30/08/2012 - 11:01h Em Angola, marqueteiro do PT busca reeleição de líder há 33 anos no poder


Publicitário João Santana produz campanha eleitoral do presidente José Eduardo dos Santos, do MPLA; eleições estão marcadas para esta sexta-feira.

30 de agosto de 2012

BBC Brasil – Agência Estado

Numa movimentada avenida de Luanda, capital de Angola, um brasileiro segura o trânsito para que um trio elétrico ilustrado com fotos do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, possa manobrar. A poucos metros dali, outro brasileiro, braços tatuados e barba por fazer, dá instruções a três jovens angolanos que tocam violão sentados numa praça: “Atenção, pessoal, já vamos começar a gravar!”

Outros três brasileiros acionam as câmeras no instante em que o trio elétrico passa por baixo de um outdoor de Dos Santos, no poder desde 1979 e que nesta sexta-feira concorrerá às eleições para um novo mandato de cinco anos. Enquanto os jovens cantam uma música que venera o líder, ao fundo quatro retratos do presidente compõem o cenário.

Os responsáveis pela gravação, presenciada pela BBC Brasil na última segunda-feira, integram a numerosa equipe que o publicitário João Santana montou para produzir a campanha eleitoral do MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola), partido que governa o país rico em petróleo no sudoeste africano desde sua independência, em 1975.

Principal marqueteiro do PT – comandou as últimas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff à Presidência, além de assessorá-los em seus governos -, Santana tem internacionalizado sua atuação nos últimos anos. Ele está à frente da campanha para a reeleição do presidente Hugo Chávez na Venezuela e atuou nas últimas disputas presidenciais em El Salvador e na República Dominicana – venceu ambas.

No Brasil, atualmente chefia outras duas campanhas: as dos petistas Fernando Haddad e Patrus Ananias às prefeituras de São Paulo e Belo Horizonte, respectivamente.

Em Angola, o marqueteiro participa da terceira eleição da história do país. A disputa será entre nove partidos, que montaram listas fechadas de candidatos. O primeiro da lista do partido mais votado se tornará presidente, e a proporção dos votos determinará a composição da Assembleia Nacional.

Cabeça de lista do MPLA, Dos Santos terá a chance de ser eleito pela primeira vez, já que no único pleito presidencial prévio, em 1992, a disputa foi suspensa antes da conclusão. Ele disputaria o segundo turno com o então líder da Unita (União Nacional para a Independência Total de Angola), Jonas Savimbi. No entanto, a retomada da guerra civil às vésperas da votação suspendeu o processo e arrastou o conflito até 2002, quando Savimbi morreu e as duas siglas assinaram a paz.

Longa preparação

Embora a propaganda política obrigatória nas rádios e TVs só tenha começado em 31 de julho, boa parte da equipe brasileira está em Angola desde fevereiro. Nos últimos meses, com a chegada de reforços para a reta final da campanha, o grupo passou a somar em torno de 120 pessoas (dos quais cerca de 75 brasileiros), segundo estimativa de integrantes angolanos.

Como na equipe que filmava o trio elétrico em Luanda, os brasileiros executam todas as funções que exigem maior perícia técnica: comandam as câmeras, conduzem os cinegrafistas sobre trilhos, editam e finalizam os vídeos, dirigem os atores angolanos e redigem os textos lidos por eles. Mas não aparecem em momento algum nos programas.

A orientação é camuflar ao máximo a presença brasileira – caso exposta, ela poderia alimentar críticas de que o governo privilegia trabalhadores estrangeiros, tema bastante sensível no país. Todas as várias tentativas da BBC Brasil de contatar a chefia da campanha foram rechaçadas.

Pessoas próximas à cúpula do MPLA calculam que a propaganda custou cerca de US$ 75 milhões, valor elevado inclusive para uma disputa presidencial no Brasil, país de dimensões continentais e com população dez vezes maior que a angolana (o PT declarou ter gasto a mesma quantia na campanha de Dilma em 2010).

O preço estimado da campanha em Angola soa ainda mais alto se considerado que o programa do MPLA ocupa somente cinco minutos na TV e dez minutos no rádio por dia – os outros oito partidos concorrentes têm direito a tempo igual.

Ainda assim, a legislação angolana não impõe limites aos gastos dos partidos e os exime de revelar a quantia arrecadada e seus doadores. Somente repasses de órgãos públicos, governos e ONGs estrangeiras são vedados.

Hospedagem

Durante os quase seis meses de produção, os brasileiros chefiados por Santana se hospedaram em dois dos hotéis mais caros de Luanda – o cinco estrelas HCTA (diária de US$ 575 para quartos individuais) e o Alvalade (US$ 407).

Nas viagens pelo interior do país, a equipe usou aviões. Vinhetas, jingles, cenas de obras e retratos de angolanos ocupam a maior parte dos programas, que contam ainda com fotografias tiradas pelo premiado fotógrafo Juca Varella, ex-editor de “O Estado de São Paulo”.

Apesar da tentativa de camuflar a presença brasileira, a campanha reciclou alguns programas do PT. No plano de governo do MPLA, o projeto de estímulo ao empreendedorismo foi batizado de “Meu Negócio, Minha Vida” – referência ao “Minha Casa, Minha Vida” dos governos Lula e Dilma.

Há ainda menção a um programa nos moldes do Bolsa Família, que prevê pagamentos a famílias pobres desde que elas cumpram contrapartidas.

A opulência da campanha do MPLA contrasta com a fraca publicidade dos outros partidos, que contaram cada um com financiamento público de US$ 700 mil para as eleições. Em programas televisivos simples, seus candidatos fazem promessas e atacam o longo mandato do presidente angolano. Na África, esse mandato só é menor do que o do líder da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, que chegou ao poder um mês antes que o angolano.

Os oposicionistas também afirmam que os órgãos de comunicação estatais angolanos – que no país têm peso muito maior que os meios privados – desequilibram a campanha ao apoiar abertamente o MPLA. Único diário de alcance nacional, o “Jornal de Angola” estampou na terça-feira grande foto do candidato do MPLA com a seguinte legenda: “no coração do povo já é presidente”.

A diferença na exposição dos vários candidatos também é gritante nas ruas de Luanda. Pôsteres, bandeiras do MPLA e outdoors de Dos Santos (com o slogan “Angola a crescer mais e distribuir melhor”, cunhado por Santana) espalham-se por toda a cidade e quase escondem a publicidade das demais siglas.

No centro da capital, os sinais da oposição basicamente se resumem a algumas bandeiras da Unita e a cartazes da Casa-CE (Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral).

Não é a primeira vez que brasileiros comandam a campanha do MPLA. Nas eleições de 1992, o jornalista Ricardo Noblat chefiou a propaganda do partido, a cargo da agência baiana Propeg. Em 2008, a tarefa coube ao jornalista da TV Globo Carlos Monforte, também à frente de uma equipe da Propeg.

Pessoas próximas à cúpula do MPLA atribuem a contratação de Santana a uma indicação do ex-presidente Lula, que esteve em Angola em julho de 2011. Na ocasião, ele foi recebido pelo presidente angolano e visitou obras de empreiteiras brasileiras.

27/08/2012 - 10:25h Cresce oposição a mineradoras no Peru

Por Robert Kozak | The Wall Street Journal, de Conga, Peru | VALOR

Alguns dos maiores depósitos de ouro e cobre do mundo encontram-se sob o terreno acidentado dessa região andina, mas os planos de uma empresa dos Estados Unidos para explorá-los enfrentam forte oposição de agricultores, políticos e grupos ambientalistas locais.

Por dois anos, milhares de pessoas têm realizado manifestações, bloqueado estradas e, ocasionalmente, liderado protestos violentos no norte do Peru. Cinco manifestantes morreram em julho, durante confrontos com a polícia.

Agora, a Newmont Mining Corp., com sede em Denver, no Colorado, diz que os protestos ameaçam seu investimento de US$ 5 bilhões, um dos maiores da história do Peru. Os enormes caminhões de mineração da Newmont ainda não conseguiram chegar ao local, chamado Minas Conga, embora a empresa já tenha investido centenas de milhões de dólares no projeto localizado quase 4.000 metros acima do nível do mar.

“Neste momento, não vemos o ambiente ideal [para uma operação bem-sucedida] em Conga”, disse numa entrevista Richard O’Brien, diretor-presidente da Newmont. “Precisamos de uma mudança significativa para que isso aconteça.”

A disputa está emergindo como um teste para o presidente do Peru, Ollanta Humala, que fez campanha contra o projeto, mas tornou-se seu defensor depois de vencer as eleições no ano passado. A mudança reflete modificações mais amplas em seu estilo de governo, de populista a pragmático, dizem analistas. As revoltas populares contra o projeto levaram o presidente a demitir dois primeiros-ministros e reformular seu gabinete.

O boom da mineração é uma das principais razões pelas quais a economia do Peru cresceu a um ritmo anual médio de 6,5% nos últimos dez anos, uma das expansões mais impressionantes entre países da América Latina. A renda per capita aqui triplicou no período. Autoridades do governo dizem que cerca de US$ 50 bilhões em projetos de mineração estão previstos para os próximos anos.

Agora, o aumento da oposição à mineração ameaça arruinar grandes investimentos e desacelerar o crescimento.

No sul do Peru, os ativistas têm explorado as preocupações sobre a poluição e outros problemas para impedir a instalação de uma grande mina de cobre planejada pela peruana Southern Copper Corporation, uma afiliada do Grupo México, um empresa mexicana. Protestos em 2011 levaram o governo a cancelar a autorização para um projeto de prata liderado pela Bear Creek Mining Corp., do Canadá.

As disputas ilustram as crescentes dificuldades que as mineradoras enfrentam com projetos de grande escala em toda a América do Sul. Projetos no Equador, Bolívia e Venezuela sofreram atrasos ou expropriações definitivas por governos socialistas nos últimos anos.

Até recentemente, o Peru foi uma exceção.

“Sempre houve problemas sociais em todo o setor de mineração no Peru, mas a forma como a questão foi ’sequestrada’ por causas radicais e populistas está prejudicando a imagem do Peru como destino de investimento em mineração”, disse Luis Zapata, diretor para a América Latina do banco canadense de investimentos Canaccord Genuity.

A Newmont, a segunda maior mineradora de ouro do mundo, vem extraindo o metal no norte do Peru desde 1993, depois de criar a Minera Yanacocha com a empresa local Compañía de Minas Buenaventura SAA.

A mina Yanacocha tem dado bons resultados para a Newmont. A Yanacocha produziu 3,3 milhões de onças de metal em 2005, tornando-se a maior mina de ouro do mundo naquele ano. Mas a produção caiu para cerca de 1,4 milhão de onças este ano e as operações poderiam deixar de existir em cinco anos. O esgotamento dos depósitos e os altos preços dos metais levaram a Newmont a planejar a Minas Conga na mesma região.

A Newmont já enfrentou contratempos no Peru antes. Um vazamento de mercúrio em 2000 manchou a reputação da Minera Yanacocha e da Newmont. Protestos devido a temores de contaminação das águas subterrâneas, em 2004, puseram fim nos planos de expansão da mina Yanacocha.

O’Brien, da Newmont, reconheceu que sua empresa deu seus tropeções. “Nos 20 anos da relação entre a Yanacocha e Cajamarca, houve bons momentos e houve momentos em que poderíamos ter feito um trabalho melhor”, disse.

A população de Cajamarca explodiu recentemente, ampliando a desigualdade econômica e desafiando a infraestrutura antiquada.

“Adeus, Newmont”, dizem pichações num muro ao lado de uma estrada que leva ao local do projeto, cerca de 650 quilômetros ao norte de Lima, a capital. “Ollanta traidor “, diz outra.

Em 2010, o governo do Peru, aprovou o estudo de impacto ambiental para a Minas Conga. Mas os opositores têm se concentrado em quatro lagos nas montanhas que a empresa pretende drenar ou usar no projeto. Eles dizem que isso poderia afetar o abastecimento de água do vale.

23/08/2012 - 10:49h Un 72% de peruanos respalda fortalecimiento de Petroperú

Miércoles, 22 de agosto del 2012

La aprobación más fuerte se dio entre los niveles socioeconómicos A y B, así como en el norte del país (77%), según encuesta de Ipsos Apoyo.

GESTIÓN

El 72% de peruanos está de acuerdo con el fortalecimiento de Petroperú, según una encuesta nacional realizada por Ipsos APOYO Opinión y Mercado, mientras que un 12% está en desacuerdo y un 16% no precisa.

El fortalecimiento de Petroperú pasa por desarrollar la modernización de la Refinería de Talara, la cual apunta a mejorar la calidad del aire y de los combustibles en el país, reduciendo el gasto de salud gracias a la reducción de la morbilidad y hasta la mortalidad causada por la contaminación ambiental.

Asimismo, supone el retorno de Petroperú a la explotación petrolera en aquellos pozos cuyo plazo de concesión está por vencerse en los próximos años.

La encuesta se realizó los días 15 al 17 de agosto y se encuestaron a 1,200 personas en todo el país

17/08/2012 - 12:09h Mercado interno blinda a economia do Peru da crise

Por Fabio Murakawa | VALOR

De São Paulo

Impulsionado pelos setores construção, comércio e serviços, o Peru resiste à crise internacional e dá sinais de aceleração na economia. Anteontem, o Banco Central divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 7,07% em junho sobre o mesmo mês do ano anterior, o maior nível em dez meses.

Ainda que o BC não tenha divulgado o dado trimestral consolidado – indicador mais confiável da expansão da economia – os números de julho dão mostras de que a demanda interna ainda tem força para sustentar o crescimento da economia do país, em meio às dificuldades internacionais. O PIB peruano é o que mais cresce na América do Sul e o segunda na América Latina, atrás apenas do Panamá.

“O Peru é um país que, apesar da crise, tem números muito sólidos. Em termos fiscais, monetários e cambiais, parece estar protegido no curto prazo ante a qualquer problema internacional”, diz Claudia Cooper, pesquisadora do Centro de Investigação da Universidade do Pacífico, de Lima. “Uma fatia enorme do crescimento do PIB é baseado em empresas pequenas, que não são tão sensíveis ao tema internacional e estão crescendo.”

Em junho, o setor de construção cresceu 20,56% no Peru. O PIB do setor de serviços subiu 7,79%; o do comércio, 6,69%, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Informática (Inei). “A evolução positiva da demanda

interna se reflete no aumento das vendas de imóveis, de 6,91%, do consumo do governo, de 10,51%, da importação de bens de consumo, de 24,56%, e da venda de carros leves, de 48,88%”, disse o instituto em nota. “Além disso, o investimento em construção cresceu 20,56%.”

Segundo o banco BBVA, alguns indicadores mostram que a economia peruana continuou acelerando no mês passado, o que deve resultar num número do PIB maior ainda para julho. No período, segundo o banco, a produção de energia elétrica cresceu 6,3%, e as importações subiram 23,8% ante julho de 2011. Em junho, a alta na produção elétrica foi de 5,1%, enquanto as importações caíram 1%.

“Somos um país que começa bem de baixo. Por isso, há muito espaço para crescer”, diz Cooper. “Na construção civil, por exemplo, muito do crescimento está no interior. Há muitas obras de infraestrutura também.”

Segundo o Inei, o repique da economia reduziu o desemprego em Lima de 7% para 6,2% no trimestre móvel entre maio e julho. O número de desempregados em Lima caiu em 31 mil pessoas, para 298,7 mil, diz o instituto.

Com desemprego baixo e o consumo em alta, a maior preocupação do governo é socorrer as exportações, mais vulneráveis à crise internacional. Desde setembro de 2011, foi liberado US$ 1,7 bilhão para estimular investimentos.

Para Carlos De los Ríos, do Instituto de Estudos Peruanos, os bons dados recentes podem não se sustentar no médio prazo “se o país não resolver problemas como a burocracia e o elevado conflito social”. “Esses são elementos que em algum momento devem pesar”, diz De los Ríos. “Daqui a cinco, dez anos, vamos enfrentar os primeiros freios.”

16/08/2012 - 10:16h Cristina Kirchner adota estilo ’stand up’ de discurso e surpreende argentinos


Presidente argentina consolida cadeias nacionais de televisão como principal forma de comunicação.

16 de agosto de 2012

BBC Brasil – Agência Estado

A presidente Cristina Kirchner adotou um estilo de fazer discursos que vem sendo chamado de “stand up” na Argentina, consolidando as cadeias nacionais de televisão como sua principal forma de comunicação e surpreendendo os argentinos.

O novo estilo da presidente, reeleita em 2011, tem sido motivo de comentários na imprensa local e entre diplomatas que já deixaram a carreira.

“Votei na presidente na sua primeira eleição, mas não na segunda. Agora, porém, não perco nenhum de seus discursos em rede nacional. É a única forma de saber o que ela, portanto todo o governo, está pensando”, disse um ex-embaixador argentino sob a condição do anonimato.

A definição “stand up” foi destacada, esta semana, em um artigo da ensaísta Beatriz Sarlo, publicado no jornal La Nación, e em um artigo do colunista Roberto García, publicado no jornal Perfil. A expressão também tem sido usada nos bastidores do mundo empresarial e dos analistas econômicos, segundo contaram à BBC Brasil um analista do comércio bilateral e um ex-embaixador argentino nas Nações Unidas.

Um analista econômico que pediu para não ser identificado disse que pede aos assistentes que gravem e anotem o que diz a presidente. “Ela é praticamente a única que fala publicamente. Ninguém do governo dá entrevistas ou recebe a oposição. Então, é essencial saber o que ela está dizendo”, afirmou.

Cristina não costuma conceder entrevistas à imprensa, e seus discursos passaram a ser, no entendimento dos analistas, a principal fonte de informações sobre seu governo.

Polêmica

O estilo mais descontraído nos discursos da presidente tem sido observado principalmente nos últimos meses. Nas falas, ela aborda desde questões cotidianas como internacionais.

“Se o Brasil for mal, a Argentina irá mal. Mas se a Argentina for mal, o Brasil irá pior ainda, porque tem (com a Argentina) um de seus principais superávits comerciais”, afirmou na ultima segunda-feira, num discurso transmitido pelo canal oficial de TV.

No entanto, declarações da presidente têm gerado polêmica por serem definidas como “politicamente incorretas”, como analisou Sarlo. “A presidente usou a palavra ‘mota’ para se referir ao cabelo e a origem étnica do comandante (presidente) Chávez”, escreveu.

“Mota” (equivalente a cabelo Bombril) é definição usada popularmente, mas pouco simpática, para definir o cabelo dos que têm raízes negras.

Em outro discurso, no mês passado, no lançamento da nova cédula de cem pesos, com o rosto da ex-primeira dama Eva Perón, Cristina disse que o “Estado não é mongo”.

Mongo é o termo politicamente incorreto usado pelos argentinos para se referir a portadores da Síndrome de Down. A declaração foi comentada nas redes sociais e seu discurso reproduzido no Youtube com o título:”"Cristina usa ‘mongo’ como sinônimo de estúpido”.

Na segunda, ao discursar sobre a saúde da economia mundial, ela criticou os que falsificam números públicos. E disse: “Se é para falsificar, falsifiquemos todos”.

Em junho, a presidente se referiu a um argentino como “amarrete” (pão duro) porque ele quis comprar dez dólares para cada neto e, como foi impedido pela AFIP (Administração Federal de Ingressos Públicos, a Receita Federal argentina), decidiu apelar à Justiça.

“É um vovozinho meio pão duro. Ele quis presentear os dois netos com 45 ou 49 pesos (equivalente na época a dez dólares). Eu teria feito um esforço maior”, disse a presidente, em rede nacional.

O advogado Julio César Duran, o avô citado pela presidente, disse à imprensa local que se sentia mal com a definição de pão duro. “Eu sou um avô que quis comprar dólares para os netos. É o que posso comprar. Agora todos vão me chamar de pão duro”, reclamou em entrevista à rádio Mitre, de Buenos Aires.

Fisco

Em outra rede nacional, a presidente citou o nome de um empresário do setor imobiliário que tinha dado entrevista ao jornal Clarin, opositor ao governo, dizendo que as vendas tinham caído a partir do controle de dólares, no fim do ano passado.

A presidente revelou, na cadeia nacional de rádio e de televisão, que ele tinha dívidas com o fisco. “Li domingo uma matéria em um jornal que vocês já sabem qual é (Clarin) na qual um senhor de uma conhecida imobiliária dizia que agora não entra ninguém na sua loja por causa do dólar. Liguei para o presidente da AFIP e ele me disse que esta firma não apresentava declaração de impostos desde 2007″, disse Cristina.

Os que participaram da cerimônia a aplaudiram diante das câmeras. “Cristina acusou de evasão fiscal um empresário do setor imobiliário que criticou o controle ao dólar”, informou a rádio Cadena 3, da província de Córdoba.

Deputados da oposição e representantes das imobiliárias declararam “solidariedade” ao empresário acusado e sua imobiliária foi suspensa por falta de pagamento de impostos, segundo a imprensa local.

Em um comunicado, a Adepa (Associação de Entidades Periodistas Argentinas, que reúne as empresas de jornais) disse que “o exercício da liberdade de expressão está sujeito à represália estatal com fim de estigmatizar e silenciar, o que está cada vez mais frequente”.

