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	<title>Blog do Favre &#187; infecções</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Governo vai distribuir gel para uso íntimo</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 17:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Governo gasta R$ 1,1 mi em gel para reduzir risco de contaminação da Aids por sexo anal
O Globo
RIO &#8211; O Ministério da Saúde adiquiriu no final do ano passado 15 milhões de sachês de gel lubrificante. O produto é indicado para ser usado nas relações anais por grupos mais vulneráveis à infecções de HIV, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center" align="center"><a href="http://www.aids-pomoc.cz/obrazky/Vlajka_gel%20kopie.gif"><img src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:rFvd88D4C9G7gM:http://www.aids-pomoc.cz/obrazky/Vlajka_gel%2520kopie.gif" style="border: 1px solid ; margin: 10px 10px 0pt" alt="Ver imagem em tamanho grande" width="52" height="80" /></a><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,11352542-EX,00.jpg" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/foto/0,,11352542-EX,00.jpg" width="428" height="268" /></div>
<p><strong>Governo gasta R$ 1,1 mi em gel para reduzir risco de contaminação da Aids por sexo anal</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">O Globo</p>
<p>RIO &#8211; O Ministério da Saúde adiquiriu no final do ano passado 15 milhões de sachês de gel lubrificante. O produto é indicado para ser usado nas relações anais por grupos mais vulneráveis à infecções de HIV, como homossexuais, travestis e profissionais do sexo. O lote foi comprado por R$ 1,160 milhão, segundo revela matéria de Evandro Éboli publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Globo.</p>
<p>O gel começou a ser comprado pelo Programa Nacional de Aids em caráter experimental em 2001. No final do ano, passado o ministério decidiu ampliar a distribuição do produto, que torna mais seguro o uso da camisinha na relação anal e evita o rompimento do preservativo. Caso a camisinha fure, o gel ajuda a evitar contaminação.</p>
<p>O gel é distribuído nos postos de saúde também para mulheres que estão na menopausa, geralmente com idade superior a 45 anos. Nessa fase, elas perdem a lubrificação natural da vagina. O sachê é distribuído junto com preservativos masculinos e femininos. Segundo Brito, a demanda nacional é de 30 milhões de unidades, o dobro do lote que está sendo comprado neste momento.</p>
<p>- O gel lubrificante atua como um coajuvante facilitador da proteção nas relações anais. A aceitação foi muito positiva e a vantagem é que, ao longo dos anos, o preço da unidade caiu muito &#8211; conta Ivo Brito.</p>
<p><em>Leia a reportagem completa no Globo Digital (somente para assinantes) </em></p>
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		<title>A nova superbactéria</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 17:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Caption: Scanning electron microscope image of A. baumannii, with maps of its genome (outer circle) and alien island sequences (inner circle – red).
Credit: Courtesy of J.Carr/CDC; T.Gianoulis and D.Massa/Yale
Comunidade internacional divulga alerta para infecções resistentes a remédios
Normalmente encontrada no solo e na água, uma perigosa e resistente bactéria se alastra por hospitais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">  <em><font size="1"><img src="http://www.eurekalert.org/multimedia/pub/web/3307_web.jpg" border="0" /></font></em></p>
<div align="center"></div>
<div align="center"></div>
<p align="center"><em><font size="1"><strong>Caption:</strong> Scanning electron microscope image of A. baumannii, with maps of its genome (outer circle) and alien island sequences (inner circle – red).<br />
<strong>Credit:</strong> Courtesy of J.Carr/CDC; T.Gianoulis and D.Massa/Yale</font></em></p>
<p><strong>Comunidade internacional divulga alerta para infecções resistentes a remédios</strong></p>
<p>Normalmente encontrada no solo e na água, uma perigosa e resistente bactéria se alastra por hospitais de todo o mundo, inclusive do Brasil, alertaram especialistas em doenças infecciosas em artigo publicado esta semana na revista médica “The Lancet”. De acordo com os médicos, a Acinetobacter baumannii seria ainda mais ameaçadora do que a MRSA (uma variante muito resistente de Staphylococcus aureus) e a Clostridium difficile: ela já responde por pelo menos 30% das infecções hospitalares resistentes a drogas.</p>
<p>— Há um crescente aumento de infecções por A baumannii em vários hospitais em todo o mundo — afirmou, em entrevista à Reuters, Matthew Falagas, da Universidade de Tufts, em Boston, e do Instituo Alfa de Ciências Biomédicas, na Grécia, co-autor do artigo ao lado de Drosos Karageorgopoulos. — E são infecções muito difíceis de tratar porque as bactérias são resistentes à maioria dos medicamentos disponíveis.</p>
<p>Brasil já registrou casos de infecção</p>
<p>Especialistas em infecção hospitalar no Brasil já estão cientes da ameaça da bactéria e de sua presença em centros de saúde no país há algum tempo.</p>
<p>— Do mesmo modo que em outros países, não somente as Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, conhecidos como MRSA, têm preocupado nossa comunidade médicocientífica.</p>
<p>Surtos de infecções hospitalares causadas por A. baumannii, sensíveis somente ao antibiótico colistina, têm sido descritos, há alguns anos, no Brasil — diz Agnes Marie Sá Figueiredo, diretora do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>De acordo com o artigo da “Lancet”, o papel da A. baumannii em graves infecções diagnosticadas em pacientes criticamente doentes é cada vez mais claro. “Esse patógeno está associado a surtos de infecção muito difíceis de serem controlados”, destaca o texto.</p>
<p>Alguns médicos estão lançando mão de uma classe de antibióticos conhecidos como polimixinas para combater a infecção.</p>
<p>Essas drogas não são usadas há 20 anos para esta finalidade, em parte por causa dos efeitos colaterais que apresentam, entre eles problemas renais. “Isso significa que os médicos precisam de novas drogas para combater a bactéria”, sustentou Falagas. “Mas a melhor arma para deter o avanço da A. baumannii ainda é lavar bem as mãos. Essa é a medida mais importante de prevenção para os que trabalham em hospitais.” Mas não apenas. A limpeza das instalações hospitalares e dos equipamentos utilizados é ainda mais importante, sustentam especialistas em infecções resistentes.</p>
<p>A A. baumannii compartilha muitas das piores características da MRSA e da Clostridium difficile, como a sobrevivência em superfícies secas e a resistência à maioria dos desinfetantes. A A. baumannii sobrevive na poeira e até na roupa de cama por meses.</p>
<p>Ela também pode ser transportada na pele de pessoas saudáveis. Tudo isso torna muito difícil a erradicação da bactéria depois que ela se instala em alguma instituição, explicam os especialistas, e revelam a importância da limpeza rigorosa na prevenção.</p>
<p>A A. baumannii provoca infecções sangüíneas e pneumonia, entre outros problemas.</p>
<p>Especialistas dizem que a bactéria não representa uma ameaça às pessoas saudáveis e que mesmo para as linhagens mais resistentes ainda existem drogas eficazes. No entanto, dizem, a questão é preocupante.</p>
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		<title>Saúde: os números ocultam</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 15:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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célula cancerosa vista ao microscópio eletrônico
AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO &#8211; O GLOBO
É inegável as conquistas obtidas em nosso país com relação a certas doenças infecciosas, principalmente aquelas cujas medidas de prevenção e/ou controle são mais conhecidas e efetivas, como a diarréia, a tuberculose, a malária e outras, conforme indicam as publicações recentes do Ministério da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/saude-os-numeros-ocultam/8552/" rel="attachment wp-att-8552" title="celula_cancer_peito.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/celula_cancer_peito.jpg" alt="celula_cancer_peito.jpg" /></a><font size="1"><em><br />
