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	<title>Blog do Favre &#187; ICMS</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>A marca do Serra: conta de luz pode subir com mudança de imposto em SP</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 14:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Diretor da Aneel admite possibilidade de reajuste, mas decreto estadual já está sendo questionado no STF
Felipe Recondo e Leonardo Goy, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) espera, para os próximos meses, uma romaria de distribuidoras de eletricidade em busca de autorização para aumentar suas tarifas. A razão é o decreto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_nm2OAfBhciE/RxtADATvsHI/AAAAAAAAAq8/HjkK5FqxiM0/s320/l%C3%A2mpada.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_nm2OAfBhciE/RxtADATvsHI/AAAAAAAAAq8/HjkK5FqxiM0/s320/l%C3%A2mpada.jpg" width="260" height="280" /><img src="http://portaldecaragua.com.br/images/stories/jose_serra.jpg" alt="http://portaldecaragua.com.br/images/stories/jose_serra.jpg" width="260" height="281" /></div>
<p><strong>Diretor da Aneel admite possibilidade de reajuste, mas decreto estadual já está sendo questionado no STF</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Felipe Recondo e Leonardo Goy, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) espera, para os próximos meses, uma romaria de distribuidoras de eletricidade em busca de autorização para aumentar suas tarifas. A razão é o decreto paulista que instituiu a chamada substituição tributária. As empresas argumentam que seus custos subiram por causa da medida e querem autorização para compensar esse efeito.</p>
<p>Ontem, o diretor-geral da agência, Nelson Hubner, admitiu que há grande possibilidade de os pedidos de reajuste serem aceitos. &#8220;Elas têm grande chance de ter êxito nesse questionamento. Temos de reconhecer.&#8221;</p>
<p>O Decreto 54.177, assinado pelo governador José Serra (PSDB), obriga as companhias a recolher o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações das comercializadoras no mercado livre de energia.</p>
<p>A Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel) até já recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto. A ação direta de inconstitucionalidade 4281 está sob a relatoria da ministra Ellen Gracie e questiona, principalmente, os danos que o decreto deve provocar sobre a livre concorrência no mercado de energia.</p>
<p>Segundo as empresas, a medida pressiona de duas formas. Primeiro, porque terão um custo financeiro ao serem obrigadas a recolher o tributo. Terão, também, de arcar com o imposto mesmo que o consumidor não pague o ICMS referente à compra de energia.</p>
<p>Em segundo, o faturamento da empresa será artificialmente inflado, porque o dinheiro referente ao tributo entrará na contabilidade, mesmo que a distribuidora não tenha recebido para isso. Com faturamento maior, o recolhimento de PIS/Cofins também pode subir.</p>
<p>Esse custo será cobrado da Aneel e repassado pelas distribuidoras para pequenos e grandes consumidores. De outro lado, as comercializadoras de energia, que têm como único atrativo a disputa para oferecer o menor preço, projetam prejuízos para a concorrência, também por causa do decreto. A mudança de tributação obrigará as empresas a revelar os preços cobrados dos clientes.</p>
<p>Sem segredo comercial, empresas maiores, algumas vinculadas a distribuidoras, podem impor preços reduzidos e quebrar outras comercializadoras. Ou o mercado pode buscar um valor médio a ser cobrado dos contribuintes, o que também prejudicaria a concorrência.</p>
<p>O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Luiz Carlos Guimarães, classificou como &#8220;transtorno&#8221; a substituição tributária paulista no setor elétrico. &#8220;Não faz sentido, estão nos empurrando uma obrigação que não nos diz respeito&#8221;, disse, lembrando que, nas vendas do mercado livre, a energia é comprada pelos grandes consumidores das usinas, sem intermediação. No livre mercado, esse papel é exercido pelos comercializadores.</p>
<p>A Aneel pediu para participar do processo e argumentará que o decreto criou uma sistemática distinta de cobrança do imposto: a substituição tributária paralela. É normal encontrar setores em que determinado ponto da cadeia é escolhido pelo Fisco para recolher determinado tributo. Isso facilita o combate à sonegação e aumenta a arrecadação. Mas nesse caso, pondera a Aneel, o decreto escolheu as distribuidoras para recolher, e elas não participam da cadeia de negócios do mercado livre (que envolve geradora, comercializadora e grandes consumidores).</p>
<p>Para o diretor de Relações Institucionais da Abraceel, Maurício Corrêa, a substituição tributária é prevista em lei, desde que o setor que recolhe o tributo seja da mesma cadeia de negócios. E não é o caso. &#8220;A distribuidora atua no mercado regulado, não tem relação com o mercado livre. Foi criada uma substituição tributária lateral.&#8221;</p>
<p>A Aneel também afirma que o decreto interfere na regulação do sistema. Isso porque a nova sistemática deve gerar revisão dos preços da energia, o que só pode ser feito pela Aneel.</p>
<p>Corrêa ressaltou que todas as entidades do setor elétrico estão unidas contra a substituição tributária paulista &#8211; caso raro em um setor em que sobram disputas. &#8220;Todos os segmentos dos setor se solidarizaram, com nossa ação junto ao Supremo.&#8221;</p>
<p>Procurada pelo Estado, a Secretaria da Fazenda de São Paulo disse que se manifestaria hoje sobre as críticas.</p>
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		<title>Impostos SP: muitas empresas de roupas e confecções se transferem para outras regiões do País que chegam a cobrar taxas dez vezes menores</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 17:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[ Setor de roupas quer pagar menos ICMS

O Sindivestuário, que representa indústrias paulistas de roupas e confecções, pede que o governo do Estado reduza a cobrança do ICMS sobre os produtos do setor, de 12 % para 7%. Alega que alíquota atual tem limitado a produção no Estado e levado muitas empresas a se transferir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Setor de roupas quer pagar menos ICMS</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.94fm.com.br/userfiles/image/Pol%C3%ADcia/chineses%20em%20f%C3%A1bricas%20de%20roupas.jpg" alt="http://www.94fm.com.br/userfiles/image/Pol%C3%ADcia/chineses%20em%20f%C3%A1bricas%20de%20roupas.jpg" /></div>
<p>O Sindivestuário, que representa indústrias paulistas de roupas e confecções, pede que o governo do Estado reduza a cobrança do ICMS sobre os produtos do setor, de 12 % para 7%. Alega que alíquota atual tem limitado a produção no Estado e levado muitas empresas a se transferir para outras regiões do País que chegam a cobrar taxas dez vezes menores. Para a entidade, a redução faria a arrecadação no Estado aumentar 9%.</p>
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		<title>O Imperador de São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 15:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
21/07 &#8211; 07:00 &#8211; Luís Nassif, colunista do Último Segundo
Os condomínios de São Paulo receberam orientação passada pelas administradoras. A partir da entrada em vigor da lei estadual antifumo, se forem encontrados cinzeiros ou tocos de cigarro em áreas comuns de condomínios, o sujeitará a multas de R$ 700 a R$ 3 milhões.
