21/09/2009 - 20:43h Sampoema

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Paulo Von Poser

Flávio Viegas Amoreira

Teu ventre regurgita seres de estranheza

orgíaco encanto terra sem marcos

acampamento solidário aos lobos da estepe

poetas / fodidos/ eruditos de céu in-concreto:

campos de pivas orides fontellas panaméricanos

agripinos catadores lumpensinato estelar

vencer Sampa é perde-lhe o medo

tua geografia são seus rostos bolívares-norte-coreanos

lagos anônimos de gozo e morte

a Paulista é praia de ondas com pressa cimento

cal fétido / grana espúria : do Jaraguá vejo-te

cosmovo : Sampa é ducaralho divino esporro

único mundo donde perdi o medo: perder nu ao medo

nu era o começo indistinto agora reconheço

alamedas / janelas / quartos de estórias insuspeitas

em cada cômodo um coito / parto / féretro

águas pútridas / córregos em transe / pirajuçaras

marginais de rios carontes refletindo desespero

de Virgilíos e Dantes : cosmoagonias : Sampa é ducaralho azar mais sorte: a vida não perdoa desatento transeunte tudo-todo-rola-cada- instante; poemizosampa

navalhando névoas cinzas nuvens de estanho

ilusão paraísos consoloção liberdade jardins

oscar freires de infame exclusão marianas

ângelas leopoldinas vilas no caminho havia uma

praça trecho arremedo de troços e a praça fez-se

árvore numa igreja de enforcados insones luzes de

horas : cada habitante inapetente é uma paisagem

espreitando esconderijos dalguma memória

te esperam vãos / vales / veredas / te esperam algum

sentido : algum sentido para onde damos em alamedas

becos / beneditocalixtos / anhamgabamentos

conas / répteis / fósseis / múmias virgens

salve Sampa sodomizada / poesia pederasta oralizada:

todo-tudo-sempre é Sampa e Sampa é foda:

aqui-quase-nada / quase-nada/ nada em orgasmo

múltiplos de signos/ significados infindos

vejo estranhos que passam: eu Whitman tropicano:

garanhões / ninfetas / anjos putos/ proxenetas

risco que corro e escorro longa mirada para ser feliz

num átimo / fóton de esquina por esquina

senhas códigos berros espectros em amuradas

Davids Lynchs / Win Wenders / barras códigos estacas:

Meu cérebro é onde? : noites de autorama

Madrugafas mais darks que a escuridão do nada

Interlagos de lágrimas: engulhos esgares vômitos

Da metrópole essa meretriz viada que comigo deita

Quando esparramo-me de paisagem e realizo delírio

Por inteiro : eu sou carona de teus fetiches pesadelos

Espasmos oníricos: insights luminares / beatniks

Transmodernos / aqui Deus é Joyce , Mallarmé é seu profeta : eu moro é na Literatura sampauleira sampaulisto sampinferno sanparteiro de entradas

bandeiras volpianas baratas forasteiras trens sobrehumanos traças suburbanas : trago o gole de amargura oswaldiana : a tristeza é a prova dum 69

sou 13/ 11 / oito infinito, infinito onde o som se estreita/

andróides / zumbis / iracemas da Vieira / índios de Moema

incorporo metálico estalido dos espigões em meu rabo

e meus cornos eriçados de antenas

Sampa é zoom!!!!

Disposto o peito aberto a camisa em desalinho

Sampa me afronta com sua zona e risco

Sampa é o Ó entre brejos e bronhas :

atmosfera saída dum filme B

assassinatos chacinas negras noir

ferozes volantes / violência fashion

homens mix de mulheres

blade runners andróginos : transgêneros líricos

merda cercada de gente por todos os poros dos lados

dentro estou fora e foda-se o recheio

o borbagato me bulina / sinto a maresia baseada

no Oceano lisérgico na imagética moldada por camadas de cânhamo: O Mar é longe / vagas de gente empoçam

castelos de areia: a multidão é sempre sociedade anônima : cambaleio / resisto por grutas/ grotas/ gretas/

rizomas/ elevadores capengam / shoppings da babilônia:

midnights cowboys pela gay caneca

não existem pontes entre todas essa gente

viver é lançar pontes do vazio refletindo a luz do nada

muretas guaritas tiras do ouro bandeirante

nada insiste subsiste uma vista onde nunca se

encaixa ao mesmo tempo ao todo se situa

onde mora o deserto é menos só que na Augusta

a chama tupi jazz, jazz, jazz em terracota e taipa

em Sampa fiespe-se, fiespe-se ou foda-se!

Urbe orbe pulsando fênix de turbinas em chamas

Caldeiras / turbilhão : miragem do movimento

Sempre estamos onde nem supomos

Os vagões levam homens apalpando suas malas

Duras penas / diamantes em pencas chaminés de ouro

Cravejados de sapopembas e diademas

Eu canto por que minha alma não desiste

Penso, louco logo resisto!

Reconheço todas tribos

O gigante polvo capitalista não é nada perto de nosso

Espanto e grito

Cruel argamassa solitude que nos une

Artefatos / bólidos/ hélices / inversão térmica das cores

Sampa é asco que não afugenta

Náusea que me alucina

Sampa não existe : está sendo no ato:

Porra loca dum gozo carcomido

O mercado come-se : dinheiro é autofáfico

Cria é para sempre onde sempre exista

Sampa anda em mim por via estreita

Poetemos onanistas!

Abaixo arcadas cerebrais: descontruir discursos é urgente! Façamos desse cú doce subversivo argumento.’’

Flávio Viegas Amoreira, escritro, semiólogo e jornalista;
já lançou 7 livros entre poe sia, conto e romance pela ´´7 Letras ´´ do Rio de Janeiro;
é militante cultural e na luta contra homofobia em São Paulo e litoral paulista;

´´Sampoema´´, poema longo dedicado ‘a Sampa

16/03/2009 - 12:39h Pesquisa revela boa imagem do país

http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/not1209160803.jpghttp://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/RzGUzj2ebwI/AAAAAAAACVA/jUPxwuPtCpw/s400/Uscongress.gif

VALOR

Ao contrário do que se poderia imaginar, deputados e senadores americanos evitam colocar no mesmo balaio Brasil, Argentina e Venezuela. O governo brasileiro não recebe dos parlamentares dos EUA rótulos como “esquerdista” ou “antiamericano”. E o temor que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inspirou quando ganhou as eleições em 2002 é passado. Hoje, o ex-líder sindical é visto com simpatia pela nova legislatura, de maioria democrata.

Essa é uma das conclusões de pesquisa inédita sobre a imagem do Brasil no Congresso americano encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a um escritório de lobby nos EUA. Os resultados surpreenderam positivamente a entidade, que quer aproveitar a boa imagem do país para defender os interesses da indústria brasileira. “Temos que intensificar o trabalho no Congresso americano porque o momento é positivo”, disse Mario Marconini, diretor de relações internacionais da Fiesp.

A pesquisa envolveu entrevistas qualitativas com os assessores dos líderes dos principais comitês da Câmara e do Senado e outros parlamentares influentes dos partidos Republicano e Democrata. A Fiesp contratou lobistas com experiência na área e passagem pelo USTR, órgão responsável pelas negociações internacionais nos EUA.

O estudo concluiu que os parlamentares americanos, na relação com o Brasil, estão focados na Rodada Doha, da Organização Mundial de Comércio (OMC). Temas como um eventual acordo bilateral com o país, com o Mercosul, ou mesmo a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) ficam fora do radar. O Brasil é visto como um dos protagonistas da Rodada. E, nesse ponto, uma boa surpresa: ao contrário do mal-estar pós-Cancún, quando surgiu o G-20, o Brasil não é mais o vilão das negociações.

“Está claro para os americanos que a culpa do fracasso de Doha não foi do Brasil. A responsabilidade está em cima da Índia e, em um nível menor, da China”, avalia Marconini. Conforme a pesquisa, a mudança de posição do Brasil em julho de 2008, ao aceitar o pacote proposto pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, repercutiu bem no Congresso americano. O tema preocupava a indústria, porque as posições do Brasil em Doha já foram utilizadas como argumento para tentar excluir o Brasil do Sistema Geral de Preferência (SGP), que permite a entrada de alguns produtos com tarifa zero nos EUA.