célula cancerosa vista ao microscópio eletrônico</em></font></p>
<p>AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO &#8211; O GLOBO</p>
<p>É inegável as conquistas obtidas em nosso país com relação a certas doenças infecciosas, principalmente aquelas cujas medidas de prevenção e/ou controle são mais conhecidas e efetivas, como a diarréia, a tuberculose, a malária e outras, conforme indicam as publicações recentes do Ministério da Saúde (Saúde Brasil 2007). Entretanto, o vasto universo das doenças causadas por microrganismos não se resume às doenças geralmente agrupadas como “infectocontagiosas” ou “infecciosas e parasitárias”.</p>
<p>Os microrganismos, sejam os protozoários, os fungos, as bactérias e, ainda, os vírus, estão envolvidos em diferentes tipos de afecções.</p>
<p>Por exemplo: há alguns anos, jamais poderíamos imaginar que certos tipos de cânceres estariam associados a tais seres microscópicos.</p>
<p>No entanto, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina 2008, Dr. Harald zur Hausen, foi agraciado com essa honraria, justamente, por ter relacionado o câncer de colo de útero, o segundo mais freqüente em mulheres, com o papiloma vírus humano (HPV). Mas não pensem que a associação entre microrganismos e câncer se encerra aí.</p>
<p>Uma bactéria conhecida como Helicobacter pylori, a qual é encontrada no estômago de cerca de 2/3 da população mundial, é o principal fator de risco de úlcera péptica e duodenal, aumenta, segundo estudos, o risco de câncer gástrico, linfoma de tecido linfóide associado à mucosa, conhecido como linfoma de MALT, e, ainda, de câncer pancreático.</p>
<p>Portanto, parece-me fundamental que a sociedade seja alertada sobre o papel das doenças infecciosas em determinados tipos de cânceres e, conseqüentemente, sobre sua influência “silenciosa” nas taxas de óbtidos. Além disso, em certas circunstâncias, o câncer por si só pode predispor o paciente a severas e recorrentes infecções. Por outro lado, a neutropenia (que reflete um comprometimento do sistema imunológico) é reconhecida há décadas como importante fator de risco para o desenvolvimento de infecções em pacientes submetidos a certas quimioterapias.</p>
<p>Portanto, é fato amplamente conhecido, pela comunidade médica, que as doenças infecciosas são importantes causas de mortalidade entre pacientes com diversos tipos de neoplasias malignas.</p>
<p>Realmente, por muitos e muitos anos, a tuberculose foi a principal causa de morte entre as doenças respiratórias de adultos. Porém, apesar de os óbitos por essa doença ter diminuído, outras infecções respiratórias, as de natureza aguda, estavam em 2005 na 5ª ou 6ª posição entre as 10 principais causas de morte em nosso país, segundo dados do Saúde Brasil 2007. Cabe acrescentar que, através de um estudo recente do Unicef/OMS intitulado “Pneumonia: the forgoten killer of children, 2006”, ficou constatado que essa doença mata mais crianças do que qualquer outra, e estimase que seja responsável pela morte de cerca de 2.000.000 de crianças a cada ano, em todo o mundo, sendo as espécies bacterianas Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae as principais responsáveis. Porém, infelizmente, pouca atenção tem sido dada para essa doença. Nesse mesmo estudo foi estimado que 150.000.000 de episódios de pneumonia devam ocorrer a cada ano, sendo que o Brasil estaria em 5o lugar, junto com a Etiópia, com 4.000.000 de casos. É preciso salientar que não somente as crianças estão mais susceptíveis às pneumonias; os indivíduos idosos também estão entre a população susceptível e, portanto, com elevado risco para a doença e conseqüente mortalidade.</p>
<p>Vale lembrar, aqui também, outros importantes “matadores” que ficaram esquecidos nesta estória, as doenças hoje conhecidas como “infecções associadas a serviços de saúde” (IASS), em que se incluem as infecções hospitalares. Essas doenças acometem pacientes, durante o curso de um tratamento que receberam para debelar outra doença, em um estabelecimento que presta serviço de saúde. Segundo os Centers for Diseases Control (CDC), nos Estados Unidos, as IASS estão entre as 10 principais causas de mortalidade.</p>
<p>Não devemos, em hipótese alguma, sob pena de estarmos causando um erro grave, subestimar o impacto de tais doenças em nosso meio.</p>
<p>Estudos têm demonstrado que os índices dessas infecções são maiores em países da América Latina e da África. Agrava-se a essa triste estatística o fato de que muitas dessas infecções, como as que ocorrem nos hospitais, são causadas por bactérias resistentes a múltiplos antibióticos. Tal fato dificulta, significativamente, a pronta prescrição pelos médicos de uma terapia antibiótica eficaz, contribuindo assim para o aumento do número de óbitos.</p>
<p>Aos profissionais da saúde cabem estar atentos para os fenômenos resultantes da evolução adaptativa dos microrganismos, os quais culminam, algumas vezes, no surgimento de novas doenças (conhecidas como emergentes) e, em outras vezes, no aumento da incidência de doenças antigas, porém com características epidemiológicas singulares, únicas, as quais, quando não reconhecidas, podem mascarar os índices dessas infecções e da mortalidade associada.</p>
<p>Aos nossos políticos cabe o ônus da necessidade de aplicarem mais recursos para o desenvolvimento de laboratórios e sistemas cada vez mais sofisticados, visando à coleta e posterior análise de dados, sobre tais doenças, de maneira que os números possam nos apontar, de forma mais reveladora, esse mundo micro, porém da maior importância para a saúde global.</p>
<p>AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO é diretora do Instituto</p>
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		<title>Da boca para dentro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças
Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO
Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif" alt="A imagem “http://cogitare.forumenfermagem.org/wp-content/uploads/2008/06/dentist.gif” contém erros e não pode ser exibida." /></div>
<p><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/06/30/30_CHB_viv_sorriso.jpg" align="left" /></p>
<p><font size="4"><strong>Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a higiene bucal. O acúmulo de bactérias em estruturas que envolvem os dentes causa inflamações e aumenta o risco de infecções em todo o corpo. Agora, novos estudos confirmam que cuidar da saúde oral protege contra infarto e derrame. Há quem afirme que a prevenção vai além. Pessoas que escovam mal os dentes e raramente visitam o dentista correm maior risco de cânceres, demência e até de parto prematuro.<br />
O problema começa com o acúmulo de bactérias ao redor dos dentes, formando placas que atacam as gengivas e outras estruturas.<br />
Aos poucos, os germes invadem tecidos e produzem substâncias tóxicas que inflamam as gengivas (gengivite), e alguns chegam à corrente sangüínea. Daí pegam carona para o coração e outros órgãos. Em casos graves (periodontites), os tecidos de suporte são afetados — com destruição de colágeno e de ligamentos — , responsáveis por manter os dentes nos ossos. De 7% a 15% da população mundial sofrem desse mal.</p>
<p>— Mais pesquisas sugerem associação entre infecções orais e doenças sistêmicas — diz a dentista americana Sally Cram.<br />
Um exemplo é o estudo da Universidade de Bristol, de Howard Jenkinson. Na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, ele disse que centenas de cepas de bactérias vivem na boca e algumas entram no sangue. Isso pode causar problema cardíaco, mesmo em saudáveis. Elas produzem agrupamento de plaquetas, formando escudo contra o sistema imunológico e antibióticos.<br />
<strong><br />
Sem tratamento, risco de parto prematuro aumenta</strong></p>
<p>Maurizio Tonetti, chefe da Divisão de Periodontologia da Universidade de Connecticut, investigou se um tratamento para anular a produção de bactérias e toxinas da boca seria benéfico em pacientes com aterosclerose.<br />