Na semana passada, Cristina sugeriu que um jornalista de economia do Clarin tinha publicado que o presidente da YPF teria ameaçado renunciar, mas a informação não era verdadeira e estaria ligada, de acordo com a presidente, ao fato de familiares do jornalista terem tido contratos suspeitos suspensos pela empresa.

Cristina disse que deveria ser criada “uma lei de ética pública” para os jornalistas. Ela afirmou que usa as redes nacionais porque de outra forma “ninguém saberia” o que ocorre.

Medição

O novo estilo de Cristina já foi comparado ao do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Segundo cálculos da ONG venezuelana “Monitoreo Ciudadano”, que criou o “cadenometro” (forma de medir as cadeias nacionais), Chávez teria realizado mais de 50 redes nacionais este ano.

As cadeias nacionais são frequentes também no Equador e na Colômbia e, em menor medida, no Chile e no Brasil, no governo da presidente Dilma Rousseff. Num dos mais recentes, no dia das mães, a presidente lançou o programa “Brasil carinhoso”.

Nos primeiros oito meses deste ano, Cristina realizou 13 discursos em redes nacionais, superando os cerca de 11 convocados em 2010 e em 2011.

O cientista político Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria, disse que Cristina “não está imitando o Alô Presidente, de Hugo Chávez”, mas ressalvou: “À medida que o modelo cristinista se parece mais ao modelo de Chávez, a forma com a qual se comunicam também se parece, e essa semelhança aumentou nos últimos meses”, disse.

15/08/2012 - 13:34h Perú registró en junio su mayor crecimiento en 10 meses

La construcción volvió a ser el sector de más dinamismo. (Foto: USI)

La construcción volvió a ser el sector de más dinamismo. (Foto: USI)

Gestión

Miércoles, 15 de agosto del 2012


La economía peruana se expandió un 7.07% en el sexto mes del año. Los sectores que más impulsaron el PIB fueron la construcción, que se aceleró un 20.56%, y el comercio, que repuntó un 6.69%, informó el INEI .

Lima (Reuters).- La economía peruana registró en junio su mayor crecimiento en 10 meses, al repuntar un 7.07% interanual impulsada una vez más por la construcción, el comercio y los servicios, según cifras divulgadas el miércoles por el Gobierno y que superaron las previsiones de analistas.

Con este resultado, el Producto Interno Bruto (PIB) del país acumula una expansión del 6.11% interanual en el primer semestre, consolidándose como una de las economías de mayor crecimiento en Latinoamérica a pesar de la incertidumbre en el mundo desarrollado.

Para junio, los analistas habían proyectado una expansión interanual del 6.55%, de acuerdo a la mediana arrojada por un sondeo de Reuters. La cifra de ese mes es la más alta desde el 7.63% registrado en agosto del 2011.

“El resultado de la actividad económica fue determinado por el dinamismo tanto de la demanda interna como la externa de productos no tradicionales”, explicó el Gobierno.

Los sectores que más impulsaron el PIB de junio fueron el de la construcción, que se aceleró un 20.56%, y el de comercio -el segundo de mayor ponderación en la elaboración del indicador-, que repuntó un 6.69%, según los datos.

El sector servicios, por su parte, creció un 7.79% interanual en junio, dijo el Instituto Nacional de Estadística e Informática (INEI). Asimismo, los sectores primarios mostraron una recuperación, reflejaron las cifras.

El rubro de minería e hidrocarburos creció un 4.76% interanual en junio, mientras que el agropecuario se expandió un 8.10%.

Perú es el segundo productor mundial de cobre y plata y el sexto de oro. La actividad minera es clave para la economía del país dado que representa el 60 por ciento de los ingresos por exportación.

El sector pesquero creció un 17.91% en junio frente al mismo mes del año pasado, agregó el INEI. El sector manufacturero, el de mayor peso en el indicador, permaneció rezagado nuevamente, al crecer escasamente un 1.31% en junio.

Vea el Infome Técnico completo del INEI aquí.

14/08/2012 - 10:27h Entrevista del presidente de Petroperú

“En setiembre se sabrá el costo total para modernizar Refinería de Talara”

Martes, 14 de agosto de 2012
Evaluación. Campodónico resalta logros de la estatal.
Evaluación. Campodónico resalta logros de la estatal.
Humberto Campodónico Sánchez. Actual Presidente de Petróleos del Perú (Petroperú).

Carlos Bessombes/La República

Tras un año de gestión, el titular de Petroperú resalta los principales avances de la estatal y los pendientes que están por consolidarse en los próximos meses. Dice que la salida a la Bolsa limeña se dará cuando se avance la modernización en la refinería de Talara y se vuelva con fuerza a la explotación y exploración petrolera.

-¿En qué ha avanzado Petroperú en este primer año bajo su gestión?

En una serie de aspectos relacionados al avance de la Refinería de Talara. Hemos logrado tener ya firmado el mandato con el banco francés Société Générale para que pueda estructurar el financiamiento de este proyecto. En estos momentos estamos terminando ya el afinamiento del modelo económico financiero, a cargo de Cofide, que va a permitir que se determine la viabilidad del proyecto; en otras palabras, si es que el flujo de fondos de Petroperú puede o no financiar este proyecto.

-¿Y tiene algún resultado previo sobre este afinamiento?

En estos primeros afinamientos, que tienen que ver con estimaciones de demanda y de precios, el flujo sale positivo. Si eso saliera negativo evidentemente habría un problema. La idea es no hacer una cosa que salga a la loca o sacar el proyecto de cualquier manera. Ese aspecto además le da seguridad y deja de lado preocupaciones sobre que Petroperú no lo podía financiar.

-¿Y en qué parte va todo lo que es la ingeniería del proyecto?

Desde el punto de vista de la ingeniería ya se está en un 95% de avance. Ya se terminó, por parte de Técnicas Reunidas de España, todo lo que tiene que ver con el diseño de ingeniería, y esto va a permitir que la ingeniería que inicialmente era de clase 4 hoy sea de clase 2, es decir una ingeniería mucho mejor, lo cual le da mucho más seguridad al conjunto.

-¿Qué es es lo que está faltando entonces?

Lo que falta, y en lo que se viene trabajando, es la valorización de esa ingeniería para poder tener una idea ya definitiva del costo final del proyecto. Eso en este momento se está trabajando y debe estar listo  en setiembre.

-¿En qué otros proyectos han avanzado?

En este lapso también se ha podido calificar como empresa petrolera debido a que hoy se cumplen una serie de requisitos. Eso nos permite retornar al Upstream (explotación petrolera). Hemos avanzado también en todo lo que respecta al buen gobierno corporativo y responsabilidad social. Queremos presentarnos a bolsa cuando estén definidos los dos proyectos más importantes de PetroPerú que son el de Talara y la vuelta a la explotación petrolera.

-¿Qué pasó con la participacón del Estado en el Gasoducto Surandino?

Nuestra participación en este proyecto no se va a realizar porque dependíamos del aporte del Estado. Nosotros participábamos como agente del Estado pero no con nuestro flujo de caja sino con aquellos recursos que decidiera el Estado. Para eso hicimos un convenio con la CAF para hacer la diligencia debida con la empresa Kuntur. Finalmente el gobierno, a través de los estudios del MEF y Cofide, ha decidido no hacer este crédito puente.

-¿Y qué se ha avanzado la masificación de gas natural?

Se ha avanzado con los gasoductos virtuales que son parte importante de los programas sociales para masificar el gas natural en el sur peruano. Este gas es básicamente para uso doméstico y para las pequeñas industrias, no para las grandes industrias porque sería insuficiente.

Pendientes

-¿Cuáles considera son los temas pendientes o próximos a trabajarse?

Si bien ha pasado un año, uno de los puntos en que no hemos podido avanzar sustantivamente es en el hecho de concretar la vuelta de Petroperú a estos lotes de explotación petrolera que está revirtiendo al Estado, sobre todo el Lote 1-AB y los lotes en el noroeste.

-¿Qué ha sucedido?

Aquí a pesar de todos los esfuerzos todavía no hemos logrado que fundamentalmente Perupetro establezca una definición sobre cómo esto se va a hacer. Estamos en conversaciones muy detalladas y ya casi finales con ellos para que se defina el mecanismo de acuerdo a la legislación de Perupetro que permita que se dé el mecanismo de licitación u otro, en el cual ya Petroperú pueda satisfacer esta aspiración.

14/08/2012 - 10:17h Perú: El riesgo de creer que el estado soy yo

Martes, 14 de agosto de 2012

Ágil, en forma, sin soroche y cerca de la gente pobre.

Augusto Álvarez Rodrich – La República

Está bien que la pareja presidencial –el binomio que hoy gobierna el Perú– insista en la importancia de tener un Estado ágil y cercano a los pobres, pero mejor sería que empiece a dar los pasos para conseguirlo.

El presidente Ollanta Humala empezó apenas acabaron las fiestas patrias cuando fue a Virú, La Libertad, para declarar la viabilidad de la tercera etapa de Chavimochic.

Una versión periodística sostiene que el presidente regional José Murgía recordó que dicha obra venía del gobierno aprista, lo que podría no haberle gustado mucho a Humala y, entonces, en su discurso en la plaza, hizo un comentario que todos pensaron que iba para Alan García.

“El Estado no puede ser panzón, obeso, tiene que saber trepar cerros, no tenerle miedo al soroche, pasar los andes, llegar a la selva y a la sierra. Ese es el Estado, ágil, atlético que necesitamos”, dijo el presidente Humala el primero de agosto.

Y, luego, explicó el sentido de su comentario diciendo que el estilo de su gobierno es diferente al de las administraciones previas pues pretende terminar con la desigualdad, lo cual demanda que el Estado deba estar siempre en forma para llegar a los lugares más alejados.

En la misma dirección, este domingo la primera dama Nadine Heredia fue a Huancavelica en el marco de la campaña ‘Prepárate para el frío’, con el fin de entregar frazadas en una ceremonia transmitida por una hora por el canal del Estado.

Ahí, en la plaza de armas de Acostambo, provincia de Tayacaja –una de las más pobres del país–, Nadine Heredia proclamó que “el Estado está acá, ya venció el soroche”.

Dicho comentario vino acompañado de la instalación de módulos del Reniec y de los ministerios de Agricultura, Mujer, Salud y Educación, en el contexto de un discurso cuyo tema medular fue la ampliación indispensable de la presencia del Estado en el interior del país.

Todos esos buenos deseos están muy bien, pero es evidente que la pretensión de poner en forma al Estado, para que no sea panzón, requiere mucho pero mucho más que simples expresiones de buena intención, así como no se puede ser ingenuo de creer que este va a acercarse a los ciudadanos de las zonas más pobres del país simplemente porque viajan hacia allá, por un día, el presidente o la primera dama.

Poner a dieta al Estado y prepararlo para que esté cerca de la gente pobre necesita reformas profundas y líderes con punche asignados específicamente a esa tarea.

No tener ese Estado puede ser un gran obstáculo para cumplir con la inclusión social y la reducción de pobreza propuesta por el gobierno del presidente Ollanta Humala.

13/08/2012 - 09:12h Briga política deixa Buenos Aires sem metrô

Cristina e prefeito da capital não se entendem e greve dos metroviários entra em seu décimo dia causando muita dor de cabeça para os argentinos
13 de agosto de 2012

ARIEL PALACIOS , CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES – O Estado de S.Paulo

A greve do metrô de Buenos Aires completa hoje dez dias, deixando cerca de 1 milhão de pessoas sem transporte na maior cidade da Argentina. Em razão da paralisação, o caos tem tomado conta da cidade, com o trânsito da capital entrando em colapso. Além das reivindicações salariais, a crise é causada pela briga entre a presidente Cristina Kirchner e Mauricio Macri, prefeito portenho, que tem aspirações presidenciais para 2015.

Os sindicalistas afirmam que a paralisação é por “tempo indeterminado”, enquanto Macri admite que a greve pode durar ainda “várias semanas”. “A duração da greve dependerá da presidente Cristina. Ela já decidiu que não haverá metrô”, disse Macri. Segundo ele, os sindicalistas do metrô, que se reuniram com Cristina na Casa Rosada, são kirchneristas.

O governo está retaliando as críticas de Macri com uma série de publicidades na TV direcionadas contra o prefeito. O clima de tensão, afirmam os assessores de Macri, pode se estender até 2015, quando haverá novas eleições presidenciais.

“Há muito tempo que essa briga não tem a ver com o metrô. Já virou um assunto 100% político. Ela não quer um acordo. Ela deseja submeter. É uma questão de valores. Está em jogo a liberdade, o pluralismo e a possibilidade de divergir. A presidente quer levar o país a um modelo chavista”, acusa Macri.

Reeleição. Segundo o prefeito, a presidente está por trás de uma reforma constitucional para permitir sua reeleição indefinida, como ocorre na Venezuela. Mais magro, exibindo profundas olheiras, Macri diz que se “enganou” ao acreditar que seria possível negociar de forma racional com o governo Kirchner.

Há poucos dias, os sindicalistas pediram 28% de aumento salarial, mas obtiveram 23%. No entanto, quando o acordo estava quase fechado, uma dissidência colocou o pacto à pique ao insistir nos 28%.

O imbróglio vem desde 1989, quando o então presidente Carlos Menem decidiu privatizar o metrô. O serviço passou a ser administrado pela empresa Metrovías a partir de 1994, que venceu a licitação feita pelo Estado. No entanto, a cidade ficou com a propriedade das linhas, suas instalações e material de transporte. Além disso, o governo da capital ficou a cargo das obras para a expansão do metrô.

Nos últimos anos Macri pediu ao governo a transferência do controle do metrô para a cidade. Em janeiro, o governo federal e a prefeitura assinaram uma ata de entendimento. No entanto, o prefeito foi pego de surpresa pela decisão de Cristina de reduzir os subsídios fornecidos ao metrô, fato que levaria a cidade a graves problemas financeiros.

Popularidade. Sem os subsídios, afirma Macri, o preço da passagem subiria em mais de 100%. O prefeito afirma que não pode assumir um metrô “falido”. O ministro do Interior e Transporte, Florêncio Randazzo, respondeu, garantindo que Buenos Aires tem dinheiro para assumir o serviço.

Os analistas políticos dizem que os portenhos ficaram “reféns” da disputa entre Cristina e Macri. Embalada pela crise do metrô, as pesquisas de opinião indicam uma queda da popularidade de ambos.

10/08/2012 - 11:05h Clima ressuscita risco de inflação global de alimentos

Por Liam Pleven | The Wall Street Journal | Valor

Uma onda de tempo ruim – seca nos Estados Unidos, verão quente demais na Rússia, muita chuva no Brasil – está prejudicando a cadeia de produção de alimentos e aumentando preços ao redor do mundo. A FAO, órgão das Nações Unidas para alimentos e agricultura, anunciou ontem que seu índice para preços de alimentos subiu 6% no mês passado, a maior alta desde novembro de 2009. O índice, que mede os preços de exportação de alimentos, está 10% abaixo de seu recorde de fevereiro de 2011.

Os preços do milho, trigo e soja subiram no mercado futuro ontem, apontando para o risco de novos aumentos de preço de alimentos. A alta de 1% do milho o deixa em alta de 47% desde 31 de maio, antes da seca nos EUA, enquanto os preços da soja subiram 4% ontem e estão 26% mais altos no mesmo período. As altas refletem danos causados por clima seco e quente na região produtora nos EUA, onde se esperavam boas safras de milho e soja, fundamentais para a alimentação de gado que podem elevar os preços de carne e laticínios. Traders de commodities e observadores do mercado esperam que o Usda, como é conhecido o ministério de Agricultura dos EUA, corte suas estimativas de colheita para ambas as culturas em seu relatório mensal de hoje.

A seca piorou semana passada em importantes regiões produtoras de milho e soja dos EUA, segundo um mapa da seca divulgado pelo Centro Nacional de Alívio da Seca da Universidade de Nebraska em conjunto com agências do governo. “O mercado está olhando para a frente e está bem ciente dos problemas por todo o mundo”, disse Concepcion Calpe, economista sênior da FAO. “Os próximos meses terão muita volatilidade.” O clima quente na ex-União Soviética também está elevando o preço do trigo, enquanto as chuvas no Brasil prejudicaram a safra de cana-de-açúcar, segundo a organização. Os preços do arroz, contudo, quase não se mexeram e o suprimento mundial está bom, aliviando o impacto sobre os pobres, para quem arroz é um alimento básico. Os problemas atuais aumentam a necessidade de produção alta em grandes países exportadores do Hemisfério Sul, como Argentina, Austrália e Brasil, onde agricultores estão se preparando para plantar a próxima safra dentro de alguns meses. “Toda a atenção vai se voltar para as lavouras que estão vindo”, disse Calpe.

Membros de organizações internacionais, incluindo o Banco Mundial e o Programa Mundial de Alimentos da ONU, temem que governos reajam à escassez de alimentos limitando exportações ou acumulando estoques, o que pressionaria ainda mais os preços. Sob essas circunstâncias, “você tem um problema muito, muito maior”, disse Arif Husain, representante do Programa Mundial de Alimentos. Recentes altas de preço também foram causadas por problemas climáticos e agravadas por restrições comerciais, dizem analistas.

Em 2010, por exemplo, uma onda de calor na Rússia levou o governo a proibir exportações de trigo, enquanto uma alta mundial de preços em 2007 e 2008 levou a manifestações violentas em vários países. Investidores estão de olho no risco de novas intervenções de governos. “Quando isso começar, vai ser bem contagioso”, disse Jeremy Grantham, estrategista- chefe de investimentos da GMO LLC, que administra US$ 100 bilhões em ativos. Preços de exportações não se traduzem diretamente em preços no varejo, que também dependem de outros fatores, como subsídios locais e as margens dos processadores de alimentos.

Mas analistas esperam que o problema chegue ao bolso do consumidor, inclusive os da nova classe média de mercados emergentes, onde o consumo de carne tem crescido. Alimentos mais caros poderiam também prejudicar países como o Brasil, a China e a Índia, que já estão com a economia em marcha lenta. “Esses países vão ter de lidar com um PIB menor e [preços de] alimentos maiores”, disse Sean Darby, estrategista-chefe de ações mundiais da Jefferies & Co. Turbulência nos mercados de grãos poderiam beneficiar grandes fornecedores de commodities.

Sergio Rial, diretorfinanceiro da gigante de grãos Cargill Inc., disse que a seca “provavelmente” aumentaria os lucros no curto prazo à medida que a empresa use seu alcance mundial para comprar grãos na América do Sul. No longo prazo, a Cargill pode ter um volume menor no processamento de grãos se os preços mais altos reduzirem as compras, além de custos inflacionados em seu vasto negócio de processamento de carne. Mas o dólar também tem subido recentemente, o que poderia aumentar a conta de compradores de fora dos EUA que usam suas moedas locais para comprar milho americano. Os EUA são o maior produtor e exportador mundial do grão. Países que dependem de milho e soja importados estão propensos a ser afetados pela seca nos EUA.

A China é um grande importador de soja, usada para alimentar porcos, a fonte de proteína animal favorita do país. O México, por sua vez, é um grande importador de milho. “Estamos relativamente preocupados” quanto ao impacto da seca americana, disse uma autoridade mexicana, observando ao mesmo tempo que a produção de milho no México deve aumentar este ano. O Departamento de Agricultura dos EUA, equivalente a um ministério, divulgou na semana passada que compradores mexicanos haviam adquirido 1,5 milhão de toneladas de milho americano. Não está claro quem foram os compradores. Ontem, o governo brasileiro também aumentou sua previsão para a safra de milho. Agências de assistência social poderiam ser prejudicadas porque o custo do alimento que elas distribuem poderia aumentar ao mesmo tempo em que mais pessoas precisam dele. “Vamos ser atingidos em ambos os lados”, disse Husain, da Programa Mundial de Alimentos.

Se os alimentos que o programa costuma fornecer aumentarem de preço em 10%, os custos da agência subiriam em US$ 200 milhões, disse ele. (Colaboraram Doug Cameron e Owen Fletcher).

10/08/2012 - 10:49h Perú: ¿Tiene Patria Roja la sartén por el mango?

Mirko Lauer – La República

Viernes, 10 de agosto de 2012

La versión estándar es que el anterior gabinete salió sobre todo como consecuencia de un fracaso en resolver Conga. El actual gabinete está cerca de la misma situación. La política del diálogo y los dos sacerdotes han chocado contra la tozudez de Gregorio Santos, y la situación ha vuelto al punto de partida, con dos bandos irreductibles.

La ingeniería civil preliminar de Conga sigue adelante con discreción. Lo mismo pasa con las movilizaciones antiConga. La novedad es que en algunas percepciones Patria Roja ha pasado a ser un actor importantísimo en los dramas conexos de Conga, la minería cajamarquina, el avance del Movadef y las perspectivas de una epidemia de protestas.

Una idea es que un acuerdo con Patria Roja resolvería Conga y estabilizaría la política. Pero otra idea es que el gobierno no tiene capacidad o, por motivos desconocidos, interés en calmar las aguas de la política. Dos situaciones que cubren el espectro que va desde una tragedia de errores gubernamentales a alguna forma de conspiración.

El sentido común dicta que el gobierno no tiene el menor interés en desestabilizarse a sí mismo, y que el gabinete Jiménez es un sincero esfuerzo por resolver las cosas. Pero el nuevo gabinete rápido ha descubierto que está atracado en Cajamarca, donde no hay perspectivas de diálogo, y que el público está esperando algo.