Em dois temas sensíveis para o setor privado brasileiro – a tarifa cobrada para a importação de etanol no país e os subsídios concedidos ao produtor de algodão – o estudo apontou que “existe um mosaico de posições” no Congresso dos EUA. Ou seja, parlamentares a favor, outros contra e alguns que ainda não formaram posição. Marconini enxerga uma oportunidade, pois significa que há espaço para o lobby brasileiro procurar influenciar os deputados.

O ponto mais negativo da imagem do Brasil para os congressistas americanos é a devastação da Amazônia. Eles estão muito preocupados com a queima da floresta e seus efeitos para o aquecimento global e para as comunidades indígenas locais. Essa crítica serve como uma alerta para a indústria brasileira, mesmo do ponto de vista comercial. As empresas temem que questões ambientais sejam utilizadas como barreiras ao comércio exterior, por exemplo, com a cobrança de tarifas extras para a importação de produtos provenientes de países poluidores.

Para o diretor de energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, o Brasil precisa ganhar a batalha de marketing nesse assunto e convencer os EUA e o mundo de que produz energia limpa e que pode controlar o desmatamento da Amazônia. “Não podemos errar. Temos que nos desvincular de China e Índia, que possuem algumas das matrizes energéticas mais sujas do mundo”, disse. (RL)

13/03/2009 - 11:21h O Brasil que incomoda

Ruy Baron / Valor
O presidente Lula, que se encontra com Barack Obama neste fim de semana em Washington, reflete a imagem de um país que já não é confundido com republiquetas

Por Marta Barcellos, para o Valor, do Rio

É pouco provável que Barack Obama cometa gafes ao referir-se ao Brasil no encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Washington, neste sábado. Os tempos em que um presidente americano podia confundir o país com a Bolívia, como fez Ronald Regan em 1982, parecem fazer parte de um passado distante, especialmente quando um líder de reconhecido porte intelectual chega à Casa Branca. No entanto, pode-se afirmar que o mérito de distinguir o Brasil, agora, não é apenas de Obama. Ao ganhar relevância econômica e política, nos últimos anos, o país deixou para trás a difusa imagem de mais uma “república das bananas” para ganhar contornos nítidos no noticiário internacional. Nas últimas semanas, por exemplo, os correspondentes estrangeiros não tiveram muito tempo para reportagens pitorescas sobre verão ou carnaval: precisavam também analisar o impacto da crise financeira internacional no país e explicar a estratégia adotada pelo governo para enfrentá-la.

Mas a ideia de que bastaria nos livrarmos dos olhares preconceituosos, folclóricos ou desinformados para cairmos nas graças da opinião pública internacional revelou-se uma falácia. Estar em evidência pode significar também contrariar interesses e dar munição para que apontem, com embasamento, nossas mazelas. É o que mostra uma pesquisa do instituto GlobeScan, de Londres, realizada em 21 países. Mesmo bem cotado em relação aos demais, o Brasil viu aumentar a percepção negativa sobre sua influência no mundo justamente em quatro países ricos: Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França.

Segundo o levantamento, a visão predominantemente negativa dos americanos em relação ao Brasil aumentou de 19% para 23% no último ano. No caso da França, essa percepção subiu de 23% para 33% dos entrevistados, e no Reino Unido, de 31% para 35%. O resultado negativo mais surpreendente veio da Alemanha, onde 40% das pessoas disseram que o Brasil exerce má influência no mundo, proporção que estava em 28% na pesquisa anterior. Na perspectiva alemã, ao contrário dos outros três países, a visão negativa passou a superar a positiva, de apenas 30%. O quadro é bem diferente, por exemplo, do radiografado nos Estados Unidos, onde, embora maior, a visão negativa do Brasil corresponde à metade das opiniões favoráveis, de 47%.

O Brasil segue o padrão verificado na avaliação da China, Rússia e Índia, seus companheiros no grupo de principais economias emergentes (o chamado Bric) – com o detalhe de que os dois primeiros foram destacados na pesquisa divulgada globalmente pelo instituto, pois a visão negativa sobre ambos passou de uma média de 33% para 40%, e de 34% para 42%, respectivamente. Na avaliação feita pelos alemães, China, Rússia e Índia registraram pioras na imagem mais expressivas do que no caso brasileiro.

Para Sam Mountford, diretor de pesquisas da GlobeScan, os efeitos da crise econômica na pesquisa são difíceis de mensurar, já que a maior parte das entrevistas aconteceu no final do ano passado, quando a dimensão real da turbulência ainda não fora percebida pelo público. Mesmo assim, ele acredita que a avaliação mais negativa recebida pelo Brasil nos Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido deve estar relacionada ao desenvolvimento econômico do país. “O Brasil é cada vez mais notícia”, diz Mountford. “Há muita discussão sobre o crescimento do Brasil, China, Rússia e Índia na mídia desses países e é bastante provável que essas pessoas estejam começando a se sentir ameaçadas – do ponto de vista econômico, não político”, ressalta.

“Existe um preço para a maior exposição internacional”, concorda o cientista político Amaury de Souza, consultor da MCM Associados. “Na América do Sul, por exemplo, já somos vistos como os novos yankees.”

O publicitário Nizan Guanaes, presidente do Grupo ABC, acredita que a imagem do Brasil não poderia estar melhor no exterior, por consequência das conquistas econômicas e institucionais dos últimos anos, e atribui qualquer variação nessa percepção ao incômodo causado pela competição internacional. “Talvez fosse mais fácil gostar do Brasil do mulato faceiro do que do gigante”, diz. “Não dá para querer ser sempre o queridinho, ainda mais quando se está travando embates de mercado, em um mundo cada vez mais protecionista.”

A maior visibilidade do país aconteceu principalmente em função de a sigla Bric ter caído no gosto popular, lembra Amaury de Souza. Ao surfar na promissora onda das nações que seriam os “tijolos” (”bricks”, em inglês) a sustentar o crescimento global, o Brasil conseguiu projeção e distinção, mas também passou a ser visto como parte de um bloco. É justamente a imagem desse conjunto de países que pode estar em questão, diz Matias Spektor, doutor em relações internacionais pela Universidade de Oxford e coordenador do MBA de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo ele, os países do Bric tendem a perder espaço com a crise econômica, enquanto os Estados Unidos veem aumentar sua própria importância – o que estaria implícito na pesquisa da GlobeScan. Na média, a visão negativa sobre os Estados Unidos caiu de 47% para 43%, enquanto a positiva aumentou de 35% para 40%, refletindo também a eleição de Barack Obama. “A opinião pública espera que a solução da crise venha por meio da liderança americana, e não que passe pelo Bric, cuja imagem agora está mais próxima da de tijolos desmoronando”, compara Spektor. Ele destaca que a situação da economia internacional hoje é mais hostil, e o clima de tormenta aumenta a tensão entre os países.

Mas a imagem do Brasil vai além de sua identificação como integrante do Bric, o que é evidenciado pela sexta posição ocupada na média de avaliações feitas sobre 15 países, atrás apenas de Alemanha, Canadá, Grã-Bretanha, Japão e França. Essa é a boa notícia do levantamento, diz o professor da FGV. Spektor observa que, nesse ranking geral, o Brasil está acompanhado justamente por países que também pleiteiam uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas: Alemanha, Japão, Índia e África do Sul. A pretensão brasileira, ressalta, não pode ser vista apenas como uma forma de aumentar o status ou a visibilidade do país. “Ganhar influência e poder nas relações internacionais sempre vem junto com um custo.”

Um exemplo de responsabilidade que aparece com a conquista de status internacional é a questão ambiental, apontada como uma das fragilidades da imagem brasileira por uma pesquisa qualitativa paralela ao estudo, na qual os entrevistados explicaram sua opinião sobre o país. Nessa pequena amostra, conta Mountford, foi detectada uma forte preocupação com as perdas da floresta amazônica e a percepção de que o governo brasileiro, apesar do desenvolvimento econômico, não combate o problema como deveria. Nesse grupo de pessoas, entrevistadas pela BBC, também foram mencionados problemas como a corrupção e a desigualdade na distribuição da riqueza no país. A democracia e o desenvolvimento econômico foram os destaques positivos.

Os comentários mostram um conhecimento da realidade brasileira impensável algumas décadas atrás, quando os correspondentes estrangeiros tentavam explicar planos econômicos estapafúrdios, nas reportagens, enquanto seus leitores imaginavam índios andando pelas ruas das cidades. “Isso mudou radicalmente”, diz Mery Galanternick, que começou a trabalhar na sucursal brasileira do “New York Times” na década de 1960. “O Brasil agora chama a atenção pelo que está fazendo de relevante. Passou a ser considerado um ‘player’ global.”

