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	<title>Blog do Favre &#187; homossexualidade</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Ditadura gay</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 16:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Antonio Prata &#8211; O Estado SP
&#8220;Você é a favor da aprovação do projeto de lei 122/2006, que pune a discriminação contra homossexuais?&#8221; Desde que a enquete apareceu no site do senado, faz umas semanas, evangélicos de todo o País iniciaram uma cruzada via internet, pelo direito de ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo.
Uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Antonio Prata &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>&#8220;Você é a favor da aprovação do projeto de lei 122/2006, que pune a discriminação contra homossexuais?&#8221; Desde que a enquete apareceu no site do senado, faz umas semanas, evangélicos de todo o País iniciaram uma cruzada via internet, pelo direito de ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>Uma senhora chamada Rosemeire, por exemplo, expondo num blog seu temor de que a lei seja aprovada, disse que vivíamos &#8220;O início da Ditadura Gay no mundo!&#8221;. Pelo que entendi, Rosemeire acredita que está em curso uma batalha global, travada entre heteros e homossexuais, pela hegemonia na Terra. Hoje, os heteros estão vencendo, mas é só porque têm amparo legal para chamar os gays de veadinhos, as lésbicas de sapatonas e rir das piadas do Juca Chaves. No momento em que passarem a punir quem ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo, elas perceberão que chegou a hora, sairão todas correndo da The Week e tomarão o poder.</p>
<p>Imagine só, Rosemeire? Criancinhas terão de cantar Village People na escola, enquanto assistem ao hasteamento da bandeira do arco-íris. Aos domingos, em vez de futebol, as TVs transmitirão Holiday on Ice e, com 18 anos, os jovens serão obrigados a alistar-se no exército, fazer flexões de braço, dormir e tomar banho, uns na frente dos outros. Que horror!</p>
<p>Se você acha que Rosemeire exagerou, é porque não leu o blog de Rozângela Justino, cristã, psicóloga e indignada: &#8220;Se esse projeto (&#8230;) for aprovado, estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe.&#8221;</p>
<p>Uau, Rozângela! O mundo, então, seria governado pela casta das Drag Queens? Um advogado gay, de terno e cabelo curto, seria de uma casta intermediária? E lutadores do Ultimate Fighting viveriam de esmolas? Bem, talvez não&#8230;</p>
<p>Quanta imaginação têm as duas mulheres. Se seus piores pesadelos fossem filmados, seria preciso unir o talento de um Fellini com o de um Clóvis Bornay; juntar, no mesmo caldeirão, George Orwell e Andy Warhol; vislumbrar as ruas de Nova Délhi sendo percorridas pela banda de Ipanema.</p>
<p>Se bem que&#8230; Sei lá. Pensando melhor, talvez o temor de Rosemeire e da dra. Justino tenha algum fundamento. Veja o caso dos negros: há poucas décadas, todo mundo contava piada racista e eles eram cidadãos de segunda classe. Veio esse papo de igualdade, o que aconteceu? Um mulato chegou a presidente dos Estados Unidos!</p>
<p>A batalha racial já está perdida, mas a sexual ainda pode ser ganha! Basta ir ao www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0, clicar em NÃO e mostrar a todos que ainda tem gente disposta a lutar por um mundo injusto, desigual e preconceituoso!</p>
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		<title>“Os declaro marido&#8230;e marido”</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 15:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<category><![CDATA[Prefeitura de Buenos Aires]]></category>
		<category><![CDATA[união civil]]></category>

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		<description><![CDATA[


“Amor vincet omnia”. Ou, na língua de Júlio César, “O amor conquista tudo”. Título da obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571 &#8211; 1610), que exibe um Cupido com ar triunfador.
A obra foi pintada para o marquês Vincenzo Giustiniani entre 1602 e 1603. Está no Staatliche Museen, Berlim.
 “Os declaro marido&#8230;e marido”. A frase poderá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom: 10px; text-align: center;"><a href="http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios"><img style="border: 0px none ;" usemap="#blog" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/97_head.gif" alt="" width="554" height="93" /></a></div>
<p><!-- MIOLO COMENTARIO --></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogcaravaggio.jpg" alt="caravggio" width="418" height="571" /><br />
<em>“Amor vincet omnia”. Ou, na língua de Júlio César, “O amor conquista tudo”. Título da obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571 &#8211; 1610), que exibe um Cupido com ar triunfador.<br />
A obra foi pintada para o marquês Vincenzo Giustiniani entre 1602 e 1603. Está no Staatliche Museen, Berlim.</em></p>
<p><img class="alignleft" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blog1mao3_03.jpg" alt="mao332a" width="150" height="77" /> <em>“Os declaro marido&#8230;e marido”</em>. A frase poderá ser formalmente ouvida por Alex Freyre e José María Di Bello nos próximos dias, quando poderão casar-se, formalmente, no Registro Civil de Buenos Aires.</p>
<p>A autorização para este casamento entre dois homens foi assinada pela juíza Gabriela Seijas, que considerou que são inconstitucionais os artigos 172 do Código Civil argentino – que estabelece que é necessário o consentimento de <em>“um homem e uma mulher”</em> – e o 188, que determina a fórmula <em>“os declaro marido e mulher”</em>.</p>
<p>Segundo a juíza, <em>“a lei deve tratar cada pessoa com igual respeito em função de suas singularidades, sem necessidade de entendê-las ou regulá-las”</em>.</p>
<p>Desta forma, Alex, de 39 anos, e José María, de 41, anunciaram ontem (sexta-feira) que estão “orgulhosos” e “felizes”. Eles também afirmaram que serão o primeiro casal de homens que poderão casar-se oficialmente na História da América Latina. A medida cria precedentes para o fim do impedimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo dentro da cidade de Buenos Aires.</p>
<p>Até o momento, a cidade de Buenos Aires autorizava a união civil de duas pessoas do mesmo sexo. A mesma norma está em funcionamento há meses no Uruguai. Mas, a união civil deixa de lado vários direitos de um casamento formal, entre eles, a adoção de crianças. A partir do casamento, Alex e José María poderão adotar, se desejarem.</p>
<p><strong>O CASAMENTO, O PREFEITO E O YOUTUBE</strong><br />
Maurício Macri, prefeito de Buenos Aires, do partido de centro-direita Proposta Republicana, anunciou que não impedirá o casamento, já que considera que está <em>“a favor da liberdade e o direito das pessoas de serem felizes de acordo com suas próprias decisões”</em>.</p>
<p>Macri surpreendeu ao deixar de lado suas posições costumeiramente conservadoras ao admitir que a aceitação do casamento homossexual <em>“é uma tendência em todo o mundo”</em>.</p>
<p>Para mostrar sua modernidade, o prefeito fez o anúncio em um vídeo institucional que colocou no site Youtube. <em>“Espero que sejam felizes”</em>, expressou Macri.</p>
<p><strong>O link do Youtube, com a mensagem de Macri:</strong><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=T7fp0ecfQ3s&amp;feature=player_embedded">http://www.youtube.com/watch?v=T7fp0ecfQ3s&amp;feature=player_embedded</a></p>
<p>Diversas pesquisas nos últimos meses indicaram que 60% dos portenhos não colocam impedimentos para a legalização do casamento entre homossexuais.</p>
<p><strong>PARLAMENTO E IGREJA</strong><br />
A comunidade gay em Buenos Aires espera que a decisão da juíza Seijas sirva de “empurrão” para o debate do projeto de lei que está em andamento no Congresso Nacional que inclui no Código Civil o casamento entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>O projeto também prevê a modificação de artigos que atualmente impedem que gays, lésbicas, bissexuais e transexuais tenham os mesmos direitos nas relações de família que um heterossexual. A proposta é a de – basicamente – substituir a expressão “homem e mulher” por “contraintes”.</p>
<p>Com essa modificação as pessoas do mesmo sexo que casarem terão direitos a pensões, planos de saúde conjuntos, além das heranças. No caso de filhos adotados, em caso de separação dos pais, ambos terão direitos e obrigações sobre os menores.</p>
<p>No entanto, o tratamento deste projeto foi criticado pela cúpula da Igreja Católica argentina. A comissão executiva do Episcopado afirmou que sua definição de “casamento” é a de <em>“uma relação estável entre homem e mulher, que em sua diversidade de complementam para a transmissão e o cuidado da vida”</em>. Desde que a Igreja emitiu sua posição, o tratamento do projeto de lei ficou paralisado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogfreudobeliscopreservativo_01.jpg" alt="obeliscoes" width="286" height="340" /><br />
<em>Com satírico humor, portenhos indicam que o Obelisco de Buenos Aires, em pleno centro da capital, é uma exaltação fálica de 67 metros de altura. Na foto, propriamente equipado com um preservativo para o dia mundial de luta contra a Aids, em 2005.</em></p>
<p><strong>BOOM DO &#8216;PINK MONEY&#8217;</strong><br />
Desde a crise financeira de 2001-2002 – a pior da História do país &#8211; a capital argentina deixou de lado o machismo imortalizado nas letras do tango e transformou-se na &#8220;Meca&#8221; do turismo gay na América Latina.</p>
<p>Nos últimos anos a cidade ficou repleta de bares, restaurantes, hostals, boutiques e discotecas gays.</p>
<p>Os especialistas sustentam que Buenos Aires tornou-se atraente graças à desvalorização da moeda (ocorrida em 2002) e o glamour que a cidade ostenta, proporcionado pela arquitetura europeia do início do século XX, quando a capital argentina – apelidada de &#8220;Paris da América do Sul&#8221; &#8211; era uma das mais elegantes do planeta. O especialista em turismo gay, Alfredo Cañete, diretor da Buegay, acrescenta em inglês o motivo da atração gerada por Buenos Aires: &#8220;italian looking cute guys&#8221; (garotos bonitos com aspectos de italianos).</p>
<p>Além disso, Buenos Aires é a cidade onde viveu e morreu Evita Perón, ícone do mundo gay – para profunda irritação do Peronismo ortodoxo &#8211; tal como Marilyn Monroe e Maddona.</p>
