25/10/2009 - 19:06h Amor+muerte=?

Civilización & Barbarie

El punto de partida es el último ensayo publicado por Georges Bataille antes de morir.

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Rachel Weisz en una foto de James White

Se trata de Lágrimas de Eros (1961) y a partir de esta obra, el Museo Thyssen de Madrid presenta una exposición que toma el nombre del libro de Bataille y que bucea en las relaciones a veces fieles, a veces traicioneras entre Eros y Tánatos, o lo que es lo mismo: entre entre amor y muerte, el deseo y el fin de la vida.

El deseo sexual desde una mirada tanto masculina como femenina, el voyeurismo y el exhibicionismo, el fetichismo, lo homosexual y lo heterosexual, lo religioso y lo prohibido se despliegan a lo largo de la muestra que analiza la resistencia de los mitos grecorromanos ligados a Eros y la simbología ligada a algunas bíblicas en la creación artística, desde el Renacimiento hasta la contemporaneidad.

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Venus de Amaury-Duvel, 1862

Lágrimas de Eros se organiza temáticamente y resalta la irrupción en la obra de artistas de épocas y tendencias distintas a través de motivos comunes, esos que hablan, a cómo de lugar, de la vida y de la muete: enfrentadas, juntas, aliadas o superpuestas.

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grimas de Man Ray

Obras de Rodin y Gustave Courbet, se contraponen con imágenes más actuales de artistas como Man Ray o Andy Warhol en un intento de “diálogo” entre los grandes maestros del pasado y artistas del siglo XX. Y en un intento de aunar modernidad y erotismo, el Thyseen venderá una caja con tres preservativos con la imagen de Adán y Eva procedente del cuadro Eva y la serpiente de Jan Gossaert al precio de 3,5 euros, según indicaron a Europa Press fuentes del Thyssen.

La muestra se abre con la musa erótica por excelencia, Venus recién nacida, diosa de la belleza, que esconde la más horrible trasgresión, segun cuenta Hesíodo, la diosa surgió del semen de Urano, castrado por su hijo Cronos.

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San Sebastián de Bronzino

La siguiente sala, titulada ‘Eva y la serpiente’, está protagonizada por las serpientes que cubren los cuerpos de Nastassja Kinski y Rachel Weisz, fotografiadas por Richard Avedon y James White, respectivamente.

La segunda parte de la muestra, que se desarrolla en la sede de Caja Madrid, explora los peligros mortales de Eros, en donde es la muerte misma la que se ve erotizada.

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Un imagen del video de Taylor Wood

En esa sección es donde se incluye un vídeo de David Beckham durmiendo, realizado por Sam Taylor-Wood.
El vídeo se enmarca dentro de la sección dedicada al mito de ‘Endimión’, un joven cazador que dormía una noche en el monte Latmos, cuando la diosa de la Selene miró hacia la tierra y se enamoró de él. Ella le pidió a Zeus que sumiera a Endimión en un sueño eterno, para poder contemplarle eternamente.

Paseá por la exposición en este especial propuesto por El País.

Publicado por Cristina Civale

15/05/2009 - 16:55h Uma abertura total para o realismo


Masp abre hoje mostra com mais de 120 obras que traduzem representações do mundo real, criadas entre 1860 a 1960

 

Maria Hirszman – O Estado SP

 

