08/11/2008 - 15:23h O racismo ordinário do buffone

Sem pedido de desculpas a Obama


Berlusconi chama de imbecil quem criticou frase sobre o presidente eleito

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Rogério Daflon - O Globo

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, preferiu manter a polêmica acesa a fazer qualquer autocrítica em relação à sua frase após a vitória de Barack Obama nas urnas. O empresário e político — que declarara que o presidente eleito americano é “jovem, bonito e bronzeado” — se irritou anteontem diante das críticas ao fim da cúpula informal de chefes de Estado e governo da União Européia (UE), em Bruxelas.

— Todos (que o criticaram) deveriam estar numa lista de imbecis — disse ele, que, em seguida, foi indagado por um jornalista se pediria desculpa a Obama. — Você (que fez a pergunta) também deveria estar na lista de imbecis.

Em Roma, manifestantes protestaram contra a frase do premier. Em Chicago, o coordenador da campanha, David Axelrod, decidiu não se pronunciar sobre o assunto, e à noite, o governo italiano anunciou que Berlusconi teve “uma longa e cordial conversa telefônica” com Obama.

Jornalista austríaco faz declaração racista. Ao menos o político italiano pôde dizer que estava brincando.

Já o jornalista austríaco Klaus Emmerich, de 80 anos, nem isso. Ele falou a sério ao criticar a chegada de Obama à Casa Branca. Em transmissão ao vivo de TV sobre a vitória do democrata, Emmerich afirmou que não gostaria de ver o mundo ocidental “liderado por um homem negro”. Emmerich — excorrespondente da TV estatal ORF nos EUA —disse que os americanos ainda são racistas e que devem “estar muito mal se mandam um negro e uma mulher negra muito atraente para a Casa Branca”. Sem baixar o tom, o jornalista emendou, por fim, dizendo-se “curioso para ver como reagirá a América branca.

Seria como se o próximo chanceler (austríaco) fosse um turco; ninguém na Áustria gostaria”.

A estatal ORF condenou as declarações do jornalista. Para Francisco Carlos Teixeira, professor de história da UFRJ, manifestações racistas contra Obama não vão parar por aí: — No caso austríaco, é algo que não surpreende. Naquele país, o Partido da Liberdade é neonazista, e metade da Áustria vota nesse pessoal.

Teixeira disse que também não a vê a frase de Berlusconi como algo inesperado: — A frase mostra uma não aceitação à cor de Obama. Há que se lembrar que Berlusconi está à frente de uma coalizão de direita, com o Partido da Frente Nacional, herdeiro do Partido Nacional Fascista Italiano.

O professor prevê também manifestações racistas em algumas regiões dos EUA.

— Na análise do mapa eleitoral, vê-se forte rejeição a Obama onde houve grande imigração da região da Europa Central. São pequenos fazendeiros e produtores que vivem entre os Grandes Lagos e Golfo do México. E se vê a mesma coisa em alguns estados do Sul ainda com forte sentimento racista — observou Teixeira, ressaltando que Obama fez a a campanha como presidente de todos os americanos.

— Embora a estratégia tenha sido bem-sucedida, ele vai sofrer mais manifestações. Porque o racismo não é um problema social, mas cultural.

24/10/2008 - 12:07h Berlusconi quer isolar alunos estrangeiros

http://www.lauracima.it/wp-content/uploads/2008/10/preparazione%20al%20corteo%20no%20Gelmini.jpgEstudantes tomam ruas de Roma em protesto contra plano do governo


Flavia Guerra, ROMA - O Estado de São Pauloberlusconi_tapa.jpg

As ruas da capital italiana foram tomadas ontem por mais de 20 mil estudantes inconformados com a reforma educacional proposta pelo presidente Silvio Berlusconi para “mudar a história da educação no país”. Uma das medidas mais polêmicas do plano é a separação dos estudantes italianos e estrangeiros nas escolas. A reforma também prevê a demissão de 80 mil professores e a diminuição da carga horária.

“É praticamente um apartheid”, afirmou Simone, de 14 anos, filha de brasileira. “O governo diz que os estrangeiros não entendem italiano, mas como vão aprender se estiverem separados?” Para grêmios estudantis, a reforma representa um retrocesso sem precedentes na educação do país.

O Decreto de Lei Gelmini, de autoria da ministra da Educação, Maristella Gelmini, foi promulgado em setembro e aguarda a aprovação no Senado para passar a valer.

Após uma semana de manifestações estudantis em todo país, Berlusconi e a ministra convocaram uma entrevista coletiva para “responder a todas as mentiras da esquerda”. Segundo Gelmini, as medidas servem para cortar gastos exorbitantes do setor. O presidente também decretou a ocupação das escolas pela polícia.

Outros pontos polêmicos da reforma são o aumento do número de alunos por sala - para 33 - e a adoção de um professor único em todos os níveis do ensino básico. “Um mesmo professor não vai saber ensinar matemática, artes, italiano, física e química”, afirmou um aluno do Liceu Clássico de Roma.