<p>O espírito &#8220;gay-friendly&#8221; ficou evidente há quatro anos, quando as autoridades municipais aprovaram a união civil entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>Estimativas indicam que do total de 36 milhões de argentinos, 2 milhões são gays e lésbicas.</p>
<p>Por toda a cidade &#8211; principalmente nos bairros de San Telmo, Recoleta e Palermo – espalham-se uma dezena de &#8220;hostals&#8221; e 50 bares e restaurantes gay-friendlies, uma Wine Store, além de cursos de tango para homossexuais.</p>
<p>Há dois anos a cidade foi a sede da Copa do Mundo de Futebol Gay (a Argentina foi a campeã graças ao gol de seu atacante principal, um brasileiro residente no país).</p>
<p>Buenos Aires também conta com o Queer Tango Festival, um evento anual que cada vez arrepia menos os tangueiros ortodoxos. Ao longo do ano, o público gay também pode desfrutar do tango em duas tanguerías especializadas para esse público, além de dezenas de cursos especializados nesse tipo de dança.</p>
<p>Os comércios portenhos celebram a afluência do denominado &#8220;pink money&#8221;, já que os turistas gays estrangeiros gastam 25% a mais do que os turistas heterossexuais que passeiam por Buenos Aires.</p>
<p>No início desta década a maior parte da clientela gay estrangeira que visitava Buenos Aires era composta por jovens homossexuais europeus e americanos. Mas, nos últimos anos começaram a desembarcar ostensivos contingentes de brasileiros, colombianos e mexicanos.</p>
<p>Buenos Aires também tornou-se um ponto de atração para gays a ponto de aposentar-se nos EUA e Europa, que mudam-se para a capital argentina. Na cidade, suas aposentadorias rendem mais do que nos países de origem. Além disso, encontram imóveis baratos para instalar-se.</p>
<p>Os gays portenhos, com seu satírico humor, indicam que a cidade sempre fora gay-friendly, mas ninguém havia percebido: &#8220;temos um monumento, o Obelisco, que é uma exaltação fálica de 67 metros de altura&#8230;e além disso, é só ver que o palácio presidencial é a Casa Rosada!&#8221;.</p>
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		<title>O erotismo antropomórfico</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 23:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[L&#8217;érotisme anthropomorphe
Agnès Giard &#8211; Les 400 culs

Voici enfin rééditée Omaha, danseuse féline, une bande dessinée peuplée uniquement de chattes strip-teaseuses et de matous bien membrés, qui tombent amoureux, posent dans des magazines pornos et parfois se mettent à déprimer. C’est dur d’être une bête de sexe.

En 1896, H.G. Wells publie L’Ile du docteur Moreau, l’histoire [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>L&#8217;érotisme anthropomorphe</h3>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Agnès Giard &#8211; Les 400 culs</span></h2>
<div>
<p>Voici enfin rééditée <em><a href="http://www.amazon.fr/Omaha-danseuse-f%C3%A9line-Reed-Waller/dp/2359540017">Omaha, danseuse féline</a></em>, une bande dessinée peuplée uniquement de chattes strip-teaseuses et de matous bien membrés, qui tombent amoureux, posent dans des magazines pornos et parfois se mettent à déprimer. C’est dur d’être une bête de sexe.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5d766f8970b-pi"><img class="aligncenter" title="Omaha-cat-dancer-3" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5d766f8970b-800wi" border="0" alt="Omaha-cat-dancer-3" /></a></p>
<p>En 1896, H.G. Wells publie <em><a href="http://www.amazon.fr/docteur-Moreau-Herbert-George-Wells/dp/2070401782">L’Ile du docteur Moreau</a></em>, l’histoire d’un savant fou qui modifie des animaux sauvages et les transforme en créatures presqu’humaines, capables de penser, de marcher, de parler… et d’aimer. Avec sa zoophilie latente, le roman fait scandale. D’autres auteurs s’engagent alors dans la brèche. Dans <em><a href="http://www.chapitre.com/CHAPITRE/fr/BOOK/garnett-david/la-femme-changee-en-renard,521467.aspx">La Femme changée en renard</a></em> David Garnett, jeune Anglais bisexuel et provocateur, raconte l’histoire d’une femme-renarde qui fait découvrir à son mari les mystères de la sauvagerie. Quelques années plus tard, Abraham Merrit écrit <em><a href="http://www.librys.fr/ys/abraham-merritt-roger-bozzetto/la-femme-renard-944">La Femme-Renard</a></em>, un roman de science fiction sulfureux qui ouvre la voie à toutes sortes de récits fantastiques peuplés de catwomen et d’hommes-panthères à la sexualité débridée… <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Omaha_the_Cat_Dancer">Omaha danseuse féline</a></em> s’inscrit en droite ligne de ces récits qui accordent aux animaux un statut comparable à celui d’êtres humains: comme nous, ils sont capables d’avoir des sentiments. Et des envies.</p>
<p>On appelle ces animaux des <em>furries</em> : animaux anthropomorphes, c’est-à-dire dotés de caractéristiques humaines. Exemple historique: en 1928, Walt Disney invente une souris qui marche sur ses pattes arrières, qui porte des chaussures et fait la cour à sa dulcinée, une dénommée “Minnie”. Mickey lance la mode des furries. Très vite, ça dérape. Élevés en compagnie de peluches duveteuses, des générations d’adolescents font sur leurs jouets d’enfance une véritable fixation. En grandissant, loin d’abandonner leurs nounours, ils les déguisent: bas résille et cockrings. Les nostalgiques auto-batisés “<em>furverts</em>” (pervers de la fourrure) ou encore “<em>furryphiles</em>” (amis de furries) entretiennent avec les animaux de leurs rêves un rapport quasi-sexuel. Ce sont des fou(rrure)-furieux, qui forment à travers le monde une vaste communauté communiant dans l’amour des “<em>plushies</em>”, les peluches, et des “<em>kitties</em>”, les minous de dessins animés. Leur communauté se nomme elle-même “<em>furry fandom</em>”.</div>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5d7672f970b-pi"><img class="aligncenter" title="Omaha-cat-dancer" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5d7672f970b-800wi" border="0" alt="Omaha-cat-dancer" /></a></p>
<p>Première caractéristique: leurs fantasmes s’inspirent directement des gentils héros niais, des lapins gnangnans, des écureuils affectueux ou des adooorables poneys aux grands yeux miroitants… Sur Internet, c’est la folie. Allant toujours plus loin dans la perversité, les furverts rivalisent de dessins cochons: leurs femmes-fennec et leur hommes-chevaux s’exhibent en bas résille et porte-jarretelles, le sexe moulé dans des tenues cuir et les fesses bien offertes à de violentes pénétrations anales ou vaginales… Gay ou straight, toujours hardcore, SM-fetish ou “vanille”, mais toujours sans tabous, leurs images détournent les icônes enfantines et dynamitent le côté mièvre des dessins animés. Un vrai jeu de massacre. Les furverts sont des terroristes. Ils fantasment sur d’innocentes créatures, métamorphosées en “bêtes de sexe”. Ils reprennent Pikachu à la sauce porno. Ils kidnappent Mickey pour le violer en gang bang. Ils s’amusent même à se masturber dans des peluches (sur le site <a href="http://www.realhamster.com/">Real Hamster</a>, qui parodie le célèbre Real Doll) ou à copuler dans des poupées gonflables en forme de Bambi! D’autres encore s’achètent des déguisements en fourrure: sous le nom de “fursuiters”, ces fétichistes du nounours s’habillent en étalons déviant ou en lapins scabreux pour faire l’amour…</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a62e0cfe970c-pi"><img class="aligncenter" title="Omaha-cat-dancer-2" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a62e0cfe970c-800wi" border="0" alt="Omaha-cat-dancer-2" /></a></p>
<p>“Je suis votre ourson” (<em>I am your teddy bear</em>), chantait Elvis Presley dans les années 50. C’était mignon. Dans les années 90, les Furverts reprennent en choeur <em>“I want to be your dog”</em>. C’est nettement plus sexuel. En bande dessinée, la plus célèbre des séries furries s’appelle <em><a href="http://livre.fnac.com/a976806/Robert-Crumb-Fritz-the-cat">Fritz the cat</a></em>. Contestataire et sexuellement incorrect, Fritz le chat baise des “poules” (au propre comme au figuré) dans des baignoires de coke. Reprenant la tradition égyptienne des dieux zoomorphes, Bilal dessine dans <a href="http://www.evene.fr/livres/livre/enki-bilal-la-trilogie-nikopol-16695.php">la trilogie Nicopol</a> d’étranges accouplements. Au Japon, Masamune Shirow invente dans <em><a href="http://www.bedetheque.com/serie-221-BD-Appleseed.html">Appleseed</a></em> des mutantes en fourrure programmées pour le sexe… <em><a href="http://www.wartmag.com/?p=8241">Tank Girl</a></em>, icône des punkettes, s’éclate dans des décors à la Mad Max: son mec est un kangourou. C’est dire s’il a une grosse queue. Dans <em><a href="http://www.tabou-editions.com/catalog/product_info.php?products_id=68&amp;osCsid=0919cdac227e4f4df9aedf2807378ecb">Omaha danseuse féline</a></em>, on retrouve la même explosive énergie défoulatoire à l’oeuvre: c’est une histoire d’amour post-libération sexuelle, écrite et dessinée par un couple (le dessinateur Reed Waller et sa compagne scénariste Kate Worley). Une saga de 1000 pages interrompue tragiquement par la mort de Kate, et qui raconte – sur 20 ans – la vie inachevée d’une&#8230; chatte gourmande et tendre.</p>
<p><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;">A ne pas rater : le graphiste japonais </span><a href="http://www.myspace.com/twotom">TwoTom</a><span style="color: #0000bf; font-family: Arial;"> dessine des hommes-lapins sado-masos qui échangent des gode-carottes dans des décors de conte de fée. Ses oeuvres sont exposées du mardi 13 au dimanche 18 octobre à la librairie OFR : 20 rue Du petit Thouars, 75003 Paris. Tél. : 01 42 45 72 88. Vernissage demain, mardi 13 oct, à partir de 18h30. L&#8217;exposition s&#8217;appelle : &#8220;Cinq illustratrices japonaises et un garçon nippon&#8221;.</span></p>
<p><a href="http://www.amazon.fr/Omaha-danseuse-f%C3%A9line-Reed-Waller/dp/2359540017">Omaha, danseuse féline</a>, <span style="color: #111111; font-family: Arial;">de Reed Waller et Kate Worley, éd. Tabou.</span></p>
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		<title>Bissexual?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 23:38:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agnès Giard
En 1948, Alfred Kinsey, avance que nous sommes pratiquement tous bisexuels: “Le monde ne se résume pas à des oppositions binaires, explique-t-il. Tout n’est pas noir ou blanc.&#8221; Dans un essai coup de gueule, Karl Mengel en profite pour renvoyer dos à dos les hétéros-racistes et les homos-sexistes.

