27/06/2008 - 13:46h Turismo com vento em popa no Rio de Janeiro

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Mais incentivo ao turismo
Convênios para estradas e centros de convenções

O ministro do Turismo, Luiz Barretto, e o governador Sérgio Cabral assinam hoje no Palácio da Guanabara dois convênios no valor total de R$ 25,3 milhões. Parte dos recursos será destinada à elaboração de estudos de viabilidade técnica da construção de centros de convenções em municípios fluminenses. A maior parcela (R$ 25 milhões) será para a construção de estradas na região de Visconde de Mauá e da estrada-parque Paraty-Cunha. Os recursos para estudos e obras têm origem no Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

Em abril o governo do estado apresentou carta-consulta no valor de US$ 187 milhões, sendo US$ 112 milhões para serem financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o restante (US$ 75 milhões) como contrapartida do estado. O pedido de crédito do Rio foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) no início deste mês.

Cinco mil quartos para receber
Indústria hoteleira deve investir R$ 1 bi no Rio e em Niterói nos próximos 5 anos

Isabela Bastos - O Globo

Investimentos privados da ordem de R$ 1 bilhão serão aplicados, nos próximos cinco anos, na construção e reestruturação de pelo menos 18 hotéis na cidade do Rio e em Niterói. Dos empreendimentos licenciados, em processo de análise ou já em andamento, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIHRJ), nove ficam na Barra da Tijuca, cinco em Copacabana, um no Recreio dos Bandeirantes, um no Centro da cidade e dois em Niterói. Os empreendimentos devem agregar pelo menos mais cinco mil novos quartos à rede hoteleira, que já conta hoje com 38 mil unidades no estado, sendo 28 mil na capital.
O detalhamento dos investimentos do setor deverá constar do dossiê de candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016, que será entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) até 12 de fevereiro de 2009.
Apesar de a enxurrada de novos hotéis ter no horizonte distante as olimpíadas e a Copa de 2014 no Brasil, é no curto prazo que reside a maior motivação do setor. Segundo o presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes, o boom hoteleiro se deve mais à demanda crescente provocada pelo desenvolvimento econômico do estado, que já responde por 60% da ocupação dos quartos.
De acordo com Lopes, a criação de pólos de desenvolvimento econômico — como o metal-mecânico de Resende, o siderúrgico de Itaguaí, o petroquímico de Itaboraí e o petrolífero de Macaé — vem atraindo para o Rio grandes empresas e, conseqüentemente, eventos de negócios que geram procura por hotéis.
Dados da ABIH-RJ mostram que o número de quartos no estado vem crescendo na razão de duas mil unidades por ano, sendo a metade na cidade do Rio.

— As Olimpíadas e a Copa são eventos temporários, e ninguém constrói quartos se a estrutura não se sustentar depois que tudo passar.

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) estimou a necessidade para 2016 em 39 mil quartos. Se com mil quartos ao ano no Rio não chegarmos lá, chegaremos muito perto. E o que faltar podemos suprir com a contratação de transatlânticos que seriam fundeados na orla — disse Lopes.

Maioria deverá ser de quatro estrelas

A maioria dos novos empreendimentos deverá ser de quatro estrelas, porte médio da hotelaria fluminense. O foco na Barra, diz o presidente da ABIH-RJ, é resultado da carência de espaços de grandes dimensões — capazes de abrigar empreendimentos de 300 a 400 unidades, padrão internacional para que os hotéis sejam viáveis economicamente — em outros trechos da orla.

— No mundo inteiro, os hotéis têm que ter um número elevado de quartos. A economia do turismo receptivo se desenvolve junto ao mar.

E a Barra é o único lugar com espaços ainda generosos para essa função — explicou Lopes.
Dos nove hotéis previstos para a Barra, segundo a lista da associação, seis ficam à beira-mar, na Avenida Lúcio Costa. Três deles nos números 5.210, 5.400 e 5.700, nas imediações do Condomínio Golden Green; outro no número 34.087, já perto do Recreio; um outro na Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi; e um sexto que não teve a sua numeração divulgada. As outras áreas são a Avenida do Pepê 56; a Rua José Silva de Azevedo Neto 200, na entrada da Península; e a Rua Franco Zampari 100.
De acordo com a Secretaria municipal de Urbanismo (SMU), dos 16 empreendimentos do Rio, sete estão com o processo de licenciamento em fase de análise, sete já receberam licença — três já estão em construção — e um deverá ser licenciado até fevereiro de 2010. Um dos empreendimentos da lista da ABIH para a Rua Aires Saldanha 54, em Copacabana, não foi identificado pela SMU.
se concretizar da forma esperada pela ABIH. Isto porque a lista de hotéis previa inicialmente 19 empreendimentos e já teve baixa: um hotel da Brascan, num endereço na Barra não divulgado. Segundo a SMU, a empresa tem um licenciamento para hotel aprovado no Centro Metropolitano, na Avenida Abelardo Bueno, com 796 unidades. Mas a empresa informou ontem, através de sua assessoria, que desistiu de construir um hotel no local.
Outro fator que deverá criar empecilho aos planos do setor é a polêmica legislação urbanística da APA de Marapendi. Os parâmetros na área estão sub judice desde 2005, quando a legislação foi modificada pela Câmara dos Vereadores.
Naquele ano, a aprovação de um projeto de lei abriu precedente para a construção de centros de convenções, prédios comerciais e residenciais e hotéis com até cinco andares no local — onde só eram permitidos prédios de até três andares.
O projeto modificou ainda de 15% para 30% o percentual máximo de ocupação dos terrenos edificáveis.
Vetado pelo prefeito Cesar Maia na ocasião, o projeto teve esse veto cassado pela Câmara. Cesar entrou então com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei. Segundo o prefeito, a Adin já foi julgada e a prefeitura perdeu parcialmente a causa, em relação ao chamado Lote 27, que fica na divisa da Barra com a APA. Enquanto a questão não se resolve, os processos estão parados.

— Estamos discutindo o alcance dessa decisão e entendemos que cabe uma indenização à prefeitura por impacto urbano. Espero que até o fim de julho tenhamos resolvido esta questão — disse Cesar.

Ainda em 2005, a APA chegou a ser tombada pela Alerj, mas o governador Sérgio Cabral acabou vetando o tombamento no ano passado, medida mantida pelos deputados.
Na semana passada, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alerj, deputado André do PV, anunciou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar os licenciamentos na APA.
Outra sombra sobre os projetos pode ser a própria Lei do Sombreamento, de 2000, que condiciona a aprovação de empreendimentos imobiliários a estudo prévio da Secretaria municipal de Meio Ambiente.
Apesar de os empreendimentos na orla da Barra poderem explorar um gabarito de até 15 pavimentos, fora cobertura e pavimento de acesso e serviços, esse parâmetro pode diminuir caso o estudo do sombreamento comprove que o empreendimento lançaria sombra sobre a areia e o calçadão da praia, o que é proibido por lei.

— No Pepê há um prédio que foi construído em forma de pirâmide por conta da Lei do Sombreamento.

Essa lei se sobrepõe ao gabarito da área — explica o advogado especialista em direito ambiental Rogério Zouein.

17/06/2008 - 17:12h Ministério do Turismo promove maior evento do setor no Brasil

Maior evento de turismo do Brasil começa na quarta-feira Exposição realizada em São Paulo reúne atrativos turísticos de todos os estados brasileiros, onde serão apresentados 81 novos roteiros

Começa nesta terça-feira (17), em São Paulo, o 3º Salão do Turismo – Roteiro do Brasil. Trata-se do maior evento do setor no País, onde estarão reunidos representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, distribuídos por 35 mil metros quadrados do parque de Exposições do Anhembi. A exposição será inaugurada pelo ministro do Turismo, Luiz Barreto.

