  acaba se excedendo. Mas houve  situações de um grupo de manifestantes cercando a polícia.  É fácil de imaginar o temor dos  policiais de serem agredidos,  humilhados. Isso acabou precipitando ações violentas da polícia, também condenáveis.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; As entidades alegam que  a reitora fugiu do diálogo&#8230;<br />
DALLARI </strong></em>- Eu, se fosse reitor,  também não compareceria a  uma reunião com esse tipo de  radicalismo, até com risco de  agressões físicas.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; E agora, o que fazer?<br />
DALLARI</strong></em> &#8211; É preciso definir uma  pauta coerente de reivindicações. A reitora poderia designar  uma comissão de membros do  Conselho Universitário, com  representantes de professores,  estudantes e funcionários, que  de maneira civilizada e coerente discutiria sem radicalismos.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; E quanto à PM no campus?<br />
DALLARI </strong></em>- Do jeito que as coisas  estão, acho que pura e simplesmente retirar a polícia é temerário. É preciso manter a polícia e abrir a negociação.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; As três entidades exigem  a demissão da reitora&#8230;<br />
DALLARI </strong></em>- Isso é um absurdo.  Seria desmoralizante para a  própria USP. A reitora foi legalmente escolhida. Está no exercício das suas funções. Nunca  foi alvo de acusações de corrupção. É preciso respeitá-la.</p>
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		<title>USP: Reitora não tem mais condições de continuar, diz Olgária Matos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 15:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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   DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP
   A filósofa Olgária Matos é  professora titular daquela que é  considerada a faculdade vermelha da USP, a Faculdade de  Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Aposentou-se em 2003,  mas acompanha atentamente a  vida da instituição, na qual ingressou como estudante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">   <font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</font></p>
<p>   A filósofa Olgária Matos é  professora titular daquela que é  considerada a faculdade vermelha da USP, a Faculdade de  Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Aposentou-se em 2003,  mas acompanha atentamente a  vida da instituição, na qual ingressou como estudante no ano  anterior à promulgação do AI-5, em plena ditadura militar.<br />
Considera que &#8220;a reitora não  tem mais condições políticas de  se manter no cargo&#8221;, mas teme  que, de novo, &#8220;se derrube o tirano sem tocar nas razões da tirania&#8221;. Abaixo, trechos da entrevista concedida ontem. <font size="-1"><strong> (LC) </strong></font></p>
<p><center><br />
</center><em><strong>FOLHA &#8211; O que deu errado na terça-feira?<br />
OLGÁRIA MATOS </strong></em>- É inadmissível que uma manifestação pacífica de estudantes e funcionários tenha de se enfrentar com a polícia dentro do campus universitário. Os manifestantes podiam até ter objetivos criticáveis -ou não-, mas, desde a Academia de Platão até as universidades modernas, esse recinto é o único preservado da violência policial porque é definido como o local que luta contra a violência, contra a barbárie. É o local em que se produz conhecimento, especulações, ciência. O local que faz parte do repertório da humanidade para se humanizar. Então não é o lugar que comporte a ocupação policial contra uma manifestação de estudantes desarmados.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A reitoria alega que a PM  foi usada para impedir a depredação  do patrimônio público e o desrespeito ao direito de não grevistas&#8230;<br />
MATOS </strong></em>- É preciso garantir o  direito de ir e vir de todos os  que participam da vida da universidade, é certo. Agora, como  se chegou a esse ponto? Parece-me que os canais de contato entre os estudantes e a reitoria ou  entre os funcionários e a reitoria estão muito precarizados.<br />
Os funcionários apresentaram  uma pauta de reivindicações, o  que é algo obviamente legítimo.<br />
Cabe à outra parte discuti-la.<br />
Debatê-la. Agora, quando as  instituições universitárias não  debatem e, em vez disso, optam  por enfrentar um protesto pacífico, de pessoas desarmadas,  com o emprego de força militar, é porque têm uma sensação  muito grande de perseguição.  Alguma coisa muito séria está  acontecendo com uma universidade que se torna incapaz de  debater ideias diferentes.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Alunos, professores e funcionários exigem a saída da reitora&#8230;<br />
