10/11/2008 - 14:19h In memoriam Miriam Makeba

Miriam Makeba - Pata, Pata

‘Mama África’, cantora Miriam Makeba morre na Itália

Símbolo contra a segregação racial, sul-africana de 76 anos teve parada cardíaca após show contra racismo

Agência Estado e Associated Press

 

Miriam Makeba se apresenta na Itália horas antes de passar mal

Efe Miriam Makeba se apresenta na Itália horas antes de passar mal

ROMA - A cantora sul-africana Miriam Makeba, conhecida no mundo como “Mama África”, morreu na madrugada desta segunda-feira, 10, após um show no sul da Itália, informou o hospital em que ela estava. Aos 76 anos, a artista era um símbolo internacional contra a segregação racial e tinha entre seus sucessos a música “Pata Pata”.

Um funcionário da privada Clínica Pineta Grande, na localidade de Castel Volturno, afirmou que a cantora morreu logo após dar entrada no hospital. Segundo a agência de notícias Ansa, ela sofreu um ataque cardíaco após encerrar um show em homenagem a um jornalista italiano ameaçado pela máfia napolitana.

Makeba, também chamada “A imperatriz da canção africana”, saiu da África do Sul em 1959, quando ainda vigorava no país o regime segregacionista do apartheid. Ela tentou voltar em 1960, para o funeral da mãe, porém seu passaporte foi revogado e sua entrada, negada. Ela viveu no exílio durante 31 anos nos Estados Unidos, na França, em Guiné e na Bélgica, até seu emocionante regresso a Johannesburgo, em 1990. Na época muitos sul-africanos exilados voltaram ao país, em meio às reformas do então presidente F. W. De Klerk. “Nunca compreendi por quê não podia vir ao meu país”, disse a cantora ao retornar. “Nunca cometi crime algum.”

O convite para retornar foi feito por Nelson Mandela, que depois viria a ser presidente do país, entre 1994 e 1999. “Foi como renascer”, relembrou Miriam depois.

Luto

“Uma das nossas maiores cantoras de todos os tempos parou de cantar”, lamentou em nota o ministro da Cultura da África do Sul, Nkosazana Dlamini Zuma. “Ao longo de sua vida, Mama Makeba comunicou uma mensagem positiva ao mundo sobre a luta das pessoas na África do Sul e a certeza das vitórias sobre as forças malignas do apartheid e do colonialismo através da arte de cantar”, apontou Zuma.

Miriam começou sua carreira em Sophiatown, uma zona cosmopolita de Johannesburgo muito rica culturalmente na década de 1950. Porém os negros da área foram retirados à força pelo governo do apartheid (regime que vigorou entre 1948 e 1990). A cantora recebeu um Grammy em 1966 por melhor gravação folk, junto com Harry Belafonte, pelo disco “An Evening With Belafonte/Makeba”. A obra tratava dos problemas enfrentados pelos negros sul-africanos durante o apartheid.

Miriam Makeba - Khawuleza - do disco que obteve o Grammy em 1966

04/11/2008 - 19:04h In memoriam de Yma Sumac, a bela flor do Peru

27/09/2008 - 13:12h Paul Newman

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CONNECTICUT - O ator Paul Newman, lenda do cinema de Hollywood, morreu aos 83 anos na sexta-feira, 26, vítima de câncer, segundo confirmou sua porta-voz, Marni Tomljanovic. Nenhum outro detalhe foi divulgado até o momento.

Newman anunciou sua aposentadoria em 2007, abandonando a carreira cinematográfica. Na época, o ator afirmou que não se sentia “mais hábil para trabalhar como ator no nível que eu pretendo”. “Nessa idade (o ator estava com 82 anos), começa-se a perder a memória, a confiança e até a criatividade para atuar. Assim, acho que minha carreira já é um livro encerrado”, disse.

