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	<title>Blog do Favre &#187; hillary</title>
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		<title>EUA e Brasil em lua-de-mel, mas sem álcool</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 13:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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foto de capa do caderno especial do jornal Valor

clique na imagem para ampliar 

Patrick Brock, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR
Numa reunião na Câmara de Comércio de Nova York, em 2 de novembro de 1863, o pastor James Cooley Fletcher se desdobrou para convencer os empresários locais sobre a importância de estreitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/eua-e-brasil-em-lua-de-mel-mas-sem-alcool/10166/" rel="attachment wp-att-10166" title="lula_seminario_wsjvalor.jpg"></a></p>
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foto de capa do caderno especial do jornal Valor</em></font></a></div>
<div align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/brasil_usa.jpg" title="brasil_usa.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/brasil_usa.jpg" alt="brasil_usa.jpg" width="555" height="189" /></a></div>
<div align="center"><font size="1"><em>clique na imagem para ampliar </em></font></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99">Patrick Brock, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR</p>
<p>Numa reunião na Câmara de Comércio de Nova York, em 2 de novembro de 1863, o pastor James Cooley Fletcher se desdobrou para convencer os empresários locais sobre a importância de estreitar os laços com o Brasil, segundo registro de um jornal da época. Acompanhado dos diplomatas brasileiros Joaquim de Azambuja e Luis Fleury, que traziam uma elogiosa carta da Câmara de Comércio do Rio de Janeiro, Fletcher, um entusiasmado brasilianista, celebrava o início da primeira rota direta de vapores entre as duas principais cidades das jovens nações, Rio de Janeiro e Nova York.</p>
<p>Da pequena frota de vapores subsidiados pelos governos dos dois países, as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos evoluíram desde então para uma balança comercial de pouco mais US$ 53 bilhões em 2008, com saldo positivo de US$ 1,8 bilhão para o Brasil. O diálogo transnacional também passou para esferas muito mais altas e hoje o Brasil é considerado pelos EUA como um importante parceiro no desenvolvimento de relações multilaterais, dizem especialistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi apenas o terceiro chefe de Estado a ser recebido pelo presidente americano Barack Obama, e o primeiro da América Latina, em um encontro sábado na Casa Branca.</p>
<p>Não há nenhum Fletcher hoje pressionando o governo americano a melhorar o relacionamento com o Brasil, mas o momento atual é favorável, segundo vários especialistas. Embora ainda ocorram embates sobre questões comerciais, há boas perspectivas de cooperação em áreas como combate ao tráfico de drogas, mudanças climáticas e relações multilaterais. O governo Obama também tem sinalizado um posicionamento mais flexível em relação a Cuba, o que provavelmente agradaria o governo Lula. Além disso, o Brasil é visto como um país que desfruta de boas relações na América Latina de maneira geral, o que pode ajudá-lo a servir de ponte para um novo diálogo entre os EUA e a região, dizem os especialistas. Após uma reunião com Lula sábado, Obama disse que pretende usar o relacionamento com o Brasil para reforçar os laços com a América Latina.</p>
<p>É claro que a grandiosidade da crise econômica nos EUA e no mundo, e os conflitos no Iraque e no Afeganistão podem dificultar que o governo de Obama dê prioridade à América Latina em sua agenda internacional num futuro próximo, diz o cientista político Riordan Roett, da Universidade Johns Hopkins. &#8220;A atitude atual é benigna, mas a escalada da violência no México, fruto da guerra contra o narcotráfico, o policiamento da fronteira com esse país e os efeitos da queda nas remessas de imigrantes devem ganhar mais destaque na agenda do governo Obama&#8221; em se tratando de relações com a América Latina, diz Roett, que recebeu em 2000 a medalha da Ordem de Rio Branco das mãos de Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>O convite de Obama para Lula visitar Washington também é um bom sinal, diz Roett, para quem a cooperação entre os dois países no contexto atual é muito mais abrangente do que as questões bilaterais, especialmente com o papel preponderante do Brasil na construção de mecanismos multilaterais. &#8220;Se Obama quiser ativar a Rodada Doha, vai precisar do Brasil.&#8221; Brasil e EUA se reúnem novamente no início de abril, na conferência do G-20 em Londres, e em 17 de abril para a V Cúpula das Américas, em Port of Spain, Trinidad e Tobago.</p>
<p>Segundo Luiz Alberto Moniz Bandeira, professor aposentado de política exterior do Brasil da Universidade de Brasília, os dois países &#8220;não podem deixar de se considerar, (pois) são as duas maiores massas geográficas, demográficas e econômicas do continente&#8221;. Moniz aponta também a diminuição na importância dos EUA para as exportações brasileiras, que passaram a ser dominadas pela União Europeia e países emergentes. &#8220;O Brasil quer se aproximar dos EUA apenas na medida em que os EUA queiram se aproximar do Brasil&#8221;, diz Moniz.</p>
<p>Em entrevista coletiva em 25 de fevereiro, logo após se reunir em Washington com Hillary Clinton, o chanceler Celso Amorim disse que uma prioridade para reativar as negociações multilaterais para o comércio mundial é a confirmação pelo Congresso do indicado para o cargo de representante comercial dos EUA, Ron Kirk. A nomeação ainda está pendente, enquanto pesam sobre Kirk questões relativas a sua declaração de renda.</p>
<p>&#8220;O diálogo entre os dois governos realmente evoluiu nos últimos anos e acredito que o governo Obama continuará desenvolvendo isso&#8221;, diz Julia E. Sweig, diretora de estudos latino-americanos do Council on Foreign Relations, um centro de pesquisas que tem sede em Nova York e se descreve como não-partidário e independente. A política comercial entre os dois países, contudo, ainda &#8220;não foi bem resolvida&#8221;. Embora haja muito interesse no Brasil, diz Sweig, especialmente em relação às recentes descobertas petrolíferas e à indústria do etanol, a falta de conhecimento aprofundado sobre o país pode ser um obstáculo para as relações entre os dois países. &#8220;O pessoal da política exterior (do governo Obama) está preocupado com México, Cuba e, em terceiro lugar, o Brasil. Mas ainda existe um grande déficit de conhecimento sobre o Brasil e como dialogar com o país em meio à classe política em Washington&#8221;, diz.</p>
<p>Questões comerciais também se interpõem entre os dois países. Um dos pontos de debate é a tarifa de US$ 0,14 por litro de álcool combustível importado do Brasil nos EUA. Ela foi mantida na legislação agrícola aprovada em 2008 e está em vigor até o fim de 2010. A demanda por álcool combustível nos EUA vem crescendo, mas o país tem sua própria produção, à base de milho, e os produtores locais têm bastante influência em Washington.</p>
<p>&#8220;Barack Obama quer expandir a produção de energia renovável na América Latina de uma maneira que promova a auto-suficiência e crie mais mercados para fabricantes e produtores americanos de biocombustíveis&#8221;, diz o plano para a América Latina divulgado ano passado pelo então candidato. Obama reafirmou sua posição ao dizer após a reunião com Lula que o etanol é um &#8220;tema tenso&#8221; entre os dois países, que não vai mudar de um dia para o outro.</p>
<p>Joel Velasco, representante-chefe para a América do Norte da União da Indústria de Cana-de-Açúcar do Brasil (Unica), tem esperança de que políticos contrários à tarifação apresentem novas emendas que modifiquem a legislação agrícola. Velasco diz que os senadores e deputados das regiões costeiras tendem a apoiar a redução da tarifa, já que não produzem etanol e geralmente são obrigados a pagar mais caro pelo produto. Ele cita como favoráveis à redução da tarifa os senadores republicanos Richard Lugar e Judd Gregg.</p>
<p>Representantes dos senadores confirmaram que eles apoiam a redução da tarifa, mas disseram que no momento não há planos de introduzir nova legislação. Gregg chegou a apresentar em junho do ano passado um projeto de lei para reduzir a tarifa para US$ 0,12 por litro, sob o argumento de que a medida baixaria o preço da gasolina &#8211; na época o barril de petróleo estava acima de US$ 140, enquanto agora flutua na casa dos US$ 40. O projeto acabou morrendo no Congresso.</p>
<p>Gregg tinha sido indicado para ocupar a Secretaria de Comércio, um cargo que vem rendendo dor de cabeça a Obama, mas acabou desistindo sob a alegação de que havia &#8220;diferenças irresolúveis&#8221; com a política do novo presidente. O cargo em questão ainda está vago e Obama indicou recentemente o ex-governador do Estado de Washington Gary Locke, que aguarda confirmação.</p>
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		<title>Obama e Lula discutem ação anticrise e tensão comercial</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 13:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Líderes falam em traçar uma estratégia conjunta para reunião do G20, em abril
Presidente americano não se compromete a levantar barreiras sobre o álcool do Brasil e diz que tensão não acabará &#8220;da noite para o dia&#8221;