O visitante irá conhecer os melhores roteiros turísticos do País, a diversidade da gastronomia, as manifestações artísticas e culturais, o artesanato e os produtos da agricultura familiar. Até domingo, será possível fazer uma “Viagem por todo o Brasil em um só lugar”, como sugere o tema desta edição do salão. “Na área de omercialização vão estar à disposição do turista as operadoras, agências de viagens, hotéis, locadoras de automóveis, empresas de transporte aéreo, enfim, todos os setores que ajudam a fortalecer o nosso produto turístico, para que o visitante do Salão programe sua próxima viagem”, afirma Barreto.

Novos roteiros - O Salão, uma iniciativa do Ministério do Turismo, foi criado como estratégia para impulsionar o Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil. É considerado o maior evento do setor do País por reunir os atrativos turísticos de todos os estados brasileiros, incluindo roteiros, gastronomia, manifestações culturais e artesanato. Além disso, promove negócios e, nesta edição, o visitante poderá comprar pacotes, a preços e condições especiais, para sua próxima viagem. Serão apresentados 81 novos roteiros espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

A expectativa do Ministério do Turismo é de que essa edição supere o público de 109,4 mil visitantes registrado no segundo salão, em 2006. O público poderá ainda assistir palestras de temas ligados à cadeia do turismo, que emprega hoje mais de seis milhões de pessoas.

A primeira edição do Salão do Turismo foi realizada em 2005. Na montagem de 2006, o evento apresentou ao público 396 roteiros (de 149 regiões turísticas e 1.027 municípios), identificados pelas Unidades da Federação, sob a orientação do MTur. Para saber mais, acesse a programação do Salão no site www.salao.turismo.gov.br.

Embratur - Sempre com foco na promoção do Brasil no exterior, a Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) preparou uma série de ações que acontecem durante o Salão do Turismo. O objetivo é mostrar os destinos e a infra-estrutura turística nacional para jornalistas e operadores estrangeiros, além de apresentar aos brasileiros o que o Instituto tem feito para promover o país no exterior.

Uma das principais ações da Embratur durante o evento é a exposição “O Brasil Sensacional pelo olhar do turista estrangeiro”, que ficará aberta durante todo o evento e levará o público, através de uma linha do tempo, a evolução das ações de promoção internacional do Brasil desde 2003. A idéia é mostrar como o turista estrangeiro enxerga o Brasil e como a Embratur trabalhou as mensagens de comunicação para este público no período de 2003 a 2007. Fonte Portal do governo federal.

08/06/2008 - 13:33h Turismo, emprego e renda

SP terá mais 32 hotéis da rede Accor

Novas unidades serão construídas no interior, aproveitando o sucesso do agronegócio e a expansão do consumo

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Chico Siqueira - O Estado de São Paulo

A rede Accor vai investir R$ 205 milhões na construção de 32 hotéis no interior de São Paulo, o que representa um aumento de 160% no número de 20 unidades que a rede possui atualmente na região. A expansão, segundo a Accor, só é possível por causa do sucesso do agronegócio e a conseqüente expansão do consumo nas cidades com mais de 70 mil habitantes do interior do Estado.

“A instalação de hotéis é um excelente termômetro do aumento de consumo”, afirma o diretor de Novos Negócios da Accor, Abel Alves de Castro Júnior, para quem esse termômetro é baseado num ciclo: “Quanto mais consumo existe, há mais produção e mais negócios, as pessoas viajam mais e se hospedam mais em hotéis”.

Em todo o País, a Accor prevê a construção de 130 hotéis nos próximos quatro anos, a maioria no interior dos Estados. De acordo com o diretor, há cinco anos, a Accor não tinha mais do que seis hotéis no interior de São Paulo, mas estudos baseados no Produto Interno Bruto (PIB) e indicadores de desenvolvimento das cidades já informavam da necessidade de expansão por causa do crescimento dos negócios e do aumento do consumo na região.

“Acreditamos que haverá uma nova onda de crescimento no interior do Estado.” Por isso, segundo Alves de Castro, a Accor criou um produto direcionado para cidades do interior, que é a instalação de hotéis supereconômicos da bandeira Fórmula 1.

“Verificamos que as cidades secundárias e terciárias sentem a necessidade desses hotéis, que terão 80 apartamentos, diferente das capitais, onde eles têm 250 apartamentos.

Os novos 32 hotéis deverão abrir 2.560 novos apartamentos no interior de São Paulo. Desses, quatro estão confirmados para este ano, em Lins, Santos, Andradina e Presidente Prudente.

NOVA FRONTEIRA

O último hotel inaugurado foi o da bandeira Íbis, no começo deste ano, em Araçatuba, a 530 quilômetros da capital. A cidade, que era chamada de Terra do Boi Gordo, viu dobrar o número de hotéis de negócios nos últimos cinco anos por causa do crescimento do setor sucroalcooleiro, que transformou a região na chamada “nova fronteira da cana” no Estado de São Paulo.

“Tínhamos 6 hotéis, hoje temos 12 e ainda faltam vagas”, diz Wilson Marinho da Cruz, secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente da Associação Comercial de Araçatuba. Segundo ele, o número de estabelecimentos comerciais triplicou nos últimos quatro anos, especialmente no comércio de bairros e de regiões segmentadas, mas os grandes investimentos ficaram para a instalação de unidades da agroindústria e empresas de prestação de serviços para o setor sucroalcooleiro.

Entre os investimentos, Cruz cita uma empresa americana, que usará o sangue de boi para fabricação de remédios no Canadá; uma fusão alemã-cubano-brasileira que vai fabricar madeira de MDF a partir do bagaço da cana, cujo faturamento previsto é de R$ 2,5 bilhões; indústrias de maquinários pesados para a agricultura; uma fábrica de caldeiras para usinas de açúcar e álcool e várias revendedoras de implementos agrícolas, caminhões e veículos de passeio.

“Sem dúvida, podemos dizer que em cinco anos muita coisa mudou por aqui e vai mudar ainda mais, porque já prevemos uma nova onda de explosão de consumo e de crescimento que vai ser causada pelo recrudescimento da pecuária”, afirma Cruz.

02/06/2008 - 10:32h Emprego nas metrópoles avança 32,4%

Criação de vagas nas grandes cidades tem o melhor desempenho desde 2000 e expansão maior que a média nacional, de 21% até abril

Para economista, contratação reflete bom desempenho de setores concentrados nos principais centros, como o automotivo e o de serviços

Joel Silva - 23.mai.08/Folha Imagem


Operário em obra em São Paulo, que concentra boa parte das vagas

PEDRO SOARES - FOLHA SP

DA SUCURSAL DO RIO

O emprego nas maiores metrópoles do país cresce a um ritmo acelerado neste ano e acima da média do país, fenômeno sem precedentes desde que os grandes centros amargaram a crise provocada pela abertura da economia e a conseqüente reestruturação da indústria nacional que se estendeu até o final dos anos 90.
De janeiro a abril deste ano, foram gerados 259,5 mil empregos formais “líquidos” (diferença entre o total de admissões e de desligamentos) nas seis principais regiões metropolitanas do país -São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.
Trata-se de uma expansão de 32,4% em relação ao primeiro quadrimestre de 2007 -quando foram abertas 196 mil vagas, com alta também expressiva, de 23%, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), elaborados a pedido da Folha pela LCA Consultores. É o melhor desempenho desde 2000 -quando houve alta de 30%.
Na média nacional, a expansão do emprego formal foi mais modesta: 21% ante os primeiros quatro meses de 2007 -com geração de 849 mil empregos. De janeiro a abril de 2007, o incremento havia sido um pouco maior -23%.
Segundo o economista Fábio Romão, da LCA, o emprego metropolitano vai melhor do que a média do país na esteira do bom desempenho de setores concentrados nos grandes centros. Cita as indústrias automobilística e de máquinas e equipamentos (líderes do crescimento do setor fabril), a construção civil e o setor de serviços, com destaque para a intermediação financeira e às atividades em bares, hotéis, restaurantes e turismo.
“É a redenção do emprego formal nas metrópoles. Os grandes centros tomaram fôlego na criação de vagas, após um período ruim nos anos 90. Em meados desta década, eles esboçaram uma reação, mas não com o ritmo atual”, diz.
Nos anos 90, foram as metrópoles as primeiras afetadas pelo que se chamou, então, de crise estrutural do emprego, com eliminação de milhares (talvez milhões) de postos de trabalho, especialmente na indústria. O setor tinha que se reestruturar ou quebrava com a concorrência internacional. O caminho tomado foi o corte de empregos e a terceirização.