Hétéro, homo… Pourquoi vouloir à tout prix [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Agnès Giard</span></h2>
<p>En 1948, Alfred Kinsey, avance que nous sommes pratiquement tous bisexuels: “<em>Le monde ne se résume pas à des oppositions binaires, </em>explique-t-il. <em>Tout n’est pas noir ou blanc.</em>&#8221; Dans un essai coup de gueule, <a href="http://livre.fnac.com/a2681283/Karl-Mengel-Pour-et-contre-la-bisexualite">Karl Mengel</a> en profite pour renvoyer dos à dos les hétéros-racistes et les homos-sexistes.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="display: inline;" href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5b087d2970b-pi"><img class="aligncenter" title="Osez-la-bisexualite" src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a5b087d2970b-800wi" border="0" alt="Osez-la-bisexualite" /></a></p>
<p>Hétéro, homo… Pourquoi vouloir à tout prix se définir? Alors que pour l&#8217;essentiel d&#8217;entre nous, la vérité se trouve ailleurs, dans une zone indéfinie, trouble et troublante, qui englobe des désirs polymorphes et des motivations obscures. Selon Alfred Kinsey, père de la sexologie, &#8220;<em>la nature ne produit que <a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/2009/03/les-partouzes-q.html">très rarement des catégories parfaitement étanches</a>. Il n’y a que l’esprit humain pour inventer des groupes, étiqueter le réel et forcer les faits à entrer dans de petites cases distinctes. Le monde du vivant est un continuum, dans tous ses aspects, un large éventail constitué d’un seul tenant. Plus tôt nous assimilerons cette idée en ce qui concerne la sexualité humaine, plus tôt nous parviendrons à une solide compréhension des réalités du sexe.</em>”</p>
<p>Dans son ouvrage <em><a href="http://livre.fnac.com/a2681283/Karl-Mengel-Pour-et-contre-la-bisexualite">Pour et contre la bisexualité</a></em>, publié à La Musardine, Karl Mengel ajoute que dans le règne animal –“<em>des punaises aux baleines et des cygnes aux putois, en passant par les lions, les libellules, les aigles, les girafes et les pieuvres</em>”- quelque 1500 espèces jouent l’alternance, sans se préoccuper de savoir si elles sont à voile ou à vapeur: “<em>Les hérissons se branlent mutuellement avant d’aller voir l’autre sexe, les escargots s’enfilent en longues chaines après l’accouplement reproductif de rigueur, les gentils dauphins vont et viennent (…) les cerfs adorent monter un semblable quand il est en train de se faire une biche et les éléphants trimbalent une bite de 25 kg dont l’encombrement les pousse, ne serait-ce que pour se reposer, à faire souvent semblant qu’ils se sont trompés de trou.</em>”</p>
<p>Les pulsions humaines n’échappent pas à cette joyeuse absence de règle. Rares sont les hétéros totalement insensibles à l’idée d’une relation homosexuelle. Après tout, eux aussi possèdent une prostate et, pour la majorité d’entre eux, cette prostate est une zone érogène. Les hétéros aiment donc la sodomie. Qu’elle soit faite à l’aide d’un gode ou d’un pénis n’est qu’une question accessoire. Le phallus des gays ne reste pas non plus de marbre devant les film porno-straights. C’est peut-être dérangeant pour eux, mais voilà: il y a des filles qui peuvent les exciter, ne serait-ce que par identification. Quant aux femmes, qu’elles soient hétéro ou homo, leur clitoris les rend aussi sensibles aux caresses venant de l’autre que du même sexe. Morphologiquement, les différences de genre n’ont aucune importance en matière de plaisir. L’anus est identique sous les jupes et les pantalons. Les langues, les doigts, les mots, les fantasmes et les envies sont également les choses du monde les mieux partagées. Une femme peut très bien avoir le même cul, la même libido et les mêmes mots qu’un gay. Un homme peut très bien avoir la même langue, les mêmes doigts et les mêmes envies qu’une lesbienne. Etc.</p>
<p>Sur le plan strictement physique, nous sommes tous ambivalents. C’est-à-dire capables de jouir –en fermant les yeux, en nous laissant aller au vertige– sans trop savoir qui est celui, ou celle, qui nous absorbe ou qui nous pénètre. Sur le plan érotique, bien sûr, chaque être ayant ses préférences, nous avons besoin de choisir nos partenaires. Il y en a qui préfèrent les hommes, d’autres les femmes, ou les trans ou les garçons manqués, c’est certain. Mais faut-il pour autant en déduire que les mots &#8220;hétéro&#8221; ou &#8220;homo&#8221; sont pertinents? Le mot &#8220;bisexuel&#8221; est-il lui-même pertinent? Dans <em>Pour et contre la bisexualité</em>, Karl Mengel dénonce l’usage de ce terme -“bi”- qui renvoie de façon réductrice à la norme binaire: “<em>lorsque le sexe est entré dans le discours, les néologistes se sont mis en tête de jeter un pont (bi) entre deux chimères, dont l’une (hétéro) avait au préalable été créée comme un pendant artificiel à l’autre (homo), elle-même illusion langagière visant à cloisonner le champ sexuel au nom de la morale du moment.</em>”</p>
<p>Karl Mengel s’explique: le terme &#8220;hétérosexuel&#8221; n’a été inventé qu’après l’apparition de l&#8217;étiquette &#8220;homosexuel&#8221;. La première trace du mot <em>homosexualität</em> (&#8221;homosexuel&#8221;) se trouve dans la correspondance privée d’un certain Karl-Maria Benkert, en 1868. Cet “<em>obscur mais néanmoins précoce défenseur de la liberté de baiser en paix s’est mis en tête de remplacer les multiples noms d’oiseau qui servaient jusqu’alors à désigner les amateurs du même</em>”: il substitue aux termes <em>cinaèdes, bougres, bardaches, culistes, pédérastes, gitons, uranistes, enculés, invertis, antiphysiques, pédés, pédales, folles</em> et autres <em>tantes</em> un mot absurdement composé d’une racine grecque (<em>homo</em>: “même”) et d’une racine latine (<em>sexus</em>: “sexe”).</p>
<p>Résultat catastrophique: son invention est <em>“immédiatement reprise à bon compte par les maniaques du rangement comportemental</em>” qui en font non plus une catégorie mais une pathologie bientôt cernée par Krafft-Ebing dans son célèbre <em>Psychopathia sexualis</em>. Il s’agit pour Krafft-Ebing de recenser les perversions d’un point de vue médical et non plus religieux, afin de les guérir. “<em>Le sodomite diagnostiqué homosexuel n’était donc plus coupable mais à plaindre –ce qui revenait en gros à échanger le bûcher contre –plus tard– le Sida</em>” se moque Karl Mengel.</p>
<p>Le mot &#8220;hérérosexuel&#8221; n’apparait qu’après, comme pour conforter l’idée qu’il existe deux camps. Celui du bien et celui du mal, évidemment. “<em>A la base, les censeurs  veulent une boîte commode où ranger ceux et celles qui vont et viennent librement entre la norme et l’anormalité constituée, nommée, donc sous contrôle.</em>” Problème: les homosexuels eux-mêmes participent à cette “<em>mise en boîte</em>”: ils revendiquent leur filiation avec les grecs et les romains de l’antiquité ainsi qu’avec les samouraïs, et les féroces initiateurs-combattants d’Afrique, d’Océanie ou d’Amérique du sud, qui, pendant plusieurs siècles érigent l’amour mâle en modèle de vertu guerrière. Les homosexuels oublient cependant une chose: les soldats-amants de Thèbes ou de Sparte, les <em>érastes</em> (adultes) crétois, les <em>bushi </em>(guerriers) japonais, les binômes <em>zaggalah</em>, les mâles <em>Keraki </em>ou les hommes libres de l’Empire Romain n’étaient pas homosexuels. Ils étaient omnisexuels. Ils avaient des femmes et des amants. L’institution “pédérastique” (ensemencement viril d’un adolescent) allait de pair -obligatoirement- avec l’institution du mariage.</p>
<p>“<em>C&#8217;est ainsi que tous les personnages du passé qui avaient entre autres goûté aux joies du même, à une époque innocente où prévalait l’indifférenciation d’avant l’hétérosexisme, ont été pris en otage par un courant de pensée partisan qui les a maquillé en purs homosexuels</em>” se plaint Karl Mengel. Et au diable l’anachronisme! Le militantisme gay a donc mis en place un mythe aussi schématique et grossier que ce dont pouvaient rêver les pères de l’Église: quiconque –par le passé– avait eu des relations homosexuelles est devenu homosexuel. Jules Cesar, David roi d’Israël, Alexandre le Grand, Casanova, Henri III, Ivan le terrible, Socrate, Richard Cœur de Lion, Cervantes, Michel-Ange, Pierre le Grand, Goethe, etc. “<em>Évidemment, l’autre bord n’a pas levé le petit doigt (sic) pour s’opposer à la profanation, vu qu’il y trouvait parfaitement son compte: l’occasion était trop belle de laisser les “anormaux” se constituer en un bloc à la fois hermétique et distinct. Purger, sans se salir les mains, quelle veine.</em>” Karl Mengel ajoute : “<em>En réalité, ces illustres ancêtres n’étaient pas homos, ni hétéros, pas plus qu’ils n’étaient bi -même indépendamment du fait que ces notions n’existaient pas. Leur sexualité s’organisait autour de hiatus différents, et ses enjeux touchaient plus à la découverte de soi (en passant) par les autres qu’à la construction artificielle d’une identité reposant sur des choix instrumentaux.</em>”</p>
