10/03/2008 - 08:58h Nobel defende pesquisas com células-tronco embrionárias

Alexandre Gonçalves - O Estado de São Paulo

O ganhador do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 2007, Oliver Smithies, afirmou ontem em São Paulo que “um país que não tomar parte (nas pesquisas com células-tronco embrionárias) perderá a oportunidade de oferecer sua contribuição à humanidade”. O comentário foi feito no Parque do Ibirapuera, antes de uma palestra sobre sua experiência de 60 anos como biólogo molecular.

Na quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento sobre a constitucionalidade da utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas por causa do pedido de vista do ministro Carlos Alberto Direito. O assunto só voltará para a fila de matérias a serem apreciadas em até 30 dias.Para o ministro Marco Aurélio Mello, um dos 11 membros do STF, a diferença dos votos contra ou a favor das pesquisas deverá ser muito pequena - “de um ou dois”.

Smithies espera que o STF adote uma nova perspectiva diante do problema ético suscitado pelas pesquisas. “Existe muita discussão sobre matar embriões. Mas, na verdade, trata-se de preservar a vida do embrião.” E esclarece seu ponto de vista com um exemplo. “Se eu morresse em um acidente de carro, algumas partes do meu corpo poderiam ser transplantadas. Desta forma, parte de mim continuaria vivendo em outras pessoas.”

O cientista acredita que os primórdios de qualquer campo de pesquisa costumam ser controversos, mas, com o tempo, as restrições, inclusive religiosas, tendem a diminuir e desaparecer. Em contraposição, o papa Bento XVI reafirmou ontem, em uma homilia para 200 jovens na igreja romana de São Lourenço, o valor incondicional da vida humana. “O homem é sempre homem com toda a sua dignidade, mesmo se estiver em estado de coma, mesmo se for um embrião”, disse.

Segundo Bento XVI, a ciência e, de um modo particular a medicina, representa uma grande luta pela vida, mas, mesmo se descobrissem a “pílula da imortalidade”, seriam incapazes de satisfazer a sede de eternidade latente no homem. “Imaginemos o que aconteceria com uma vida biológica imortal. Surgiria um mundo envelhecido, um mundo sem espaço para a juventude, para o novo. Esta não pode ser a imortalidade que desejamos”, afirmou.

ANIMAIS

Smithies também é favorável à utilização de cobaias nas pesquisas científicas, desde que fique comprovada a relevância dos estudos para o conhecimento científico. Hoje, o pesquisador participará da abertura do 1.º Simpósio Brasileiro de Tecnologia Transgênica, organizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

COLABOROU JOÃO NAVES

07/03/2008 - 09:51h Galileu motiva nova briga com a Igreja

Cientistas foram impedidos de coletar DNA

galileo.jpgMais de 360 anos depois de sua morte, o físico e astrônomo Galileu Galilei volta a ser motivo de polêmica entre a Igreja Católica e a ciência. O cientista que desafiou a teoria vigente de que a Terra era o centro do Universo e foi obrigado a renegar suas próprias idéias para não ser condenado à morte pela Inquisição é novamente pivô de uma briga que envolve religião e pesquisas científicas.

Pesquisadores italianos, liderados pelo professor Paulo Galluzzi, diretor do Instituto e Museu de História e Ciência, em Florença, querem exumar o seu corpo. Mas a Igreja é contra o projeto, e alega desrespeito.
Um dos objetivos da exumação é fazer exames de DNA para descobrir a causa da cegueira que acometia o cientista.

Pesquisadores querem também confirmar se o corpo com o qual Galileu divide seu túmulo é o da filha, a freira Maria Celeste.

Ele viveu de 1564 a 1642, e entrou em choque com autoridades da Igreja Católica ao afirmar que a Terra girava em torno do Sol (a teoria heliocêntrica, que contrariava o geocentrismo).

Por causa de suas afirmações e publicações, ele foi acusado de heresia e condenado a renunciar publicamente às suas idéias e à prisão por tempo indeterminado. A pena foi substituída por confinamento em casa, onde ele morreu. Os corpos estão enterrados na Basílica da Santa Cruz, em Florença.

Fonte O Globo

07/03/2008 - 01:45h Igreja Católica de Espanha investe em fábrica de anticoncepcional e Viagra

freiras.jpg

A denúncia saiu na TV de Espanha. O arcebispado de Madrid, presidido por Rouco Varela e o de Burgos, com Mgr. Francisco Gil, têm investido nos últimos anos na Bolsa o dinheiro da igreja. Dentre as várias empresas escolhidas para fazer frutificar o dinheiro da instituição figuram algumas, como o laboratório farmacêutico Pfizer. Se trata de una multinacional que produz o Viagra e um contraceptivo muito difundidos no mundo.

Se trata do Depo-Provera, um contraceptivo que se administra no braço a cada três meses. Ele é usado por aproximadamente 30 milhões de mulheres no mundo. Pfizer fabrica também outros anticoncepcionais.

A igreja católica é contra o uso de esses medicamentos para prevenir a gravidez e também é contra as camisinhas, mas aplica seu dinheiro neste lucrativo negócio e também em fábricas de bebidas.