Onda de empregos
Passada mais de uma década, a indústria, bem mais enxuta, volta a empregar com vigor: de janeiro a abril deste ano, gerou 41,6 mil postos de trabalho nas metrópoles -alta de 56% ante igual período de 2007. Na média nacional, o incremento foi bem menor: 6,9% (229 mil).
Na construção civil, o emprego evoluiu ainda mais favoravelmente: subiu 122,1% nas metrópoles -mais do que os 101,5% da média nacional. “A construção registra números recordes de emprego, e as grandes cidades puxam esse movimento”, diz o vice-presidente do Sinduscon, Eduardo Zaidan.
Somente São Paulo, diz ele, gerou 15% de todas as vagas abertas na construção no primeiro trimestre deste ano -no mesmo período de 2007, a cidade representou 22% total.
Em números absolutos, o setor de serviços foi o campeão na criação de empregos: 336,4 mil no primeiro quadrimestre de 2008 -alta de 24,2%. Desse total, 42,7% foram vagas abertas nas seis maiores regiões metropolitanas do país.
De todos os empregos formais gerados no Brasil no primeiro quadrimestre deste ano, 30,6% estavam nessas seis metrópoles, a maior marca para o período desde 2000.
Para a economista Lígia Cesar, da consultoria MCM, as grandes cidades são pólos de atração de empregos e de profissionais mais qualificados e se beneficiam mais de momentos de forte crescimento da economia, como o atual.
“Quando a economia cresce, gera uma demanda por serviços mais sofisticados, abre nichos de mercado e empregos, que são mais focados nas metrópoles,” explica Lígia Cesar.

Descompasso
O descompasso entre as metrópoles e o resto do país, diz Romão, é resultado tanto do maior dinamismo dos setores concentrados nas grandes cidades como também do desempenho tímido de ramos mais presentes no interior, como a indústria de alimentos, em especial de açúcar e álcool.
Outro inibidor do emprego fora das metrópoles é o fraco desempenho do comércio, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, segundo Romão.

27/05/2008 - 09:44h Turismo e política industrial

NEGÓCIOS & cia

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Flávia Oliveira - O Globo

Fora da política industrial

O turismo ficou fora do programa de política industrial recém-lançado pelo governo federal. A ministra Marta Suplicy, às vésperas de deixar a pasta para concorrer à prefeitura de São Paulo, garante que é questão de tempo. O conjunto de medidas pró-setor produtivo passará por uma revisão em dois meses, diz. Nela, a indústria turística será contemplada. Marta conta que, pouco antes de a política industrial ser lançada, apresentou aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miguel Jorge (Desenvolvimento) um projeto propondo desoneração tributária aos parques temáticos. Os empresários do setor, contudo, lamentam a exclusão e reivindicam um plano de redução tributária e estímulo às atividades exportadoras, o segmento receptivo.
Em 2007, o déficit da conta turismo cresceu 125%, somando US$ 3,25 bilhões, apesar de os gastos de estrangeiros no país terem chegado a US$ 4,9 bilhões, segundo pesquisa da FGV para a Embratur. A ministra e representantes da Abav (agentes de viagem) e da ABIH (hoteleiros) falaram a “Negócios&Cia” sobre o tema.

MARTA SUPLICY, ministra do Turismo: “Apresentei um projeto para desoneração de parques temáticos no país aos ministros Guido Mantega e Miguel Jorge poucas semanas atrás. Não há como renovar brinquedos e repor peças com os altos custos atuais. O Brasil tem imenso potencial para desenvolver o setor de parques temáticos e aquáticos, mas falta capital de giro para isso. O projeto será analisado. Há outros setores produtivos do país que, assim como o turismo, não foram incluídos na política industrial e que serão apreciados em dois meses. Existe a questão do câmbio, mas eu aprendi a não dar murro em ponta de faca. Não vai se mexer no câmbio para melhorar o desempenho do turismo. É preciso encontrar outros caminhos para garantir o crescimento do setor. É o que estamos fazendo com o Orçamento.”

CARLOS ALBERTO FERREIRA
, presidente da Abav: “Fomos pegos de surpresa pela não inclusão (do turismo) no plano. Com a criação do Ministério do Turismo pelo governo Lula, em 2003, confiamos que o setor havia ganho espaço definitivo na agenda nacional. De um lado, é preciso reconhecer que pode ter havido uma certa falta de articulação dos agentes de viagens para cobrar medidas de estímulo ao turismo. Mas é também fundamental que o governo trabalhe para garantir condições ao crescimento do setor. Nesse sentido, um projeto de desoneração tributária e incentivo à exportação é fundamental. Com a valorização do real, o Brasil virou um destino muito caro no exterior. E os brasileiros saem cada vez mais do país.
Para atrair estrangeiros, além de preço competitivo, precisamos de melhor infraestrutura aeroportuária.”

ALEXANDRE SAMPAIO
, diretor Financeiro da ABIH: “A hotelaria é geradora de divisas e grande empregadora no país.
Mas vem acumulando perdas com a queda do dólar. Ano passado, essas perdas garfaram 23% do faturamento dos hotéis brasileiros. Não esperamos que o governo anuncie um pacote cambial. Por isso, estamos num grande esforço para fazer com que o turismo receptivo seja reconhecido como grupo exportador. Há dois anos discutimos o assunto dentro da formulação da Lei do Turismo (que será tema de audiência pública hoje, na Câmara). O governo rejeita esse pleito. Diárias e pacotes para o mercado internacional são cotados em moeda estrangeira e têm preços defasados. Os grandes destinos de exportação, como Rio, Foz do Iguaçu e o Nordeste, estão perdendo competitividade para outros, internacionais.”

23/05/2008 - 13:08h Fórum em SP discute turismo GLS e caso de hotel gay argentino

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Hotel Axel em Buenos Aires

da Folha Online

Nesta sexta-feira (23), o turismo GLS é o destaque da programação da Semana do Orgulho Gay em São Paulo. Na Assembléia Legislativa, a partir das 19h, será aberto o 5º Fórum Internacional de Turismo GLS. O tema é é “Brasil, Destino Diversidade. A construção do produto inclusivo.”

O evento é organizado pela Abratgls (Associação Brasileira de Turismo GLS), com o apoio do Ministério do Turismo e da Cads (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo). O objetivo é sensibilizar o profissional do turismo para o potencial do segmento GLS e discutir as especificidades na elaboração de produtos para esse mercado.

A abertura do fórum, que tem previsão de término às 21h30, será feita por Jurema Monteiro, do Ministério do Turismo. Será apresentado o caso do hotel Axel, voltado para o turista gay em Buenos Aires, por Nacho Rodriguez, diretor do empreendimento. O programa Bem Receber- Módulo GLS será discutido por Toni Sando, diretor do São Paulo Convention & Visitors Bureau.

Está previsto ainda um debate com André Posadas, do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, Cássio Rodrigo, da Prefeitura de São Paulo, Clovis Casemiro, da TAM Viagens, Jaderson Alencar, da Embratur, Tiago Carzetta, da Flex Voyage e Beth Bahia, responsável por turismo sustentável do Ministério do Turismo. O debate será mediado por Ricardo Hida, consultor de comunicação do Bureau de Negócios GLS.

A Assembléia Legislativa fica na av. Pedro Álvares Cabral, 201, com estacionamento gratuito. As inscrições para o evento podem ser feitas pela internet, no site www.abratgls.com.br, ou telefone (0/xx/11/3101-4155, das 13h às 17h30).

23/05/2008 - 09:05h Funcef vai investir em rede de hotéis econômicos

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Roberta Campassi, de São Paulo - VALOR

Depois de experimentar altos e baixos com investimentos em hotéis cinco estrelas, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) fará suas primeiras incursões na hotelaria econômica, o segmento que mais cresce no país. Até o fim de 2009, a Funcef planeja investir na construção de 20 a 30 unidades da categoria mais simples e barata do setor.

