21/04/2009 - 10:17h Governo francês torna regras de entrada cada vez mais rígidas; só em março, 206 brasileiros foram repatriados

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Triplica o nº de barrados

Andrei Netto – O Estado SP

O governo francês está repatriando brasileiros em massa no Aeroporto Internacional Roissy-Charles de Gaulle. Entre janeiro e março, o número de viajantes – a maioria de turistas – barrados no setor de imigração triplicou. Apenas em dois voos nos últimos dias, mais de 30 pessoas foram detidas e devolvidas, muitas das quais sem explicações.

O bloqueio de estrangeiros nos principais aeroportos da França não é dirigido contra brasileiros, mas eles são vítimas cada vez mais frequentes do rigor no controle da imigração ordenado pelo governo do presidente Nicolas Sarkozy. A atitude é paradoxal porque vem no momento em que começa (exatamente hoje) o Ano da França no Brasil, destinado a divulgar uma “França moderna e ávida de diálogo”.

De acordo com a TAM, só em março 206 passageiros que viajavam pela companhia foram impedidos de entrar na França. O número é três vezes maior do que os 67 bloqueados em janeiro e quase o dobro dos 116 retidos em fevereiro.

A indignação com as restrições vem crescendo nas duas últimas semanas, graças a um protesto em torno do repatriamento da professora universitária Solange França, de 39 anos. Docente da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, na Bahia, a engenheira agrônoma foi barrada no voo TAM 8068, que chegou ao Aeroporto Charles de Gaulle às 14 horas da quinta-feira, dia 10. Nas sete horas que se sucederam, Solange foi detida para conferência de documentação e encaminhada para uma sala da Direção de Polícia de Fronteiras (Dpaf). Lá, tentou se explicar, antes de ser obrigada a embarcar em um voo de retorno ao País.

SEM DOIS DOCUMENTOS

Mesmo com passaporte regular, dinheiro – 1,8 mil – e cartões de crédito, Solange acabou tendo o acesso à França negado pela falta de dois documentos: um seguro-saúde e um atestado oficial, emitido pelas prefeituras distritais na França, reconhecendo o abrigo temporário em um endereço preciso – como hotel ou a casa de amigos. “Solicitei esclarecimentos ao policial da recepção, mas ele mandou que eu me sentasse, em um tom de voz ameaçador e agressivo. Neste momento, percebi que estava sendo expulsa da França”, relatou. Junto dela, outros 15 brasileiros também foram obrigados a assinar um termo de “recusa de entrada”.

A ira seguinte acaba repassada ao Consulado do Brasil em Paris, por causa da suposta indiferença com que estaria tratando as vítimas. A própria Solange é uma das que denunciaram a suposta negligência. Enquanto era detida, tentou auxílio na embaixada, por telefone, mas um número havia sido modificado e outro não atendia. Um terceiro telefonema foi atendido por um vigia, que lhe forneceu um telefone celular do plantão de emergências, que estava desligado.

O retorno dos apelos só aconteceu horas mais tarde. “Eu me senti desprotegida. Quando consegui o auxílio, já era tarde. Talvez antes ainda fosse possível pagar um seguro-saúde, ou reservar um hotel, mas nada disso pôde ser tentado”, lamenta a professora. “O que me espanta é que um número elevado de brasileiros está retornando todos os dias e o consulado não parece preparado.”

VISTO PARA CÔNSUL

Procurada pelo Estado, a embaixadora Maria Celina Rodrigues, cônsul em Paris, afirmou que Solange não havia atentado para algumas exigências do governo francês, mas não isentou o Ministério da Imigração de críticas. “Não temos como fazer mais pelos brasileiros que são retidos porque a verificação é feita na porta do avião, onde não temos acesso.”

Maria Celina confirmou os atritos no Aeroporto Charles de Gaulle. “Há uma série de problemas que estão acontecendo e infelizmente escapam ao nosso controle. Perdemos a capacidade de agir”, diz, referindo-se às cotas de expulsão de estrangeiros do governo francês. “A situação é preocupante. Uma alternativa seria cancelar os acordos de ingresso automático e ambos os países passarem a exigir vistos. Só não sugiro esta alternativa ao Itamaraty porque seria necessário denunciar o acordo em vigor e, além disso, não teríamos pessoal para atender à demanda.”

A embaixadora revelou ainda que já foi vítima do rigor francês. Ao assumir o cargo, mesmo em função diplomática, teve de requisitar visto de trabalho à Embaixada da França no Brasil, uma atitude incomum. “Então, sugeri ao Itamaraty que adotasse o princípio da reciprocidade, o que acabou acontecendo”, conta. Maria Celina explicou ainda que tenta obter uma audiência no Ministério da Imigração para esclarecer o problema, mas ainda não foi atendida.


Rigidez nas normas envergonha até franceses

“Nós não temos mais o direito de receber nossos amigos sem pedir autorização?”, indagam

ANDREI NETTO – O Estado SP

Casos como o da professora Solange França, repatriada ao Brasil, causam inconformidade não apenas entre imigrantes, mas também entre cidadãos franceses. Yves Bellenand, francês que hospedaria Sônia e a aguardava no saguão do aeroporto no dia do repatriamento, é um dos que se mostram indignados contra o rigor imposto pelo Palácio do Eliseu contra os estrangeiros. “Vergonha e revolta são os dois sentimentos que me movem. Vergonha de ser francês e revolta contra um poder que tem como linha de conduta a repressão pura.”

Segundo Bellenand, o atestado oficial de acolhimento (recepção de visita estrangeira, por exemplo) exige, além do preenchimento de formulário, comprovantes de pagamento de eletricidade e de aluguel, atestado de salubridade do imóvel, cópia de carteira de identidade e 45 de taxa. E, mesmo assim, o acolhimento pode ser negado. “Não temos mais o direito de receber nossos amigos estrangeiros sem pedir autorização?”, questiona Bellenand, casado com uma brasileira.

Por trás do aumento dos casos de repatriamento está uma política de Estado, ordenada pelo governo e posta em prática pelos Ministérios da Imigração e do Interior, que estipulou metas de expulsões. Em janeiro, o ministro da Imigração, Brice Hortefeux, apresentou, com orgulho, os números de sua gestão. Só em 2008, 29,7 mil estrangeiros em situação “irregular” foram “reconduzidos à fronteira”, ante 23,2 mil em 2007. O número foi além do imaginado, uma vez que o objetivo – admitido por Hortefeux -, era de 26 mil expulsões.

Procurado pelo Estado, o Ministério da Imigração informou que não se pronunciaria e o do Interior não respondeu.

08/03/2009 - 12:00h Mulheres básicas

+(s)ociedade

Para socióloga, desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho persiste mesmo na Europa

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EUCLIDES SANTOS MENDES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

As mulheres têm aumentado a sua participação em empregos de melhor qualidade, em cargos de comando e direção nas empresas e em profissões de nível superior”, avalia a socióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Bila Sorj.

Porém os dados divulgados na última quarta pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) indicam que o crescimento econômico brasileiro em 2008 beneficiou mais os homens do que as mulheres.

Em entrevista à Folha, Sorj -que é uma das organizadores do livro “Mercado de Trabalho e Gênero” (FGV)- afirma que houve um aumento expressivo da participação feminina, sobretudo no setor de serviços, a despeito da precariedade das condições de trabalho.

A socióloga compara a situação laboral das mulheres no Brasil com a de outros países e diz que hoje há mulheres “ocupando o topo e a base da pirâmide social”.

FOLHA – Qual é o lugar dos homens e das mulheres no mundo do trabalho no Brasil e em outros países da América Latina e da Europa?
BILA SORJ
- Os pontos em comum [entre essas regiões] são a persistência do diferencial de renda em favor dos homens, a divisão das ocupações (cabendo quase sempre às mulheres o trabalho doméstico).
Isso não ocorre somente no Brasil e em outros países da América Latina, mas também na Europa. Na Inglaterra, por exemplo, as mulheres estão mais presentes no mercado de trabalho por meio das ocupações temporárias. No Brasil, temos o setor informal, que absorve muitas mulheres em ocupações não-regulares. Isto ocorre na América Latina e emerge na Europa por conta da imigração, que favorece o surgimento de nichos de trabalho informais e não-regulados.

FOLHA – Que espaço as mulheres ocupam na sociedade brasileira?
SORJ
- Estão cada vez mais procurando emprego ou trabalhando, o que confirma tendência que vem sendo observada há pelo menos três décadas como resposta a vários fatores. Entre eles, a crescente valorização da independência e a necessidade de contribuir com a renda familiar. Uma vez que foram os empregos na indústria que puxaram para baixo as taxas de desemprego e uma vez que as mulheres se dirigem mais ao setor de serviços, elas se beneficiaram menos do que os homens do cenário econômico [brasileiro] favorável de 2008.

FOLHA – Até que ponto as articulações e tensões entre a vida profissional e a vida familiar têm comprometido a inserção das mulheres no mercado de trabalho?
SORJ
- A ausência de suportes públicos para facilitar a conciliação entre trabalho e família, como creches e escolas em tempo integral, afeta a quantidade e a qualidade do emprego feminino -especialmente de famílias monoparentais femininas, que, em geral, têm um único provedor.
A conciliação entre trabalho e família, quando é resolvida de forma privada, pela família, provoca a precarização das atividades das mulheres, que acabam se orientando para atividades informais, com jornadas de trabalho mais reduzidas e com reflexos negativos sobre seus salários.

FOLHA – Além da segregação ocupacional, das jornadas de trabalho reduzidas e dos salários inferiores, o que caracteriza a participação das mulheres na vida social hoje?
SORJ
- Há boas notícias também. As mulheres têm aumentado a sua participação em empregos de melhor qualidade, em cargos de comando e direção nas empresas e em profissões de nível superior. Hoje, encontramos mulheres ocupando o topo e a base da pirâmide social.

FOLHA – Qual o papel das mulheres na formação da sociedade no Brasil?
SORJ
- As mulheres sempre trabalharam, sempre contribuíram com a riqueza do país. Mas há poucos estudos sobre a história do Brasil a partir das relações de gênero.

