22/09/2009 - 14:00h Serra lidera pesquisa com 34% e continua caindo. Ciro empata com Dilma com 14%


Possível candidata do PV, Marina Silva aparece com 6%.

Diego Abreu Do G1, em Brasília

A última pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira (22) mostra um empate entre a ministra-chefe da Casa Civil e possível candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Ambos aparecem com 14% das intenções de voto em um universo de cinco candidatos avaliados. A pesquisa foi realizada de 11 a 14 de setembro, com 2.002 entrevistados em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece como favorito para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. A pesquisa estimulada mostra que 34% dos entrevistados votariam em Serra.

Depois de Ciro e Dilma, vêm Heloísa Helena (PSOL), com 8%, e Marina Silva (PV), com 6%. Em relação a última pesquisa, realizada em junho, quando Marina ainda não aparecia, Serra caiu quatro pontos percentuais e Dilma, três. Ciro, por sua vez, surpreendeu, registrando crescimento de dois pontos. Na última pesquisa, ele aparecia com 12% das intenções.

Já em um cenário em que Heloísa Helena não é candidata, Serra lidera com 35%, seguido por Ciro Gomes (17%), Dilma (15%) e Marina (8%). Em um último contexto, sem Heloísa Helena, com Aécio como candidato do PSDB, Ciro Gomes ganharia a eleição com 28% dos votos. Na sequência, vêm Dilma (18%), Aécio (13%) e Marina (11%).

Em um cenário em que o candidato tucano é Aécio Neves, Ciro lidera a pesquisa com 25% das intenções de voto, seguido por Dilma (16%), Aécio (12%), Heloísa Helena (11%) e Marina Silva (8%). Vinte e oito por cento dos pesquisados disseram que votariam em branco ou nulo ou não responderam à pesquisa.

08/09/2009 - 16:00h Aprovação a Lula cai de 81,5% para 76,8%, indica CNT/Sensus

Sergio Leo, no twitter, diz que a ausência de Carla Bruni pesou negativamente na avaliação. Na mesma linha, notícias da França indicam que Sarkozy tem complexo de baixinho e só aceita caras de baixa estatura ao lado dele, o que explica seu entusiasmo na parada de ontem, por ser fotografado junto ao Lula e não com Jobim.

Mas jornalistas bem informados, e mal intencionados, pretendem que o motivo é outro: Lula é aprovado por 76,8% e tem só 7,2% de opiniões negativas. Já Sarkozy tem 36% de aprovação e 61% de desaprovação.

Ambos responsabilizam a imprensa pelos resultados. LF

Gripe suína, crise no Senado e caso Lina Vieira contribuíram para variação, informou instituto de pesquisas

 

Fábio Graner, da Agência Estado

 

BRASÍLIA -  A avaliação positiva do governo Lula caiu 4,4 pontos percentuais, passando de 69,8% em maio para 65,4% em setembro, de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira, 8. Em contrapartida, a avaliação negativa da administração do presidente aumentou 1,4 ponto percentual, de 5,8% para 7,2%.

Veja também: CNT/Sensus: Serra lidera todas simulações para 2010

A avaliação regular subiu de 23,9% para 26,6%. Segundo o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, a queda na opinião favorável ao governo ocorre principalmente entre pessoas das regiões Sul e Sudeste, entre mulheres, pessoas jovens e de “maior idade”.Já a aprovação a Lula recuou de 81,5% em maio para 76,8% em setembro e a desaprovação subiu três pontos percentuais, de 15,7% para 18,7%. Embora o nível de desaprovação do presidente tenha aumentado, sua avaliação positiva ainda se encontra em um patamar significativamente alto, conforme analisou Guedes.

Guedes associou a queda nas avaliações positivas do governo e do presidente Lula a três fatores: gripe suína, o episódio envolvendo a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira com a ministra Dilma Rousseff e a crise no Senado, envolvendo o presidente da casa, senador José Sarney, embora este último tema não esteja contemplado na pesquisa. Segundo o diretor, há uma postura do presidente Lula de chamar crises institucionais para si, que prejudica sua popularidade. “Há uma postura menos política de Lula”, afirmou.