Carreira

Com a aposentadoria de Newman, encerrou-se uma era no cinema. Ele surgiu no rastro de Marlon Brando e James Dean que, nos anos 1950, instituíram a rebeldia quando Hollywood apostava na sofisticação e no bom-mocismo. Seu primeiro grande sucesso, aliás, era um projeto pensado para Dean: o lutador genioso e genial Rocky Graziano, de Marcado pela Sarjeta, dirigido por Robert Wise. Com a morte de Dean, Newman assumiu o papel e se consagrou, iniciando uma carreira com dez indicações para o Oscar e uma estatueta (por A Cor do Dinheiro, em 1986), além de outra por sua contribuição à arte e à indústria do cinema (1985) e o Prêmio Humanitário Jean Hersholt, em 1994.

Mas nem os prêmios dão a medida de seu talento, vasta obra e da marca que imprimiu na história do cinema. Nascido em Shaker Heights, Ohio, EUA, em 26 de janeiro de 1925, Paul Newman freqüentou a Yale Drama School e o famoso Actors Studio de Nova York quando saiu da escola.

Ele atuou na televisão, no cinema e na Broadway, começando sua carreia em 1952, em um episódio de uma série na TV. Após seu primeiro papel na peça Picnic (1953), o estúdio Warner Brothers ofereceu um papel em O Cálice Sagrado (1954). Depois desse, Newman atuou em cerca de 50 filmes e dezenas de projetos para a televisão.

Outros longas de destaque de sua carreira são Gata em Teto de Zinco Quente (1958), no qual atuou com Elizabeth Taylor, seu maior sucesso de bilheteria Butch Cassidy e Sundance Kid (1969), em que dividiu a cena com Robert Redford, e o memorável Golpe de Mestre (1973). Newman também foi produtor e diretor de muitos filmes de sucesso como Harry & Son (1984) e Rachel, Rachel (1968), que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar e no qual atuou ao lado de Joanne Woodward.

Newman e Joanne

Newman já foi considerado um dos homens mais bonitos do mundo, mas seus olhos azuis, que alavancaram sua carreira no cinema, também foram entraves nos primeiros tempos. Os produtores achavam que ele não servia para papéis viris e tentavam colocá-lo em comédias românticas inócuas ou dramas religiosos. Ele sobreviveu, fixou uma marca e tornou-se um mito.

Em 1957, ele atuou em The Long, Hot Summer, juntamente com Orson Welles e Joanne Woodward. Foi durante as gravações que Newman, que era casado com Jackie Witte desde 1949 e com quem teve três filhos, se apaixonou por Joanne. Eles se casaram em 1958 e ficaram juntos por 50 anos. Com Joanne ele teve mais três filhos.

Após o suicídio de um dos filhos, o ator sofreu um forte abalo e preferiu se reservar mais. Apareceu pela última vez na tela em A Estrada da Perdição, dirigido por Sam Mendes em 2002. E, em 2006, emprestou sua voz para o desenho Carros. Firmou-se como empresário, patenteando uma marca de molhos, doando todo dinheiro faturado.

Em 2001, a revista cultural britânica Radio Times divulgou um estudo elaborado por um grupo de especialistas cinematográficos que definiu Newman como “o melhor ator de todos os tempos”. O estudo, de acordo com seus autores, foi baseado em critérios como êxito de bilheteria, número de interpretações, capacidade de sedução e indicações para o Oscar.

Automobilismo

Newman foi homem de atuações marcantes, dentro e fora da tela. Apaixonado por carros de corrida desde a década de 1970, também foi piloto, tornando-se sócio da equipe Newman-Haas racing. Em 2005, o ator escapou ileso de um grave incêndio no carro com o qual estava treinando no circuito de Daytona Beach. Depois de uma batida em uma das curvas do circuito, o motor do carro de Newman começou a pegar fogo quando ele arrancou para tentar continuar.

Falando da politicagem da academia de Hollywood na entrega do Oscar, Newma afirmou uma vez que gostava do “automobilismo porque não há discussão sobre quem é melhor: ganha quem recebe a bandeirada primeiro”.

(Colaborou Ubiratan Brasil e Luiz Carlos Merten, de O Estado de S. Paulo)

21/09/2008 - 12:21h Companheiro Eleno Bezerra, presente!