08/12/2008 - 15:15h O diário livre de Tomie Ohtake

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Artista, aos 95 anos, abre hoje mostra individual com pinturas e esculturas realizadas em 2008

Camila Molina – O Estado SP

Cada dia é um dia diverso – todos bem sabemos – e na exposição que Tomie Ohtake inaugura hoje na Galeria Nara Roesler cada uma de suas recentíssimas pinturas comprova essa verdade simples. “A vida tem muitos acontecimentos, alegres e tristes. A vida mesmo transforma a forma e a cada dia há uma cor diferente. Mas o sentimento vem do mesmo lugar”, afirma, à sua maneira essencial, a artista, que brinca ser a mostra uma espécie de “diário de Tomie Ohtake” já que as obras, realizadas em 2008, são diferentes entre si assim como simplesmente são os dias. É curioso ver a heterogeneidade do conjunto – desta vez, nenhuma das telas tem o simbólico grande círculo solitário que se fazia presente nas obras de sua última individual na galeria. Tomie Ohtake, que acaba de completar 95 anos, em novembro, recusa a idéia de manter uma forma como se fosse a de mais uma fase em sua trajetória. “São totalmente livres”, diz, sobre seus novos trabalhos. Se mais uma vez é possível fazer uma metáfora de referência à sua origem japonesa, novamente a mostra de Tomie vem como se fosse uma onda da gravura ukiyo-e de Hokusai para nos mostrar que sua obra não está estagnada, se renova e surpreende mais uma vez o espectador.

Suas novas telas estão repletas de elementos, algumas com menos, outras, com mais. As cores também são bem diversas – há azuis, vermelhos, tons terrosos, tantos outros -, mas há uma força que parece unir todos os trabalhos, a linha (branca) que se faz, como define o curador Agnaldo Farias, a grande protagonista das histórias do diário de Tomie. Porque ela até mesmo aparece na exposição em sua forma tridimensional, em esculturas feitas com aço tubular que convivem, pela primeira vez na trajetória da artista, com suas pinturas dentro de uma mesma exposição. As “esculturas lineares” parecem brotar do teto, saem das paredes, florescem do chão. E tudo convive no mesmo espaço naturalmente formando, afinal, um movimento contínuo entre todas as obras.

Tomie conta que como este é o ano de comemoração do centenário da imigração japonesa no Brasil, ela – uma das mais reverenciadas artistas no cenário brasileiro, que chegou ao País na década de 1930, aos 22 anos – foi convidada a realizar seis obras públicas (entre elas, em São Paulo, Santos e Guarulhos), além de tantos outros projetos. “A escala pública é diferente”, diz Tomie, que mesmo assim não parou de criar, com agilidade, pelos vários tentáculos dos gêneros artísticos (mas, de alguma maneira, o pensamento escultórico marcou presença nos dias da artista). Para ela, a escala não é problema, como define – ir do terreno do monumental para o mais íntimo faz parte de sua desenvoltura artística -, e, sendo assim, criou, nesses últimos tempos intensos, as obras públicas, as esculturas lineares menores e pinturas – que vemos agora – e ainda, conta, um grande conjunto de gravuras, que será exibido em outra ocasião.

Dentro desse campo de “elogio da linha”, como define Agnaldo Farias, as pinturas e esculturas não entram em confronto na atual exposição. “Na escultura, naturalmente, a forma é mais rígida, mas essa, para mim, é sempre só linha, é livre”, reforça mais uma vez Tomie, que não reconhece em seu gesto de criação nem mesmo o toque oriental a que poderíamos fatalmente reduzir sua obra por sua origem japonesa. A artista, nascida em Kyoto e que só tardiamente começou a se dedicar à arte, aos 39 anos, já caminhou por tantas vertentes – da figuração à abstração – mantendo sempre independência e liberdade. “A presença das duas modalidades expressivas freqüentadas por Tomie Ohtake reforça a propriedade de seus gestos e, indo além, até porque sua poética não se resume a um jogo com a linha, demonstra a amplitude de sua poética, o modo como ela opera a relação entre cor, plano e linha engendrando situações tão diversas”, afirma o curador em texto que acompanha a exposição.

“Eu só queria pintar”, diz a artista – e para ela, a linha, tão em questão, se tornou um válido elemento para “brincar” no campo do jogo entre o que está visível e o invisível, entre “o ter e não ter”: o traço faz ora e outra uma forma aparecer, se justapor, se diluir, sempre em movimento para os olhos (por isso, há até muitas transparências nas pinturas). A linha pode até parecer frágil, mas na verdade é ela que define formas “claras e concisas, limpas ou beirando o emaranhado, demonstrando a persistente plasticidade do espaço, sua infinita maleabilidade” dentro de um campo cromático sempre potente e especial. “A cor tem de fazer, ela não aparece”, afirma Tomie. O diário, por assim dizer, da artista não revela apenas que um dia é diferente do outro, mas que o sentimento motriz de sua criação se mantém o mesmo – e, por isso, o curador até afirma ser essa uma mostra que ganha “a força de um balanço” dos caminhos tomados por Tomie nas últimas décadas.
Serviço
Tomie Ohtake. Galeria Nara Roesler. Avenida Europa, 655, 3063-2344. 10 h/19 h (sáb. 11 h/15 h; fecha dom.). Grátis. Até 31/1. Abertura hoje, 20 h, para convidados

08/11/2008 - 15:23h O racismo ordinário do buffone

Sem pedido de desculpas a Obama


Berlusconi chama de imbecil quem criticou frase sobre o presidente eleito

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Rogério Daflon – O Globo

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, preferiu manter a polêmica acesa a fazer qualquer autocrítica em relação à sua frase após a vitória de Barack Obama nas urnas. O empresário e político — que declarara que o presidente eleito americano é “jovem, bonito e bronzeado” — se irritou anteontem diante das críticas ao fim da cúpula informal de chefes de Estado e governo da União Européia (UE), em Bruxelas.

— Todos (que o criticaram) deveriam estar numa lista de imbecis — disse ele, que, em seguida, foi indagado por um jornalista se pediria desculpa a Obama. — Você (que fez a pergunta) também deveria estar na lista de imbecis.

Em Roma, manifestantes protestaram contra a frase do premier. Em Chicago, o coordenador da campanha, David Axelrod, decidiu não se pronunciar sobre o assunto, e à noite, o governo italiano anunciou que Berlusconi teve “uma longa e cordial conversa telefônica” com Obama.

Jornalista austríaco faz declaração racista. Ao menos o político italiano pôde dizer que estava brincando.

Já o jornalista austríaco Klaus Emmerich, de 80 anos, nem isso. Ele falou a sério ao criticar a chegada de Obama à Casa Branca. Em transmissão ao vivo de TV sobre a vitória do democrata, Emmerich afirmou que não gostaria de ver o mundo ocidental “liderado por um homem negro”. Emmerich — excorrespondente da TV estatal ORF nos EUA —disse que os americanos ainda são racistas e que devem “estar muito mal se mandam um negro e uma mulher negra muito atraente para a Casa Branca”. Sem baixar o tom, o jornalista emendou, por fim, dizendo-se “curioso para ver como reagirá a América branca.

Seria como se o próximo chanceler (austríaco) fosse um turco; ninguém na Áustria gostaria”.

A estatal ORF condenou as declarações do jornalista. Para Francisco Carlos Teixeira, professor de história da UFRJ, manifestações racistas contra Obama não vão parar por aí: — No caso austríaco, é algo que não surpreende. Naquele país, o Partido da Liberdade é neonazista, e metade da Áustria vota nesse pessoal.

Teixeira disse que também não a vê a frase de Berlusconi como algo inesperado: — A frase mostra uma não aceitação à cor de Obama. Há que se lembrar que Berlusconi está à frente de uma coalizão de direita, com o Partido da Frente Nacional, herdeiro do Partido Nacional Fascista Italiano.

O professor prevê também manifestações racistas em algumas regiões dos EUA.

— Na análise do mapa eleitoral, vê-se forte rejeição a Obama onde houve grande imigração da região da Europa Central. São pequenos fazendeiros e produtores que vivem entre os Grandes Lagos e Golfo do México. E se vê a mesma coisa em alguns estados do Sul ainda com forte sentimento racista — observou Teixeira, ressaltando que Obama fez a a campanha como presidente de todos os americanos.

— Embora a estratégia tenha sido bem-sucedida, ele vai sofrer mais manifestações. Porque o racismo não é um problema social, mas cultural.

24/10/2008 - 12:07h Berlusconi quer isolar alunos estrangeiros

http://www.lauracima.it/wp-content/uploads/2008/10/preparazione%20al%20corteo%20no%20Gelmini.jpgEstudantes tomam ruas de Roma em protesto contra plano do governo


Flavia Guerra, ROMA – O Estado de São Pauloberlusconi_tapa.jpg

As ruas da capital italiana foram tomadas ontem por mais de 20 mil estudantes inconformados com a reforma educacional proposta pelo presidente Silvio Berlusconi para “mudar a história da educação no país”. Uma das medidas mais polêmicas do plano é a separação dos estudantes italianos e estrangeiros nas escolas. A reforma também prevê a demissão de 80 mil professores e a diminuição da carga horária.

“É praticamente um apartheid”, afirmou Simone, de 14 anos, filha de brasileira. “O governo diz que os estrangeiros não entendem italiano, mas como vão aprender se estiverem separados?” Para grêmios estudantis, a reforma representa um retrocesso sem precedentes na educação do país.

O Decreto de Lei Gelmini, de autoria da ministra da Educação, Maristella Gelmini, foi promulgado em setembro e aguarda a aprovação no Senado para passar a valer.

Após uma semana de manifestações estudantis em todo país, Berlusconi e a ministra convocaram uma entrevista coletiva para “responder a todas as mentiras da esquerda”. Segundo Gelmini, as medidas servem para cortar gastos exorbitantes do setor. O presidente também decretou a ocupação das escolas pela polícia.

Outros pontos polêmicos da reforma são o aumento do número de alunos por sala – para 33 – e a adoção de um professor único em todos os níveis do ensino básico. “Um mesmo professor não vai saber ensinar matemática, artes, italiano, física e química”, afirmou um aluno do Liceu Clássico de Roma.