MATOS </strong></em>- Do ponto de vista global da instituição, politicamente, aconteceu uma espécie de  vazio de poder. Quando se usa a  violência, é porque se perdeu a  autoridade. A universidade não  é o lugar da força ou da violência. É o lugar da autoridade&#8230;<br />
Agora, o jogo de forças entre os  vários setores da universidade  é que vai definir os próximos  passos. Tenho certeza de que a  atitude da reitora derivou de algum aconselhamento, provavelmente de professores mais  conservadores, que a pressionaram a agir dessa maneira.<br />
Porque ela não agiria assim  sem se sentir respaldada. O que  tudo indica é que a reitora não  tem mais condições políticas de  se manter. Na medida em que  ela usou a violência, pela simples recusa ao debate, ficou  comprometida a sua função  institucional como intelectual.<br />
O intelectual está lá para impedir o uso das armas. Ainda assim, eu me pergunto se -de novo, e porque é mais fácil- não  se estaria derrubando o tirano,  em vez das causas da tirania.  Você pode substituir o reitor. E  depois? É por isso que existe a  luta, que não é de hoje, pela democratização das instâncias  que elegem o reitor.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; A PM deve sair da USP?<br />
MATOS </strong></em>- Imediatamente. A polícia estar lá é quase uma provocação&#8230; Uma sociedade é tanto  mais feliz, tanto mais democrática, quanto mais ela conseguir  conviver com seus contraditores. Uma sociedade que só é capaz de conversar com o mesmo  não é uma sociedade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A universidade não é caso de polícia</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 14:58:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
A universidade não é caso de polícia
VLADIMIR SAFATLE



 Em vez de estigmatizar os alunos e tratá-los como delinquentes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg" alt="http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg" width="555" height="369" /></div>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="-1">Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></font></p>
<p><font size="5"><strong>A universidade não é caso de polícia</strong></font></p>
<p><strong>VLADIMIR SAFATLE</strong></p>
<table width="421" height="106">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Em vez de estigmatizar os alunos e tratá-los como delinquentes, talvez seja o caso de se perguntar contra o que eles se manifestam</em></strong></font></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>AS CENAS de batalha campal que vimos nesta semana na USP ficarão na memória daqueles que dedicam sua vida a essa instituição. Vários professores, como eu, que nunca participaram de movimento sindical, que nem sequer foram alguma vez a uma assembleia, veem com estarrecimento a disseminação da crença de que conflitos trabalhistas devem ser resolvidos apelando sistematicamente à polícia.<br />
Diz-se que a polícia era necessária  para evitar piquetes e degradações.  No entanto, tudo o que ela conseguiu  foi acirrar os ânimos e aumentar exponencialmente os dois.<br />
Vale a pena lembrar que, por mais que sejam práticas problemáticas que precisam certamente ser revistas, os piquetes estão longe de se configurarem como ações criminosas. A história das sociedades democráticas demonstra como eles foram, em muitos casos, peças necessárias de um processo de ampliação de direitos. Cabe a nós provar que esse tempo passou e que, devido à capacidade de diálogo, tais práticas não têm mais lugar.<br />
No entanto, quando se tenta reduzir manifestantes que procuram melhorias em suas condições de trabalho  a tresloucados patológicos que nada  têm a dizer, que não têm nenhuma racionalidade em suas demandas, dificilmente alguma forma de diálogo  conseguirá se impor.<br />
Melhor seria começar explicando  qual racionalidade justifica que a universidade mais importante do país,  responsável por parte significativa da  pesquisa nacional, tenha salários menores que os de uma universidade federal em qualquer Estado brasileiro.<br />
Por outro lado, há algo incompreensível na crença de que a polícia  possa ser chamada para mediar conflitos com alunos e funcionários públicos. Muitos acreditam que ligarão  para o 190 e receberão uma espécie de  &#8220;polícia inglesa&#8221; capaz de agir de maneira minimamente adequada diante  de cidadãos que se manifestam.<br />
