28/08/2008 - 18:12h Memória

Contribuição aos estudos avançados de Roberto Dias e Josias de Souza, da Folha.

Reproduzo a seguir as intenções de voto em favor de Marta Suplicy a partir da pesquisa Datafolha de 12 de julho 2000 até as vésperas do primeiro turno, pesquisa Datafolha de 29 de setembro 2000. No quadro só figuram os resultados de Marta nas pesquisas Datafolha e IBOPE, os maiores institutos. Em 2000, Marta obteve 33% (equivalente a 38% dos votos válidos) no primeiro turno e 58% no segundo turno, contra 42% de Maluf. Na pesquisa Datafolha do 29 de junho 2000, a rejeição de Marta era de 37%.

 As pesquisas do ano 2000, quando Marta foi eleita prefeita

Datafolha 12/jul 31%
Ibope 17/jul 26%
Datafolha 26/jul 33%
Ibope 06/ago 29%
Datafolha 10/ago 36%
Datafolha 17/ago 32%
Ibope 22/ago 30%
Datafolha 25/ago 31%
Datafolha 29/ago 30%
Datafoha 01/set 29%
Ibope 04/set 31%
Datafolha 05/set 29%
Ibope 08/set 33%
Datafolha 13/set 34%
Datafolha 15/set 32%
Datafolha 22/set 35%
Datafolha 26/set 33%
Datafolha 29/set 34%

26/08/2008 - 18:31h Prestes a receber Lula na campanha, Marta diz que não pensa em vitória no 1° turno

Reuters/Brasil Online - Portal O Globo

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/08/26/26_MHG_PAIS_martafala.jpg

SÃO PAULO - Com 17 pontos acima do segundo colocado nas pesquisas e a quatro dias de receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha, a candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) afirmou que não conta com a vitória no primeiro turno.

- Nós não estamos pensando nisso não, a gente está muito feliz de o presidente vir, mas nós acreditamos que nada de salto alto - afirmou Marta a jornalistas nesta terça-feira após realizar palestra na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

” Nada de salto alto “

Pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrou Marta subindo de 36 % para 41 %, abrindo 17 pontos percentuais de vantagem sobre Geraldo Alckmin (PSDB), que caiu de 32 para 24 %. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) passou de 11 para 14 %.

A alta de Marta e a queda de Alckmin já havia sido apontada em pesquisa Ibope anterior. Para ganhar no primeiro turno, em 5 de outubro, é necessário obter 50 % mais um dos votos válidos.

A candidata procurou não comentar a intensificação das críticas entre Alckmin e Kassab ao dizer que “a preocupação está em continuar apresentando propostas, porque foi assim que a gente chegou neste resultado.”

Mas não deixou sem resposta ataques do prefeito Kassab que a acusa de não acabar com as escolas de lata.

- As escolas de lata foram construídas, todinhas, na gestão (Celso) Pitta (1997-2000), da qual Kassab era secretário. Então me parece um pouco estranho ele fazer este discurso - afirmou, acrescentando que foi ela que iniciou o processo de desconstrução.

No sábado, o presidente Lula desembarca na campanha de Marta para o primeiro compromisso conjunto de campanha. Ele escolheu São Paulo para sua estréia na eleição deste ano. De acordo com informações ainda não oficiais, os dois farão uma caminhada e um comício na avenida Oliveira Freire, em São Miguel Paulista, zona leste da cidade. O extremo leste e a região sul são as duas áreas em que Marta tem seus melhores índices de intenção de voto.

- A idéia é ‘melhorar onde ela está bem’ - disse um petista da campanha.

Entre sábado e domingo Lula fará campanha também junto a candidatos do PT do ABC: Luiz Marinho (São Bernardo do Campo), Mário Reali (Diadema) e Vanderlei Siraque (Santo André).

24/08/2008 - 12:05h Estadão: duas edições, duas leituras

martakassabalckminmaluf.jpg

A primeira edição do Estadão tinha uma pequena chamada de capa dizendo; “Pesquisa confirma avanço de Marta” seguido de “Datafolha aponta vantagem de 17 pontos para a petista. Pág A8″. Na página A8 a matéria abria com o título “Datafolha mostra Marta com 17 pontos de vantagem” e imediatamente abaixo do título “Candidata do PT subiu e Geraldo Alckmin, segundo colocado, caiu; pesquisa confirma movimento detectado pelo Ibope no último dia 16″.

A segunda edição do mesmo jornal, O Estado de São Paulo, a chamada de capa diz: “Pesquisa aponta avanço de Kassab” seguido de “Diferença para Alckmin caiu pela metade, indica Datafolha”. No interior o artigo passa a levar como título “Pesquisa mostra Kassab mais próximo de Alckmin” e no lide “Distância entre os dois caiu de 21 para 10 pontos, aponta Datafolha; Marta lidera, com 41%, confirmando movimento detectado pelo Ibope no dia 16″.