16/07/2008 - 19:14h O X da questão

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El cartel que sostiene el niño dice:

“Tu Cristo es judío
tu escritura es latina
tus números son árabes
tu democracia es griega
tu equipo de música es japónes
tu balón es de Corea
tu videoconsola es de Hong Kong
tu camisa es de Tailandia
tus estrellas futbolísticas son de Brasil
tu reloj es suizo
tu pizza es italiana

¿Y tú eres el que mira a ese trabajador inmigrante como a un despreciable extranjero?”

Esta campaña nació en España, realizada por españoles y no españoles, luego de que cientos de personas fueran deportadas en el aeoropuerto de Barajas, Madrid, cercadas por la policía de inmigración.

Y las deportaciones siguen…

Equis, esa letra medio inútil que toma vigencia en este tiempo a través de una palabra que avergüenza: xenofobia.Fonte Civilización & Barbarie

25/06/2008 - 09:53h Lula critica ‘vento frio da xenofobia’ na Europa

Para presidente, política restritiva à imigração vem do medo de países ricos de perderem ’status quo’

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Soraya Aggege - O Globo

SÃO PAULO. Diante de uma platéia formada pelos pesos-pesados dos setores financeiro e empresarial brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou os países europeus de “xenofobia”, pelas políticas restritivas à imigração aprovadas na semana passada. Segundo Lula, o preconceito contra a imigração é causado pelo medo que os ricos têm de perder o “status quo” com o avanço das regiões emergentes.
Para ele, em vez de ficar com medo, os países ricos deveriam ajudar os pobres a se desenvolverem.

— O vento frio da xenofobia sopra outra vez sua falsa resposta para os desafios da economia e da sociedade. Hoje, como ontem, o desemprego, a fome e a instabilidade financeira reclamam maior coordenação entre as nações e maior solidariedade entre os povos — discursou o presidente no evento sobre responsabilidade social das empresas e os direitos humanos.

A UE decidiu, na semana passada, que imigrantes ilegais podem ser detidos por até 18 meses e impedidos de retornarem ao bloco por até cinco anos. Lula se disse perplexo com o atual estágio das relações humanas entre países, 60 anos após a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

— Qual é o grande problema que nós temos no mundo desenvolvido hoje? É o preconceito contra a imigração. E o que é o preconceito contra a imigração? É o medo de perder seu status quo, é o medo de perder o emprego, é o medo de ter alguém ocupando o seu espaço. Isso hoje é um problema extremamente sério em toda a Europa e só há uma solução para isso: Não é proibindo os pobres de irem à Europa, é ajudando a desenvolver os países pobres.

Lula afirma que Brasil evoluiu em direitos humanos Para o presidente, o Brasil evoluiu em relação aos direitos humanos nos últimos 20 anos.
Segundo Lula, “contra os tambores do medo e da intolerância”, é preciso ainda “convocar o século XXI a defender o artigo 13oda declaração, que diz: todo ser humano tem o direito de circular e escolher livremente a sua residência no interior de um Estado”.

Par ticiparam do evento com o presidente, Roberto Setubal (Itaú); Roger Agnelli (Vale); Abílio Diniz (Grupo Pão de Açúcar); Antonio Carlos Valente (Telefônica), Fábio Barbosa (ABN-Amro), Hélio Duarte (HSBC), Hector Nuñes (Wal-Mart), entre outros.

18/06/2008 - 18:51h Brasil ‘lamenta’ endurecimento de legislação de imigração na UE

Em nota, Itamaraty diz que decisão ‘contribui para criar percepção negativa da migração’

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Sans-papiers à Lille. Photo d’illustration. REUTERS/© Pascal Rossignol / Reuters

Redação estadao.com.br

SÃO PAULO - Em nota divulgada no final da tarde desta quarta-feira, 18, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse lamentar a aprovação pela União Européia da diretiva que estabelece regras mais rígidas ao tratamento de imigrantes ilegais nos países do bloco.

“O Brasil, país que deu acolhida a milhões de imigrantes e descendentes hoje harmoniosamente integrados na sociedade brasileira, lamenta uma decisão que contribui para criar percepção negativa da migração e vai no sentido contrário ao de uma desejada redução de entraves à livre circulação de pessoas e de um mais amplo e pleno convívio entre os povos”, diz a nota.

A medida, aprovada nesta quarta-feira pelo Parlamento Europeu, estabelece a extradição de todo estrangeiro em situação irregular (exceto os que estão sob asilo em países da UE) para o seu país de origem e a detenção de até seis meses daqueles que se negarem a abandonar os páises do bloco.

18/06/2008 - 17:05h Os imigrantes ilegais serão tratados como criminais na Europa

Expulser les sans-papiers sera plus facile!

Une directive vient d’être adoptée par le parlement européen.

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Un fillette regarde des CRS, au squat de Cachan, occupé par des sans-papiers, en août 2006. Reuters/© Charles Platiau / Reuters

Les eurodéputés ont adopté la “directive retour“, ce mercredi. Il a été approuvé par 367 voix contre 206 et 109 abstentions par les représentants des 27 Etats-membres.

Aussitôt, le vote a déclenché un tollé parmi les associations: “C’est une directive de la honte”, ont clamé les Verts.