16/07/2008 - 19:14h O X da questão

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El cartel que sostiene el niño dice:

“Tu Cristo es judío
tu escritura es latina
tus números son árabes
tu democracia es griega
tu equipo de música es japónes
tu balón es de Corea
tu videoconsola es de Hong Kong
tu camisa es de Tailandia
tus estrellas futbolísticas son de Brasil
tu reloj es suizo
tu pizza es italiana

¿Y tú eres el que mira a ese trabajador inmigrante como a un despreciable extranjero?”

Esta campaña nació en España, realizada por españoles y no españoles, luego de que cientos de personas fueran deportadas en el aeoropuerto de Barajas, Madrid, cercadas por la policía de inmigración.

Y las deportaciones siguen…

Equis, esa letra medio inútil que toma vigencia en este tiempo a través de una palabra que avergüenza: xenofobia.Fonte Civilización & Barbarie

25/06/2008 - 09:53h Lula critica ‘vento frio da xenofobia’ na Europa

Para presidente, política restritiva à imigração vem do medo de países ricos de perderem ’status quo’

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Soraya Aggege – O Globo

SÃO PAULO. Diante de uma platéia formada pelos pesos-pesados dos setores financeiro e empresarial brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou os países europeus de “xenofobia”, pelas políticas restritivas à imigração aprovadas na semana passada. Segundo Lula, o preconceito contra a imigração é causado pelo medo que os ricos têm de perder o “status quo” com o avanço das regiões emergentes.
Para ele, em vez de ficar com medo, os países ricos deveriam ajudar os pobres a se desenvolverem.

— O vento frio da xenofobia sopra outra vez sua falsa resposta para os desafios da economia e da sociedade. Hoje, como ontem, o desemprego, a fome e a instabilidade financeira reclamam maior coordenação entre as nações e maior solidariedade entre os povos — discursou o presidente no evento sobre responsabilidade social das empresas e os direitos humanos.

A UE decidiu, na semana passada, que imigrantes ilegais podem ser detidos por até 18 meses e impedidos de retornarem ao bloco por até cinco anos. Lula se disse perplexo com o atual estágio das relações humanas entre países, 60 anos após a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

— Qual é o grande problema que nós temos no mundo desenvolvido hoje? É o preconceito contra a imigração. E o que é o preconceito contra a imigração? É o medo de perder seu status quo, é o medo de perder o emprego, é o medo de ter alguém ocupando o seu espaço. Isso hoje é um problema extremamente sério em toda a Europa e só há uma solução para isso: Não é proibindo os pobres de irem à Europa, é ajudando a desenvolver os países pobres.

Lula afirma que Brasil evoluiu em direitos humanos Para o presidente, o Brasil evoluiu em relação aos direitos humanos nos últimos 20 anos.
Segundo Lula, “contra os tambores do medo e da intolerância”, é preciso ainda “convocar o século XXI a defender o artigo 13oda declaração, que diz: todo ser humano tem o direito de circular e escolher livremente a sua residência no interior de um Estado”.

Par ticiparam do evento com o presidente, Roberto Setubal (Itaú); Roger Agnelli (Vale); Abílio Diniz (Grupo Pão de Açúcar); Antonio Carlos Valente (Telefônica), Fábio Barbosa (ABN-Amro), Hélio Duarte (HSBC), Hector Nuñes (Wal-Mart), entre outros.

18/06/2008 - 18:51h Brasil ‘lamenta’ endurecimento de legislação de imigração na UE

Em nota, Itamaraty diz que decisão ‘contribui para criar percepção negativa da migração’

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Sans-papiers à Lille. Photo d’illustration. REUTERS/© Pascal Rossignol / Reuters

Redação estadao.com.br

SÃO PAULO – Em nota divulgada no final da tarde desta quarta-feira, 18, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse lamentar a aprovação pela União Européia da diretiva que estabelece regras mais rígidas ao tratamento de imigrantes ilegais nos países do bloco.

“O Brasil, país que deu acolhida a milhões de imigrantes e descendentes hoje harmoniosamente integrados na sociedade brasileira, lamenta uma decisão que contribui para criar percepção negativa da migração e vai no sentido contrário ao de uma desejada redução de entraves à livre circulação de pessoas e de um mais amplo e pleno convívio entre os povos”, diz a nota.

A medida, aprovada nesta quarta-feira pelo Parlamento Europeu, estabelece a extradição de todo estrangeiro em situação irregular (exceto os que estão sob asilo em países da UE) para o seu país de origem e a detenção de até seis meses daqueles que se negarem a abandonar os páises do bloco.

18/06/2008 - 17:05h Os imigrantes ilegais serão tratados como criminais na Europa

Expulser les sans-papiers sera plus facile!

Une directive vient d’être adoptée par le parlement européen.

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Un fillette regarde des CRS, au squat de Cachan, occupé par des sans-papiers, en août 2006. Reuters/© Charles Platiau / Reuters

Les eurodéputés ont adopté la “directive retour“, ce mercredi. Il a été approuvé par 367 voix contre 206 et 109 abstentions par les représentants des 27 Etats-membres.

Aussitôt, le vote a déclenché un tollé parmi les associations: “C’est une directive de la honte”, ont clamé les Verts.

C’est quoi cette directive ?
Un projet de loi controversé destiné à faciliter le renvoi des sans-papiers de l’UE.

Qu’y a-t-il dedans ?
1. La rétention
Tout immigré illégal qui refuse son expulsion ou qui “risque de fuir” est placé en centre de rétention. La rétention aura une durée maximale de 6 mois mais pourra être prolongée jusqu’à 18 mois en cas de “manque de coopération” du sans-papier ou en cas de retards dans la procédure avec le pyas d’origine.

2. Le cas de mineurs
Les mineurs non accompagnés et les familles avec mineurs sont placés en rétention “en dernier ressort”. Le texte garantit également “l’accès à l’éducation” des mineurs et demande aux Etats membres de prendre en compte “l’intérêt supérieur de l’enfant”. Mais il autorise l’expulsion de mineurs non accompagnés vers des pays où ils n’ont ni tuteur ni famille, pourvu qu’il y ait sur place des “structures d’accueil adéquates”.

3. La non-réadmission
Toute personne reconduite aux frontières se voit interdire toute entrée dans l’Union européenne pendant 5 ans, voire plus en cas de “menace grave” pour l’ordre et la sécurité.

4. Le retour volontaire
Si un sans-papiers déclare vouloir rentrer dans son pays ou dans un pays prêt à l’accueillir de manière volontaire, un délai de 7 à 30 jours lui est accordé pour préparer son départ. Ce délai peut être prolongé d’une durée “appropriée” en fonction des circonstances (enfants scolarisés, autres liens familiaux et sociaux…).

(Source: AFP)

“Retour” des sans-papiers: “la directive de la honte”

Par La rédaction du Post , le 18/06/2008
Les Verts, SOS Racisme, la Cimade… s’élèvent contre la nouvelle directive européenne favorisant l’expulsion des sans-papiers fait réagir.

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Sans-papiers à Lille. Photo d’illustration. REUTERS/© Pascal Rossignol / Reuters

Les eurodéputés ont adopté la “directive retour”, un projet de loi controversé destiné à faciliter le renvoi des sans-papiers de l’UE.

SOS Racisme: “Nous nous inquiétons des conséquences que va produire l’adoption de ce texte quant à la dignité et à la sécurité juridique des ressortissants étrangers vivant en Europe.”

“Cette directive est une atteinte aux idéaux de liberté et ‘au vivre ensemble’ portés par les pères de l’Europe”, poursuit l’association de lutte contre le racisme.

Les Verts eux, se sont dits ce mercredi “scandalisés”
par l’adoption de la “directive dite de la honte”, qui vise à harmoniser les règles d’expulsion des sans-papiers dans l’UE.

Le parti écologiste estime qu’”à l’heure où sévit déjà une crise alimentaire mondiale et où apparaissent les premiers réfugiés climatiques, cette directive est particulièrement irresponsable”.

“Elle érige la brutalité administrative en outil de gestion des flux migratoires, demandeurs d’asile inclus”, affirment les Verts.

“Incarcérer des enfants ou des adultes sans procès pendant plus de 18 mois au motif qu’ils ne disposent pas de papiers à jour est un glissement fascisant inacceptable de l’Union européenne. Prépare-t-on un Guantanamo européen?”, s’interrogent les Verts.

La Cimade (Conseil oecuménique d’entraide) qui accueille et accompagne chaque année plusieurs dizaines de milliers de migrants et de demandeurs d’asile, affirme qu’”en adoptant, sans y ajouter le moindre amendement, le texte de la directive retour négocié par les ministres de l’Intérieur et de l’Immigration des 27 Etats membres, le Parlement européen a perdu une grande part de sa crédibilité quant à sa capacité à tenir son rôle d’instance démocratique chargée notamment de la protection des citoyens en Europe”.

(Sources: Communiqués, AFP)

04/06/2008 - 13:24h Ciganos são bode expiatório

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Gilles Lapouge* – O Estado de São Paulo

Tempos horríveis estes para os ciganos italianos, principalmente os chamados “romas”, de origem romena. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, acaba de conceder poderes extraordinários para os chefes de polícia de Roma, Nápoles e Milão fazerem um novo censo dos ciganos e expulsarem os que têm problemas com a Justiça.

Será que Berlusconi tem o direito, na União Européia, de perseguir as pessoas desse modo? Os romas são três quartos romenos e um quarto italianos. Portanto, são cidadãos da UE e não podem ser detidos ou expulsos. Mas Berlusconi não está nem aí com isso. Bruxelas se comoverá com a sorte deles? Isso não é tão certo, embora seja desejável.

As medidas contra os ciganos têm precedentes assustadores. Em 1939, sob o nazismo, eles foram tachados de “raça inferior”. Cerca de 30 mil foram expulsos para o Leste e começaram os massacres e o confinamento em guetos. Em 1942, Heinrich Himmler, chefe da SS, deportou os ciganos alemães para campos de concentração.