Jens Glüsing, correspondente da “Der Spiegel”, acredita que a redução do Brasil a um país de mulheres bonitas e futebol ocorre na mesma proporção em que muitos brasileiros veem os alemães apenas como bebedores de cerveja. “As pessoas com mais formação são bem informadas sobre o Brasil, conhecem detalhes da economia e da política. A imagem do presidente Lula, entre os formadores de opinião, é melhor lá fora do que aqui, até porque há uma comparação com o [presidente da Venezuela] Hugo Chaves.”

O calcanhar de Aquiles brasileiro, que poderia explicar a virada na visão alemã do país na pesquisa GlobeScan, é a política ambiental. “Nesse aspecto, e acredito que somente nele, a imagem do país deve estar realmente piorando na Alemanha”, diz Glüsing. O jornalista foi a Brasília no ano passado para cobrir a visita da primeira-ministra Angela Merkel, e recorda-se da “saia justa” que representou a coincidência entre a chegada da governante alemã e a renúncia da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Para o cientista político Amaury de Souza, a sensibilidade ao tema ambiental extrapola os limites da Alemanha, berço do primeiro partido verde do planeta. “Não nos damos conta da reação que as notícias negativas sobre ambiente geram no exterior”, afirma Souza. “O que para nós é tolerável, para eles é execrável.”

Preocupado com a imagem externa, o governo brasileiro contratou no fim do ano passado a Companhia da Notícia (CDN) para trabalhar de forma integrada à Secretaria de Comunicação Social (Secom) em ações voltadas principalmente aos Estados Unidos, Europa e Ásia. “Faremos um trabalho de divulgação dos esforços do governo para combater o desmatamento”, diz Rodrigo Baena, diretor internacional da Secom. Em um primeiro momento, o trabalho na área ambiental será direcionado para o monitoramento do que é publicado pela imprensa internacional, explica Andrew Greenlees, vice-presidente da CDN. “Percebemos que existem muitos equívocos em relação a dados, que são divulgados ou interpretados de forma incorreta.”

Na licitação para a contratação da agência, em abril do ano passado, o governo demonstrou preocupação com duas áreas, que deveriam ser alvo de propostas detalhadas por parte das candidatas: etanol e tecnologia da informação (TI). Vencedora da concorrência, a CDN constatou em seus estudos um alto grau de conhecimento do etanol brasileiro, ao contrário do setor de TI. A crise internacional, porém, acabou por mudar o foco e a agenda econômica do país, tornando o assunto menos relevante. “Estamos discutindo agora quais temas serão prioridade”, diz Greenlees. “Mas já percebemos algumas oportunidades de divulgação, como na área de energia, na qual há muito interesse e veículos especializados.”

O alcance de ações de divulgação, no entanto, tornou-se motivo de controvérsia desde que o governo anunciou o gasto anual de R$ 15 milhões no projeto. “O Brasil não vai conseguir controlar o que é publicado sobre a Amazônia, onde estão muitos pesquisadores estrangeiros”, diz Glüsing, da “Der Spiegel”, lembrando do impacto das reportagens sobre a região feitas pela “Nature”, uma das revistas científicas mais conceituadas do mundo. “Mais importante do que melhorar a imagem, é melhorar a realidade”, diz ele. Nesse sentido, a próxima reunião das Nações Unidas sobre mudança climática, marcada para o fim do ano em Copenhagen, poderia ser uma oportunidade efetiva para o Brasil, diz Matias Spektor. “Mas somente se houver uma mudança de atitude”, ressalta. “Para ser um ‘player’ importante, é preciso assumir um custo, fazer coisas que não são necessárias quando se é um jogador secundário.”

No caso do ambiente, o Brasil não tem como fugir do papel de líder, acredita o professor Celso Lafer, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e ministro das Relações Exteriores durante o governo Fernando Henrique Cardoso. A floresta, a matriz energética limpa, a biodiversidade e o etanol tornam as decisões do país fundamentais para o resto do planeta, independentemente do desejo de assumir essa liderança. “É um caso em que se mistura o ’soft power’ e o ‘hard power’ “, afirma, referindo-se aos conceitos celebrizados pelo cientista político americano Joseph Nye, e que também servem para classificar as formas de inserção internacional de um país.

Quando ministro, Lafer teve uma conversa com o jornalista americano Larry Rohter transcrita no livro “Deu no New York Times”, no qual o correspondente conta histórias de sua experiência no Brasil. Nela, ambos concordavam com vocação do Brasil para exercer atração e influência por meio do “soft power”, mais relacionado à cultura, ao esporte e aos valores. O outro caminho, o “hard power”, seria o do poder militar ou econômico – impensável naqueles anos, em que a estabilidade da moeda ainda não se traduzira em crescimento. Para Lafer, as duas formas de poder são cada vez mais complementares. “A eleição de Obama representou a recapitalização do ’soft power’ para os Estados Unidos”, exemplifica.

Da mesma forma, governantes que deveriam discutir questões bilaterais de impacto acabam pautados por casos que mobilizam a opinião pública de seus países, como o da brasileira Paula Oliveira, que afirmou ter sido agredida por neonazistas na Suíça, ou do menino Sean Goldman, cuja guarda é disputada pelo pai americano e avós brasileiros.

Casos assim são importantes na construção da imagem de um país? Para Matias Spektor, assuntos dessa natureza são passageiros, e não dominam de fato as agendas dos países. Já Lafer acha que essas questões são relevantes, e os governos não têm como fugir delas. “É a velha história: todo presidente quer pautar a imprensa, e toda imprensa quer pautar o presidente.”

13/02/2009 - 17:41h Fotógrafo norte-americano vence o World Press Photo 2009. Brasileiros são premiados

Blog Imagens&Visions

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© Foto de Anthony Suau. Policial faz uma inspeção em uma casa de Cleveland, após os proprietários serem despejados. EUA.
2008.
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© Foto de Luiz Vasconcelos. Indígena tenta conter um batalhão de policiais em uma disputa por terras. Brasil.
2008.

 

Saiu o resultado do World Press Photo 2009, uma das mais importantes e prestigiadas premiações de fotografia do mundo. O fotógrafo norte-americano Anthony Suau foi o grande vencedor com a imagem que mostra um policial fazendo uma inspeção em uma casa de Cleveland, após os proprietários serem despejados, a foto faz parte de uma reportagem publicada em março de 2008 pela revista Time. O fotógrafo brasileiro Luiz Vasconcelos ficou em primeiro lugar na categoria General News com a imagem de uma indígena que tenta conter um batalhão de policiais em uma disputa por terras. A foto premiada foi publicada originalmente no jornal A Crítica, de Manaus (AM). Além de Vasconcelos, outros dois brasileiros foram reconhecidos pelo prêmio. Eraldo Perez, da agência Associated Press, recebeu menção honrosa na categoria “Cotidiano” por uma foto que mostra pessoas em volta do corpo de Thiago Franklino Lima, na favela do Coque, no Recife. Já André Vieira, da “Focus Photo und Presse Agentur”, ficou em terceiro lugar na categoria “Artes e Entretenimento” por um registro do estilista angolano Xhunos, feita em Luanda. Desde 1955, a missão da fundação holandesa que organiza o concurso é encorajar o fotojornalismo. A competição recebeu este ano o número recorde de 5019 candidatos, de mais de 125 países – 12,5% a mais que o ano passado. Veja a galeria de fotos premiadas no World Press 2009

15/01/2009 - 13:56h Por um breve momento de perfeição

Complexo e delicado, O Curioso Caso de Benjamin Button, de David Fincher, convida a viajar na magia de estranha história de amor

Luiz Carlos Merten – O Estado SP

Por um breve momento, quando eles têm 43 anos cada um, as trajetórias dos personagens de Brad Pitt e Cate Blanchett se encaixam e eles se olham num espelho em O Curioso Caso de Benjamin Button. O que veem – e o espectador compartilha – é este instante em que maturidade e beleza se completam e contemplam. Mas é só isso mesmo – um instante na eternidade. No restante do tempo, ou nos 166 minutos que compõem a narrativa do novo filme de David Fincher -, Pitt e Cate vivem vidas paralelas e até inversas. Ela começa o filme como uma velha, num hospital de New Orleans sitiado pelo vento. Daqui a pouco, anunciam as autoridades, vai começar o furacão Katrina, que destruiu a cidade em 2005. Cate está morrendo, acompanhada pela filha (Julia Ormond). Enquanto esperam pelo inevitável, ela dá à filha um diário e pede que o leia em voz alta. O diário relata, na primeira pessoa, o curioso caso de Benjamin Button.