Según las encuestas, un deseo de que Santos dialogue. Pero hoy el gobierno no tiene manera de obligar a Santos a dialogar. Más aún, si Santos llega a dialogar, puede terminar políticamente liquidado por los dirigentes locales ubicados a su izquierda. De modo que un acuerdo con Patria Roja no sería una solución automática, sino solo la formación de un frente.

Si se llega a la conclusión de que un frente así es necesario, eso significaría que el gobierno está contemplando un horizonte de problemas para la gobernabilidad más vasto que Conga. Se le podría definir como la pérdida de las bases sociales que votaron por Ollanta Humala, y que ahora están camino de volverse fedayines del antisistema.

Pero por el momento el frente es una entelequia, y el gobierno quiere resolver Conga sin nuevos elementos. Es obvio que el gambito de los dos sacerdotes, la bandera del diálogo y la prolongación del estado de emergencia no son nuevos elementos. Un nuevo elemento sería la pérdida de capacidad de movilización del antiConga, si se pudiera demostrar.

Vemos, pues, que hasta el momento el premierato de Juan Jiménez está entre varias espadas y la pared. Los facilitadores eclesiales piden, al igual que Santos, levantar el estado de emergencia para dar paso a alguna forma de diálogo, pero este ha sido renovado y ha producido un nuevo anuncio de huelga.

10/08/2012 - 09:21h Desigualdade é raiz da crise, diz Stiglitz

Por Matthew Craft | Associated Press | VALOR

Richard Drew/AP / Richard Drew/AP
Para Joseph Stiglitz, os EUA poderiam ter uma economia mais eficiente e estável se sua sociedade fosse mais igual


O que há de errado com a economia americana? O crescimento segue aos trancos e barrancos. O desemprego está acima de 8% há três anos e meio. Cortes nos impostos e nas taxas de juro não têm funcionado, pelo menos não o suficiente. Para Joseph Stiglitz, vencedor de um prêmio Nobel de Economia, o estranho comportamento da economia pode ser atribuído ao crescente fosso entre americanos ricos e todos os demais.

Em seu novo livro, “O Preço da Desigualdade”, ele estabelece um nexo entre o crescente endividamento dos que tomam empréstimos educacionais, a bolha imobiliária e muitos outros problemas do país e maior desigualdade.

Quando os ricos continuam ficando mais ricos, diz ele, os custos se acumulam. Por exemplo, é mais fácil escapar da pobreza no Reino Unido e no Canadá do que nos EUA. “As pessoas na base da pirâmide têm menor probabilidade de realizar seu potencial”, afirma.

Leia trechos da entrevista:

Valor: Os protestos do movimento “Ocupar Wall Street” já não são mais notícia, mas o senhor argumenta que a desigualdade de renda é mais importante do que nunca. Como assim?

Joseph Stiglitz: Porque ela está piorando. Veja os mais recentes números do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA). A riqueza mediana caiu 40% entre 2007 e 2010, levando-a de volta a onde estava no início dos anos 90. Durante duas décadas, todo o crescimento da riqueza no país, que foi enorme, foi para as pessoas bem no topo (da pirâmide). Podem ter sido duas décadas prósperas. Mas não compartilhamos, todos nós, dessa prosperidade. A crise financeira tornou isso realmente bem fácil de entender. A desigualdade sempre foi justificada com o argumento de que aqueles no topo – “os criadores de emprego” – contribuíram mais para a economia.

Depois vieram 2008 e 2009, e vimos esses sujeitos que colocaram a economia à beira da ruína levar centenas de milhões de dólares para casa. E não era possível justificar isso em termos de contribuição para a sociedade. O mito tinha sido vendido para as pessoas, e, de repente, ficou evidente para todos que não passava de uma mentira.

Mitt Romney qualificou as preocupações com a desigualdade de “política de invejosos”. Bem, isso está errado. Inveja seria dizer: “Ele está ganhando bem mais do que eu. Eu tenho inveja disso’. O que dizemos é: “Por que ele está ganhando tanto dinheiro, se ele nos trouxe para a beira da ruína?” E os que trabalharam duro são aqueles que foram arruinados. É uma questão de igualitarismo.

Valor: O objetivo dos mercados não é ser justo. Enquanto houver mercados, haverá vencedores e perdedores. O que há de errado nisso?

Stiglitz: Não estou defendendo a eliminação da desigualdade. Mas o extremo a que chegamos é muito ruim. Em particular, a forma como ela é produzida. Poderíamos ter uma sociedade mais igual e uma economia mais eficiente, mais estável, com maior crescimento. É essa, realmente, a questão. Mesmo se você não tiver quaisquer valores morais e quiser apenas maximizar o crescimento do PIB, esse nível de desigualdade será danoso. Não se trata apenas de injustiça. A questão é que estamos pagando um preço alto. A história que nos contaram é que a desigualdade era boa para nossa economia. Eu estou contando uma história diferente, que esse nível de desigualdade é ruim para nossa economia.

Valor: O senhor argumenta que isso está fazendo nossa economia crescer mais lentamente e vincula isso aos que querem viver de renda. Esse é um conceito de economista. Poderia explicar em termos leigos?

Stiglitz: Algumas pessoas obtêm renda de seu trabalho e algumas pessoas têm renda apenas porque são donas de um recurso. A renda delas não é resultado de esforço. Elas estão recebendo uma fatia maior do bolo, em vez de fazer o bolo crescer. Na verdade, eles estão fazendo o bolo ficar menor.

Valor: É como, por exemplo, eu instalar uma cobrança de pedágio num cruzamento movimentado e recolher todo o dinheiro para mim.

Stiglitz: Isso mesmo. Você apenas recolhe o dinheiro. Você não está agregando nada.

Valor: Onde o senhor vê isso nos EUA? Poderia apontar para alguns exemplos?

Stiglitz: Nós vemos isso no caso das companhias nos setores de petróleo e de recursos naturais e suas licenças para exploração mineral e madeireira. Os bancos se envolveram na concessão de empréstimos predatórios. Recentemente, as empresas Visa e MasterCard firmaram acordos aceitando pagar US$ 7 bilhões por comportamento anticoncorrencial. Elas cobravam dos comerciantes mais dinheiro, porque detêm poder monopolista.

Valor: O crescimento econômico está esfriando novamente. O desemprego parece emperrado acima de 8%. Isso é consequência de dívidas elevadas ou de gastos mais lentos?

Stiglitz: O problema fundamental não é a dívida pública. Ao longo dos últimos anos, o déficit orçamentário foi resultado de crescimento baixo. Se nos concentrarmos em crescer, teremos crescimento, e nosso déficit cairá. Se nos concentrarmos apenas no déficit, não iremos a lugar nenhum.

Essa fetichização do déficit está matando nossa economia. E isso está ligado à desigualdade. Se assumirmos medidas de austeridade, isso produzirá maior desemprego e alargará a desigualdade. Os salários caem, a demanda agregada cai, a riqueza diminui.

Todos os donos de imóveis endividados em nível superior ao próprio valor de suas casas não conseguem consumir. Nós demos dinheiro para socorrer o sistema bancário, mas não demos dinheiro para essas pessoas superendividadas. Elas não têm como gastar. É isso que nos está fazendo afundar. São os gastos domésticos.

Valor: E as pessoas que têm dinheiro para gastar, diz o senhor, gastam menos de cada dólar de sua renda. As pessoas no topo da escala de renda poupam quase um quarto de sua renda. As pessoas nos estratos mais baixos gastam cada centavo. É por isso que as reduções tributárias parecem ter pouco efeito sobre os gastos?

Stiglitz: Exatamente. Quando você redistribui dinheiro de baixo para cima, isso enfraquece a economia. E toda essa conversa sobre os investimentos dos mais ricos no país é besteira. Não, eles não investem aqui. Eles estão em busca de onde podem obter retornos mais elevados, e estão procurando no mundo inteiro. Por isso, estão investindo na China e no Brasil e na América Latina, nos mercados emergentes; não nos EUA. (Tradução de Sergio Blum)

10/08/2012 - 08:59h OCDE prevê países parados; Brasil é exceção

10 de agosto de 2012

NOVA YORK – O Estado de S.Paulo

A maior parte das grandes economias deverá perder força nos próximos meses, e somente o Brasil e, possivelmente, o Reino Unido, vão registrar um aumento moderado, de acordo com os indicadores antecedentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

A OCDE disse que o indicador antecedente dos 34 membros da organização caiu para 100,3 em junho, de 100,4 em maio, sugerindo “uma desaceleração da atividade econômica”.

O indicador antecedente para as economias em desenvolvimento também recuou, sinalizando “desacelerações” – ou crescimento abaixo da tendência da taxa de longo prazo, para a China, Índia e Rússia.

Entre o grupo da sete maiores economias desenvolvidas, o Reino Unido foi o único país a registrar uma alta em seu indicador antecedente, uma performace que, segundo a OCDE, “mostra sinais iniciais de uma recuperação da atividade econômica”. Junto com a Itália, o Reino Unido foi a economia mais lenta entre os países do G-7 (grupo que reúne as sete maiores economias do planeta) nos últimos três trimestres.

Outra exceção para a tendência geral de queda foi o Brasil, que obteve indicador antecedente de 99 em junho, mesma leitura de maio, após registrar um aumento constante desde o início do ano. A OCDE disse que isso era um sinal de que o crescimento da economia vai aumentar, mas com menos intensidade do que tinha sido previsto.

Entre as economias desenvolvidas, a zona do euro continua a ser o principal foco de enfraquecimento. Mas os indicadores antecedentes para os EUA e o Japão também diminuíram. / DOW JONES NEWSWIRES

08/08/2012 - 10:00h Obama perde apoio de grandes empresas

Por Stephanie Kirchgaessner | Financial Times | VALOR

Nove meses após assumir a Presidência, Barack Obama organizou um almoço fechado para os executivos-chefes de algumas das maiores empresas dos Estados Unidos, Amazon e Kraft entre elas. O verão de 2009 havia sido duro. As batalhas envolvendo a remuneração corporativa e os planos da Casa Branca de reorganizar o sistema de saúde e o setor de energia haviam formado uma impressão entre os líderes empresariais de que ele era “antibusiness”.

O esforço do presidente para reparar relações desgastadas falhou. Menos de um ano depois, enquanto tentava fazer a América corporativa ajudar a resgatar a economia de sua pior recessão desde a Grande Depressão, a Casa Branca revelou sua frustração. “Os riscos são grandes demais para que trabalhemos uns contra os outros”, escreveu Valerie Jarrett, conselheira de Obama, à Câmara do Comércio, um grande lobby empresarial. “[A retórica empresarial] não reconhece as medidas que esta administração vem tomando para atender os objetivos compartilhados.”

De lá para cá – após uma onda reguladora que incluiu a lei Dodd-Frank, para o mercado financeiro, e a promoção pelo presidente do plano Buffett, que estabeleceria um imposto mínimo de 30% para quem ganha mais de US$ 1 milhão por ano -, as diferenças só aumentaram.

Enquanto isso, o candidato republicano à Presidência, Mitt Romney – cofundador da Bain Capital de Boston -, está fazendo campanha para as eleições de novembro com base em sua experiência corporativa e promete tornar a vida mais fácil para as companhias, grandes e pequenas.

Essas visões conflitantes para a América corporativa coincidem com uma nova campanha de desregulamentação do sistema financeiro que permitiria a empresas e sindicatos, doar, em certas circunstâncias quantias ilimitadas de dinheiro para apoiar políticos – um ato que até agora favoreceu os republicanos.

No longo prazo, a agenda do vencedor vai moldar a política fiscal, com possíveis repercussões para uma economia mundial que tenta evitar mergulhar de volta na recessão, assim como para o ambiente regulador.

Instituições de Wall Street e executivos votaram em massa em Obama nas eleições de 2008, mas eles o trocaram por Romney em 2012. No começo de maio, executivos do setor financeiro haviam doado para Romney três vezes mais recursos de campanha do que para Obama, segundo o Center for Responsive Politics, um grupo de pesquisas de Washington.

John Engler, presidente da Business Roundtable, um grupo lobista que defende os interesses de executivos-chefes de empresas, diz: “Há uma crença entre muitos na comunidade empresarial de que a administração Obama não tem uma grande afeição pelos empresários e pelas empresas… de que uma administração Romney seria mais neutra e respeitaria mais o papel do livre mercado na determinação de investimentos bem-sucedidos”.

No mês passado, o candidato republicano atacou Obama por afirmar: “Se você tem um negócio, você não o construiu, alguma outra pessoa fez isso acontecer”. O presidente observou que a declaração enfatizou a importância da educação e da infraestrutura bancadas pelo governo para o crescimento, mas seu rival disse que se tratava de um “insulto a todos os empresários e inovadores da América”.

Na verdade, o apoio de Obama a investimentos de infraestrutura tem o apoio de muitos na América corporativa. Se Romney vencer, provavelmente haverá uma certa objeção aos grandes cortes nos gastos reservados para a melhoria de rodovias e aeroportos propostos pelos republicanos no Congresso.

A redução do déficit é a questão “mais importante” que o próximo presidente vai enfrenta, afirma Roger Altman, presidente do conselho de administração do banco de investimentos Evercore, que foi vice-secretário do Tesouro na administração Clinton. O plano de Obama – uma mistura de aumento de impostos e corte nos gastos – “é muito mais realista do que aquele colocado na mesa por Romney”, afirma ele. Mas a maioria dos setores favorece a plataforma republicana de impostos menores e menos regulamentação.

Os apoiadores de Romney veem a eleição como uma chance de introduzir uma era de cooperação com o governo, especialmente em termos regulatórios. “Há uma sensação entre os diretores com quem tenho conversado, de que existe uma demanda reprimida, um desejo das empresas por muitos gastos e investimentos, se todos acharem que os sinais estiverem claros – e de que se você arriscar capital, o jogo não mudará para você no período de um ano”, diz Engler.

“A agenda de desregulamentação gradativa de Romney poderá ter alguns benefícios de curto prazo”, afirma Jared Bernstein, ex-economista-chefe do vice-presidente Joe Biden, “mas historicamente isso tem sido uma receita de formação e estouro de bolhas, além de enfraquecer significativamente a classe média”. De sua parte, Obama afirma que as políticas de impostos baixos e regulamentação leve propostas por Romney são aquelas que “em primeiro lugar causaram a bagunça financeira”.

O presidente tem aliados no Vale do Silício e alguns em Wall Street. Ele também é visto no geral como defensor do setor industrial. Jeff Immelt, presidente-executivo da General Electric (GE), vem trabalhando com ele em políticas para melhorar o nível de emprego através do Conselho de Empregos – embora o órgão tenha se tornado alvo de um joguete político quando surgiu a informação de que ele não se reúne há seis meses. Ele tem apoiadores em Detroit, onde é creditado por ter revitalizado a indústria automobilística com um socorro financeiro à General Motors (GM). Romney tem dito que não teria feito tal resgate.

Nenhum setor tem mais a perder que o da saúde, que representa um sexto da atividade econômica dos Estados Unidos, conforme medido pelo PIB. Se for reeleito, Obama continuará implementando a lei da saúde de 2010, ampliando o seguro para que ele cubra mais de 25 milhões de americanos, enquanto que Romney, na Presidência, tentaria desmantelar a lei. Ela vem recebendo um grande apoio dos setores hospitalar e farmacêutico, mas enfrenta a oposição do setor de seguros, embora as posições ainda possam mudar até as eleições em novembro.

Mas é na questão dos impostos que as empresas sentirão o resultado de maneira mais direta. Os dois candidatos concordam que os altos impostos pagos pelas empresas e muitas brechas colocam as empresas americanas em desvantagem – e, seja quem for o vencedor, uma reorganização está praticamente garantida. Os detalhes, porém, serão em grande parte determinados pelo próximo presidente.

“Há um consenso geral sobre a direção que se deve tomar”, afirma Chris Krueger, analista da Guggenheim Partners, uma companhia de serviços financeiros de Washington, “mas ninguém tem certeza do caminho que será tomado”.

01/08/2012 - 09:57h Perú: Fotocheck político post Fiestas Patrias

Miercoles, 01 de agosto de 2012

Mirko Lauer – La República

Luis Miguel Castilla. La coyuntura de Fiestas Patrias revela una expansión de su influencia, y lo muestra más decidido a avanzar por la senda del gasto. Más gasto corriente y menos presencia estatal en la producción es el signo ideológico de su avance. Aumentos salariales al sector público y nuevos seguros universales son la parte más vistosa. Pero atajar la crisis que ronda por los bordes es la parte central de su tarea.

Keiko Fujimori. Logró captar una parte de los reflectores de Fiestas Patrias, señal de que ya está en campaña, con el clásico recurso a cambiarle de nombre al partido. La súbita reactivación acaso se deba a la movida de Luisa Cuculiza, quien convirtió su segundo lugar en las elecciones del Congreso en un hit publicitario. Su ubicación frente a la sentencia de Javier Villa Stein la muestra políticamente más refinada.

Juan Jiménez. Su énfasis inaugural sobre la importancia que dará al diálogo revela que el cargo recibido aún es el ministerio de Conflictos y Conga, en paralelo con Interior y Defensa. En la medida que su llegada a la cartera ha sido en parte producto de un forcejeo en Palacio, su posicionamiento personal tiene debilidades. Su principal búsqueda va a ser de recursos para la seguridad ciudadana. Es Castilla quien sostiene esa chequera.

Ollanta Humala. No hubo reacercamiento al centro-izquierda. De pronto y sin explicaciones, el Perú ha venido cancelando sus acercamientos, principalmente comerciales, con Brasil, y acercándose a otros polos de interés, como Corea del Sur o los EE.UU. El súbito giro del gas del gasoducto sur andino hacia el gasoducto de Repsol/Hunt Oil es un indicio, mas no el único. Echado Brasil por la borda, se empieza a dar una distancia con el Unasur.

Patricia Salas. En un año no ha logrado que sus obras alcancen la difusión que han tenido sus conatos de desmantelamiento de algunas de las obras del pasado gobierno. Ahora sus iniciativas (aumentos, desarrollo docente en lugar de carrera magisterial) son vistas, acaso injustamente, como formas de lograr una ubicación conveniente en la disputa entre Sutep y Conare, es decir entre Patria Roja y Movadef.

Gregorio Santos. Míster conflicto. La construcción de los reservorios de agua en la zona de Conga avanza, pero el clima político y de negocios en Cajamarca ha cambiado: no es conveniente detener obras que darán más agua. Además, si las elecciones fueran mañana en Cajamarca es probable que viéramos una candidatura pro negocios unificada y mucho más de un candidato de la protesta.

01/08/2012 - 09:34h Perú: “Queremos ser los primeros en tener petroquímica en el Pacífico”

Miercoles, 01 de agosto de 2012

Energía y minas. Ministro Jorge Merino Tafur responde las preguntas de La República.
Energía y minas. Ministro Jorge Merino Tafur responde las preguntas de La República.


Jorge Merino Tafur. Ministro de Energía y Minas.

Carlos Bessombes – La República

El titular de la cartera de Energía y Minas (MEM) aclaró que el Estado, a través de Petroperú, participará vía Asociaciones Público Privadas en los polos petroquímicos y que sí se tiene capacidad para hacerlo. Afirmó que el Estado ya no le dará un crédito puente a Odebrecht para el proyecto Kuntur que llevará el gas al sur.


-¿En qué consiste el anuncio del presidente Humala sobre el nuevo ducto de etano que partirá desde Pisco?

Hay que dejar en claro que el Gasoducto Andino del Sur va de todas maneras. Este proyecto del poliducto de etano hacia el sur es un proyecto complementario porque ya se tiene el etano que sale del Lote 56, entonces queremos mandarlo al sur, a Matarani-Ilo, por la costa. Para este fin sacaremos la concesión a nombre de Petroperú, luego viene el estudio de factibilidad, el Estudio de Impacto Ambiental (EIA), y sin consulta previa.

-¿El presidente habló de una licitación internacional?

Efectivamente esto va a ser mediante concurso que se va a encargar a ProInversión, y va a ser una Asociación Público Privada (APP) en la que va a participar Petroperú, de eso se trata.

-¿Por qué es importante este proyecto?

Porque éste es un proyecto paralelo a Kuntur, cuyas reservas salen de los Lotes 57 y 58. Con este proyecto lo que estamos haciendo es acelerar la construcción de un polo que no es para el consumo local sino para exportación mayormente. Entonces vemos que sí hay mercado para todo nuestro gas, para todo nuestro etano y metano, el que tenemos ya en la costa y el que va a venir. Queremos estar en el centro pero también en el sur con la petroquímica.

-¿Entonces el Estado ya no va con Kuntur en el proyecto Kuntur?

Nuestro interés es participar en ambos, solo que ahora en el Gasoducto del Sur vamos a participar pero no dando crédito sino de otras formas, coadyuvando, y eso lo estamos conversando con Kuntur. Nos interesa que se haga inmediatamente, ellos están también en esa línea.

-¿Qué ha dicho Odebrecht a todo esto?

Hay que recordar que el Gasoducto es un proyecto privado de Kuntur. Inicialmente se estaba conversando con Odebrecht para que el Estado ponga un crédito puente para empezar, pero hemos decidido que no va a haber crédito puente. Ellos pueden concursar en el tramo a Quillabamba en una licitación pública, pero van a tener que construir con sus propios medios hacia el sur.