C’est quoi cette directive ?
Un projet de loi controversé destiné à faciliter le renvoi des sans-papiers de l’UE.

Qu’y a-t-il dedans ?
1. La rétention
Tout immigré illégal qui refuse son expulsion ou qui “risque de fuir” est placé en centre de rétention. La rétention aura une durée maximale de 6 mois mais pourra être prolongée jusqu’à 18 mois en cas de “manque de coopération” du sans-papier ou en cas de retards dans la procédure avec le pyas d’origine.

2. Le cas de mineurs
Les mineurs non accompagnés et les familles avec mineurs sont placés en rétention “en dernier ressort”. Le texte garantit également “l’accès à l’éducation” des mineurs et demande aux Etats membres de prendre en compte “l’intérêt supérieur de l’enfant”. Mais il autorise l’expulsion de mineurs non accompagnés vers des pays où ils n’ont ni tuteur ni famille, pourvu qu’il y ait sur place des “structures d’accueil adéquates”.

3. La non-réadmission
Toute personne reconduite aux frontières se voit interdire toute entrée dans l’Union européenne pendant 5 ans, voire plus en cas de “menace grave” pour l’ordre et la sécurité.

4. Le retour volontaire
Si un sans-papiers déclare vouloir rentrer dans son pays ou dans un pays prêt à l’accueillir de manière volontaire, un délai de 7 à 30 jours lui est accordé pour préparer son départ. Ce délai peut être prolongé d’une durée “appropriée” en fonction des circonstances (enfants scolarisés, autres liens familiaux et sociaux…).

(Source: AFP)

“Retour” des sans-papiers: “la directive de la honte”

Par La rédaction du Post , le 18/06/2008
Les Verts, SOS Racisme, la Cimade… s’élèvent contre la nouvelle directive européenne favorisant l’expulsion des sans-papiers fait réagir.

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Sans-papiers à Lille. Photo d’illustration. REUTERS/© Pascal Rossignol / Reuters

Les eurodéputés ont adopté la “directive retour”, un projet de loi controversé destiné à faciliter le renvoi des sans-papiers de l’UE.

SOS Racisme: “Nous nous inquiétons des conséquences que va produire l’adoption de ce texte quant à la dignité et à la sécurité juridique des ressortissants étrangers vivant en Europe.”

“Cette directive est une atteinte aux idéaux de liberté et ‘au vivre ensemble’ portés par les pères de l’Europe”, poursuit l’association de lutte contre le racisme.

Les Verts eux, se sont dits ce mercredi “scandalisés”
par l’adoption de la “directive dite de la honte”, qui vise à harmoniser les règles d’expulsion des sans-papiers dans l’UE.

Le parti écologiste estime qu’”à l’heure où sévit déjà une crise alimentaire mondiale et où apparaissent les premiers réfugiés climatiques, cette directive est particulièrement irresponsable”.

“Elle érige la brutalité administrative en outil de gestion des flux migratoires, demandeurs d’asile inclus”, affirment les Verts.

“Incarcérer des enfants ou des adultes sans procès pendant plus de 18 mois au motif qu’ils ne disposent pas de papiers à jour est un glissement fascisant inacceptable de l’Union européenne. Prépare-t-on un Guantanamo européen?”, s’interrogent les Verts.

La Cimade (Conseil oecuménique d’entraide) qui accueille et accompagne chaque année plusieurs dizaines de milliers de migrants et de demandeurs d’asile, affirme qu’”en adoptant, sans y ajouter le moindre amendement, le texte de la directive retour négocié par les ministres de l’Intérieur et de l’Immigration des 27 Etats membres, le Parlement européen a perdu une grande part de sa crédibilité quant à sa capacité à tenir son rôle d’instance démocratique chargée notamment de la protection des citoyens en Europe”.

(Sources: Communiqués, AFP)

04/06/2008 - 13:24h Ciganos são bode expiatório

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Gilles Lapouge* - O Estado de São Paulo

Tempos horríveis estes para os ciganos italianos, principalmente os chamados “romas”, de origem romena. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, acaba de conceder poderes extraordinários para os chefes de polícia de Roma, Nápoles e Milão fazerem um novo censo dos ciganos e expulsarem os que têm problemas com a Justiça.

Será que Berlusconi tem o direito, na União Européia, de perseguir as pessoas desse modo? Os romas são três quartos romenos e um quarto italianos. Portanto, são cidadãos da UE e não podem ser detidos ou expulsos. Mas Berlusconi não está nem aí com isso. Bruxelas se comoverá com a sorte deles? Isso não é tão certo, embora seja desejável.

As medidas contra os ciganos têm precedentes assustadores. Em 1939, sob o nazismo, eles foram tachados de “raça inferior”. Cerca de 30 mil foram expulsos para o Leste e começaram os massacres e o confinamento em guetos. Em 1942, Heinrich Himmler, chefe da SS, deportou os ciganos alemães para campos de concentração.