As medidas de Berlusconi não têm nenhuma relação com tais horrores. Mas não podemos deixar de nos sentir chocados ao ver as mesmas pessoas perseguidas pelo mesmo “crime”: o de pertencer a uma determinada etnia. Pode-se até explicar o gesto de Berlusconi: a Itália padece. A crise é feroz. Nápoles, incapaz de administrar o próprio lixo, apodrece ao sol. Em casos semelhantes, todo líder procura um bode expiatório. O que Berlusconi tinha à mão era o povo cigano.

Sem desculpar Berlusconi, é preciso reconhecer que tal comportamento não é exclusivo dele: em 2007, seu predecessor, Romano Prodi, que não é de direita, mas de centro-esquerda, baixou um decreto que lhe permitiu expulsar ciganos.

A maldição que recai sobre os ciganos também é antiga. Eles deixaram seu berço, a Índia, na Antigüidade, e espalharam-se pela região do Mediterrâneo. Tinham uma fama detestável: os gregos os apelidaram de “intocáveis”.

Nas sociedades modernas, a sorte dos romas italianos mostra que o problema da imigração não pára de se agravar. A crise intensifica o ódio pelos imigrantes, esses sujeitos que vêm “tirar o nosso emprego”. Os países europeus endurecem suas leis, expulsam, separam as famílias, desprezam. Hoje, a Europa, que por muito tempo deu lições de direitos humanos, não exibe um rosto bonito. Ela é feia. Em todas as capitais, afiam-se as armas contra os imigrantes. O código civil é reformulado. A imigração é tratada como crime.

Evidentemente, não podemos esquecer que a imigração em massa representa um desafio. Mas a solução não é lotar aviões fretados, como faz o presidente francês, Nicolas Sarkozy. É necessária na Europa uma política de imigração firme, coerente, diferente das histerias anticiganas de Berlusconi. Uma política que tenha dois pilares: no interior, a solidariedade e a integração; no exterior, acordos de cooperação com os países de emigrantes.

*Gilles Lapouge é correspondente em Paris

http://sirolopez.com/fotografia/fotos/Ninos/gr/Ninos-gitanos.jpg

19/05/2008 - 08:52h Xenofobia: Antiimigrantes matam 12 na África do Sul

AFP
Desemprego alimenta ódio aos estrangeiros nos bairros pobres de Johannesburgo; polícia é incapaz de conter ataques

Zimbabuanos são principais alvos da violência; saques, linchamentos e estupros aterrorizaram estrangeiros durante o final de semana

DA REDAÇÃO – FOLHA DE SP

Ataques xenófobos em Johannesburgo, principal cidade sul-africana, mataram pelo menos 12 pessoas no final de semana. Dezenas de imigrantes foram feridos e centenas se refugiaram em igrejas e delegacias para escapar da violência.
Multidões furiosas culpam os estrangeiros -muitos deles zimbabuanos que deixaram um país em colapso econômico e crise política- pelo desemprego e pela crise habitacional na África do Sul. Embora um em cada quatro trabalhadores do país esteja desempregado, a nação mais rica da África subsaariana continua a atrair milhares de imigrantes.
O ataques tiveram início na favela de Alexandra e rapidamente atingiram outros bairros pobres. Em Cleveland, região central decadente onde vivem muitos estrangeiros, duas pessoas foram espancadas até a morte na madrugada de sábado e três morreram queimadas. Mais de cinqüenta foram feridas a bala ou esfaqueadas. Há relatos de que gangues estejam vasculhando apartamentos do bairro, rua a rua, em busca de estrangeiros.
O porta-voz da polícia, Govindsamy Mariemuthoo, informou que 200 pessoas foram presas por crimes como estupro, roubo e ataques em vias públicas. Gás lacrimogêneo foi usado para dispersar aglomerações em diversos bairros.
“[A violência] está se espalhando como um incêndio, e nem o Exército nem a polícia são capazes de controlá-la”, relata o professor zimbabuano Emmerson Ziso. Ele conta que deixou sua terra natal por temer retaliações do governo, após participar de uma greve em apoio ao Movimento pela Mudança Democrática (MDC). “Preferia estar no Zimbábue.”
O presidente da ONG Médicos Sem Fronteira na África do Sul, Eric Goemaere, afirma que há uma crise humanitária e pediu ao governo que conceda status de refugiados aos estimados 3 milhões de zimbabuanos. “Eu tratei de gente baleada, espancada, vítimas de estupro. As pessoas estão aterrorizadas”, conta Goemaere, que compara a situação em Johannesburgo ao que testemunhou em dezenas de acampamentos de refugiados no continente.
A violência afetou também comerciantes somalis e de países asiáticos, que tiveram suas lojas e casas depredadas. Segundo a Cruz Vermelha, 3.000 pessoas perderam tudo o que tinham. Organizações humanitárias distribuem cobertores e comida aos flagelados.
O presidente Thabo Mbeki disse que nomeou um grupo de especialistas para investigar os distúrbios, condenados também pelo presidente do Partido do Congresso Nacional Africano, Jacob Zuma, provável sucessor de Mbeki. Muitos dos atuais líderes sul-africanos se asilaram nos países vizinhos durante o apartheid.
Segundo o governo e polícia, grupos criminosos estão se aproveitando do sentimento antiestrangeiro para promover saques. Sede da Copa do Mundo de Futebol em 2010, a África do Sul é um dos países mais violentos do mundo.
Com agências internacionais

20/03/2008 - 20:59h “Briga” entre Brasil e Espanha não é bom para nenhum dos lados, diz Marta Suplicy

Marina Wentzel – BBC – Agencia Estado

marta_curitiba.jpgDe Hong Kong para a BBC Brasil – A ministra do turismo Marta Suplicy disse nesta quinta-feira em Hong Kong que o “Brasil só perde com a guerra das deportações”.

Em viagem à China, a ministra ressaltou que o atrito entre Espanha e Brasil está prejudicando as relações e não é produtivo para nenhum dos lados.

“O Brasil não ganha nada com essa guerra de deportação, só perde. Mas é fato que brasileiros foram deportados da Espanha, e agora o Brasil está agindo por reciprocidade”, disse à BBC Brasil.

Ela lembrou que as autoridades brasileiras e espanholas devem se reunir em breve para tentar solucionar o impasse diplomático.

Há três semanas Brasil e Espanha tem rejeitado mutuamente a entrada de turistas que não cumpram os procedimentos de admissão nos mínimos detalhes.

Os incidentes vêm criando um clima de confronto e os veículos de comunicação da Espanha já batizaram a situação de “a guerra das deportações”.

Segundo estatísticas do aeroporto Barajas, na capital espanhola, em 2007 dois em cada cinco viajantes que tiveram a entrada negada eram brasileiros.

Olimpíadas

Durante a viagem à China a ministra Marta Suplicy espera conseguir com os chineses idéias sobre como organizar um evento de proporções olímpicas.

“Estamos vindo à China para observar e aprender como os chineses organizaram os jogos olímpicos na parte de serviços, planejamento hoteleiro, construções e organização do espaço.”

“Esperamos tirar lições que nos sirvam na organização da Copa de 2014 e quem sabe na Olimpíada de 2016″, disse.

O Brasil é aceito como destino turístico pela China desde 2004.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, o número de turistas chineses indo ao Brasil aumentou de 18.017, em 2005, para 37.656 em 2006, um crescimento de 109%.

Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT) a China enviou 34,5 milhões de turistas ao exterior em 2006 e a expectativa é de que o país se torne o quarto emissor em 2020, atrás apenas de Alemanha, Japão e EUA. BBC Brasil

09/03/2008 - 08:40h Direita e esquerda duelam na Espanha

Em outra eleição antecedida por um ataque terrorista, o socialista Zapatero enfrenta o direitista radical Rajoy

Lourival Sant’Anna – O Estado de São Paulo

A Espanha disputa hoje um clássico. Em vez de Real Madrid e Barcelona, esquerda e direita enfrentam-se num duelo cuja ferocidade se aproxima mais de uma tourada. Há uma semana, as últimas pesquisas davam cinco pontos de vantagem ao primeiro-ministro socialista, José Luis Rodríguez Zapatero, sobre o líder da oposição de direita, Mariano Rajoy, do Partido Popular. Pelo precedente, é preciso encará-las com um grão de sal. Assim como há quatro anos, um atentado terrorista mais uma vez se interpôs entre as sondagens e a votação.

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07/03/2008 - 15:28h “Os maus-tratos a brasileiros são inaceitáveis”, disse Marta Suplicy ao Ministro de Turismo da Espanha

Conversa com homólogo espanhol visa coibir abusos e também rejeitar escalada que possa afetar as ótimas relações entre Brasil e Espanha

Joan Clos, Minister for Industry - Photo EFE

marta_curitiba.jpg

Marta Suplicy conversou com Joan Clos, Ministro de Turismo espanhol – Photo EFE

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, entrou em contato, nesta manhã, com o ministro da Indústria, Comércio e Turismo da Espanha, Joan Clos, para dizer que é “inaceitável” ver brasileiros serem tratados como cidadãos de segunda categoria e sendo desrespeitados em aeroportos da Espanha. Marta observou que o clima de mal-estar entre os dois países não condiz com o bom nível de entendimento entre os governos brasileiro e espanhol, nem com os laços de amizade e investimentos que unem os dois países.

“O que está acontecendo não contribui para o desenvolvimento e fortalecimento de nossas ações e a aproximação que já temos conquistadas. Temos o maior apreço pela Espanha e por seu povo; e também sabemos o quanto os espanhóis valorizam o Brasil e seu povo”.

A Espanha é o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil – contamos, hoje, com investimentos espanhóis da ordem de US$ 40 bilhões, aplicados, principalmente, nos setores financeiro, de telefonia e de turismo. O Brasil é o primeiro país da América, e o segundo do mundo, a receber investimento espanhol. Também o interesse de espanhóis pelos destinos turísticos brasileiros cresce a cada ano.

Em 2006, o país que mais aumentou a emissão de turistas para o Brasil foi a Espanha, em 22%, alcançando o número de 211.741 turistas espanhóis. Consolidou-se como o oitavo país emissor de turistas para o Brasil. E temos na Espanha o Escritório Brasileiro de Turismo (EBT).