<p>Des deux côtés du poste-frontière établi entre les normes obligatoires, il y a donc des gens qui se méfient des autres (stigmatisés “bisexuels”)  et qui les traitent de “traitres”, d’imposteurs ou de menteurs. Il semble en effet louche que l’on puisse trouver du charme aussi bien aux hommes qu’aux femmes de nos jours, tellement les idéologues ont bien fait leur travail: les hommes viennent de Mars, les femmes de Venus, alors faites votre choix. Et pas question d’être dans l’entre-deux. Ce qui fait dire à Karl Mengel: “<em>C’est un fait peu connu, mais Eros s’appelle aussi Metis dans la théologie orphique. La métaphore dit joliment l’évidence qui voit la sexualité réunir les opposés, cela à l’intérieur de soi. On a donc forcément un peu de l’autre dans le corps, qu’importe son genre, et le désir s’en trouve complexe, insaisissable mais infini.</em>” La libido contient tous les possibles.</p>
<p style="color: #6000bf; font-family: Arial;"><em><a href="http://livre.fnac.com/a2681283/Karl-Mengel-Pour-et-contre-la-bisexualite">Pour et contre la bisexualité</a></em>, Karl Mengel, collection L&#8217;attrape-corps, éd. La Musardine.</p>
<p style="color: #6000bf; font-family: Arial;"><a href="http://www.amazon.fr/Osez-bisexualit%C3%A9-Pierre-Esseintes/dp/2842712870">Osez la bisexualité</a>, de Pierre des Esseintes, éd. La Musardine.</p>
<p style="color: #6000bf; font-family: Arial;">
<p style="color: #6000bf; font-family: Arial;">Fonte Les 400 culs</p>
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		<title>&#8220;cuckold&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 23:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Mari trompé, mari heureux: le fantasme du &#8220;cuckold&#8221;
Le cuckold est un “cocu heureux”, c’est-à-dire un homme –généralement marié– qui jouit de voir sa femme dans les bras d’un ou plusieurs amants. Elle le trompe ouvertement. Et ça l’excite.


Le mot &#8220;cocu&#8221; viendrait du mot “coucou” (cuckoo en anglais). La femelle du coucou pond dans le [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><font size="5">Mari trompé, mari heureux: le fantasme du &#8220;cuckold&#8221;</font></strong></p>
<p>Le <em>cuckold</em> est un “cocu heureux”, c’est-à-dire un homme –généralement marié– qui jouit de voir sa femme dans les bras d’un ou plusieurs amants. Elle le trompe ouvertement. Et ça l’excite.</p>
<p><a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a59ac92d970c-pi" style="display: inline"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a59ac92d970c-pi" style="display: inline"><img src="http://sexes.blogs.liberation.fr/.a/6a00e54f964f2288340120a59ac92d970c-800wi" alt="Cuckold-place" class="at-xid-6a00e54f964f2288340120a59ac92d970c " title="Cuckold-place" border="0" /></a></div>
<p>Le mot &#8220;cocu&#8221; viendrait du mot “coucou” (<em>cuckoo</em> en anglais). La femelle du coucou pond dans le nid des oiseaux d’autres espèces afin que ceux-ci couvent l’œuf et nourrissent son petit à sa place. De même, le <em>cuckold</em> met sa femme dans le lit d’autres hommes, afin qu’ils lui fassent l’amour à sa place.</p>
<p>Contrairement aux cocus habituels dont on dit qu’ils portent des cornes parce que tout le monde peut les voir sauf eux, les “cocus heureux” ne sont pas les derniers informés de leur infortune. Ils jouent au contraire un rôle actif dans leur propre cocufiage: ce sont souvent eux qui poussent leur compagne à avoir des rapports extra-conjugaux.</p>
<p>Parfois même, ils assistent aux ébats et tirent un plaisir sans nom de voir leur bien-aimée entre les bras d’un autre. Pourquoi? Dans le milieu SM, la raison invoquée est souvent humiliante: le <em>cuckold</em> prétend qu’il n’est pas capable de satisfaire son épouse. Il affirme qu’il est impuissant, éjaculateur précoce ou “mauvais coup”. Ce qui n’est pas forcément vrai. A l’origine de ce fantasme, il peut y avoir une forme d’homosexualité larvée. Il peut aussi y avoir le désir d’être transformé en objet sexuel dont la femme dispose à sa guise: tel jour, elle s’offrira un amant, tel autre elle préfèrera utiliser son mari comme un sextoy de substitution…</p>
<p>Mais la raison principale, probablement, c’est que le <em>cuckold</em> trouve sa femme plus désirable si elle est désirée par d’autres. C’est un fantasme qui repose sur la “triangulation du désir”: tu as plus de prix, ma chérie, quand les autres mâles te convoitent.</p>
<p>Tenaillé par la jalousie, le <em>cuckold</em> fera tout pour satisfaire lui aussi sa femme, rivalisant d’ardeur avec ses innombrables amants afin qu’elle ne le quitte pas pour un autre… S’il fallait résumer grossièrement, on pourrait définir le <em>cuckold</em> comme un “mari idéal”. Un homme capable d’aimer sa femme envers et malgré tous les amants, défiant ainsi les conventions morales qui assimilent les adultères à d&#8217;indignes trainées.</p>
<p>Le <em>cuckold</em> est aussi un homme tirant son plaisir de celui que sa femme éprouve, s’identifiant à elle lorsqu’elle se met à gémir et crier, partageant ses émotions. C’est aussi un homme qui met son orgueil à rude épreuve, pour le seul plaisir d’avoir –sans cesse– à reconquérir celle qu’il aime. Il met en danger son couple afin de mieux le sauver et entretient en permanence l’excitation des premiers moments, lorsqu’il n’était qu’un prétendant parmi d’autres, luttant pour obtenir la main de son élue, en compétition avec des rivaux séducteurs. Pour le <em>cuckold</em>, chaque jour est une déclaration d’amour.</p>
<p>Beaucoup de maris sont des <em>cuckold</em> sans le savoir: ils encouragent parfois leur femme à se faire particulièrement belle et marchent derrière elle à vingt pas dans la rue, pour regarder les passants qui se retournent ou qui la sifflent. Beaucoup de femmes sont aussi des <em>cuckold</em>. En anglais, on les surnomme <em>cuckqueans</em>. Elles aiment imaginer que leur compagnon flirte avec d’autres femmes, et l’encouragent parfois à aller plus loin, parce qu’il est doux de savoir qu’au final c’est vers elle qu’il reviendra. Il peut bien faire ce qu’il veut “ailleurs”. Les <em>cukqueans</em> savent qu’elles restent l’amour unique. Elles jouissent des regards envieux que leur lancent d’autres femmes. Au final, les <em>cuckold</em> ne sont-ils pas dans une position privilégiée? Ils possèdent un trésor dont les autres ne peuvent jouir qu’à mi-temps. Par un curieux retournement de rôle, ils parviennent même à rendre les amant(e)s jaloux(ses).</p>
<p><span id="more-13155"></span></p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Dans <em><a href="http://www.amazon.fr/LEcole-femmes-Moli%C3%A8re/dp/2290334693">L’Ecole des femmes</a></em>, Molière met en scène un homme qui se moque des cocus et finit par devenir l&#8217;équivalent d&#8217;un <em>cuckold</em>. Dans <em><a href="http://www.ciao.fr/Clef_La_Confession_impudique_La_Junichiro_Tanizaki__Avis_674486">La Confession impudique</a></em> Tanizaki décrit un couple qui redécouvre l’amour par le biais de la jalousie. L&#8217;homme écrit: «<em>Je voudrais être jaloux jusqu’à la folie</em>»… Il est prêt à offrir sa femme, le corps de sa femme, espérant par cette infidélité découvrir une nouvelle volupté, aimer par procuration. «<em>Elle pourrait aller jusqu’au point où je la soupçonnerais de franchir la limite, je désire même qu’elle aille aussi loin</em>».</p>
<p>Dans<em> <a href="http://livre.fnac.com/a2204242/Leopold-Von-Sacher-Masoch-La-Venus-a-la-fourrure">La Venus à la fourrure</a></em>, Leopold von sacher Masoch transpose sous la forme d’un roman sa propre expérience: «<em>Je m&#8217;oblige, sur ma parole d&#8217;honneur, à être l&#8217;esclave de Mme Wanda de Dunajew, tout à fait comme elle le demande, et à me soumettre sans résistance à tout ce qu&#8217;elle m&#8217;imposera</em>.» Pour que s&#8217;accomplisse pleinement son fantasme, le héros du roman se met à chercher, mais en vain, celui avec lequel Wanda le cocufierait et, en outre, le ferait battre. Sur internet, des centaines d’hommes déposent des annonces similaires: “<em>Prenez ma femme devant moi, s’il vous plait</em>”. “<em>Je suis un mari qui aime sentir que sa femme appartient à un autre</em>”. Etc.</p>
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		<title>Discordar de nosso próprio desejo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/08/discordar-de-nosso-proprio-desejo/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 19:27:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CONTARDO CALLIGARIS &#8211; FOLHA SP



 Um terapeuta deve deixar suas opiniões e crenças no vestiário do consultório, a cada dia  



EM 31 de julho, o Conselho Federal de Psicologia repreendeu a psicóloga Rozângela Alves Justino por ela oferecer uma terapia para mudar a orientação sexual de pacientes homossexuais.