SÉRGIO DÁVILA &#8211; FOLHA SP
DE WASHINGTON
No primeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama, no Salão Oval [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp15032009.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp15032009.jpg" width="222" height="385" /></a></div>
<p><strong><br />
Líderes falam em traçar uma estratégia conjunta para reunião do G20, em abril</strong></p>
<p><strong>Presidente americano não se compromete a levantar barreiras sobre o álcool do Brasil e diz que tensão não acabará &#8220;da noite para o dia&#8221;</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">SÉRGIO DÁVILA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DE WASHINGTON</p>
<p>No primeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama, no Salão Oval da Casa Branca, os presidentes falaram em traçar estratégia conjunta contra a crise econômica a ser apresentada na reunião do G20, em abril em Londres. Criticaram ainda a recente onda de protecionismo e prometeram avançar a agenda comum de biocombustíveis, apesar da negativa do americano em levantar barreiras tarifárias ao álcool brasileiro por ora.<br />
Obama convocou o economista-chefe da Casa Branca, Lawrence Summers, para participar da parte ampliada do encontro, que no total durou cerca de duas horas, o dobro do tempo inicialmente previsto. O democrata defende uma ação global coordenada contra a recessão mundial atual.<br />
A aliança entre o país mais rico do mundo e a maior economia da América Latina em torno da crise marca um novo grau na relação bilateral e o início oficial do trato entre os dois líderes, que até ontem não se conheciam pessoalmente.<br />
&#8220;Pretendemos ter uma série de reuniões em nível ministerial nos próximos dias e semanas&#8221;, disse Obama, sobre o G20 (maiores economias do mundo), &#8220;para coordenar nossas atividades para fortalecer o crescimento econômico global&#8221;. Em encontro posterior com jornalistas brasileiros na sede da Embaixada do Brasil, Lula confirmaria a parceria.<br />
&#8220;Foi muito importante a proposta de Obama para constituirmos um grupo de trabalho Brasil-EUA a fim de preparar um trabalho conjunto na reunião do G20&#8243;, disse.<br />
Nos próximos dias, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, além de outros representantes do alto escalão dos dois governos, se encontrarão a fim de fazer um esbolo de plano de ação, que envolve, de acordo com Lula, regulação financeira e ações de estímulo fiscal.</p>
<p><strong>Divergência</strong><br />
Num clima bem-humorado, em que ambos os líderes fizeram e ouviram brincadeiras, Lula e Obama pareceram concordar apenas sobre a crise. Ambos defenderam posições conflitantes em relação a medidas protecionistas e barreiras impostas ao álcool brasileiro nos EUA. Obama reconheceu que a questão do biocombustível &#8220;tem sido um ponto de tensão entre os dois países&#8221;.<br />
&#8220;Isso não vai mudar da noite para o dia, mas eu acho que conforme nós continuemos a desenvolver as ideias, o comércio, a negociação em torno da questão do biodiesel, com o tempo essa fonte de tensão pode ser resolvida.&#8221;<br />
Já Lula respondeu que não entendia como um combustível poluente como o petróleo não era taxado, mas uma fonte limpa como o álcool brasileiro era. &#8220;Mas não espero uma resposta imediata, isso é um processo&#8221;, disse o brasileiro, para emendar com um convite para que seu colega norte-americano andasse num carro de tecnologia flex quando visitasse o Brasil -viagem que o democrata confirmou que pretende fazer em breve. Obama respondeu que seu carro já era flex.<br />
&#8220;Mas um dos problemas aqui nos EUA é que não temos postos suficientes com biocombustíveis, mas essa é a razão pela qual temos de mudar o sistema de distribuição aqui.&#8221;<br />
Os EUA aplicam tarifa de US$ 0,54 por galão (cerca de 3 litros) de álcool brasileiro, o que inibe a entrada do produto. Brasil e EUA produzem 70% do álcool mundial. As exportações brasileiras de álcool somaram 5,16 bilhões de litros em 2008 -45,7% mais que 2007. O maior comprador foram os EUA -2,8 bilhões de litros.<br />
Sobre protecionismo, Obama defendeu a medida &#8220;Buy American&#8221; (compre produtos americanos, em tradução livre), aprovada recentemente pelo Congresso, dizendo que sua equipe trabalhou para que a emenda não violasse as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).<br />
&#8220;Tenho certeza de que o presidente Lula vai dar passos semelhantes no Brasil para assegurar que não estamos retrocedendo no quesito do comércio mundial&#8221;, afirmou. Lula disse que os países estiveram muito próximos da conclusão da Rodada Doha de liberalização de comércio, mas &#8220;questões eleitorais nos EUA&#8221; atrapalharam.<br />
Lula é o primeiro latino-americano a ser recebido na Casa Branca desde a posse de Obama, em janeiro, e o terceiro líder mundial, depois dos primeiros-ministros Taro Aso (japonês) e Gordon Brown (britânico). Nos últimos dias, assessores obamistas chamaram o país de &#8220;parceiro global&#8221;.<br />
O brasileiro chegou à Ala Oeste da Casa Branca às 10h56 locais (11h56 de Brasília). Na comitiva, estavam os ministros Amorim, Dilma Rousseff (Casa Civil), o assessor Marco Aurélio Garcia e o embaixador Antonio Patriota. Eles participaram no salão Roosevelt da parte ampliada da reunião, que durou 50 minutos. Do lado americano, além de Summers, estavam o assessor de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês), James Jones, um de seus vices, Mike Donilon, o número 2 do Departamento de Estado, James Steinberg, e o responsável pela América Latina do NSC, Dan Restrepo.<br />
A meia hora seguinte os dois passaram no Salão Oval, o escritório presidencial, onde conversaram na presença dos intérpretes. Nos 40 minutos finais, os jornalistas entraram. De lá, o anfitrião levou Lula até a saída no jardim das Rosas.</p>
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		<title>Lula encontra Obama e anuncia ação conjunta para cúpula do G20</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 12:38:57 +0000</pubDate>
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Brasil e EUA vão constituir grupo com objetivo de apresentar plano na reunião que discutirá saídas para a crise

&#160;
Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP
&#160;


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Os presidentes Barack Obama e Luiz Inácio Lula da Silva vão constituir um grupo formado por Estados Unidos e Brasil para apresentar um plano de ação na reunião do G20, [...]]]></description>
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090315/img/capadodia.jpg" width="267" height="472" /></div>
</h3>
<p><strong>Brasil e EUA vão constituir grupo com objetivo de apresentar plano na reunião que discutirá saídas para a crise</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Patrícia Campos Mello, WASHINGTON &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Os presidentes Barack Obama e Luiz Inácio Lula da Silva vão constituir um grupo formado por Estados Unidos e Brasil para apresentar um plano de ação na reunião do G20, que vai discutir saídas para a crise mundial no dia 2 de abril, em Londres. &#8220;Foi muito importante a proposta de Obama para constituirmos um grupo Brasil-EUA para preparar um trabalho conjunto na reunião do G20&#8243;, disse Lula ontem, em entrevista coletiva, após o encontro que teve com o presidente americano na Casa Branca.</p>
<p>Segundo Lula, o grupo vai unir Brasil e Estados Unidos para debater que tipo de regulamentação financeira será necessária, como serão reconstituídos os fluxos de crédito internacional e como aportar mais recursos em instituições multilaterais para financiar os países em desenvolvimento.</p>
<p>Apesar de declarar a aliança com os EUA para o G20, Lula mostrou ter algumas divergências em relação à abordagem americana e voltou a dizer que os EUA são os maiores responsáveis pela crise financeira global. &#8220;A crise econômica surgiu no coração dos países ricos, eles têm a responsabilidade de achar saídas. Os Estados Unidos sabem que têm mais responsabilidade&#8221;, declarou.</p>
<p>Lula, Obama e suas comitivas se reuniram por quase duas horas para discutir a crise econômica mundial, o problema do protecionismo, biocombustíveis e as relações dos Estados Unidos na América Latina.</p>
<p>A comitiva de Lula chegou às 10h56 à Casa Branca, para o encontro que começou pontualmente às 11h. Ele foi o primeiro presidente latino-americano a se encontrar com o novo presidente americano.</p>
<p>No lado brasileiro, participaram da reunião a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), o embaixador Antonio Patriota, o assessor para Assuntos Internacionais Marco Aurélio Garcia e a chefe de gabinete de Amorim, Maria Laura. No lado americano, James Steinberg, subsecretário de Estado; general James Jones, titular no Conselho de Segurança Nacional; Thomas Donilon, vice no Conselho; Dan Restrepo, assessor para assuntos de Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional; e Larry Summers, presidente do Conselho de Assessores Econômicos.</p>
<p>Lula comemorou a união com os EUA para encontrar soluções anticrise, mas manifestou ter posições diferentes das apresentadas até agora pelo governo americano. Ele defendeu, por exemplo, a nacionalização dos bancos como parte da solução da crise. &#8220;Aqui nos Estados Unidos falar a palavra estatização, nacionalização, é uma coisa difícil, mas concretamente precisamos fazer o dinheiro voltar ao mercado&#8221;, disse. &#8220;Se o povo não acredita no atual sistema financeiro, quem pode dar solução se não o Estado?&#8221; Ele também fez uma crítica aos resgates dos bancos. &#8220;A solução da crise não é a gente ficar dando dinheiro para os bancos.&#8221;</p>
