07/02/2009 - 13:51h As distorções do Estadão para defender os demo-tucanos

Poderia se esperar, após a publicação sucessiva de denuncias sobre a merenda escolar, que os principais jornais de São Paulo expressariam em seus editoriais apoio a criação de uma CPI para apurar as denuncias e aportar maior transparência no setor que fornece a alimentação de milhões de crianças da rede municipal. Lamentavelmente não é isso que tem prevalecido e nenhuma voz nesses editoriais manifestou apoiou a iniciativa do PPS (da base do prefeito Kassab) e do PT para instaurar imediatamente uma CPI para passar a limpo a merenda.

Enquanto a Folha pedia para o próprio Kassab, que tem o nome de um dos seus secretários envolvidos pelo MP, agir para resolver o problema, o seu rival, O Estado de São Paulo, preferia dedicar seu editorial a atacar o descaso com a criação de creches… das administrações anteriores e a defender neste quesito a gestão demo-tucana.

A má fé do editorial de hoje do Estadão sobre as creches parece ditada pela vontade de mudar de assunto, perante a gravidade das reportagens do próprio jornal sobre o coluio entre os administradores da merenda escolar e as empresas do setor. É bom lembrar que enquanto a terceirização era relativamente pequena na administração petista, ganhou durante a administração Serra-Kassab uma dimensão inédita. Este crescimento, hoje superior a 50% do fornecimento da merenda, se acompanhou com uma verdadeira deteriorização no valor nutricional e na qualidade do serviço, para não falar no valor, cada vez maior, pago pela prefeitura.

Mas mesmo para falar das creches o jornal deveria se informar melhor. A maioria dos dados do editorial do Estadão sobre creches estão errados. Os dados sobre creches conveniadas da administração Kassab não são fornecidos no editorial, sendo que constituem a maioria das criações de vagas da administração atual.

Recentemente o jornal AGORA, do grupo Folha, tem destacado que “Acabar com o déficit de vagas nas creches foi uma das promessas de campanha de Kassab. Mais de 110 mil crianças, no entanto, estariam à espera de uma vaga nos CEIs (Centros de Educação Infantil) da capital. O dado, porém, é de junho de 2008 e, por isso, este número pode ser ainda maior, já que a prefeitura descumpre uma lei municipal que a obriga a divulgar o déficit de vagas trimestralmente.”. Este descumprimento sequer é evocado no editorial do Estadão.

O editorial nada comenta sobre esta outra afirmação do jornal AGORA: “Desde dezembro, o Agora passou a publicar mensalmente o ranking com as novas vagas criadas nas creches -antes, o balanço era feito a cada três dias. A mudança ocorreu porque, no modelo anterior, havia uma diferença entre o número de vagas que a gestão Gilberto Kassab (DEM) dizia ter criado e a oferta real, que era bem menor. O acompanhamento agora é feito com o balanço produzido pelas visitas às unidades.”

Além de pecar pelo que omite, o editorial do Estadão chega ao cúmulo de criticar a administração petista pela criação de vagas para crianças de 4 a 6 anos, passando sob silêncio que para essas crianças a atual administração criou ZERO vagas. Isso mesmo ZERO.

Mas vamos às creches. Segundo o Censo Escolar de 2008, divulgado em janeiro pelo MEC, ouve avanço das matriculas em Educação Infantil no Brasil. As matrículas em creches apresentaram aumento de 11%. Os dados de 2007 em relação a 2006 apontaram um crescimento na ordem de 10,6%.

Segundo especialistas, esse crescimento pode estar associado à criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que, em 2006, ampliou a abrangência do financiamento para outras etapas de ensino da educação básica, incorporando as creches municipais, e, em 2007, estendeu o financiamento para as creches comunitárias, convencionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público municipal.

Comparando os dados de matriculas em creches no município de São Paulo podemos verificar que em 2004 a cidade oferecia 137 mil vagas representando um crescimento de 68% nas matriculas em relação a 2000. Em 2008 verificamos que São Paulo conta com 148,8 mil matriculas, um crescimento de apenas 8% em 4 anos da Gestão PSDB/DEM.

Resultado do Censo Escolar 2004, 2008 – Educacenso


Creche – dependência/ano

 

2000(*)

2004 (**)

Variação matricula

%

2008 (**)

Variação matricula

 

%

Municipal

 

26.058

44.796

18.738

72%

41.040

- 3.756

 

-8%

 

Privada (***)

55.789

93.073

35.284

63%

107.825

+14.752

16%

 

Total

81.847

137.869

+ 56.022

68%

148.865

+ 10.996

8%

(*) – dados publicação DOM de 31.12.2004, Secretaria de Educação do Município. Em 2000 o MEC não colhia dados referentes a creches.
(**) – dados Censo Escolar, INEP, http://www.inep.gov.br/basica/censo/Escolar/matricula/ (30.01.2009)
(***) – estamos comparando os dados das escolas privadas, possivelmente este dados são das matriculas de creches conveniadas com a PMSP.

Pelos dados constantes do quadro acima verificamos que a Prefeitura, na atual gestão, reduziu a oferta de matriculas nas creches por ela administradas, menos 3,7 mil matriculas, privilegiando a celebração de convênios onde há um acréscimos de 14,7 mil novas matriculas. Um crescimento de apenas 8% do atendimento nesta faixa etária, comprova as denúncias efetuadas durante a campanha eleitoral de 2008. Mas os dados mostram também que é inverídica a afirmação do editorial do Estadão quando diz que a maior parte das vagas criadas na administração Marta Suplicy eram em creches conveniadas. O percentual de vagas cresceu proporcionalmente mais nas creches municipais que nas creches privadas nos 4 anos de administração petista, ao contrario do que aconteceu depois.