Não quero discutir a &#8220;possibilidade&#8221; desse tipo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="+1" color="#000080">CONTARDO CALLIGARIS &#8211; FOLHA SP</font></strong></p>
<table width="451" height="90">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Um terapeuta deve deixar suas opiniões e crenças no vestiário do consultório, a cada dia  </em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>EM 31 de julho, o Conselho Federal de Psicologia repreendeu a psicóloga Rozângela Alves Justino por ela oferecer uma terapia para mudar a orientação sexual de pacientes homossexuais.<br />
Não quero discutir a &#8220;possibilidade&#8221; desse tipo de &#8220;cura&#8221; (afinal, reprimir o desejo dos outros e o nosso  próprio é uma atividade humana  tradicional), mas me interessa dizer  por que concordo com a decisão do  Conselho.<br />
A revista &#8220;Veja&#8221; de 12 de agosto  publicou uma entrevista com Alves  Justino, na qual ela explica sua posição. No fim, a psicóloga manifesta  seu temor do complô de um &#8220;poder  nazista de controle mundial&#8221;, que  estaria querendo &#8220;criar uma nova  raça e eliminar pessoas&#8221;, graças a  políticas abortistas, propagação de  doenças sexualmente transmissíveis etc.<br />
Para ser psicoterapeuta, não é  obrigatório (talvez nem seja aconselhável) gozar de perfeita sanidade  mental. É possível, por exemplo, que  um esquizofrênico, mesmo muito  dissociado, seja um excelente psicoterapeuta (há casos ilustres). Mas  uma coisa é certa: para ser terapeuta, ser inspirado por um conjunto  organizado de ideias persecutórias é  uma franca contraindicação.<br />
Na verdade, pouco importa que as ideias em questão sejam ou não persecutórias e delirantes: de um terapeuta, espera-se que ele deixe suas opiniões e crenças (morais, religiosas, políticas) no vestiário de seu consultório, a cada manhã. Quando, por qualquer razão, isso resultar difícil ao terapeuta, e ele sentir a vontade irresistível de converter o paciente a suas ideias, o terapeuta deve desistir e encaminhar o caso para um colega. Por quê?<br />
Alves Justino, com sua aversão  por homossexualidade, sadomasoquismo e outras fantasias sexuais,  ilustra a regra que acabo de expor.  Explico.<br />
A psicóloga defende sua prática  afirmando que a psiquiatria e a psicologia admitem a existência de  uma patologia, dita &#8220;homossexualidade ego-distônica&#8221;, que significa o  seguinte: o paciente não concorda  com sua própria homossexualidade,  e essa discordância é, para ele, uma  fonte de sofrimento que poderíamos aliviar -por exemplo, conclui  Alves Justino, reprimindo a homossexualidade.<br />
De fato, atualmente, psiquiatria e  psicologia reconhecem a existência,  como patologia, da &#8220;orientação sexual ego-distônica&#8221;; nesse quadro,  alguém sofre por discordar de sua  orientação sexual no sentido mais  amplo: fantasias, escolha do sexo do  parceiro, hábitos masturbatórios  etc. Existe, em suma, um sofrimento  que consiste em discordar das formas de nosso próprio desejo sexual,  seja ele qual for (alguém pode sofrer  até por discordar de sua &#8220;normalidade&#8221;). Pois bem, nesses casos, o que é  esperado de um terapeuta?<br />
Imaginemos um nutricionista que  receba uma paciente que se queixa  de seu excesso de peso, enquanto ela  apresenta uma magreza inquietante: ela tem asco da forma de seu próprio corpo, que ela percebe como  enorme e que ela não aceita como  seu. O nutricionista não tentará  nem emagrecer nem engordar sua  paciente, pois o problema dela não é  o peso corporal, mas o fato de que  ela discorda de si mesma a ponto de  não conseguir enxergar seu corpo  como ele é.<br />
No caso da orientação sexual ego-distônica, vale o mesmo princípio: o  problema do paciente não é seu desejo sexual específico, mas o fato de  que ele não consegue concordar  com seu próprio desejo, seja ele qual  for. As razões possíveis dessa discordância são múltiplas. Por exemplo,  posso discordar de meu desejo sexual porque ele torna minha vida  impossível numa sociedade que o  reprime (moral ou judicialmente) e  cujas regras interiorizei. Ou posso  discordar de meu desejo porque ele  não corresponde a expectativas de  meus pais que se tornaram minhas  próprias. E por aí vai.<br />
Nesses casos, o terapeuta que tentar resolver o problema confiando em sua visão do mundo e propondo-se &#8220;endireitar&#8221; o desejo de quem o consulta, de fato, só agudizará o conflito (consciente ou inconsciente) do qual o paciente sofre. Ora, é esse conflito que o terapeuta deve entender e, se não resolver, amenizar, ou seja, negociar em novos termos, menos custosos para o paciente. Em outras palavras, diante da ego-distonia, o terapeuta não pode tomar partido nem pelo desejo sexual do paciente, nem pelas instâncias que discordam dele.<br />
Ou melhor, ele pode, sim, só que,  se agir assim, ele deixa de ser terapeuta e vira militante, padre ou pastor.</p>
<p><strong> <a href="mailto:ccalligari@uol.com.br">ccalligari@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>Procuradora-geral da República propõe ação para reconhecer união entre pessoas do mesmo sexo</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 21:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deborah Duprat ofereceu arguição de descumprimento de preceito fundamental ao Supremo Tribunal Federal
A procuradora-geral da República, Deborah Duprat, propôs hoje, 2 de julho, ao Supremo Tribunal Federal (STF) arguição de descumprimento de preceito fundamental, com pedido de liminar e de audiência pública, para reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo e que sejam dadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Deborah Duprat ofereceu arguição de descumprimento de preceito fundamental ao Supremo Tribunal Federal</strong></p>
<p>A procuradora-geral da República, Deborah Duprat, propôs hoje, 2 de julho, ao Supremo Tribunal Federal (STF) arguição de descumprimento de preceito fundamental, com pedido de liminar e de audiência pública, para reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo e que sejam dadas a elas os mesmos direitos e deveres dos companheiros em uniões estáveis.</p>
<p>A ADPF foi proposta com base em representação do Grupo de Trabalho de Direitos Sexuais e Reprodutivos da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Apesar de já haver uma arguição (ADPF 132) sobre o mesmo tema, proposta pelo estado do Rio de Janeiro, foi oferecida nova ação em virtude do parecer da Advocacia Geral da União, no sentido de que os efeitos da ADPF 132 estariam restritos àquele estado. Para não correr tal risco, a procuradora-geral propôs esta nova arguição.</p>
<p>“O indivíduo heterossexual tem plena condição de formar a sua família, seguindo as suas inclinações afetivas e sexuais. Pode não apenas se casar, como também constituir união estável, sob a proteção do Estado. Porém, ao homossexual, a mesma possibilidade é denegada, sem qualquer justificativa aceitável”, diz, na ação.</p>
<p>A tese sustentada na ADPF, segundo Deborah Duprat, é a de que se deve extrair diretamente da Constituição de 88 – notadamente os princípios da dignidade da pessoa humana (art. 1º, inciso III), da igualdade (art. 5º, caput), da vedação das discriminações odiosas (art. 3º, inciso IV), da liberdade (art. 5º, caput) e da proteção à segurança jurídica – a obrigatoriedade do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. E, diante da inexistência de legislação infraconstitucional regulamentadora, devem ser aplicadas analogicamente ao caso as normas que tratam da união estável entre homem e mulher.</p>
<p>Para a procuradora-geral, o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo independe de mediação legislativa, pois é possível aplicar imediatamente os princípios constitucionais. “Não subsiste qualquer argumento razoável para negar aos homossexuais o direito ao pleno reconhecimento das relações afetivas estáveis que mantêm, com todas as consequências jurídicas disso decorrentes”, afirma.</p>
<p><strong>Princípio da igualdade</strong> – Significa que todos devem receber o mesmo tratamento pelo Estado. Segundo Deborah Duprat, o Estado, em todos seus poderes e esferas, viola os preceitos fundamentais com relação a este tema. Isso envolve atos comissivos e omissivos. “Seria possível citar as decisões judiciais de diversos tribunais, que se negam a reconhecer como entidades familiares as referidas uniões, e os atos das administrações públicas que não concedem benefícios previdenciários estatutários aos companheiros dos seus servidores falecidos”, explica. Ela acrescenta que a aparente neutralidade da legislação infraconstitucional brasileira escondeu o preconceito contra os homossexuais ao proteger apenas as relações estáveis heterossexuais.</p>
