16/09/2009 - 18:46h “Bressonianas”

buainain.jpg
© Foto de Marcelo Buainain. Crianças na praia de Puri. Estado de Orissa, Índia.

Paralelamente à exposição de Henri Cartier-Bresson, outra mostra estará sendo exibida à partir de 17 de setembro no SESC Pinheiros, em São Paulo. Sob a curadoria de Eder Chiodetto, a exposição “Bressonianas” é composta pela seleção de 42 imagens de sete fotógrafos brasileiros que têm em suas obras a influência de Bresson, entre eles: Cristiano Mascaro, Flavio Damm, Carlos Moreira, Orlando Azevedo, Juan Esteves, Marcelo Buainain e Tuca Vieira. “A paixão pelo prosaico e pela fugacidade da vida são marcas profundas da obra bressoniana. Sua investigação não buscava a obtenção de fotografias grandiosas, mas sim, a descoberta da beleza e da delicadeza dos pequenos gestos cotidianos, reveladores da face humana”, define o curador da mostra Eder Chiodetto, que partiu desta premissa para conceber Bressonianas, que ocupará o espaço expositivo do 3º andar. Bressonianas. SESC Pinheiros, de 17/09 a 20/12. Terça a sexta, das 10h30 às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30. Uma extensão desta mostra paralela estará exposta na galeria externa do SESC Santana. Fonte Images&Visions

15/09/2009 - 14:41h Mostra extensa sintetiza produção de Cartier-Bresson

MARIO GIOIA da Folha de S.Paulo

São Paulo recebe amanhã a mais abrangente exposição de Henri Cartier-Bresson (1908-2004), talvez o principal nome da fotografia no século 20, cuja obra se celebrizou pelo conceito do “momento decisivo”.

Com 133 imagens, feitas entre 1926 e 1974 e que sintetizam a produção do fotógrafo francês, o Sesc Pinheiros também organiza dois debates, na sexta e no sábado, que devem questionar o “momento decisivo” como eixo da obra bressoniana.

 

Henri Cartier-Bresson/Reprodução
camus_cartierbresson.jpeg
O filósofo Albert Camus retratado pelas lentes de Henri Cartier-Bresson

 

“Nos EUA, em 1952, um livro sobre a sua obra teve como título “O Momento Decisivo”, e essa ideia se cristalizou quando se fala de Bresson, nem sempre de modo exato”, afirma Eder Chiodetto, 44, organizador da mostra e da exposição paralela “Bressonianas”, que reúne trabalhos de sete brasileiros, como Cristiano Mascaro.

“Em correspondência com editores, Bresson fala de uma imagem furtiva dentro da sua obra. Isso se aproxima mais da leitura da exposição, que vai ao encontro de um olhar humanista e da busca de uma poética cotidiana”, afirma Chiodetto.

A montagem de “Henri Cartier-Bresson – Fotógrafo” traz imagens anteriores à criação da agência Magnum por Bresson e outros quatro fotógrafos, em 1947, registros nos quais o estilo do francês já aparece.

Também são exibidas imagens de Bresson durante diversos conflitos, em especial a Segunda Guerra Mundial -ele serviu no Exército francês, foi prisioneiro e lutou na Resistência. Há também um segmento para os retratos.

Contra a modernização

Para a francesa Emmanuelle Denavit-Feller, 33, diretora do departamento cultural da Magnum, são poucos os herdeiros, de fato, do olhar bressoniano.

Ela cita o italiano Ferdinando Scianna e o francês Guy Le Querrec, ambos da agência, como renovadores da obra de Cartier-Bresson.

“Muitos se dizem continuadores da tradição dele, mas a maioria apenas banaliza o que é entendido como momento decisivo”, avalia ela.

Cartier-Bresson, em 1994, votou contra a entrada do britânico Martin Parr, que sinalizaria a modernização da famosa agência. Foi voto vencido e, depois, se dedicou mais aos desenhos e pinturas. “Hoje a agência tem uma grande pluralidade, privilegiando uma política de autoria”, diz a francesa.