POTENCIAR PETROPERÚ

-¿Por qué el interés del Estado en participar en dos polos?

Porque es nuestro objetivo potenciar Petroperú y Electroperú como entidades del Estado en APP. Estamos desarrollando el país, queremos ir al desarrollo a partir de nuestros recursos naturales, entre ellos el gas, ese también es el motivo para que nuestras empresas, sin que esto signifique capital de riesgo necesariamente, hagamos APP que potencien a las empresas del Estado.

-¿En ambos polos se iría como Asociación Público Privada?

Eso está por definirse y no se descarta. ProInversión será el encargado de hacer los procesos. Nuestra meta es que a fines del 2015 podamos tener ya el polo petroquímico de etano, el que viene de Pisco, que va a ser en Ilo o en el sur, porque en Matarani hay otro polo que se está haciendo en nitratos.

-Es decir, ustedes ya estudiaron que es económicamente viable que el Estado se comprometa en ambos proyectos.

Creemos que no hay riesgo y partimos de que tenemos las reservas suficientes de gas. Los expertos dicen que podríamos tener entre 40 y 50 TCF, más de lo que hay en Camisea. Tenemos que movernos muy rápidamente. Queremos tener los primeros polos petroquímicos en el Pacífico.

-¿Hay etano suficiente para dos polos petroquímicos?

Hay 100 millones de pies cúbicos asegurados para un polo. Para el de Kuntur vendría de otros lotes, al que se va a sumar también Fiscarral, que va a ser de Petroperú y podrán sumarse los descubrimientos que pueda haber en el Vraem, en Madre de Dios, que son también importantes, entonces ahí va a haber etano y metano para más plantas.

MASIFICAR USO DEL GAS

El Presidente habló de otro proyecto de ley.

A ese proyecto lo llamamos de la masificación del gas. Ese paquete consiste en la línea que pasa desde Malvinas y muy cerca de Ayacucho, pasa además por Kepashiato, luego Ayacucho y llega al sur y de ahí se va a Melchorita y Pisco. El proyecto contempla unas válvulas de salida en Ayacucho y Kepashiato. Eso nos da la oportunidad de poner gas inmediatamente en las zonas más pobres del ande, entre Huancayo, Huancavelica, Abancay, Andahuaylas, Puno, Cusco y hasta Juliaca.

-¿Qué más incluye?

Se va a poner una estación de compresión en estas válvulas, con esa estación vamos a concursar un proceso para que vía cisternas se lleve el gas natural a todas estas ciudades y allí se instalen grifos, y con éstos ya hay posibilidades de vender GNV barato al transporte pero además a la pequeña industria. Aparte vamos a hacer participar a las empresas eléctricas de distribución y se harán convenios con los Gobiernos Regionales para que comiencen a tenderse redes de gas en conjuntos de cada mil casas. En estas redes ya tiene que ser con conexiones domiciliarias.
LOtes 88 y 56

-¿Hay fecha para firmar la adenda del contrato del Lote 88?

Con los anuncios del Lote 57, de las conversaciones que están haciendo con Pluspetrol, eso va a salir en una fecha muy próxima (en una entrevista a un canal de TV dijo que sería la próxima semana) pero es un tema interno de ellos.

-¿Cuál será la posición del Estado en el caso de la reexportación del gas del Lote 56?

La política del Estado no solo va a ser la misma que la aplicada hasta el momento sino que vamos a ser muy exhaustivos y firmes en la defensa de los intereses del país. El Consorcio ya planteó un arbitraje y nosotros como Estado tenemos que hacer una férrea defensa de nuestros interesesy si ha habido una afectación en cuanto a las regalías tendrán ellos que cumplir.

-Se ha detectado en La Convención a gente no pobre que recibe su cupón de descuento (S/. 16) del FISE.

Se irán haciendo los ajustes al programa. Tenemos que ir afinando porque el FISE es un caso inédito en el Perú. Básicamente es un tema de reglamento y se afinará tantas veces sea necesario.


Más recursos para el FISE

Jorge Merino adelantó que lo que se viene en el Fondo de Inclusión Social Energética (FISE) es cubrir Arequipa y Puno en los próximos 60 días, donde se repartirán vales de S/. 16,00. Luego el programa se extenderá a todo el país. El programa empezó en La Convención, Cusco, reconociendo que los primeros beneficiarios sean de donde se extrae el gas. Sin embargo, serán los estudios del Midis los que determinen una mejor focalización del programa.

De otro lado, el Ejecutivo planteó mediante proyecto de ley transferir S/. 200 millones del Organismo Supervisor de la Inversión en Energía y Minas (Osinergmin) al FISE para que el uso de este recurso sea en el sector residencial y el transporte vehicular de las regiones.

31/07/2012 - 11:02h Empresa e inclusión social en el gobierno de Humala.

De lo público y lo privado

Martes, 31 de julio de 2012

Augusto Álvarez Rodrich – La República

Las empresas privadas cometerían un error si creyeran –como algunas– que nada ha cambiado en el entorno de negocios en el Perú, pues hay algunas modificaciones que no por sutiles dejan de ser cruciales. Las que no lo entiendan pueden pagarlo caro en este lustro político.

Muchas empresas respiran hoy con alivio, pues la pesadilla que imaginaron que sería Ollanta Humala se convirtió, un año después, en la continuidad de lo que se conoce como ‘el modelo económico’.
No les falta razón, aunque solo en parte. La ratificación del equipo económico del presidente Alan García –Miguel Castilla y Julio Velarde– que hizo Humala antes de empezar su gobierno fue una señal clara de por dónde iban las cosas, y lo ocurrido durante el último año lo confirma.

Pero lo que no debiera pasar desapercibido para el sector privado es que la inclusión social constituye el objetivo principal del presidente Humala, quien parece haberlo recordado en su mensaje del sábado, y a ello apunta la promesa de que, en el año 2016, al culminar su mandato, la pobreza se debe haber reducido a 15% del total de la población.

No es, ciertamente, poca cosa. Su logro demandará un esfuerzo notable del Estado mediante políticas públicas inteligentes en varios sectores, pero, también, de la empresa privada, la cual tiene, como primer objetivo, invertir y crecer, pero también tiene algo más por hacer.

Quizá a eso se refirió el premier Juan Jiménez Mayor cuando la semana pasada visitó a la Confiep y señaló que la empresa privada debe comprometerse a seguir invirtiendo y, sobre todo, a poner énfasis en la responsabilidad social, empezando por casa, es decir, mejorando la situación de sus propios trabajadores.

El costo de fracasar en este lustro en el objetivo crucial de la inclusión sería muy grave para el país y, naturalmente, para la empresa privada. La desilusión social que produciría el fracaso en su logro sería fatal.

Esto requiere que las empresas entiendan las razones de fondo que produjeron el triunfo electoral de Humala, la relevancia de la inclusión social, y que el nuevo entorno ofrece ventajas competitivas importantes para las empresas que sepan usarlas, pero que las que fallen en incorporarlas en sus estrategias enfrentarán problemas complejos.

A muchos empresarios les habría convenido leer lo que Gastón Acurio puso hace un año en el facebook: “El empresario que no logre comprender que la inclusión social debe ser en los próximos cinco años uno de los principales objetivos de la empresa, se perderá de una inmensa y quizá única oportunidad de hacer de su empresa una marca reconocida, valorada, respetada y, por consiguiente, exitosa y floreciente”.

Pero aún no es tarde para hacerlo.

31/07/2012 - 10:49h Perú: Dilemas sobre el gas

31 de julio de 2012

Idas y venidas sin explicación oficial en Perupetro

Editorial La República

El plazo de 60 días que le pusiera Perupetro al Consorcio Camisea, conminándole al pago de las regalías adeudadas por el cambio no declarado de los destinos de embarques de gas natural bajo advertencia de anularle del contrato del Lote 56, motivó la salida del Presidente del Directorio. Su sucesora solo duró en el cargo algunas horas y se ha producido un nuevo relevo. La crisis en la empresa pública es ya visible y no puede ser explicada fuera de tres elementos: el desvío de barcos de transporte de gas hacia puertos no declarados; las versiones sobre presiones para evitar el cobro de las regalías demorando un acuerdo final para concretar la recuperación del lote 88 para el mercado nacional: y la postergación de la construcción del tramo Malvinas-Cusco del Gasoducto del Sur que debería haberse iniciado el 28 de julio.

La trama de la reexportación del gas peruano adquiere el tono de escándalo. En el gobierno pasado Perupetro contrató una supervisora de las exportaciones del gas natural que habría encontrado que el gas de Camisea había llegado a varios puertos en 10 embarques y luego reexportado a Asia y a Europa. El cambio de destino habría evitado a la empresa el pago de mayores regalías, iniciándose un contencioso que habría derivado en presiones inaceptables contra el Estado peruano. El retiro del Presidente del Directorio y luego de su sucesora estaría ligada a interferencias del sector Energía y Minas en contra del Estado.

Este episodio se relaciona con otro aún más misterioso, que ha empezado a generar inquietud en el sur del país. En su Mensaje del 28 de julio el Jefe de Estado anunció el envío de un proyecto de ley al Congreso para que se habilite la convocatoria a licitación internacional y el financiamiento para la construcción del ducto de líquidos de etano, partiendo de Pisco para hacer posible el llamado polo petroquímico. Desde el sur del país, sin embargo, se han alzado con rapidez las voces de alerta, indicando que este proyecto postergará por 5 años el inicio de los trabajos del primer tramo Malvinas-Cusco, que en febrero de este año se ofreció iba a iniciarse este mes con un crédito puente de 400 millones del Estado al consorcio Petroperú-Kuntur y que el nuevo proceso desnaturalizaría el proyecto inicial.

Quizás también convenga preguntarse cuándo y cómo se concretará el anuncio de la recuperación del Lote 88 para el consumo nacional objeto de una intensa demanda ciudadana. Hasta ahora este anuncio descansa en una carta todavía y no ha sido incorporada en el contrato a través de adendas. Lo único que ha logrado el Estado peruano es legalizar notarialmente las firmas, un acto con efecto jurídico limitado.

El gobierno ha dejado sin explicación los hechos abriendo espacio para el rumor, aun cuando a la vista se registran cambios respecto a los anuncios oficiales. En tela de juicio se encuentran varios tangibles sobre los cuales el discurso del gobierno ha puesto énfasis, es decir, los procesos de fiscalización a las compañías de hidrocarburos, la participación de Petroperú en la construcción del polo petroquímico y la modernización de esta empresa estratégica, todo ello en la perspectiva de nuestra independencia energética. En aras de la transparencia de un asunto que compete a todos los peruanos sería conveniente saber oficialmente lo que ocurre.

31/07/2012 - 10:33h Una entrevista

Martes, 31 de julio de 2012

La República

Entrevista de Alejandro Tapia a Mirko Lauer en La Tercera, Santiago de Chile, el domingo 29 de julio.

-¿Cuáles son las luces y sombras del primer año de gobierno de Humala?

Luces: haber entendido la importancia de mantener la continuidad en el proceso de gobierno. No me refiero sólo a la economía, digamos, que es una continuidad que tiene casi dos décadas. Sino que también por aspectos institucionales, programas sociales y otras cosas. Es un gobierno continuista. Pero de esa luz sale su sombra, porque al final no entendió que al heredar el paquete completo del gobierno anterior, heredó también sus problemas y a su vez los problemas para solucionar esos problemas. Estamos hablando de los conflictos (sociales). Humala pensó que por el solo hecho de llegar al poder las cosas mejorarían y cambiarían y ahí se vio con una amarga sorpresa. Las cosas siguen exactamente igual que con Alan García.

-¿Y eso lo hace dar un giro hacia la derecha o no está de acuerdo con esa visión?

Yo creo que no. En realidad si ha habido un giro a la derecha ha sido leve. Sus aliados de izquierda inventaron un Humala mucho más izquierdista de lo que era y probablemente con el entusiasmo de su campaña radicalizaron su discurso.

-¿Quién sería Humala en términos ideológicos?

Quedémonos en algún punto del medio. No sé de dónde sacan que este señor es de izquierda.

-Algunos analistas como Fernando Rospigliosi han dicho que el principal problema de Humala ha sido que sólo confía en sus asesores militares, pero que éstos son ineficientes ¿Comparte esa tesis?

Sí, yo podría aceptar lo que dice Rospigliosi, con una salvedad ¿Por qué esa discriminación con los civiles? Los civiles también han aportado su cuota de asesores ineficaces.

-En los últimos días se ha visto un tono más conciliador de Humala, en parte reflejado en su nuevo gabinete ¿Cómo analiza al nuevo equipo del presidente y el hecho de que haya tenido que nombrar a su tercer premier en apenas un año?

Si no hay experiencia con los amigos o los socios nuevos, no se puede gobernar. En cuanto al nuevo gabinete, hay buenas intenciones, pero el problema de un gobierno que ahora quiere más apertura, menos confrontación y más diálogo es que en un año este gobierno no les ha podido quitar la iniciativa a los movimientos de protesta de todo tipo que se han dado en Perú. Esos líderes que saben lo que quieren y saben adónde van.

-¿El nuevo gabinete será capaz de descomprimir los más de 250 conflictos sociales que hay en el país?

No veo 250 conflictos. En realidad hay 10 que interesan. Si tendrá la capacidad… al menos más que el anterior. Porque Juan Jiménez (nuevo premier) es un hombre políticamente más curtido. No viene de despachar en un mostrador comercial (como Óscar Valdés), sino que viene de una actividad jurídica y política. El problema es si va a poder tomar la iniciativa, que ahora la tienen otros líderes.

-¿Cómo ha sido recibido el nuevo gabinete en Perú?

Diría que ha sido recibido con un reconocimiento de la calidad profesional. Pero en realidad, entraron cinco nuevos y quedan 11 que son los mismos de antes. Quizás la gente esperaba más. Diría que ha sido recibido con muy poco entusiasmo.

-¿Cuál es el escenario que enfrenta Humala en su segundo año de gobierno?

Diría que uno de los escenarios ya está acá y es la continuación del clima de los conflictos. Lo segundo que enfrenta es la posibilidad de dificultades económicas más serias de lo que hemos visto. La tercera ya no es un desafío, pero sí una tarea y es cómo va a administrar el Ejecutivo el proceso de elecciones regionales que arranca al final del próximo año. Y lo cuarto es La Haya, que es un tema que va bien, aunque da la impresión de que se puede descarrilar.

-Humala no la tiene fácil…

No la tiene fácil, aunque en realidad todos son temas más o menos manejables. El problema es que Ollanta Humala no es un político eficaz. Es alguien bien intencionado, un presidente serio. Tiene todas las virtudes, menos la eficacia.

28/07/2012 - 20:08h Homenaje al hermano pueblo peruano


Himno Nacional del Perú cantado por Juan Diego Florez

Coro
Somos libres, seámoslo siempre
y antes niegue sus luces el sol,
que faltemos al voto solemne
que la patria al Eterno elevó.
Estrofa I
Largo tiempo el peruano oprimido
la ominosa cadena arrastró;
condenado a cruel servidumbre
largo tiempo en silencio gimió.
Mas apenas el grito sagrado
¡Libertad! En sus costas se oyó,
la indolencia de esclavo sacude,
la humillada cerviz levantó.
Estrofa II
Ya el estruendo de broncas cadenas
que escuchamos tres siglos de horror,
de los libres al grito sagrado
que oyó atónito el mundo, cesó.
Por doquier San Martín inflamado,
Libertad, libertad, pronunció,
y meciendo su base los Andes
la anunciaron, también a una voz.
Estrofa III
Con su influjo los pueblos despiertan
y cual rayo corrió la opinión;
desde el itsmo a las tierras del fuego
desde el fuego a la helada región.
Todos juran romper el enlace
que natura a ambos mundos negó,
y quebrar ese cetro que España,
reclinaba orgullosa en los dos.
Estrofa IV
Lima, cumple ese voto solemne,
y, severa, su enojo mostró,
al tirano impotente lanzando,
que intentaba alargar su opresión.
A su esfuerzo sellaron los grillos
y los surcos que en sí reparó,
le atizaron el odio y venganza
que heredara de su Inca y Señor.
Estrofa V
Compatriotas, no más verla esclava
si humillada tres siglos gimió,
para siempre jurémosla libre
manteniendo su propio esplendor.
Nuestros brazos, hasta hoy desarmados
estén siempre cebando el cañón,
que algún día las playas de Iberia
sentirán de su estruendo el terror.
Estrofa VI
Excitemos los celos de España
Pues presiente con mengua y furor
Que en concurso de grandes naciones
Nuestra patria entrará en parangón.
En la lista que de éstas se forme
Llenaremos primero el reglón
Que el tirano ambicioso Iberino,
Que la América toda asoló.
Estrofa VII
En su cima los Andes sostengan
la bandera o pendón bicolor,
que a los siglos anuncie el esfuerzo
que ser libres, por siempre nos dio.
A su sombra vivamos tranquilos,
y al nacer por sus cumbres el sol,
renovemos el gran juramento
que rendimos al Dios de Jacob.

28/07/2012 - 18:30h Mensaje a la Nación del Señor Presidente de la República, Ollanta Humala Tasso, con motivo del 191° Aniversario de la Independencia Nacional