O filme que estreia amanhã teve cinco indicações para o Globo de Ouro – drama, diretor, ator, roteiro adaptado (de um conto de Scott Fitzgerald) e música. Não levou nenhuma das estatuetas da Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, mas já é – em janeiro! -, antecipadamente, um dos grandes filmes a que você poderá assistir em 2009. David Fincher já fez filmes como Alien 3, Seven – Os Sete Crimes Capitais, Clube da Luta e Zodíaco. É um autor que gosta de viajar nas mentes atormentadas e cujos filmes tratam, invariavelmente, de violência. Fincher nunca contou uma história de amor como a de Benjamin Button e Daisy, interpretados por Brad Pitt e Cate Blanchett. Ele nasce como um freak, uma monstruosidade. Um bebê velho que vai remoçando à medida que se desenrola o fio de sua vida. Idoso, Benjamin conhece esta garota, Daisy. Vivem vidas invertidas e só por um breve momento, diante daquele espelho, atingem a perfeição do seu relacionamento.

O Curioso Caso de Benjamin Button talvez seja o mais estranho filme a surgir de Hollywood em anos. É tão delicado, frágil, tão perfeito – por mais risco que essa palavra envolva, como definição – que quase não tem competidor, e certamente não o tem na própria obra de Fincher, por mais importantes (e influentes) que sejam alguns, ou vários, de seus filmes. Benjamin Button, dependendo da sensibilidade do espectador, poderá lhe produzir uma epifania. Se for ao dicionário, você verá que a palavra designa a manifestação do próprio Cristo aos gentios, na pessoa dos Reis Magos, quando chegaram para adorá-lo. Uma manifestação do divino, portanto. Metaforicamente, um êxtase que certas obras de arte logram produzir. Dizem os especialistas que Bach produzia sua música para que os homens pudessem se comunicar com Deus e Van Gogh, numa carta ao irmão Theo, diz que o objetivo final de sua pintura é levar um pouco de consolo aos homens. Pode parecer exagerado que Fincher tenha logrado algo parecido, e num filme produzido por Hollywood. Vai depender, claro, de sua abertura para o filme, ou da sua não resistência.

Seria tão mais fácil, quando se critica a dominação de Hollywood, se não existissem diretores como Fincher e Christopher Nolan. Se o cinemão, de vez em quando, não nos ofertasse filmes como Benjamin Button e Batman – O Cavaleiro das Trevas, que poderão estar entre os indicados para o Oscar, no anúncio que será feito no dia 22. O filme de Fincher perdeu, no Globo de Ouro, para Slumdog Millionaire, de Danny Boyle, que não é um diretor tão rico quanto Fincher – embora tenha seu interesse -, e o que isso significa? Que se pode esperar ainda mais de Slumdog Millionaire? Que o cinemão ainda é capaz de nos surpreender? Em face do mistério deste caso – deste filme – tão curioso, o espectador que não se satisfizer simplesmente com as interpretações, com a fotografia, com a música, aquele que realmente viajar na magia dessa história tão particular, muito provavelmente vai se perguntar, no fim, sobre o que é mesmo que David Fincher está tratando?

Benjamin Button fala de amor, de tempo e vento. Mas lá pelas tantas ocorre outra coisa curiosa, embora talvez não tanto quanto um bebê nascer velho e ir regredindo até… Até quando? Pois essa é uma das questões que podem atordoar o público. Como vai terminar essa história? O que vai ocorrer com Benjamin? Numa cena, algo vai acontecer com Daisy e aí é a narrativa que se inverte. Em seus filmes anteriores, Fincher já levou sua câmera a insólitas viagens pelo interior do corpo humano, ou da mente. Aqui, a viagem ?interna? é no próprio relato. Algo vai acontecer, mas o narrador se pergunta – se uma série de situações não tivessem se encadeado, se uma pessoa não tivesse se atrasado aqui, se outra não tivesse chamado um táxi ali e assim por diante, algo talvez não ocorresse e esse ?algo? talvez seja a essência de Benjamin. A fragilidade. Mais do que um conto sobre a diferença, é sobre a fragilidade humana, sobre a fragilidade de contar histórias.

Daqui a pouco, em uma ou duas semanas, você vai poder ver Austrália, de Baz Luhrmann, com Nicole Kidman e Hugh Jackman, e aquele é outro filme que também possui uma dimensão fantástica e no qual o ato de narrar também é decisivo. Na cultura aborígine australiana, você não pode mais dizer o nome de uma pessoa quando ela morre e todo o esforço do garoto, o narrador de Austrália, é para nomear a ?senhorita patroa?, interpretada por Nicole Kidman. Em Benjamin Button, as pessoas se nomeiam, têm nomes, mas o esforço é o mesmo, realçado agora pela inversão. Se o velho retrocede até virar um bebê, sua trajetória inversa significa que, num determinado momento, ele vai se esquecer de tudo e todos e fazer sua viagem para o ventre materno, ou para a morte, não importa. O filme existe para iluminar essa trajetória, para eternizar esse momento. Talvez, dependendo do espectador, seja tão emocionante quanto recuar, no imaginário, a um grande Ingmar Bergman do começo dos anos 70. Em Gritos e Sussurros, o grande diretor mostrou duas irmãs e uma ama que acompanham a agonia de uma terceira irmã, que está morrendo. Todo mundo sofre – a dor e a miséria humanas -, mas Bergman termina seu filme com as quatro mulheres de branco, num jardim, como se quisesse nos dizer que a vida vale a pena nem que seja por esse momento raro de harmonia. Mal comparando, é como a imagem de Benjamin e Daisy, de Brad Pitt e Cate Blanchett diante do espelho. Magnífico.

Trailer legendado

Serviço

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, EUA/2008, 159 min.) – Drama. Dir. David Fincher. 12 anos. Cotação: Ótimo

01/12/2008 - 13:22h Cinema Paradiso?

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Ancine anuncia investimento recorde de R$ 74 milhões na produção de filmes, num momento em que o principal gargalo é a exibição, com público em queda

Jotabê Medeiros – O Estado SP

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) anuncia nesta quinta-feira os primeiros editais do Fundo Setorial do Audiovisual, criado há dois anos, e que destinarão a quantia recorde de R$ 74 milhões para projetos cinematográficos em 2009. Paradoxalmente, malgrado os investimentos, o cinema nacional vive um momento de queda de público. Em julho, o último dado oficial divulgado mostrava uma participação do cinema nacional no público exibidor de cerca de 6,9% (diante de uma média, no período da retomada, entre 10% a 15%).

“É muito expressivo o investimento. Nunca houve, em nenhum governo, federal, municipal ou estadual, um montante como esse sendo investido no cinema”, disse ao Estado Manoel Rangel, presidente da Ancine, na sexta. Para se ter uma idéia, duas das maiores empresas nacionais a investirem em cinema, o BNDES e a Petrobrás, destinaram este ano para o setor, respectivamente, R$ 12 milhões e R$ 26 milhões.

Em 2007, o cinema nacional teve 10 milhões de espectadores no ano, diante de 16 milhões em 2004. Mas o presidente da Ancine rebateu a tese de que o público do cinema brasileiro enfrenta momento de queda. Disse que o market share (participação do público nacional no total da bilheteria de cinemas) subiu para 9,4% em outubro e que o monitoramento da Ancine mostra que está em crescimento e o ano deve fechar em “10%, 10,5% ou 11%”.

Rangel acredita que houve uma “repercussão excessiva de uma situação de momento, pontual”, quando o market share caiu abaixo de 7% em julho. Para ele, a recuperação tem-se mostrado bastante expressiva nas últimas semanas.

De qualquer modo, diz Rangel, o dinheiro do Fundo Setorial do Audiovisual, embora nesse primeiro ano seja destinado à produção, poderá engordar as estratégias de exibição em 2010. “Além de destinar recursos do fundo, teremos outras ações no terreno do consumo, como a proposta do Vale Cultura”, ponderou.

Segundo o dirigente, a chegada de um fundo direto de investimento não quer dizer que se vá abrir mão do mecanismo de renúncia fiscal, o motor da Lei do Audiovisual. “Nosso projeto não é substituir, é compartilhar o fundo com a renúncia fiscal.”