HENRI CARTIER-BRESSON – FOTÓGRAFO
Quando: abertura amanhã, às 20h (convidados); de ter. a sex., das 10h30 às 21h30, e sáb., dom. e feriados, das 10h30 às 19h30; até 20/12
Onde: Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, SP, tel. 0/xx/11/3095-9400);
classificação: livre
Quanto: entrada franca
Debates: sex., 18/9, às 20h, com Jean-Luc Monterosso e Helouise Costa; sáb., 19/9, às 18h, com Gabriel Bauret e Maurício Lissovsky

15/02/2009 - 17:57h Cartier-Bresson: o olhar do século 20

O jornalista Pierre Assouline escreveu a biografia, agora lançada no Brasil pela editora L&PM, sobre o fotógrafo francês

http://coeurdejade.canalblog.com/albums/cartier_bresson/m-vin.jpg

 http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/wp-content/uploads/2008/12/henri-cartier-bresson131.jpg

 

 

 

 http://iamiam.ca/musing/wp-content/uploads/cartier-bresson-henri-jean-paul-sartre-and-jean-pouillon.jpg

Luiz Zanin Oricchio – O Estado SP

Você com certeza já deve ter visto algumas dessas imagens: Sartre na Pont des Arts, Gandhi, um casal se beijando em Paris, um garoto sorridente carregando duas garrafas de vinho na Rue Mouffetard, o rosto trágico de Edith Piaf. São de Henri Cartier-Bresson (1908-2004), sinônimo de fotografia no século 20. Contra sua vontade, ele fundou uma escola e um estilo. A teoria do “instante decisivo”, a opção pelo preto-e-branco, a Leica, a recusa ao uso do flash – tudo isso constituiu uma mitologia em torno do homem que elevou a fotografia à condição de arte (teve exposições em Nova York e no Louvre num tempo em que a fotografia era considerada apenas registro técnico). Ao mesmo tempo, com Robert Capa, fundou o fotojornalismo. Virou ícone e mito mas fez questão de manter sua vida pessoal numa zona de sombra. Seu biógrafo Pierre Assouline tenta levantar o véu de mistério que cerca esse personagem em Cartier-Bresson – O Olhar do Século, que sai agora pela L&PM (tradução de Julia da Rosa Simões, 352 págs., R$ 56).

Assouline não se contenta em fazer uma biografia convencional. Além de reconstruir a vida de Cartier-Bresson (designado, na França, pela sigla HCB), procura compreender seu processo de trabalho, entender o que faz de uma foto dele algo único, singular, inimitável. Assouline tem prática na coisa. Entre outros, já biografou personalidades como Georges Simenon, Gaston Gallimard e Hergé, o criador de Tintin. É jornalista cultural do Le Monde e mantém no ar o blog literário de maior sucesso em seu país (http://passouline.blog.lemonde.fr/), com milhares de acessos e centenas de comentários por dia. Certo, é na França, mas mesmo assim, invejável.

Compreensão implica entendimento do contexto. HCB vem de família rica. Essa contingência, independente da vontade do sujeito pois ninguém escolhe o berço em que nasce, pode conduzir à soberba, à indiferença ou a nada disso. Já a riqueza do jovem Henri fazia-o sentir culpa em relação às classes desfavorecidas. Menino, recortou do jornal L?Echo de Paris o artigo intitulado De Onde Vem o Dinheiro? e o pregou em cima do espelho, para vê-lo todas as manhãs. A culpa é elemento importante na motivação, ensinou Freud (”Não é a fé, é a culpa que remove montanhas”, dizia).

Isso pode em parte explicar a escolha de temas, mas de onde vem a “estética” das fotos de HCB, sua incomparável noção de volume, os retratos famosos, instantâneos que parecem resumir toda uma vida dos fotografados? Nesse caso é preciso lembrar que a primeira vocação de Cartier-Bresson foi a pintura – ele ama Cézanne, em particular. Mas também a literatura, tendo Proust como guia de toda a vida. “São suas verdadeiras referências culturais”, escreve Assouline. “São seus ?fotógrafos? de cabeceira.” O jovem Henri cuida também da parte “técnica” e se matricula na escola de André Lothe, onde trabalha a pintura e, em especial, o desenho. Vai com regularidade ao Louvre e copia obras dos mestres. De Lothe apanha o “vírus” da geometria. Adota como seu o lema da Academia de Platão: “Quem não for geômetra, não entre.”

O curioso é que, na composição da personalidade de HCB, o espírito de geometria tenha de se afinar com o que parece ser seu oposto – a convivência com Breton e Aragon, e portanto com o surrealismo, seu flerte com o inconsciente, o acaso e o desejo. Dessas exigências contrárias ele tira a síntese que seria a grande lição de Lothe: não existe liberdade sem disciplina. Na verdade, o que acontece nesses anos de formação é menos a aquisição de uma técnica ou o aprendizado de um ofício do que a formação de um olhar. Olhar que, por sua vez, encontra na flexibilidade de um aparelho fotográfico alemão o seu veículo perfeito. Esse é um dos casamentos do século: HCB e a sua Leica.