Señor Presidente del Congreso de la República;
Señores Presidentes de los Poderes Públicos;
Señoras y señores Congresistas;
Señoras y señores Ministros de Estado;
Señoras y señores Miembros del Cuerpo Diplomático;
Autoridades civiles;
Señoras y señores;
Compatriotas,
Hace un año asumí el mandato que me entregó el pueblo peruano. En cumplimiento de mi responsabilidad constitucional, hoy concurro nuevamente ante el Congreso de la República para rendir cuenta a la Nación sobre la tarea cumplida y anunciar las mejoras y reformas necesarias para el país.
Desde que asumí la función de Jefe de Estado, he dedicado todas mis energías a trabajar por lograr que los beneficios del crecimiento económico sean extensivos a los sectores más pobres de nuestra población. Todas las fuerzas democráticas de nuestro país nos hemos acercado en torno a este propósito, que es crucial para nuestro futuro.
Hoy, luego de un año de gestión, me reafirmo en lo medular de mi propuesta, y confirmo que hemos comenzado a sentar las bases para la gran transformación que anhela la mayoría de ciudadanos de nuestra patria.
Hemos tenido significativos avances en este proceso de crecimiento con inclusión en democracia, pero también, hay que reconocerlo, no hemos logrado todo lo que nos propusimos alcanzar. Todo comienzo es difícil, más aún cuando la saludable ambición de querer hacer las cosas con celeridad y con resultados concretos en el menor tiempo posible, no sintoniza con un marco institucional – nacional y regional – aún endeble y que necesita urgentes mejoras. No obstante en este primer año podemos exhibir ya avances y logros concretos.
1. INCLUSION SOCIAL Y LUCHA CONTRA LA POBREZA
No puede haber desarrollo sostenido y democracia solvente sin inclusión. La pobreza todavía afecta al 27% de los peruanos; y, más grave aún, las tasas de pobreza sobrepasan el 60% en varias regiones del país. Superar esta situación de desigualdad es un reto en el que nos debemos concentrar. Por ello el compromiso de los programas sociales es priorizar su trabajo en las zonas rurales donde 6 de cada 10 peruanos son pobres, y 1 de cada 4, pasa hambre.
El objetivo de la inclusión social es lograr la igualdad de oportunidades para todos. Sin importar donde se ha nacido, el idioma que se habla, el color de la piel, el nivel educativo de los padres, si eres hombre o mujer, o si la familia tiene o no dinero; mi gobierno viene trabajando para que todos tengamos las mismas oportunidades de salir adelante y mirar el futuro con optimismo.
Para lograrlo, hemos creado el Ministerio de Desarrollo e Inclusión Social, destinado a liderar la acción multisectorial del Estado en la lucha contra la pobreza. Por un lado, están los programas de alivio a la pobreza, que permiten acceder a servicios públicos y programas de desarrollo, y por el otro lado, los programas de acceso a oportunidades y las estrategias sostenidas de generación de ingresos, seguridad alimentaria y empleo productivo.
Con esta estrategia esperamos que la pobreza total se reduzca al 15% para el año 2016.
En el primer año de mi gestión no solo se ha aumentado el número de programas sociales, sino que se ha incrementado la cobertura de los ya existentes y se trabaja para lograr mayor eficiencia y transparencia en los programas sociales para maximizar sus impactos. En este marco, hemos tomado la decisión de cerrar el PRONAA debido a las múltiples deficiencias que presentaba, y hemos creado otro programa que mejorará sustantivamente el apoyo alimentario para los niños.
Fiel a lo prometido, hemos lanzado en los primeros doce meses de gestión “CUNA MÁS”, “BECA 18”, “PENSION 65”, “TRABAJA PERU”, “JOVENES A LA OBRA” y “SAMU”, entre otros, y se ha ampliado la cobertura de mecanismos existentes, tales como “JUNTOS” y “FONCODES”.
Los programas sociales están destinados a atender a grupos vulnerables específicos.
• El programa CUNA MÁS, a cinco meses de funcionamiento, atiende a 1,700 niños y niñas, menores de 36 meses, del ámbito rural, donde antes el Estado no prestaba ningún servicio orientado al desarrollo integral de nuestros niños. Además, atiende a 57 mil menores en el servicio de cuidado diurno en 320 distritos en todo el país. Al 2016, se espera dar atención integral a 260 mil niñas y niños menores de 3 años a nivel nacional.
• PENSION 65 en 8 meses de funcionamiento ha superado la meta prevista para el 2012, llegando a 173 mil adultos mayores en 990 distritos. Recientemente se ha aprobado la ampliación de la cobertura de este programa lo que permitirá llegar a fin de este año atendiendo a 247 mil personas a nivel nacional. Pero la atención del Estado a nuestros adultos mayores no termina con una pensión. Todos aquellos que reciben Pensión 65 recibirán también atención especializada a través de los programas del Ministerio de Salud.
• Programa de Alimentación Escolar QALI WARMA, brindará desayunos y almuerzos en las escuelas públicas, sobre la base de un menú nutritivo a partir de la producción local, estimulando el consumo de los granos andinos como la quinua y otros. Para el año 2016 esperamos estar atendiendo a 3,9 millones de infantes en las escuelas de inicial y primaria a nivel nacional.
• JUNTOS está ampliando su cobertura progresivamente. Cada dos meses, más hogares van a recibir S/.200 nuevos soles condicionados al cumplimiento de asistencia de los niños y niñas a la escuela, y a los controles de salud programados. JUNTOS ya atiende a 485 mil hogares en 14 regiones. Al final de este año, atenderá a 722 mil hogares. La meta al 2016 es llegar a 800 mil hogares.
Para complementar el apoyo que brinda el programa JUNTOS a las familias, FONCODES y otros programas como AGRORURAL, se vienen sumando con proyectos productivos. Hemos comenzado en Vinchos y Chuschi en Ayacucho.
Pero en este primer año no solo hemos aumentado la cobertura sino que también estamos cambiando la forma en la que el Estado apoya a los más pobres.
Las familias que vayan saliendo de la actual situación de pobreza, podrán crecer y desarrollarse poniendo en valor sus propias capacidades productivas, con el apoyo y acompañamiento del Estado y de actores privados, para asegurar que la superación de la pobreza y la exclusión sea irreversible.
Para ello, el Estado ha puesto en marcha programas de desarrollo productivo y de promoción del empleo a través de Foncodes que este año tiene previsto culminar 1,224 proyectos de infraestructura social y productiva en cerca de 600 distritos a nivel nacional; TRABAJA PERU, que ha generado más de 34 mil empleos temporales para madres solteras, jóvenes y discapacitados; JÓVENES A LA OBRA y VAMOS PERU, que a la fecha ha capacitado para la inserción laboral a casi 40 mil jóvenes.
Asimismo, AGRORURAL viene promoviendo el desarrollo de pequeñas unidades de producción agraria en las zonas de pobreza y extrema pobreza, habiendo beneficiado ya a 56.432 familias. Para el 2013 tiene programado beneficiar adicionalmente a 20.798 familias.
Las familias que están saliendo de la pobreza deben vivir dignamente. Por eso el Estado mejorará la disponibilidad de servicios básicos como agua, saneamiento, electricidad y telefonía en la zona rural, buscando que estos servicios lleguen al mismo tiempo a los beneficiarios para hacer una real diferencia en su calidad de vida. Actualmente solo el 12% de hogares en proceso de inclusión accede de manera conjunta a estos servicios. Para el 2016, esperamos cuadruplicar la cobertura para este grupo de peruanos más pobres.
Para lograrlo, el Estado está trabajando a través del Programa Nacional de Saneamiento Rural, que para el año 2016 habrá instalado en total 270.495 conexiones nuevas de agua y 385.560 unidades básicas de saneamiento nuevas; El Programa Hábitat Rural, que para fines del año 2012 habrá beneficiado a 156 mil familias. El Programa de Electrificación Rural, que al 2016, habrá dotado de electricidad a 718 mil viviendas beneficiando a 3.16 millones de personas; y, El Fondo de Inversión en Telecomunicaciones (FITEL) que tiene previsto al 2016 haber llegado a todos los distritos aislados del país con telefonía fija, móvil, y servicio de internet.
Hemos iniciado la implementación del Fondo de Inclusión Social Energético – FISE, a través del cual se vienen entregando vales de descuento por S/. 16 por balón de gas para los más pobres del país. Nuestra meta es llegar a 645 mil hogares a fin de este año y llegar a un millón de hogares al 2016. Esto beneficiará a 5 millones de compatriotas que están en la pobreza. Así mismo, se ha iniciado un Programa de Paneles Solares para llevar energía a compatriotas de las zonas más alejadas de la sierra y selva del país. Al término de mi mandato llegaremos a beneficiar con estos paneles a 500 mil personas.
Asimismo, articulando esfuerzos con el sector privado y con los Gobiernos Regionales, presentamos ante este Congreso, un Proyecto de Ley, para lograr la masificación del gas natural a nivel nacional, priorizando la atención de las zonas altoandinas más deprimidas como Junín, Huancavelica, Ayacucho, Apurímac, Cusco y Puno.
Educación de calidad para todos
La mejora en la calidad educativa es clave para lograr el desarrollo integral. La posibilidad de ejercer a plenitud nuestra ciudadanía o de tener un empleo digno y productivo sólo será posible si mejoramos significativamente la educación en nuestro país, y en particular de los más vulnerables.
En Educación, en este año nos hemos centrado en tres prioridades fundamentales: mejorar los aprendizajes de todos los estudiantes; relanzar el trabajo con el magisterio; y modernizar la gestión para que los cambios sean sostenibles.
Un cambio importante en la generación de oportunidades para nuestros estudiantes de menores recursos es la creación del Programa Nacional BECA 18, que asigna becas integrales de estudio en carreras profesionales técnicas y universitarias a nivel de pregrado, para estudiantes de alto rendimiento y de zonas de pobreza. La meta es otorgar 25 mil becas para el año 2016. A la fecha han sido entregadas 4000 mil becas para estudios en el país. Además, este semestre se inicia la convocatoria de becas integrales en el extranjero.
Para cerrar brechas estamos trabajando para lograr que al 2016, la cobertura de educación inicial, en el ámbito del Programa Juntos, llegue al 100%. Este año, hemos logrado incorporar a 60,000 niños más. Para la zona rural hemos iniciado el programa de Redes Rurales con casi 1,200 escuelas organizadas en 72 redes en 24 regiones del país, con un enfoque integral que incluye infraestructura, acompañamiento a los docentes, centros de recursos, trabajo con las familias y conectividad a internet.
Mediante el Programa de Rutas solidarias les estamos entregando bicicletas a los estudiantes para mejorar el acceso a las escuelas alejadas. También estamos poniendo a su disposición una poderosa plataforma digital de recursos pedagógicos donde alumnos y docentes pueden investigar y comunicarse de un rincón a otro de la patria en tiempo real.
Para estudiantes quechuas, aimaras y amazónicos hemos definido una nueva estrategia, que mejora la modalidad de Educación Intercultural Bilingüe (EIB) y comprende un agresivo plan de formación de docentes EIB de modo que los maestros hablen el idioma y conozcan la cultura de estas poblaciones de las cuales nos sentimos orgullosos.
Para mi gestión, los maestros son actores claves para estos cambios educativos. Por ello, estamos presentando al Congreso un Proyecto de Ley de Desarrollo Docente, que incluirá mejoras remunerativas y aborda de manera integral tanto la meritocracia, como un sistema de formación y estímulo a la innovación.
No obstante, exigimos a los maestros un gran compromiso para con nuestros estudiantes y las metas que como país nos planteamos en educación. Mejores condiciones suponen mayores responsabilidades y estamos seguros que los verdaderos docentes, aquellos que eligieron esta carrera por vocación, asumirán el reto de cambiar, para cambiar la educación.
La protección de nuestros niños y estudiantes está primero, y siendo un imperativo Nacional, reitero al Congreso el pedido para la pronta aprobación del Proyecto de ley, que hace unos meses les presentamos y que busca evitar que docentes sentenciados por terrorismo o delitos contra la libertad sexual puedan seguir trabajando en las escuelas del país. Nuestros estudiantes están primero y es un compromiso ético velar por su integridad.
Estamos implementando una estrategia nacional contra el acoso y la violencia en las escuelas, con el liderazgo de los directores, brigadas multidisciplinarias y un servicio de orientación y consejería para una convivencia sana y democrática.
Tres condiciones importantes para mejorar la calidad educativa: estamos ampliando las materias y el número de evaluaciones de aprendizaje, incluyendo una, en quinto de secundaria. Se ha transferido recursos, por cerca de 350 millones a gobiernos regionales y locales para la construcción de más de 150 escuelas y se está modernizando el sistema de gestión del ministerio de educación mediante la simplificación de procesos y el mejoramiento de los sistemas de información.
Protección a las poblaciones vulnerables
De igual forma, estamos sentando las bases para una gestión gubernamental que enfrente las desigualdades, especialmente las de género, de manera decidida y eficaz. A un año de gestión contamos ya con un Ministerio de la Mujer y Poblaciones Vulnerables con rectoría en materia de género, violencia contra la mujer y violencia familiar. Este gobierno, lo ha entendido así y por ello incorporó en el Código penal la figura del feminicidio.
Debemos estar en condiciones de proteger a los más vulnerables, y para ello estamos creando más Centros de Emergencia Mujer, que están orientados a brindar atención y prevención en violencia familiar y sexual. Este año empiezan a funcionar 3 Centros en la zona rural y 25 en las zonas urbanas, y para el año 2016 debemos tener funcionando en total 131 Centros a nivel nacional, con una capacidad para atender a casi 255 mil personas y con acciones de sensibilización en estos temas que llegarán a más de 5 millones de personas.
De igual manera, estamos creando los Centros de Atención Residencial (CAR), para brindar atención integral a niños, niñas y adolescentes en estado de abandono. Para fines de este año esperamos tener operando 39 Centros, y al final del 2016 estarán en operación 43, con capacidad para atender a más de 4.500 niños, niñas y adolescentes. Asimismo, otro de los temas que nos preocupa y sobre el que estamos tomando acción es la cantidad de niños y niñas entre los 6 y 17 años que trabajan. Estamos enfocándonos en reducir la cantidad de niños y niñas que realizan las peores formas de trabajo infantil.
Debo destacar dos iniciativas que empezaremos pronto: el Programa de rescate de niños en calle y el Programa de rescate de adultos en calle; que ayudaran a recuperar sus capacidades y su dignidad a las personas víctimas de explotación sexual, laboral o en abandono.
Quiero reiterar mi compromiso con las peruanas, de todas las edades, con las mujeres con habilidades diferentes, con las mujeres jefas de hogar, con las madres adolescentes. En mi gobierno tendrán todo el apoyo para su desarrollo. Las mujeres son además nuestras principales socias en la lucha contra la pobreza y la desigualdad.
Salud para una vida de calidad
Por otro lado, estamos convencidos de que no hay posibilidad de crecimiento y desarrollo si no hay personas y comunidad sana. La gestión de mi gobierno en salud se ha ordenado en tres prioridades: Mejora y acceso a los servicios de salud; Promoción de una cultura de salud y Mejora de la calidad de vida.
En cuanto a mejora y acceso a los servicios de salud:
Debemos destacar que el 75%de los peruanos en zonas rurales ya están afiliados al Seguro integral de Salud (SIS).
Una promesa cumplida en mi gobierno es la puesta en marcha del Sistema de Atención Móvil de Urgencias, SAMU. Por primera vez en nuestro país, el Estado llega y salva vidas oportunamente a través de una atención articulada y coordinada de emergencias y urgencias, en la zona urbana y rural de mayor riesgo y en la selva a través del SAMU fluvial. En principio tenemos una cobertura de 9 millones de peruanos en Lima, e iremos extendiéndolo a nivel nacional para el año 2016.
A través del Programa “A Gusto te atiende mejor” hemos incorporado mejoras progresivas de sistemas computarizados para acelerar las atenciones, facilitar citas por internet y disminuir la espera en los establecimientos de salud y elevar la satisfacción del usuario del actual 45% a 70% para el año 2016.
Sabemos que aún podemos seguir mejorando la atención a los pacientes con TBC, por eso se han implementado dos nuevos laboratorios para la detección de casos en Trujillo e Ica y, al final de este año, esperamos tener 3 laboratorios más en Ucayali, Tacna y Madre de Dios.
Buscando ampliar la atención en salud, se fortalecerá el trabajo conjunto entre ESSALUD y el Ministerio de Salud. Con ello, los afiliados al Seguro Integral de Salud (SIS) podrán atenderse en ESSALUD y en los hospitales públicos. En este año, el 14% de los afiliados al SIS y ESSALUD tendrán derecho a ese intercambio, y para el año 2016 debemos llegar al 100%.
Seguiremos incrementando el nivel de inmunizaciones en niños menores de 5 años, alcanzando al año 2012 al 94% de niños y niñas, y para el año 2016 al 99% de los niños y niñas.
Asimismo, esperamos reducir la desnutrición crónica en menores de 5 años a nivel nacional que actualmente se encuentra en de 23,2%. Queremos romper la perpetuación generacional de la pobreza. Evitar la desnutrición crónica en nuestros niños y niñas es darles esperanza de lograr una vida digna.
Para promover una cultura de salud, hemos implementado los programas “Muévete Perú”, “Come Rico, Come Sano, Come Peruano”, “Kioskos y Loncheras Saludables” que buscan desarrollar en las personas y en la comunidad una actitud responsable en el cuidado de la propia salud.
Estamos mejorando la calidad de vida de nuestras personas adultas mayores pobres y extremadamente pobres, en articulación con PENSION 65 y el SIS. Los programas “TE VEO BIEN”, “VUELVE A SONREIR” y “TE ESCUCHO MEJOR” contribuyen al bienestar físico y mental, y así facilitan una participación activa de nuestros adultos mayores en la sociedad. Este año estamos alcanzando una atención total de 70,665 adultos mayores pobres y extremadamente pobres, y para el año 2016 debemos estar atendiendo a 97,382.
Quiero hacer anuncios importantes y que son la muestra del nuevo enfoque que queremos darle a la atención de salud en el Perú:
• Con el fin de fortalecer sustancialmente la atención primaria de la salud en el país, esperamos invertir hasta el 2016 aproximadamente 4,000 millones de nuevos soles en un número amplio de establecimientos de salud estratégicos que se han venido identificando con el concurso activo de los gobiernos regionales.
• Un viejo problema del país es la falta de especialistas en los centros médicos de nuestras provincias. La mayoría prefiere trabajar en las principales capitales y no en las zonas más alejadas del país. Por ello he dispuesto que en el proyecto de Ley de Presupuesto para el año 2013 se incorporen incentivos remunerativos y profesionales para quienes escojan atender en los establecimientos de salud más alejados.
• Continuando con el propósito de ampliar los derechos en salud de la población, estamos dando inicio, en el marco del SIS, al Plan Nacional de lucha contra el Cáncer “ESPERANZA”. A través de este Plan, el Estado busca proteger a los ciudadanos para que tengan acceso a un diagnóstico y tratamiento oportuno y de calidad frente al cáncer. Ningún peruano deberá quedarse sin tratamiento contra el cáncer por problemas económicos, este es el ansiado Seguro Oncológico gratuito.
• También en el marco del SIS, hemos implementado el Fondo Intangible solidario de Salud (FISSAL) para que financie progresivamente el tratamiento de enfermedades de alto costo como la leucemia y la insuficiencia renal. Y, porque queremos salud con buena atención, hemos decidido fortalecer la Superintendencia Nacional de Salud (SUNASA) en su rol de supervisión del cumplimiento de los derechos de los usuarios.
• Próximamente, se pondrá en funcionamiento el Servicio de Trasplante de Médula de Ósea para adultos del Instituto Nacional de Enfermedades Neoplásicas (INEN). Asimismo, entrará en operación el Servicio de Trasplante de Médula de Ósea Pediátrica, que estará en el nuevo Hospital del Niño. Asimismo, hemos iniciado las gestiones para implementar el primer Banco Nacional de Cordones Umbilicales y el primer Banco Latinoamericano de Registro de Donantes de Médula Ósea, de manera que exista mayor posibilidad de encontrar un donante.
Programa Tambo para poblaciones alejadas
El Compromiso de mi gobierno es y será siempre atender primero a las poblaciones más alejadas, olvidadas y vulnerables del país, por eso hemos iniciado el programa de Tambos que contribuye a afirmar la presencia efectiva del Estado en las comunidades rurales. Su funcionamiento permitirá mejorar viviendas y proveer de agua y saneamiento a la población rural. Pero, el valor fundamental de estos Centros está en su carácter de espacio multisectorial para garantizar la presencia del Estado en salud, educación, justicia, seguridad, comunicaciones y en generar desarrollo e inclusión social.
Ya están en construcción 190 tambos cuya influencia alcanza a 156,000 familias y un total de 660,000 habitantes, que serán atendidos, con provisión de agua, instalación de unidades básicas de saneamiento, cobertizos, semillas, y acciones de mejoramiento de viviendas y luego con servicios multisectoriales sostenibles.
2. CRECIMIENTO, PRODUCCIÓN Y DESARROLLO
El crecimiento económico sostenido es indispensable para reducir la pobreza, la desigualdad y generar los ingresos fiscales que aseguren la expansión del gasto social en favor de los más pobres y excluidos del país. La mayor inclusión social redundará en mayor inversión y crecimiento. En este círculo virtuoso apostamos decididamente.
La economía peruana muestra un sólido desempeño. Nuestro país creció más de 6% durante los últimos 12 meses y se mantiene como una de las naciones más dinámicas del mundo.
Los últimos indicadores confirman el buen desempeño de nuestra economía, sustentado en el crecimiento de la inversión y el consumo. Así, por ejemplo el sector construcción creció casi 15% en el primer semestre, la inversión privada lo hizo en cerca de 12%, la venta de vehículos familiares creció cerca de 50% y el crédito bancario al sector privado se expandió 16% anual y se ha incrementado en 20% la formación de nuevas empresas.
Por su parte, la inflación viene descendiendo y en los meses de mayo y junio fue cercana a cero. Prevemos que a fin de año la inflación se ubique dentro de la meta del Banco Central de Reserva, entre 1% y 3% anual.
Desde setiembre del año pasado se han venido adoptando medidas fiscales preventivas ante el deterioro del entorno internacional. Estas diferentes medidas que ascienden a poco más de S/.7 mil millones, han estado destinadas a acelerar la ejecución de la inversión pública descentralizada, obras de mantenimiento, compras estatales, medidas de apoyo al sector exportador, simplificación administrativa, pago de deuda social, entre otras.
Como parte de la cartera de inversión minera, mi gobierno ha concretado importantes inversiones en el último año como el proyecto Quellaveco (US$ 3000 millones) y la ampliación de Cerro Verde (US$ 4,000 millones). La cartera potencial de inversión minera asciende a alrededor de US$ 30 mil millones en los próximos 5 años.
Política Tributaria y Presupuestal
El desarrollo económico sostenido además de un crecimiento alto requiere de un aumento de los ingresos fiscales permanentes. En el campo tributario se han realizado cambios importantes. En primer lugar, a inicios del gobierno se estableció un nuevo esquema de imposición a la minería, el impuesto a las sobreganancias o gravamen minero, a fin de generar mayores ingresos y dedicarlos a aumentar la inversión social. Por este nuevo esquema se ha recaudado en lo que va del año S/ 1,246 millones, y estimamos al término del primer año de vigencia, que el Estado pueda beneficiarse con una cifra aproximada a 3000 millones de nuevos soles.
De otro lado, gracias al apoyo del Congreso de la República, se han adoptado un conjunto de medidas que nos permita alcanzar en el año 2016 una presión tributaria de 18% del PBI mediante la reducción significativa de la evasión, elusión y contrabando, ampliación de la base tributaria y fortalecimiento institucional a la SUNAT y al Tribunal Fiscal.
El Presupuesto Público es la herramienta principal para implementar la política redistributiva del Estado. En este sentido, fuimos enfáticos en priorizar, en el Presupuesto 2012, los sectores sociales e incluimos aumentos importantes en las áreas de salud y de educación.