Para fazer investimentos imobiliários, a Funcef tem orçamento de R$ 400 milhões anuais, sendo que entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões do total podem ser alocados para a hotelaria, conforme explica Jorge Arraes, diretor da área. “O volume de recursos ainda não está totalmente definido, mas é flexível”, afirma. Segundo o executivo, já estão definidos dois projetos cujas construções serão iniciadas neste ano, um em Vitória e o outro em Petrolina (PE).

A meta da Funcef deve representar uma aceleração significativa na construção de hotéis econômicos. Para que se tenha uma base de comparação, a maior administradora hoteleira do país, a Accor, possui ao todo 56 unidades da categoria dentro do Brasil com as marcas Íbis e Formule 1. A InterContinental tem cinco unidades econômicas com a bandeira Holiday Inn Express e a Atlantica tem um hotel em construção que vai operar com a marca Go Inn.

Com preços mais baratos em troca de quartos pequenos e sem luxo, diárias que não incluem café da manhã e oferta de serviços enxuta, a categoria econômica é a que vem recebendo mais investimentos. Uma projeção do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) mostra que o Brasil terá cerca de 200 novos hotéis entre 2007 e 2010, sendo que metade deles será da categoria econômica - o restante ficará dividido entre a faixa intermediária e a luxuosa. “Hotéis econômicos atendem a base da pirâmide da população, ou seja, pessoas que tem orçamento limitado mas querem qualidade”, afirma Frank Pruvost, diretor de operações da Accor para as marcas econômicas. Segundo ele, há dois tipos principais de público para essa categoria: profissionais liberais ou funcionários de empresas em cargos mais baixos, nos dias da semana, e casais em viagem de lazer, no sábado e domingo.

O objetivo da Funcef, conta Arraes, é formar uma espécie de rede entre todos os hotéis que permita mais ganhos de escala e sinergias de vendas. “Nossa experiência nos mostra que precisamos conhecer um pouco do negócio e ter envolvimento no lado estratégico também”, afirma Arraes. Os empreendimentos novos, contudo, deverão ser administrados por empresas hoteleiras diferentes. Já existe um acordo prévio com a Accor para a administração do hotel em Petrolina. No passado, a Funcef chegou a elaborar planos para hotéis econômicos com a própria Accor e com a bandeira Sleep Inn, que é administrada pela Atlantica.

O entusiasmo em relação à hotelaria econômica, no entanto, não é unanimidade no setor. Diogo Canteras, sócio da consultoria hoteleira HVS no Brasil, afirma que o melhor momento para investir nesse segmento será em dois ou três anos. Por enquanto, a rentabilidade da categoria ainda é pequena. “Os hotéis costumam estar sempre cheios e os custos são mais baixos, mas as diárias ainda estão muito defasadas em relação ao que deveriam custar”, afirma.

Essa falta de rentabilidade, segundo ele, fica evidente na seguinte comparação: construir um quarto de hotel econômico numa cidade como, por exemplo, São José dos Campos, custa R$ 90 mil, enquanto comprar um que já existe custa R$ 60 mil. “O melhor investimento hoje, em hotelaria, é no segmento de altíssimo luxo em grandes centros”, afirma Canteras.

Os planos da Funcef nos segmentos mais caros, por ora, estão estagnados. “Temos que rentabilizar, primeiro, os hotéis que já existem”, afirma Arraes. O fundo de pensão é dono do Eco Resort de Cabo de Santo Agostinho (PE), do Eco Resort de Angra dos Reis (RJ), do hotel Brasília Alvorada, na capital brasileira, e do Renaissance, em São Paulo. Com exceção deste último, todos os outros foram construídos durante a sociedade da Funcef com a operadora Blue Tree. Quando a parceria terminou, em 2006, em meio a uma disputa judicial, o fundo de pensão ficou com os empreendimentos que agora são administrados sem bandeiras, mas por uma empresa contratada.

Segundo Arraes, o Renaissance é o mais lucrativo, mas os hotéis de Brasília e Angra dos Reis também devem alcançar a meta de lucratividade estabelecida para este ano. Já o resort Cabo de Santo Agostinho ainda “não terá resultados expressivos, mas começou a equilibrar o balanço”, afirma - o hotel passou também pelas mãos do grupo Posadas em 2007, mas a operadora deixou a gestão do empreendimento devido aos resultados financeiros ruins. Nos nove primeiros meses do ano passado, o empreendimento registrou prejuízo de R$ 8 milhões e taxas de ocupação tão baixas quanto 15%.

20/05/2008 - 07:36h Parada gay faz bem para São Paulo

 

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São Paulo, a capital da diversidade

Orlando de Souza* - O Estado de São Paulo

Está chegando a hora. Faltam poucos dias para um dos principais cartões-postais da cidade, a Avenida Paulista, virar palco para a celebração da diversidade, com a realização da 12ª Parada do Orgulho Gay, no domingo.

Em 2007, o evento contou com 3,5 milhões de participantes - número que deve ser superado agora - e entrou para o Guinness. A programação deste ano inclui uma grande variedade de atrações, com shows, apresentações e discursos.

Essa festa hoje grandiosa começou timidamente, em 1997, com a participação de apenas 2 mil pessoas, e foi crescendo a cada ano. Em 2004, na oitava edição, a Parada paulistana se tornou o maior encontro homossexual do mundo, reunindo mais de 1,5 milhão de pessoas. Deixou para trás, por exemplo, o evento de São Francisco, nos Estados Unidos.

Atualmente, a Parada é o segundo evento que mais traz recursos para a cidade. Movimenta R$ 120 milhões, só perdendo para os R$ 200 milhões do Grande Prêmio do Brasil de F-1, que será realizado em novembro.

São Paulo não respeita a diversidade apenas nos dias que antecedem à Parada. Na cidade vivem mais de 1 milhão de gays e lésbicas, conforme dados da Abrat-GLS, e as opções de lazer e entretenimento para esse público não param de crescer. A cena noturna da capital é a mais agitada do País, com mais de 80 espaços, entre boates, restaurantes, bares, saunas e cafés.

Em parceria com a Abrat-GLS, o SPCVB, no programa Bem Receber, organizou treinamentos para qualificar o atendimento ao público GLS nos hotéis. No programa são abordados temas como o perfil do consumidor, suas exigências e como tratar sem preconceito todas as minorias.

Ao final, os profissionais recebem o Guia da Diversidade, que apresenta as credenciais de São Paulo para atrair esse segmento. A publicação inclui dicas culturais, de compras, lazer e gastronomia, com endereços e mapas. Mais de 300 profissionais já participaram desse treinamento e, certamente, com a continuidade desse programa, o público GLS será bem recebido em nossa cidade.

Eventos da magnitude da Parada do Orgulho Gay ajudam a manter o status de São Paulo como a capital de negócios no Brasil. A cidade, que recebe mais de 90 mil eventos por ano, cada vez mais consegue reconhecimento internacional.

Em uma recente edição da revista América Economia Intelligence, São Paulo aparece no topo do ranking das melhores cidades para realizar negócios da América Latina. A metrópole deixou para trás Miami, Santiago, Cidade do México e Buenos Aires.

O estudo, realizado pelo oitavo ano consecutivo, avaliou 42 cidades e reuniu as impressões de 1.200 executivos da região. A análise obedece a 50 variáveis socioeconômicas, entre as quais custo de vida, facilidades logísticas, eficiência urbana, utilização de internet, PIB per capita e produtividade acadêmica e científica.

Entre as boas credenciais paulistanas apontadas pela pesquisa estão os US$ 528 bilhões movimentados em ações na Bovespa no ano passado, além da expansão de 9% na atividade econômica.

São Paulo também foi classificada como a melhor das Américas no quesito eventos e encontros internacionais realizados em 2007. Os dados estão no novo ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) - a maior organização mundial da indústria de eventos. A capital paulista conseguiu a 23ª colocação, ficando à frente de destinos tradicionais como Montreal, Buenos Aires e Nova York, entre outros.