Na tabela abaixo, reproduzimos os dados publicados no DOM de 31 de dezembro de 2004 com os dados referentes a matriculas em creche, via convênios, também. Verifica-se que a ampliação de matriculas foi em torno de 35,4 mil matriculas na administração petista e na Gestão Kassab 31,6 mil matrículas, embora o número divulgado durante a campanha tenha sido 40 mil novas vagas. Esqueceram de contar que ampliaram matriculas nas creches conveniadas e diminuíram o atendimento na rede própria:

Creche dependência/ano 2000 2004 variação % 2008 variação %
Municipal 26.058 48.774 22.716 87% 41.040 - 7.734 -16%
privada 55.789 68.476 12.687 23% 107.825 39.349 57%
Total 81.447 117.250 35.403 43% 148.865 31.615 27%

A administração Serra/Kassab criou menos vagas em creches e a maior parte das que criaram foram em creches conveniadas, sendo que contavam e contam com mais recursos. Para esconder o fato recorrem ao expediente de sonegar a publicação exigida por lei.

O Estadão ganharia a exigir a publicação dos dados assim sonegados e a fornecer em seus editoriais informações menos impregnadas da conhecida defesa da política demo-tucana que sabidamente pratica nas suas páginas de opinião. Poderiam continuar defendendo suas opiniões políticas como o fazem, mas evitar distorcer os dados para sustentar seu viés ideológico.

Luis Favre

A seguir o editorial do jornal O Estado de São Paulo

Avanço nas creches

 


O Censo Escolar, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apurou um aumento de 30,24% no número de vagas nas creches na cidade de São Paulo, entre março de 2007 e março de 2008. O número é expressivo, pois no País a média de aumento de vagas em creches não chegou a 11%. Na Região Sudeste como um todo, o aumento foi de 15,3%, e no Estado de São Paulo, o mais rico da Federação, a oferta de vagas cresceu 18,8%.

Desde o início da administração Serra/Kassab até o ano passado, as matrículas nas creches da cidade subiram de 61 mil para 109 mil, conforme a Secretaria Municipal de Educação. A criação de 48 mil novas vagas nos Centros de Educação Infantil (CEIs), creches que recebem crianças de 0 a 3 anos, é um avanço. Mas ainda há muito a se alcançar.

Durante a sua campanha à reeleição, o prefeito Gilberto Kassab mencionou a necessidade de expandir a oferta de vagas nas creches para atender entre 80 mil e 90 mil crianças a mais. Para isso, terá de dobrar o número de vagas criadas até agora, pois a fila de espera é estimada em 110 mil crianças.

Esse número aflige a Prefeitura de São Paulo há décadas. Desde o governo Celso Pitta o total estimado de crianças fora das creches varia entre 100 mil e 300 mil, sem nunca cair abaixo de 100 mil, e o Ministério Público Estadual (MPE), a cada nova administração municipal, tem exigido o cumprimento de metas pela Prefeitura.

Em 1999, o ex-prefeito Pitta enfrentou 12 ações civis públicas em Varas da Infância e da Juventude. Nos três primeiros anos de sua administração, construiu apenas 15 creches e, ao encerrar o mandato, estimava-se em 104 mil a demanda por vagas.

No governo seguinte, duas decisões judiciais proferidas em 2002 obrigaram a então prefeita Marta Suplicy a matricular em creches e Escolas de Educação Infantil (Emeis) todas as crianças de 0 a 6 anos, moradoras dos bairros Jaguaré, Jaraguá, Grajaú, Pirituba, Perus e Lapa, até julho de 2003. O MPE fixava a meta em 40 mil novas vagas, mas a Prefeitura conseguiu criar apenas 26 mil. Quando os promotores ameaçaram com ações mais punitivas, o governo petista prometeu criar 43 mil novas vagas para crianças de 4 a 6 anos – ou seja, deixou de lado, na prática, a questão das creches.

Em 2004, o Ministério Público Estadual entrou com 19 ações civis públicas para obrigar a administração municipal a abrir mil vagas para crianças de 0 a 3 anos nas creches. Mas, em fim de governo, a ex-prefeita pouco fez para cumprir a determinação.

Na campanha para a reeleição, em 2004, Marta Suplicy proclamava ter criado 38 mil vagas em creches, mas a maior parte dessas vagas foi aberta por meio de convênios com 340 creches particulares. Sem dinheiro em caixa, Marta Suplicy não honrou seus compromissos. Seu sucessor, José Serra, herdou uma dívida de R$ 14 milhões com as entidades conveniadas. Sem receber pelos serviços prestados, muitas fecharam as portas ou reduziram o atendimento, elevando o déficit de vagas.

O prefeito Kassab, em visita às obras da terceira creche do Centro de Convivência Educativo e Cultural de Heliópolis, no bairro do Sacomã, zona sul da cidade, afirmou que tem tido a preocupação de eliminar o crônico problema de falta de vagas em creche. Pelo menos naquela carente região da cidade, o número de vagas mais que dobrou em quatro anos. Com a entrada em funcionamento da terceira creche, 2.560 crianças da comunidade serão atendidas.

Será, no entanto, uma batalha interminável contra a insuficiência de vagas. Neste tipo de serviço público, quanto maior a oferta, maior a demanda. Mães que, para poder trabalhar, costumam deixar seus filhos com parentes ou amigos, mas que compreendem a importância da educação infantil, correm em busca de uma vaga assim que uma nova unidade é construída nas proximidades de suas casas ou do trabalho. Por isso falamos em batalha interminável.

17/12/2008 - 13:46h Ensino médio será obrigatório

Proposta formulada por grupo interministerial obriga os estados a garantir acesso escolar também para os jovens de até 19 anos. Intenção do governo é enviar uma PEC ao Congresso no ano que vem

Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press

Os ministros Fernando Haddad e Mangabeira Unger na apresentação da proposta: modelo inspirado nas escolas mantidas pelo Governo Federal

 

 

Paloma Oliveto-Correio Braziliense

As escolas de ensino médio mantidas pelo governo federal vão inspirar o novo modelo dessa etapa da educação básica, que deverá ser obrigatória a partir do ano que vem. Depois de um ano, o grupo interministerial incumbido de elaborar a minuta do projeto de reestruturação do ensino oferecido para os jovens apresentou ontem a proposta ao Conselho Nacional de Educação.