<p>Na frente de Obama, Lula também se disse preocupado com o fato de os Estados Unidos estarem aumentando muito seu endividamento e reduzindo o crédito disponível para os países emergentes. &#8220;Isso terá de ser discutido no G20.&#8221;</p>
<p>O presidente americano quer ter o Brasil como aliado nas discussões anticrise do G20 em Londres. Os EUA defendem um pacote de estímulo coordenado entre os países do grupo. Já a Europa quer dar prioridade para uma maior regulamentação transacional do sistema financeiro, medida que agrada também ao Brasil. &#8220;Não podemos abrir mão de regulamentação financeira e vamos discutir a dimensão dessa regulamentação no G20&#8243;, disse Lula. Obama e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, defendem um aumento substancial dos recursos do FMI para que o fundo possa auxiliar economias em crise, como as do Leste Europeu, e viabilizar um estímulo fiscal global. Os EUA aumentariam sua contribuição para o FMI, mas esperam que outros países, entre eles Brasil, China e Índia, façam o mesmo.</p>
<p>Os dois presidentes se comprometeram a combater o protecionismo, mas jogaram um balde de água fria no avanço do comércio mundial. &#8220;Nosso objetivo é que pelo menos não haja retrocesso (no comércio)&#8221;, disse Obama, comentando o protecionismo. &#8220;Será difícil para nós concluirmos uma série de tratados de comércio em meio a uma crise econômica.&#8221; Obama afirmou que a secretária de Estado, Hillary Clinton, e Celso Amorim vão se encontrar para discutir formas de combater o protecionismo.</p>
<p><strong>FRASES</p>
<p>Luiz Inácio Lula da Silva</strong><br />
Presidente do Brasil</p>
<p>&#8220;A crise econômica surgiu no coração dos países ricos, eles têm a responsabilidade de achar saídas. Os Estados Unidos sabem que têm mais responsabilidade&#8221;</p>
<p>&#8220;A solução da crise não é a gente ficar dando dinheiro para os bancos&#8221;</p>
<p><strong>Barack Obama</strong><br />
Presidente dos EUA</p>
<p>&#8220;Nosso objetivo é que pelo menos não haja retrocesso (no comércio)&#8221;</p>
<p>&#8220;Será difícil para nós concluirmos uma série de tratados de comércio em meio a uma crise econômica&#8221;</p>
<p><strong>THE NEW YORK TIMES</strong></p>
<p>A versão online do jornal reproduziu, com texto de agências de notícias, Lula dizendo que Obama está &#8220;convencido&#8221; de que o encontro do G20 no mês que vem &#8220;pode resolver a crise econômica&#8221;. O jornal contou a brincadeira de Lula com Obama quando disse que não gostaria de estar na posição do americano. O texto termina falando do desejo manifestado por Obama de conhecer o Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>CLARÍN X</strong></p>
<p>O jornal argentino trouxe a seguinte manchete em sua versão online: &#8220;Lula se encontra com Obama e defende que não se perca tempo apontando culpados&#8221;. O texto destacou a afirmação do brasileiro sobre a necessidade de os países buscarem uma solução para a crise no encontro do G-20. A reportagem tratou ainda da declaração de Lula sobre a &#8220;responsabilidade histórica&#8221; de Obama.</p>
<p><strong>EL PAIS</strong></p>
<p>O jornal espanhol destacou declaração de Obama de que os EUA &#8220;têm muito a aprender com o Brasil&#8221; no campo de energias renováveis. O texto fala do convite de Lula a Obama para que conheça um carro flex quando vier ao Brasil. &#8220;Viagem que o presidente americano disse que pretende fazer em breve&#8221;, destaca. A reunião, completou o jornal, &#8220;foi descontraída e com brincadeiras dos dois lados&#8221;.</p>
<p><strong>BBC</strong></p>
<p>O serviço online da inglesa BBC trouxe Lula pedindo a atenção de Obama para os &#8220;riscos&#8221; do protecionismo. A reportagem informa que o brasileiro defendeu ainda uma ação contra crise no encontro do G-20. O texto destaca que Lula foi um dos primeiros líderes internacionais a visitar Obama na Casa Branca, concluindo: &#8220;Um indicativo do crescimento da importância do Brasil na cena internacional.&#8221;</p></div>
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		<title>&#8220;La capacidad de hacer el mal que tiene el periodista es devastadora&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 16:39:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[REPORTAJE: MAESTROS DEL PERIODISMO Jean Daniel Fundador de &#8216;Le Nouvel Observateur&#8217;
JUAN CRUZ &#8211; El País
Jean Daniel tiene su estudio lleno de fotografías, y entre todas destaca las que guarda de su maestro, Albert Camus, que es para él no sólo un paisano (Argelia les une, la guerra de Argelia les dividió) sino una fuente constante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>REPORTAJE: MAESTROS DEL PERIODISMO Jean Daniel Fundador de &#8216;Le Nouvel Observateur&#8217;</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">JUAN CRUZ &#8211; El País</p>
<p>Jean Daniel tiene su estudio lleno de fotografías, y entre todas destaca las que guarda de su maestro, Albert Camus, que es para él no sólo un paisano (Argelia les une, la guerra de Argelia les dividió) sino una fuente constante de inspiración. Le acaba de dedicar un libro, <em>Camus a contracorriente </em>(Galaxia Gutenberg), que es al tiempo un homenaje al periodista e intelectual que fue premio Nobel de Literatura, sino que es también un libro de estilo para ejercer este oficio.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090118elpdmgrep_4/LCO340/Ies/periodista_Jean_Daniel.jpg" alt="El periodista, Jean Daniel" title="El periodista, Jean Daniel" width="340" height="462" /></div>
<div align="center"><font size="2"><em><strong>&#8220;La fascinación del poder no debe hacer caer en la complacencia, la indulgencia y la corrupción&#8221;</strong></em></font></div>
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<div align="center"><font size="2"><em><strong>&#8220;Puede ocurrir que los periódicos de hoy sean mañana suplementos de Internet&#8221;</strong></em></font></div>
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<div align="center"><font size="2"><em><strong>&#8220;Hemos perdido los instrumentos de previsión. Obama es la confirmación total de ello&#8221;</strong></em></font></div>
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<div align="center"><font size="2"><em><strong>&#8220;La filosofía de la transparencia, cuando se lleva al extremo, viola la vida privada&#8221;</strong></em></font></div>
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<p>En ese libro hay una imagen, de la que no hay fotos, en las que se ve a Camus entrando en una boîte, con sus colegas del periódico <em>Combat, </em>resistente contra la ocupación nazi de París; habían hecho un buen periódico ese día, Camus estaba exultante y al entrar a la sala de copas exclamó: &#8220;¡Vale la pena luchar por una profesión como esta!&#8221; Jean Daniel tiene una larga trayectoria como periodista, acaso el más influyente de Francia en algún momento, sobre todo como director y cabeza pensante de <em>Le Nouvel Observateur, </em>una revista <em>elitista </em>que él decidió convertir en un <em>magazine </em>de gran tirada sin disminuirle su ambición cultural.</p>
<p>En esa abigarrada colección de fotos que son las cuatro paredes de su estudio parisino hay alguna muesca de ese éxito, por ejemplo una información que le recuerda que en 1978 fue elegido el mejor periodista francés, el premio Príncipe de Asturias que le concedió la Fundación Príncipe de Asturias, y otras señales de su gran influencia, cerca, por ejemplo, del presidente Mitterrand. Es complicado escribir (en prensa) sobre los amigos políticos, pero en libros lo hace y lo hará, &#8220;porque ahí me puedo detener en detalles&#8221;.</p>
<p>Ya tiene 88 años, mantiene alertas todas sus facultades, escribe sus artículos (también para EL PAÍS), viaja, presenta libros, y está en permanente contacto con la revista. Y con la realidad. Detrás de su asiento está la portada del <em>New York Times </em>del último 5 de noviembre; en primera página, el gran periódico norteamericano le cita como un referente izquierdista europeo que ha glosado &#8220;la épica&#8221; gloriosa de Barack Obama, y él está feliz con ese recorte, que tiene enmarcado. Su aversión a las fotos, dicen, es una cuestión de coquetería de un galán que ya ha juntado demasiados años como para que no haya caído alguno sobre su rostro, pero Mordzinsky le sacó unos retratos a los que él accedió con su buen humor cansado. ¿Y aquella frase de Camus? ¿Vale la pena luchar por este oficio? De eso le preguntamos, pero antes hablamos de él, de cómo empezó.</p>
<p><strong>Pregunta</strong>. Empezaré por una pregunta que usted le hizo a Albert Camus. ¿Cómo ha llegado usted a ser periodista?</p>
<p><strong>Respuesta</strong>. Por casualidad. En mi generación los jóvenes con posibilidades de escribir no diferenciaban entre la filosofía, la literatura, el compromiso político y el periodismo; eran cuatro tentaciones. Los dioses de esta época, los maestros del pensamiento de estos jóvenes, eran americanos: Hemingway, Dos Passos, Steinbeck&#8230;; en Francia, Malraux, que hizo aquel reportaje sobre la guerra en Teruel&#8230; Era gente que lo hacía todo: el compromiso político, la literatura, la filosofía -no siempre-, y el periodismo. Así que cuando se es joven y se han cursado estudios de humanismo no es necesario hacer una elección entre los cuatro. Si se elige uno se eligen también los otros, no se sacrifica nada. Cuando empecé a escribir siempre fue con la idea de que si hacía un artículo podía hacer un libro. ¿Y qué lo decidió todo? En primer lugar, encontrar a Camus.<em> </em></p>