São Paulo realizou 61 eventos internacionais em 2007, uma ampliação de 13% em relação a 2006, quando ocorreram 54. Essa classificação consolida a cidade como grande referência na realização de encontros desse gênero - a capital paulista concentra 30,6% dos eventos internacionais que ocorrem no Brasil. Esses números mostram a diversidade de São Paulo para realizar eventos para todos os bolsos, gostos e orientações.

* Orlando de Souza Presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB)

08/05/2008 - 15:05h Viaja Mais Jovem começa pelo Acre

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Vale do Acre

Brasília (07/05) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao lado dos secretários Nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, e estadual de Turismo do Acre, Cassiano Marques, lançou o programa Viaja Mais Jovem, em cerimônia realizada nesta manhã (7), no auditório do Ministério. No evento, que contou com o senador Sibá Machado, representando o governador do Acre, Arnóbio Marques de Almeida Júnior, e o presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Albano Franco, entre outras autoridades, a ministra destacou que a ação é como uma “semente a ser desenvolvida, que vai crescer e florescer”.

“Começa pelo Acre, mas beneficiará o Brasil todo. Vai beneficiar o estudante que não consegue, não pode ou ainda não teve a oportunidade de viajar. E é mesmo muito bom começar pelo Acre, que tinha interesse comum ao nosso em desenvolver turismo e educação.”. Marta Suplicy afirmou que o próximo passo do Ministério do Turismo será avançar o programa atendendo alunos do ensino médio de Brasília. E ressaltou: “O estado que quiser (implantar o programa) é só vir ao Ministério, que começaremos a trabalhar juntos”.

O Viaja Mais Jovem começa com um projeto piloto voltado ao público estudantil do Acre, numa parceria entre o MTur e o governo do Estado, por meio das secretarias estaduais de Educação e de Turismo (a apresentação do piloto está disponível no site do MTur, clique aqui ). O MTur e o Governo do Acre investem no piloto R$ 400 mil, que proporcionarão a 600 estudantes e 45 professores de escolas públicas acreanas o acesso a viagens de estudo gratuitas dentro do estado.

A primeira fase do piloto será realizada na região do Vale do Acre, que inclui as Regionais do Baixo e Alto Acre, entre maio deste ano e junho de 2009. As viagens ocorrerão a partir de outubro, com alunos e professores da rede pública do estado. Os municípios de origem e de destino dos estudantes serão delimitados em um raio de até 300 quilômetros de distância nesta primeira fase. O objetivo é dar oportunidade a jovens estudantes para que tenham contato direto com a diversidade histórica, cultural, geográfica, social e educacional do país e, com isso, contribuir de forma significativa para a formação adequada dos estudantes. De acordo com o secretário Nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, “a proposta é fazer com que alunos da capital conheçam melhor o interior do Acre, e vice-versa”.

Para a ministra do Turismo, a ação, conforme planejada, “abre uma janela de oportunidades” para os jovens. Destacou também a importância de estimular conhecimento e criar a cultura da viagem entre os brasileiros, em consonância com as diretrizes de trabalho do MTur. Aliar essa possibilidade à educação é um grande acerto, segundo a ministra: “Estamos começando essa ação por alunos da 6ª série do Ensino Fundamental, uma série em que verificamos taxas altas de abandono e repetência. Estamos agindo, portanto, para atingir a criança na hora em que queremos reforçar que ela fique na escola e avance nos estudos. E o método é o de Paulo Freire. Ele ensina que, se o assunto é perto da tua realidade, você se interessa e aprende muito mais rápido. E é isso que vamos ver acontecer com esses alunos.”

A ministra lembrou que o Acre tem se notabilizado justamente por vir melhorando seus índices na educação. Há 10 anos, ocupava a penúltima posição em qualidade de ensino no contexto nacional. “Hoje, o Acre ocupa o 11º lugar e tem o professor mais bem pago do Brasil. Portanto, é importante firmar com o Acre um projeto que é do turismo, mas também é da educação. Na hora em que um estudante do Acre que mora na capital, em Rio Branco, puder ir até Xapuri conhecerá parte importante da história do nosso país, a história de Chico Mendes. Depois, vai voltar para a sala de aula com a professora podendo trabalhar o que ele viu e aprendeu. Isso é muito bom. E, de outro lado, em casa, os jovens vão ser multiplicadores da informação da viagem. Vão incentivar o interesse da família, e dinamizar o turismo”.

Primeira fase –
O secretário de Turismo do Acre, Cassiano Marques, apresentou o projeto piloto na cerimônia do Viaja Mais Jovem e explicou os critérios e alcances da ação. Segundo ele, no primeiro momento, a proposta é voltada aos alunos das escolas públicas. Mas ainda neste ano haverá possibilidade de escolas particulares participarem da ação, contando com pacotes de viagens oferecidos pelo mercado com preços reduzidos.

Na primeira fase, metade das vagas para viagens será destinada a alunos das escolas da capital e o restante para alunos das escolas dos municípios com os menores Indicadores de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado com base em informações de rendimento escolar e desempenho em exames padronizados realizados pelo Inep. Para participar, a escola precisa estar entre os quatro municípios com Ideb mais baixo na Região do Vale do Acre, além da capital. Também precisa ter turma de 6ª série do Ensino Fundamental em curso e manifestar interesse em participar do projeto.

A segunda fase do projeto, prevista para ter início em junho de 2009, deverá ser realizada nas Regionais do Juruá e Tarauacá-Envira. Os municípios de origem e de destino dos estudantes serão delimitados em um raio de até 500 quilômetros de distância. A partir da Fase 2, ampliam-se as oportunidades para a iniciativa privada começar a adaptar o produto Viaja Mais Jovem para outros públicos estudantis.

Na terceira fase, prevista para 2010, os estudantes acreanos poderão fazer viagens entre diferentes regiões do estado. Por exemplo, alunos da Região do Vale do Acre visitam a Região do Juruá, Tarauacá-Envira e Purus e vice-versa. Nessa etapa, participam, pela primeira vez, estudantes da Regional do Purus. Caso a Rodovia InterOceânica, que interliga Rio Branco/AC ao litoral do Peru, esteja concluída no início de 2010, será possível realizar convênio com governos e escolas peruanas para que o Estado receba estudantes daquele país. Poderão ainda ser desenvolvidas oportunidades para se trabalhar com estudantes de temas mais específicos, tal como universitários das áreas de humanas, biológicas ou exatas. Também poderão ser criados programas específicos de apoio à pesquisadores, mestrandos e doutorandos em áreas de grande potencial do Acre.

O Viaja Mais Jovem se enquadra no Turismo Pedagógico, conhecido também como Estudo do Meio ou Visitas de Estudo, que consiste em viagens de alunos e professores para aulas vivenciais fora da escola. Nessas viagens-aulas, podem ser abordados temas de todos os campos do conhecimento utilizando-se o turismo como um tema transversal, prática que se orienta pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs/MEC. É mais uma ação dentro do Programa Viaja Mais, que desde o ano passado tem trabalhado com o público da terceira idade, por meio do Viaja Mais Melhor Idade.

Para o público da terceira idade, são duas linhas de ação: oferta de pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados e desconto de 50% na tarifa cobrada por meios de hospedagem credenciados no programa. Essa última possibilidade – dos descontos na hotelaria – foi lançada dia 4 de abril, no Guarujá (SP). Desde então, informou a ministra, durante a cerimônia de lançamento Viaja Mais Jovem, houve 360 mil acessos à página do Portal de Hospedagem (guia on-line de informações sobre os meios de hospedagem do país, na Internet). “Tivemos 1.850 reservas”, comemorou a ministra. Participam dessa ação cerca de 1.500 hotéis em todo o país.

Fonte MinTur

28/04/2008 - 19:59h Alta de preços dos alimentos e petróleo esfria turismo mundial, mas no Brasil crescerá 5,8% este ano

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CÁSSIO AOQUI
Enviado especial da Folha de S.Paulo a Dubai

A alta dos preços de alimentos e do petróleo já apresenta desdobramentos negativos no setor de turismo. Para este ano, o crescimento da indústria de viagens no mundo deverá ser menor do que o do ano passado –de 3%, contra 4,1% em 2007.