De acordo com o texto, os estados serão obrigados a oferecer não só o ensino fundamental, como ocorre hoje, mas também o ensino médio. A idéia é fazer com que todo brasileiro de 4 a 17 anos tenha lugar garantido na escola. A proposta será discutida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo mês. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que a partir do encontro com Lula o Executivo vai redigir uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para enviar ao Congresso.

Na apresentação do projeto à imprensa, Haddad e Mangabeira Unger, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, ressaltaram o nível de excelência de estabelecimentos de ensino da rede, como os colégios militares e os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet), que integram a educação formal e profissional. A idéia é que as escolas de ensino médio copiem o modelo e consigam atrair mais os jovens para as escolas. As estatísticas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que apenas 8% das matrículas do ensino básico estão concentradas nesse nível (veja quadro nesta página).

Haddad ressaltou que não basta tornar o ensino médio obrigatório, mas é necessário renovar a proposta pedagógica. “Se não fosse combinada com a diversificação da oferta, a mera obrigatoriedade seria uma penalidade para os jovens”, admitiu. Para ele, o caminho é preparar o jovem para o mercado e iniciá-lo na pesquisa científica.

As modificações implicariam a construção de um currículo básico para o ensino médio, eliminando disciplinas desnecessárias e incluindo outras mais voltadas à realidade do jovem. De acordo com Mangabeira Unger, a medida não fere a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que dá autonomia aos estados em relação à grade curricular. “Os estados que se interessarem pela proposta do MEC receberiam a colaboração do ministério, a orientação. Não se trata de obrigar ninguém. Trata-se, na verdade, do federalismo colaborativo”, denominou.

Unger criticou o atual modelo da educação que, segundo ele, ainda está calcada em “decorebas”. Em oposição ao ensino enciclopédico, citou os “modismos pedagógicos”, que, segundo ele, são tão prejudiciais quanto. “Queremos um ensino que priorize o método da análise, e não o da transmissão passiva da educação. De aprofundamento seletivo, no lugar da superficialidade enciclopédica. E insistimos que o contexto social desse ensino seja de cooperação na aprendizagem e na pesquisa”, disse. O ministro lamentou ainda que muitos possíveis talentos brasileiros não tenham vindo à tona por falta de oportunidades. “Nosso país fervilha de energia humana dispersa. Falta a ela os necessários instrumentos”, filosofou.

Recursos
Questionado sobre os recursos necessários para garantir que todos os jovens sejam matriculados, Haddad afirmou que as tendências demográficas indicam que, em menos de 10 anos, haverá uma diminuição entre 7 e 8 milhões de pessoas na faixa de até 17 anos. “Teremos 50 milhões de pessoas, um número inferior ao de matrículas atuais no ensino básico”, disse. Atualmente, as escolas estaduais de ensino médio investem por volta de R$ 1 mil por ano. Com as mudanças apontadas pelo grupo de estudo, o valor terá de dobrar. “A questão da qualidade do ensino médio está, também, relacionada a recursos financeiros. Não há como imaginar uma universalização com qualidade sem considerar recursos mínimos em torno de R$ 2 mil”, diz o relatório apresentado.

DESINTERESSE
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a maioria dos estudantes não chegam a terminar os estudos. Poucos se matriculam no ensino médio — são 8,3 milhões, o equivalente a 15% das matrículas do ensino básico — e menos ainda concluem essa fase até os 19 anos.

Índice de jovens de até 19 anos com ensino médio concluído:
Brasil 37,9%
Norte 29,4%
Nordeste 20,9%
Sudeste 49,3%
Sul 41,8%
Centro-Oeste 37,7%

Se não fosse combinada com a diversificação da oferta, a mera obrigatoriedade seria uma penalidade para os jovens

Fernando Haddad, ministro da Educação

22/08/2008 - 12:43h Ideb de SP sobe só 0,1 com revisão

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Alvo de polêmica, índice da qualidade do ensino básico foi a 4,5 na capital; 2% das escolas no País tiveram mudança

Lisandra Paraguassú, O Estado de São Paulo

 

O Ministério da Educação divulgou ontem a revisão dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Cerca de 2% das escolas (1.188) mudaram de conceito. Entre os municípios, 59 dos 5.553 que participaram da avaliação alteraram sua posição – desses, 17 ficaram com Ideb mais baixo do que antes.

link Veja a lista completa das escolas e cidades que tiveram notas revistas

Na rede municipal de São Paulo, centro da maior polêmica na apresentação do Ideb deste ano, a mudança foi insignificante. O resultado subiu apenas 0,1 ponto, saindo de 4,4 para 4,5 – ainda abaixo da média 6, que o País tem como meta. Na rede estadual, a revisão trouxe uma melhora de 0,2 ponto, o que elevou o Ideb para 3,9.

O índice é formado pela conjunção de dados da Prova Brasil – avaliação feita com todos os alunos das escolas públicas de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental – e resultados de evasão escolar e aprovação. O conceito vai de 1 a 10, sendo que 6 – nota que os países desenvolvidos, em conjunto, já alcançam em exames internacionais – é a meta do governo para 2022.

Os dados das escolas e municípios foram divulgados em junho e criaram confusão com a Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, acusou o ministério de divulgar dados errados da cidade – apesar de sua secretaria ser a responsável por enviar ao governo federal os números usados para o cálculo do Ideb.

SOBE E DESCE

A crise levou à revisão, feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de toda a tabela de pontuação, dos municípios e das escolas. As alterações terminaram por beneficiar outras cidades mais do que São Paulo.

A rede municipal de Itápolis (SP), por exemplo, com apenas uma escola de 4ª série com alunos participantes, subiu a nota de 5,2 para 8,2 e passou a ter um dos maiores Idebs do País. Já a rede de Marapoama (SP), que estava em 6,4 pontos (acima da meta do MEC), caiu para 5.