As medidas de Berlusconi não têm nenhuma relação com tais horrores. Mas não podemos deixar de nos sentir chocados ao ver as mesmas pessoas perseguidas pelo mesmo “crime”: o de pertencer a uma determinada etnia. Pode-se até explicar o gesto de Berlusconi: a Itália padece. A crise é feroz. Nápoles, incapaz de administrar o próprio lixo, apodrece ao sol. Em casos semelhantes, todo líder procura um bode expiatório. O que Berlusconi tinha à mão era o povo cigano.

Sem desculpar Berlusconi, é preciso reconhecer que tal comportamento não é exclusivo dele: em 2007, seu predecessor, Romano Prodi, que não é de direita, mas de centro-esquerda, baixou um decreto que lhe permitiu expulsar ciganos.

A maldição que recai sobre os ciganos também é antiga. Eles deixaram seu berço, a Índia, na Antigüidade, e espalharam-se pela região do Mediterrâneo. Tinham uma fama detestável: os gregos os apelidaram de “intocáveis”.

Nas sociedades modernas, a sorte dos romas italianos mostra que o problema da imigração não pára de se agravar. A crise intensifica o ódio pelos imigrantes, esses sujeitos que vêm “tirar o nosso emprego”. Os países europeus endurecem suas leis, expulsam, separam as famílias, desprezam. Hoje, a Europa, que por muito tempo deu lições de direitos humanos, não exibe um rosto bonito. Ela é feia. Em todas as capitais, afiam-se as armas contra os imigrantes. O código civil é reformulado. A imigração é tratada como crime.

Evidentemente, não podemos esquecer que a imigração em massa representa um desafio. Mas a solução não é lotar aviões fretados, como faz o presidente francês, Nicolas Sarkozy. É necessária na Europa uma política de imigração firme, coerente, diferente das histerias anticiganas de Berlusconi. Uma política que tenha dois pilares: no interior, a solidariedade e a integração; no exterior, acordos de cooperação com os países de emigrantes.

*Gilles Lapouge é correspondente em Paris

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19/05/2008 - 08:52h Xenofobia: Antiimigrantes matam 12 na África do Sul

AFP
Desemprego alimenta ódio aos estrangeiros nos bairros pobres de Johannesburgo; polícia é incapaz de conter ataques

Zimbabuanos são principais alvos da violência; saques, linchamentos e estupros aterrorizaram estrangeiros durante o final de semana

DA REDAÇÃO - FOLHA DE SP

Ataques xenófobos em Johannesburgo, principal cidade sul-africana, mataram pelo menos 12 pessoas no final de semana. Dezenas de imigrantes foram feridos e centenas se refugiaram em igrejas e delegacias para escapar da violência.
Multidões furiosas culpam os estrangeiros -muitos deles zimbabuanos que deixaram um país em colapso econômico e crise política- pelo desemprego e pela crise habitacional na África do Sul. Embora um em cada quatro trabalhadores do país esteja desempregado, a nação mais rica da África subsaariana continua a atrair milhares de imigrantes.
O ataques tiveram início na favela de Alexandra e rapidamente atingiram outros bairros pobres. Em Cleveland, região central decadente onde vivem muitos estrangeiros, duas pessoas foram espancadas até a morte na madrugada de sábado e três morreram queimadas. Mais de cinqüenta foram feridas a bala ou esfaqueadas. Há relatos de que gangues estejam vasculhando apartamentos do bairro, rua a rua, em busca de estrangeiros.
O porta-voz da polícia, Govindsamy Mariemuthoo, informou que 200 pessoas foram presas por crimes como estupro, roubo e ataques em vias públicas. Gás lacrimogêneo foi usado para dispersar aglomerações em diversos bairros.
“[A violência] está se espalhando como um incêndio, e nem o Exército nem a polícia são capazes de controlá-la”, relata o professor zimbabuano Emmerson Ziso. Ele conta que deixou sua terra natal por temer retaliações do governo, após participar de uma greve em apoio ao Movimento pela Mudança Democrática (MDC). “Preferia estar no Zimbábue.”
O presidente da ONG Médicos Sem Fronteira na África do Sul, Eric Goemaere, afirma que há uma crise humanitária e pediu ao governo que conceda status de refugiados aos estimados 3 milhões de zimbabuanos. “Eu tratei de gente baleada, espancada, vítimas de estupro. As pessoas estão aterrorizadas”, conta Goemaere, que compara a situação em Johannesburgo ao que testemunhou em dezenas de acampamentos de refugiados no continente.
A violência afetou também comerciantes somalis e de países asiáticos, que tiveram suas lojas e casas depredadas. Segundo a Cruz Vermelha, 3.000 pessoas perderam tudo o que tinham. Organizações humanitárias distribuem cobertores e comida aos flagelados.
O presidente Thabo Mbeki disse que nomeou um grupo de especialistas para investigar os distúrbios, condenados também pelo presidente do Partido do Congresso Nacional Africano, Jacob Zuma, provável sucessor de Mbeki. Muitos dos atuais líderes sul-africanos se asilaram nos países vizinhos durante o apartheid.
Segundo o governo e polícia, grupos criminosos estão se aproveitando do sentimento antiestrangeiro para promover saques. Sede da Copa do Mundo de Futebol em 2010, a África do Sul é um dos países mais violentos do mundo.
Com agências internacionais

20/03/2008 - 20:59h “Briga” entre Brasil e Espanha não é bom para nenhum dos lados, diz Marta Suplicy

Marina Wentzel - BBC - Agencia Estado

marta_curitiba.jpgDe Hong Kong para a BBC Brasil - A ministra do turismo Marta Suplicy disse nesta quinta-feira em Hong Kong que o “Brasil só perde com a guerra das deportações”.