Os resultados foram animadores. Em artigo na revista “New England Journal of Medicine”, ele mostrou que indivíduos submetidos por seis meses a intenso tratamento de doença das gengivas não apenas se livraram desse mal, mas melhoraram a função do endotélio (a camada interna dos vasos).<br />
E pesquisa na Grã-Bretanha, com 366 gestantes, publicada no “Journal of Periodontology”, indicou que o tratamento de infecção de tecidos da gengiva reduziu o índice de nascimentos prematuros em 84%. Segundo os autores, essa doença eleva a produção de prostaglandina, substância que pode induzir ao parto. As grávidas que receberam cuidados dentários antes da 35ª semana tiveram menor chance de dar à luz antes da hora. Em outro trabalho, na revista “The Lancet Oncology”, autores associaram doenças das gengivas a maior chance de tumores de pulmão, fígado, rim e pâncreas, além de Alzheimer.<br />
Porém não souberam explicar essa relação.</p>
<p>— Dados apontam risco adicional de até 2,8 para infarto em pessoas com periodontites.</p>
<p>Já encontraram traços de bactérias das gengivas em placa ateromatosa retirada em cirurgias. A forte resposta imune estimulada por periodontites parece ser o principal mecanismo na relação com doenças sistêmicas, como diabetes, artrite, a doença pulmonar obstrutiva crônica, úlceras, pneumonias, além de indução a parto prematuro e problema cardiovascular — diz Luciano Oliveira, doutorando em periodontia pela Uerj e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.<br />
Mau hálito, retração e sangramento gengival podem ser os primeiros sinais, explica a dentista Cristiane Vivacqua. Ela diz que pessoas com gengivas doentes são duas vezes mais susceptíveis a queixas cardíacas.</p>
<p>— Doença periodontal pode piorar males cardíacos já existentes. Às vezes é necessária a profilaxia antes de tratamentos dentários, como uso de antibióticos. Isso é avaliado pelo dentista e médico — alerta.<br />
Já a dentista Flávia Rabello de Mattos, especialista em implantes, lembra que diabetes, síndrome de Down, doença de Crohn e Aids favorecem a periodontite: — Habitualmente, doença da gengiva não causa dor, até que dentes se afrouxem ao mastigar ou se forme abcesso. Em fumantes, sinais iniciais são mascarados e eles só percebem o problema quando a perda óssea é grave. Sem tratamento, a perda óssea poderá ser de 1mm/ano.</p>
<p>* Com ‘The Washington Post’ e agências de notícias Existem cerca de 700 cepas de diferentes bactérias (como estafilococo e estreptococo) em uma boca saudável, metade ainda não classificada. Em agosto foi descoberta uma nova espécie, Prevotella histicola, que pode estar relacionada a cáries e doenças da gengiva. Se as bactérias entrarem na corrente sangüínea, podem causar problemas cardíacos e até derrame, mesmo que a pessoa esteja em boa forma física.</p>
<p>Há cerca de cem milhões de bactérias em cada mililítro de saliva. Vírus, fungos e protozoários também vivem na boca. Segundo cientistas, microorganismos procedentes de gengivas infectadas interagem com as plaquetas (elas participam do processo de coagulação, evitando hemorragias) provocando a inflamação das artérias, levando a seu estreitamento.</p>
<p>As bactérias também se unem aos depósitos de gorduras presentes nas artérias, o que pode facilitar a formação de coágulos. Outra explicação é que, ao se movimentar pelo corpo por meio do sangue, a bactéria estimula o sistema imunológico, causando inflamações que entopem as artérias.</p>
<p>Estudos americanos dizem que doenças das gengivas e outras infecções na boca estão associadas à maior incidência de câncer de pulmão, de sangue e de rim, além de pancreatites.<br />
<font size="5"><strong><br />
Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes</strong></font></p>
<p><strong><br />
Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação</strong></p>
<p>Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.<br />
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.<br />
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.</p>
<p>— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.<br />
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.</p>
<p>— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.<br />
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.<br />
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.</p>
<p>— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.<br />
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.<br />
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.<br />
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.<br />
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.</p>
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		<title>Descoberto gene de forma comum de cegueira</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 20:05:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Estudo abre caminho para terapia contra degeneração da visão

O Globo
Pesquisadores americanos descobriram um gene que, quando defeituoso, provoca uma das formas mais graves da degeneração macular. Essa doença é a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos. No mesmo estudo, os cientistas identificaram ainda uma nova maneira de tratar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Estudo abre caminho para terapia contra degeneração da visão</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.usinacultural.art.br/idosos.gif" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.usinacultural.art.br/idosos.gif" width="389" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>O Globo</strong></p>
<p>Pesquisadores americanos descobriram um gene que, quando defeituoso, provoca uma das formas mais graves da degeneração macular. Essa doença é a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos. No mesmo estudo, os cientistas identificaram ainda uma nova maneira de tratar a doença. Medicamentos que corrijam as alterações bioquímicas causadas pela mutação poderiam, no futuro, tratar ou mesmo prevenir a doença.</p>
<p>A pesquisa foi realizada por cientistas de várias instituições americanas e liderada por Kang Zhang, professor de oftalmologia e genética humana do Centro de Visão Shiley, da Universidade da Califórnia, em San Diego. No estudo, publicado na revista “New England Journal of Medicine”, os cientistas explicam como descobriram o primeiro gene associado à chamada degeneração macular “seca”, ou atrofia geográfica. Eles também mostraram que pessoas com uma determinada mutação nesse gene podem piorar e ficar cegas, se forem tratadas com uma terapia experimental desenvolvida para combater uma outra forma de degeneração macular.</p>
<p>Até agora, danos aos olhos são irreversíveis A equipe de Zhang também descobriu uma ligação entre a degeneração macular e uma molécula que alerta o sistema de defesa do organismo sobre a presença de infecções por vírus.</p>
<p>Essa molécula se chama TLR 3. Pessoas com uma determinada mutação no gene ligado à TLR 3 se tornam vulneráveis à degeneração macular. Por algum motivo, ainda não conhecido, a mutação faz com que a molécula acabe levando à morte das células da mácula.</p>
<p>A degeneração macular seca acontece quando células sensíveis à luz no centro da retina, ou mácula, começam a se romper, embaçando gradualmente a visão. Com o tempo, à medida que a mácula perde as funções, a visão central é perdida de forma irreversível. Nenhum tratamento até agora conseguiu impedir o avanço da doença.</p>
<p>Zhang destacou que testes genéticos poderiam identificar que pessoas têm a mutação que as torna suscetíveis a desenvolver a doença. A principal meta é prevenir o aparecimento da degeneração macular</p>
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		<title>Alívio para as dores e o cansaço</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 23:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumática
Antônio Marinho* &#8211; O Globo
Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.lacoctelera.com/myfiles/reflexologiaparati/Esqueleto2.jpg" alt="http://www.lacoctelera.com/myfiles/reflexologiaparati/Esqueleto2.jpg" height="377" width="551" /></div>