A lei proíbe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/wp-content/themes/nassif/images/profile.gif" alt="Luis Nassif" align="right" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">21/07 &#8211; 07:00 &#8211; Luís Nassif, colunista do Último Segundo</p>
<p>Os condomínios de São Paulo receberam orientação passada pelas administradoras. A partir da entrada em vigor da lei estadual antifumo, se forem encontrados cinzeiros ou tocos de cigarro em áreas comuns de condomínios, o sujeitará a multas de R$ 700 a R$ 3 milhões.<br />
A lei proíbe até os condôminos decidirem por unanimidade autorizar o cigarro em áreas comuns. Se um síndico encontrar um morador fumando, como deverá proceder?</p>
<p>“Artigo 3º &#8211; O responsável pelos recintos de que trata esta lei deverá advertir os eventuais infratores sobre a proibição nela contida, bem como sobre a obrigatoriedade, caso persista na conduta coibida, de imediata retirada do local, se necessário mediante o auxílio de força policial”. Se houver algum morador que queira ir à forra com o síndico? Bastará delatá-lo.</p>
<p>***</p>
<p>Esse estilo truculento e arbitrário repetiu-se, agora, no episódio da extensão ilimitada da Substituição Tributária (ST), anunciado pela Secretaria da Fazenda do Estado. Houve reação de muitos setores, grandes redes, pequenos varejistas e atacadistas. A resposta do Secretário Mauro Ricardo extrapolou. “De fato, quem sonega está muito chateado com esse regime. Esses podem ir embora de São Paulo mesmo?”.</p>
<p>***</p>
<p>O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria) é um imposto sobre o valor agregado. Funciona assim:</p>
<p>1. O primeiro fornecedor vende seu produto por, digamos 10, e recolhe 1,8 de ICMS.<br />
2. O segundo compra o produto, agrega valor e vende por, digamos, 20. Terá que pagar 3,6 de ICMS, mas poderá descontar o 1,8 pagos pelo primeiro.</p>
<p>E assim por diante.</p>
<p>***</p>
<p>Esse tipo de imposto cumulativo permite a chamada fiscalização cruzada. Cada elo da cadeia impedirá que o elo anterior manipule o preço porque afetará o crédito de ICMS que ele terá ao seu dispor.</p>
<p>Sobra o última elo da cadeia, o varejista. Mas este já está submetido de forma cada vez mais ampla à Nota Fiscal Eletrônica.</p>
<p>***</p>
<p>Na ST, o atacadista paga na frente o imposto, depois cobra do varejista. Deveria ficar restrita a poucos setores, com peso expressivo na arrecadação. Especialmente por ser um imposto que incide sobre o valor de mercado do produto, difícil de apurar.</p>
<p>Mesmo assim, decidiu-se estendê-lo a uma gama enorme de produtos.</p>
<p>Para definir os preços de referência dos produtos, montou-se uma ampla pesquisa, que não diferencia produtos nem regiões. Por exemplo, uma mesma geladeira tem um preço mais alto se vendida no shopping Iguatemi do que na Zona Leste. Como se tirou uma média dos preços, o consumidor mais abastado do Iguatemi pagará proporcionalmente menos imposto do que o de menor renda da Zona Leste ou os do interior.</p>
<p>***</p>
<p>Se houver cobrança maior, a restituição será impossível. Se houver venda para outros estados, a sistemática inviabilizará a capacidade competitiva dos atacadistas paulistas.</p>
<p>O problema maior é a absoluta incapacidade de dialogar com quem quer que seja. O governador encastelou-se no Palácio Bandeirantes e qualquer demanda – da Polícia Civil, de movimentos sociais ou empresariais – é tratada ou a cacetada real, no caso de manifestantes, ou verbal, no caso dos empresários.</p>
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		<item>
		<title>A fúria tributária de Serra leva empresas à justiça contra o fisco paulista</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 13:19:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Empresas questionam fisco de SP
Ampliação do regime de substitução tributária provocou uma onda de ações de empresas na Justiça
Renée Pereira &#8211; O Estado SP
A ampliação do regime de substituição tributária no Estado de São Paulo colocou empresários e entidades de classe em pé de guerra com o Governo Serra. Desde o ano passado, 23 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,16139564-EX,00.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,16139564-EX,00.jpg" width="196" align="left" height="131" /><font size="5"><strong>Empresas questionam fisco de SP</strong></font></p>
<p><strong>Ampliação do regime de substitução tributária provocou uma onda de ações de empresas na Justiça</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Renée Pereira &#8211; O Estado SP</p>
<p>A ampliação do regime de substituição tributária no Estado de São Paulo colocou empresários e entidades de classe em pé de guerra com o Governo Serra. Desde o ano passado, 23 novos setores foram incorporados ao sistema, que já cobrava ICMS na origem da produção de outros segmentos, como bebidas, cigarros, combustíveis e veículos. O objetivo é evitar a sonegação fiscal e a concorrência desleal, ao mesmo tempo que dá mais eficiência à arrecadação.</p>
<p>Por outro lado, a sistemática tem revelado alguns efeitos colaterais negativos para a atividade econômica, que resultou numa onda de ações judiciais e transferência de negócios para outros Estados. O secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, atribui o movimento a sonegadores. &#8220;De fato, quem sonega está muito chateado com esse regime. Esses podem ir embora de São Paulo mesmo&#8221;, dispara ele, destacando que a arrecadação cresceu R$ 3 bilhões em 2008 por causa do regime.</p>
<p>MUDANÇA</p>
