05/05/2008 - 18:15h Un an de Sarkozy: qu’a-t-il fait de ses promesses?

O jornal francês de direita “Le Figaro” publica hoje uma pesquisa sobre o balanço de Sarkozy um ano após entrar em função.

Para 64% dos franceses sarkozy não respeitou suas promessas eleitorais. Veja a pesquisa completa aqui.

O site Rue 89 faz um balanço ponto a ponto entre as promessas realizadas, realizada parcialmente e não realizadas.

Par Julien Martin | Rue89

Douze mois après son élection, l’heure est au bilan. Le président français a-t-il respecté les promesses du candidat UMP?

Nicolas Sarkozy mercredi en Tunisie (Reuters)

1er août 2007: le Parlement adopte définitivement la loi Tepa (Travail, emploi, pouvoir d’achat). Plus connue sous le nom de “paquet fiscal”, elle instaure un bouclier fiscal, exonère de taxes des droits de succession et défiscalise les intérêts d’emprunts immobiliers. Cette loi censée relancer l’économie française se chiffre à environ 15 milliards d’euros par an.8 janvier 2008: en conférence de presse, Nicolas Sarkozy avoue qu’il ne peut vider “des caisses qui sont déjà vides”. Tout le gouvernement reprend en coeur ce qui va devenir une ritournelle, quand certains de ses membres ne vont pas plus loin encore, tel le ministre du budget Eric Woerth:

“Le Président, quand il dit que les caisses sont vides, a raison. Les caisses ne sont pas vides, elles sont plus que vides, elles sont en déficit de 38 milliards.”

Deux dates qui symbolisent le bilan plus qu’en demi-teinte de la première année du Président. Mais, lors de son interview télévisée du 24 avril, le chef de l’Etat a demandé à être jugé dans quatre ans: “Je ne peux pas faire tout, tout de suite.” Dont acte. Ce qui n’empêche pas de faire un bilan d’étape en cette veille d’anniversaire de l’élection de Nicolas Sarkozy à la présidence de la République. Continue

(mais…)

05/03/2008 - 12:42h Uribe sabia de papel de Reyes, diz França

alvaro_uribe2.jpgsarko2007.jpgfarcraulreyesafp2.jpg

 

Uribe (esquerda) sabia que Sarkozy (centro) negociava com Reyes (direita) a libertação de Ingrid Betancourt

Segundo Chancelaria francesa, Colômbia conhecia negociações internacionais com guerrilheiro para soltura de reféns

Declaração da França subsidia denúncia, feita por Correa, de que ataque no Equador frustrou trato para soltar 11 seqüestrados

DA REDAÇÃO – FOLHA DE SÃO PAULO

A Chancelaria da França declarou ontem que a Colômbia sabia que Paris mantinha contatos com Raúl Reyes, o segundo homem no comando das Farc, a fim de negociar a libertação de reféns mantidos pela guerrilha. Reyes foi um dos guerrilheiros mortos pelas Forças Armadas da Colômbia em incursão no território equatoriano no último sábado.
O chanceler da França, Bernard Kouchner, já havia lamentado anteontem a morte de Reyes, afirmando que ele era um dos contatos da diplomacia francesa com a guerrilha e que a ação colombiana dificultaria as tratativas para a eventual soltura de reféns.


“Tínhamos contatos com Raúl Reyes e os colombianos sabiam”
, disse ontem Pascale Andréani, porta-voz da Chancelaria da França. Embora tenha reiterado que a França considera as Farc um grupo terrorista, Andréani acrescentou que tais contatos integravam os esforços desempenhados não só por seu país, mas por Suíça e Espanha, na facilitação da troca de reféns das Farc por membros presos da guerrilha.
À agência de notícias France Presse, fontes diplomáticas da Espanha confirmaram que Raúl Reyes era o interlocutor com quem os três países europeus estavam conversando. Mas, segundo as mesmas fontes, não identificadas, o último contato se deu em junho de 2007, pois Bogotá “interrompeu o processo”.
Para retomar posteriormente esse processo de negociações, o próprio presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, foi à Europa em janeiro último a fim de pedir o envolvimento novamente de Espanha e Suíça, além da França, na tentativa da troca de reféns por prisioneiros. Sua intenção à época era esvaziar o papel de seu colega venezuelano, Hugo Chávez, nas negociações com a guerrilha.