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O Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de SP, Eleno José Bezerra, 52 anos,  morreu ontem em um acidente de carro.

Horas antes tinha participado do comício na zona norte, com Lula e Marta.

O companheiro Eleno assumia também a prêsidencia da Confederação dos Metalurgicos e era um dos principais dirigentes da Força Sindical.

Eleno se engajou de corpo e alma na campanha de Marta. Esteve com ela no Sindicato das Costureiras, na porta da fábrica MWM e em inumeras atividades de campanha.

Uma relação de amizade e companheirismo existia entre Marta e Eleno.

O choque foi imenso e a dor também. Eleno era pernambucano, casado pela segunda vez e tinha dos filhos. Um deles estava junto com ele no acidente, mas saiu com poucos ferimentos.

A perda é grande para os trabalhadores metalúrgicos, para a Força Sindical e para a família.

Para nós também.

Luis Favre

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Nota da Força Sindical

É com imenso pesar que as Diretorias da CNTM - Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, entidades filiadas à Força Sindical, comunicam o falecimento do companheiro Eleno Bezerra, presidente da CNTM e do Sindicato, na tarde deste sábado (20 de setembro).

O velório será realizado no Palácio do Trabalhador, rua Galvão Bueno, 782, Bairro Liberdade, em São Paulo.

Lamentamos o ocorrido e oferecemos aos familiares nossas condolências, bem como nossos mais estimados préstimos.

Biografia

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, e da CNTM (Confederação nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), Eleno José Bezerra nasceu em 17 de julho de 1956 em Caetés, agreste de Pernambuco, na época município de Garanhuns. É casado pela segunda vez e tem um casal de filhos. Filho de trabalhadores rurais, concluiu o curso primário em Caetés. Junto com três irmãos trabalhou com os pais nas lavouras de feijão e milho e com pecuária. Aos 18 anos veio para São Paulo em busca de capacitação profissional e para continuar os estudos.

Primeiro emprego: Metalúrgica Deca, em 1975, de onde foi demitido em 1979 por participar de greve da categoria. Iniciou sua militância sindical e política em 1978, quando ainda estava na empresa. Já trabalhando na Metalúrgica Rio, nos anos seguintes, participa, como ativista do Sindicato, das lutas políticas pela redemocratização do Brasil, dos movimentos por melhores condições de vida, e começa a se destacar por sua capacidade de liderança nas lutas dos metalúrgicos.

Combativo na defesa de suas idéias, aberto ao diálogo e considerado um bom negociador, é eleito pela primeira vez para a Diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo em 1987, na chapa de Luiz Antonio de Medeiros. Aliado a Paulinho, ajuda a formular e a implementar a política conhecida como Sindicalismo de Resultados e mudanças provocadas pela globalização, que dá grandes vitórias e projeção nacional ao Sindicato. Participou de várias greves pelos direitos trabalhistas, inclusive na ação dos 147% para os aposentados.

Destacou-se como um dos representantes mais ativos do Sindicato, motivo pelo qual é um dos sindicalistas mais procurados para participar de debates sobre temas como Previdência Social, redução da jornada de trabalho, legislação trabalhista, PLR (Participação nos Lucros ou Resultados), mudanças no sindicalismo, geração de empregos, entre outros temas. Em fevereiro de 1996, assumiu a Secretaria-Geral do Sindicato. Conhecendo a fundo a estrutura social, e com sua experiência de lutas nas fábricas, Eleno dá continuidade à política formulada por Paulinho, presidente da Força Sindical, de luta e negociação, firmeza de princípios e diálogo responsável com os empresários e com o governo, no caminho permanente que possibilite a conquista de melhores condições de vida, trabalho, dignidade e bem-estar dos trabalhadores e suas famílias.

Em 1998, foi coordenador da campanha eleitoral que elegeu o diretor do Sindicato Cícero de Freitas a deputado estadual, e Luiz Antonio de Medeiros, então presidente da Força Sindical, a deputado federal. Em 2000, foi um dos coordenadores da vitoriosa campanha eleitoral dos vereadores Raul Cortez e Toninho Campanha. Em 2002, participou da campanha que reelegeu Medeiros a deputado federal e também foi um dos coordenadores da Campanha Salarial que resultou em um dos melhores acordos salariais em relação a outras categorias.