Contudo, o que vimos até agora foi uma polícia que entrou pela primeira vez no campus armada com metralhadoras, quando a ação padrão deveria ser, nessas situações, agir desarmada. Quem tem uma metralhadora nas mãos imagina que porventura poderá usá-la. Mas contra quem? Contra nossos alunos? E quem decidirá o momento de usá-la?<br />
Como se isso não bastasse, uma polícia bem preparada não responde a  provocações de gritos e latas com  bombas de gás lacrimogêneo e balas  de borracha usadas na frente da Escola de Aplicação e de uma faculdade em  que, normalmente, há crianças e adolescentes. O que aconteceria se uma  bala de borracha atingisse uma criança, ampliando um pouco mais o enorme contingente de balas perdidas disparadas pela polícia?<br />
Antes de ligar para a Polícia Militar,  valeria a pena levar em conta seu despreparo manifesto em intervenções  em conflitos sociais, histórico catastrófico mundialmente criticado por  órgãos internacionais.<br />
Nenhum leitor terá dificuldade de  se lembrar de situações de conflito  social nas quais policiais que se sentiram acuados reagiram de maneira  descontrolada, provocando tragédias.<br />
Por fim, contrariamente a certa  ideia que um anti-intelectualismo  militante gosta de veicular nestes  momentos, vários alunos alvos de balas de borracha são extremamente  dedicados em seus cursos, participam  sistematicamente de colóquios e programas de pesquisa, apresentam &#8220;papers&#8221; em congressos e podem ser  constantemente encontrados em  nossas bibliotecas.<br />
Sendo certo que vêm de todas as faculdades de nossa universidade (e não apenas da área de humanas, como alguns querem fazer acreditar), é inaceitável tratá-los como delinquentes potenciais. Dentre os 2.000 estudantes que se manifestaram nesta semana estão alguns de nossos melhores alunos.<br />
Em vez de estigmatizá-los, talvez  seja o caso de se perguntar contra o  que eles se manifestam, já que, é sempre bom lembrar, antes da entrada da  polícia, nem professores nem alunos  estavam em greve. A greve restringia-se a funcionários.<br />
Há um mês, em uma pequena cidade francesa, a polícia recebeu um chamado de possível furto. Em uma atuação &#8220;exemplar&#8221;, ela estava em alguns minutos no local do crime. No entanto, o local era uma escola, o objeto furtado, uma bicicleta, e o possível ladrão, uma criança de dez anos. Sem pestanejar, a polícia retirou a criança da escola na frente de seus colegas, levou-a à delegacia, colheu seu depoimento e a fichou.<br />
Possivelmente, foi contra esse modelo social baseado na incapacidade  de resolver conflitos sem apelar à  mais crassa brutalidade securitária  que hoje nossos alunos se manifestam. Cabe a nós mostrar a eles que a  história da USP é outra.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><font size="-1"> <strong>VLADIMIR SAFATLE</strong>, 36, é professor do Departamento  de Filosofia da Universidade de São Paulo.</font></p>
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		<title>USP na pauta</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 14:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PAINEL DO LEITOR &#8211; FOLHA SP

O &#8220;Painel do Leitor&#8221; recebe colaborações por e-mail (leitor@uol.com.br), fax (0/xx/11/3223-1644) e correio (al.Barão de Limeira, 425, 4º andar, São Paulo-SP, CEP 01202-900). As mensagens devem ser concisas e conter nome completo, endereço e telefone. A Folha se reserva o direito de publicar trechos.
Leia mais cartas na Folha Online
www.folha.com.br/paineldoleitor
USP
&#8220;As ideias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">PAINEL DO LEITOR &#8211; FOLHA SP<br />
</font></strong></p>
<p>O &#8220;<strong>Painel do Leitor</strong>&#8221; recebe colaborações por e-mail (<a href="mailto:leitor@uol.com.br">leitor@uol.com.br</a>), fax (0/xx/11/3223-1644) e correio (al.Barão de Limeira, 425, 4º andar, São Paulo-SP, CEP 01202-900). As mensagens devem ser concisas e conter nome completo, endereço e telefone. A <strong>Folha</strong> se reserva o direito de publicar trechos.</p>
<p>Leia mais cartas na <strong>Folha Online</strong><br />
<a href="http://www.folha.com.br/paineldoleitor/">www.folha.com.br/paineldoleitor</a></p>
<p><strong>USP</strong><br />
&#8220;As ideias da reitora Suely Vilela e  do professor José Arthur Giannotti  (&#8221;Tendências/Debates&#8221;, ontem) são  quase convincentes e, por isso, extremamente perigosas.<br />
É importante revelar que elas se  autodesmerecem por dois pontos:<br />