<p>A substituição tributária consiste em deslocar para um único contribuinte (em geral a indústria) a responsabilidade de recolher o ICMS de toda a cadeia de comercialização, desde a saída do produto da fábrica até o consumidor final. Para isso, o imposto é calculado em cima de uma base presumida de preço final, e de quanto cada empresa na cadeia de produção teria adicionado ao valor da mercadoria. Esses números são projetados pelo fisco a partir de pesquisas de mercado.</p>
<p>Eis aí a primeira grande crítica das empresas: em muitos casos, os números dos valores adicionados projetados pelo fisco são incompatíveis com a realidade, diz a advogada da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Sarina Sasaki Manata. Há situações em que o valor projetado representa o dobro do praticado. Além disso, a diferença de preço entre os produtos que entraram no sistema de cálculo da Receita estadual é grande.</p>
<p>No setor de cosméticos, por exemplo, um batom pode custar R$ 10 ou R$ 300. O imposto será calculado sobre uma média ponderada. Na prática, quem vende o produto abaixo dessa média, acaba pagando mais imposto. Segundo um renomado tributarista, que prefere não se identificar, numa margem de 40% sobre um produto de R$ 100, o ICMS será de R$ 25. &#8220;Vendendo a R$ 140, a alíquota continua em 18%. Se vender por R$ 110, a alíquota sobe para 22,9%, e por R$ 160, cai para 15,75%. Isso inibe as promoções e liquidações.&#8221;</p>
<p>PESQUISAS</p>
<p>Mauro Ricardo diz que as pesquisas são feitas pelas próprias associações. &#8220;Se quiserem fazer o levantamento todo mês e nos enviar, elas podem.&#8221; Tributaristas avaliam que não é tão simples. As pesquisas de preços têm de ser feitas em instituições definidas pelo governo e pode levar até 20 meses.</p>
<p>&#8220;A situação provocou a migração de uma série de distribuidores e atacadistas para outros Estados onde as alíquotas são menores e não há substituição tributária&#8221;, afirma o advogado da Lacerda &amp; Lacerda Advogados, Nelson Lacerda. Ele diz que nos últimos meses sua empresa auxiliou clientes na abertura de 15 filiais fora de São Paulo. &#8220;Eles não fecharam as operações aqui, mas transferiram parte dos negócios. Virou uma guerra fiscal&#8221;, avalia.</p>
<p>O presidente do Sindicato de Distribuidores e Atacadistas de Produtos Industrializados do Estado de São Paulo (Adasp), Sandoval Araújo, confirma que o sistema tributário tornava mais competitiva a empresa que estava fora daqui. A reportagem do Estado procurou alguns grupos, mas eles evitaram comentar o assunto por medo de represálias.</p>
<p>Essa estratégia começou a ser minada com acordos que o governo paulista tem feito com outros Estados. &#8220;Até agora já temos dez protocolos com Estados que vão promover a substituição tributária&#8221;, destaca Mauro Ricardo. De toda forma, o fluxo de mercadorias destinado a outros Estados continuará sendo feito a partir das unidades instaladas fora de São Paulo.</p>
<p>Outra reclamação entre os empresários é o fato de o governo ter revogado uma lei que permitia, até dezembro de 2008, restituir o imposto cobrado a mais pelo fisco. As empresas dizem que muitas vezes praticam preços menores do que os arbitrados na cobrança antecipada do imposto e, por isso, teriam direito a ressarcimento.</p>
<p>Redes de supermercados como Wal-Mart e Pão de Açúcar, e montadoras questionam na Justiça o fim da restituição desse imposto pago a mais. &#8220;As empresas não são contra a substituição tributária. O que elas não querem é não ter direito ao ressarcimento&#8221;, diz o advogado da Leite, Martinho Advogados, Leandro Martinho Leite.</p>
<p>Ele destaca outro problema: o acúmulo de crédito de ICMS por contribuintes paulistas que fazem operações interestaduais. &#8220;Na prática, como o procedimento para restituição é muito lento e burocrático, as empresas têm acumulado créditos, que chegam a R$ 10 milhões, o que afeta de forma expressiva o caixa das companhias nesse momento de crise.&#8221;</p>
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		<title>Cresce a contestação à substituição tributária de Serra</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 15:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Setor elétrico se une contra decreto paulista
Josette Goulart, de São Paulo &#8211; VALOR
Uma rajada de ações coordenadas entre os agentes do setor elétrico tenta derrubar a substituição tributária estabelecida pelo governo paulista e que prevê que as distribuidoras recolham o ICMS da energia comercializada no mercado livre. O decreto entrou em vigor a partir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="5"><strong>Setor elétrico se une contra decreto paulista</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Josette Goulart, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Uma rajada de ações coordenadas entre os agentes do setor elétrico tenta derrubar a substituição tributária estabelecida pelo governo paulista e que prevê que as distribuidoras recolham o ICMS da energia comercializada no mercado livre. O decreto entrou em vigor a partir da apuração dos impostos do mês de junho deste ano.</p>
<p>A associação dos comercializadores (Abraceel) está questionando a questão no Supremo Tribunal Federal (STF) e o processo já têm pedidos feitos pela Aneel, Apine (produtores independentes) e Abiape (autoprodutores) para ingressarem como partes interessadas. E a Abradee (associação das distribuidoras) também anunciou que vai ingressar no mesmo processo. Além disso, o Instituto Acende Brasil, a Anace (consumidores) e a Abrace (grandes consumidores), enviaram correspondência de apoio. Além disso, as associações das concessionárias de energia (ABCE), de geração (Abrage), de geração flexível (Abragef) e o sindicato da indústria de energia de São Paulo assinaram carta enviada à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo estadual contra o ato do governo paulista.</p>
