30/05/2008 - 15:49h O fotógrafo Marcio Scavone faz livro e exposição sobre o bairro da Liberdade

© Foto de Marcio Scavone.


O Museu da Casa Brasileira em São Paulo, abriu a exposição “Viagem à Liberdade: em busca da alma japonesa de um bairro” e lança o livro homônimo com imagens do cotidiano do bairro paulistano em ensaio fotográfico de Marcio Scavone. Com a mostra, o MCB se integra às comemorações oficiais do Centenário da Imigração Japonesa. Com curadoria de Roseli Nakagawa, a exposição nos remete a uma antropologia urbana pelo olhar poético e delicado sobre os espaços tradicionais do bairro da Liberdade, através da presença marcante de seus habitantes. Uma mirada imaterial em busca do espírito japonês, encontrado no já “envelhecido” bairro, revelando memórias, afetos e lembranças de um passado substituído pelo novo território, o da própria Liberdade. O ensaio de Marcio Scavone assinala a passagem do tempo em quarteirões, vielas, corredores, galerias, balcões de bar cheirando saquê e cerveja, templos silenciosos, e lojinhas de estranhos objetos eletrônicos. As fotografias presentes na exposição e no livro trazem o passado e o presente de um bairro significativo na construção da identidade paulistana.

Fonte Images&Visions 

05/05/2008 - 20:07h Ministério do Turismo investirá R$ 3,5 milhões no Museu Manabu Mabe

Marta Suplicy anunciou hoje em São Paulo, junto com o deputado federal Walter Ioshi (DEM),  contribuição do Ministério de Turismo para criar o Museu da Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe. 

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São Paulo (05/05) - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou hoje (5), durante visita ao prédio do antigo Colégio Campos Salles, no bairro da Liberdade, em São Paulo, que o Ministério vai destinar R$ 3,5 milhões para as obras de reconversão do espaço em museu. Lá, será instalado o Museu da Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe. O projeto está orçado, no total, em R$ 10 milhões e já conta com o patrocínio da Nossa Caixa, Standard Bank, Companhia Energética de São Paulo (CESP) e ABC Brasil (Arab Banking Corporation), por meio da lei Rouanet, de incentivo à cultura. O deputado federal Walter Ioshi assumiu o compromisso de complementar os recursos necessários ao projeto, apresentando emenda parlamentar para o exercício de 2009.

O projeto para criação do Museu congrega as culturas brasileira e japonesa, durante o ano de comemoração do Centenário do Intercâmbio Japão-Brasil. A restauração do Colégio Campos Salles teve início em 2006. A obra tem por objetivo devolver ao prédio as características do estilo eclético Liberty, que tinha quando foi construído, em 1911, pelo arquiteto italiano Giovanni Batista Bianchi.

A ministra assinalou a importância de investir em um projeto que fica para as demais gerações e destacou: “Manabu Mabe, se me permitem dizer, é um dos maiores pintores brasileiros”. Marta Suplicy explicou que o Ministério do Turismo, ao colaborar com a criação do museu que leva o nome do gênio nascido no Japão, soma mais uma ação do MTur ao leque de investimentos feitos por ocasião do Centenário do Intercâmbio Japão-Brasil e ainda ao trabalho para atrair mais turistas japoneses ao país. Ela acrescentou que vê no projeto do museu algo muito positivo e interessante ao agregar o conceito de “interatividade”. “É algo que nossa juventude conhece bem: interatividade”.

O fluxo de turistas japoneses ao Brasil aumentou 74% (entre 2000 e 2006). No ano passado, foram 74.638 visitantes. Já morando no país, há cerca de 1,5 milhão. Trata-se da maior colônia no mundo. Para estreitar ainda mais os laços de amizade e proximidade, o Ministério do Turismo tem feito, por exemplo, investimentos em infra-estrutura turística, como na construção do Parque Yumê, em Rolândia, Paraná, para onde estão destinados R$ 9,5 milhões.
O Ministério do Turismo tem atuado, também, em ações de promoção do Brasil no Japão por meio de um escritório em parceria com os países do Mercosul. “E ainda há iniciativas como a instituição da medalha do Mérito do Turismo do Centenário da Imigração Japonesa do Brasil a japoneses e descendentes”, recordou a ministra. Esta última é mais uma ação de parceria entre o Ministério do Turismo com a comunidade japonesa, dessa vez por meio do Instituto Rosa Okubo. A instituição da medalha foi firmada semana passada. Será concedida aos que se inscreverem por meio de monografia contando ações de pessoas que trabalharam e valorizaram a integração entre os dois países. Os trabalhos serão avaliados por historiadores e julgados por personalidades de notório saber.