Ousada, a exposição Arte na França 1860-1960: O Realismo, no Masp, propõe-se a três grandes objetivos: apresentar um panorama amplo da pintura francesa, que percorre um século de produção e debate sem igual; colocar em pauta o tema, quase sempre polêmico, do realismo; e ampliar as possibilidades de leitura a partir da aproximação de coleções do Brasil, da França e de Portugal. Além disso, ainda procura inserir a produção nacional do período no contexto da escola francesa e mostra um sucinto panorama da atual produção pictórica francesa, dos anos 90 e 2000, como maneira de reafirmar seu retorno, após grande hiato em que apenas os novos meios pareciam ter vez no país.”Como representar o mundo? Essa é a questão que nos interessa verificar aqui”, explica Eric Corne, curador independente que vem trabalhando há dois anos nesse projeto, um dos destaques do Ano da França no Brasil. Não se trata, segundo ele, de enfocar o realismo enquanto movimento, mas sim de lidar com as várias aberturas do termo. “O realismo procura uma semelhança com o real, uma coincidência entre um pensamento social e uma imersão física no mundo”, sintetiza.Certamente a figura de Gustave Courbet, que em 1855 escreveu o manifesto no qual defende os princípios de uma arte viva, atuante, é vital. Tanto que o primeiro impulso de Corne foi iniciar a mostra com sua tela Origem do Mundo. O empréstimo de uma obra desse calibre, na qual o pintor representa da maneira mais crua possível o sexo feminino, mostrou-se inviável. Em contrapartida, o Museu d?Orsay cedeu um conjunto significativo de obras, bem como outras instituições francesas, tais como o Beaubourg e o Museu Nacional de l?Orangerie. Somando-se esses empréstimos às obras dos dois pilares centrais da mostra, o acervo do Masp e o da Coleção Berardo, de Lisboa, chega-se a mais de 120 trabalhos.

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De forma significativa, a exposição acabou tendo uma dupla abertura: de um lado do corredor está um pequeno conjunto de telas de Jean-Baptiste Corot, espécie de pai do realismo e surrealismo franceses e, diante de si, uma natureza-morta assinada por Pedro Alexandrino, mestre brasileiro associado à tradição da pintura acadêmica do século 19. Os diálogos e contraposições estabelecidos nesse primeiro núcleo seguem sendo a tônica de toda a mostra. A montagem, bastante arejada, auxilia esse processo de encontro entre as obras, assinadas pelas estrelas de primeira grandeza da arte moderna.

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Orphée de Jean-Baptiste Corot

Organizada de forma cronológica, a exposição é um passeio por diferentes expressões e poéticas, uma trajetória que leva do hiper-realismo, tributário da fotografia, de Rosa Bonheur, à arte popular de um Douanier Rousseau ou José Antonio da Silva. Basta citar alguns dos nomes presentes para que se tenha uma ideia da diversidade proposta: Monet, Matisse, Cézanne, Renoir, Van Gogh, Giacometti, Almeida Junior, Anita Malfatti, Iberê Camargo e Vieira da Silva.

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O sonho do Douanier Rousseau

Núcleos são dedicados às diferentes vanguardas, ao retorno à ordem do período que antecede a 2.ª Guerra Mundial e também a produção brasileira entre os anos 30 e 50, período um tanto relegado e em relação ao qual Corne tem especial apreço. Ele avalia que nesse período, tanto na América como no Brasil, “o realismo é também uma emancipação da supremacia europeia”.

A partir dos anos 60, as obras parecem problematizar a crise por que passavam os modelos de representação e a própria França, que perdia seu papel de centro hegemônico das artes para os EUA. Surge o nouveau réalisme e, por outro lado, a representação da realidade parece diluir-se numa crescente abstração. A mostra terminaria aí, não fosse o desejo de Corne de trazer alguns exemplos mais recentes da pintura francesa, que segundo ele passa por uma retomada após décadas de crise.

CURSO

Os interessados em aprofundar seu conhecimento sobre as questões abordadas na mostra podem fazer curso organizado pelo Carrefour. Informações e inscrições: tel. 5180-4622. O patrocinador também está distribuindo 5 mil convites para a mostra para alunos da rede pública e clientes.