Em viagem à China, a ministra ressaltou que o atrito entre Espanha e Brasil está prejudicando as relações e não é produtivo para nenhum dos lados.

“O Brasil não ganha nada com essa guerra de deportação, só perde. Mas é fato que brasileiros foram deportados da Espanha, e agora o Brasil está agindo por reciprocidade”, disse à BBC Brasil.

Ela lembrou que as autoridades brasileiras e espanholas devem se reunir em breve para tentar solucionar o impasse diplomático.

Há três semanas Brasil e Espanha tem rejeitado mutuamente a entrada de turistas que não cumpram os procedimentos de admissão nos mínimos detalhes.

Os incidentes vêm criando um clima de confronto e os veículos de comunicação da Espanha já batizaram a situação de “a guerra das deportações”.

Segundo estatísticas do aeroporto Barajas, na capital espanhola, em 2007 dois em cada cinco viajantes que tiveram a entrada negada eram brasileiros.

Olimpíadas

Durante a viagem à China a ministra Marta Suplicy espera conseguir com os chineses idéias sobre como organizar um evento de proporções olímpicas.

“Estamos vindo à China para observar e aprender como os chineses organizaram os jogos olímpicos na parte de serviços, planejamento hoteleiro, construções e organização do espaço.”

“Esperamos tirar lições que nos sirvam na organização da Copa de 2014 e quem sabe na Olimpíada de 2016″, disse.

O Brasil é aceito como destino turístico pela China desde 2004.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, o número de turistas chineses indo ao Brasil aumentou de 18.017, em 2005, para 37.656 em 2006, um crescimento de 109%.

Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT) a China enviou 34,5 milhões de turistas ao exterior em 2006 e a expectativa é de que o país se torne o quarto emissor em 2020, atrás apenas de Alemanha, Japão e EUA. BBC Brasil

09/03/2008 - 08:40h Direita e esquerda duelam na Espanha

Em outra eleição antecedida por um ataque terrorista, o socialista Zapatero enfrenta o direitista radical Rajoy

Lourival Sant’Anna - O Estado de São Paulo

A Espanha disputa hoje um clássico. Em vez de Real Madrid e Barcelona, esquerda e direita enfrentam-se num duelo cuja ferocidade se aproxima mais de uma tourada. Há uma semana, as últimas pesquisas davam cinco pontos de vantagem ao primeiro-ministro socialista, José Luis Rodríguez Zapatero, sobre o líder da oposição de direita, Mariano Rajoy, do Partido Popular. Pelo precedente, é preciso encará-las com um grão de sal. Assim como há quatro anos, um atentado terrorista mais uma vez se interpôs entre as sondagens e a votação.

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07/03/2008 - 15:28h “Os maus-tratos a brasileiros são inaceitáveis”, disse Marta Suplicy ao Ministro de Turismo da Espanha

Conversa com homólogo espanhol visa coibir abusos e também rejeitar escalada que possa afetar as ótimas relações entre Brasil e Espanha

Joan Clos, Minister for Industry - Photo EFE

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Marta Suplicy conversou com Joan Clos, Ministro de Turismo espanhol - Photo EFE

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, entrou em contato, nesta manhã, com o ministro da Indústria, Comércio e Turismo da Espanha, Joan Clos, para dizer que é “inaceitável” ver brasileiros serem tratados como cidadãos de segunda categoria e sendo desrespeitados em aeroportos da Espanha. Marta observou que o clima de mal-estar entre os dois países não condiz com o bom nível de entendimento entre os governos brasileiro e espanhol, nem com os laços de amizade e investimentos que unem os dois países.

“O que está acontecendo não contribui para o desenvolvimento e fortalecimento de nossas ações e a aproximação que já temos conquistadas. Temos o maior apreço pela Espanha e por seu povo; e também sabemos o quanto os espanhóis valorizam o Brasil e seu povo”.

A Espanha é o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil – contamos, hoje, com investimentos espanhóis da ordem de US$ 40 bilhões, aplicados, principalmente, nos setores financeiro, de telefonia e de turismo. O Brasil é o primeiro país da América, e o segundo do mundo, a receber investimento espanhol. Também o interesse de espanhóis pelos destinos turísticos brasileiros cresce a cada ano.

Em 2006, o país que mais aumentou a emissão de turistas para o Brasil foi a Espanha, em 22%, alcançando o número de 211.741 turistas espanhóis. Consolidou-se como o oitavo país emissor de turistas para o Brasil. E temos na Espanha o Escritório Brasileiro de Turismo (EBT).