19/08/2009 - 11:08h Vox Populi: Serra continua caindo nas pesquisas para presidente

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10/06/2009 - 11:00h Aprovação às medidas do governo no enfrentamento da crise subiu dez pontos percentuais. Serra critíca “política equivocada”

CNI/Ibope: Otimismo pode levar a oposição a rever estratégia

Popularidade sobe no passo da economia

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Raquel Ulhôa, de Brasília – VALOR

A expectativa da oposição de centrar o discurso eleitoral de 2010 na economia precisará ser revista. A população está mais otimista em relação ao impacto da crise mundial no país, mais confiante nas medidas adotadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para combatê-la e com menos receio do desemprego e da inflação do que estava há três meses. Essa melhora no humor, registrada na pesquisa do Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete na elevação de quatro pontos percentuais da avaliação positiva do governo (68%) desde março.

Com esse índice, a avaliação positiva retoma curva ascendente, que chegou a 73% em dezembro e caiu para 64% em março. “Estamos diante de um cenário de expansão da avaliação positiva. A expectativa otimista em relação ao cenário econômico interrompeu curva descendente da avaliação do governo”, diz Marco Antonio Guarita, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Segundo ele, alguns resultados mostram que o otimismo em relação à economia tem relação com medidas concretas que estão sendo tomadas pelo governo. Por exemplo: a maioria considerou que o governo acertou ao financiar a compra de bens como fogão, geladeira e móveis (72%), carros (62%) e casa própria (69%). A aprovação às medidas do governo no enfrentamento da crise subiu dez pontos percentuais.

Outro exemplo de que essa percepção é baseada em fatos concretos seria, segundo Guarita, o fato de o Plano Nacional de Habitação Popular ter merecido a segunda maior quantidade de menções dos entrevistados, quando instados a citar as notícias mais lembradas sobre o governo Lula. Em primeiro lugar, com 15% de citações, apareceu a crise.

A forma como Lula administra o país é aprovada por 80% dos entrevistados. Para Amauri Teixeira, analista da MCI, empresa que analisa os resultados da pesquisa, a melhora na expectativa em relação a todas as questões econômicas tem impacto na avaliação positiva do governo. “A pesquisa mostra a percepção de recuperação da economia. Não sei se essa recuperação está acontecendo, mas a percepção de que está é clara.”

O percentual de pessoas que consideram a economia brasileira “muito prejudicada” pela crise caiu de 40% para 30% nos últimos três meses, de acordo com pesquisa. Caiu de 28% para 22% o índice de brasileiros “com muito medo de ser afetado pela crise”. E se, em março, 39% achavam que o Brasil “está mais preparado” para a crise, hoje são 48%.

A redução da preocupação com o desemprego mostra o aumento do otimismo da população. Em março, 68% achavam que o desemprego aumentaria nos próximos seis meses. Agora, esse percentual caiu para 53%. Percepção parecida ocorre em relação à inflação. Há três meses, 63% dos entrevistados diziam que os preços iriam aumentar nos próximos seis meses. Agora, são 51%.

Pela primeira vez, a CNI-Ibope incluiu intenção de voto sobre a sucessão. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera, com 38%. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT, vem em segundo, com 18%. Em seguida, estão o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 12%, e a vereadora de Maceió Heloísa Helena (P-SOL), com 7%. Em branco, nulos e “não sabe” somam 25%.

Quando o governador Aécio Neves (MG) é o candidato do PSDB, Ciro e Dilma aparecem tecnicamente empatados em primeiro, com 22% e 21%, respectivamente. Aécio e Heloísa Helena empatam em segundo, com 12% e 11%. Em branco, nulo e “não sabe” somam 30%.

O único índice de rejeição considerado relevante por Guarita foi o de Serra, que, conhecido por 76%, é rejeitado por 25%. Dilma e Aécio, conhecidos por 49%, têm, respectivamente, 34% e 39% de rejeição. Ciro, conhecido por 39%, é rejeitado por 38%. Ciro e Serra lideram, com o mesmo percentual (38%), a probabilidade de voto.