Em 2003, Eleno assumiu a Presidência do Sindicato com o afastamento de Paulinho, que passou a se dedicar mais exclusivamente à atividade política e à Força Sindical. Promoveu a Campanha Salarial Emergencial, deu início aos Ciclos de Debates voltados aos trabalhadores da categoria, Cursos de Formação Delegados Sindicais e o 10º Congresso dos Metalúrgicos, entre outras ações, visando uma maior aproximação com a base e o fortalecimento do Sindicato.

Em 2004, foi coordenador da Campanha Salarial que garantiu a reposição integral da inflação aos salários e um aumento real de 4% para os trabalhadores, bem como da eleição do diretor do Sindicato, Cláudio Prado, a vereador de São Paulo. Em dezembro do mesmo ano, nas eleições sindicais, foi eleito presidente do Sindicato, com 96,2% dos votos.

Em 2005, coordenou novamente a campanha salarial que levou à conquista de mais aumento real de salário para a categoria. Nos dois anos de mandato como presidente do Sindicato, as duas campanhas salariais que conduziu conquistou um aumento real global (acima da inflação) de 7%.

Por sua militância e ações políticas, em 27 de outubro de 2005, Eleno foi eleito, por unanimidade, presidente da CNTM, confederação filiada à Força Sindical que reúne 150 sindicatos e federações de metalúrgicos, que representam 1,2 milhão de trabalhadores no País. À frente da entidade, vinha promovendo diversas ações, entre elas, seminários, encontros, cursos de formação de dirigentes visando a unificação da categoria metalúrgica em âmbito nacional e o fortalecimento das entidades.

29/08/2008 - 09:41h Um dos pilares do capitalismo brasileiro

Olavo Setubal

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Rubens Barbosa * - O Estado de São Paulo

Foi na transição do período autoritário para a democracia que conheci Olavo Setubal. Indicado por Tancredo Neves, em 1985, para o Ministério das Relações Exteriores, fui convidado para chefiar seu gabinete, o primeiro diplomata chamado por ele para integrar sua equipe. Naquele primeiro governo civil depois de tantos anos, ele teria preferido ser ministro da Fazenda, mas acabou no Itamaraty, sem jamais, como ele mesmo dizia, ter passado em frente à porta do Ministério.

A proximidade no dia a dia me privilegiou acompanhar de perto o homem público que, como prefeito de São Paulo e depois como ministro das Relações Exteriores, marcou presença na política brasileira, além de criar e consolidar uma das maiores instituições financeiras nacionais que é o Grupo Itaú.

A gestão Olavo Setubal no Itamaraty foi curta, de menos de um ano, e lamentavelmente interrompida pela aventura, logo abortada, de disputar o governo do Estado de São Paulo em 1986. Dias depois de deixar o Ministério, num domingo, o dia da convenção, chamou-me por telefone de São Paulo para contar que acabava de retirar sua candidatura. Disse-lhe, com a lealdade e a franqueza que caracterizava nosso relacionamento, que não me surpreendia pois o partido me parecia mais interessado no apoio financeiro que poderia representar do que na sua candidatura. Perdia São Paulo um eventual grande governador e o Itamaraty o grande ministro que já estava sendo.

Lembro quando, em seu primeiro dia como ministro, recebeu o ex-perseguido político Miguel Arraes que vinha da Argélia para pedir o apoio do Itamaraty para o Sarauí, um movimento revolucionário que lutava pela independência do Marrocos. Doutor Olavo ouviu-o longamente e depois que Arraes saiu, perplexo, indagou de seus principais assessores: “Que movimento é esse ? Em São Paulo, nunca ninguém ouviu falar de Sarauí”.

Mesmo após sua saída do Itamaraty, ao longo de minha carreira, continuei a manter estreito e estimulante contato com dr. Olavo, como carinhosamente o chamávamos. Tínhamos longas conversas e o assunto era sempre Itamaraty, política nacional e internacional. “E o nosso Itamaraty como anda?”, era pergunta sua habitual.