Mas o pecado é usar o contraceptivo e não tentar lucrar com sua venda. O debate mereceria um Concilio. LF

Fonte Cristina Civale - Canal 4 - Espanha

03/03/2008 - 09:22h Em defesa do Estado laico

Geneticista é favorável à pesquisa com célula embrionária, em julgamento no STF

ENTREVISTA Mayana Zatz

A geneticista Mayana Zatz se notabilizou como uma das maiores defensoras do direito à pesquisa com células-tronco embrionárias no Brasil.

Diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e pró-reitora de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Mayana é respeitada internacionalmente por seu trabalho sobre doenças genéticas.


Para ela, estará em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira, não apenas a legalidade das pesquisas, mas também o próprio direito de se fazer ciência laica, num Estado laico, sem determinações impostas por convicções religiosas.

Ana Lucia Azevedo - O Globo

O GLOBO: Por que as células-tronco embrionárias são tão importantes para a medicina?

MAYANA ZATZ: Porque só elas podem nos dizer como o organismo humano se desenvolve, que mecanismos estão envolvidos na formação de um ser humano. Também são fundamentais para a pesquisa do câncer. Esta é uma doença ligada à proliferação celular. Além disso, só as células-tronco do embrião têm realmente capacidade de formar todos os tipos de tecidos do corpo humano.

 No ano passado estudos mostraram ser possível reprogramar células da pele de uma pessoa adulta ao estágio de célula-tronco. Esse tipo de técnica substituiria o uso de células tiradas de embriões?

MAYANA: Não. Em primeiro lugar, essas células foram reprogramadas com a ativação de genes associados também ao desenvolvimento do câncer. E não existem sinais concretos de que esse risco possa ser afastado. Além disso, só as células do próprio embrião podem responder a questões básicas sobre o desenvolvimento do organismo.

Os próprios autores desses estudos deixaram bem claro que as células reprogramadas não substituem as embrionárias. São uma via nova de pesquisa, mas não uma substituição. As células reprogramadas não são idênticas às embrionárias.

Falta informação sobre a importância das pesquisas com células de embrião?

MAYANA: Sim. Eu fiquei impressionada ao verificar que muitas pessoas simplesmente não sabem o que é um embrião congelado, algumas confundem com feto, imaginam uma criancinha. Muita gente não tem noção que se trata de um blastocisto, um aglomerado de cerca de cem células invisível a olho nu. Os tubos de congelamento são da espessura dos cabelos e, mesmo assim, cada tubinho pode conter centenas de embriões. Além disso, a Lei de Biossegurança só permite o uso de embriões congelados criados em clínicas de reprodução assistida considerados inviáveis ou congelados há mais de três anos. E é necessária a autorização do casal genitor. Eles não resultarão em gravidez. Mas podem fornecer células para gerar tecidos, em pesquisas que podem salvar vidas.

 O que acontecerá se as pesquisas forem proibidas?

MAYANA: Em primeiro lugar, não vai mudar em nada a situação desses embriões congelados. Eles continuarão inviáveis. O destino deles é o descarte, não importa se isso significa ficar congelado para sempre numa clínica. Porém, fará grande diferença para pessoas doentes que lutam para continuar vivas.

A alteração da lei representará uma imenso atraso para o Brasil, um desastre para a ciência, uma volta à idade das trevas.

 O que a senhora acha da posição da Igreja?

MAYANA: A fé de uns não pode interferir no direito da população em ser beneficiada por esse tipo de pesquisa.
Além disso, uma religião não pode se impor sobre as outras.

31/01/2008 - 15:16h Espanha: igreja e direita, mesmo credo

A igreja espanhola ainda não percebeu que o franquismo esta morto. Saudosa da época em que o Estado era confessional, e não laico, e onde suas propriedades e riquezas, assim como outros pecadilhos bem terrenos, eram protegidos pela santa aliança do sabre e a batina. Espero que os eleitores da Espanha rejeitem nas urnas as pretensões reacionárias do braço “espiritual” da direita espanhola. A mensagem deveria ser clara: Vade retro! LF

Manifestación 12-N a las 16:43  en Neptuno

Manifestação da igreja e da direita contra o governo Zapatero

Calendrierromain

As fotos “ambíguas” do calendário romano e a postura nada ambígua do clero espanhol 

La Conferencia Episcopal emite una nota orientando el voto, en la que ataca la negociación con grupos terroristas, el matrimonio gay o la asignatura de ‘educación a la ciudadanía’.

JUAN G. BEDOYA - Madrid - EL PAÍS
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31/01/2008 - 14:14h Pílula do dia seguinte é ‘inaceitável’, diz CNBB

millordeusbrasileiro2.jpg

Millôr

 

Blog de Josias

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) decidiu engrossar o coro do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, contra o uso da pílula do dia seguinte durante o Carnaval. Em nota veiculada no sítio do órgão máximo da Igreja, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família classificou a distribuição do medicamento aos foliões de providência “moralmente inaceitável”.

 

O texto é assinado pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte. Médico de formação, ele sustenta que o medicamento que será distribuído por prefeituras pernambucanas é abortivo. “Trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita ‘desprotegida’, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez.”