<p>Na sexta-feira, o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, foi ao Supremo e, em conversa com o ministro Gilmar Mendes, expôs sua preocupação com o fato de o decreto paulista alterar o equilíbrio regulatório do setor. Hubner disse temer que o decreto paulista acabe gerando sobrecustos que, no final, tenham que ser repassados ao consumidor cativo de energia.</p>
<p>A fazenda estadual garante que a substituição tributária em nenhum momento vai gerar aumento de custo para os consumidores e se isso vier a acontecer se dispõe a negociar com o setor para resolver as arestas. O temor do setor, contudo, é que a medida acabe por descaracterizar o mercado livre de energia e quebre a confidencialidade dos contratos. Além disso, as distribuidoras temem correr o risco de inadimplência já que passam a ser responsáveis pelo pagamento do ICMS devido por comercializadores de energia.</p>
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		<title>Substituição tributária de Serra é questionada por leitores do Estadão</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 21:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Estado SP página 2 &#8211; Fórum dos Leitores
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
Com relação à matéria Mesmo com IPI menor, preço de eletrodomésticos deve subir (9/7), há um ponto muito importante a ressaltar. As pequenas e microempresas, que são por definição isentas do pagamento de ICMS, agora se veem diante de uma encruzilhada: ou absorvem os custos relativos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="4">O Estado SP página 2 &#8211; Fórum dos Leitores</font></strong></p>
<p><strong>SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA</strong></p>
<p>Com relação à matéria Mesmo com IPI menor, preço de eletrodomésticos deve subir (9/7), há um ponto muito importante a ressaltar. As pequenas e microempresas, que são por definição isentas do pagamento de ICMS, agora se veem diante de uma encruzilhada: ou absorvem os custos relativos ao aumento de quase 19% que lhes será repassado pelos fabricantes ou os repassam aos clientes. Até o momento não foi oferecida pelos governos federal ou estadual nenhuma contrapartida a essas empresas e a situação realista é que esse aumento de custo será repassado ao consumidor final, que uma vez mais pagará o pato por uma decisão governamental planejada pela metade.</p>
<p><em><strong>José Eduardo Lopes da Silva, joseedu01@terra.com.br</strong></em></p>
<p><em><strong>Campinas</strong></em></p>
<p>__________________________________________________________________________________</p>
<p>Desde maio vem sendo aplicada no Estado de São Paulo a cobrança antecipada na fonte, ou seja, na saída da fábrica, do ICMS sobre uma vasta gama de produtos. Para o cálculo do ICMS antecipado foram projetadas pelos técnicos, num exercício de futurologia, margens de lucro na venda no varejo que, segundo informações, chegam até a 85%. Não deu outra: os preços de atacado em alguns ramos, como papelaria, brinquedos, utilidades domésticas e outros, vêm apresentando altas entre 10% e 30%, e até mais em alguns casos. Não poderia haver momento mais inadequado para o início dessa prática, que denuncia uma verdadeira ditadura tributária em nosso Estado. Além de poder vir a atrapalhar os esforços para sair da crise, a cobrança antecipada do ICMS parece conter flagrante inconsistência legal, uma vez que é feita a partir de um fato gerador que ainda não ocorreu &#8211; a venda &#8211; e que poderá nem mesmo ocorrer, como nos casos de perda por furto, deterioração, prazo de validade, etc., além de &#8220;impor&#8221; margens de lucro arbitrárias e até irreais, sendo uma clara ingerência do governante em decisões de competência exclusiva do comerciante. Ademais, se não tiverem uma boa estrutura contábil, como é o caso de muitas pequenas e microempresas, poderão acabar pagando o ICMS duas vezes. Como só resta o recurso à Justiça, seriam de bom alvitre iniciativas nesse sentido da Associação Comercial e outras entidades de classe do comércio e da indústria, estranhamente caladas diante da disparada de preços no atacado, que já está sendo repassada ao consumidor final. O governador José Serra deveria atentar para os prejuízos que sua voracidade arrecadadora certamente trará para sua candidatura à Presidência da República. E olhe que os adversários não precisam de sua ajuda.</p>
<p><em><strong>Jorge Manuel de Oliveira, jmoliv11@hotmail.com</strong></em></p>
<p><em><strong>Guarulhos</strong></em></p>
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		<title>Aneel contesta substituição tributária de Serra</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 12:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Criticado por empresários e tendo provocado fuga de empresas, José Serra persiste na política de substituição tributária. Medida penalizadora das empresas e qualificada como entrave ao combate a crise por especialistas e pelo próprio Ministro da Fazenda, a teimosia do governador prejudica o esforço para enfrentar as turbulencias da crise global. A resposta de Serra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Criticado por empresários e tendo provocado fuga de empresas, José Serra persiste na política de substituição tributária. Medida penalizadora das empresas e qualificada como entrave ao combate a crise por especialistas e pelo próprio Ministro da Fazenda, a teimosia do governador prejudica o esforço para enfrentar as turbulencias da crise global. A resposta de Serra é de uma arrogância surpreendente: &#8220;O ministro está equivocado&#8221;, respondeu ao <strong>Estadão</strong>. Ponto.</em></p>