Museu - Yugo Mabe, presidente do Instituto Manabu Mabe, e filho mais velho do artista plástico, disse que o museu consolida o sonha de seu pai: “Ele queria retribuir, de alguma maneira, ao governo e ao povo tudo que recebeu ao vir para o Brasil”. Yugo explicou que o pai, autodidata, teve oportunidade, por meio das artes plásticas, de conhecer personalidades públicas e ver seu trabalho reconhecido. Ao mesmo tempo, pôde colaborar para a projeção de artistas japoneses e descendentes. “Queremos neste espaço, que vai abrigar salas de exposições temporárias, pinturas, esculturas e mangás, apresentar ao público algo que não seja visto como um espaço de elite, mas, sim, aberto para que todos se sintam bem e que sirva para integrar as nossas culturas, que seja um roteiro turístico”, disse Yugo.

O deputado Walter Ioshi disse que era importante a presença da ministra no ex-Colégio Campos Salles - onde estudou -, e destacou o trabalho do Ministério do Turismo nas comemorações do Ano do Intercâmbio Japão-Brasil. “Este é um sonho iniciado por Manabu Mabe e um inestimável presente aos apreciadores da Arte Moderna”, disse referindo-se ao futuro museu.

Durante a visita da ministra ao ex-Colégio Campos Salles, em que estiveram presentes a família do artista Manabu Mabe – a mulher Yoshino e mais dois filhos além de Yugo, Joh e Ken –, os vereadores Jooji Hato, Ushitaro Kamia e Aurélio Nomura, também representantes da comunidade japonesa da Liberdade, o arquiteto Victor Hugo Mori, apresentou o projeto em plantas projetadas. Mori é profissional na área de recuperação de imóveis de interesse histórico e responsável pelo projeto de restauro e reconversão do prédio do ex-Colégio para que se transforme em museu.

Projeto - O arquiteto explicou que a primeira fase do projeto deverá ser entregue em 14 de junho, devolvendo ao prédio a sua cobertura, que foi destruída por incêndio ocorrido em 1992. Esta fase inclui o restauro e pintura da fachada em tom amarelo ocre, à cal, e da parte interna do prédio, com área de 1.500 m². O prédio terá vitrais tais quais os originais e conservará características como o piso em ladrilho hidráulico e as portas em madeira maciça. O porão do edifício será ampliado em cerca de um metro para se transformar em um subsolo que abrigará salas administrativas, um ateliê de restauro e reserva técnica. O pátio dará lugar a um prédio anexo, que será construído nos fundos do terreno, onde haverá um auditório multimídia com capacidade para cerca de 200 pessoas. O auditório poderá exibir peças de teatro, filmes, mas também ser um espaço para palestras e workshops. As doze salas de aula da escola, com um pé-direito de aproximadamente cinco metros, se transformarão em espaços de exibição de arte do acervo do próprio Instituto Manabu Mabe, e também abrigarão exposições de arte temporárias especiais.

A proposta de diálogo com os jovens já está presente durante as obras de recuperação do prédio. Em um dos tapumes, na entrada, há um trabalho de grafite feito por meninos do bairro do Glicério. Um outro, será deixado para os estudantes da faculdade de Belas Artes, com a proposta de abrir esse espaço para outros artistas a cada dois meses. Além disso, serão colocadas obras de arte em parte do tapume, sem o nome do artista, para provocar a curiosidade de quem passa pela localidade.

Manabu Mabe (1924-1997) foi um destacado artista plástico. Com 10 anos, imigrou com a família do Japão para o Brasil. Começou a pintar aos 18. E, aos 35 anos de idade, em 1959, recebeu, durante a V Bienal de São Paulo, o Prêmio de Melhor Pintor Nacional das mãos do Presidente Juscelino Kubitschek. A partir de então, Mabe foi muitas vezes homenageado, inclusive com o Prêmio Braun, na I Bienal de Jovens de Paris.

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Suas obras estão expostas em importantes espaços no Brasil e no exterior, como, por exemplo, no MASP, MAM-SP, Museu de Arte Contemporânea da USP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM-RJ, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. E no The Museum of Contemporany Art, em Boston, e Walker Art Center, Minneapolis, nos Estados Unidos. No Japão, há obras expostas no The National Museun of Art, em Kioto, no The Kumamoto Museun of Art, em Kumamoto, e The National Museun of Art, em Osaka, entre outros.