 

Anota, de resto, que a pílula contém “altas doses” de hormônios femininos (estrogênio) e masculinos (progesterona). E afirma, em timbre de alerta: “O uso desses hormônios em alta dose pode acarretar sérias complicações à saúde da mulher, como os tromboembolismos.”

Segundo dom Dias Duarte, a pílula do dia seguinte provoca “um aborto químico”. Que, na opinião dele, é “tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico”. O religioso arremata: “Por tudo isso, o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável, ainda mais quando sua distribuição é feita de maneira indiscriminada e com o uso do dinheiro público.”

 

A manifestação da Pastoral para a Vida e a Família da CNBB veio a público nesta quarta-feira (30), mesmo dia em que que o juiz José Viana Ulisses Filho, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Recife, negou o pedido de liminar contra o uso da pílula do dia seguinte em Pernambuco. Com a decisão, manteve-se inalterado o plano de distribuição do medicamento em quatro municípios pernambucanos: Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão.

 

A ação que resultou na decisão do juiz Ulisses Filho fora movida pela Aduseps (Associação dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde). Antes, dom José Cardoso Sobrinho, o arcebispo de Olinda e Recife, tentara, sem sucesso, convencer o Ministério Público de Pernambuco a tomar providências judiciais contra a distribuição do contraceptivo.

Ao apoiar a posição de seu representante para a região de Olinda e Recife, a CNBB compra briga com o ministro José Gomes Temporão. O titular da pasta da Saúde classificara de “lamentável” a posição do arcebispo. É por posicionamentos como esse, dissera Temporão, que cada vez mais os jovens se distanciam das paróquias.

 

“A prefeitura está correta e a Igreja está equivocada, mais uma vez”, afirmara Temporão. “A prefeitura está fazendo uma coisa que está dentro do protocolo do Ministério da Saúde. A pílula do dia seguinte é usada apenas sob prescrição médica, por orientação médica. Aí é uma questão de saúde pública e não religiosa.”

 

“Eles estão corrompendo a juventude, desviando a juventude da lei de Deus”, respondera dom José Cardoso Sobrinho. “Qualquer problema humano é também religioso.” Para o arcebispo, a distribuição das pílulas “viola os direitos fundamentais e induz a população a praticar o mal”.

 

PS.: Ilustração via sítio do Millôr Fernandes.

Escrito por Josias de Souza

25/01/2008 - 15:05h Cruz credo, quanta folia


 

FotoIgreja contra distribuição de pílula no carnaval(Foto: Daniel Targueta / TV Globo)


Polêmica no Carnaval de PE

Igreja quer excomungar quem tomar pílula do dia seguinte


Letícia Lins - O Globo; Reuters/Brasil Online e Jornal Hoje
RECIFE - Polêmica em Recife. A prefeitura da capital resiste à pressão da Igreja Católica e informa que vai manter a iniciativa de disponiblizar a pílula do dia seguinte para mulheres que tenham mantido relações sexuais durante o carnaval sem camisinha ou que tenham sofrido estupro.

Duas prefeituras de Pernambuco vão distribuir o medicamento, mas a Pastoral de Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife considera a medida promíscua, quer vetá-la e promete ir até à justiça se as autoridades não desistirem da iniciativa.

Nesta quinta-feira, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, condenou a distribuição dos contraceptivos. Ele afirmou que a atitude é imoral, e que tanto quem distribui a pílula como quem usa está cometendo pecado passível de punição pelo direito canônico.

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22/12/2007 - 15:57h Sarkozy reaviva a querela religiosa contra a França laica

LE MONDE


AFP/ERIC FEFERBERG

“Les racines de la France sont essentiellement chrétiennes”,
a déclaré Nicolas Sarkozy, jeudi 20 décembre, lors d’un discours à la basilique du Latran.

Le “discours du Latran” laissera plus de traces que la visite officielle de Nicolas Sarkozy, jeudi matin 20 décembre au Vatican, au pape Benoît XVI. Les deux hommes ont constaté leur proximité de vues sur la place de la religion dans la vie publique et, à l’étranger, sur le Liban, le Proche-Orient, l’Afrique, et la libération des otages de Colombie.

Le discours prononcé jeudi soir par le président français à la basilique du Latran, lors de la prise de possession – toute symbolique– de son siège de “chanoine d’honneur”, est un acte politique d’une autre ampleur, une tentative d’enterrer la “guerre des deux France” (cléricale et révolutionnaire) et de réconcilier, pour de bon, la République laïque et l’Eglise catholique. (more…)

05/12/2007 - 14:30h Podridão no reino de Deus


Mulher violentada por padres nos EUA recebe US$ 500 mil

Portal O Globo

EFEWASHINGTON - A arquidiocese católica de Los Angeles pagará uma indenização de US$ 500 mil a uma mulher que denunciou ter sido abusada sexualmente por sete padres, informou na terça-feira a rede de televisão CBS.

Em entrevista coletiva em Los Angeles, Rita Milla, de 46 anos, disse que a indenização foi resultado de negociações com a arquidiocese que se estenderam durante mais de duas décadas.

- Estou extremamente feliz e aliviada. Nunca poderei fugir das lembranças e sempre estarei lutando contra o trauma a que fui submetida - disse.