As cidades que ficaram com os piores índices na divulgação inicial continuam com o título. Ubatã (BA) tem o pior resultado para a 4ª série, com um Ideb de apenas 0,9 – a metade do resultado anterior, de 2005, que era de 1,8. Na 8ª série, Baraúna (RN) também manteve a posição, com seu Ideb de 1,5 ponto apenas, abaixo do 1,9 que havia obtido na avaliação anterior.

A escola com pior colocação na lista inicial do ministério, a escola de 4ª série Paranatinga Barata, de Belém (PA), que tinha um Ideb de 0,1, continua em uma situação ruim, mas não tanto quanto antes. Ficou, depois da revisão, com índice de 2,8.

Outra escola do Pará, no município de Santa Maria, apresentou a maior alteração na nota. A escola de ensino fundamental Nossa Senhora Auxiliadora passou de 0,4 para 4,6. Na 8ª série, a maior mudança foi em uma escola de São Paulo. A escola Professor João Frazolin Neto passou de 0,4 para 3,6.

MAIORES MUDANÇAS

Cidades com as maiores alterações para turmas de 4ª série:

Aurora do Pará (PA), na rede estadual; Guarujá (SP), na rede municipal; Mortugaba (BA), na rede municipal e em toda a rede pública; Artur Nogueira (SP), na rede municipal e em toda a rede pública; Itápolis (SP), na rede municipal

Cidades com as maiores alterações para turmas de 8ª série:

Bujaru (PA), na rede estadual e em toda a rede pública; Barcarena (PA), na rede estadual; Inhangapi (PA), na rede estadual e em toda a rede pública; Vigia, na rede estadual e em toda a rede pública

21/06/2008 - 10:58h Mesmo alertado, MEC dá nota errada a SP

Leia também aqui no Blog

A Folha desinforma

Escolas municipais ficaram com nota mais baixa que a real no Ideb; ministério admite que dados de outras cidades podem estar errados Problema ocorre em ano de eleição; Marta Suplicy (PT) é pré-candidata e uma das principais adversárias do prefeito Kassab (DEM)

RICARDO WESTIN – FOLHA DE SÃO PAULO
DA REPORTAGEM LOCAL

Mesmo tendo sido alertado com antecedência do problema, o MEC (Ministério da Educação) divulgou ontem números errados sobre a rede escolar da Prefeitura de São Paulo. As escolas municipais acabaram ficando com uma nota mais baixa que a real no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O MEC admite que outras cidades podem ser prejudicadas pela mesma razão.
O problema ocorre em pleno ano de eleição municipal. Ontem, o ministro da Educação, Fernando Haddad, esteve em São Paulo e se reuniu com a pré-candidata do PT à prefeitura, Marta Suplicy. Um dos principais adversários da petista é o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que tem planos de reeleição.
Não é a primeira vez que esse tipo de problema, em ano eleitoral, envolve a maior cidade do país.
Os números equivocados se referem aos índices de aprovação dos alunos da rede municipal. Equivocadamente, o Inep (instituto de pesquisas e avaliações do MEC) computou como reprovados os que foram transferidos de escola, os que abandonaram os estudos e até os que morreram no ano letivo.
O Ideb é um índice que aponta o desempenho de todos os colégios públicos. Considera as notas dos alunos em provas oficiais e o índice de aprovação dos estudantes. O objetivo é oferecer um detalhado raio-X da educação nacional.
Pelo dados divulgados ontem -errados-, São Paulo ficou no 12º e no 8º lugar, no ranking das redes municipais das capitais, nas séries iniciais (da primeira à quarta série) e nas séries finais (da quinta à oitava). Pelos cálculos da prefeitura, com os índices corretos de aprovação, a cidade subirá para o 9º e para o 6º lugar, respectivamente.
Questionado pela Folha sobre a razão de os dados terem sido divulgados mesmo com o conhecimento de que estavam errados, o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, disse que não poderia alterar a data de divulgação dos números. “Os dados já estavam prontos. Só se eu atrasasse tudo. Não posso tratar São Paulo diferente dos outros municípios”, disse ele.
O erro foi informado ao MEC pelo próprio secretário municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, que informalmente já havia obtido os números contabilizados. O ministério encontrou o erro na terça-feira. Ainda assim, decidiu que não faria alterações.
O problema veio a público ontem. Por causa disso, o presidente do Inep viajou a São Paulo para explicar pessoalmente ao secretário o ocorrido. “Não tenho motivo para desconfiar de qualquer tipo de manipulação dos dados pelo Inep. Mas divulgar dados errados é muito ruim para a imagem de São Paulo”, afirma Schneider.
Fernandes afirmou que o dado errado não tem relação com a eleição municipal. “Meu trabalho é despolitizar os números”, disse o dirigente do Inep. Schneider e Fernandes cogitaram a hipótese de conceder uma entrevista coletiva juntos ontem para explicar o problema, mas desistiram. Nenhum dos dois se dispôs a assumir a culpa pelos dados errados.
“Não tenho nenhuma informação de que os dados divulgados contenham incorreção por parte do meu instituto”, afirmou o ministro Haddad.
O MEC informou que, assim que chegar aos números corretos de São Paulo e de outras cidades que também possam ter sido prejudicadas, divulgará uma errata. Ainda não há data.
O deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), ministro da Educação do governo Fernando Henrique, criticou o Inep.
“É uma vergonha, uma irresponsabilidade. Se os dados estão errados, suspenda a divulgação, corrija os dados e os divulgue depois. Não se pode, por causa da programação de divulgação, atropelar a seriedade e o caráter científico do Ideb.”


Colaboraram ROGÉRIO PAGNAN, da Reportagem Local, ANTONIO GOIS, da Sucursal do Rio, e RANIER BRAGON, em São Paulo

21/06/2008 - 10:28h Com médias revisadas, São Paulo fica apenas em 1.903º em ranking

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,11462535-EX,00.jpg

Inep vai analisar dados, contestados por secretaria de Educação da cidade

Fábio Mazzitelli* – O Globo

SÃO PAULO. Após contestação da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas da capital paulista serão revisados pelo Inep, instituto de pesquisas ligado ao Ministério da Educação e responsável pela coordenação dos dados. As médias já revisadas mostram que a rede municipal de São Paulo está longe de alcançar os números almejados pela prefeitura. Pelo menos na 4ª série.