Siendo respetuosos de las autonomías subnacionales, la coordinación continua y la asistencia técnica prestada por el gobierno central a los gobiernos regionales y locales, deben seguir perfeccionándose para asegurar que los recursos con los que contamos sean invertidos en obras de impacto, con probidad y en beneficio de la población.
De otro lado, las empresas públicas como PETROPERÚ, ENAPU, ELECTROPERÚ están siendo fortalecidas mediante un mejor gobierno corporativo, mayor transparencia, y rendición de cuentas. Vamos a incentivar la participación complementaria del sector privado en las mismas para el desarrollo de proyectos de inversión.
Inversión e infraestructura para el desarrollo
Todavía tenemos un largo camino que recorrer para dotar a los más pobres de agua, saneamiento, caminos, electrificación, escuelas, postas médicas. Esta enorme tarea requiere de un esfuerzo conjunto entre el sector público y el sector privado.
El Ministerio de Economía que encontramos estaba diseñado para administrar escasez y pobreza, hoy lo estamos transformando en un instrumento de inclusión social, con sensibilidad, descentralizado y capaz de administrar el crecimiento económico y hacer que éste llegue a todos los peruanos.
En este sentido, en relación al Sistema Nacional de Inversión Pública (SNIP) debo anunciar que, recogiendo las demandas y sugerencias de las autoridades regionales y locales, hemos introducido dos mejoras significativas que permitirán primero, incluir en la inversión pública aspectos como capacitación, asistencia técnica, asesoría de gestión y adopción de tecnología y; segundo, reducir a la mitad del tiempo el proceso de aprobación de proyectos. Esto hará posible que los casi 1,600 gobiernos locales con mayores necesidades, y que albergan alrededor de 12 millones de peruanos, puedan aprobar más rápidamente sus proyectos.
Adicionalmente, mi gobierno viene brindando capacitación y asistencia técnica para la priorización y ejecución de proyectos de inversión pública. Así, en el primer semestre de este año, la inversión pública declarada viable se incrementó en 130% respecto del mismo período del año anterior y ascendió a S/.22 mil millones.
Para reducir la brecha de infraestructura también requerimos del apoyo del sector privado para lo cual hemos lanzado un agresivo programa de concesiones por US$10 mil millones hasta el 2013.
Consideramos que la participación del sector privado en los proyectos de inversión pública de competencia regional y local es crucial para el desarrollo del país. En ese sentido, se ha aprobado un nuevo reglamento de la Ley de Obras por Impuestos que permitirá que el sector privado pueda proponer y financiar proyectos de alto impacto social.
Durante los últimos meses, se otorgó viabilidad a proyectos de irrigación importantes que ya empezaron su ejecución como Olmos, con una inversión de 600 millones de soles, Chinecas, con una inversión de S/.1430 millones; y Chavimochic III con una inversión de S/.2510 millones. Asimismo próximamente se le otorgará la viabilidad al proyecto Pasto Grande segunda etapa, con una inversión de S/.660 millones. Concretar el inicio de estos ansiados proyectos ha tomado en algunos casos más de 20 años y permitirá la incorporación de más de 100 mil nuevas hectáreas de alta productividad. También está próximo a iniciarse el proyecto Majes-Siguas el cual se efectuará bajo una modalidad bi regional.
Estamos trabajando también en 12 importantes obras de transporte terrestre para construir más de 500 kms. de carreteras que beneficiarán a más de 6 millones de peruanos en distintas regiones del país. Además se han instalado diferentes tipos de servicios de telecomunicaciones en 3,661 localidades rurales. Las inversiones en infraestructura vial y comunicaciones durante nuestro primer año de gestión han sido de más de 6,600 millones de soles y han generado más de 55,000 puestos de trabajo directos e indirectos.
Durante los próximos años y hasta el 2016 las principales obras en este sector incluirán la línea 2 del Metro de Lima, el pavimentado del 100% de la carretera Longitudinal de la Sierra, la construcción e instalación de 1,000 puentes en la red vial nacional y la interconexión de las 195 capitales de provincia del país con banda ancha, mejorando de manera sustancial la cantidad y calidad de las comunicaciones a nivel nacional. Estas inversiones se realizarán utilizando recursos públicos e incentivando las asociaciones público privadas.
Otro proyecto de enorme impacto regional y nacional es el Aeropuerto Internacional del Cusco. Anuncio al país que estamos iniciando, ahora sí de manera efectiva, el proceso de inversión para hacer realidad esta infraestructura aeroportuaria en el principal destino turístico del país. Para ello presento al Congreso el proyecto de Ley que faculta al Gobierno Regional del Cusco para la adquisición de los terrenos que requiera la obra.
La seguridad y la diversificación de la matriz energética son fundamentales para mantener un crecimiento sostenible e inclusivo. Estos dos objetivos se lograrán mediante la extensión de la red de gasoducto hacia el sur para asegurar la provisión de energía barata para los hogares y la industria, así como el desarrollo del Polo petroquímico. Este gran proyecto de infraestructura será financiado en una alianza público privada donde participarán Petroperú y Electroperú.
En este sentido, anuncio la presentación al Congreso de la República, de un Proyecto de Ley que habilita la convocatoria a licitación internacional y el financiamiento para la construcción del ducto de líquidos de etano, partiendo de Pisco para empezar a materializar el Polo Petroquímico. Este Proyecto permitirá además la construcción de un gasoducto que una Malvinas con Quillabamba, para afianzar la seguridad energética de nuestro país. Este nuevo proyecto es complementario al gasoducto andino del sur.
Todas estas iniciativas son posibles gracias a la recuperación del Lote 88 para el mercado interno, reivindicación nacional que se ha realizado respetando la seguridad jurídica y las inversiones, a través del diálogo.
Es importante enfatizar que impulsaremos el fortalecimiento de nuestras empresas públicas como PETROPERÚ, ENAPU, ELECTROPERÚ, mediante un mejor gobierno corporativo, mayor transparencia y rendición de cuentas, impulsando la participación complementaria del sector privado en las mismas, para el desarrollo de proyectos de inversión. Iniciativa a resaltar es que PETROPERU participará en la explotación de los lotes petroleros que se sacarán a licitación a través de PERU PETRO, tanto en aquellos contratos que están venciendo, como en los nuevos lotes por licitar. Así mismo, la modernización de la refinería de Talara será una realidad.
Sistema financiero y previsional
A fin de generar mayor inclusión y bienestar para los trabajadores mi gobierno ha promulgado la Reforma del Sistema Privado de Pensiones. La reforma promueve una mayor cobertura al acceso a la pensión, con lo cual más de 2 millones de trabajadores se incorporan a un sistema mucho más eficiente y justo, buscando insertar una cultura previsional en el país.
Por otro lado, estamos impulsando la reforma del mercado de capitales como herramienta de inclusión financiera, para incrementar las fuentes de financiamiento para todas las empresas, sobre todo las pequeñas y medianas, y las oportunidades de ahorro para todos los ciudadanos. En el transcurso de la presente legislatura presentaremos un Proyecto de Ley para ampliar el acceso al mercado de capitales a las pequeñas y medianas empresas e incrementar sus opciones de inversión.
A través del Banco de la Nación se viene implementando una serie de medidas, incluyendo: la instalación de 150 agentes financieros (Multired) en el VRAEM y el Alto Huallaga que beneficiará a más de 600 mil pobladores; bancarización de la Selva y el Altiplano con agencias flotantes en naves de la Marina de Guerra; y agencias temporales en pueblos donde existen ferias dominicales con más de 2000 mil personas. Todas estas medidas facilitarán el acceso a servicios financieros a miles de peruanos.
Competitividad y Diversificación Productiva
Alcanzar el objetivo de ser una de las economías de mayor crecimiento en el mundo y mayor inclusión social requiere esfuerzos decididos para convertirnos en un país más productivo, competitivo y menos dependiente de los recursos naturales.
Mi gobierno presentó durante el pasado mes de febrero, la Agenda de Competitividad 2012 – 2013 la cual tiene como reto implementar 60 metas en líneas estratégicas que incidirán directamente en la productividad de nuestras empresas, principalmente las MYPEs, y por lo tanto en su crecimiento. A cinco meses de la aprobación y presentación de dicha Agenda, ya tenemos un avance de cerca de 60% de lo previsto para este año.
Incentivar la innovación tecnológica es una prioridad. Mi Gobierno incidirá fuertemente en este aspecto y hemos dispuesto una inyección de US$100 millones bajo el mecanismo de fondos concursables para proyectos empresariales de innovación. Con ello buscamos contribuir a innovación y la agregación de valor. Esto se hará con la segunda fase del Programa de Ciencia y Tecnología de la Presidencia del Consejo de Ministros. En esta misma línea hemos aprobado incentivos tributarios para la investigación y desarrollo y realizaremos la Encuesta Nacional de Innovación en el sector manufacturero, buscando el mayor desarrollo productivo de este vital ámbito de nuestra economía.
Hemos trabajado instrumentos para el desarrollo productivo, basado en incentivos para la asociatividad empresarial, programas para asistencia técnica y tecnológica empresarial, así como programas de articulación empresarial entre empresas grandes y MYPE.
Asimismo, para extender la diversificación productiva en la economía, hemos dispuesto el fortalecimiento del Sistema Nacional de Calidad Productiva, entre otras acciones, a través de la estandarización de procesos, productos y servicios, que permitirán mejorar la competitividad de nuestros productos en los mercados internacionales y fomentar la transferencia tecnológica.
Desarrollo pesquero y agrario
Estamos comprometidos con la promoción de una pesquería sustentable, así como el fortalecimiento de la actividad pesquera artesanal. Se ha llevado a cabo el primer censo nacional de la pesca artesanal en el ámbito marino cuyos resultados nos permitirán diseñar mejores políticas públicas en este sector.
Buscando la competitividad con nuestros recursos pesqueros, estamos enviando un Proyecto al Congreso de la República para crear un Organismo Técnico Especializado adscrito al Ministerio de la Producción para que se encargue de la Sanidad Pesquera. Será un nuevo SANIPES. El país necesita una nueva autoridad que asegure la calidad de lo que se produce y consume, que nos permita acceder a nuevos mercados de forma rápida y permanente.
La modernización del sector agrario es vital para hacerlo más productivo e inclusivo. La concentración de esfuerzos de mi Gobierno será mejorar la productividad y la competitividad del agro. Promoveremos la defensa de la biodiversidad y de la agricultura orgánica.
Se focalizará el apoyo a este sector en la provisión de bienes públicos agrarios como el estímulo de la innovación agraria, la inversión en infraestructura agraria (construcción de reservorios, canales de irrigación, entre otros) y provisión de servicios y financiamiento a través del AGROBANCO para pequeños agricultores para lo cual recientemente se capitalizó a esta institución con S/.100 millones. Finalmente, para el mejor desarrollo de políticas públicas en el sector se viene desarrollando el Censo Agrario.
Estamos poniendo especial énfasis en infraestructura de riego para beneficiar a 600 mil familias campesinas y pequeño productoras a través de la ejecución de 2400 proyectos, además de la construcción de 336 pequeños y medianos reservorios en los próximos años. Adicionalmente, al final de mi gobierno habremos construido 7 grandes reservorios que favorecerán la irrigación de 105 mil hectáreas. Esto materializa la importancia que este gobierno le da al Agua como fuente de vida y motor del desarrollo.
Comercio exterior
En los aspectos relacionados con la facilitación del comercio, se ha mejorado la regulación aduanera, con el propósito de eliminar restricciones legales para el uso de los mecanismos de despacho.
En el tema de promoción comercial se ha implementado medidas relacionadas con mecanismos de financiamiento para la exportación, garantías para crédito a los exportadores MYPE, la agilización en la implementación de un mecanismo de certificación para los operadores aduaneros, y el fortalecimiento de las agencias relacionadas con el comercio exterior en el marco de la Ventanilla Única de Comercio Exterior, así como las oficinas comerciales en el exterior. Estas medidas cobran una particular importancia en la actual coyuntura internacional que nos obliga a apoyar a nuestras empresas exportadoras, especialmente a las pequeñas y medianas.
La perspectiva futura en relación al comercio, es profundizar las relaciones con los socios de la Alianza del Pacífico, la CAN, UNASUR, así como culminar las negociaciones del Acuerdo Comercial Transpacifico (TPP), con el propósito de asegurar el acceso de los productos peruanos a dichos mercados.
La Marca Perú, embajadora de nuestros productos y de las maravillas del mundo que están en nuestro país, viene acompañando la intensa actividad comercial y turística que hace al mundo percibirnos como un lugar especial y encantador que tiene mucho que ofrecer.
Somos sin duda un país en evolución que está pasando por un buen momento, y así lo demuestran nuestras cifras de exportaciones totales, las mismas que alcanzaron de agosto a diciembre del 2011 la suma de 20 mil millones de dólares, es decir, 20% más que lo alcanzado en el mismo período del año anterior.
Similar tendencia mostraron las exportaciones no tradicionales que crecieron en un 32% respecto al año anterior. Para el 2016 esperamos alcanzar 86 mil millones de dólares en exportaciones totales; que se tripliquen las exportaciones no tradicionales; y que se duplique el número actual de PYMES exportadoras, contribuyendo con ello a la inclusión social.
En el campo del turismo, hemos seguido creciendo y recibiendo más turistas, esperando al 2016 la llegada de 3 millones y medio de turistas internacionales. Queremos que el turismo sea un negocio para todos, por eso estamos promoviendo la inclusión de pequeñas, micro empresas y emprendimientos comunales; fortaleciendo destinos como Kuelap y Selva Central, y diseñando nuevas rutas.
Formalización e Inclusión Económica
La informalidad es uno de los elementos característicos de nuestra estructura productiva.
Mi Gobierno impulsará la implementación de incentivos a las empresas informales para su formalización a través de instrumentos que aseguren el acceso a los mercados, asistencia técnica para su gestión empresarial, asociación e innovación; y la articulación empresarial entre ellas y las empresas de mayor tamaño.
El impulso de la MYPE para su formalización es vital para sostener la diversificación productiva. Muestra del compromiso de mi gobierno con este sector, es el trabajo que se viene desarrollando con el emporio de Gamarra a través de la Estrategia Multisectorial recientemente implementada. Además, el Programa Coopera Perú, otro esfuerzo multisectorial que convoca al sector privado, permitirá generar la demanda necesaria para que productores, como los del VRAEM, tengan mercados para sus productos.
Una mención especial merece el proceso de formalización de la minería informal en todo el país donde trabajamos de la mano con los gobiernos regionales. Hasta la fecha han empezado a formalizarse alrededor de 20 mil mineros artesanales quienes ya cuentan con el RUC.
En abril, cuando se rescató a nueve mineros informales que estuvieron a punto de perder la vida en el distrito Rosario del Yauca, en Ica, me dirigí a ellos invocándoles a que se formalicen y eviten poner su vida otra vez en peligro. Esta es una de las razones por la que estamos avanzando en la formalización de los mineros artesanales: la preservación de la vida de miles de compatriotas.
3. SEGURIDAD CIUDADANA, LUCHA CONTRA EL NARCOTRAFICO Y ACTIVIDADES ILICITAS
Son varios los indicadores que señalan a la inseguridad ciudadana como el problema central para la vida cotidiana de todos los peruanos. Para el ciudadano de a pie esta situación se expresa de la manera más sencilla, pues requiere transitar, comprar, vender, llevar a los hijos al colegio, viajar y trabajar con una sola y elemental condición: hacerlo en paz y tranquilidad, no ser agredido, asaltado, vejado o amenazado.
Nuestro objetivo es darle a nuestras fuerzas del orden un nuevo rostro, más cercano a la población, más atento a sus necesidades, con mejor equipamiento. Hemos iniciado un ambicioso programa de mejoramiento de comisarías, destinando 600 millones de nuevos soles. Además, estamos mejorando los sistemas de comunicación con la adquisición de la central de comunicaciones única que permitirá la comunicación en línea con MINSA, bomberos, Defensa Civil, Municipalidades, entre otros, para proporcionar mayor seguridad a la ciudadanía.
Adicionalmente, he dispuesto que las instalaciones policiales que se encuentren en campamentos o en propiedad de empresas privadas sean retiradas progresivamente en la medida que se cuenten con locales adecuados para su funcionamiento y servicio a la comunidad.
El Sistema penitenciario también necesita una atención especial. El sistema ha crecido en 12 mil presos más en solo un año. Por ello se ha declarado en emergencia al INPE con el objeto de dictar medidas excepcionales para el mejoramiento de las condiciones de seguridad de los Establecimientos Penitenciarios de todo el país.
Se viene también combatiendo el hacinamiento y la corrupción. En este sentido se han iniciado los procesos de dos nuevos penales en Cochamarca (Pasco) y Chincha, efectuándose procesos de inversión privada de obras por impuestos con el concurso de los gobiernos regionales.
Se aprobó el Reglamento de la Ley de Carrera Especial Pública Penitenciaria, que implica un cambio sustantivo en el personal, con incremento de sueldos y un sistema de carrera para los servidores. El 20% del total del personal del INPE ingresará al nuevo régimen lo que implicará un sustantivo aumento de remuneraciones.
El tema de la seguridad ciudadana nos convoca a todas las autoridades locales, regionales y nacionales. Por ello, desde el Consejo Nacional de Seguridad Ciudadana que mi gobierno ha implementado continuaremos realizando nuestros mayores esfuerzos buscando estructurar órganos más operativos, para combatir el flagelo de la criminalidad y la delincuencia.
Otros dos problemas de prioritaria atención son, sin duda, el narcotráfico y el terrorismo. El Estado debe ser capaz de defender a sus ciudadanos frente a estas amenazas internas, y esto implica un trabajo conjunto con todas las fuerzas vivas de la nación. Ninguna estrategia puede ser viable sin el involucramiento de toda la clase política, del sector privado y la sociedad civil pues, estos flagelos se hacen fuertes en medio de la complicidad y la desidia. Si algo distingue a mi gobierno, es su firme decisión de enfrentar de manera frontal, hasta su derrota definitiva al narcotráfico y el terrorismo.
En lo que va del gobierno, hemos logrado pacificar el Alto Huallaga, y ahora nos encontramos en la tarea de consolidar este proceso materializando la presencia del Estado de Derecho a través de la ejecución de proyectos e infraestructura que nos permita poner en valor esta zona para el beneficio de sus habitantes.
Hasta el momento, se ha realizado la captura de 136 delincuentes-terroristas entre ellos importantes mandos y líderes en las zonas del VRAE y Alto Huallaga. Debo destacar, en ese sentido, la captura del cabecilla Florindo Eleuterio Flores (a) “Artemio”, y la ejecución de numerosas operaciones y acciones militares-policiales orientadas a desarticular la estructura de los delincuentes-terroristas.
En lo que respecta al VRAEM, vamos a perseverar en la ruta de acabar con la amenaza del narco tráfico y el terrorismo en esta región. Además de la acción de las FFAA y Fuerzas policiales, hemos comenzado a desarrollar un plan para acercar el Estado a las comunidades. He dado instrucciones a todas las dependencias públicas para reforzar su actividad en el VRAEM llevando más programas de salud, desarrollo alternativo, educación, vivienda e infraestructura a fin de que las poblaciones sientan que tienen nuevas oportunidades para progresar.
En este marco, en el VRAEM dispuse que el Banco de la Nación acercara los servicios financieros a las zonas de Llochegua, Pichari, Palmapampa, entre otras localidades. Este Plan de Bancarización, combinado con la presencia de comisarias en las zonas nos permitirá hacer efectiva la presencia del Estado donde antes nunca estuvo. En el Huallaga la tarea es consolidar la pacificación lograda, añadimos a la presencia de los programas estatales, de las comisarías y el acceso a los servicios financieros ofrecidos por el Banco de la Nación, un programa de instalación de puentes a lo largo del rio Huallaga que facilitará el tránsito de los pobladores y su producción.
En el terreno operativo, estamos mejorando los aspectos de logística, equipamiento y personal. Estamos priorizando la presencia de personal militar profesional para las acciones operativas e incorporando nuevas bases contraterroristas en zonas estratégicas, entre otras acciones.
La vinculación de la violencia terrorista con las actividades del narcotráfico hace más compleja la intervención estatal, pues requiere de acciones integrales y multisectoriales. Desde esta perspectiva, las acciones de interdicción han permitido la destrucción de pozas de maceración y de alrededor de 1200 laboratorios de procesamiento; el decomiso de 8500 kg de PBC, 9300 kg de clorhidrato de cocaína.
Una atención especial y focalizada merecerá el control de los insumos químicos necesarios para la elaboración de la droga pues estamos convencidos que sin ellos el narcotráfico se verá seriamente afectado. Requerimos el concurso del sector industrial productor de estos insumos para que ajuste sus niveles de producción de manera tal que la misma no sea derivada hacia quienes la usan con fines delictivos. En lo que va de la gestión, hemos incautado más de 1 millón de kg de insumos químicos necesarios para la producción de drogas.
Estamos realizando acciones más eficaces para controlar el lavado de activos. Cabe mencionar la operación Alas, donde se incautó bienes por un monto de 43 millones de dólares; el caso “Alanya” donde se recuperó bienes por 40 millones de dólares, y el caso “Bokassa” donde se incautó inmuebles, predios, y vehículos, por 100 millones de dólares.
Pero también luchamos contra la minería ilegal, porque no debemos permitir que el mercurio, el cianuro y los combustibles ingresen irregularmente a diversas regiones de nuestra geografía para contaminar sus bosques, ríos y la alimentación de sus habitantes. No podemos seguir indiferentes a la destrucción de alrededor de 20 mil hectáreas de bosques en Madre de Dios, una de las reservas de la biodiversidad del planeta. La minería ilegal afecta también los valles costeños y andinos. Es imperativo cambiar esta situación y hemos comenzando a hacerlo. Se ha elaborado un nuevo marco legal que ahora toca implementar.
Teniendo en cuenta que en los últimos años, los niveles delictivos y de inseguridad se han incrementado notablemente, ha llegado el momento de tomar decisiones inmediatas para avanzar en la construcción de un marco legal que permita resultados concretos y evitar que la criminalidad y la delincuencia avancen. Así como, optimizar las competencias de los sectores interior y defensa e implementar órganos que contribuyan a la protección de los derechos fundamentales del personal militar y policial en el marco de la sacrificada labor que desarrolla y en la supervisión de los deberes del Estado.
Es por ello que solicitaremos al Congreso de la República que nos otorgue facultades para legislar en materia de lucha contra la delincuencia, criminalidad organizada, seguridad ciudadana y defensa nacional.
Estoy seguro que en esta iniciativa, tendremos también la comprensión y el apoyo necesario de la mayoría de congresistas de la República.
La ardua y compleja labor de nuestra Policía Nacional y Fuerzas Armadas en la lucha contra la inseguridad, el terrorismo, el narcotráfico y demás actividades ilícitas exige al Estado la mejora de las condiciones en el personal dotándolo de capacitación especializada como la lograda para los jóvenes del servicio militar voluntario mediante convenios con institutos tecnológicos. Igualmente se han asignado 1,000 becas 18 para los licenciados en el presente año y aumento de propina en aproximadamente 60%.
En esta línea de apoyar al capital humano de nuestras FFAA y Policía Nacional, hemos establecido una nueva escala remunerativa que permita cumplir con los anhelos de nuestro personal y sus familias. Presentaremos al más breve plazo el Proyecto de Ley que estoy seguro contará con el apoyo mayoritario de este Congreso.