Segundo Gloria Allred, advogada de Milla, a sua cliente tinha 16 anos quando o padre Santiago Tamayo fez insinuações sexuais e manteve relações com ela. Depois apresentou a então adolescente a outros seis sacerdotes, que abusaram sexualmente dela. Um deles a deixou grávida, acrescentou.

Confirmada a gravidez, Tamayo ofereceu a Milla dinheiro para ir às Filipinas e abortar. Pouco antes de morrer, em 1999, o sacerdote pediu desculpas e apresentou as provas que incriminavam os outros padres, acrescentou a advogada.

Um tribunal do estado determinou em 2003 que o padre Valentine Tugade era o pai da filha de Milla. A arquidiocese não comentou o caso.

05/12/2007 - 14:27h Podridão no reino de Deus

Mulher violentada por padres nos EUA recebe US$ 500 mil

Portal O Globo

EFE

WASHINGTON - A arquidiocese católica de Los Angeles pagará uma indenização de US$ 500 mil a uma mulher que denunciou ter sido abusada sexualmente por sete padres, informou na terça-feira a rede de televisão CBS.

Em entrevista coletiva em Los Angeles, Rita Milla, de 46 anos, disse que a indenização foi resultado de negociações com a arquidiocese que se estenderam durante mais de duas décadas.

- Estou extremamente feliz e aliviada. Nunca poderei fugir das lembranças e sempre estarei lutando contra o trauma a que fui submetida - disse.

Segundo Gloria Allred, advogada de Milla, a sua cliente tinha 16 anos quando o padre Santiago Tamayo fez insinuações sexuais e manteve relações com ela. Depois apresentou a então adolescente a outros seis sacerdotes, que abusaram sexualmente dela. Um deles a deixou grávida, acrescentou.

Confirmada a gravidez, Tamayo ofereceu a Milla dinheiro para ir às Filipinas e abortar. Pouco antes de morrer, em 1999, o sacerdote pediu desculpas e apresentou as provas que incriminavam os outros padres, acrescentou a advogada.

Um tribunal do estado determinou em 2003 que o padre Valentine Tugade era o pai da filha de Milla. A arquidiocese não comentou o caso.

10/10/2007 - 12:21h Un genocida que puede dar misa

EL EX CAPELLAN CHRISTIAN VON WERNICH FUE CONDENADO A RECLUSION PERPETUA

El sacerdote fue considerado partícipe y coautor de secuestros, torturas y asesinatos durante el terrorismo de Estado. El tribunal destacó que fueron hechos cometidos en el marco de un genocidio. Fue la primera condena de este tipo contra un miembro de la Iglesia, que hizo un tibio pronunciamiento y aún no lo sancionó.

http://static.pagina12.com.ar/fotos/20071010/notas/na03fo01.jpg

La condena a reclusión perpetua
para Christian Von Wernich fue recibida
con satisfacción por las Madres de Plaza de Mayo.

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Por Victoria Ginzberg - Página12

Partícipe necesario en la privación ilegal de la libertad agravada de 34 personas y coautor de la aplicación de tormentos agravados de 31. Coautor de la privación de la libertad agravada y del homicidio triplemente calificado de siete personas. Por esos hechos, “delitos de lesa humanidad cometidos en el marco del genocidio que tuvo lugar en la Argentina entre 1976 y 1983”, fue condenado ayer a reclusión perpetua el ex capellán de la policía bonaerense Christian Federico Von Wernich. Fue la primera sentencia contra un miembro de la Iglesia por violaciones a los derechos humanos durante la última dictadura. Fue recibida con aplausos, llantos, lágrimas y abrazos dentro de la sala de audiencias. El Episcopado se limitó a reiterar un viejo pronunciamiento en el que se señalaba que si miembros de la Iglesia participaron de la represión, lo hicieron bajo su responsabilidad personal.

La jornada empezó temprano, con los alegatos de los defensores del cura, Juan Martín Cerolini y Marcelo Peña, que pidieron la absolución de Von Wernich. Después fue el turno del propio acusado. El ex capellán de Ramón Camps habló de “paz”, “reconciliación” y acusó de mentir a los testigos que describieron cómo entraba y salía de los centros clandestinos de detención de la provincia de Buenos Aires. Sus “últimas palabras” fueron pocas, pero se preocupó de mencionar al arzobispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio.

La audiencia se reanudó después de una pausa de cuatro horas, que incluyó el desalojo del edificio debido a que un llamado al 911 denunció que había un artefacto explosivo en el lugar. Nadie dio mucho crédito al asunto, pero igual trajo sus molestias. Las Madres de Plaza de Mayo tuvieron que bajar la escalera y esperar un rato bajo la lluvia. La movida duró poco más de una hora. En ese lapso, los movileros se preguntaban dónde estarba el cura, que al parecer era el único que había quedado dentro del edificio cuando la brigada antiexplosivos lo revisaba.

Von Wernich volvió a entrar a la sala a las 19.30, detrás de seis miembros del servicio penitenciario. Uno de ellos le sacó las esposas y el hombre se sentó tras el vidrio blindado especialmente preparado para este proceso. Como en todas las (pocas) oportunidades que se hizo presente en el recinto, llevaba un chaleco antibalas y el cuello que lo identifica como sacerdote. Un crucifijo, detrás de los magistrados, presidía la audiencia.