De outro lado, a Espanha é um dos países do mundo que mais recebe turistas estrangeiros, e também é um dos líderes na realização de eventos, atraindo turistas com diferentes tipo de interesse: negócios, cultura, esportes etc. É um dos destinos mais apreciados pelos brasileiros, assim como Portugal.

“É contrário ao interesse mútuo, do Brasil e da Espanha, em aprofundar ainda mais estes laços, provocar uma escalada afetando este relacionamento. Tenho certeza que o governo espanhol saberá reagir para que os lamentáveis episódios não se reproduzam, em consonância com o respeito às leis e regulamentos vigentes nos respectivos países, e que coíbem abusos de autoridade. Da nossa parte, tenho transmitido isto ao ministro espanhol, e ainda que permanece a disposição ao diálogo e nosso acolhimento tradicionalmente caloroso aos visitantes de Espanha e de qualquer outro país”, diz a ministra.

Fonte Ministério de Turismo

08/12/2007 - 12:38h Imigração: Mudam as regras na Inglaterra com mais restrições


Big Ben e Parlamento britânico

O governo britânico anunciou hoje uma série de novas regulamentações para os imigrantes que buscam trabalhar na Grã-Bretanha. O sistema, baseado em pontuações, será válido a partir do próximo ano. De acordo com o plano, os imigrantes altamente qualificados com inglês fluente terão prioridade para trabalhar e permanecer no país. Eles poderão trazer consigo suas famílias e se estabelecer permanentemente na Grã-Bretanha em um prazo de cinco anos.

Já os imigrantes sem qualificações e com pouca experiência, terão maiores dificuldades para poder trabalhar no país, e não contarão com direitos para permanecer em solo britânico ou pedir pela cidadania. Segundo o novo sistema, os imigrantes não provenientes da União Européia necessitam de pelo menos de 75 pontos para serem considerados para um visto de trabalho.
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08/12/2007 - 12:27h Imigração: Mudam as regras na Inglaterra com mais restrições

Big Ben e Parlamento britânico

O governo britânico anunciou hoje uma série de novas regulamentações para os imigrantes que buscam trabalhar na Grã-Bretanha. O sistema, baseado em pontuações, será válido a partir do próximo ano. De acordo com o plano, os imigrantes altamente qualificados com inglês fluente terão prioridade para trabalhar e permanecer no país. Eles poderão trazer consigo suas famílias e se estabelecer permanentemente na Grã-Bretanha em um prazo de cinco anos.

Já os imigrantes sem qualificações e com pouca experiência, terão maiores dificuldades para poder trabalhar no país, e não contarão com direitos para permanecer em solo britânico ou pedir pela cidadania. Segundo o novo sistema, os imigrantes não provenientes da União Européia necessitam de pelo menos de 75 pontos para serem considerados para um visto de trabalho.

No primeiro grupo estarão os médicos, engenheiros, empresários e especialistas em tecnologia, os quais irão obter mais pontos e poderão chegar à Grã-Bretanha sem trabalho, para buscar emprego.

No segundo grupo estão as enfermeiras, professores e encanadores, os quais poderão viajar ao país apenas se seus serviços forem necessitados no mercado de trabalho.

Aqueles imigrantes que buscam trabalhos em restaurantes, bares, pubs e serviços domésticos, como tarefas de limpeza ou cuidado com crianças, terão a entrada autorizada apenas se existirem postos específicos por períodos limitados, onde logo será requerido o abandono do país.

Para assegurar que esses trabalhadores deixem o país, serão pedidas passagens de avião de retorno, eles deverão se submeter à informação biométrica e entregar um depósito que será devolvido na ocasião da sua saída do país. O novo sistema também dará mais pontos aos imigrantes jovens que cobravam altos salários em seus empregos anteriores.

O governo espera que com o novo plano melhorem os níveis de confiança pública na política de imigração, que, segundo as pesquisas, segue sendo um dos principais temas de preocupação dos britânicos. Recentemente os índices de imigração foram subestimados pelas autoridades e nos últimos meses a imprensa divulgou vários escândalos por erros das autoridades.

O governo ainda procura de determinar quantos imigrantes sem documentos obtiveram trabalhos de segurança nos diferentes ministérios, estima-se que sejam cerca de 10 mil pessoas.

Fonte Slot do JB

04/12/2007 - 13:37h Brazilians Giving Up Their American Dream

Sylwia Kapuscinski for The New York Times
Elisabeth Borges, left, her daughter, Marianna, husband, Jose Osvandir Borges, seated, and son, Thiago, right,
with Jose Silva, a family friend.

 

By NINA BERNSTEIN and ELIZABETH DWOSKIN

Published: December 4, 2007 – The New York Times

Like hundreds of thousands of middle-class Brazilians who moved to the United States over the last two decades, Jose Osvandir Borges and his wife, Elisabeth, came on tourist visas and stayed as illegal immigrants, putting down roots in ways they never expected.

After packing up their plasma-screen TV, scholastic trophies and other fruits of 12 prosperous years in the Ironbound in Newark, the couple and their American-born daughter, Marianna, 10, were scheduled to fly back to Brazil for good this morning. They expect their son, Thiago, 21, to follow in a year or two, despite his reluctance to leave the only land that feels like home.

“You can’t spend your entire life waiting to be legal,” said Mr. Borges, 42, reflecting on a hard decision born of lost hopes, new fears and changing economies in both countries since he arrived in 1996. By law, the couple faces a 10-year bar on re-entering the United States, even as visitors.

That decision — to give up on life in the United States — is being made by more and more Brazilians across the country, according to consular officials, travel agencies swamped by one-way ticket bookings, and community leaders in the neighborhoods that Brazilian immigrants have transformed, from Boston to Pompano Beach, Fla.

No one can say how many are leaving. But in the last half year, the reverse migration has become unmistakable among Brazilians in the United States, a population estimated at 1.1 million by Brazil’s government — four to five times the official census figures.

To explain an often wrenching decision to pull up stakes, homeward-bound Brazilians point to a rising fear of deportation and a slumping American economy. Many cite the expiration of driver’s licenses that can no longer be renewed under tougher rules, coupled with the steep drop in the value of the dollar against the currency of Brazil, where the economy has improved.

“You put it all together, and why should you stay in an environment like that if you have a place like Brazil, where there’s hope, a light at the end of the tunnel and it’s not a train to run you over?” said Pedro Coelho, a businessman in Mount Vernon, N.Y., who is known as the mayor of Brazilians in Westchester County. “Are they leaving? Yes, by the hundreds.”

In Massachusetts, says Fausto da Rocha, the founder of the Boston-area Brazilian Immigrant Center, his compatriots — many here illegally — are leaving by the thousands, some after losing homes in the subprime mortgage crisis. In New York and New Jersey, travel agents and others who sell airline seats say that one-way bookings to Brazil have more than doubled since last year, to about 150 daily from Kennedy International Airport, and that flights are sold out through February.

And at Brazil’s consulate in Miami, which serves Brazilians in five Southeastern states, officials said a recent survey of moving companies and travel agencies confirmed what they had already surmised from their foot traffic: More Brazilians are leaving the region than arriving — the reversal of an upward curve that seemed unstoppable as recently as 2005, when Brazilians unable to meet tightened visa requirements were sneaking across the United States-Mexico border in record numbers.

It is too soon to say whether the reverse migration of Brazilians puts them in the vanguard of a larger trend among immigrants, or underscores their distinctiveness. Like Mr. Borges, who said he was poorly paid as a university teacher of religious studies in his native city of Curitiba, they generally come from more urban and educated classes than other major groups of illegal immigrants from Latin America, studies show. Many returning now have been investing their American earnings in Brazilian property.

But their own explanation for the surge back to Brazil contradicts conventional wisdom on both sides of the immigration debate.

For years, advocates of giving people like the Borgeses a chance to earn legal status have argued that illegal immigrants will only be driven further underground by enforcement measures like raids or denying them driver’s licenses. Advocates of harsher restrictions and penalties have argued that illegal immigration is now growing independently of the ebb and flow of the American economy. Returning Brazilians defy both contentions.

Faced with diminishing rewards and rising expenses in the United States, long separated from aging relatives in Brazil, “people say, ‘Is this worth it, being illegal, being scared?’“ said Maxine L. Margolis, a professor of anthropology at the University of Florida in Gainesville who has written extensively on Brazilians in the United States.

There are regional variations, but the pattern is consistent. In South Florida, the expiration of a driver’s license is often a turning point for families already caught short by the slump in housing construction, said Sister Judi Clemens, a pastoral assistant with Our Lady Aparecida Mission, which serves five different Brazilian communities in the Roman Catholic Archdiocese of Miami. She noted that until seven years ago, Brazilians with tourist visas could get Florida licenses valid for eight years, but they are all expiring now and cannot be renewed.

“There’s no public transportation here in Florida, so people drive to work in fear and trembling,” worried that a traffic stop could mean months in immigration detention, she said. “A lot of people have just simply said, ‘I’ve had enough.’“

In Massachusetts, where there is more public transportation, a spate of high-profile immigration raids, coupled with home foreclosures, have played a key role in the exodus, said community leaders like Mr. da Rocha, a legal resident who came in 1989. “I believe we lost 5,000 Brazilians only this year,” he said. “The landlords are going to face a crisis soon.”

While Brazil does not yet offer the job opportunities of Ireland, which has drawn back emigrants in droves, neither is it an economically bleak or war-torn country. And like Italian immigrants early in the 20th century, who typically planned to return to Italy — half of them eventually doing so — many Brazilians arrived with the intention of going back as soon as they met their financial goals.

But like the Borges family, they soon changed their timetable.

“We came here to save enough money to buy a house” in Brazil, Mr. Borges said, recalling the early weeks when the family slept in a friend’s basement and he worked in construction for the first time. They expected to return to Brazil after two years.

Instead, he found his inner entrepreneur. He started a plumbing and construction business that soon employed upward of seven compatriots, paid taxes and helped build name-brand hotels in three states.

But in 2005, as the construction boom began to go bust, larger companies, prompted by labor unions, started to demand working papers, he said. And when his crew could not produce them, they were let go.

As the housing market faltered, weekly earnings in his business shrank from a high of $6,000 to barely $2,000, he said. Expenses like gas and rent rose, making it harder for him and Ms. Borges, who cleaned houses in New York, to pay off loans for the farm they were buying in Brazil.