Nesse estágio, o Ideb 2007 revisado da capital salta de 4,1 para 4,7 e sai da 1.999ª posição no Brasil para o 1.903º lugar.
No estado, a mudança transferiu a rede municipal da 570apara a 540acolocação.
Nos dados fornecidos pelo Inep, estão listadas 5.475 cidades brasileiras na 4ª série, sendo 642 paulistas.
A diferença ocorreu nos dados das taxas de aprovação da rede de ensino da prefeitura. O Inep entendeu como reprovados alunos que deixaram a escola, por transferência ou abandono.
Esses estudantes não fazem parte do cálculo para a taxa de aprovação, utilizada na fórmula do Ideb junto com as notas médias dos alunos na Prova Brasil. Aplicada por uma equipe externa, a Prova Brasil foi realizada em novembro de 2007, dias depois de os estudantes da rede municipal serem submetidos à primeira edição da Prova São Paulo, aplicada por professores da rede.
As médias revisadas na 8ª série não foram divulgadas pela Secretaria municipal de Educação.

Sem revisão, a situação é pior que no 4º ano: a rede municipal fica na posição 2.354 no ranking do Brasil. Em São Paulo, que tem a escola com pior Ideb no estado, fica na 597ª posição.
Em nota, a secretaria diz que só terá posição oficial após o envio dos dados, em até 20 dias.

Os dados revisados de 4ª série foram informados ontem, em conversa do secretário municipal Alexandre Schneider com o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, que lamentou um suposto uso político dos dados.

— Acho triste politizar em cima de dados educacionais. É ruim para a educação que qualquer partido politize esses dados.
Mas tive uma reunião com o secretário (municipal) e estamos tratando como um problema normal — disse Fernandes.
Alexandre Schneider não retornou ontem a três ligações para seu celular.

* Do Diário de S. Paulo

Haddad responsabiliza prefeituras por falhas
Ministro diz que país está no caminho correto, mas longe do ’sonho de pertencer ao grupo de nações desenvolvidas’

João Carlos Moreira* – O Globo

SÃO PAULO. O ministro da Educação, Fernando Haddad, responsabilizou ontem, em São Paulo, prefeituras e escolas por eventuais erros no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Ele afirmou desconhecer possíveis falhas que possam ter sido cometidas pelo ministério.
A prefeitura de São Paulo contestou os índices.

— Não tenho nenhuma informação, sobre os dados divulgados, de qualquer incorreção por parte do instituto — disse, sobre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), subordinado ao MEC.
Haddad, que foi a São Paulo participar da campanha da précandidata a prefeita da cidade, Marta Suplicy, disse que as falhas se devem a informações erradas passadas por escolas e municípios ao MEC, mas garantiu que os dados divulgados podem ser corrigidos: — Quando o censo escolar é preenchido corretamente, não há nenhuma dificuldade. Os dados trabalhados pelo Inep são transmitidos pelos gestores locais.
Eles (gestores) podem cometer equívoco? É evidente que sim. Cometeram no passado, podem cometer e cometerão no futuro.
O papel do Inep é divulgar os dados como foram transmitidos e, em caso de dúvida, o município pode retransmitir o dado correto. O papel do Inep, neste caso específico, se detectado o erro da primeira transmissão, é divulgar o novo dado.
Segundo ele, a correção pode ser feita antes mesmo do uso eleitoral dos dados: — Podemos corrigir num prazo de 30 dias. Depende da agilidade do gestor local.
Ele comentou o resultado: — O MEC conseguiu cumprir as metas de 2009. Isso anima o sistema educacional brasileiro, embora tenhamos que reconhecer que estamos distantes do sonho de pertencer ao grupo de nações desenvolvidas educacionalmente.
Mas agora, finalmente, estamos no caminho correto.

* Do Diário de S.Paulo

21/06/2008 - 10:22h A Folha desinforma

“Com médias revisadas, São Paulo fica apenas em 1.903° em ranking” Esta é a manchete do jornal O Globo que trata dos resultados do IDEB (Índice de desenvolvimento da Educação Básica). A revisão em questão concerne a correção de dados errados FORNECIDOS PELA PREFEITURA ao MEC. Mesmo corrigidos segundo calculo da própria prefeitura, o resultado é o da manchete do jornal O Globo: 1.903° dentre 5 mil municípios de todo o Brasil. Tentem achar essa informação na Folha.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo “São Paulo fica no fim da lista de um total de 645 município paulistas”, tentem achar esse dado na Folha de São Paulo.

Os artigos aqui citados serão reproduzidos no blog para você julgar.

O jornal O Globo também abordou a polêmica lançada pela Folha sobre os erros contidos nos dados de São Paulo publicados pelo MEC. A Folha insinua que esses erros guardam relação com a campanha eleitoral municipal. Segundo declaração do Ministro da Educação, Fernando Haddad, citado pelo Globo, O Estado de São Paulo e o Diário de São Paulo “Quando o censo escolar é preeenchido corretamente, não há nenhuma dificuldade. Os dados trabalhados pelo Inep são transmitidos pelos gestores locais. Eles (gestores) podem cometer equívoco? É evidente que sim. Cometeram no passado, podem cometer e cometerão no futuro.
O papel do Inep é divulgar os dados como foram transmitidos e, em caso de dúvida, o município pode retransmitir o dado correto. O papel do Inep, neste caso específico, se detectado o erro da primeira transmissão, é divulgar o novo dado.

Segundo ele, a correção pode ser feita antes mesmo do uso eleitoral dos dados: — Podemos corrigir num prazo de 30 dias. Depende da agilidade do gestor local.”

Tentem encontrar isto claramente explicado na Folha de São Paulo. Ou a Folha prova que os dados fornecidos pela prefeitura de São Paulo e pelos gestores locais no Estado de São Paulo estavam corretos e foram incluídos erradamente pelo Inep, responsável pelos resultados anunciados e neste caso o ministro Haddad está errado, ou os dados fornecidos estavam errados é a responsabilidade incumbe a própria prefeitura e Estado de São Paulo.