Acontece que contrariamente a chamada de capa da segunda edição do Estado, a pesquisa não aponta avanço de Kassab e sim constatou a queda de Alckmin. Kassab só oscilou dentro da margem de erro. Já Alckmin caiu e a dianteira de Marta passa a ser de 17 pontos. De todos os candidatos, Marta é a única a crescer acima da margem de erro em relação ao Datafolha anterior. A maioria dos eleitores que abandonaram Alckmin, entre as duas pesquisas, o fizeram em favor de Marta. LF

24/08/2008 - 10:19h O astral do brasileiro está lá em cima

Elio Gaspari



Uma pesquisa do DataUnB faz a alegria do comissariado e da máquina de propaganda do Planalto

O COMISSARIADO do Planalto trabalha em cima de uma reconfortante pesquisa realizada pelo DataUnB em 214 municípios de nove Estados, com 6.000 entrevistas. Ela indica que o brasileiro está satisfeito, gosta dos programas sociais do governo, aprecia seu desempenho e atribui a ele o bom astral em que vive. Para 84% dos entrevistados, sua situação pessoal vai melhorar e 80% avaliam que os objetivos dos programas federais estão sendo alcançados. A taxa de ruim e péssimo de Nosso Guia está em ralos 9%. (Em setembro de 2005, ela esteve em 32% numa pesquisa do Ibope.) As jóias da coroa são o Bolsa Família para compra de comida (80% de aprovação) e para a aquisição de material escolar (75%).
Resultados desse tipo estimulam instintos irracionais em pessoas que pensam de maneira diferente e sacam a velha idéia segundo a qual a choldra se deixa enganar com facilidade. O trabalho indica que a cabeça da amostra se revelou bem mais articulada. Ao mesmo tempo em que perceberam uma melhoria nas condições de vida, os entrevistados ensinaram que não são bobos. A alta do preço dos alimentos foi apontada por 94% das pessoas. Isso, mesmo sabendo-se que 63% entendem que os brasileiros estão comprando mais comida. Ao mesmo tempo em que registram a melhoria no acesso aos crediários (84%), informam que ficou mais difícil pagar as contas em dia (82%).
Vista de perto, a pesquisa trouxe decepções para os comissários. As obras, do PAC, por exemplo, são atribuídas aos governos locais. A União só leva crédito no trabalho das rodovias. Visto de longe, o resultado indica que o governo está bem avaliado e, sobretudo, há confiança nas suas políticas e reconhecimento das mudanças que elas provocaram no cotidiano de milhões de pessoas. Mais da metade do universo pesquisado acredita que nos últimos cinco anos a vida melhorou, a renda subiu e há mais empregos.

Leia a integra da coluna de Elio Gaspari na Folha SP e O Globo 

23/08/2008 - 22:59h Folha edita pesquisa Datafolha

A Folha de SP, na sua edição de domingo disponivel nas bancas no sábado (edição São Paulo, concluída às 14H), edita a pesquisa Datafolha para não destacar a liderança de Marta e alavancar a candidatura de Kassab, em detrimento de Alckmin. A manchete é: “Diferença Alckmin/Kassab cai à metade”.

O Datafolha, instituto de pesquisas, apresentou seus resultados assim:

“A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, atinge 41% das intenções de voto, e abre uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin, do PSDB, que obtém 24% das preferências, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 21 e 22 de agosto, a 44 dias do primeiro turno da eleição. No levantamento anterior, realizado nos dias 23 e 24 de julho, Marta e Alckmin empatavam, em razão da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais: a petista atingia 36% e o tucano obtinha 32% das intenções de voto. Em um mês, a ex-prefeita ganhou cinco pontos percentuais, enquanto o candidato do PSDB perdeu oito.

A pesquisa, a primeira após o início da exibição do horário gratuito dos candidatos a prefeito na TV, no dia 20, também mostra que Marta empata com Alckmin em simulação de segundo turno, além de crescimento na taxa de intenção de voto espontânea e ligeira variação na taxa de rejeição à petista.” (reproduzido na integra em Pesquisa Datafolha).

A apresentação da Folha não destaca estes fatos.

Os números mostram que Marta ganhou seus cinco pontos de crescimento em detrimento do segundo colocado, que perdeu 8 pontos. A pesquisa mostra que o crescimento de Marta reverteu em seu favor o favoritismo na simulação do segundo turno: Marta vence Alckmin (diferentemente da pesquisa Datafolha anterior). Marta cresce na espontânea e no quesito rejeição ela diminui, sendo ultrapassada por Kassab que aparece com 32% de rejeição (a rejeição de Kassab oscilou para cima na mesma porcentagem que sua intenção de voto: 3 pontos, dentro da margem de erro).

Marta abre uma distancia de 17 pontos com o segundo colocado, Alckmin. Ela amplia a distancia que a separa de Kassab em 27 pontos (na pesquisa anterior está distancia era de 25 pontos).

Estes são os dados principais da pesquisa. A principal beneficiaria da queda de Alckmin é Marta. Ela cresce acima do eleitorado de Alckmin e Kassab só residualmente aproveita essa queda de Alckmin, oscilando positivamente de 3 pontos, ou seja dentro da margem de erro.

Na Folha de amanhã tudo isto é obscurecido ao ponto de Marta sumir da principal manchete da primeira página que proclama: “Diferença Alckmin/Kassab cai à metade”.

O fato de Marta pela primeira vez no Datafolha aparecer na frente de Alckmin no 2° turno é reproduzido numa pequena retranca embaixo da página A4. É a primeira vez em um ano de pesquisas Datafolha que isto acontece. A oscilação de Kassab, dentro da margem de erro, ganha destaque no lide da capa da Folha e não o crescimento efetivo de 5 pontos de Marta que a levam ao primeiro lugar (no Datafolha anterior ela aparecia empatada com Alckmin).

Como a pesquisa -reconhece o próprio jornal- captou o começo da propaganda na TV, este crescimento de Marta é significativo também do resultado das inserções e programas de rádio e TV. Os ataques de Kassab contra Marta fizeram oscilar para cima sua rejeição e não permitiram até agora que recuperasse para ele a queda de Alckmin (só em três pontos oscilou sua intenção de voto no primeiro turno, igual que sua rejeição, e dentro da margem de erro). Mesmo entre os eleitores com ensino médio, onde Alckmin cai 11 pontos, Marta é a principal beneficiária passando nesse estrato de 36% para 41%. Mais importantes numericamente, nos eleitores com renda mensal inferior a dois salários mínimos, Marta cresce 8 pontos, sendo que Alckmin cai 6 e Kassab só oscila de apenas 2 pontos (a margem de erro nesta categoria é superior aos 3 pontos da margem de erro sobre o total da pesquisa).