Outros fatores que agravam o cenário são o enfraquecimento do dólar, o esfriamento da economia norte-americana, a volatilidade do mercado de capitais e, a longo prazo, as conseqüências do aquecimento global. Os dados são do estudo “Travel & Tourism Satellite Accounting”, realizado pela consultoria Accenture a pedido do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo).

Os impactos no Brasil, porém, demorarão mais para serem sentidos. O crescimento previsto para esse setor no país é de 5,8% neste ano. Para os próximos dez anos, o índice médio cai para 4,8% –ainda assim, trata-se do maior crescimento na América Latina.

Segundo o estudo, a indústria de turismo no Brasil deverá movimentar, direta ou indiretamente, R$ 173 bilhões em 2008 –o equivalente a 6,2% do PIB nacional. Também será responsável por 5,9% (5,5 milhões) do total de empregos –1 em 17 postos de trabalho–, alta de 5,5% em relação a 2007.

Apesar de ser a 14º maior economia do turismo entre 176 países no ranking do WTTC, o Brasil é apenas o 41º em termos de previsão de crescimento. Quando analisada a contribuição do setor de turismo no PIB nacional, o país cai para 140º.

Escritório no Brasil

O esfriamento da economia e seus impactos na indústria do turismo foram os carros-chefes na Conferência Mundial de Viagens e Turismo, maior encontro de empresários do setor e governantes, que aconteceu na semana passada, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A preocupação acerca do crescimento sustentável foi ou tópico em pauta. Paralelamente ao evento, o governo dos Emirados anunciou a transferência da capital, hoje em Abu Dhabi, para uma cidade planejada em seu entorno e um plano para a criação de 20 mil quartos em hotéis em Abu Dhabi.

De olho no crescimento do número de turistas brasileiros nos Emirados, o governo de Dubai deverá criar, em São Paulo, um escritório de representação ainda neste ano.

“Visamos estimular não apenas o turismo, alavancado com a abertura recente do vôo direto entre São Paulo e Dubai pela Emirates, mas também os investidores brasileiros por aqui”, revelou, em entrevista à Folha, o diretor do Departamento de Turismo, Marketing e Comércio de Dubai, Hamad Morammed bin Mejren.

25/04/2008 - 19:37h Turismo dá largada para a Copa de 2014

Presidente da CBF diz que iniciativa de planejamento do Ministério do Turismo coloca o Brasil à frente de outras experiências em países que já sediaram o evento

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Rio de Janeiro (25/04) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao lado do secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do diretor da Empresa Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape-FGV), Bianor Cavalcante, e do presidente do Fornatur, Bismarck Maia – abriu, nesta manhã (25), no Rio de Janeiro, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014. “Para nós, do turismo, a ordem é uma só: planejar. A Copa é a grande oportunidade para o país ampliar a visibilidade que tem perante o mundo e temos que aproveitá-la”, disse a ministra.

Segundo Marta Suplicy, o Ministério do Turismo alinhava, junto a outros ministérios, questões necessárias para desenvolver o setor. “No governo somos um time e nossa função é apontar e encaminhar o que pode fazer diferença para o turismo”, explicou a ministra em coletiva logo após a abertura do seminário.

Da coletiva, participaram também Eduardo Paes e Ricardo Teixeira. Entre os temas em destaque, foram tratadas questões de infra-estrutura, como o projeto do Trem Bala Rio-São Paulo, que vem sendo planejado pela Casa Civil. Também a questão da Aviação Regional, cuja contribuição do Ministério em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar) já resulta em um estudo, que será entregue ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. “É um estudo que aponta onde são necessários investimentos para incremento da Aviação Regional”.

Ricardo Teixeira destacou na coletiva que não se deve falar em custo, quando se pensa em Copa do Mundo, mas sim em investimento. “Tudo que está sendo feito numa Copa ficará para o país”. O presidente da CBF alertou que hoje é difícil mensurar valores porque as cidades-sede, “10 ou 12”, ainda não foram escolhidas. “A ministra do Turismo está certa quando fala que o momento agora é de planejar. Posso garantir, como membro do Comitê-Executivo da Fifa, que acompanhou as Copas desde 1990, que estamos avançados em relação ao que aconteceu em outras Copas. Ou seja, nós já estamos planejando há sete anos muita coisa que não foi planejada em outros países nessa época. O caminho é esse”.

Marta Suplicy observou que o Ministério do Turismo vai utilizar as informações do Estudo de Competitividade feito em 65 destinos, nos quais todas as capitais estão incluídas. “Isso significa que todas as cidades candidatas à Copa de 2014 também já foram avaliadas. Agora, vamos aprofundar os dados que temos, do ponto de vista quantitativo e qualitativo, para saber, por exemplo, a capacidade hoteleira de determinada cidade e a prestação de serviços turísticos ao visitantes. Por enquanto, não temos como mensurar valores. Nosso estudo vai possibilitar isso”, afirmou Marta Suplicy.

O secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lembrou que hoje, por meio do Ministério do Turismo, existe possibilidade de acesso a crédito do Prodetur Nacional (financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID) para investimentos infra-estrutura, qualificação e promoção turística. Estão disponíveis pelo Programa US$ 1 bilhão. O acesso aos recursos é negociado por estados e municípios, com apoio técnico do MTur, e necessita de aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento.

A segurança foi mais um tema abordado na coletiva. Eduardo Paes acredita que o modelo bem-sucedido adotado durante os jogos Pan-americanos 2007, no Rio de Janeiro, pode ser ponto de partida para o planejamento nas cidades que pleiteiam ser sedes da Copa de 2014. Ricardo Teixeira lembrou que durante a Copa da Alemanha, França e Estados Unidos o patrulhamento dos estádios foi feito por exércitos e forças nacionais desses países.

Serviço: Realizado pelo Ministério do Turismo, o Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo – Copa de 2014 é o primeiro passo para orientar o turismo brasileiro a se organizar para a realização da Copa de 2014 no Brasil. Na abertura, a ministra do Turismo e o diretor da Ebape-FGV assinaram convênio no valor de R$ 865,8 mil (R$ 786,8 mil parte do Ministério e o restante da FGV) para a realização de estudo sobre as 18 cidades candidatas a sede e subsedes dos jogos da Copa de 2014. Com esse estudo, a previsão é que daqui a 12 meses o turismo saiba quais as reais necessidades de investimentos para a Copa de 2014.
Leia a íntegra do discurso da ministra Marta Suplicy no evento
(more…)

23/04/2008 - 00:04h Marta Suplicy: agindo com responsabilidade social no turismo

Discurso ministra Marta Suplicy

Evento: Entrega Prêmio Responsabilidade Social no Turismo
(destaques)

foto Gloria Flugel
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Boa tarde!

Obrigada pela presença e por prestigiarem aqueles que lutam contra os que exploram sexualmente as crianças e adolescentes brasileiras se autodefinindo como turistas. Nós sabemos que não são. São criminosos. Infelizmente, brasileiros e estrangeiros estão envolvidos direta e indiretamente nessa prática criminosa no nosso país. Nós não podemos – e nem queremos – fechar os olhos a essa realidade.

O Ministério do Turismo se associou aos que combatem esse crime e buscam alternativas de vida para essas crianças. Em 2004, o Presidente Lula lançou o Programa Turismo Sustentável & Infância, o TSI, como uma das engrenagens do Governo Federal para o combate a todas as formas de exploração e de violência contra crianças e adolescentes.

Meninas e meninos são sujeitos de direitos e assim devem ser respeitados. Cabe ao Ministério do Turismo promover o desenvolvimento sustentável do turismo. Entre nossas ações, estão as de sensibilizar e conscientizar empresários e profissionais, que atuam na cadeia produtiva, sobre o papel que crianças e adolescentes ocupam no cenário da sustentabilidade do turismo.