Neste caso a Folha poderá investigar se esses dados foram fornecidos errados propositalmente ou por engano. Poderá também questionar porque os representantes da prefeitura e do governo estadual só descobriram os erros dois dias antes dos resultados serem publicados. Talvez a Folha chegue a conclusão que foi usada ou conivente com uma operação política visando a ocultar os resultados pifios da educação em São Paulo.

Os artigos aqui citados serão reproduzidos no blog para os leitores julgarem. O ombudsman não terá talvez tempo de tratar o tema na Folha de amanhã, mas é um caso de distorção explicita do que realmente interessa: avaliar a educação no pais, no Estado e na cidade de São Paulo.

Luis Favre

08/05/2008 - 15:05h Viaja Mais Jovem começa pelo Acre

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Vale do Acre

Brasília (07/05) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao lado dos secretários Nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, e estadual de Turismo do Acre, Cassiano Marques, lançou o programa Viaja Mais Jovem, em cerimônia realizada nesta manhã (7), no auditório do Ministério. No evento, que contou com o senador Sibá Machado, representando o governador do Acre, Arnóbio Marques de Almeida Júnior, e o presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Albano Franco, entre outras autoridades, a ministra destacou que a ação é como uma “semente a ser desenvolvida, que vai crescer e florescer”.

“Começa pelo Acre, mas beneficiará o Brasil todo. Vai beneficiar o estudante que não consegue, não pode ou ainda não teve a oportunidade de viajar. E é mesmo muito bom começar pelo Acre, que tinha interesse comum ao nosso em desenvolver turismo e educação.”. Marta Suplicy afirmou que o próximo passo do Ministério do Turismo será avançar o programa atendendo alunos do ensino médio de Brasília. E ressaltou: “O estado que quiser (implantar o programa) é só vir ao Ministério, que começaremos a trabalhar juntos”.

O Viaja Mais Jovem começa com um projeto piloto voltado ao público estudantil do Acre, numa parceria entre o MTur e o governo do Estado, por meio das secretarias estaduais de Educação e de Turismo (a apresentação do piloto está disponível no site do MTur, clique aqui ). O MTur e o Governo do Acre investem no piloto R$ 400 mil, que proporcionarão a 600 estudantes e 45 professores de escolas públicas acreanas o acesso a viagens de estudo gratuitas dentro do estado.

A primeira fase do piloto será realizada na região do Vale do Acre, que inclui as Regionais do Baixo e Alto Acre, entre maio deste ano e junho de 2009. As viagens ocorrerão a partir de outubro, com alunos e professores da rede pública do estado. Os municípios de origem e de destino dos estudantes serão delimitados em um raio de até 300 quilômetros de distância nesta primeira fase. O objetivo é dar oportunidade a jovens estudantes para que tenham contato direto com a diversidade histórica, cultural, geográfica, social e educacional do país e, com isso, contribuir de forma significativa para a formação adequada dos estudantes. De acordo com o secretário Nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, “a proposta é fazer com que alunos da capital conheçam melhor o interior do Acre, e vice-versa”.

Para a ministra do Turismo, a ação, conforme planejada, “abre uma janela de oportunidades” para os jovens. Destacou também a importância de estimular conhecimento e criar a cultura da viagem entre os brasileiros, em consonância com as diretrizes de trabalho do MTur. Aliar essa possibilidade à educação é um grande acerto, segundo a ministra: “Estamos começando essa ação por alunos da 6ª série do Ensino Fundamental, uma série em que verificamos taxas altas de abandono e repetência. Estamos agindo, portanto, para atingir a criança na hora em que queremos reforçar que ela fique na escola e avance nos estudos. E o método é o de Paulo Freire. Ele ensina que, se o assunto é perto da tua realidade, você se interessa e aprende muito mais rápido. E é isso que vamos ver acontecer com esses alunos.”

A ministra lembrou que o Acre tem se notabilizado justamente por vir melhorando seus índices na educação. Há 10 anos, ocupava a penúltima posição em qualidade de ensino no contexto nacional. “Hoje, o Acre ocupa o 11º lugar e tem o professor mais bem pago do Brasil. Portanto, é importante firmar com o Acre um projeto que é do turismo, mas também é da educação. Na hora em que um estudante do Acre que mora na capital, em Rio Branco, puder ir até Xapuri conhecerá parte importante da história do nosso país, a história de Chico Mendes. Depois, vai voltar para a sala de aula com a professora podendo trabalhar o que ele viu e aprendeu. Isso é muito bom. E, de outro lado, em casa, os jovens vão ser multiplicadores da informação da viagem. Vão incentivar o interesse da família, e dinamizar o turismo”.

Primeira fase –
O secretário de Turismo do Acre, Cassiano Marques, apresentou o projeto piloto na cerimônia do Viaja Mais Jovem e explicou os critérios e alcances da ação. Segundo ele, no primeiro momento, a proposta é voltada aos alunos das escolas públicas. Mas ainda neste ano haverá possibilidade de escolas particulares participarem da ação, contando com pacotes de viagens oferecidos pelo mercado com preços reduzidos.

Na primeira fase, metade das vagas para viagens será destinada a alunos das escolas da capital e o restante para alunos das escolas dos municípios com os menores Indicadores de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado com base em informações de rendimento escolar e desempenho em exames padronizados realizados pelo Inep. Para participar, a escola precisa estar entre os quatro municípios com Ideb mais baixo na Região do Vale do Acre, além da capital. Também precisa ter turma de 6ª série do Ensino Fundamental em curso e manifestar interesse em participar do projeto.

A segunda fase do projeto, prevista para ter início em junho de 2009, deverá ser realizada nas Regionais do Juruá e Tarauacá-Envira. Os municípios de origem e de destino dos estudantes serão delimitados em um raio de até 500 quilômetros de distância. A partir da Fase 2, ampliam-se as oportunidades para a iniciativa privada começar a adaptar o produto Viaja Mais Jovem para outros públicos estudantis.