<p><strong>P.</strong> Un encuentro trascendental.</p>
<p><strong>R.</strong> Yo era muy, muy joven, y fue una suerte encontrar a Camus; yo hacía una revista, <em>Caliban, </em>y él me quiso conocer. Otra de las causas de nuestro encuentro fue la guerra de Argelia&#8230; Si no hubiera existido esa guerra, que fue tan importante para Francia, para el mundo árabe y para el mundo en general, no hubiera escrito sobre Argelia, probablemente, y quizá no hubiera tenido con él una relación tan intensa&#8230; Y desde que me hice periodista nunca he dejado de estar poseído por la necesidad de los libros. He escrito unos veinticuatro libros, y eso distribuye mis anhelos. Pero ha sido muy difícil hacerlos siendo director de periódico. Ser director de periódico no es lo mismo que ser periodista, en absoluto. A menudo es incluso peor. Está la presión de tener a jóvenes a tu lado; hay que animarles, hay que crear con ellos, la gente te concede poderes.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Y qué papel le gusta más, periodista o director?</p>
<p><strong>R.</strong> No tienen nada que ver. Siempre me han gustado mucho los grandes reportajes. Los reportajes míos que han tenido más éxito son como pequeñas novelas. Sin quererlo, salieron espontáneamente. Me gustaba descubrir un país, interesarme por unos hombres, unas situaciones&#8230; Elegía países donde habían vivido hombres que admiraba. Ese fue un gran momento. La dirección me ha apasionado porque tenía la ambición, quizá pretenciosa, de crear <em>otra cosa, </em>no hacer lo mismo que los demás. Siempre se quiere hacer algo diferente, y yo quería crear periodismo cultural. En este sentido la dirección me interesaba. Pero, ¿cuál es el problema? El periodismo es un equilibrio entre la imagen y la rentabilidad del periódico. Un periódico cultural no es para el público en general. Me he rodeado de las personas más competentes y he tenido uno de los mejores equipos de Europa. Y todos han destacado; algunos están en la Academia francesa, otros en la de Bellas Artes, todos han conseguido algo, y el periódico ha destacado sin romper su imagen ni su rentabilidad. De ese equilibrio estoy orgulloso.</p>
<p><strong>P.</strong> Se interesa por las personas. Y por el poder. ¿Cómo debe ser la relación del periodista con el poder?</p>
<p><strong>R.</strong> El poder fascina. Fascina a los periodistas muy a menudo porque si tienen el gusto por la literatura quieren saber cómo se hace la historia&#8230; La historia: los pueblos la sufren, los dictadores (o los poderosos) la hacen, y los periodistas la contemplan para describirla. Los periodistas están entre el poder y la historia. Y han de saber cómo funciona el poder, con la condición de que la fascinación no caiga en la complacencia, la indulgencia y la corrupción&#8230; Con esas condiciones es muy interesante ver cómo funciona un hombre que detenta todos los poderes. En este momento hay que desconfiar de todo, hasta del más mínimo detalle. A mi siempre me invitaban, siempre, y tenía un método: o rechazaba la invitación o la aceptaba haciéndola notar. Una vez me invitó el Rey de Marruecos a un gran hotel de Marrakech, y me dijeron que sería ofensivo si pagaba yo la cuenta. Acepté la invitación e hice un donativo por ese importe para obras benéficas de la ciudad, e hice público el gesto&#8230; Es muy difícil juzgar con rigor y objetivamente a gente que tienes frente a ti. Tiene que haber una disciplina, sobre todo si estás muy interesado en esas personas; y debes cuidar en todo momento cada detalle.</p>
<p>A mi me han ofrecido de todo: una casa en México, en Túnez también querían ser muy amables conmigo&#8230; He tenido la tendencia a ser más crítico cuanto mejor me recibían. Pero la relación del poder con la prensa es un problema en los dos sentidos. He conocido periodos en que había corrupción de los periodistas, pero he conocido periodos en los que existía acoso de los periodistas. Un hombre con poder es un hombre que esconde algo y hay que descubrirlo. Hay que descubrir el crimen. ¿Qué crimen? No se sabe, pero hay que descubrirlo. Es una actitud equivocada pensar que siempre hay un crimen. Existen los dos excesos, y ahora existe el exceso de la transparencia: no se sabe qué crimen hay pero hay que descubrirlo.</p>
<p>Es cierto que un dictador lo esconde todo, y nuestro papel es descubrir qué esconde. Pero se han pasado los límites: la filosofía de la transparencia, cuando se lleva hasta el extremo, por virtud o por vicio, llega hasta la violación de la vida privada. Y existe una intromisión nueva, la intrusión de la fotografía en la vida íntima&#8230; Cuando se traspasan los límites se llega a aberraciones. Mire lo que ha pasado ahora con Milan Kundera, el gran novelista checo, acusado de haber denunciado a un compañero&#8230; En aquel tiempo él tenía veinte años, ahora tiene setenta. No había pruebas. Los periodistas se fueron a Praga y no encontraron pruebas. Pero hubo un titular junto a una gran foto de Kundera: Kundera <em>habría sido&#8230; </em>Y con ese condicional, la enorme foto y el titular ya Kundera <em>es&#8230; </em>El texto en sí era honesto, pero el lector se fija tan solo en la imagen, y en la fuerza del condicional. El fin del periodismo es escribir, el texto. Pero en esa información existe sólo la fuerza de la imagen, la fuerza del título y la fuerza del condicional. Quizá el periodista fuera honesto, pero mire usted el resultado.</p>
<p><strong>P.</strong> Es el principio de la calumnia.</p>
<p><strong>R.</strong> Absolutamente, salvo que la calumnia ahora se apoya en las nuevas tecnologías.</p>
<p><strong>P.</strong> En la dispersión de los rumores.</p>
<p><strong>R.</strong> No es exactamente eso. Hace algunos años sí se producía la difusión del rumor, un término que arranca de Beaumarchais. Pero ahora lo nuevo es la presentación de las noticias. Enciendes la televisión y ves una cara. ¿Qué ha hecho? Y después de la cara alguien dice: &#8220;Ha sido acusado de &#8230;&#8221; Sin pruebas. No es sólo la difusión del rumor, es la fuerza que se da a la presentación del rumor.</p>
<p><strong>P.</strong> Internet es un instrumento que difunde rápidamente todo lo que toca.</p>
<p><strong>R.</strong> Sí, es una posibilidad de multiplicación del rumor.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Cuál es su posición sobre el porvenir de la prensa a partir de la aparición de este poderoso instrumento?</p>
<p><strong>R.</strong> ¡Si yo lo supiera! Saberlo es muy importante para mucha gente, también para los editores de periódicos. Es verdad que existe una crisis de la prensa; puede ocurrir que los periódicos de hoy sean suplementos de Internet. La realidad será Internet. Es una posibilidad. Con el libro no va a pasar lo mismo. Se ha demostrado que la gente quiere tener algo en las manos, un objeto como este. Hay algo de mágico en el libro, la forma, las páginas&#8230;</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Y qué aporta Internet al periodismo?</p>
<p><strong>R.</strong> A los periodistas les aporta el gusto por la velocidad. La posibilidad de que cualquiera pueda contestar a cualquiera. El hecho de que todo el mundo pueda ser un periodista, y, en este caso, que los propios periodistas ya no crean en ellos mismos, porque se les cuestiona en todo momento. Se está produciendo un descrédito de la función del periodista.</p>
<p><strong>P.</strong> Que se preparó para ser periodista.</p>
<p><strong>R.</strong> Todo ese itinerario de preparación, que terminaba con un estatuto de prestigio y de autoridad del periodista, es destruido por la repentina aparición de alguien que ha encontrado una foto y la pone en Internet. Y esa foto puede destruir a alguien. Hay ventajas, no son para el periodista, pero hay ventajas. Es el sueño de la opinión pública, es verdad que se le abre una posibilidad infinita a la capacidad de expresarse. Pero lo que le decía con respecto al peligro que hay en esta situación supone una preocupación para mi.</p>
<p><strong>P.</strong> Camus decía que el periodismo era la información crítica. Acaso la velocidad puede cambiar esa definición de periodismo.</p>
<p><strong>R.</strong> No es forzosamente malo reaccionar ante las opiniones. Además, esa velocidad proporciona una impresión inmediata del sentir popular. Todo no es malo, no. Se puede saber de manera instantánea si lo que uno escribe suscita interés&#8230; Pero es cierto que todo el mundo tiene miedo. Y hay gente que explota ese miedo y piensan que Internet va a acabar con la prensa escrita, que cada vez va a haber más prensa gratuita, y que los periódicos serán suplementos de Internet. Yo no estoy capacitado para hacer una predicción. ¡Y además no soy un magnate de la prensa! Soy tan solo director de Redacción, y soy el único director de periódico que no tiene ni una acción de la compañía. ¿Se da cuenta de lo que esto supone?</p>
<p><strong>P.</strong> Debe ser muy bueno para un periodista&#8230; Balzac decía que si la prensa no existiera había que procurar no inventarla&#8230;</p>