1) A reitora aponta a chamada da  Polícia Militar ao campus como resultado do &#8220;desrespeito a uma ordem judicial&#8221;, sendo que ela própria,  no atual momento, está desrespeitando duas sentenças transitadas  em julgado, que condenam a Universidade de São Paulo a recompor  os salários dos professores que não  receberam gatilhos devidos e a pagar os respectivos atrasados. Na  Unicamp, por exemplo, essa dívida  já foi saldada.<br />
2) O professor José Arthur Giannotti fala em &#8220;pautas fantasiosas&#8221;.<br />
Eu gostaria que ele respondesse se é  fantasioso solicitar que nossos salários, que hoje carregam uma perda  de 42% em relação ao que eram em  1989, sejam corrigidos para patamares minimamente decentes. Os  índices por ele apresentados, aliás,  são falsos. Índices corretos poderiam ter sido fornecidos a ele pela  Adusp e pela própria reitoria.<br />
PS: Votei, livremente, contra a  greve dos professores decidida no  dia 4 passado pela maioria e não represento, portanto, a categoria tão  ofendida pelas palavras do professor Giannotti.<br />
<font size="-1"><strong>MARLENE SUANO</strong>, professora-doutora do Departamento de História da FFLCH-USP  (São Paulo, SP)</font></p>
<p>&#8220;Não se pode aceitar que a USP, a mais querida e respeitada universidade brasileira, seja palco da violência que na terça-feira vitimou a todos, estudantes, funcionários, docentes e os próprios policiais, enviados para restabelecer a &#8220;ordem&#8221;.<br />
O objetivo maior dessa bela instituição é enaltecer a busca do conhecimento, com serenidade, transparência e respeito à diversidade de opiniões e, especialmente, à livre expressão. Nesta semana, assistimos ao oposto.<br />
Que a paz volte imediatamente à  nossa casa do saber e que as partes  em conflito resolvam suas diferenças com responsabilidade, calma e  bom senso, em defesa da liberdade,  alma da democracia.&#8221;<br />
<font size="-1"><strong>BRUNO ROBERTO PADOVANO</strong>, professor associado da Faculdade de Arquitetura da USP, coordenador científico do Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da USP (São Paulo, SP)</font></p>
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		<title>USP: a conduta &#8220;dura&#8221; da reitora é ditada por Serra</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 14:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governador José Serra não assume qualquer responsabilidade perante as violencias acontecidas durante protesto dos estudantes da USP.
Segundo ele &#8220;a presença da Polícia Militar (PM) na USP se deve a uma ordem judicial&#8221; (ironicamente um leitor da Folha notou hoje que apesar de ordem judicial o governador não paga os precatórios, o que relativiza o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governador José Serra não assume qualquer responsabilidade perante as violencias acontecidas durante protesto dos estudantes da USP.</p>
<p>Segundo ele <strong>&#8220;a presença da Polícia Militar (PM) na USP se deve a uma ordem judicial&#8221;</strong> (ironicamente um leitor da <strong>Folha</strong> notou hoje que apesar de ordem judicial o governador não paga os precatórios, o que relativiza o argumento &#8220;jurídico&#8221; de Serra).</p>
<p>Mas, pela reportagem feita pelo jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong> pouco suspeito de simpatias pró-baderna, é o próprio governador quem pressionou a Reitora para agir com mão dura contra o sindicato dos funcionários e os estudantes grevistas.</p>
<p>Não é surpreendente o relato do <strong>Estadão</strong>.</p>
<p>A postura sistemática do governador Serra é a recusa de qualquer diálogo com as entidades representativas das diversas categorias do funcionalismo estadual. Para ele aparentemente sindicato é coisa de &#8220;comunista&#8221; e estudante só aprende com cacetadas.   Representante da direita e do conservadorismo até os tutanos, a linha dura contra o movimento social é o complemento da orientação privatizadora, elitista e reacionária do &#8220;governador-candidato&#8221;.</p>
<p>Uma parte dos que o apoia e lhe dão sustentação política procura travesti-lo de centro-esquerda e progressista, para não sentir muita vergonha olhando no espelho.   A melhor definição foi dada dias atrás <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/em-sua-vasta-maioria-os-empresarios-o-veem-como-um-administrador-autoritario-inflexivel-e-com-atitudes-quase-ditatoriais-constata-a-reportagem-de-valor-sobre-serra/" title="“Em sua vasta maioria, os empresários o veem como um administrador autoritário, inflexível e com atitudes quase ditatoriais.”, constata a reportagem de VALOR sobre Serra" rel="bookmark">“Em sua vasta maioria, os empresários o veem como um administrador autoritário, inflexível e com atitudes quase ditatoriais.”, constata a reportagem de VALOR sobre Serra.</a>LF</p>