Na terceira fase, prevista para 2010, os estudantes acreanos poderão fazer viagens entre diferentes regiões do estado. Por exemplo, alunos da Região do Vale do Acre visitam a Região do Juruá, Tarauacá-Envira e Purus e vice-versa. Nessa etapa, participam, pela primeira vez, estudantes da Regional do Purus. Caso a Rodovia InterOceânica, que interliga Rio Branco/AC ao litoral do Peru, esteja concluída no início de 2010, será possível realizar convênio com governos e escolas peruanas para que o Estado receba estudantes daquele país. Poderão ainda ser desenvolvidas oportunidades para se trabalhar com estudantes de temas mais específicos, tal como universitários das áreas de humanas, biológicas ou exatas. Também poderão ser criados programas específicos de apoio à pesquisadores, mestrandos e doutorandos em áreas de grande potencial do Acre.

O Viaja Mais Jovem se enquadra no Turismo Pedagógico, conhecido também como Estudo do Meio ou Visitas de Estudo, que consiste em viagens de alunos e professores para aulas vivenciais fora da escola. Nessas viagens-aulas, podem ser abordados temas de todos os campos do conhecimento utilizando-se o turismo como um tema transversal, prática que se orienta pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs/MEC. É mais uma ação dentro do Programa Viaja Mais, que desde o ano passado tem trabalhado com o público da terceira idade, por meio do Viaja Mais Melhor Idade.

Para o público da terceira idade, são duas linhas de ação: oferta de pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados e desconto de 50% na tarifa cobrada por meios de hospedagem credenciados no programa. Essa última possibilidade – dos descontos na hotelaria – foi lançada dia 4 de abril, no Guarujá (SP). Desde então, informou a ministra, durante a cerimônia de lançamento Viaja Mais Jovem, houve 360 mil acessos à página do Portal de Hospedagem (guia on-line de informações sobre os meios de hospedagem do país, na Internet). “Tivemos 1.850 reservas”, comemorou a ministra. Participam dessa ação cerca de 1.500 hotéis em todo o país.

Fonte MinTur

05/12/2007 - 10:08h Educação: Abaixo da média, São Paulo perde de Rondônia e Sergipe


O Estado não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas pelos exames do programa

Sindicato das escolas particulares diz desconhecer quem participou; Inep informa que não pode divulgar as instituições

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
FOLHA DE SÃO PAULO

Os resultados do Pisa, sigla em inglês do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, divulgados ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), revelam que o Estado de São Paulo não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas -ciências, leitura e matemática.
Na área de ciências, a média paulista (385 pontos) é comparável à da Tunísia (África). No caso da leitura (392 pontos), eqüivale-se a Montenegro (Balcãs). Já em relação a matemática, com 370 pontos, os paulistas estão no mesmo nível dos vizinhos colombianos.
Para o ministro Fernando Haddad (Educação), o resultado de São Paulo requer “atenção” do governo federal. “Com exceção do Distrito Federal, São Paulo é a maior renda per capita do país. Era de se supor que pudesse trazer as médias nacionais para cima. É um resultado que surpreende, exige alguma atenção e algum diagnóstico do que se passa.” (mais…)

05/12/2007 - 10:02h Educação: Abaixo da média, São Paulo perde de Rondônia e Sergipe

O Estado não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas pelos exames do programa

Sindicato das escolas particulares diz desconhecer quem participou; Inep informa que não pode divulgar as instituições

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
FOLHA DE SÃO PAULO

Os resultados do Pisa, sigla em inglês do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, divulgados ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), revelam que o Estado de São Paulo não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas -ciências, leitura e matemática.
Na área de ciências, a média paulista (385 pontos) é comparável à da Tunísia (África). No caso da leitura (392 pontos), eqüivale-se a Montenegro (Balcãs). Já em relação a matemática, com 370 pontos, os paulistas estão no mesmo nível dos vizinhos colombianos.
Para o ministro Fernando Haddad (Educação), o resultado de São Paulo requer “atenção” do governo federal. “Com exceção do Distrito Federal, São Paulo é a maior renda per capita do país. Era de se supor que pudesse trazer as médias nacionais para cima. É um resultado que surpreende, exige alguma atenção e algum diagnóstico do que se passa.”
O petista Haddad falou com cautela sobre o Estado governado pelo tucano José Serra, que sucedeu os também tucanos Mário Covas (morto em 2001) e Geraldo Alckmin.
“No geral, os Estados mais ricos se saem melhor do que os mais pobres. Essa é a regra geral. Há exceções à regra”, completou o ministro.
Para a secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, o tamanho do Estado explica o quadro. “Ao mesmo tempo em que temos uma economia forte, temos todos os problemas existentes no Brasil. O fato de termos avançado enormemente na oferta de escolas nos dá agora condições para melhorar a qualidade de ensino”, disse.
Na três áreas, São Paulo registrou média abaixo do Sudeste. Em ciências, a média da região ficou em 396 pontos, contra 385 do Estado. Em leitura, o Sudeste teve 404 pontos, ante 392 de São Paulo. Em matemática, a diferença ficou em 378 contra 370.
O Distrito Federal lidera os rankings de ciências e de matemática, seguido por Santa Catarina, que lidera a tabela de leitura. No outro extremo ficou o Maranhão, com os piores resultados nas três áreas. Além do Distrito Federal, apenas oito Estados ficaram acima da média nas três disciplinas: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Entre esses Estados, o ministro Haddad destacou Rondônia e Sergipe, que, apesar das baixas médias de suas regiões (Norte e Nordeste), conseguiram manter seus alunos acima da média nacional nas três áreas avaliadas. Leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes).

04/12/2007 - 19:14h Brasil melhora em matemáticas e leitura, mas falta muito!