<p><strong> Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumátic</strong>a</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários médicos e exames sem diagnóstico, deu sorte de achar um especialista. Soube que tinha fibromialgia.<br />
Esta síndrome, cuja principal causa é o estresse e o estilo de vida moderno, é só uma das cem doenças reumáticas existentes, das quais a mais conhecida é a artrite. Para aumentar o conhecimento sobre essas doenças, a Sociedade Brasileira de Reumatologia lançou este mês uma campanha de esclarecimento à população.</p>
<p>Casos de difícil diagnóstico</p>
<p>Na campanha “Reumatismo é coisa séria”, a sociedade (www.reumatologia.com.br) quer incentivar o diagnóstico precoce e mostrar que as dores, em qualquer idade, têm alívio.<br />
Um exemplo é a fibromialgia, que ataca 3% a 5% da população, com pico entre os 30 anos e 55 anos (80% mulheres) e afeta todo o corpo.<br />
A maior dificuldade na fibromialgia é o diagnóstico. Uma cena comum é o indivíduo peregrinar por diversos médicos com dor generalizada. Ele gasta o que não tem com exames sofisticados e remédios, sem necessidade, segundo Evelin Goldenberg, doutora em reumatologia pela Unifesp e médica do Hospital Israelita Albert Einstein. O mal muitas vezes é acompanhado de depressão, inchaço, hábito de ranger os dentes no sono, problemas intestinais e dormência.</p>
<p>— Consultas rápidas baseadas em exames não têm qualquer valor. O diagnóstico é clínico.<br />
Deve-se levar ouvir a história emocional e social desde a infância — diz Evelin, autora de “O coração sente, o corpo dói, como reconhecer e tratar a fibromialgia” (Ed.Atheneu).<br />
Evelin já viu casos de pessoas com câncer e lúpus diagnosticadas com fibromialgia e vice-versa. Há pessoas que recebem tratamento para hérnia de disco, passam por fisioterapia e não melhoram porque seu problema é fibromialgia.<br />
Geraldo Castelar, diretorcientífico da Sociedade Brasileira de Reumatologia, reforça que o diagnóstico é clínico, baseado em queixa de dor generalizada (pelo menos de 11 a 18 pontos do corpo), por mais de três meses.</p>
<p>— O tratamento deve envolver reumatologista, profissional da área da saúde mental, fisioterapeuta e professor de educação física — diz.<br />
Às vezes, é preciso tomar remédios pelo resto da vida.<br />
Não há pílula mágica, e o que funciona para um pode não ser bom para outro paciente.<br />
Segundo o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, com o alívio da dor, o indivíduo tem boa qualidade de vida.<br />
As dores no corpo podem ter outras causas, como, por exemplo, artrose e artrite reumatóide.<br />
Na artrite, a inflamação pode começar numa infecção da articulação, como no caso da febre reumática.<br />
Sem tratamento, cerca de 30% dos pacientes se tornam permanentemente incapacitadas em quatro anos. E chegam a perder 15 anos de expectativa de vida. Contra artrite os médicos receitam antiinflamatórios e analgésicos, mas a destruição do tecido continua.<br />
Os maiores avanços são drogas biológicas que bloqueiam a atividade de substâncias envolvidas na inflamação, mas elas são caras. Há seis medicamentos desse tipo nos EUA e três em fase de aprovação.<br />
Os resultados dos estudos com essas drogas parecem promissores. O americano Alan Moore, de 59 anos, sentiu os primeiros sinais da doença em 2001. Ele entrou num protocolo de pesquisa com uma droga biológica injetável e diz ter melhorado.</p>
<p>— Em alguns dias os sintomas praticamente desapareceram — conta Moore.<br />
Segundo pesquisadores, em pacientes com doença moderada a grave a combinação de diferentes medicamentos pode ser a melhor opção. Em artigo na revista médica “Lancet”, o reumatologista Joel Kremer, frisa que é importante levar em conta o custo benefício.<br />
O tratamento com agentes biológicos custa até US$ 18 mil por ano: — A abordagem inadequada da artrite reumatóide leva a cirurgias, causa baixa produtividade e perda de qualidade de vida, além de aumentar o risco de infecções e doença cardiovascular — afirma Kremer.<br />
O tratamento da doença é mais eficaz quando iniciado no primeiro ano após os aparecimento dos sintomas, diz o especialista.</p>
<p><img src="http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpg" alt="http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpg" align="left" /><strong>SAIBA MAIS SOBRE AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES</strong></p>
<p>A causa exata é desconhecida. Cientistas afirmam que pessoas com artrite têm um sistema imunológico mais ativo, que produz em excesso proteínas normalmente encontradas no organismo e chamadas TNF-alfa (fatoralfa de necrose tumoral). Elas se acumulam nas articulações e causam a grave inflamação nas juntas, principalmente das mãos e dos pés, destruindo aos poucos a cartilagem e os ossos, causando dor, deformidades e limitando os movimentos, segundo a reumatologista Evelin Goldenberg. Atinge 1% da população mundial e a prevalência aumenta com a idade (de 5% em mulheres com mais de 55 anos).<br />
<strong><br />
SINTOMAS DA ARTRITE </strong><br />
Juntas rígidas como se estivessem enferrujadas, ao acordar pela manhã. Esta rigidez articular pode durar mais de uma hora. Fadiga inexplicável, inchaço e vermelhidão das articulações, principalmente das mãos, são outros sinais. Os pacientes têm erosão nas articulações rapidamente: 40% em 6 meses e 70% em dois anos.<br />
<strong><br />
PREVENÇÃO</strong><br />
Como não se conhecem as causas, não há prevenção, segundo Evelin. A artrite não é hereditária nem contagiosa.</p>
<p><strong>TRATAMENTO </strong><br />
Apesar de a artrite reumatóide ser incurável, a pessoa pode ter boa qualidade de vida. De acordo com a gravidade, o médico pode receitar analgésicos, antiinflamatórios hormonais e não-hormonais, drogas anti-reumáticas modificadoras da doença e medicamentos biológicos (bloqueiam a atividade da TNF-alfa).<br />
<strong><br />
A FIBROMIALGIA </strong><br />
É uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, por todo o corpo e com múltiplos pontos dolorosos. O principal fator é o estresse, mas pode ser desencadeada por virose e até acidente traumático. É causada pelo aumento de compostos que produzem dor e diminuição de substâncias que aliviam o sintoma, como serotonina, noradrenalina e dopamina. O diagnóstico é exclusivamente clínico. O tratamento é sintomático e consiste no uso de medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e analgésicos, associados a exercícios físicos, acupuntura e psicoterapia, dependendo da avaliação médica.</p>
<p>* Com o “New York Times”</p>
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		<title>Anvisa dá alerta sobre bactéria hospitalar</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 08:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Para a agência, país vive epidemia de infecção por micobactéria; médicos sugerem adiar intervenção que não seja urgente
Desde 2003, foram registrados 2.102 casos em 14 Estados; doença afeta cicatrização de feridas e causa perda de tecidos



CLÁUDIA COLLUCCI &#8211; Folha de São Paulo
DA REPORTAGEM LOCAL
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disse ontem que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Para a agência, país vive epidemia de infecção por micobactéria; médicos sugerem adiar intervenção que não seja urgente</strong></p>
<p><strong>Desde 2003, foram registrados 2.102 casos em 14 Estados; doença afeta cicatrização de feridas e causa perda de tecidos</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/08/anvisa-da-alerta-sobre-bacteria-hospitalar/6610/" rel="attachment wp-att-6610" title="uti.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/08/uti.jpg" alt="uti.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>CLÁUDIA COLLUCCI &#8211; Folha de São Paulo</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disse ontem que o país vive uma &#8220;emergência epidemiológica&#8221; causada por uma bactéria presente em equipamentos de cirurgia -chamada micobactéria. Há ao menos duas hipóteses para explicar os surtos dessas infecções: sujeira dos aparelhos e resistência da bactéria aos produtos de esterilização.</p>