Para forçar sua peculiar apreciação da pesquisa, a Folha se apóia no crescimento da avaliação positiva do governo Kassab que passou de 35% de ótimo/bom em 23-24 de julho, para 40% agora (21-22 de agosto), um crescimento de 5 pontos em quase um mês. A Folha não destaca o fato que este crescimento sendo maior entre a população de baixa renda até 2 salários, não teve quase nenhum impacto na intenção de voto em favor de Kassab nesse mesmo segmento.

Quando a Folha passa à analise dos resultados por região, nada é dito sobre a margem de erro quando reportada a um universo bem menor. Mesmo assim a pesquisa mostra que Marta obteve seu maior crescimento em bairros como Ipiranga, Saúde, Vila Mariana e Jabaquara (+10 pontos) o que faz que na zona sul somada ao sudeste, Marta tem 49% contra 22% de Alckmin e 13% de Kassab. A zona sul é junto com a zona leste a mais populosa da cidade.

Em toda a Zona leste Marta tem 41%, Alckmin 22% e Kassab tem 13%.

O centro, bem menos populoso registra um crescimento de 15 pontos nas intenções de voto para Marta, chegando a 38% frente a Alckmin com 29% e Kassab com 13%.

Só na zona norte, bem menos populosa que a sul e a leste, zona norte que já foi um setor de forte implantação do janismo e do malufismo, Gilberto Kassab consegue recuperar uma parte importante da queda de Alckmin e registra seu melhor resultado 16%. Marta passa a liderar em toda a zona norte com 36%, seguida de Alckmin com 27%.

Por último, na zona oeste Marta cresceu 5 pontos e atinge 26%, Alckmin lidera com 33% e Kassab 16%.

Todos estes dados estão presentes no jornal, de uma forma ou de outra, mas a edição da pesquisa faz tudo para evitar que o leitor perceba a realidade da situação eleitoral registrada nos números do Datafolha.

A TV Globo abriu a informação hoje a noite sobre a pesquisa Datafolha: “Marta abre 17 pontos a frente de Alckmin”.

O Estado de São Paulo pós como título “Datafolha mostra Marta com 17 pontos de vantagem” e no lide, abaixo da manchete “Candidata do PT subiu e Geraldo Alckmin, segundo colocado, caiu; pesquisa confirma movimento detectado pelo Ibope no último dia 16″.

A Folha SP leva como manchete na capa: “Diferença Alckmin/Kassab cai à metade”, embaixo, no lide “Tucano recua 8 pontos, e prefeito, com sua melhor avaliação, oscila para cima; Marta cresce e se isola em 1°”. Dentro do jornal, na principal página com os resultados, a manchete é: “Alckmin cai e tem 10 pontos sobre Kassab; Marta se isola”. Na página A8 a manchete é: “Maior vantagem de Marta sobre tucano está no extremo sul”. Por último, pag A9: “Kassab tem maior índice de aprovação desde que assumiu”.

Julguem vocês

Luis Favre

23/08/2008 - 13:51h Datafolha confirma Marta em primeiro lugar e Alckmin segundo

martaxalckmin.jpg

O movimento registrado na pesquisa Datafolha publicado hoje é pequeno em relação à pesquisa IBOPE precedente, porém politicamente significativo.

Considerando exclusivamente as pesquisas do Datafolha (primeira tabela) percebesse um crescimento de Marta, uma queda significativa de Alckmin e uma subida dentro da margem de erro de Kassab. A situação de Maluf não evoluiu.

Mas observando o conjunto das pesquisas, incluindo as do IBOPE (segunda tabela), o movimento é bem menor, salvo para Kassab que com 14% hoje, retoma a situação que tinha no começo de julho.

A pesquisa Datafolha captou apenas o começo da campanha na TV, já a anterior do IBOPE precedeu o horário gratuito. Mesmo sendo pesquisas de institutos diferentes e com metodologias distintas, a situação de Kassab parece ter melhorado, ao que tudo indica em detrimento de Alckmin. Tudo muito incipiente para estabelecer conclusões.

Comparando as duas últimas pesquisas, IBOPE (antes da TV e rádio) e Datafolha (começo da TV e rádio) a situação de Alckmin nada mudou: oscilação negativa dentro da margem de erro no primeiro turno e situação idêntica contra Marta no segundo (ambos sobem 2 pontos).

Na simulação do segundo turno, só comparando as duas últimas pesquisas Datafolha, se verifica a mudança maior que inverteu o favoritismo no segundo turno: Marta passa a liderar o segundo turno contra Alckmin (49 X 44) e amplia seu favoritismo contra Kassab (de 52 X 37, no Datafolha anterior, a 55 X 35 nos resultados publicados hoje). Já se compararmos esse segundo turno entre as duas últimas pesquisas IBOPE e Datafolha, Marta confirma sua situação anterior, Alckmin idem e Kassab apresenta uma melhora ( de 55 X 30 no Ibope, a 55 X 35 no Datafolha).

Tem outros elementos da pesquisa que serão publicados na edição de domingo da Folha de São Paulo, como avaliação do governo municipal, rejeição, regiões e segmentos sociais que permitirão completar o panorama e verificar estas conclusões iniciais.