Infelizmente, é nessa cadeia que se organizam os aliciadores, os exploradores, os violentadores. Mas nós acreditamos que, com redes de proteção, nós teremos condições de combater as redes de exploração.

O Prêmio de Responsabilidade Social em Turismo é uma ação do TSI. Ainda na gestão do meu antecessor, o ministro Walfrido dos Mares Guia, em 2006, o MTur procurou a FGV com a proposta de se criar um observatório para avaliar e auxiliar nas suas ações. Em 2007, começamos o projeto numa tríplice parceria: MTur, FGV e Childhood Brasil. Foram criados grupos de estudos, formados por professores de universidades federais, no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Amazonas e Brasília.

Nas discussões do Observatório, acabou surgindo a idéia de se criar o prêmio, que lançamos em julho, a fim de dar reconhecimento público a empresas e instituições que desenvolvessem projetos de enfrentamento da exploração sexual.

Nós sabemos que o tema da criança e do adolescente é objeto de ação de inúmeras empresas e organizações não governamentais no país desde o ECA. Mas o foco da exploração sexual ligada ao turismo é novo. Acredito mesmo, verificando o histórico da luta dos premiados hoje, que surgiu neste novo século. Ao criar o prêmio, fizemos o recorte do turismo para empresas e instituições se inscreverem. Tivemos 16 inscrições.

E hoje estamos aqui, premiando iniciativas pioneiras. O CIAF – Centro Integrado de Apoio Familiar, de Recife, em Pernambuco. A RESPOSTA – Responsabilidade Social Posta em Prática, de Natal, no Rio Grande do Norte. E a Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Paraná, com extensão para cidades das demais fronteiras da Argentina e do Paraguai. Essas três instituições – duas do terceiro setor e uma do setor público - comprovam que o público, o privado e o terceiro setor podem direcionar o olhar para onde há situações de vulnerabilidade de crianças e adolescentes em atividades turísticas. A sociedade brasileira terá a oportunidade de conhecer, em detalhes, como essas instituições premiadas criaram e desenvolveram o trabalho. A expectativa do Ministério do Turismo é que essas experiências sejam replicadas de acordo com cada destino.

O programa Turismo Sustentável & Infância é o braço do Ministério do Turismo para essa luta. Por meio dele, o Ministério do Turismo, junto com parceiros, tem direcionado esforços para sensibilizar a cadeia produtiva sobre o mal que fazem a seus próprios negócios quando abrem as portas para os exploradores. Nos últimos três anos, o MTur somou investimentos nessas ações da ordem de 15 milhões e 200 mil reais. Só para este ano de 2008, os recursos previstos para o TSI somam oito milhões e 259 mil reais. No ano passado, foram firmados 28 convênios, totalizando mais de quatro milhões e 300 mil reais. Em 2006, o programa recebeu dois milhões e 560 mil reais. O que vale aqui não são só os recursos, mas os resultados.

Nestes anos, foram realizadas campanhas de sensibilização e seminários de capacitação. Em festas populares que atraem muitos turistas, o TSI se mostra às pessoas em materiais como banners, leques, desivos, cartazes, camisetas. E redes de hotéis filiadas à ABIH, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, e os Convention and Visitors Bureaux são parceiros firmes em muitos estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte. Nos anos de 2006 e 2007 foram realizados seminários em todos os estados e no Distrito Federal, para capacitação direta de mais de 30 mil pessoas.

A partir do ano passado, logo que entrei – gosto muito de coisa concreta – procuramos tentar algo diferente. E agora, em Fortaleza, já temos uma experiência (parceria com a ABIH, as Secretarias de Turismo do Estado e da capital e organizações não governamentais) que foi levada a meninos e meninas em situação de risco. De 700 famílias, fizemos uma triagem e, dentre estas, 360 com jovens com idade entre 16 e 26 anos, vão ser capacitados com o objetivo de atuarem no mercado de trabalho. E o interessante é que eles escolheram em que querem atuar: Cumin de Garçom – precisamos ensinar o que é um Cumim – Camareira; Assistente de Produção Para Eventos; Promotor de Vendas para Hotelaria; Recepcionista dos Meios de Hospedagem; e Ajudante de Cozinha. As famílias estão sendo colocadas no Bolsa Família. A gente tenta, nessa ação, alavancar a família inteira. Em um ano, saberemos resultados. De outra forma, sem incluir a família, continuaríamos enxugando gelo.

O Ministério do Turismo também continuará sensibilizando a cadeia produtiva a adotar o Código de Conduta Ética, conforme orientação da Organização Mundial do Turismo, de cujas reuniões temos participado ativamente para debater o tema. Apresentamos à OMT o novo projeto de enfrentamento da situação. Estamos em Florença, Itália, em consultas sobre tráfico e turismo sexual e na reunião do comitê organizador internacional para a realização do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que será realizado, entre 25 e 28 de novembro de 2008, no Rio Centro, no Rio de Janeiro.

Em relação à América Latina, realizaremos um encontro com os países membros do Grupo Ação, em junho próximo, preparatório ao 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O MTUr também apoiará e participará da 1ª Conferência Regional contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes na Região da Costa da Mata Atlântica, em consulta ao 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Participamos da organização do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Apoiamos a agência organizadora do congresso nas negociações com o SindRio e ABIH/RJ, a fim de facilitar hospedagem aos participantes do evento. O apoio financeiro a este evento será de 280 mil reais.

O Ministério do Turismo não tem dúvida de que o enfrentamento desse problema que, infelizmente, existe em nosso país, precisa da união entre Governo Federal, governos estaduais, governos municipais, empresários do turismo e sociedade organizada. É bom destacar, contudo, que não temos carimbado a marca de destino de “turismo sexual”. Temos foco. Temos pobreza. E o que fazemos é deixar claro que “turismo sexual” destrói o lugar.

Por isso, o CIAF, em Recife; a RESPOSTA, em Natal; e a Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, são exemplos, primeiro, de que as parcerias são possíveis, e, segundo, de que elas podem dar resultados para a vida de crianças e de adolescentes e de suas famílias e para os negócios do turismo.

A questão é complexa. Mas, com vontade política e persistência, continuaremos combatendo essa perversidade e acenando com um futuro de dignidade e respeito para os verdadeiros turistas, profissionais e empresários do turismo no Brasil.”

Fonte MinTur

10/04/2008 - 03:18h Crescimento do turismo brasileiro atrai novos investimentos em hotéis

Accor e WTorre criam parceria de R$ 500 mi

Joint venture deve erguer 20 hotéis em três anos

CRISTIANE BARBIERI - FOLHA DE SÃO PAULO

DA REPORTAGEM LOCAL

Hotel entranceO grupo hoteleiro Accor e a construtora WTorre anunciaram ontem a criação de uma joint venture para a construção de 20 hotéis, que exigirão investimentos de R$ 500 milhões até 2011. Desse total, 80% serão aplicados pela WTorre e 20% pela Accor.
“A parceria com grandes investidores é inédita na América Latina e pretendemos repetir o formato tanto no Brasil como em outros países da região”, afirma Firmin António, diretor-geral do grupo Accor para América Latina.
Segundo ele, em três meses o grupo deverá firmar parceria semelhante no México, com investidores do setor de transporte, para a construção de mais 20 hotéis naquele país.
Já as unidades a serem erguidas pela joint venture brasileira serão voltadas aos segmentos econômicos e supereconômicos. Serão 13 Ibis e sete Formule 1 espalhados por 11 cidades. Eles dobrarão o número de hotéis dessas categorias do grupo Accor no Brasil. O primeiro será um Ibis, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
“Não ficaremos nesses 20 hotéis”, afirma Walter Torre Jr. acionista da WTorre, que está construindo a nova sede do grupo, na Marginal Pinheiros, zona Oeste da cidade. “Queremos também ir para outros países nessa parceria com a Accor.