<p><strong>R.</strong> ¡Lo decía porque ya existía, existió siempre! En el sentido moderno existe desde Gutenberg y desde la invención del correo. Pero antes de todo eso había personas que repetían las cosas, gente que distribuía gacetas, libelos&#8230;, existía la necesidad de repetir lo que pasaba. ¿Qué es el periodismo? Es decir a otro lo que uno sabe y el otro desconoce. Es tratar de saber algo incluso con riesgo de tu vida, como el corredor de Maratón que va a llevar la noticia de la victoria de los atenienses. ¿Hay porteros en España?</p>
<p><strong>P.</strong> Sí, y hubo serenos.</p>
<p><strong>R.</strong> Pues cuando un portero va a contarle a otro qué pasa en su casa, eso es el principio del periodismo.</p>
<p><strong>P.</strong> En su libro sobre Albert Camus usted recoge cuatro pautas sobre las <em>obligaciones </em>de un periodista: &#8220;Reconocer el totalitarismo y denunciarlo. No mentir y saber confesar lo que se ignora. Negarse a dominar. Negarse siempre y eludiendo cualquier pretexto a toda clase de despotismo, incluso provisional&#8221;. ¿Cuáles son para usted las obligaciones de un periodista hoy?</p>
<p><strong>R.</strong> La lista de Camus sigue vigente. ¿Qué hay que agregar a esa lista? Probablemente, la capacidad de conocer las nuevas trampas de la tecnología. Cuando Camus enumera esas obligaciones no existía aun la televisión. Y el reino de la imagen lo ha cambiado todo, incluso la forma de escribir. Imagine un novelista que escribe una novela y en cada párrafo alguien le dijera que su nivel de audiencia baja o sube. ¡Escribir en función de la reacción inmediata del lector! La gran innovación que ha incrementado los temores enunciados por Camus es la simultaneidad, la ubicuidad, el hecho de que cuando alguien habla faltan segundos para que lo sepa toda la Tierra. Es algo extraordinario.</p>
<p><strong>P.</strong> Esa simultaneidad afecta también a la vida privada, otra de sus preocupaciones. Dice usted que la amenaza a la vida privada es el peor defecto del periodismo actual.</p>
<p><strong>R.</strong> Somos muchos los que pensamos eso; hay mucha gente que piensa que la transparencia es algo muy importante, y que si la vida pública se ha mezclado con la vida privada el lector tiene derecho a conocer ésta. Es una postura, y no es la mía en absoluto. Pero hay gente de alto nivel que piensa eso. Piensan que si Berlusconi mezcla su vida pública con sus intereses privados tenemos derecho a conocer detalles de esos hechos. Hay gente que no es deshonesta que piensa eso. Y eso nos puede llevar muy lejos.</p>
<p><strong>P.</strong> Por eso dice usted que el periodista tiene un poder injusto.</p>
<p><strong>R.</strong> Naturalmente, muy a menudo es así. La capacidad de hacer el mal que tiene el periodista es devastadora. En un día o en una hora se puede deshacer una reputación, se puede transformar a alguien que tiene fama de ser honesto en un terrible malhechor. Es un poder terrible.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Y cómo se puede limitar ese poder sin llegar a la censura?</p>
<p><strong>R.</strong> Es una apreciación difícil que depende en primer lugar del director de Redacción, del redactor jefe, del jefe de departamento, de la forma como se concibe el periódico. Esto pasa de paredes para adentro, no hace falta una ley para eso.</p>
<p><strong>P.</strong> Usted advierte, como Camus, contra la primicia: es mejor verificar que lanzarse con una noticia que está segura, no hace falta ser los primeros&#8230;</p>
<p><strong>R.</strong> Es mejor ser el segundo pero verídico que el primero pero equivocado. Todo el mundo quiere ser el primero&#8230; En la época de Camus había un gran asunto, la violencia, y él quería ahondar más en eso, el asunto de las primicias estaba en segundo lugar&#8230; Hablé con él muchas veces de eso: cuándo acabará el Mal, cómo se da respuesta a la agresión, ¿se llega a imitar al enemigo? ¿Qué porvenir tendrá nuestra Causa si empleamos las mismas armas que nuestros enemigos? ¿Y el periodista, es honesto utilizando medios que considera inaceptables para otros? Ahora tenemos preguntas parecidas. ¿Qué hacemos con Irán? ¿Tenemos que hacer como Irán para ir contra Irán? La pregunta es si hoy estamos condenados a imitar los medios de los enemigos. Camus me interesó y me sigue interesando porque su gran preocupación tiene que ver con el modo que el periodismo tiene de enfrentarse al gran tema de nuestro tiempo, la violencia. Cada texto fundamental sobre el periodismo debería de ir acompañado por una filosofía de la violencia.</p>
<p><strong>P.</strong> &#8220;Sueño con un periódico que destierre todo tipo de mentira, en el que la virtud fue, no obstante, divertida, y en donde se defendieran encarnizadamente tres principios: los de la Justicia, el Honor y la Felicidad&#8221;.</p>
<p><strong>R.</strong> Muy de Camus&#8230; ¡El honor, tan castellano! No sé si hoy habría un periódico como ese que soñaba Camus. Él iba muy lejos, y era un puritano. Cortó una serie de reportajes porque estaba harto de que comiéramos del dolor de las mujeres. Un puritano. El mundo ha cambiado. El día en que el <em>Times </em>de Londres puso una foto en portada el mundo periodístico cambió radicalmente.</p>
<p><strong>P.</strong> Usted dice que el periodismo consiste en vivir la historia mientras ésta se hace. ¿Cómo ve la historia haciéndose ahora?</p>
<p><strong>R.</strong> Hemos perdido los instrumentos de previsión; eso es lo más novedoso. No hay ciencia económica, no hay conocimiento analítico financiero: se han equivocado todos. Desde hace diez años se han equivocado todos. Hemos perdido los instrumentos de previsión y nos faltan paradigmas. Estoy rodeado de jóvenes economistas, muy seductores y muy simpáticos, pero si los reúno no saco nada en claro. Primero, porque no están de acuerdo entre ellos y cuando están de acuerdo no saben qué va a pasar. Levi-Strauss me lo ha dicho y lo he escrito: la ciencia es importante, todo el mundo se alegra de ello, pero nada es verdadero porque el mundo se ha vuelto imprevisible. Eso decía.</p>
<p><strong>R.</strong> ¿Incluso con Obama?</p>
<p><strong>R.</strong> Sobre todo con Obama. ¿Quién había previsto a Obama? Es la confirmación total de lo anterior. La historia de Obama es increíble. Uno de mis mejores amigos es un gran economista americano. Le conozco desde hace treinta años, es un banquero. La semana pasado hablamos por teléfono y al cabo de un rato me dice: &#8220;No sé quién será el secretario de Estado; cualquiera, menos Hillary Clinton&#8221;. ¡Ese era el hombre en quien yo confiaba más desde hace décadas! Y al día siguiente llega la noticia del nombramiento de Hillary Clinton&#8230; Y él está allí, en ese mundo. Imprevisible.</p>
<p><strong>P.</strong> Usted recuerda esa escena: Camus llega a una <em>boîte, </em>está feliz por la edición del último número de <em>Combat </em>y exclama: &#8220;¡Vale la pena luchar por una profesión como esta!&#8221; ¿Usted diría lo mismo hoy?</p>
<p><strong>R.</strong> [Después de un largísimo silencio] Merece la pena. Sí, creo que merece la pena. He tardado en responderle porque me he vuelto muy preocupado y hasta un poco pesimista. Pero digamos que merece la pena luchar. Él decía: &#8220;Vale la pena&#8221;. Yo digo que merece la pena luchar.</p>
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		<title>A prova do angu</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 12:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Verissimo &#8211; O Globo
Videntes antigos procuravam presságios nas vísceras dos pássaros. Os que tentam antever como será o governo Barack Obama estudam a sua escolha de secretários como se fossem tripas, pois seu gabinete tem algo de angu à baiana. Há conservadores, centristas e menos progressistas do que se esperava e sua inspiração principal parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Verissimo &#8211; O Globo</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/a-prova-do-angu/9194/" rel="attachment wp-att-9194" title="verissimo.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/verissimo.jpg" alt="verissimo.jpg" width="150" align="left" height="158" /></a>Videntes antigos procuravam presságios nas vísceras dos pássaros. Os que tentam antever como será o governo Barack Obama estudam a sua escolha de secretários como se fossem tripas, pois seu gabinete tem algo de angu à baiana. Há conservadores, centristas e menos progressistas do que se esperava e sua inspiração principal parece ser o governo Clinton &#8211; ou seja, mais um passado testado do que o novo prometido. É difícil deduzir o que vem aí dessa mistura. Uma previsão é que Barack proporá outro New Deal como o do Roosevelt para enfrentar a crise econômica &#8211; o que também não deixará de ser um apelo ao passado -, mas nada de dramaticamente muito diferente em outras áreas, como a da política externa. Pelo menos baseada na aparência do angu.</p>
<p>Na questão Israel/palestinos, as opiniões do Barack não divergem da posição da quase totalidade dos políticos americanos, de ajuda incondicional a Israel. Hillary Clinton, sua secretária de Estado, era senadora por Nova York com forte apoio do voto judaico. A única esperança de que a política americana em relação ao Oriente Médio passe a ser mais equilibrada vem de uma declaração que o Barack fez durante a campanha, segundo a qual ser a favor de Israel não significa ser necessariamente a favor do Likud, o partido de extrema direita tão intransigente nas suas pregações e ações quanto os radicais do outro lado. O implícito reconhecimento que a política expansionista e do revide desproporcional é de uma corrente política não favorece a segurança de Israel e, portanto, não merece apoio incondicional, é um vislumbre de mudança. Se o Barack não estava apenas fazendo uma frase.</p>