<p>A seguir o artigo do <strong>Estadão</strong> (clique na imagem para ampliar e ler)</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/usp_greve.jpg" title="usp_greve.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/usp_greve.jpg" title="usp_greve.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/usp_greve.jpg" alt="usp_greve.jpg" width="555" height="495" /></a></div>
]]></content:encoded>
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		<title>França enfrenta greve geral hoje</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/franca-enfrenta-greve-geral-hoje/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 19:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR
AP

Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: 
trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo
Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.lemonde.fr/societe/actu-minute/2009/03/19/la-journee-de-mobilisation-du-19-mars_1169837_3224.html" onclick="javascript:xt_med('C','1','Home_Actu_Titres_1','N');"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2009/03/19/h_14_ill_1170035_9517_000_par2465516.jpg" alt="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars." title="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars. | AFP/JACQUES DEMARTHON" border="0" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR</p>
<p><em>AP<br />
</em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002220/imagens/foto19int-subdgreve1-a22.jpg" align="left" border="0" /></p>
<p><em>Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: </em></p>
<p><em>trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo</em></p>
<p>Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando sorrateiramente por uma entrada lateral cujo acesso se dá por barco.</p>
<p>&#8220;As pessoas estão perturbadas&#8221;, afirma Christian Lahargue, um funcionário da Continental que corre o risco de ser demitido. &#8220;Vamos fazer de tudo para manter esta fábrica aberta.&#8221;</p>
<p>Este impasse agressivo no norte da França às vésperas de uma greve nacional sugere que a tensão social está aumentando e contribuindo para a impressão de que o outrora confiante Nicolas Sarkozy, o presidente da França, está perdendo o passo.</p>
<p>A segunda maior economia da zona do Euro deverá enfrentar distúrbios hoje, por causa de uma greve nacional convocada por sindicatos, que deverá contar com centenas de manifestações em protesto contra a política econômica e o programa de reformas de Sarkozy.</p>
<p>Sindicalistas prometeram superar a última greve, feita em janeiro, quando entre 1 milhão e 2,5 milhões de pessoas foram às ruas.</p>
<p>A escala dos protestos de sete semanas atrás pegou o governo de surpresa, forçando-o a oferecer ? 2,6 bilhões (US$ 3,38 bilhões) em pagamentos extras de auxílio-desemprego e corte de impostos para famílias de baixa renda. Mas as concessões não satisfizeram os sindicatos, nem impressionaram a população.</p>
<p>Segundo uma pesquisa de opinião feita pelo instituto Ifop para a revista &#8220;Paris Match&#8221; , 78% dos franceses consideram a greve de hoje justificada. Os franceses &#8220;deram autorização ao movimento sindical para articular sua oposição a Nicolas Sarkozy&#8221;, afirma Stéphane Rozès, presidente-executiva do instituto de pesquisas CSA.</p>
<p>De acordo com outra pesquisa, os franceses acreditam que Olivier Besancenot, o líder trotskista da extrema esquerda, tem tanta &#8220;credibilidade&#8221; quanto o presidente.</p>
<p>Sarkozy está na defensiva desde o começo do ano, com o agravamento da situação da economia. O governo foi lento em reagir a uma greve geral de seis semanas e a tumultos em Guadalupe, um território francês no Caribe.</p>
<p>O presidente vem encontrando oposição dentro de seu partido de centro-direita em uma série de questões, do retorno da França ao comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à redução da carga tributária para os ricos.</p>
<p>Sarkozy foi forçado a recuar na reforma universitária, uma de suas principais medidas de modernização, em meio a temores de que um movimento de protesto estudantil liderado pela extrema esquerda pudesse se tornar violento. A concessão preocupou alguns empresários. &#8220;Os mais radicais estão conseguindo resultados&#8221;, diz Maurice Lévy, presidente-executivo do grupo de propaganda Publicis.</p>