<p>Nos últimos cinco anos, a micobactéria, uma &#8220;prima&#8221; da tuberculose, fez 2.102 vítimas em 14 Estados brasileiros, a maioria em hospitais privados. Em São Paulo, foram notificados 43 casos -os últimos em 2004. Neste ano, houve 76 novas ocorrências no Distrito Federal, em Goiás e no Rio Grande do Sul. Duas mortes estão sob investigação no Paraná.</p>
<p>Em razão dessas infecções, que causam perdas de tecidos, nódulos e feridas que não cicatrizam, o governo do Espírito Santo decidiu na última terça suspender as lipoaspirações.</p>
<p>Os infectologistas classificam a situação como &#8220;grave&#8221; e orientam que as pessoas adiem cirurgias eletivas (que podem esperar), como lipoaspiração e implantes de silicone, até que a situação esteja sob controle.</p>
<p>&#8220;A nota da Anvisa é positiva porque alerta as pessoas que vão fazer uma cirurgia que não tenha emergência e que possa ser postergada para que aguardem um tempo até a normalização da situação&#8221;, diz a infectologista do hospital Sírio Libanês Beatriz Souza Dias.</p>
<p>O infectologista David Uip também avalia que as pessoas devam adiar cirurgias que não tenham urgência. Ele reforça que os órgãos de vigilância precisam explicar as razões que levaram o país a registrar esse alto número de infecções que, na sua avaliação, seriam evitáveis se houvesse um mecanismo de controle eficaz. &#8220;Esse é um processo complicado, que envolve perdas e é prolongado.&#8221;</p>
<p>Segundo a Anvisa, as infecções estão &#8220;fortemente relacionadas às falhas nos processos de limpeza, desinfecção e esterilização de produtos médicos&#8221;.</p>
<p>Na maioria dos serviços de saúde investigados pela agência, os instrumentos cirúrgicos foram submetidos somente ao processo de desinfecção, e não à esterilização, como é preconizado na legislação para a eliminação da bactéria.</p>
<p>Ontem, a Anvisa sugeriu, como medida cautelar, que os hospitais deixem de usar um dos produtos mais empregados na esterilização de equipamentos, o Glutaraldeído a 2%.</p>
<p>Resultados preliminares de um estudo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) mostraram que uma das cepas da bactéria -M. massiliense- envolvida nos surtos apresentou resistência ao produto mesmo após dez horas de exposição. O produto foi eficaz para combater outras duas cepas.</p>
<p>A orientação da Anvisa é que a esterilização seja feita com outros produtos. Para a agência, as infecções pela micobactéria são uma &#8220;doença emergente&#8221;, que &#8220;não tem registro aqui e nem em outros países&#8221;.</p>
<p>Outra medida estudada pela Anvisa é limitar o número de videocirurgias (que usam cânulas e câmeras que adentram o corpo do paciente por meio de buracos na pele) feitas por dia em hospitais e clínicas. A medida seria para garantir que haja tempo suficiente para que os equipamentos cirúrgicos sejam adequadamente esterilizados.</p>
<p><strong><font color="#000080" size="+1">EFEITOS</font></strong></p>
<p><strong> VÍTIMAS TÊM DE FAZER NOVAS CIRURGIAS PARA CORRIGIR CICATRIZES </strong></p>
<p>Muitas vítimas da micobactéria estão tendo de fazer novas cirurgias para retirar tecidos atingidos ou para corrigir  cicatrizes, segundo associações de pacientes. Elas também  sofrem com os efeitos colaterais do coquetel de antibióticos.  Há casos em que a terapia fracassou e outros em que as vítimas correm risco de amputação de membros, especialmente  as que tiveram infecções ósseas. Os sintomas da infecção podem surgir até dois anos após a cirurgia. O Ministério da  Saúde fornece os remédios usados contra a infecção.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dormir pouco afeta crescimento infantil</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/dormir-pouco-afeta-crescimento-infantil/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 14:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[    Horas corretas de sono durante a noite são importantes para a criança porque afetam liberação do hormônio do crescimento
Especialistas dizem que crianças pequenas devem dormir entre as 19h30 e as 20h30; horas de sono variam conforme a idade 
DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; Folha de São Paulo

Crianças que seguem os horários dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/dormir-pouco-afeta-crescimento-infantil/5647/" rel="attachment wp-att-5647" title="minnie_durmindo.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/minnie_durmindo.gif" alt="minnie_durmindo.gif" align="left" /></a>   <strong> Horas corretas de sono durante a noite são importantes para a criança porque afetam liberação do hormônio do crescimento</strong></p>
<p><strong>Especialistas dizem que crianças pequenas devem dormir entre as 19h30 e as 20h30; horas de sono variam conforme a idade </strong></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; Folha de São Paulo<br />
</font></p>
<p>Crianças que seguem os horários dos adultos e dormem pouco correm o risco de ter sérios problemas de desenvolvimento, dizem especialistas. Isso ocorre porque o hormônio do crescimento é liberado nas fases mais profundas do sono.<br />
&#8220;Quem tem sono ruim, na  quantidade ou na qualidade,  tende a ter déficit de crescimento&#8221;, diz o pneumologista  Maurício da Cunha Bagnato,  responsável pelo departamento de medicina do sono do hospital Sírio-Libanês. &#8220;Depois  que se opera uma criança que  dorme mal por causa das amígdalas, ela cresce muito rápido.  É impressionante.&#8221;<br />
As horas de sono necessárias  variam conforme a idade. Um  recém-nascido, que está com o  sistema nervoso em amadurecimento, precisa dormir até 20  horas diárias. Uma criança de  três anos deve dormir 10 ou 11  horas durante a noite e tirar  uma soneca no dia.<br />
E não basta dormir o número  de horas indicado. Também é  preciso ir para a cama na hora  certa. O ideal, segundo o neurologista Israel Roitman, do hospital Albert Einstein, é que as  crianças pequenas se deitem  entre as 19h30 e as 20h30.<br />
Roitman explica que certos  hormônios só são liberados  adequadamente no organismo  quando se está acordado durante o dia e se dorme durante a  noite. &#8220;Há crianças que ficam  acordadas até a meia-noite. Isso é um absurdo&#8221;, diz ele.<br />
Evidências científicas ligam  a falta de sono, ao menos em  adultos, a um maior risco de  obesidade, diabete, doenças  cardiovasculares e infecções.<br />
A maneira mais fácil de perceber se a criança está dormindo pouco é observar como ela  acorda. Cansada, ela reluta a  sair da cama. &#8220;Na primeira  oportunidade que tem, ela encosta e dorme. Isso ocorre muito no trajeto da casa à escola,  dentro do carro&#8221;, explica o médico Ricardo Halpern, da Sociedade Brasileira de Pediatria.<br />
Essas crianças podem ficar  hiperativas e ter dificuldade de  concentração. Também costumam ficar irritadiças e até  agressivas. E, ao contrário do  que ocorre com os adultos, tomar uma xícara de café não resolve o problema do sono.<br />
&#8220;Dormir tarde cria outro problema para os pais, o da indisciplina. As crianças não gostam  de dormir, porque é o fim da  brincadeira. À noite, o problema de indisciplina é maior&#8221;, diz  Paulo Afonso Ronca, doutor  em psicologia educacional.<br />
Além dos benefícios para a  saúde, colocar o filho para dormir sempre na mesma hora é  importante para o desenvolvimento psicológico da criança.<br />
&#8220;É importante que a criança saiba que num momento ela vai tomar banho, por exemplo, depois pôr o pijama, depois jantar, depois brincar, depois escovar os dentes e depois dormir. Quando sabe o que vai acontecer depois, ela ganha segurança&#8221;, explica a coordenadora pedagógica do colégio Santo Américo, Liamara Montagner. &#8220;É por isso que muitas crianças assistem ao mesmo desenho 20 vezes.&#8221;<br />