La lectura de la sentencia fue corta ya que los fundamentos del fallo de los jueces Carlos Rozanski, Norberto Lorenzo y Horacio Isaurralde se conocerán el próximo 1° de noviembre. Pero Von Wernich tuvo que escuchar los nombres de todas sus víctimas. Mientras Rozanski leía los hechos por los que estaba siendo condenado, el ex capellán bajo la mirada. Y cuando el juez mencionó la palabra “genocidio” fue interrumpido por los aplausos del público. Habían ido a presenciar el veredicto, entre otros, el secretario de Derechos Humanos de la Nación, Eduardo Luis Duhalde, su par de la provincia, Edgardo Binstock, los ex diputados Patricia Walsh y Luis Zamora y la candidata presidencial del MST, Vilma Ripoll.

El cura fue sacado de la sala bajo un escudo de los penitenciarios, aunque no fue necesario protegerlo de ningún objeto lanzado en su contra. El público festejó a los gritos. “Ahora, ahora resulta indispensable aparición con vida y castigo a los culpables”, se escuchaba mientras algunos se paraban en las sillas y levantaban pañuelos blancos con la cara de Jorge Julio López, el testigo que desapareció después de declarar contra el represor Miguel Etchecolatz.

Estela de la Cuadra abrazaba a su madre, Licha. Las dos lloraban. “Estoy tranquila, satisfecha. Que esta rata esté presa no me devuelve a mi familia. Pero se lo debíamos a ellos. Y a mis hijos, a mi nieta que está acá afuera y tiene nueve meses. Ahora vamos a encontrar a Ana”, le dijo a Página/12. Ana Libertad Baratti es su sobrina, la hija de su hermana Elena y de Héctor Baratti. Los tres siguen desaparecidos. Durante el juicio, el testigo Luis Velasco contó que luego de un “sermón” que el cura dio a los secuestrados en la Comisaría Quinta para que se “arrepintieran”, Baratti preguntó qué culpas debía pagar su hija, que acababa de nacer en cautiverio. “Los hijos pagan las culpas de los padres”, le contestó el sacerdote.

Los abogados de las querellas se retiraron satisfechos. “Es un día de Justicia. Era lo que esperábamos. Es el fruto del esfuerzo de las Madres y de las Abuelas”, dijo Alejo Ramos Padilla, representante de Héctor y Javier Timerman. El secuestro del periodista Jacobo Timerman es uno de los hechos por los que fue condenado el cura. Myriam Bregman, abogada de Justicia Ya! también se mostró conforme, a pesar de que en su alegato había solicitado que se condenara al represor por el delito de genocidio y no por delitos cometidos “en el marco de un genocidio”. Bregman destacó que el tribunal calificó al cura como “coautor” de torturas y secuestros y que incluyó en el fallo el asesinato de María del Carmen Morettini, que la fiscalía había desestimado por considerar que no se habían reunidos las pruebas suficientes para acusar al cura por este caso. “Es la condena que habíamos pedido sin perjuicio de la salvedad que hicimos que era muy circunstancial. si Von Wernich está preso es porque la unidad fiscal que represento lo fue a buscar”, dijo por su parte el fiscal Carlos Dulau Dumm.

“Yo sé muy bien lo que hice, por qué lo hice y con quiénes lo hice. Nadie me va a prohibir dar misa ni perderé ninguna de mis atribuciones. Cuando sea el momento la Justicia decidirá, y si la humana se equivoca conmigo, la divina acertará”, dijo en 1984 Von Wernich en una entrevista publicada por Siete Días que el martes recordó este diario. En algo no se equivocó el sacerdote. Aún hoy, preso en el penal de Marcos Paz y condenado por secuestros, torturas y asesinatos, delitos de lesa humanidad cometidos en el marco de un genocidio, nadie le prohibió a Von Wernich dar misa.

22/09/2007 - 20:53h El resultado del amor

 

DESCRIPCION_IMAGEN Mabel vivió en una villa, fue violada y tuvo que prostituirse para sobrevivir, al mismo tiempo que animaba fiestas infantiles. Mabel conoció a Martín, un abogado de buena familia que decidió escapar a un destino pleno de comodidades para vivir en una casa rodante. Mabel y Martín se enamoraron, y días después, ella descubrió que tenía VIH y tuberculosis. Todo eso sucede en “El resultado del Amor”, el último film escrito y dirigido por Eliseo Subiela, protagonizado por Sofía Gala Castiglione y Guillermo Pfening.En el cine argentino existen pocos antecedentes que traten la problemática del VIH/SIDA. Subiela opina que se debe a una cuestión comercial. “En una sociedad hipócrita y suicida como la argentina, cerramos los ojos con la infantil pretensión de que lo que no vemos no existe”, afirma el director. Por eso le pareció que los infortunios que le ocurrían a Mabel eran una buena oportunidad para hablar del tema. Además, explica que siempre le interesó porque en los comienzos de la epidemia perdió a su mejor amigo y a muchos seres queridos.