Fonte MinTur

22/02/2008 - 14:29h Atrair japoneses

Ministério do Turismo investe em ações para atrair japoneses

marta_curitiba.jpgSão Paulo (21/02) - A geração dos “Baby Boomer’s” ou “Dankai” são japoneses que nasceram entre 1947-1950, no pós-guerra, e que tiveram pleno acesso a educação e emprego. Têm alto poder aquisitivo. Até 2010, serão 7 milhões. Como no Japão a aposentaria é compulsória aos 60 anos e, depois da aposentadoria, um dos principais hábitos é fazer longas viagens, a estratégia do Brasil e dos países do Mercosul para atrair mais turistas japoneses passa pelo foco nesse público, sensível à promoção de destinos distantes e considerados exóticos.

Para ganhar espaço no mercado editorial que atende a geração Dankai, a Embratur, que atua pelo Ministério do Turismo no exterior, acaba de concluir com a ELLE Magazine do Japão, um press trip, na cobertura do São Paulo Fashion Week. Depois, os jornalistas visitaram o Rio de Janeiro e Brasília. Essa e muitas outras ações estão acontecendo para aproximar os japoneses do Brasil no ano em que se comemora o Centenário do Intercâmbio Japão-Brasil.

Em 2006, o Brasil recebeu 74,6 mil turistas japoneses. O crescimento médio anual no fluxo turístico dos japoneses para o Brasil foi de 14%, nos últimos quatro anos. Os destinos mais escolhidos para visita têm sido: Foz do Iguaçu, Manaus e São Paulo.

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22/02/2008 - 14:24h Centenário da Imigração japonesa terá medalha comemorativa

Portal de MinTur

Centenário da Imigração japonesa terá medalha comemorativa

São Paulo (21/02) – O Ministério do Turismo vai instituir, em parceria com a Comissão Nacional de Organização das Comemorações e o Instituto Rosa Okubo, a Medalha do Mérito do Turismo do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Em visita ao Bairro da Liberdade, em São Paulo, onde foi homenageada pela comunidade japonesa, Marta Suplicy, disse que as relações entre os dois países - marcadas inicialmente pela contribuição japonesa para a agricultura e indústria nacionais- entraram em uma nova fase.

“No momento, além das parcerias no setor siderúrgico, estamos estabelecendo novos acordos para a aviação, que envolvem a compra de aviões da Embraer pela JAL - Japan Airlines; adotamos o padrão japonês para as transmissões da TV digital e está sendo negociado um acordo para os biocombustíveis, principalmente o etanol, que pode inaugurar uma nova fase na substituição em larga escala dos combustíveis fósseis”, destacou a ministra.

Segundo ela, a contribuição entre Brasil e Japão foi e continua sendo marcante. E por isso, a comemoração do centenário deve representar o início de um novo processo de estreitamento e intensificação nas relações bilaterais.

“Mas o mais importante é aproveitar a janela de oportunidades abertas pelo centenário para despertar o desejo dos japoneses por conhecerem o Brasil. Para isso, estamos financiando um conjunto de ações de promoção. Um exemplo é a parceria com a Câmara de Comercio Brasil/Japão que criou um evento de grande sucesso no Japão, o Brasil Day, que apresenta a comida brasileira, shows e artigos diversos”, afirmou Marta Suplicy.

Para um platéia composta por centenas de japoneses e descendentes, a ministra falou ainda dos preparativos do MTur para as comemorações do centenário. Confirmou a vinda do príncipe S.A.I. Naruhito, que vai inaugurar, em Rolândia (PR), o Parque Yumê, obra financiada com recursos federais. O Ministério está apoiando um conjunto de eventos, dentre eles, a vinda da coleção “Os tesouros do Japão” e liberando verba para a construção do Parque Japão em Maringá (PR), composto por uma casa e um jardim típicos japoneses. O MTur vai ampliar também o número de guias de turismo em atividade no Brasil que falam japonês.

“Tudo isso, porque o Japão é um mercado muito importante. É o sétimo maior emissor de turistas no mundo, mas para o Brasil vêm apenas 0,2% do total de japoneses que viajam. Apesar de ter aumentado em 70% no ano passado, o Brasil recebe apenas 74 mil turistas. Foz do Iguaçu, Manaus e São Paulo foram os destinos preferidos”, disse a ministra.

A comunidade japonesa no Brasil representa 1% da população brasileira – aproximadamente 1,5 milhão. A maior concentração, com 800 mil pessoas, está em São Paulo. Em seguida, vem o Paraná, com 250 mil japoneses e descendentes.