Luis Favre

martakassabalckminmaluf.jpg
PRIMEIRA TABELA - DATAFOLHA
Resultados das três últimas pesquisas Datafolha (as duas colunas iniciais são do mês de julho e a última é de hoje):
  Datafolha Datafolha Globo
Datafolha
Marta 38% 36% 41%
Alckmin 31% 32% 24%
Kassab 13% 11% 14%
Maluf 8% 8% 9%
2° turno
Marta 45% 43% 49%
Alckmin 50% 51% 44%
       
campo 3 e 4 de julho 23-24 julho 21-22 agosto
SEGUNDA TABELA - TODAS AS PESQUISAS IBOPE E DATAFOLHA
Resultados das cinco últimas pesquisas (as 3 colunas iniciais são do mês de julho e as duas últimas de agosto. Na última coluna a direita a pesquisa Datafolha de hoje):
  Datafolha Ibope Globo
Datafolha Globo
Ibope Globo Datafolha
Marta 38% 34% 36% 41% 41%
Alckmin 31% 31% 32% 26% 24%
Kassab 13% 10% 11% 8% 14%
Maluf 8% 9% 8% 9% 9%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47% 49%
Alckmin 50% 47% 51% 42% 44%
           
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 15 agosto 21-22 agosato

19/08/2008 - 18:17h Em Vitória, candidato do PT lidera pesquisa com 60%

Roberto Setton
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Blog de Josias 

Reunido com os ministros, nesta segunda (18), Lula decidiu incluir Natal, Recife e Vitória em seu roteiro de campanha no primeiro turno.

No caso de Vitória (ES), a presença de Lula parece desnecessária. Ali, o candidato do PT, João Coser, vai à sinuca eleitoral como dono da mesa.

A bola 13, de Coser, faz e acontece. Candidato à reeleição, o prefeito petista desponta em pesquisa do Ibope com confortáveis 60% das intenções de voto.

Na segunda colocação –longe, muito longe do líder—vem Luciano Rezende (PPS), com 12%. Segundo o Ibope, 17% dos eleitores da capital capixaba declaram-se indecisos.

Outros 8% afirmam que votarão em branco ou anularão o voto. Ainda que todos os indecisos e os desalentados aderissem a Luciano Rezende, o candidato iria a 37%.

Muitos longe ainda dos 60% do líder. Ou seja: Lula vai a Vitória a passeio.


Escrito por Josias de Souza

19/08/2008 - 10:30h PSDB cobra mudança de rumo em São Paulo

Alarmada com mau desempenho de Alckmin, cúpula quer atitude mais agressiva do candidato e engajamento de Serra

http://farm1.static.flickr.com/197/502493558_7462c6cadb.jpg?v=0http://oglobo.globo.com/fotos/2008/01/29/29_MHG_pais_serra.jpg

Gerson Camarotti e Adauri Antunes Barbosa - O Globo

BRASÍLIA e SÃO PAULO. A queda de cinco pontos percentuais do candidato tucano Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo, registrada na última pesquisa do Ibope, divulgada sexta-feira, levará o comando nacional do PSDB a tentar redirecionar os rumos da campanha.
Integrantes da cúpula do partido defendem uma reestruturação radical na campanha de Alckmin, que passaria por três desafios: levar o tucano ao confronto com a petista Marta Suplicy; fazer o governador José Serra se engajar de vez na campanha; e conseguir que Alckmin apresente uma proposta concreta de governo.
Na percepção da cúpula do PSDB, ainda não há campanha na rua de Alckmin, que está sem discurso. Por isso, a melhor estratégia seria partir para o enfrentamento já com a primeira colocada nas pesquisas.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), pretende conversar pessoalmente com Alckmin e Serra nos próximos dias.

— Neste momento, é preciso reavaliar os rumos da campanha e mais uma vez entender que precisamos ganhar a eleição do PT — disse Guerra.

Cúpula admite que racha interno prejudica Alckmin

Levantamento do Ibope, divulgado sexta-feira pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, mostra que Marta subiu de 34% para 41%. Já o tucano caiu de 31% para 26%. O deputado Paulo Maluf (PP) manteve os 9%. E o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que aparecia com 10% na primeira pesquisa, em 19 de julho, caiu para 8%.

A simulação para o segundo turno também alarmou o comando do PSDB. Na disputa entre Marta e Alckmin, a petista ganha de 47% a 42%.
Os tucanos reconhecem que a candidatura de Alckmin foi prejudicada pela divisão interna, já que parcela do PSDB apóia a reeleição de Kassab.
Para a cúpula do partido, a pesquisa mostra que chegou a hora de pôr um ponto final na briga interna, pois cresce o risco de graves seqüelas para a candidatura de Alckmin.
Por isso, o comando do PSDB deve trabalhar para um envolvimento imediato de Serra na campanha. Nos gabinete dos comandantes tucanos em Brasília, a presença de Serra é considerada fundamental, não só nos programas de TV, mas também na campanha de rua.
O partido também vai cobrar uma atitude mais contundente de Alckmin nesta campanha.

Kassab culpa tucano por sua queda em pesquisa eleitoral

Alckmin disse ontem que Serra “está na fita” de sua campanha, mas não confirmou se o depoimento gravado sextafeira pelo governador será usado amanhã, na estréia do programa eleitoral.

— Serra está na campanha e vai estar na fita — afirmou Alckmin ontem, durante caminhada na Vila Prudente.

Serra, que defendia a candidatura de Kassab, mas teve de aceitar a decisão de seu partido pela candidatura própria, gravou depoimento para o programa de TV de Alckmin. A participação foi entregue à equipe de marketing na sexta-feira.
Kassab atribuiu ontem à candidatura de Alckmin o seu baixo desempenho nas pesquisas. Segundo o prefeito, a não-manutenção da aliança DEM-PSDB dividiu os votos entre eles.