União que poderia ser menos fértil caso HCB fosse um artista de gabinete. Pelo contrário, ele se mostrou viajante incansável, tendo morado em vários países. Além disso, buscou sempre fazer-se presente onde as coisas aconteciam, ou poderiam acontecer. Esteve na guerra civil na Espanha, foi feito prisioneiro durante a 2ª Guerra Mundial, escapou e assistiu à Liberação de Paris. Registrou, com terror, a caça aos colaboracionistas. Estava na Índia quando Gandhi foi assassinado e foi dos últimos a vê-lo com vida. Em contato com o inesperado da experiência, era insuperável na escolha daquele momento único no qual o obturador deve ser disparado para captar uma imensidão de vida em uma fração dela. Toda a arte da fotografia está na escolha desse momento, que HCB definiu como o “instante decisivo”. Por isso, um dos seus personagens, Sartre, pôde defini-lo como “o homem que fotografou a eternidade”.

Em tempo: o próprio Henri Cartier-Bresson odiava ser fotografado. Só deixou sua imagem ser captada em raras e especiais ocasiões.

http://4.bp.blogspot.com/_mmP80g0QO-U/SK8RCH6u2VI/AAAAAAAADYU/rJ09fCN-gKY/s400/HenriCartierBresson.jpg

”Tive toda a liberdade, esse era nosso pacto”

Assouline fala sobre seu biografado, de quem foi amigo

Luiz Zanin Oricchio


Você é biógrafo e era amigo de Cartier-Bresson. Essas duas condições não se contradizem?

Não há contradição, mas complementariedade. Eu tinha toda a liberdade e jamais refreei meu espírito crítico. Caso contrário eu não poderia escrever e teria renunciado ao projeto. Era nosso pacto.

No fim do volume você escreve que o livro é produto de cinco anos de conversas, correspondência, pesquisas, etc. Como organizou o material?

Exatamente da mesma maneira que as outras nove biografias que escrevi. Recolhi material durante alguns anos e, em seguida, coloquei tudo no chão, olhei as peças do quebra-cabeça, ajeitei-as e escrevi.

Duas reaparições constantes na vida de HCB, que fazem pensar no “rosebud”, de Welles: a frase “de onde vem o dinheiro” e sua faca de estimação Opinel.

A frase é seu rosebud escrito, Opinel, seu rosebud objeto. Isso guiou sua vida. A frase o influenciou porque ele era complexado pelo fato de ser filho de família rica.

A trajetória de HCB parece surpreendente – da pintura à foto e da foto de volta à pintura. Como compreendê-la ?

Nem tão surpreendente assim, porque se trata menos da pintura do que do desenho. Ele formou seu olhar de fotógrafo no Louvre e na Academia Lothe. O importante não é nem o material e nem a técnica. É o olhar.

Em todo caso, essa formação parece bastante paradoxal: da pintura (da educação com Lothe, vem o senso de geometria e a admiração por Piero della Francesca); da convivência com os surrealistas, o trabalho com o inconsciente, o amor pelo acaso, etc. Como conciliar tudo isso?

O surrealismo é a sua juventude. A geometria é seu ser profundo. É o ying e o yang, o surrealismo e a geometria. Ele é produto dos dois. Da loucura na razão, a emoção que corrige a regra, é isso a irrupção permanente do surrealismo em seu espírito de geometria. Pode-se mesmo dizer, em alusão a Pascal, que HCB é o encontro entre o espírito de fineza e o espírito de geometria.

HCB era um viajante, cobriu guerras, esteve em vários países em momentos importantes como o assassinato de Gandhi, por exemplo. Você o imagina fora do contexto de um século tão violento e cheio de contradições como o século 20?

Não imagino. Eu o tomo como ele é e no tempo em que ele viveu. Imaginar um outro HCB seria da ordem da ficção científica.

Alguns aspectos técnicos são interessantes em sua carreira. Por que o preto-e-branco e não as cores? Por que a Leica e não outra câmera?

Abaixo a técnica! O preto-e-branco correspondia à sua sensibilidade. Quanto à Leica, era o aparelho que melhor correspondia, por sua leveza, sua manejabilidade, sua discrição, ao seu desejo de ser repórter.

A teoria do instante decisivo, o preto-e-branco, etc. – para HCB tudo isso diz respeito a uma estética ou a uma ética da imagem.

Uma somada à outra.

Entre as viagens de HCB notei a ausência de América Latina, com exceção de Cuba. Por quê?