4. REFORMA DEL ESTADO Y GOBERNABILIDAD DEMOCRATICA
Reforma del Estado
Uno de los compromisos claves de nuestro gobierno es reformar y modernizar el aparato estatal para seguir avanzando en el objetivo de implementar una gestión pública basada en resultados, que sirva como vehículo para mejorar la capacidad redistributiva del Estado y ponerlo al servicio del ciudadano.
En este primer año, hemos inaugurado una nueva forma de hacer gobierno al acercar el Estado a los ciudadanos y pobladores del Perú, comenzando por la zonas más recónditas y aisladas del país. Todo ello en cumplimiento de lo que ofrecí en este mismo hemiciclo para cerrar la brecha entre el Perú urbano y el Perú rural.
En este sentido, estamos trabajando de manera ardua, con todos los gobiernos regionales, provinciales y distritales, en reuniones periódicas en Palacio de Gobierno. En lo que va de mi gestión, he recibido ya a 24 de las regiones del Perú en las denominadas reuniones Ejecutivo-Ejecutivo, en las que acompañado de los Ministros de mi gabinete, acordamos un conjunto de acciones para la implementación de programas de desarrollo en beneficio de los compatriotas que habitan en sus distintas jurisdicciones.
Esta positiva línea de acción del gobierno central será continuada con la realización de los Consejos de Ministros Descentralizados, tal como lo hemos hecho recientemente en Iquitos, Loreto y en Omate, Moquegua. En ambas ocasiones, acompañado de todo el gabinete ministerial, pudimos atender in situ las necesidades de dichas regiones del Perú, conjuntamente con sus autoridades derivando en una agenda de desarrollo regional cuyo cumplimiento estricto demando a cada uno de los titulares de los sectores convocados.
Estamos avanzando en agilizar y modernizar procesos con algunos hitos importantes que ya podemos mostrar:
Por un lado, se ha profundizado y acelerado el alcance del Presupuesto por Resultados. Con el primer presupuesto de nuestro gobierno superamos una cobertura del 40% del gasto no financiero ni previsional, y este año estaremos por encima del 50%, manteniendo nuestra meta de llegar al 100% al final de nuestro mandato.
La simplificación de trámites y procesos tiene en el Gobierno Electrónico a una herramienta clave. Es una prioridad interconectar a todas las entidades del Estado para facilitar un servicio de calidad, así como respuestas predecibles y transparentes para el ciudadano. Estamos implementando servicios en línea para facilitar al ciudadano constituir empresas, obtener licencias de funcionamiento municipal, llevar sus registros contables, pagar impuestos, hacer transacciones de comercio exterior a través de una ventanilla única y finalmente resolver sus disputas comerciales en el poder judicial de manera rápida y predecible. Hasta el momento 30,260 pequeñas empresas se han formalizado con este instrumento.
Estamos convencidos de que no se logrará la verdadera reforma del Estado mientras no se enfrente la problemática de los recursos humanos del sector público. En tal sentido, estamos diseñando una planilla única para todo el Estado, que facilite la gestión de estos recursos. Además, se ha implementado un régimen especial para los profesionales especializados mediante la Ley No 29806, que permite una retribución acorde con sus capacidades, limitando la fuga de talentos del sector público y creando un incentivo para atraer a gestores de primer nivel.
Esta última medida es complementaria a una de las políticas más importantes que este gobierno va a impulsar: la Reforma del Servicio Civil. En efecto, estamos elaborando un Proyecto de Ley para una Nueva Carrera Pública que estará basada en la meritocracia y la evaluación de desempeño.
Todo esto será complementado con la creación de la Escuela Nacional de Administración Pública, cuyo diseño se está culminando y que servirá como fuente de formación y consolidación de futuros funcionarios capaces y comprometidos con el desarrollo del país.
Lucha contra la corrupción
Un aspecto a tener en cuenta es el tema de las compras de bienes y servicios del Estado. La corrupción que enfrentamos hoy está extendida desde el ámbito privado, buscando contaminar las adquisiciones y contando para ello con la complicidad de malos funcionarios en todos los niveles de gobierno. Por ello, quiero aquí dirigirme a todos los ciudadanos del país para que me acompañen en limpiar al Estado, para que me ayuden a que las malas autoridades, sea quien sea, no trabajen más en la administración estatal. Denuncien los casos de corrupción, yo estaré con ustedes y el Estado los protegerá. Acabemos de una vez con este mal que nos afecta.
Hemos aprobado recientemente cambios a la Ley de Contrataciones, con el objeto de hacer que los procesos de adquisición tengan mayores seguridades en el ámbito de la probidad y sean más transparentes y eficientes. Además, hemos aprobado recientemente por decreto legislativo la inhabilitación para contratación pública de aquellas personas naturales o jurídicas que hayan defraudado al Estado.
Como parte de la estrategia del gobierno de lucha contra la corrupción, se han creado los Registros de la Corrupción, para identificar a los funcionarios Procesados, Condenados y/o prófugos de la justicia y el Registro de Reparaciones Civiles No Pagadas.
Entró en funcionamiento la Unidad de Análisis Financiero dentro de la Procuraduría Especializada Anticorrupción, para ubicar el patrimonio ilícito de las personas investigadas y sometidas a procesos por delitos de corrupción a fin de garantizar las reparaciones civiles y la restitución del patrimonio del Estado.
Se creó el Observatorio de la Corrupción como una unidad especializada en el registro y control de la información de la Procuraduría y de investigación de los casos bajo su ámbito.
Se promulgó la nueva Ley de Lavado de Activos, que es precursora en la materia pues no requiere la existencia de un delito preexistente y que fortalece de modo importante la Unidad de Inteligencia Financiera. La Ley también ha puesto límites en el ingreso y salida de dinero al país, el cual solo podrá usar los circuitos financieros, para poder controlar mejor estos movimientos. De igual modo, se aprobó una nueva Ley de Pérdida de Dominio, incorporando en este mecanismo a los delitos de corrupción.
Se obtuvo luego de muchos años la orden judicial para la repatriación de más de 15 millones de dólares del reo Vladimiro Montesinos ubicado en cuentas en Luxemburgo.
Se ha iniciado la política de recuperación de activos del Estado luego de descubrir que los corruptos le debían al país más de mil millones de nuevos soles de los cuales solo han pagado la irrisoria suma de 10 millones, es decir, el 1% de todo lo que fue dispuesto por sentencias firmes del Poder judicial. La Procuraduría Anticorrupción y los Procuradores del Estado, vienen tomando medidas concretas, como el embargo de bienes que ya se está realizando, destinadas a que no exista impunidad y el Estado cobre efectivamente lo que se le debe y si no es posible, porque los corruptos han ocultado su patrimonio, se aplique la muerte civil.
Para ello hemos presentado un proyecto de ley que esperamos pueda ser aprobado pronto por el Congreso, para que ningún corrupto vuelva a infiltrarse en el estado o postule a un cargo público.
5. JUSTICIA SOCIAL Y DERECHOS HUMANOS
Un gobierno comprometido con la inclusión social no puede eximirse de la tarea de promover al mismo tiempo el respeto por los derechos fundamentales de todos sus ciudadanos y reconocerlos como sujetos de derechos. Este gobierno viene formulando una NUEVA política en materia de DDHH y ha creado el nuevo Ministerio de Justicia y Derechos Humanos.
Reconociendo el derecho de los pueblos indígenas, aprobamos la Ley de Consulta Previa, primera ley en el mundo en su tipo. Mi gobierno tiene una gran expectativa en cómo esta ley cambiará el escenario del diálogo en el país, a efectos de escuchar a quienes nunca fueron escuchados. Esto ha sido reconocido por las Naciones Unidas y La Comisión Interamericana de DDHH.
En una clara determinación de las políticas de reparaciones a las víctimas de la violencia, mi Gobierno decidió que en este ejercicio se cuente con el presupuesto más grande e histórico en esta materia, pues se asignó 140 millones de nuevos soles. Atenderemos así este año a 21 mil víctimas y 223 comunidades inscritas en el Registro Único de Víctimas.
De otro lado, se viene fortaleciendo la defensa del Estado peruano ante la Corte Interamericana de Derechos Humanos y se ha puesto especial énfasis en el Caso Chavín de Huántar. En esta tarea he instruido que se garantice la defensa del Estado en los términos más adecuados y firmes, por lo que se viene efectuando un esfuerzo importante.
El acceso a la justicia es un derecho fundamental. Mi gobierno ha venido desplegando una decidida acción para hacer realidad este derecho, iniciando un nuevo programa de atención a víctimas de delitos. Hemos iniciado a partir de enero del 2012 la defensa de víctimas afectadas por delitos violentos que no contaban con recursos económicos para su defensa. A la fecha ya hemos atendido a más de mil personas y esperamos que ello crezca en la medida que se conozca más este servicio.
Un tema de especial preocupación personal, es el de las mujeres y niños afectados por el incumplimiento del pago de pensiones de alimentos. A la reciente aprobación de una extradición por delito de omisión de asistencia familiar, se suma el esfuerzo que están realizando abogados del Estado en todo el país, para apoyar a las víctimas en situación de abandono. En esta tarea ya se ha obtenido la pensión para casi 3 mil niños y se continuará en todo el país, por lo que exhorto a los padres a cumplir con su responsabilidad.
En el campo de los Derechos Laborales, hemos cumplido con elevar el Salario Mínimo Vital, de 600 a 750 nuevos soles.
Parte del compromiso del Estado Peruano con los ciudadanos, es resguardar que las inversiones y el contexto de crecimiento que vivimos desde hace unos años, se conviertan en oportunidades para desarrollar empleos con seguridad social, mejores ingresos y respeto por los derechos laborales. Nuestro compromiso, es el de defender y promover el trabajo decente de los adultos, evitando así que el futuro de miles de niños, niñas y adolescentes, quede hipotecado por tener que trabajar.
En ese sentido, me manifesté en la última Conferencia Internacional del Trabajo realizada en Ginebra en junio pasado, al anunciar la voluntad del Perú de erradicar el trabajo infantil, a través de una política intersectorial para el retiro de niños, niñas y adolescentes de trabajos peligrosos y de las peores formas de trabajo infantil.
Nos interesa como gobierno que el diálogo y la ley sean los mecanismos para solucionar todo tipo de conflictos, por eso hemos aprobado la Política Nacional en materia de Prevención y Solución de Conflictos Laborales, para prevenir y canalizar adecuadamente los conflictos que no hayan podido ser prevenidos y se logre una solución armoniosa para los actores laborales.
Asimismo, hemos reglamentado la Ley de Seguridad y Salud en el Trabajo para promover la cultura de la prevención de riesgos laborales.
Esperamos que el Congreso de la República apruebe la creación de la Superintendencia Nacional de Fiscalización Laboral para fiscalizar el cumplimiento del ordenamiento jurídico laboral y de seguridad y salud en el trabajo.
6. DESARROLLO SOSTENIBLE, MEDIO AMBIENTE Y PAZ SOCIAL
Nuestro país es reconocido mundialmente por su megadiversidad y por ser el habitat de cientos de especies de fauna y flora originaria. A esta condición privilegiada, se une la extraordinaria riqueza en recursos minerales y en hidrocarburos, que han generado la intensa actividad extractiva que se desarrolla en nuestro país. Esto nos exige diseñar e implementar un nuevo enfoque en el relacionamiento de las actividades extractivas con el ambiente, el aprovechamiento de los recursos naturales, la gestión equilibrada del territorio y el uso racional de los recursos hídricos.
Para lograrlo, es fundamental contar con una mejor normatividad que asegure la gobernabilidad ambiental, la modernización de los instrumentos de gestión, su adecuación a nuestra nueva realidad económica, social, cultural, y la fiscalización ambiental en todas las operaciones.
Tal como anuncié al país el 20 de abril de este año, mi gobierno se comprometió a actualizar y complementar la normatividad ambiental con miras a construir una nueva relación con las actividades extractivas, teniendo al Estado como garante del bienestar colectivo.
Para tal fin se conformó la “Comisión Multisectorial orientada a mejorar condiciones en industrias extractivas”, la misma que nos ha entregado ya la propuesta de reformas normativas, agrupadas en ejes estratégicos orientados a asegurar un Estado soberano y garante de derechos; promover la gobernanza en el acceso y aprovechamiento de los recursos naturales y garantizar la mejora de la calidad de vida de peruanas y peruanos en un ambiente sano.
En este primer año hemos enfrentado serios problemas ambientales, los que todavía están requiriendo importantes esfuerzos del Estado para garantizar derechos y confianza ciudadana. Desde el gobierno somos conscientes, además, de la persistencia de un descontento social que hunde sus raíces en las expectativas insatisfechas de un gran sector de la población que aspira, comprensiblemente, a una mejora en su calidad de vida.
La conflictividad social se explica por diversos factores, algunos de carácter estructural y otros vinculados a la incapacidad de nuestro sistema político para procesar por canales democráticos las demandas sociales. En algunos casos, la mala relación con las comunidades circundantes y la falta de responsabilidad social y medioambiental, con que han operado algunos agentes económicos en el pasado están en la base de los conflictos que hoy nos preocupan a todos los peruanos.
Ese fue el escenario que encontramos. El desafío hoy es superar la cultura del conflicto para sembrar en su reemplazo los hábitos de la tolerancia, el respeto mutuo y el diálogo, sin mengua de la observancia a la ley y al principio de autoridad.
A mayo del presente año, el 74% de los conflictos activos en el país corresponden al tipo socio-ambiental, por lo que el adecuado diseño y cumplimiento de reglas que promuevan el uso responsable y equitativo de los recursos naturales y el cuidado del medio ambiente son asuntos de la máxima importancia para el país. El agua, en particular, constituye una prioridad del más alto nivel para mi gobierno.
Como señalé en el mensaje del 22 de junio pasado, mi gobierno no permitirá el desarrollo de ningún proyecto extractivo que exponga a la población al desabastecimiento de agua o que no tenga los estándares de calidad permitidos para el consumo humano.
En la misma línea requerimos construir un marco jurídico y una política estatal que armonice las actividades extractivas con los legítimos intereses de preservar los recursos naturales: Propongo al Congreso de la República un Proyecto de Reforma Constitucional a fin de reconocer en la Constitución el Derecho fundamental al agua.
Hemos dado un gran paso con la aprobación de la Ley y el Reglamento de Consulta Previa para escuchar a las comunidades, y estamos elaborando una norma sobre el ordenamiento territorial buscando la puesta en valor de los recursos, el respeto de los derechos ancestrales y la mejora de la calidad de vida.
Para atender la problemática social, vamos a establecer el sistema nacional de prevención y gestión de conflictos, para lo cual la actual Unidad de Conflictos de la PCM se transformará en el más breve plazo en una Dirección General con representación en todo el territorio nacional a través de convenios con los Gobiernos Regionales.
Es posible tener una minería con licencia ambiental y social. Más aún, hemos avanzado en la resolución de conflictos a través del diálogo y en la construcción de confianza en los casos del proyecto minero de Quellaveco, en Moquegua, y de la provincia de Espinar, en Cusco; alcanzando consensos entre el sector privado y las comunidades, con el concurso constructivo del gobierno regional y nacional.
Otro gran desafío que enfrentamos como sociedad es el cambio climático, y para ello resulta indispensable realizar las acciones para mitigar sus efectos y adaptarnos a los cambios. Las modificaciones del clima en nuestro país están afectando ya a las comunidades campesinas en las zonas altoandinas. Por este motivo, mi gobierno está tomando las medidas adecuadas para reducir la emisión de gases de efecto invernadero en un 37,5% con respecto a las emisiones del año 2000. Este año las hemos reducido en 5%, pero debemos tener metas ambiciosas si es que vamos a hacer la diferencia.
Las acciones para mitigar los efectos negativos del cambio climático pasan por tomar medidas para prevenir las pérdidas humanas y materiales en caso de desastres como inundaciones, heladas o “friajes”. Para eso debemos estar preparados. Hemos iniciado el fortalecimiento de la institucionalidad estatal en este campo. Lo primero fue crear un fondo de garantía por 40 millones de soles para el agro y un seguro agrario destinado a cubrir los daños a los pequeños agricultores en zonas alto andinas.
Luego, a través de INDECI, hemos tomado las medidas para proteger a los habitantes en las zonas prioritarias vulnerables a los efectos de heladas y friajes. Este año hemos atendido a 250 mil personas, y vamos a ampliarlas hasta llegar a los 6 millones de peruanos y peruanas que habitan en zonas vulnerables. Hemos lanzado el Programa “ABRIGA PERU”, destinado a cubrir las necesidades de abrigo de menores de 5 años y mayores de 64 en las zonas alto andinas.
El Perú está en una zona sísmica. Los estragos del terremoto del 2007 en Pisco, Chincha, Nazca e Ica y la zona sur del país aún están presentes en nuestra memoria. Para apoyar en su reconstrucción, desde agosto del 2011, se han culminado más de 200 proyectos en todos los sectores con una inversión de 270 millones de soles, encontrándose en ejecución otros 75 proyectos que representan una inversión superior a los 350 millones de soles.
7. RELACIONES INTERNACIONALES
Somos un gobierno integracionista y estamos convencidos de que América Latina, y en particular América del Sur, tienen hoy una responsabilidad histórica que no podemos desaprovechar. Solos, podemos avanzar más rápido, pero juntos podemos avanzar mejor y más lejos.
El proceso de delimitación marítima con Chile que se sigue en la Corte Internacional de Justicia corresponde a una política de Estado y la vocación pacifista del Perú. La solución de ésta, que es la última controversia pendiente de límites, permitirá fortalecer las relaciones con Chile en sus múltiples dimensiones, tal como lo acaba de resaltar un importante grupo de personalidades de los dos países encabezados por Mario Vargas Llosa y Jorge Edwards.
Ratifico que el Perú acatará la sentencia de la Corte de Justicia de La Haya y me satisface que este compromiso solemne también haya sido asumido por el Presidente de Chile. En relación al desplazamiento de minas a raíz del fenómeno natural ocurrido en la Quebrada de Escritos, el 20 de febrero de este año, los Gobiernos del Perú y de Chile hemos convenido en que una entidad humanitaria noruega de reconocido prestigio realice las tareas de desminado. Dicha fórmula no afecta la soberanía del Perú ni la plena vigencia del límite establecido conforme al Tratado de 1929.
Hemos logrado estrechar aún más nuestros lazos con nuestros hermanos de América del Sur, profundizando el comercio, la cooperación en el ámbito social, migratorio, educativo, energético, entre otros.
Con nuestros socios andinos hemos iniciado una profunda reingeniería de la Comunidad Andina y estamos fortaleciendo nuestros vínculos con el MERCOSUR, conscientes que cada uno de estos procesos contribuye a la consolidación de UNASUR, cuya Presidencia Pro Tempore hemos asumido el 30 de junio pasado.
El Perú ha firmado la constitución de la Alianza del Pacífico, a la cual el Uruguay y otros países han solicitado ya integrarse como observadores.
La proyección internacional del Perú, más allá de América Latina, se ha visto reforzada con nuestra participación en la última Asamblea General de Naciones Unidas y en la Cumbre de APEC, en la que el Perú fue presentado como una de las tres economías emergentes del Asia-Pacífico.
Los viajes de la delegación peruana a España, Suiza, Corea, Japón y Alemania han servido al mismo propósito de contribuir al incremento de las inversiones y el comercio para favorecer al desarrollo con inclusión social. Regresamos de Davos con la propuesta de realizar el Foro Económico Regional de América Latina en Lima en abril del próximo año.
La visita al parlamento europeo ha estado destinada a asegurar la aprobación del Acuerdo Multipartes.
Finalmente, la participación en la Cumbre de Río +20 en Río de Janeiro, sirvió para presentar a la comunidad internacional nuestra nueva política de recursos naturales enmarcada en una visión ambiental y social, inclusiva y sostenible.
Estamos abriendo además nuevos horizontes para el Perú. En octubre próximo recibiremos a los Jefes de Estado y empresarios de América del Sur y de los países árabes, y con el mismo espíritu estamos consolidando vínculos con nuevos socios como Turquía e India.
Debo manifestar que el Gobierno no será indiferente frente a nuestros compatriotas en el exterior. En épocas de crisis económica, las remesas fueron una solución para miles de hogares peruanos y lo sigue siendo en alguna forma. Pero hoy la crisis internacional está afectando a miles de peruanos que se han quedado sin empleo y parecen no tener ya futuro en tierras lejanas. Ha llegado el momento para que el Perú acoja a sus hijos y les brinde la ayuda que necesiten para retornar al país. Para ello, presentaremos prontamente un proyecto de Ley del Retorno, que brinde las facilidades que se requieren para rescatar a nuestros hermanos en el exterior.
Hermanos, hermanas:
En este primer año de gobierno hemos avanzado significativamente en la gran transformación. Hemos iniciado el cumplimiento de lo que aquí mismo ofrecí el 28 de julio del año pasado, en el sentido de consolidar un crecimiento sano de la economía, favoreciendo su competitividad; de generar un proceso de inclusión social en beneficio de los históricamente desposeídos; de impulsar el desarrollo sostenible en armonía con nuestra megadiversidad. En todos estos ámbitos, tal como lo he reseñado hoy, hemos obtenido logros concretos y nos hemos fijado metas tangibles en nuestro horizonte inmediato. En el campo de la compleja gobernabilidad democrática, también hemos iniciado un proceso de reforma tendiente a poner el Estado al servicio del ciudadano.
Hemos actuado rigurosamente para que nuestra economía tenga un carácter nacional de mercado abierta al mundo. El Estado ha recuperado su rol de promotor no solo del crecimiento, sino también del progreso social; priorizando educación, salud y nutrición infantil; mejorando las condiciones de trabajo; invirtiendo en infraestructura, en escuelas, en postas médicas y mejorando el salario básico. Hemos comenzado a desarrollar una política ambiental con el firme propósito de que el crecimiento sea inclusivo y además, sustentable.
Aun tenemos muchas tareas pendientes, sobre todo en el campo de la gobernabilidad y la paz social. Actuaremos con persuasión, sin prisa, pero sin pausa, sobre la base del diálogo democrático para que los conflictos sociales sean adecuadamente resueltos. El gobierno central, los gobiernos regionales y municipales, la empresa privada y la sociedad civil debemos ser socios para alcanzar este objetivo. Igualmente, debemos desarrollar acciones más eficaces en el terreno de la seguridad ciudadana. Me comprometo a dedicar mis mayores esfuerzos para que en esta dimensión, avancemos con la misma velocidad y la misma convicción.
Mi gobierno anhela que el Perú llegue al bicentenario de su independencia con un pueblo próspero que se reconozca en su riqueza y diversidad cultural, que respete sus diferencias y que haya aprendido a construir en conjunto un país inclusivo, democrático y moderno.
Esta es la gran transformación en torno a la cual los convoco a unirnos, inspirados en los valores que distinguieron a peruanos ilustres como Jorge Basadre, de quien puedo prestar expresiones para decirles como él: “Yo también soy un peruano más que entiende el sentido de patria como un conjunto de derechos inalienables, y al mismo tiempo, como un conjunto de deberes concretos para hacer realidad la promesa de la vida peruana”.
Este 28 de julio reitero mi aspiración a “una patria inclusiva que abre el camino al progreso social”; renuevo mi compromiso de seguir caminando bajo las banderas de la justicia y la vigencia de los derechos fundamentales; ratifico ante ustedes mi amor por el Perú.