The dollar, which once bought four Brazilian reals, dropped to a historic low of 1.7 reals in May. Then in June came their personal tipping point: the collapse of the bipartisan bill in Congress that would have offered them, and millions of other illegal residents, a path to legal status.

“After the law didn’t pass, it was like all the hope went away at once,” said Mr. Borges, who had traveled, with other members of St. James Catholic Church in Newark, to rallies supporting the bill in Trenton and Washington.

In past years, he allowed, he spent $26,000 on dubious and doomed efforts to secure a green card. Now, he hopes to make a living by processing sugar cane for ethanol on his Brazilian farm. “If we had papers, we’d stay forever,” said Ms. Borges, 41, who has been active in their children’s public schools. “We love this community.”

Proudly, they showed off the trophy that Marianna won in third grade in an anti-littering poster contest, for a design that is now featured in shop windows throughout the Ironbound.

It is in such neighborhoods, where Brazilians brought fresh bustle to faded storefronts or abandoned factories, that the departures are being felt most keenly.

“I’m scared,” said Francine Melo, the owner of the travel agency in Newark where Mr. Borges bought three one-way tickets for $1,708. “I make my living through these people.”

Another of her last-time customers, Norma dos Santos, a former house cleaner, said she felt she had no choice. Seven years after overstaying her visa, she said, she does not drive to work or pick up her children at school for fear that a traffic stop could put her in immigration detention.

“It’s just getting harder and harder to stay here without documents,” she said.

Still, she is uncertain that she is doing right by her American-born children, a newborn and a 2-year old boy.

“I’m worried they’ll grow up and ask me, ‘How could you have left America?’“ she said.

03/11/2007 - 16:08h Racismo: Una enfermedad social que recorre Europa

ANA CARBAJOSA - Bruselas – El País

El FC Brussels se quedó ayer sin patrocinador, después de que Matumona Zola abandonara el club de fútbol por racismo. El presidente reprendió al jugador congoleño y le advirtió de que “ya no está en su país y que debe pensar en otras cosas aparte de árboles y bananas”, según el testimonio de Zola. El de esta semana es sólo uno de los múltiples casos de racismo en Bélgica, un país cuya justicia ha decidido poner coto a esta epidemia que, alimentada por los poderosos partidos de extrema derecha, recorre buena parte del país. El Tribunal Penal de Amberes ha aplicado este mes, y por primera vez en Bélgica, el agravante de racismo al condenar a cadena perpetua al joven que hace un año asesinó a una mujer negra y al niño pequeño al que cuidaba

Bélgica no es un caso aislado. Los datos de la recién estrenada Agencia Europea de los Derechos Fundamentales muestran que al menos en ocho países europeos han aumentado los crímenes racistas en los últimos seis años. “La violencia racista y el crimen continúan siendo una enfermedad social en Europa”, dice el último informe de la Agencia, que compara la situación en los países de la Unión Europea.

El documento, publicado a finales del pasado agosto, analiza el grado de penetración del racismo y la xenofobia en Europa y hasta qué punto los Veintisiete cumplen con la directiva sobre la igualdad racial de la Unión Europea. Por un lado, destaca que la mayoría de los miembros han puesto en marcha esa ley, pero por otro indica que hay grandes diferencias en cuanto a la aplicación de sanciones y compensaciones en los casos de agresiones racistas. En cerca de la mitad de los países no se ha aplicado ninguna sanción. Además, dice el texto, “el reducido número de demandas durante 2006 hace pensar que existe una escasa conciencia [entre los ciudadanos] de que hay instituciones nacionales dedicadas a este asunto. Algunos países deberían hacer más campañas publicitarias dirigidas a las potenciales víctimas”.

Reino Unido, Alemania, Dinamarca, Francia, Eslovaquia, Francia, Polonia e Irlanda son los ocho países en los que se ha registrado un aumento de la criminalidad racista. En ese mismo periodo, República Checa, Austria y Suecia registraron un descenso. Del resto no hay datos oficiales, y ése es, según la Agencia, uno de los principales problemas, la falta de conciencia de las autoridades sobre este problema.

Al margen de los crímenes, la Agencia Europea denuncia que los Gobiernos discriminan a los inmigrantes y a las minorías étnicas como los gitanos en el acceso a la vivienda, el empleo y la educación. Por ejemplo, tener un apellido magrebí es motivo para tener más dificultades para obtener un empleo en Suecia.

En el capítulo de buenas noticias, la organización destaca la puesta en marcha de leyes antidiscriminatorias. Recientes derivas electorales como el triunfo en Suiza de Crhistop Blocher, en cuyo cartel electoral aparecían tres ovejas blancas expulsando de una patada a una oveja negra del país, dibujan sin embargo un panorama poco alentador.

03/11/2007 - 16:04h España: Un racismo de baja intensidad

La xenofobia empieza a instalarse en lugares donde se integran los inmigrantes


DANIEL BORASTEROS / JESÚS GARCÍA
– El País

España no es xenófoba. Las encuestas reflejan que la sociedad ha incorporado sin grandes sobresaltos el mayor flujo de inmigrantes que ha conocido el país. Pero algunas agresiones, las dificultades de convivencia y la competencia por servicios como las urgencias o plazas de colegio empiezan a dibujar otro panorama: el racismo de baja intensidad. Una sensación latente -y ya no tan latente en zonas con alta densidad de extranjeros- de que disminuye el pastel del Estado de bienestar.

“Este racismo se basa en la percepción del otro como alguien que te puede crear problemas. Se tiende a generalizar: el otro pasa a ser el conflictivo, el maleducado, el delincuente”, argumenta Adelas Ros, investigadora de la Universitat Oberta de Catalunya (UOC) y ex secretaria de Inmigración de la Generalitat. “Es una tontería llamar a eso racismo”, eleva el tono Riduan, de la Asociación de Inmigrantes Marroquíes. “Lo que sucede es que los españoles de clase trabajadora ven amenazados sus privilegios por una clase aún más necesitada que ellos”, subraya Riduan, que insiste: “¡Eso no es racismo!”.

Las encuestas reflejan que la inmigración ha ido creciendo como preocupación de los españoles hasta llegar al tercer puesto. Y datos como que el 59% de los españoles cree que los inmigrantes “lastran los salarios” muestran una culpabilización creciente del que viene de fuera.

“Son muchos y son maleducados”, es el resumen verbalizado de Marta P., de 34 años y dependienta de una tienda en Alcorcón (165.000 habitantes, 15% de inmigrantes). “Los que se llenan la boca con la integración viven en zonas de ricos y no conviven con ellos”, zanja Marta, hasta ahora votante del PSOE, en un discurso que ha calado en todo el espectro ideológico.

La xenofobia se dispara allí donde más inmigrantes hay y, precisamente, en algunos donde se ha hecho más esfuerzos por su integración: en Vic (40.000 habitantes), el acceso a las escuelas públicas está en el origen del ascenso del partido xenófobo Plataforma per Catalunya. Fue el segundo más votado en mayo, con el 18% de los votos. Y lo fue después de un esfuerzo del Ayuntamiento por repartir inmigrantes entre los colegios concertados para no concentrar todos en dos centros públicos. Vic tiene un 25% de inmigrantes -sobre todo magrebíes y subsaharianos-, hasta el 40% en algunos barrios.

La ascensión de Plataforma per Catalunya se explica, en buena medida, por la permanente campaña electoral de su líder, Josep Anglada, que durante años ha mantenido “una estructura de poder paralela”, en palabras del concejal Joan López. Si los vecinos tenían un problema, llamaban a Anglada y éste, convertido en una especie de padrino, les daba una solución.

No son una aparición aislada. En Talayuela, pueblo cacereño premiado por su labor de “concordia”, Iniciativa Habitable, grupo con un agresivo argumentario contra los extranjeros, obtuvo en las elecciones de mayo el 27% de los votos de esta población, con un 35% de inmigrantes censados. Y esas plataformas con un mensaje abiertamente xenófobo empiezan a proliferar en las ciudades del cinturón de Madrid. La Plataforma por Alcorcón, por ejemplo, no esconde que su principal reivindicación es que “los españoles estén por delante”. Muchos de ellos frecuentan foros comunes en Internet. De semejante corpus ideológico se nutren Vientos del Pueblo (Getafe) o Alcalá Habitable.

El sustento de este rechazo, exponen los sociólogos, está en algunas “leyendas urbanas”. Por ejemplo, que a los extranjeros no se les cobran impuestos al abrir un negocio, o que tienen más facilidades para acceder a las ayudas públicas. Es falso. Además, los inmigrantes que quieren acceder a las ayudas “deben pagar sus impuestos”. Las subvenciones de los Ayuntamientos se ciñen a asuntos como “enseñanza del español o asesoría jurídica”. Ese es el programa de Villaviciosa de Odón (26.000 habitantes, 10% inmigrantes).

La comunidad latinoamericana es una de las que ha expresado con mayor contundencia su temor a una oleada racista en España. “La agresión a la menor ecuatoriana en Cataluña es un hecho aislado, pero pone en evidencia acciones de racismo en el día a día. En el plano laboral, administrativo o social, nos topamos con actitudes xenófobas”, explica Javier Boldoni, responsable de Fedelatina, que agrupa a las asociaciones latinoamericanas en Cataluña.

“No es normal que haya enfrentamientos con los españoles”, dice María, propietaria de La Perla del Pacífico, un pequeño restaurante en el barrio madrileño de Tetuán. Sin embargo, cada comunidad tiene sus propias zonas de ocio y nunca se juntan. “Los peores son los moros, los ecuatorianos no molestan”, dice con su peculiar filosofía de vida Susana, vecina “de toda la vida del barrio”. Pero a veces sí hay problemas. Aunque sean “de baja intensidad”. A Stefani le daban crisis de ansiedad. Tiene 14 años y, según el perfil trazado por los psicólogos, “está acomplejada”. En el colegio la insultan. La llaman “gorda”. Pero no sólo eso. También le recuerdan que tiene la piel oscura y que no nació en España. En definitiva, que es ecuatoriana.