O desejo de ficar mais tempo com os filhos é legítimo e necessário. &#8220;A primeira relação das crianças é com os pais. É dessa relação que vêm as identificações, o carinho, os limites&#8221;, diz Júnia de Vilhena, psicanalista e professora da PUC-Rio. &#8220;Os pais já delegam demais [para babás, avós, professores], não podem delegar tudo.&#8221;</p>
<p><strong>No shopping</strong><br />
Na quinta passada, a <strong>Folha </strong> percorreu um shopping de São  Paulo entre as 21h e as 22h30.  As crianças menores de 10 anos  estavam por todos os lados.<br />
Na praça de alimentação, um  casal compra sorvete para o filho de sete anos e a filha de cinco. &#8220;Não faço questão que durmam cedo. É bom o contato  com eles&#8221;, diz a administradora  Flávia Marques, 37. &#8220;Eu, quando era criança, dormia às  20h30. Mas era no interior de  Minas, outra época&#8221;, diz o arquiteto Adriano Marques, 48.<br />
Ele diz que o toque de recolher da casa é às 23h. Atentos,  Rafael e Júlia corrigem em coro: &#8220;A gente dorme à meia-noite, pai!&#8221;. <font size="-1"><strong> (RICARDO WESTIN)<br />
</strong></font></p>
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		<title>Doença que não dá IBOPE faz vítimas, mas fica fora do radar da mídia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 13:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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AGNER, A MÃE NILCÉA E A IRMÃ LILIAN
por Conceição Lemes &#8211; Blog de Azenha
Há décadas 8 de maio é o Dia Mundial da Talassemia. A proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que este 8 de maio, quinta-feira, seja o Dia Mundial das Hemoglobinopatias, englobando a anemia falciforme.  São doenças decorrentes de alterações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.viomundo.com.br/img/anemia2.jpg" alt="anemia2.jpg" height="300" width="400" /><font size="1"><br />
AGNER, A MÃE NILCÉA E A IRMÃ LILIAN</font></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>por Conceição Lemes &#8211; Blog de Azenha</strong></p>
<p>Há décadas 8 de maio é o Dia Mundial da Talassemia. A proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que este 8 de maio, quinta-feira, seja o Dia Mundial das Hemoglobinopatias, englobando a anemia falciforme.  São doenças decorrentes de alterações genéticas da hemoglobina, a proteína que, dentro dos glóbulos vermelhos do sangue, “carrega” o oxigênio para todo o organismo. Definitivamente, a OMS incluiu a anemia falciforme em suas prioridades.</p>
<p>Nos dias 9 e 10, o diretor do Programa de Genética Humana da OMS, Victor Bulygin, se reunirá, em Campinas, interior de São Paulo, com organizações governamentais e não-governamentais para discutir uma proposta de diretrizes para os próximos cinco anos. A grande preocupação é o acesso dos portadores de hemoglobinopatias à medicina de qualidade, para prevenir as complicações e o melhor controle dos distúrbios. A anemia falciforme é a doença hereditária mais prevalente no mundo, inclusive no Brasil. É um problema de saúde pública, ainda não tem cura e pode afetar quase todos os órgãos. Atinge principalmente afro-descendentes.</p>
<p>É o caso de Agner Eduardo Gomes da Silva. “Aos 2 anos de idade, percebi que não acompanhava a irmã nas brincadeiras. Vivia cansado, febril e olhos lacrimejantes. Certa vez, a mãozinha inchou. O médico achou que um bicho havia mordido e engessou o bracinho dele”, relembra a mãe Nilcéa Gomes da Silva, 54. “Na segunda vez, prescreveu pomada e antitérmico. Acabei indo num médico particular, que suspeitou de anemia falciforme. O teste confirmou.”</p>
<p>Até os 18 anos, Agner foi tratado no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. De lá para cá, no Ambulatório de Hemoglobinopatias do Serviço da Hematologia e Hemoterapia da mesma instituição. “Nas aulas de educação física, sempre joguei bola menos tempo do que meus colegas. Aos 11, fiz cirurgia para retirar cálculo renal”, recorda-se. “Aos 18, comecei a ter crises de priapismo [ereção prolongada, dolorosa], que, agora, com medicação, cessaram. De vez em quando, sinto bastante cansaço, dores fortes de cabeça e nas costas.”</p>
<p>Agner tem 29 anos, cursa o último ano da faculdade de Direito e estagia em uma operadora de planos de saúde. Cristelene, sua noiva, já fez avaliação genética. O exame deu negativo. A realidade brasileira, porém, é outra.</p>
<p><span id="more-5011"></span></p>
<p><strong>DIAGNÓSTICO TARDIO, TRATAMENTO PRECÁRIO</strong></p>
<p>“Apesar dos avanços nos últimos anos, o diagnóstico é muitas vezes tardio no Brasil”, afirma a médica Sílvia Brandalise, responsável pelo Serviço de Hematologia e Oncologia Pediátrica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Grupo de Trabalho de Políticas de Atenção e Controle das Hemoglobinopatias da OMS. A detecção deve ser logo ao nascimento, por meio do teste do “pezinho”. Porém, é comum acontecer aos 5, 6 anos, quando a doença está avançada. A criança sente dores fortes por todo o corpo, pode ter uma infecção atrás da outra, às vezes o baço já não funciona mais, entre outras complicações.</p>
<p>“O diagnóstico tardio impede o uso de penicilina profilática e de vacinas específicas, que reduzem – e muito! &#8212; a mortalidade nos primeiros cinco anos de vida”, alerta a médica Sandra Gualandro, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do ambulatório de Hemoglobinopatias do Hospital das Clínicas. “Faz também com que às vezes, na mesma família, existam três, quatro filhos, com a doença, por falta de aconselhamento genético.”</p>
<p>Em geral, o tratamento adequado também é precário, embora existam vários centros de excelência no país. “Isso contribui para as complicações e o agravamento de várias condições”, lamenta Sandra.</p>
<p>Ainda prevalece a postura “bandaid”. Quando a criança tem osteomielite, por exemplo, trata-se essa doença infecciosa grave que atinge geralmente os ossos longos, como fêmur, tíbia e úmero.  Na hora em que outro problema aparece, coloca-se outro “esparadrapo”. E assim vai. “É uma visão inadequada”, observa Sílvia. Na raiz, o próprio ensino da doença nas escolas médicas. Ainda é como 20 ou 30 anos atrás.</p>
<p>“Os alunos saem treinados para lidar com as crises, ou seja, com as situações de emergência da anemia falciforme. Porém, sem preparo para prevenir as suas complicações”, confirma a médica Maria do Patrocínio Tenório Nunes. “Nesse sentido, não estamos formando bons médicos. Afinal, a medicina atual visa a prevenção e a promoção de saúde.”</p>
<p>Maria do Patrocínio fala como professora da Faculdade de Medicina da USP, coordenadora do núcleo de Residência Médica da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e conselheira do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Sem rodeios, ela vai fundo: “Será que se tivéssemos nas faculdades de Medicina uma quantidade razoável de professores e alunos negros e portadores da anemia falciforme isso não seria diferente?”</p>
<p>Sílvia põe o dedo na ferida: “Se fosse uma doença de brancos, a mobilização social pela assistência de melhor qualidade seria mais forte; como atinge mais negros e pobres, é relegada ao segundo plano”.</p>
<p>“Nem o movimento negro se preocupa muito com a questão”, diz Nilcéa, mãe do Agner e presidente da Associação Pró-Falcêmicos (Aprofe). “A mídia também não liga; o assunto não dá ibope.”</p>
<p>Resultado desse desinteresse quase geral: os portadores brasileiros de anemia falciforme vivem, em média, bem menos que os franceses e os ingleses. Segundo dados de um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, de 1979 a 1995, 25% morrem até os 5 anos de idade; cerca de 70% até os 29 anos. É o único disponível no país. Números atuais não estão publicados.</p>
<p>“As mães são outras vítimas”, denuncia Nilcéa. “A maioria é abandonada pelo companheiro, que, equivocadamente, acha que o ‘problema’ não é da parte dele. Sobra então tudo para a mulher. Além de maltratada pelo filho que a culpa pela doença, às vezes perde o emprego para cuidar dele. Uma covardia.”</p>
<p><strong>PAI E MÃE PRECISAM TER A ALTERAÇÃO GENÉTICA</strong></p>