Preste Atenção…

…na pintura Mulher Nua com Cão, de Gustave Courbet, uma das obras centrais da exposição. Ladeada por outros dois magníficos nus femininos, assinados por Manet e Renoir, a tela pintada no início dos anos 1860 sintetizaria aspectos centrais da produção do autor. Ali se fundem alguns dos gêneros mais trabalhados por ele, com destaque para o tratamento de fundo, no qual se vê uma transição, uma colagem instigante entre a paisagem natural e um fundo composto e cenográfico. A questão da relação entre tradição e busca da realidade corporificada na pintura se faz presente. “É um quadro de representação, que dialoga com toda uma tradição, com mestres como Ticiano e, ao mesmo tempo, é uma mulher de verdade (no caso Léontine Renaude, sua amante e modelo) que está ali representada”, diz Corne.

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Mulher nua com cão de Gustave Courbet

Serviço
Arte na França 1860-1960: O Realismo. Masp. Avenida Paulista, 1.578, tel. 3251-5644. Das 11 h/ 18 h (5.ª até 20 h). R$ 15. Até 28/6. Abertura hoje, para convidados

09/12/2008 - 17:50h Moças na beira do mar

La vision de la mer au XIXe siècle

Paysage avec une rivière au loin et baie.
Paysage avec une rivière au loin et baie. Joseph TURNER.
La vague.
La vague. Gustave COURBET.
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Jeunes filles au bord de la mer de Pierre PUVIS DE CHAVANNES (1824-1898)

Contexte historique

Avant 1750, les espaces océaniques n’attirent guère que les marins. Au XVIIe siècle, Claude Gellée, dit Le Lorrain, est l’un des rares peintres à en donner dans ses Vues de port par exemple, une image sereine. Les mots de la mythologie classique et de la Bible peuplent les mers de dangers multiples, auxquels la persistance des actes de piraterie donne un caractère bien réel. Cette image s’estompe peu à peu dans les consciences occidentales, à la faveur d’un processus de familiarisation auquel contribuent le succès des grands voyages circumterrestres et le développement des marines marchandes ouest-européennes, mais aussi la diffusion au début du XVIIIe de la théologie naturelle, qui fait valoir que les océans et les littoraux ont été voulus par Dieu, la popularisation des écrits de Bernardin de Saint-Pierre, chantre des rivages lointains et l’essor de la sensibilité romantique qui puise une part de son imagination dans la contemplation de la nature. De 1750 à 1840 se produit ce que l’historien Alain Corbin appelle l’« irrésistible éveil du désir collectif des rivages ». Un nombre croissant de médecins prescrivent le séjour à la mer pour son air salé et ses bains froids ; les mers attirent les romantiques, les mélancoliques et tous « ceux qui, par crainte du miasme, s’en viennent côtoyer l’écume ». Cet attrait nouveau se reflète dans la peinture du XIXe siècle. Certes, au XVIIe siècle et au XVIIIe, les tempêtes des maîtres hollandais, les mouillages mythiques du Lorrain, les ports florissants de Vernet, les rêveries silencieuses de Friedrich témoignaient déjà d’une fascination pour les espaces maritimes, mais le XIXe siècle approfondit et diversifie son « désir du rivage ». De quelle manière?