Uma vida não é suficiente para esgotar o mundo. Ele era europeu antes da guerra. Com uma longa permanência no México. Em seguida, voltou-se para a Ásia.

As relações de HCB com o cinema são muito interessantes, em especial sua colaboração com Jean Renoir. Por que ele não seguiu esse caminho?

Porque ele compreendeu que seria melhor fotógrafo que cineasta. A foto é o individualismo, a solidão, a liberdade. O cinema é o coletivo, o grupo, o peso.

Muitas vezes os biógrafos tentam esgotar o assunto. Notei que você preserva um lado “misterioso” de HCB…

Concordo plenamente. Guardemo-nos da tentação de tudo explicar.

Por que as biografias e como explica o sucesso de seu blog sobre literatura?

Em relação ao blog é a fidelidade dos leitores a um blog que, por sua vez, lhes é fiel porque temos um encontro marcado em torno de um novo artigo a cada dia. E depois há a questão da credibilidade. Quanto ao porquê da biografia, eu precisaria escrever um tratado para lhe responder. Tenho uma nova biografia em preparação, sobre um personagem em relação ao qual ninguém pensa e com uma forma que pretende revolucionar o gênero…

22/08/2008 - 17:31h Centenário de Cartier-Bresson é celebrado nesta sexta

O fotógrafo Henri Cartier-Bresson, um dos grandes mestres da fotografia, completaria cem anos nesta sexta-feira se estivesse vivo.

da Folha Online

Charles Platiau/Reutercartier_bresson.jpg

 

 

 

Fotógrafo Henri Cartier-Bresson nasceu em 22 de agosto de 1908 e morreu no dia 2 de agosto de 2004

 

 

 

 

“Shangaï 1949″ HENRI CARTIER-BRESSON

© Henri Cartier-Bresson / Courtesy Agathe Gaillard


Bresson nasceu em 22 de agosto de 1908 em Chanteloup, no departamento de Seine-et-Marne, apesar de ter sido concebido em Palermo, na Sicília, segundo biografia da Fundação Henri Cartier Bresson.Desde muito cedo, o francês se interessou por artes, em especial pintura e certos aspectos do surrealismo. Ele estudou a arte com André Lhote.

Em 1931, Bresson tirou suas primeiras fotografias durante o período de um ano que viveu na Etiópia. Depois, retornou à Europa e expôs em Madri, Espanha, e em Nova York, nos Estados Unidos.

Bresson viaja ao México em 1933 em uma missão etnográfica. Depois ele viaja para os Estados Unidos e ingressa também no cinema.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Bresson foi preso pelos nazistas e participou da Resistência Francesa. Depois da guerra, o fotógrafo passou cerca de um ano nos Estados Unidos e, após este período, fundou com Robert Capa, David Seymour, William Vandivert e George Rodger a agência Magnum em 1947.

Em seguida, ele fotografou eventos como a morte de Gandhi, a China nos útimos meses do Kuomitang, o início da República Popular da China e a luta pela independência na Indonésia.

Bresson voltou à Europa em 1952, já reconhecido. Mas, não ficou por muito tempo sem viajar. Ele foi à Índia, China, Japão e União Soviética nos anos seguintes. Depois de 1974, ele se concentrou em desenhar e expor seus trabalhos.

Em 2000, estabeleceu a fundação que leva seu nome. O fotógrafo morreu em 2 de agosto de 2004, em Montjustin, em Provença, na França.

22/08/2008 - 17:15h Henri Cartier-Bresson e Paulinho da Viola

Pescado no Blog Bebopping around

cartier-bresson_italy.jpg

A razão porque mando um sorriso
E não corro
É que andei levando a vida
Quase morto
Quero fechar a ferida
Quero estancar o sangue
E sepultar bem longe
O que restou da camisa
Colorida que cobria minha dor
Meu amor eu não esqueço
Não se esqueça por favor
Que eu voltarei depressa
Tão logo a noite acabe
Tão logo esse tempo passe
Para beijar você

(Paulinho da Viola)

16/03/2008 - 15:35h A venda

logo_arte_foto.jpg

Diane Arbus, Girl in a watch cap
(Nova Iorque, 1965)

A leiloeira Christie`s preparou cinco grandes vendas de fotografia para o mês de Abril. Vão estar representados muitos dos grandes nomes da imagem fotográfica do século XX e há uma cereja em cima do bolo: um leilão dedicado apenas a livros de fotografia.