<p><em>Como na questão da Reforma Tributária, qualificada sem mais como &#8220;horror&#8221; , nenhuma argumentação é sometida ao crivo do debate público por parte do candidato tucano a presidente. O estilo autoritário e sabereta continua provocando arrepios, particularmente entre os empresários, como constatou o jornal <strong>VALOR</strong> dia atrás.</em></p>
<p><em>Hoje é a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que se insurge contra a substituição tributária e convida as empresas de energia a entrarem na justiça federal contra o governo estadual. O tema está longe de ser secundário para esse setor onde o peso do ICMS estadual é grande, sendo ele o principal tributo estadual na tarifa de energia.</em></p>
<p><em>A dúvida é se a única motivação de Serra é a de fazer caixa para alavancar sua candidatura à presidente, ou se torcendo para a crise afetar o Brasil e a popularidade do Lula, agir para se contrapor aos esforços de desoneração tributária do governo federal na linha de quanto pior para o país, melhor para o candidato do PSDB. Em ambos os casos o comum denominador é sua obsessão pelo poder e sua intolerância com a crítica.</em></p>
<p><em>O jornalismo não pode se contentar em aceitar frases imperativas do governador e deveria solicitar argumentos para alimentar o debate público e a transparência nesta questão crucial dos impostos. É inaceitável se contentar com simples adjetivos e a opinião pública está em direito de exigir do governador Serra argumentos para sustentar seu ponto de vista, tanto sobre a reforma Tributária como sobre a substituição tributária que obriga as empresas a adiantar o valor do ICMS.</em></p>
<p><em>Leiam a seguir o artigo do jornal econômico <strong>VALOR</strong> com as informações sobre o assunto e a reação da Aneel. LF</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/POLITICA/jose%20serra1.jpg" alt="http://www.bahianoticias.com.br/fotos/editor/Image/POLITICA/jose%20serra1.jpg" /></div>
<p><strong><font size="5">Energia: Agência sugere processo judicial contra a medida que afeta as distribuidoras</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Josette Goulart, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entrou oficialmente na discussão travada entre a Fazenda paulista e as distribuidoras de energia no caso da substituição tributária nas vendas do mercado livre. A agência reguladora federal emitiu, na semana passada, um parecer contestando a medida paulista e sugerindo ao presidente da República e à Advocacia Geral da União (AGU) que seja promovida uma ação judicial contra o decreto 54.117 do governo de São Paulo. Basicamente a Aneel entende que com o decreto, o governo paulista interfere na regulação do setor, que é premissa da União.</p>
<p>O parecer e uma eventual contestação judicial por parte do governo federal podem dar um novo rumo à discussão. Isso porque as distribuidoras, por meio de sua associação, chegaram a recorrer à Justiça paulista. Mas nem os juízes da primeira instância, nem os do Tribunal, concederam a liminar pedida. A Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) tenta agora um recurso, segundo o presidente da associação, Luiz Carlos Guimarães.</p>
<table width="551" align="center" height="336">
<tr>
<td><font size="1"><span class="autorMateriaNova">Nelson Perez/Valor</span></font></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002290/imagens/foto01bra-enedrgia-a6.jpg" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-style: italic; font-weight: bold"><span class="autorMateriaNova"> Luiz Carlos Guimarães, presidente da Abradee: entidade vai recorrer de decisão do tribunal de SP que negou liminar </span></td>
</tr>
</table>
<p>Sem a liminar, as distribuidoras pediram uma prorrogação da entrada em vigor da medida. Mas a Fazenda estadual manteve o cronograma original e, segundo o diretor-adjunto da administração tributária, Evandro Luís Freire, a medida vai possibilitar um incremento na arrecadação de pelo menos R$ 200 milhões anuais.</p>
<p>Sem a prorrogação, de hoje e até o dia 12, os consumidores livres precisam informar o consumo de energia durante o mês de junho e os valores pagos. Eles podem optar por informar o valor dos seus contratos fechados no mercado livre ou ainda utilizar a tarifa média cobrada pela distribuidora na área em que atua. A Fazenda então vai arbitrar o valor a ser pago de ICMS pela distribuidora, como substituta tributária.</p>
<p>De acordo com alguns técnicos de distribuidoras paulistas, o grande problema é não só a complexidade da adaptação à nova regra como o fato de que no primeiro mês haverá diferimento de cerca de R$ 150 milhões que terá que ser bancado pelas concessionárias. Isso significa que elas teriam que antecipar o pagamento desse valor, no lugar dos consumidores livres.</p>
<p>Freire, da secretaria estadual, diz, entretanto, que as distribuidoras não participaram das discussões para eventuais aperfeiçoamentos à regulamentação do decreto. Elas preferiram ir à Justiça. O diretor da Fazenda paulista diz ainda que o fluxo de caixa das distribuidoras vai aumentar já que o fato gerador para o pagamento do imposto é o da data de vencimento da fatura. &#8220;Não queremos com a medida provocar qualquer aumento de custo e se, futuramente, ficar evidenciado que houve um aumento no pagamento de PIS/Cofins, por exemplo, das distribuidoras, podemos negociar uma melhor alternativa&#8221;, diz Freire.</p>