Sempre muito bem informado, dr. Olavo era um arguto analista da cena política e econômica brasileira. É verdade que de seu ponto de vista, ou seja, o de um moderno banqueiro nacional.

Certa vez, disse-me ter cometido em sua carreira de homem público, dois grandes erros: o primeiro foi não ter aceitado o convite do MDB para candidatar-se ao Senado em 1974 quando cedeu a vaga a Severo Gomes, e o outro, o de não ter permanecido no Itamaraty.

Apesar da curta passagem pelo Ministério das Relações Exteriores, Olavo Setubal deixou sua marca ao promover a aproximação com a Argentina e, com isso, dar início ao processo de integração do Cone Sul, e também quando, solitariamente, decidiu pela adesão do Brasil ao Grupo de Contadora, formado para apoiar a Nicarágua, em uma região que estava, naquele momento, longe das prioridades do Itamaraty. Essas duas decisões tomadas por Setubal, com reservas de boa parte da burocracia itamaratiana, representou uma renovação e uma guinada nas prioridades da Chancelaria em relação à América do Sul. A chamada “diplomacia de resultados”, inspirada por sua trajetória de empresário e por sua sensibilidade de político, teria certamente introduzido novas e modernas práticas de gestão na Casa assim como, creio eu, teria mudado muitas das percepções tradicionais da atuação diplomática.

Acredito também que, se tivesse permanecido como ministro do Exterior até o fim do governo Sarney, e com o respaldo de uma administração brilhante no Itamaraty, poderia ter sido reservado ao político Olavo Setubal, um papel de relevo no tabuleiro da sucessão presidencial.

Da convivência assídua e próxima com dr. Olavo ficaram-me lições profissionais importantes que procurei levar para as posições de chefia que ocupei pelos 20 anos subseqüentes: coerência nas opiniões, visão clara das prioridades, realismo nas decisões e foco em resultados.

Olavo Setubal tinha uma clara percepção em relação ao futuro do Brasil. Confiava nos avanços da democracia e da economia. Realista, dizia que PIB é poder, indicando que de nada adianta arroubos na política externa sem uma base econômica sólida. O Brasil só teria uma posição importante no concerto das nações na medida em que o PIB crescesse, a economia se estabilizasse e a moeda se fortalecesse.

Nos últimos anos, deixando a presidência do Itaú para Roberto Setubal, mas permanecendo à frente do Conselho da holding Itaúsa, concentrou-se na estratégia do grupo financeiro e industrial. Soube educar os filhos e prepará-los para uma sucessão tranqüila na direção da instituição.

Tornou-se um grande colecionador de objetos de arte, o que ajudou a transformar o Itaú em um diversificado e importante acervo de objetos, esculturas e pinturas.

Viúvo de Tide, mãe de seus sete filhos e, mais tarde, ao lado de sua segunda mulher, a extraordinária Dayse, pôde dedicar-se a fazer o que o trabalho e sua dedicação ao Itaú antes não permitiam: viajar, sobretudo para a Europa, onde merecidamente aproveitava da boa mesa e do bom vinho. Nos últimos dois ou três anos, apesar de debilitado e com crescente dificuldade de locomoção, continuou interessado pela vida, pelas artes e pelo Brasil, que acaba de perder um de seus filhos mais ilustres, exemplo de cidadão e um dos pilares do moderno capitalismo brasileiro.

*Rubens Barbosa foi chefe de Gabinete do ministro Olavo Setubal

25/08/2008 - 22:57h Leonard Bernstein, Rhapsody in Blue de Gershwin

Hoje, 25 de agosto de 1918 nasceu o maestro norte-americano Leonard Bernstein, falecido em 1990.
Happy Birthday, Leny, você continua sempre nos nossos corações.