Bandeira indefinida
Torre Jr. espera rentabilidade entre 12% e 15% ao ano, quando os hotéis estiverem em operação. Apesar de a parceria consolidar os laços entre as empresas, ele afirma que a bandeira do hotel que a WTorre está construindo no antigo prédio da Eletropaulo, na avenida Juscelino Kubitschek, não está definida. “Estão concorrendo operadoras hoteleiras de todo o mundo”, diz Torre Jr.
Com rentabilidade menor do que as categorias de luxo, Ibis e Formule 1 foram escolhidas por terem as maiores taxas de ocupação da rede. Com diárias médias de R$ 130, os Ibis tiveram ocupação de 76% em 2007. Já os Formule 1 custam em torno de R$ 90 ao dia, com 82% dos quartos ocupados.
“Hotéis econômicos resistem melhor a crises econômicas”, afirmou Gilles Pélisson, diretor-geral do grupo Accor no mundo.
Segundo ele, apesar de o grupo ter sentido o nervosismo do mercado americano, o primeiro trimestre foi bom para o setor, em todo o mundo. “Os países emergentes estão ganhando mais importância dentro de nossa estrutura, como estratégia de diversificação”, diz Pélisson, que visitava o Brasil.
Para Ricardo Mader, sócio da consultoria HIA (Hotel Investments Advisors), a decisão de escolher o mercado econômico foi acertada, porque é a categoria de maior demanda no Brasil. “É a tarifa que cabe no bolso do brasileiro”, diz Mader. “A tendência de parcerias com grandes grupos é forte no exterior e irá acontecer aqui, como foi com shoppings e prédios comerciais: para construtoras, não faz sentido investir num hotelzinho, mas sim ganhar escala em grandes projetos.”

09/04/2008 - 13:35h O valor das coisas

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Estou postando o artigo bem humorado do jornalista Luiz Weis sobre a mais nova denúncia sobre os gastos da presidência. Eu não dedicaria uma linha a este tema, mas não consegui resistir a reproduzir a ironia do autor. A publicação com destaque destes dados sobre as despesas no avião presidencial, contrasta com a discrição dada as massagens, restaurantes e notas de dois hotéis em cidades distintas no mesmo dia do ministro neo-tucano (PPS aqui é sinônimo) Raul Jungmann (PE), um dos que mais arvorou o dedo em riste para defender a Ética (assim com maiúscula). LF

Apertem os cintos: come-se e bebe-se no Aerolula!

Postado por Luiz Weis em 9/4/2008 às 8:35:36 AM

Tem toda a razão o ex-presidente Fernando Henrique ao se queixar ontem ao stringer do Estado em Lisboa, Jair Rattner, da divulgação seletiva dos gastos palacianos.

“O fato grave é ter havido um dossiê discriminando gastos, apresentando alguns e deixando de fora outros”, disse. “Todos os gastos que estão lá são gastos normais do governo, com comprovantes”.

Só faltou ele combinar com o deputado Vic Peres Franco, do DEM paranese, que repassou ao mesmo jornal um documento da CPI dos Cartões com as despesas dos dois aviões que servem ao presidente Lula, numa viagem a Nova York em setembro do ano passado, com quatro governadores e dois ministros, entre outros convidados.

E só faltou uma foto mostrando o ar de felicidade do editor que digitou o título “US$ 5.926, em comes e bebes, a bordo do Aerolula”.

“Na viagem de volta”, consta do texto - fazendo lembrar os factóides que o jornalista Carlos Brickmann publica toda semana no Observatório da Imprensa, com a observação irônica de que não é possível viver sem conhecê-los -, “foram servidas duas refeições por pessoa: almoço e lanche leve”.

Que coisa extraordinária! Espanta que não tenha sido a manchete do dia.

O texto é caridoso com o leitor – mas nem tanto. Informa que constavam do cardápio entradas com porco, peixe e carne bovina. E que o prato principal foram frutos do mar. Mas assim, nada mais? Porco, peixe, carne bovina e frutos do mar à moda de quem? Com quais ingredientes?…

Feitas as contas, na seleta cabine presidencial, os “comes e bebes” destacados pelo Estadão custaram o equivalente a US$ 125 por boca. Na segunda classe, US$ 59,74. Que esbórnia!

O ponto a que quero chegar é óbvio. A questão do aprovisionamento das despensas terrestres e aéreas do atual presidente e do antecessor, tratada pelos políticos e a mídia como se dela dependessem os pilares da República e da democracia, é, afinal, o que essa matéria e as planilhas vazadas do dossiê deixam claro: uma ridicularia.

P.S. O valor das coisas

A Folha enterrou a informação no quarto dos cinco parágrafos de uma matéria. O Estado deu a notícia num boxe. O Globo, com um título de duas colunas. Já o Valor abriu com o assunto a seção política da edição de hoje, sob um título de cinco colunas e duas linhas:

“Lula diz que rompe com PT se o partido insistir em 3º mandato”.

Dar aos fatos o valor que merecem, a partir de critérios estritamente jornalísticos, é mesmo um dos maiores desafios da imprensa.

06/04/2008 - 11:09h Um jornal online se interessou: Idosos terão desconto de 50% em meios de hospedagem em períodos de baixa estação

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O Globo Online

marta_viaja2.jpgRIO - Já está disponível para aposentados e pensionistas a extensão dos descontos do programa Viaja Mais Melhor Idade a meios de hospedagem. Com o programa lançado nesta sexta-feira pelo Ministério do Turismo, o público da terceira idade passa a contar com desconto de 50% na tarifa cobrada por hotéis em todo o Brasil. O desconto será válido para o ano inteiro, vinculado à baixa ocupação nos 1.190 estabelecimentos já cadastrados no programa, distribuídos em mais de 280 cidades em todos os estados e no Distrito Federal. Como a adesão ao programa acontece diariamente, o ministério estima que até dezembro, mais de 2,5 mil meios de hospedagens estejam oferecendo o desconto ao público da terceira idade, foco do “Viaja Mais Melhor Idade.

A ministra Marta Suplicy, que esteve no Guarujá, na sexta-feira para o lançamento do programa, esclareceu que é critério de cada hotel se cadastrar no programa.

“O hotel é quem define quando é a sua baixa temporada”, disse a ministra à Agência Brasil.

Marta Suplicy ressaltou que com mais esse critério, os beneficiados pelo programa terão acesso a descontos o ano todo, diferentemente da primeira fase do Viaja Mais, quando eram oferecidos somente pacotes para viagens de março a junho e de agosto a novembro, ficando de fora os meses de janeiro, fevereiro e dezembro.

O acordo que permite o desconto de 50% para a melhor idade foi firmado em dezembro passado pelo Ministério do Turismo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRDS).

Na prática, o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem é uma ação que amplia os produtos do Viaja Mais Melhor Idade, programa lançado em 2007, e que oferece pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados ao público da terceira idade e pensionistas.

“Acredito que com essa oferta ampliamos a possibilidade de o idoso fazer a sua viagem”, disse a ministra ao acrescentar que essa ampliação “vai interessar e possibilitar muita gente a realizar o sonho que antes não conseguiu”.

Assim como na primeira fase, serão investidos R$ 5,2 milhões em propaganda do Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem.

Indagada sobre o motivo de o Guarujá ser o cenário para divulgar a expansão do programa, a ministra Marta Suplicy disse que o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem poderia ser lançado em qualquer cidade. No entanto, foi na região que o programa conseguiu cerca de 80% das adesões dos estabelecimentos. Além disso, a ministra lembrou que São Paulo é o maior emissor e receptor de turistas.

“E também porque o Guarujá é uma referência na Baixada Santista”.

O turista da melhor idade pode procurar o estabelecimento que faz parte do Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem pelo site www.viajamais.com.br. O turista também poderá ligar gratuitamente para o telefone 0800 77 07 202, em funcionamento a partir do dia 07/04 (segunda-feira), para saber quais meios de hospedagem estão cadastrados no programa. Haverá, ainda, um guia impresso com a lista de estabelecimentos cadastrados que será distribuído para o público-alvo - associações e clubes de melhor idade. Além disso, os meios de hospedagem cadastrados receberão um kit, que ficará exposto nas recepções, identificando que têm a tarifa para melhor idade.