<p><strong>Proibição de discriminação </strong>– A Constituição estabeleceu que é objetivo fundamental da República “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. “A discriminação motivada pela orientação sexual é constitucionalmente banida no Brasil. E esta argumentação é reforçada quando se analisa a orientação seguida no âmbito do direito internacional dos direitos humanos”, diz a procuradora-geral. Ela lembra que o Brasil é signatário do Pacto dos Direitos Civis e Políticos da ONU, que proíbe qualquer tipo de discriminação. “O Estado laico não pode basear os seus atos em concepções religiosas, ainda que cultivadas pela religião majoritária, pois, do contrário, estaria desrespeitando todos aqueles que não a professam, sobretudo quando estiverem em jogo os seus próprios direitos fundamentais”, acrescenta.</p>
<p><strong>Dignidade humana</strong> – Além de privar parceiros homossexuais de direitos importantes, o não-reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo explicita a desvalorização pelo Estado do modo de ser do homossexual, rebaixando-o à condição de cidadão de segunda classe. Privar os membros de uniões estáveis entre mesmo sexo de direitos relacionados às condições básicas de existência (direito a alimentos, a receber benefícios previdenciários etc.) atenta contra sua dignidade, expondo-o a situações de risco social injustificado. “O reconhecimento social envolve a valorização das identidades individuais e coletivas. E a desvalorização social das características típicas e do modo de vida dos integrantes de determinados grupos, como os homossexuais, tende a gerar nos seus membros conflitos psíquicos sérios, infligindo dor, angústia e crise na sua própria identidade”, destaca a procuradora-geral. Ela lembra que, ao negar o reconhecimento deste tipo de união, o Estado alimenta e legitima uma cultura homofóbica.</p>
<p><strong>Direito à liberdade</strong> – Esse princípio permite que cada um faça suas escolhas existenciais básicas e persiga seus projetos de vida, desde que não viole direitos de terceiros. Isso significa que cada um tem o direito de escolher com a pessoa com a qual pretende manter relações afetivas estáveis, de caráter familiar. “É exatamente essa liberdade que se denega ao homossexual, quando não se permite que ele forme a sua família, sob o amparo da lei, com pessoas do sexo para o qual se orienta a sua afetividade”, diz Deborah Duprat.</p>
<p><strong>Proteção à segurança jurídica </strong>– Princípio que possibilita que pessoas e empresas planejem as próprias atividades e tenham estabilidade e tranquilidade na fruição dos seus direitos. Devido à falta de legislação e de indeteminação da jurisprudência, não há previsibilidade em temas envolvendo herança, partilha de bens, deveres de assistência recíproca e alimentos. “O caminho para superação desta insegurança só pode ser a extensão do regime legal da união estável para as percerias entre pessoas do mesmo sexo, através de decisão judicial do STF, revestida de eficácia erga omnes (para todos) e efeito vinculante”, afirma.</p>
<p>Quanto à redação do artigo 226, § 3º, da Constituição (“&#8230; é reconhecida a união estável entre homem e mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar a sua conversão em casamento”), a procuradora-geral diz que isso não impede o reconhecimento da união entre homossexuais, uma vez que a Carta Maior não é um amontoado de normas isoladas. “Trata-se de um sistema aberto de princípios e regras, em que cada um dos elementos deve ser compreendido à luz dos demais”, diz. E, para ele, é na parte dos princípios fundamentais que se encontram as normas que permitem o reconhecimento.<br />
<strong><br />
Liminar</strong> – Na arguição, Deborah Duprat pede medida liminar para evitar danos patrimoniais, como benefícios previdenciários e direito a alimentos,  e extrapatrimoniais, como abalos à auto-estima e o estímulo ao preconceito e à homofobia.</p>
<p>Devido à relevância do tema, a procuradora-geral pede, na ação, a convocação de audiência pública no STF para discussão do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo.</p>
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		<title>NY, 1969 &#8211; SP 2009: aos 40 anos do movimento gay, repressão persiste</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 18:32:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antonio Quinet &#8211; O Globo
Aos 40 anos do movimento gay, repressão resiste e homoterrorismo avança. Por que e até quando? 
Respostas nos textos de Antonio Quinet, João Ximenes Braga e Gilberto Scofield


&#160;
Lições de Stonewall a São Paulo
Por Antonio Quinet*
1969, Stonewall, Nova York. 2009, atentado com bomba na Parada Gay em São Paulo. Após sucessivas batidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Antonio Quinet &#8211; O Globo</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Aos 40 anos do movimento gay, repressão resiste e homoterrorismo avança. Por que e até quando? </strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Respostas nos textos de Antonio Quinet, João Ximenes Braga e Gilberto Scofield</strong></font></p>
<p><font size="4"></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.tvcanal13.com.br/fotos/FOT20080204124740.jpg" alt="http://www.tvcanal13.com.br/fotos/FOT20080204124740.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff00">&nbsp;</p>
<p><font size="5"><strong>Lições de Stonewall a São Paulo</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Por Antonio Quinet*</p>
<p>1969, Stonewall, Nova York. 2009, atentado com bomba na Parada Gay em São Paulo. Após sucessivas batidas policiais com humilhação e<br />
prisão no Bar Stonewall, reduto gay do Greenwich Village em NY, os homossexuais reagiram e se rebelaram contra a polícia; a rebelião ganhou o apoio dos passantes e os policiais recuaram.</p>
<p>É o marco histórico do início do movimento de emancipação e liberação dos homossexuais e do combate à homofobia. No ano seguinte, deu-se a primeira Parada Gay. Em São Paulo, além da bomba atirada numa sacola do alto de um prédio, outras agressões deixaram rapazes feridos. Um deles morreu.</p>
<p>Aos 40 anos de Stonewall, ataques como o de São Paulo estão além da homofobia. São atos de homoterrorismo. Apesar das transformações nos costumes e leis e da maior liberdade de expressão da opção sexual, prevalece, mundo afora, a repressão através de atos de guerra. No Brasil, o número de assassinatos de homossexuais aumentou 55% em 2008 em relação ao ano anterior, revela a pesquisa anual sobre crimes com motivação homofóbica, do Grupo Gay da Bahia (GGB).</p>
<p>Como se explica o homoterrorismo? Como a homofobia, termo que designa medo, se transforma em ódio? Por um lado, podemos pensar a partir da lógica da exclusão do diferente e situar o homossexual ao lado do negro e do judeu, vítimas de discriminação e intolerância (o triângulo gay era cor-de-rosa nos campos de concentração) e também, como se tem visto, aqueles que frequentam religiões “fora da norma”, como a Umbanda, alvos de agressões em seus templos. As mulheres, acrescentese, continuam a ser discriminadas. Essa norma mítica, que se confunde com o “normal”, é a do “branco, masculino, jovem, heterossexual, cristão, financeiramente seguro e magro” (cf. Dollimore). O homossexual provoca o imaginário de um gozo outro, tão diferente, e ao mesmo tempo tão semelhante. Para a consciência da norma, é melhor qualificá-lo de pervertido, não-confiável, pois um gozo periférico, daí ser perigoso. Como disse Arnaldo Jabor, os gays “ (&#8230;) sempre foram uma fonte de angústia, pois atrapalham nosso sossego, nossa identidade ‘clara’. O gay é duplo, é dois, o viado tem algo de centauro, de ameaçador para a unicidade do desejo&#8230; o gay sério inquieta&#8230; o gay de terno, o gay forte, o gay caubói são muito próximos de nós (&#8230;).”</p>
<p>Ao responder a uma mãe extremamente preocupada com a homossexualidade de seu filho, Sigmund Freud (que assinara uma petição pela descriminalização da homossexualidade) aponta, em 1935, que não é nenhuma desvantagem, nem vantagem, “não é motivo de vergonha, não é uma degradação, não é um vício e não pode ser considerada uma doença”. Apesar disso, só em 1973 a American Psychiatric Association (APA) deixou de classificar a homossexualidade como doença. E depois que ativistas gays, por duas vezes (1970 e 1971), invadiram seu encontro anual.</p>
<p>A psicanálise, na mesma direção, se opõe à pedagogia do desejo, pois esta é uma falácia. Não se pode educar a pulsão sexual, desviá-la para acomodá-la aos ideais da sociedade. A pulsão segue os caminhos traçados pelo inconsciente, individual e singular. A pulsão não é louca: obedece à lógica de uma lei simbólica a que todos estamos submetidos.</p>
<p>Para a psicanálise, o interesse exclusivo de um homem por uma mulher também merece esclarecimento. A investigação psicanalítica, diz Freud em seu texto premiado sobre Leonardo da Vinci, opõe-se à tentativa de separar os homossexuais dos outros seres como um “grupo de índole singular”, pois “todos os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e que de fato a consumaram no inconsciente”. Ou seja, a bissexualidade é constitutiva de todos, seja a escolha homossexual praticada ou não.</p>