22/08/2008 - 17:31h Centenário de Cartier-Bresson é celebrado nesta sexta

O fotógrafo Henri Cartier-Bresson, um dos grandes mestres da fotografia, completaria cem anos nesta sexta-feira se estivesse vivo.

da Folha Online

Charles Platiau/Reutercartier_bresson.jpg

 

 

 

Fotógrafo Henri Cartier-Bresson nasceu em 22 de agosto de 1908 e morreu no dia 2 de agosto de 2004

 

 

 

 

“Shangaï 1949″ HENRI CARTIER-BRESSON

© Henri Cartier-Bresson / Courtesy Agathe Gaillard


Bresson nasceu em 22 de agosto de 1908 em Chanteloup, no departamento de Seine-et-Marne, apesar de ter sido concebido em Palermo, na Sicília, segundo biografia da Fundação Henri Cartier Bresson.Desde muito cedo, o francês se interessou por artes, em especial pintura e certos aspectos do surrealismo. Ele estudou a arte com André Lhote.

Em 1931, Bresson tirou suas primeiras fotografias durante o período de um ano que viveu na Etiópia. Depois, retornou à Europa e expôs em Madri, Espanha, e em Nova York, nos Estados Unidos.

Bresson viaja ao México em 1933 em uma missão etnográfica. Depois ele viaja para os Estados Unidos e ingressa também no cinema.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Bresson foi preso pelos nazistas e participou da Resistência Francesa. Depois da guerra, o fotógrafo passou cerca de um ano nos Estados Unidos e, após este período, fundou com Robert Capa, David Seymour, William Vandivert e George Rodger a agência Magnum em 1947.

Em seguida, ele fotografou eventos como a morte de Gandhi, a China nos útimos meses do Kuomitang, o início da República Popular da China e a luta pela independência na Indonésia.

Bresson voltou à Europa em 1952, já reconhecido. Mas, não ficou por muito tempo sem viajar. Ele foi à Índia, China, Japão e União Soviética nos anos seguintes. Depois de 1974, ele se concentrou em desenhar e expor seus trabalhos.

Em 2000, estabeleceu a fundação que leva seu nome. O fotógrafo morreu em 2 de agosto de 2004, em Montjustin, em Provença, na França.

17/08/2008 - 15:51h Homenagem a Dorival Caymmi e a Bahia

“Minha jangada vai sair pro mar”

16/08/2008 - 19:13h É doce morrer no mar

Dorival Caymmi (1914-2008)

16/08/2008 - 15:33h Morreu Dorival Caymmi

Documentario “Um certo Dorival Caymmi”

26/06/2008 - 09:57h FH emociona políticos e amigos no adeus a Ruth

A imagem “http://portal.rpc.com.br/midia/tn_620_600_Ruth_velorio_Lula_Reuters.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Velório em São Paulo teve a presença de Lula, de dez ministros, parlamentares, intelectuais e empresários

Adauri Antunes Barbosa e Flávio Freire - O GLOBO

SÃO PAULO. Políticos de campos opostos se uniram ontem na despedida à antropóloga Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Adversários políticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente se abraçaram e choraram durante o velório, ao lado do caixão.

Lula e sua mulher, Marisa Letícia, que ficaram no velório por cerca de 40 minutos, abraçaram Fernando Henrique. Ao lado do ex-presidente, se aproximaram do caixão e prestaram as últimas homenagens a Ruth Cardoso. O presidente foi a São Paulo acompanhado por dez ministros e vários integrantes do governo.

Os presidentes dos demais poderes — do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes — também foram ao velório.

Ao lado de Fernando Henrique, muito emocionado, políticos conhecidos não seguraram a emoção e choraram. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), amigo de Ruth Cardoso, falou da influência dela: — Quero dizer que era a pessoa que eu mais ouvia a respeito da minha atuação na vida pública.

Sabia sempre que tinha uma opinião sensata, muitas vezes crítica, mas sincera, bem fundamentada e bem intencionada — disse o governador, depois de beijar o rosto da amiga.

Serra abraçou Lula, com quem conversou por alguns minutos: — (A visita de Lula) foi um gesto quase que institucional do reconhecimento do valor que a Ruth Cardoso tinha e que vai continuar tendo através do seu exemplo. Foi um reconhecimento justo e gentil da parte do presidente e de seus ministros.