Serra: PIB reflete “política equivocada”

Foto: Divulgação
Serra: PIB reflete
Serra: O Banco Central continua com a taxa de juros mais altas do mundo, embora não haja risco algum no retorno da inflação.

Por: O Globo Soraya Aggege
SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) disse, há pouco, em São Paulo, que a queda do PIB no primeiro trimestre é “uma questão significativa”, pois leva em consideração também o crescimento demográfico, o que em termos per capita é “mais negativo ainda”. Para o governador tucano, que lidera a corrida das pesquisas para a eleição presidencial do ano que vem, a queda na atividade econômica é também reflexo da política econômica “equivocada”.
- O Banco Central continua com a taxa de juros mais altas do mundo, embora não haja risco algum no retorno da inflação. É uma política equivocada, que não ajuda a combater a inflação – disse Serra, durante a inauguração de um centro para atendimento ambulatorial exclusivo de gays e transsexuais.
Sobre a pesquisa Ibope, que o coloca na liderança da corrida eleitoral para o ano que vem, Serra disse que “é sempre bom” ter o reconhecimento nacional, mas isso ainda é precipitado falar em campanha eleitoral.
- Sempre é bom ter o reconhecimento no aspecto nacional. É gratificante, mas achar que já é fruto da corrida eleitoral é precipitado – disse Serra.
Sobre os protestos de estudantes e professores contra a presença de Policiais Militares no Campus da USP, Serra disse que o governo só está cumprindo determinação judicial.
- O governo está cumprindo ordem judicial. A reitora da USP pediu segurança na Justiça e o governo não outra alternativa que não a de cumprir a ordem judicial – disse Serra.
Durante o evento na Vila Mariana, um grupo de seis estudantes da USP tentaram mostrar faixas com dizeres contra a presença de tropas da PM na USP, mas seguranças do evento e PMs que faziam parte da equipe de segurança do governador retiraram as faixas e não permitiram que Serra as visse.

22/05/2009 - 12:56h Vox Populi: Dilma sobe, Serra cai e Ciro também

 

Fonte Blog de Josias

 

 

A sondagem é nacional. Ouviram-se 2 mil pessoas entre os dias os dias 02 e 07 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O trabalho de campo foi fechado 13 dias depois de Dilma ter anunciado, em 25 de abril, que estava às voltas com o tratamento de um câncer linfático.

Vão abaixo os resultados da pesquisa:

- Cenário 1: com Dilma (PT), Aécio (PSDB), Ciro (PSB) e Heloisa Helena (PSOL)

Ciro: 23%

Dilma: 21%

Aécio: 18%

HH: 10%

Brancos e nulos: 19%

Comparando-se com pesquisa realizada pelo Vox Populi há um ano, em maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos, Serra despencou 10 pontos e Ciro caiu 6.


- Cenário 2: Com Dilma, Ciro, José Serra (PSDB) e Heloísa Helena

Serra: 36%

Dilma: 19%

Ciro: 17%

HH: 8%

Branco e nulos: 19%

Comparação com maio de 2008: Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos; e Ciro caiu 6 pontos.


- Cenário 3: Com Dilma, Aécio e HH. Sem Ciro

Dilma: 25%

Aécio: 20%

HH: 16%

Brancos e nulos: 40%

Não há levantamento anterior para comparação.


- Cenário 4: Com Dilma, Serra e HH. Sem Ciro

Serra: 43%

Dilma: 22%

HH: 11%

Brancoa e nulos: 24%


- Cenário 5: Só Dilma e Serra

Serra: 48%

Dilma, 25%

Brancos e nulos: 37%

15/12/2008 - 14:55h Lula é aprovado por mais de 80% da população e Serra lidera para 2010

CNT/Sensus: aprovação do governo Lula é de 71,1%

LEONARDO GOY - Agencia Estado

BRASÍLIA - Mesmo já em meio às preocupações com a crise econômica, o índice de aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 71,1% neste mês, uma marca recorde em toda a série histórica da Pesquisa CNT/Sensus, que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou hoje. O levantamento é realizado desde 1998. Na pesquisa anterior, realizada em setembro, esse índice encontrava-se no nível de 68,8%.A taxa de avaliação negativa do governo manteve-se praticamente estável, caindo de 6,8% para 6,4%. A avaliação do governo Lula era regular para 21,6% dos entrevistados, ante 23,2% em setembro. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 a 12 de dezembro, junto a 2 mil pessoas em 24 Estados do País.