<p>A mistura de conveniência política com ódios irracionais é o que tem de mais repugnante na crise crônica do Oriente Médio. Toda essa gente morrendo para que o Hamas pareça mais duro do que as outras facções palestinas contra Israel e o governo israelense pareça duro o suficiente para derrotar o ainda mais duro Bibi Netanyahu nas eleições de fevereiro. As ambições sectárias de lado a lado medidas em crianças mortas. Se você pode entender a reação de Israel diante do terror palestino, e para isso basta se imaginar vivendo entre vizinhos que simplesmente negam a sua existência, também não pode deixar de lamentar que a retribuição de Israel seja o terror no mesmo nível. Nenhuma corrente ou facção tem o direito de fazer isso com a reputação de um povo com o passado e o acervo moral do povo judeu. No Oriente Médio se tem o triste espetáculo de uma nação sacrificando sua história para garantir sua geografia.</p>
<p>O que o governo Barack Obama fará a respeito de tudo isso? Bom, isso será a prova do angu.</p>
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		<title>A chance de Obama e o desafio de Lula</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 13:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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*Antônio Palocci &#8211; O Estado SP
O ano termina sombrio para os EUA: a recessão se instalou sem cerimônia, o desemprego assusta as famílias e o socorro às instituições privadas consome bilhões de dólares em meio à grande perplexidade. Mas o novo ano começará com a posse de Barack Obama, eleito com a força da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.estadao.com.br/fotos/apalocci.jpg" class="imgborder" align="left" /><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">*Antônio Palocci &#8211; O Estado SP</p>
<p>O ano termina sombrio para os EUA: a recessão se instalou sem cerimônia, o desemprego assusta as famílias e o socorro às instituições privadas consome bilhões de dólares em meio à grande perplexidade. Mas o novo ano começará com a posse de Barack Obama, eleito com a força da mudança: &#8220;change&#8221; foi a palavra das urnas.</p>
<p>Mas Obama pode vencer? Provavelmente, sim. Porque a economia americana tem uma grande capacidade de dar a volta por cima quando há uma indicação da estratégia a ser seguida. E aí, a contar pela montagem do governo, a possibilidade de um período de acertos é muito provável.</p>
<p>Obama escolheu bem, posicionando corretamente experiências de diferentes fases positivas da história recente dos EUA. Na economia, um jovem brilhante como Tim Geithner dará as cartas. Mas na mesa de Obama pousa uma coruja observadora, Paul Volcker, aquele que fez a terra rodar ao contrário para conter a inflação décadas atrás.</p>
<p>Para enfrentar o problema fiscal que virá com os exorbitantes gastos com a crise, Obama trouxe Larry Summers, responsável pelo recorde fiscal do governo Clinton. O desprendimento para o melhor o fez chamar Hillary Clinton, com funções de grande envergadura. Na energia, um Nobel de Física entusiasta das energias renováveis, Steven Chu, o que cria a possibilidade de um ciclo de crescimento atento aos riscos do aquecimento global e à preservação do planeta.</p>
<p>Se desse grupo sair uma agenda coerente, a economia captará os sinais e se ajustará com mais rapidez. Ela pode ainda afundar um pouco mais, por conta da situação do sistema financeiro &#8211; agravada pelos escândalos recentes e pelo enorme endividamento das famílias. Mas uma visão sólida para o futuro poderá encurtar bastante a retração. E não é impossível que o mundo mostre sinais positivos a um bom governo de Obama mais cedo do que a própria economia americana.</p>
<p>Também na geopolítica, as atitudes de Obama poderão ser decisivas. O Iraque, o Afeganistão, as relações com Cuba, entre outros temas, poderão ter um tratamento novo. Por filosofia própria ou pela observação dos desastres recentes, Obama parece entender a distinção entre liderança e hegemonismo, o que pode ter efeitos, inclusive econômicos, de grande impacto.</p>
<p>Obama tem uma chance. Talvez não tenha duas. Mais do que nós, ele sabe bem disso!</p>
<p>No Brasil, outra liderança inovadora, que vem surpreendendo o mundo pela racionalidade econômica e capacidade de interpretar e intervir na questão social, tem, agora, um novo e enorme desafio. Lula enfrenta uma realidade em que o mundo, que antes nos ajudou, agora só envia ventos frios e perspectivas sombrias.</p>
<p>Muitos criticam o presidente por ser otimista, como se com isso tentasse esconder a dura realidade dos efeitos da crise. Mas, se a um presidente cabe reconhecer as dificuldades, trabalhar os desafios e enfrentá-los com serenidade, o que seria de um país cujo presidente vendesse frustração e pânico?</p>
<p>Aliás, o presidente Lula não enfrenta seu primeiro teste de resistência. Ao assumir o governo, ele apostou todo o seu capital político na racionalidade das duras medidas econômicas, tão indispensáveis naquele momento.</p>
<p>A crise financeira global, cuja dimensão ainda é difícil de perceber, foi absorvida de forma notável pelo Brasil. A variação do câmbio não gerou uma quebradeira, porque todos sabem que ele é flexível, e poucos deixaram de se precaver. O mundo não se assustou com o Brasil, porque as contas fiscais são transparentes e as reservas internacionais, volumosas. Mas a desorganização da arquitetura financeira global fez o crédito internacional sumir e isso tem um impacto inevitável sobre a economia real.</p>
<p>O governo agiu com um cardápio apropriado: ampliou a liquidez do sistema financeiro, ofereceu linhas de crédito para o comércio exterior, baixou tributos e ampliou o prazo de recolhimento de outros. As medidas têm surtido efeito e o crédito tem melhorado. Mas, como as linhas externas secaram e o mercado de capitais parou, cresceu muito a demanda sobre o sistema bancário. As decisões de investimento sofreram um choque e há enormes dificuldades para obter capital de giro, que é o oxigênio das empresas. Será preciso olhar com atenção para que sua falta não crie situações cuja reversão seria muito mais cara.</p>
<p>Neste ambiente de incerteza e com o comércio internacional desordenado, é fundamental um cenário que inspire confiança, inclusive em relação ao setor externo. Dúvidas nessa área podem afetar de maneira sutil, mas muito concreta, a confiança do consumidor, que hoje é quem dá as cartas. Atenção nessas áreas é essencial para que as coisas se acomodem e seja possível retomar a previsibilidade e o planejamento de produção e vendas.</p>
<p>O governo acerta ao fortalecer o PAC. Em momento de retração, o investimento público em infra-estrutura é a melhor maneira de estimular a atividade econômica, com efeitos benéficos de longo prazo à competitividade e ao bem-estar do País. Os novos prefeitos e prefeitas, que assumem em janeiro, poderiam priorizar a troca de gastos de custeio por investimentos em saneamento e urbanismo, aumentando o emprego, ajudando a combater os efeitos sociais da crise e melhorando a qualidade de vida das cidades.</p>
<p>Enfim, 2009 será um ano de grandes desafios. O mundo estará atento às palavras e ações das lideranças que atuarão no novo cenário. Lula precisará pôr em ação toda a sua racionalidade e a capacidade de comando para ajudar o Brasil a atravessar a tempestade. Obama, postado no epicentro da crise, terá os olhos do mundo a acompanhá-lo. Cada um de nós terá muito a fazer pelo País. Um bom 2009 para todos!</p>
<p><strong>Antônio Palocci, deputado federal (PT-SP), foi ministro da Fazenda </strong></p>
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		<title>Obama anuncia nova política externa</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ao confirmar Hillary e Gates em sua equipe de governo, presidente eleito promete volta ao multilateralismo
Patrícia Campos Mello &#8211; O Estado SP
Prometendo &#8220;uma nova aurora para a liderança americana&#8221;, o presidente eleito Barack Obama anunciou ontem a indicação de Hillary Clinton, sua maior rival nas primárias democratas, como a secretária de Estado e a manutenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens/%7BF176DCF3-166D-431C-B3F2-840D0B6152E1%7D_0004.jpg" border="0" /></div>
<p><strong>Ao confirmar Hillary e Gates em sua equipe de governo, presidente eleito promete volta ao multilateralismo</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Patrícia Campos Mello &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>Prometendo &#8220;uma nova aurora para a liderança americana&#8221;, o presidente eleito Barack Obama anunciou ontem a indicação de Hillary Clinton, sua maior rival nas primárias democratas, como a secretária de Estado e a manutenção de Robert Gates como secretário de Defesa.</p>
<p>link Confira o time de Barack Obama</p>
<p>&#8220;Vamos renovar velhas alianças e construir novas e duradouras parcerias&#8221;, disse Obama em entrevista coletiva para apresentar sua equipe de política externa.</p>
<p>O anúncio reforça o objetivo de Obama de traçar uma volta ao multilateralismo e se engajar em diplomacia enérgica para recuperar a imagem dos EUA no mundo. &#8220;Precisamos fazer uma diplomacia vigorosa para construir um futuro com mais parceiros e menos adversários,&#8221; disse Hillary.</p>