<p>A anemia falciforme, como já dissemos, é um defeito genético da hemoglobina. Trata-se de uma proteína, que, por sua vez, é composta por aminoácidos. São como “tijolinhos” de uma casa. Têm que ser assentados numa ordem correta. Quando isso não acontece, a pessoa nasce com alteração genética. No caso da anemia falciforme, a troca de posição de um dos “tijolinhos” faz com que a pessoa não produza a hemoglobina A, que é a normal. Em vez disso, fabrica uma hemoglobina chamada S.</p>
<p>“Para uma pessoa ter anemia falciforme, é preciso herdar o gene da hemoglobina S do pai e da mãe”, ensina a doutora Sandra. “É o chamado SS.”</p>
<p>Quando herda apenas um gene alterado – do pai ou da mãe – a pessoa é AS. Ela tem, o que os médicos denominam, traço da doença, mas não a desenvolve. Porém, se tiver filho com um portador do traço da anemia falciforme (AS), o casal tem 25% de probabilidade de gerar um bebê SS; 50%, de ele ser AS; e 25%, de ser normal (AA).</p>
<p>É exatamente o que aconteceu com Nilcea e o ex-marido. Ambos são AS.  Agner nasceu SS. A irmã Lilian é AA, normal, assim como a noiva. Logo, os futuros filhos de Agner e Cristelene serão AS (traço-falciforme), mas não terão a doença. No país, segundo estimativas do Ministério da Saúde, existem 30 mil portadores de anemia falciforme e 7 milhões de traço-falciforme.</p>
<p>“Aqui, devido à grande miscigenação, não dá para dizer que o indivíduo tem ou não anemia falciforme pela cor da pele”, adverte a doutora Sandra. É só ficar uma tarde no seu ambulatório no Hospital das Clínicas para ter certeza: há brancos, amarelos, pardos, ou mulatos, e negros. “No fundo do baú, quase todo brasileiro tem um pouco de sangue negro”, brinca Nilcéa. “É como dizia Darcy Ribeiro [antropólogo e educador, 1922-1997]. No nosso genoma, metade é índia, metade é negra”, concorda a doutora Sílvia Brandalise.</p>
<p><strong>DOENTE PARA A VIDA TODA COMO O DIABÉTICO</strong></p>
<p>O fato é que a anemia falciforme é uma doença que provoca deficiência progressiva de todo o corpo humano. Faz com que em condições adversas, como baixas ou altas temperaturas, atividade física exagerada, grandes altitudes, dificuldades emocionais, o portador tenha crise. O glóbulo vermelho, em vez do formato de disco, assume o de uma foice ou de uma meia-lua. Perde também a maleabilidade, tornando-se mais rígido.</p>
<p>Conseqüentemente, o glóbulo vermelho passa com mais dificuldade pelos vasos sangüíneos, inflamando a parede interna deles, que, aos poucos, aumenta de espessura. É como se um cano de água fosse ficando enferrujado por dentro. O interior dos vasos sangüíneos vai diminuindo. Com o tempo, devido a essas obstruções, a passagem do sangue é diminuída ou interrompida. São as isquemias, que podem ocorrer em todo o organismo.</p>
<p>“Por isso, aos 7, 8, 9 anos, as crianças com anemia falciforme podem ter acidente vascular cerebral”, expõe Sílvia. É o AVC, mais conhecido como derrame cerebral. Entre 10 e 15 anos, ocorre atrofia do baço, podendo ocorrer áreas de infarto no coração e nos rins. A isquemia que acomete os ossos causa muitas dores, principalmente nas costas, nas pernas e nos quadris. Com o avançar dos anos, os problemas tendem a se agravar e a se acumular.</p>
<p>“O grau de gravidade varia de caso para caso”, explica Sandra. “Alguns falcêmicos têm poucas complicações, como o Agner; outros vivem internados.” Uma coisa, porém, é comum a todos: a anemia falciforme é doença para a vida toda, como o diabetes. Aliás, o grande desafio é tratar a anemia falciforme como já se faz com o diabetes, prevenindo as complicações.</p>
<p>“É óbvio que os afro-descendentes estão conquistando seus direitos no Brasil. Mas, como médica, não dá para aguardar que a transformação social ocorra e a anemia falciforme receba a atenção devida”, argumenta a médica Maria do Patrocínio.  “Temos que começar – já! &#8212; a modificar a assistência ao falcêmico, a partir da melhor formação dos profissionais de saúde e da orientação adequada aos familiares de portadores.”</p>
<p><strong>TESTE DO “PEZINHO”, VACINAS E  ACONSELHAMENTO</strong></p>
<p>O ponto de partida é o diagnóstico neonatal. É o teste do “pezinho”, feito no recém-nascido na maternidade. Ele é obrigatório em todo o país para fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito (podem causar déficit mental), mas não para anemia falciforme, que é muito mais freqüente. É lei apenas em todo o estado de Minas Gerais e em algumas capitais.</p>
<p>“É impossível olhar um recém-nascido e saber se ele é falcêmico ou não; até o quarto ou sexto mês, não tem sintoma algum”, justifica Sílvia. “Logo, tem que se garantir por lei federal a inclusão da anemia falciforme no teste do “pezinho” para todos os bebês, uma vez que há afro-descendentes no país inteiro.”</p>
<p>Dando positivo, automaticamente, submete-se a criança a novo teste, mesmo que seja traço-falciforme (AS). Confirmado, é indispensável o estudo genético do pai e da mãe, para verificar se o casal tem risco ou não de ter um filho SS, portanto com anemia falciforme mesmo. “Neste momento, é fundamental o aconselhamento genético”, frisa a doutora Sílvia. “É lógico que a decisão de ter ou não um filho é do casal, mas ele tem que estar devidamente informado do risco que corre.”</p>
<p>Nos casos em que o recém-nascido é SS, é preciso começar, imediatamente, a orientar a mãe sobre vários cuidados especiais, entre os quais:</p>
<p>* Ao notar que a criança está febril, buscar rapidamente o serviço de saúde.</p>
<p>* Vacinar o bebê contra as bactérias pneumococo e haemophilus, além das vacinas convencionais.</p>
<p>* Iniciar, aos dois meses, a penicilina profilática. Pode ser por injeção (semanal) ou via oral (diária). Ela reduz drasticamente as infecções por pneumococo e meningococo, bactérias que causam meningites, amidalites, otites.</p>
<p>“Como o baço da criança falcêmica não funciona direito, ela tem 300 vezes mais risco de infecções por pneumococo e meningococo do que a população em geral”, adverte a doutora Sílvia. “Essas bactérias são os grandes exterminadores das crianças que não fazem a penicilina profilática.”</p>
<p>Ou seja, não basta fazer o diagnóstico. O acompanhamento clínico e o tratamento têm que estar acoplados aos centros de diagnóstico. No Brasil, se prioriza  os hemocentros como local de atendimento.</p>
<p>Sílvia Brandalise discorda: “Banco de sangue e pronto-socorro não são lugares para se tratar de portadores de anemia falciforme. A criança e o adolescente têm que se tratados em serviços de pediatria que funcionam 24 horas e equipe multiprofissional: pediatra, psicólogo, enfermeiro, assistente social, fisioterapeuta. Assim como o adulto deve ser acompanhado por serviço clínico, não necessariamente hematologista. O desejável é que o diagnóstico neonatal seja amarrado no serviço público ou filantrópico, para atender todos esses doentes. É o único jeito de garantir a continuidade do tratamento e o seu sucesso. Problema de saúde pública se resolve com parceiros públicos”.</p>
<p><strong>CAMPINAS REDUZIU A MORTALIDADE PARA 1,8%</strong></p>
<p>Em Campinas, isso é realidade. Em 1992, uma lei municipal garantiu o acesso ao diagnóstico neonatal de anemia falciforme para todos os recém-nascidos da cidade. É um exemplo para todo o Brasil.</p>
<p>Atualmente, o diagnóstico neonatal e o aconselhamento genético são feitos no Centro Abrangente de Atenção Integrada ao Doente Falcêmico, criado na Unicamp, em 1988, pela própria Sílvia. Dando positivo, o bebê passa a ser atendido imediatamente no Centro Boldrini, um hospital filantrópico conveniado com a Unicamp. Além dos problemas típicos da infância, cuida de todos os decorrentes da anemia falciforme. Mais tarde, se encarrega de fazer a transição da adolescência para a idade adulta. A entrega é da mão do pediatra para a do clínico geral. Afinal, o doente não pode se perder nesse percurso, como habitualmente acontece.</p>
<p>“Em Campinas, a mortalidade que era de 25% até os cinco anos, como no restante do Brasil, caiu para 1,8% nos últimos 15 anos”, revela a professora Sílvia. “Se terá impacto na vida adulta deles, não sabemos. A esperança é que contribua para aumentar expectativa de vida a níveis semelhantes aos da França e Inglaterra ou mesmo dos Estados Unidos.”</p>
