22/04/2008 - 21:33h Interesse Nacional

capa da primeira ediçãoAo leitores desta coluna e aos interessados na revista Interesse Nacional,

Agradeçemos os elogios prestados aqui sobre a revista, bem como as sugestões aqui articuladas.

Gostaria de pedir que visitem o nosso site www.interessenacional.com para deixar ali suas sugestões ou qualquer duvida sobre a revista.

Agradeçemos ao Luis Favre por postar o lançamento da nossa revista e contamos sempre com o seu apoio.

Atenciosamente,

Revista Interesse Nacional

09/04/2008 - 19:18h Interesse nacional

Merval Pereira - O Globo

O que vem a ser o “interesse nacional”? Como definir as bases da participação do Brasil num mundo que cada vez mais exige uma integração internacional para o desenvolvimento sustentável? Para tentar responder a essas perguntas e debater a nossa atualidade, está chegando às bancas e livrarias do país a revista “Interesse Nacional”, uma idéia do embaixador Rubens Barbosa, que no número de estréia trava um bom debate com o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, sobre nossa política externa na América do Sul. O conselho editorial da revista é plural, com nomes como o do exportavoz de Lula André Singer, os advogados João Geraldo Piquet Carneiro e Joaquim Falcão, o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo, o presidente da Bolsa, Raymundo Magliano, o geógrafo Demétrio Magnoli, o sociólogo Sérgio Fausto e o jornalista Roberto Pompeu de Toledo.

Na apresentação, fica definido que “a democracia e a inserção internacional são parte do interesse nacional brasileiro, aquela como valor, esta como objetivo. Se a democracia é um valor que queremos preservar, e se a inserção internacional é hoje, mais do que nunca, uma condição do desenvolvimento, resta perguntar como se inserir no mundo para fortalecer a democracia e promover o desenvolvimento”.

No editorial, os editores defendem que o lugar de um país no mundo global e a sua capacidade de gerar bem-estar às suas populações dependem “das escolhas que ele internamente souber fazer, corrigir ou sustentar, ao longo do tempo, a partir de uma determinada interpretação de seus interesses e valores comuns e de uma certa leitura das oportunidades e riscos que o ambiente externo oferece à sua realização”.

Estaria a política externa brasileira na América do Sul correspondendo às escolhas certas? O embaixador Rubens Barbosa defende que não. Para ele, do ponto de vista do interesse nacional, “não estão claramente identificados nem os objetivos políticos e econômicos do Brasil nem as prioridades para o desenvolvimento de uma agenda brasileira para a região”.

Na sua opinião, o Brasil não parece estar captando corretamente o significado das transformações políticas que estão ocorrendo na região “em função do declarado viés ideológico que norteia a nossa atuação externa.

Assim, nossos interesses estão sendo crescentemente afetados e continuam carentes de uma resposta adequada.

O que vemos é uma agenda que não é a nossa sendo executada por nós”.

Ele atribui essa indefinição à “dualidade de interlocução externa”, dividida entre a assessoria internacional da Presidência da República e o Itamaraty, que “tem tornado mais difícil a formulação de uma política externa clara para a América do Sul, visto que, em muitos casos, o profissionalismo diplomático é deixado de lado e substituído por motivações políticopartidárias e ideológicas que nem sempre coincidem com os interesses nacionais mais permanentes”.

A disputa pela liderança regional com a Venezuela e a construção de uma imagem de parceiro generoso e não imperialista levaram o governo brasileiro, analisa Barbosa, “a distribuir ajuda financeira e prometer investimentos, nem sempre podendo compatibilizar as iniciativas bilaterais dentro de uma estratégia de integração”.

Já o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, defende o ponto de vista de que o Brasil optou “por uma associação com países de seu entorno, com os quais comparte história, valores e possibilidades de complementação econômica”.

Por essa razão, diz ele, a América do Sul, transformouse em prioridade de sua política externa. “Essa opção decorre da percepção brasileira acerca das potencialidades da América do Sul no mundo de hoje, mas, sobretudo, no de amanhã”.

Ele passa a enumerar as razões dessa prioridade: “O continente tem o maior e mais diversificado potencial energético do planeta, se levarmos em conta suas reservas hidrelétricas, de gás e de petróleo, além de sua capacidade de produção de biocombustíveis.

A América do Sul possui a maior reserva de água doce do mundo”.

“Sua agricultura ocupa lugar de destaque, não só pela extensão e fertilidade de suas terras, como pelos avanços científicos e tecnológicos alcançados nos últimos anos. Suas jazidas minerais são enormes e diversas”.

Marco Aurélio Garcia ressalta que “para um mundo que se mostra (e se mostrará mais ainda) ávido de energia, água, alimentos e minérios, os fatores antes alinhados mostram quão relevante pode ser a contribuição da região para o desenvolvimento da humanidade. Some-se a tudo isso a rica biodiversidade do continente, o tamanho de sua população, a extensão e a diversidade de seu território e clima”.

O assessor especial da Presidência destaca, claramente defendendo a Venezuela, que “América do Sul conseguiu superar a era das ditaduras. Todos os seus atuais governos foram eleitos em pleitos marcados pela lisura e pela amplitude da participação popular”.