Para el papel de Mabel, el director trabajó con una voluntaria del Hospital Fernández de la Ciudad de Buenos Aires que tiene VIH. Dice que de ella tomó su fuerza para seguir adelante y para pelear cada batalla, y la ausencia de rencor, porque de esa manera “se puede dejarle más espacio al amor, que es una energía imprescindible para la supervivencia”. Sofía Gala Castiglione, la actriz que protagonizó la película, cuenta que no suele tomar a nadie como referente cuando crea sus personajes y que, en esta oportunidad, trató de convertir al VIH en un problema más. Ambos coinciden en que el cine es una buena forma para que la gente comprenda sobre la incidencia del virus, ya que es un medio muy amplio y con mucha llegada.

DESCRIPCION_IMAGENSubiela piensa que en la actualidad SIDA no es sinónimo de muerte y cree que la mejor forma de prevenirlo es con educación e información. Sofía también comparte su idea. “Existen muchos mitos alrededor del SIDA y hay poca información. Los pibes no usan forros y no tienen posibilidades de enterarse sobre lo que pasa”, agrega. El director de la película dice que en “una sociedad mayoritaria y oficialmente católica como la argentina, debería debatirse desde el mismo catolicismo la actitud de una Iglesia que se opone al uso del profiláctico y propone la abstinencia sexual como defensa frente al VIH”. Por eso afirma que no hay que escaparle al sexo y al amor.

La mayor esperanza de Eliseo es que la enfermedad sea definitivamente vencida a través de la ciencia y la medicina. Él quiso que su film desdramatizara la problemática y que fuera esperanzadora. Porque, para Subiela, el resultado del amor es “la derrota de la muerte”. Y para vos, ¿Cuál es el resultado del amor?

21/09/2007 - 11:35h ABORTO: LO QUE LA LEY NO PROHÍBE

La Corte sostuvo que no es necesaria una autorización judicial para un aborto no penado por el Código. Así, abrió la puerta para que pueda interrumpir el embarazo una chica con discapacidad que fue violada. El fallo limitó la patria potestad del padre de la joven que se había opuesto al aborto. Velada crítica a sectores católicos.

Página12 - Argentina

Por Mariana Carbajal

El Superior Tribunal de Entre Ríos se pronunció ayer a favor de los derechos de MFC y allanó el camino para que a la joven de Paraná, que tiene una discapacidad profunda y fue violada, se le haga el aborto no punible que reclama hace más de un mes su madre. La Sala 2 dejó firme la sentencia de la Cámara de Apelaciones en lo Civil –que había levantado la prohibición para la práctica médica–, al rechazar en forma unánime el recurso presentado por el padre biológico, quien planteó su oposición a la intervención. La Corte provincial no sólo descalificó la legitimidad del hombre para opinar, dado que se “olvidó de su hija durante más de 15 años”, sino que además objetó su sorpresiva aparición en la causa judicial para obstaculizar la interrupción del embarazo “ante la presión de ‘factores exógenos’”, en clara alusión a los intereses de su abogado, un conocido militante católico de Paraná. Con extensa fundamentación, el Superior Tribunal ratificó la constitucionalidad del artículo 86 del Código Penal, que define los abortos no punibles, y destacó que no se requiere autorización judicial para realizarlos. Y que en el caso de MFC, sólo su madre, que es la representante legal, tiene atribuciones para decidir. En síntesis: cuestionó la judicialización del acto médico.

El drama de MFC todavía no terminó. Falta aún la realización del aborto. “Esta semana, el Comité de Bioética del Hospital Materno Infantil de Paraná se pronunció a favor de la realización de la intervención, pero quedaron en reunirse nuevamente mañana (por hoy) una vez conocido el fallo del Superior Tribunal”, contó ayer a Página/12 Marta Aguilar, de la organización Mujeres Tramando, una ONG de Paraná que viene acompañando junto a la delegación local del Inadi a la familia de MFC desde que el caso llegó a la Justicia, hace ya más de un mes. En diálogo con este diario, el ministro de Salud provincial, Gustavo Bordet, aseguró que garantizará la concreción del aborto no punible “previo dictamen médico sobre la factibilidad de la intervención sin poner en riesgo la vida de la adolescente”. Según pudo saber este diario, Bordet ha tenido contacto con autoridades sanitarias de la Nación por este tema. Se buscará realizar la práctica en estricto secreto para evitar presiones y amenazas de sectores fundamentalistas sobre el cuerpo médico, como ocurrió en casos similares en el último año en un hospital público de la ciudad de Mendoza y en otro de La Plata.

“Yo sigo adelante con mi decisión mientras ella no corra peligro”, dijo ayer a este diario Marta Gauna, la madre de MFC, en diálogo telefónico desde su casa en el humilde barrio Humito, de las afueras de Paraná. La Corte provincial ratificó ayer su “indiscutible legitimidad” para decidir en relación con el aborto no punible de su hija. MFC es la cuarta de sus diez hijos. Los cuatro mayores los tuvo con Colman, quien en los últimos 16 años no tuvo ningún contacto con ellos. Ni se ocupó de pasarles una cuota alimentaria ni se preocupó por su educación. MFC ni siquiera lo reconoce. Estos hechos fueron enumerados por el defensor oficial de Gauna, Pablo Barbirotto, para descalificar los intentos del padre biológico de bloquear la intervención médica. Concretamente, Barbirotto argumentó que Colman había perdido el ejercicio de la patria potestad de MFC, y la Corte provincial le dio la razón. Es destacable la actuación en el caso de este joven defensor oficial. Vale recordar que Barbirotto asumió la representación de Gauna con menos de diez días de antigüedad en el cargo, al que accedió como suplente.