Pisa 2006

Alunos brasileiros estão entre os piores em matemática, mas país progride na qualidade do ensino da matéria

 

O Globo Online, com agências internacionais e Demétrio Weber – O GloboRIO – Os alunos brasileiros estão entre os piores em conhecimentos de matemática e capacidade de leitura, segundo o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa 2006) elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com a pesquisa, que analisou as habilidades de 400 mil alunos na faixa dos 15 anos em 57 países em 2006, o Brasil foi o quarto pior no ranking de matemática, e o pior entre os países sul-americanos, mas também obteve o quarto maior progresso se comparado a 2003. Os alunos brasileiros marcaram 370 pontos em matemática, 13 a mais do que em 2003, quando foi feita a última sondagem. Superado neste quesito apenas por Indonésia, México e Grécia, o país, no entanto, não obteve resultados expressivos nas demais categorias do estudo, que analisa conhecimentos científicos, lingüísticos e matemáticos.

 

Apesar de ser o pior resultado, foi em matemática que mais conseguimos evoluir (Reynaldo Fernandes, presidente do Inep)


(mais…)

04/12/2007 - 19:09h Brasil melhora em matemáticas e leitura, mas falta muito!

Pisa 2006

Alunos brasileiros estão entre os piores em matemática, mas país progride na qualidade do ensino da matéria

 

O Globo Online, com agências internacionais e Demétrio Weber – O Globo

RIO – Os alunos brasileiros estão entre os piores em conhecimentos de matemática e capacidade de leitura, segundo o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa 2006) elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com a pesquisa, que analisou as habilidades de 400 mil alunos na faixa dos 15 anos em 57 países em 2006, o Brasil foi o quarto pior no ranking de matemática, e o pior entre os países sul-americanos, mas também obteve o quarto maior progresso se comparado a 2003. Os alunos brasileiros marcaram 370 pontos em matemática, 13 a mais do que em 2003, quando foi feita a última sondagem. Superado neste quesito apenas por Indonésia, México e Grécia, o país, no entanto, não obteve resultados expressivos nas demais categorias do estudo, que analisa conhecimentos científicos, lingüísticos e matemáticos.

Apesar de ser o pior resultado, foi em matemática que mais conseguimos evoluir (Reynaldo Fernandes, presidente do Inep)


Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) – órgão responsável pela coordenação do Pisa no Brasil -, Reynaldo Fernandes, apesar de ter o pior resultado em conhecimentos de matemática, foi na matéria que os estudantes brasileiros mais melhoraram desde o último estudo, realizado em 2003.

- Apesar de ser o pior, foi o que mais conseguimos evoluir – disse Fernandes.

No Brasil, região Sul tem as melhores notas

Em sua terceira participação no Pisa, o Brasil mostrou desempenho similar aos anos anteriores em ciências, uma ligeira queda em leitura e um aumento significativo em matemática. A região Sul obteve as melhores notas, e a região Nordeste, as piores. O Sul apresentou o melhor desempenho nas três áreas. Em segundo lugar ficou o Centro-Oeste em matemática e ciências, e o sudeste em leitura. Essas duas regiões se revezam no terceiro lugar.

Na avaliação das capacidades científicas, o Brasil obteve 390 pontos , à frente apenas da Colômbia (388) – entre os países sul-americanos que participaram do Pisa -, e da Tunísia, Azerbaijão, Catar e Quirguistão. O melhor sul-americano é o Chile, com 438 pontos, seguido por Uruguai (428) e Argentina (391). A líder geral é a Finlândia, que obteve 563 pontos, muito à frente de Hong Kong (542), segundo colocado, seguido por Canadá (534), Taiwan (532), Estônia e Japão (531). A qualificação média entre os países da OCDE foi de 500 pontos. Abaixo dessa pontuação aparecem países como Estados Unidos (489), Espanha (488), Noruega (487), Itália (475), Turquia (424) e México (410).

Especialistas avaliam que a má formação dos professores seja uma das principais causas do fraco desempenho dos estudantes brasileiros . Um estudo do Ministério da Educação (MEC) revela que sete em cada dez professores de ciências das escolas no Brasil não têm formação específica para lecionar a disciplina. A maioria fez faculdade em outra área e alguns não têm sequer diploma universitário. O problema se agrava entre os professores de física: 90% e 86% deles, respectivamente, não concluíram o curso apropriado. A pesquisa foi feita com base em dados de 2003 para turmas de 5ª a 8ª série do ensino fundamental (ou 6º ao 9º ano, onde o ensino fundamental dura nove anos).

A prova de conhecimentos científicos englobou questões referentes a cultivos transgênicos, telas solares, roupas “inteligentes”, questões de geologia, história das vacinas, exercícios físicos, chuva ácida e efeito estufa.

Brasil também entre os piores no ranking de capacidades de leitura

Estudo do MEC revela que sete em cada dez professores de ciências das escolas no Brasil não têm formação específica para lecionar a disciplina


Na avaliação das capacidades de leitura, o Brasil obteve 393 pontos, ficando entre os oitos piores. O país aparece à frente de Colômbia (385) e Argentina (374). No entanto, é superado por Chile (442) e Uruguai (413), entre os sul-americanos. A Coréia do Sul lidera a avaliação, com 556 pontos. A Finlândia vem logo atrás, com 547, seguida por Hong Kong (536), Canadá (527), Nova Zelândia (521), Irlanda e Austrália (517). Abaixo da média da OCDE, de 492 pontos, estão, entre outros, Itália (469), Espanha (461), Turquia (447) e México (410).

Dos 57 países avaliados, trinta fazem parte da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Outro estudo, desta vez da Unesco e que foi divulgado na sexta-feira, considera que, com 15 milhões de analfabetos (40% dos 38 milhões de pessoas que não sabem ler na América Latina, o Brasil está longe de cumprir as metas de educação estabelcidas pela entidade .

Por outro lado, a USP conseguiu figurar no ranking elaborado pelo Conselho de Taiwan para Avaliação e Acreditação de Ensino Superior . Na lista, que considera 500 instituições, a universidade federal paulista ocupa a 94ª posição. A pesquisa avalia a performance da produção científica em universidades do mundo todo.