De outro lado, a Espanha é um dos países do mundo que mais recebe turistas estrangeiros, e também é um dos líderes na realização de eventos, atraindo turistas com diferentes tipo de interesse: negócios, cultura, esportes etc. É um dos destinos mais apreciados pelos brasileiros, assim como Portugal.

“É contrário ao interesse mútuo, do Brasil e da Espanha, em aprofundar ainda mais estes laços, provocar uma escalada afetando este relacionamento. Tenho certeza que o governo espanhol saberá reagir para que os lamentáveis episódios não se reproduzam, em consonância com o respeito às leis e regulamentos vigentes nos respectivos países, e que coíbem abusos de autoridade. Da nossa parte, tenho transmitido isto ao ministro espanhol, e ainda que permanece a disposição ao diálogo e nosso acolhimento tradicionalmente caloroso aos visitantes de Espanha e de qualquer outro país”, diz a ministra.

Fonte Ministério de Turismo

08/12/2007 - 12:38h Imigração: Mudam as regras na Inglaterra com mais restrições


Big Ben e Parlamento britânico

O governo britânico anunciou hoje uma série de novas regulamentações para os imigrantes que buscam trabalhar na Grã-Bretanha. O sistema, baseado em pontuações, será válido a partir do próximo ano. De acordo com o plano, os imigrantes altamente qualificados com inglês fluente terão prioridade para trabalhar e permanecer no país. Eles poderão trazer consigo suas famílias e se estabelecer permanentemente na Grã-Bretanha em um prazo de cinco anos.

Já os imigrantes sem qualificações e com pouca experiência, terão maiores dificuldades para poder trabalhar no país, e não contarão com direitos para permanecer em solo britânico ou pedir pela cidadania. Segundo o novo sistema, os imigrantes não provenientes da União Européia necessitam de pelo menos de 75 pontos para serem considerados para um visto de trabalho.
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08/12/2007 - 12:27h Imigração: Mudam as regras na Inglaterra com mais restrições

Big Ben e Parlamento britânico

O governo britânico anunciou hoje uma série de novas regulamentações para os imigrantes que buscam trabalhar na Grã-Bretanha. O sistema, baseado em pontuações, será válido a partir do próximo ano. De acordo com o plano, os imigrantes altamente qualificados com inglês fluente terão prioridade para trabalhar e permanecer no país. Eles poderão trazer consigo suas famílias e se estabelecer permanentemente na Grã-Bretanha em um prazo de cinco anos.

Já os imigrantes sem qualificações e com pouca experiência, terão maiores dificuldades para poder trabalhar no país, e não contarão com direitos para permanecer em solo britânico ou pedir pela cidadania. Segundo o novo sistema, os imigrantes não provenientes da União Européia necessitam de pelo menos de 75 pontos para serem considerados para um visto de trabalho.

No primeiro grupo estarão os médicos, engenheiros, empresários e especialistas em tecnologia, os quais irão obter mais pontos e poderão chegar à Grã-Bretanha sem trabalho, para buscar emprego.

No segundo grupo estão as enfermeiras, professores e encanadores, os quais poderão viajar ao país apenas se seus serviços forem necessitados no mercado de trabalho.

Aqueles imigrantes que buscam trabalhos em restaurantes, bares, pubs e serviços domésticos, como tarefas de limpeza ou cuidado com crianças, terão a entrada autorizada apenas se existirem postos específicos por períodos limitados, onde logo será requerido o abandono do país.

Para assegurar que esses trabalhadores deixem o país, serão pedidas passagens de avião de retorno, eles deverão se submeter à informação biométrica e entregar um depósito que será devolvido na ocasião da sua saída do país. O novo sistema também dará mais pontos aos imigrantes jovens que cobravam altos salários em seus empregos anteriores.

O governo espera que com o novo plano melhorem os níveis de confiança pública na política de imigração, que, segundo as pesquisas, segue sendo um dos principais temas de preocupação dos britânicos. Recentemente os índices de imigração foram subestimados pelas autoridades e nos últimos meses a imprensa divulgou vários escândalos por erros das autoridades.

O governo ainda procura de determinar quantos imigrantes sem documentos obtiveram trabalhos de segurança nos diferentes ministérios, estima-se que sejam cerca de 10 mil pessoas.

Fonte Slot do JB

04/12/2007 - 13:37h Brazilians Giving Up Their American Dream

Sylwia Kapuscinski for The New York Times
Elisabeth Borges, left, her daughter, Marianna, husband, Jose Osvandir Borges, seated, and son, Thiago, right,
with Jose Silva, a family friend.

 

By NINA BERNSTEIN and ELIZABETH DWOSKIN

Published: December 4, 2007 - The New York Times

Like hundreds of thousands of middle-class Brazilians who moved to the United States over the last two decades, Jose Osvandir Borges and his wife, Elisabeth, came on tourist visas and stayed as illegal immigrants, putting down roots in ways they never expected.

After packing up their plasma-screen TV, scholastic trophies and other fruits of 12 prosperous years in the Ironbound in Newark, the couple and their American-born daughter, Marianna, 10, were scheduled to fly back to Brazil for good this morning. They expect their son, Thiago, 21, to follow in a year or two, despite his reluctance to leave the only land that feels like home.