El fallo del Superior Tribunal fue firmado ayer por los integrantes de la Sala 2 en lo Civil y Comercial, Juan Carlos Ardoy, Emilio Castrillón y Leonor Pañeda. Al rechazar de plano el recurso del padre biológico, los vocales de la Corte entrerriana dejaron firme la sentencia de la Cámara de Apelaciones en lo Civil, que había revocado la prohibición para practicarle el aborto no punible a MFC dispuesta por la jueza de Menores de Paraná Claudia Salomón, a pedido de una defensora oficial en representación del feto. Después vendría otro obstáculo más: la sorpresiva oposición del padre biológico.

En toda esta maraña judicial se perdieron cinco semanas, en un caso en el que el paso del tiempo es un factor fundamental y puede convertirse en el principal obstáculo para el acceso al derecho que tiene MFC para interrumpir ese embarazo, producto de una relación forzada. Hoy, la jovencita, cuya edad mental es la de una nena de 5 años y tiene dificultades para controlar esfínteres, lleva 18 semanas y media de gestación.

Ardoy, uno de los vocales del Superior Tribunal, no pasó ese aspecto por alto y cuestionó en duros términos la actitud del padre biológico, que representado legalmente por el abogado Mario Martínez, un activo militante católico –tal como reveló Página/12– “esperó hasta el octavo día para deducir el recurso que aquí trato, cuando es evidente que con esta demora se desprotegía a la menor violada (…) dada la continuidad obligada del período de gestación”. Ardoy también fustigó la actitud de Colman de presentarse en la causa, para oponerse a un aborto no punible, cuando se trata de “un progenitor que olvidó de su hija discapacitada – profundamente discapacitada– durante más de 15 años y que, ante la presión de ‘factores exógenos’, que son prácticamente de conocimiento público, aparece ofreciendo la afiliación de la menor –y eventualmente– del futuro nieto, a su obra social, como si ese hecho alcanzara para proteger a un niño en su asistencia diaria”.

A lo largo del fallo de 21 páginas, al que accedió este diario, la Corte entrerriana ratificó que “no es necesaria autorización alguna” para la concreción de un aborto no punible, contemplado en los supuestos definidos en el artículo 86 del Código Penal, esto es, cuando corre riesgo la salud o la vida de la mujer o “el embarazo es producto de una violación o un atentado al pudor a una mujer idiota o demente”. Además, tomando en cuenta los argumentos ya vertidos en el fallo de segunda instancia, defendió extensamente la constitucionalidad de esa norma. Esta es la tercera Corte provincial que se pronuncia en el mismo sentido en ambos puntos en el último año: antes lo hicieron los máximos tribunales de Buenos Aires y Mendoza.

Entre tantos términos jurídicos, el vocal Castrillón se ocupó de recordar la tragedia de MFC, una menor “sometida brutalmente por un extraño aprovechando una madurez de una niña de tres a cinco años, cuyo principal juguete es una bolsa de ladrillos Rasti”.

18/09/2007 - 18:21h Argentina: Religiosos falam sobre AIDS

 

 

Judaísmo: Un punto de vista sobre VIH/SIDA

Días atrás te presentamos la posición de distintas religiones en relación a temáticas vinculadas con el VIH/SIDA. Para eso, Espacio Positivo decidió entrevistar a un representante del Catolicismo, del Judaísmo y del Islam para que conozcas sus discursos y sus opiniones en relación a la problemática. Hoy le damos la palabra al Judaísmo. Y también a vos, para que nos digas tu opinión.

Daniel Goldman es rabino de la Comunidad Bet El. Dice que el judaísmo mantiene un enfoque positivo hacia todo lo que sea saludable, que pueda tener un sentido de ayuda y misericordia. Dice que toda forma que colabore a la libertad sexual de manera sana, es bien visto. Y dice que, como todas las grandes religiones, para comenzar a hablar de VIH/SIDA es necesario partir de una base primordial que es el amor a la vida.

“Estoy de acuerdo con las campañas de prevención del VIH/SIDA, pero sería aún más incisivo”, asegura el rabino, quien piensa que si bien hubo avances importantes en la pandemia, todavía no hay una actitud masiva. Por eso repite: “Hay que tender a la realización de campañas permanentes y no sólo para fechas determinadas”.

Goldman apoya aquellas acciones que tienen que ver con un sentido de responsabilidad, más allá de la fidelidad. Piensa que uno tiene que “ser fiel a la vida”. “Hay que acompañar el deber ser con el ser, es decir los ideales con la realidad que nos toca vivir”, agrega. Por lo tanto, cree que un acto de suma responsabilidad es saber que “hay que usar preservativos en las relaciones sexuales” para evitar enfermedades de transmisión sexual como el VIH/SIDA. Y asegura que son las instituciones religiosas quienes deberían marcar camino.