Cuando habla de “incidentes graves”, Boldoni se refiere a las agresiones físicas, que son minoritarias. Las ejecutan, habitualmente, grupos de ideología neonazi. En Madrid, abundan en el Corredor del Henares. En Cataluña, están activas en el llamado “triángulo xenófobo”, en la comarca del Vallès. Sus integrantes ni crecen ni desaparecen. “Es difícil dar el salto cualitativo de las palabras a las agresiones”, analizan los expertos.

Sin embargo, las palabras con su remoquete inicial inevitable, “yo no soy racista, pero…” sí que empiezan a calar. En el distrito de San Cristóbal de los Ángeles (40% de inmigración) aguardan en una marquesina. Dicen que están esperando “la patera”. En realidad, el autobús, pero “va lleno de moros”. Las palabras despectivas y los chistes se han vuelto algo cotidiano.

“Fuera rumanos. No al incivismo. No somos racistas”. Bajo esta pancarta salieron a la calle, en febrero, cientos de vecinos de una barriada obrera de Badalona, un municipio del área metropolitana de Barcelona. Los vecinos pretendían expulsar a 25 rumanos de etnia gitana que vivían en un piso de 60 metros cuadrados. En el origen de aquella violenta protesta -los extranjeros se marcharon- había un conflicto de convivencia: los nuevos inquilinos eran de higiene descuidada y montaban jaleo.

Pese a la insistencia de los vecinos en desmarcarse de cualquier matiz de xenofobia, los expertos ven en acciones como ésta la existencia de un racismo latente, que de forma casi inconsciente tiñe la base social. ¿Quiere decir eso que los españoles somos racistas? La respuesta, a juzgar por lo que dicen los propios interesados, es un contundente “no”. De hecho, según un estudio de 2006 del Observatorio Español del Racismo, el 65% de los españoles ve positivamente “la llegada de personas de otras razas, religiones y culturas”. Al 91% le parece bien que cobren el paro y al 85% le parece justo que traigan a su familia.

En lo que va de año, SOS Racismo ha recibido 270 denuncias. La estadística incluye los casos de racismo “de baja intensidad”, que son la mayoría -discriminación laboral o en el acceso a una vivienda-, pero también las supuestas agresiones de individuos y agentes de la policía. Hace pocos meses, Miwa Buene, congoleño, se quedó tetrapléjico tras recibir una paliza de un individuo que le gritaba “¡mono de mierda!”. Mireia, la mujer de Miwa, no tiene dudas: “Si eres negro, no vales nada”.

“El Estado de Bienestar se ha quedado corto”, concluye Ros. En Madrid, las instituciones dejan claro que “no hay discriminación. Ni positiva ni negativa”. Aunque reconocen que se dan choques culturales. Por ejemplo, en las urgencias de los hospitales. “Las urgencias son un sitio duro y la gente se pone nerviosa”, explica un trabajador del 12 de Octubre, de Madrid. “Hay bofetadas de vez en cuando”, explica. No es raro que los españoles afeen a los extranjeros hacer uso de una asistencia a la que no tienen “tanto” derecho como ellos.

03/11/2007 - 16:00h L’Italie veut expulser des milliers de Roumains

La préfecture de Milan n’a pas tardé à mettre en application, vendredi 2 novembre, le décret-loi adopté dans l’urgence mercredi 31 octobre. Quatre premiers Roumains font l’objet d’une procédure d’expulsion. Selon le préfet de Milan, Gian Valerio Lombardi, “des centaines” d’individus pourraient être éloignés de Milan dans les jours qui viennent.

Sur l’ensemble du territoire italien, ce sont des milliers de ressortissants roumains qui peuvent désormais être expulsés. Le décret-loi autorise en effet les préfets à renvoyer dans leur pays d’origine, sans procès ni recours possible, des citoyens de l’Union européenne qui “contreviennent à la dignité humaine, aux droits fondamentaux de la personne ou à la sécurité publique”. Une définition suffisamment vague pour englober le maximum de petits délinquants, avérés ou simplement suspectés. Ce tour de vis sécuritaire a été donné par le gouvernement de centre gauche conduit par Romano Prodi dans les heures qui ont suivi l’agression mortelle d’une femme par un Roumain, dans la banlieue nord de Rome.

La sauvagerie de ce fait divers et la nationalité du meurtrier présumé ont déclenché dans tout le pays une onde d’émotion, teintée de xénophobie envers une présence roumaine de plus en plus visible.

Selon les statistiques de l’immigration rendues publiques, mardi 30 octobre, par la fondation Caritas-Migrantes, les Roumains constituent la première communauté étrangère en Italie, avec près de 560 000 personnes recensées. Plus de 100 000 d’entre elles sont arrivées depuis le 1er janvier, le plus souvent installées dans des bidonvilles insalubres à la périphérie des villes.

“Rome était la capitale la plus sûre d’Europe avant l’entrée de la Roumanie dans l’Union européenne”, a tonné le maire de la cité, Walter Veltroni (élu secrétaire du nouveau Parti démocrate le 14 octobre), attribuant aux ressortissants de ce pays les trois quarts des crimes et délits commis dans l’agglomération. Le “péril roumain” évoqué par le nouvel homme fort du centre-gauche semble confirmé par les chiffres de la police : sur 10 500 arrestations effectuées dans la région depuis le début de l’année, 7 300 concernaient des étrangers, dont 6 000 des Roumains. D’après la presse, 5 000 d’entre eux répondraient aux critères d’expulsion du nouveau décret.

La police a procédé, jeudi et vendredi, à des contrôles dans les campements roms de la capitale, ainsi qu’à Florence, Milan et plusieurs villes du nord de l’Italie. “Nous ne faisons pas la chasse aux Roumains, mais aux délinquants roumains”, a nuancé le ministre de l’intérieur, Giuliano Amato. Toutefois, son ancien chef de cabinet, aujourd’hui préfet de Rome, Carlo Mosca, a confirmé la “ligne dure” des autorités “parce que face à des bêtes on ne peut répondre qu’avec la plus grande sévérité”. Les premiers arrêtés d’expulsion ont été pris dès vendredi 2 novembre, après la publication du décret-loi au Journal officiel.

Ce texte accélère l’application de mesures contenues dans un projet de loi, annoncé le 30 octobre, qui devait donner plus de pouvoirs aux maires dans la lutte contre la microcriminalité. L’Association nationale des magistrats (ANM), qui regroupe les 9 000 magistrats italiens, a approuvé son contenu. Si une instruction est en cours, le juge décidera de la poursuite de l’action judiciaire ou de la remise du prévenu aux autorités pour reconduite dans son pays. Le chef du gouvernement, Romano Prodi, ancien président de la Commission européenne, a précisé que le décret est conforme au droit communautaire.

Pour l’opposition de centre-droit, cette manifestation de fermeté est “tardive et partielle”. Gianfranco Fini, chef d’Alliance nationale (AN, droite conservatrice), exige “la destruction de tous les campements abusifs et l’expulsion des clandestins sans source de revenus”. Il est reproché à M. Prodi d’avoir levé les restrictions mises par le gouvernement Berlusconi à l’immigration venue d’Europe de l’Est : “Nous payons aujourd’hui le prix de la tolérance excessive du passé”, estime dans la presse italienne Franco Frattini, le commissaire européen chargé du dossier justice, liberté, sécurité.

Alors que les débarquements de migrants clandestins venus d’Afrique continuent en Sicile et en Calabre (plus de 300 arrivées le week-end dernier, et une cinquantaine de morts et de disparus dans des naufrages), les derniers chiffres de l’immigration concourent à une surenchère xénophobe. “Maintenant, l’Italie est aux mains des étrangers”, a titré le quotidien berlusconien Il Giornale, en commentant l’augmentation de 21 % de la population étrangère en un an.

L’immigration est “source d’insécurité” pour 48 % des Italiens, selon un sondage. Le chef de l’Etat, Giorgio Napolitano, a condamné “les remontées de racisme”, expliquant que “sans les travailleurs immigrés, le système économique serait bloqué”.

Dans un éditorial, Il Corriere della Sera met en garde contre “l’existence en Italie d’un syndrome Blocher”, du nom du leader xénophobe vainqueur des dernières législatives en Suisse. Romano Prodi vérifiera la semaine prochaine, lors du vote du budget au Sénat, si la ligne sécuritaire adoptée renforce sa majorité ou au contraire aggrave les dissensions avec la gauche radicale. Le quotidien communiste Liberazione s’interrogeait en “une”, jeudi 1er novembre : “Pourquoi restons-nous dans ce gouvernement ?”


Immigration Un décret-loi a été adopté en urgence à la suite d’une agression mortelle

Jean-Jacques Bozonnet – Le Monde

16/10/2007 - 18:38h "ÇA S’APPELLE LES DROITS DE L’HOMME"

Bayrou prêt à signer avec la gauche un recours devant le Conseil constitutionnel

Le Monde

‘avais indiqué dès dimanche au Zénith que je signerai le recours au Conseil constitutionnel”, a indiqué, mardi 16 octobre, François Bayrou, président de l’UDF-MoDem, confirmant ainsi qu’il s’associerait au recours que compte déposer la gauche devant le Conseil constitutionnel une fois le projet de loi sur l’immigration adopté, en raison de la disposition sur les tests ADN.

“J’espère que beaucoup d’autres le signeront, tous ceux qui ont indiqué que cette disposition pose un problème de conscience et de valeurs pour la société française”
, a ajouté le député des Pyrénées-Atlantiques. “Ce genre de texte met en cause des choses beaucoup plus profondes que les clivages politiques. C’est pourquoi je signerai, si j’en ai la possibilité, le recours”, a-t-il ajouté alors que la commission mixte parlementaire a maintenu, mardi, l’amendement ADN tel que l’a voté le Sénat.

“ÇA S’APPELLE LES DROITS DE L’HOMME”

De son côté, l’UMP François Goulard, qui avait participé au meeting de la gauche dimanche au Zénith, s’est vivement fait rappeler à l’ordre mardi par le premier ministre. François Fillon a en effet tancé le député du Morbihan, lors de la réunion heddomadaire du groupe UMP de l’Assemblée nationale, à laquelle ce dernier n’a pas pris part, ont rapporté plusieurs députés ayant assisté à la réunion.