“You can’t spend your entire life waiting to be legal,” said Mr. Borges, 42, reflecting on a hard decision born of lost hopes, new fears and changing economies in both countries since he arrived in 1996. By law, the couple faces a 10-year bar on re-entering the United States, even as visitors.

That decision — to give up on life in the United States — is being made by more and more Brazilians across the country, according to consular officials, travel agencies swamped by one-way ticket bookings, and community leaders in the neighborhoods that Brazilian immigrants have transformed, from Boston to Pompano Beach, Fla.

No one can say how many are leaving. But in the last half year, the reverse migration has become unmistakable among Brazilians in the United States, a population estimated at 1.1 million by Brazil’s government — four to five times the official census figures.

To explain an often wrenching decision to pull up stakes, homeward-bound Brazilians point to a rising fear of deportation and a slumping American economy. Many cite the expiration of driver’s licenses that can no longer be renewed under tougher rules, coupled with the steep drop in the value of the dollar against the currency of Brazil, where the economy has improved.

“You put it all together, and why should you stay in an environment like that if you have a place like Brazil, where there’s hope, a light at the end of the tunnel and it’s not a train to run you over?” said Pedro Coelho, a businessman in Mount Vernon, N.Y., who is known as the mayor of Brazilians in Westchester County. “Are they leaving? Yes, by the hundreds.”

In Massachusetts, says Fausto da Rocha, the founder of the Boston-area Brazilian Immigrant Center, his compatriots — many here illegally — are leaving by the thousands, some after losing homes in the subprime mortgage crisis. In New York and New Jersey, travel agents and others who sell airline seats say that one-way bookings to Brazil have more than doubled since last year, to about 150 daily from Kennedy International Airport, and that flights are sold out through February.

And at Brazil’s consulate in Miami, which serves Brazilians in five Southeastern states, officials said a recent survey of moving companies and travel agencies confirmed what they had already surmised from their foot traffic: More Brazilians are leaving the region than arriving — the reversal of an upward curve that seemed unstoppable as recently as 2005, when Brazilians unable to meet tightened visa requirements were sneaking across the United States-Mexico border in record numbers.

It is too soon to say whether the reverse migration of Brazilians puts them in the vanguard of a larger trend among immigrants, or underscores their distinctiveness. Like Mr. Borges, who said he was poorly paid as a university teacher of religious studies in his native city of Curitiba, they generally come from more urban and educated classes than other major groups of illegal immigrants from Latin America, studies show. Many returning now have been investing their American earnings in Brazilian property.

But their own explanation for the surge back to Brazil contradicts conventional wisdom on both sides of the immigration debate.

For years, advocates of giving people like the Borgeses a chance to earn legal status have argued that illegal immigrants will only be driven further underground by enforcement measures like raids or denying them driver’s licenses. Advocates of harsher restrictions and penalties have argued that illegal immigration is now growing independently of the ebb and flow of the American economy. Returning Brazilians defy both contentions.

Faced with diminishing rewards and rising expenses in the United States, long separated from aging relatives in Brazil, “people say, ‘Is this worth it, being illegal, being scared?’“ said Maxine L. Margolis, a professor of anthropology at the University of Florida in Gainesville who has written extensively on Brazilians in the United States.

There are regional variations, but the pattern is consistent. In South Florida, the expiration of a driver’s license is often a turning point for families already caught short by the slump in housing construction, said Sister Judi Clemens, a pastoral assistant with Our Lady Aparecida Mission, which serves five different Brazilian communities in the Roman Catholic Archdiocese of Miami. She noted that until seven years ago, Brazilians with tourist visas could get Florida licenses valid for eight years, but they are all expiring now and cannot be renewed.

“There’s no public transportation here in Florida, so people drive to work in fear and trembling,” worried that a traffic stop could mean months in immigration detention, she said. “A lot of people have just simply said, ‘I’ve had enough.’“

In Massachusetts, where there is more public transportation, a spate of high-profile immigration raids, coupled with home foreclosures, have played a key role in the exodus, said community leaders like Mr. da Rocha, a legal resident who came in 1989. “I believe we lost 5,000 Brazilians only this year,” he said. “The landlords are going to face a crisis soon.”

While Brazil does not yet offer the job opportunities of Ireland, which has drawn back emigrants in droves, neither is it an economically bleak or war-torn country. And like Italian immigrants early in the 20th century, who typically planned to return to Italy — half of them eventually doing so — many Brazilians arrived with the intention of going back as soon as they met their financial goals.

But like the Borges family, they soon changed their timetable.

“We came here to save enough money to buy a house” in Brazil, Mr. Borges said, recalling the early weeks when the family slept in a friend’s basement and he worked in construction for the first time. They expected to return to Brazil after two years.

Instead, he found his inner entrepreneur. He started a plumbing and construction business that soon employed upward of seven compatriots, paid taxes and helped build name-brand hotels in three states.