“La enseñanza es una acción permanente y constante. La educación comienza desde del nacimiento y traspasa el ámbito escolar, para sumarse a la familia, los clubes, las iglesias y los medios de comunicación”, afirma Goldman, quien forma parte de la comisión asesora para la elaboración de la ley de educación sexual. “Aún faltan consensuar algunos aspectos que implican la diferencia de géneros y la sexualidad y todavía falta un léxico común. Pero estoy convencido –agrega el rabino- que los logros no se van a ver en corto tiempo, ya que toda acción educativa lleva un tiempo de metabolización”.

En el mundo en que vivimos, no es tarea sencilla vivir con VIH, y mucho menos declararlo. Daniel Goldman siente que, lamentablemente, no ha llegado la etapa en la que se pueda expresarlo vivamente. “Creo que es algo que se va a ir dando en la medida en que se naturalice el vínculo con quien esté pasando por la situación”, agrega. Si bien desde el judaísmo existen varias visiones en relación al VIH, el Rabino de la Comunidad Bet El cree que la Argentina se merece una discusión mucho más profunda en relación a los prejuicios que existen alrededor de temas como el sexo, el género, el VIH/SIDA y otras infecciones. Entonces te preguntamos, ¿qué es lo que realmente deberíamos discutir en relación al VIH/SIDA? ¿Cómo deberíamos hacerlo? ¿Qué grado de incidencia tienen las religiones en relación a la problemática?

18/09/2007 - 15:34h Argentina: Religiosos falam sobre AIDS

La Iglesia Católica habla de VIH/SIDA

Días atrás te presentamos la posición de tres distintas religiones en relación a las temáticas vinculadas con el VIH/SIDA. Para eso, Espacio Positivo decidió entrevistar a representantes del Catolicismo, el Judaísmo y el Islam para que conozcas cuáles son sus discursos y opiniones en relación a la problemática. Hoy le damos la palabra a la Iglesia Católica. Y también a vos, para que nos digas tu opinión.

Cuando en la década del 80 comenzaban a aparecer los primeros casos de VIH/SIDA, el Consejo Episcopal Latinoamericano (CELAM) decidió buscar respuestas para esta nueva enfermedad que afectaba a miles de personas en América Latina y el Caribe. Según un documento que fue elaborado en el año 2004 durante un Encuentro Pastoral de Salud sobre VIH/SIDA –realizado por el CELAM en Colombia- el enfoque priorizado por la Iglesia para enfrentar la situación fue la prevención, la salud y la educación. Se propuso entonces tratar al VIH no como un hecho aislado, sino integrado a otros contextos como las adicciones, la violencia familiar, el maltrato y el abuso a los niños, niñas y adolescentes.

Para la Iglesia Católica, el VIH/SIDA daña a la persona en todas sus dimensiones: en su cuerpo, en su vida afectiva, en sus relaciones interpersonales, en su trabajo, en su vida social y en sus valores existenciales. El Padre Alberto Bochatey, Director del Instituto de Bioética de la Universidad Católica Argentina (UCA), acentúa la importancia de reforzar las relaciones humanas para evitar la propagación del virus. Por eso desde el catolicismo creen necesaria una interacción con organismos e instituciones públicas y privadas que prestan servicios de salud y formar profesionales con una visión más humanizada.

Las condiciones de vida que existen hoy en el continente -agregan en el documento- ayudan a que la pandemia continúe propagándose: pobreza, conflictos, desastres naturales, aumento en el uso de drogas, violencia física y sexual, falta de acceso a los servicios de salud, a la información y a la educación; actividad sexual con múltiples parejas e inequidades de género. Y agregan que la diseminación del VIH en la región incluye comportamientos como el de hombres teniendo sexo con hombres y conductas bisexuales que trasmiten el virus a sus parejas en las relaciones heterosexuales; y el uso de jeringas contaminadas para el consumo de drogas.

Ante estos hechos, la Iglesia siente el deber de denunciar y combatir las causas primarias de la pandemia, enfatizando valores como la monogamia, la fidelidad y el compromiso conyugal. El Padre Alberto Bochatey cree que las estrategias de prevención que estimulan el uso de preservativos “deberían promover además métodos naturales para desarrollar el sentido de responsabilidad, apoyo y fidelidad”. Y agrega que un reto de quienes viven con VIH es asumirse como responsables de sus propias vidas. Sin embargo, en el caso en donde uno de los miembros de la pareja es seropositivo, el documento elaborado durante el Encuentro Pastoral manifiesta que ambos son responsables de prevenir la infección al otro, para que su unión no sea destruida a causa del SIDA.

Si bien la religión católica recibió diversas críticas en relación a su postura frente al virus -y aún muchos se quejan de que promueven medidas de protección que no van en sintonía con el mundo actual-, Bochatey señala que ”no existen personas con VIH que se hayan infectado siguiendo los consejos de la Iglesia”, y remarca que el catolicismo no obliga a nadie a seguir sus recomendaciones. Mientras tanto, están de acuerdo con la implementación de una enseñanza sobre educación sexual en las escuelas, donde se brinde una información veraz y actualizada del comportamiento del VIH y sus vías de transmisión para poder, así, fortalecer las medidas de prevención.