18/08/2008 - 08:52h Pés no chão

Painel

RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

Show de abertura

Não obstante a liderança isolada no mais recente Ibope, a campanha de Marta Suplicy considera remota a hipótese de vencer a eleição no primeiro turno. Por mais que a candidata esteja bem -e Lula melhor ainda-, tal cenário colide com todos os dados disponíveis sobre a divisão do voto na cidade de São Paulo.
O PT trabalha com a perspectiva de reação dos adversários a partir do início, nesta semana, da propaganda de televisão e rádio. Mas avalia que o Ibope cumpriu uma missão quase simbólica: apresentar Marta em toda a sua força na abertura do horário gratuito, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) se digladiam pelo apoio de José Serra.

Leia a integra da coluna Painel na Folha de São Paulo

17/08/2008 - 22:04h Holiday in Sambodia: Man Down in São Sebastião!

Blog The New World Lusophone Sousaphone

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Holiday in Sambodia: Man Down in São Sebastião!

17/08/2008 - 17:51h Por que Marta sobe

Blog Cidadania.com de Eduardo Guimaraes

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Uma amiga do Rio, a leitora, socióloga e professora aposentada Vera Pereira, postou aqui ontem um comentário que me estimulou a escrever este post.


Enfim uma notícia para amenizar minha “deprê” cívica dos últimos dias: Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta (15) mostra a candidata Marta Suplicy com 41% das intenções de voto (…). Geraldo Alckmin aparece em segundo com 26%. (…) Pena que eu voto no Rio de Janeiro. Em todo caso, parece que os paulistanos não dão a mínima para a mídia.

Mais ou menos, minha cara professora Vera. Eu não diria que os paulistanos “não dão a mínima para a mídia” e sim que boa parte deles descobriu que é melhor não dar bola a ela, ao menos quando o assunto é política.

Analisem o gráfico que fiz (acima). Percebe-se que, de uma outra pesquisa Ibope – divulgada exatos 30 dias antes da que foi divulgada ontem – para cá, só Marta Suplicy e Ivan Valente, do PSOL, aumentaram suas intenções de voto - todos os outros caíram e Soninha ficou estagnada. Marta disparou no primeiro turno, conforme o gráfico. E, no segundo, já supera Alckmin, ainda que dentro da margem de erro da pesquisa. Aliás, essa tal margem de erro das pesquisas é um caso à parte sobre o qual ainda escreverei.

Hoje, porém, quero oferecer-lhes minha visão sobre por que Marta subiu tanto apesar da revoltante armação que foi a tal “lista suja” da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), explorada de forma desonesta pela mídia e por Gilberto Kassab, que acabou incluído nela quando se descobriu que tinha processo contra si que a AMB, a exemplo do que fez com os processos a que responde Geraldo Alckmin – alguns envolvendo milhões de reais –, desprezou não se sabe por que.

Durante o período da arrancada de Marta (entre 16 de julho e 15 de agosto), a mídia martelou incessantemente a inclusão da ex-prefeita na tal “lista suja” e Kassab chegou a espalhar milhares de panfletos por São Paulo associando a adversária a “corrupção”. Justo Kassab, que permitiu o retorno da máfia dos fiscais do comércio ambulante, que surgiu pela primeira vez quando o atual prefeito era secretário do ex-prefeito Celso Pitta, que dispensa apresentações.

Há que se dar razão à professora Vera. O que parece é que os paulistanos “não dão a mínima” para a mídia. Enquanto esta tratava de alardear a inclusão de Marta numa lista de candidatos nos quais não se deveria votar, ela disparou na preferência do eleitorado da capital paulista.

Porém, como paulistano de cinco gerações posso afirmar que o povo desta cidade sempre deu muita importância à mídia. Esta, só para ficarmos em São Paulo, já elegeu Maluf, Pitta e Serra contra petistas. Porém, à diferença do que aconteceu em 2004, quando Marta, apesar de bem avaliada, perdeu a eleição na cidade, o eleitorado paulistano começa a se definir mais do ponto de vista das classes sociais.

Quero aqui fazer um prognóstico: se Marta vencer a eleição, será com apoio muito maior da periferia paulistana, que abriga as classes sociais que mais perderam com a vitória de Serra sobre a petista há quatro anos.

Uma das maiores perdas da periferia de São Paulo com o governo Serra / Kassab foi no Transporte. A vantagem dos corredores que estava permitindo aos que tomam ônibus viajarem bem mais rápido do que quem viajava de carro foi anulada em prol deste. Os importantes projetos de Marta no social, que perderam importância durante a administração tucano-pefelista, foram sendo todos transformados em programas de fachada.

Pesquisas recentes demonstraram a disparidade de gastos da administração paulistana com os munícipes das regiões “nobres” e com os da periferia. Em alguns casos, gasta-se vinte, trinta vezes mais hoje com os paulistanos dos bairros ricos do que com os dos bairros pobres, isolados, invisíveis, carentes de tudo.

Em 2004, eu conversava com as pessoas mais humildes, aquelas dos bairros afastados, que viajavam horas para chegar em casa e que, graças às iniciativas de Marta, tiveram reduzidas essas viagens a minutos. Tentava explicar àqueles que começaram a ter escolas de qualidade para seus filhos (CÉUS) que deveriam apoiar uma administração que tanto estava fazendo por eles. Mas foi em vão: a mídia paulista vendeu aos paulistanos – inclusive aos pobres – que Serra poderia fazer mais “por ter sido governador” etc.

Os paulistanos, sobretudo os mais pobres, sentiram na carne os efeitos do voto errado. Não que votar em Serra ou em Kassab tenha sido errado pura e simplesmente. Foi errado para os mais pobres, para os habitantes da periferia. Para quem vive nos Jardins, foi certo votar na direita tucano-pefelista, se formos analisar o ato de votar apenas do ponto de vista dos interesses diretos e imediatos dos eleitores.