Analyse des images

Au début du siècle, l’observateur aime laisser son œil errer, se perdre dans ces étendues infinies qu’aucune limite visuelle ne vient borner. Le panorama de l’Anglais Turner évoque un désir d’évasion. Sa palette simple, dont les bruns, les beiges clair, les gris adoucis et le blanc lumineux éblouissent, anime de miroitements et de vibrations un paysage amphibie où la terre, la mer et le ciel, surfaces indistinctes, s’interpénètrent au sein d’une composition volontairement peu structurée. Méandres, sable mouillé, embruns, brouillards et vapeurs effacent les limites entre les trois éléments. Ce rivage romantique invite à la rêverie, voire à la mélancolie, mais, mêlant « les sédiments millénaires et les dépôts éphémères », il provoque aussi un sentiment du temps vertigineux. La vague de Courbet n’a pas la légèreté des paysages de Turner. Au cours de son séjour à Etretat, à l’été 1869, le peintre a pu observer par la fenêtre de sa maison plusieurs tempêtes. La vague, réalisée en même temps que la Falaise d’Etretat après l’orage et présentée, avec son pendant, au Salon de 1870, représente une déferlante frangée d’écume qui va s’abattre sur la plage. Les lourds nuages gris noir roulent de manière menaçante ; la Manche, d’un vert profond, est démontée ; la richesse de la matière étalée au couteau, accuse la massivité des nuages et de la vague, et rend particulièrement tangible la force des éléments. L’énergie et la sauvagerie qui se dégagent de cette toile peinte comme un drame justifie les propos de Cézanne, pour lequel la marée de Courbet vient « du fond des âges ». C’est au contraire une image de sérénité qu’offre la toile du symboliste Puvis de Chavanne. Deux femmes allongées rêvent sur le rivage, tandis qu’une seule contemple la mer en coiffant ses magnifiques cheveux ; leur corps sculptural est pudiquement couvert d’un drapé à l’antique. Le mystère de cette scène intemporelle, l’attitude de la femme qui nous fait face, le dégradé de l’ocre blond au rose pâle, l’orangé du crépuscule créent une atmosphère intemporelle qui évoque l’Arcadie des auteurs classiques.


Interprétation

Ces trois toiles, dans leurs différences et leur proximité, apportent des éclairages sur la complexité du « désir du rivage » au XIXe siècle. Le rêve de Puvis et, dans une certaine mesure, le paysage de Turner, mettent en scène une mer sereine qui invite à une méditation teintée de mélancolie. A l’opposé, la vague de Courbet ressortit au monde d’horreur et d’épouvante qui est déjà celui des Brisants à Granville de Huet et celui du Radeau de la Méduse de Géricault, c’est-à-dire de la génération romantique. On y tremble d’un « effroi provoqué par la mer en fureur, l’agitation broyeuse des vagues, la morsure des récifs acérés » (A. CORBIN, le Territoire du vide. L’Occident et le désir du rivage (1750-1840), Aubier, 1988, p. 71). Dans tous les cas, l’attirance pour l’océan est à mettre en relation avec les peurs et les répugnances des classes dominantes au XIXe siècle. Nostalgie des espaces non souillés, besoin de se ressourcer et de se purifier, recherche de l’authenticité d’une nature encore sauvage : de même que le désir du rivage s’alimente au dégoût pour la ville, de même la mer permet de calmer les anxiétés d’une bourgeoisie urbaine qui se sent menacée par la saleté, l’épuisement et la dégénérescence. Selon l’opinion des médecins de l’époque la mer permet même de lutter « contre la mélancolie et le spleen ». « Territoires du vide » jusque dans les années 1840, havres de pureté ou pôles de violence chéris pour les émotions qu’ils suscitent, les rivages se remplissent au cours du siècle de curistes et de baigneurs fortunés, avant de devenir à partir des années 1950-1960 le lieu privilégié des vacances estivales pour toutes les couches de la société.

Auteur : Ivan JABLONKA

19/01/2008 - 11:25h Retratos de um devorador de imagens


L'Origine du monde Le Desepere La Femme ?a vague La Grotte sarrazine La Truite


O Grand Palais abriga mostra do pintor Courbet, um transgressor que desconcertou crítica e público
Luiz Carlos Merten – O Estado de São Paulo

Só falta convencer Tim Burton. Ele teria um grande personagem e o ator perfeito para fazer o papel – Johnny Depp -, mas Burton talvez achasse que, sob certos aspectos, já fez este filme, em Ed Wood. A diferença é que o chamado ‘pior cineasta do mundo’ chegava a ser cândido na sua crença naquilo que fazia e Gustave Courbet – pois seria ele o grande personagem – foi um dos maiores pintores da França e do mundo. É o que prova uma grande exposição, aberta até o dia 28, consagrada a ele pelo Museu do Grand Palais, em Paris.

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