<p>Um dos pontos apresentados pela procuradoria da Aneel, chancelada pelo diretor-geral da agência, Nelson Hubner, é justamente a possibilidade que ocorra um aumento nas tarifas dos próprios consumidores cativos. Isso pode acontecer, segundo a Aneel, porque com as distribuidoras tendo que arrecadar o ICMS a ser pago pelos consumidores livres de energia, elas tendem a pagar mais PIS/Cofins. Isso ensejaria uma revisão tarifária extraordinária, afetando tanto os consumidores livres como os cativos. É nesse ponto que a Aneel acredita que o governo do Estado de São Paulo está interferindo na regulação do setor.</p>
<p>O parecer, contudo, ainda reforça a questão tributária e diz que as distribuidoras não integram a cadeia econômica de &#8220;circulação&#8221; de energia em relação às contratações realizadas no ambiente livre. Sendo assim, ficaria caracterizado uma substituição tributária lateral e a responsabilidade de arrecadação só poderia ser atribuída por lei e não por decreto.</p>
<p>As distribuidoras não fazem parte dessa cadeia, segundo a Aneel, porque a aquisição de energia elétrica no mercado livre é independente de seu transporte e deve ser contratada separadamente. Assim, são feitos dois contratos, um entre a comercializadora e o consumidor, e o outro entre a distribuidora e o consumidor, para o transporte.</p>
<p>O presidente da associação dos comercializadores de energia (Abraceel), Paulo Pedrosa, diz que a medida pode perturbar a competição no mercado livre. Isso porque ficaria mais fácil, por parte das distribuidoras, identificar os preços dos contratos, que hoje são sigilosos. Para a associação das distribuidoras, preocupa ainda o fato de que as empresas podem ser afetadas pela inadimplência dos consumidores.</p>
<p>O presidente da Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Ricardo Lima, diz que a medida não traz impactos financeiros para os consumidores que já pagavam normalmente o ICMS, mas a questão da quebra de confidencialidade é um fator preocupante.</p>
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		<title>Nassif da uma aula no Serra e mostra sua má fé com a substituição tributária</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 22:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blog de Nassif
Serra rebate críticas de Mantega sobre substituição tributária
O governador de São Paulo, José Serra, rebateu críticas feitas ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro criticou o regime de substituição tributária aos produtos da linha branca, em vigor desde o início do mês.
Serra descartou que a medida eleve a carga tributária do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Blog de Nassif</p>
<p>Serra rebate críticas de Mantega sobre substituição tributária</p>
<p>O governador de São Paulo, José Serra, rebateu críticas feitas ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro criticou o regime de substituição tributária aos produtos da linha branca, em vigor desde o início do mês.</p>
<p>Serra descartou que a medida eleve a carga tributária do setor e afirmou que a intenção do governo paulista é de apenas combater a sonegação do ICMS. “Quem calcula o imposto a ser retido pela indústria é o próprio setor, a partir de cálculos feitos por instituições, como a Fipe”, afirmou.</p>
<p>Segundo ele, o governo está aberto para a revisão das margens aplicadas na cobrança do imposto. “Se houver estudos comprovando problemas, as margens poderão ser revistas”. A crítica do ministro Mantega foi em linha a comentários de representantes do varejo. Segundo varejistas, a aplicação da substituição tributária a partir deste mês está reduzindo os impactos da redução nos preços dos produtos finais ocasionados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para geladeiras, fogões e máquinas de lavar.<br />
Comentário</p>
<p>O governador José Serra não pode ser considerado despreparado em finanças públicas. Pelo contrário, talvez seja a única matéria de gestão pública que seja de seu domínio. Sem o álibi da ignorância, ele mente. Ele sabe que a questão da substituição tributária não tem nada a ver com a alíquota. A questão é que obriga a empresa a pagar na frente, antes de efetuadas as vendas. Sem dinheiro das vendas, aumenta sua necessidade de capital de giro. E capital de giro tem um custo elevado.</p>
<p>Vamos a uma conta simples:</p>
<p>1. Uma empresa adquire R$ 1 milhão em estoques, que serão vendidos ao longo de 6 meses. Digamos que pague um ICMS de 15% e que sua margem bruta seja de 30%.</p>
<p>2. Incluindo a margem, o valor dos estoques será de R$ $1,428,571. Supondo que o giro médio seja de 6 meses, venderá $238,095.24 mensalmente.</p>
<p>3. Com as vendas, terá que pagar os estoques e o ICMS. Pelo sistema normal, teria que dispor de R$ 1 milhão para adquirir os estoques e pagar R$ 35,714,00 por mês de ICMS. Esse valor sairia do seu fluxo de vendas.</p>
<p>4. Pelo sistema de substituição tributária, além do R$ 1 milhão para os estoques, terá que dispor de mais R$ 150 mil, antes mesmo de começar a vender a mercadoria.</p>
<p>5. Ou seja, José Serra aumenta em 15% a necessidade de capital de giro das empresas, em um momento em que mais de 65% pequenas e médias empresas &#8211; segundo estudos do Sebrae de São Paulo &#8211; não conseguem acesso a crédito. E diz que nada mudou, porque a alíquota é a mesma.</p>