O preço pago pelos paulistanos mais pobres ao votarem em José Serra e em Gilberto Kassab em 2004 será cobrado de tucanos e pefelês nesta eleição, pois as pessoas parece que estão entendendo que Alckmin, Serra e Kassab são todos a mesma coisa.

É animadora a possibilidade de se punir nas urnas políticos que se elegeram com um discurso social e o abandonaram depois da eleição. São Paulo, a megalópole historicamente conservadora do estado mais conservador da Federação, sempre foi, também, berço de grandes mudanças que ocorreram no país. Seja bem vinda, pois, ao século XXI, São Paulo.

Escrito por Eduardo Guimarães

17/08/2008 - 07:21h Agora o jogo fica mais claro para o eleitor

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Fátima Pacheco Jordão* - O Estado de São Paulo

 

 

Embora só comece oficialmente depois de amanhã, o horário eleitoral no rádio e na televisão já teve um ensaio em agosto. A mídia, tanto impressa como eletrônica, fez uma opção diferenciada de cobertura, tratou de forma mais focada os problemas de eleitores nas suas regiões, elaborou diagnósticos e estimulou os candidatos a oferecer as soluções que propõem.

Em São Paulo esse processo foi ainda mais sofisticado, organizações civis até encaminharam aos candidatos perguntas sobre metas a serem alcançadas em cada distrito da cidade. Ou seja, há uma percepção geral de que o eleitor busca respostas mais precisas dos candidatos. E é nesse tom que o horário oficial eleitoral que começa vai ser formatado.

A sintonia dos candidatos com esta pauta pôde ser acompanhada no noticiário de maior audiência na cidade - o SPTV2, da TV Globo. Na última semana, estimulados pela emissora, os candidatos discutiram saúde, coleta de lixo e segurança nos bairros.

Este ensaio prévio já rendeu resultados. Marta Suplicy, a primeira a apresentar programa completo de governo, virou o jogo antes da entrada do novo tempo da campanha. A pesquisa do Ibope, publicada ontem, mostra que ela ganhou pontos em quase todos os segmentos pesquisados e se coloca na perspectiva de poder ganhar a eleição no primeiro turno. O que seria inédito para essa complexa cidade, com seus graves problemas que todos sabem.

Os números mostram, efetivamente, uma forte aceleração das decisões na cabeça dos eleitores: os que não declinam nomes espontaneamente eram, em junho e julho, 40%. Caíram agora, nesta pesquisa Ibope, para 33%. Ou seja, cresce a parcela de eleitores com declaração de voto mais convicta, porque espontânea.

Quase todos os que consolidaram sua posição foram para Marta, que cresceu de 22% para 29%. Seus concorrentes mais diretos não mudaram. Alckmin fica no patamar anterior de 14% e Kassab no de 6%.

Ou seja, apenas Marta Suplicy aproveitou as novas características da cobertura da mídia e consolidou, entre indecisos, boa parcela de votos. Ela respondeu mais convincentemente às questões sensíveis aos eleitores.

O mesmo ocorreu nas taxas de voto estimulado. Entre julho e agosto a dupla situacionista Kassab e Alckmin tinha 42% (média das pesquisas publicadas) e perdem agora 8 pontos (34%). Marta, com 41% agora, aumenta a distância de Alckmin para 15 pontos, claramente assumindo a liderança. Mais ainda, pela primeira vez na série publicada de pesquisas, ela tem taxas superiores a Alckmin nas projeções de segundo turno (47% a 42% respectivamente).

Os segmentos que mais mudaram de posição corroboram a hipótese de que a petista teve um desempenho, na mídia de massa, mais focado nos problemas da cidade e que fez uso mais produtivo do seu tempo na mídia. Seus concorrentes ainda perderam espaço para discutir quem tem o apoio de quem e vazaram para o eleitor tensões internas de seus partidos, gerando obviamente insegurança no eleitorado.

Observando o comportamento de diferentes segmentos através do voto espontâneo, a candidata do PT avança 5 pontos no total e soma 29% do eleitorado, cresce 13 pontos entre os menos escolarizados, segmento que já liderava - chega agora a 38%; cresce 8 pontos entre mulheres (antes liderado por Alckmin) e acumula 30% e ainda cresce 8 pontos (chega a 33%) entre jovens eleitores, até então majoritariamente indefinidos.

Quanto ao voto estimulado, em que o entrevistado lê um cartão com a lista de candidatos, a petista ganha 7 pontos, tirando-os de Alckmin e Kassab, e avança mais nos segmentos já citados. Estes saltos são coerentes com a ampliação da campanha na mídia de massa, a incorporação ao debate dos segmentos de mais baixa renda ou escolaridade e a falta de foco no eleitor dos seus principais oponentes.

Marta consegue uma superação notável, entre eleitoras, segmento que Alckmin ainda sustentava. Esta rodada da pesquisa Ibope mostra um giro importante entre as mulheres, passa de um empate anterior (Alckmin 35%, Marta 32%) para uma liderança considerável (Marta 43%, Alckmin 28%).

Os segmentos onde Marta mais cresceu são os mais estratégicos porque tradicionalmente mantêm taxas mais altas de indefinição até as vésperas da eleição e só consolidam sua escolha com o horário eleitoral no rádio e na TV.

Neste ano não será diferente, pesquisas qualitativas em curso têm captado esta tendência. Ninguém brinca em serviço nesta fase da campanha.

Marta e Kassab têm mais tempo de rádio e de televisão e ambos, administradores testados na cidade, têm mais o que defender, propor e contrapor. A comparação de suas administrações será o grande referencial na cabeça do eleitor.

Alckmin, com menos tempo, vai precisar ampliar para argumentos de ação e de propostas o pilar que mais o sustenta até o momento: uma boa imagem pessoal - o menos rejeitado dentre os candidatos.

