05/11/2009 - 19:26h Mahler – Bernstein – Hampson
Thomas Hampson e regência de Leonard Bernstein com a Orquestra Filarmônica de Viena
eines fahrenden Gesellen
Die zwei blauen
Augen von meinem Schatz
Gustav Mahler
- Luis Favre
Thomas Hampson e regência de Leonard Bernstein com a Orquestra Filarmônica de Viena
eines fahrenden Gesellen
Die zwei blauen
Augen von meinem Schatz
Gustav Mahler
A obra de Mark Rothko com a música de Gustav Mahler, Symphony N° 4 em G major, 3rd Movimento, pouco adágio, Orquestra Filarmonica de Viena. Regente: Leonard Bernstein
Gustav Mahler nasceu numa pequena aldeia da Boémia, hoje na Áustria, e viveu 51 anos, de 1860 a 1911.
Quando morreu o irmão mais velho, Gustav tomou conta da família que o pai, alcoólico, não conseguia governar. Tornou-se então músico profissional. Tinha 6 anos de idade.
Na viragem para o séc. XX, o mundo vive uma revolucionária transformação: Freud descobre a psicanálise e faz da psicologia uma ciência; os irmãos Lumière inventam o cinema; George Eastman faz da fotografia uma arte popular; Daimler e Benz inventam o automóvel…
A música gerou representantes das profundas transformações da consciência humana. Mahler foi o grande porta-voz dessa nova atitude.
Magro, baixo e atlético, Mahler foi durante sua vida um homem reservado e misterioso e de poucas palavras – mas de muita acção.
Os seus contemporâneos quase não o conheciam como compositor, pois foi como maestro que adquiriu fama e fortuna.
Dono de uma enorme intuição estética e um profundo senso de conjunto, Mahler submetia os músicos da orquestra a longos e exaustivos ensaios, repetindo quantas vezes fossem necessárias as passagens que não satisfaziam os seus altos padrões musicais.
A música de Mahler reflecte com particular mestria todas as facetas de sua personalidade: A busca incessante pelo ideal da beleza, pela harmonia, pela renovação da vida e pela salvação do mundo.
As Nove Sinfonias que compôs são disso um cristalino espelho.
Se logo na 1ª Sinfonia – denominada Titã – o universo sonoro de Mahler parece estar todo exposto, cada uma das sinfonias seguintes é um hino à perfeição musical. Mas a mais pessoal, a mais característica e representativa da identidade do compositor é a Sinfonia nº 5. Esta que hoje ouvimos.
* Chicago Symphony Orchestra / Maestro Claudio Abbado