Em relação à percepção sobre o desempenho pessoal de Lula, a pesquisa mostra um avanço na aprovação, de um nível de 77,7%, em setembro, para 80,3% neste mês. Este é o segundo maior índice da série histórica, ficando atrás apenas do nível de 83,6% obtido pelo próprio Lula em janeiro de 2003. A desaprovação pessoal do presidente Lula caiu de 16,6% em setembro para 15,2% em dezembro.

CNT/Sensus: Serra lidera projeções para eleição de 2010

Agencia Estado
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), eventual nome tucano para disputa da eleição presidencial em 2010, continua liderando as intenções de voto, segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Além disso, os possíveis candidatos do governo – a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias; o deputado Ciro Gomes (PSB-CE); e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy aparecem apenas, no máximo, em terceiro lugar, em qualquer um dos sete cenários simulados no levantamento.

Na primeira lista, Serra lidera com 46,5% (ante 45,7% em setembro), Heloísa Helena (PSOL) aparece com 12,5%, mesmo porcentual de setembro, e Dilma tem 10,4% das intenções de voto. Ao todo, 30,6% declararam voto branco ou nulo ou não sabe/não responderam. Em outro cenário, sem Serra, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), lidera com 25,3% (ante 22,4% em setembro). Heloísa Helena tem 19,1%, com ligeira queda em relação aos 21,2% de setembro. Já Dilma aparece com 12,9% (12,3% em setembro).

Em uma terceira lista, sem Serra e sem Dilma, Aécio lidera com 47,3%. Heloísa Helena tem 13,5% e Patrus Ananias, 6,8%. Na quarta lista, com Ciro Gomes, Serra tem 44%; Heloísa Helena, 14,6%; e Ciro, 10,1%. Em um quinto cenário, novamente sem Serra, Aécio lidera com 24,3%, Heloísa Helena tem 19,2% e Ciro, 14,9%. Em uma sexta simulação, Serra aparece à frente com 45,8%; Heloísa Helena tem 13,7% e Marta Suplicy, 8,6%. Na última lista, Aécio lidera com 25,1%, Heloísa Helena tem 21,8% e Marta, 10,3%.

A CNT/Sensus também fez um levantamento espontâneo sobre as preferências do eleitorado. Na consulta sem uma lista prévia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode mais se reeleger, lidera com 20,4%. Serra aparece em segundo lugar, com 10,6%. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 a 12 de dezembro, junto a 2 mil pessoas em 24 Estados do País.

13/09/2007 - 18:49h "As ameaças de Renan" Blog de Luis Nassif

Folha e Estadão falam de supostas ameaças de Renan Calheiros a colegas senadores. Mencionam trechos da fala mas não explicam onde está a ameaça.

Folha

Estadão

“Vossa Excelência é sonegadora de R$ 1 milhão”, disse Renan (à senadora Heloisa Helena), em referência a processo que ela sofre por ter deixado de recolher imposto sobre verbas parlamentares quando era deputada estadual, nos anos 90.
Do fundo do plenário, Heloisa respondeu no mesmo tom. “Não é verdade! Não é verdade! Vossa Excelência passe água sanitária na boca antes de falar meu nome”, disse. Renan arrematou: “E Vossa Excelência passe água oxigenada na boca para falar de mim”.
Heloisa declarou, depois da sessão, que não recolheu porque verba de gabinete não é renda, e que está recorrendo no Supremo Tribunal Federal

Depois de ler seu discurso de defesa, já no fim da sessão, Renan resolveu falar de improviso e, segurando com a mão uma folha de papel, acusou Heloísa Helena de sonegar o pagamento de impostos em Alagoas.
A ex-senadora reagiu imediatamente: “Mentira, mentira!” “É, sim, sonegadora”, berrou Renan. “Você tem de passar água oxigenada na boca antes de falar de mim”, continuou o senador. “Lave a sua com água sanitária”, respondeu Heloísa, que assistiu à sessão da tribuna de honra.