<p>Sarkozy tem motivo para se sentir ressentido. A economia francesa deverá se sair bem melhor que as de seus vizinhos depois que Sarkozy implementou rapidamente um plano de socorro bancário, garantias de empréstimos para pequenas empresas, seguro de crédito comercial bancado pelo governo e outra medidas para manter o crédito fluindo para a economia.</p>
<p>Ele mobilizou o outrora intervencionista e desdenhoso Estado francês e entendeu a mensagem que estava sendo passada pela população com sua crítica ao capitalismo financeiro.</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo em que celebra o retorno do Estado, Sarkozy está se agarrando às suas metas de cortar os impostos, diminuir a burocracia do governo e conter os gastos.</p>
<p>É por isso que os franceses acreditam que as políticas de Sarkozy &#8220;não são coerentes, eficientes ou justas&#8221;, diz Rozès. Os franceses sentem que os bancos estão sendo ajudados com poucos limites, enquanto o governo vem dando pouca ajuda às famílias comuns.</p>
<p>A oposição a Sarkozy deverá se concentrar na redução dos impostos para os ricos, o chamado escudo que limita o imposto de renda devido de um indivíduo a 50% da renda. Sindicatos e alguns membros do partido do presidente não querem isso. Sarkozy reage, reforçando sua imagem de amigo dos ricos.</p>
<p>Não está nem um pouco claro se a tensão social vai acabar resultando em um movimento político coerente capaz de paralisar o governo Sarkozy. &#8220;Ele não está numa espiral de queda&#8221;, afirma Zaki Laidi, da Sciences Po, que aponta para a confusão entre os socialistas da oposição e diz que as críticas da população e dos sindicatos ao presidente são bastante difusas. &#8220;Não estamos na iminência de uma greve geral.&#8221;</p>
<p>Mas outros observadores temem a possibilidade de tumultos. &#8220;O verdadeiro problema para qualquer um é saber como a opinião pública vai evoluir&#8221;, diz Lévy. &#8220;Será que as pessoas vão acreditar que com a economia mundial em tamanha dificuldade elas precisam ficar calmas e razoáveis, além de trabalhar juntas para superar tudo isso? Ou será que vai levar as pessoas a atos desesperados? Minha sensação é de que não chegamos lá ainda, mas poderemos nos encontrar em uma situação com as sementes de um descontentamento muito profundo e uma espiral negativa que poderão levar a repetidas greves. Isso iria forçar o governo a desistir.&#8221;</p>
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		<title>Cai o Secretário de Segurança de Serra: gestão de Ronaldo Marzagão foi marcada por greve da polícia e denúncias</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 20:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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Colaboração para a Folha Online
Pouco mais de dois anos e dois meses foi o tempo que o advogado criminalista Ronaldo Marzagão esteve à frente da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Neste período, esteve no centro de polêmicas como a greve da Polícia Civil e as denúncias contra seu ex-secretário-adjunto Lauro Malheiros Neto e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_n9_vdklTM9c/STyQj3rnupI/AAAAAAAAA9A/KrkAoIjqzTc/s200/secret%C3%A1rio_seguran%C3%A7a_sp_marzag%C3%A3o.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_n9_vdklTM9c/STyQj3rnupI/AAAAAAAAA9A/KrkAoIjqzTc/s200/secret%C3%A1rio_seguran%C3%A7a_sp_marzag%C3%A3o.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Colaboração para a <strong>Folha Online</strong></p>
<p>Pouco mais de dois anos e dois meses foi o tempo que o advogado criminalista Ronaldo Marzagão esteve à frente da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Neste período, esteve no centro de polêmicas como a greve da Polícia Civil e as denúncias contra seu ex-secretário-adjunto Lauro Malheiros Neto e policiais militares e civis.</p>
<p>Marzagão <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u536463.shtml">deixou o cargo</a> nesta terça-feira (17). O governador José Serra (PSDB) aceitou o pedido, ressalvando que considera Marzagão &#8220;um exemplo de integridade, lealdade e dedicação&#8221;. Interinamente, assumiu o secretário-adjunto Guilherme Bueno de Camargo.</p>
<div align="center"></div>
<p>Marzagão assumiu a pasta no dia 2 de janeiro 2007. Advogado criminalista, ele nasceu em 1948 e foi capitão da Polícia Militar, promotor e procurador de Justiça, além de assessor Jurídico do Ministério da Justiça.</p>
<p>Também ocupou os cargos de presidência do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor e Conselho Federal de Entorpecentes, além de atuar como Assessor Técnico do Gabinete do Secretário da Segurança Pública de São Paulo, na gestão do governador Franco Montoro.</p>