FH recebe telefonemas dos Clinton e do rei Juan Carlos O movimento no salão do velório, no hall de entrada da Sala São Paulo, a sede da Orquestra Sinfônica de São Paulo (Osesp), foi intenso durante toda a tarde.

Entre os presentes, Paulo Skaf, presidente da Fiesp; os empresários Horário Lafer Piva, Mário Amato, Lázaro Brandão e Jorge Gerdau Johanpeter; João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, e sua mulher, Gisela; Otavio Frias Filho, diretor de Redação da “Folha de S. Paulo”; e as atrizes Maitê Proença e Regina Duarte.

Fernando Henrique recebeu telefonemas de condolências do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e de sua mulher, a senadora Hillary Clinton, e do rei Juan Carlos, da Espanha. Dezenas de coroas de flores foram enviadas ao velório e foram colocadas na entrada da Sala São Paulo. O enterro será hoje, às 10h, no Cemitério da Consolação, em São Paulo.

Inovação nos projetos sociais é traço destacado Um dos aspectos mais destacados pelas pessoas que conheceram Ruth Cardoso foi o trabalho social feito por ela à frente do Comunidade Solidária, quando foi primeira-dama.

— Ela ajudou a redefinir os rumos da política social no Brasil.

Não fez isso não só quando era mulher do presidente, mas fez isso até o último dia do Comunidade Solidária. Fez o Comunitas, algo dedicado à promoção social, não só alfabetização, mas treinamento e preparação de crianças jovens e adultos — disse Serra.

O governador Aécio Neves (PSDB), de Minas Gerais, falou sobre o trabalho profissional pioneiro que dona Ruth fez: — O que deve ficar é a lembrança da grande companheira, da grande mulher brasileira, de uma das pioneiras do seu campo profissional e referência não apenas dentro, mas fora do Brasil também. Ela foi uma referência na sua geração e também para os que vieram depois.

A ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que esteve no velório ao lado do marido, Luís Favre, lembrou o aspecto intelectual e o papel feminista de dona Ruth.

— Eu tinha muito respeito pela Ruth, que foi uma mulher excepcional em várias áreas.

Uma intelectual brilhante, muito respeitada no seu campo de saber, na antropologia. Participamos muitos anos de um grupo feminista juntas. Ela tinha uma consciência clara do papel da mulher e ajudou o marido a perceber isso. E, como primeira-dama, que ela não gostava de ser chamada, desempenhou um papel muito inovador devido à sua competência.

Ela foi modelo para várias pessoas, para várias gerações, uma professora excepcional também. É uma perda muito grande para o Brasil.

Nós não temos muitas mulheres com o porte, a sabedoria, a delicadeza, a gentileza que tinha a Ruth — afirmou Marta.

O ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza destacou a percepção que a antropóloga Ruth Cardoso tinha da educação como instrumento para reforçar políticas sociais.

— A Ruth tinha uma visão correta do que o país tinha que enfrentar. Por isso, trabalhou desde a elaboração do programa de governo. Ela não tinha um caráter paternalista e preferia abandonar as práticas clientelistas, de cooptação, pelo lado da ajuda — disse.

Paulo Renato lembrou que ela foi uma das formuladoras do programa de educação do PSDB desde a campanha presidencial de 1994 e incentivou a universalização do ensino básico: — Ter crianças em idade escolar trabalhando, em vez de estar na escola, sempre incomodou a Ruth, por isso o empenho dela no programa Bolsa Escola.