<p>Obama declarou ter &#8220;confiança total&#8221; em sua &#8220;querida amiga&#8221;. Os dois deixaram a entrevista de braços dados. Essa imagem era inimaginável apenas alguns meses atrás. Durante a campanha, Obama disse que a experiência de Hillary em política externa se limitava a &#8220;tomar chá com embaixadores&#8221;. Hillary acusou Obama de ser &#8220;ingênuo&#8221;.</p>
<p>Questionado se sua estratégia de reunir um time de rivais não poderia se transformar em um choque de rivais, Obama disse que acredita em personalidades fortes e opiniões firmes e alfinetou o governo George W. Bush. &#8220;Um dos perigos na Casa Branca é você ser dominado por um pensamento único, com o qual todos concordam, e não há visões divergentes&#8221;, disse.</p>
<p>&#8220;Vou receber bem o debate vigoroso dentro da Casa Branca, mas estarei determinando as políticas. Serei responsável pela visão desse time e espero que eles implementem essa visão. Em ultima instância, a responsabilidade é minha, como dizia Harry Truman.&#8221;</p>
<p>Obama disse ainda que a indicação de Hillary era uma prova de &#8220;seriedade em renovar a diplomacia americana e restabelecer as alianças dos EUA&#8221;. Além da senadora e de Gates, ele anunciou a governadora do Arizona, Janet Napolitano, como secretária de Segurança Interna; Eric Holder, como secretário de Justiça; o general reformado Jim Jones, como conselheiro de segurança nacional; e Susan Rice, como embaixadora dos EUA na ONU. Para reforçar seu compromisso com o multilateralismo, Obama vai elevar o cargo de Susan para uma posição dentro do gabinete, como era no governo de Bill Clinton.</p>
<p>Joe Biden, cuja pouca visibilidade vinha demonstrando sua falta de poder, finalmente teve sua oportunidade de falar. Ao referir-se aos novos desafios em política externa, mencionou a emergência de China, Índia, Rússia e Brasil.</p>
<p>Obama também se referiu à situação no Afeganistão e na Índia, onde os EUA estão em uma situação delicada. A Casa Branca tem ótimas relações com a Índia e sempre confiou no apoio do Paquistão na luta contra o terrorismo. Agora, Washington terá de resolver a crise entre os dois países, agravada pelos atentados que deixaram cerca de 200 mortos em Mumbai.</p>
<p>&#8220;Eu acho que nações soberanas têm o direito de se proteger&#8221;, disse Obama quando questionado se a Índia teria o mesmo direito que os EUA têm de atacar suspeitos de terrorismo dentro do Paquistão. &#8220;A maior ameaça para o povo americano hoje são os santuários terroristas no Afeganistão e em algumas partes do Paquistão&#8221;, afirmou.</p>
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		<title>Obama Tilts to Center, Inviting a Clash of Ideas</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 16:02:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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By DAVID E. SANGER &#8211; The New York Times
WASHINGTON — President-elect Barack Obama won the Democratic nomination with the enthusiastic support of the left wing of his party, fueled by his vehement opposition to the decision to invade Iraq and by one of the most liberal voting records in the Senate.
Now, his reported selections for [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.greghalbert.com/images/portfolio/celebrity/barack-obama.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.greghalbert.com/images/portfolio/celebrity/barack-obama.jpg" width="310" height="388" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">By DAVID E. SANGER &#8211; The New York Times</p>
<p>WASHINGTON — President-elect Barack Obama won the Democratic nomination with the enthusiastic support of the left wing of his party, fueled by his vehement opposition to the decision to invade Iraq and by one of the most liberal voting records in the Senate.</p>
<p>Now, his reported selections for two of the major positions in his cabinet — Senator Hillary Rodham Clinton as secretary of state and Timothy F. Geithner as secretary of the Treasury — suggest that Mr. Obama is planning to govern from the center-right of his party, surrounding himself with pragmatists rather than ideologues.</p>
<p>The choices are as revealing of the new president as they are of his appointees — and suggest that, from its first days, an Obama White House will brim with big personalities and far more spirited debate than occurred among the largely like-minded advisers who populated President Bush’s first term.</p>
<p>But the names racing through the ether in Washington about the choices to follow also suggest that Mr. Obama continues to place a premium on deep experience. He is widely reported to be considering asking Mr. Bush’s defense secretary, Robert M. Gates, to stay on for a year; and he is thinking about Gen. James L. Jones, the former NATO commander and Marine Corps commandant, for national security adviser, and placing Lawrence H. Summers, the former Treasury secretary whom Mr. Obama considered putting back in his old post, inside the White House as a senior economic adviser.</p>
<p>“This is the violin model: Hold power with the left hand, and play the music with your right,” David J. Rothkopf, a former Clinton official who wrote a history of the National Security Council, said on Friday, as news of Mrs. Clinton’s and Mr. Geithner’s appointments leaked. “It’s teaching us something about Obama: while he wants to bring new ideas to the game, he is working from the center space of American foreign policy.”</p>
<p>The reason, several of Mr. Obama’s transition team members say, is that they believe that the new administration will have no time for a learning curve. With the country facing a deep recession or worse, global market turmoil, chaos in Pakistan and a worsening war in Afghanistan, “there’s going to be no time for experimentation,” a member of the Obama foreign policy team said.</p>
<p>That explains Mr. Obama’s first selection: Rahm Emanuel, another centrist Democrat and former member of the Clinton White House, as his chief of staff.</p>
<p>In some ways, the choices made so far are reminiscent of the way the last senator to be elected president, John F. Kennedy, chose a cabinet. As president-elect, Kennedy soon picked three top officials significantly more conservative than he was: Dean Rusk as secretary of state, Robert S. McNamara as secretary of defense and C. Douglas Dillon, a Republican, as secretary of the Treasury. They helped him navigate the Cuban missile crisis, but also got him bogged down in Vietnam.</p>
<p>Of all the choices Mr. Obama has made so far, it is the selection of Mrs. Clinton that appears the biggest gamble, in part because she has never had to engage in the give-and-take of high-stakes diplomacy, and in part because no one really knows how she will mesh with the Obama White House.</p>
<p>In her discussion with the president-elect, several members of his transition team said, Mrs. Clinton expressed no doubt that she could be a loyal member of the Obama team — though she was reportedly deeply conflicted about giving up her Senate seat and the independent power base it afforded her.</p>
<p>During the battle for the Democratic presidential nomination, Mr. Obama and Mrs. Clinton went out of their way to point out their foreign policy differences, with Mrs. Clinton portraying herself as a hawkish Democrat and defending her decision to vote in favor of the 2002 resolution that Mr. Bush later considered an authorization to use military force against Saddam Hussein. (Later, she said she fully expected Mr. Bush to use diplomacy first — and was shocked that he did not.)</p>
<p>Now the question is less one of ideological differences than whether a Clinton State Department could become something like Colin L. Powell’s: an alternative, though weak, power center that made little secret of its differences with the White House.</p>
<p>“Anyone who tells you they really know how this is going to work out,” one senior transition official said Thursday, “is telling less than the truth.”</p>
<p>If Mrs. Clinton is taken from the “Team of Rivals” model, Mr. Geithner, president of the Federal Reserve Bank of New York, is from the Team of Neutrals.</p>
<p>“He’s no liberal,” said a former colleague at the Treasury Department, where he managed the American response to the Asian financial crisis in the 1990s.</p>
<p>At the time Mr. Geithner developed a reputation as the ultimate pragmatist, putting together a package of more than $100 billion in aid to halt the financial contagion. That turned out to be a training session for his role, a decade later, in the bailouts of Bear Stearns, A.I.G. and the injection of nearly $350 billion in Congressionally authorized money, whose exact use has become something of a political football.</p>
<p>Mr. Geithner grew up in Asia — in Tokyo, New Delhi and Bangkok — and keeps his ego well in check. He asks a lot of questions, but does not have Mr. Summers’s overwhelming — some say overbearing — personality.</p>
<p>“He clicked with Obama,” one outside adviser said. “If you think about it, their sort of cool, distant styles are alike.”</p>
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		<title>Lugar de mulher é na Casa Branca</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 19:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Michelle Obama
Lúcia Guimarães &#8211; O Estado de São Paulo
Sim, é claro, há muito ainda o que comemorar. Barack Obama será o senhor legítimo da residência construída com trabalho escravo. O mordomo negro da Casa Branca tornou-se uma celebridade, num novo momento extraordinário de seu longo serviço aos presidentes monocromáticos.