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		<title>A queda do ICMS nos Estados começa a ser recuperada</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 16:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em maio, a maioria dos Estados pesquisados pelo Estadão apresentam crescimento da arrecadação ante o mês anterior. Na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores o crescimento é de 8,5%. Mesmo no Estado de São Paulo, onde a crise na indústria foi maior, a perda de ICMS em 2009, se comparada com a arrecadação do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em maio, a maioria dos Estados pesquisados pelo <strong>Estadão</strong> apresentam crescimento da arrecadação ante o mês anterior. Na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores o crescimento é de 8,5%. Mesmo no Estado de São Paulo, onde a crise na indústria foi maior, a perda de ICMS em 2009, se comparada com a arrecadação do mesmo período do 2008 -ano excepcionalmente bom-, é de -2,7%.</em></p>
<p><em>O governo federal registrou uma queda maior na arrecadação por conta das desonerações que ajudaram a manter o dinamismo do mercado e que reverterão em arrecadação amelhorada com a retomada que se verifica da economia. O <strong>Estadão</strong>, a sua maneira, analisa os dados de diversos Estados. O destaque é Rio de Janeiro onde tem aumento real na arrecadação do ICMS, mesmo em relação a 2008. LF</em></p>
<p><strong><br />
Crise abate arrecadação de ICMS nos Estados</strong></p>
<p><strong>Em São Paulo, receita do ICMS em maio teve queda real de 7,1%</strong></p>
<p>MARCELO REHDER, DANIELE CARVALHO, EVANDRO FADEL, ELDER OGLIARI, FÁTIMA LESSA, IVANA MOREIRA e RICARDO RODRIGUES</p>
<p>Os efeitos recessivos da crise financeira mundial se acentuaram sobre a arrecadação tributária de boa parte dos Estados no mês passado. Em São Paulo, maior polo econômico do País, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) teve queda real (descontado a inflação) de 7,1% em relação a maio de 2008.O ICMS é a a principal fonte de receitas dos Estados.</p>
<p>De acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a arrecadação do mês passado atingiu R$ 6,019 bilhões, ante R$ 6,479 bilhões em maio de 2008. De janeiro a maio, o tributo rendeu ao governo paulista R$ 29,486 bilhões, o que representou queda de 2,7% em relação a igual período do ano passado.</p>
<p>Ainda assim, a arrecadação acumulada em 12 meses teve crescimento de 8,5% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. &#8220;No entanto, ela é cadente, desde o início do ano, e deve chegar a dezembro com uma queda parecida com a da atividade econômica&#8221;, observou Clovis Panzarini, consultor e ex-coordenador da administração tributária da Fazenda paulista. &#8220;A arrecadação de São Paulo depende muito do desempenho da indústria, cujo PIB (Produto Interno Bruto) tem apresentado fortes quedas&#8221;, acrescentou o consultor.</p>
<p>Já o Estado do Rio de Janeiro, cuja economia é mais voltada para o setor de serviços, segue com a arrecadação de ICMS em alta este ano. De janeiro a abril, a arrecadação teve alta de 10,37% em relação a igual período do ano passado. &#8220;Estamos resistindo bem à crise&#8221;, disse o secretário da Fazenda do Rio, Joaquim Levy. &#8220;Pelas informações que já temos, maio também foi um mês de crescimento.&#8221;</p>
<p>Nos cinco primeiros meses de 2009, a arrecadação do ICMS em Mato Grosso caiu 1,4%, para R$ 1,599 bilhão, ante R$ 1,622 bilhão em igual período de 2008. Para técnicos da Fazenda local, boa parte dessa queda se deve ao aumento da inadimplência de grandes empresas, principalmente dos segmentos da energia, combustíveis e transportes.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, de janeiro a maio, a arrecadação atingiu R$ 6,102 bilhões, valor 3,2% inferior aos R$ 6,306 bilhões da projeção orçamentária para o período. Só em maio, a receita do ICMS foi de R$ 1,249 bilhão, o que representou ligeira alta de 0,72% em relação a igual período de 2008.</p>
<p>Minas Gerais ainda não fechou os números de maio, mas os reflexos da crise já eram visíveis nos balanços dos meses anteriores. Em março, a arrecadação do ICMS caiu 1,22% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2008, a queda foi ainda maior, de 10,79%. De acordo com técnicos da Secretaria da Fazenda de Minas, o declínio já era esperado por causa da crise e ficou dentro dos parâmetros previstos pela secretaria.</p>
<p>No Paraná, a arrecadação acumulada de janeiro e maio teve queda real de 1,2%. No mês passado, no entanto, o ICMS rendeu R$ 1,567 bilhão ao Estado, 7,9% a mais do que os R$ 1,451 bilhão registrados em maio de 2008.</p>
<p>Em Alagoas, a arrecadação de ICMS e IPVA cresceu 9,89% em maio, na comparação com o mesmo período de 2008. Para a superintendente da Receita estadual, Adaida Barros, o Estado tem sentido menos os efeitos da crise, por causa do crescimento da sua receita própria. &#8220;O aumento do consumo no varejo ajudou o Estado a superar os efeitos da crise.&#8221;</p>
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		<item>
		<title>Serra: &#8220;Tenho vasta experiência nessa área&#8221; [de impostos]</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/serra-tenho-vasta-experiencia-nessa-area-de-impostos/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 21:45:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reforma tributária &#8220;É um Frankenstein de um Frankenstein&#8221;, segundo Serra

Serra voltou a atacar a reforma tributária em discussão no congresso. Com muito adjetivo e muita arrogância, mas sem uma frase de conteúdo, Serra proclama que a reforma piora tudo. 