A HORA DA DESPEDIDA: Fernando Henrique se despede da companheira Ruth, com quem foi casado durante 55 anos, e recebe, emocionado, o abraço do presidente Lula no velório na Sala São Paulo, ao qual compareceram dez ministros, centenas de amigos do casal, intelectuais, empresários e artistas de todo o país

25/06/2008 - 19:24h Adeus a Ruth Cardoso no velório em São Paulo

25/06/2008 - 09:23h Ruth Cardoso: uma vida acadêmica marcante

Antropóloga da USP desvendou tendências, enfrentou exílio e criou Comunidade Solidária

Carlos Marchi - O Estado de São Paulo

http://www2.brasil-rotario.com.br/revista/materias/rev918/fotos/ruth.jpgA antropóloga Ruth Cardoso tinha luz própria. No meio acadêmico brasileiro, ela foi uma das primeiras a perceber a emergência dos movimentos sociais ligados a diversidades - como os feministas, os étnico-raciais e os de orientação sexual. Até a década de 70, a academia considerava que esses movimentos não tinham status para merecer a atenção da universidade, mas Ruth já os chamava de “novos movimentos sociais”, conta a antropóloga Jacira Melo, aluna dela na Universidade de São Paulo (USP) nos anos 70.

Ela marcaria sua carreira acadêmica pela inovação. Quando o tema ainda era muito árido e distante, estudou a imigração japonesa para São Paulo, lembra o ex-ministro da Cultura Francisco Weffort, e a transformou em tese universitária. Depois do golpe de 1964, enfrentou o exílio ao lado do marido: no Chile, enquanto Fernando Henrique trabalhava na Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), ela foi professora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), que recebia alunos de muitos países. Depois os dois foram para a França e, de volta ao Brasil, fundaram o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que marcaria a pesquisa social no Brasil.

No início dos anos 80, enquanto Fernando Henrique se envolvia na aventura política que o levaria ao Senado e mais tarde à Presidência, Ruth se aprofundou na vida acadêmica.

No Cebrap, num tempo em que poucos perceberam a emergência dos movimentos sociais, ela montou uma primeira equipe para pesquisá-los, quando as organizações não-governamentais ainda eram desconhecidas. Depois diria que desde a década de 70, em plenos anos de chumbo, já percebia os sinais da construção de uma sociedade participativa no Brasil.

Ainda na fase de transição para a montagem do governo FHC, Ruth concebeu a criação do programa Comunidade Solidária. Separou como ninguém o público e o privado: só os amigos antigos tinham livre trânsito na residência presidencial, conta o ex-secretário da Presidência Eduardo Jorge.

Ao mesmo tempo, Ruth revelou-se como o lado franco e progressista do governo. Quando alguém lhe perguntou sobre o então senador Antonio Carlos Magalhães, disse, sem meias medidas, que o PFL tinha dois lados e ACM era o lado ruim. Com a declaração, criou um contencioso que custou a ser resolvido pelo marido. O então ministro José Serra dizia que recebia ordens dela, mas não de FHC.

Vanguarda eles já eram há muito tempo. Quando os filósofos Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir, sua mulher, vieram a São Paulo, em 1960, na primeira fila do auditório acadêmico que os ouvia estava um casal marcante de professores da USP - Fernando Henrique e Ruth Cardoso.

Nascida em Araraquara, ela e Fernando Henrique se conheceram na USP e se casaram em 1953. Apesar de sua aversão à prática política - “Partido não é comigo”, disse uma vez, segundo registrou sua amiga Fátima Pacheco Jordão -, Ruth foi uma das principais conselheiras do marido, enquanto ele esteve no governo.

Era doutora pela USP e pós-doutora pela Universidade de Columbia, nos EUA. Presidiu o conselho assessor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre Mulher e Desenvolvimento e integrou a junta diretiva da Comissão da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as Dimensões Sociais da Globalização.

24/06/2008 - 22:24h In memoriam de Ruth Cardoso

Mozart Requiem - Maestro Karl Bohm

17/06/2008 - 23:05h Faleceu Cyd Charisse

Cyd Charisse dançando com Gene Kelly em Singin’ in the rain

 

Los Angeles (EUA), 17 jun (EFE).- A dançarina e atriz de cinema americana Cyd Charisse, famosa por sua personagem no musical “Cantando na Chuva”, morreu hoje em Los Angeles aos 86 anos.Segundo seu agente, a atriz que interpretou grandes musicais do cinema junto com Fred Astaire e Gene Kelly, morreu no Centro Médico Cedars-Sinai após sofrer um ataque cardíaco ontem.

Fonte: UOL