O simbolismo está em toda parte e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.nashvillecitypaper.com/photos/Full60183.jpg" alt="http://www.nashvillecitypaper.com/photos/Full60183.jpg" /></div>
<div align="center"><font size="1"><em>Michelle Obama</em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Lúcia Guimarães &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>Sim, é claro, há muito ainda o que comemorar. Barack Obama será o senhor legítimo da residência construída com trabalho escravo. O mordomo negro da Casa Branca tornou-se uma celebridade, num novo momento extraordinário de seu longo serviço aos presidentes monocromáticos.</p>
<p>O simbolismo está em toda parte e não é abstração para satisfazer culpa liberal. Quando o deputado negro John Lewis, que quase morreu espancado durante um protesto pacífico em 1965, avisa &#8220;Não espero controlar as lágrimas no dia da posse&#8221;, sabemos que a história de um líder da luta pelos direitos civis como ele resiste a qualquer tentativa de trivialidade.</p>
<p>Mas, deixemos de lado a discussão sobre o controvertido modelito que Narciso Rodriguez criou para Michelle Obama, na noite da eleição. Em discussões com amigas articuladas, o vestido rubro-negro emergiu naturalmente e notei a paixão das opiniões.</p>
<p>Se voltamos atrás alguns meses, lembramos que essa eleição poderia ter colocado a primeira mulher na Presidência dos Estados Unidos. Não importa os sentimentos despertados por Hillary Clinton, será justo esperar que este movimento sísmico, sob o slogan &#8220;Mudança&#8221;, eleve também as mulheres?</p>
<p>Michelle Obama, que notoriamente não morria de amores pela senadora nova-iorquina, declarou diplomática: &#8220;Estou aprendendo muito com Hillary sobre a vida na Casa Branca, sobre como criar filhos sob o olhar atento da mídia.&#8221;</p>
<p>Beijinho, beijinho, tchau tchau.</p>
<p>Por que só se fala agora na Primeira Mãe e não na advogada com diplomas de Princeton e Harvard, que era uma profissional bem-sucedida quando foi convocada a treinar o estagiário paquerador Barack? Por que a decisão da Primeira Avó de se mudar para a Avenida Pennsylvania é manchete na CNN com direito ao comentário de um &#8220;analista&#8221; historiador?</p>
<p>Não basta termos sido contemplados quase diariamente, após a eleição, com a cena de Sarah Palin &#8220;surpreendida&#8221; em sua cozinha preparando alce diante de cada âncora de TV que se deslocou milhares de quilômetros para nos servir mais doses do seu besteirol?</p>
<p>Por que o telejornalismo mais liberal dá cambalhotas para reforçar a personalidade doméstica de Michelle Obama? A responsabilidade será da própria, por falar tanto de escolha de colégios, aulas de balé, prática de futebol e outras atividades que formam a hiperestimulada infância contemporânea? Assessores democratas repetem, &#8220;as duas meninas são a primeira preocupação de Michelle quando ela acorda e a última quando ela vai dormir&#8221;. Uau.</p>
<p>Levante a mão aí quem equilibrou maternidade e profissão sem direito a alternativa e não mereceu 30 segundos de horário nobre.</p>
<p>Há um subtexto nada sutil entre os jornalistas que dizem, Michelle Obama está mais mais Laura Bush do que Hillary Clinton. Hillary fez trapalhadas homéricas no começo do primeiro mandato do marido e alguns atribuem à sua desastrosa força tarefa para reformar o seguro saúde a vitória Republicana das tropas de Newt Gingrich, em 1994. Mas o subtexto é equivalente ao reflexo de um motorista que é vítima da barbeiragem de uma mulher ao volante e confirma seu preconceito.</p>
<p>Michelle Obama promete ficar no banco do passageiro e o país celebra sua domesticidade. Ela foi atacada pela franqueza sarcástica no começo da campanha e se suavizou. Sugeriu que vai lutar pelos direitos dos veteranos que voltam do Iraque e se suicidam duas vezes mais do que a população civil (e se isso atrapalhar o recital de piano da adorável Malia?)</p>
<p>Ainda que o gabinete Obama venha a refletir uma cartilha progressista, este súbito romance com a mulher, que faz pouco de seu enorme poder nos próximos quatro anos, é uma desnecessária brisa melancólica sobre o mar de expressões extasiadas que vamos testemunhar na manhã fria de 20 de janeiro de 2009.</p>
<p>Tive hoje o flashback de um momento que havia esquecido porque não coleciono troféus de vitimização. A luz fluorescente da sala no pavilhão pediátrico do Hospital Monte Sinai atrapalhava a visão da tela do laptop no meu colo. À minha volta, enfermeiras entediadas assistiam à TV, mães entravam e saíam em silêncio, o coração pesado era nossa linguagem comum. O ano era 1997 e escrevia minha primeira coluna para este jornal, interrompida várias vezes para conferir se o tubo de soro ligado à veia da minha filha estava em ordem. A coluna saiu &#8211; mal escrita -, minha filha saiu do hospital com saúde e sem diagnóstico.</p>
<p>A ordem de viver, como lembra o poeta, é seguida por milhões de mulheres anônimas , sem mistificação e sem voz ampliada numa coluna de jornal.</p>
<p>Michelle Obama, aqui vai uma sugestão. Você usa o seu acesso para melhorar a vida dos veteranos amputados, das mulheres sem seguro saúde, ou para qualquer trabalho à altura da sua inteligência e lhe damos o crédito merecido. Afinal, nem todas temos o privilégio de afetar a vida de milhões de pessoas com um cutucão no sujeito deitado ao lado.</p>
<p>Quando você assar biscoitinhos para a quermesse da quarta série, por favor, celebre o feito na privacidade de um dos 132 cômodos da sua próxima residência.</p>
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		<title>Americanas voltam a sonhar com mulher à frente da Casa Branca</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 16:39:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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da Folha Online
A vitória de Barack Obama na eleição presidencial deixou em muitas americanas a esperança da eventual chegada de uma mulher pela primeira vez à Casa Branca.
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/xJEY846_USA-OBAMA-CLINTON_1114_11-p.jpg" alt="Obama e Hillary durante comício em outubro" width="292" height="280" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">da Folha Online</p>
<p>A vitória de Barack Obama na eleição presidencial deixou em muitas americanas a esperança da eventual chegada de uma mulher pela primeira vez à Casa Branca.</p>
<p>Sem a Presidência, o nome de Hillary Clinton passou a ser considerado o favorito para comandar a diplomacia dos Estados Unidos no próximo governo. Fontes ligadas a Obama afirmaram ao canal CNN que a ex-primeira-dama pode ser designada secretária de Estado.</p>
<p>No início da histórica campanha eleitoral de 2008, a disputa entre Obama e a senadora Hillary Clinton pela candidatura do Partido Democrata foi para muitos uma batalha do destino dadas as opções: um negro e uma mulher. A decisão de apoiar um equivalia a dar as costas ao outro.</p>
<p>No entanto, muitos analistas consideram que o perfil da senadora por Nova York acabou com os preconceitos que poderiam existir sobre a capacidade de uma mulher assumir o comando do país.</p>
<p>&#8220;Teto de vidro&#8221;</p>
<p>&#8220;Sempre que cai uma barreira é sinal de que as demais começarão rapidamente a desabar&#8221;, afirmou a estrategista do Partido Democrata Donna Brazile à France Presse.</p>
<p>&#8220;Apesar de não poder dizer quando &#8211;quem poderia prever este momento&#8211;, nem o candidato nem o partido, vejo este dia se aproximar no horizonte. É tempo de &#8216;apurar a história&#8217; e permitir o acesso de uma nova geração (à Casa Branca). Não há dúvida, uma mulher conseguirá em breve&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Em um discurso emocionado em junho, ao admitir a derrota nas primárias para o então adversário Barack Obama, Hillary pediu a seus milhões de simpatizantes que apoiassem o senador por Illinois, mas também fez referências às questões de gênero.</p>
<p>&#8220;Embora desta vez não tenhamos sido capazes de quebrar este elevado e duro teto de vidro, agradeço porque agora tem 18 milhões de rachaduras&#8221;, disse, em referência à quantidade de votos que recebeu na disputa interna.</p>
<p>&#8220;As crianças de hoje crescerão com a garantia de que um negro ou uma mulher podem, absolutamente, se tornar presidente dos Estados Unidos&#8221;, enfatizou, diante de muitas mulheres que choravam ou a aplaudiam.</p>
<p>&#8220;Botão&#8221;</p>
<p>Pouco depois, outra barreira caiu com a designação da governadora do Alasca, Sarah Palin, como candidata a vice de John McCain na derrotada chapa presidencial do Partido Republicano.</p>
<p>Parece uma ironia que os Estados Unidos, que sonham em expandir a democracia no mundo, nunca tenham tido uma mulher presidente.</p>
<p>&#8220;Acredito que a idéia de singularidade dos Estados Unidos tem sido um enorme fator para determinar a forma como os americanos vêem seu presidente. No final das contas, nos consideramos os líderes do mundo livre&#8221;, diz Barbara Palmer, diretora interina do Instituto Mulher e Política na American University.</p>
<p>&#8220;Por isso sempre tivemos uma visão muito sexista da função (de presidente), que, além de tudo, é também a de comandante-em-chefe. Definitivamente, uma mulher poderia apertar o botão (que ativa a bomba atômica)?&#8221;: para ela este é o questionamento dos eleitores.</p>
<p>Palmer, autora do livro &#8220;Quebrando o teto de vidro da política&#8221;, concordou que é apenas uma questão de tempo que uma mulher chegue à presidência.</p>
<p>&#8220;Não acredito que se deva subestimar o efeito que pode ter sobre uma menina de oito anos ver Hillary Clinton e Sarah Palin disputar as presidenciais. Somos uma sociedade muito visual. Se algo não está na televisão, então não aconteceu&#8221;, conclui.</p>
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