Le député “villepiniste”, qui avait soutenu la candidature de François Bayrou lors de l’élection présidentielle, a également très fortement critiqué l’amendement permettant le recours aux tests ADN dans le cadre du regroupement familial. “Il y a des choses qui nous dépassent, qui appartiennent à tous les Français, à tous les hommes et femmes de cette planète : ça s’appelle les droits de l’homme”, avait-il fait valoir dimanche pour expliquer sa présence à la tribune d’un meeting organisé par Libération et Charlie Hebdo contre les tests ADN.

“Pour un gouvernement qui prône l’ouverture, pour un président de la République qui a répété qu’il aimerait qu’il y ait davantage d’ouverture, je ne vois pas comment on peut s’étonner qu’un membre de l’UMP aille avec des gens dont il ne partage pas les idées”, a répondu, mardi, François Goulard.

16/10/2007 - 17:37h El ‘test’ europeo de la inmigración

 

Una familia de inmigrantes

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Una familia de inmigrantes- GORKA LEJARCEGI

Un estudio realizado en 28 países destaca que España es el segundo de la UE donde los inmigrantes tienen más facilidades para acceder al mercado laboral después de Suecia

ANA CARBAJOSA - Bruselas – El País

España es el segundo país de la UE en el que los inmigrantes disfrutan de más facilidades para acceder al mercado laboral, por detrás de Suecia. Es uno de los resultados del segundo estudio comparativo que analiza la integración de los inmigrantes en Europa, realizado por el British Council y el Migration Policy Group (Grupo sobre la Política de Inmigración) y presentado ayer en Bruselas. En general, España figura en el puesto décimo de la tabla que aglutina todos los factores que favorecen la integración de los inmigrantes, y es el segundo donde éstos tienen más facilidades para acceder al mercado laboral tras Suecia.

El acceso al mercado laboral, la participación política y las facilidades para obtener un permiso de residencia son algunos de los elementos que los autores del informe consideran clave para trazar la radiografía de la integración de los que llegan a Europa en busca de una vida mejor.

Los países nórdicos -sobre todo Suecia- y los Países Bajos figuran a la cabeza de la lista que mide los diferentes factores de integración de los inmigrantes. Francia aparece, sin embargo, en el undécimo puesto, junto a Eslovenia, y saca una nota especialmente mala en el capítulo de acceso al mercado laboral, una de las causas a la que los expertos atribuyeron la explosión de la crisis de los barrios periféricos en 2005. “Un demandante de empleo con apellido norteafricano tiene el doble de posibilidades de ser rechazado que un candidato similar con un nombre francés”, dice el informe. Y explica, además, que en Francia decenas de perfiles profesionales están reservados a ciudadanos de la UE tanto en el sector público como en el privado.

El Índice de políticas de integración de inmigrantes, cofinanciado por la Comisión Europea, destaca que España, pese a ser un país que ha comenzado a acoger inmigrantes hace pocos años, en seguida se ha convertido en uno de los destinos preferidos. Y explica que aunque en España tienen más posibilidades, a la hora de encontrar un empleo, que los propios españoles, tienen sin embargo el doble de probabilidad de tenerse que conformar con trabajos temporales.

De los 28 países analizados -Noruega, Suiza y Canadá, además de todos los de la UE, excepto Rumania y Bulgaria-, España es el segundo mejor en cuanto al acceso de los inmigrantes al mercado laboral. Destaca el estudio la seguridad a la hora de encontrar un empleo en el mercado de trabajo español y los derechos asociados al empleo. “La mayoría de los permisos de trabajo son renovables, y los inmigrantes pueden quedarse en España para encontrar un nuevo trabajo cuando termina su contrato. Pueden afiliarse a un sindicato y cambiar rápidamente de trabajo, empleador, profesión o tipo de permiso”, reza el texto, de 190 páginas.

A la hora de evaluar el grado de participación de los inmigrantes en la vida política española o de las dificultades para obtener la nacionalidad, España sale bastante peor parada (puesto 14º). Y desciende hasta el puesto 17º en cuanto a la puesta en marcha de políticas de lucha contra la discriminación y el racismo.

Toda la UE saca muy mala nota en cuanto a la participación política de los inmigrantes, según explicó Jan Niessen, del Migration Policy Group. El experto indicó que hasta 11 de los países analizados no garantizan el derecho al voto de los extranjeros asentados en esos países.

26/09/2007 - 13:09h France: L’amendement instaurant des tests ADN pour les étrangers pourrait être supprimé au Sénat

L‘article de loi instaurant le recours à des tests ADN dans le cadre de du projet de loi Hortefeux sur la maîtrise de l’immigration a été supprimé par la commission des lois du Sénat, mercredi 26 septembre.

Pour que les tests ADN disparaissent du projet de loi, cette décision devra être confirmée par les sénateurs, le 2 octobre, lorsque le texte sera examiné en séance publique. L’UMP ne dispose pas de la majorité absolue au Palais du Luxembourg et, aux yeux de nombre de sénateurs, l’amendement va au-delà des principes posés par la loi sur la bioéthique du 6 août 2004.

THIERRY MARIANI “DÉSAVOUÉ”
Jean-Pierre Bel, président du groupe socialiste au Sénat, s’est félicité de cette suppression, votée par 24 voix contre 13, estimant qu’elle est “conforme à la vision” que le PS se fait “de la France, de ses valeurs républicaines”. Les sénateurs socialistes espèrent désormais qu’elle soit confirmée par l’ensemble des sénateurs. Pour Nicole Borvo, présidente du groupe communiste, “le gouvernement et le rapporteur à l’Assemblée nationale” Thierry Mariani, ont “été désavoués”.

L’ancien premier ministre et sénateur de l’UMP, Jean-Pierre Raffarin, ainsi que le haut commissaire aux solidarités actives, Martin Hirsch, avaient estimé que l’article controversé avait de fortes chances d’être supprimé lors de son passage au Sénat. S’exprimant à titre personnel sur France Inter, M. Raffarin avait dit qu’il aurait été été meilleur d’attendre 2009, c’est-à-dire la loi bioéthique, pour cadrer ce dossier”.

Cet amendement avait été adopté mercredi 19 septembre – par 91 voix contre 45 –, après avoir été modifié à la marge par le gouvernement, qui a instauré une période d’expérimentation de deux ans.

20/08/2007 - 20:29h O capital não tem fronteiras, já a mãe…

La lucha de una madre

HOY EN INTERNACIONAL

La lucha de una madre

EE UU deporta y separa de su hijo a una inmigrante refugiada un año en una iglesia.

EL PAÍS

La inmigrante ilegal mexicana Elvira Arellano, conocida activista que se refugió en una iglesia de Chicago durante un año para evitar su deportación y la separación de su hijo de ocho años, nacido en Estados Unidos, ha sido detenida y deportada a México en las últimas horas.

La mujer fue entregada en la frontera de Tijuana a las autoridades mexicanas a las 7.00, hora peninsular española. Arellano, de 32 años, llegó a Los Angeles el pasado sábado, al abandonar por primera vez su refugio para llevar a cabo una campaña a favor de la reforma de las leyes de inmigración. Esta mujer se ha convertido en símbolo de la lucha de las personas indocumentadas cuyos hijos han nacido en Estados Unidos. El sábado dijo que no temía ser detenida por los agentes de inmigración. “Tengo sólo dos alternativas: me voy a mi país, México, o me quedo y sigo luchando. He decidido quedarme y luchar”, explicó.

Arellano llegó al Estado de Washington de forma ilegal en 1997. Poco después fue deportada a México, pero regresó y se mudó a Illinois en 2000, donde consiguió trabajo limpiando aviones en el Aeropuerto Internacional O’Hare. Allí fue detenida en 2002 y condenada por trabajar con un número falso de la Seguridad Social. Debía entregarse a las autoridades en agosto, pero se refugió en la iglesia de Chicago el 15 de agosto de 2006 y no salió de allí hasta que decidió que la llevaran en coche a Los ngeles, según relató Coleman.

01/08/2007 - 15:16h “Una afrenta para Latinoamérica”

Por Fernando Cibeira
desde México D. F. para Página12

Después de agradecerle al pueblo mexicano por “abrirles la puerta” a los exiliados argentinos durante la dictadura, el Presidente condenó “el indigno muro” que los Estados Unidos están construyendo en la frontera con México.

El discurso del presidente Néstor Kirchner en el recinto del Senado mexicano volvía sobre los tópicos en los que insiste desde que pisó el DF: los deseos de lograr una mayor integración y destacar las coincidencias alcanzadas entre ambos países. Pero, como suele suceder, cuando se apartó de la letra escrita llegó lo más sustancioso. Entonces agradeció al pueblo mexicano por “abrirles las puertas” a los exiliados argentinos de la dictadura y, hablando de derechos humanos, condenó enérgicamente el muro que la administración de George Bush pretende levantar en la frontera con México. “Quiero dejar en claro el repudio del pueblo argentino, de quien les habla y de quienes me acompañan, a la construcción del indigno muro que se está construyendo entre la hermana nación mexicana y la nación de Estados Unidos”, sostuvo el Presidente, que no pudo terminar la frase, interrumpido por los aplausos de los legisladores.

Kirchner profundizó sobre la cuestión. Dijo que la decisión del gobierno norteamericano “no es solamente una afrenta para la hermana nación mexicana, sino que es una afrenta para todos los pueblos de Latinoamérica y todos los pueblos del mundo”.

El muro en la frontera entre México y Estados Unidos es un proyecto de los legisladores republicanos pensado como muestra extrema de su intención de frenar la inmigración ilegal. Se estima que en Estados Unidos viven unos once millones de mexicanos y que la mitad habría ingresado ilegalmente. Con esos datos, el Congreso norteamericano votó a favor de la iniciativa que prevé la construcción de un muro de 1125 kilómetros de largo, a través de los estados de Texas, Nuevo México, Arizona y California. En rigor, ese muro –en forma de gigantescas alambradas, zanjas, casetas de vigilancia y también paredes de hormigón– ya existe en varios tramos de la frontera. Lea más aqui