But in 2005, as the construction boom began to go bust, larger companies, prompted by labor unions, started to demand working papers, he said. And when his crew could not produce them, they were let go.

As the housing market faltered, weekly earnings in his business shrank from a high of $6,000 to barely $2,000, he said. Expenses like gas and rent rose, making it harder for him and Ms. Borges, who cleaned houses in New York, to pay off loans for the farm they were buying in Brazil.

The dollar, which once bought four Brazilian reals, dropped to a historic low of 1.7 reals in May. Then in June came their personal tipping point: the collapse of the bipartisan bill in Congress that would have offered them, and millions of other illegal residents, a path to legal status.

“After the law didn’t pass, it was like all the hope went away at once,” said Mr. Borges, who had traveled, with other members of St. James Catholic Church in Newark, to rallies supporting the bill in Trenton and Washington.

In past years, he allowed, he spent $26,000 on dubious and doomed efforts to secure a green card. Now, he hopes to make a living by processing sugar cane for ethanol on his Brazilian farm. “If we had papers, we’d stay forever,” said Ms. Borges, 41, who has been active in their children’s public schools. “We love this community.”

Proudly, they showed off the trophy that Marianna won in third grade in an anti-littering poster contest, for a design that is now featured in shop windows throughout the Ironbound.

It is in such neighborhoods, where Brazilians brought fresh bustle to faded storefronts or abandoned factories, that the departures are being felt most keenly.

“I’m scared,” said Francine Melo, the owner of the travel agency in Newark where Mr. Borges bought three one-way tickets for $1,708. “I make my living through these people.”

Another of her last-time customers, Norma dos Santos, a former house cleaner, said she felt she had no choice. Seven years after overstaying her visa, she said, she does not drive to work or pick up her children at school for fear that a traffic stop could put her in immigration detention.

“It’s just getting harder and harder to stay here without documents,” she said.

Still, she is uncertain that she is doing right by her American-born children, a newborn and a 2-year old boy.

“I’m worried they’ll grow up and ask me, ‘How could you have left America?’“ she said.

03/11/2007 - 16:08h Racismo: Una enfermedad social que recorre Europa

ANA CARBAJOSA - Bruselas - El País

El FC Brussels se quedó ayer sin patrocinador, después de que Matumona Zola abandonara el club de fútbol por racismo. El presidente reprendió al jugador congoleño y le advirtió de que “ya no está en su país y que debe pensar en otras cosas aparte de árboles y bananas”, según el testimonio de Zola. El de esta semana es sólo uno de los múltiples casos de racismo en Bélgica, un país cuya justicia ha decidido poner coto a esta epidemia que, alimentada por los poderosos partidos de extrema derecha, recorre buena parte del país. El Tribunal Penal de Amberes ha aplicado este mes, y por primera vez en Bélgica, el agravante de racismo al condenar a cadena perpetua al joven que hace un año asesinó a una mujer negra y al niño pequeño al que cuidaba

Bélgica no es un caso aislado. Los datos de la recién estrenada Agencia Europea de los Derechos Fundamentales muestran que al menos en ocho países europeos han aumentado los crímenes racistas en los últimos seis años. “La violencia racista y el crimen continúan siendo una enfermedad social en Europa”, dice el último informe de la Agencia, que compara la situación en los países de la Unión Europea.

El documento, publicado a finales del pasado agosto, analiza el grado de penetración del racismo y la xenofobia en Europa y hasta qué punto los Veintisiete cumplen con la directiva sobre la igualdad racial de la Unión Europea. Por un lado, destaca que la mayoría de los miembros han puesto en marcha esa ley, pero por otro indica que hay grandes diferencias en cuanto a la aplicación de sanciones y compensaciones en los casos de agresiones racistas. En cerca de la mitad de los países no se ha aplicado ninguna sanción. Además, dice el texto, “el reducido número de demandas durante 2006 hace pensar que existe una escasa conciencia [entre los ciudadanos] de que hay instituciones nacionales dedicadas a este asunto. Algunos países deberían hacer más campañas publicitarias dirigidas a las potenciales víctimas”.

Reino Unido, Alemania, Dinamarca, Francia, Eslovaquia, Francia, Polonia e Irlanda son los ocho países en los que se ha registrado un aumento de la criminalidad racista. En ese mismo periodo, República Checa, Austria y Suecia registraron un descenso. Del resto no hay datos oficiales, y ése es, según la Agencia, uno de los principales problemas, la falta de conciencia de las autoridades sobre este problema.

Al margen de los crímenes, la Agencia Europea denuncia que los Gobiernos discriminan a los inmigrantes y a las minorías étnicas como los gitanos en el acceso a la vivienda, el empleo y la educación. Por ejemplo, tener un apellido magrebí es motivo para tener más dificultades para obtener un empleo en Suecia.

En el capítulo de buenas noticias, la organización destaca la puesta en marcha de leyes antidiscriminatorias. Recientes derivas electorales como el triunfo en Suiza de Crhistop Blocher, en cuyo cartel electoral aparecían tres ovejas blancas expulsando de una patada a una oveja negra del país, dibujan sin embargo un panorama poco alentador.