Os editais a serem anunciados nesta quinta-feira, os quatro primeiros, prevêem investimentos em produção para cinema; produção para TV aberta e TV por assinatura; aquisição de direitos de distribuição de obras cinematográficas brasileiras de produção independente e comercialização de longas-metragens para salas de cinema.

O Fundo Setorial do Audiovisual destina recursos para estímulo à atividade audiovisual. Foi criado em 2006 (lei 11.437) e regulamentado no ano passado, e sua verba provém da taxação da indústria cinematográfica (a taxa Codecine), da atividade econômica do setor e do Fundo de Fiscalizações das Telecomunicações (Fistel).

Segundo Manoel Rangel, o Fundo Setorial do Audiovisual já arrecadou R$ 90 milhões, cuja proveniência principal é, principalmente, da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Brasileira) – os impostos que os distribuidores e exibidores pagam. No ano que vem, a maior parte dos recursos virá do Fundo das Telecomunicações.

Após a euforia da retomada, o cinema brasileiro vive uma fase de diversificação. Segundo dados do site Filme B, que compila estatísticas do cinema no País, está havendo um aumento expressivo de co-produções internacionais (eram em média cinco parcerias por ano em 2003, e o número saltou para 32 parcerias em 2008). O Brasil tem acordos com 8 países.

O resultado tem sido bom para a imagem do cinema nacional no exterior. Quatro co-produções foram selecionadas em importantes festivais de cinema do mundo: Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, e Linha de Passe, de Walter Salles, disputaram a Palma de Ouro em Cannes; e Birdwatchers, de Marco Bechis, e Plastic City, de Yu Lik Wai (apesar dos diretores estrangeiros, foram rodados no Brasil), concorreram em Veneza.

21/07/2008 - 22:02h Edward Weston

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Nudes – Foto de Edward Weston

Edward Weston was born in 1886 in Highland Park, Illinois. When he was sixteen years old his father gave him a Kodak Bulls-Eye #2 camera and he began to photograph at his aunt’s farm and in Chicago parks. In 1903 Weston first had his photographs exhibited at the Chicago Art Institute. Soon after the San Francisco earthquake and fire on April 19, 1906, Weston came to California to work as a surveyor for San Pedro, Los Angeles and Salt Lake Railroad. For a short while Weston returned to Chicago and attended the Illinois College of Photography, but came back to California to live in 1908 where he became a founding member of the Camera Pictorialists of Los Angeles. He married Flora Chandler in 1909 and they soon gave birth to two sons: Edward Chandler Weston, in 1910 and Theodore Brett Weston in 1911. Weston had his own portrait studio in Tropico, California and also began to have articles published in magazines such as American Photography, Photo Era and Photo-Miniature where his article entitled “Weston’s Methods” on unconventional portraiture appeared in September, 1917. Weston’s third son, Laurence Neil Weston, was born in 1916 and his fourth, Cole Weston, in 1919. Soon after Weston met Tina Modotti which marked the starting point of their long relationship, photographic collaborations in Mexico and later much publicized love affair. Modotti’s husband, a political radical in Mexico, died in 1922. That same year Weston traveled to Ohio to visit his sister and there took photographs of the Armco Steel Plant. From Ohio he went to New York and met Alfred Stieglitz, Paul Strand, Charles Sheeler and Georgia O’Keefe. At this time Weston renounced Pictorialism and began a period of transition, self-analysis and self-discipline while making voyages to Mexico, often with Modotti and one of his sons. Some of the photographs that he and Modotti made in Mexico were published in Anita Brenner’s book Idols Behind Altars. Weston began photographing shells, vegetables and nudes in 1927. Weston kept very detailed journals or “Day Books” of his daily activities, thoughts, ideas and conversations. His first publication of these writings “From My Day Book” appeared in 1928 – others were published after his death. Two years later he had his first New York exhibit at Alma Reed’s Delphic Studios Gallery and later exhibited at Harvard Society of Contemporary Arts with Walker Evans, Eugene Atget, Sheeler, Stieglitz, Modotti and others. Weston was a Charter member of the “Group f/64″ that was started in 1932 and included Ansel Adams, Imogen Cunningham, Consuelo Kanaga and others. They chose this optical term because they habitually set their lenses to that aperture to secure maximum image sharpness of both foreground and distance. Weston went even further toward photographic purity in 1934 when he resolved to make only unretouched portraits. Even though several large exhibitions followed, he was still of modest means and in 1935 initiated the “Edward Weston Print of the Month Club” offering photographs at $10 each. In 1937 he was the first photographer to be awarded a Guggenheim fellowship taking his assistant Charis Wilson along on his travels whom he married the next year. In 1940 the book California and the West was published with text by Charis and photographs by Edward. The same year he participated in the U.S. Camera Yosemite Photographic Forum with Ansel Adams and Dorthea Lange. In 1941 he was commissioned by Limited Editions Club to illustrate a new edition of Walt Whitman’s Leaves of Grass. Weston started experiencing symptoms of Parkinson’s disease in 1946 and in 1948 made his last photographs at Point Lobos. In 1952 his Fiftieth Anniversary Portfolio was published with his images printed by Brett. In 1955 Weston selected several of what he called “Project Prints” and began having Brett, Cole and Dody Warren print them under his supervision. Lou Stoumen released his film The Naked Eye in 1956 of which he used several of Weston’s print as well as footage of Weston himself. Edward Weston died at home on January 1, 1958.

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Frida Kahlo por Edward Weston

Edward Weston (Highland Park, Illinois, 24 de março de 1886Widcat Hill, 1 de janeiro de 1958) foi um dos fotógrafos estadunidenses mais importantes do século XX.

Aos 16 anos ganhou sua primeira máquina fotográfica e fez suas primeiras fotos, demonstrando um grande talento em sua infante prática no campo da fotografia artística. Com 20 anos já havia publicado seus trabalhos.

Em 1922, Weston fotografou seu filho Neil nu. Apesar de não ser exatamente um trabalho do estúdio, a imagem foi aceita como uma clássica escultura em fotografia.

Viajou ao México em 1923, acompanhado de sua companheira Tina Modotti, quando esta ficou viúva, e de um dos seus quatro filhos, Chandler, e lá permaneceram por três anos. Com a ajuda de Modotti, realizou um trabalho fotográfico de mais de 200 obras para o livro Ídolos por trás dos altares, de Anita Brenner.

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Retrato de Tina Modotti, por Edward Weston (1923).

Em 1926 voltou para a Califórnia. Esse período de 1296 a 1930 significou para Weston um dos mais significantes de sua carreira, realizando seus trabalhos mais representativos.

Visitou o Deserto de Mojave em 1928, onde se deparou pela primeira vez com a paisagem. O deserto o impressionou, e como resultado, abriu portas para novos caminhos criativos.

A partir de 1929, iniciou sua célebre série de arte abstrata. Realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque no ano de 1930. Dois anos depois, publicou seu primeiro livros de fotografias, The Art of Edward Weston (A arte de Edward Weston).

Em 1935 se estabeleceu em Santa Mônica, onde encontrou lugares de grande inspiração, como nas dunas da Baía de Oceano. Nos últimos anos de sua vida, sua obra se fez mais sutil e diversa, porém, sem a força dos trabalhos anteriores. Em 1946 se divorciou de sua segunda esposa, Charis, e lhe apareceram os primeiros sintomas da síndrome de Parkinson.

Em 1947 teve seu primeiro contato com a fotografia em cores, mas não sem certas reticências. (wikipedia)

O fotógrafo Edward Weston (1886-1958) é considerado um pioneiro e um dos representantes mais sólidos da “fotografia direta” americana. Gostava de fazer experiências, de procurar motivos abstratos, angulos de observação e condições de iluminação. Fotografou fragmentos de rostos e nus e começou a usar técnicas de foco variável. Para Weston, as coisas do dia-a-dia transformavam-se em esculturas orgânicas, cujas formas eram ao mesmo tempo expressão e justificativa da vida que abrigavam, uma qualidade quase tátil.(Blog Um postal para um amigo).