O jogo não está todo na mesa, mas vai agora depender da tela.

* Socióloga

16/08/2008 - 15:11h Cabeça fria

Vale a pena analisar as pesquisas como apenas um elemento, uma indicação, do estado de espírito do eleitorado. Relembrar sempre que se trata de uma mera fotografia do momento, foto aliás contendo uma margem de erro de 3 pontos para cima ou para baixo. Dito isto e tendo isto sempre presente na abordagem dos números, indiscutivelmente a situação registrada no IBOPE marca uma mudança no quadro eleitoral as vésperas do início dos programas e comerciais na TV e no rádio.

Marta tem crescido na intenção de voto em relação a pesquisa IBOPE precedente, acima da margem de erro. Passou de 34% a 41%. Alckmin caiu de 31% a 26%. Tudo indica que Marta ganhou seus pontos no eleitorado de Alckmin. Como ao mesmo tempo Kassab não ganhou nenhum voto na queda registrada por Alckmin, podemos estabelecer como hipótese que a maioria esmagadora do eleitorado rejeita a linha agressiva e apelativa. Isto é assim em se tratando do eleitor da Marta e também do eleitor do Alckmin. Kassab com sua orientação de atacar Marta aparece a contra-mão da opinião pública e da maioria do eleitorado.

A queda de Alckmin não é só a manifestação das dificuldades do candidato a levar uma campanha a frente, sem contar com o apoio de uma parte significativa do seu próprio partido. Ela parece corresponder também com a ausência de qualquer programa com definições mais ou menos claras, as duas coisas se imbricando. Dito de outra maneira, Alckmin não concorda, nem discorda, com o que seu partido, junto com o DEM, tem feito na cidade. Alckmin não aparece como representante do “seu” governo municipal, nem estadual; mas ele também não é oposição. Ele só representa ele e o governo que ele fez lá atrás.

Acontece que diferentemente da Marta, Alckmin não deixou saudades da sua passagem pelo governo de Estado. Seja na educação onde o balanço é péssimo, seja no transporte onde as coisas andaram -para utilizar um termo do Estadão- “a passo de tartaruga” (quando não desabaram no buraco), ou nos altos pedágios e no abandono das estradas vicinais. Sem falar no caos penitenciário e na dominação exercida pelo PCC nas ruas das cidades paulistas, durante seu governo. Como ao mesmo tempo, a oposição dele ao governador Serra e ao seu prefeito Kassab o impede de assumir como próprio um balanço alheio, balanço diga-se de passagem bem medíocre, Alckmin aparece sem discurso e sem linha.

Não contando com a “proteção” que a mídia manteve durante seu governo, Alckmin começa a aparecer como o que ele sempre foi: um administrador burocrático e sem iniciativa e um político ambicioso sem cacife para se transformar em liderança. Ideologicamente inclinado à direita, mas sem coragem para apresentar uma plataforma consistente nesse terreno, ele navega no centrísmo, emprestando ora a direita, ora a esquerda alguma idéia. Seu discurso soa oportunista, vazio e sempre na base do meio-termo.

Significa isto que a eleição já está resolvida?

Ao contrário, a pesquisa provocará um acirramento da disputa eleitoral e induzirá alguns a uma tentativa de agrupamento anti-Marta. Se está linha vingar nas fileiras demo-tucanas poderemos assistir a uma repetição do comportamento que no plano federal levou a uma candidatura Alckmin à presidente com uma única bandeira: o anti-lulismo. A experiência já se mostrou inadequada no plano federal. Mas ela poderá ter um certo impacto no plano da cidade?

Por enquanto isto é uma incógnita e se lançar nesta via pode levar, ao contrario, a um desenlace desfavorável aos demo-tucanos completamente inesperado. Porque a situação é hoje outra, incluso na cidade de São Paulo.

No que concerne a candidata do PT, convém apreciar na sua justa dimensão os progressos realizados e que se expressam na liderança alcançada. A candidatura da Marta esta apoiada em um campo unificado, no só pela unidade do seu próprio partido na capital, mas também pela unidade dele no plano estadual, assim como em relação a liderança do presidente Lula e a sua política social e econômica. A identificação forte de Marta e Lula, no contexto dos êxitos obtidos pelo governo Lula e que se traduzem em uma alta popularidade, reforçam a unidade do campo petista e do seu eleitorado. A militância, os vereadores estão na rua, fazendo campanha. Igualmente o apoio das entidades representativas dos trabalhadores e das bases aliadas e de seus candidatos a vereadores.

O elemento determinante da oscilação positiva de Marta (no quadro abaixo volto a mostrar os números das diferentes pesquisas Ibope e Datafolha para mostrar essa oscilação positiva) está na capacidade que esse campo teve em pautar o debate em termos de propostas e definições realistas, associadas ao carisma e a liderança reconhecida de Marta na população da cidade. Não aceitando abaixar o debate a bate-boca ou provocações, o resultado mostra que a campanha teve um eco positivo.

O movimento do eleitorado não é e nunca foi linear, o que as pesquisas sempre detetaram. Sem ignorar esses movimentos para cima ou para baixo, o importante é apreciar a tendência no seu conjunto. Temos visto esse movimento nos resultados das diferentes pesquisas do quadro.

Até aqui a tendência da candidatura Marta é de crescimento, a de Geraldo Alckmin sofreu uma queda que pode indicar (veremos nas próximas pesquisas) uma tendência de queda e a de Kassab, Maluf e demais concorrentes uma estagnação longe dos dois primeiros.