Engraçado é que os jornais se contentam com o estrondo da declaração, e não questionam o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em>Reforma tributária &#8220;É um Frankenstein de um Frankenstein&#8221;, segundo Serra</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_zOAxGMzhbJ4/R2gWqAL6DDI/AAAAAAAABqI/mXWoVfZL7pQ/s400/jose_serra_caricatura.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://1.bp.blogspot.com/_zOAxGMzhbJ4/R2gWqAL6DDI/AAAAAAAABqI/mXWoVfZL7pQ/s400/jose_serra_caricatura.jpg" width="192" height="264" /><img src="http://3.bp.blogspot.com/_luSXECoYWQM/SbPLF2j6z3I/AAAAAAAAAKY/f4TABK-A1Mk/s320/250px-Frankenstein_wiki.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_luSXECoYWQM/SbPLF2j6z3I/AAAAAAAAAKY/f4TABK-A1Mk/s320/250px-Frankenstein_wiki.jpg" /></div>
<p><em>Serra voltou a atacar a reforma tributária em discussão no congresso. Com muito adjetivo e muita arrogância, mas sem uma frase de conteúdo, Serra proclama que a reforma piora tudo. </em></p>
<p><em>Engraçado é que os jornais se contentam com o estrondo da declaração, e não questionam o petardo molhado do governador.</em></p>
<p><em>Em matéria tributária Serra tem experiência, seguramente. O ICMS da indústria têxtil é de 12% no Estado de São Paulo e isto em plena crise onde se aguardam medidas enérgicas de desoneração para manter aquecida a economia. Em Mato Grosso do sul esse imposto é 0 (zero), no Rio de Janeiro 3%. Ver </em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/qual-e-a-situacao-do-icms-do-setor-textil-em-sao-paulo/" rel="bookmark" title="Permanent Link to Qual é a situação do ICMS do setor têxtil em São Paulo?">Qual é a situação do ICMS do setor têxtil em São Paulo?</a></p>
<p><em>Centenas de empresas, segundo o jornal Folha SP, fugiram do Estado pela política de adiantamento de ICMS implementada pelo experiente governador. Ver </em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/dezenas-de-empresas-fugem-de-sao-paulo/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Dezenas de empresas saem de São Paulo">Dezenas de empresas saem de São Paulo</a><em> e também </em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/politica-tributaria-de-serra-pode-subir-o-preco-de-tv-e-geladeira/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Política tributária de Serra pode subir o preço de TV e geladeira">Política tributária de Serra pode subir o preço de TV e geladeira</a></p>
<p><em>A arrecadação tributária diminui por conta da crise, mas os impostos que afetam a população continuam escorchantes no Estado, como o IPVA. Ver </em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/carga-tributaria-da-uniao-cai-a-dos-estados-e-municipios-sobe/" rel="bookmark" title="Permanent Link to Carga tributária da União cai, a dos Estados e Municípios sobe">Carga tributária da União cai, a dos Estados e Municípios sobe</a></p>
<p><em>Para não falar no verdadeiro imposto do pedágio que encarece o preço das mercadorias transportadas, alem do próprio contribuinte. Ver </em><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/governo-serra-icms-paulista-desconsidera-desconto-na-venda-de-carros/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Governo Serra:  ICMS paulista desconsidera desconto na venda de carros">Governo Serra:  ICMS paulista desconsidera desconto na venda de carros</a></p>
<p><em>Agora, pode ser que Serra tenha argumentos. Que tal fornecê-los aos mortais? Aos deputados e senadores? a imprensa? </em></p>
<p><em>Será que basta ele dizer, para ser? LF</em></p>
<p><img src="http://www.midiaindependente.org/icon/2008/06/421576.jpg" alt="http://www.midiaindependente.org/icon/2008/06/421576.jpg" align="left" /><font size="4"></font></p>
<p><font size="5"> </font></p>
<p><font size="5"><em>José Serra proclama xô a reforma tributária. Mas propõe o que?</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p><font size="5"><strong>Serra diz que proposta de reforma tributária &#8220;piora tudo o que está aí&#8221;</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Folha Online</p>
<p>O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou a criticar hoje a proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso. Ele se reuniu hoje com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para discutir a ampliação do limite de endividamento do Estado.</p>
<p>&#8220;O ministro conhece minha posição [sobre a reforma tributária]. É um projeto ruim porque aumenta carga tributária, aumenta a guerra fiscal, cria mais nós tributários. Piora tudo o que está aí&#8221;, disse ele.</p>
<p>Ele chamou a proposta de &#8220;horror&#8221;. &#8220;Repito que é um horror. Tenho experiência vasta nessa área.&#8221;</p>
<p>Na semana passada, ele chamou a proposta de &#8220;Frankenstein&#8221;. &#8220;Esse projeto que tem lá é um horror. Uma das coisas mais horrorosas que já vi na minha vida de parlamentar, na minha vida pública, é esse projeto de reforma tributária. Deixa um Frankenstein no chinelo. É um Frankenstein de um Frankenstein&#8221;, disse.</p>
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