13/07/2008 - 11:23h Pesquisa revela imagem que os eleitores têm de candidatos

Datafolha

Clique na imagem para ampliar e ler

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Folha de São Paulo 

03/06/2008 - 15:45h Mônica é nomeada embaixadora do turismo no Brasil

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da Folha Online

Mônica, a mais famosa personagem de Mauricio de Sousa, será nomeada embaixadora do turismo. O título será entregue hoje pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, que deve deixar o cargo amanhã (4) para disputar a Prefeitura de São Paulo.

monica_gibi.jpgPersonagem Mônica será nomeada embaixadora do turismo brasileiro

A cerimônia acontece às 16h em Brasília. A imagem de Mônica será usada para divulgar os destinos brasileiros no país e no exterior. Cebolinha, Cascão e Magali também participarão das campanhas do governo.

Um dos programas que devem utilizar a turma dos gibis é o Viaja Mais Jovem, que incentiva os estudantes a conhecerem melhor a região em que vivem.

Mônica é também embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) no Brasil.

A personagem já tem 45 anos de existência, mas na ficção é apenas uma menina de quase sete anos.

A iniciativa de recorrer a personagens infantis não é inédita. No mês passado, Hello Kitty foi nomeada embaixadora do turismo do Japão.

Saída

Marta deve disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PT. A assessoria do ministério não confirma a saída, pois a ministra ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já praticamente definiu os substitutos de Marta. A petista deve ser substituída por seu secretário-executivo na pasta, Luiz Eduardo Barretto.

28/05/2008 - 16:53h Observando a mídia

A notícia instantânea, que desmancha sem bater

Carlos Brickmann, para o Observatório da Imprensa

Circo da Notícia – Coluna de 27 de maio

http://www.bobnews.com.br/images/10a83e14a51d7cebb9f723a317178578.jpgjornais2.jpg

No último dia 20, uma falsa notícia, divulgada por um importante canal de TV, mostrou como anda a imprensa no país: ninguém checou nada e todo mundo pôs no ar. A emissora de TV responsável pela barriga teve a cara-dura de afirmar que, enquanto divulgava as imagens de um incêndio, que teria sido causado pelo choque de um avião de passageiros com um prédio, ia checando a notícia.

Em resumo: divulgar antes, checar depois. E as concorrentes agiram ainda pior: copiaram primeiro, e algumas nem se deram ao trabalho de checar. Foram responsáveis não apenas pelos momentos de terror vividos pela família e pelos amigos dos passageiros daquela companhia, mas também por prejuízos reais à imagem da empresa aérea cujo nome foi citado. E foram responsáveis por atrasos e contratempos sem fim, já que a área mencionada como palco do choque do avião com o prédio é uma das mais movimentadas de São Paulo.

De onde surgiu a história? Ninguém sabe. O que ocorreu de fato foi um incêndio numa loja de móveis e colchões, com muita fumaça preta, muito susto e nenhuma vítima. Quem inventou que havia ali um avião de passageiros? Ninguém sabe, e a emissora que criou a barriga nada informou.

A fonte, cadê a fonte?

O fato é que a Internet, que pôs a informação ao alcance de muito mais gente em muito menos tempo, tem desprezado a boa apuração, em troca da velocidade. E, já que não é mesmo para apurar, por que gastar em bons jornalistas, em editores, em equipes de tamanho suficiente, em qualidade? Este colunista conhece alguns online operados exclusivamente por estagiários, sem ninguém que os treine, que os ensine, que se responsabilize por eles. Outros online, ligados a empresas que levaram anos construindo uma boa reputação, publicam qualquer coisa, e quando a informação é contestada dão uma resposta-padrão: “Nós recebemos da Agência X”. E daí? Se a Agência X informasse que os Estados Unidos, invadidos por tropas bolivarianas do presidente Hugo Chávez, com apoio logístico da Marinha de Guerra de Evo Morales, tinham concordado em se transformar em província boliviana, o jornalista divulgaria?

Há alguns anos, quando este colunista começou a trabalhar, notícia era mercadoria rara e cara. Hoje é abundante e barata. Mas é preciso evitar que, em nome da velocidade na transmissão de informações, a notícia perca sua principal característica: a semelhança com os fatos que pretende descrever.

A manipulação da notícia

A defesa de um policial acusado de corrupção, em Mogi das Cruzes, abre definitivamente a caixa-preta do relacionamento entre alguns jornalistas e alguns promotores: em troca de notícias exclusivas, jornalistas aceitam ser instrumentalizados pelos acusadores e publicam a informação como lhes é exigido.

O caso que explodiu agora é o de um e-mail enviado por um promotor a uma jornalista, denunciando a corrupção de 13 policiais. No e-mail, além da notícia, o promotor instrui a jornalista sobre como divulgar a denúncia (não deveria, por exemplo, abrir a denúncia completa, nem usar transcrições literais da acusação, para não colocar em risco a legitimidade da Promotoria diante do Poder Judiciário). Uma frase textual: “Queremos evitar que se diga que os promotores estão querendo aparecer”.

Como não havia segredo de Justiça nem o promotor lhe pedira sigilo, a jornalista passou cópia do e-mail a alguns dos policiais acusados, para que dessem sua versão dos fatos. O advogado de um policial juntou o e-mail ao processo e acusou o promotor de tentar dirigir o trabalho da imprensa. E o promotor passou a recusar-se a atender à jornalista que não o obedeceu, acusando-a de estar do lado da defesa – como se isso fosse crime.

Parece que o promotor ficou bravo ao descobrir que a jornalista estava ao lado do consumidor de informações, que merece receber a versão de todos os envolvidos. Talvez tenha razão para se irritar: nos últimos tempos, a imprensa, que nos tempos da ditadura se manteve sempre no apoio à defesa, mudou de posição e passou a aceitar, quase incondicionalmente, os argumentos da acusação.

Nunca se deve esquecer o promotor Luís Francisco, aquele de Brasília, que por sinal anda sumido: é preciso usar a imprensa para que os juízes não possam negar as prisões pedidas pelo promotor. O que cabe à imprensa é não se deixar usar nem pela defesa, nem pela acusação – e manter-se crítica até com os juízes.
(…)

carlos@brickmann.com.br

10/05/2008 - 18:46h O detetive da imagem e as fraudes visuais

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FUEGO FALSO. El milagro de la ‘Ignición fatua’, de la serie Milagros & CO. (2002)

Fotografía | Joan Fontcuberta

De paso por Buenos Aires, el fotógrafo catalán expone en esta entrevista su idea de la fotografía como “media verdad”, una herramienta tramposa pero necesaria para acceder a una realidad solo cognoscible por la mediación. Una mirada imprescindible en una época en la que hasta las guerras se justifican por “fraudes visuales”

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IMAGEN MANIPULADA. BASADA EN UNA FOTOGRAFÍA TOMADA POR UN CORRESPONSAL EN IRAK, FONTCUBERTA MANIPULA LA IMAGEN Y SE CONVIERTE EN EL TERRORISTA QUE DIRIGE UNA ACCIÓN INSURGENTE. DE LA SERIE DECONSTRUYE

Sábado 10 de mayo de 2008 | Publicado en la Edición impresa

Por Leonardo tarifeño

De la Redacción de LA NACION

El fotógrafo catalán Joan Fontcuberta dice que aprendió a desconfiar de las imágenes gracias a la dictadura de Franco, donde “la manipulación y la censura obligaban a leer entrelíneas. En esas circunstancias, se crece con el síndrome de la sospecha, y llega el momento en el que la duda se convierte en estilo de vida”. Eso, de niño. Ya de grande, lo que terminó de formar su conciencia de lo ilusorio y el simulacro (por no decir la mentira) fue trabajar en periodismo y publicidad. “Siempre digo que allí me entrenaron en la media verdad, una técnica de persuasión mucho más peligrosa que la mentira”, cuenta ahora, en Buenos Aires, invitado por el Cceba para un diálogo con Marcelo Brodsky. “¿Cómo me explico? A ver, hay una frase de Oliver North, el principal implicado en el escándalo Irangate , que puede servir. Para defenderse, durante el juicio en su contra, él dijo: ´yo no miento, simplemente economizo la verdad . Esa idea de economizar la verdad sin mentir es maquiavélica. La mentira es detectable, en cambio la ´economía de la verdad es un recurso casi florentino del que la política contemporánea da grandes muestras. Y hay que saber cómo reaccionar frente a esta situación actual. En ese sentido, sin ninguna pretensión ni paternalismos, yo esperaría que mi trabajo fuera pedagógico y hasta profiláctico.”