<p>Será esse o caminho? Terceirizar o teste do recém-nascido para Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais é o mais indicado, considerando que o foco da Apae são a deficiências mentais e não a anemia falciforme? Como assegurar o acesso universal à medicina de qualidade, à reabilitação e a inserção social desses pacientes? Como educá-los bem como os familiares sobre a doença? Como capacitar e treinar os médicos dos postos de saúde e do Programa Saúde da Família para atendê-los?</p>
<p>Tudo isso será discutido nos dias 9 e 10, em Campinas. “Temos que redirecionar as conquistas já alcançadas”, afirma Sílvia Brandalise. “No Brasil, o SUS [Sistema Único de Saúde] tem tudo para dar certo na assistência ao portador de anemia falciforme, desde que se redefinam os níveis de competência e responsabilidade dos prestadores dos serviços de saúde e dos gestores através do monitoramento dos indicadores de qualidade da saúde.”</p>
<p><strong>AOS MÉDICOS, PACIENTES, FAMILIARES E ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS</strong></p>
<p>Independentemente dos resultados da reunião em Campinas, as doutoras Maria do Patrocínio e Sandra Gualandro mandam vários recados.</p>
<p>Os de Maria do Patrocínio são para os colegas. Temos que:</p>
<p>1º) parar de olhar para anemia falciforme como uma doença exótica, folclórica, e tratar os portadores como pessoas. Se olharmos eles como pessoas, muita coisa já muda;</p>
<p>2º) nos apropriar do saber sobre a anemia falciforme, para formar equipes multidisciplinares, capacitadas a informar as pessoas, sejam elas portadoras ou não da doença. Quando os pacientes detêm o conhecimento, eles transformam a ação dos profissionais de saúde que encontram.  Isso já acontece na asma e no diabetes;</p>
<p>3º) ser mais propositivos em relação a essa questão e levá-la a debate nas instituições de ensino, nas entidades médicas, nas escolas e outros conselhos de profissionais de saúde;</p>
<p>4º) nos informar mais sobre a dor que acomete o falcêmico. Nas emergências, muitas vezes rejeitamos, por preconceito, a prescrição da morfina. Achamos que essas pessoas querem-na, porque já se “viciaram”. Acontece que se nós não as tratarmos corretamente, elas vão ter mais crises, vão precisar de mais morfina, e aí, sim, podem se tornar dependentes. Julgar a intensidade da dor de um doente não é direito do profissional de saúde. A dor é do outro, e ela tem que ser tratada adequadamente. É nosso dever.</p>
<p>“De fato, o principal motivo para a busca das emergências são as crises de dor – é lancinante”, alerta a doutora Sandra. “Como são recorrentes, muitas vezes os falcêmicos até pedem a medicação específica. Colegas, acreditem neles! Encarem essa dor como se fosse a de um paciente terminal ou de um politraumatizado. A morfina é o medicamento mais seguro para tratar a crise dolorosa intensa. Nessa hora, se eles se sentirem apoiados,  não vão exagerar na dor para conseguir o medicamento.”</p>
<p>Sandra tem outros dois recados:</p>
<p>1º) Para as instituições governamentais. É preciso disponibilizar urgentemente o Doppler transcraniano para todas as crianças com anemia falciforme. Esse exame, um tipo de ultra-som, detecta o aumento de fluxo de sangue na artéria cerebral, podendo prevenir o AVC.</p>
<p>2º) Para os portadores de anemia falciforme e familiares.  É importante que se organizem, como os pacientes com talassemias (doença genética que afeta os povos mediterrâneos, principalmente italianos), HIV/aids e diabetes, e partam para ações positivas. Por exemplo, pedir às câmaras municipais que incluam a anemia falciforme na categoria de transporte gratuito. As idas freqüentes ao hospital pesam muito no orçamento já reduzido por causa da doença. Acreditem: ninguém tem mais poder de pressão que vocês!</p>
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		<title>Salvem os antibióticos</title>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 18:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Coluna Ciencia em Dia
Folha de S.Paulo
A fundação norte-americana Pew Charitable Trusts é conhecida por apostar fundo na produção de conhecimento e ferramentas de análise para resolver problemas contemporâneos e aperfeiçoar políticas públicas. Na semana passada, publicou um relatório duro da comissão que trabalhou dois anos e meio sobre o sistema industrial de produção de carne [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.braatonbeef.com/images/cow_barn.jpg" alt="http://www.braatonbeef.com/images/cow_barn.jpg" /></div>
<p><strong>Coluna Ciencia em Dia</strong></p>
<p><strong>Folha de S.Paulo</strong></p>
<p>A fundação norte-americana Pew Charitable Trusts é conhecida por apostar fundo na produção de conhecimento e ferramentas de análise para resolver problemas contemporâneos e aperfeiçoar políticas públicas. Na semana passada, publicou um relatório duro da comissão que trabalhou dois anos e meio sobre o sistema industrial de produção de carne (bois, porcos e aves). É de tirar o apetite.</p>
<p>O estudo de 124 páginas recebeu o título de &#8220;Pondo a Carne na Mesa&#8221; e pode ser baixado da página da Pew na internet (www.pewtrusts.org). Vai direto ao ponto: &#8220;O sistema atual para produção de alimentos de origem animal nos Estados Unidos não é sustentável e representa um inaceitável nível de risco para a saúde pública e de dano ao ambiente, assim como traz malefício desnecessário aos animais que criamos para comer&#8221;.</p>
<p>O relatório lista &#8220;n&#8221; fatores em apoio a essa conclusão. Um dos preponderantes, que acabou se tornando muito atual, é a dependência da agropecuária americana dos preços baixos do milho, base da ração usada para o animal ganhar peso em confinamento. A demanda pelo grão para produzir álcool combustível está pulverizando essa fonte barata de proteína, justamente no momento em que o preço do petróleo &#8211; de onde saem combustíveis para máquinas e matérias-primas para fertilizantes e defensivos &#8211; também bate recordes.</p>
<p>No quesito água, o estudo fornece uma informação preocupante: metade do aqüífero Ogallala já foi exaurida. Com mais de 450 mil quilômetros quadrados, o reservatório debaixo dos Estados de Nebraska, Kansas, Colorado, Oklahoma, Novo México e Texas fornece 20% de toda a água usada em irrigação nos EUA. Não demora em acabar, pois está baixando cerca de um metro por ano.</p>
<p>Chocantes, mesmo, são as conclusões na área dos efeitos sobre a saúde pública. Das 12 recomendações do capítulo, metade diz respeito ao abuso de antibióticos na agropecuária. Além de prevenir e tratar infecções nos animais, antibióticos também são empregados como aditivos na ração, para aumentar o ganho de peso.</p>
<p>Quanto mais se usam antibióticos, em humanos ou animais, pior se torna o problema da resistência. A maior parte das bactérias expostas a esses remédios morre. As poucas que tiverem resistência ao composto, porém, ganham uma enorme vantagem competitiva e se reproduzem rapidamente, passando a infectar os organismos sem que o antibiótico em questão possa eliminá-las. Com o tempo, surgem cepas terríveis de micróbios, que deixam os médicos sem ação.</p>
<p>O relatório diz que o fenômeno da resistência já se tornou &#8220;epidêmico&#8221;. Propõe, por isso, uma medida radical: banir todo uso não-terapêutico de antibióticos na pecuária. Ou seja, essas drogas só poderiam ser empregadas para tratar animais com infecção ou para prevenir infecções naqueles que comprovadamente tenham sido expostos a elas. Quanto ao uso terapêutico, propõe tornar obrigatória a regra de excluir do tratamento de animais aqueles antibióticos classificados como importantes para a saúde humana.</p>
<p>A Suécia baniu os antibióticos não-terapêuticos em 1986. A Dinamarca, em 1998. A União Européia, em 2006. Como resultado, vem diminuindo o reservatório de genes para resistência que poderia armar os germes capazes de atacar humanos (bactérias trocam material genético a torto e a direito).</p>
<p>E você, já ingeriu a sua ração diária de antibióticos?</p>
<p>Escrito por Marcelo Leite</p>
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