<p>O complexo de Édipo, que cai no esquecimento, comporta também a ligação libidinal do filho para com o pai e da menina para com a mãe, além das ligações do filho com a mãe e da filha com o pai. Assim, o número de homossexuais que se proclamam como tais, diz Freud, “não é nadaem comparação com os homossexuais latentes”.</p>
<p>Há uma diversidade enorme na homossexualidade tanto na praticada quanto na latente e sublimada. Devemos falar, portanto, de homossexualidades”. As sexualidades são tantas quanto existem os sujeitos, determinadas pelas fantasias de cada um. A questão que se coloca nesse episódio de terror é como cada um lida com sua homossexualidade (patente ou latente) que se materializa nas amizades, nas relações entre parentes do mesmo sexo e em todo ajuntamento social.</p>
<p>Segundo Freud, a libido homossexual é o cimento dos grupos e da massa, assim como a raiz dos ideais subjetivos de cada um se encontra em seu narcisismo (do amor por si mesmo e até a auto-estima). O “amar aos outros como a si mesmo” tem claramente fundamento homo (igual) erótico. A aceitação da homossexualidade do outro se encontra na dependência de como o sujeito lida com a sua própria. Quanto mais ele a rejeita em si mesmo, menos saberá lidar com ela, podendo fazer desse outro um objeto de ódio, de agressões e até de assassinato.</p>
<p>Dentro de uma cultura machista e falocêntrica (existe no ocidente alguma que não o seja?) parece mais fácil para a mulher lidar com sua homossexualidade do que o homem. Não é à toa que o lipstick lesbian virou moda entre as meninas. O que está longe de ser o caso para os meninos que cedo, muitas vezes na escola, aprendem a prática do homoterrorismo. A aceitação do outro como sexuado, diferente e independente, podendo fazer suas próprias escolhas de gozo sem ter que se desculpar, é um índice de civilização. O contrário é a barbárie.</p>
<p><strong>ANTONIO QUINET é psicanalista e doutor em filosofia.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/07/203_1522-gaycouple.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/07/203_1522-gaycouple.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ff00ff">&nbsp;</p>
<p><font size="5"><strong>A revolta dos perdigotos</strong></font></p>
<p style="background-color: #ff99cc">Por João Ximenes Braga</p>
<p>Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral.</p>
<p>Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você pode ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento “careta” dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.</p>
<p>Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluidos que, com sorte, ficarão na camisinha.</p>
<p>E você pode achar isso nojento. Mas não tem importância. Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.</p>
<p>Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignação pelas esquinas.</p>
<p>Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.</p>
<p>A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennessee Williams na voz de Chance, o protagonista de “Doce pássaro da juventude”, a grande diferença entre as pessoas neste mundo “não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau. É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia”.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.lasescapadas.com/wp-content/uploads/2007/08/tq_001534_g.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.lasescapadas.com/wp-content/uploads/2007/08/tq_001534_g.jpg" width="554" height="359" /></div>
<p style="background-color: #ff9900">&nbsp;</p>
<p><font size="5"><strong>Bambi na selva</strong></font></p>
<p style="background-color: #ff6600"><strong>Por Gilberto Scofield (de WASHINGTON)</strong></p>
<p>Os EUA podem ser um intensivão da realidade e da cultura gays. Estão aqui as bases do que se conhece como ativismo GLBT, bem como os maiores exemplos de como a homofobia beira a patologia. No aniversário de 40 anos do movimento gay, as grandes cidades americanas fervem: boates, saunas, bares, indústria pornô, lojas, literatura,arte e cinema que dão o tom e o formato de tudo oque se vê de gay e lésbicoao redor do planeta, incluindo no Brasil.<br />
A indústria cultural gay flerta com Hollywood, Broadway, Off-Broadway, Metropolitan, Lincoln, You Tube, Twitter. Define mitos, delineia divas, lança DJs, danças, dramas, drogas, roupas, tudo que é mainstream ou alternativo.</p>
<p>E está aqui a mais raivosa e verbal sociedade conservadora do planeta, com seus cartazes de “casamento = homem + mulher” ou “Deus odeia viados”. Aqui,um gay já foi espancado e deixado semimorto numa cerca no meio do nada para servir de aviso. Um entre muitos. Os maiores índices de crescimento da HIV/Aids entre gays depois da África estão aqui.<br />
No Brasil, tendo a achar que o lado negro da força impede o avanço das conquistas gays. O que será do projeto de união civil há anos engavetado no Congresso por pressão de religiosos e coronéis (alguém aí falou em Irã?)?<br />
A vitória da união civil é surrada, à mercê da mente mais ventilada deste ou daquele juiz, apesar dos impostos pagos pelos gays serem os mesmos. O ativismo gay mudou de foco. As velhas reivindicações ficaram mais discretas. A maioria quer ser&#8230;. como a maioria! Normais, virtuosos, viciosos, como todos.<br />
Estamos a quilômetros disso. Pesquisa nacional mostra que a maioria dos brasileiros maiores de 16 possuem algum tipo de preconceito contra homossexuais, dos quais 16% consideram-nos como “doentes”, “safados” ou“sem-vergonha”.<br />
Não se pode parar aos 40, gritam os ativistas. Mas estou exausto. E só vejo aconchego na minha ridícula rotina jornalística. Ou no meu companheiro ofere cendo seu abraço cúmplice depois de um dia de 50 horas. Eu não comemoro nem os meus 40 anos. Amadurecer tem um preço alto para quem aprende com a vida. Uma clareza antecipada, preguiça do manjado, do cinismo, cabelos brancos. Quarenta anos de movimento gay e, sinceramente, apesar dos avanços nos costumes, me sinto tão facilmente aniquilável quanto um Bambi numa floresta.</p>
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		<title>Literatura gay?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/literatura-gay/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 19:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Anteontem, como referido aqui, o Ípsilon publicou um extenso dossier de Isabel Coutinho sobre ficção portuguesa gay. Esse trabalho mereceu um comentário do Henrique Raposo, com quem gostaria de pensar em voz alta. O conceito de literatura gay é recente: tem 38 anos. Em consequência dos motins de Stonewall, que durante três dias consecutivos (entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_yARMaJz_QQ4/RtHcYsSC1hI/AAAAAAAAAy8/5XG5XlAghaI/s1600-h/Literatura+Gay.jpg"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_yARMaJz_QQ4/RtHcYsSC1hI/AAAAAAAAAy8/5XG5XlAghaI/s400/Literatura+Gay.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103102169549297170" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center" border="0" /></a></p>
<p>Anteontem, como referido <strong><a href="http://daliteratura.blogspot.com/2007/08/literatura-gay.html">aqui</a></strong>, o <em>Ípsilon</em> publicou um extenso <em>dossier</em> de Isabel Coutinho sobre ficção portuguesa gay. Esse trabalho mereceu um comentário do <strong><a href="http://www.atlantico-online.net/blogue/2007/08/24/so-ha-boa-ou-ma-literatura-o-gay-nao-e-para-aqui-chamado/">Henrique Raposo</a></strong>, com quem gostaria de pensar em voz alta. O conceito de literatura gay é recente: tem 38 anos. Em consequência dos motins de Stonewall, que durante três dias consecutivos (entre 27 e 29 de Junho de 1969, tendo como ponto de partida o funeral de Judy Garland) fizeram de Christopher Street um campo de batalha entre a polícia de Nova Iorque e activistas gays de ambos os sexos, surgiram movimentos organizados, na área da cidadania e dos direitos humanos, como o Gay Liberation Front, muito radical, ou a Gay Activists Alliance, mais moderada. Nessa altura, face ao que estava em jogo, os escritores americanos homossexuais não ficaram de braços cruzados. Alguns começaram então a reflectir sobre o seu dever de intervenção. Sirva de paradigma o Violet Quill Club, fundado por Edmund White, Andrew Holleran, Felice Picano, Michael Grumley, Robert Ferro, Christopher Cox e George Whitmore: «<em>What, then, was the Violet Quill? It was a group of gay writers joined by friendship, ambition, and concern for their art, who got together </em><span style="font-size: 85%">[...]</span><em> to read to one another from their works in progress. Not much to mythologize. Except that several of these writers became the most important gay authors of the decade, setting a standard for gay fiction against which the present boom in gay writing is always compared. When we consider the first generation of gay writers to emerge after Stonewall&#8230; </em><span style="font-size: 85%">[...]</span><em> Collectively they produced a vision of a gay life that haunts us still — a vision of beauty, privilege, friendship, sexuality, loss, and lyricism.