Fontcuberta es fotógrafo y, en particular, cazador iconográfico, un detective artístico empeñado en mostrar los riesgos de la credulidad en un mundo edificado por toda clase de imágenes. Premio Nacional de Fotografía en 1988 y ordenado Caballero de las Artes y las Letras por el Ministerio de Cultura de Francia en 1994, este militante de la sospecha visual trabaja con herramientas informáticas para poner en evidencia la poca verdad de la verdad fotográfica, a la que califica de “imagen-trampa”. Pero, además de su extensa obra, también expone su mirada en lúcidos ensayos ( El beso de Judas. Fotografía y verdad , o Ciencia y Fricción. Fotografía, naturaleza y artificio ) dirigidos a poner al descubierto la trampa que él advierte en la imagen. “La dimensión política del documento fotográfico, la problemática de la representación y el cuestionamiento de la veracidad de la imagen son mis temas recurrentes”, explica “porque la fotografía siempre se ha jugado a partir de un efecto de convicción, una idea de prueba de evidencia en la que basa su potencial político. Y lo que yo intento es desmantelar esa creencia y mostrar cómo la fotografía, a la manera de cualquier otro producto humano, es una construcción intelectual, cultural e ideológica”.

-¿La revolución tecnológica en el campo de la imagen no ha vuelto caduco el discurso de sospecha ante la fotografía? Hoy en día, cualquier chico sabe que las fotografías se manipulan.

-Efectivamente, el conocimiento y la conciencia crítica del espectador se han refinado, pero también se han refinado, en la misma proporción, las posibilidades sibilinas de la manipulación. La tergiversación propagandística de la imagen se ha sofisticado, y entonces las herramientas críticas tienen que sofisticarse en la misma dirección. Recientemente hemos tenido grandes ejemplos de fraude visual. El más relevante: se nos ha vendido una guerra internacionalizada con el pretexto de la supuesta presencia de armas de destrucción masiva, justificada por el testimonio de un documento fotográfico. ¿Hasta qué punto esa idea ha sido vehiculizada y fortalecida por la confianza que nos merecen los supuestos documentos fotográficos? La guerra en Irak demuestra que no podemos pensar en un espectador consciente ante el engaño que se vive en la iconosfera, solo porque hoy cualquier niño juega con Photoshop.

-¿El desarrollo tecnológico impulsa la fotografía hacia la mentira y la manipulación?

-La fotografía y la imagen siempre han estado involucradas en el discurso del poder y los tratamientos propagandísticos, eso no es un producto de las recientes innovaciones tecnológicas. Porque, no nos engañemos: la verdad no existe, no es más que un punto de vista, una versión interpretativa de los acontecimientos sustentada por una posición de autoridad. La verdad es una abstracción que representa más un objetivo que una cualidad definible. Cualquier fotógrafo de prensa sabe perfectamente que, delante de un mismo hecho, diez fotógrafos que trabajan para diez medios diferentes ven diez situaciones distintas. Las imágenes no coinciden, pero todos han tenido la misma verdad delante. Los fotógrafos han sido afectados por sensibilidades, intereses, ideologías y puntos de vista, y eso influye en su manera de moldear esa realidad. Y luego, esa información la toman los medios y los intereses a los que sirven, el marketing en el que se insertan y toda una serie de problemáticas y factores someten el significado de una imagen a factores ajenos al fotógrafo mismo. Está claro que la fotografía se ha vendido como una máscara de verdad, pero no ha sido más que un intento de reconstruir una cierta realidad.

-Dice que una fotografía es una construcción cultural, ¿cuáles son los presupuestos filosóficos de esa idea?

-Yo parto de un planteamiento filosófico para el cual la realidad no preexiste nuestra experiencia, sino que es un efecto de construcción intelectual e ideológica. El fotógrafo, al hacer una imagen, contribuye a esa noción de lo real que tenemos. La idea de “documento” se basa en unas presunciones culturales e históricas controvertibles, nada objetivas, que obedecen a la voluntad de influir en los procesos de comunicación.

-¿La realidad se construye?

-Efectivamente, la realidad, o al menos la experiencia que tenemos de la realidad, es un efecto de construcción. No se trata de debatir si la realidad existe o no, como lo hicieron las corrientes filosóficas clásicas, sino de darnos cuenta de que, exista o no, no podemos ver la realidad directamente, sino a través de unas mediaciones como, por ejemplo, la de los medios de comunicación. La cultura de masas y las imágenes que los medios nos transmiten son nuestra fuente de conocimiento, más que la experiencia directa. Nuestra idea de realidad viene condicionada por ese cúmulo iconográfico generado por los medios.

-¿La revolución iconográfica exige una nueva ética?

-En el caso del arte contemporáneo, siento que vale la pena generar una dinámica de reacción y resistencia, un compromiso importante aunque muchas veces sus efectos sean testimoniales. No se puede competir con el establishment mediático y político, pero con trabajos críticos se consigue mostrar que otro discurso visual es posible. Un discurso que active y movilice una capacidad de reacción crítica contra ese discurso dominante.

-¿Cómo sería ese discurso?

-Hay muchas posibilidades. Están quienes han renunciado a hacer fotografías y solo reciclan las que ya existen, para mostrar que esas fotos no son imágenes, sino realidades, objetos. Otra es mostrar que las imágenes en apariencia neutrales esconden significados ocultos y tienen agendas concretas para incidir en la opinión pública. Y también están los que buscan erosionar la credibilidad del documento fotográfico, que sería la estrategia en la que yo me inserto. Para mí, el arte comprometido contemporáneo, aquel que debe interesarnos y que dejará una huella en nuestro tiempo, es hoy el que busca formas de oponerse a la situación hegemónica de la avalancha de imágenes seductoras que componen la iconosfera en la que vivimos.

adnFONTCUBERTA

Artista y crítico

Es uno de los principales referentes en la crítica de la imagen contemporánea. Premio Nacional de Fotografía en su país, sus proyectos buscan desarticular la fuerza del documento fotográfico como testimonio de una verdad incuestionable

09/05/2008 - 09:34h A foto proibida

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Nenhum jornal publicou a foto do ex-governador Quercia com o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab. Os três juntos participaram do que pode se denominar comício eleitoral em inauguração de obra pública. O comício teve distribuição de camisetas e discursos eleitorais. Trata-se de ato moral e legalmente repreensível usar inauguração de obra pública para promoção eleitoral. A melhor prova sobre o exclusivo senso eleitoral da participação no ato do ex-governador Quercia é a ausência de convite as outras autoridades que tiveram alguma participação na realização da obra inaugurada, limitando o convite aos participantes da aliança eleitoral de Kassab-Serra.

Só por isso já justificaria a mídia publicar a dita foto. Isso também explica, em parte, porque a foto foi sonegada ao leitor. Pior ainda, os mesmos veículos de comunicação e seus articulistas não cansaram de questionar a presença do presidente Lula em atos públicos ou inaugurações de obras do PAC, sendo que Lula não é candidato a nada, fora concluir com êxito seu segundo mandato. Sendo que o DEM, partido do candidato e atual prefeito, Gilberto Kassab, entrou com representação judicial questionando o direito do presidente a participar destes atos.

Mas tem um outro motivo que explica o veto imposto pelos jornais a foto dos três políticos no palanque do comício: ela permitiria ao leitor de eliminar qualquer dúvida, graças a força da imagem, sobre a participação do governador Serra no acordo que selou o apoio de Quercia a Kassab e ilustraría a “reabilitação” nas fileiras demo-tucanas da imagem do ex-governador Quercia, apresentado nessas mesmas fileiras, até pouco tempo atrás, como a personificação do “mal”.

Eu não vejo mal nenhum na participação do ex-governador Quercia e o PMDB na ação político – partidária – eleitoral. Lamento que não fechasse com o PT uma aliança em sintonia com a participação do PMDB na base de apoio do governo Lula e tenha preferido um pacto de apoio a candidatura de José Serra a presidente em 2010, que passa pelo apoio ao candidato de Serra a prefeitura de São Paulo em 2008 e a participação do PMDB no governo estadual e promessas na prefeitura. Como lamentei em 2004 que, pelos mesmos motivos invocados hoje, o ex-governador Quercia tenha rompido o acordo eleitoral selado entre o PMDB e o PT na cidade de São Paulo.

Já José Serra procura escapar da responsabilidade de ter realizado este acordo nas costas do PSDB e suas instâncias, procurando evitar que sua imagem seja associada a Quercia, incarnação do “mal” para alguns tucanos e setores da mídia (os mesmos que hoje sonegam a foto e esta associação).

O candidato do “bem” prefere a foto com o padre Marcelo, com maior apelo eleitoral, a posar de “padrinho” do casamento político de Quercia com Kassab.