Luis Favre

Resultados das quatro últimas pesquisas (as 3 colunas iniciais são do mês de julho e a última é o IBOPE de 15 de agosto, para a TV GLOBO e O Estado de São Paulo ):

  Datafolha Ibope Globo
Datafolha Globo
Ibope Globo
Marta 38% 34% 36% 41%
Alckmin 31% 31% 32% 26%
Kassab 13% 10% 11% 8%
Maluf 8% 9% 8% 9%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47%
Alckmin 50% 47% 51% 42%
         
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 12-14 agosto

A pesquisa Ibope de 15 de agosto, foi realizada entre terça-feira 12 de agosto e o 14 de agosto com 805 moradores da cidade de São Paulo. Ela foi registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo sob o número 01700108-SPPE. A margem de erro é de 3%

16/08/2008 - 01:18h Com 41%, Marta dispara na corrida pela Prefeitura, diz Ibope

Na pesquisa anterior, Marta tinha 34% das intenções de voto. Alckmin caiu de 31% para 26%

Da Redação - O Estado de São Paulo


SÃO PAULO - Com 41 % das intenções de voto, a candidata Marta Suplicy (PT) disparou na corrida pela Prefeitura de São Paulo, segundo pesquisa encomendada pelo O Estado de S.Paulo e pela TV Globo, divulgada nesta sexta-feira, 15. A candidata do PT havia registrado 34% na última pesquisa. Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 31% para 26%. Com uma margem de erro de três pontos porcentuais, Marta abriu uma vantagem de 15 pontos. Na pesquisa anterior, os candidatos estavam tecnicamente empatados na pesquisa induzida - 34% de Marta contra 31% de Alckmin.

 

 

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Os números divulgados hoje mostram ainda que o atual prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) perdeu dois pontos nas intenções de voto - caiu de 10% para 8%. Já o candidato do PP, Paulo Maluf, e a candidata do PPS, Soninha, ficaram no mesmo patamar - em 9% e 2%, respectivamente. Do total de entrevistados, 7% dizem que votarão nulo, 4% ainda não sabem em quem vão votar e 1% não respondeu.A pesquisa mostra ainda que nas projeções de segundo turno para as eleições à Prefeitura de São Paulo, Marta venceria o pleito. Na disputa com Kassab, a petista aparece com 55% contra 30%. Num enfrentamento com Alckmin, o resultado é mais apertado, mas a petista venceria o pleito com 47% das intenções contra 42% do tucano. Num hipotético segundo turno entre Alckmin e Kassab, o tucano venceria com 57% contra 20%RejeiçãoNa pesquisa, o índice mais alto de rejeição é do candidato Maluf: 50% declararam que não votariam nele “de jeito nenhum”. Em segundo lugar nessa categoria aparecem empatados a petista Marta Suplicy com restrição de 27% do eleitorado da Capital e o prefeito Kassab também com 27%. O candidato do PSDB é o que aparece com o mais baixo índice de rejeição entre os candidatos competitivos: 11% disseram que não votariam nele.

A pesquisa Ibope, contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre os dias 12 e 14 de agosto e entrevistou 805 eleitores da Capital. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, sob número 01700108.

15/08/2008 - 19:46h Marta sobe para 41% e Alckmin cai para 26%, aponta Ibope

foto Luciano Andrade

Gilberto Kassab (DEM) oscilou negativamente de 10% para 8%.


A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais.

G1 - Portal da Globo - 15/08/08 - 19h11 - Atualizado em 15/08/08 - 19h15

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (15) mostra que a candidata Marta Suplicy (PT) subiu sete pontos percentuais em relação à pesquisa anterior e soma 41% das intenções de voto na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Geraldo Alckmin (PSDB) caiu cinco pontos percentuais, passando de 31% para 26%.

Paulo Maluf (PP) permanece com o mesmo percentual do levantamento anterior (9%).

Já o atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), oscilou negativamente de 10% para 8%.

O Ibope ouviu 805 eleitores na cidade de São Paulo entre estas terça (12) e quinta (14). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa contratada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo” está registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo sob o número 01700108-SPPE.

Demais candidatos

Entre os demais candidatos, a vereadora Soninha (PPS) permanece com 2% das intenções de voto, enquanto Ivan Valente (PSOL) tem 1%. Anaí Caproni (PCO), Ciro Moura (PTC), Edmilson Costa (PCB), Levy Fidelix (PRTB) não atingiram 1% das intenções de voto.

O nome do candidato Renato Reichmann (PMN) constava no disco apresentado aos entrevistados, mas ele não foi citado por nenhum deles. Brancos ou nulos somaram 7%, enquanto 5% não sabem em quem votar ou não responderam.

Pesquisa Espontânea
Na pesquisa espontânea, na qual não são apresentados ao entrevistado os nomes dos candidatos, Marta Suplicy (PT) aparece com 29% das intenções de voto, contra 14% de Geraldo Alckmin (PSDB), 6% de Gilberto Kassab (DEM) e 5% de Paulo Maluf (PP). Soninha (PPS) apareceu com 1%. Os brancos ou nulos somaram 11%, enquanto 33% não responderam.

Segundo turno

O Ibope simulou três cenários diferentes para o segundo turno. Entre Marta e Kassab, a petista teria 55% e o democrata, 30%. Os brancos ou nulos somariam 12%, enquanto 2% não sabem. Já 1% não respondeu.

Entre Marta e Alckmin, o Ibope aponta empate técnico. A candidata do PT somaria 47%, contra 42% do candidato do PSDB. Os brancos ou nulos somariam 8%, enquanto 2% não sabem. Já 1% não respondeu.

Entre Alckmin e Kassab, o tucano teria 57%, contra 20% do candidato do DEM. Os brancos ou nulos somariam 18%, enquanto 4% não sabem. Já 1% não respondeu.