Robert Frank, The Americans, Nova Iorque, 1959

#Livros de Fotografia (10 de Abril) A Christie`s diz que é “provavelmente a melhor” colecção de livros de fotografia alguma vez colocada em leilão. Todas as obras vieram de uma colecção privada e estão em excelente estado de conservação. Para além disso, acrescenta a leiloeira, muitos deles estão autografados ou anotados pelos autores. Entre as obras mais relevantes há, por exemplo, The Decisive Moment, (Henri Cartier-Bresson, Nova Iorque, 1952, entre 20 e 30 mil dólares), uma primeira edição de Paris de nuit (Brassai, 1933, com dedicatória para Andre Kertesz, entre 30 e 50 mil) ou uma primeira edição de The Americans (Robert Frank, Nova Iorque, 1959, entre 10 e 15 mil).

Diane Arbus, Boy with a straw hat waiting to march in pro-war parade
(Nova Iorque, 1967)

#Fotografias da colecção de Bruce e Nancy Berman (10 de Abril)
Este leilão foi dividido em três sessões. A primeira terá apenas fotografias de Diane Arbus (51 lotes), onde estão incluídas, por exemplo, Boy with a straw hat waiting to march in pro-war parade (Nova Iorque, 1967, entre 25 e 35 mil) e Girl in a watch cap (Nova Iorque, 1965, entre 20 e 30 mil).

Helmut Newton
(Central Park West, Nova Iorque, 1976)

#Fotografias da colecção de Gert Elfering (10 de Abril)
É uma colecção que mostra um “olho único” e uma grande “sensibilidade”, garante a Christie`s que chama também a atenção para a qualidade do catálogo que foi preparado para esta venda. Ao todo haverá 140 lotes à disposição dos compradores num venda que deverá render entre 2 e 3 milhões de dólares.

Ansel Adams
(Aspens, Novo México, 1958)

#Fotografias de Ansel Adams (11 de Abril)
Leilão integralmente dedicado a uma colecção de fotografias de Ansel Adams proveniente da Califórnia. Algumas impressões estão classificadas como “mural-size”, como Clearing Winter Storm (Yosemite, 1944, entre 250 e 350 mil dólares). A leiloeira espera que os 122 lotes possam render entre 3 e 5 milhões de dólares.

Lisette Model, Woman with veil
(São Francisco, 1949)

#Fotografias de vários autores (11 de Abril)
Conjunto de fotografias desde o início do século XX até ao presente. Entre os autores representados destaque para Edward Weston, Irving Penn, Diane Arbus, Dorothea Lange, Robert Mapplethorpe, Henri Cartier-Bresson e Brassai. A Christie`s chama a atenção para duas obras-primas de Irving Penn que “mostram duas facetas distintas do seu trabalho”: uma fotografia que foi capa da Vogue em 1950 e o trabalho Cuzco Children, 1948.

03/10/2007 - 15:25h Imagens de traseiros ganham mostra em Madri

Imagens de traseiros ganham uma curiosa mostra em Madri (Espanha)
Imagens de traseiros ganham
uma curiosa mostra em Madri (Espanha)

da BBC Brasil

Os traseiros viraram arte na Espanha. Uma exposição em Madri mostra, em 67 fotografias, a visão de grandes artistas internacionais sobre uma das partes mais admiradas da anatomia humana.

Há nádegas sedutoras, vulgares, simpáticas e eróticas. Há nádegas flácidas e em curvas generosas, como as de Marylin Monroe e Jennifer López, ou de prostitutas das ruas de Barcelona e de Paris nos anos 50.

São retratos sem face na maioria dos casos. Daí o nome da exposição: “Ocultos”, organizada pela espanhola Fundação Canal, que será aberta ao público a partir de hoje.

Nas fotos de Robert Capa e Henry Cartier Bresson, os traseiros prestam tributo à mulheres anônimas. Prostitutas mostram corpos descuidados, em imagens eróticas e melancólicas.

Diante das lentes de Eve Arnold, Marylin Monroe (de corpo inteiro) surge nua com um roupão caído sobre uma cadeira. O mais famoso de todos os traseiros da mostra.

Para Salvador Dalí, a nudez feminina se traduz em outras formas da anatomia humana. Corpos amontoados compõem um balé em movimento.

Mas há também fotografias onde a nudez é mais natural, como as das tribos indígenas. Ou menos evidente. Como as de torsos masculinos e femininos em biquíni.

Segundo a Fundação Canal, a mostra é a primeira dedicada exclusivamente aos traseiros. As fotografias selecionadas foram feitas do início do século 20 até os dias de hoje. A exposição ficará em cartaz em Madri até o dia 6 de janeiro de 2008, na sede da Fundação.