Justamente os jornais que publicaram fotos escolheram a que o representante do “bem” prefere. Os jornais gostam do “bem”.

Os leitores deveriam exigir o bem da transparência e a ética jornalística. Faria um grande bem ao Brasil. LF

08/05/2008 - 18:39h Folha online: De rabo preso, adivinhem com quem?

A Folha Online traz na manchete:

Serra e Kassab inauguram juntos obra
em SP com show do padre Marcelo Rossi

Inauguração do complexo viário Jurubatuba, na zona sul de São Paulo, nesta quinta, teve tom de campanha eleitoral.

A foto e a legenda que ilustra a chamada e o artigo comporta Kassab, Serra e o Padre Marcelo. Confira:

Robson Ventura/Folha Imagem
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Em clima de campanha, Kassab inaugura ponte ao lado de Serra e padre Marcelo

 

Mas a notícia é outra.

Em campanha eleitoral Quercia, junto a José Serra e Kassab participaram de inauguração.

No artigo a presença de Quercia é indicada, o jornalista fez seu trabalho, mas evitando a foto e o nome de Quercia na manchete a Folha faz o serviço que Serra espera dela.

Manipulação?

Onde fica o rabo da folha?

Amanhã o jornal publicará a foto de Quercia, Kassab e Serra? Ou como fazia Stalin, o ex-governador Orestes Quercia será “apagado” da foto?

30/04/2008 - 23:22h Um marco legal para a mídia

O advogado Pedro Serrano defende regras para evitar abusos de poder da grande mídia.

Verônica Couto – Revista ARede

L'image “http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9722-b.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.A Lei de Imprensa ficou caduca, e 22 de seus artigos foram suspensos, em fevereiro, por liminar do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF). A remoção do “entulho autoritário” foi comemorada por jornalistas e ativistas dos direitos humanos. Mas há quem pergunte se é bom para a sociedade viver sem uma lei que regule a atividade da imprensa, ou da mídia, em geral. Para o advogado constitucionalista Pedro Serrano, o vácuo regulatório é ruim para o cidadão. Deve-se aproveitar o momento, diz ele, para debater um novo marco legal, que aumente a responsabilidade social da mídia. Em vez de uma Lei de Imprensa, o advogado propõe uma Lei de Garantia de Direito da Informação. De um lado, impedindo a censura prévia, por quaisquer meios; de outro, protegendo o cidadão de abusos praticados em quaisquer veículos — jornal, rádio, TV, internet.

Sem isso, destaca Pedro Serrano, não há, por exemplo, garantia de direito de resposta; e as indenizações por crimes de calúnia e difamação, em ações baseadas apenas nos Códigos Civil ou Penal, têm valores ínfimos, em comparação ao porte das empresas. Ele é a favor de multas pesadas, sem limites prévios, e de um papel de regulador ético da atividade para o Judiciário. E, de modo a assegurar um espírito realmente republicano à comunicação no Brasil, defende o fim da renovação automática das concessões de radiodifusão, prevista no próprio texto constitucional. “É mecanismo imperial e absurdo”, diz.

A decisão de Ayres Britto vale até o julgamento, pelo STF, do mérito da ação impetrada pelo PDT, que acusa a Lei de Imprensa de inconstitucionalidade — uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental. E há, também, na Câmara dos Deputados, desde 1992, um projeto de substitutivo da Lei de Imprensa (PL 3.232). Entre outras coisas, prevê multa indenizatória com base em critérios como tiragem, mas sem definição de teto.

(mais…)

07/04/2008 - 15:39h Neles!

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O objetivo da Ministra Dilma Roussef não é o que a imagem mostra.
Mas eu adorei.
É isso mesmo!
Para os que montam dossiê, o vazam e depois posam de virgens escandalizadas.

07/04/2008 - 02:35h Imagem

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EM MARCHA. CRISTINA KIRCHNER, ONTEM, EM PARIS, ARVORANDO UM CARTAZ POR INGRID BETANCOURT, NA MOBILIZAÇÃO QUE FOI DA ASSEMBLÉIA NACIONAL ATE OPERA.

16/03/2008 - 15:35h A venda

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Diane Arbus, Girl in a watch cap
(Nova Iorque, 1965)

A leiloeira Christie`s preparou cinco grandes vendas de fotografia para o mês de Abril. Vão estar representados muitos dos grandes nomes da imagem fotográfica do século XX e há uma cereja em cima do bolo: um leilão dedicado apenas a livros de fotografia.

Robert Frank, The Americans, Nova Iorque, 1959

#Livros de Fotografia (10 de Abril) A Christie`s diz que é “provavelmente a melhor” colecção de livros de fotografia alguma vez colocada em leilão. Todas as obras vieram de uma colecção privada e estão em excelente estado de conservação. Para além disso, acrescenta a leiloeira, muitos deles estão autografados ou anotados pelos autores. Entre as obras mais relevantes há, por exemplo, The Decisive Moment, (Henri Cartier-Bresson, Nova Iorque, 1952, entre 20 e 30 mil dólares), uma primeira edição de Paris de nuit (Brassai, 1933, com dedicatória para Andre Kertesz, entre 30 e 50 mil) ou uma primeira edição de The Americans (Robert Frank, Nova Iorque, 1959, entre 10 e 15 mil).

Diane Arbus, Boy with a straw hat waiting to march in pro-war parade
(Nova Iorque, 1967)

#Fotografias da colecção de Bruce e Nancy Berman (10 de Abril)
Este leilão foi dividido em três sessões. A primeira terá apenas fotografias de Diane Arbus (51 lotes), onde estão incluídas, por exemplo, Boy with a straw hat waiting to march in pro-war parade (Nova Iorque, 1967, entre 25 e 35 mil) e Girl in a watch cap (Nova Iorque, 1965, entre 20 e 30 mil).

Helmut Newton
(Central Park West, Nova Iorque, 1976)

#Fotografias da colecção de Gert Elfering (10 de Abril)
É uma colecção que mostra um “olho único” e uma grande “sensibilidade”, garante a Christie`s que chama também a atenção para a qualidade do catálogo que foi preparado para esta venda. Ao todo haverá 140 lotes à disposição dos compradores num venda que deverá render entre 2 e 3 milhões de dólares.

Ansel Adams
(Aspens, Novo México, 1958)

#Fotografias de Ansel Adams (11 de Abril)
Leilão integralmente dedicado a uma colecção de fotografias de Ansel Adams proveniente da Califórnia. Algumas impressões estão classificadas como “mural-size”, como Clearing Winter Storm (Yosemite, 1944, entre 250 e 350 mil dólares). A leiloeira espera que os 122 lotes possam render entre 3 e 5 milhões de dólares.

Lisette Model, Woman with veil
(São Francisco, 1949)

#Fotografias de vários autores (11 de Abril)
Conjunto de fotografias desde o início do século XX até ao presente. Entre os autores representados destaque para Edward Weston, Irving Penn, Diane Arbus, Dorothea Lange, Robert Mapplethorpe, Henri Cartier-Bresson e Brassai. A Christie`s chama a atenção para duas obras-primas de Irving Penn que “mostram duas facetas distintas do seu trabalho”: uma fotografia que foi capa da Vogue em 1950 e o trabalho Cuzco Children, 1948.

06/03/2008 - 19:41h Ossos flexíveis

Imagens – Björn Johansson

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Eu que pensava que fontes osteológicas existiam apenas nos museus ou nas minhas costas doloridas.
Afinal também existem outras fontes osteológicas…

01/10/2007 - 15:51h Festival européen TEMPS D’IMAGES | 2007

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Festival européen TEMPS D’IMAGES | 2007
Initié par / created by ARTE et La Ferme du Buisson En Europe, du 7 septembre au 14 décembre 2007
A Montréal, du 19 février 2007 au 1er mars 2008.
In Europe, 7 september to 14 December 2007
Montréal, 19 February 2007 to 1 March 2008

Éditions précédentes / Files

la Ferme du buisson, Arte
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RomaEuropa Festival : ROME, ITALIE / ROME, ITALY

La Ferme du Buisson, Scène nationale de Marne-la-Vallée : NOISIEL, FRANCE / NOISIEL, FRANCE

tanzhaus nrw : DÜSSELDOR, ALLEMAGNE / DÜSSELDORF, GERMANY

Usine C : MONTRÉAL, CANADA / MONTRÉAL, CANADA

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