27/07/2012 - 09:47h Peru avança, mas Humala está sob pressão

Por Rodrigo Pedroso | VALOR

De Lima

O presidente do Peru, Ollanta Humala, completa amanhã um ano de mandato com o pior índice de aprovação desde que assumiu. Eleito com a promessa de manter o vigor da economia dando atenção ao lado social, o ex-militar enfrenta uma escalada dos conflitos sociais que vem afetando diretamente seu governo: na segunda-feira, anunciou o terceiro presidente do Conselho de Ministros de sua administração, após receber carta de renúncia de todo o gabinete.

Apostas em ministros que acirraram os conflitos, falta de quadros técnicos no Partido Nacionalista Peruano (PNP), de Humala, e a descrença da fragmentada população na política peruana estão por trás das dificuldades de Humala em manter uma equipe de governo coesa. Por outro lado, a economia do país segue como uma das mais sólidas do continente, sem apresentar sinais de que está sendo afetada pelo cenário político, que deve ficar menos tenso após as mudanças.

A causa maior do desgaste da imagem de Humala – e que levou à renúncia do gabinete – está ligada à principal atividade econômica peruana. Avaliado em US$ 4,8 bilhões, o projeto Conga, uma mina de cobre e ouro na região de Cajamarca, no noroeste do país, vem sendo alvo de protestos desde o fim de 2011 por seu impacto no ambiente e nas condições de vida da população local, como cobrança pelo uso da água. Nos últimos meses, os confrontos entre forças do governo e manifestantes se intensificaram. Só em julho, cinco pessoas morreram nos protestos.

Juan Jimenez, ex-ministro da Justiça e novo presidente do Conselho de Ministros, tem perfil mais conciliador do que o antecessor, Oscar Valdés. Após assumir o cargo em dezembro, o ex-militar adotou postura mais dura frente aos opositores do projeto Conga para dar mais celeridade à construção da mina. Também houve trocas nos ministérios de Justiça, Saúde, Defesa, Interior e Agricultura.

A mina em Cajamarca é um símbolo da escalada das tensões no país andino. Em junho, a Defensoria do Povo havia mapeado 169 conflitos sociais ativos no país, com 60% sendo motivados por questões socioambientais, contra 141 em agosto de 2011. No início do mês, o governo decretou estado de emergência em três Províncias.

O acirramento dos conflitos fez a aprovação a Humala cair a 36% na última pesquisa divulgada sobre o tema, enquanto os peruanos que desaprovam o primeiro ano do presidente são 55%. A principal queixa, para 72% dos entrevistados, é que ele não está cumprindo as promessas de campanha.

A inexperiência de Humala é um dos pontos fracos do governo na área social, segundo o historiador Antonio Zapata, pesquisador do Instituto de Estudos Peruanos (IEP) e professor da Pontifícia Universidade Católica do país andino. Criado em 2006, o partido do presidente teve dificuldades para encontrar quadros para compor o governo. “Isso comprometeu a gestão e a eficiência de alguns ministérios, principalmente aqueles ligados à área social, que estão mais pressionados. Além disso, em dezembro, na segunda troca, o Humala adotou uma linha mais repressiva. Não souberam dialogar e geraram mais conflitos”, afirma.

Para Zapata, porém, as mudanças recém-promovidas trazem interlocutores com mais credibilidade para dialogar com os manifestantes. A estabilidade econômica, segundo ele, também é um trunfo que ajuda na governabilidade.

Em maio, na comparação com o mesmo mês de 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 6,4%, acima do esperado. Para o ano, o governo prevê, mesmo com o cenário externo adverso, aumento de 6%, número similar à média dos últimos dez anos.

O ânimo de investidores estrangeiros diretos também segue em alta, principalmente nos setores de mineração e infraestrutura, assim como o clima para negócios. De acordo com pesquisa da consultoria Grant Thornton International, no segundo trimestre do ano, 96% dos empresários das grandes empresas que atuam no Peru estavam confiantes nos rumos da economia para os próximos 12 meses. O índice é o maior dos 40 países investigados pelo levantamento.

Embaixador do Brasil no Peru desde a posse de Humala, Carlos Alfredo Lazary Teixeira vem notando uma alta do interesse de empresas brasileiras para investir no país vizinho. “Eles não vão abandonar o modelo de desenvolvimento econômico, que começou com o Alberto Fujimori, na década de 1990. Há hoje um convencimento de que não se pode mudar.”

A economia peruana apresentou, na última década, um dos melhores desempenhos de sua história. A abertura do mercado interno via acordos de livre-comércio com países asiáticos como China e Cingapura, latino-americanos como México, Colômbia e Chile, os Estados Unidos e a União Europeia – esse último firmado em junho -, a alta no preço das commodities minerais e a atração de investimento estrangeiro direto são os principais ingredientes da receita que fez o Produto Interno Bruto (PIB) passar de US$ 57 bilhões em 2002 a US$ 176 bilhões em 2011.

Um coquetel de variáveis macroeconômicas ajudou a sustentar esse resultado e tornou o país atrativo aos investimentos externos, que veem no Estado enxuto, pouco burocrático e que cobra baixos impostos – os tributos representaram 15,5% do PIB peruano ano passado – atrativos para investir.

O repórter viajou a convite da Peru Service Summit

26/07/2012 - 14:03h Peru e Colômbia atraem mais bancos estrangeiros

Por Polya Lesova | Especial para o The Wall Street Journal, de Lima, Peru – VALOR

Em San Isidro, o distrito financeiro da capital peruana, os bancos ocupam alguns dos edifícios mais elegantes, um reflexo da boa fase do setor que tem sido alimentada pelo crescimento econômico do Peru.

A Colômbia e o Peru têm visto suas economias crescerem fortemente nos últimos anos, e o setor bancário tem tirado proveito.

Os bancos dos dois países têm se beneficiado de uma crescente base de clientes potenciais, à medida que a classe média se expande e mais pessoas são retiradas da pobreza, estimulando a demanda por empréstimos ao consumidor, cartões de crédito e hipotecas.

Bancos brasileiros também buscam se beneficiar de nova base de clientes

Num momento em que gigantes do setor bancário no mundo desenvolvido cambaleiam depois de uma série de escândalos e batalham para entregar retornos aceitáveis para os acionistas, muitas instituições financeiras no Peru e na Colômbia apresentam um invejável crescimento no lucro e retornos de dois dígitos sobre o próprio capital.

Instituições financeiras de países vizinhos também tentam tirar proveito do bom momento do Peru e Colômbia. Os bancos brasileiros têm sido especialmente ativos. O banco de investimento BTG Pactual, por exemplo, comprou a corretora chilena Celfin Capital em fevereiro, ganhando exposição aos mercados de capital de rápido desenvolvimento não só do Peru e Colômbia, mas também do Chile. E em junho, o BTG fechou acordo para comprar a Bolsa y Renta, de MedellÍn, a maior corretora de valores da Colômbia. O Itaú BBA, que é a a subsidiária de banco de investimentos do Itaú Unibanco Holdings, instalou recentemente um banco de atacado na Colômbia. Além disso, o Corpbanca, do Chile, já informou que está à procura de aquisições no Peru, depois de ter comprado os ativos do Santander na Colômbia.

Guillermo Arbe Carbonel, economista do Scotiabank, em Lima, diz que, no caso do Peru, o setor bancário acompanhou o crescimento orgânico da economia e se beneficiou do nível historicamente baixo de penetração bancária.

Muitas famílias e empresas que não estavam no radar dos bancos antes agora estão, diz Carbonel. “Também estamos vendo isso na construção. Eles estão construindo shopping-centers em todo o país e os bancos vão colocar agências nesses shoppings. Agora é útil ter um cartão de crédito.”

O interesse por hipotecas está aumentando a taxas de dois dígitos, nota o analista, que acrescenta: “Há uma mobilidade social muito forte.”

O Banco de Crédito, que faz parte da Credicorp Ltd., é o maior banco do Peru, com mais de 30% de participação de mercado tanto em empréstimos como em depósitos. Em seguida, estão o BBVA Continental (de propriedade de banco espanhol BBVA SA), o Scotiabank Peru (uma unidade do canadense Bank of Nova Scotia) e o limenho Interbank (uma unidade do Intergroup Financial Services Corp.)

Num reflexo do novo ímpeto da indústria, o Banco de Crédito teve um aumento de 30% no lucro do primeiro trimestre e uma média de retorno sobre o patrimônio, um indicador de rentabilidade dos bancos, de 29,2%. O total de empréstimos subiu 21% em comparação com um ano antes, para US$ 17,6 bilhões, impulsionado pelo setor de banco de varejo, em particular as hipotecas e empréstimos ao consumidor.

Embora os bancos locais devem continuar vendo crescimento sólido na carteira de empréstimos este ano, o Peru certamente enfrenta alguns desafios. Um deles é a dolarização, ou o uso generalizado de moeda estrangeira, que decorre parcialmente da dolorosa experiência do país com a hiperinflação na década de 1980.

“Nossa dolarização ainda é alta”, diz Juan Carlos Odar, economista do Banco de Crédito em Lima. “O banco central está muito presente no mercado de câmbio. Eles tentam evitar a volatilidade da taxa de câmbio.”

Do outro lado da fronteira, na Colômbia, o setor bancário também vem prosperando e atraindo o interesse de investidores estrangeiros. Os empréstimos comerciais e para consumidores, que representam 90% da carteira de crédito total, estão crescendo a taxas de dois dígitos. Apesar de responder só por cerca de 8% do total de empréstimos, a atividade de hipotecas também tem ganhado força. O nível de inadimplência subiu um pouco, mas continua em volumes historicamente baixos, segundo a InterBolsa.

A Colômbia sofreu uma grave crise de hipotecas na década de 1990, quando a inadimplência disparou. Muitos bancos com grande exposição aos empréstimos hipotecários tiveram de fechar as portas e o governo acabou intervindo para recapitalizar as instituições financeiras. Essa crise imperrou o desenvolvimento do setor bancário e reduziu o crescimento do crédito durante a década seguinte.

O Grupo Aval, o enorme conglomerado construído pelo bilionário Luis Carlos Sarmiento, é o maior grupo financeiro da Colômbia e controla cerca de 30% do setor bancário local. O Aval possui vários bancos, incluindo o Banco de Bogotá, o segundo maior banco do país, e o Porvenir SA, o maior fundo de pensão.

O Bancolombia SA, que tem ADRs na Bolsa de Valores de Nova York, é o maior banco do país com 20% do total de ativos, segundo dados da InterBolsa. O Banco de Bogotá é o segundo, com 15%, seguido do Banco Davivienda SA com 12%. O BBVA, com uma participação de mercado de 9%, é o maior entre os participantes estrangeiros.

“Há uma série de oportunidades e os investidores internacionais estão vendo isso. Muitos estão pagando alto para acessar o sistema colombiano”, diz Philip Thomas, analista do setor financeiro da Interbolsa, em Medellín, Colômbia, dando o exemplo de dois negócios. Em outubro passado, o Scotiabank anunciou que iria comprar 51% do Banco Colpatria em um negócio avaliado em US$ 1 bilhão. E em maio, o Santander anunciou a venda de seus ativos colombianos ao chileno Corpbanca SA.

Ao mesmo tempo que os bancos estrangeiros buscam uma fatia do mercado colombiano, os bancos colombianos também estão expandindo sua presença na América Central.

Em 2010, o Grupo Aval comprou o BAC-Credomatic da GE Capital, recebendo no acordo um banco com operações na Costa Rica, México, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras e Panamá. E este ano, o Banco Davivienda comprou unidades do HSBC Holdings na Costa Rica, El Salvador e Honduras.

Polya Lesova é vice-diretora da sucursal de Nova York do site “MarketWatch”

26/07/2012 - 10:49h Perú: Un gabinete de preguntas

Jueves, 26 de julio de 2012

Fernando Tuesta Soldevilla – La República

El conflicto alrededor del proyecto minero Conga fue el fin del gabinete Salomón Lerner y el origen del de Óscar Valdés. Más de medio año después, el problema no se ha resuelto, sino que se ha agravado con lamentables víctimas. Este es la piedra en el zapato presidencial, en momentos en que la inicial alta aprobación de la gestión presidencial ha mutado en una superior desaprobación. Preocupantes cifras que explican, en parte, los cambios ministeriales.

Es probable que el presidente Humala decidió realizar cambios en el gabinete ministerial a pocos días del mensaje a la nación, por sentir que su premier le daba más costo que beneficio y por que el camino trazado por Valdés lo dirigía a los brazos del fujimorismo. El actual presidente es pragmático y no ideológico. Por lo tanto, aliarse con quienes compitió en las elecciones era sellar un camino sin retorno y con un alto costo. El cambio de parte del gabinete es también, por lo tanto, tomar distancia del fujimorismo, así como ganar aliados y neutralizar a otros. En pocas palabras, el presidente Humala ha reconocido que estaba aislándose y que esto ya se reflejaba en la evaluación de la opinión pública. Por lo tanto, el momento escogido por la decisión presidencial, fue acertado.

La otra jugada no ha sido menos precisa. Ha cambiado tan solo cinco nombres, pero la sensación que ha dejado es de un gabinete oxigenado. Nombrar al ahora ex ministro de Justicia, Juan Jiménez Mayor es una muestra de cambio de formas, que no son menos importantes. Se cambia a un premier, como Valdés, con un estilo confrontacional y carente de experiencia política, por un abogado más abierto al diálogo, como lo ha hecho desde el inicio. Diálogo encima de principio de autoridad que ya cobró más de una docena de víctimas, es una señal positiva. En esa misma dirección, se retiran los elementos que hacían ver al gobierno como autoritario y carente de conocimiento del sector, para colocar a dos civiles, como son los casos de Pedro Cateriano y Wilfredo Pedraza, en las carteras de Interior y de Defensa, respectivamente.

Por lo demás, el nuevo premier enfrentó en la víspera de su nombramiento al juez supremo Villa Stein, sobre la controvertida resolución que este emitió, sobre el grupo Colina. Enfrentamiento particularmente político, pues se trata de un juez que ha dado muestras de simpatía por la figura y el gobierno del ex presidente Fujimori. La reacción del fujimorismo ha sido inmediata, mostrando su desagrado por el nombramiento del nuevo premier.

En general, los nuevos ministros son buenos profesionales y técnicos en sus diversas especialidades, por lo que se ha constituido un gabinete ministerial política y técnicamente mejor dotado. Todo lo anterior es la muestra de un cambio de dirección hacia el centro político, por lo que la interrogante es si el presidente Humala, muchas veces silente y ausente, logra liderar los cambios que estos nuevos nombres proyectan.

Sin embargo, varios temas pendientes abren serias interrogantes. Si persiste la insatisfacción ciudadana y los conflictos sociales siguen creciendo, sobre todo si no se soluciona satisfactoriamente el tema Conga, podemos estar delante de un gabinete corto y eso sí sería grave. Este gobierno, como ninguno en medio siglo ha tenido tres gabinetes en menos de un año. Uno más sería un signo de inestabilidad e ingobernabilidad altamente preocupante. Para que el gabinete tenga respaldo necesita que se llegue a un acuerdo con la mayor cantidad de fuerzas políticas y sociales. El tema es sobre la base de qué. Es aquí donde el presidente tiene la oportunidad de replantear la dirección de su gobierno en su discurso a la nación del 28 de julio. La tarea sigue siendo la misma: como combinar adecuadamente crecimiento económico con políticas públicas que lleguen a sus votantes, sin tocar un modelo económico que de hecho sí ha traído beneficios, aun cuando disparejos. Tarea para nada fácil en donde no han tenido éxito los gobiernos anteriores.

26/07/2012 - 10:20h ¿De dónde viene Conga va?

Jueves, 26 de julio de 2012

Mirko Lauer – La República

En una reciente encuesta de GFK-Conecta una mayoría opina que Ollanta Humala debe explicar al público su cambio de posición. La cosa parece simple, pero no lo es tanto. Los cambios se han dado en unos temas, no en otros. Además Humala ha expresado posturas distintas en diferentes momentos del decenio y medio que ha pasado desde que llegó a la política.

La idea central en este tema es que Humala era claramente de izquierda y que ahora no lo es más. Sin duda los discursos de campaña 2006 y 2011 eran radicales en muchos aspectos. Pero en todo momento de su peripecia es posible rastrear su discreta distancia respecto de la izquierda que lo acompañó en ambas ocasiones.

La larga entrevista autobiográfica publicada como libro en el 2009 (De Locumba a candidato a la presidencia en Perú) no contiene un atisbo de conceptos como marxismo, socialismo, izquierdismo partidario. En su discurso contestatario de ese momento todo es nacionalismo, patriotismo y una cómoda ubicación en el universo de lo militar.

Tan es así que esta columna en repetidas ocasiones planteó que Humala no era propiamente hablando un candidato de izquierda. Esto a pesar de él que era, sin duda, el que más a la izquierda estaba de todos los candidatos. Pero tanto la derecha como la izquierda, cada uno por sus propias razones, quería un Humala muy izquierdista, y se lo fabricó a la medida.

Algo parecido ha venido sucediendo con el famoso dictum Conga va, cuya atribución a Humala es una leyenda urbana. La frase Conga Va nunca fue pronunciada por Humala y más bien fue originalmente utilizada por Salomón Lerner como que Conga iría sí o sí, y debidamente registrada por La República, en noviembre del año pasado.

Le va a costar a Humala, si acaso le interesa, rectificar la difundida noción de que el 16 de ese mes pronunció un discurso conocido como Conga va. No hubo discurso, sino conferencia de prensa, y no hubo declaración presidencial en ese sentido. Más bien hubo un comentario de escurridiza cautela. Desde entonces Lerner ha cambiado algo su taxativa posición sobre Conga.

Volviendo al tema del cambio en Humala, se puede decir que en campaña ofreció cosas que no está dispuesto a hacer ahora (una práctica estándar, de paso sea dicho). Pero su semi-ruptura con la izquierda da toda la impresión de ser la ruptura de una alianza, que un acto de radical apostasía ideológica, como algunos renunciantes lo quieren presentar.

De modo que antes de pensar en la explicación de un cambio es importante establecer con cierta precisión lo que dijo y lo que no dijo Humala y en qué momento. Ejercicio que también podría hacerse en relación con algunos de sus colaboradores en la primera hora de gobierno.