<p>No Ministério Público, Marzagão atuou no CAEX (Centro de Acompanhamento e Execução) de 1979 a 1981.</p>
<p>Como advogado, teve como cliente o ex-promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um jovem e ferir outro em dezembro de 2004, em Bertioga, no litoral paulista. Atualmente, seu filho, Rodrigo Marzagão, é o defensor de Schoedl.</p>
<p><strong>Desgaste</strong></p>
<p>Apesar de Marzagão ter alegado que deixou o cargo por &#8220;motivos estritamente pessoais&#8221;, o desgaste provocado pelas acusações de corrupção contra seu ex-secretário-adjunto Lauro Malheiros Neto e pelas denúncias de extorsão feitas contra policiais contribuiu para sua saída.</p>
<p>Em <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u534426.shtml">entrevista</a> concedida no último dia 13, o então secretário admitiu que as denúncias de corrupção &#8220;desgastam&#8221; a imagem da polícia e da pasta. Na ocasião, Marzagão afirmou que &#8220;não ia jogar a poeira debaixo do tapete&#8221;.</p>
<p>No início de março, o Ministério Público do Estado em Guarulhos (região metropolitana) recebeu um vídeo amador no qual o sócio de Malheiros Neto &#8211;o advogado Celso Augusto Valente&#8211;, explica a um policial como funciona o esquema de <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u529399.shtml">vendas de sentenças</a> de processos administrativos a policiais corruptos.</p>
<p>Um mês antes, o policial civil Augusto Pena, preso sob suspeita de extorquir dinheiro, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u502149.shtml">prestou depoimento</a> ao Ministério Público acusando Malheiros de vender cargos de chefia dentro da Polícia Civil. Ele disse ainda que um esquema de corrupção funcionava na sede da Secretaria de Segurança, na rua Líbero Badaró (centro de SP). Malheiros nega todas as acusações.</p>
<p>Para obter a vaga, os interessados pagariam de R$ 100 mil a R$ 300 mil, além de pagamentos mensais ao ex-secretário. Uma das hipóteses é que os policiais pagavam para ficar em delegacias onde depois poderiam praticar algum crime, como extorsão, e obter lucros.</p>
<p>Marzagão afirmou desconhecer as denúncias contra Malheiros e declarou-se &#8220;surpreso&#8221; e &#8220;impressionado&#8221; com as acusações contra o ex-secretário-adjunto. Segundo Marzagão, as investigações sobre as denúncias estão sendo acompanhadas pela secretaria.</p>
<p>&#8220;Recebi as acusações com surpresa pela sua gravidade. Posso assegurar que o governo [do Estado], a secretaria e a polícia tem o maior interesse em apurar o caso&#8221;, afirmou. &#8220;Desde o início da nossa gestão, 474 policiais militares e 186 policiais civis foram demitidos. [...] É um exemplo que não nos preocupamos em cortar da nossa própria carne.&#8221;</p>
<p><strong>Greve</strong></p>
<p>Outro fato que desgastou a imagem da pasta foi a <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u460990.shtml">greve da Polícia Civil</a> de São Paulo. Reivindicando melhores salários e condições de trabalho, os agentes adotaram um esquema de trabalho especial durante <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u467482.shtml">59 dias</a>. Uma <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u445346.shtml">cartilha</a> contendo as diretrizes da greve foi elaborada durante o período.</p>
<p>A paralisação foi marcada por protestos e, principalmente, pelo <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u456991.shtml">confronto</a> entre policiais militares e civis, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, em outubro. Durante os protestos, investigadores, delegados e escrivães pediram a saída do secretário.</p>
<p>A greve <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u467742.shtml">terminou</a> após o ministro Eros Grau, do STF (Supremo Tribunal Federal), concluir que o direito a greve não se aplica aos policiais civis.</p>
<p><strong>PM</strong></p>
<p>Denúncias contra a Polícia Militar também marcaram a gestão Marzagão. Desde o início de março, nove <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u534311.shtml">policiais militares foram presos</a> por suspeita de extorquir perueiros irregulares e receber propina da máfia do jogo na Grande São Paulo.</p>
<p>O outro escândalo na PM aponta a existência de um suposto grupo de extermínio composto por policiais, apelidado de <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u534501.shtml">&#8220;Os Highlanders&#8221;</a>, suspeitos de matar e decapitar pessoas na Grande São Paulo.</p>
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