Para ele, “a efervescência social que se pode detectar em alguns países é expressão da incorporação recente de milhões de homens e mulheres — antes excluídos da cidadania real — na vida política.

Isso explica, em grande medida, os choques desses novos personagens com a obsolescência dos sistemas políticos e instituições herdadas do passado”.

O ingresso da Venezuela no Mercosul pode representar uma mudança qualitativa no bloco, afirma Garcia. A alegada “instabilidade” da Venezuela deve ser vista, segundo ele, como uma razão suplementar para apressar o ingresso desse país no Mercosul. “Devese a todo custo evitar o isolamento de Caracas do contexto sulamericano”.

07/04/2008 - 14:43h Interesse Nacional, uma nova revista de debates

Chega ao mercado editorial brasileiro, em fins de março, uma publicação inédita com textos de economistas, diplomatas, sociólogos, políticos, jornalistas e especialistas em temas como meio ambiente, economia, política social, política industrial e inovação, educação, segurança pública, tráfico de drogas e de armas, cultura da transgressão e política externa.

A revista Interesse Nacional, que tem em seu conselho editorial 25 membros, circulará no dia 8 de abril e será lançada em São Paulo, no dia 16 de abril, num seminário sobre a Globalização e o Interesse Nacional do Brasil: uma agenda para o futuro, no Instituto Norberto Bobbio. A revista também será apresentada em Belo Horizonte, no dia 8 de maio, com debate no Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais e Brasilia, no dia 14 de maio.

Interesse Nacional, com periodicidade trimestral (quatro números ao ano), defende uma orientação editorial diversificada, como convém a um país complexo e multifacetado como o Brasil. Seu objetivo é o de acolher as múltiplas visões que possuem sobre os destinos do País os diferentes grupos sociais e os vários interesses regionais. Em lugar de se bater pela convergência de opiniões, ela pretende, justamente, promover um grande debate de idéias, de propostas, de soluções aos problemas brasileiros, acima de posições partidárias ou ideológicas. Seu único compromisso, como confirmado pela escolha do nome, é com os interesses nacionais do Brasil, múltiplos como convém a uma sociedade democrática, inserida de formas diversas no cenário internacional.”

A revista vem para ocupar um espaço ainda não preenchido no mercado editorial brasileiro, pois se trata de uma publicação que fica entre o jornalismo e o texto acadêmico, uma mistura que facilita o aprofundamento dos temas sem a necessidade de apresentá-los como uma tese acabada. De tal forma, que o leitor possa entender, em relação a cada uma das questões em pauta, o que está em jogo e quais as posições mais relevantes sobre o que fazer e como fazer para beneficiar o País numa perspectiva de longo prazo.

Seu único compromisso é com o debate qualificado de idéias e com a relevância das questões levantadas, na intersecção crescente entre os assuntos domésticos e internacionais, terá uma tiragem de dois mil exemplares e será vendida em livrarias (Cultura, Vila, Siciliano, La Selva) e por meio de assinaturas.

A revista pretende atingir os meios político, acadêmico, empresarial e a mídia.

No Brasil, a idéia de se discutir os principais assuntos políticos e econômicos, do ponto de vista dos interesses nacionais, ainda não se firmou com a força necessária. Em países mais ativos na definição de estratégias de inserção no mundo global, a noção de interesse nacional permeia os embates parlamentares, as disputas eleitorais, o debate público em geral.

O primeiro número de Interesse Nacional trará oito artigos:

1e 2) “O que é o interesse nacional do Brasil hoje?” – textos de Luiz Gonzaga Belluzzo e Gustavo Franco.
3 e 4) “A política externa do Brasil na América do Sul e o ingresso da Venezuela no Mercosul” – textos de Marco Aurélio Garcia e Rubens Barbosa.
5) “A posição brasileira no pós-Kyoto” – Embaixador Everton Vargas.
6) “TV Pública ou TV Estatal?” – Eugênio Bucci.
7) “Capital estrangeiro no ensino superior: ameaça ou oportunidade?” – Cláudio Moura Castro.
8) “Judiciário: a reforma possível e relevante” – Joaquim Falcão.

São membros do Conselho Editorial:
André Singer, Berta Becker, Carlos Eduardo Lins da Silva, Cláudio Lembo, Cláudio Moura Castro, Daniel Feffer, Demétrio Magnoli, Eduardo Giannetti da Fonseca, Eliézer Rizzo de Oliveira, Eugênio Bucci, Fernão Bracher, Gabriel Cohn, Glauco Arbix, João Geraldo Piquet Carneiro, Joaquim Falcão, José Luis Fiori, Leda Paulani, Luiz Carlos Bresser Pereira, Raymundo Magliano, Renato Janine Ribeiro, Ricardo Carneiro, Ricardo Santiago, Roberto Pompeu de Toledo, Rubens Barbosa e Sérgio Fausto.

Os jornalistas interessados em obter mais informações sobre a revista podem escrever para leonardo@rbarbosaconsult.com.br ou ligar para 3039-6332.

Rubens Barbosa,
Editor-responsável