Em outros dois momentos, Renan atacou senadores na linha de frente das acusações contra ele. Ao responder a Jefferson Peres (PDT-AL), que havia discursado pouco antes, disse: “Eu poderia, senador Jefferson Peres, ter contratado a Mônica Veloso como funcionária do meu gabinete. Mas preferi não fazer”, afirmou.

As intimidações continuaram. O alvo seguinte foi Jefferson Péres (PDT-AM). “Eu poderia ter contratado a Mônica (Veloso) como funcionária do meu gabinete. Mas não o fiz.” Péres ouviu calado.

Ao se referir a Pedro Simon (PMDB-RS) (…) que foi interpretada como um recado para todos os senadores. “Eu poderia ter contratado a produtora dela [Mônica Veloso] para fazer um filme e dar a conta para a Secretaria de Comunicação do Senado. Eu não fiz isso.”

Pedro Simon (PMDB-RS) também não escapou. Olhando diretamente para ele, Renan afirmou: “A Mônica Veloso tem uma produtora. Eu poderia ter contratado a produtora dela para fazer um filmete e pendurar a conta na Secretaria de Comunicação do Senado. Eu não fiz isso.” Simon ficou calado.

enviada por Luis Nassif

12/09/2007 - 20:01h “Há algo de podre no reino da Dinamarca…"

No livro de Shakespeare (vejam os tempos que vivemos, mesmo o autor é hoje uma duvida) Hamlet, após fazer a constatação estampada acima, se finge de louco e parece não compreender o que se passa no Palácio. Assim age Hamlet para sobreviver.

Alguns senadores fazem igual, posando de vestais, particularmente quando um holofote generoso se ilumina na frente de seus rostos e um microfone “camarada” se oferece ao chavão circunstancial. Outros preferem o muro, ou o segredo protetor para evitar serem “linchados” ou intimidados.

A imprensa poderá, nos próximos dias, aportar uma luz sobre o cheiro que emana de algumas das insinuações reproduzidas pelo jornalista Noblat, como o fez com as aparentemente pouco cheirosas relações do senador Renan. Para que nenhuma acusação injusta possa desmoralizar o Senado como um todo.

In duvio pro reus, e isto vale para todos.

A não ser que ela também prefira fingir, como Hamlet. Nesse caso é bom lembrar que o personagem de Shakespeare consegue eliminar seu algoz, porem sai do combate mortalmente ferido pela espada envenenada do seu inimigo.

Do Blog do Noblat

Senadora Heloísa Helena. A senhora sonegou o pagamento de impostos em Alagoas. Deve mais de R$ 1 milhão. Tenho um documento aqui que prova isso. E nem por isso eu o usei contra a senhora – disparou Renan Calheiros ao se defender da tribuna do Senado pouco antes de ser absolvido pela maioria dos seus pares.

- É mentira, mentira – gritou a presidente do PSOL sentada no meio do plenário. Pouco antes, ela subira à tribuna para atuar como advogada de acusação.

Renan não deu bola para a reação de Heloísa. Em seguida, virou-se para Jefferson Perez (PDT-AM) e comentou:

- Veja bem, senador Jefferson Perez. Eu poderia ter contratado a Mônica [Veloso, ex-amante dele] como funcionária do meu gabinete. Mas não o fiz.

Perez nada disse. Ouviu calado.

Então foi a vez do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Renan disse olhando diretamente para ele:
- A Mônica Veloso tem uma produtora. Eu poderia ter contratado a produtora dela para fazer um filmete e pendurar a conta na Secretaria de Comunicação do Senado. Eu não fiz isso.

Simon ouviu calado.

Registre-se que o clima de intimidação dos senadores começou a ser criado logo no início da sessão quando discursou o senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Ele foi o primeiro a falar.

Duas pérolas produzidas por Dornellles:
- Crime tributário não é causa para quebra de decoro.
- Amanhã, isso pode ser usado contra os senhores. Porque muitos aqui têm problemas fiscais.

Dornelles foi secretário da Receita Federal no governo de João Figueiredo, o último general-residente da ditadura de 1964. E depois foi ministro da Fazenda do governo José Sarney.