Esforço frustrado

A declaração de Paris vai ao encontro de denúncia feita anteontem pelo presidente do Equador, Rafael Correa, em rede nacional de rádio e TV. Correa disse que a ação militar colombiana frustrou conversas em andamento para a libertação de 11 reféns das Farc, entre os quais Ingrid Betancourt, cidadã franco-colombiana cuja tentativa de liberação está na pauta do governo francês, do presidente Nicolas Sarkozy.
Em comunicado divulgado ontem, o comando das Farc afirma que Reyes estava negociando uma reunião com Sarkozy para tratar da soltura de reféns, entre os quais Betancourt. O presidente da França declarou na semana passada estar disposto a ir à fronteira entre Colômbia e Venezuela, se necessário, para libertar Betancourt -intenção essa que, segundo declaração ontem do Palácio do Eliseu, ainda está de pé.
Com agências internacionais

04/03/2008 - 16:31h Agravou-se a crise regional após a morte do chefe das FARC

Des soldats de l'armée équatorienne déployés à Lago Agrio, à la frontière entre l'Equateur et la Colombie, lundi 3 mars.
AFP/PABLO COZZAGLIO
Des soldats de l’armée équatorienne déployés à Lago Agrio, à la frontière entre l’Equateur et la Colombie, lundi 3 mars.

Segundo o jornal Le Monde, citando fontes do governo francês, a presença de Raul Reyes e de seus acompanhantes das FARC em territorio equatoriano poderia estar relacionada com a negociação da libertação de Ingrid Betancourt. O Ministério das Relações Exteriores da França declarou que o governo colombiano sabia destas negociações. Isto parece confirmar a declaração do presidente do Equador, Rafael Correa, para o qual o ataque colombiano visava a abortar a negociação e seria obra dos “inimigos da paz”. Segundo Le Monde, um alto funcionário do Ministério da Defesa da Colômbia reconheceu a participação norte-americana na localização do líder das FARC.

La crise diplomatique s’aggrave en Amérique latine après la mort du n° 2 des FARC

Zones d'influence des FARC en Colombie.
Le Monde.fr. Zones d’influence des FARC en Colombie.

Le Monde

La tension est encore montée d’un cran mardi 4 mars entre Bogota, Caracas et Quito, trois jours après l’élimination par la Colombie du numéro 2 de la guérilla des FARC, Raul Reyes en territoire équatorien. Après la rupture par l’Equateur de ses relations diplomatiques avec la Colombie, et l’expulsion des diplomates colombiens du Venezuela, lundi, le ministre de l’agriculture vénézuélien a annoncé mardi que le Venezuela avait décidé de fermer sa frontière avec la Colombie.

L’escalade verbale s’est par ailleurs poursuivie. Le président colombien, Alvaro Uribe, a annoncé son intention de poursuivre son homologue vénézuélien devant la Cour pénale internationale (CPI) de La Haye. “Notre ambassadeur aux Nations unies va annoncer que la Colombie a l’intention de dénoncer devant la Cour pénale internationale Hugo Chavez, le président du Venezuela, pour parrainage et financement de génocide”, a déclaré le président colombien à un groupe de journalistes.

Et à Genève, devant la Conférence sur le désarmement des Nations unies, le vice-président colombien, Francisco Santos, a accusé les FARC de chercher à fabriquer une “bombe sale”, faisant ainsi planer une menace sur toute l’Amérique latine.”Hier [lundi], notre police nationale a présenté un rapport préliminaire concernant le contenu de deux ordinateurs découverts auprès de [Raul] Reyes”, a déclaré Francisco Santos. Ses fichiers contenaient “des informations d’un commandant à un autre indiquant que les FARC négociaient apparemment des matériaux radioactifs, matière première des armes sales de destruction massive et du terrorisme”, a-t-il affirmé.

LA FRANCE EN CONTACT AVEC REYES

Alors que sur la foi de documents découverts sur ces mêmes ordinateurs, la police colombienne a accusé lundi Rafael Correa, le président équatorien, d’être lié aux FARC, et Hugo Chavez d’avoir remis à la guérilla la somme de 300 millions de dollars (200 millions d’euros), Quito a rétorqué que ces contacts avec la guérilla des FARC avaient pour but la libération attendue en mars de douze otages, dont la Franco-Colombienne Ingrid Betancourt. “Tout a été anéanti par les mains guerrières et autoritaires [du gouvernement colombien]. Nous ne pouvons pas exclure que cela ait été le but de l’incursion et de l’attaque des ennemis de la paix”, a souligné Rafael Correa.

(mais…)