</em>» Não faltou quem visse o grupo como uma máfia literária, não faltaram autores que reagiram mal à ideia (os nomes mais sonantes que me ocorrem são os de Gore Vidal e James Merrill, ambos com mais de 40 anos em 1969), e também não faltaram equívocos, sobretudo na Europa (continental) e na América Latina. Por exemplo, os cubanos José Lezama Lima (1910-1976), Reinaldo Arenas (1943-1990) e Senel Paz (n. 1950), o argentino Manuel Puig (1932-1990), os brasileiros Silviano Santiago (n. 1936) e Caio Fernando Abreu (1948-1996), o catalão Terenci Moix (1942-2003) e os franceses Renaud Camus (n. 1946) e Hervé Guibert (1955-1991), para citar os melhores fora do mundo de língua inglesa, fizeram saber que não se reviam na classificação, a despeito da explicitação temática da respectiva obra. Idiossincrasia anglo-americana? O tempo dirá. Dispenso-me de dar exemplos de autores canónicos, americanos e ingleses, assumidos como autores gay, por serem conhecidos. Diria, respondendo ao <strong><a href="http://www.atlantico-online.net/blogue/2007/08/24/so-ha-boa-ou-ma-literatura-o-gay-nao-e-para-aqui-chamado/">Henrique Raposo</a></strong>, que falar de “literatura gay” é uma forma de sinalizar, tal como falamos de romance histórico, fantástico, policial, de espionagem ou de ficção-científica. Não é por serem epítomes desses géneros, que Alexandre Dumas (pai), Edgar Allan Poe, P. D. James, John le Carré ou Ray Bradbury, deixam de ser os grandes autores que são. O adjectivo acrescenta, não subtrai.</p>
<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8022/770/1600/Cesar.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/8022/770/400/Cesar.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center" border="0" /></a></p>
<p>William Naphy, <strong><em><span style="color: #000099">Born to be Gay. História da Homossexualidade</span></em></strong>, 2004. Tradução portuguesa (2006) de Jaime Araújo. Edições 70. O trecho transcrito foi extraído do capítulo <em>As Civilizações Clássicas e o Advento do Cristianismo</em>, um dos seis capítulos da obra (303 pp). <em>Edit</em> meu.</p>
<p>«[...] Durante toda a sua história pré-cristã, o amor homossexual masculino constituiu um elemento manifesto e público da civilização grega. Por exemplo, é interessante observar que registos antigos contam que peças de Ésquilo, Sófocles e Eurípides tratavam do amor entre homens, ainda que este não apareça nas peças que sobreviveram (interrogamo-nos até que ponto os cristãos não teriam tido uma mão nesse estranho esquema de sobrevivência). Assim, Ésquilo, na sua peça <strong><em>Mirmidões</em></strong>, falava do amor de Aquiles por Pátroclo, e terminava com a morte do segundo e o lamento de Aquiles acerca dos seus “muitos beijos” e da “união sagrada das suas coxas”.</p>
<p>No entanto, antes de deixarmos as práticas gregas, é importante avaliar a sua influência sobre Roma.</p>
<p>[...] Uma das melhores maneiras de avaliar não só a polissexualidade do comportamento romano mas também as posições da cultura romana sobre o sexo é olhar para as vidas dos governantes e imperadores do fim da República e do início do Império. A fonte mais conhecida, mas não única, é a obra de Suetónio, <strong><em>As Vidas dos Doze Césares</em></strong>, escrita durante o reinado de Adriano</p>
<p>[...] Júlio César aparece em primeiro lugar e Suetónio estabelece uma distinção clara entre o comportamento de César como <em>penetrado</em> [...] e como <em>penetrador</em> [...] O autor inclui mesmo uma diatribe contra César, e que na altura teve muito êxito, do discurso de um senador que disse que César era “o marido de todas as mulheres e esposa de todos os homens” [...] Suetónio regista então uma grande mudança com a chegada de Nero [o qual] casou com dois homens (um a seguir ao outro) em cerimónias idênticas às praticadas nos casamentos entre homens e mulheres. Um dos homens recebeu honras de imperatriz. Empregando a terminologia actual [...] Galba era essencialmente <em>gay</em>, interessado quase exclusivamente em ter relações sexuais com outros homens (e não com adolescentes). Nero era simplesmente depravado, praticando sexo com qualquer pessoa [...] e sujeitando o corpo à [...] penetração por outros homens — mesmo por homens socialmente inferiores. [...]»</p>
<p><strong><em><span style="color: #000099">Epistemology of the Closet</span></em></strong><br />
Eve Kosofsky Sedgwick<br />
University of California Press, 1990<br />
Tradução portuguesa de Ana R. Luís e Fernando Matos Oliveira: <strong><em><span style="color: #000099">Epistemologia do Armário</span></em></strong> / Angelus Novus, 2003<strong><em><span style="color: #000099">The Lesbian and Gay Studies Reader</span></em></strong><br />
Henry Abelove, Michèle Aina Barale e David Halperin (eds.)<br />
<span style="font-size: 85%">VV.AA</span> / Mais de 50 ensaios de 43 autores, incluindo os três organizadores, e ainda Judith Butler, Phillip Brian Harper, Audre Lorde, Adrienne Rich, Eve Kosofsky Sedgwick e outros.<br />
Routledge, 1993</p>
<p><strong><span style="color: #000099">Indispensável</span></strong>.<strong><em><span style="color: #000099">The Violet Quill Reader</span></em></strong><br />
David Bergman (ed.)<br />
<span style="font-size: 85%">VV.AA</span> / Edmund White, Andrew Holleran, Felice Picano, Michael Grumley e outros<br />
St Martin&#8217;s Press, 1994<br />
O Violet Quill Club, de Nova Iorque, foi o ponto de partida (em 1969) da afirmação pública da literatura gay.<strong><em><span style="color: #000099">Virtually Normal. An Argument About Homosexuality</span></em></strong><br />
Andrew Sullivan<br />
Picador, 1995<br />
Considerado <em>a bíblia</em> do tema. Ver <strong><a href="http://andrewsullivan.com/">blogue</a></strong> do autor.</p>
<p><strong><em><span style="color: #000099">Cassell&#8217;s Queer Companion</span></em></strong><br />
William Stewart<br />
Cassell, 1995<br />
Como o nome indica, um dicionário de cultura e terminologia gay.</p>
<p><strong><em><span style="color: #000099">The Gay and Lesbian Literary Heritage</span></em></strong><br />
Claude J. Summers (ed.)<br />
VV.AA / Enciclopédia com 787 páginas, sobre autores, grupos, movimentos, correntes, etc., dentro e fora do mundo de língua inglesa. As entradas não são meros verbetes, são verdadeiros ensaios. <strong><span style="color: #000099">Indispensável</span></strong>.<br />
Henry Holt Reference Book, 1995</p>
<p><strong><em><span style="color: #000099">A History of Gay Literature. The Male Tradition</span></em></strong><br />
Gregory Woods<br />
Yale University Press, 1998<br />
Começa na Grécia e em Roma, vindo até aos anos 1990.</p>
<p><strong><em><span style="color: #000099">La longue marche des gays</span></em></strong><br />
Frédéric Martel<br />
Gallimard, 2002<br />
Profusamente ilustrado, formato de bolso. Espécie de <em>curso intensivo</em>.</p>
<p><strong><em><span style="color: #000099">Dictionnaire des cultures Gays et Lesbiennes</span></em></strong><br />
Didier Eribon (ed.)<br />
Larousse, 2003<br />
<span style="font-size: 85%">VV.AA</span> / Com ilustrações.</p>
<p><strong><em><span style="color: #000099">Born to be Gay. A History of Homosexuality</span></em></strong><br />
William Naphy<br />
<span style="font-size: 85%">NPI</span> Media Group, 2004<br />
Tradução portuguesa de Jaime Araújo: <strong><em><span style="color: #000099"><a href="http://daliteratura.blogspot.com/2006/04/citao-25.html">Born to be Gay. História da Homossexualidade</a></span></em></strong> / Edições 70, 2006<br />
Fiz a recensão deste livro no <em>Mil Folhas</em> de 22-4-2006</p>
<p><em>Fonte Eduardo Pitta Blog <a href="http://daliteratura.blogspot.com/">da literatura</a><br />
</em></p>
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		<title>Não a homofobia</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 17:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Parada gay]]></category>

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Valéria Gonçalvez/AE &#8211; Parada do Orgulho GLBT na Avenida Paulista
&#160;


                                  
          








Festa começa [...]]]></description>
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<div align="center"></div>
<p align="center"><strong><em>Valéria Gonçalvez/AE &#8211; Parada do Orgulho GLBT na Avenida Paulista</em></strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
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</span>          </span></div>
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<div align="center"></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/foto/0,,21066214-FMM,00.jpg" alt="Foto: Daigo Oliva/G1 " width="555" height="396" /></div>
<div align="center"></div>
<h4 align="center"><em>Festa começa na Avenida Paulista e termina no                 Centro da capital  (Foto: Daigo Oliva/G1 )</em></h4>
</div>
</div>
<p align="center">&nbsp;</p>
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